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CUIDADOS PALIATIVOS NA TERCEIRA IDADE
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CUIDADOS PALIATIVOS NA TERCEIRA IDADE

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SEGUNDA JORNADA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA - LAGG UFJF

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Transcript

  • 1. CUIDADOS PALIATIVOS EM GERIATRIA Francisco de Assis Moreira Pereira [email_address]
  • 2. Existe um limite para o tratamento e a cura, mas não para o cuidado.
  • 3. BREVE HISTÓRICO
    • As primeiras práticas de cuidados paliativos datam do século IV, porém, os cuidados paliativos como são conhecidos atualmente derivam de um movimento de atenção ao paciente, os “hospices”
    • A palavra francesa “hospice” é a tradução do vocábulo latino “hospitium’’, cujo significado é hospedagem, hospitalidade, traduzindo um sentimento de acolhida. O “hospitium’’ significava tanto o local, como o vínculo estabelecido entre as pessoas.
  • 4.  
  • 5. Cicely Saunders faleceu, aos 87 anos, no Saint Christopher's Hospice, no dia 14 de julho de 2005. Madame Saunders foi a primeira especialista no manejo de sintomas e em dar aos cuidados paliativos grande parte da dignidade que têm.
  • 6.  
  • 7. CONCEITO Cuidado paliativo é uma modalidade de cuidar que melhora a qualidade de vida de pacientes e suas famílias diante dos problemas associados às doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio da identificação precoce e avaliação impecável e tratamento da dor e de outros sintomas. (Organização Mundial da Saúde - OMS).
  • 8. De origem latina, “Paliativo” significa manto, coberta, também pode ser aquilo que possui a capacidade de acalmar temporariamente Procuram atender as necessidades dos pacientes terminais procurando por meio de alguns princípios, tais como cuidados para não acelerar e nem prolongar com medidas desproporcionais a morte, aliviar dores, suporte psicológico, espiritual e familiar
  • 9. MODELOS MÉDICOS ATUAIS
    • Curativo
    • Investigação => diagnóstico => cura
    • Assim não é raro encontrar nas Unidades de Cuidados Intensivos doentes em fase terminal que são sacrificados no altar da tecnologia médica desumana
    • Paliativo
    • Centrado no paciente em si, tendo como essência não apenas a atenção às necessidades físicas, mas também às necessidades psicológicas e espirituais dos pacientes. O objetivo principal passa a ser a pessoa e não a doença
  • 10. O enfoque terapêutico é o alívio de sintomas que comprometam a qualidade de vida integrando ações médicas, de enfermagem,psicológicas, nutricionais, sociais, espirituais, de reabilitação e assistência aos familiares.
  • 11. A TERCEIRA VIA
    • EUTANÁSIA
    • DISTANÁSIA
    • ao contrário da eutanásia, pode ser entendida como obstinação terapêutica, pois atenta para o prolongamento da vida com meios artificiais sem a preocupação de aliviar o sofrimento
  • 12. ORTOTANÁSIA O termo ortotanásia tem sido utilizado como sinônimo de morte natural (do grego, orthós : normal, cor- reta e thánatos : morte). Não se trata de suicídio ou homicídio eutanásico, mas apenas da aceitação da condição humana frente a morte.
  • 13.  
  • 14. Paciente oncológico x Paciente com doença crônica não oncológica.
      • 1992: 80% x 20%
      • 2000: 55% x 45%
      • 2006: 49% x 51%
  • 15. CUIDADOS PALIATIVOS EM GERIATRIA
    • Predomínio de doenças crônico-degenerativas
    • De evolução lenta, causando muito sofrimento ao paciente e à família
    • Levam ao comprometimento funcional causando dependência
  • 16. Declínio funcional e falência orgânica
    • Co-morbidades
    • Atipias
    • Fragilidades
  • 17. Nos idosos a morte pode ser lenta, com muito sofrimento físico, mental, social, emocional e espiritual
  • 18. IMPORTÂNCIA
    • Mesmo na fase terminal de uma doença, a qualidade de vida dos pacientes pode ser mantida em níveis satisfatórios, utilizando-se adequadamente as técnicas da paliação.
  • 19. QUEM? Paciente portador de doença crônica, progressiva e incurável
  • 20. QUANDO? Inicia-se logo após o diagnóstico da patologia incurável.
  • 21.  
  • 22. APLICAÇÃO apresentação morte Terapias para modificar a doença Cuidando do luto 6m Hospice Terapias para aliviar o sofrimento e/ou melhorar a qualidade de vida Cuidados paliativos
  • 23. ONDE?
    • Domicílio
    • Longa Permanência
    • Hospital
  • 24. CONCEITUAÇÃO DE PACIENTE TERMINAL
    • Na evolução de uma doença, em um determinado momento mesmo dispondo de todos os recursos observamos que o paciente não é mais salvável, ou seja, a morte é inevitável. Neste momento as medidas terapêuticas não aumentam a sobrevida, apenas prolongam o processo lento de morrer.
  • 25. ABORDAGEM AO PACIENTE  
    • É de ampla dimensão
    • Inicia-se diagnóstico da patologia incurável
    • Multidisciplinar
    • Interdisciplinar
  • 26.
    • Avaliações periódicas/freqüentes
    • Priorizar sintomas que causem sofrimento
    • Prescrição atualizada, coerente e criteriosa
    • Respeito a autonomia e valorização da pessoa doente
    • Morte digna com mínimo de stress no local de escolha da pessoa doente
  • 27. SUPORTE AOS FAMILIARES
    • Prática multidisciplinar
    • Reconhecer o processo do morrer como natural na vida
  • 28. AS 10 NECESSIDADES MAIS IMPORTANTES
    • 1. Ficar com a pessoa
    • 2. Ser útil para a pessoa que está doente
    • 3. Ser informado das mudanças de condição da pessoa que está morrendo
    • 4. Entender o que está sendo feito com o paciente e o porquê
    • 5. Estar seguro do conforto do paciente
  • 29.
    • 6. Ser confortado
    • 7. Poder ventilar as emoções
    • 8. Estar seguro que as suas decisões estão corretas
    • 9. Encontrar significado na vida do paciente querido
    • 10. Ser alimentado, hidratado e descansar
  • 30. PROBLEMAS PREVALENTES
    • Fadiga
    • Dor
    • Anorexia
    • Dispnéia
    • Constipação
    • Náusea e vomito
    • Tosse
    • Confusão metal
    • Tristeza, depressão e ansiedade
    • Agitação, insônia e fadiga
    • Hemorragia
    • Sarcopenia
    • Diarréia
    • Feridas
  • 31. DOR
    • Neuropática/nociceptiva
    • Intensidade
    • Medicações
    • Medidas não farmacológicas
  • 32.  
  • 33.  
  • 34. DEPRESSÃO
    • Antidepressivos em doses baixas, e deve-se levar em conta que o início de ação é tardio (15-20 dias).
    • Psicoestimulante a base de anfetamina é o mais indicado pelo rápido início de ação (3-5 dias)em pacientes em fase final de vida.
  • 35. DISPNÉIA
    • Diagnóstico diferencial: ansiedade, infecção, compressão ou distúrbio metabólico.
    • Oxigênio tem efeito mais psicológico que pratico.
    • Ansioliticos
    • Opióides em baixas doses
    • Anticolinérgicos podem reduzir as secreções
  • 36. CONSTIPAÇÃO
    • Uso de opiláceos
    • Causa de náuseas
    • Sintoma mais negligenciado
    • Laxativos osmóticos e senne
  • 37. ANOREXIA
    • Causa mais transtornos à família que ao paciente
    • Alimentação artificial deve ser criteriosamente avaliada, discutindo-a com o paciente e familiares, pois os tubos causam muito desconforto além do custo envolvido
  • 38. CONFUSÃO MENTAL - DELIRIUM
    • Medidas ambientais
    • Uso de neurolépticos
  • 39. FERIDAS
    • Lesões de pele
    • Úlceras de pressão
  • 40. DISFAGIA
    • Fonoterapia
    • Indicação de cateteres de alimentação provisórios ou definitivos
  • 41. DESIDRATÇÃO
    • Oral
    • Enteral
    • Venosa
    • Subcutânea
  • 42. HIPODERMÓCLISE
    • Técnica de infusão de fluidos no tecido subcutâneo
    • Poucos riscos quando usada corretamente
    • Permite a administração de volumes que podem atingir 1000-1500cc em 24h
  • 43. LOCAIS POSSÍVEIS
    • Face anterior do tórax
    • Abdômen
    • Coxas
    • Antebraços
  • 44.  
  • 45. Medicacões possiveis de usar
    • Butilescopolamina
    • Dexametasona
    • Diclofenac
    • Haloperidol
    • Levomepromazina
    • Metoclopramida
    • Metadona
    • Furosemida
    • Cefepima
    • Ceftriaxone
    • Midazolam
    • Morfina
    • Octreotido
    • Tramadol
  • 46.  
  • 47. Fica claro que a necessidade dos cuidados paliativos não é apenas uma opção terapêutica, mas sim um direito de todos que objetivam uma melhor qualidade de vida diante de situações potencialmente ameaçadoras da integridade física, emocional, psicológica e espiritual, não apenas no final da vida, mas em todas as fases da vida e no transcurso de doenças ainda ditas como incuráveis
  • 48. Montaigne   “Seja quando for que a vossa vida se acabe, fica inteira. A utilidade da vida não está no prazo, mas no uso.Tal houve que durou muito e viveu pouco...”
  • 49. OBRIGADO !