Caderno de resumos
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Caderno de resumos Caderno de resumos Document Transcript

  • CADERNO DE RESUMOSUniversidade Federal da Fronteira SulChapecó – SC
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SULCampus ChapecóDiretor de CampusJuliano Paccos CaramPró-Reitor de Pesquisa e Pós-GraduaçãoJoviles TrevisolCoordenadora do PPGELCláudia Andrea Rost SnichelottoCOORDENAÇÃO DO EVENTOPPGEL – Programa de Pós-Graduação em Estudos LinguísticosLinha de Pesquisa: Língua e cognição: representação e processamento dalinguagemComissão OrganizadoraCoordenadora:Profª Drª Morgana Fabíola CambrussiProfessoras da Linha de Pesquisa:Profª Drª Claudia Finger-KratochvilProfª Drª Núbia Saraiva Ferreira RechMestrandas:Adriana HoffmannCarmen Elisabete de OliveiraCristiane Lell de SouzaDaiana do Amaral JeremiasEudes T. Nadal MulinariFranciele da Silva NascimentoLucimar HammesMargarete Gonçalves Macedo de Carvalho
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SULPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS LINGUÍSTICOSCAMPUS CHAPECÓCADERNO DE RESUMOSI SEMINÁRIO DE PESQUISAS EMLINGUÍSTICA: LÍNGUA E COGNIÇÃOOrganização:Núbia Ferreira RechDaiana do Amaral JeremiasFranciele Silva NascimentoChapecó2013
  • Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada. Para ver uma cópia desta licença, visitehttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/.Permitida a reprodução desde que citada a fonte.Organização: Núbia Ferreira Rech, Daiana do Amaral Jeremias, FrancieleSilva NascimentoDiagramação: Franciele da Silva NascimentoLogo/Arte:O conteúdo de cada resumo bem como sua redação formal são deresponsabilidade exclusiva dos (as) autores (as).Caderno de Resumos - I Seminário de Pesquisas em Linguística:Língua e Cognição / Organização de Núbia Ferreira Rech,Daiana do Amaral Jeremias, Franciele Silva Nascimento –Frederico Westphalen, RS: URI – Frederico Westph, 2013.33 p.ISBN- 978-85-7796-094-1Apoio:Programa de Pós-Graduaçãoem Estudos LinguísticosCoordenação deAperfeiçoamento de Pessoalde Nível Superior
  • SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO.....................................................................................................7PROGRAMAÇÃO .....................................................................................................9RESUMOS1 Conferência de AberturaDisfluência: dispersão e estrutura...............................................................................12Ester Mirian Scarpa2 Mesa-redondaLéxico e cognição: questões da interfaceA classificação de verbos: a interface entre léxico e cognição.........................14Heronides MouraA organização biocognitiva do léxico: contribuições da morfologiaflexional .................................................................................................................................15Mailce Borges MotaA representação “neurosemântica” em bilíngues .................................................16Augusto Buchweitz3 Apresentações de PesquisasPesquisa Linguística: trajetória de investigação(Mestrandos da Linha de Pesquisa)A competência lexical nas avaliações externas do ensino fundamental......18Vanessa PolliA construção do léxico do surdo, para a competência leitora em línguaportuguesa............................................................................................................................19Carmen Elisabete de OliveiraA correlação das preposições polissêmicas ‘de’ e ‘para’ do portuguêsbrasileiro na língua kaingang ......................................................................................21Daiana do Amaral JeremiasComplemento dos verbos aspectuais do português brasileiro.........................22Franciele da Silva Nascimento
  • Compreensão leitora e competência lexical de professores da EducaçãoBásica e suas relações no processo de ensino e aprendizagem da leitura ..23Eudes T. Nadal MulinariLeitura e mídia virtual: as contribuições do blog para a construção dacompetência lexical...........................................................................................................24Margarete G. M. de CarvalhoProcessos de referenciação: o uso da sinonímia e da hiperonímia nasretomadas textuais............................................................................................................25Adriana HoffmannPesquisa Linguística: trajetória de investigação (Bolsistas deIniciação Científica)A classe dos verbos de criação do português do Brasil.......................................26Taise Dall’AsenVerbos de reestructuración en el español ................................................................27Tanurio Alex Schons MayerPesquisa Linguística: trajetória de investigação(Professores Sêniors)Estudos de sintaxe do português do Brasil ..............................................................28Carlos MiotoProsódia, interfaces, aquisição.....................................................................................29Ester Mirian ScarpaPesquisa Linguística: trajetória de investigação(Professores da Linha de Pesquisa)As relações entre a competência lexical, a compreensão em leitura e aconstrução do letramento ..............................................................................................30Cláudia FingerEstudos de estrutura semântica: a perspectiva do léxico ..................................31Morgana CambrussiConstruções infinitivas preposicionadas complemento dos verbosaspectuais .............................................................................................................................32Núbia Rech
  • APRESENTAÇÃOO I Seminário de Pesquisas em Linguística: Língua e Cogniçãoreunirá pesquisadores, professores orientadores, orientandos eprofessores sêniors visitantes do PPGEL com o intuito de divulgar aspesquisas desenvolvidas, socializar as propostas de pesquisa, discutiressas propostas e articular possibilidades de trabalho integrado. Oevento contribuirá para a estruturação da linha de pesquisa Língua eCognição: representação e processamento da linguagem, somando-se aoutras atividades que serão propostas para consolidação da linha depesquisa. Durante o evento, pesquisadores ainda não atuantes no PPGEL,mas integrantes de grupos de pesquisa vinculados à linha, serãoconvidados para participação nas atividades e para estabelecimento deinterlocução com as pesquisas desenvolvidas e apresentadas, além deintegrarem a reunião de grupo de pesquisa, que objetivará traçar umplano de atuação e de desenvolvimento do grupo para os próximos trêsanos. Também graduandos do curso de licenciatura em Letrasorientandos dos professores da linha participarão do evento,apresentando suas pesquisas de iniciação científica.A realizaçao do I Seminário de Pesquisas em Linguística: Língua eCognição justifica-se pela necessidade de promoçao das linhas depesquisa do recem-criado curso de Mestrado em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul e tambem pela necessidade desocializaçao e integraçao das atividades de pesquisa desenvolvidas noambito da linha de pesquisa Língua e Cognição: representação eprocessamento da linguagem. Alem disso, o evento possibilita aosmestrandos a socializaçao de seus trabalhos de pesquisa e a qualificaçaodesses trabalhos pelas discussoes e contribuiçoes realizadas durante oevento, mediante a intervençao dos docentes integrantes da linha depesquisa e professores convidados.
  • PROGRAMAÇÃOLOCAL: AUDITÓRIO DO BOM PASTOR – CENTROTerça-feira – 14/05/20138h – Credenciamento8h30min – Abertura9h – Conferência de Abertura - Disfluência: dispersão e estrutura –Ester Mirian Scarpa – UFFS10h20mim – Comunicações individuais – projetos de pesquisa mestrandos10h20min-10h40minComplemento dos verbos aspectuais do português brasileiro– Franciele da Silva Nascimento10h50min-11h20minA correlação das preposições polissêmicas ‘de’ e ‘para’ doportuguês brasileiro na língua kaingang – Daiana doAmaral Jeremias11h20min-11h40minProcessos de referenciação: o uso da sinonímia e dahiperonímia nas retomadas textuais – Adriana Hoffmann14h – Minicurso – Estrutura argumental do verbo – Carlos Mioto e NúbiaRech18h – EncerramentoQuarta-feira – 15/05/20138h – Comunicações individuais – projetos de pesquisa mestrandos8h-8h20minCompreensão leitora e competência lexical de professores daEducação Básica e suas relações no processo de ensino eaprendizagem da leitura – Eudes T. Nadal Mulinari8h30min-8h50minLeitura e mídia virtual: as contribuições do blog para aconstrução da competência lexical – Margarete G. M. deCarvalho9h-9h20minA competência lexical nas avaliações externas do ensinofundamental – Vanessa Polli9h30min-9h50minA construção do léxico do surdo, para a competência leitoraem língua Portuguesa – Carmen Elisabete de Oliveira10h30min – Mesa-redonda – Léxico e cognição: questões da interfaceA classificação de verbos: a interface entre léxico e cognição – Prof. Dr.Heronides Moura (UFSC)
  • A organização biocognitiva do léxico: contribuições da morfologiaflexional – Profa. Dra. Mailce Borges Mota (UFSC/CNPq)A representação “neurosemântica” em bilíngues – Prof. Dr. AugustoBuchweitz (PUC-RS)14h – Minicurso – Estrutura argumental do verbo – Carlos Mioto e NúbiaRech18h – EncerramentoQuinta-feira – 16/05/20138h30min – Prosódia, interfaces, aquisição – Profa. Dra. Ester MirianScarpa (UFFS)9h30min– Estudos de sintaxe do português do Brasil – Prof. Dr. CarlosMioto (UFFS)10h30min – Intervalo10h45min – Comunicações individuais – projetos de pesquisa IC10h45min-11hVerbos de reestructuración en el español – Tanurio AlexSchons Mayer11h10min-11h25minA classe dos verbos de criação do português do Brasil –Taise Dall’Asen14h – Minicurso – Estrutura argumental do verbo – Carlos Mioto e NúbiaRech18h – EncerramentoSexta-feira – 17/05/20138h30min – As relações entre a competência lexical, a compreensão emleitura e a construção do letramento – Profa. Dra. Cláudia FingerKratochvil (UFFS)9h10min – Estudos de estrutura semântica: a perspectiva do léxico – Profa.Dra. Morgana Fabiola Cambrussi (UFFS)9h50min – Construções infinitivas preposicionadas complemento dosverbos aspectuais – Profa. Dra. Núbia Ferreira Rech (UFFS)10h30min – Intervalo10h45min – Reunião dos Grupos de Pesquisa14h – Minicurso – Estrutura argumental do verbo – Carlos Mioto e NúbiaRech18h – Encerramento
  • RESUMOS
  • 121 Conferência de AberturaDisfluência: dispersão e estruturaEster Mirian ScarpaUFFSTradicionalmente, o conceito de fluência tem sido descrito através de suacontraparte negativa, a disfluência; esta tem sido considerada o termomarcado, desviante e problemático da sua face ideal, a fluência. Maisrecentemente a literatura tem negado o caráter desviante da disfluência,interpretando a fluência e a disfluência de forma integrada ecomplementar. Merlo (2006; 2012), em trabalhos experimentais, mostraque traços de disfluência aparecem em ciclos periódicos da fala e sãoconstitutivos da dinâmica da fala e necessários para a fluência. Outrostrabalhos, porém, sugerem um viés de dispersão e aleatoriedadelinguística sistemática aos dados de disfluência, que estariam sujeitos àderiva e imprevisibilidade. Esta apresentação visa mostrar as tendênciasde ocorrência de disfluências (repetições hesitativas e alongamentosvocálicos não-enfáticos) no interior dos domínios prosódicos doenunciado. Usando modelos de Fonologias Prosódica e Entoacional,aplicado a um corpus de um trecho de fala espontânea, objetiva mostrarque os episódios de fala disfluente obedece princípios regrados ehierárquicos de domínios prosódicos, complementando, assim, aspesquisas acústicas sobre traços de hesitação e mecânica da fala eafirmando o caráter linguístico e de interface desses fenômenos. Osresultados apontam: (i) que as repetições e alongamentos hesitativos sedão com maior frequência com clíticos prosódicos; (ii) que repetiçõeshesitativas não envolvem a cabeça de frase fonológica de fraseentoacional e, se a repetição hesitativa envolve a palavra fonológica, estaé sempre não cabeça de frase fonológica ou frase entoacional; (iii) que háabaixamento de tessitura do contorno entoacional dos trechos comrepetições hesitativas; e (iv) que depois das repetições hesitativas, égrande a incidência de atribuição de configuração tonal de focoencontrada em português brasileiro. Trechos hesitativos fazem parte dadinâmica da fala e da elaboração do texto oral. Se, por um lado, suaocorrência é imprevisível no discurso, embora cíclica, quando ocorrem,não é aleatória prosodicamente.
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  • Mesa-redonda142 Mesa-redondaLéxico e cognição: questões da interfaceA classificação de verbos: a interface entre léxico e cogniçãoHeronides MouraUFSCNeste trabalho, aborda-se a questão da classificação dos verbos.Diferentes classificações resultam em escolhas distintas, em função doscritérios classificatórios adotados. O FrameNet, por exemplo, propõeuma classificação baseada em critérios semânticos e conceptuais, aopasso que a classificação de Levin (1993) é mais de natureza sintática.Além disso, traços semânticos importantes, como a Afetação da Meta,muitas vezes escapam das delimitações propostas, sendo comuns averbos de mais de uma classe. Por exemplo, o verbo pingar (drip, eminglês) é associado ao frame MOVIMENTO_DE FLUIDOS, e como tal, nãoprevê Afetação da Meta. No entanto, este traço semântico está presenteno verbo pingar em muitos dos exemplos do corpus examinado, tanto emsentenças literais, quanto em sentenças metafóricas. Em suma, traçossemânticos, como Afetação da Meta, distribuem-se de forma não regularpelas diferentes classes de verbos. A conclusão é de que a interface léxicoe cognição é bastante complexa e variada.
  • Mesa-redonda15A organização biocognitiva do léxico: contribuições damorfologia flexionalMailce Borges MotaUFSC/CNPqModelos duais bem como modelos unitários de processamentomorfológico têm fornecido evidências robustas a favor de teorias quepropõem o armazenamento e decomposição de itens lexicais e teoriasconexionistas, respectivamente (Marslen-Wilson & Tyler, 1998). Por umlado, modelos duais, como o Modelo Declarativo/Procedural (porexemplo, Ulmann 2001), sugerem que em inglês como língua materna,verbos regulares são processados na memória procedural por meio daaplicação de uma regra computacional, enquanto verbos irregulares sãoarmazenados na memória declarativa. No caso de aprendizes tardios deuma segunda língua, o MDP prevê, por exemplo, a influência daproficiência no processamento da morfologia flexional: aprendizes nosestágios iniciais da aprendizagem tendem a armazenar verbos regularese irregulares na memória declarativa, enquanto aprendizes com altaproficiência tendem a aproximar o processamento daquele de falantesnativos. Os modelos unitários, por outro lado, argumentam a favor deuma teoria conexionista de processamento da morfolofia flexional emque verbos regulares e irregulares em inglês, como L1 ou L2, sãoarmazenados em uma memória de natureza associativa baseada emconexões fonológicas e semânticas. Neste trabalho apresento osresultados de estudos realizados no Laboratório da Linguagem eProcessos Cognitivos (LabLing/UFSC) que tratam das basesneurocognitivas do processamento da morfologia flexional em L1 e L2levando em consideração fatores como idade, proficiência e a capacidadede memória de trabalho e de controle inibitório. De modo geral, osresultados preliminares do estudo oferecem evidência a favor demodelos híbridos de processamento morfológico que combinam oarmazenamento e o processamento de formas flexionadas, comoproposto, por exemplo, por Baayen, Dijkstra, & Schreuder (1997). Asimplicações destes resultados para o estudo da relação entre oprocessamento morfológico e a organização biocognitiva do léxico sãobrevemente discutidas.
  • Mesa-redonda16A representação “neurosemântica” em bilínguesAugusto BuchweitzPrograma de Pós-Graduação em LetrasPrograma de Pós-Graduação em NeurociênciasInstituto do Cérebro do Rio Grande do SulPUC/RSA representação neural de processos semânticos é modulada, em geral,como uma função da proficiência e habilidade linguística nas línguas. Oobjetivo desta palestra é discutir os avanços da neuroimagem naidentificação das dimensões psicológicas e semânticas de comopensamos a interação com objetos inanimados e com outras pessoas. Apalestra discute estudos que partem de uma combinação entreressonância magnética funcional e classificação de padrões (aprendizadode máquina) para identificar o que uma pessoa está pensando com basena ativação neural de outra pessoa; apresenta-se um estudo em queidentificamos o que um bilíngue está pensando utilizando a ativaçãoneural de uma língua para identificar a outra (por exemplo, “casa” paraidentificar “house”). A identificação de pensamentos com base naativação neural revela que a representação neural está baseada noconteúdo semântico das palavras. Além da população bilíngue, tambémserá discutido como podemos utilizar a neuroimagem para entender adiferente representação de mundo de populações clínicas (autismo).
  • Mesa-redonda17
  • 183 Apresentações de PesquisasPesquisa Linguística: trajetória de investigação(Mestrandos da Linha de Pesquisa)A competência lexical nas avaliações externas do ensinofundamentalVanessa PolliDiante da crescente importância atribuída às avaliações da EducaçãoBásica no cenário internacional e, mais recentemente, no cenáriobrasileiro – Enem, Saeb, Pisa, Prova Brasil, Provinha Brasil – e a relaçãodessas com a leitura, este trabalho tem por objetivo estudar essasavaliações, inicialmente a Prova Brasil, voltadas para a línguaportuguesa, na educação fundamental, a fim de conhecer que aspectosda competência lexical são considerados no processo de avaliação dacompetência leitora, considerando aspectos cognitivos (emetacognitivos) envolvidos, os resultados obtidos no estado de SC e osatores envolvidos no processo ensino e aprendizagem. Posteriormente,de modo a atingir os objetivos, a pesquisa envolverá entrevistaestruturada e momento de leitura com Think-aloud-protocols (TAPs) comprofessores de Língua Portuguesa do EF do Estado de SC, visandocompreender as concepções e crenças dos professores a respeito dacompreensão leitora e da competência lexical. Com base nessesresultados, elaborar-se-á momentos de intervenção junto aos mesmos(20h) a fim de ampliar a compreensão desses atores sobre o tema, novomomento de testagem com o intuito de verificar se houve ou nãoaperfeiçoamento da compreensão leitora e quais as estratégiasincorporadas em seu processo de leitura.Palavras-chave: Competência lexical. Compreensão leitora. Prova Brasil.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. CláudiaFinger Kratochvil.
  • Apresentações - Mestrandos19A construção do léxico do surdo, para a competência leitoraem língua portuguesaCarmen Elisabete de OliveiraNeste trabalho, a partir de uma abordagem psicolinguística busca-seinvestigar os processos cognitivos e metacognitivos envolvidos naaprendizagem da leitura e o desenvolvimento da competência lexical emLíngua Portuguesa por participantes surdos, considerando o modeloantropológico da surdez. A importância desse trabalho reside nanecessidade de compreender os processos de aquisição concernentes acompetência lexical em língua portuguesa, de participantes falantes daLibras como língua materna. Diversos trabalhos apontam para asdiferenças entre as modalidades que envolvem por sua vez oprocessamento em Libras e Língua Portuguesa (QUADROS, 2004;PEREIRA, 2005, BRITO, 1995) e o background distinto que os sujeitosconstroem em cada uma delas, segundo suas experiências em cada umadas comunidades de “falantes” Dessa forma, busca-se conhecerinicialmente competência leitora em língua portuguesa dosparticipantes a fim de propor um momento de intervenção e ensino deestratégias de desenvolvimento de habilidades de construção dacompetência lexical e verificar a sua influência no processo deletramento e leitura dos participantes. Esta pesquisa experimental faráuso de métodos mistos, analisando os dados de forma quali equantitativa. Aplicar-se- á um teste de leitura em língua portuguesa detextos informativos (FINGER-KRATOCHVIL, 2010) e um teste deCompetência de Leitura de Palavras e Pseudopalavras (CAPOVILLA,2010) a fim de mensurar o nível de compreensão leitora dosparticipantes. De acordo com a literatura três estratégias são de grandeimportância para a construção da competência lexical, ou seja: acontextual, a morfológica, e o dicionário. Dessa forma elaborar-se-á uminstrumento utilizando o Translog a fim de verificar a utilização dessasestratégias pelos participantes da pesquisa em dois momentos: antes edepois da intervenção. Espera-se com este trabalho compreender como oprocesso ensino-aprendizagem da competência lexical utilizando asestratégias mencionadas pode modificar e acelerar o processo deMestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. CláudiaFinger Kratochvil.
  • Apresentações - Mestrandos20construção a competência leitora e do letramento em língua portuguesados falantes de Libras.Palavras-chave: Conhecimento lexical. Estratégias. Competêncialeitora. Habilidades de Leitura. Compreensão leitora.
  • Apresentações - Mestrandos21A correlação das preposições polissêmicas ‘de’ e ‘para’ doportuguês brasileiro na língua kaingangDaiana do Amaral JeremiasEste trabalho investiga o comportamento polissêmico das preposições ‘de’e ‘para’ e as posposições correlatas na língua kaingang. Sabe-se que essasduas preposições, além de apresentar função gramatical, tambémestabelecem relações semânticas. As preposições ‘de’ e ‘para’ atuam noeixo espacial horizontal, assumindo respectivamente posições de origem eponto final, onde fazem uma relação entre uma trajetória e um objetoreferente ou “coisa” (Jackendoff, 1990). Desse modo, em uma determinadatrajetória, a preposição seleciona um objeto, reproduzindo, com essarelação, sentidos diferentes. Nas sentenças: “Maria é ‘de’ Tubarão”/ “Mariase fez ‘de’ difícil”, podemos observar comportamentos distintos. Naprimeira sentença, a preposição ‘de’ atribui valor de origem, enquanto nasegunda, ela estabelece relação semântica de predicativo. Nas sentençascom a preposição ‘para’, tais como “Eu fui ‘para’ Maceió”/ “Ele deu biscoito‘para’ o cachorro”, temos uma representação no eixo espacial horizontalpara ambas as sentenças. No entanto, os objetos referentes possuemtraços semânticos distintos. Isso é possível porque no português brasileiroessas preposições passaram por processos cognitivos de expansão designificado, apresentando, então, comportamento polissêmico. No entanto,na língua kaingang, essa extensão de sentidos pode não ser aplicada ao usodas posposições. Talvez estejamos lidando com o fenômeno damonossemia de posposições. Podemos observar o caráter monossêmicodas posposições correlatas ao ‘de’ e ‘para’ nas sentenças: “Ta isỹ Chapecó‘ki’ ke nĩ”(Eu sou ‘de’ Chapecó)/“Kasor vỹ gatu ‘ti’ kamẽg tĩ”(O cachorrotem medo ‘de’ gato). Na primeira sentença, a posposição ‘ki’ atribui valorde origem, enquanto a posposição ‘ti’ apresenta papel semântico deespecificação. Nas sentenças com posposições correlatas ao ‘para’, temos:“Rio Grande do Sul ‘Ra’ Isa var” (Eu fui ‘para’ o Rio Grande do Sul)/ “tỹnh titóg, ti tỹ vẽjẽn gỹjỹ ‘ke’ jé” (Ele cantou ‘para’ ganhar comida). Neste caso,também podemos observar que as formas correlatas ao ‘para’ sãodiferentes. Na primeira sentença, a posposição ‘ ra’ apresenta valor demeta ou ponto final, enquanto a posposição ‘ke’ apresenta valor semânticode finalidade.Palavras-chave: Polissemia. Preposição. Correlação.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da UniversidadeFederalda Fronteira Sul, soborientaçãoda ProfªDrª. Morgana Fabiola Cambrussi.
  • Apresentações - Mestrandos22Complemento dos verbos aspectuais do português brasileiroFranciele da Silva Nascimento1Nesta pesquisa, investiga-se construções com verbos aspectuais emcontextos que subcategorizam um complemento infinitivopreposicionado [P InfP] e em contextos que subcategorizam umcomplemento nominal [DP], ou seja, admitem formas nominalizadascorrespondentes. Os aspectuais do português brasileiro tomados paraestudo são começar, continuar, parar, deixar, acabar e terminar, que,aparentemente, admitem InfP e DP na posição de complemento. Parainvestigar como esses verbos reagem ao aspecto do seu complemento,adotamos a divisão clássica dos predicados em classes acionais:atividade, accomplishement, achievement e estado, presente em Vendler(1967), além de considerar a subdivisão da classe dos estativos, propostapor Bertinetto (1986) para a língua italiana. A nossa principal hipóteseem relação aos aspectuais é que estes subcategorizam sempre umcomplemento de natureza verbal, que, por vezes, pode ficar implícito naestrutura, ou assumir a forma nominalizada, conforme propõe Rochette(1999). Os resultados parciais desta pesquisa indicam que as restriçõesdos aspectuais ao seu complemento podem ser explicadas por umaincompatibilidade entre a noção de aspecto que expressam edeterminado traço presente no aspecto do seu complemento. Os traçosque se mostraram relevantes para a classe dos aspectuais inceptivos,continuativos e interruptivos foram [+durativo] e [+mudança]; para aclasse dos completivos, além destes, o traço [+télico] também se mostrourelevante.Palavras-chave: Verbos aspectuais do PB. Complemento. Classesacionais.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. NúbiaFerreira Rech.
  • Apresentações - Mestrandos23Compreensão leitora e competência lexical de professores daEducação Básica e suas relações no processo de ensino eaprendizagem da leituraEudes T. Nadal Mulinari2A compreensão leitora é fator que pode ser compreendido como opassaporte para um trajeto de escolarização bem sucedido (ou não).Compreender os caminhos e artimanhas desse multifacetado processotem sido o foco de pesquisadores da área das ciências da linguagem e daneurociências, por meio de investigações dos processos cognitivos emetacognitivos envolvidos na dinâmica da leitura, entre eles a fluência, acompreensão, o léxico, entre outros, as pesquisas tem trazido à luz dasociedade respostas antes entrincheiradas devido ao complexo efascinante mecanismo cerebral. Em meio aos debates acerca dasestratégias, habilidades e competências para a ampliação do léxico,pesquisas investigam os aspectos fundamentais para a aquisição dacompetência lexical, construída a partir de estratégias como contexto,morfologia e dicionário (FINGER-KRATOCHVIL, 2010). Conhecer asestratégias de aprendizagem do léxico que estejam à disposição doaprendiz e suas implicações para a ampliação da competência lexical nabusca de leitores proficientes são questões de interesse para a pesquisaPsicolinguística. Com o objetivo de contribuir para com esse campo deestudo, o presente trabalho pretende investigar a compreensão leitora, acompetência lexical de leitores-professores da Educação Básica em seisescolas da rede estadual de Chapecó e suas relações no processo ensino eaprendizagem da leitura. O desenho metodológico, em construção, levaráem conta uma abordagem experimental [antes e depois], observandoquestões qualitativas e quantitativas da pesquisa. Farão parte destapesquisa doze professores de seis escolas da rede pública estadual dazona urbana de Chapecó. Espera-se com este trabalho identificar aamplitude e a profundidade da competência lexical desses participantes-leitores e sua influência no processo ensino-aprendizagem da leitura emsala de aula.Palavras-chave: Conhecimento Lexical. Estratégias. CompreensãoLeitura.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. CláudiaFinger Kratochvil.
  • Apresentações - Mestrandos24Leitura e mídia virtual: as contribuições do blog para aconstrução da competência lexicalMargarete G. M. de CarvalhoA leitura é reconhecidamente um processo complexo, que envolve aspectoscognitivos, metacognitivos, biológicos e sociais. Esse pode ser subdividido,facilitando estudos e a busca de soluções para os problemas de formação dosujeito-leitor proficiente. Dentre os subprocessos que envolvem acompreensão leitora, está a competência lexical (FINGER-KRATOCHVIL,2010), um dos fatores determinantes na formação de um leitor estratégico ecrítico. Nos últimos anos, a leitura tem sido tema de inúmeros debates ereflexões, devido à constatação de que a maioria dos brasileiros adultos temum baixo desempenho nesta tarefa. Outro tema que também tem tidodestaque são as mídias virtuais que ganham espaço devido à expansão doacesso à internet (MORAN, 2000). Esses temas estão em conexão,considerando as exigências postas aos leitores nos anos 2000.Pesquisadores já têm investigado como as mídias virtuais podem auxiliar noprocesso de letramento, tendo em vista seus novos recursos e interfaces,que permitem uma leitura a partir de novos moldes (COSCARELLI, 1999). Afim de colaborar com essas investigações sobre a proficiência em leitura esua relação com as novas tecnologias, este trabalho pretende investigar peloviés da Psicolinguística, o processo de construção da competência lexical,por meio da mídia virtual (blog), verificando suas possíveis contribuições noprocesso de letramento. Nesse intuito, trabalhar-se-á com a formação doleitor-professor a respeito dos processos cognitivos e metacognitivosenvolvidos no processo de construção da compreensão leitora e dacompetência lexical. O contexto de pesquisa será uma escola pública deEducação Básica, da rede estadual, da zona urbana do município de Chapecó,SC. Seis professores participarão, observando-se a abordagem experimentalcom uso dos Protocolos Verbais (FINGER-KRATOCHVIL, 2010), por meio deoficinas de formação em competência leitora, utilizando diferentes mídias(blog/papel). Espera-se verificar as contribuições da mídia virtual (blog)para a construção de aspectos cognitivos e metacognitivos doletramento/leitura relativos ao aspecto da competência lexical.Palavras-chave: Leitura. Competência lexical. Psicolinguística. Mídiasvirtuais. Blog.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. CláudiaFinger Kratochvil.
  • Apresentações - Mestrandos25Processos de referenciação: o uso da sinonímia e dahiperonímia nas retomadas textuaisAdriana HoffmannEsta pesquisa propõe-se a investigar como se caracteriza o emprego dosfenômenos semânticos hiperonímia e sinonímia nos processos dereferenciação textual. A referenciação, mais especificamente, configura-se como uma atividade discursiva de construção e reconstrução deobjetos de discurso, que atua na progressão e na coesão textual, bemcomo na orientação discursiva. São diversas as formas de ativar ereativar referentes na progressão textual, sendo que este trabalhopretende responder a questão de como o emprego dos sinônimos ehiperônimos relaciona-se com esses processos, através da substituiçãolexical. As substituições são necessárias à medida que os referentes sãoretomados, mas não são repetidos e, nesses casos, as palavras ouexpressões selecionadas devem fazer parte de um conjunto de itensrelacionados uns aos outros pelas relações de sentido A substituiçãolexical assume um papel relevante, pois é um mecanismo de articulaçãoque traz continuidade e unidade ao texto, estabelecendo relações entreas palavras dentro do discurso e contribuindo para a tessitura. Paraalcançar seus objetivos, a pesquisa seguirá as seguintes etapas: estudodas noções de referência e correferência, caracterização dos fenômenosde sinonímia e hiperonímia, bem como suas relações com a produçãotextual, análise dos campos semânticos e suas possíveis influências nosprocedimentos de referenciação investigados.Palavras-chave: Referenciação. Hiperonímia. Sinonímia.Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos daUniversidade Federal da Fronteira Sul, sob orientação da Profª Drª. CláudiaFinger Kratochvil.
  • 26Pesquisa Linguística: trajetória de investigação(Bolsistas de Iniciação Científica)A classe dos verbos de criação do português do BrasilTaise Dall’AsenEsta pesquisa propõe-se a investigar as condições gramaticais e lexicaisem que se realizam os verbos de criação e o estabelecimento de umaclasse regular desses verbos. O trabalho de pesquisa visa aomapeamento da classe, à descrição detalhada de suas condições derealização linguística, à observação dos padrões de realização sintática esemântica, como é o caso da estrutura argumental, e à delimitação daclasse. Os procedimentos metodológicos empregados nesta pesquisaestão atrelados ao método de abordagem hipotético-dedutivo, pelo qual,a partir da formulação de hipóteses de pesquisa e através de inferênciasdedutivas, são testadas as ocorrências dos fenômenos investigados. Osmétodos de procedimento são fundamentalmente ações concretas queconduzem ao trabalho analítico-comparativo. Atualmente, está emandamento: o estudo do referencial de base, que fundamentará a análisee a descrição dos fenômenos investigados; o estabelecimento de umgrupo de controle para a classe. O grupo de controle, composto por até10 verbos, será definido de acordo com o conteúdo semântico básico daclasse, respeitados os traços semânticos relativos à perspectivaexistencial: passar a existir, para a classe dos verbos de criação. Tambémforam coletados dados via sistema de busca da internet – a função dessesdados é atestar a realização linguística dos verbos em cada contextogramatical definido para teste, portanto, os corpora são abertos; emseguida, essas ocorrências identificadas foram submetidas aos testes depropostas de padrões sintáticos e semânticos; uma vez realizados ostestes, foram contrastados os seus resultados; por fim, em uma próximaetapa, será desenvolvida a análise dos resultados e a formalização deuma proposta de estabelecimento da classe em tela, expandindo-a paraalém do grupo de controle.Palavras-chave: Verbos de Destruição; Verbos de Criação; EstruturaSemântica; Classes Verbais.Acadêmica do Curso de Letras, UFFS – Campus Chapecó. Contemplada combolsa de auxiliar de pesquisa pelo Edital nº 168/UFFS/2011, sob orientação daProfª Drª. Morgana Fabiola Cambrussi.
  • Apresentações - Bolsistas27Verbos de reestructuración en el españolTanurio Alex Schons MayerLa propuesta de esta búsqueda es averiguar el fenómeno dereestructuración en el español. Ese fenómeno es definido en la literaturalingüística como un proceso que resulta de la unión de dos sentencias,formando una única sentencia con predicado complejo. Esta puede teneruno o más predicados funcionales acompañando el predicado lexical. Losverbos que resultan en ese proceso son denominados predicados dereestructuración. Ellos seleccionan un complemento de naturalezaverbal, formando con este un único predicado. En este trabajo, nuestroobjetivo es averiguar cuales propiedades relacionadas al fenómeno dereestructuración se manifiestan en el español. Para alcanzar esteobjetivo, analizamos sentencias con verbos candidatos a predicados dereestructuración en el español. Según Aissen e Perlmutter (1983), eseproceso puede ser desencadenado por los siguientes verbos: soler,acabar de, querer, tratar de, poder, deber, empezar a, terminar de,continuar, seguir, dejar de, volver a, ordenar y permitir. Para verificar sihubo o no la formación de predicado complejo, estamos averiguando siocurre en las sentencias con esos verbos fenómenos como alzamiento delclítico, movimiento del objeto para el dominio matriz, el uso de expresionestemporales conflictivas, formación de voz pasiva y pasivación del verbointegrado. Nuestro objetivo es averiguar si hay relación entre el uso delos verbos candidatos a predicados de reestructuración y lamanifestación de esas propiedades. Hasta el presente momento, lassentencias fueron analizadas con relación a dos factores: Alzamiento delclítico y expresiones adverbiales conflictivas. Los resultados parecenindicar que estos factores son importantes para identificar predicadoscomplejos en el español.Palabras-llave: Predicados Complejos. Reestructuración. Español.Graduando em Letras Português-Espanhol na Universidade Federal daFronteira Sul (UFFS) e Bolsista de Iniciação Científica no projeto Complementodos Núcleos Funcionais Aspectuais, sob orientação da Profª Drª. Núbia FerreiraRech.
  • 28Pesquisa Linguística: trajetória de investigação(Professores Sêniors)Estudos de sintaxe do português do BrasilCarlos MiotoUFFSMinha pesquisa sempre mirou a sintaxe do português e, dentro dessetema, enfocou a periferia esquerda da sentença. Sintagmas que ocupamessa área da sentença não estão ali para desempenhar nenhuma funçãogramatical, mas para carregar uma das duas funções discursivasprincipais: foco ou tópico. A questão relacionada com isso foi investigarem que medida constituintes da periferia esquerda da sentençaprovocam rearranjos na sentença propriamente dita: por exemplo, emque medida uma expressão interrogativa na periferia da sentença obrigao sujeito a aparecer depois do verbo.
  • Apresentações – Professores Sêniors29Prosódia, interfaces, aquisiçãoEster Mirian ScarpaUFFSMinhas pesquisas têm tomado as vertentes abaixo descritas.1. Aquisição dos sistemas de ritmo e entonação do português brasileiro.O pressuposto é que a prosódia é reconhecidamente um espaçoprivilegiado de interface entre componentes linguísticos. Na aquisição dalinguagem, é a via privilegiada de engajamento da criança no diálogo(sobretudo através de sistemas entonacionais, com distinções na direçãoda curva, tessitura, velocidade de fala, intensidade, duração) e, ao mesmotempo, é veículo da organização das formas linguísticas, sobretudoatravés da construção dos sistemas de ritmo e entonação; os fatosprosódicos são as marcas linguísticas disponíveis, para a criança, nosprimeiros anos de vida, num estágio de parcos recursos expressivos decunho léxico-gramatical, de estruturação de uma gramática dos sons. Aprosódia estabelece a ponte inicial entre a organização formal da fala e opotencial significativo e discursivo da língua nos primeiros anos de vida:é a possibilidade primeira de estruturação ligando o som ao sentido. Ashipóteses subjacentes, nos trabalhos sobre a aquisição da entonação doPB e de aspectos de aquisição do ritmo baseiam-se numa trajetória “decima para baixo” na aquisição da prosódia, segundo modelos dehierarquia prosódica. A aquisição começaria começa com a entonação, e,mais tarde, nas estruturações de acento primário e secundário nosdomínios intermediários de fronteiras de palavras. O acento nuclear,também chamado de frasal, que veicula proeminência de cunhoentonacional e rítmico (marca de direção da recursividade nas línguas), éo ponto de referência pelo qual a criança é atraída para a linguagem evislumbra nela um princípio de estruturação. A estabilidade do acentonuclear ou frasal revela-se deste muito cedo na produção da criança.Com base nesta hipótese, fiz pesquisas sobre “sons preenchedores” eaquisição de processos fonológicos como sândi externo vocálico,processos esses dependentes da hierarquia de domínios prosódicos,segundo as teorias não-lineares.Outros interesses têm sido:2. Características prosódicas da afasia.3. Estudo da fluência/disfluência e estrutura prosódica das disfluências.4. Aquisição bilíngue e aquisição do português como L3.
  • 30Pesquisa Linguística: trajetória de investigação(Professores da Linha de Pesquisa)As relações entre a competência lexical, a compreensão emleitura e a construção do letramentoCláudia FingerUFFSAo longo das duas últimas décadas, diferentes instituições têm sepreocupado com a qualidade da formação do leitor. Pesquisasinternacionais - OECD, Programa Internacional de Avaliação deEstudantes (PISA) 2000 a 2009 - e nacionais - IPMN, INAF (em suasvárias edições), somadas às avaliações do INEP - SAEB e ENEM - têmapontado a construção lacunada do leitor. Indícios dessa realidade nocontexto universitário foram apontados por pesquisa anterior destesautores, iniciada em 2004. De acordo esses diversos trabalhos, os alunosiniciantes trazem, em sua bagagem de leitores, ainda capacidades ehabilidades de nível básico que não lhes permitem exercer umacompetência leitora exigida em sociedades com alto nível de letramentoou esferas como a universidade. A competência lexical tem sidopercebida e trabalhada como um dos fatores de grande peso nodesenvolvimento da compreensão em leitura e o letramento. Váriaspesquisas têm-na apontado como uma variável que influencia acompreensão do texto, diante da complexidade do conhecimento emtorno da palavra. Desta forma, esta pesquisa tem por objetivo estudar acompetência lexical no âmbito acadêmico - em sua extensão (size oubreadth) e sua profundidade (depth) e sua relação como os processos decompreensão textual, i.e., aspectos cognitivos, bem como o que sabem epensam sobre o processo de conhecimento do vocabulário, i.e. aspectosmetacognitivos, a fim de compreender como esses fatores interferem econtribuem (ou não) para os processos de compreensão em leitura e, porconsequência, na construção do letramento. No momento, trabalhamoscom o diagnóstico da compreensão leitora dos alunos de Letras (UFFS eUnicentro) e a elaboração de novas questões para a testagem dacompreensão e competência leitora para estudo longitudinal comestudantes universitários e a construção do processo de letramento.
  • Apresentações – Professores da Linha de Pesquisa31Estudos de estrutura semântica: a perspectiva do léxicoMorgana CambrussiUFFSAs pesquisas que desenvolvo estão inscritas na subárea linguísticaintitulada Semântica Lexical e estão em interface com a sintaxe. Dois sãoos principais focos de investigação: (a) o mapeamento de propriedadessemânticas, chamadas aspectos de significado, que pertencem àestrutura semântica dos itens lexicais e possuem relevância gramatical,isto é, são linguisticamente ativas e visíveis por estarem relacionadas àformação de estruturas linguísticas; (b) também o estabelecimento declasses de itens lexicais nas quais seja possível reunir elementospassíveis de receber um mesmo tratamento gramatical (descrição,análise e explicação), a fim de que se possa predicar sobre classes, demaneira mais produtiva em termos de material linguístico analisado, enão sobre itens lexicais isoladamente. Os principais autores que servemde referência teórica para essas pesquisas são aqueles reunidos sob oescopo da Semântica Lexical, em especial Beth Levin e Jane Grimshaw(mais especificamente na interface com a sintaxe) e Steven Pinker e RayJackendoff (de base cognitivista).
  • Apresentações – Professores da Linha de Pesquisa32Construções infinitivas preposicionadas complemento dosverbos aspectuaisNúbia RechUFFSMeu projeto de pesquisa atual é sobre as construções infinitivaspreposicionadas (CIPs) complemento de verbos aspectuais no portuguêsbrasileiro (PB). Os aspectuais começar, passar, tornar, voltar e continuarsubcategorizam complemento infinitivo regido pela preposição a; já osaspectuais parar, deixar, acabar e terminar subcategorizam infinitivoregido pela preposição de. Conforme constatado em estudo anterior(RECH, 2011), esses verbos manifestam um comportamento sistemáticoem relação à preposição que antecede a forma infinitiva, dandoevidências de que sua escolha não é arbitrária, mas determinada emparte pelo aspecto contido no verbo auxiliar. Nesta etapa da pesquisa,estou investigando a função dessas presposições na estrutura. Estaanálise levanta questões sobre o status das presposições a e di doitaliano; à e de do francês; a e de do espanhol, que parecem exibir umcomportamento igualmente sistemático em sua distribuição. Asprincipais hipóteses a serem investigadas são as seguintes: (i) infinitivoscompartilham traços com DPs, requerendo marcação de caso (RAPOSO,1987); (ii) infinitivos compartilham traços com NPs, e não com DPs, nãorequerendo, necessariamente, marcação de caso (KAYNE, 1999; 2004);(iii) CIPs complemento de verbos aspectuais não contêm infinitivosnatos, e sim VPs (ROCHETE, 1999), que não requerem caso por nãoterem natureza nominal. O objetivo da pesquisa é, portanto, depreendera natureza categorial do infinitivo complemento dos aspectuais e afunção das preposições que introduzem esse complemento, buscandopropor uma análise que dê conta do fenômeno pesquisado.