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DISFAGIA: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO NA DOENÇA DE ALZHEIMER
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DISFAGIA: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO NA DOENÇA DE ALZHEIMER

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Transcript

  • 1. DISFAGIA Avaliação e Tratamento na Doença de Alzheimer Fga. Talita Gonçalves de Moura CRFa. MG 4114
  • 2. Introdução <ul><li>Deglutição : seqüência motora complexa que envolve a coordenação de músculos da boca, faringe, laringe e esôfago, os quais interagem com nervos específicos (Trigêmeo, Facial, Vago, Acessório, Hipoglosso e Glossofaríngeo) </li></ul><ul><li>Sua função é transportar material da cavidade oral ao estômago, não permitindo a passagem de substâncias para a via aérea. </li></ul>
  • 3. Mecanismo da deglutição lábios língua esôfago dentes faringe laringe traquéia FIGURA 1
  • 4. Fases da deglutição FIGURA 2
  • 5. Disfagia <ul><li>Distúrbio que dificulta ou impossibilita a ingestão segura, eficiente e confortável de alimento e/ou da saliva. </li></ul><ul><li>Não é doença, e sim um sintoma de uma doença de base congênita ou adquirida, permanente ou transitória, de causas diversas. </li></ul><ul><li>Complicações : desidratação, desnutrição, emagrecimento, pneumonia por aspiração e mesmo o óbito. </li></ul>
  • 6. Principais razões de disfagia em idosos <ul><li>O próprio processo biofisiológico de envelhecimento; </li></ul><ul><li>maior prevalência de doenças associadas; </li></ul><ul><li>maior uso de medicamentos: </li></ul><ul><li>xerostomia desencadeada por antidepressivos, antiespasmódicos, anti-hipertensivos, broncodilatadores, anticolinérgicos, anti-histamínicos, sedativos e hipnóticos. </li></ul>
  • 7. <ul><li>Alterações biofisiológicas do envelhecimento nas fases da deglutição: </li></ul><ul><li>redução da massa muscular e diminuição das unidades motoras funcionais; </li></ul><ul><li>comprometimento sensorial na região laringofaríngea; </li></ul><ul><li>declínio da força e da tensão muscular; </li></ul><ul><li>aumento do tempo de contração dos músculos; </li></ul><ul><li>coordenação motora fina e global lentificadas; </li></ul><ul><li>perda da dentição natural, combinada com perda da força mastigatória; </li></ul><ul><li>próteses dentárias mal adaptadas; </li></ul><ul><li>redução da saliva. </li></ul>
  • 8. Causas de disfagia <ul><li>DISFAGIAS MECÂNICAS </li></ul><ul><li>Causas secundárias a problemas de cabeça e pescoço (CA, lesões cirúrgicas, falta de dentes ou dentes cariados e/ou quebrados, traqueostomia, doenças da Tireóide, radiação ou lesão pós-cirúrgica, infecções virais etc.) </li></ul><ul><li>Causas esofágicas (esofagites, divertículos, carcinomas, espasmo esofágico etc.) </li></ul><ul><li>DISFAGIAS NEUROGÊNICAS </li></ul><ul><li>Causas neurológicas (AVE, síndromes demenciais, doença de Parkinson, tumores do tronco encefálico etc.) </li></ul>
  • 9. Disfagias neurogênicas <ul><li>Os comprometimentos alimentares estão relacionados ao declínio do estado cognitivo, como pode-se observar nos quadros de indivíduos com demência: </li></ul><ul><li>incapacidade de reconhecer e interpretar sinais biofisiológicos de fome, sede e saciedade; </li></ul><ul><li>incapacidade de reconhecer os alimentos e os utensílios; </li></ul><ul><li>a atenção encontra-se diminuída durante o ato da alimentação; </li></ul><ul><li>incapacidade de preparar a comida, colocá-la no prato e levá-la à boca. </li></ul>
  • 10. Disfagia em indivíduos com doença de Alzheimer <ul><li>Doença de Alzheimer : </li></ul><ul><li>demência cortical (temporoparietal) </li></ul><ul><li>deterioração progressiva </li></ul><ul><li>perda da memória recente </li></ul><ul><li>desorientação temporal e espacial </li></ul><ul><li>diminuição do rendimento intelectual </li></ul><ul><li>afasia </li></ul><ul><li>agnosia </li></ul><ul><li>apraxia </li></ul><ul><li>disfagia </li></ul>
  • 11. Sintomas mais freqüentes <ul><li>Hesitação para engolir; </li></ul><ul><li>sensação de “bolo” ou dor na região de hipofaringe (odinofagia); </li></ul><ul><li>tosse após ingestão de alimento; </li></ul><ul><li>regurgitação nasal; </li></ul><ul><li>pigarro freqüente; </li></ul><ul><li>desconforto torácico; </li></ul>
  • 12. <ul><li>perda de peso; </li></ul><ul><li>quadros de pneumonia de repetição; </li></ul><ul><li>intolerância a alimentos sólidos e/ou líquidos; </li></ul><ul><li>constante perda de saliva pela boca; </li></ul><ul><li>alterações da voz após a alimentação; </li></ul><ul><li>necessidade de ingerir líquidos após alimentos sólidos. </li></ul>
  • 13. Conseqüências da disfagia em idosos <ul><li>Deficiência nutricional; </li></ul><ul><li>desidratação; </li></ul><ul><li>risco de broncoaspiração levando a pneumonias de repetição; </li></ul><ul><li>perda do prazer para alimentar-se; </li></ul><ul><li>depressão e ansiedade; </li></ul><ul><li>isolamento social. </li></ul>
  • 14. Atuação fonoaudiológica nos quadros de disfagia <ul><li>Deve estar em harmonia com a assistência de uma equipe interdisciplinar. </li></ul><ul><li>Objetivo principal : ampliar o tempo de alimentação por </li></ul><ul><li>via oral e manter, o máximo possível, a qualidade </li></ul><ul><li>alimentar do idoso. </li></ul><ul><li>Terapia fonoaudiológica através de exercícios passivos e ativos; </li></ul><ul><li>alimentação alternativa (sondas nasoenterais e gastrostomia); </li></ul><ul><li>orientações à família e ao(s) cuidador(es) do idoso. </li></ul>
  • 15. Avaliação fonoaudiológica da disfagia <ul><li>Anamnese : informações referentes aos dados pessoais e à </li></ul><ul><li>queixa da dificuldade para deglutir </li></ul><ul><li>início e evolução da disfagia; </li></ul><ul><li>história fisiológica e patológica pregressas; </li></ul><ul><li>história familiar e social; </li></ul><ul><li>história de complicações clínicas (doenças de base); </li></ul><ul><li>presença de outros distúrbios anteriores à disfagia (cognitivos, motores e funcionais); </li></ul><ul><li>alterações alimentares; </li></ul><ul><li>presença de sinais e sintomas (xerostomia, estase de alimentos, escape oral, regurgitação nasal, refluxo gastresofágico, tosse, engasgo, desconforto respiratório, perda de peso e manobras posturais); </li></ul><ul><li>medicamentos utilizados. </li></ul>
  • 16. <ul><li>Avaliação estrutural : </li></ul><ul><li>nível cognitivo e capacidade comunicativa; </li></ul><ul><li>postura (controle cervical e de tronco); </li></ul><ul><li>estruturas envolvidas na deglutição (forma, tonicidade e mobilidade); </li></ul><ul><li>coordenação, velocidade, reflexos, qualidade vocal, sensibilidade e gustação. </li></ul><ul><li>utilização de sonda ou de cânula traqueal (tipos) para a alimentação; </li></ul>
  • 17. <ul><li>Avaliação funcional : </li></ul><ul><li>identificação de dificuldades no processo deglutitório; </li></ul><ul><li>presença ou risco de penetração e/ou broncoaspiração (ausculta cervical com estetoscópio); </li></ul><ul><li>investigação das causas das dificuldades; </li></ul><ul><li>mecanismos de segurança (manutenção ou modificação da via alimentar e/ou da consistência do alimento). </li></ul><ul><li>Obs .: É necessária a indicação de exames instrumentais </li></ul><ul><li>complementares, tais como a VIDEOFLUOROSCOPIA e </li></ul><ul><li>a ENDOSCOPIA, prescritas e realizadas pelo médico </li></ul><ul><li>otorrinolaringologista ou gastroenterologista. </li></ul>
  • 18. Intervenção fonoterapêutica na disfagia <ul><li>Deve-se considerar as abordagens de tratamento comportamental, devido ao comprometimento das habilidades cognitivas do idoso. </li></ul><ul><li>Procedimentos : higiene oral; otimização do nível cognitivo; ausculta cervical com estetoscópio, estimulação sensório-motora oral; manobras posturais e alongamentos; mobilidade do sistema estomatognático; estímulo à deglutição através de exercícios passivos e ativos, observando-se o grau de segurança e a necessidade do uso de vias alternativas de alimentação (sondas – veja figura 3 e gastrostomia). </li></ul><ul><li>Gerenciamento da disfagia : </li></ul><ul><li>Etapas : sem oferta de alimento, oferta com fonoaudiólogo, com cuidador, sozinho com supervisão e livre. </li></ul>
  • 19. SONDA NASOGÁSTRICA FIGURA 3
  • 20. Intervenção interdisciplinar Fonoaudiólogo Nutricionista Médico Psicólogo Fisioterapeuta Família Enfermeiro Terapeuta ocupacional
  • 21. <ul><li>“ Nunca permita que um problema a ser resolvido se torne mais importante do que uma pessoa a ser amada.” </li></ul><ul><li>(Bárbara Johnson) </li></ul>
  • 22. Obrigada! [email_address]
  • 23. Figuras <ul><li>Figura 1: </li></ul><ul><li>http://www.zeltialogopedia.com/patologias.html </li></ul><ul><li>Figura 2: </li></ul><ul><li>http://www.efisioterapia.net/articulos/leer.php?id_texto=266 </li></ul><ul><li>Figura 3: </li></ul><ul><li>http://enfermesalud.blogspot.com/2008/02/sondas-nasointestinales.html </li></ul>
  • 24. Bibliografia <ul><li>JACOBI , Juliana da Silva. LEVY , Deborah Salle. SILVA , Luciano Muller Correa da. Disfagia : avaliação e tratamento. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. </li></ul><ul><li>JUNQUEIRA , Patrícia (Org.). DAUDEN , Ana Tereza Brant de C. (Org.). Aspectos atuais em terapia fonoaudiológica : deglutição, articulação, leitura / escrita, voz, linguagem. 3 ed. São Paulo: Pancast, 2002. </li></ul><ul><li>MARCHESAN , Irene Queiroz. Fundamentos em fonoaudiologia : aspectos clínicos da motricidade oral. Rio de Janeiro: Guanabara, 1998. </li></ul>

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