CUIDAR DE IDOSOS EM ILPIs - 2º ENCONTRO DE FAMILIARES E CUIDADORES DE IDOSOS DEPENDENTES

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2º ENCONTRO DE FAMILIARES E CUIDADORES DE IDOSOS DEPENDENTES
05 DE MAIO 2012 - JUIZ DE FORA

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CUIDAR DE IDOSOS EM ILPIs - 2º ENCONTRO DE FAMILIARES E CUIDADORES DE IDOSOS DEPENDENTES

  1. 1. II Encontro Regional deFamiliares e Cuidadores de Idosos Dependentes CUIDAR DE IDOSOS EM ILPI Luciana Carneiro Fortuna Freguglia Fisioterapeuta,Gerontóloga e Gestora da Pousada Vida Nova e VemViver Centro de Convivência para a Terceira Idade
  2. 2. HISTÓRICOOs asilos constituem a modalidade mais antiga e geralde atendimento ao idoso fora do seu convívio familiar.A História da institucionalização da velhice começoucomo uma prática assistencialista, predominando na sua implantação a caridade cristã. Mais tarde, essa assistência passou a receber influência da medicina social.
  3. 3. HISTÓRICO Somente no início do século XX, as instituições tiveram seus espaços ordenados: as crianças em orfanatos, os loucos em hospícios e os idosos em asilos, mas a velhice já era um problema social.A institucionalização era reflexo da pobreza individuale familiar, e o termo asilo cristalizava-se em sinônimo de instituição para idosos pobres. E no Brasil, recorrer a uma ILPI (INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS) ainda é considerada uma atitude polêmica e carregada de preconceito.
  4. 4. HISTÓRICO Historicamente as instituições têm sido vistas com resistências e preconceitos, tradicionalmente como “depósitos de velhos”, como lugar de exclusão, dominação e isolamento, ou simplesmente “um lugar para morrer”. E só de estamos vivendo mais... Essa história já começou a mudar em muita coisa...desde a Política Nacional do Idoso em 1994, depois pela Constituição Federal de 1998, Estatuto do Idoso em2003, diversas Leis Federais, RDC283 ANVISA de 2005.
  5. 5. Envelhecimento X Transformações Como em diversos países em desenvolvimento,estamos acompanhando além do envelhecimento da população geral, também o envelhecimento da própria população idosa e transformações acentuadas nos arranjos familiares. As perspectivas para um futuro próximo são de crescimento a taxas elevadas da população idosa e“muito idosa”, aparecendo assim, fragilidades físicas e/ou mentais.TEMOS GARANTIA DE ANOS À VIDA, E DE VIDA AOS ANOS?
  6. 6. Envelhecimento X Transformações Queda acelerada da fecundidade e mortalidade, Melhora das condições de saúde, Mudança no padrão de nupicialidade,Aumento do número de separações, re casamentos e/ou nunca se casam, Menor número de filhos, Aumento da escolaridade feminina, Inserção maciça das mulheres no mercado de trabalho, mais engajadas, Modificações no sistema de valores.
  7. 7. Envelhecimento X Transformações Teremos um perfil diferenciado das idosas atuais:pois fazem parte de uma população que participou da revolução sexual e familiar ocorrida a partir de meados da década de 1960.Enfraquecimento dos laços de solidariedade e formas de apoio à pessoa idosa, acompanhado da oferta de cuidadores familiares reduzida. Dificuldades: famílias desestruturadas, responsabilidade para um só.
  8. 8. Quem oferecerá cuidados para esse grupo populacional? FAMÍLIA? INSTITUIÇÕES?
  9. 9. Norma social reforçada pelo amparo da lei O Cuidado com a geração mais velha tem sido atribuído aos descendentes , e o papel de cuidar seja uma especificidade feminina: as jovens cuidam dos filhos, e na meia idade ou velhice, dos maridos doentes, pais, sogros idosos fragilizados. A PNI 1994, na CF1998 e no Estatuto do Idoso de 2003, preconizao atendimento aos idosos em seus domicílios como preferencial,recomendando que ambientes familiares são mais adequado para o bem- estar. Em geral, encontra o público alvo dessa modalidade sem estabelecidas políticas públicas, pois denúncias dos diversos tipos de violência contra idosos são mais frequentes quando diferentes gerações convivem na mesma unidade doméstica.
  10. 10. As políticas públicas, em especial as de saúde, que se preocupam em desafogar os leitos hospitalares, têmprivilegiado o envelhecimento saudável , tentado deixar de lado a velhice frágil e dependente. Defendem a liberdade individual e a autonomia, e pergunta-se : Quem atenderá às demandas dos idosos frágeis e dependentes?
  11. 11. Em 2003 no Brasil, existiam 2 milhões de idosos, com dificuldades para realizar AVD´s e 100 mil residiam em ILPIs, sendo que nem todos tinham sua autonomia comprometida. Isso significa, que 1,9 milhões de idosos frágeisestavam sendo cuidados ou “descuidados” pelas famílias.Mostrando que a opção de internar oidoso em ILPI´s, ocorre apenas “no limite da capacidade familiar emoferecer os cuidados necessários”.
  12. 12. É necessário repensar as ILPI´s A institucionalização não deve ser vista como um abandono do idoso, mas sim um meio de assistênciaadequada aos idosos e uma alternativa para as famílias onde o cuidado pode se tornar impossível. Existe todo um debate atual sobre a utilização decuidados de longa duração institucionais, seus custose qualidade, resultado importante disso é a Resoluçãoda Diretoria Colegiada da ANVISA nº 283 de 26/09/2005,que regulamenta o funcionamento técnico das ILPI´s.
  13. 13. É necessário repensar as ILPI´sA implementação da rede intermediária de cuidados aparece como os centros dias, centros de convivência e serviços domiciliares formais e específicos crescente.E a nova percepção sobre as ILPI´s começa a surgir entre os mais jovens, por se tornar mais comum o conhecimento sobre sua existência e funcionamento. Juntamenteaparecendo as justificativas e motivos que levariam estes a morar em uma ILPI: Falta de moradia prórpia, Ausência de famílias, Não depender nem incomodar “ninguém”, Para ter companhia Para ter serviços e atividades adequadas à idade.
  14. 14. Realidade das ILPI´s Contam com padrão mínimo de funcionamento segundo a RDC 283 – ANVISA. Nova forma de atender e acolher o idoso,responsável pela atenção, direitos e garantias do idoso, propiciando os direitos humanos em âmbitos civis, políticos, religiosos, econômicos, culturais e individuais:Um exemplo prático que vem dando certo há 25 anos na Pousada Vida Nova...
  15. 15. A Pousada Vida Nova começou suas atividades em setembro de 1987, com o nome de ‘CASA DE REPOUSO VIDA NOVA’, e devido às normatizações eregulamentações ocorridas optou por mudar para ‘Pousada Vida Nova’ em 2001. Tem como slogan: “Nosso dia-dia faz adiferença!”, o que procura cumprir fielmente!
  16. 16. Fazendo a diferença no dia-dia... A Pousada Vida Nova oferece assistência à terceira idade,atendendo homens e mulheres acima dos 60 anos, que podem se acomodar em quartos individuais, duplos e triplos.Essa acomodação tende a ser um lugar agradável, o mais familiar possível, deixando o idoso num ambiente acolhedor eacessibilidade adequada. Onde a adaptação se tornará prazerosa.
  17. 17. Fazendo a diferença no dia-dia... Contamos com um refeitório espaçoso e convidamos a todos para refeições conjuntas e participativas, assimproporcionamos o convívio, a utilidade das habilidades de cada um, a troca de experiências e união dos idosos ali hospedados.
  18. 18. Fazendo a diferença no dia-dia...Desta forma, eles aprendem a conviver uns com os outros e sair do quarto, onde muitas vezes é o refúgio de muitos idosos institucionalizados. Ter uma adaptação é fundamental para o idoso e para a família que começa a conviver com a ILPI. Ter uma acolhida por toda a equipe e dar tempo para esta compreender a família e o idoso é fundamental.
  19. 19. Fazendo a diferença no dia-dia... Principalmente o idoso dependente, na maioria das vezes está precisando de apoio tanto físico, quanto emocional.É preciso estratégias terapêuticas e que a equipe esteja preparada para atender todas as demandas que estes idosos e suas famílias apresentam. Visando proporcionar bem estar, assistência,transparência e acolhimento num ambiente familiar e de confiança.
  20. 20. Fazendo a diferença no dia-dia... Adaptação feita o idoso constará com hospedagem completa, contando com assistência: Apoio médico com acompanhamento e atendimento de urgência do Dr. Waltencir Freguglia, que é o proprietário da casa e cobertura da SOS UNIMED; Fisioterapia com profissionais (Luciana Fortuna eCláudia Soares), em grupo 2X semana e individualizada quando for o caso,
  21. 21. Fazendo a diferença no dia-dia... Fonoaudiologia especializada (Thiara Santos) 2Xsemana, acompanhando e atendendo os idosos além de capacitar continuamente os cuidadores; Nutrição (Myrian Fortuna) com a alimentaçãocompleta de 8 refeições/ dia em uma dieta balanceada e principalmente em acompanhamentos específicos (como controle da diabetes e HAS através da alimentação, onde costuma-se reduzir a dosagem medicamentosa, perda de massa óssea acentuada, cicatrização de úlcueras de decúbitos, etc.);
  22. 22. Fazendo a diferença no dia-dia... Cuidadores 24h, treinados e humanizados para atuar com pessoas idosas; O serviço de Psicologia (Priscylla Peracci),proporciona uma escuta qualificada e o acolhimento ao idoso e a família à instituição, promove atividades preventivas e remediativas diretamente ligadas aos funcionários/cuidadores da instituição, favorecendo uma forma de “cuidar de quem cuida”.ACREDITA-SE QUE A FORMAÇÃO E A EXPERIÊNCIA É INDISPENSÁVEL PARA UMA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL AO ATUAR COM A 3ª IDADE.
  23. 23. Fazendo a diferença no dia-dia...Serviço completo de lavanderia, limpeza, roupas de cama e banho. Além de parcerias com Curso de Cuidadores de Idosos, Plano Funerário, Centro de Convivência, Escolas, Creches, Igrejas e Projetos Sociais. ISSO TRAZ O IDOSO A UMA REALIDADE E INSERÇÃO NA VIDA COMUNITÁRIA, CONVIVENDO COM DIVERSAS: CLASSES SOCIAIS, GERAÇÕES E CREDOS, RESPEITANDO SUA INDIVIDUALIDADE, HISTÓRIA E LIMITAÇÕES.
  24. 24. Fazendo a diferença no dia-dia... As visitas são diárias, com horários flexíveis, e buscando inserir a família na participação e parceria em cuidar do idoso. São eles responsáveis por fornecimento de medicações, fraldas geriátricas, quando for necessário, produtos de higiene e roupas individuais A FAMÍLIA É INCENTIVADA E CONVIDADA A PARTICIPAR DOCALENDÁRIO DE ATIVIDADES FIXAS E DE COMEMORAÇÕES: DE ANIVERSÁRIOS, CONFRATERNIZAÇÕES DE CARNAVAL, PÁSCOA, DIA DAS MÃES, DIA DOS PAIS, DIA DO IDOSO, NATAL, FIM DE ANO E OUTRAS QUE ACONTECEM NO DECORRER DO ANO.
  25. 25. FAMÍLIA PARCERIA ILPI
  26. 26. Fazendo a diferença no dia-dia...Pelo menos uma vez ao mês, uma escola ou projeto da comunidade apresenta-se à ILPI, trazendo uma apresentação cultural, oficina recreativa, assim comoos idosos vão à festividades da região (como no CRASNordeste, à Praça do bairro), passeios e/ou participaçãojunto aos parceiros da casa (como VemViver Centro de Convivência ). ISSO PROPORCIONA A RESOCIALIZAÇÃO: LAZER, CONVIVÊNCIA INTERGERACIONAL E INTEGRAÇÃO DOS IDOSOS.
  27. 27. Entender a ILPI faz parte do envelhecimentoPara entender o papel da ILPI é essencial compreender o envelhecimento. Ele não é um processo que se inicia aos 60 anos.É biológico, psicológico e sociológico que sua velocidade e efeitos variam em cada pessoa.Assim, devemos saber lidar com o nosso envelhecimento e que significado tem o envelhecimento para nós. Com isso, saberemos lidar com a institucionalização de maneira positiva e como uma solução, podendoproporcionar ruptura de diversos elos preconceituosos enormas institucionais que por muitas vezes tole direitos, desconsidera o discurso do idoso e o exclui .
  28. 28. As diferenças precisam ser dia-dia...Diante desta exposição convido a todos a conhecer de perto a realidade das ILPIs e ajudar nos avanços baseados em novos modelos: Sabendo que ILPI é um domicílio DOS idosos;Até que ponto ele deve participar da construção de regras, propostas, rotinas e programas da gestão da ILPI;Cuidados e aprimoramentos são constantes, empenha-se em oferecer um serviço de qualidade, criar um ambiente familiar , estimulante e participativo. NÃO SÓ NO AMBIENTE INTERNO DA ILPI, MAS ESTE VINCULADO COM O EXTERIOR .
  29. 29. Principais Tópicos da RDC 283: Respeitar a liberdade;Preservar a identidade e a privacidade do idoso;Promover ambiente acolhedor, convivência mista e entre os diversos graus de dependência; Integração nas atividades coletivas, desenvolvidas pela comunidade local; Favorecer o desenvolvimento de atividades conjuntas e de outras gerações;
  30. 30. Incentivar e promover a participação da família e da comunidade na ILPI junto ao idoso residente; Desenvolver atividades que estimulem a autonomia dos idosos, tais como apoio multidisciplinar (fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, recreação)e manutenção das funções;Promover condições de lazer, como atividades físicas, lúdicas, recreativas e culturais;Desenvolver atividades e rotinas para prevenir e coibir qualquer tipo de violência e discriminação contra residentes;Possuir um Responsável Técnico que responderá pela ILPI junto à autoridade sanitária local, sendo este de formação de nível superior;
  31. 31. Pessoal totalmente capacitado para funções, realizando atividades de educação permanente na área de gerontologia ; Celebrar contrato formal com residente e/ou seu responsável;Organizar e manter atualizados as rotinas de trabalho e planos de atenção à saúde referentes ao cuidado do idoso; Inscrição e participação junto o Conselho do Idoso;Prestar serviços que garantem as seguintes atividades: alimentação, lavanderia, limpeza, lazer, saúde .Instalações físicas em condições e habilidade, higiene, salubridade, segurança e acessibilidade a todas as pessoas com dificuldade de locomoção.
  32. 32. Vídeo

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