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Mané Garrincha é o mais lucrativos dos novos estádios
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Mané Garrincha é o mais lucrativos dos novos estádios

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Reportagem dos Correio Braziliense mostra a média de ocupação do Mané Garrincha é de 86,1% dos assentos, contra 60,2% do Maracanã.

Reportagem dos Correio Braziliense mostra a média de ocupação do Mané Garrincha é de 86,1% dos assentos, contra 60,2% do Maracanã.

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  • 1. 2/3 • Super Esportes • Brasília,terça-feira,23dejulhode2013 • CORREIO BRAZILIENSE EXPEDIENTE: DiretordeRedação:Josemar Gimenez (josemargimenez.df@dabr.com.br), Editora-chefe:Ana Dubeux (anadubeux.df@dabr.com.br), Editorexecutivo:Carlos Alexandre (carlosalexandre.df@dabr.com.br), EditordeEsportes: Alexandre Botão (alexandrebotao.df@dabr.com.br), EditordeFotografia:Luís Tajes (luistajes.df@dabr.com.br), E-mail:esportes.df@dabr.com.br — Tel.: 3214-1176 / Fax: 3214-1155 FUTEBOL BRASILEIRO Casa cheia BrasiliensesenchemoManéGarrinchaefazemdoestádio omaisrentáveldopaís.NenhumadasarenasdaCopadas Confederaçõesteveíndicedeocupaçãotãograndenoano » BRAITNER MOREIRA E s t á cercado por 288 colunas, no centro de Brasília, o estádio brasi- leiro mais bem-sucedido entre aqueles construídos para a Copa das Confederações. Dos seis, o Mané Gar- rincha tem o maior índice de ocupação em 2013. A arena candanga sediou, até agora, quatro partidas pelos campeonatos Brasiliense e Brasileiro. Nesses jogos, em média 86,1% dos assentos disponíveis fo- ram comprados pelo torcedor. O levantamento do Correio leva em con- sideração os jogos desde a inauguração dos estádios de Belo Horizonte, Brasília, Forta- leza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Os números afastam uma hipótese alastrada pelos detratores do Mané Garrincha: de que o estádio se tornaria um elefante branco tão logo fosse inaugurado. Mais do que isso, mostram que o torcedor do Distrito Federal gosta de comparecer a gran- des eventos esportivos. O Mané Garrincha apresen- ta um índice de ocupação su- perior mesmo vendendo in- gressos mais caros do que nas praças acostumadas a ter jo- gos da elite do futebol brasilei- ro. Em Santos x Flamengo, 549 pessoas pagaram R$ 400 pelo bilhete mais salgado, na área VIP do estádio. Para Flamengo x Coritiba, esse setor caiu a R$ 200, mas o preço voltou a subir em Vasco x Flamengo, atingin- do os R$ 260. Só mesmo na inauguração do estádio é que as entradas eram realmente acessíveis: os cerca de 3 mil ingressos colocados à venda para Brasiliense x Brasília custaram R$ 10, cada — os outros 17 mil foram distribuídos. Nos outros estádios usados na Copa das Confederações, praticamente todos os jogos têm preços acessíveis ao grande público. Na Arena Pernambuco, os tíque- tes de Náutico x Ponte Preta, pelo Brasi- leirão, iam de R$ 18 a R$ 50. Em Fortaleza, o Ferroviário — primeiro time a assinar contrato com o Castelão — vende seus in- gressos mais baratos a R$ 15, mas assim mesmo teve os quatro piores públicos do ano. Contra o Guarany de Sobral, pelo Campeonato Cearense, apenas 200 pes- soas estiveram no estádio. Dessas, 81 re- ceberam bilhetes de cortesia da equipe. Primeiro estádio do ciclo das copas das Confederações e do Mundo inaugurado, o Castelão recebeu 22 partidas até agora. Em apenas quatro oportunidades o está- dio preencheu mais de metade dos 64.846 lugares. Os jogos do Ferroviário ajudaram a derrubar os índices de ocupação do es- tádio: a equipe coral teve cinco partidas como mandante. Na mais “popular” de- las, levou 2.948 torcedores às arquibanca- das, contra o Ceará. Dos seis palcos da Copa das Confedera- ções, apenas dois ignoraram a recomenda- ção da Fifa de não vender todos os assentos no primeiro evento teste: o Maracanã e o Mineirão. Nestes dois, o maior público foi registrado logo na inauguração. No Rio, 57.820 torcedores pagaram ingresso para assistir ao amistoso Brasil x Inglaterra. Só mais um jogo foi disputado desde então. Em Belo Horizonte, o clássico Cruzeiro x Atlético-MG abriu o Campeonato Mineiro com 52.989 pagantes, marca ainda não superada pelas 10 partidas seguintes. O sucesso de público do Mané Garrincha contrasta com os demais estádios de Brasília. Nos quatro jogos da Série C que mandou no Sere- jão, em Taguatinga, o Brasi- liense levou em média 915 pagantes. Disputado no pri- meiro turno, o Candangão terminou com 1.176 torcedo- res por partida. Lucro certo O Estádio Nacional de Bra- sília Mané Garrincha tornou- se uma espécie de galinha dos ovos de ouro no Campeonato Brasileiro. A arena recebeu três jogos da competição e arrecadou R$ 13.724.530. Flamengo x San- tos, pela primeira rodada, levantou R$ 6,9 milhões e se tornou a partida entre clubes de maior renda da história do futebol brasi- leiro. Para efeito comparativo, o Pacaembu foi o palco mais rentável do Nacional em 2012. Em 19 jogos, o Corinthians faturou R$ 14.108.082, apenas 2,8% a mais. A perspectiva de tanto lucro no DF faz com que os grandes times cariocas mante- nham negociações abertas para jogar no Mané Garrincha nos próximos meses. Ape- nas o Fluminense encerrou as conversas. O Flamengo, enquanto isso, assinou com o Maracanã um contrato sem exclusividade. O acordo, assim, permite à equipe rubro- negra engordar o caixa com mais partidas na capital do país, até o fim do ano. Origemasiática Atualmente utilizado para se referir a obras públicas mais caras do que úteis, o termo “elefante branco” surgiu no Sudeste Asiático, por volta do século 16. O animal era considerado sagrado em países como Tailândia e Laos. Apesar de representar uma bênção ganhá-lo, também se convertia em uma certa maldição: custava caro cuidar do animal, que não tinha qualquer uso prático.

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