ASPECTOS ODONTOLÓGICOS NOS IDOSOS PORTADORES DE ALZHEIMER

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ASPECTOS ODONTOLÓGICOS NOS IDOSOS PORTADORES DE ALZHEIMER

  1. 1. <ul><li>MARCO POLO SIEBRA </li></ul><ul><li>Especialista em Prótese Dentária </li></ul><ul><li>Especialista em Odontogeriatria </li></ul><ul><li>Membro do Conselho Municipal do Idoso </li></ul><ul><li>Presidente da ABRAz - MS </li></ul>[email_address] (e-mail) [email_address] (messenger) marcopolosiebra (skype) con- (67) 3029.2218 / cel- (67) 9207.4768
  2. 2. Aspectos odontológicos nos idosos portadores de Alzheimer
  3. 3. <ul><li>O profissional da odontologia responsável por atender esses pacientes tem a especialidade de odontogeriatria; </li></ul><ul><li>É uma especialidade nova dentro da odontologia, homologada em 2004 pelo Conselho Federal de Odontologia; </li></ul><ul><li>Dentro dos conhecimentos necessários para atender essa população idosa, as Manobras de Suporte Básico de Vida é importante uma vez que são pacientes de risco no atendimento; </li></ul>
  4. 4. o ODONTOGERIATRA tem que saber as Manobras de Suporte Básico de Vida.
  5. 5. Acessórios que auxiliam o profissional no consultório
  6. 6. Freqüência Cardíaca
  7. 7. <ul><li> &quot; Ou odontologia geriátrica, é o ramo da odontologia que atua na prevenção, tratamento e manutenção do sistema estomatognático. Levando em conta condições médicas, sociais e mentais do indivíduo, relacionando-as com o envelhecimento normal do sistema. &quot; </li></ul>ODONTOGERIATRIA BRUNETTI e cols. (1998) PADILHA e cols. (1998)
  8. 8. <ul><li>Gerontologia: ciência que estuda os problemas do envelhecimento sob aspectos biológico, clínico, histórico, psicológico, econômico e social, preocupando-se com a interação do homem com seu meio ambiente. </li></ul><ul><li>Geriatria: é o ramo da medicina que estuda o envelhecimento associado as doenças que o paciente pode apresentar ao longo da sua vi. </li></ul>Ruy Fonseca Brunetti
  9. 9. <ul><li>Senescência: envelhecimento biológico, não tem presença de patologia. </li></ul><ul><li>Senilidade: envelhecimento com presença de patologias, tanto de ordem física como psicológica. </li></ul>Ruy Fonseca Brunetti
  10. 10. Quais as principais ocorrências na saúde bucal dos pacientes geriátricos ? <ul><li>lesões decorrentes de próteses desadaptadas; </li></ul><ul><li>má higienização de toda a cavidade bucal; </li></ul><ul><li>lesões brancas variadas; </li></ul>
  11. 11. A interação medicamentosa é um dos problemas mais sérios no atendimento destes pacientes . <ul><li>70% dos medicamentos normalmente ingeridos pelos idosos causam repercussões por toda a boca ; que vão desde maiores números de cáries (não só as de raiz), como maior incidência de problemas periodontais; Incômodo (e abandono) do uso de próteses, associado com controle da diabetes , hipertensão , pneumonias aspirativas por pacientes acamados ou debilitados e participação ativa em quadros de desnutrição. </li></ul>
  12. 12. Doenças Sistêmicas mais comuns <ul><li>Deficiência Vitamínica ou Nutricional; </li></ul><ul><li>Hipertensão; </li></ul><ul><li>Diabetes; </li></ul><ul><li>Osteoporose; </li></ul><ul><li>Infecção por Fungos; </li></ul><ul><li>Terapia por Radiações; </li></ul><ul><li>Climatério; </li></ul>
  13. 13. Doenças Sistêmicas mais comuns <ul><li>Doença Pulmonar Crônica; </li></ul><ul><li>Doença de Alzheimer; </li></ul><ul><li>Doença de Parkinson; </li></ul><ul><li>Distúrbios da ATM; </li></ul><ul><li>Edemas Locais de Tecidos Moles; </li></ul><ul><li>Distúrbios Psicológicos; </li></ul>
  14. 14. Doença de Alzheimer <ul><li>Os distúrbios comportamentais são, sem duvida, um dos aspectos mais angustiantes da doença de Alzheimer. </li></ul><ul><li>Deve-se ter em conta que determinados comportamentos, como gritar, vagar pela casa, episódios de irritabilidade e agressividade podem ser uma forma de comunicação, a exemplo do choro dos recém-nascidos. Por outro lado, essas alterações comportamentais vão ditar o tipo de tratamento odontológico a ser desenvolvido no paciente. </li></ul>
  15. 15. estágios clínicos da DA <ul><li>estágio inicial – manejo e condicionamento do paciente; </li></ul><ul><li>estágio moderado – manejo e condicionamento ou atendimento hospitalar; </li></ul><ul><li>estágio severo – atendimento hospitalar; </li></ul>
  16. 16. MANEJO – ASPECTOS GERAIS <ul><li>O primeiro passo na abordagem das alterações de comportamento é identificar a causa, o fator desencadeante. </li></ul><ul><li>Uma regra geral é a de não valorizar os distúrbios, demonstrando total desinteresse pelo que está ocorrendo. Por outro lado, deve-se vivamente manifestar contentamento com as atitudes positivas que o paciente venha a demonstrar. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Se o odontogeriatra está cônscio do trabalho que vem realizando, se está convicto de que está tentando encontrar formas de contornar as alterações comportamentais, deve sentir-se tranqüilo, independente do resultado final, sem culpas. </li></ul><ul><li>Se tiver sucesso, ótimo, porém, se as estratégias utilizadas fracassaram, novas alternativas devem ser pensadas. O importante nesse processo é insistir sempre, continuar tentando. </li></ul>MANEJO – ASPECTOS GERAIS
  18. 18. O Tratamento <ul><li>Tratamento Simples: não envolve extensos procedimentos odontológicos, envolve pouca especialidades e resolve em poucas sessões. </li></ul><ul><li>Tratamento Extenso: didaticamente podemos dividir em três fases: tratamento inicial; tratamento final e a manutenção dos resultados obtidos. </li></ul>
  19. 19. Tratamento Inicial <ul><li>soluções das emergências (dor e estética); </li></ul><ul><li>orientação e motivação para higiene bucal; </li></ul><ul><li>tratamento periodontal não-cirúrgico; </li></ul><ul><li>cirurgias (exodontias e periodontais); </li></ul><ul><li>tratamentos endodônticos; </li></ul><ul><li>restaurações diretas; </li></ul><ul><li>prótese provisórias restabelecendo o equilíbrio do sistema estomatognático; </li></ul>
  20. 20. Tratamento Final Se necessário parte para confecção de próteses dentárias, podendo ser de vários tipos: PT, PPR, PPF, overdentures e PPF implanto-suportada. Sempre procurando restabelecer a função mastigatória associada com a estética, e facilitar ao máximo a higiene bucal do paciente.
  21. 21. Prótese Total Prótese Removível Prótese Removível Prótese Fixa Prótese Fixa Sobre Implante Prótese Fixa Sobre Implante Prótese Fixa Prótese Total Sobre Implante implante
  22. 22. Manutenção dos resultados É de estrema importância que o profissional condicione o paciente e a equipe de apoio desse paciente a realizar diariamente a higiene bucal e o retorno ao consultório nos períodos por ele proposto. Com o objetivo de prevenir futuras patologias que venha aparecer e garantir a longevidade do tratamento.
  23. 23. Higienização na Terceira Idade <ul><li>Treinamento do Pessoal Auxiliar/Familiares; </li></ul><ul><li>Conceitos Dietéticos para Idosos; </li></ul><ul><li>Escovas de Dentes; </li></ul><ul><li>Escovação das Próteses; </li></ul><ul><li>Fio Dental; </li></ul><ul><li>Meios Auxiliares de Limpeza; </li></ul><ul><li>Controles Periódicos nas Reabilitações Bucais; </li></ul>
  24. 24. Treinamento do Pessoal Auxiliar/Familiares
  25. 25. Conceitos Dietéticos para Idosos <ul><li>Saúde Bucal e a Condição Nutricional estão bem interligados; </li></ul><ul><li>Importância das próteses bem adaptadas na formação do bolo alimentar; </li></ul><ul><li>85% dos idosos têm ao menos uma condição crônica alavancada pela nutrição deficiente; </li></ul><ul><li>Incentivar alimentos saudáveis, que não induzam cárie e nem aderem nas próteses; </li></ul>
  26. 26. Escovas de Dentes <ul><li>É o meio mais abrangente de limpeza dos dentes naturais, com poder de remoção médio de 60% da placa bacteriana; </li></ul><ul><li>A melhor técnica é aquela que remove a placa, pode ser uma ou um conjunto de várias; </li></ul><ul><li>Sempre escovas macias, nunca as duras; </li></ul><ul><li>Hora de trocar a escova é em média 2 meses; </li></ul><ul><li>Escovas elétricas para facilitar para o paciente; </li></ul>
  27. 27. Escovas Elétricas Escovas com angu- lações e empunhadu- ras diferentes
  28. 28. Escovação das Próteses <ul><li>Próteses Fixas ou aderidas ao dentes ou sobre implantes tem o mesmo comportamento de dentes naturais na higiene; </li></ul><ul><li>Próteses Removíveis levam vantagens nesse momento, pela facilidade de ser higienizada fora da boca; </li></ul><ul><li>Eficiência da limpeza quando se utiliza escovas especiais para limpar dentro dos grampos e dentro das “ bases ” das próteses; </li></ul>
  29. 30. Escovação das Próteses <ul><li>Produtos auxiliares de limpeza como: pasta de dentes mais abrasivas, pós para dentes, vinagre, sabão, bicarbonato, água sanitária; devem ser evitados pois podem estragar as próteses; </li></ul><ul><li>Limpar as próteses depois de cada refeição com escovação dentro da pia com água é o melhor, e depois colocar em substâncias de limpeza uma vez por semana; </li></ul>
  30. 32. Fio Dental <ul><li>É, por excelência, o meio mais indicado para limpeza entre os dentes, já que a mais eficiente escovação jamais conseguira nessa região; </li></ul><ul><li>A maioria dos idosos não utilizam fio dental e a escovação não substitui seu uso; </li></ul><ul><li>Sua utilização pode ser antes da escovação ou após, o importante é saber que uso dos dois são importante, ambos tem função diferente; </li></ul>
  31. 34. Meios Auxiliares de Limpeza <ul><li>Escovas inter-dentais ou inter-proximais; </li></ul><ul><li>Passa fio ou condutor de fio dental; </li></ul><ul><li>Fio dental montado, com uma ponta mais dura (Superfloss); </li></ul><ul><li>Jato de água inter-dental (Water Pik Co); </li></ul><ul><li>Raspador de língua; </li></ul>
  32. 37. Controles Periódicos nas Reabilitações Bucais <ul><li>Independente do tipo de tratamento reabilitador o paciente recebeu é de extrema importância os retornos (determinado pelo odontogeriatra); </li></ul><ul><li>Quando devolvemos saúde para o órgão boca também melhoramos a qualidade de vida; </li></ul><ul><li>Cabe ao odontogeriatra condicionar o paciente aos retornos; </li></ul>
  33. 40. <ul><li>BIBLIOGRAFIA: </li></ul><ul><li>ODONTOGERIATRIA : Noções de Interesse Clínico </li></ul><ul><li>Ruy Fonseca Brunetti </li></ul><ul><li>Fernando Luiz Brunetti Montenegro </li></ul><ul><li>Odontologia em saúde coletiva: Planejando ações e promovendo saúde </li></ul><ul><li>Antonio Carlos Pereira & Colaboradores </li></ul><ul><li>Site: www.odontologia.com.br em odontogeriatria, vários artigos. </li></ul><ul><li>Odontogeriatria </li></ul><ul><li>Hilton Souchois de A. Mello </li></ul>
  34. 41. “ Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos; envelhecemos porque abandonamos o nosso ideal.” muito obrigado

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