UNIVERSIDADE GAMA FILHOCentro de Pós-Graduação e Pesquisa PROJETO VISÃO OLÍMPICA 2012       Márcio Pires Antonio          ...
Márcio Pires AntonioPROJETO VISÃO OLÍMPICA 2012                    Projeto apresentado à Universidade                    G...
Para Paula, amiga e diretora doCentro        Olímpico,       pelaoportunidade,           conselhos,inspiração e liderança....
Projeto Visão Olímpica 2012|4                                                       SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO......................
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P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 22                                 RECURSOS HUMANOS            Os recurs...
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P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 27                                        AVALIAÇÃO           A avaliaçã...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 28                                      BIBLIOGRAFIAASSOCIAÇÃO Desportiv...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 29s_passo.pdf>. Acesso em: 08 jan. 2008.KOTLER, Philip; LEE, Nancy. Mark...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 30ANEXO 1: Imagens                                          Vista aérea ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 31                                      Quadra de basquete              ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 32                                  Ginásio de ginástica artística      ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 33                                       Quadra de handebol             ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 34                                      Montanaro, ex-atleta            ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 35                                 Site: www.adcentroolimpico.com.br    ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 36ANEXO 2: Sugestões de marketing           Por existirem diversas modal...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 37passar por vias de grande circulação de Moema ou circundar o quase viz...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 38ANEXO 3: Currículo resumido da diretora do Centro Olímpico           M...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 39ANEXO 4: Informações detalhadas sobre o Centro Olímpico               ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 40•   Auxílio-transporte.                                      Como part...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 41•   Infantil (12 a 14 anos)•   Cadete (15 e 16 anos)•   Juvenil (17 e ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 42•   Infanto-juvenil (11 e 12 anos)•   Pré-juvenil (13 e 14 anos)•   Ju...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 43                       Histórico detalhado do Centro Olímpico         ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 44oferecidos pelo Centro Olímpico, como fisioterapeutas, preparadores fí...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 45novos profissionais de educação física, situação que perdura até hoje,...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 46           Também em 2005, a A. D. Centro Olímpico formalizou o primei...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 47Prefeitura e o então Padote, para que o Centro Olímpico pudesse começa...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 48Personalidades de destaqueAlguns atletas, técnicos, médicos, diretores...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 49ANEXO 5: Documentação para apresentação ao Ministério do Esporte(Pesso...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 50•   Do projeto (constam no formulário, com exceção da Procuração):    ...
P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 51ANEXO 6: Formulários para apresentação ao Ministério do Esporte       ...
Projeto Visão Olímpica 2012                     DESCRIÇÃO DE PROJETOI. NÚMERO DE CADASTRO DO PROPONENTE                   ...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                                    |V. OBJETIVOS(Indique os ob...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                           |Olímpico, entidade esportiva fundad...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                           |que possa ser enquadrado na Lei Fed...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                        |   conceito de vitória e ainda posicio...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                                   |VI. JUSTIFICATIVA(Por que s...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                            |Por fim, a constante troca de coma...
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Projeto Visão Olímpica 2012                                                                          |VII. METAS QUALITATI...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                                           |VIII. ESTRATÉGIAS D...
Projeto Visão Olímpica 2012                                                                  |C) Suporte para a gestão: Um...
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  1. 1. UNIVERSIDADE GAMA FILHOCentro de Pós-Graduação e Pesquisa PROJETO VISÃO OLÍMPICA 2012 Márcio Pires Antonio SÃO PAULO 2008
  2. 2. Márcio Pires AntonioPROJETO VISÃO OLÍMPICA 2012 Projeto apresentado à Universidade Gama Filho, como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Administração e Marketing Esportivo SÃO PAULO 2008
  3. 3. Para Paula, amiga e diretora doCentro Olímpico, pelaoportunidade, conselhos,inspiração e liderança.E para todos os funcionários doCentro Olímpico pelo apoiodireto e indireto.
  4. 4. Projeto Visão Olímpica 2012|4 SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO.................................................................................................. 5DIAGNÓSTICO ...................................................................................................... 7OBJETIVOS ......................................................................................................... 16METAS ................................................................................................................. 18MÉTODO .............................................................................................................. 19RECURSOS HUMANOS ...................................................................................... 22RECURSOS INSTITUCIONAIS ........................................................................... 23RECURSOS FINANCEIROS ................................................................................ 24COORDENAÇÃO ................................................................................................. 25CRONOGRAMA ................................................................................................... 26AVALIAÇÃO ........................................................................................................ 27BIBLIOGRAFIA .................................................................................................... 28ANEXO 1: Imagens ............................................................................................. 30ANEXO 2: Sugestões de marketing .................................................................. 36ANEXO 3: Currículo resumido da diretora do Centro Olímpico ..................... 38ANEXO 4: Informações detalhadas sobre o Centro Olímpico ........................ 39ANEXO 5: Documentação para apresentação ao Ministério do Esporte ....... 49ANEXO 6: Formulários para apresentação ao Ministério do Esporte ............ 51 Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  5. 5. Projeto Visão Olímpica 2012|5 APRESENTAÇÃO O Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa Marechal Mário Ary Pires(COTP) é um equipamento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreaçãoda Cidade de São Paulo (SEME) criado em 1976. Sua missão é promover odesenvolvimento de atletas e equipes competitivas nas categorias de base, comapoio e suporte técnicos efetivos (São Paulo, 2008b), ou, de outra maneira, oferecertreinamento esportivo gratuito para crianças e adolescentes com o objetivo deformar atletas e equipes de competição. A visão que o equipamento projeta para seufuturo é ser um centro de excelência em esporte no município de São Paulo,formando e encaminhando atletas de alto rendimento para o esporte brasileiro. Cerca de 900 crianças e adolescentes, com idades basicamente entresete a 17 anos, treinam no Centro Olímpico e disputam os campeonatos maisimportantes das suas faixas etárias, num trabalho que prioriza a participação emcompetições realizadas por federações paulistas e confederações brasileiras decada uma de suas 10 modalidades: atletismo, basquete, boxe, futebol, ginásticaartística, handebol, judô, luta olímpica, natação e voleibol. O foco do equipamento,portanto, é o esporte de alto rendimento não-profissional, especificamente nascategorias de base. Trabalhando de maneira complementar, existe a Associação DesportivaCentro Olímpico, entidade esportiva responsável pela inscrição dos atletas quetreinam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa em competições e pelogerenciamento administrativo, financeiro e logístico das atividades desenvolvidaspelas modalidades (Associação, 2007b). Assim, para melhor entendimento do leitor,enfatiza-se aqui que o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa é um local físicopúblico e a Associação Desportiva Centro Olímpico é uma entidade jurídica privada Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  6. 6. Projeto Visão Olímpica 2012|6de natureza esportiva sem fins econômicos (vide anexo 5). Uma característica comum a todos os equipamentos e serviços públicosbrasileiros é a suscetibilidade às mudanças periódicas de administrações, pois cadauma destas possui suas próprias prioridades dentro do seu momento histórico epolítico de atuação. No entanto, a prática do esporte de alto rendimento no CentroOlímpico e sua conseqüente exigência de recursos específicos para a realização detreinamentos especializados e participações em competições são itens fortementeimpactados pelas mudanças de disponibilidade de recursos orçamentários einstitucionais, as quais colaboraram em grande parte para gerar uma subutilizaçãodo equipamento ao longo de seus quase 32 anos de existência. O Projeto Visão Olímpica 2012 propõe um conjunto de ações visando oaprimoramento do trabalho hoje desenvolvido para que o Centro Olímpico possa,além de cumprir melhor sua missão atual, aproximar-se de sua visão almejada,tomando por base os Jogos Olímpicos que acontecerão daqui a quatro anos. Noentanto, por se tratar de um projeto abrangente, o trabalho apresentado cobreinicialmente um ano de atuação, período ao final do qual será reavaliado paradiscussão dos resultados obtidos. Para isto, será apresentado um plano de trabalhoque possa ser enquadrado na Lei Federal de Incentivo ao Esporte nº 11.438publicada por Brasil (2008) e que possibilite à Associação o aporte de novosrecursos oriundos da iniciativa privada. A proposta é investir contra a subutilizaçãodo Centro Olímpico, garantir maior segurança contra as mudanças políticas, gerarmaior autonomia administrativa, alcançar maior visibilidade para o serviço oferecidoà população e possibilitar retorno institucional para os patrocinadores envolvidos. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  7. 7. Projeto Visão Olímpica 2012|7 DIAGNÓSTICO Conforme aprofundado no anexo 5, as mudanças dos cenários político eesportivo durante as mais de três décadas de existência do Centro Olímpico criarampontos que hoje podem ser considerados gargalos que dificultam o andamento dotrabalho. Entretanto, também consideramos forças e oportunidades que não podemser desprezadas para o bom desenvolvimento do Projeto Visão Olímpica 2012. Aseguir, destacaremos cada ponto isoladamente. Gargalos Volatilidade política Apenas como ilustração, destacamos que desde 2005 a cidade de SãoPaulo teve dois prefeitos e três secretários municipais na pasta de esportes, cadaum com seu próprio olhar a respeito do Centro Olímpico. O próprio equipamento,que hoje atravessa uma fase de relativa estabilidade, com a atual diretoracompletando o seu sexto ano de mandato em duas gestões diferentes, passou porseis administrações diferentes nos últimos 10 anos (Associação, 2007c). Em função da reduzida velocidade com que os processos internos sedesenvolvem, cada nova gestão perde meses consideráveis até que tenha plenaconsciência de todos os detalhes do trabalho cotidiano e adquira uma razoávelagilidade profissional. Além disso, cada eventual mudança de prioridadeadministrativa por parte das instâncias administrativas superiores ao CentroOlímpico representa um risco considerável para as atividades realizadas. Por fim, a constante troca de comando político implica na ausência deuma efetiva integração entre o Centro Olímpico e outras unidades da SEME, o quetambém implica que as outras unidades (mais de 40 Clubes da Cidade e mais de Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  8. 8. Projeto Visão Olímpica 2012|8200 Clubes da Comunidade) não indiquem ao COTP crianças e adolescentes quepoderiam ser avaliados visando uma possível carreira esportiva. Recursos humanos O equipamento continua com o mesmo organograma de 1976 (São Paulo,1976), quando foi projetado com uma finalidade bastante diferente da atual. Oorganograma contempla cada seção técnica, como são chamadas as modalidades,com apenas um técnico, sendo que os outros postos necessários são ocupados porservidores públicos pertencentes ao quadro da SEME conforme a disponibilidade depessoal – que muitas vezes não existe. Um agravante é que os servidores possuemcargas de trabalho diferenciadas entre si, com jornadas de quatro, seis ou oito horasdiárias. Com o passar dos anos, soluções alternativas e informais foram sendoincorporadas ao funcionamento padrão da unidade, como a presença cada vezmaior de voluntários e estagiários, que hoje já somam mais de 50% do total depostos da área técnica, além de profissionais de outras unidades da SEME quepassam a fazer parte das comissões técnicas sem conhecimento mais aprofundadoda modalidade. Em todos os casos, os chefes de seção acabam sendosobrecarregados, pois precisam fazer a formação dos outros profissionais além decoordenar o trabalho cotidiano. Outra solução alternativa incorporada são os chamados “desvios defunção”, com servidores que, por possuírem formação em Educação Física, deixamde exercer sua função para serem aproveitados nas comissões técnicas. Estasituação cria “chefes de seção” que ocupam a coordenação da modalidade mas que Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  9. 9. Projeto Visão Olímpica 2012|9recebem um salário menor que seus pares em função de seu cargo não existirformalmente. Vale ressaltar que esta situação não se limita à área técnica. Na áreamédica, também há um déficit de profissionais e, mais importante, uma equipe quenão possui um perfil especializado em medicina esportiva. O problema dos desviosde função também é sentido aqui: os cargos do responsável pela coordenação dossetores de medicina, enfermagem, odontologia, psicologia, fisioterapia e serviçosocial e do responsável pela produção de conhecimento a partir de pesquisas comos atletas não estão disponíveis para o Centro Olímpico. Com este quadro, a questão de recursos humanos acaba pressionando aprópria – e reduzida – equipe responsável pela alta administração do equipamento,que é composta apenas pela diretora, seus dois assistentes diretos, um coordenadortécnico e o presidente da Associação Desportiva, e que acaba desempenhando umaquantidade maior de atividades operacionais do que de atividades de planejamento. Processos internos Há uma grande quantidade de atividades desenvolvidas pelas 10modalidades do Centro Olímpico. Somente no mês de outubro de 2007 foram maisde 70 competições disputadas. No entanto, não há no equipamento um sistema deinformações centralizado, o que dificulta tanto o acompanhamento dos resultadospor parte da diretoria como a produção de relatórios anuais das atividadesdesempenhadas. Pitts e Stotlar (2002) estimam que os executivos do esporteutilizem cerca de 80% de seu tempo intercambiando informações. Desta forma, a falta de um sistema de informações no Centro Olímpicopode ser vista como um fator que contribui para a diminuição da qualidade do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  10. 10. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 10trabalho. Outra vez vemos a carência de servidores públicos, aqui se refletindo naausência de profissionais no setor de informática em número suficiente para odesenvolvimento de uma ferramenta que facilite a tomada de decisões gerenciais. Agilidade de compras Outro gargalo é a aquisição de materiais e a contratação de serviços. Paraa garantia da lisura dos processos de compras públicas, existe a necessidade de umrigoroso detalhamento de especificações técnicas, o que, por força da falta deprofissionais no departamento de compras e em outras áreas da SEME, já chegou aprovocar demoras de mais de dois anos para a compra de materiais de primeiranecessidade como uniformes para treinamento, materiais elétricos e outros produtosde uso rotineiro. Já a contratação de serviços corriqueiros de manutenção, como poda deárvores, muitas vezes esbarra na necessidade do agrupamento das contratações deserviços do Centro Olímpico com as outras unidades da Secretaria. No entanto,mais uma vez a morosidade interna acaba por fazer com que vários serviços deixemde ser contratados e executados. Comunicação A despeito das limitações aqui apresentadas, o Centro Olímpico pode serconsiderado uma força dentro do esporte de base na cidade de São Paulo. Porém,esta é uma condição desconhecida pelo grande público, mesmo com a unidadetendo uma localização nobre dentro da zona sul do município. Esta situação tantoocorre por força da falta de comunicação visual sinalizando a entrada doequipamento quanto pela própria falta de cobertura jornalística sobre o esporte de Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  11. 11. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 11base, além da postura de grande parte dos veículos de comunicação de nãodivulgarem serviços prestados pelo poder público a não ser em caso de falhas. Vulnerabilidade do público-alvo Embora o serviço oferecido pelo Centro Olímpico possa ser consideradode bom nível técnico, com diversas modalidades disputando os primeiros lugares desuas competições e muitas vezes sagrando-se vencedoras, uma queixa comum avários chefes de seção é a dificuldade de reter seus principais atletas quando estessão assediados por outras agremiações que disputem as mesmas competições. Lembrando que o público usuário do Centro Olímpico é composto emgrande parte por crianças e adolescentes de famílias de baixa renda e que nãopoderiam pagar pela prática desportiva em uma instituição particular, os relatosreferem-se ao sentimento de possibilidade de ascensão financeira e social que osatletas passam a ter a partir do momento que se transferem para clubes particulares. A principal causa citada é a possibilidade do atleta, por meio dos contatospessoais que passam a ser realizados em seu novo clube com sócios, técnicos eoutros atletas, conseguir bolsas de estudos, empregos ou pura e simplesmenterelacionamentos pessoais com indivíduos de outras camadas sociais. Os relatoscitados por profissionais do Centro Olímpico encontram correspondência nofenômeno relatado especificamente sobre o futebol por Nunes (2006). Outro fator de perda de atletas é o fato de que muitas vezes osadolescentes sofrem pressão de seus pais para que deixem a prática da modalidadee passem a contribuir com a renda familiar encontrando um emprego, principalmenteentre os maiores de 15 anos. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  12. 12. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 12 Oportunidades Interesse por Responsabilidade Social Empresarial Nos últimos anos, a Responsabilidade Social Empresarial tornou-se umtema de extremo interesse para corporações de todos os tamanhos. A imagem queos consumidores têm de produtos, serviços e companhias passou muitas vezes aestar atrelada às suas atitudes e iniciativas para com seus fornecedores,funcionários, clientes e a comunidade em geral. Instituto (2003) declara que a Responsabilidade Social Empresarial (RSE)tornou-se um fator de competitividade para os negócios, pelo retorno que traz emtermos de reconhecimento de imagem e de melhores condições de competir nomercado, além de contribuir substancialmente para o futuro do país. Com isso,numerosas empresas passaram a apoiar projetos que sinalizem a seus diversospúblicos a adoção de uma postura de respeito e comprometimento com o bemcomum. Mais uma vez, é importante frisar que o Centro Olímpico não é um projetocom preocupações prioritariamente sociais e sim técnicas, que focam o trabalhoesportivo de alto rendimento nas categorias de base. No entanto, por se tratar de umequipamento público, que por esta razão atende a uma população muitas vezesvulnerável, muitas vezes é confundido por interlocutores externos com um projetosocial. Lei de Incentivo ao Esporte Nos moldes da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Brasil (2008) criou eregulamentou a Lei Federal de Incentivo ao Esporte, permitindo que pessoasjurídicas de direito público ou privado sem finalidade econômica de natureza Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  13. 13. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 13esportiva possam apresentar, executar e prestar contas de projetos desportivos ouparadesportivos (entendidos como conjuntos de ações organizadas e sistematizadaspor entidades de natureza esportiva, destinados à implementação, à prática, aoensino, ao estudo, à pesquisa e ao desenvolvimento do desporto), sendo quepatrocínios e doações para a realização destes projetos possam ser descontados doImposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas. Associação Desportiva Centro Olímpico A criação em 1981 do Clube Desportivo Padote, atual AssociaçãoDesportiva Centro Olímpico, teve a finalidade de eliminar uma barreira que impediaque os atletas das equipes do COTP disputassem competições contra atletas declubes, já que os regulamentos de confederações, federações, ligas esportivas edemais entidades organizadoras proíbem a inscrição de órgãos públicos nasdisputas esportivas. Porém, os últimos anos demonstraram que a Associação possui potencialpara ser mais do que um instrumento para federar atletas. Em 2003, a Prefeitura deSão Paulo passou a permitir a co-participação entre clubes da capital e o poderpúblico. Surgiu assim o primeiro convênio entre a Prefeitura, por meio da SEME, e oentão Padote, possibilitando que o Centro Olímpico pudesse começar a sistematizarseu planejamento financeiro. Ainda hoje, a quase totalidade das receitas daAssociação provém deste convênio. Vale dizer que esta não é uma solução adotadaunicamente pelo município de São Paulo: numerosas cidades do interior paulistautilizam mecanismos semelhantes, até com mais ênfase do que a capital estadual, jáque a disputa dos Jogos Abertos do Interior mobiliza fortemente as populações decada município. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  14. 14. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 14 Outro aspecto a ser destacado é a já existência de contratos firmadosentre a Associação e empresas que patrocinam três modalidades do CentroOlímpico (futebol, judô e voleibol) e que podem ser potencializados a partir de agora,com a Lei de Incentivo ao Esporte (São Paulo, 2007a). Para Rein, Kotler e Shields (2008), patrocinadores esportivos são umelemento que proporciona,entre outros aspectos, suporte financeiro e exposição. Noentanto, os autores avaliam duas possibilidades distintas: se uma instituiçãoesportiva aceitar um grau muito amplo de envolvimento de seu patrocinador, seustorcedores podem ver nisto uma intromissão comercial inadmissível. Por outro lado,sem um patrocinador, a marca esportiva pode ter problemas quanto à sua própriasobrevivência. Concluindo, os autores consideram necessária uma preocupaçãocom a manutenção de um equilíbrio entre as duas possibilidades. União do poder público e iniciativa privada Há diversas declarações de membros do poder executivo e legislativobrasileiro em favor das chamadas Parcerias Público-Privadas e de outras formas detrabalhos conjuntos entre o poder público e iniciativa privada. Não é o foco destetrabalho se aprofundar neste assunto, mas é interessante destacar um casoexistente na própria cidade de São Paulo: a administração do Auditório Ibirapuera,equipamento cuja gestão fica a cargo de uma Oscip (Organização Social deInteresse Público) cujas receitas provêm de um convênio firmado com a empresa detelefonia Tim e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal deCultura (Auditório, 2008). Assim, vê-se um precedente na administração municipalpara a captação de recursos da iniciativa privada visando a gestão de equipamentoscom uma melhor qualidade e agilidade. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  15. 15. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 15 A Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação já desenvolveu umprojeto que tem como objetivo passar o gerenciamento de Clubes da Cidade, Clubesda Comunidade e outros clubes municipais para organizações sociais sem fimlucrativo (Furlan, 2007). Vislumbra-se então uma possibilidade de que a AssociaçãoDesportiva Centro Olímpico possa no futuro assumir formalmente todo ogerenciamento do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. Conclusão Em face de todos os aspectos descritos anteriormente, pode-se considerarde grande importância para o fomento do esporte de rendimento brasileiro oaproveitamento das atuais possibilidades macro ambientais para iniciar uma etapade desenvolvimento planejado no Centro Olímpico, captando recursos - financeirosou em forma de parcerias, produtos ou serviços - visando seu desenvolvimento emaspectos que não podem ser completamente resolvidos pelo poder público. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  16. 16. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 16 OBJETIVOS Objetivo geral Planejar, implantar e avaliar um conjunto de ações visando a melhoriageral do trabalho voltado à prática do esporte de alto rendimento não-profissionalnas categorias de base desenvolvido no Centro Olímpico de Treinamento ePesquisa. Objetivos específicos1. Aumentar o volume de recursos próprios da Associação Desportiva, aumentando sua autonomia administrativa, sua agilidade de compras e minimizando as flutuações causadas por mudanças político-partidárias.2. Possibilitar a contratação de recursos humanos qualificados para reforçar o quadro do Centro Olímpico nas áreas técnica, médica e de gestão.3. Desenvolver um sistema de informações que possibilite o armazenamento, avaliação e controle do trabalho desenvolvido de maneira completa, clara e rápida.4. Divulgar o trabalho realizado pelo Centro Olímpico, aumentando seu conhecimento por parte da população e posicionando o equipamento como uma referência em esporte de rendimento de base, associando-o à cidade, ao conceito de vitória e ainda posicionando-o adicionalmente como um serviço público que atinge um público-alvo em grande parte socialmente desfavorecido.5. Apoiar diretamente os atletas do Centro Olímpico, oferecendo benefícios que aumentem sua adesão aos treinamentos e que ofereçam um estímulo contrário aos assédios de outras agremiações e às preocupações com as necessidades financeiras de suas próprias famílias. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  17. 17. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 176. Aumentar o número de atletas treinando no Centro Olímpico, como conseqüência da contratação de profissionais e do oferecimento dos benefícios citados nos itens anteriores.7. Apresentar sugestões, usando ferramentas de marketing, para que o patrocinador do Projeto Visão Olímpica 2012, caso deseje, possa aproveitar a visibilidade do trabalho desenvolvido para a sua própria comunicação institucional. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  18. 18. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 18 METAS Cada um dos objetivos específicos citados anteriormente pode sertraduzido em uma meta mensurável. Na tabela a seguir, são apresentados os dadoscorrespondentes.Item Objetivo Meta Indicador 1 Aumentar o volume de Captar 100% dos Recursos efetivamente recursos próprios da recursos constantes na captados Associação Desportiva planilha de recursos financeiros 2 Contratar recursos Contratar 100% dos Recursos efetivamente humanos qualificados recursos constantes na contratados planilha de recursos humanos 3 Desenvolver um sistema Desenvolver uma Acesso a relatórios de informações ferramenta informatizada gerenciais, com para armazenamento, informações técnicas e avaliação e controle do financeiras em tempo real trabalho 4 Aumentar o número de Atingir 1.500 atletas Controle de inscrição de atletas em treinamento inscritos no Centro atletas Olímpico 5 Divulgar o trabalho Posicionar, em dois anos, Pesquisa quantitativa a realizado pelo Centro a marca do Centro ser realizada Olímpico Olímpico como a mais lembrada no esporte de base na cidade de São Paulo 6 Apoiar diretamente os Oferecer 500 bolsas- Quantidade de atletas atletas do Centro atletas, 500 cestas atendidos Olímpico básicas e 500 cursos de inglês mensais 7 Apresentar sugestões, Desenvolver plano de Material apresentado no usando ferramentas de sugestões de marketing anexo 2 marketing, para o patrocinador do Projeto Visão Olímpica 2012 Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  19. 19. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 19 MÉTODO Todo o projeto de ação aqui apresentado baseia-se na captação derecursos proporcionada pelos mecanismos de renúncia fiscal constantes na Lei deIncentivo ao Esporte n° 11.438/06 (Brasil, 2006), que foi regulamentada pelogoverno federal brasileiro por meio do decreto n° 6.180 (Brasil, 2007) eposteriormente alterada pela Lei n º 11.472 (Brasil, 2007). A Lei permite quepatrocínios e doações para a realização de projetos desportivos e paradesportivossejam descontados do Imposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas. Assim, o primeiro passo deverá ser a adaptação do Projeto Visão Olímpica2012 à formatação exigida pelo Ministério do Esporte. Embora muitas dasinformações solicitadas sejam as mesmas apresentadas neste documento, énecessário que as mesmas sejam transportadas para os formulários oficiais (Brasil,2007). Desta forma, deverá ser feito o download de arquivos específicos para talfim no site do Ministério do Esporte. No mesmo site, a Associação deverá sercadastrada como sendo a entidade esportiva proponente do projeto. Com isso, aAssociação ganhará um número de registro para que seu processo possa seracompanhado. Por fim, os formulários deverão ser preenchidos e enviadosjuntamente com a documentação devida para o Ministério. Para referência, osformulários disponibilizados por Brasil (2007) e já preenchidos com os dadosnecessários para o desenvolvimento deste projeto encontram-se no anexo 6. A seguir, o Ministério fará a análise de todo o material. Sendo aprovado, oProjeto Visão Olímpica 2012 poderá receber recursos incentivados fiscalmente. Deacordo com o decreto 6.180, pessoas físicas poderão descontar até 6% do Impostode Renda devido, e pessoas jurídicas, até 1%. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  20. 20. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 20 É importante frisar que a aprovação do Projeto Visão Olímpica 2012 peloMinistério não quer dizer que qualquer recurso financeiro passe a estarimediatamente disponível. Pelo contrário: a aprovação do projeto é apenas aoficialização de que o mesmo está enquadrado na Lei de Incentivo e que pode serapresentado para potenciais doadores e/ou patrocinadores. Neste ponto, portanto, énecessária a captação de recursos, que deverá ser feita por uma empresacontratada para este fim específico. Após a efetiva captação e disponibilização dos recursos, a primeira açãoserá a criação de um “marco zero” para os indicadores de desempenho, com aaplicação de uma pesquisa visando captar qual é o grau de satisfação dosfuncionários e dos atletas com as condições de trabalho e com o serviço prestadopelo Centro Olímpico. Segundo Kotler e Lee (2008), o “feedback” dos cidadãos é umcomponente central da avaliação de programas e campanhas e pode ser usado naavaliação de programas e serviços públicos. Na seqüência, será reforçada a equipe de trabalho. Serão contratados trêscoordenadores técnicos, sendo um para as modalidades coletivas, um para asmodalidades de lutas (boxe, judô e luta olímpica) e um para as modalidades deperformance (atletismo, ginástica artística e natação), sendo que a atualcoordenação passará a supervisionar os três novos postos. Cada uma das 10modalidades citadas terá um preparador físico exclusivo e 17 novos técnicos serãodistribuídos conforme a necessidade de cada seção técnica. A área clínica também será reforçada com mais quatro médicos, duasenfermeiras e uma profissional responsável pelo diagnóstico e acompanhamentonutricional dos atletas. Por fim, a diretoria passará a contar com dois estagiários degestão esportiva. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  21. 21. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 21 A supervisão técnica e a assistência social do Centro Olímpico deverãoelaborar em conjunto um estudo selecionando 500 atletas para receber uma bolsa-atleta no valor de R$ 380,00 (um salário mínimo em dezembro de 2007), uma cestabásica e um curso de inglês básico, sempre priorizando os atletas com melhor níveltécnico. Uma empresa especializada deverá desenvolver uma intranet: um sistemagerencial informatizado com uma base de informações unificada, integrando todosos departamentos e possibilitando em tempo real o acompanhamento do trabalhorealizado por todas as áreas. Esta empresa deverá manter contato constante com oSetor de Serviços de Informática da SEME para a realização do trabalho, sendo quetodo o trabalho desenvolvido deverá ter seus códigos-fonte entregues para aPrefeitura de São Paulo. Também deverá ser contratada uma empresa de assessoria de imprensaque será responsável pela produção de releases informativos e criação de pautaspara veículos de comunicação sobre as atividades desenvolvidas e resultadosalcançados. Esta empresa deverá manter contato constante com a Assessoria deImprensa da SEME para potencializar o trabalho de ambos os lados e evitareventuais duplicidades. Outra empresa deverá ser contratada para a prestação de serviços demanutenção rotineiros, como pequenas pinturas, reparos elétricos, podas de árvoresetc. Com o trabalho de divulgação e a disponibilidade de novos profissionais, acapacidade de atendimento deverá atingir a meta de 1.500 atletas, representandoum crescimento de 66% em relação ao número atual, além da melhoria da qualidadedo trabalho. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  22. 22. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 22 RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos envolvidos no Projeto Visão Olímpica 2012 podemser divididos em duas partes: os que já existem no Centro Olímpico e aqueles quepassarão a compor a equipe, sendo contratados como prestadores de serviços. Dada a importância da proposta, será necessária não só a participação detoda a atual equipe de funcionários, estagiários e voluntários (77 pessoas, no total),como um cuidadoso trabalho de integração para que não haja estranhamento ourejeição dos novos colegas por parte da equipe atual, o que poderia dividir o CentroOlímpico em duas turmas, os funcionários “antigos e da Prefeitura” e os “novos e doprojeto”. Os novos recursos, como citado no método, serão os seguintes:• Três coordenadores técnicos com experiência competitiva em pelo menos uma das modalidades a serem trabalhadas;• 10 preparadores físicos com experiência competitiva em sua modalidade;• 17 técnicos de educação física com experiência competitiva em sua modalidade;• Quatro médicos com especialização em medicina esportiva;• Duas enfermeiras com especialização em medicina esportiva;• Uma nutricionista especializada em nutrição esportiva;• Dois estagiários de gestão esportiva. A diretoria do Centro Olímpico será a responsável pela coordenação doProjeto Visão Olímpica 2012. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  23. 23. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 23 RECURSOS INSTITUCIONAIS Todas as áreas do Centro Olímpico serão utilizadas para odesenvolvimento dos trabalhos:• Três quadras poliesportivas para basquete, vôlei, futsal e handebol;• Piscina olímpica coberta e aquecida;• Ginásio para ginástica artística;• Dojô para a prática do judô;• Sala para luta olímpica;• Dois campos de futebol;• Pista de atletismo;• Academia de boxe;• Área clínica (setores de medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia, psicologia e assistência social)• Auditório para 100 pessoas. Também deverão ser utilizados os departamentos de apoio institucionaldisponíveis na SEME:• Assessoria Jurídica;• Departamento de Convênios;• Assessoria de Comunicação;• Setor de Serviços de Informática;• Coordenadoria de Recursos Humanos. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  24. 24. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 24 RECURSOS FINANCEIROS Os custos abaixo foram estimados usando-se o parâmetro de um ano.RESUMO FINANCEIRO (em R$)Recurso Valor unitário Valor mensal Valor anualRECURSOS HUMANOS3 coordenadores técnicos 3.652,70 10.958,10 131.497,2017 técnicos 2.435,14 41.397,38 496.768,5610 preparadores físicos 2.029,28 20.292,80 243.513,604 médicos 3.459,00 13.836,00 166.032,002 enfermeiras 2.075,40 4.150,80 49.809,601 nutricionista 2.651,90 2.651,90 31.822,802 estagiários de gestão 576,50 1.153,00 13.836,00TOTAL RECURSOS HUMANOS 94.439,98 1.133.279,76APOIO DIRETO AO ATLETA500 bolsas-atletas 380,00 190.000,00 2.280.000,00500 cestas básicas 184,00 92.000,00 1.104.000,00500 cursos de inglês 150,00 75.000,00 900.000,00TOTAL APOIO DIRETO AO ATLETA 357.000,00 4.284.000,00OUTROS RECURSOSAssessoria de imprensa 10.000,00 10.000,00 120.000,00Manutenção e jardinagem 5.000,00 5.000,00 60.000,00Sistema de gestão 30.000,00 - 30.000,00TOTAL OUTROS 210.000,00SUBTOTAL 5.627.279,76SERVIÇOS DE PRODUÇÃOConsultoria e captação de recursos (5% sobre o subtotal) 281.363,99TOTAL GERAL 5.908.643,75 Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  25. 25. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 25 COORDENAÇÃO O Projeto Visão Olímpica 2012 será coordenado pela diretora do CentroOlímpico de Treinamento e Pesquisa, Maria Paula Gonçalves da Silva, cujo currículose encontra no anexo 3, assessorada diretamente por sua equipe de trabalho noequipamento, a qual acompanhará na prática as atividades desenvolvidas pelasempresas contratadas e o envolvimento dos recursos institucionais da SEME. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  26. 26. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 26 CRONOGRAMAPeríodo Ação01 a 15.01.2008 Elaboração e revisão do projeto16.01.2008 Apresentação do projeto ao Ministério17 a 31.01.2008 (estimativa) Análise e aprovação pelo Ministério11 a 29.02.2008 1. Adaptação do projeto a eventuais correções do Ministério 2. Elaboração da sistemática a ser utilizada para a captação de recursos01.03 a 31.05.2008 Captação de recursos01 a 30.06.2008 Contratação de recursos, produtos e serviços01.07 a 15.12.2008 Primeiro semestre de funcionamento do Projeto Visão Olímpica 201216.12.2008 a 31.01.2009 Avaliação dos trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre do Projeto01.02 a 30.06.2009 Segundo semestre do Projeto Visão Olímpica 201201.02 a 30.06.2009 Renovação e, caso possível, ampliação da captação de recursos visando o segundo ano do Projeto01 a 31.07.2009 Avaliação dos trabalhos desenvolvidos no segundo semestre do Projeto Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  27. 27. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 27 AVALIAÇÃO A avaliação do Projeto Visão Olímpica 2012 será realizada pela direção doCentro Olímpico, que deverá apresentar relatórios semestrais à SEME e àsempresas aportadoras de recursos no projeto. As avaliações deverão apresentar os indicadores contidos nas metasdeste documento, mas não se limitar aos mesmos. Além de todos os indicadoresparciais ali enfocados, como valores captados, recursos humanos contratados,atletas inscritos, grau de conhecimento do Centro Olímpico por não-usuários, cestasbásicas e cursos de inglês ofertados, deverá ser repetida anualmente a pesquisa desatisfação com as condições de trabalho e com a qualidade do serviço prestadopara que possa ser sempre mensurada a evolução dos resultados obtidos. Embora a melhoria dos resultados técnicos não tenha sido em nenhummomento citada neste trabalho, que tem o foco de sanar diversos gargalos denatureza estrutural, entende-se que naturalmente uma melhor estrutura possarefletir-se em melhores resultados nas competições, mesmo que estes nãoaconteçam imediatamente. Assim, um estudo comparativo detalhado por cadacategoria (faixa etária) deverá ser realizado, mostrando quais os resultadosalcançados por cada modalidade em alguns marcos indicadores:• Julho de 2007 (doze meses antes do início do Projeto Visão Olímpica 2012)• Dezembro de 2007 (seis meses antes do início)• Julho de 2008 (início do Projeto)• Dezembro de 2008 (seis meses de Projeto)• Julho de 2009 (doze meses de Projeto) Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  28. 28. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 28 BIBLIOGRAFIAASSOCIAÇÃO Desportiva Centro Olímpico. Parceiros. São Paulo, 2007a.Disponível em: <http://www.adcentroolimpico.com.br/parceiros.html>. Acesso em: 08jan. 2008._______. Quem somos. São Paulo, 2007b. Disponível em:<http://www.adcentroolimpico.com.br/quem_somos.html>. Acesso em: 08 jan. 2008._______. Relação de diretores. São Paulo, 2007c. Disponível em:<http://www.adcentroolimpico.com.br/diretores.html>. Acesso em: 08 jan. 2008.AUDITÓRIO Ibirapuera. Auditório Ibirapuera. São Paulo, 2008. Disponível em:<http://www.auditorioibirapuera.com.br/auditorio.html>. Acesso em: 08 jan. 2008.BRASIL. Decreto nº 6.180, de 03 de agosto de 2007 - Regulamenta a Lei nº 11.438,de 29 de dezembro de 2006, que trata dos incentivos e benefícios para fomentar asatividades de caráter desportivo. Diário Oficial [da] República Federativa doBrasil, Brasília, DF, 6 ago. 2007. Disponível em:<http://portal.esporte.gov.br/arquivos/leiIncentivo/Decreto_n6180_03082007.pdf> .Acesso em: 08 jan.2008._______. Lei nº 11.438, de 29 de dezembro de 2006 - Dispõe sobre incentivos ebenefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outrasprovidências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 29dez. 2006, Edição Extra. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11438compilado.htm>. Disponível em: . Acesso em: 08 jan.2008._______. Lei n º 11.472, de 2 de maio de 2007 - Altera e acresce dispositivos à Leinº 11.438, de 29 de dezembro de 2006, que dispõe sobre incentivos e benefíciospara fomentar as atividades de caráter desportivo. Diário Oficial [da] RepúblicaFederativa do Brasil, Brasília, DF, 3 maio 2007. Disponível em:<http://portal.esporte.gov.br/arquivos/leiIncentivo/Lei_n11472_02052007.pdf> .Acesso em: 08 jan.2008.BRASIL. Ministério do Esporte. Formulários para apresentação de projeto.Brasília, 2007. Disponível em:<http://portal.esporte.gov.br/leiIncentivoEsporte/formularios.jsp>. Acesso em: 08 jan.2008.FURLAN, Rodrigo. Prefeitura anuncia propostas de mudanças nos clubesesportivos. São Paulo, 19 mar. 2007. Disponível em:<http://www6.prefeitura.sp.gov.br/noticias/sec/esportes/2007/03/0042>. Acesso em:08 jan. 2008a.INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL; SERVIÇOBRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE).Responsabilidade social empresarial para micro e pequenas empresas: passo apasso. São Paulo, 2003. 70p. Disponível em:<http://www.uniethos.org.br/_Uniethos/Documents/responsabilidade_micro_empresa Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  29. 29. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 29s_passo.pdf>. Acesso em: 08 jan. 2008.KOTLER, Philip; LEE, Nancy. Marketing no setor público: um guia para umdesempenho mais eficaz. Porto Alegre: Bookman, 2008. 350 p.NUNES, Cauê. Jovens buscam ascensão social nos gramados. ComCiência:Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, n.79, 10/08/2006. Disponível em<http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=16&id=159>. Acesso em:08 jan. 2008.PITTS, Brenda G.; STOTLAR, David K. Fundamentos de marketing esportivo.São Paulo: Phorte, 2002. 324 p.REIN, Irving; KOTLER, Philip; SHIELDS, Ben. Marketing esportivo: a reinvençãodo esporte na busca por torcedores. Porto Alegre: Bookman, 2008. 360 p.SÃO PAULO (Cidade). Decreto 12.593, de 3 de fevereiro de 1976. Cria naSecretaria Municipal de Esportes o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, edá outras providências. Diário Oficial do Município, São Paulo, SP, 05 fev. 1976,p.1.SÃO PAULO (Cidade). Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação.Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa: histórico. Disponível em:<http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/esportes/centro_olimpico/historia/0002>. Acesso em: 08 jan. 2008b. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  30. 30. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 30ANEXO 1: Imagens Vista aérea Piscina Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  31. 31. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 31 Quadra de basquete Quadras poliesportivas Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  32. 32. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 32 Ginásio de ginástica artística Dojô para judô Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  33. 33. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 33 Quadra de handebol Auditório Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  34. 34. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 34 Montanaro, ex-atleta Fofão, ex-atleta Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  35. 35. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 35 Site: www.adcentroolimpico.com.br Uniformes do voleibol, basquete e agasalho de treinamento Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  36. 36. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 36ANEXO 2: Sugestões de marketing Por existirem diversas modalidades, cada uma com seu próprio potencialde posicionamento, existem também inúmeras possibilidades de combinações deações de marketing que podem ser trabalhadas por uma empresa apoiadora doProjeto Visão Olímpica 2012. Por esta razão, este documento não detalharáprofundamente um plano de marketing mas sim sucintamente algumas sugestõesque podem ser encampadas por patrocinadores. Assessoria de imprensa A visibilidade de um projeto deste porte pode ser potencializada por açõesde assessoria de imprensa, focando pautas de responsabilidade social empresarial,apoio à infância e esporte de base, entre outras. Vale lembrar que a contratação deuma assessoria já está incluída na planilha financeira do Projeto e que podetrabalhar lado a lado com a estrutura de comunicação do apoiador. Site da A. D. Centro Olímpico O site, já em funcionamento e com atualização constante, publicaresultados, próximas competições, calendários de peneiras seletivas, informaçõesinstitucionais e dados sobre patrocinadores e parceiros. Ações promocionais de lançamento O lançamento do Projeto poderá utilizar o próprio espaço do CentroOlímpico, incluindo seu auditório. Outra possibilidade é a realização de uma corridapromocional, aproveitando a localização privilegiada do equipamento, que poderia Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  37. 37. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 37passar por vias de grande circulação de Moema ou circundar o quase vizinhoParque do Ibirapuera. Aplicação do logotipo em uniformes de jogo O Centro Olímpico possui 14 equipes coletivas, cada uma com seu própriojogo de uniformes, além de agasalho e uniformes de treinamento. Todo essematerial pode receber a marca de apoiadores. Hospitality center As instalações do Centro Olímpico podem ser utilizadas para eventosesporádicos de marketing de relacionamento da empresa patrocinadora. Destacam-se o auditório, para palestras e reuniões, e as quadras poliesportivas, paracampeonatos internos. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  38. 38. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 38ANEXO 3: Currículo resumido da diretora do Centro Olímpico Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, estreou na seleçãobrasileira adulta de basquete aos 14 anos, em 1976. Foram 24 anos nas quadras atésua despedida, no ano 2000. Campeã mundial na Austrália em 1994, campeã pan-americana em Cuba em 1991 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlantaem 1996, foi escolhida como Atleta do Ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro em 1997,entre inúmeras outras conquistas. Após encerrar a carreira como jogadora, Paula especializou-se em gestãoesportiva. Dirigiu o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa da Prefeitura de SãoPaulo entre 2001 e 2003, onde reorganizou o funcionamento e reconstruiu a infra-estrutura de um dos principais centros esportivos brasileiros. Após ocupar o cargode Secretária Nacional de Esportes de Alto Rendimento, órgão ligado ao Ministériodos Esportes, retornou ao Centro Olímpico no início de 2005. Paralelamente ao seu trabalho como administradora esportiva, Paulacoordena o projeto social “Passe de Mágica”, que atende 400 crianças carentes emSão Paulo, Diadema e Piracicaba, além de ministrar palestras motivacionais paraempresas. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  39. 39. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 39ANEXO 4: Informações detalhadas sobre o Centro Olímpico Infra-estruturaA estrutura do Centro Olímpico inclui:• Três quadras poliesportivas para basquete, vôlei, futsal e handebol;• Piscina olímpica coberta e aquecida;• Ginásio para ginástica artística;• Dojô para a prática do judô;• Sala para luta olímpica;• Dois campos de futebol;• Pista de atletismo;• Academia de boxe;• Área clínica (setores de medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia, psicologia e assistência social)• Auditório para 100 pessoas.• Total de 10.000 m² de área construída e 50.000 m² de área total. Benefícios para os atletasAs equipes de competição do Centro Olímpico contam com vários recursos gratuitos:• Técnicos especializados em cada modalidade;• Atendimento médico;• Atendimento odontológico;• Atendimento psicológico;• Atendimento social;• Atendimento fisioterapêutico;• Lanches; Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  40. 40. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 40• Auxílio-transporte. Como participar As peneiras são testes de seleção para cada modalidade oferecida peloCentro Olímpico. Para participar, o candidato deverá obrigatoriamente estarestudando e preferencialmente ter experiência na modalidade. O público-alvo doCentro Olímpico varia de sete a 17 anos de idade, mas algumas modalidades comoboxe, judô e luta olímpica, pelas suas características, podem ultrapassar este limite.Os candidatos aprovados nas peneiras somente serão considerados aptos para otreinamento após uma avaliação médica. Modalidades, categorias e faixas etáriasAtletismo (masculino e feminino)• Pré-mirim (11 e 12 anos)• Mirim (13 e 14 anos)• Menores (15 a 17 anos)• Juvenil (18 e 19 anos)Basquete (feminino)• Iniciação (até 11 anos)• Pré-mini (até 12 anos)• Mini (até 13 anos)• Mirim (até 14 anos)• Infantil (até 15 anos)Boxe (masculino e feminino) Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  41. 41. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 41• Infantil (12 a 14 anos)• Cadete (15 e 16 anos)• Juvenil (17 e 18 anos)Futebol (feminino)• Sub-15• Sub-17• Sub-20Ginástica artística (feminino)• Pré-infantil (8 a 10 anos)• Infantil (11 e 12 anos)• Juvenil (13 a 15 anos)• Adulto (16 anos)Handebol (feminino)• Pré-mirim (10 e 11 anos)• Mirim (12 anos)• Infantil (13 e 14 anos)• Cadete (15 e 16 anos)• Juvenil (17 e 18 anos)Judô (masculino e feminino)• Mirim (7 e 8 anos)• Infantil (9 e 10 anos) Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  42. 42. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 42• Infanto-juvenil (11 e 12 anos)• Pré-juvenil (13 e 14 anos)• Juvenil (15 e 16 anos)• Júnior (17 a 19 anos)Luta olímpica (masculino e feminino)• Pré-escolar (7 a 10 anos)• Escolar (11 a 13 anos)• Cadete (14 a 16 anos)• Júnior (17 a 19 anos)Natação (masculino e feminino)• Pré-mirim (07 e 08 anos)• Mirim (09 e 10 anos)• Petiz (11 e 12 anos)• Infantil (13 e 14 anos)• Juvenil (15 e 16 anos)• Júnior (17 e 18 anos)Voleibol (masculino)• Pré-mirim (13 anos)• Mirim (14 anos)• Infantil (15 e 16 anos)• Infanto-juvenil (17 e 18 anos) Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  43. 43. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 43 Histórico detalhado do Centro Olímpico O Centro Olímpico foi criado em fevereiro de 1976 para receber os atletasdo Programa Adote um Atleta, sendo uma unidade destinada ao aperfeiçoamento deatletas das categorias de base (crianças e adolescentes) que já fossem expoentesde suas modalidades e que tivessem potencial para integrar futuras seleçõesbrasileiras adultas. Estes atletas treinavam meio período em seus clubes e meioperíodo no Centro Olímpico. O Programa Adote Um Atleta foi idealizado pela Secretaria Municipal deEsportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. A idéia era oferecer o CentroOlímpico para treinamentos de jovens atletas que seriam patrocinados pela iniciativaprivada. No final da década de 1970, adolescentes como Hortência, Amauri, RicardoPrado, Montanaro e outros, que ficariam mundialmente famosos alguns anos depois,foram beneficiados com um salário mínimo como estímulo para a continuidade deseus treinamentos. Paralelamente, havia o Programa de Ação Desportiva (PAD), outroprograma municipal onde os antigos Centros Esportivos Educacionais (unidadesdedicadas ao esporte de participação, atualmente conhecidas como Clubes daCidade) trabalhavam de forma integrada com o Centro Olímpico de Treinamento ePesquisa, indicando crianças e adolescentes com potencial para a prática esportivade rendimento. Porém, com o passar dos anos e com as mudanças que aconteceram naprópria estrutura do esporte dito "amador", o projeto inicial foi sofrendo interferênciasdo ambiente externo. Empresas como Pirelli, Minercal, Bradesco, Supergasbrás eoutras passaram a investir no marketing esportivo e preferiram criar suas própriasestruturas de treinamento, incluindo recursos que eventualmente não pudessem ser Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  44. 44. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 44oferecidos pelo Centro Olímpico, como fisioterapeutas, preparadores físicos,nutricionistas, fisiologistas etc. e com a vantagem de não precisar ver seus principaisatletas treinando meio período afastados do restante da equipe. Ao mesmo tempo,as Federações e Confederações passaram a se organizar melhor e a muitas vezesdesenvolver seus próprios centros de treinamento. Percebendo que o Centro Olímpico perdia cada vez mais atletas de pontae se afastava de sua missão original, a Secretaria Municipal de Esportes decidiualterar o foco do equipamento, que passou então a formar equipes de competição ea inscrever seus atletas nas principais disputas de suas faixas etárias. No entanto, os regulamentos de confederações, federações, ligasesportivas e demais entidades organizadoras proíbem a inscrição de órgãospúblicos nas disputas esportivas. Não é possível que uma prefeitura dispute um jogocontra um clube, por exemplo. A saída foi, em 25 de janeiro de 1981, criar-se oClube Desportivo Padote, uma entidade privada com seu próprio estatuto, diretoria,conselho deliberativo e registros no CND, CNPJ e CCM. O nome Padote veio daunião da sigla “PAD” e da palavra “Adote”, referindo-se aos dois grandes programasda Secretaria. Com esse novo formato, o Centro Olímpico formou durante a década de1980 uma geração de atletas que atingiram resultados expressivos como alevantadora da seleção brasileira de vôlei feminino Fofão, que disputou quatro JogosOlímpicos. No entanto, a década seguinte veria o fim do PAD e do Adote Um Atletae a mudança de prioridades da SEME. O Centro Olímpico passou a viver um cenáriocom menos recursos financeiros e manutenção física, o que acarretou seuafastamento das disputas federativas e uma nova e forçosa mudança de foco, agoraem lazer e recreação. A interrupção dos concursos públicos para contratação de Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  45. 45. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 45novos profissionais de educação física, situação que perdura até hoje, também criouum gargalo para o desenvolvimento de um trabalho de qualidade. No final do ano2000, cerca de apenas 100 atletas treinavam no Centro Olímpico. A partir de 2001, uma nova administração tornou a priorizar o CentroOlímpico e a destinar recursos para sua manutenção e para a execução do trabalhocompetitivo. Um processo que durou mais de três anos culminou na reforma de todaa área interna (quadras, ginásio de ginástica artística, dojô, sala de luta olímpica episcina, além das áreas de apoio administrativo) e ampliando a construção (novassalas para academia de musculação, sala de avaliação física e luta olímpica). Aomesmo tempo, foi criado um convênio entre a SEME e o Padote para o pagamentodas despesas cotidianas, conforme detalhado em tópico a seguir, e firmadas duasparcerias: com a Universidade Ibirapuera (Unib) para a realização de estágios deestudantes de educação física no trabalho das modalidades, diminuindo a falta depostos de trabalho, e com o Centro de Estudos em Traumatologia do Exercício(Cete) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), responsável por uma novaárea de tratamento de fisioterapia. Em 2005, visando fortalecer a principal marca envolvida e unificar asnomenclaturas existentes, o Padote trocou seu nome para Associação DesportivaCentro Olímpico, a atual entidade jurídica privada responsável por inscrever osatletas que treinam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa em competiçõesorganizadas por federações, confederações e demais entidades competentes.Assim, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) é um local físico e aAssociação Desportiva Centro Olímpico é um clube enquanto entidade jurídica. Nodia-a-dia, ambos trabalham de forma unificada e são chamados simplesmente deCentro Olímpico. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  46. 46. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 46 Também em 2005, a A. D. Centro Olímpico formalizou o primeiropatrocínio de sua história, realizando um contrato com a operadora de telefoniaTransit Telecom, que passou a estampar sua marca nas camisas do voleibol. Noano seguinte, o judô acertou com a fabricante de refrescos Ativ Plus e em 2007 foi avez da empresa de tecnologia Ingresso Fácil acertar com o futebol. O convênio SEME/Associação Desportiva A prática do esporte de rendimento cria uma série de situações quedependem de uma agilidade administrativa que muitas vezes não pode ser atendidapelos trâmites-padrão da administração pública. Exemplificando apenas umasituação, uma equipe de basquete depende do resultado de um jogo numa semifinalpara saber se vai disputar ou não uma decisão de campeonato após dois ou trêsdias. Evidentemente, pelo rigor que necessariamente cerca as compras públicas,muitas vezes esse prazo é insuficiente para que sejam organizados todos osaspectos inerentes a um evento desse tipo, como a contratação de um serviço detransporte intermunicipal, autorização para o pagamento de despesas dealimentação durante a viagem e pagamento das taxas de arbitragem que sãocobradas pela federação organizadora, entre outras despesas eventuais. Quando se pensa que uma modalidade esportiva como o basquete possuivárias categorias (divisões por faixas etárias) e que o Centro Olímpico trabalha com10 modalidades esportivas diferentes, com todas elas disputando diferentescompetições em diferentes categorias, chega-se a um número considerável defornecedores a serem pagos e de logísticas a serem administradas. Em 2003, a Prefeitura de São Paulo passou a permitir a co-participaçãoentre clubes da capital e o poder público. Surgiu assim o primeiro convênio entre a Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  47. 47. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 47Prefeitura e o então Padote, para que o Centro Olímpico pudesse começar asistematizar seu planejamento financeiro. Com a evolução do trabalho técnico do Centro Olímpico, cujos atletaspassaram a disputar competições estaduais, nacionais e até internacionais, opagamento das despesas mensais se tornou cada vez mais necessário. Assim, emagosto de 2006 foi feito um novo convênio no valor de R$ 20.000,00 mensais. Umano depois, o convênio foi aditado em 25% de seu valor, passando para R$25.000,00 e com alguns pontos da redação original sendo alterados para garantirmaior praticidade na administração financeira. E é com este valor que hoje o CentroOlímpico administra as atividades competitivas mensais de 10 modalidades e 900atletas. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  48. 48. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 48Personalidades de destaqueAlguns atletas, técnicos, médicos, diretores e voluntários do Centro Olímpico que sedestacaram no meio do esporte ou em outros camposNome Modalidade Medalhista?Andréa Maio Saramento Handebol Pan-americanaAlessandra Oliveira Basquete Olímpica / pan-americanaAmauri Ribeiro Voleibol Olímpico / pan-americanoAna Lúcia Motta Basquete Pan-americanaCarlos Eduardo Motta Judô Pan-americano("Tico")Edson Bispo dos Santos Basquete Olímpico / pan-americanoFrancisco de Jesus Boxe Pan-americano("Chiquinho de Jesus")Hélia de Souza ("Fofão") Voleibol OlímpicaHenrique Guimarães Judô Olímpico / pan-americanoHortência de Fátima Marcari Basquete Olímpica / pan-americanaJoão Carlos de Oliveira Atletismo Olímpico / pan-americano(“João do Pulo”)José Montanaro Júnior Voleibol Olímpico / pan-americanoLuiz Carlos Fabre Boxe Olímpico / pan-americanoMartha de Souza Sobral Basquete Olímpica / pan-americanaRicardo Cardoso ("Cadum") Basquete Pan-americanoRicardo Prado Natação Olímpico / pan-americanoServílio de Oliveira Boxe OlímpicoSilvio Malvezzi Basquete Pan-americanoVivian Cristina Lopes Basquete Pan-americanaWanderley Demétrio de Boxe Pan-americanoOliveiraNorthon Nascimento Ex-atleta; atorCarlos Cavalcanti Ex-atleta; jornalistaPedro Henrique Toledo Técnico de atletismoNelson Barros Técnico de atletismoCláudio Mortari Técnico de basqueteAntonio Carlos Moreno Técnico de voleibolMarli Kekorius MédicaVictor Matsudo MédicoOsmar de Oliveira MédicoMaria Angélica Gonçalves da Ex-voluntária Olímpica / pan-americanaSilva ("Branca") Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  49. 49. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 49ANEXO 5: Documentação para apresentação ao Ministério do Esporte(Pessoa Jurídica de Direito Privado sem fins econômicos)Encaminhar duas cópias autenticadas dos documentos abaixo listados• Do representante legal da entidade: o Cédula de identidade - RG; o Cédula de CPF - CIC; o Comprovante de residência.• Da associação: o Estatuto (ao menos um dos objetivos deve ter a finalidade esportiva), ata de fundação, posse de diretoria e alterações realizadas; o Cartão de CNPJ; o Currículo da empresa, destacando atuação na área esportiva, em especial relacionado ao objeto do projeto a ser apresentado (comprovação da capacidade técnico-operativa) o Currículo do dirigente da empresa.• Certidões (Todas retiradas via internet, com exceção da Estadual e Municipal): o Certidão negativa conjunta de tributos federais (CQTF e Dívida Ativa da União); o Certidão negativa de débito junto ao INSS; o Certidão negativa de débito junto ao FGTS; o Certidão negativa de tributos estaduais; o Certidão negativa de tributos municipais. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  50. 50. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 50• Do projeto (constam no formulário, com exceção da Procuração): o Pedido de Avaliação do projeto dirigido à Comissão Técnica, com indicação da manifestação desportiva; o Formulário contendo a descrição do projeto com justificativa, objetivos, cronograma de execução física e financeira, estratégias de ação, metas qualitativas e plano de aplicação dos recursos; o Orçamento analítico e comprovação de que os preços orçados são compatíveis com os praticados no mercado ou enquadrados nos parâmetros estabelecidos pelo Ministério do Esporte Plano de Distribuição de Produtos; o Procuração. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  51. 51. P r o j e t o V i s ã o O l í m p i c a 2 0 1 2 | 51ANEXO 6: Formulários para apresentação ao Ministério do Esporte As 18 páginas seguintes apresentam os formulários preenchidos paraapresentação do Projeto Visão Olímpica 2012 ao Ministério do Esporte, razão pelaqual a estética do cabeçalho apresenta-se diferente do restante deste documento. As informações são praticamente as mesmas apresentadas até aqui, comas principais diferenças sendo o layout, a ordem e alguns aspectos da redaçãousada. Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa / Associação Desportiva Centro Olímpico
  52. 52. Projeto Visão Olímpica 2012 DESCRIÇÃO DE PROJETOI. NÚMERO DE CADASTRO DO PROPONENTE 02SP018332008 (login)II. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETOTítulo:Projeto Visão Olímpica 2012Proponente:Associação Desportiva Centro OlímpicoCNPJ: 49.079.692/0001-02Nome do titular ou responsável legal do proponente:José Paulo Ruiz CanavesiManifestação desportiva:Desporto de rendimentoLocal de execução do projeto:Av. Ibirapuera, 1315 – Vila Clementino – São Paulo – SPIII. PERÍODO DE EXECUÇÃO PREVISTO:INÍCIO: TÉRMINO:01.07.2008 30.06.2009IV. BREVE DESCRIÇÃO DO PÚBLICO BENEFICIÁRIOPúblico-alvo: crianças e adolescentes com interesse e aptidão na prática esportiva derendimentoFaixa etária: 7 a 17 anos Estimativa de público: 1.500 beneficiários PEDIDO DE AVALIAÇÃO Solicitamos que o presente projeto seja analisado e aprovado, para efeito dos benefícios de que tratam a Lei nº 11.438/06 e o Decreto nº 6.180/07. Local/data: ______________, ___/___/___. __________________________________________________ Assinatura do Titular ou Responsável Legal do Proponente
  53. 53. Projeto Visão Olímpica 2012 |V. OBJETIVOS(Indique os objetivos do projeto, isto é, o que se deseja realizar, a sua devida adequação àmanifestação desportiva citada (art. 4º, Decreto nº 6.180/07), a delimitação e especificação, sepossível, do público que será diretamente beneficiado pelo projeto, bem como os resultadosesperados).APRESENTAÇÃOO Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) é um equipamento daSecretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo (SEME) criadoem 1976. Sua missão é “promover o desenvolvimento de atletas e equipescompetitivas nas categorias de base, com apoio e suporte técnicos efetivos”, ou, deoutra maneira, oferecer treinamento esportivo gratuito para crianças e adolescentescom o objetivo de formar atletas e equipes de competição. A visão que oequipamento projeta para seu futuro é “ser um centro de excelência em esporte nomunicípio de São Paulo, formando e encaminhando atletas de alto rendimento parao esporte brasileiro”.Cerca de 900 crianças e adolescentes, com idades basicamente entre sete a 17anos, treinam no Centro Olímpico e disputam os campeonatos mais importantes dassuas faixas etárias, num trabalho que prioriza a participação em competiçõesrealizadas pelas principais entidades organizadoras (federações paulistas econfederações brasileiras) de cada uma de suas 10 modalidades: atletismo,basquete, boxe, futebol, ginástica artística, handebol, judô, luta olímpica, natação evoleibol. O foco do equipamento, portanto, é o esporte de alto rendimento não-profissional, especificamente nas categorias de base.Trabalhando de maneira complementar, existe a Associação Desportiva Centro
  54. 54. Projeto Visão Olímpica 2012 |Olímpico, entidade esportiva fundada em 1981 com o nome original de ClubeDesportivo Padote e responsável pela inscrição dos atletas que treinam no CentroOlímpico de Treinamento e Pesquisa em competições e pelo gerenciamentoadministrativo, financeiro e logístico das atividades desenvolvidas pelasmodalidades. Assim, para melhor entendimento do leitor, enfatiza-se aqui que oCentro Olímpico de Treinamento e Pesquisa é um local físico público e a AssociaçãoDesportiva Centro Olímpico é uma entidade jurídica privada.Uma característica comum a todos os equipamentos e serviços públicos brasileiros éa suscetibilidade às mudanças periódicas de administrações, pois cada uma destaspossui suas próprias prioridades dentro do seu momento histórico e político deatuação. No entanto, a prática do esporte de alto rendimento no Centro Olímpico esua conseqüente exigência de recursos específicos para a realização detreinamentos especializados e participações em competições são itens fortementeimpactados pelas mudanças de disponibilidade de recursos orçamentários einstitucionais, as quais colaboraram em grande parte para gerar uma subutilizaçãodo equipamento ao longo de seus quase 32 anos de existência.O Projeto Visão Olímpica 2012 propõe um conjunto de ações visando oaprimoramento do trabalho hoje desenvolvido para que o Centro Olímpico possa,além de cumprir melhor sua missão atual, aproximar-se de sua visão almejada,tomando por base os Jogos Olímpicos que acontecerão daqui a quatro anos. Noentanto, por se tratar de um projeto abrangente, o trabalho apresentado cobreinicialmente um ano de atuação, período ao final do qual será reavaliado paradiscussão dos resultados obtidos. Para isto, será apresentado um plano de trabalho
  55. 55. Projeto Visão Olímpica 2012 |que possa ser enquadrado na Lei Federal de Incentivo ao Esporte (11.438/06) e quepossibilite à Associação o aporte de novos recursos oriundos da iniciativa privada. Aproposta é investir contra a subutilização do Centro Olímpico, garantir maiorsegurança contra as mudanças políticas, gerar maior autonomia administrativa,alcançar maior visibilidade para o serviço oferecido à população e possibilitar retornoinstitucional para os patrocinadores envolvidos.OBJETIVO GERALPlanejar, implantar e avaliar um conjunto de ações visando a melhoria geral dotrabalho voltado à prática do esporte de alto rendimento não-profissional nascategorias de base desenvolvido no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa.OBJETIVOS ESPECÍFICOS1. Aumentar o volume de recursos próprios da Associação Desportiva, aumentando sua autonomia administrativa, sua agilidade de compras e minimizando as flutuações causadas por mudanças político-partidárias.2. Possibilitar a contratação de recursos humanos qualificados para reforçar o quadro do Centro Olímpico nas áreas técnica, médica e de gestão.3. Desenvolver um sistema de informações que possibilite o armazenamento, avaliação e controle do trabalho desenvolvido de maneira completa, clara e rápida.4. Divulgar o trabalho realizado pelo Centro Olímpico, aumentando seu conhecimento por parte da população e posicionando o equipamento como uma referência em esporte de rendimento de base, associando-o à cidade, ao
  56. 56. Projeto Visão Olímpica 2012 | conceito de vitória e ainda posicionando-o adicionalmente como um serviço público que atinge um público-alvo em grande parte socialmente desfavorecido.5. Apoiar diretamente os atletas do Centro Olímpico, oferecendo benefícios que aumentem sua adesão aos treinamentos e que ofereçam um estímulo contrário aos assédios de outras agremiações e às preocupações com as necessidades financeiras de suas próprias famílias.6. Aumentar o número de atletas treinando no Centro Olímpico, como conseqüência da contratação de profissionais e do oferecimento dos benefícios citados nos itens anteriores.7. Apresentar sugestões, usando ferramentas de marketing, para que o patrocinador do Projeto Visão Olímpica 2012, caso deseje, possa aproveitar a visibilidade do trabalho desenvolvido para a sua própria comunicação institucional.
  57. 57. Projeto Visão Olímpica 2012 |VI. JUSTIFICATIVA(Por que se propõe o projeto, sua importância para o desenvolvimento do esporte no País e/ou naregião geográfica de execução e justifique a conveniência de utilização de apoio financeiro comrecursos incentivados de que trata a Lei nº 11.438/06).As mudanças dos cenários político e esportivo durante as mais de três décadas deexistência do Centro Olímpico criaram pontos que hoje podem ser consideradosgargalos que dificultam o andamento do trabalho. A seguir, destacaremos cadaponto isoladamente. Gargalos Volatilidade políticaApenas como ilustração, destacamos que desde 2005 a cidade de São Paulo tevedois prefeitos e três secretários municipais na pasta de esportes, cada um com seupróprio olhar a respeito do Centro Olímpico. O próprio equipamento, que hojeatravessa uma fase de relativa estabilidade, com a atual diretora completando o seusexto ano de mandato em duas gestões diferentes, passou por seis administraçõesdiferentes nos últimos 10 anos.Em função da reduzida velocidade com que os processos internos se desenvolvem,cada nova gestão perde meses consideráveis até que tenha plena consciência detodos os detalhes do trabalho cotidiano e adquira uma razoável agilidadeprofissional. Além disso, cada eventual mudança de prioridade administrativa porparte das instâncias administrativas superiores ao Centro Olímpico representa umrisco considerável para as atividades realizadas.
  58. 58. Projeto Visão Olímpica 2012 |Por fim, a constante troca de comando político implica na ausência de uma efetivaintegração entre o Centro Olímpico e outras unidades da SEME, o que tambémimplica que as outras unidades (mais de 40 Clubes da Cidade e mais de 200 Clubesda Comunidade) não indiquem ao COTP crianças e adolescentes que poderiam seravaliados visando uma possível carreira esportiva. Recursos humanosO equipamento continua com o mesmo organograma de 1976, quando foi projetadocom uma finalidade bastante diferente da atual. O organograma contempla cadaseção técnica, como são chamadas as modalidades, com apenas um técnico, sendoque os outros postos necessários são ocupados por servidores públicospertencentes ao quadro da SEME conforme a disponibilidade de pessoal – quemuitas vezes não existe. Um agravante é que os servidores possuem cargas detrabalho diferenciadas entre si, com jornadas de quatro, seis ou oito horas diárias.Com o passar dos anos, soluções alternativas e informais foram sendo incorporadasao funcionamento padrão da unidade, como a presença cada vez maior devoluntários e estagiários, que hoje já somam mais de 50% do total de postos da áreatécnica, além de profissionais de outras unidades da SEME que passam a fazerparte das comissões técnicas sem conhecimento mais aprofundado da modalidade.Nos três casos, os chefes de seção acabam sendo sobrecarregados, pois precisamfazer a formação dos outros profissionais além de coordenar o trabalho cotidiano.Outra solução alternativa incorporada são os chamados “desvios de função”, comservidores que, por possuírem formação em Educação Física, deixam de exercer
  59. 59. Projeto Visão Olímpica 2012 |sua função para serem aproveitados nas comissões técnicas. Esta situação cria“chefes de seção” que ocupam a coordenação da modalidade mas que recebem umsalário menor que seus pares em função de seu cargo não existir formalmente.Vale ressaltar que esta situação não se limita à área técnica. Na área médica,também há um déficit de profissionais e, mais importante, uma equipe que nãopossui um perfil especializado em medicina esportiva. O problema dos desvios defunção também é sentido aqui: os cargos do responsável pela coordenação dossetores de medicina, enfermagem, odontologia, psicologia, fisioterapia e serviçosocial e do responsável pela produção de conhecimento a partir de pesquisas comos atletas não estão disponíveis para o Centro Olímpico.Com este quadro, a questão de recursos humanos acaba pressionando a própria – ereduzida – equipe responsável pela alta administração do equipamento, que écomposta apenas pela diretora, seus dois assistentes diretos, um coordenadortécnico e o presidente da Associação Desportiva, e que acaba desempenhando umaquantidade maior de atividades operacionais do que atividades de planejamento. Processos internosHá uma grande quantidade de atividades desenvolvidas pelas 10 modalidades doCentro Olímpico. Somente no mês de outubro de 2007 foram mais de 70competições disputadas. No entanto, não há um banco de dados que armazene todaa informação produzida, o que dificulta tanto o acompanhamento dos resultados porparte da diretoria como a produção de relatórios anuais das atividadesdesempenhadas. Outra vez vemos a carência de servidores públicos, aqui se
  60. 60. Projeto Visão Olímpica 2012 |refletindo na ausência de profissionais no setor de informática em número suficientepara o desenvolvimento de uma ferramenta que facilite a tomada de decisõesgerenciais. Agilidade de comprasOutro gargalo é a aquisição de materiais e a contratação de serviços. Para agarantia da lisura dos processos de compras públicas, existe a necessidade de umrigoroso detalhamento de especificações técnicas, o que, por força da falta deprofissionais no departamento de compras e em outras áreas da SEME, já chegou aprovocar demoras de mais de dois anos para a compra de materiais de primeiranecessidade como uniformes para treinamento, materiais elétricos e outros produtosde uso rotineiro.Já a contratação de serviços corriqueiros de manutenção, como poda de árvores,muitas vezes esbarra na necessidade do agrupamento das necessidades do CentroOlímpico com as outras unidades da Secretaria. No entanto, mais uma vez amorosidade interna acaba por fazer com que vários serviços deixem de sercontratados e executados. ComunicaçãoEmbora o Centro Olímpico, a despeito dos gargalos aqui apresentados, possa serconsiderado uma força dentro do esporte de base na cidade de São Paulo, estacondição é desconhecida pelo grande público, mesmo com a unidade tendo umalocalização nobre dentro da zona sul do município. Esta situação tanto ocorre porforça da falta de comunicação visual sinalizando a entrada do equipamento quanto
  61. 61. Projeto Visão Olímpica 2012 |pela própria falta de cobertura jornalística sobre o esporte de base, além da posturade grande parte dos veículos de comunicação de não divulgarem serviços prestadospelo poder público a não ser em caso de falhas. Vulnerabilidade do público-alvoEmbora o serviço oferecido pelo Centro Olímpico possa ser considerado de bomnível técnico, com diversas modalidades disputando os primeiros lugares de suascompetições e muitas vezes sagrando-se vencedoras, uma queixa comum a várioschefes de seção é a dificuldade de reter seus principais atletas quando estes sãoassediados por outras agremiações que disputem as mesmas competições.Lembrando que o público usuário do Centro Olímpico é composto em grande partepor crianças e adolescentes de famílias de baixa renda e que não poderiam pagarpela prática desportiva em uma instituição particular, os relatos referem-se aosentimento de possibilidade de ascensão financeira e social que os atletas passam ater a partir do momento que se transferem para clubes particulares, causado pelapossibilidade de, por meio dos contatos que passam a ser realizados com sócios,técnicos e outros atletas, conseguir bolsas de estudos, empregos ou mesmorelacionamentos pessoais com indivíduos de outras camadas sociais.Outro fator de perda de atletas é o fato de que muitas vezes os adolescentes sofrempressão de seus pais para que deixem a prática da modalidade e passem acontribuir com a renda familiar encontrando um emprego.
  62. 62. Projeto Visão Olímpica 2012 | ConclusãoEm face de todos os aspectos descritos anteriormente, pode-se considerar degrande importância para o fomento do esporte de rendimento brasileiro oaproveitamento das atuais possibilidades macro ambientais para iniciar uma etapade desenvolvimento planejado no Centro Olímpico, captando recursos - financeirosou em forma de parcerias, produtos ou serviços - visando seu desenvolvimento emaspectos que não podem ser completamente resolvidos pelo poder público.
  63. 63. Projeto Visão Olímpica 2012 |VII. METAS QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS(Indique as metas previstas, de qualidade e quantidade, relacionadas ao público diretamentebeneficiado pelo projeto e, se existirem, os reflexos em outros públicos ou regiões do País).Cada um dos objetivos específicos citados anteriormente pode ser traduzido em umameta mensurável. Na tabela a seguir, são apresentados os dados correspondentes.Item Objetivo Meta Indicador 1 Aumentar o volume de Captar 100% dos Recursos efetivamente recursos próprios da recursos constantes na captados Associação Desportiva planilha de recursos financeiros 2 Contratar recursos Contratar 100% dos Recursos efetivamente humanos qualificados recursos constantes na contratados planilha de recursos humanos 3 Desenvolver um sistema Desenvolver uma Acesso a relatórios de informações ferramenta informatizada gerenciais, com para armazenamento, informações técnicas e avaliação e controle do financeiras em tempo real trabalho 4 Aumentar o número de Atingir 1.500 atletas Controle de inscrição de atletas em treinamento inscritos no COTP atletas 5 Divulgar o trabalho Posicionar a marca do Pesquisa quantitativa a realizado pelo Centro Centro Olímpico como a ser realizada em dois Olímpico mais lembrada no esporte anos de base na cidade de São Paulo 6 Apoiar diretamente os Oferecer 500 bolsas- Quantidade de atletas atletas do Centro atletas, 500 cestas atendidos Olímpico básicas e 500 cursos de inglês mensais 7 Apresentar sugestões de Desenvolver plano de Material apresentado no marketing para o sugestões de marketing anexo 2 patrocinador do Projeto Visão Olímpica 2012
  64. 64. Projeto Visão Olímpica 2012 |VIII. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO:(Divida o projeto em grupos de iniciativas que serão as ações necessárias para atingir o(s) objetivo(s)desejado(s). Denomine-as, enumere-as, descreva-as e explique como pretende desenvolvê-las. Asações de despesas administrativas (art. 11, do Decreto nº 6.180/07) e contratação de serviçosdestinados à elaboração de projetos desportivos/paradesportivos ou à captação de recursos (art. 12,do Decreto nº 6.180/07 c/c art. 21 da Portaria/ME nº 177 de 11/09/07), caso necessárias à execuçãodo projeto, deverão ser especificadas separadamente, com as respectivas denominações deDespesas Administrativas e Serviços de Produção).A) Recursos humanos: Serão contratados três coordenadores técnicos, sendo umpara as modalidades coletivas (basquete, futebol, handebol e voleibol), um para asmodalidades de lutas (boxe, judô e luta olímpica) e um para as modalidades deperformance (atletismo, ginástica artística e natação), sendo que a atualcoordenação passará a ocupar uma posição sênior, supervisionando o trabalho dostrês novos postos. Cada uma das 10 modalidades citadas terá um preparador físicoexclusivo e 17 novos técnicos serão distribuídos conforme a necessidade de cadaseção técnica.A área clínica também será reforçada com mais quatro médicos, duas enfermeiras euma profissional responsável pelo diagnóstico e acompanhamento nutricional dosatletas. Por fim, a diretoria passará a contar com dois estagiários de gestãoesportiva.B) Apoio direto ao atleta: A supervisão técnica e a assistência social do CentroOlímpico deverão elaborar em conjunto um estudo selecionando 500 atletas parareceber uma bolsa-atleta no valor de R$ 350,00, uma cesta básica e um curso deinglês básico, sempre priorizando os atletas com melhor nível técnico.
  65. 65. Projeto Visão Olímpica 2012 |C) Suporte para a gestão: Uma empresa especializada deverá desenvolver umsistema gerencial informatizado que deverá criar uma base de informaçõesunificada, integrando todos os departamentos e possibilitando o acompanhamentodo trabalho realizado por todas as áreas. Esta empresa deverá manter contatoconstante com o Setor de Serviços de Informática da SEME para realizar o trabalhode maneira integrada, sendo que todos os sistemas desenvolvidos deverão ter seuscódigos-fonte entregues para a Prefeitura de São Paulo.D) Comunicação: Também deverá ser contratada uma empresa de assessoria deimprensa que será responsável pela produção de releases informativos e criação depautas para veículos de comunicação sobre as atividades desenvolvidas eresultados alcançados. Esta empresa deverá manter contato constante com aAssessoria de Imprensa da SEME para realizar o trabalho de maneira integrada.E) Manutenção: Outra empresa deverá ser contratada para a prestação de serviçosde manutenção rotineiros, como pequenas pinturas, reparos elétricos, podas deárvores etc.F) Serviços de produção: Consultoria para estruturação do projeto e captação derecursos.IX. RESUMO DAS FONTES DE RECURSOSPARA O FINANCIAMENTO DO PROJETO (R$)(Nesse formulário economicamente mensuráveis, envolvidos na execução do projeto - art. 14,Decreto nº 6.180/07). O proponente deverá citar todas as previsões de receitas e apoios.

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