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Resumo pra p.m de história 3º trimestre

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  • 1. Resumo para P.M de história 3º trimestre
    A colonização portuguesa no Brasil baseou-se sobretudo na exploração, no sistema de plantation e no Pacto Colonial, que significava o fim do monopólio (controle) das metrópoles sobre as colônias.
    Durante o período colonial, muitas vezes os interesses metropolitanos se chocaram com os coloniais provocado revoltas.
    De forma geral os rebeldes (que eram aqueles que se revoltavam), reivindicavam a diminuição da exploração colonial, o que não era aceito pela Coroa.
    Entre o final do século 18 e começo do 19 organizaram-se no Brasil diferentes movimentos sociais de caráter regional, motivados pelo rigor tributário português (muitos impostos (que tinham preços altos), pelas restrições do desenvolvimento interno, pelo alto custo de vida (carestia) ou pela crise nas exportações tradicionais de açúcar e algodão. Os rebeldes foram influenciados pela independência dos Estados Unidos, pelas lutas populares no Haiti contra o domínio francês e contra a escravidão ou pelos ideais revolucionários franceses. Eles propunham a emancipação (independência) política e eram duramente reprimidos pela metrópole.
  • 2. No entanto as idéias de independência se fortaleciam à medida que crescia a oposição de interesses entre a colônia e metrópole e que se agravava a crise do Antigo Regime (absolutismo, mercantilismo, etc.).
    Movimentos emancipacionistas
    Ao longo do século 18, a mineração provocou uma série de transformações no Brasil. Graças a ela, muitas cidades se desenvolveram e formou-se uma classe média urbana. Ampliaram-se as atividades voltadas ao mercado interno, como a pecuária sulina, cuja carne era comercializada nas regiões mineradoras , possibilitando a integração de áreas coloniais até então isoladas. O centro econômico da colônia transferiu-se do nordeste para o centro-sul, com a consequente mudança da capital para o Rio de Janeiro. Tudo isso graças à mineração.
    Ao mesmo tempo, a exploração do ouro e de pedras preciosas levou o governo português a aumentar o controle sobre a colônia. A economia metropolitana estava e crise por diversas razões , principalmente pela concorrência com a Holanda e com a Inglaterra no comércio de especiarias orientais. A participação em guerras durante a União Ibérica, também abalou economia, com perdas materiais e humanas. A diminuição das exportações do açúcar brasileiro, devido à concorrência com o açúcar produzido pelos holandeses, tornava a crise ainda mais grave. Para tentar
  • 3. se recuperar economicamente, principalmente após o fim do domínio espanhol, Portugal fez empréstimos com a Inglaterra, aumentando sua dependência do ingleses.
    A estratégia para se refazer economicamente foi aumentar os impostos sobre as atividades mineradoras. A excessiva tributação provocou descontentamentos na colônia e as tensões se agravaram a partir de 1750, quando a coroa determinou que a quantidade de anual de ouro enviada pelo Brasil não poderia ser inferior a 100 arrobas (aproximadamente 1500 kg). Como era cada vez mais difícil atingir essa quantia, principalmente por causa do esgotamento das minas, em 1765 o governo português criou a derrama, que determinava o confisco de bens dos moradores de Minas Gerais até que se completasse o valor exigido de ouro desse ano, e compensar o valor atrasado do anos passados.Veja a tabela da página 132, para ter uma ideia de como a produção aurífera caia significativamente a cada ano que se passava.
    Em 1785, outro fator que contribui muito para agravar as tenções entre foi o fechamento de todas a manufaturas coloniais. Essa medida obrigava os colonos a consumir produtos importados. O que tornava o custo de vida mais alto.
    Conjura Mineira (1789)
    Principais causas:
  • 4.
    • Excesso de impostos (rigor tributário), principalmente a derrama.
    • 5. Fechamento das manufaturas coloniais (obrigava os colonos a consumir produtos importado, o que aumentava o custo de vida).
    A Conjura Mineira foi inspirada nas ideias iluministas e na independência dos EUA.
    Principais transformações ocorridas em MG que facilitaram a divulgação das ideias iluministas:
    • Urbanização
    • 6. Formação de camadas médias (médicos, dentistas, etc.)
    • 7. Formação do mercado interno colonial
    • 8. Formação de uma camada enriquecida que protestava contra os altos impostos
    • 9. Transferência da capital para o RJ em 1763
    Muitas pessoas aprovou, aceitou a conjura, pois estavam endividadas com Portugal ou eram acusadas de contrabando, ou ainda porque haviam perdido cargos importantes no governo colonial.
    O grupo de rebeldes era formado por proprietários de minas, de escravos e de terras; intelectuais; profissionais liberais (que não tem patrão (médicos, advogados, intelectuais, proprietários, membros do clero, etc.) e militares, e pretendia tornar aquela região independente de Portugal.
  • 10. Intenções dos rebeldes que participaram da conjura.
    • Estabeleceria uma república
    • 11. Estimular a produção manufatura (trabalho executado a mão)
    • 12. Criar uma moeda própria
    • 13. Fundar uma universidade em Vila Rica.
    • 14. No entanto, não se pretendia abolir a escravidão (pois muitos rebeldes eram donos de escravos)
    A luta seria iniciada assim que se oficializa-se a derrama. Porém os planos não se concretizaram, pois um dos inconfidentes, endividado com a Coroa, denunciou seus companheiros ao governador da capitania de MG em troca do perdão de suas dívidas.
    Na Inconfidência Mineira (outro nome da conjura), se destacou a participação de Tiradentes. Descontente por não ter sido nomeado comandante de tropa, após treze anos sem promoção, Tiradentes foi um dos principais defensores da conspiração, atraindo muitos simpatizantes para o movimento.
    Durante o processo judicial, julgamento (devassa), Tiradentes assumiu a responsabilidade pela revolta e confirmou depoimentos de outros envolvidos que o apontaram como principal líder da rebelião, atitude que lhe custou a vida. Muitos historiadores afirmam que essa liderança não ocorreu fato, mas que sobre ele recaiu a pior, a mais drástica punição: enforcamento, decapitação e esquartejamento. Tudo
  • 15. isso perdão da rainha de Portugal, o restante foi afastado para Angola, Benguela ou Moçambique, na África.
    A execução de Tiradentes foi utilizada pela Coroa portuguesa para desencorajar novos movimentos pela emancipação, libertação da colônia. No entanto, outras manifestações contra o domínio metropolitano ocorreram em diferentes regiões da colônia.
    Conjuração Baiana (1798)
    Influências
    • Recebeu influências do ideais revolucionários franceses de igualdade, liberdade, e fraternidade.
    • 16. Recebeu influências da guerra de independência do Haiti, com participação acentuada de escravos que pretendiam a abolição da escravidão
    Causas
    • Declínio da produção açucareira  empobrecimento da população
    • 17. Abalo da população de Salvador em relação a transferência da capital para RJ (1763), pois muitos perderam empregos, etc.
    Seus principais líderes eram mulatos, soldados, e artesãos humildes.
  • 18. Lutavam contra
    • O alto custo de vida
    • 19. Impostos abusivos
    • 20. Latifúndios
    • 21. Escravidão
    Pretensões
    • Proclamar uma república igualitária + Abolição da escravidão
    • 22. Estabelecer a liberdade comercial + Fim do monopólio exercido pela metrópole
    • 23. Aumentar o salário dos soldados + Separação de Portugal
    Além da independência, seus líderes desejavam uma sociedade baseada na liberdade e na igualdade dos cidadãos, com o fim da escravidão.
    Para divulgar seus ideais e atrair maior número possível de simpatizantes, os rebeldes publicaram e distribuíram folhetos nos quais anunciavam seus planos: Animais-vos Povobahiense que está por chegar o tempo feliz de nossa liberdade: o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais”.
    Igualdade, liberdade e fraternidade
  • 24. Na data da publicação do folheto, o governador da Bahia realizou as integrantes se livraram das acusações. No entanto restaram 34 réus (pessoas acusadas de algum crime), em sua maioria mulatos: escravos, escravos libertos, soldados e artesãos pobres. Somente líderes populares foram condenados à forca e executados (em 8/11/1799, na praça da Piedade, em salvador).
    Os demais tiveram que se exilar (afastar) ou cumprir prisão na colônia.
    Preocupada com os rebeldes no Brasil, a Coroa começou a oferecer altos cargos na administração pública, dinheiros ou privilégios às pessoas que denunciassem conspirações, consideradas crimes de lesa-majestade (qualquer crime que prejudicasse a Coroa).
    Semelhanças e diferenças entre a Conjura Baiana e Mineira.
    -C.M
    -C.B
  • 25. Revolução Pernambucana
    Anos mais tarde, em 1817, ocorreu em Pernambuco mais uma tentativa de rompimento do domínio português. A situação pernambucana era crítica, pois os preços do açúcar e do algodão, produtos exportados pela capitania, estavam em baixa na Europa. Além disso o comercio da região era controlado por comerciantes portugueses.
    Os descontentamentos cresciam e a eles se somavam os ideais de liberdade divulgados pela Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade). Cada vez mais amadurecia a ideia de independência colonial entre as camadas médias
    (comerciantes, membros do clero, militares) e os senhores do engenho, elevando com a Revolução Pernambucana.
    O movimento pretendia criar uma república que englobaria Pernambuco e outras capitanias do Nordeste, implantar a liberdade comercial, acabar com os privilégios dos comerciantes portugueses e estabelecer uma política tributária mais justa. A abolição da escravidão dividia os rebeldes - nem todos a queriam, porque dependiam do trabalho escravo em suas propriedades.
    As notícias de que se tramava uma conspiração em Recife se espalharam. Após algumas denúncias, o governador de Pernambuco ordenou a prisão dos suspeitos. Em 6/3/1817, um deles (o capitão José de Barros Lima, conhecido como Leão coroado) matou o oficial português encarregado de prendê-lo. Esse episódio
  • 26. motivou os soldados a iniciarem a luta contra o governo e mobilizou as chamadas médias e populares da sociedade local. Os rebeldes conseguiram prender o governador, exilá-lo no RJ e tomar o poder.
    Formou-se no Recife um governo revolucionário que adotou o regime republicano, concedeu liberdade comercial, religiosa e de imprensa, mas não aboliu a escravidão. Uma Constituição começou a ser elaborada enquanto os rebeldes faziam contatos com a Bahia, o Ceará, o Rio Grande do Norte e a Paraíba, esperando adesão ao movimento.
    No entanto a repressão foi organizada e os governos locais receberam reforços do RJ para impedir o avanço dos rebeldes. Os membros mais atuantes do movimento foram executados e mais de 100 pessoas, presas.
    A experiência revolucionária pernambucana permaneceu viva na sociedade local. Anos mais tarde, após a independência, alguns líderes de 1817 organizaram um movimento contra o governo autoritário de D. Pedro I.
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