Estratégias Didático-pedagógicas e Avaliação nos ciclos
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Caderno de Perguntas e Respostas – Estratégias Didático-pedagógicas e Avaliação nos ciclos

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Estratégias Didático-pedagógicas e Avaliação nos ciclos Estratégias Didático-pedagógicas e Avaliação nos ciclos Document Transcript

  • CADERNO DE PERGUNTAS E RESPOSTASESTRATÉGIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS E AVALIAÇÃO NOS CICLOS 2013 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
  • CADERNO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS ESTRATÉGIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS E AVALIAÇÃO NOS CICLOSESTRATÉGIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
  • ESTRATÉGIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOSProfessor (a), “O que eu vi, sempre, é que toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo.” João Guimarães Rosa Em 2013 a Secretaria de Estado de Educação (SEDF) implanta a organizaçãoescolar em ciclos em alguns centros de ensino fundamental que oferecem os anos finais.No Recanto das Emas, duas escolas acolheram a implantação da proposta neste ano,sendo que os outros onze centros de ensino implantarão no ano de 2014, respaldadospelo argumento da necessidade de um tempo maior para apropriação da proposta deciclos. A implementação da política de ciclos requer construção coletiva que envolveprofessores, gestores, equipes pedagógicas, estudantes, comunidade escolar eCoordenação Regional de Ensino. Para isso, apresentamos algumas estratégias didático-pedagógicas, sem a intenção de prescrever ações, mas orientar a constituição deprocessos inovadores de ensinar, aprender, pesquisar e avaliar no espaço concreto daescola e sala de aula, considerando a complexidade da educação, mas também todas aspossibilidades existentes na escola pública e, o fato de contarmos com profissionaisqualificados. Em atendimento à solicitação dos professores1, estas estratégias destinam-setambém às escolas que em 2013 continuam com a organização seriada. A expectativa éde preparação prévia e formação dos professores para universalização do ciclo III em2014 em todas os Centros de Ensino Fundamental desta CRE. Estas Estratégias surgem de “uma palavra pensada” a partir da necessidade deelaboração de uma nova organização escolar, com a intenção de que sejam analisadas,criticadas, ampliadas nos espaços de discussão e formação coletiva da escola, Regionalde Ensino, EAPE entre outros, ou seja, que as palavras pensadas rompam rumo àconstrução de uma escola pública, democrática e de qualidade social para todos. 1
  • Vamos compreender um pouco mais o que é a organização escolar em Ciclos? Os ciclos “organizam e regularizam o fluxo de estudantes ao longo daescolarização, buscando abolir uma das principais estratégias que os professoresbrasileiros vêm adotando frente a não aprendizagem dos estudantes: a reprovação.Basicamente pode ser descrito como forma de abranger “períodos de escolarização queultrapassam as séries anuais, organizados em blocos que variam de dois a cinco anos deduração” (BARRETO e MITRULIS, 1999, p. 29). Na perspectiva de uma escola em ciclos, a SEDF propõe nova organização escolarpara a educação infantil e ensino fundamental e médio: • Primeiro Ciclo (Educação Infantil) - 0 a 3 anos (creche) - 4 e 5 anos • Segundo Ciclo (Ensino Fundamental – séries iniciais) - Bloco I – Bloco Inicial de Alfabetização - BIA - Bloco II – 4º e 5º anos • Terceiro Ciclo (Ensino Fundamental – séries finais) – 6º ao 9º anos • Quarto Ciclo (Ensino Médio em semestralidade) - 1º ano – Bloco I e II - 2º ano – Bloco I e II - 3º ano – Bloco I e II Para Perrenoud (2000), a adoção de ciclos compartilha responsabilidadesindividuais e coletivas, sendo o trabalho pedagógico coletivo, parte do projeto político-pedagógico da escola, condição para a sua implementação. A coordenação pedagógica,espaço privilegiado de desenvolvimento da colegiabilidade reveste-se de significado aofocalizar o planejamento, acompanhamento e avaliação das estratégias pedagógicasprevistas para os Ciclos. A perspectiva é de reorganização do tempo-espaço escolar comestratégias didático-pedagógicas como as apresentadas neste documento. 2
  • Reorganizar o tempo-espaço escolar é um grande desafio para nós, vamos compreender melhor como isso pode se dá? A implantação de ciclos surge como alternativa que demanda a reorganização dostempos e espaços escolares visando superar a forma como tem sido concebidos etrabalhados os conhecimentos ao longo do tempo, ou seja, em uma dimensãoquantitativa, fragmentada e linear. Na escola encontramos a dimensão de tempo expressa na organização: cincohoras de aula; 40 ou 50 minutos conjugados; tempo para a recreação; tempo para aleitura; tempo para a alimentação escolar. Tempo fragmentado, determinado, que, ao serdefinido em termos quantitativos, interfere na organização do processo didático em que sedesenvolvem ações, meios e condições para a realização da formação, dodesenvolvimento e do domínio dos conhecimentos pelos estudantes. (SILVA, 2011).Considerando ser a promoção das aprendizagens dos estudantes o principal objetivo daescola, esta precisa se organizar em torno desse propósito, incluindo a maneira deorganizar seus tempos, diversificando-os de acordo com as necessidades dos estudantese de forma a imprimir maior qualidade ao trabalho pedagógico. Quanto ao espaço escolar, este precisa ser compreendido para além “de umcontinente planificado a partir de pressupostos exclusivamente formais no qual se situamos atores que intervêm no processo de ensino-aprendizagem para executar um repertóriode ações.” (ESCOLANO, 2001. p. 26). De acordo com o autor, “o espaço escolar tem deser analisado como um constructo cultural que expressa e reflete, para além de suamaterialidade, determinados discursos, [...], é um elemento significativo do currículo, umafonte de experiência e aprendizagem.” (idem). A compreensão de tempo e espaço nas perspectivas acima apresentadasfavorecerá a sua reorganização a partir de um projeto político-pedagógico de escola, queconsidere a realidade existente na rede pública de ensino do DF. Este é um dos desafiosa serem enfrentados por todos na implantação da organização por ciclos - comopodemos, a partir da realidade existente, reorganizar tempo e espaço escolar? Significa, 3
  • sobretudo, superar a fragmentação e desarticulação do conhecimento curricular comoocorre com a escolarização do estudante no sistema seriado. Na organização escolar em ciclos, a ordenação do conhecimento se faz emespaços de tempo maiores e mais flexíveis, que favorecem o trabalho pedagógicodiversificado e integrado, necessário em qualquer sistema de ensino democrático que, aoacolher indistintamente a comunidade, inclui estudantes de diferentes classes sociais,estilos e ritmos de aprendizagem. Os ciclos oferecem ao professor e à escola apossibilidade de promover as aprendizagens de todos os sujeitos. A opção por essa forma de ordenação do ensino precisa vir acompanhada demudanças quanto à organização da proposta curricular, à concepção de educaçãoescolar obrigatória, fundamental e democrática, de aprendizagem e do processoavaliativo. Para isso, o trabalho pedagógico deve ser organizado com todo o coletivo dainstituição escolar, envolvendo professores, equipe gestora e pedagógica, para que hajamovimento dinâmico dos espaços e tempos na escola com vistas às aprendizagens dosestudantes. Viram como o trabalho coletivo é fundamental para a organização escolar em ciclos. Essa organização deve fazer parte do projeto político-pedagógico da escola e tem a coordenação pedagógica como o espaço de seu planejamento, acompanhamento e avaliação. Para garantir a qualidade do trabalho coletivo, assumimos o compromisso com acoordenação pedagógica semanal, espaço-tempo privilegiado de formação continuada,de estudo, planejamento, discussão, avaliação do trabalho pedagógico. Cada escolaelaborará o seu Plano de Ação para a Coordenação Pedagógica, sob a orientação daCRE/GREB. Este Plano comporá o projeto político-pedagógico da escola e seráacompanhado e avaliado pela equipe gestora, coordenadores pedagógicos, professores epelos coordenadores pedagógicos intermediários da CRE. Outros momentos importantespara a discussão coletiva que culminarão em ações de implementação dos ciclosocorrerão nas comunidades de aprendizagens, ação do Projeto “Formação centrada naescola: significando o espaço-tempo da coordenação pedagógica”, criado na CRE doRecanto das Emas no segundo semestre de 2012. As “comunidades de aprendizagens”são: 4
  • (redes) organizativas que permitam um processo de comunicação entre os pares e intercâmbio de experiências para possibilitar a atualização em todos os campos de intervenção educativa e aumentar a comunicação entre o professorado para refletir sobre a prática educativa mediante a análise da realidade educacional, a leitura pausada, o intercâmbio de experiências, os sentimentos sobre o que acontece, a observação mútua, os relatos de vida profissional, os acertos e os erros... que possibilitem a compreensão, a interpretação e a intervenção sobre a prática. (IMBERNÓN, 2009, p. 40-41) É certo que o potencial criativo dos professores e equipes pedagógicas aliado àsexperiências, saberes e conhecimentos desses profissionais, bem como o próprio projetopolítico-pedagógico da escola, ampliará ainda mais as possibilidades em torno do trabalhopedagógico nos Ciclos, especificamente nos anos finais do ensino fundamental. Noentanto, cabe à Coordenação Regional de Ensino orientar, acompanhar e avaliar aimplementação dos Ciclos. Vamos começar refletindo sobre avaliação da aprendizagem? Avaliação da Aprendizagem: na perspectiva da organização escolar em ciclos Geralmente, a concepção de avaliação, baseada no modelo classificatório daaprendizagem do aluno gera competição e estimula o individualismo na escola,produzindo entendimentos da educação como mérito, restrita ao privilégio de poucos econtribuindo para a não democratização do saber. Villas Boas (2012) adverte que: Um dos maiores problemas da educação brasileira tem sido a reprovação dos estudantes, até agora entendida como necessária para que o trabalho pedagógico seja considerado sério e para "obrigá-los" a estudar. Este é um dos mitos a serem derrubados. 5
  • A crença na reprovação como fator de pressão para a dedicação aos estudosencontra-se pautada na coerção como mecanismo motivador e pode validar o estudoapenas como meio de obter notas e não de aprender. Um processo educacional que seproponha a contribuir para a formação de sujeitos autônomos não pode ser conduzidodessa forma, sob pena de produzir um ensino voltado à preparação exclusiva para arealização de provas e exames. A motivação para estudar deve estar no desejo de saber, na curiosidade de descobrir, de se aventurar por caminhos desconhecidos e de aprender coisas novas, e é nisso que a escola para todos precisa se pautar para ajudar os alunos a construírem os motivos para estudar. (JACOMINI, 2009, p. 155). O mito da reprovação como garantia de melhor desempenho dos estudantes é,ainda reforçado, pela tendência em acreditar que a não reprovação dispensa avaliações ecamufla a baixa qualidade do ensino. Contrária a esses pressupostos, a progressão continuada das aprendizagens dosestudantes, implícita na organização escolar em ciclos, demanda acompanhamentosistemático do seu desempenho por meio de avaliação realizada permanentemente. Éesse processo avaliativo formativo que viabiliza e conduz professores e equipepedagógica da escola a repensarem o trabalho pedagógico desenvolvido, buscandocaminhos que possibilitem sua melhoria em atendimento às necessidades deaprendizagem evidenciadas pelos estudantes. A progressão continuada consiste na construção de um processo educativoininterrupto, capaz de incluir e oferecer condições de aprendizagem a todos osestudantes, rompendo com avaliação classificada, fragmentada e permeada pelareprovação anual (JACOMINI, 2009). A progressão continuada não permite que osestudantes avancem sem terem garantidas suas aprendizagens. É "um recursopedagógico que, associado à avaliação, possibilita o avanço contínuo dos estudantes demodo que não fiquem presos a grupo ou turma, durante o mesmo ano letivo” (OLIVEIRA,PEREIRA, VILLAS BOAS, 2012). Fundamenta-se na "ideia de que o estudante não deverepetir o que já sabe; e não deve prosseguir os estudos tendo lacunas em suasaprendizagens” (Idem, p. 9). Isso significa que os estudantes progridem sem interrupções,sem lacunas e sem percalços que venham interromper a evolução do seudesenvolvimento escolar. É esse o principal aspecto que difere a progressão continuadada promoção automática, na qual o estudante é promovido independentemente de teraprendido. Neste último caso valem as notas obtidas, o que não acontece na organizaçãoescolar em ciclos, em que a aprendizagem é o que se deseja por parte de todos. 6
  • A progressão continuada pode ser praticada por meio dos seguintes mecanismos:reagrupamentos de estudantes ao longo do ano letivo, levando em conta as suasnecessidades de aprendizagens, de modo que eles possam interagir com diferentesprofessores e colegas; avanço dos estudantes de um ano a outro, durante o ano letivo, seos resultados da avaliação assim indicarem. A escola poderá ainda, acrescentar outrosmecanismos após análise pelo conselho de classe. É importante considerar que a progressão continuada, quando bem compreendidae praticada, pode ser facilitadora do trabalho pedagógico por dois motivos. Em primeirolugar, a atuação dos professores é valorizada e eles tenderão a sentir prazer com o quefazem. Os seus resultados serão prontamente reconhecidos pela escola e pelospais/responsáveis. Em segundo lugar, os estudantes se sentirão incentivados a continuarsua trajetória de aprendizagem ao perceberem claramente seus avanços. Além disso, pormeio de processo de autoavaliação, eles passarão a traçar seus objetivos deaprendizagem. E mais: em vez de esperarem o final do ano para serem "promovidos",irão vencendo etapas e progredindo. Isso é o que se espera da escola voltada para asnecessidades sociais. Estes dois motivos se entrelaçam: professores e estudantesestarão unidos em busca das aprendizagens e do trabalho pedagógico que façadiferença. Como vimos, a progressão continuada é aliada da avaliação formativa, isto é, garante o seu desenvolvimento. A proposta de organização escolar em ciclos exige mudança nos processosavaliativos, uma vez que a avaliação não cumpre mais a função de aprovar ou reprovar esim de promover o progresso contínuo das aprendizagens dos estudantes. Constitui,portanto, importante iniciativa para o desenvolvimento de práticas pedagógicas – incluindoas avaliativas - progressistas e democráticas no interior da sala de aula e no âmbito daescola. Nessa perspectiva, os tempos e espaços destinados à organização do trabalhopedagógico, tais como a coordenação pedagógica coletiva, a avaliação institucional e osconselhos de classe, assumem relevância política e pedagógica ao possibilitar o 7
  • questionamento de ações que destoam de concepções educativas emancipatóriascondizentes com a organização escolar em ciclos. A organização da escola em ciclo está, portanto, em consonância com umprocesso educativo inclusivo, o que implica em maior respeito à diversidade dedesempenhos por parte dos alunos e minimiza o êxito de processos avaliativospadronizados e uniformes que desconsideram as particularidades que caracterizam cadasujeito aprendente e a diversidade de ritmos e tempos necessários à sua aprendizagem.Tais práticas tendem a naturalizar o fracasso escolar, atribuindo-o unicamente à falta deesforço ou compromisso dos estudantes e/ou de suas famílias com os estudos, incidindonegativamente sobre esses sujeitos, especialmente sobre a parcela mais pobre dapopulação que se encontra na escola pública. A homogeneização da avaliação induz à comparação de domínio do conhecimentoe à classificação de desempenho dos estudantes, práticas que destoam de um processoavaliativo formativo e, consequentemente, do ensino desenvolvido em uma escolaorganizada em ciclos. A prática avaliativa formativa considera as individualidades dossujeitos a fim de garantir a todos eles os meios necessários para que possam progredirem suas aprendizagens. Perrenoud apud André explica que considerar as diferenças é“encontrar situações de aprendizagem ótimas para cada aluno, [...]”. (1999, p. 12),perspectiva em que segundo André, “tenta-se construir dispositivos para aindividualização de percursos, organiza-se a progressão escolar por vários anos, criam-seciclos de aprendizagem, inventa-se uma nova organização pedagógica.” (ANDRÉ, 1999,p. 12). A grande questão a ser considerada na pedagogia diferenciada, como dizPerrenoud, “é como levar em conta as diferenças sem deixar que cada um se feche nasua singularidade, no seu nível, na sua cultura de origem?”. Para a construção de um trabalho educativo que possibilite alcançar a todos,independente de suas condições econômicas, sociais e culturais e, condizente com aproposta de ensino na escola em ciclos, faz-se necessário que a escola promova espaçosreflexivos que favoreçam o (re) pensar de seus objetivos, práticas pedagógicas eavaliativas, tendo em vista o cidadão que se quer formar, a escola e a sociedade que sepretende ajudar a construir. Nesse sentido, um ambiente escolar adequado às aprendizagens deve incluirdiscussões que possibilitem estabelecer com clareza as intencionalidades da avaliaçãopraticada pela escola, favorecendo: a) O estabelecimento de objetivos e critérios que definam o que se espera, ou se julga fundamental poder esperar do conteúdo a ser trabalhado para suprir as 8
  • necessidades específicas de aprendizagem. A intenção é a de que o aluno se aproprie e saiba se situar em função dos critérios estabelecidos, permitindo a análise e a melhoria das suas produções e do seu percurso de aprendizagem (FERREIRA, 2012). b) Estabelecimento de canais de comunicação entre professor e alunos (feedback) para otimização das aprendizagens. c) Processos de autoavaliação a partir da análise progressiva das produções dos estudantes pelos próprios estudantes e professores. d) O planejamento de projetos interventivos, reagrupamentos, entre outras ações didáticas definidas pelo coletivo de professores, com vistas ao desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Sobre esse aspecto, vale lembrar que o desenvolvimento de projetos pedagógicos pela escola, pautado na concepção de educação e avaliação aqui defendida é oportuno para o fortalecimento do trabalho docente em equipe, onde dois ou mais professores assumem a responsabilidade por um grupo maior de estudantes (VILLAS BOAS, 2010). e) Desenvolvimento de processos de autoavaliação a partir da análise progressiva das produções dos estudantes, das atividades avaliativas propostas pelos docentes e dos avanços alcançados, reconhecendo o “erro” como elemento de compreensão das elaborações conceituais do aluno, possibilitando intervenções pontuais. f) Busca de alternativas para resolução de problemas de caráter atitudinal observados pelo professor e equipes pedagógica e de apoio da escola. g) Estabelecimento de contratos didáticos para que haja melhor aproveitamento e dinamismo durante o processo ensino-aprendizagem. É essencial que no planejamento dessas ações participem a equipe gestora e deapoio (SEAA2, SOE, Sala de Recursos), coordenadores pedagógicos, professores,estudantes numa relação dialógica e recíproca. A avaliação formativa desenvolvida em todo o Ciclo e prevista no projeto político-pedagógico da escola terá como principal referência o Currículo da Educação Básica daSEDF, a partir do qual as escolas elaborarão suas propostas curriculares: organizando osconteúdos de forma integrada e flexível; planejando coletivamente diferentes 9
  • procedimentos metodológicos; diversificando os procedimentos de avaliação daaprendizagem, resguardando os ritmos diferenciados e a heterogeneidade, característicados processos de aprendizagem humana; realizando processos contínuos decompartilhamento de experiências, saberes e de reflexão conjunta acerca da evolução dodesenvolvimento de cada aluno e da turma, nos espaços/tempos destinados àscoordenações pedagógicas coletivas e Conselho de Classe. O Conselho de Classe3, uma das mais relevantes instâncias avaliativas da escolaacontecerá ao final de cada bimestre ou quando a escola julgar necessário, com oobjetivo de avaliar de forma ética aspectos atinentes à aprendizagem dos alunos:necessidades individuais, intervenções realizadas, avanços alcançados no processoensino-aprendizagem, além das estratégias pedagógicas adotadas, entre elas, o projetointerventivo e os reagrupamentos. Os registros do conselho de classe relatando osprogressos evidenciados e as ações pedagógicas necessárias para a continuidade daaprendizagem do estudante devem ser mais detalhadas. No anexo 1 apresentamos umaficha como sugestão para registros do Conselho de Classe. Para acompanhar o processo de desenvolvimento dos estudantes, algumaspráticas podem ser viabilizadas a partir de planejamento individual e/ou coletivo dosprofessores: a) Análises reflexivas sobre evidências de aprendizagens a partir de questionamentos como: o estudante apresentou avanços, interesses, desenvolvimento em outras áreas de conhecimento? As tarefas avaliativas e as observações feitas permitem perceber avanços em que sentido? O aluno ou grupos de alunos precisam de mais tempo ou de mais atenção dos professores para alcançar as aprendizagens necessárias? Compreendem-se as razões didáticas, epistemológicas, relacionais de o aluno não avançar na direção esperada? b) Organização de situações para que alunos e professores se conheçam melhor e conversem sobre a escola que desejam. Para isso, dinâmicas de grupo podem ser planejadas pelo coletivo de professores e coordenação pedagógica. Esse procedimento pode fazer parte da avaliação diagnóstica inicial realizada no início do ano letivo, ou sempre que for necessário. c) Registro de aspectos que permitam acompanhar, intervir e promover oportunidades de aprendizagem a cada aluno sem perder a atenção ao grupo de estudantes. Os 10
  • registros podem ser feitos pelos profissionais do SOE, SEAA, Sala de Recursos, coordenação pedagógica e professores ou pelos próprios alunos na autoavaliação. d) Observação e anotação do que os alunos “ainda não compreenderam, do que “ainda” não produziram, do que “ainda” necessitam de maior atenção e orientação, por meio de anotações no Diário de Classe. Essa prática possibilita aos professores que lidam com um mesmo estudante ou grupos de alunos, conhecê- los melhor para definir estratégias conjuntas; sugerir novas atividades e/ou tarefas interdisciplinares. A observação como procedimento avaliativo permite localizar cada estudante ou grupo de alunos em seu momento e trajetos percorridos, alterando o enfoque avaliativo e as “práticas de recuperação”, além das atividades desenvolvidas no Projeto Interventivo, Parte Diversificada e Reagrupamentos. A preocupação com a reprovação é frequente entre os docentes quando setrabalha com a organização escolar em ciclos. A reprovação será admitida ao término doCiclo III nos seguintes casos: alunos que apresentarem faltas escolares que ultrapassemo determinado pelo Regimento Escolar da SEDF (2009); alunos que não alcançaremobjetivos/metas definidas para o Ciclo com justificativa elaborada pelos professores eregistros sistematizados feitos ao longo do processo, evidenciando as estratégiasadotadas pelo professor e equipe de apoio para atender às necessidades específicas deaprendizagens do estudante. Neste caso, há necessidade da anuência do Conselho deClasse. A avaliação no Ciclo, baseada na lógica formativa da avaliação, considera oestabelecimento de metas ao final de cada período, tendo como referência o Currículo deEducação Básica, os saberes e experiências dos estudantes e das turmas. Ao avaliar épreciso clareza sobre os pontos de partida e de chegada. Para isso, as escolas serãoorientadas pelas equipes pedagógicas da SEDF e Coordenações Regionais de Ensino –CRE e Gerências Regionais da Educação Básica – GREB por meio de fóruns, estudos,promoção de discussões coletivas com o intuito de subsidiá-las teórica emetodologicamente. 11
  • Agora que compreendemos a lógica da avaliação formativa na organização escolar em ciclos, vamos conhecer algumas estratégias de trabalho em grupo que favorecem as aprendizagens? Reagrupamentos A forma mais usual utilizada pelos sistemas de ensino para agrupar os estudantesnas escolas, são os agrupamentos fixos, classes montadas segundo critérios quenormalmente consideram idade, nível de desenvolvimento cognitivo, conhecimentos,entre outros. Essa forma de agrupamento está consolidada na sociedade e acaba pordificultar a aceitação de novas alternativas pedagógicas, ao mesmo tempo, merecereflexão fundamentada na intencionalidade educativa expressa por meio da opção políticae pedagógica que os sistemas de ensino fazem ao defender outra forma de organização. O reagrupamento de estudantes é uma estratégia pedagógica que permite oatendimento às necessidades de aprendizagens de grupos específicos de estudantes porum período determinado. Deve ser uma atividade intencional e planejada pelo grupo deprofessores que o desenvolverá, registrará, acompanhará e avaliará sistematicamente. A avaliação diagnóstica da aprendizagem do estudante, integrante da avaliaçãoformativa, servirá como ponto inicial que subsidiará o professor no planejamento dosreagrupamentos. Nos Ciclos, o trabalho pedagógico com reagrupamentos pode contribuir pararomper com uma organização da aula estabelecida de forma rígida e homogênea. Vamosconhecer um pouco mais sobre os reagrupamentos? a) Reagrupamento interclasse. Os grupos são formados de acordo com as áreas de conhecimento e a atividade a ser desenvolvida, podendo ter professores diferentes para cada grupo de alunos. Nesta modalidade de reagrupamento, cada aluno pertence a grupos de acordo com as atividades que compõem seu percurso ou itinerário formativo, definido com o professor, após a avaliação diagnóstica que considere todas as informações levantadas pelo professor, inclusive por meio da avaliação informal. Para realizar este tipo de reagrupamento, um grupo de professores planeja e desenvolve: oficinas, projetos, encontros, palestras, seminários, aulas, entre outras atividades com temáticas voltadas aos interesses e necessidades dos estudantes. Estas 12
  • atividades podem ser organizadas para estudantes de diferentes idades pertencentes a diversas turmas. A periodicidade das atividades é definida pelo coletivo de professores, conforme indiquem as especificidades do trabalho em cada grupo. No entanto, é recomendável que as atividades sejam organizadas por área de conhecimento; de forma interdisciplinar e avaliadas conjuntamente. O reagrupamento interclasse favorece a construção por parte do estudante de um itinerário formativo que atenda ao seu interesse por matérias diferentes que podem ser trabalhadas num determinado período, favorecendo a integração entre estudantes de diferentes turmas. Cada atividade pode ser direcionada a um grupo de alunos que apresente necessidades similares de aprendizagens facilitando assim, a atuação do professor, bem como aprofundamento de temáticas complexas por esse grupo.b) Reagrupamento intraclasse com equipes fixas. Esta modalidade de reagrupamento ocorre com estudantes de uma mesma turma, distribuídos em grupos de cinco a sete alunos, durante um período de tempo definido pelo professor. Cada professor pode definir junto aos alunos a forma como eles podem desempenhar funções determinadas de acordo com a sua capacidade de atuação autônoma nos grupos (secretário, coordenador, redator, relator), e que podem ser alternadas para que todos exerçam diferentes funções durante o ano letivo. As funções das equipes fixas no reagrupamento intraclasse são: organizativa, favorecendo as funções de controle e gestão da turma; de convivência ao proporcionar aos estudantes um grupo afetivamente mais acessível que permita relações pessoais e a integração de todos. De acordo com Zabala “a função organizativa se resolve atribuindo a cada equipe, e dentro desta a cada aluno, certas tarefas determinadas, que vão desde a distribuição do espaço e da administração dos recursos da aula até a responsabilidade pelo controle e pelo acompanhamento do trabalho de cada um dos membros da equipe”. (1998, p. 123). O reagrupamento intraclasse com formação de equipes fixas contribui para a resolução de problemas de gestão da classe e disciplina, co-responsabilizando os grupos com tarefas de organização do tempo-espaço da sala de aula, liberando os professores para que possam dar atenção ao tratamento do conteúdo e aos estudantes com necessidades específicas, contribuindo para que os estudantes “assumam responsabilidades para com os outros, aprendam 13
  • a se comprometer, a avaliar seu trabalho e o dos demais, a oferecer ajuda [...]” (idem, 124). Para que esse trabalho seja exitoso, a escola e os professores precisam definir “objetivos voltados ao desenvolvimento das capacidades de equilíbrio e autonomia pessoal, de relação interpessoal e de inserção social e, portanto, os conteúdos atitudinais que decorrem disso”. (idem). Os reagrupamentos devem ser registrados no Diário de Classe, campo para procedimentos e o desempenho dos estudantes pode ser registrado pelos próprios estudantes em diário de bordo, ficha, caderno, portfólio entre outros.c) Reagrupamento intraclasse com equipes flexíveis. Implica na constituição de grupos de dois ou mais componentes com o objetivo de desenvolver uma determinada atividade. Os dados da avaliação diagnóstica podem indicar a forma de composição dos grupos, sendo com componentes que apresentam a mesma necessidade de aprendizagem ou com estudantes que não apresentam a mesma necessidade de aprendizagem e que poderão atuar como auxiliares do professor. Vamos ver como é possível esse reagrupamento? Após aplicação de um instrumento avaliativo, o professor de língua portuguesa verificou que em uma turma de 40 estudantes, 15 apresentaram dificuldades na produção textual, 10 em regência nominal e verbal, e os demais alunos na interpretação de texto. Após identificar os três grupos, o professor fará o planejamento para a aula tendo em vista o reagrupamento intraclasse com equipes flexíveis. No dia da aula, o docente formará grupos de alunos de acordo com as necessidades identificadas e aplicará as atividades planejadas para cada grupo. Enquanto os grupos desenvolvem as atividades, o professor transitará entre os mesmos sanando dúvidas, discutindo, questionando, observando, registrando informações que o ajudarão no planejamento de intervenções futuras... A duração deste reagrupamento se limita ao período de tempo de realização da atividade em questão. A periodicidade de sua realização é definida pelo professor, orientado pela equipe pedagógica da escola. Entretanto, é recomendável que não haja um espaçamento de tempo muito longo entre os reagrupamentos para garantia da continuidade da aprendizagem dos estudantes. Esta modalidade de reagrupamento apresenta inúmeras vantagens: atende às necessidades diferenciadas de aprendizagem ao distribuir trabalhos em 14
  • pequenos grupos, tornando possível aos professores atenderem aos grupos ou estudantes que necessitam de maior atenção. Para isso, é preciso que o trabalho esteja bem definido, com objetivos claros e orientado para que os estudantes o desenvolvam autonomamente; favorece a aprendizagem entre iguais que se ajudam e desenvolve a capacidade de trabalho em equipe, no que se refere à distribuição de tarefas, colaboração, diálogo. O reagrupamento deverá ser registrado no diário de classe no campo dos procedimentos. O trabalho com grupos favorece a participação efetiva dos estudantes comdiferentes necessidades e possibilidades de aprendizagens, tornando-os protagonistas naevolução do seu conhecimento; maior interação social, permitindo que os estudantessejam co-responsáveis uns pelos outros e pela organização do trabalho pedagógico; oquestionamento por parte dos estudantes de suas hipóteses e o compartilhamento desaberes e experiências. Ao professor, possibilita dividir com os estudantes aresponsabilidade pelas aprendizagens, dando a ele a possibilidade de atuar junto aalunos que requerem maior atenção e o acompanhamento do desempenho dosestudantes de forma mais criteriosa e orientada, permitindo o ajuste do trabalhopedagógico às necessidades específicas de aprendizagem dos estudantes. Nesse sentido, o trabalho com grupos é inovador do ponto de vista metodológico,por ressignificar o espaço-tempo da aula, quando o professor recorre a dispositivos dediferenciação pedagógica que atendem à diversidade da turma; e inovador do ponto devista epistemológico, por oportunizar a construção coletiva do conhecimento em aula, nolugar do conhecimento como regulação ganha espaço o conhecimento comoemancipação. Inúmeras escolas desenvolvem projetos interessantes. Qual projeto sua escola trabalha? Como é elaborado? Como a avaliação se insere nesse projeto? Como o trabalho com projeto pode contribuir para as aprendizagens dos alunos? Projeto Interventivo: por uma pedagogia diferenciada O Projeto Interventivo constitui uma estratégia pedagógica destinada a um grupode estudantes para atendimento às suas necessidades específicas de aprendizagem por 15
  • um período determinado, ou seja, à medida que forem superadas as dificuldades, osalunos deixarão de fazer parte do Projeto. Por isso, o Projeto Interventivo tem comoobjetivo principal sanar essas necessidades assim que surgirem, por meio de estratégiasdiferenciadas. É uma proposta de intervenção complementar, de inclusão pedagógica ede atendimento individualizado, não prescindindo do planejamento e do trabalho emequipe pelos professores e de práticas avaliativas formativas. Segundo Villas Boas (2010), no trabalho individualizado, é preciso identificar asnecessidades de aprendizagens dos estudantes para possibilitar a formação de gruposcom necessidades similares que serão atendidas por meio de atividades diversificadas. Assim, o desenvolvimento de projetos é uma prática educacional rica empossibilidades formativas e informativas pelo caráter que assume no trabalho escolar, poispossibilita a participação dos estudantes que não apresentam necessidades deaprendizagem e que poderão atuar como auxiliares no desenvolvimento das atividadesprevistas no Projeto. O trabalho com projetos requer o planejamento coletivo de um grupo deprofessores que se dispõe a desenvolvê-los e a adequação do ensino às necessidades deaprendizagens dos estudantes, a partir de ações dinâmicas e flexíveis. Assim sendo,desenvolver projetos representa o investimento em ações diferenciadas com foco naaprendizagem significativa, contextualizada, lúdica e prazerosa. Além disso, pode articulardiversas áreas de conhecimento e/ou componentes curriculares. O desenvolvimento de Projetos Interventivos já é bem comum no BIA. Mas deveocorrer também no Bloco II do Segundo Ciclo e no Ciclo III (anos finais do ensinofundamental). Pode contribuir para dinamizar o trabalho diversificado, a avaliação daaprendizagem e o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes. Para isso, deveser realizado considerando a diversidade do espaço físico, entendido como ambienteescolar e as peculiaridades das aprendizagens dos estudantes. O Projeto Interventivo se apresenta como uma estratégia pedagógica que pode serdesenvolvida também por meio dos reagrupamentos como está proposto nas DiretrizesPedagógicas do BIA. No Ciclo III o Projeto Interventivo poderá ser ofertado na partediversificada (PD), levando em consideração a elaboração de projeto específico paraatender às necessidades de aprendizagens identificadas na avaliação diagnósticarealizada no início de cada semestre, pelo menos. Com base nos dados levantados na avaliação diagnóstica processual, ou seja,realizada no início de cada semestre e/ou, ao longo do processo ensino-aprendizagem deacordo com a necessidade, a equipe pedagógica e professores nas coordenações 16
  • pedagógicas coletivas deverão estabelecer prioridades, organizá-las por bimestre paraimplementá-las por meio do projeto interventivo. Vamos ver como pode ocorrer?. O diagnóstico realizado no início do primeiro semestre letivo demonstrou que umnúmero x de alunos do Ciclo III (turma de 6º ano) apresenta necessidades deaprendizagens em leitura e interpretação de texto; e um número x de alunos do Ciclo III(turma de 7º ano) apresenta necessidades de aprendizagens em resolução de problemas.A partir daí, o professor da Parte Diversificada juntamente com a equipe pedagógica,elaborará o Projeto Interventivo para atender às necessidades de aprendizagensidentificadas, podendo planejar atividades para serem trabalhadas por bimestre,contemplando uma determinada área de conhecimento. No bimestre seguinte, o professorplanejará atividades para sanar outra necessidade identificada na avaliação diagnósticaprocessual. Na organização escolar em ciclos é fundamental o aproveitamento de todos osespaços e tempos da escola, e valendo-se do trabalho colaborativo de toda a equipepedagógica será possível o trabalho com as diferenças nas salas de aula e na escolacomo um todo. É preciso cuidar das aprendizagens de todos, pensando inclusive e,particularmente naqueles que necessitam de maiores intervenções. Para isso, as Equipesde Apoio (Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem- SEAA, Serviço de OrientaçãoEducacional - SOE e Sala de Recursos, professores da sala de leitura, laboratório deinformática) devem se integrar ao planejamento, desenvolvimento e avaliação dasestratégias de reagrupamentos e projeto interventivo, participando da coordenaçãopedagógica e dos momentos de discussão e avaliação coletivos. Agora, é hora de pensarmos no planejamento curricular. Esse planejamento pode ser feito por bimestre e, de preferência interdisciplinar. E não podemos perder de vista os objetivos de aprendizagem. Vamos lá? Planejamento curricular interdisciplinar: construção coletiva 17
  • A coordenação pedagógica coletiva é o espaço para a reorganização do trabalhoescolar em ciclos. A partir dos dados da avaliação diagnóstica e processual, a equipepedagógica organizará nestes momentos, discussão sobre as estratégias pedagógicas deintervenção na perspectiva de uma pedagogia diferenciada envolvendo: projetosinterventivos a serem desenvolvidos no laboratório de informática e na sala de leitura;reagrupamentos; projetos para Parte Diversificada; atuação das Equipes de Apoio (SEAA,SOE e Sala de Recursos). Além disso, os professores farão o planejamento curricular interdisciplinar deacordo com as etapas do Ciclo. O planejamento deve envolver: a) Análise, seleção e organização dos conteúdos por bimestre. b) Estabelecimento de eixos ou temáticas comuns aos componentes curriculares/áreas de conhecimento. c) Elaboração por cada professor do Plano de Ação anual individual. d) Definição de estratégias pedagógicas diversas para garantir a integração entre as disciplinas/áreas de conhecimento e tratamento dos conteúdos. e) Planejamento de procedimentos avaliativos integrados. O processo educativo comprometido com a inclusão e aprendizagem de todos nãopode prescindir de uma organização do trabalho pedagógico que garanta que outraescola é possível. Encontramo-nos, portanto, diante do desafio e da possibilidade deconstruir outra escola, que rompa com o fracasso escolar e acolha a todos sem distinção.Novas concepções e práticas pedagógicas e avaliativas precisam dar sustentação amudanças substantivas que venham corroborar o desejo de reinventar a escola quetemos, transformando-a na escola que queremos. 18
  • REFERÊNCIASBARRETTO, E.S.de SÁ e MITRULIS, E. Os Ciclos Escolares: elementos de umatrajetória. FE USP: Cadernos de Pesquisa, nº 108, p. 27-48, novembro/1999.ESCOLANO, A. Arquitetura como programa. Espaço-escola e currículo. In: VIÑAO, F. A.& ESCOLANO, A. Currículo, espaço e subjetividade: a arquitetura como programa. Rio deJaneiro: DP&A, 2001.FERREIRA, Maísa Brandão. A avaliação formativa no contexto da sala de aula. Textoelaborado para oficina de avaliação desenvolvida no primeiro semestre de 2012. EAPE.Distrito Federal.IMBERNÓN. Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. SãoPaulo: Cortez, 2009.JACOMINI, Márcia Aparecida. Educar sem reprovar: desafio de uma escola para todos.Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 35, n.3, p. 557-572. Set./dez. 2009.PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duaslógicas. Porto Alegre: Artmed, 2000.SILVA, Edileuza Fernandes da. Nove aulas inovadoras na universidade. Campinas:Papirus, 2011.VILLAS BOAS, B. M. de F. Projeto de intervenção na escola: mantendo as aprendizagensem dia. Campina: Papirus, 2010.____. Sentido da avaliação na escola em ciclos. Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br. Dez. de 2012bVILLAS BOAS, Benigna M. de F.; PEREIRA, Maria Susley; OLIVEIRA, Rose Meire da S.e. Progressão continuada: equívocos e possibilidades. Texto a ser publicado, 2012.ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. 19
  • SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO 20