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Modelo para a analise experimental da influencia da luz no afeto e humor dos individuos
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Modelo para a analise experimental da influencia da luz no afeto e humor dos individuos

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Há uma preocupação crescente com o conforto visual e sua relação com a percepção do individuo. O conforto visual nos ambientes laborais é de extrema importância. Os estudos atuais sobre iluminação no …

Há uma preocupação crescente com o conforto visual e sua relação com a percepção do individuo. O conforto visual nos ambientes laborais é de extrema importância. Os estudos atuais sobre iluminação no trabalho destacam a influência das condições de iluminação no afeto e no estado de ânimo do trabalhador.
O presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo de experiência que ajude a pesquisar se existe ou não uma influência do nível de iluminação e de sua estrutura (geral / localizado) sobre o afeto e o estado de ânimo dos indivíduos que trabalham em escritórios.

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  • 1. MODELO PARA A ANÁLISE EXPERIMENTAL DA INFLUÊNCIA DA LUZ NO AFETO E HUMOR DOS INDIVÍDUOS1 Mariana Regina Coimbra de Lima (1); Aldo Carlos de Moura Gonçalves(2) (1) Mestra em arquitetura; (2) Professor Doutor. (2) PROARQ-FAU/UFRJ, Av. Brigadeiro Trompowski, s/nº, 4° andar. Cidade Universitária. Rio de Janeiro/RJ - CEP 21941-590 e-mail: marelima@hotmail.comABSTRACTThe relationship between visual comfort and individual perception plays an importantfunction on environment work. Therefore, this issue deserves care when a work station isplanned. The current studies on lighting in environment work emphasize the influence of lighton affection and mood.We present an experimental model to verify the influence of lighting level and system(general/task work) on the workers affection and mood.RESUMOHá uma preocupação crescente com o conforto visual e sua relação com a percepção doindividuo. O conforto visual nos ambientes laborais é de extrema importância. Os estudosatuais sobre iluminação no trabalho destacam a influência das condições de iluminação noafeto e no estado de ânimo do trabalhador.O presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo de experiência que ajude a pesquisarse existe ou não uma influência do nível de iluminação e de sua estrutura (geral / localizado) sobre oafeto e o estado de ânimo dos indivíduos que trabalham em escritórios.1- INTRODUÇÃONos anos 70 a crise de energia caiu como uma bomba em cima de uma sociedade que acabara dedescobrir todas as facilidades da eletricidade. A iluminação dos ambientes começou a ser reduzidadrasticamente, principalmente nos escritórios das grandes empresas corporativas. Neste momentoacendeu-se uma luz de alerta na comunidade de lighting designers, que temeram que a qualidade daluz dos ambientes, pudesse cair com a redução da iluminação. Nos anos 80 a IESNA incentivou ummaiornúmero de pesquisas sobre temas subjetivos da iluminação de ambientes. Pode-se dizer quedesde este momento começaram as pesquisas sobre qualidade de luz.Há discordâncias entre o que significaria a qualidade lumínica e o que englobaria esta terminologia.Mas o ponto principal de consenso é que qualidade difere de quantidade. Muitos compartilham que adefinição de qualidade de luz é “um termo usado para descrever todos os fatores numa instalação deluz não diretamente conectado com a quantidade de iluminação”(STEIN 1986), não que a quantidadetambém não contribua para alcançar uma qualidade, mas não é o item mais importante para obtê-la.Outras dimensões como instalação do sistema, atividade exercida no local, estética, satisfação,conforto e performance contribuem para a qualidade da iluminação.Qualidade lumínica não é algo que se possa medir como comprimento, volume e peso, é um conceitoabstrato tal como é agressividade, altruísmo e delicadeza. Um primeiro passo no entendimento desteconceito é estabelecer regras de medição, estas assim estabelecidas são a definição operacional deconceitos abstratos (GHISELLI 1981). Quanto mais testadas as hipóteses sobre a definição de um1 Este trabalho é parte da tese de doutorado da arquiteta Mariana Lima, a ser defendida em setembro de 2005.
  • 2. determinado conceito abstrato, através de múltiplas operações, mais valido é este conceito (COOK&CAMPBELL 1979).Na sua 9° edição, o lighting handbook (IESNA 2000) considera que a necessidade central do serhumano é a visão, e é através dela, que o ser humano, avalia o ambiente. Elegendo a visão como oponto central, as demais necessidades humanas (conforto, capacidade de realização de tarefas,comunicação social, humor, ,julgamento estético, saúde, segurança e bem estar) seriam dependentesdiretamente dela, como mostra a figura: humor Realização Conforto de tarefas visual visão Comunicação social Julgamento estético Saúde segurança bem-estar Figura 1 – IESNA – 9° edição, Lighting HandbookAssim, define-se tudo que englobaria a qualidade lumínica de um sistema. Claro que a resposta nãopoderá ser aplicada universalmente, pelo fato de sofrer influência do sistema, pela tarefa a executar, epelas diferenças de cada individuo. Além do mais, o julgamento da qualidade de luz será influenciadopela cultura, características locais e pelas experiências anteriores.2- MODELOS UTILIZADOS EM PESQUISAS DE COMPORTAMENTOSA ciência comportamental possui as ferramentas que ajudam a entender quais condições fotométricasinfluenciam nas respostas dos seres humanos. É necessário ter um modelo de pesquisa e técnica deEstatística para formular prognósticos de equação que irão, dentro de certos limites, permitir distinguirentre diferentes sistemas de iluminação em termos de seus efeitos nos indivíduos. O desafio éestabelecer que condição de iluminação conduz a determinado comportamento.Flynn (FLYNN 1973) em seu estudo sobre como a luz afeta a impressão do usuário, criou seiscombinações de iluminação: 1. Downlighting com baixa intensidade 2. Luz indireta iluminando as paredes laterais. 3. Luz indireta e difusa proveniente do teto com baixa intensidade 4. Downlighting combinada com luz periférica da parede de fundo. 5. Luz indireta e difusa proveniente do teto com alta intensidade 6. Combinação de downlighting, luz periférica e luz difusa.O fator de análise foi agrupado em 5 categorias: avaliação, claridade perceptiva, complexidadeespacial, amplitude do espaço e formalidade.Os resultados mostraram que a iluminação 4 e 6 foram as mais preferidas, e as 3 e 5 as menospreferidas; as 5 e 6 foram avaliadas como de maior claridade perceptiva; 1 e 3 foram consideradas demenos espaçosas que as 6 e 2; o fator formalidade não variou significativamente entre as diversasiluminações.
  • 3. Flynn concluiu que a luz difusa do teto pode afetar a percepção de claridade, mas tem pouca influênciano que se refere a impressão de prazer. A iluminação com downlighting leva a uma avaliação maispositiva que a luz difusa do teto.Robert A. Baron, Mark S. Rea e Susan G. Daniels (BARON, REA e DANIELS1992) estudaram osefeitos da iluminancia e da distribuição espectral no desempenho do funcionário ao executar umatarefa, que não envolvia processos visuais. O que estava em questão era a influência no estado afetivodas pessoas no ambiente de trabalho.Tinham como objetivo investigar como a iluminação influenciaria os indivíduos no desempenho dedeterminadas tarefas de baixa acuidade visual, como por exemplo na avaliação de desempenho de umempregado fictício, no cumprimento de metas e formas preferidas de resolver conflitos interpessoais.Os participantes desenvolveram as diversas tarefas cognitivas e interpessoais sobre uma iluminação de150 lux e de 1500 lux, produzida por lâmpadas fluorescentes com diversos tipos de temperatura decor. A iluminação variava conforme o número de lâmpadas instaladas, enquanto a temperatura de corvariava mudando a lâmpada. Baseados na investigação de Isen e Shalker (ISEN e SHALKER 1982),sobre o impacto do afeto positivo, era esperado que as condições de iluminação que geraram tal afeto,influenciassem a cognição e o comportamento.A investigação mostrou que a variação na iluminação de interior pode interferir no desempenho dasdiversas tarefas relacionadas com o trabalho. Observou-se que certas condições lumínicas influenciam,por causa da intervenção do afeto positivo, da mesma forma aspectos de cognição, comportamento edesempenho.Mais tarde, Baron apresentou um modelo conceptual para o estudo da relação entre condições físicas,características pessoais e respostas individuais e grupais (BARON 1994). Mas seu modelo focava ocomportamento das pessoas num ambiente específico. Posteriormente ele foi modificado de modo quese transformasse numa ferramenta de pesquisas para analisar o comportamento com relação àiluminação. Assim, foi criado o modelo de Afeto Positivo2 de Baron. As condições ambientaisinfluenciam os estados emocionais, que por sua vez influenciam os processos cognitivos e produzefeitos observados na performance da tarefa e no comportamento social. Figura 2 - Modelo apresentado por Baron.Marans e Brown, nos anos 80, fizeram uma avaliação pós-ocupação das condições de iluminação dosambientes de 13 edifícios de escritórios (MARANS & BROWN 1987). O estudo fazia uma relaçãoentre as medidas quantitativas (condições fotométricas) e as medidas qualitativas (satisfações relatadaspelos ocupantes). O formato da pesquisa seguiu um típico modelo para estudos de comportamento,começando com uma observação das características do ambiente físico como luz e espaço, e do2 Afeto Positivo reflete a medida que uma pessoa se sente entusiasmada, ativa, e alerta. Um alto graude Afeto Positivo é um estado de alta energia, muita concentração e prazer. Um baixo grau écaracterizado por tristeza e letargia.(WATSON 1988)
  • 4. sistema de luz existente. Em seguida passou para uma análise das características pessoais como idadee posição no trabalho, respostas intermediárias como o julgamento da qualidade da luz e o conforto.Finalmente considerou respostas incluindo o bem estar, (ex: satisfação no trabalho, satisfação com oambiente) e a saúde relacionada com o trabalho (dor de cabeça, vista cansada).A pesquisa mostrou, entre outros resultados, que ¾ dos sujeitos, que trabalhavam sob uma iluminaçãodireta com luminárias de lâmpada fluorescentes com aletas, tinham uma maior satisfação com o seuposto de trabalho que os que estavam sob uma iluminação com luz indireta com mobiliário integrado.O estudo também observou que os trabalhadores, que tinham o controle da iluminação e o controle dascortinas, tendiam a ter mais satisfação com seu local de trabalho que os que não tinham este controle.O modelo usado na avaliação pós-ocupação de Marans e Brown foi composto de perguntas diretas dograu de satisfação aos ocupantes do tipo “Quanto você está satisfeito com a iluminação do seu espaçode trabalho?” ou “qual é a importância da melhora da iluminação?”. Neste estudo não foramincorporados testes psicológicos que indiretamente responderiam as perguntas subjetivas de satisfação.As informações dadas pelos ocupantes poderiam levar a respostas automáticas por eles estaremfamiliarizados e acostumados ao ambiente, já que um dos itens a ser respondido consistia de uma listade 10 possibilidades de iluminação, numa situação hipotética, e a maioria dos sujeitos (51%)escolheram condições de iluminação muito próximas ao que estavam habituados.Cook and Campbell recomendam que para as varias pesquisas comportamentais deve haver múltiplasmedidas, preferencialmente usando diferentes modalidades de respostas (COOK & CAMPBELL1979). Desta maneira, se pode minimizar as tendências e os erros inerentes a qualquer medida decomportamento. No caso da qualidade de iluminação a necessidade de múltiplas medidas chega a serde extrema importância porque toda instalação de iluminação serve para varias propostas, parasatisfazer as necessidades visuais, realização das tarefas, interação social, humor, segurança, saúde eestética.A partir do exposto, fica claro a necessidade de serem criados modelos de condutas para asexperiências de percepção lumínica visando possibilitar comparações entre os resultados encontradospelas diversas pesquisas em torno do tema.A pesquisadora J. Veitch (VEITCH 2001) selecionou quatro itens mais usados pelos iluminadorescomo explicação para a relação entre luz e comportamento, sendo estes: percepção do controle,atenção, avaliação do ambiente e o afeto. • Percepção de controle – oferecer controle individual sobre as condições do local de trabalho é um componente para a qualidade do ambiente de trabalho na qual os empregados se sentem competentes e satisfeitos, ausentando-se menos (BECKER 1986). • Atenção – certas respostas podem ser melhoradas mediante um facho de luz que atrai a atenção do observador para um elemento particular do ambiente. Isto é freqüente na iluminação teatral, usando pontos de luz para dirigir a atenção para a personagem ou objeto principal no cenário. • Avaliação do ambiente – o julgamento estético consiste na interpretação e categorização do que vemos, é mais que uma reação emocional. Determinamos a dimensão através da qual elaboramos juízo estético e depois determinamos como nosso juízo se relaciona com outras respostas, tais como preferência. • Afeto – é um termo usado para descrever respostas emocionais tais como o afeto positivo, que ocorre quando uma pessoa se sente relaxada e feliz.3- A EXPERIÊNCIA REALIZADA NO BRASILNa pesquisa realizada no Brasil, um dos autores (LIMA 2003), dividiu em duas partes sua experiência.A primeira foi visou criar uma pré-seleção de indivíduos, de forma a reduzir a variação dos distintostipos de temperamento e sensibilidade para que o grupo fosse avaliado conforme sua classificação:otimista / pessimista e matutino/vespertino.Se o sujeito é uma pessoa pessimista, tem mais tendência a ver tudo o que lhe ocorre de uma maneiramais negativa, afetando seu estado de ânimo. No caso da divisão do grupo entre
  • 5. matutinos/vespertinos, a presença de pessoas que têm como sua melhor hora do dia às 23h,trabalhando pela manhã, pode influenciar a experiência.Para fazer esta divisão foram utilizados os questionários de Estilo Atributivo (PETERSON 1982) e oquestionário de Ostbeger (HORNE & OSTBERG 1976).Numa segunda etapa, o grupo já selecionado com características pré-conhecidas, participou daexperiência propriamente dita. Utilizando 3 questionários que avaliaram o Afeto (PANAS) (WATSON1988), o Estado de Animo Presente (LEP) (ENGELMANN 1993) e a influência do ambiente (ThePersonal-Surrounding Scale - PPS) (GIFFORD 1992), os estudantes de arquitetura, da UniversidadeEstácio de Sá, localizada na cidade do Rio de Janeiro, foram divididos em 3 grupos. Cada grupoparticipou da experiência em dias diferentes quando foram montados 3 sistemas lumínicos distintos.No primeiro dia a iluminação era composta por uma luz geral de alta intensidade (400 lx), no segundodia a iluminação geral era mais baixa (110 lx) e em cada mesa havia uma lâmpada para iluminar atarefa (550 lx), e no último dia, a iluminação geral era baixa (110 lx) sem nenhuma luz adicional. Foiutilizado um programa de computador montado por Laura Murguia Sánchez (MURGUIA 2002), que écomposto por testes de atenção, copia de texto e memorização de figuras, para avaliar a parte objetiva(rapidez e capacidade de realização da tarefa). Figura 3 – Equipamentos utilizados no 2° dia da experiência.4- CONCLUSÕESNesta experiência foram realizadas múltiplas medidas usando diferentes modalidades de respostas,como aconselha Campbell (COOK & CAMPBELL 1979). Além de observar a área subjetiva,também se analisa sua relação com a capacidade de realização dos trabalhos, pois nem sempre o que éagradável, do ponto de vista da percepção, ajuda a gerar um bom desempenho no trabalho.O estudo observou que os alunos não avaliaram a aparência do ambiente, dando assim respostas maisexatas influenciadas pela iluminação. Constatou-se que houve uma diferença de Estado de Ânimopositivo entre o 3° e o 1° dia, assim como o 3° e o 2° dia, mas não houve nenhuma diferença entre o 1°e o 2° dia. Quando analisadas as respostas objetivas e subjetivas foi percebido que no 3° dia os testesobjetivos alcançaram seu maior valor. Sob a iluminação geral baixa, os sujeitos indicaram que estavammais atentos, mas também, mais exaustos.Através de estudo dos recentes modelos apresentados sobre luz e percepção foi exposta a importânciada iluminação e sua real influência no cotidiano do Homem. O ser humano reage emocionalmentequando estimulado pela luz. Estes estudos demonstram que há respostas distintas para a avaliação doespaço, conforme o tipo de iluminação. A partir da experiência realizada no Brasil, pode-se tentarelaborar um modelo para análise experimental da influência da luz no afeto e no humor dosindivíduos. Tal modelo certamente seria extremamente útil em linhas de pesquisas futuras.5- BIBLIOGRAFIA 1. BARON,R. A., REAM, M. S., DANIELS S. G. (1992) Effects of indoor lighting (Illuminance and spectral distribution) on the performance of cognitive task and interpersonal behaviours: the potential mediating role of positive affect. Motivation and emotion.. v. 21, n 1, P. 3-16
  • 6. 2. BARON, R.A (1994) The physical environmental of work settings: Effects on task performance, interpersonal relations, and job satisfaction. In B. M. Staw & L. L. Cummings (Eds) Research in Organizational Behavior (vol. 16, pp1-46) Greenwich, CN: JAI Press.3. BECKER, F.D (1986) Quality of work environment (QWE): Effects on office workers. Prevention in Human Services, 4, 35-57.4. COOK, TD., & CAMPBELL, DT. (1979) Quasi-experimentation: Design and analysis for field settings. Boston: Houghton Mifflin.5. ENGELMANN A. (1985). LEP- lista, de origem brasileira, para medir a presença de estão de ânimo no momento em que está sendo respondida. Ciência e Cultura. Brasil. v. 38.6. FLYNN J.E., SPENCER T.J, MARTYNIUK O, HENDRICK O. (1973). "Interim Study of Procedures for Investigating the Effect of Light on Impressions and Behavior", Journal of the Illuminating Engineering Society. v.3., p.87-947. GHISELLI, EE., CAMPBELL, JP., & ZEDECK, S. (1981). Measurement theory for the behavioral sciences. San Francisco, CA: W. H. Freeman & Co.8. GIFFORD R. (1992). The Personal-Surrounding scale. Unpublished document, University of Victoria, Department of Psychology, British Columbia.9. IESNA, (2000) The IESNA handbook. Illuminating Engineering Society of north America. New york: IESNA,. ed.9°10. ISEN, A. M., &SHALKER, T.E. (1982) Do you “accentuate the positive, eliminate the negative” when you are in a good mood? Social psychology quarterly, 41, 345-349.11. LIMA Mariana (2005). La cultura de la luz en los ambientes de oficina. Espanha: UPC. Tese doutoral.12. MARANS, ROBERT W. E BROWN, MARILYN A. (1987) Occupant evaluation of commercial office lighting: vol 2. Preliminary data analysis (ORNL/TM-10264/V2). Unpublished report, Oak Ridge National Laboratory, Oak Ridge, TN13. MURGUIA L.S. (2002). La luz en la Arquitectura. Su influencia sobre la salud de las personas. Estudio sobre la variabilidad del alumbrado artificial en oficinas. Univesidad Politécnica de Cataluña. Phd Tisis.14. PETERSON C., SEMMEL A., BAEYER CV, ABRAMSON, L.I.; METALSKY G, SELIGMAN. (1982). The attributional style questionnaire. Cognitive Therapy and Research.15. STEIN, B., REYNOLDS, J. S., & Mc GUINNESS, W. J. (1986). Mechanical and electrical equipment for buildings (7th ed.). New York: Wiley16. VEITCH, J.A. (2001). Psychological process influencing lighting quality. Journal of the illuminating Engineering Society.v. 30, no 1, p. 124-140.17. WATSON D, CLARK L.A. (1988). Development and Validation of Brief Measures of Positive and Negative Affection: the PANAS scale. Journal of Personality and Social psychology. USA. v. 54, n°6