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  • Em geral, a corrente contínua é menos perigosa do que a corrente alterna. Os efeitos da corrente alterna sobre o corpo dependem, em grande parte, da velocidade com que esta varia (ou seja, a sua frequência), um factor que se mede em ciclos por segundo (hertzs, Hz). As correntes de baixa frequência, de 50 e 60 Hz, são mais perigosas do que as correntes de alta frequência e entre 3 e 5 vezes mais perigosas do que a corrente contínua da mesma voltagem e intensidade (amperagem). A corrente contínua tem tendência para provocar fortes contracções musculares que, com frequência, afastam a vítima da fonte de energia. A corrente alterna de 60 Hz faz com que os músculos fiquem congelados (contraídos) na sua posição, o que impede que as vítimas possam interromper a fonte da corrente. Como resultado, a exposição pode ser prolongada e provocar graves queimaduras. Geralmente, quanto mais altas forem a voltagem e a amperagem, maior será o dano que a corrente produzirá, independentemente do seu tipo.
  • Zona 1 (≤ 0,5 mA) – Normalmente, nenhum efeito perceptível. • Zona 2 – Sente-se a passagem da corrente, mas mas não se manifesta qualquer reação do corpo humano. • Zona 3 – Zona em que se manifesta o efeito de agarramento: uma pessoa empunhando o elemento causador do choque elétrico não consegue mais largá-lo. Todavia, não há seqüelas após interrupção da corrente. • Zona 4 – Probabilidade, crescente com a intensidade e duração da cor-rente, de ocorrência do efeito mais perigoso do choque elétrico, que é a fibrilação ventricular.
  • Tensão de contato ou de toque: o indivíduo está sujeito quando em contato com partes energizadas. Tensão de passo: o indivíduo está no interior de uma malha de terra onde flui uma corrente, e fica submetido a uma tensão entre os dois pés. Camadas de brita de 10 a 20 cm reduzem a tensão de passo em subestações.
  • Esquemas TN Vantagens => os esquemas TN-C apresentam uma economia para a instalação porque eliminam a necessidade de um condutor. Os aparelhos de proteção contra sobrecorrentes podem assegurar a proteção contra contatos indiretos. Desvantagens => Corte da instalação ao primeiro defeito de isolamento. Precauções para não ser cortado o condutor neutro que também é de proteção. Maiores riscos de incêndio devido a elevadas correntes de defeito.
  • Esquemas TT: Vantagens => Sistema mais simples no estudo e na concepção. As correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto-circuito, sendo porém suficientes para provocar tensões de contato; Desvantagens => Corte da instalação ao primeiro defeito de isolamento
  • Esquema IT Vantagens => mais indicado quando se pretende evitar o corte automático ao primeiro defeito (como em salas de operação nos hospitais). Assegura a melhor continuidade de serviço em exploração. Desvantagens => necessita de técnicos em manutenção e conservação com preparação adequada.

Unidade i (1) Unidade i (1) Presentation Transcript

  • 2
  • INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BT Materiais e componentes elétricos essenciais ao funcionamento de circuitos e sistemas; Projetos de acordo com normas e regulamentos; A elaboração depende de outros projetos; Os projetos de instalações elétricas consiste em:  Selecionar,  Dimensionar,  Localizar. 3
  • CHOQUE ELÉTRICO Aumento das aplicações com eletricidade Crescimento dos riscos de acidentes por choque elétrico Atividades biológicas são controladas por variações de potenciais elétricos. Variações de potencial podem ser medidas externamente por eletrodos:  Eletrocardiograma  Eletroencefalograma 4
  • CHOQUE ELÉTRICO Choque elétrico: sensação experimentada pelo corpo quando percorrido por corrente elétrica; Corrente elétrica externa pode causar alterações nas funções vitais. Elas dependem:  Do percurso da corrente pelo corpo;  Da intensidade da corrente;  Do tempo de duração;  Das condições orgânicas;  Da espécie (CC ou CA): ICC = 2 A 4*ICA  Da frequência: Alta frequência é menos perigosa que 60Hz 5  Da superfície de contato.
  • CHOQUE ELÉTRICO Zona Tempo x Corrente – Gráfico 6
  • CHOQUE ELÉTRICO Zona Tempo x Corrente – Zonas de gravidade  Zona 1– Normalmente, nenhum efeito perceptível.  Zona 2 – Sente-se a passagem da corrente, mas não se manifesta qualquer reação do corpo humano.  Zona 3 – Zona em que se manifesta o efeito de agarramento. Todavia, não há sequelas após interrupção da corrente.  Zona 4 – Probabilidade, crescente com a intensidade e duração da corrente, de ocorrência do efeito mais perigoso do choque elétrico, que é a fibrilação ventricular. 7
  • CHOQUE ELÉTRICO Fibrilação ventricular: Causas: contato indireto ou direto 8
  • CHOQUE ELÉTRICO Tensão de contato ou toque: Tensão de passo: 9
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT São especificadas na NBR 5410:  Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis; e  Massas ou partes condutivas não devem oferecer perigo. Os dois tipos de proteção contra choques elétricos são: 1. Proteção básica (proteção contra contatos diretos) e 2. Proteção supletiva (proteção contra contatos indiretos). 10
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT Exemplos de proteção básica:  Isolaçãobásica ou separação básica;  Uso de barreira ou invólucro;  Limitação da tensão. Exemplos de proteção supletiva:  Equipotencialização e seccionamento automático da alimentação;  Isolação suplementar;  Separação elétrica. 11
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT Isolação básica: aplicada às partes vivas, destinada a assegurar proteção básica contra choques elétricos; Isolação suplementar: independente e adicional à isolação básica, destinada a assegurar proteção na falha da isolação básica; Dupla isolação: corresponde simultaneamente a isolação básica e suplementar. 12
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT Equipotencialização de proteção: as partes que compõem a massa do equipamento constitui um conjunto equipotencializado; Ligação equipotencial: evita diferenças de potencial entre massas e entre massas e condutivos estranhos à instalação; Separação da proteção: o circuito deve ser separado dos outros; Blindagem de proteção: blindagem entre as 13 partes vivas e o objeto da proteção.
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT Combinações mais comuns visando proteção contra choques elétricos (equipamento + instalação ou só o equipamento) 14
  • SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESELÉTRICAS DE BT Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção; Em cada edificação deve ser realizada uma equipotencialização principal; Todas as massas da instalação situadas numa mesma edificação devem estar vinculadas à equipotencialização principal. 15
  • PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES (NBR 5410:2004): Condutores vivos devem ser protegidos por um ou mais dispositivos de seccionamento automático; A proteção contra sobrecargas e contra curtos- ciruitos devem ser coordenadas; Dispositivos previstos para interromper sobrecorrentes devem atuar antes que seus efeitos térmicos e mecânicos danifiquem os circuitos Nota: A proteção dos condutores não garante a 16 proteção dos equipamentos
  • ATERRAMENTO ELÉTRICO Um sistema de aterramento visa à: a) Segurança da atuação da proteção; b) Proteção das instalações contra descargas atmosféricas; c) Proteção do indivíduo contra contatos com partes metálicas energizadas d) Uniformização do potencial em toda área do projeto. Devem ser ligados à malha de terra: a) Neutro do transformador de potência; b) Pára-raios; c) Carcaça metálica dos equipamentos elétricos; d) Suportes metálicos; e) Estruturas dos quadros de distribuição; f) Estruturas metálicas em geral 17
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Utiliza-se a seguinte simbologia para classificação dos esquemas de aterramento:  Primeira letra – Situação da alimentação em relação à terra  T = ponto diretamente aterrado;  I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância 18
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO  Segunda letra – Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra;  T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto de alimentação;  N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o ponto neutro) 19
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO  Outras letras (eventuais) – disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:  S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;  C = funções de neutro e de proteção combinadas num único condutor ( condutor PEN) 20
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO A seguinte simbologia será adotada nos próximos diagramas: 21
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquema TN:  Alimentação diretamente aterrada, sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção:  São considerados 3 tipos de esquemas TN;  Os tipos são diferenciados de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção. 22
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquema TN-S:  O condutor neutro e o condutor de proteção são distintos. 23
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquema TN-C:  O condutor neutro e o condutor de proteção são combinados num único condutor (PEN). 24
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquema TN-C-S:  O condutor neutro e o de proteção são combinados numa parte da instalação e separados na outra parte. 25
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquemas TT:  Alimentação diretamente aterrada, estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento distintos da instalação. 26
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO Esquema IT:  Alimentação isolada ou aterrada através de uma impedância. As massas são aterradas em eletrodos distintos ou num eletrodo comum. 27
  • ESQUEMAS DE ATERRAMENTOELÉTRICO O uso do esquema IT deve ser restrito a casos específicos: a) Instalações industriais de processo contínuo; b) Instalações alimentadas por trafo com LBT inferior a 1000V; c) Circuitos de alimentação separada em instalações hospitalares; d) Instalações exclusivamente para alimentação de fornos industriais; e) Instalações para retificação destinada exclusivamente a acionamentos de velocidade 28 controlada.
  • SISTEMAS ELÉTRICOS DEPOTÊNCIA Conjunto de equipamentos e instalações para geração e transmissão de energia; Dividido em 3 subsistemas:  Geração,  Transmissão,  Distribuição. Representação através de diagramas trifilares, bifilares e unifilares. 29
  • SISTEMAS ELÉTRICOS DEPOTÊNCIA Sistema de geração, transmissão e distribuição: 30
  • NORMAS NBR 5410 – Instalações elétricas em baixa tensão; Normas complementares:  NBR 5456 – Eletrotécnica e eletrônica geral;  NBR 5444 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais;  NBR 13570 – Instalações elétricas em locais de afluência de público;  NBR 13543 – Instalações elétricas em estabelecimentos de saúde; 31