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professores da Casa da Cultura de Joinville."Dueto Para Sylvia", outra coreografia de Marcos Sage, voltou do festival cari...
Manchetes AN                                      Das últimas edições de Anexo        Uma noite com os violinos m ágicos  ...
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  1. 1.    Ê  NOSSOS ANUNCIANTES S ÌO A GARANTIA DE CONTE òDO SEMPRE MELHOR E GRATUITO   Roberto Carlos passa MúsicaLeia também: o Natal com coletânea A imagem do somProgramação do  Sem novidades e ressentida dos anos 60, CD  de Chico BuarqueCinema e filmes na  funciona como consolo para fãs do ReiTV. Inspirados em músicas do compositor, Cinema   artistas recriam obras visuais de impacto,  Rubens Herbst com erros e acertos Joinville ­ Este foi um ano duro para Roberto Carlos. O câncer que  acometia sua mulher voltou com força total e, segundo a imprensa  Walter de Queiroz Guerreiro tem noticiado, seu estado é crítico, inclusive com poucas chances  Especial para o Anexo de sobrevivência. O tratamento difícil, as viagens para o exterior,  as vigílias pela saúde de Maria Rita e o natural estresse  Felipe Taborda, artista gráfico, desenvolveu o projeto  mantiveram o cantor longe dos estúdios e palcos em 1999, o que culmina, mais uma  de criar uma coleção de arte inspirada na música,  vez, num Natal diferente para os fãs. Sem repertório novo nem especial de fim de ano  melhor diríamos na letra, dos maiores compositores  na Globo ­ uma tradição que vinha se mantendo desde 1974 ­, eles terão que se  brasileiros contemporâneos. O projeto, iniciado no  contentar mesmo com mais uma coletânea. ano passado com letras de Caetano Veloso, está  dando frutos saudáveis este ano, com Chico  No ano passado, o mesmo expediente fora utilizado pela Sony, que recheou o  Buarque, a que se seguirão Roberto Carlos, Gilberto  lançamento com quatro canções inéditas. Em "30 Grandes Sucessos ­ Volumes 1 e 2"  Gil e outros durante oito anos, construindo um painel  há apenas uma nova composição, que abre cada CD da compilação dupla. Com uma  das artes visuais de fins do século 20, início do 21. inspirada levada caipira e o discurso religioso de sempre, "Todas as Nossas  Senhoras" é o resultado da única incursão do "Rei" pelos estúdios neste ano. O  A série intitulada "A Imagem do Som" convida a cada  resto, como já deu para perceber, são velhos sucessos, cavalos de batalha pinçados  ano 80 artistas das mais diferentes linguagens e  de todas as fases da carreira do cantor. suportes, de ilustradores a artistas conceituais,  abrangendo todos os campos da criação. Para evitar  O lado romântico de Roberto Carlos, aquele que o elevou à condição de maior astro  direcionamento do gosto  subconsciente, queiramos  nacional a partir dos anos 70, é privilegiado pela compilação. "Detalhes", "Lady  ou não, na escolha do tema  Taborda optou por  Laura", "Cavalgada", "Outra Vez", "Amada Amante", "Café da Manhã" e, claro,  sortear as letras, numa relação representativa da  "Emoções", não poderiam ficar de fora, bem como o Roberto devoto, representado  melhor poética de Chico Buarque. por "Quando Eu Quero Falar com Deus", "Nossa Senhora", "Jesus Salvador" e  "Aleluia". "Canzone Per Te" mostra sua porção italiana, e "Mulher de 40" e  Fornecer letras de música como estímulo à criação  "Caminhoneiro", sua produção mais recente. O filé, porém, está nas faixas menos  plástica é um caminho delicado, pelo perigo de a arte  citadas em shows e especiais ­ mas nem por isso menos importantes ­, caso de "O  visual se tornar transformação imagética da palavra  Portão", "Como Vai Você", "Não Quero Ver Você Triste", "Desabafo", entre outras. escrita, ou seja, de a arte visual perder sua liberdade,  tornando­se literária. Esse intercâmbio vem de longe,  Mas há um problema ­ ou melhor, dois. O primeiro é que, apesar de a maioria das  desde E. Cummings, passando por Ezra Pound sobre  músicas serem essenciais para entender (e curtir) o mito Roberto Carlos, não há fã  a aparência da palavra e da teoria de que o poema,  que não tenha tudo isso em casa. Até pelo fato de já ter lançado uma coletânea no  como toda forma de arte, é um objeto (vide hoje os  ano passado, a gravadora poderia valorizar um pouco mais o suado dinheirinho do  neoconcretos, Haroldo de Campos e afins). No lado  consumidor com algo menos redundante e mais tentador. Às vésperas do fim do  oposto, a característica da maioria das obras  milênio, seria uma ótima chance de desencavar sobras de est údio, velhas canções  contemporâneas é desenvolver um código próprio de  inéditas e faixas ao vivo do cantor, sozinho ou com alguns de seus inúmeros  leitura que não pode ser lido de maneira autônoma,  parceiros. exigindo um discurso de explicações dos conceitos  subjacentes. A arte conceitual, a mais cerebral das  A segunda pisada, e ainda mais grave, é restringir a fase da Jovem Guarda a uma  formas plásticas, buscando autonomia, só sobrevive  única canção, "O Calhambeque". Ora, é impossível mapear a trajetória de Roberto  através de códigos suplementares de comunicação,  Carlos dignamente sem lembrar sua contribuição para a música brasileira nos anos  pela linguagem escrita. Desta forma há uma simbiose  60, quando ajudou a traduzir para o idioma nacional as inquietações e desejos que  em que a obra para ser entendida, transforma­se em  tomavam conta da juventude ao redor do mundo. Onde est ão "Quero que Vá Tudo  metalinguagem, no código criado pela própria obra. para o Inferno", "Splish, Splash", "Parei na Contramão", "Namoradinha de um  Amigo Meu", "Eu Sou Terrível", "É Proibido Fumar", e por aí vai? Imperdoável. Voltemos à exposição inaugurada no Paço Imperial  (Rio de Janeiro) a 2 de dezembro, permanecendo até 5  Sendo assim, a quem pode interessar uma coletânea incompleta e sem novidades  de março de 2000. Comparada à exposição de 1998,  como esta? Talvez aos que se preferem apenas o Roberto baladeiro, ou então ao  dedicada a Caetano Veloso, houve sensível  fanático que engole qualquer coisa que lhe é empurrado de seu ídolo. Como já foi  amadurecimento nas propostas, registradas em  dito, não é de todo ruim, mas fica um gosto esquisito na boca. É triste, como a  definitivo num livro­catálogo de alta qualidade  expressão de Roberto na capa do disco. gráfica, patrocinado pela Petrobras. A multiplicidade de caminhos da arte contemporânea  é vista pela leitura de cada artista, assim como a boa e  má carpintaria na criação artística, a leitura direta e  Poeta joinvilense fácil da letra, a reflexão sobre o conteúdo e a  é premiado em SP obsess ão particular de cada um. Esta é, aliás, uma  característica constante na obra contemporânea: o  artista cria um código de leitura que perpassa toda  Entre 441 inscritos e 12 selecionados, Rubens da Cunha obtém o 1º  sua criação, desenvolvendo redação dialética com o  lugar no Concurso de Poesia Falada criado anteriormente, compreensível para os que  reconhecem ser sua visão de mundo. Em termos de  GLEBER PIENIZ metalinguagem, existe contradição essencial, o  significante adquirindo significado preciso apenas no  Joinville ­ Oito anos de dedicação à poesia renderam ao joinvilense Rubens da  código próprio do autor. Cunha a maturidade suficiente para conquistar, no último dia 4, o primeiro lugar no  Concurso de Poesia Falada 1999 da Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo.  A exposição revela grandes interpretações, como a de  Entre 441 trabalhos inscritos e 12 selecionados para a fase de apresentação, foi  Oscar Ramos, sobre a letra de "O Meu Guri". Partindo  "Tratado Sobre a Caça ao Poema" o grande vencedor, texto premiado com R$ 1 mil.  da imagem criada por Matisse, em Saint Paul de  No ano passado, Cunha fora classificado em segundo lugar no mesmo concurso. Vance, da Virgem e o Menino Jesus, o artista  substitui Jesus pela foto de um menor de Belém do  Em novembro, uma comissão composta por cinco jurados apontou 12 trabalhos que  Pará e superpõe uma poesia de Rimbaud sobre o  deveriam ser declamados pelos autores no dia 4 de dezembro para um júri de três  garoto que dorme tranqüilo, em oposição à dura  nomes que definiria a premiação. Cunha foi selecionado, apresentou seu trabalho e  realidade do pivete com a tarja negra, ocultando a  voltou para Joinville com o primeiro prêmio. Sua conterrânea Patrícia Claudine  identidade do menor delinqüente. Hoffmann, vencedora da última edição do prêmio Lindolf Bell, também foi uma das 12  concorrentes selecionadas para a fase final com "Navegações Léxicas a Respeito do  De leitura imediata, e no entanto de alta qualidade, é a  que Fica". Os poemas que concorreram na etapa de apresentação integram, agora,  escultura­objeto de Gabriel Vilella, apontando  uma exposição itinerante pelas bibliotecas públicas paulistanas. claramente em "Com Açúcar, com Afeto", a ligação 
  2. 2. substitui Jesus pela foto de um menor de Belém do Em novembro, uma comissão composta por cinco jurados apontou 12 trabalhos que  Pará e superpõe uma poesia de Rimbaud sobre o deveriam ser declamados pelos autores no dia 4 de dezembro para um júri de três  garoto que dorme tranqüilo, em oposição à dura nomes que definiria a premiação. Cunha foi selecionado, apresentou seu trabalho e  realidade do pivete com a tarja negra, ocultando a voltou para Joinville com o primeiro prêmio. Sua conterrânea Patrícia Claudine  identidade do menor delinqüente.Hoffmann, vencedora da última edição do prêmio Lindolf Bell, também foi uma das 12 concorrentes selecionadas para a fase final com "Navegações Léxicas a Respeito do  De leitura imediata, e no entanto de alta qualidade, é a que Fica". Os poemas que concorreram na etapa de apresentação integram, agora,  escultura­objeto de Gabriel Vilella, apontando uma exposição itinerante pelas bibliotecas públicas paulistanas. claramente em "Com Açúcar, com Afeto", a ligação  literária nas balas verde­amarelas com trechos da Cunha escreve desde os 20 anos e participa há dois do grupo de poetas Zaragata,  música, dentro do tacho de cobre tradicional das que também tem Patrícia como integrante. "Quando um de nós ganha algum prêmio,  doceiras interioranas.a gente considera como se todo o grupo ganhasse. Prezamos muito pela qualidade dos poemas", garante o escritor, ex­surrealista que admira o trabalho de Hilda Hilst,  Criando impacto visível, porém se apropriando da Jorge Lima e João Cabral de Melo Neto. O convívio com o grupo, admite, lhe deu  linguagem única de Arthur Bispo do Rosário, a artista disciplina, base técnica e conhecimento, elementos preciosos que ainda não são  plástica Veronica DOrey cria o "Brejo da Cruz", suficientes para que oriente sua po ética em um caminho bem demarcado. "Ainda  bordando a letra da música e formando uma cruz de estou meio à cata de um estilo, de uma linha mais conceitual", diz o poeta. "Construo  botões coloridos. Como transliteração da música será um conteúdo poético utilizando imagens e metáforas". válida, não fosse a idéia ser marca registrada de um  grande artista do inconsciente, à margem da "Tratado Sobre a Caça ao Poema" é um roteiro em versos para a construção poética,  sociedade.texto constituído de metáforas alusivas ao reino animal e à prática da caça. "Parti do princípio de como desenvolver um poema e usei a imagem dos felinos", explica  Arnaldo Pappalardo cria uma macrofotografia, a Cunha, consciente de que este conte údo didático ­ e ao mesmo tempo confessional ­  imagem densa de um velho cravo, citado na letra de do trabalho pode ter colaborado para "seduzir os jurados". A utilização de elementos  "Tanto Mar", enquanto Ruth Freithof relê o como linces, leões, tigres e panteras já faz parte do universo estético do poeta e será  "Passaredo" em três gravuras com recursos de tema para o primeiro livro que Cunha pretende lançar, ainda sem previsão de data.  computação, citando pássaros inexistentes na letra, o "Penso em um livro­conceito onde eu trabalharia a metalinguagem usando a figura  azul da liberdade, o sangue da vida, a violência do dos felinos". grafismo prenunciando o homem.Escritor cuja produção é pouco ligada ao rigor poético, Cunha garante que busca,  Dentro da habitual postura irônica de Nelson Leirner, agora, agregar valores formais à lavra. "Gosto da métrica porque ela me impõe um  papa neodadá dos anos 60, "Bem­querer" se espaço", adianta, "mas não sou afeito à rima". "Se uso rimas em meus poemas, são  transforma em arte objeto, o tabuleiro de xadrez rimas internas", avisa. opondo figuras de presépio em confronto com seres  elementais (gnomos?) de falos eretos, na explicação  da fúria dos casais. A questão apontada inicialmente  quanto à criação de Tratado sobre a caça ao poema   vocabulário próprio repetitivo como código de    linguagem  aparece em Alex Cerveny na leitura de 1  Da preparação   "Noite dos Mascarados", ao enfileirar colagem de Na caça ao poema é preciso  máscaras. O caso se repete com Amador Perez destituir­se de covardias.   propondo "Último Blues" dentro de sua habitual    execução impecável no desenho ao captar detalhes É preciso que os tremores vários  da "Gioventú" de Eliseu Visconti, rememorando a sentidos na preparação  sedução da boca e olhos da ninfeta.sejam apenas estratagemas das máscaras para enganar o poema.    Em leitura bem brasileira e direta, Ana Durães mostra As máscaras devem ser incorporadas  "A Banda", tema adequado ao universo popular, sobre os escombros da face:  como as imagens dos Pífaros de Caruaru, do mesmo nunca mostrada, nunca vista,  modo que Muti Randolph, utilizando recursos de nunca espelhada em verdades.  computação gráfica e plotter, compõe seu "Sabiá"    intensamente tropical e neo­antropofágico, clara Não se preocupe com verdades,  homenagem a Tarsila do Amaral.são animais mitológicos de impossível caça. Detenha­se apenas no poema.   Há nomes consagrados que desapontam, como a    instalação de Cildo Meirelles, a montagem fotográfica 2  Da arma   de Adriana Varejão, o objeto de Luiz Zerbini. Na caça ao poema é preciso  Surpresa agradável é a escultura de Maninha, que o sonho seja o predador.  assemblage de porcelanas de gosto duvidoso, tão    kitsch quanto as referências às fogueiras, balões e Transforme seu sonho em fera.  luares do sertão da música "Barrão".Felinos são os mais completos.    Analisar mais é tarefa impossível pela exigüidade de Leões, leopardos, panteras, linces:  espaço (e paciência do leitor). A apenas a visão direta misto de silêncio e beleza,  dessa importante mostra dá a dimensão real da de amor e violência.  experimentação contemporânea. A aparente    indefinição da arte atual, com seus múltiplos Jamais transforme seu sonho em um tigre.  caminhos, é exatamente o que demonstra a validade Tigres já não caçam mais poemas  da arte, leitura e releitura, reflexão e acomodação, depois que passaram a servir  sustenta ção do visual pela palavra e vôo livre da à cegueira de Borges.  imagem. Definir este relacionamento amoroso, quase    incestuoso entre artes, é missão impossível, 3  Da sabedoria da fome   traduzível quiçá numa palavra única: arte, que na Pense na escrita se fazendo fome  origem significa capacidade de realizar.sobre os espaços em branco. Faça com que seus felinos  Walter de Queiroz Guerreiro é historiógrafo e partam em busca da presa  crítico de arteescondida nos contornos da palavra.   Sinta o alimento respirando nas sombras, disfarçando­se em ausências.    CrônicaSonhos transmutados em felinos são sempre silenciosos. Não grite. Não assuste o poema com a inexatidão da pressa.  José Mindlin, bibliófilo  4  Do golpe final   Salim MiguelFelinos sabem matar. Poemas querem morrer.    Para falar de uma vida entre livros, título Deixe­os livres, instintivos,   paradigmático de seu livro de memórias, José Mindlin seguidores de suas próprias naturezas.  começa esclarecendo que não gosta da expressão    "palestra". Muito menos "formal". Considera­se um Não tenha compaixão  contador de histórias, que vai desfiando o fio das quando um poema tenta a fuga  lembranças ­ e assim envolve o ouvinte e mesmo o e é pego e estraçalhado e lapidado  leitor que já lera suas andanças pelo mundo, em pelos intensos dentes dos sonhos.  busca de primeiras edições. É, em síntese, um papo    gostoso, que vai ­e­vem, recua e avança, como nas Depois de abatido, proteja seu poema  histórias das "Mil e uma Noites", de que se mostrou criando em volta dele 
  3. 3. Deixe­os livres, instintivos,   paradigmático de seu livro de memórias, José Mindlin  seguidores de suas próprias naturezas.  começa esclarecendo que não gosta da expressão     "palestra". Muito menos "formal". Considera­se um  Não tenha compaixão  contador de histórias, que vai desfiando o fio das  quando um poema tenta a fuga  lembranças ­ e assim envolve o ouvinte e mesmo o  e é pego e estraçalhado e lapidado  leitor que já lera suas andanças pelo mundo, em  pelos intensos dentes dos sonhos.  busca de primeiras edições. É, em síntese, um papo     gostoso, que vai ­e­vem, recua e avança, como nas  Depois de abatido, proteja seu poema  histórias das "Mil e uma Noites", de que se mostrou  criando em volta dele  mais do que um apaixonado. Foi uma tarde, na  muralhas transparentes de solidão.  Aliança Francesa de Florianópolis, em que todos nos  O poema morto pode ser visto, cheirado  encantamos com sua facilidade de comunicação, seu  mas jamais poderá ser comido  humor, sua memória prodigiosa, seu prazer de viver. por quem não o caçou.     Tenha sempre muito cuidado  Revela­nos que iniciou sua vida entre livros aos 13  com as hienas e os chacais,  anos, agora, aos 85, tem cerca de 30 mil. Ou já serão  são caçadores ineptos, vivem de restos,  mais? Ele continua comprando. Concorda com sua  desejam sempre adonar­se   mulher: a partir de certo momento, deixaram de ser  da caça que não lhes pertence.  donos dos livros, os livros é que são donos deles.    5  Da eterna insaciação   O livro é para ele como um ser vivo. Dá exemplos:  Não acorde seus sonhos  precisou selecionar cem de seus livros para uma  com a ofensa da derrota.  exposição. Foi difícil; todos queriam se mostrar; uma  Felinos nunca sabem o que é perder.  ciumeira danada. Teve de acalmar os que não foram     escolhidos, dizendo que mais adiante teriam vez. Cace eternamente.  Poemas são animais  Difícil também foi atender à solicitação de uma lista de  que precisam ser devorados.  cem livros importantes, que constituiriam a base do  A sobrevivência deles está diretamente  acervo de uma escola. Tarefa impossível, em vez de  ligada à sua própria morte.  livros indicou cem autores; não satisfeito fez uma     lista complementar de mais 20. Lancei a isca,  Impregne o papel com a violência do amor,  perguntei­lhe se conhecia as listas de Carpeaux e  com a beleza insana do poder de caçar um animal  Marques Rebelo. O artifício funcionou, Mindlin  que só deseja ser caçado.  puxou de uma pasta e leu sua relação, feita em ordem     alfabética. O segundo era Alain Fournier, autor de um  Deixe sua marca no corpo sacrificado do poema.  único livro, "Le grand Meaulnes", morto na guerra de  Ele pede por isso.  1914/18. Eu o havia lido por indicação do Marques     Rebelo. Coma a carne crua de cada verso.     Alimente­se com a vida que o poema lhe concedeu.   Da lista, ele passa para suas preferências literárias.     Poucos hispano­americanos e menos ainda norte­ Eternize­se com o desejo de eternidade   americanos. Lê e relê Proust; admira o Joyce de  contido em todo poema que se deixa matar.  "Dublinenses", mas não afina com o "Ulisses"; se  fosse forçado a escolher só dois autores, seriam  Balzac e Proust; só um romance, "Guerra e Paz", de  Tostoi. Sublinha a importância de "Os Sertões", mas  diz que organizaria o livro começando pela última  As várias faces parte. Falar de autores contemporâneos lhe é mais  complicado; não consegue dissociar o escritor do  de Barry Adamson cidadão; apesar dos elogios, nunca leu Celine por  causa de sua adesão ao nazi­fascismo. GLEBER PIENIZ Como todo colecionador que se preza, Mindlin  Joinville ­ Barry Adamson é uma referência para se tentar entender um pouco da  valoriza certos aspectos do livro, para além de  música atual, mesmo que a lição que tenha a dar pareça confusa. Em 1977, com  primeiras ou antigas edições: se o volume é  Howard Devoto (ex­Buzzcocks), formou a lendária Magazine, banda extinta em 1981.  autografado, se passou por mais de um dono, folheia .. .. Juntou­se a Nick Cave e à primeira formação dos Bad Seeds em 1984. Com o bardo  o livro com curiosidade ou ternura, vai à folha de  australiano, compôs e gravou quatro discos sem restringir seu talento apenas ao  rosto, ao colofão, estuda a tipologia, as ilustrações ­ e  baixo. Multinstrumentista, ganhou segurança para apostar em uma carreira solo que  muito mais. Ele fala com entusiasmo de muitas  jamais pecou pela falta de talento ou de coragem. É esta trajetória irretocável que a  preciosidades, entre elas uma Bíblia de Gutenberg. coletânea "The Murky World of Barry Adamson" (Roadrunner) registra. Além de bibliófilo apaixonado, Mindlin é um  Em 12 faixas (três inéditas), Adamson mostra o que de melhor sua concepção de  benemérito das artes. Sei que ele não aprecia o  música pode oferecer, ainda que seu universo temático não seja nada agradável.  "benemérito". Paciência. Não tenho outra maneira  Como Cave e David Lynch (diretor de "A Estrada Perdida", filme para o qual gravou  para defini­lo. Durante anos, com sua empresa Metal  quatro músicas), Adamson tem uma visão peculiar do lado negro da vida, do amor e  Leve, ele lançou importantíssimas edições fac­ da frustração, da ruína e da redenção. Vertidas em disco, estas crônicas malditas  similares (entre outras a "Revista de Antropofagia",  ganham leitura sofisticada e abordagem digna da tradição das big bands, com metais  de Oswald de Andrade, e a "Revista Verde", do  em destaque, piano e uma gama fabulosa de timbres de teclados. Grupo de Cataguazes/MG), ou patrocinou  lançamentos como "Frente e Verso", sobre Carlos  Engana­se quem considera o trabalho deste músico, compositor e arranjador um  Drummond de Andrade, onde figura uma foto dos  sinônimo de purismo e austeridade. Longe de apresentar uma música sisuda ou  jovens do Grupo Sul, num encontro com o poeta, na  datada, Adamson deturpa uma aparente reverência ao passado com intervenções  década de 50. Temos experiência direta de seu apoio a  eletrônicas, linhas de baixo marcantes, bases pré­gravadas e vocais que vão da  projetos culturais. Durante todo o tempo em que  rouca insinuação à pura canastrice. De "Moss Side Story", seu primeiro disco solo  circulou a revista "Ficção (RJ, 1976/79), manteve nela  (1988), saem "The Man With the Golden Arm" e "The Big Bamboozle", temas  anúncio da sua Metal Leve. É bom lembrar que esta  bastante ortodoxos amparados pelo baixo e pelos metais que são trazidos à  empresa pioneira, devida à política entreguista do  modernidade para contrapor vozes distorcidas. "007, A Fantasy Bond Theme" (de  atual governo, teve, como tantas outras, de ser  "Soul Murder", 1992) ambienta em paragens tropicais uma versão quase  vendida para um grupo estrangeiro. irreconhecível do tema do agente secreto. Alguém lhe perguntou: quantos livros formam sua  "The Vibes Aint Nothing but the Vibes" (de "Oedipus Schmoedipus", de 1996)  biblioteca? Respondeu que uns 30 mil. Outro: já leu  mistura piano, aplausos e uma voz a la Barry White sobre base cândida de vibrafone,  todos? Retrucou: impossível, precisaria ter o dobro  instrumento que também se faz ouvir em "Cant Get Loose", fazendo oposição à bela  da idade que tenho. Lembrei­me de um diálogo  melodia vocal sobre uma base pós­punk. A crueza dá o tom na inédita "Mitch and  parecido, quando eu lhe disse: ledo engano, você  Harry", construída apenas de uma narração ao pé do ouvido aliada a um tema de  sempre teria novos ­ velhos livros para adquirir e ler,  suspense. Voltando aos exageros polifônicos, Adamson dá personalidade à "Saturn  seria necessário mais tempo de vida e assim  in the Summertime" acrescentando­lhe assobios, violinos e o trumpete com surdina  sucessivamente. de Guy Barker. A melodia vocal reassume a condução na inédita "Walk the Last  Mile" e passa incólume até mesmo pelos loops eletrônicos. Do jazz ao drum n bass,  José Mindlin insiste em que o livro é imprescindível e  do rock a ousadias harmônicas, "The Murky World" é a melhor porta de entrada  insubstituível para quem sabe ler, supera tudo o que  para o universo de irreverentes revisionismos e contradições temporais de Barry  surge pensando suplantá­lo. Confirma, assim, uma  Adamson. Tome cuidado e seja bem­vindo.  frase de Alberto Manguel, autor da excelente "Uma  História da Leitura". Perguntado a respeito da  afirmativa de Bill Gates de que a era do livro chegara  ao fim, retrucou: "Para dizer isto Bill Gates escreveu  um livro". "De Corpo e Alma" estréia no Guairão
  4. 4. insubstituível para quem sabe ler, supera tudo o que para o universo de irreverentes revisionismos e contradições temporais de Barry  surge pensando suplantá­lo. Confirma, assim, uma Adamson. Tome cuidado e seja bem­vindo.  frase de Alberto Manguel, autor da excelente "Uma  História da Leitura". Perguntado a respeito da  afirmativa de Bill Gates de que a era do livro chegara  ao fim, retrucou: "Para dizer isto Bill Gates escreveu  um livro". "De Corpo e Alma" estréia no Guairão Joel Gehlen Especial para o AnexoCuritiba ­ O Balé do Teatro Guaíra, de Curitiba, entra em cena hoje estreando "De Corpo e Alma", um espetáculo de dança, em muitos aspectos, especial. O programa composto por dois números, "O Segundo Sopro" e "Tango", comemora os 25 anos de inauguração do grande auditório do teatro, conhecido como "Guairão", e promove uma espécie de renascimento do BTG, companhia das mais importantes do País, que está completando 30 anos de atividades.Criado em 1969, o Balé do Teatro Guaíra possui um respeitável repertório, com obras de alguns dos mais expressivos nomes da dança nacional e internacional. Já foi dirigido por grandes nomes do balé mundial, como Yurek Shabelewski, Hugo Delavalle e Carlos Trincheiras. Ao longo de sua existência, o BTG tem trabalhado com importantes coreógrafos, dentre eles John Butler ("Catulli Carmina", de Carl Orff, em 1981), Maurice Bèjart ("Opus V", de Webern, em 1981), Renato Magalhães ("Concerto em Sol", de Ravel, em 1986), Vasco Wellenkamp ("Exultate Jubilate", de Mozart, em 1987), Rodrigo Pederneiras ("Dança da Meia­Lua", de Edu Lobo e Chico Buarque, em 1988), Luiz Arrieta ("Estância", de Alberto Ginastera, em 1991), Milko Sparembleck ("Os Sete Pecados Capitais", de Kurt Weill, em 1992; e "Canções de Wesendonck", de Wagner, em 1993), Márcia Haydée ("Coppelius, o Mago", de Delibes, em 1996).Para esta última temporada do século, o BTG passou por uma renovação, do elenco à direção. Para dirigi­lo, foi contratada a jornalista e ex­bailarina Suzana Braga, personalidade conhecida em Santa Catarina pelas participações como crítica de dança do ANFestival, suplemento especial publicado por A Notícia durante a realização do Festival de Dança de Joinville.Desde que Suzana assumiu a direção artística do BTG, em setembro último, a companhia selecionou 12 novos bailarinos. Entre eles, Saulo Fujita, bailarino paulista também conhecido em Joinville, onde, além de premiações oficiais no FDJ, recebeu o Troféu ANFestival, de A Notícia, em 1998. Outra personalidade com passagem pelo festival que passou a integrar o staff do Guaíra é Beatriz de Almeida, ex­primeira bailarina do Stuttgart Ballet, da Alemanha, que ocupa o cargo de maitre de ballet. Congraçamento com a dança brasileiraPara coreografar os dois espetáculos de "De Corpo e Alma" foram contratados o argentino Eduardo Ibañez e a paulista Roseli Rodrigues.Em "O Segundo Sopro", Roseli trabalha com os sentidos de elementos como o vento, a água e pedras semipreciosas, levando ao extremo algumas de suas marcas: ousadia, intensidade e fluidez em formas acrobáticas, deslizantes e unidas. O grande desafio que Roseli propõe aos bailarinos é dançarem no palco coberto por água, elemento dificílimo, que exige grande técnica e sincronismo perfeito. O resultado é um espetáculo a um só tempo lírico e audacioso. A peça tem música especial, composta por Fábio Cardia."Tango", o segundo n úmero da noite, é inspirado (e, ao mesmo tempo, tributo) a um século do ritmo portenho. A coreografia de Eduardo Ibañez trabalha com os componentes básicos desta dan ça sedutora, desde os temas musicais históricos como "El Dia en que me Quieras" até composições modernas como "Tangueira", de Astor Piazzolla. Dançado em seus passos tradicionais e nas pontas, "Tango" faz um passeio pelas principais personalidades desta m úsica, em seus cem anos.A estréia de hoje à noite, comemorando os 25 anos do Guairão e os 30 anos do BTG, será também um congraçamento com a dança brasileira, reunindo em Curitiba representantes de todas as companhias oficiais do País e muitos nomes expressivos da dança nacional. Escola de balé encerra o ano com noite beneficenteJoinville ­ A Escola Municipal de Ballet da Casa da Cultura da Joinville faz, hoje à noite, seu espetáculo de encerramento de ano no palco do Centreventos Cau Hansen. Do clássico ao contemporâneo, bailarinas e coreógrafos apresentam à comunidade os números que, durante todo o ano, foram premiados em Santa Catarina e em outros Estados.No início do ano, o grupo juvenil da Escola Municipal de Ballet da Casa da Cultura obteve o primeiro lugar no Festival de Dança de Niterói, no Rio de Janeiro, com as coreografias "Pássaro Azul" e "Vulnerasti", ambas de Marcos André Sage, um dos professores da Casa da Cultura de Joinville."Dueto Para Sylvia", outra coreografia de Marcos Sage, voltou do festival carioca com o prêmio pelo terceiro lugar, mesma colocação que "Ad Genua" (um fragmento de "Todas as Mulheres da Minha Vida") obteve no Festival 5º Santa Maria em Dança, no Rio Grande do Sul, realizado em setembro.Em julho, fragmentos de "Weltlos" deram a Marcos André Sage e ao grupo juvenil 
  5. 5. professores da Casa da Cultura de Joinville."Dueto Para Sylvia", outra coreografia de Marcos Sage, voltou do festival carioca com o prêmio pelo terceiro lugar, mesma colocação que "Ad Genua" (um fragmento de "Todas as Mulheres da Minha Vida") obteve no Festival 5º Santa Maria em Dança, no Rio Grande do Sul, realizado em setembro.Em julho, fragmentos de "Weltlos" deram a Marcos André Sage e ao grupo juvenil da escola o primeiro lugar no Festival de Dança de Joinville. "Referência", coreografia de Sigrid Nora, também deu ao Grupo Cidade de Joinville da Casa da Cultura o primeiro lugar na última edição do maior festival de dança do País. ProduçãoO espetáculo de hoje à noite é beneficente e seu programa prevê a apresentação de 15 coreografias divididas em duas partes que mostram a produção dos professores Marcos Sage, Alessandra Beatriz Hilário, Fabine Évelin Romão e Maria Antonieta Spadari à frente de seus alunos de diversas idades.A apresentação de encerramento de ano da Escola Municipal de Ballet da Casa da Cultura da Joinville inicia às 20h30 e tem como ingresso apenas um quilo de alimento não­perecível. Papai Noel perde espaço na publicidade de NatalAgências esquecem do espírito natalino e colocam atores no lugar  do "bom velhinho" Rodrigo Teixeira TV PressPapai Noel está em baixa neste Natal. E isso fica claro nas publicidades natalinas. O "bom velhinho" perdeu espaço para atores, apresentadores e até desconhecidos contratados por ag ências. O ator Thiago Lacerda, por exemplo, aproveita o embalo de seu personagem Matheo, de "Terra Nostra", e além dos inúmeros comerciais regionais, aparece incessantemente no reclame da Caixa Econômica Federal. Já Gugu Liberato, apresentador do "Domingo Legal", no SBT, encabeça a campanha natalina da Arno. Na compra de qualquer produto da marca, o consumidor vai estar ajudando famílias carentes do Nordeste, pois uma parcela do dinheiro vai ser revertida em cestas básicas.Um dos únicos comerciais em que aparece o representante brasileiro do Papai Noel é do celular Nokia. Mesmo assim, o "bom velhinho" não diz uma palavra e só segura o aparelho na mão, seguido da frase em off "neste Natal, o mundo todo só fala nele". No anúncio da Coca­Cola, a participação do Papai Noel também é quase nula. Ele só dá o ar da graça no último take, quando com uma garrafa do refrigerante na mão, pede silêncio para o comboio da Coca­Cola passar por uma cidade.As mensagens dos anúncios também estão mais ligadas à tentativa de reforçar o produto e não passar uma mensagem que, além de atiçar o espectador a comprar, o faça pensar sobre o que representa a festa natalina. A campanha da Arno é uma das poucas com uma proposta social. A Bauducco também tenta passar alguma mensagem, já que trabalha com o slogan "aproveite o Natal para aprender a dividir", mas não vai além de mostrar crianças com panetones. Já os comerciais da Caixa Econômica com Thiago Lacerda são muito mais para abocanhar o 13º dos brasileiros, enquanto a Estrela se resume a dizer que "neste Natal, não importa o brinquedo, tem que ser Estrela". Só usam a festa natalina como gancho, porque nem a imagem do Papai Noel utilizam.Até mesmo as emissoras estão demorando para exibir suas mensagens natalinas ou de próspero Ano Novo. A Globo, que sempre produz chamadas de seu elenco no início de dezembro, até a primeira quinzena deste mês se limitava a chamar os programas dedicados ao Natal e a passagem do ano e insistir na frase persecut ória "todo mundo de olho na Globo". A Band, por exemplo, assim como SBT e Record, s ó irá mostrar os funcionários dedicando "feliz Natal e um próspero ano novo" poucos dias antes das datas festivas. Até mesmo as músicas natalinas tradicionais ou novas canções publicitárias não estão sendo exploradas este ano. O jingle de Marcos Valle, usado pela Globo desde a década de 70 ("hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier..."), parece que foi esquecido por completo.A ausência de alguns comerciais de marcas famosas também ajuda para o "bom velhinho" estar sentado no banco dos reservas das agências. Uma propaganda como a do extinto Banco Nacional, por exemplo, é até hoje lembrada. Mas parece que os profissionais de criação publicitária atuais não conseguem repetir a fórmula, já que o comercial contava com uma melodia de fácil assimilação e uma letra simples tipo "bom Natal, um feliz Natal, muito amor e paz para você...". A Sadia, que sempre fez comerciais interessantes, como o que mostrava uma família se confraternizando ao som de "Perhaps Love", na voz de Plácido Domingo e John Denver, até a primeira quinzena de dezembro não havia colocado nenhuma campanha no ar. Na verdade, a diferença é que as propagandas atuais se baseiam em frases feitas, como "o Natal da TVA é um presente para você", do que no espírito natalino. Por isso, Thiago Lacerda tomou o lugar do Papai Noel e, junto com o "bom velhinho", palavras como paz e fraternidade perdem espaço na publicidade natalina. Manchetes AN Das últimas edições de AnexoUma noite com os violinos m ágicosA poesia que renasce da vertigemDe gente grande para gente pequenaAusência de cor, presen ça de luz
  6. 6. Manchetes AN Das últimas edições de Anexo Uma noite com os violinos m ágicos A poesia que renasce da vertigem De gente grande para gente pequena Ausência de cor, presen ça de luz Vovó faz 100 anos Copyright © 1998  A Notícia  ­ Todos os direitos reservados  ­ Telefone: 055­47 3431­9000 ­ Fax: 055­047 431 9100   Rua Caçador, 112  ­ CEP 89203 ­610 ­ Caixa Postal: 2  ­ 89201­972 ­ Joinville  ­ Santa Catarina ­ BRASIL            . Autoria:  ‹o e Internet  ­ Projeto:  Avelar L ’vio dos Santos , jornalista, RP MTr/PR 890 .

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