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Artigo Avaliacao
 

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    Artigo Avaliacao Artigo Avaliacao Document Transcript

    • FACULDADE DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TEOLOGIA DO NORTE DO BRASIL - FACETEN PÓS - GRADUAÇÃO LATU SENSO FRANCISCA DAS CHAGAS RIBEIRO DA SILVA ELIZABETH SILVA FIALHOA AVALIAÇÃO: UM INSTRUMENTO DE APOIO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS SÉRIES INICIAIS BOA VISTA/RR OUTUBRO/2012
    • FRANCISCA DAS CHAGAS RIBEIRO DA SILVA1 ELIZABETH SILVA FIALHO2 A AVALIAÇÃO: UM INSTRUMENTO DE APOIO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS SÉRIES INICIAIS Artigo apresentado ao Centro de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil - FACETEN, como requisito para obtenção do Título de Especialista Lato Senso. Boa Vista 20121 Graduado em Pedagogia pela Faculdade Roraimense de Educação Superior – FARES/RR2 Graduado em Pedagogia pela Faculdade Roraimense de Educação Superior – FARES/RR
    • A AVALIAÇÃO: UM INSTRUMENTO DE APOIO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS SÉRIES INICIAIS3 RESUMO O artigo ora apresentado tem por objetivo investigar as metodologias e as estratégiasde avaliação utilizadas nas séries iniciais da educação infantil, a relação entre a prática daavaliação escolar e o processo de conhecimento do aluno. Busca-se, pela análise do discurso,explicitar as representações que os sujeitos construíram mediante suas experiências emavaliação e os sentidos que nelas se contêm, assim como identificar os elos sociais epedagógicos condicionantes do movimento contraditório entre aprender e avaliar. Opressuposto teórico adotado consiste na ideia de que, os métodos de avaliação deveriam serutilizados pelo professor com a intenção de usar a avaliação como um instrumento de apoioao processo de construção da aprendizagem dos educandos o que mostrou ser relevante paraexplicar o problema de pesquisa formulado.Palavras-chave: Avaliação escolar; representações da avaliação; instrumento.3 Artigo apresentado ao Centro de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil - FACETEN, comorequisito para obtenção do Título de Especialista Lato Senso.
    • THE ASSESSMENT: A TOOL TO SUPPORT THE CONSTRUCTION OF KNOWLEDGE IN EARLY SERIES ABSTRACT The presented article here aims to investigate methodologies and assessment strategiesused in the initial series of early childhood education, the relationship between practice andschool evaluation process of students knowledge. Looking up, the discourse analysis, explicitrepresentations that built subjects upon their experiences in assessment and senses that arecontained in them, and to identify links social and pedagogical conditions of contradictorymovement between learning and assessment. The theoretical assumption adopted is the ideathat the evaluation methods should be used by the teacher with the intent to use evaluation asa tool to support the process of construction of students learning what proved to be relevant toexplain the research problem formulated.Keywords: Evaluation school; representations evaluation; instrument.
    • INTRODUÇÃO Na atualidade, muito se tem discutido sobre a avaliação no contexto escolar. Busca-se uma verdadeira definição para o seu significado, justamente porque esse tem sido um dosaspectos mais problemáticos na prática pedagógica. Apesar de ser a avaliação uma prática social ampla, pela própria capacidade que o serhumano tem de observar, refletir e julgar, na escola sua dimensão não tem sido muito claro.Ela vem sendo utilizada ao longo das décadas como atribuição de notas, visando a promoçãoou reprovação do aluno. Sabe-se que a educação é um direito de todos os cidadãos, assegurando-se aigualdade de oportunidades (Constituição Brasileira). Inseridas neste contexto, ao estudarem,as pessoas passam muitas e muitas vezes pela avaliação, cujos aspectos legais norteiam oprocesso educacional através dos regimentos escolares. Assim, as avaliações são tidas comoobrigatórias e, através delas, é expresso o "feedback" pelo qual se define o caminho paraatingir os objetivos pessoais e sociais. Hoje a avaliação, conforme define Luckesi (1996, p. 33), "é como um julgamento devalor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão".Ou seja, ela implica um juízo valorativo que expressa qualidade do objeto, obrigando,consequentemente, a um posicionamento efetivo sobre o mesmo. A avaliação no contexto educativo quer se dirija ao sistema em seu conjunto quer aqualquer de seus componentes, corresponde a uma finalidade que, na maioria das vezes,implica tomar uma série de decisões relativas ao objeto avaliado. A finalidade da avaliação é um aspecto crucial, já que determina, em grande parte, otipo de informações consideradas pertinentes para analisar os critérios tomados como pontosde referência, os instrumentos utilizados no cotidiano da atividade avaliativa Nem sempre oprofessor tem definido os objetivos que quer alcançar com seus alunos. Nesse sentido, aavaliação muitas vezes tem sido utilizada mais como instrumento de poder nas mãos doprofessor, do que como feedback para os seus alunos e para o seu próprio trabalho. Narealidade, é comum ouvir dos professores, os famosos "chavões" sempre indicando odesempenho ruim de alguns alunos, esquecendo-se de que esse desempenho pode estar ligadoa outros fatores que não só o contexto escolar. Segundo SantAnna (1995, p. 27), "há professores radicais em suas opiniões, só elessabem, o aluno é imbecil, cuja presença só serve para garantir o miserável salário detentor dopoder".
    • Nos dias de hoje, sabe-se que o professor tem "fortes concorrentes": a televisão,videocassete, computador, e aquele, em contrapartida, na sala de aula, tem o quadro negro e ogiz. Não seria pertinente pensar na questão da utilização dos recursos no dia-a-dia,explorando mais o que o aluno tem fora, em casa, não só para as suas aulas, mas também parao processo de avaliação? Ezpeleta & Rockwell (1986, p. 25) declaram que "o conhecimentoque um professor desenvolve ao trabalhar com um grupo de criança, incorporanecessariamente elementos de outros domínios de sua vida". Na realidade, muitos professores fazem uso da avaliação, cobrando conteúdosaprendidos de formas mecânicas, sem muito significado para o aluno. Chegam até mesmo autilizar a ameaça, vangloriam-se de reprovar a classe toda e/ou realizar vingança contra osalunos inquietos, desinteressados, desrespeitosos, levando estes e seus familiares aodesespero. Há alguns anos, observa-se que o instrumento avaliação não deve ser aplicadosomente como um meio para se aferir o conhecimento, mas que, se paute no pressuposto deque deve servir como suporte para uma aprendizagem significativa. Hoje a avaliação escolarvem sendo estudada por diferentes enfoques. Objeto de pesquisas frequentes, vários autores têmcontribuído com proposições e posicionamentos inerentes a enfoques de tratamentos tecnológicos,sociológicos, políticos, filosóficos e educacionais. A complexidade do fenômeno da avaliação é realçada por Perrenoud (1990), segundoo qual não existe avaliação sem relação social e sem comunicação interpessoal, tratando-se deum mecanismo do sistema de ensino que converte as diferenças culturais em desigualdadesescolares. Por outro lado, a análise do processo de avaliação mostra que não existem medidasautomáticas, avaliações sem avaliador nem avaliado; nem se pode reduzir um ao estado deinstrumento e o outro ao de objeto. Trata-se de atores que desenvolvem determinadasestratégias, para as quais a avaliação encerra uma aposta, sua carreira escolar, sua formação.O professor e aluno se envolvem num jogo complexo cujas regras não estão definidas em suatotalidade, que se estende ao longo de um curso escolar e no qual a avaliação restringe-se aum momento.1 BREVE HISTÓRICO DA AVALIAÇÃO NO BRASIL Desde os tempos mais remotos, em algumas tribos, os jovens só passavam a seremconsiderados adultos após terem sido aprovados em uma prova referente aos seus usos ecostumes.
    • Há milênios atrás, chineses e gregos já criavam critérios para selecionar indivíduospara assumir determinados trabalhos (Dias, 2002) citado por Rossato, 2004. Na China, em360 a.C devido a este sistema, todos os cidadãos tinham a possibilidade de alcançar cargos deprestígio e poder. Na Grécia, Sócrates, sugeria a auto-avaliação – O Conhecer-te a ti mesmo –como requisito para chegar a verdade. Uma outra forma de avaliação era realizada através deexercícios orais utilizados pelas universidades medievais e mais tarde pelos jesuítas. NaIdade Média, as universidades tinham como objetivo principal a formação de professores. Osalunos que completavam o bacharelado precisavam ser aprovados em um exame para poderensinar e os mestres só recebiam o título de doutor se lessem publicamente o Livro dasSentenças de Pedro Lobardo ou posteriormente se defendessem teses (Soeiro & Aveline,1982) citado por Rossato,( 2004). A avaliação começa a assumir uma forma mais estruturada apenas depois do séculoXVIII, onde começaram a serem formadas as primeiras escolas modernas, os livros passarama serem acessíveis a todos e criaram-se as bibliotecas. Nesta época devido a utilização deexames como forma d avaliação, esta ficou a associada à idéia de exames. Notação e controle,constituindo dessa forma a área de estudo chamada de Docimologia. Outra área que se destacou no final do século XIX, foi a Psicometria, caracterizadapor testes padronizados e objetivos que mediam a inteligência e o desempenho das pessoas.No entanto com o passar do tempo, a utilização desses testes veio sendo substituída porformas mais amplas de avaliar em que o aluno começava a ser visto como um todo, um serhumano com todas as suas implicações conforme Abramowicz, 1996, citado por Rossato,2004. Já a Edumetria relaciona-se mais com métodos quantitativos, conforme Landsheere,citado por Dias, 2002. A Endometrie é “o estudo quantitativo das variáveis relativas àaprendizagem individual ou coletiva”. O termo “avaliação educacional” foi proposto primeiramente por Ralph Tyler em1934 na mesma época em que surgiu a educação por objetivos, que tem como princípioformular objetivos e verificar se estes eram cumpridos. Com o objetivo de se conhecer se o motivo do fraco desempenho escolar dos negrosamericanos provinha das deficiências dos serviços educativos que eles recebiam, em 1965 aavaliação passou a fazer parte de metodologias e matérias que utilizam abordagensqualitativas como a Antropologia, a Filosofia e a etnografia. Neste mesmo ano, nos EstadosUnidos, foi promulgada a Lei sobre a Educação Primária e Secundária pelo presidenteLyndon Johnson e por proposta do senador Robert Kennedy a avaliação dos programassociais e educativo dos EUA. Foi dessa maneira que a avaliação passou a fazer parte de outra
    • área como filosofia, sociologia, economia e administração. Deixando assim, não apenas de sermono disciplinar, mas assumindo uma forma mais ampla quanto aos seus métodos, tipos eobjetivos. Um novo rumo na avaliação surgiu em 1980, nos EUA e na Inglaterra, com oneoliberalismo e a crise econômica o estado tornou-se controlador e fiscalizador. Comoconseqüência destas mudanças, a avaliação passou a ser mecanismo fundamental dosgovernos nos seus esforços obsessivo de implantação de uma escrita cultural gerencialista efiscalizadora (Bernstein, 1991 apud Dias 2002). Nesta mesma época, especialmente na Inglaterra, começou-se a atribuir aoprofessores, por ser educadores, a responsabilidade sobre as dificuldades políticas eadministrativas e aos insucessos econômico do pais (Dias, 2002). Nesse sentido, quanto a suacapacidade de responder as exigências do mercado, comércio e indústria, as universidadescomeçaram a ser cobradas como se fossem empresas ou organizações competitivas. Todos esses fatos históricos no campo da avaliação deram origem a sua conformaçãoatual. Ainda hoje existe um certo conflito entre a utilização de métodos quantitativos quecoloca na discussão a real finalidade da avaliação, configurando-se dessa maneira umaquestão filosófica. “Se buscamos uma escola que não seja uma preparação para a vida, mas que seja ela mesma uma rica experiência de vida, e se buscamos uma escola que não seja reprodutora dos modelos sociais discriminatórios, mas promotora do desenvolvimento integral de todos os alunos, temos de repensar a avaliação”.(VASCONCELOS, 2000, p. 36) A avaliação da aprendizagem é uma questão político-pedagógica e deve semprecontemplar as concepções filosóficas de homem, de educação e de sociedade, o que implicaem uma reflexão crítica e contínua da prática pedagógica da escola e sua função social. Nesse contexto, há necessidade de referenciais que sejam claros no processoavaliativo, não podendo se limitar à verificação da aprendizagem de conteúdos ou atividades,usando-se tão somente os instrumentos de provas e notas, embora façam parte desse processo.Por isso, a avaliação deve contemplar uma concepção mais ampla, uma vez que envolveformação de juízos e apreciação de aspectos qualitativos. Essa deve ser compreendida comouma ação reflexiva do processo da aprendizagem, pois é um instrumento essencial nodesenvolvimento social, afetivo e cognitivo. No sistema educacional, a avaliação deve
    • acontecer de forma organizada e planejada de acordo com as normas que regem o Sistema deEnsino.2 CONCEITOS DE MEDIDA E AVALIAÇÃO “Avaliação escolar é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processoensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.“(Luckesi, 1986). “Avaliar é o ato de comparar uma medida com um padrão e de emitir um julgamento sobre a comparação”. (Costa, 2005, p. 54) Para Saul (1994) a avaliação consiste num “processo de análise e crítica de uma dadarealidade visando a sua transformação.” “Avaliação escolar é um componente do processo de ensino que visa, através verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e daí orientar a tomada de decisões em relações atividades didáticas seguintes”. Libâneo, 1994). Esteban (1996) considera prioritariamente, que avaliar significa investigar omovimento de construção do conhecimento pelo aluno, mediado pela ação escolar. “A avaliação é a reflexão transformada em ação. Ação, essa, que nos impulsiona às novas a novas reflexões. Reflexão permanente do educador sobre sua realidade, e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento. Um processo interativo através do qual educandos e educadores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar no ato próprio da avaliação”. Hoffmann, (1991, p.18).3. A AVALIAÇÃO E A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA3.1. A Avaliação e a Aprendizagem A aprendizagem significativa acontece quando os novos conhecimentos estãoembasados em ideias protuberantes que precedem na estrutura cognitiva do aluno. Aconstrução do conhecimento linguístico do aprendiz esta estruturado hierarquicamente de
    • definições que reproduz habilidades sensoriais do ser humano. Atraves de uma definiçãoabrangente, já formado pelo aluno, a ideia pode ser formado de maneira a prender-se emconceitos atuais auxiliando na percepção das novas informações o que dá significado real aoconhecimento adquirido. As idéias recentes poderam ser observadas e retidas de formavantajosa caso se refiram a conceitos e proposições já disponíveis, que proporcionam asustentação conceitual. "Partindo de situações concretas, de histórias, cases, vídeos, jogos, pesquisa, práticas e ir incorporando informações, reflexões, teoria a partir do concreto. Quanto menor é o aluno mais práticas precisam ser as situações para que ele as perceba como importantes para ele. Não podemos dar tudo pronto no processo de ensino e aprendizagem. Aprender exige envolver- se, pesquisar, ir atrás, produzir novas sínteses fruto de descobertas. O modelo de passar conteúdo e cobrar sua devolução é ridículo." (MORAN,2008, p. 56) Dialogar sobre avaliação e aprendizagem abarca muito mais de que debater osdiversos modos de avaliação ou os métodos de ensino, engloba pontos essenciais de resoluçãomoral, como é o caso de se questionar o porquê de ser educador, como o meu método deensino pode fazer com que meu aluno "cresça", qual o sentido real daquilo, será que o meucorpo discente conseguiram ser cidadão críticos e atuantes na sociedade a qual vivem, essessão pontos norteadores para a decisão de como avaliar de significativa. Nos diferentes ambientes educacionais, existem currículos escolares estabelecidosem torno de conglomerado de disciplinas claramente distinguidas e independentes de umcontexto, contidas por um ritual de processos escolares muitas das vezes antiquados, no qualos conteúdos se amparam numa organização severamente instituída, desconexa dosconhecimentos dos mesmos alunos. Mesmo com tantos progressos de análises no ensino, doconhecimento e da tecnologia, as aulas continuam semelhantes com a metodologia utilizadano inicio do período, tendo como expectativa metodológica influente a apresentação, oexercício e a constatação. Para uma aprendizagem significativa, é indispensável que seja vista como acompreensão de significados, incluindo conhecimento prévio e experiências individuais dosestudantes, admitindo a formulação de enigmas de alguma maneira desafiantes que estimulemo estudar mais, o estabelecimento de diversos tipos de afinidades entre acontecimentos,artifícios, episódios, elementos e julgamentos, desencadeando deformações de conduta ecolaborando para o uso do que é adquirido em diversas situações.
    • Pensar em aprendizagem significativa é admitir que para estudar, precisamos de umaatitude decidida que exige atos de instruções direcionadas para que os alunos aprofundem eaumentem as definições formados mediante suas conhecimentos nas atividades de ensino eaprendizagem. Nessa percepção a educação é um aglomerado de atividades metódicas,atenciosamente esquematizadas, em torno dos conteúdos e formas articuladas decisivamente enas quais o docente e o estudante dividem elementos cada vez mais extensos e constituídoscom analogia aos conteúdos do currículo educacional, ou seja, o educador direciona seus atospara que o discente compartilhe de afazeres que o façam se aproximar cada vez mais dosconteúdos que o ambiente educacional tem para lhe instruir. O momento da aula em classe deve tornar-se um debate e transação deconhecimentos e aspectos da realidade, um ambiente de informação comum no qual osestudantes sejam vistos como sujeitos competentes de edificar, transformar e unificaropiniões, tendo a chance de interagir com outros indivíduos, com componente e ocorrênciasque estabeleçam envolvimento, dispondo de momento para raciocinar e meditar sobre seusmétodos, de suas aprendizagens, da dificuldade que têm que superar. É evidente a importânciada influência e interferência do docente e a intercâmbio com os pares para que cada um vádesempenhando tarefas e determinando dificuldades, que inventem condições paradesenvolverem competências e conhecimentos. Por meio de inflexíveis advertências, tenho nítido ao estudante, o queverdadeiramente acaba preocupando é a nota, com isto o estudante acaba aprendendo para serpromovido, ele busca já de princípio conhecer quais os meios da nota para buscá-la demaneira mais simples e se enquadra nos moldes de sucesso de ser um aluno-destaque.Segundo Luckesi, (1994: 23), "as notas são operadas como se nada tivessem a ver com aaprendizagem".3.2. A Avaliação Contextualizada Uma das primeiras barreiras é como restringir todo o conhecimento adquirido pormeses em uma singela folha de papel, pois a avaliação em si não demonstra o tudo que odiscente adquiriu em conceitos, não comprova se o estudante tem condições de fazeranalogias do que ele estudou com outros assuntos ou até mesmo com o seu cotidiano. O exame não permite ao educador uma noção mais particular do seu educando, nãoconsente ao docente respeitá-lo de modo adequada. Respeitá-lo no significado de avisar queainda esteja lidando com uma classe, esse pessoal não é homogênea, as disparidades dos
    • estudantes não pode ser recusada, pois como já citei cada um tem um jeito de aprender, unsmais vagarosos, outros mais ligeiros. É preciso compreender o aluno para auxiliá-lo aconstruiu o conhecimento, perceber como foi o meio que ele percorrido, quais os problemas eas suas conquistas, é importante entender o processo. Por melhor que seja formulada a avaliação não garante a condição do pensamento,uma vez que o refletir, só tem significado na ação e reflexão, propor a lógica entre atuação e areflexão, entre tantas, um dos desafios de um ensino responsável com uma aprendizagemsignificativa. Também é necessário resgatar a definição do avaliar enquanto metodologia, aavaliação jamais deveria ser mencionada a um único meio, nem limitada a um só período, oua um único meio, pois apenas um extenso espectro de diversos recursos de avaliação podepermitir caminhos adaptados para a aparição de multíplices capacidades e de organizações dedefinições, fornecendo espécies para que o docente, avalie, atente, processe, pondere,emocione-se e adote resoluções e providências acopladas a cada estudante. A avaliação na circunstância de uma aprendizagem significativa acontece noadequado método de tarefas dos alunos, no cotidiano da classe, no período dos debatesgrupais, da efetivação de trabalhos em grupos ou individuais. É nessa ocasião que o docentepode compreender se os alunos permanecem ou não se aproximando da opinião e capacidadesque consideram admiráveis, localizar problemas e dar assistência para que elas sejamultrapassadas através de influências, questionamentos, integrando conhecimentos, procurandodiversos meios que levem à aprendizagem, por isso compete a nós professores, analisarmosnossos métodos a fim de desempenharmos o encantador trabalho de ajudar a descobrir ossignos da edificação do homem, da informação e da civilização.
    • CONCLUSÃO Ao adotarmos a avaliação como um instrumento de apoio ao aprendizado em nossaproposta de trabalho articulados na construção de conhecimentos dos alunos da EducaçãoInfantil, no caso nas séries iniciais, tem proporcionado uma interação ativa com o ato e seusatores no ambiente escolar, de forma em que todas as potencialidades da avaliação sejamenvolvidas na construção do conhecimento. O resgate da avaliação como um instrumento de apoio, haja vista que o que seobservou foi uma avaliação que era usada como arma de castigo contra alunos, deve ser vistocomo uma abordagem metodológica que propicia na criança o processo de construção deconhecimentos, através do que lhe é real do que ela julga melhor para si e para seu grupo. Eainda, aliado as suas experiências, torna-se sujeito ativo de sua aprendizagem experimentandoo prazer de “aprender”. Desta forma, as avaliações devem ser aplicadas no sentido de abrir espaços para odiálogo e a reflexão, pois são necessários, sempre a partir do que é real para que o educandose sinta compreendido e respeitado. Nesse sentido grande é o papel do professor, pois cabe instruir e valorizar oeducando na interação humana, no desenvolvimento do seu raciocínio lógico. Assim aaprendizagem do seu efeito positivo se vincula ao prazer e a relação afetiva nas açõespedagógicas. A escola enquanto instituição de formação deve ajustar sua proposta pedagógicavoltada às diversas alternativas de ensinar de modo a auxiliar os alunos a desenvolverem suascapacidades e habilidade es auxiliando-os na adequação às varias vivências a que são expostasem seu universo cultural, potencializando o desenvolvimento de todas as capacidades doaluno, tornando o ensino mais digno e humano.
    • REFERÊNCIASABRAMOWICZ, Mere. Avaliando: A avaliação da aprendizagem - Um novo olhar. SãoPaulo: Lúmen, 1996. .BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil: 1988. São Paulo :Saraiva 1988.DIAS SOBRINHO, José. Universidade e Avaliação: entre a ética e o mercado. Florianópolis:Insular, 2002.ESTEBAN, Maria Teresa. Avaliação: momento de discussão da prática pedagógica.In:GARCIA, R. L. (Org.) Alfabetização dos alunos das classes populares. São Paulo:Cortez,1997.EZPELETA, Justa, ROCKWELL, Elsie. Pesquisa participante. São Paulo : Cortez, 1986.HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola àuniversidade. 20ª ed. revisada. Porto Alegre: Editora Mediação, 1993.LUCKESI, C. Cipriano. ”Avaliação educacional escolar: para além do autoritarismo”. In:Tecnologia Educacional, Revista da ABT. Rio de Janeiro nº 61, pp. 6-15. __________ . Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo,Cortez, 2002. __________Avaliação da Aprendizagem Escolar. Apontamentos sobre a pedagogiado exame. Revista de Tecnologia Educativa, ABT ano XX, nº 101, jui/ago, 1991.MORAN, ,José Manuel. Leitura dos Meios de Comunicación. Editora Pancast. 2003PERRENOUD, Philippe. La construción del éxito y del fracasso escolar. Trad. PabloManzano. Madrid: Morata/La Coruña: Paidéia, 1990.
    • _________. Formação em avaliação: entre idealismo ingénuo e realismo conservador.In: _________. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivassociológicas. Lisboa: D. Quixote, 1993. p.155-170.SANTANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como Avaliar? critérios e instrumentos.Petrópolis : Vozes, 1995.SOEIRO, Leda & AVELINE, Suelly. Avaliação Educacional. Porto Alegre: Sulina, 1982.VASCONCELOS, Celso dos S. Avaliação: concepção dialética-libertadora do processo deavaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1994.