Convidado                              Cenas do espetáculo "Caminhada", que será                                          ...
Mundo                          passando por climas intimistas, e termina com Ennio Morricone com o              reciclável...
faz parceria com Narduchi para compor os textos. José Marciel Silva           teve um gosto muito especial. Sabor de vitór...
novas possibilidades, o Festival de Joinville poderá, então, tomar para si uma tarefa que não é gigantesca na aparência ma...
apresentaram o duo "Sem título 1995", assinado pelo próprio Rosito e                                   pela ensaiadora Len...
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  1. 1. Convidado Cenas do espetáculo "Caminhada", que será  Competições16º Festival de Dança de  apresentado pelo Ballet Teatro Guaíra neste Joinville ­ 1998  domingo Domingo de bambas Fotos divulgação/Karen Van der Brooche­ Noticiário   Dream team de coreógrafos marca ­ Programação   competições­ Bares,boates, restaurantes de Joinville Paulo César Ruiz­ Espetáculo para todos Editor­assistente do ANFestival ­ Entrevista com Pollyana Ribeiro   Prosseguem neste domingo as competições de ­ Entrevista com Vasco  moderno/contemporâneo, solos livres e dança de rua, Wellenkamps   até aqui a modalidade que mais chama público ao ­ Um passo de ponta   Jardim dos caminhos que se  palco do Centreventos. Para se ter uma idéia, os  ingressos já estão esgotados desde a semana  bifurcam passada. Ainda de quebra, a noite tem uma atração à  parte: um dream team de coreógrafos como Chico  Neller, Ricardo Risuenho, Luis Arrieta, João Roberto Veja também: Joel Gehlen de Sousa, Jussara Miranda, entre outros. Editor do ANFestivalEspecial com a vida e  O primeiro grupo a se apresentar nesta noite é o obra do poeta Cruz e  Em julho de 1991 a bailarina Pollyana Ribeiro ­ que o público do 16º  Dorcinha, de Uberaba, o filhote do Beth Dorça,  sempre um concorrente de qualidade. O grupo Sousa. Festival de Dança teve oportunidade de assistir dançar ­ ganhou medalha  Mineiro disputa prêmios com mais dois competidores. Cruz e Sousa   de ouro no conceituado concurso internacional de Helsinque, na Finlândia,  O Juvenil da Escola Municipal de Ballet, vem com a  coreografia "Transição", de Marcos Sage, um Uma conversa com  dançando o solo "Hymne a la Femme". Neste domingo, a platéia do FDJ  coreógrafo formado em Joinville e vem personalidades de  pode embevecer­se com esta mesma peça, interpretada por Regina  desenvolvendo um trabalho sério, que ainda vai destaque em SC. Kotaka, primeira bailarina do Ballet Teatro Guaíra. O solo faz parte do  chegar lá. "Transição" versa sobre mudanças, Grandes Entrevistas   espetáculo "Caminhada" que o grupo curitibano apresenta na abertura de  deslocamentos, alterações de comportamentos e  físicos. Ano passado o grupo levou o primeiro lugar  mais uma noite competitiva nas modalidades Moderno e Contemporâneo e  na modalidade. O terceiro grupo na disputa é o Dança  Dança de Rua. & Cia, de Jaraguá do Sul (SC), que apresenta a  coreografia "Marionetes", inspirada no imaginário  O Guaíra é uma espécie de padrinho do Festival de Dança de Joinville. A  infantil. companhia oficial paranaense participa desde sua segunda edição. Nos  Agora, a noite vai pegar fogo mesmo, é na disputa do  seus primeiros anos deu uma espécie de sustentação qualitativa ao evento  profissional. É difícil apontar um afavorito quanto no  com uma presença constante, tendo em seu ex­diretor, o coreógrafo  embate estão grupos como o Ginga, de Mato Grosso  português Carlos Trincheiras, um incentivador e orientador. do Sul, o Farrabamba, de Belém do Pará, o  Mahabhutas, de Florianópolis, além de outros três  correndo por fora como o Azzo Dança, Brasília, o B.G.  "Caminhada" é assinada por Rodrigo Moreira, um coreógrafo da nova  Cia de Dança, do Rio de Janeiro, e o Corpo Vivo  geração, ex­bailarino do Teatro Municipal do Rio e fundador do grupo  Academia de Dança, de Bauru (SP). DC, com dissidentes do Municipal carioca. Atualmente coreografa para a  companhia de Niterói e para o próprio TM­Rio. Rodrigo Moreira já é  O Ginga Cia de Dança ­ UFMS apresenta a  coreografia "Breve", de Chico Neller, um dos grandes  conhecido do público que freqüenta o festival: ano passado teve o solo  coreógrafos que evoluiu durante a história do  "Samsâra" apresentado em Joinville, numa interpretação magistral de  Festival de Joinville. Se inspirando no universo  Áurea Hämmerli. feminino ­ mulheres que procuram por sua vida, em  momentos breves e intensos, o grupo do Mato  Grosso coloca no palco 11 bailarinas e um bailarino.  Remontada por Rodrigo para o Guaíra, "Caminhada" foi criada  Como no poema­ícone de Vinícius de Moraes, o  originalmente para o teatro Municipal de Niterói. Desde o início do ano, o  momento, mesmo longe e distante, é infinito, se  espetáculo tem viajado com a companhia paranaense obtendo ótima  intenso. O Ginga já ganhou todos os prêmios no  recepção do público. A montagem marca uma nova etapa no grupo de  festival de Joinville e é sério candidato ao pódio  novamente. Curitiba, que desde janeiro passou a ser dirigido por Cristina Purri. A  coreografia é baseada no oráculo chinês do I­Ching e propõe uma  Já o Farrabamba traz a coreografia "Cânticos", de  reflexão a respeito do destino das pessoas. Uma temática de conteúdo  Ricardo Risuenho, um dos bambas da nova safra de  fantástico como soer à cultura Oriental sempre que interpretada por olhos  coreógrafos brasileiros que, inclusive, beliscou um  ocidentais como poder ser percebido nas releituras de Borges.  troféu Mambembe como revelação, ano passado.  Ricardo não é nenhum desconhecido do festival de  "Caminhada" põe em cena 24 bailarinos num balé que permite visualizar  Joinville. Já foi premiado e causou uma das maiores  bem os diferentes momentos e climas de que é formado, com quarteto, trio  celeumas do evento. Criado sobre o tema "Ihu", da  e solo. "O termo caminhada é como se fosse o destino ilustrado do  cearense Marlui Miranda, a peça questiona as  inquietudes do ser humano, seus instintos,  homem, a procura", conceitua a diretora Cristina Purri. independente de cor da pele, raça, etc. "A base  coreográfica do trabalho reflete a necessidade do  O solo "Hymne a la Femme" é uma espécie de ápice da coreografia.  homem amazônico inserido num contexto indígena,  Permite à bailarina personalizar a movimentação e utilizar elementos  adaptado a uma linguagem contemporânea, com  movimentos fundamentados na força, na velocidade e  próprios. Cristina define o trecho como muito técnico e que requer uma  no equilíbrio". Segunda apresentação do  interpretação muito amadurecida. A julgar pelos trabalhos anteriores de  Mahabhutas, de Florianópolis, no festival, "Terra  NOTICIÁRIO Rodrigo Moreira, o público pode esperar um espetáculo denso e  Urbana", de Telmo Gomes, sublinha a chegada do Capa   emocionante, com uma linguagem coreográfica legível capaz de desatar os  homem ao segundo milênio, em que a cultura atingiu Opinião   um nível que extrapola as necessidades médias de Economia   mais difíceis nós de sensibilidade. Musicalmente, "Caminhada" tem de tudo  consumo. Vale o registro: o figurino, como não Política   nos seus 28 minutos de duração, como Vangelis, Duperé e John Zorn,  poderia deixar de ser, é criado todo em material País  
  2. 2. Mundo   passando por climas intimistas, e termina com Ennio Morricone com o  reciclável.Polícia   tema de "A Missão", que é extremamente para cima.Geral   De Brasília, vem o Azzo Dança para apresentar a Esporte  coreografia "Liber", de Jana Marques, que, através Fórmula 1  Quando entrar setembro, o Ballet Teatro Guaíra terá mais dois espetáculos  do corpo e da alma, buscam uma liberdade de idéias, Fórmula Indy montados e em turnê, ambos coreografados por Rodrigo Pederneiras, do  ação, culminando na essência da expressão humana,  COLUNAS que se costuma chamar arte. "Vidas Cruzadas", de  grupo Corpo. A remontagem de "Prelúdios" e "Variações a Golderg", Alça de Mira   Rubén Terranova, é a coreografia que vem de Bauru, Informal   criado especialmente para a companhia paranaense. interior de São Paulo, para tentar surpreender os Moacir Pereira   favoritos. Apostando no coreógrafo do Grupo Rama, Espaço Virtual  Por Dentro da Rede   de Pirassununga, a trupe da cidade sem limites se AN Brasília   inspira em situações limítrofes, em que trajetórias se Raul Sartóri entrecruzam e a solidão é o saldo que sobra a cada  CADERNOS Na favela não tem só bandido um neste latifúndio­urbano. Já o grupo carioca B.G. Anexo   Cia de Dança interpreta "Ao Max", de Betina Crônicas   Com esse tema, a Cia de Dança Balé de Rua, de  Guelmann, em que os bailarinos, como no hai­kai, Cinema   dançam (voam?) harmoniosamente a melodia do AN Cidade   Uberlândia, dá um "banho" de genuíno street no festival vento, feito as folhas de outono.AN Informática  AN Veículos  AN Economia   Fátima Chuecco SolosAN Tevê Repórter do ANFestival ESPECIAIS A noite ainda promete algumas surpresas agradáveis. Copa 98   Nos solos femininos, o Compasso Cia de Dança, de Grandes Entrevistas   Quem espera conhecer uma proposta diferente de street dance não pode  Dom Pedrito (lembram?), vem uma coreografia de Cruz e Sousa   perder a apresentação da Cia de Dança Balé de Rua neste Domingo, Joinville 147 anos   Jussara Miranda, "Depois da Pressa", sobre um tema Festival de Dança concorrendo na categoria profissional. O grupo que vem de Uberlândia  de John Lurie. Depois da pressa virá a preguiça? O  SERVIÇOS traz um espetáculo completo: trilha (que envolve desde a música erudita  Cia Cylene Penhavel aposta na sensibilidade zen de  João Roberto de Souza, que criou a coreografia "La AN Pergunta  até o que há de mais recente no estilo techno), figurino, iluminação, texto e AN Pesquisa   Belle Du Bouq Dourment" baseada nos fundamentos Como anunciar   é claro, coreografia. Trabalhando um tema forte como favela, os  da dança Butoh, do Japonês Kasuo Ohno. Já o Classificados   integrantes pretendem mostrar que nem tudo é pesadelo. "Favela não é só  Centro de Dança e Pesquisa Flávia Vargas apresenta Assinatura  violência e tráfico de drogas. Não tem só bandido. Tem muitos artistas em  a coreografia "Ke Noite" (porquecomK?), de Ricardo Mensagem   Scheir sobre um tema do Tom "out" Waits, que conta Calendário 1998   busca de um palco. É tempo de parar de subestimar a inteligência e a  uma pequena brincadeira com a chegada em casa Calendário 1997   capacidade das pessoas que resistem, como heróis, nas encostas dos Chat   depois de uma noitada. Nos solos masculino, um Loterias morros e na periferia das cidades. Só sendo herói para sobreviver a  peso­pesado: O Grupo Beth Dorça faz uma  INFO condições tão precárias. Nós somos uma prova disso", diz Fernando  dobradinha com Luis Arrieta, coreógrafo argentino Índice   radicado no Brasil há mais de duas décadas, que  Narduchi, diretor do grupo. criou "Tonada de Luna Llena" especialmente para o Expediente  Institucional bailarino Fernando Martins de Paiva. Sua afirmação deve­se ao fato de que 90% dos integrantes da companhia  vive na periferia. Os bailarinos são também office­boys, lavadores de  A disputa vai ficar entre as duas vertentes da dança  carro, marceneiros e padeiros. Por causa disso, o grupo se orgulha de  de rua brasileira. O Dança de Rua do Brasil, de  Santos, que apresenta a coreografia "Homens de  estar genuinamente ligado à origem do street dance, surgido nos guetos  Preto", de Marcelo Cirino, um dos grandes campeões  novaiorquinos e onde os negros foram sempre muito perseguidos pelo  em Joinville, e o Cia de Dança Balé de Rua, de  racismo. O figurino é de impacto. Perucas pontiagudas, máscara contra  Uberlândia, que leva ao palco "Favela", de Marco  Antônio Garcia. poluição, óculos de proteção usados nas siderúrgicas e coturnos são  alguns dos ingredientes para, à primeira vista, impressionar o público. "É  intencional. O visual espanta tanto quanto um favelado sujo e rasgado. As  perucas dão a noção do cabelo duro e despenteado. As máscaras  Dor no pé e amor à dança representam a vontade que a classe baixa tem de se expressar e que, no  entanto, é contida. Os óculos são uma espécie de visão do futuro, pois, no  Andressa Scheller fundo, o favelado guarda uma ânsia de enxergar e desfrutar da vida",  Especial para o ANFestival explica Marco Antônio Garcia, figurinista e coreógrafo. Só mesmo o amor à dança para fazer com que o  Com cinco anos de estrada, o grupo luta por uma identidade própria.  bailarino supere seus próprios limites. E foi  justamente a dedicação à arte a razão principal para  "Sabemos que a street dance passa por uma pasteurização. Nós, no  fazer com que a adolescente Francine do Amaral, 14  entanto, nunca seguimos a tendência da moda. Aliás, nadamos justamente  anos, do Teatro Guaíra, de Curitiba, terminasse sua  contra a maré, desenvolvendo um estilo inédito, pesquisando novos  apresentação, no Centreventos Cau Hansen, apesar  de estar com o pé destroncado. A compensação? Um  gêneros musicais e criando uma técnica própria", diz Garcia. honrado terceiro lugar. Sem patrocínio, o investimento em pesquisa musical e técnicas novas é  Francine, que dança desde os cinco anos, participava  feito graças aos cachês por apresentações por Minas Gerais e em outros  de apresentação na modalidade clássico conjunto,  Estados. No Festival de Dança de Joinville do ano passado conquistaram  categoria amador II, na noite do dia 20. Antes de o  grupo entrar, a ansiedade natural. Mas a  o primeiro lugar. Este ano abriram o 11º Festival de Dança de Uberlândia,  possibilidade de acontecer um acidente passava  causando um estouro de bilheteria. A crítica especializada também tem  longe de sua imaginação. Então, era hora de superar o  apontado o grupo como um precursor de novos caminhos para a dança de  medo e entrar no palco, até que no início da primeira  rua. parte de sua apresentação pisou inadequadamente no  palco e sofreu a torção. Quanto ao rumo que essa modalidade deve tomar, Narduchi diz que é  No momento, a hesitação. Parar e acabar  uma incógnita: "A dança de rua é urbana, supercontemporânea e se  prejudicando todo o grupo ou superar a dor e dançar  encontra em constante evolução e transformação. Ninguém sabe onde vai  até o final? O amor à dança e a força de vontade  parar". Diz também que, apesar do modismo, os grupos presos às  foram maiores. Faltavam sete minutos para tudo  terminar. Naquele instante, o tempo tornou­se  questões sociais devem sobreviver. infinito, mas isso não foi suficiente para fazer a  uritibana Francine do Amaral desistir. Em horas como  No caso da Cia de Dança Balé de Rua, grande parte dos 23 integrantes é  essas, o senso de companheirismo e o apoio dos  demais bailarinos funciona e muito. "O fato de ver um  do sexo masculino e segue um ritmo pesado de ensaios. "A dança exige  monte de gente dando força foi fundamental para  especial preparo físico e aptidão para saltos. Também fazemos muito  superar o medo e a dor", assinalou Francine olhando  alongamento", conta Garcia, que assina ainda a iluminação do espetáculo e  para o pé ainda enfaixado. Para ela, o terceiro lugar 
  3. 3. faz parceria com Narduchi para compor os textos. José Marciel Silva  teve um gosto muito especial. Sabor de vitória. também coreografa. O cenário é de Chao Lin. Para o festival, de 30  Transcorridos os intermináveis momentos, Francine  minutos a apresentação foi reduzida para apenas 10. Mas tudo bem. Será  recebeu os primeiros socorros no próprio  o suficiente para mostrar que esses mineiros sabem o que estão fazendo. Centreventos Cau Hansen e foi levada em seguida  para o Hospital Dona Helena, onde teve o  péenfaixado. Teria de dançar no dia 22, não pôde.  Ficou triste por não participar da apresentação, mas  jamais esquecerá aquele terceiro lugar com gosto de  Alargar os horizontes para primeiro. evitar a trilha dos estereótipos Ana Francisca Ponzio Crítica de Dança Quando se vê um grupo reproduzindo no palco os clichês mais rasos do .. .. futebol, como ocorreu na programação de sexta­feira no 16º Festival de  Dança de Joinville, surgem não só reflexões, mas também preocupações  sobre a mentalidade que cerca a chamada dança moderna (ou jazz) nos  domínios das escolas. Tudo indica, as referências ainda são muito pobres. Não se vai além dos  esquetes difundidos pela televisão ­ como danças do Tchan ou de  aberturas de "Fantástico", shows de Madonna e Michael Jackson ou clips  de MTV. Também na música, nos figurinos e na ambientação cênica a  tendência é seguir a trilha dos estereótipos. Deparar­se com esse padrão generalizado é lamentável, principalmente se  considerarmos o quanto a cultura brasileira está sendo desprezada e  desperdiçada por aqueles que pretendem fazer dança fora do circuito  clássico. Num país rico em manifetações populares, é fundamental recusar  o comodismo das imagens fabricadas pela mídia de massa, para descobrir  os universos pouco explorados que nos cercam. Perante o padrão que uniformiza hoje os grupos das modalidades de  dança moderna ou jazz (se é que se pode definir como tal o que vem  sendo apresentado), cabe ao Festival de Joinville tentar alargar os  horizontes. Se há pessoas preocupadas com a evolução do evento há,  desde já, um ponto que merece ser repensado. Está evidente que tais grupos não têm acesso a informações sobre o amplo  universo da dança contemporânea, uma vez que os clichês são comuns à  maioria. Transformar esse status quo, portanto, poderia ser o ponto de  partida para o festival extrapolar seu papel de apenas estimular escolas e  alunos de balé clássico. Incluir nas programações profissionais de abertura grupos como o Quasar  já representa um pequeno avanço. Mas, a maneira como são apresentados  grupos como esse (que obviamente representam informação nova)  também merece cuidado específico. Agora que o festival possui infra­estrutura e um espaço como o  Centreventos, não é mais possível continuar reproduzindo o que vem  sendo feito até então. Se o evento cresceu na quantidade e no nível  técnico, é preciso também se expandir no conteúdo. Deslumbrar­se com o gigantesco, ou seja, números singulares de alunos ou  o palco profissional que eles merecidamente podem ocupar agora, é  satisfação que não deve ser recusada. Mas, isso não basta se a proposta é  caminhar para frente. Sem deixar de cuidar das conquistas positivas do festival, é saudável  também apostar em ousadias e ocupar salas menores para experiências  capazes de depurar o gosto inclusive do público. As condições para tanto  estão plenamente favoráveis. Além da enorme arena do Centreventos,  sabe­se que em breve será inaugurado um teatro menor, de 600 lugares.  Poderia ser este o palco de inauguração de novas experiências, abertas  para uma produção que ainda não circula em Joinville. Mostras paralelas,  laboratórios de criatividade e mesmo apoio para o surgimento ou  fortalecimento de grupos que já vem atuando pelo Brasil, são algumas das  apostas possíveis, além de outras a serem descobertas. Investindo em 
  4. 4. novas possibilidades, o Festival de Joinville poderá, então, tomar para si uma tarefa que não é gigantesca na aparência mas sim na sua demanda. Ao mesmo tempo, estaria abrindo­se para o fomento à criação, escapando ao rótulo de mera vitrine de exibicionismo técnico. Convidado Marcelo Misailidis e Isa Kokai em "Os Últimos  dias de Nijinsky" Foto: Marcelo Caetano Mais orientação e menos prêmios Suzana Braga Crítica de dançaA coisa complicou. Um grupo de adolescentes resolve vestir a camisa do Flamengo, que não anda lá essas coisas, e dançar ao som do Hino Nacional Brasileiro, numa jogada do tipo "vale tudo" para conseguir os aplausos e o prêmio. Por sorte não levou nem um, nem o outro. O grupo em questão é o Vera Passos, de Fortaleza, o número "Torcida Brasileira" do já famoso compositor dos festivais "colagem musical", colada com durex e sem anestesia para a otite que provoca.Noutra situação, da mesma noite reservada a duos e grupos de jazz, duas outras adolescentes do Studio de Ginástica e Dança do I.E.E., orientadas sabe­se lá por quem, adentram no palco com propostas e movimentos absolutamente não identificáveis, dentre eles um inusitado "Passo do ganso" numa peça intitulada "Clonagem". Esta situação é ainda pior porque a "Clonagem" foi premiada, terceiro lugar numa modalidade que ficou sem o primeiro. O que é mais grave? A bisonhice das meninas da "Torcida Brasileira", a má orientação dada às jovens "clonadas" ou pessoas competentes e veteranas na dança, da pré­seleção e que do corpo de jurados, selecionarem esses trabalhos para participar do festival e chegarem ao cúmulo de premiarem um deles? É preciso ficar mais alerta, vacilos acontecem, coisas passam despercebidas, mesmo assim é mau. Esses jovens equivocados precisam de orientação, não de prêmios.Vários desses acidentes de percurso aconteceram na noite de sexta­feira. Os exemplos acima foram os mais gritantes mas houve também bis de premiação para coreografias que já foram vistas e premiadas em Joinville afinal todas são tão parecidas. Até mesmo "Abstract", peça assinada pela ótima Roseli Rodrigues e muito bem apresentada pelo Núcleo Artístico de Belo Horizonte, tinha cara de filme já visto. Mas teve ainda os clones do ano passado que esse ano foram reeditados como "A Outra face", pelo Dança de Rua do Brasil. A boa escola de Goiás, Dançarte, que sempre fez trabalhos sérios, esse ano deu uma escorregada feia. Superproduziu os mais cintilantes robôs que Joinville já viu, na coreografia " Andróides".No mais, houve um equilíbrio dos concorrentes, nada muito bom, nada escandalosamente ruim e uma premiação excessiva. A destacar com honras, poucos trabalhos. O grupo carioca VD Mascotte com "Livre, Levemente", coreografado por Carlota Portela, pareceu a peça mais lúcida, mais musical e simples da noite. Em suma, a melhor. Ficou em terceiro lugar no Amador II. Também boas apresentações das duas coreografias de Roseli Rodrigues. " Abstract", que já foi falada e "Volúpia", a melhor delas, apresentada pelo Galpão 1 Grupo de Dança, de Indaiatuba (SP).Como convidado especial, mais uma vez Marcelo Misailidis subiu ao palco , dessa feita para reencarnar Nijinsky. O fez muito bem. Aliás o trabalho de Fábio de Mello que conta com a produção de Fernando Bicudo é muito interessante e denso, reproduzindo o tormento da loucura de Nijinsky num ambiente cênico claustrofóbico e fiel à dramaticidade dos fatos. Misailidis, Isa Kokai, Antonio Bento e Gilberto Torres foram fieis aos seus personagens.Também como convidados especiais, Rosito di Carmini e Rebeca Jung 
  5. 5. apresentaram o duo "Sem título 1995", assinado pelo próprio Rosito e  pela ensaiadora Lena Maia. 16º Festival de Dança de Jonville Noticiário Programação Bares,boates, restaurantes de Joinville Espetáculo para todos Entrevista com Vasco Wellenkamps Um passo de ponta Entrevista com Pollyana Ribeiro Manchetes AN Das últimas edições de AN Festival QUASAR, Esta onda vem de Goiás O palhaço de Deus Noite de estrelas Estrelas de mãos e pés cheios Cinco ases de ouro Capa  | Opinião  | Economia  | Política  | País  | Mundo  | Polícia  | Geral  | Esporte  | Fórmula 1  | Fórmula Indy  | Alça de Mira  | Informal  | Moacir Pereira  | Raul Sartóri  | Espaço  Virtual  | Por Dentro da Rede  | AN Brasília  | Anexo  | Crônicas  | Cinema  | AN Cidade  | AN Informática  | AN Veículos  | AN Economia  | AN Tevê  | Copa 98  | Grandes  Entrevistas  | Cruz e Sousa  | Joinville 147 anos  | Festival de Dança  | AN Pergunta  | AN Pesquisa  | Como anunciar  | Classificados  | Assinatura  | Mensagem  | Calendário  1998  | Calendário 1997  | Chat  | Loterias  | Índice  | Expediente  | Institucional Copyright © 1996   A Notícia ­ Todos os direitos reservados  ­ Telefone: 055­047 431 9000  ­ Fax: 055 ­047 431 9100   Rua Caçador, 112 ­ CEP 89203 ­610 ­ Caixa Postal: 2  ­ 89201­972 ­ Joinville  ­ Santa Catarina ­ BRASIL. Autoria:  Torque Comunicação e Internet  ­ Projeto:  Avelar Lívio dos Santos , jornalista, RP MTr/PR 890 .

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