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1   a idade da terra 1 a idade da terra Presentation Transcript

  • A MEDIDA DO TEMPO EA IDADE DA TERRA MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  • Diversidade de rochas2  Uma rocha é um agregado, consolidado ou não, de minerais.  As rochas são geradas por processos naturais, desde épocas remotas, e testemunham as condições em que se originaram.  Atendendo às características e às condições que presidiram à sua génese, consideram-se três grandes categorias de rochas: sedimentares, magmáticas e metamórficas, que assumem diferentes aspetos na paisagem.  No decurso do tempo, múltiplos fenómenos afetaram a Terra, modificando as suas paisagens.
  • Diversidade de rochas3 Percentagem relativa de rochas sedimentares e magmáticas na crusta terrestre  As rochas sedimentares constituem apenas 5% do volume da crosta terrestre e ocupam 75 % da superfície da crusta.  As rochas magmáticas constituem cerca de 95% de volume da crosta e ocupam apenas 25% da superfície da crusta. View slide
  • Rochas Sedimentares4  A superfície terrestre é um local de intersecção entre a atividade geológica resultante da energia interna da Terra e a atividade da biosfera, da atmosfera e da hidrosfera, dinamizadas pela energia solar. Como resultado dessa interação, as rochas são alteradas e erodidas. View slide
  • Rochas Sedimentares5  São formadas à superfície da terra ou próximo dela a partir de deposições de sedimentos que, posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e ligados entre si.  Constituem apenas 5% do volume da crosta terrestre; ocupam 75 % da superfície dos continentes.  Resultam geralmente da meteorização e erosão de rochas pré- existentes, seguida de transporte, deposição e diagénese, organizando- se em estratos dispostos, inicialmente, na horizontal.  Nas rochas sedimentares é normal encontrar fósseis.
  • Rochas Sedimentares6 Na génese das rochas sedimentares ocorrem, geralmente, duas fases:  Sedimentogénese - Conjunto de processos que compreendem a elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a deposição desses materiais.  Diagénese - Conjunto de processos físico-químicos que intervêm após a sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para as rochas sedimentares coerentes.
  • Rochas Sedimentares7 Rochas metamórficas Rochas magmáticas Rochas sedimentares  Meteorização  Erosão Sedimentogénese  Transporte  Sedimentação  Compactação e desidratação Cimentação Diagénese Recristalização Rochas sedimentares
  • Rochas Sedimentares Sedimentogénese8  A meteorização pode ser física, originando partículas cada vez mais pequenas, ou química, que modifica os seus minerais.  A erosão, por ação de vários agentes (vento, água e seres vivos), remove das rochas as partículas que foram alteradas.  As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes variados (água , vento ou seres vivos) para outros locais.  Quando as condições do meio são propícias, o transporte cessa e os sedimentos sofrem deposição, sedimentação, sendo acumulados, geralmente, em bacias de sedimentação.
  • Rochas Sedimentares Meteorização e erosão9
  • Rochas Sedimentares Meteorização e erosão10 Diáclases  São superfícies de fratura provocadas por tensões internas da crosta ou por fenómenos de descompressão dos materiais rochosos (devido à remoção das camadas superiores);  Geralmente dividem os maciços em enormes blocos, grosseiramente paralelepipédicos;  Favorecem a meteorização (pois as zonas da bordadura são mais frágeis).  meteorização . as zonas de bordadura dos blocos transformam-se em areias – arenização; . os blocos tornam-se arredondados, formando bolas amontoadas – caos de blocos.
  • Rochas Sedimentares Meteorização e erosão11
  • Rochas Sedimentares Transporte12  As partículas resultantes da erosão são transportadas por agentes variados (água , vento ou seres vivos) para outros locais.  Ao longo do transporte as partículas sofrem modificações: diminuição de volume e arredondamento.
  • Rochas Sedimentares Diagénese13  Através da compactação os sedimentos são comprimidos por ação de novos sedimentos que sobre eles se depositam.  O aumento da pressão provoca a expulsão da água – desidratação – conduzindo à diminuição da porosidade e do volume.  Na cimentação os sedimentos são agregados por ação de um “cimento” resultante da precipitação de substâncias químicas dissolvidas na água ou por sedimentos mais finos.
  • Rochas Sedimentares Estratificação14  Formam-se camadas horizontais de sedimentos compactados – estratos.  Os estratos sobrepostos apresentam aspeto variado quanto à textura, estrutura, constituição mineralógica, granularidade dos elementos e cor.
  • Rochas Sedimentares15 Constituídas por sedimentos de origem Detríticas físico-química (detritos), formados por processos de meteorização sobre rochas pré-existentes Rochas Constituídas por sedimentos de origem Sedimentares química, resultantes da precipitação de Quimiogénicas substâncias em solução nas águas. Constituídas por sedimentos de origem Biogénicas biológica, produzidos pelos seres vivos ou resultantes da sua atividade.
  • Rochas Sedimentares16 Tipo de rocha Tipo de sedimento Origem sedimentar  Detritos Físico-química Rocha detrítica  Substâncias dissolvidas na Química Rocha quimiogénica água  Substâncias produzidas pelos Biológica Rocha biogénica seres vivos ou resultantes da sua atividade
  • Rochas Sedimentares17 Tipos de sedimentos  Sedimentos detríticos ou clastos Fragmentos de dimensões variadas, desde partículas de pequeníssimas dimensões até grandes blocos (argilas, areias e balastros), resultantes da alteração de outras rochas. Algumas rochas resultantes: argilitos, arenitos e brechas ou conglomerados.  Sedimentos de origem química Resultantes da precipitação de substâncias dissolvidas ou em suspensão na água. Algumas rochas resultantes: rochas carbonatadas como certos calcários.  Sedimentos biogénicos Constituídos por detritos orgânicos ou por materiais resultantes da acção bioquímica, nomeadamente conchas, fragmentos de peças esqueléticas, … Algumas rochas resultantes: calcários biogénicos como o calcário conquífero, carvões, …
  • Rochas Sedimentares18 Detríticas Rochas sedimentares detríticas não consolidadas D consolidadas Blocos I Seixos Arredondados Calhaus Balastros A Conglomerados Godos >2 mm G Cascalho É Areão Angulosos N Brechas E S E Areia (2 mm – 1/16 mm) Arenitos Silte (1/256 mm – 1/16 mm) Silitos Argila < 1/256 mm Argilitos
  • Rochas Sedimentares19 Detríticas
  • Rochas Sedimentares20 Quimiogénicas Calcário – resulta da precipitação do Carbonato de cálcio (CaCO3) Sal-gema – resulta da precipitação de cloreto de sódio (NaCl) Gesso – resulta da precipitação de sulfato de cálcio (CaSO42H2O)
  • Rochas Sedimentares21 Quimiogénicas Composto químico Mineral Rocha CaCO3 Calcite Calcário NaCl Halite Sal-gema CaSO4 Gesso Gesso
  • Rochas Sedimentares22 Biogénicas Calcário recifal  Resultante dos esqueletos calcários dos corais que vivem em águas do mar quentes e pouco profundas.  Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar.  Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário. Calcário conquífero  Formado pela acumulação de conchas calcárias de animais, como os moluscos, que sofreram um processo de cimentação.  Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para construírem os esqueletos (como as conchas).
  • Rochas Magmáticas ou Ígneas23  Resultam da consolidação dos magmas.  Ao solidificar à superfície, o arrefecimento é muito rápido, gerando rochas formadas por minerais microscópicos – rochas vulcânicas ou extrusivas.  Ao solidificar no interior da geosfera, o arrefecimento é muito lento, gerando rochas com cristais macroscópicos – rochas plutónicas ou intrusivas.
  • Rochas Metamórficas24  Originadas de rochas preexistentes que experimentam transformações mineralógicas e texturais, mantendo-se no estado sólido.  Essas alterações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadas ou à ação de fluidos circulantes.  Estas transformações ocorrem no interior da geosfera , geralmente entre 10 a 30 Km de profundidade.
  • Rochas Metamórficas Fatores de Metamorfismo25  Temperatura elevada A partir de 2000C permite o estabelecimento de novas ligações químicas Crescimento de minerais existentes e/ou novas estruturas cristalinas recristalização Novos minerais Altera a composição mineralógica da rocha
  • Rochas Metamórficas26  Fator de metamorfismo - Calor Corneana Quartzito Mármore Origem  Rocha argilosa, Arenito rico em Rocha carbonatada, calcária ou outra sílica como o calcário (junto à intrusão)
  • Rochas Metamórficas Fatores de Metamorfismo27  Tensões As rochas são sujeitas a tensões que modificam: - a composição mineralógica da rocha - o arranjo dos minerais (a textura da rocha)
  • Rochas Metamórficas28 Fator de metamorfismo -Tensões  Orientação paralela de certos minerais originada por forças compressivas;  Esta orientação é perpendicular à direção da tensão exercida sobre a rocha. Foliação Aspeto textural, resultante do alinhamento preferencial de certos minerais (ex. micas), sob a ação de tensões dirigidas. Em rochas de baixa granularidade só é visível ao microscópio. Fissilidade Capacidade da rocha se dividir em lâminas segundo os planos de foliação. À medida que o grau de metamorfismo aumenta a fissilidade diminui.
  • Ciclo das rochas29
  • O TEMPO, uma questão central em Geologia30  Em 1664, o arcebispo irlandês James Ussher afirmava que a Terra tinha sido criada às 9 horas da manhã do dia 26 de Outubro de 4004 a.c.  Para chegar a estes valores baseou-se na Bíblia (200 gerações desde Adão) Actualmente o valor aceite, pela comunidade científica, para a idade da Terra é de aproximadamente 4600 M.a.
  • O TEMPO, e os fósseis31 Que informações fornecem as rochas sobre a história da Terra? E as rochas que contêm fósseis?
  • O TEMPO, e os fósseis32 Fósseis são restos, marcas ou vestígios da atividade de seres vivos, que ficaram preservados nas rochas ou outros materiais naturais
  • Condições de fossilização33 O isolamento dos cadáveres e restos de seres vivos da erosão atmosférica Os cadáveres ou restos de seres vivos têm de ficar rapidamente isolados dos agentes erosivos, do seu poder oxidante e microbiano que rapidamente os decompõem, inclusive as partes duras mineralizadas. A presença de esqueleto interno ou externo mineralizado resistente Os organismos que possuem esqueleto interno ou externo, resistente, de natureza mineral, têm mais hipóteses de fossilizar do que os organismos de corpo mole.
  • Condições de fossilização34 A natureza dos sedimentos envolventes Se os sedimentos que envolvem e cobrem os cadáveres e restos de organismos são finos, como as argilas e os siltes, a fossilização é bem sucedida. Nos sedimentos grosseiros, como as areias e os conglomerados, as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica. A geoquímica do meio O meio oxidante não facilita a fossilização, ao contrário do meio redutor ou anaeróbio que propícia a conservação, inclusive das partes moles dos organismos
  • Condições de fossilização35 As características do meio ambiente Os ambientes em que há abundância de alimentos, são, em geral, superpovoados , o que aumenta a probabilidade dos organismos fossilizarem. Quando existe um grande número de predadores e necrófagos os organismos são consumidos como alimento de outros seres vivos. O clima Nos climas frios dá-se a preservação dos organismos, uma vez que a baixa temperatura inibe a acção de bactérias. Nos climas tropicais quentes e húmidos a decomposição dos organismos dá-se de forma extremamente rápida.
  • Condições de fossilização36 Inerentes ao ser vivo • Presença de partes duras (esqueleto interno ou externo), Inerentes ao meio • Elevada velocidade de sedimentação, • Sedimentos finos, como as argilas e os siltes (nos sedimentos grosseiros as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica), • Meio calmo, com reduzida energia hidrodinâmica (como as águas paradas facilitadoras da sedimentação rápida), • Meio redutor ou anaeróbio (inibe a ação das bactérias), • Temperaturas baixas (inibem a ação das bactérias).
  • Processos de fossilização37 CONSERVAÇÃO Mamute conservado no gelo É o aprisionamento/ envolvimento de organismos em substâncias como o âmbar, asfalto, gelo, permanecendo aí conservados. Este processo inclui a mumificação, em que o cadáver sofre sobretudo desidratação. Inseto conservado em âmbar
  • Processos de fossilização38 MINERALIZAÇÃO A fossilização dá-se por transformações químicas, pelas quais a matéria orgânica é substituída por matéria mineral, como a calcite, a sílica e a pirite, entre outros. Trilobite Estruturas de Corais em calcite Amonite Cabeça de dinossauro
  • Processos de fossilização39 MOLDAGEM Não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente um molde da sua estrutura interna – moldes internos, ou da sua estrutura externa – moldes externos, resultantes da consolidação dos sedimentos que preenchiam ou envolviam o ser vivo. Molde Interno Molde Externo O interior do organismo enche- se de sedimentos que O organismo, ao morrer, cai sobre os reproduzem os detalhes da sua sedimentos, deixando impressas as suas estrutura interna características estruturais externas
  • Processos de fossilização40 IMPRESSÃO As impressões são moldes externos de estruturas finas (baixo relevo), como folhas ou penas e rastos deixados por seres vivos. A impressão é um caso particular de moldagem. Impressão de folha Impressão da asa de inseto
  • Processos de fossilização41 MARCAS OU VESTÍGIOS DE ACTIVIDADES Conhecidas por icnofósseis – como pistas, pegadas, ovos, ninhos e fezes. Pegadas Ovos fossilizados Coprólito - Fezes fossilizadas
  • A importância dos fósseis42 Fósseis de idade – datam as rochas onde se encontram  Fóssil de ser vivo de uma espécie que : - viveu durante um curto período de tempo geológico, - apresentou grande distribuição geográfica, - teve muitos representantes Trilobites Amonites Era Paleozóica Era Mesozóica
  • A importância dos fósseis43 Fósseis de fácies ou de ambiente – caracterizam ambientes antigos  Fóssil de um ser vivo de uma espécie que viveu em condições ambientais muito restritas. Coral Atualmente vive apenas em ambientes de águas calmas, quentes e pouco profundas
  • A importância dos fósseis44 Estratigrafia Ramo da geologia que se ocupa do estudo, descrição, correlação de idades e classificação das rochas sedimentares.
  • Datação das rochas45  Datação relativa (Idade relativa) – corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica em relação a outra.  A datação relativa não permite obter um valor numérico, apenas um valor comparativo com outras estruturas geológicas (outras rochas ou fósseis).  Diferentes princípios estratigráficos podem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas (princípio da horizontalidade , princípio da sobreposição dos estratos e princípio da identidade paleontológica).  Datação radiométrica (Idade absoluta) - corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica, referida em valores numéricos, geralmente em milhões de anos (M. a.).
  • Datação Relativa P. da horizontalidade46 Princípio da horizontalidade  A deposição de sedimentos ocorre numa posição horizontal Numa sequência estratigráfica não deformada, um estrato mais recente sobrepõe-se a um estrato mais antigo, os estratos serão tanto mais antigos quanto mais profundos se encontrarem e tanto mais recentes quanto mais superiormente se encontrarem na sequência estratigráfica.
  • Datação Relativa P. da horizontalidade47 Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das camadas é sempre posterior à sedimentação
  • Datação Relativa P. da sobreposição48 Princípio da sobreposição dos estratos  Numa sucessão de estratos não deformados, um estrato é mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base.
  • Datação Relativa49  As grandes descontinuidades no registo geológico devido à ausência de camadas (explicadas por falta de sedimentação ou por erosão) designam-se discordâncias estratigráficas ou lacunas.
  • Datação Relativa P. da identidade paleontológica50 Princípio da identidade paleontológica  Dois estratos apresentam a mesma idade se apresentarem o mesmo fóssil de idade.  A presença de um fóssil de idade em dois estratos diferentes, mesmo que se encontrem muito distanciados, permite-nos afirmar que os dois estratos possuem a mesma idade.
  • Datação Relativa P. da continuidade lateral51 Princípio da continuidade lateral  Um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão, independentemente da ocorrência da variação horizontal (lateral) de fácies.
  • Datação Relativa P. da continuidade lateral52  Se as rochas que se querem datar estão intercaladas em camadas que se reconhecem como idênticas, pode-se estabelecer uma correlação entre essas rochas intercaladas, de um afloramento para o outro.  Deste modo, uma camada limitada por um muro (base) e por um teto (topo) e definida por uma certa fácies tem a mesma idade ao longo de toda a sua extensão lateral.
  • Datação Relativa P. da intersecção53 Princípio da intersecção  Toda a estrutura geológica que intersecta outra é mais recente do que ela.  A intrusão é mais recente do que os estratos A, B, C, D e E.  O filão é mais recente do que todas as outras formações, dado que as intersecta.
  • Datação Relativa P. da inclusão54 Princípio da inclusão  Fragmentos de rochas incorporadas numa rocha são mais antigas do que a rocha que os engloba.  O estrato F é mais recente do que os outros pois inclui fragmentos de D, C e B.
  • Datação Absoluta55  Os elementos químicos, que ocorrem na natureza, podem apresentar três formas distintas, todas elas com o mesmo número de protões, mas com distinto número de neutrões, o que lhes confere diferente número de massa.  Quando o número de protões é diferente do número de neutrões designa-se de isótopo.
  • Datação Absoluta56 Um elemento químico pode apresentar-se: • com igual número de protões e de neutrões, que é a forma mais abundante, representando cerca de 95% a 99% desse elemento; • com diferente número de protões e de neutrões, mas estável – isótopo estável; • com diferente número de protões e de neutrões, mas instável, estando em constante transformação – isótopo radiativo. 12C - 6 protões e 6 neutrões (forma abundante); 13C - 6 protões e 7 neutrões (isótopo estável); 14C - 6 protões e 8 neutrões (isótopo instável).
  • Datação Absoluta57  A idade radiométrica permite obter um valor numérico para a idade das rochas, determinado em milhões de anos (M.a.).  Baseia-se: • na desintegração de isótopos radioactivos naturais, geralmente de potássio (K-40), rubídio (Rb-87), urânio (U-235 e U-238) e carbono (C-14); • no facto de os isótopos radioativos se desintegrarem, espontaneamente ao longo do tempo, a uma velocidade constante para cada um dos diferentes elementos radioativos.  A velocidade de decaimento não é afetada pelas condições ambientais (temperatura, humidade, pressão), o que torna o seu valor específico do elemento e não das condições a que esse elemento está sujeito.
  • Datação Absoluta58  O isótopo radioactivo designa-se por isótopo-pai e os isótopos resultantes da desintegração designam-se de isótopos-filhos.  A desintegração/decaimento radioactivo ocorre sempre no sentido da obtenção de átomos-filhos mais estáveis: isótopo-pai / isótopo-filho.  O tempo necessário para que metade dos isótopos-pai se transforme em isótopos-filho é designado por tempo de semivida.
  • Datação Absoluta59
  • Datação Absoluta60
  • Datação Absoluta61 Isótopo-filho Isótopo-pai Decaimento radioactivo Mais estável Radioactivo Uma semi-vida Uma semi-vida
  • Datação Absoluta62  Uma rocha, quando se forma, adquire uma certa quantidade de isótopos radiativos.  Os isótopos radiativos, por serem instáveis, começam o seu processo de alteração (perda de partículas do seu núcleo) no momento de formação da rocha.  Estes isótopos vão-se desintegrando, a uma velocidade mais ou menos conhecida, transformando-se em átomos estáveis.  A relação entre a quantidade de isótopo-pai e a de isótopo-filho permite, de uma forma simples, chegar à datação do início da desintegração.  A idade da rocha será contada a partir do início da desintegração do isótopo-pai e será dada pelo número de semi-vidas decorrido até ao momento considerado.
  • Datação Absoluta63
  • Datação Absoluta64  Este métodos de datação é eficaz quando aplicado a rochas magmáticas, o mesmo não acontecendo relativamente às rochas sedimentares e metamórficas: - um magma no momento em que inicia o processo de solidificação, seja em profundidade seja à superfície, incorpora uma certa quantidade de isótopos radioativos (isótopos-pai); a quantidade de isótopos-filho, nesse momento, é nula. - as rochas metamórficas e as rochas sedimentares resultam da acumulação e da transformação (diagénese ou metamorfismo) de materiais rochosos pré-existentes, com origens e idades diferentes.
  • Datação Absoluta65  As rochas metamórficas resultam de modificações, devidas a pressão e temperatura, sofridas por outras rochas - o metamorfismo que as afetou não elimina os átomos-filho que elas possam conter nesse momento, obtém-se uma idade superior à que deveria corresponder à última fase de metamorfismo.  As rochas sedimentares detríticas resultam de processos de meteorização de rochas pré-existentes, obtém-se a idade dos sedimentos que a contém, os quais têm a idade das rochas de onde são provenientes.  Este método não deve ser aplicado a rochas metamórficas nem sedimentares.
  • Escala do Tempo Geológico66  São muitos e variados os acontecimentos que marcam a História da Terra  Alguns acontecimentos assumiram proporções dramáticas Períodos de intensa e Impacto da Terra contínua atividade com corpos vindos do vulcânica espaço Períodos mais ou menos Períodos de aquecimento prolongados de subida e ou arrefecimento global descida do nível do mar
  • Escala do Tempo Geológico67
  • Escala do Tempo Geológico68
  • Escala do Tempo Geológico69  As informações resultantes tanto de datações relativas como, mais tarde, de datações absolutas, permitiram aos geólogos a elaboração de escalas de tempo geológico.  Estas representações esquemáticas da história da Terra, representam sequências de divisões do tempo geológico, sendo as respetivas idades registadas em milhões de anos.
  • Escala do Tempo Geológico70 Os 4,6 mil milhões de anos da Terra estão divididos em grandes unidade de tempo:  Pré-Câmbrico  Era Paleozóica  Era Mesozóica  Era Cenozóica
  • Escala do Tempo Geológico71 As divisões são tanto maiores e mais inseguras quanto mais recuados são os tempos geológicos
  • Escala do Tempo Geológico72
  • Escala do Tempo Geológico73  Nestas escalas, as divisões mais alargadas de tempo designam-se por eons.  Nesses grandes intervalos de tempo consideram-se divisões de duração inferior chamadas eras, cada uma das quais se subdivide em períodos que, por sua vez, se dividem ainda em épocas.  As transições entre as diferentes divisões correspondem sobretudo a momentos de grandes extinções ocorridas no passado e testemunhadas pelo registo fóssil. Fósseis de muitos organismos, como os dinossauros e outros grupos animais e vegetais, aparecem pela última vez em estratos rochosos cuja datação absoluta revelou a idade de 66,4M. a., Estas espécies ter-se-ão extinto nesta época Transição entre a Era Mesozoica e a Era Cenozoica
  • Escala do Tempo Geológico74 Pré-Câmbrico 4600 M. a. – 542M. a.  Era mais longa.  Origem da crusta terrestre, atmosfera primordial e primeiros mares.  Seres aquáticos sem esqueleto.  Escassos registos fósseis.  As primeiras cianobactérias utilizam a fotossíntese e produzem oxigénio.
  • Escala do Tempo Geológico75 Era Paleozoica 542 M. a. – 251 M. a.  Desenvolvimento das comunidades marinhas.  Desenvolvem-se os primeiros peixes.  Origem dos anfíbios, insectos e répteis.  Domínio das plantas produtoras de esporos.  Formação do super continente Pangea. Extinção em massa 90 % de todas as Famílias desaparecem. Fim da Era Paleozoica
  • Escala do Tempo Geológico76 Era Mesozoica 251 M. a. – 65 Ma.  A idade dos dinossauros  Dominam as plantas terrestres  Origem das gimnospérmicas – plantas com sementes  Origem das angiospérmicas – plantas com flor  Origem dos mamíferos e das aves Impacto de um asteroide? Vulcanismo intenso? Extinção em massa de dinossauros e de muitos organismos marinhos Fim da Era Mesozoica
  • Escala do Tempo Geológico77 Era Cenozoica 251 M. a. - …  Evolução continuada e adaptações das plantas com flor, insectos, aves e mamíferos  Domínio dos mamíferos  Movimentos significativos da crusta e formação de montanhas (Alpes e Himalaias)  Evolui o mais primitivo hominídeo (antepassado dos humanos) há aproximadamente 4,4 milhões de anos atrás.  Os primeiros Homo sapiens surgiram há aproximadamente 100 mil anos atrás.
  • Escala do Tempo Geológico78