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A viabilidade dos instrumentos de avaliação
 

A viabilidade dos instrumentos de avaliação

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Monografia sobre Avaliação da Aprendizagem, Instrumentos avaliativos,

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    A viabilidade dos instrumentos de avaliação A viabilidade dos instrumentos de avaliação Document Transcript

    • FACULDADE FORTIUM CURSO DE PEDAGOGIA MARCELO PINHEIRO DA SILVAA VIABILIDADE DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Brasília - DF 2012
    • MARCELO PINHEIRO DA SILVAA VIABILIDADE DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Monografia apresentada a Faculdade Fortium como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pedagogia Licenciatura, sob a orientação da professora: Maria Alice Melo Nunes. Brasília – DF (12) 2012
    • MARCELO PINHEIRO DA SILVA A VIABILIDADE DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à conclusão do curso de Pedagogia da Faculdade Fortium, para a obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. Aprovada em 29/11/2012 BANCA EXAMINADORA_____________________________________________Profª Especialista Maria Alice Melo Nunes - Orientadora______________________________________________ Prof. Dr. Benjamim Lacerda Junior______________________________________________ Profª Mc. Rivádavia Ferreira Brasília – DF 2012
    • Dedico este trabalho a minha família,esposa Luciana e filhos Sara, Leonardo,Celenita e Lucas pelo apoio e paciência,às minhas mães Rosália, Margarida eMarina que sempre me incentivaram eapoiaram e por terem acreditado nosonho de possuir um curso superior.
    • Agradeço Primeiramente a Deus que me proporcionou esta oportunidade, semEle nada seria possível, a minha família pelo apoio e paciência, aos amigos de faculdadepela ajuda nos momentos difíceis da caminhada e pelos incentivos nos momentos dedificuldade, meus amigos que me impulsionaram a trilhar este caminho, meu pastor eirmãos em Cristo pelas orações, aos professores pelo conhecimento e experiênciapassados. A todos que acreditaram neste sonho meu muito Obrigado.
    • “A avaliação é a reflexão transformada emação. Ação, essa que nos impulsiona a novasreflexões. Reflexões permanentes do educadorsobre sua realidade, e acompanhamento passoa passo, do educando, na sua trajetória deconstrução.” Jussara Hoffmann
    • RESUMOO objetivo principal deste trabalho é analisar a avaliação escolar e a viabilidade dos seusinstrumentos, estes utilizados por docentes atualmente, entendendo a necessidade deconstante atualização do tema proposto, buscou-se nos autores que fundamentaram estetrabalho e na pesquisa de campo, através de observação e questionário a diferenciaçãoentre cada concepção de avaliação, sendo as principais Formativa, Somativa eDiagnóstica. Os resultados demonstraram aquilo que foi levantado como problemáticade pesquisa; Utilização da avaliação, em seus instrumentos e meios como forma depunição e/ou classificação? Como estes instrumentos estão sendo utilizados naconcepção de educação atual? As respostas apresentadas pelos educadores e educandosconfirmaram as hipóteses levantadas e se fundamentaram através dos autores e autorasdo referencial teórico.Palavras-chave: Educação. Avaliação. Instrumentos de Avaliação. Punição.Classificação.
    • ABSTRACTThe main objective of this paper is to analyze the school evaluation and viability of theirinstruments, these currently used by teachers, understanding the need to constantlyupdate the theme, the authors sought to substantiate that this work and field researchthrough observation and questionnaire design differentiation between each evaluation,the main Formative and Summative Diagnostic. The results showed that it was raised asproblematic research; Use of evaluation in their instruments and means as punishmentand / or classification? As these instruments are being used in the design of educationtoday? The responses presented by educators and students confirmed the hypothesesand substantiate through the authors and authors of the theoretical.Keywords: Assessment. Instruments. Punishment. Rating.
    • LISTA DE TABELASTabelas do Questionário aplicado aos Professores ..................................................................... 35Tabela 1: Qual importância tem a avaliação da aprendizagem para os professores ................................... 35Tabela 2: Como os Professores utilizam a avaliação em sua prática pedagógica......................................... 36Tabela 3: Qual tipo de Avaliação é mais utilizada pelos professores ........................................................... 37Tabela 4: Qual a atitude dos professores diante de resultados negativos ................................................... 38Tabela 5: Quais as estratégias de Avaliação mais utilizada pelos professores ............................................. 39Tabela 6: Quais os tipos de questões são contempladas nas avaliações utilizadas ..................................... 41Tabela 7: Que tipo de conteúdos contempla as avaliações elaboradas pelos professores .......................... 42Tabela 8: Qual a atitude do professor após a realização de uma avaliação ................................................. 43Tabela 9: Qual tipo de avaliação o professor mais se identifica ................................................................... 44Tabela 10: Questão a respeito de auto avaliação dos alunos ....................................................................... 46Tabelas do Questionário aplicado aos Alunos ...................................................................................47Tabela 1: Qual o grau de importância da avaliação da aprendizagem ......................................................... 47Tabela 2: Os professores são justos ao avaliarem os alunos ........................................................................ 48Tabela 3: Para que serve a avaliação na escola ............................................................................................ 49Tabela 4: Qual a importância da nota ........................................................................................................... 50Tabela 5: Como o aluno gostaria de ser avaliado ......................................................................................... 51Tabela 6: O aluno concorda com os instrumentos de avaliação utilizados pelo professor .......................... 52Tabela 7: O aluno acha que as avaliações ajudam no aprendizado .............................................................. 53Tabela 8: O aluno sabe o que é auto avaliação ............................................................................................. 54
    • LISTA DE GRÁFICOSGráficos do Questionário aplicado aos Professores ................................................................... 35Gráfico 1: Qual importância tem a avaliação da aprendizagem para os professores .................................. 35Gráfico 2: Como os Professores utilizam a avaliação em sua prática pedagógica........................................ 36Gráfico 3: Qual tipo de Avaliação é mais utilizada pelos professores .......................................................... 37Gráfico 4: Qual a atitude dos professores diante de resultados negativos .................................................. 38Gráfico 5: Quais as estratégias de Avaliação mais utilizada pelos professores ............................................ 40Gráfico 6: Quais os tipos de questões são contempladas nas avaliações utilizadas .................................... 41Gráfico 7: Que tipo de conteúdos contempla as avaliações elaboradas pelos professores ......................... 42Gráfico 8: Qual a atitude do professor após a realização de uma avaliação ................................................ 43Gráfico 9: Qual tipo de avaliação o professor mais se identifica .................................................................. 45Gráfico 10: Questão a respeito de auto avaliação dos alunos ...................................................................... 46Gráficos do Questionário aplicado aos Alunos ..................................................................................47Gráfico 1: Qual o grau de importância da avaliação da aprendizagem ........................................................ 47Gráfico 2: Os professores são justos ao avaliarem os alunos ....................................................................... 48Gráfico 3: Para que serve a avaliação na escola ........................................................................................... 49Gráfico 4: Qual a importância da nota .......................................................................................................... 50Gráfico 5: Como o aluno gostaria de ser avaliado ........................................................................................ 51Gráfico 6: O aluno concorda com os instrumentos de avaliação utilizados pelo professor ......................... 52Gráfico 7: O aluno acha que as avaliações ajudam no aprendizado ............................................................. 53Gráfico 8: O aluno sabe o que é auto avaliação ............................................................................................ 54
    • SUMÁRIOINTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 12CAPÍTULO I CONCEITO, HISTÓRIA E LEGISLAÇÃO ACERCA DA AVALIAÇÃO............................................ 14Conceitos de Avaliação ................................................................................................................................. 14Histórico da Avaliação ........................................................................................................................ 16Fundamentação Legal ................................................................................................................................... 19CAPÍTULO II FORMAS DE AVALIAÇÃO E SUA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL ............................................... 21Tipos de Avaliação ......................................................................................................................................... 21Instrumentos de Avaliação da aprendizagem escolar .................................................................................. 25Avaliação perante a Legislação ..................................................................................................................... 29CAPÍTULO III ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE PESQUISA DE CAMPO .................................... 34Metodologia da Pesquisa .............................................................................................................................. 34Tabelas e Gráficos do Questionário aplicado aos Professores ..................................................................... 35Tabelas e Gráfico do Questionário aplicado aos Alunos ............................................................................... 47CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................................... 56REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................ 58ANEXOS ......................................................................................................................................................... 60
    • INTRODUÇÃO A avaliação escolar tem sido tema de diversas pesquisas nos últimos anos e opresente trabalho que trata da Viabilidade dos Instrumentos da Avaliação Escolar,objetiva contribuir para a construção de uma avaliação que vise o aprendizadosignificativo dos educandos e não seja apenas mais uma forma de punição destes, já quea avaliação tem sido utilizada de forma classificatória e punitiva. Justifica-se a escolhado tema por se verificar atitudes como a apontada pelo autor Celso Antunes (2004) quenos diz que o Estado está preocupado com os custos materiais de reprovações, criandoassim sistemas “automáticos” de aprovação, para minimizar e mascarar o sentido deavaliação verdadeira, daí a importância de se pensar e repensar as formas utilizadas nasavaliações escolares nos dias atuais, afinal o que se pretende ao avaliar nosso aluno?Medir a quantidade de conteúdo apreendido, ou se este conteúdo tem significância parao aluno? Propõem-se como objetivo geral do presente instrumento de pesquisa analisar aavaliação escolar e a viabilidade dos instrumentos usados por instituições e docentesatualmente, entendendo a necessidade de constante atualização do tema proposto, dentreos específicos estão: Identificar os Tipos de Avaliação, Identificar os Instrumentos deAvaliação, Verificar as orientações legais no que se refere às avaliações daaprendizagem escolar, para a realização da pesquisa proposta levantou-se algumashipóteses para o norteio da mesma: Quais as Formas de avaliação utilizadas atualmente?O que e como se tem avaliado? Para que se tem avaliado? A metodologia aplicada nesteinstrumento foi de pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo com aplicação dequestionário a educadores e educandos de escolas públicas do Distrito Federal. Esta pesquisa está dividido em três capítulos, o primeiro trata do Conceito dadoà Avaliação, um pouco de sua História e da Legislação acerca da Avaliação daAprendizagem, o segundo capítulo discorre a respeito das formas de Avaliação e de suaFundamentação Legal, no terceiro capítulo serão tratados dados de pesquisa qualitativae quantitativa realizada junto a educadores e educandos de escolas públicas do DistritoFederal. O referencial teórico deste baseou-se em autores como Jussara Hoffmann,
    • Cipriano Carlos Luckesi (2011), Maria Teresa Estebam (2003), Charles Hadji (2001),José Eustáquio Romão (1999) dentre outros que muito contribuíram para se chegar aosobjetivos.
    • CAPÍTULO I CONCEITO, HISTÓRIA E LEGISLAÇÃO ACERCA DA AVALIAÇÃO. O presente capítulo trata do histórico e alguns conceitos a respeito da avaliaçãoda aprendizagem, faz-se aqui uma abordagem panorâmica a este respeito, com opropósito de se refletir sobre o que foi teorizado até o presente momento sobreavaliação, vemos aqui os conceitos apresentados por Cipriano Carlos Luckesi, IlzaSant’Anna, entre outros que falaram a respeito da ideia que se tem do que é avaliação,não há um consenso geral, mas uma boa discussão a respeito do assunto, Maria LúciaArruda Aranha e José Eustáquio Romão nos ajudam com o processo histórico daeducação e da avaliação já que não temos como desmembrar uma da outra, osParâmetros Curriculares Nacionais – PCNs – e a Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional – LDBN – nos falam a respeito dos fundamentos legais para a realização daavaliação nos espaços escolares, a proposta deste capítulo é iniciar uma abordagem maisaprofundada nos capítulos seguintes do tema central deste trabalho A Viabilidade dosInstrumentos de Avaliação.1.1 Conceitos de Avaliação Existem tantas concepções de avaliação quanto teóricos, e todos os que sedispuseram a estudar/conceituar este assunto o fazem de forma diferente, e cada umtenta monopolizar a verdade, (ROMÃO, 1999). Muitos tem se preocupado em estudar eelaborar conceitos a respeito da avaliação, mas todos aqueles que o fazem, pensamserem os únicos a terem conceitos a respeito do que é, e de como se faz avaliação, masdeve-se buscar um consenso, pensando na realidade educacional atual, levando-se emconsideração que cada escola, cada sala de aula, cada aluno possui suas
    • particularidades, não se pode pensar que o que foi dito a respeito de avaliação antes poroutro está totalmente certo ou errado. Vejamos algumas definições acerca da avaliação, “Avaliação é o processo deatribuição de símbolos a fenômenos com o objetivo de caracterizar o valor dofenômeno, geralmente com referência a algum padrão de natureza social, cultural oucientífica.” (BRADFIELD & MOREDOCK, 1963, apud ROMÃO 1999 p. 56). Esta éuma postura classificatória da avaliação, tem-se ainda seguindo a mesma linha deraciocínio dos autores a definição enquadrada como tributária a qual está conceituadadentro da definição considerada “posição tradicional” esta fica clara nas palavras deHAYDT 1988 apud ROMÃO, 1999, p. 56 “Avaliar é julgar ou fazer a apreciação dealguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores (ou) interpretar dadosquantitativos e qualitativos para obter um parecer ou julgamento de valor, tendo porbase padrões ou critérios”. Para a autora Sandra Zákia Lian de Sousa deve existir uma preocupação em nãose deixar enquadrar nas mesmas concepções conservadoras dos autores citados, para elaa avaliação deve fazer parte do processo de ensino aprendizagem. O conceito de avaliação da aprendizagem que tradicionalmente tem como alvo o julgamento e a classificação do aluno necessita ser redirecionado, (...) desponta como finalidade principal da avaliação o fornecer sobre o processo pedagógico informações que permitam aos agentes escolares decidir sobre intervenções e redirecionamentos que se fizerem necessários em face do projeto educativo definido coletivamente e comprometido coma garantia da aprendizagem do aluno. (SOUSA, 1993, apud ROMÃO, 1999, p. 57) A autora Ilza M. de Sant’Anna está entre a avaliação diagnóstica e aclassificatória, pois ainda se preocupa com a validade e a eficiência da avaliação. A avaliação consistirá em estabelecer uma comparação do que foi avaliado com o que se pretende atingir. Estaremos avaliando quando estivermos examinando o que queremos, o que estamos construindo e o que conseguimos, analisando sua validade e eficiência (= máxima produção com um mínimo de esforço) (SANT’ANNA, 1995, Apud ROMÃO, 1999 p. 57). Para o professor Cipriano Carlos Luckesi, a avaliação é um juízo de qualidadesobre dados relevantes para uma tomada de decisão (LUCKESI, 1995, Apud ROMÃO1999, p. 57), o professor Luckesi tem dado contribuições inestimáveis para a educação
    • nacional, sobretudo nas questões ligadas a avaliação educacional, levando-nos a pensarna avaliação para qualidade, sobressaindo-se à avaliação para a classificação. Existem tantas outras definições para o tema Avaliação da AprendizagemEscolar, correndo o risco de ser reducionista nos atentaremos momentaneamente asapresentadas neste capítulo por serem suficientes para exemplificarem os objetivospropostos.1.2 Histórico da Avaliação É quase impossível definir a idade, o tempo da avaliação, talvez possamos dizerque ela sempre existiu, talvez não como a conheçamos ou definamos hoje, mas aetimologia da palavra avaliação vem do latim a + valere, que significa atribuir valor emérito ao objeto em estudo. Dentro desta definição avaliação é o ato de atribuir umjuízo de valor sobre, talvez por isso a avaliação tem sido pautada pela lógica de seatribuir valores, tão somente “medir” os conhecimentos adquiridos pelos alunos, “Aavaliação é o ponto de vista de apreciação do qual deriva o valor. Por isso, umaavaliação sempre supõe valores a partir dos quais se apreciam fenômenos. Isso significa,na verdade, uma escolha, e em toda escolha sempre há renúncia”. (PERUZZOLO, 2006apud KRAEMER 2005). Apenas no século XIX os historiadores começaram a se interessar por umahistória sistemática e exclusiva da educação, antes era apenas um “apêndice” da históriageral, (ARANHA 2006) daí a dificuldade em se definir a idade, o tempo da avaliação,ela se confunde com a história da educação no Brasil, iniciando-se com os jesuítas e oscarmelitas nos séculos XVI e XVII, que incluía a conversão religiosa dos índios, aeducação jesuítica estava centrada no nível secundário visava à formação humanística,privilegiando o estudo do latim, dos clássicos e da religião, não faziam parte docurrículo escolar as ciências físicas ou naturais, bem como a técnica ou as artes. Estaeducação interessava apenas a poucos elementos da classe dirigente e, ainda assim,como ornamento e erudição. Era literária, abstrata – além de dogmática –, afastada dos
    • interesses materiais, utilitários, e até estranha, por tentar trazer o espírito europeuurbano para um ambiente agreste e rural, pois o núcleos urbanos no século XVII aindaeram pobres e dependentes das atividades do campo, onde se concentrava a maior parteda população, “Por se tratar de uma sociedade agrária e escravista, não havia interessepela educação elementar, sendo assim havia um grande número de iletrados”.(ARANHA 2006), a educação não era a prioridade dos governantes. Com o passar do tempo à educação passou a atender um segmento novo dasociedade, a pequena burguesia urbana que aspirava à ascensão social, moldada peloensino jesuítico, manipulado pelos padres, em seu colégios e seminários, segundo osprincípios da famosa ordenação escolar, e distribuída para as funções eclesiásticas, amagistratura e as letras. A educação passa a ser privilégio de poucos, pois se tornouforma de ascensão social, nesta época não havia universidade no Brasil, o Colégio daBahia não teve seu pedido de equiparação à universidade de Évora (Portugal) deferido,então aqueles que queriam seguir carreiras liberais seguiam para a Universidade deCoimbra, que também era confiada aos jesuítas, e ali estudavam ciências teológicas oujurídicas, já os que preferiam a medicina seguiam para Montpellier, na França, “Nestecontexto, inicialmente, a educação não era prioridade para o governo e estava limitada edestinada a um pequeno grupo de pessoas que pertenciam à classe dominante”. (PERIC,2008 p. 21). Luckesi (1994) Apud PERIC, (2008 p. 22), afirma que, no Brasil, desde aColônia até os dias de hoje a escola sempre foi privilégio das classes dominantes, pode-se perceber que quem tinha acesso a educação eram as novas gerações dos proprietáriosde terra e comerciantes a burguesia emergente da época. A exclusão instaurada na escola tem origens neste contexto histórico da escolabrasileira, Romanelli Apud PERIC, (2008, p. 20), relata que durante um bom tempo aeducação esteve mantida sobre um tripé: latifúndio, monocultura e escravidão, o queperdurou até o século XIX. Durante o século XIX uma parcela da burguesia aspiravauma posição social, e como estavam desprovidos de terra procuravam na educação ummeio de ascensão, tinham uma relação de dependência com a classe dominante. Oensino que se oferecia às classes dominantes era o mesmo que essa classe menosprivilegiada procurava, com o tempo, os letrados passaram a ocupar cargos importantesna política. Já no início do século XX, a escola atendia à classe média, e à população
    • urbana. Porém, como a grande maioria da população era de zona rural, permanecia forada escola, com o novo modelo agrário desenvolvimentista, a população passou a exigirescolarização, mas o modelo oferecido e que até hoje perdura é o da escola para aselites. Para Luckesi (1994) apud PERIC, (2008, p. 22), o modelo de avaliação, praticadoe suas concepções estavam arraigados ao tradicionalismo, e a prática escolar só seenvolvia com a aprovação e reprovação gerando assim a exclusão dos alunos. De acordo com Borba & Ferri (1997) apud KRAEMER (2005), as duasprimeiras décadas do século XX, foram marcadas pelo desenvolvimento de testespadronizados para medir as habilidades e aptidões dos alunos e influenciados,principalmente nos Estados Unidos, pelos estudos de Robert Thondike apudKRAEMER (2005) nessa época, as pesquisas avaliativas voltavam-se particularmentepara a mensuração de mudanças do comportamento humano, Caro apud KRAEMER(2005) aponta várias destas pesquisas realizadas nos anos 20 para medir efeitos deprogramas de diversas áreas sobre o comportamento das pessoas, eram realizadosexperimentos relativos à produtividade e à moral dos operários, à eficácia de programasde saúde pública, à influência de programas experimentais universitários sobre apersonalidade e atitudes dos alunos, etc. A avaliação da aprendizagem tem seus princípios e características no campo daPsicologia, sendo que as duas primeiras décadas do século XX foram marcadas pelodesenvolvimento de testes padronizados para medir as habilidades e aptidões dosalunos. A avaliação é uma operação descritiva e informativa nos meios que emprega,formativa na intenção que lhe preside e independente face à classificação, de âmbitomais vasto e conteúdo mais rico, a avaliação constitui uma operação indispensável emqualquer sistema escolar. A autora Clarilza Prado de Sousa professora titular da Pontifícia UniversidadeCatólica de São Paulo e pesquisadora da Fundação Cudos Chagas, relata que até adécada de 70, quando começou a trabalhar com a avaliação, as concepções presentes emtoda a área educacional tinham como suporte um paradigma positivista e eramfortemente orientadas pela produção de avaliadores norte-americanos. Avaliar consistia em comparar os resultados dos alunos com aqueles propostos em determinado plano. Para realizar uma boa avaliação, era preciso
    • definir, em primeiro lugar, os objetivos em termos comportamentais e determinar, além disso, em que situação seria possível observa-los. Só poderia ser avaliado o que fosse observável, ou através de provas ou por meio de algum outro tipo de instrumento de medida. (SOUZA, 1998 sd. sp.). Na década de 30 começa-se a ressaltar a importância da avaliação dodesempenho escolar no Brasil, principalmente por Isaias Alves, quando este defendia ostestes pedagógicos, argumentava que estas avaliações eram mais adequadas queavaliações subjetivas (SOUZA, 1998), nota-se que a avaliação praticada estavapreocupada em mensurar a quantidade de conteúdos adquiridos pelos educandos, poucopreocupava-se com o significado que estes tinham para a vida dos educandos.1.3 Fundamentação Legal A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB informa em seu texto noArt. 24 inciso V que a verificação do rendimento escolar deverá observar critérios deavaliação “contínua e cumulativa com prevalência dos aspectos qualitativos sobre osquantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”(BRASIL, 1996). A referida lei informa ainda que há possibilidade de aceleração paraaqueles alunos que após verificação de aprendizagem possuírem condições de assimseguirem para séries acima do nível em que se encontram, possibilidade deaproveitamento de estudos concluídos, as escolas são obrigadas a possibilitar arecuperação dos alunos preferencialmente paralelos ao período letivo. Os Parâmetros Curriculares Nacionais no volume de introdução, é claro emrelação a sua concepção de avaliação: “A concepção de avaliação dos ParâmetrosCurriculares Nacionais vai além da visão tradicional, que focaliza o controle externo doaluno mediante notas ou conceitos, para ser compreendida como parte integrante eintrínseca ao processo educacional.” (BRASIL, 1997), ou seja, esta concepção visa odesenvolvimento integral do aluno, a avaliação de todo o processo e não apenas doconteúdo apreendido em determinado período, “A avaliação investigativa inicialinstrumentalizará o professor para que possa pôr em prática seu planejamento de forma
    • adequada às características de seus alunos.” (BRASIL, 1997), o professor deverádiagnosticar, investigar o que seu aluno sabe e partir para o processo de ensinoaprendizagem, não ignorando aquilo que o aluno sabe, conhece, traz de conhecimentoprévio. A avaliação é parte de um processo e possui critérios os quais não podem serabandonados os PCNs alertam que: Os critérios de avaliação têm um papel importante, pois explicitam as expectativas de aprendizagem, considerando objetivos e conteúdos propostos para a área e para o ciclo, a organização lógica e interna dos conteúdos, as particularidades de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social em uma determinada situação, [...] Os critérios de avaliação apontam as experiências educativas a que os alunos devem ter acesso e são consideradas essenciais para o seu desenvolvimento e socialização. (BRASIL, 1997). A avaliação da aprendizagem não deve ser banalizada pelo professor, pois este éum critério valioso no processo ensino aprendizagem, o educador deve ter em menteestas orientações e buscar segui-las.
    • CAPÍTULO IIFORMAS DE AVALIAÇÃO E SUA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL O presente capítulo trata das formas de avaliação mais comuns ou maisutilizadas atualmente, é feita uma reflexão baseada em autores como Cipriano CarlosLuckesi (2011), Charles Hadiji (2001), Jussara Hoffmann (2003) dentre outros quecontribuem para o entendimento destas, é exposto aqui os instrumento avaliativosutilizados por instituições e educadores atualmente, sendo abordado as opiniões doscitados autores acerca do tema proposto, buscando um entendimento da Avaliação daAprendizagem e a Viabilidade de seus Instrumentos, assim como no capítulo anterior éusado como forma de embasamento legal a Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais.2.1 Tipos de Avaliação A avaliação é algo difícil de classificar, pois cada autor que considera estudar oassunto vai classificá-la de forma diferente, vai dar a sua concepção, como vimos nocapítulo anterior, cada autor julga ser “dono” da verdade, o que nos propomos aqui éapresentar as nomenclaturas mais usadas e tentar apresentar pressupostos parafundamentar estas classificações: A avaliação atravessa o ato de planejar e de executar; por isso, contribui em todo o percurso da ação planificada. A avaliação se faz presente não só na identificação da perspectiva político social, como também na seleção de meios alternativos e na execução do projeto, tendo em vista a sua construção. (...) A avaliação é uma ferramenta da qual o ser humano não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível (LUCKESI, 2002, p.118 apud BACKES).
    • Há autores como Luckesi (2004) que nos fala a respeito de diagnóstico noprocesso de avaliação; “Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vistareorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatórianem seletiva, o contrário, é diagnóstica e inclusiva”. Para Hadiji (2001) a Avaliaçãoprecede a ação da formação, pois toda avaliação pode ser diagnóstica, na medida emque identifica certas características do aprendiz e faz um balanço, certamente maisaprofundado, de seus pontos fortes e fracos, seguindo ainda o pensamento de Hadiji(2001, p.19) “A Avaliação Diagnóstica tem a função de permitir um ajuste recíprocoaprendiz/programa de estudos seja pela modificação do programa, que será adaptadoaos aprendizes, seja pela orientação dos aprendizes para subsistemas de formação maisadaptados a seus conhecimentos e competências atuais”. Avaliação Diagnóstica é usadano princípio do trabalho, como módulo de ensino, semestre, ano letivo etc. paraAusubel, Novak e Hanesian Apud Souza (2000, p. 40) avaliar diagnosticamente é“Verificar o que o aprendiz já conhece, antes de tentar ensinar-lhe algo mais”, mas nãoapenas no início e sim durante todo o processo de ensino-aprendizagem, deve serutilizada para diagnosticar as dificuldades dos alunos em relação ao conteúdo que seráapresentado, conhecimentos prévios para realizar a aprendizagem de forma continuada,rever conceitos e objetivos, Bloom, Hastings e Madaus Apud Souza (2000, p.30), nosesclarecem um pouco mais a respeito desta forma de avaliação: Avaliação é a coleta de evidências por meio das quais determinam-se mudanças que ocorrem nos alunos e como elas ocorreram. Inclui uma grande variedade de evidências que vão além do tradicional exame final de lápis e papel. É um sistema de controle de qualidade pelo qual pode ser determinada, em cada etapa do processo ensino-aprendizagem, a efetividade ou não do processo e, em caso negativo, que mudanças precisam ser feitas para assegurar sua efetividade antes que seja tarde. Vemos que é um processo contínuo, W. Ragan apud Souza (2000, p. 38) nos dizque a avaliação tem em seus objetivos “Revelar o que está acontecendo a cada aluno,permitir ao professor que proporcione experiências educativas para as quais o alunoesteja pronto e que atendam às suas necessidades de desenvolvimento”, sempre emcontinuidade, para Depresbiteris (2000) as formas de avaliação devem ser utilizadascom vistas a localizar as dificuldades do aluno e ajudá-lo a descobrir os processos quelhe permitam progredir em suas aprendizagens.
    • A Avaliação Formativa é realizada com o propósito de informar ao professor eao aluno sobre o resultado da aprendizagem durante o desenvolvimento das atividadesescolares, a avaliação formativa é entendida como um modelo que indica para oprofessor como está se desenvolvendo o processo ensino-aprendizagem, ajusta-setambém a uma investigação que, consequentemente, permite modificações pertinentes eajustáveis dos alunos: Em relação à aprendizagem, uma avaliação a serviço da ação não tem por objetivo a verificação e os registros de dados de desempenho escolar, mas a observação permanente das manifestações de aprendizagem para proceder a uma ação educativa que otimize os percursos individuais (HOFFMAMN, 2001 Apud PERIC 2008, p. 43). Essa perspectiva de avaliação fundamenta-se em várias teorias que postulam ocaráter diferenciado e singular dos processos de formação humana, que é constituída pordimensões de natureza diversa - afetiva, emocional, cultural, social, simbólica,cognitiva, ética, estética, entre outras. “A aprendizagem é uma atividade que se insereno processo global de formação humana, envolvendo o desenvolvimento, asocialização, a construção da identidade e da subjetividade” (Biblioteca Virtual-Dicionário da Educação), é um meio de fornecer e construir conhecimentos sobre oprocesso, tanto para que o professor conheça os resultados de sua ação pedagógicacomo para o aluno verificar o seu desempenho, Peric (2008) nos diz que através deavaliações coerentes os alunos analisam os resultados, reveem os seus erros, esclarecemsuas dúvidas, assim a avaliação formativa torna-se mais um momento de aprendizagem.Segundo Depresbiteris (2000) a função da avaliação formativa numa perspectiva maisrestrita seria (1) recolher informações nos objetivos, utilizando instrumentos válidos eprecisos; (2) interpretar as informações recolhidas com base em critériospreestabelecidos, identificando objetivos alcançados e não alcançados; (3) planejaratividades de recuperação para os alunos que não atingiram os critérios estabelecidos. Jánuma perspectiva mais ampla, a avaliação formativa buscaria, além destes pontosapresentados, compreender o funcionamento cognitivo do aluno em face da tarefaproposta: Os dados de interesse prioritário são os que dizem respeito às representações da tarefa explicitadas pelo aluno e ás estratégias ou processos que ele utiliza para chegar a certos resultados. Os “erros” do aluno constituem objeto de estudo particular visto que são reveladores da natureza das representações ou das estratégias elaboradas por ele. A finalidade da recuperação pedagógica
    • será ajudar o aluno a descobrir aspectos pertinentes da tarefa de comprometer-se na construção de estratégia mais adequada. (DEPRESBITERIS 2000, p. 67). As realizações do aluno, “erros” e “acertos” são utilizados não parapunir/classificar, mas para aprimorar e alcançar os objetivos propostos, a avaliação deveser contínua visando uma regulação interativa, ou seja, todas as relações professor-alunoserão avaliações que permitam adaptações do ensino e da aprendizagem. A avaliaçãoformativa é um instrumento fundamental e significativo para os profissionais daeducação, pois ela converte-se em elementos pertinentes sobre a adequação dosprocessos de ensino-aprendizagem. Segundo Scriven (Apud Depresbiteris 2000) a avaliação pode ser classificadaainda como Somativa a qual implica fornecimento de informações a respeito do valorfinal do desempenho do educando, tendo em vista a decisão de aprová-lo ou não, sendoque esta acontece no final do processo, de um semestre, ano letivo ou módulo de ensino,sendo esta diferente da Avaliação Diagnóstica e da Formativa que possibilitam amelhoria do currículo ou do sistema educacional durante o processo, ela não dá estapossibilidade de voltas imediatas no processo, já que é realizada somente no final. Estaforma de avaliar está diretamente ligada à provas e exames, os quais tem por objetivoclassificar, promover ou reter o educando, O sistema de ensino está interessado nos percentuais de aprovação/reprovação do total dos educandos; os pais estão desejosos de que seus filhos avancem nas séries de escolaridade; os professores se utilizam permanentemente dos procedimentos de avaliação como elementos motivadores dos estudantes, meio da ameaça; os estudantes estão sempre na expectativa de virem a ser aprovados ou reprovados e, para isso, servem-se dos mais variados expedientes. O nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino/aprendizagem. (LUCKESI, 2008, p. 18). Nas palavras do professor Luckesi vemos que aprovar, classificar e promover é aprioridade da Avaliação Somativa, trilhando este mesmo pensamento a pedagogaDorimar Dal Bosco Backes fala a respeito da forma de uso desta forma de avaliação, A avaliação, nesta concepção, tem a função de exame, pois valoriza os aspectos cognitivos com ênfase na memorização; a verificação dos resultados se dá através de provas orais ou escritas nas quais o aluno deve reproduzir exatamente aquilo que lhe foi ensinado. (BACKES, sd. sp.)
    • Vemos que esta concepção baseia-se na medida do desempenho dos educandoscom intenção a classifica-los e quantificar o aprendizado dos mesmos.2.2 Instrumentos de Avaliação da aprendizagem escolar Segundo o Dicionário Eletrônico Aurélio 7ª Edição de 2004, Instrumento emuma de suas definições está relacionado aos Recursos empregados para alcançar umobjetivo; meio; como o objetivo deste trabalho é definir a Avaliação da AprendizagemEscolar e a Viabilidade de seus Instrumentos a definição apresentada será utilizadacomo princípio para esta definição. Assim como definições de avaliação existe umagama de instrumentos avaliativos, cada concepção possui o seu instrumento particular,ou pelo menos prioritário de avaliar, provas e exames, observação, registros e fichas,debate, auto-avaliação, trabalhos em grupo, participação em sala de aula, seminário, etc: Os dados necessitam ser coletados em conformidade as exigências do objeto de estudo, ou seja, com o que estamos investigando e com a forma pela qual abordamos nosso objeto de pesquisa, o que implica, no caso do ensino- aprendizagem, ter presentes as configurações do projeto da escola, como também dos planos de ensino, assim como das aulas. O que importa avaliar é o resultado da ação, esta deve ser definida nessas instâncias. Neste contexto, os instrumentos necessitam ser elaborados, aplicados e corrigidos segundo especificações decorrentes dessas decisões prévias à ação. Elas definem os resultados almejados, e, então, a avaliação existe para informar se eles foram atingidos ou não e, com que qualidade. (LUCKESI, 2011, p. 295). Sendo assim, de acordo com a necessidade avaliativa será utilizado uminstrumento específico para se alcançar os objetivos ali propostos, para Luckesi (2011),os instrumentos poderão variar de uma simples observação sistemática com indicadoresintencionalmente selecionados, a testes escritos, redações etc. importando que todossejam adequados às finalidades para as quais são utilizados, sendo assim podemosconsiderar que os instrumentos podem ser designados como recursos metodológicos daavaliação e serão utilizados para: 1 – Coleta de dados relevantes sobre a realidade do objeto da avaliação mediante algum meio consistente de observação; 2 – Qualificação do objeto de avaliação por meio da comparação de sua descrição com um critério; 3 – E
    • no caso da avaliação de acompanhamento, intervenção, se necessária. (LUCKESI, 2011, p. 300). Como cada tipo de avaliação possui um tipo específico de instrumento éimportante que este instrumento colete exatamente aquilo a que se destina, descrevendoo desempenho do educando que precisa, somente o necessário, vejamos então asdefinições de alguns destes instrumentos: O processo de avaliação assume várias formas, umas mais sistemáticas, outras menos, umas mais formais, outras mais informais [...], a partir dessas considerações, descreveremos os instrumentos mais comuns de verificação do rendimento escolar. As verificações por meio de provas escritas dissertativas, de questões objetivas ou práticas são de caráter mais formal. Os procedimentos que visam o acompanhamento dos alunos nas várias situações diárias, como observação e a entrevista, são de caráter menos formal, embora de grande valor na compreensão e apreensão da real aprendizagem do aluno. (LIBÂNEO, 2008, p. 205). Prova Dissertativa, este instrumento é composto de um conjunto de questões outemas que devem ser respondidos pelos alunos com suas próprias palavras. ParaLibâneo (2008) cada questão deve ser formulada com clareza, onde será mencionadouma habilidade mental desejável no aluno, como comparar, relacionar, sintetizar,descrever, resolver, apresentar argumentos contra ou a favor etc. este instrumento nãopode restringir-se a pedir que repitam somente o que foi ensinado ou o que está no livrodidático, sendo que as questões devem estar relacionadas ao conteúdo apresentado. Asdissertações servem não apenas para verificar conhecimentos e habilidades, mastambém para avaliar atitudes dos educandos, nelas o professor encontra a possibilidadede detectar o que os alunos valorizam no seu cotidiano, seus interesses imediatos efuturos. Prova Escrita de questões objetivas, os objetivos deste tipo de prova não sãomuito diferentes da anterior, na elaboração ao invés de questões abertas, pede-se aoseducandos que escolham uma resposta dentre alternativas apresentadas, esteinstrumento avalia a extensão de conhecimentos e habilidades, possibilitando aelaboração de um maior número de questões, abrangendo um campo maior da matériadada, “Por requererem respostas mais precisas, é possível controlar mais a interferênciade fatores subjetivos, tanto do aluno quanto do professor. Possibilitam uma correçãomais rápida, pois cada item, geralmente, apresenta apenas uma resposta correta”,(LIBÂNEO, 2008 p. 207), este tipo de prova possui algumas desvantagens como uma
    • técnica apropriada de elaboração, recursos materiais da escola, favorece a improvisação,oferece ao aluno a possibilidade de palpite (“chute”). As questões deste instrumentodevem ser criteriosamente escolhidas, pois devem fazer parte do conteúdo apresentado enão podem ser aleatórias, para Luckesi (2011) “Perguntas aleatórias não diagnosticamtodas as aprendizagens essenciais efetivamente realizadas, porém servem para fazer umjuízo superficial a respeito do desempenho dos estudantes, reprovando-os em muitoscasos”, sendo assim a busca por questões para este instrumento deve estar ligadointrinsecamente aos objetivos e não podendo ser aleatória a sua busca. Questões de Certo e Errado, o aluno deve escolher uma resposta dentre duas oumais alternativas, cada item deve ser uma afirmação que pode estar certa ou não, nestecaso as alternativas devem conter apenas uma afirmação, deve conter uma ideia clara,sendo que, mesmo a afirmação errada deve ser elaborada de forma afirmativa, devemser evitadas expressões como geralmente, algumas vezes, porque frequentemente essasafirmações são corretas Libâneo (2008). Questões de Lacunas, este instrumento é composto por frases incompletas,deixando um espaço e branco (lacuna) para ser preenchido com uma resposta certa,podem apresentar mais de um espaço, no meio ou no final da afirmação, esta lacuna nãodeve aparecer no início da frase, não devem ser preenchidos por adjetivos, preposições,conjunções (exceto em provas de gramática). Questões de Correspondência, elabora-se duas listas de termos ou frases, emuma são dispostos conceitos, nomes próprios ou frases, todos em sequência numeral, oualfabética, na outra dispõem-se as respostas aleatoriamente, mas todas relacionadas coma primeira, de acordo com Libâneo (2008) o número de itens a numerar deve sersuperior aos itens numerados, caso a coluna com conceitos tenha 5 itens a coluna derespostas deve ter entre 7 e 8 itens, os itens da coluna conceitual deve ser respostapossível para qualquer dos itens da outra coluna, a lista de respostas não deve conterrespostas com palavras no singular e plural ao mesmo tempo, substantivo e adjetivo: Um instrumento que apresenta a característica de sistematicidade é elaborado em compatibilidade com o currículo e com o plano de ensino adotado, ou seja, com o que foi efetivamente ensinado – no verdadeiro sentido de ensinar, em que ao ensino corresponde efetiva aprendizagem. Os conteúdos e as perguntas de um instrumento com essa prioridade são conscientemente
    • assumidos e fazem uma cobertura completa de todas as informações, habilidades e condutas definidas para serem ensinadas e aprendidas, pois o que de fato interessa ao educador, que avalia a aprendizagem é saber se o educando aprendeu o que foi ensinado e se já pode usar esse conhecimento de forma correta e criativa (LUCKESI 2011, p. 315) . Os instrumentos de avaliação devem estar ligados aos objetivos educacionais,sejam eles objetivos ou dissertativos, de referência ou correspondência, quaisquer quesejam devem ser sistemático, seguir para o alcance de uma aprendizagem significativa. Observação, este método de avaliação é praticado diretamente pelo educador jáque este está constantemente observando seus alunos: A observação pelo professor é a técnica mais comum na escola, sendo usada desde longa data [...] a observação é uma das técnicas de que o professor dispõe para melhor conhecer seus alunos. Identificando suas dificuldades e avaliando seu avanço nas várias atividades realizadas e seu progresso na aprendizagem. (HAYDT, 2003, p. 297). O contato diário do professor com os alunos favorece a utilização desteinstrumento, o qual poderá ser utilizado a qualquer tempo do processo ensino-aprendizagem, pois no ambiente cotidiano de sala de aula os educandos agemespontaneamente, sem pressão externa que altere sua conduta. Análise da produção, este instrumento é também utilizado para conhecer oeducando, através das produções por ele realizadas, como exercícios, pesquisas,relatórios, trabalhos: Quando o professor encara o aluno como ser integral, sua avaliação não incide apenas sobre facetas isoladas do comportamento. Não avalia somente a aquisição de conhecimentos, limitando-se a avaliar o aspecto cognitivo, mas também verifica hábitos e habilidades de convívio social. (HAYDT, 2003, p. 297). Observando toda a produção do educando o professor pode ter uma visão ampladas necessidades educacionais do mesmo, podendo assim intervir durante o processo,qualificando a aprendizagem, podendo replanejar o seu trabalho didático e aperfeiçoarsua ação educativa, já que esta observação indica caminhos e intervenções necessárias. Auto-avaliação, é praticado pelo próprio alunado, para HAYDT (2003), “Esta éuma forma de apreciação normalmente usada quando nos dedicamos a atividadesignificativas, decorrentes de um comportamento intencional”. Quando bem orientado,
    • o aluno é capaz de dizer quais são seus pontos fortes, quais as suas dificuldades, o queaprendeu e em que aspectos precisa melhorar.2.3 Avaliação perante a Legislação A Carta Magna brasileira em seu Art. 205 nos informa que a educação é direitode todos e dever do estado e da família, já o Art. 206 se baseia nos princípios deigualdade de condições para o aceso e permanência na escola, liberdade de aprender,ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, no inciso VII do mesmoartigo a lei diz que o ensino deverá ter Garantia de padrão de qualidade, (BRASIL,1988), sendo assim a educação não se baseia na quantidade de conteúdos ouclassificação dos educandos, mas na qualidade e igualdade de educação: Ao avaliar o que o aluno conseguiu aprender, o professor está avaliando o que ele próprio conseguiu ensinar. Assim, a avaliação dos avanços e dificuldades dos alunos na aprendizagem fornece ao professor indicações de como deve encaminhar e reorientar a sua prática pedagógica, visando aperfeiçoá-la. É por isso que se diz que a avaliação contribui para a melhoria da qualidade da aprendizagem e do ensino. (HAIDT, 2003, p. 288). A legislação vigente que rege a educação nacional são essencialmente a Lei Nº9.394 de 20 de Dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, osParâmetros Curriculares Nacionais e as Diretrizes Curriculares Nacionais, o ConselhoNacional de Educação e a Câmara de Educação Básica – CEB – órgãosregulamentadores da educação básica redigiram a Resolução Nº 04/2010 a qual defineDiretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica e a resolução Nº07/2010 a qual fixa Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 (nove)anos. A resolução nº 04/2010 em seu Art. 46º diz que: A avaliação no ambiente educacional compreende 3 (três) dimensões básicas: I - avaliação da aprendizagem; II - avaliação institucional interna e externa;
    • III - avaliação de redes de Educação Básica. O Art. 47º relata que: A avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção deeducação que norteia a relação professor-estudante-conhecimento-vida em movimento,devendo ser um ato reflexo de reconstrução da prática pedagógica avaliativa, premissabásica e fundamental para se questionar o educar, transformando a mudança em ato,acima de tudo, político. § 1º A validade da avaliação, na sua função diagnóstica, liga-seà aprendizagem, possibilitando o aprendiz a recriar, refazer o que aprendeu, criar,propor e, nesse contexto, aponta para uma avaliação global, que vai além do aspectoquantitativo, porque identifica o desenvolvimento da autonomia do estudante, que éindissociavelmente ético, social, intelectual. § 2º Em nível operacional, a avaliação daaprendizagem tem, como referência, o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes,valores e emoções que os sujeitos do processo educativo projetam para si de modointegrado e articulado com aqueles princípios definidos para a Educação Básica,redimensionados para cada uma de suas etapas, bem assim no projeto político-pedagógico da escola. § 3º A avaliação na Educação Infantil é realizada medianteacompanhamento e registro do desenvolvimento da criança, sem o objetivo depromoção, mesmo em se tratando de acesso ao Ensino Fundamental. § 4º A avaliaçãoda aprendizagem no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, de caráter formativopredominando sobre o quantitativo e classificatório, adota uma estratégia de progressoindividual e contínuo que favorece o crescimento do educando, preservando a qualidadenecessária para a sua formação escolar, sendo organizada de acordo com regras comunsa essas duas etapas. (BRASIL, 2010), a avaliação é assim pensada para odesenvolvimento integral do educando, pensando em todos os processos educacionais enão na promoção e classificação a autora Jussara Hoffmann relata que: A avaliação educacional, ao lidar com a complexidade do ser humano, deve orientar-se, portanto, por valores morais e paradigmas científicos. Os processos avaliativos não podem estar fundamentados, apenas, em princípios, critérios e regras da investigação científica e considerações metodológicas. Torna-se necessário, essencialmente, recorrer a princípios de interação e relação social, numa análise ético-política das práticas e metodologias da avaliação. (HOFFMANN, 2003. p. 29). Em seu texto a resolução nº 07/2010 relata nos artigos de nº 32 a 34 à respeito daavaliação que deve ser contemplada nas escolas, o Art. 32 relata que “A avaliação dosalunos, a ser realizada pelos professores e pela escola como parte integrante da proposta
    • curricular e da implementação do currículo, é redimensionadora da ação pedagógica”(BRASIL, 2010), ou seja, esta avaliação é um item da ação pedagógica e deve assumirum caráter processual, formativo e participativo, sendo contínua, cumulativa ediagnóstica, CEB 2010, o Art. 33 da mesma resolução diz em seu texto que: Os procedimentos de avaliação adotados pelos professores e pela escola serão articulados às avaliações realizadas em nível nacional e às congêneres nos diferentes Estados e Municípios, criadas com o objetivo de subsidiar os sistemas de ensino e as escolas nos esforços de melhoria da qualidade da educação e da aprendizagem dos alunos. § 1° A análise do rendimento dos alunos com base nos indicadores produzidos por essas avaliações deve auxiliar os sistemas de ensino e a comunidade escolar a redimensionarem as práticas educativas com vistas ao alcance de melhores resultados. § 2° A avaliação externa do rendimento dos alunos refere-se apenas a uma parcela restrita do que é trabalhado nas escolas, de sorte que as referências para o currículo devem continuar sendo as contidas nas propostas político- pedagógicas das escolas, articuladas às orientações e propostas curriculares dos sistemas, sem reduzir os seus propósitos ao que é avaliado pelos testes de larga escala. (BRASIL, CNE/CEB, 2010). A avaliação de acordo com este documento é realizada a fim de melhorar aeducação básica nacional, não tendo caráter meramente classificatório ou punitivo, aavaliação como relata Luckesi só tem sentido se estiver servindo a uma ação emexecução, ou seja, não é um fim em si mesmo, mas parte de um processo que deveviabilizar o aprendizado significativo do alunado: O educador, por meio do seu exercício profissional, compromete-se com todas essas instâncias a investir na produção dos resultados estabelecidos e desejados. E a avaliação da aprendizagem, na ótica operacional, só faz sentido se houver ação planejada e efetivamente executada com o objetivo de produzir os resultados estabelecidos. Sem isso, a avaliação não faz sentido, nem mesmo pode existir como prática, uma vez que, subsidiando a busca de resultados, sua existência depende de estar servindo a uma ação em execução. (LUCKESI, 2011, p. 391). As diretrizes para a educação infantil relata que a educação infantil deve criarprocedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação dodesenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação,seguindo este pensamento à autora Jussara Hoffmann, nos diz que “Uma avaliação aserviço da ação não tem por objetivo a verificação e o registro de dados do desempenhoescolar, mas a observação permanente das manifestações de aprendizagens paraproceder a uma ação educativa que otimize os percursos individuais” (HOFFMANN,2003 p. 17).
    • A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional informa em seu Art. 24ºinciso V que a verificação do rendimento escolar deverá observar critérios de avaliação“contínua e cumulativa com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativose dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais” (BRASIL,1996). A referida lei informa ainda que há possibilidade de aceleração para aquelesalunos que após verificação de aprendizagem possuírem condições de assim seguirempara séries acima do nível em que se encontram, possibilidade de aproveitamento deestudos concluídos, as escolas são obrigadas a possibilitar a recuperação dos alunospreferencialmente paralelos ao período letivo. A concepção de avaliação dos Parâmetros Curriculares Nacionais vai além davisão tradicional, que focaliza o controle externo do aluno mediante notas ou conceitos,para ser compreendida como parte integrante e intrínseca ao processo educacional,(BRASIL, 1997) ou seja, esta concepção visa o desenvolvimento integral do aluno, aavaliação de todo o processo e não apenas do conteúdo apreendido em determinadoperíodo o que de acordo com Luckesi: Para trabalhar com avaliação na prática pedagógica escolar (assim como em outras), necessitamos de uma pedagogia cujo fundamento seja a compreensão de que o ser humano é um ser em processo de formação, em movimento, sempre com a possibilidade de atingir um resultado mais satisfatório no caminho da vida. Isso quer dizer que, se ele aprende, consequentemente se desenvolve; se não aprendeu ainda, pode aprender, se houver investimento para que aprenda. (LUCKESI, 2011, p. 61). A avaliação pensada nestes termos nos remete a Avaliação Diagnóstica a qualtem por princípio diagnosticar no princípio do trabalho aquilo que o educando já tempor conhecimento prévio, “A avaliação investigativa inicial instrumentalizará oprofessor para que possa pôr em prática seu planejamento de forma adequada àscaracterísticas de seus alunos.” (BRASIL, 1997), o professor deverá diagnosticar,investigar o que seu aluno sabe e partir para o processo de ensino aprendizagem, nãoignorando aquilo que o aluno sabe, conhece, traz de conhecimento prévio. A avaliação é parte de um processo e possui critérios os quais não podem serabandonados os PCNs alertam que: Os critérios de avaliação têm um papel importante, pois explicitam as expectativas de aprendizagem, considerando objetivos e conteúdos propostos
    • para a área e para o ciclo, a organização lógica e interna dos conteúdos, as particularidades de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social em uma determinada situação, [...] Os critérios de avaliação apontam as experiências educativas a que os alunos devem ter acesso e são consideradas essenciais para o seu desenvolvimento e socialização. (BRASIL, 1997, p.59). A avaliação da aprendizagem é um critério valioso no processo ensinoaprendizagem, e não apenas uma forma de mensuração ou classificação, existem formasdiversas de se verificar a aprendizagem sem impor um número ao educando, umaposição ou uma classificação, sem por ou deixar de fora do “pódio” da aprendizagem,aqueles a quem se julga saber mais ou menos, a educação moderna não possui espaçopara tais colocações, a legislação nacional segue parâmetros modernos para nortear averificação de uma aprendizagem significativa, basta aos educadores comprometerem-se em assim proceder e a mesma atingirá os índices considerados aceitáveis para umaeducação significativa.
    • CAPÍTULO IIIANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS ATRAVÉS DE PESQUISA DE CAMPO O presente capítulo trata da análise de dados obtidos através dos instrumentos depesquisa de caráter quantitativo/qualitativo os quais são a observação e questionáriosaplicados a professores e alunos de escolas públicas do DF, o que segundo as autorasMarconi e Lakatos (2008 p. 203), “A observação direta extensiva realiza-se através doquestionário, do formulário, de medidas de opinião e de técnicas mercadológicas” e oquestionário é “Um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenadade perguntas, que devem ser respondidos por escrito e sem a presença do entrevistador”.O questionário destinado aos professores contemplou 09 questões fechadas e 01 questãoaberta, esta destinava-se a reflexão a respeito da auto avaliação, para os alunos foramelaboradas 08 questões, onde em 03 delas havia espaço para justificativa à sua resposta,o total de entrevistados foi de 20 alunos dos Ensinos Fundamental I e II contemplandodesde o 4º ao 9º ano e 10 professores também dos Ensinos Fundamental I e II.3.0 Metodologia da Pesquisa Para realização deste trabalho foram utilizados instrumentos de pesquisa que sebasearam em amostras, que buscaram testificar aquilo a que se propõem os objetivos.Estas amostras foram recolhidas em instituição de ensino público do Distrito Federal,juntamente aos docentes e discentes desta instituição. Os instrumentos de que se valeram este trabalho foram à observação e osquestionários aplicados aos docentes e discentes sendo que a observação é uma técnicade coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção dedeterminados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas tambémem examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar. Dentre os procedimentos está
    • a pesquisa bibliográfica, a qual foi feita entre os autores Cipriano Carlos Luckesi(2011), Jussara Hoffmann (2003), Claudino Piletti (2006), Maria Teresa Esteban (2003)e outros. Esta pesquisa se baseou na busca por informações que pudessem esclarecer asconcepções de avaliação existentes, para uma tentativa de se elaborar procedimentos,métodos de avaliação válidos para a realidade existente hoje nas escolas, busca-sevalidar os mesmos, para que a avaliação seja contínua e incessante, buscando odesenvolvimento integral dos educandos.3.1 Tabelas e Gráficos do Questionário aplicado aos Professores3.2 Tabela 1: Qual importância tem a avaliação da aprendizagem para os professores Diagnóstico Quantidade Percentual Muito Importante 7 70% Importante 3 30% Pouco Importante 0 0% Irrelevante 0 0%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 1 Em sua opinião a avaliação da aprendizagem é: Muito Importante Importante Pouco Importante Irrelevante 0% 0% 30% 70%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. A avaliação assume nos dias atuais um sentido orientador e cooperativo e nãomeramente punitivo, o educador contemporâneo deve estar ciente da importância que aavaliação tem para o processo ensino/aprendizagem: A educação renovada não mudou apenas os métodos de ensino, que se tornaram ativos, mas influiu também sobre a concepção de avaliação. Antes ela tinha um caráter seletivo, uma vez que era vista apenas como uma forma de classificar e promover o aluno de uma série para outra ou de um grau para outro. Atualmente, a avaliação assume novas funções, pois é um meio de diagnosticar e de verificar em que medida os objetivos propostos para o processo ensino/aprendizagem estão sendo atingidos. (HAIDT, 2003, p. 287).
    • Vemos na resposta dos educadores que estes consideram a avaliação daaprendizagem muito importante, pois esta tem a função de ser parte da construção doensino/aprendizagem e não pode estar desassociada deste processo, sendo assim aimportância e relevância da avaliação deve ser realmente considerada muito importantecomo vimos na resposta dada pela maioria dos educadores.3.3 Tabela 2: Como os Professores utilizam a avaliação em sua prática pedagógica. Diagnóstico Quantidade PercentualClassificar 6 60%Diagnosticar 3 30%Promover/Reter 0 0%Nortear o Processo de 1 10%Ensino AprendizagemSILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 2 Em sua prática Pedagogica a Avaliação é utilizada para: Classificar Diagnosticar Promover/Reter Nortear o Processo de Ensino e Aprendizagem 0% 10% 30% 60%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. A resposta da maioria dos educadores mostra aquilo que autores como Luckesitem destacado como forma punitiva dos exames, a avaliação é usada para classificar oseducandos, as provas são para provar, punir, excluir, fica claro isto na resposta dosentrevistados a isto Luckesi (2008, p. 23) nos relata, Estamos mergulhados nos processos econômicos, sociais e políticos da sociedade burguesa, no seio da qual a pedagogia tradicional emergiu e se cristalizou, traduzindo o seu espírito. Claro, “muita água passou por baixo da ponte” de lá para cá, porém é certo que a sociedade burguesa aperfeiçoou seus mecanismos de controle. Entre outros, destacamos a seletividade (grifo nosso) escolar e seus processos de formação das personalidades dos educandos.
    • Contraditoriamente a resposta dada no gráfico anterior em que foi consideradamuito importante, neste a avaliação é considerada por 60% dos entrevistados fatorclassificatório e em segundo lugar com apenas 30% das respostas fator diagnóstico eapenas 10% dos educadores utilizam a avaliação para nortear o processo deensino/aprendizagem, fica claro que o uso da avaliação da aprendizagem está invertidonos seus valores primeiros, prevalecendo a classificação e seleção excludente doseducandos.3.4 Tabela 3: Qual tipo de Avaliação é mais utilizada pelos professores. Diagnóstico Quantidade Percentual Diagnóstica 4 40% Somativa 0 0% Classificatória 0 0% Mediadora/Formativa 6 60%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 3 Qual tipo de Avaliação você mais utiliza? Diagnóstica Somativa Classificatória Mediadora/Formativa 40% 60% 0% 0%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Este questionamento propositalmente é seguido ao anterior para mostrar emgrande parte a contradição das respostas dadas pelos educadores, 60% destesresponderam anteriormente que suas avaliações possuíam a intenção classificatória, eneste questionamento 60% de que suas avaliações possuem caráter Mediador/Formador,e o Classificatório 0%, Garcia, Apud Souza (2000, p. 46) nos fala que: O processo avaliativo reveste-se, assim, das características de um “processo de investigação, de pesquisa, que vise às transformações, perdendo a conotação de mensuração, de julgamento, que leva às classificações (...). A avaliação só tem sentido se tiver como ponto de partida e ponto de chegada o processo pedagógico para que, identificadas as causas do sucesso ou do fracasso, sejam estabelecidas estratégias de enfrentamento da situação”.
    • Sendo assim a avaliação deve ter caráter Mediador/Formador, e não apenasClassificatório, o que se pode observar nestas contradições é que talvez não hajaentendimento claro por parte dos educadores do que realmente represente cada forma deavaliação, ficando assim um questionamento: Nossos educadores que a tanto nosformam sabem como utilizar a avaliação de forma significativa? Muitas poderiam ser asrespostas dadas, mas o que precisa ficar claro é que avaliação da aprendizagem é uminstrumento de construção do conhecimento e não apenas uma forma punir ouclassificar nossos educandos.3.5 Tabela 4: Qual a atitude dos professores diante de resultados negativos. Diagnóstico Quantidade Percentual Mantém seu Planejamento 0 0% Diversifica suas estratégias de Ensino 8 80% Retoma os conteúdos que apresentaram 2 20% maiores dificuldades Ignora os Resultados 0 0%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 4 Diante dos resultados negativos, você: Mantém seu planejamento Diversifica suas estratégias de Ensino Retoma os conteúdos que apresentaram maiores dificuldades Ignora os resultados 0% 0% 20% 80%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. A resposta dos educadores a este questionamento é a ideal para o processoensino/aprendizagem, já que ao se deparar com a dificuldade dos educandos deve-serealmente mudar as estratégias de ensino, para Esteban (1997) o conceito de “zona dedesenvolvimento Proximal” de Vygotsky, se relaciona a mudança de atitudes doeducador por estabelecer mecanismos para a construção do conhecimento, já que estedeve refletir sua ação estabelecendo um permanente diálogo entre teoria e prática, “Estaperspectiva de avaliação insere na prática pedagógica uma ação concreta que fomenta a
    • ação coletiva e contribui para que o professor reflita sobre seu contexto” (ESTEBAN,1997 Apud ESTEBAN, 2003 p. 22). O autor Luckesi relata que: A aprendizagem se realiza como processo de aprender, o aprendido é resultado desse processo. Por isso se diz que a aprendizagem é processo e o aprendido é produto. A avaliação da aprendizagem que opera sobre o processo de ensinar e aprender tem por função investigar, segundo determinado critério, a qualidade do que está sendo aprendido, revelando o que foi aprendido como o que ainda falta aprender. (LUCKESI, 2011, p. 423). Este posicionamento dos autores mostra que a mudança de estratégias noprocesso de ensino/aprendizagem é a forma ideal de se obter uma aprendizagemsignificativa, não podendo ser totalmente esquecida a retomada dos conteúdos que oseducandos apresentaram maior dificuldade, a avaliação aqui não é apenas doseducandos, mas dos educadores, pois é preciso rever seus conceitos e estratégias,refazendo assim o processo, transformando-o de forma significativa, para que aavaliação seja parte do processo e não apenas um fim em si mesma.3.6 Tabela 5: Quais as estratégias de Avaliação mais utilizada pelos professores. Diagnóstico Quantidade Percentual Apenas avaliações formais 0 0% Avaliações formais, Atividades extras, 0 0% Pesquisas, Produções. Avaliações Orais, Avaliações com consultas 0 0% Toda a Produção do aluno é considerada 10 100% como instrumento de avaliaçãoSILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.
    • Gráfico 5 Quais são as estratégias de Avaliação que você mais utiliza? Apenas avaliações formais (prova mensal e bimestral) Avaliações formais, Atividades extras, Pesquisas, Produções Avaliações Orais, Avaliações com consultas Toda a produção do Aluno é considerada como instrumento de avaliação 0% 0% 0% 100%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Neste questionamento foi unânime a resposta de que toda produção do aluno éutilizada como forma de avaliação, apesar de se valer de provas e exames, oseducadores consideram que tudo aquilo que o educando produz é importante paraavalia-lo, ao passo que esta produção deve ser direcionada pelo educador, segundoEsteban, (2003), “Avaliar é questionar, formular perguntas, propor tarefas desafiadoras,disponibilizando tempo, recursos, condições aos alunos para a construção de respostas”,daí a premissa de que a produção do educando deve ser direcionada pelo educador,sendo assim significativa toda produção do educando, e segundo Zabala (1998) (ApudEsteban 2003 p. 72) é o professor: Quem dispõe as condições para que a construção que o aluno faz seja mais ampla ou mais restrita, se oriente num sentido ou noutro, através da observação dos alunos, da ajuda que lhes proporciona para que utilizem seus conhecimentos prévios, da apresentação que faz dos conteúdos, mostrando seus elementos essenciais, relacionando-os com o que os alunos sabem e vivem, proporcionando-lhes experiências para que possam explorá-los, compará-los, analisa-los conjuntamente e de forma autônoma, utilizá-los em situações diversas, avaliando a situação e seu conjunto e reconduzindo-a quando necessário, etc. A produção do educando deve ser orientada para que esta possa ser utilizada deforma avaliativa, e não apenas esperar que este produza sem orientação prévia, assimtoda forma de produção seja ela uma pesquisa, atividades extras ou até mesmo asavaliações consideradas formais como é o caso das provas e exames poderão sersignificativas e importantes quesitos avaliativos dos educandos.
    • 3.7 Tabela 6: Quais os tipos de questões são contempladas nas avaliações utilizadas. Diagnóstico Quantidade Percentual Dissertativas 0 0% Objetivas 0 0% Objetivas e Dissertativas 2 20% Verdadeiro ou falso, Completar 8 80% lacunas, Dissertativas, Objetivas, Interpretação.SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 6 Em suas avaliações, quais tipos de questões são contempladas? Dissertativas Objetivas Objetivas e Dissertativas Verdadeiro ou falso, Completar lacunas, Dissertativas, Objetivas, Interpretação 0% 0% 20% 80%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Os educadores neste questionamento demonstraram a diversidade deinstrumentos utilizados para avaliar seus educandos, Luckesi (2011) nos diz que todosos instrumentos de coleta de dados para a avaliação da aprendizagem hoje existentes eutilizados em nossas escolas são úteis para o exercício da prática avaliativa daaprendizagem na escola, contudo, o que devemos observar é se os instrumentos queutilizamos são adequados aos nossos objetivos, Quanto à adequação dos instrumentos de coleta de dados às finalidades às quais estes se destinam, importa ter presente que o instrumento precisa coletar exatamente os dados necessários para descrever o desempenho do educando que estamos precisando descrever – nem mais nem menos, somente o necessário. Essa é uma regra preciosa. (LUCKESI, 2011, p. 305). Os instrumentos utilizados quaisquer que sejam eles devem estar conectados aosobjetivos da aprendizagem, e não serem utilizados de forma aleatória, ao elaborar uminstrumento avaliativo o educador deve primeiramente estabelecer seus objetivoseducacionais, para que assim a avaliação não seja apenas um fim, mas seja parte
    • significante do processo de ensino/aprendizagem, o que podemos observar é que muitasdas vezes parece a avaliação estar desconectada destes objetivos, e ser apenas umaforma de cumprir uma formalidade institucional.3.8 Tabela 7: Que tipo de conteúdos contempla as avaliações elaboradas pelos professores. Diagnóstico Quantidade Percentual Factuais 2 20% Conceituais 1 10% Procedimentais 3 30% Atitudinais 4 40%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 7 Ao elaborar uma avaliação, você procura que esta contemple Conteúdos (assinale a alternativa) Factuais Conceituais Procedimentais Atitudinais 40% 20% 10% 30%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Há uma divisão nas respostas dadas pelos educadores, mas ainda há umapredominância das questões atitudinais, ou seja, estes centralizam-se nas atitudes doseducandos como forma de avaliá-los, sabendo que não somente estas devem seravaliadas já que: Se o ato de avaliar é um ato de investigar a qualidade dos resultados de uma ação, [...] os instrumentos de coleta de dados para a avaliação precisam ser construídos segundo regras metodológicas básicas: sistematicidade (cobrir todos os conteúdos planejados e ensinados), coerência interna (os temas abordados devem estar articulados como um todo ao tema central trabalhado), consistência (correspondência efetiva entre o instrumento e o conteúdo com o qual ele trabalha, do ponto de vista das informações, das habilidades e das condutas quanto da complexidade das variáveis intervenientes, da metodologia e da linguagem utilizadas no ensino), comunicação (linguagem clara, precisa e compreensível ao educando). Ou seja, os instrumentos devem ser capazes de coletar os dados necessários para descrever o que está sendo objeto de avaliação. Se não cumprem essa meta,
    • qualquer leitura da realidade feita com base nele será distorcida. (LUCKESI, 2011, p. 323, 324). As avaliações devem contemplar o conjunto das aprendizagens e não centralizar-se em um modo de avaliação, a educação é um conjunto de fatores como odesenvolvimento psíquico e emocional do ser, e a avaliação deve ser pensada comoparte intrínseca da educação, quando o educador concentra-se apenas nas formasatitudinais da avaliação este pode esquecer-se dos conceitos os quais fazem parte daeducação, ou dos fatos que muitas das vezes são tão significativos quantoprocedimentos, a avaliação centrada nas atitudes tende ser uma forma punitiva, já queestá pensando no controle das atitudes dos educandos, baseando-se em um modelodisciplinar já há muito abandonado, o qual foi difundido juntamente com a pedagogiatradicionalista o qual consistia na punição do educando, quando este não agia de formatal como desejava seu educador.3.9 Tabela 8: Qual a atitude do professor após a realização de uma avaliação. Diagnóstico Quantidade Percentual Faz a correção com a classe oralmente 0 0% Solicita que os alunos refaçam as questões 1 10% que erraram Apenas divulga o resultado 1 10% Faz uma revisão detalhada das maiores 8 80% dificuldades dos alunosSILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 8 Após a realização de uma avaliação você? Faz a correção com a classe oralmente Solicita que os alunos refaçam as questões que erraram Apenas divulga o resultado Faz uma revisão detalhada das maiores dificuldades dos alunos 0% 10% 10% 80%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.
    • A referência que se faz a uma revisão das maiores dificuldades encontradas éuma proposição de Romão (1999), este relata que: Na praxe das avaliações correntes, o processo se conclui na “correção”, registro e publicação dos resultados. No nosso modo de entender, a parte mais importante da avaliação é, exatamente, a análise dos resultados pelo professor e pelos alunos, no sentido de nortear as decisões dos passos curriculares ou didático-pedagógicos subsequentes.(ROMÃO, 1999, p. 113) A avaliação da aprendizagem é um processo contínuo e tem em suas funçõesbásicas verificar o que os alunos conseguiram aprender e o que o professor conseguiuensinar de acordo com Haidt (2003 p. 288) este processo é: Continuo e sistemático, faz parte de um sistema mais amplo, que é o processo ensino-aprendizagem, nele se integrando. Por isso, ela não tem um fim em si mesma, é sempre um meio, um recurso, e como tal deve ser usada. Não pode ser esporádica ou improvisada. Deve ser constante e planejada, ocorrendo normalmente ao longo de todo o processo, para reorientá-lo e aperfeiçoá-lo. Deste modo é de suma importância uma revisão dos conteúdos e dasdificuldades dos alunos, o educador deve sempre ter em mente que ele é o mediador doconhecimento a que se propõem ao educando, então revisar as maiores dificuldades doseducandos é a forma mais acertada de a avaliação ser utilizada de forma significativa,para que esta não se perca, e não seja banalizada.3.10 Tabela 9: Qual tipo de avaliação o professor mais se identifica. Diagnóstico Quantidade Percentual Classificatória 0 0% Somativa 0 0% Mediadora/Formativa 5 50% Diagnóstica 5 50%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.
    • Gráfico 9 Indique um dos tipos de avaliações abaixo que você mais se identifica Classificátoria Somativa Mediadora/Formativa Diagnóstica 0% 0% 50% 50%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Houve uma divisão entre os tipos de avaliação com as quais os educadores seidentificam Mediadora/Formativa e Diagnóstica, apesar de anteriormente relatarempraticar avaliação para classificar, isso nas respostas dadas na pergunta do questionárioa qual se encontra relatado no gráfico 2 da página 36, aqui sequer escolheram estahipótese, no gráfico da página 37 onde questionados a respeito de que tipo de avaliaçãomais utilizam estes relataram em sua maioria que Mediadora/Formativa, aqui sequerescolheram as avaliações Classificatória e a Somativa forma esta de acrescentar valoresaos educandos o que segundo Scriven Apud Depresbiteris (2000) implica nofornecimento de informações a respeito do valor final do desempenho do educando,tendo em vista a decisão de aprová-lo ou não, as duas formas escolhidas podem e devemser utilizadas juntas já que: A avaliação diagnóstica pretende averiguar a posição do aluno face a novas aprendizagens que lhe vão ser propostas e a aprendizagens anteriores que servem de base àquelas, no sentido de obviar as dificuldades futuras e, em certos casos, de resolver situações presentes. E a avaliação formativa que, conforme Haydt (1995) Apud KRAEMER, (2005, sd. sp. ), permite constatar se os alunos estão, de fato, atingindo os objetivos pretendidos, verificando a compatibilidade entre tais objetivos e os resultados efetivamente alcançados durante o desenvolvimento das atividades propostas. Representa o principal meio através do qual o estudante passa a conhecer seus erros e acertos, assim, maior estímulo para um estudo sistemático dos conteúdos (KRAEMER, 2005, sd. sp.). Para Esteban (Apud AFONSO, 2008, p. 92) “Avaliar o aluno deixa de significarfazer um julgamento sobre a aprendizagem do aluno, para servir como momento capaz
    • de revelar o que o aluno já sabe”, a resposta dada pelos educadores mostra sua intençãode utilizar de forma correta a avaliação da aprendizagem, mas de acordo com respostasanteriores fica clara uma contradição entre as respostas dadas, aqui os educadores sedividem entre duas resposta a avaliação mediadora/formativa e a diagnóstica, masanteriormente foi dito que a avaliação era utilizada para classificar, e nestequestionamento ela sequer foi marcada por um dos entrevistados, a avaliação daaprendizagem não tem sido explorada em sua totalidade, acredita-se com base nasrepostas dada por nossos educadores que os mesmos desconhecem as funçõesconstrutoras de conhecimento da avaliação.3.11 Tabela 10: Questão a respeito de auto avaliação dos alunos. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 4 40% Não 3 30% Não Responderam 3 30%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 10 Seus alunos fazem auto avaliação? Sim Não Não Responderam 30% 40% 30%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. A auto-avaliação é uma das formas utilizadas para apreciação quando oseducadores dedicam-se a atividades significativas, para Haidt (2003), “Na escola, a autoavaliação é a apreciação feita pelo próprio aluno do processo vivenciado e dosresultados obtidos”, mas é possível observar que esta modalidade avaliativa é poucoutilizada, dentre as justificativas apresentadas para a não utilização os educadoresrelataram a falta de maturidade dos educandos sob sua responsabilidade. Ainda paraHaidt (2003), esta prática “cria condições para que o aluno tenha uma participação maisampla no processo de aprendizagem”, ou seja, quanto antes o aluno se deparar com este
    • tipo de avaliação mais rápido poderá formular questionamentos a respeito de seuaprendizado, esta modalidade avaliativa é pouco utilizada devido ao fato de oseducadores julgarem-na menos importante que as outras, principalmente asconsideradas tradicionais, já que, para que o educando realize uma auto-avaliação estedeve saber quais as suas finalidades, e esta é utilizada basicamente para avaliarcomportamentos e atitudes, os questionários auto-avaliativos em sua grande maioriacontemplam questões atitudinais e procedimentais, deixando de fora conteúdos emétodos de aprendizado, daí a justificativa de falta de maturidade dos educandos, já queseus educadores os julgam imaturos para pensarem em métodos de aprendizado, ousignificância de conteúdos. 4.0. Tabelas e Gráfico do Questionário aplicado aos Alunos. 4.1. Tabela 1 Qual o grau de importância da avaliação da aprendizagem. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 17 85% Não 3 15%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 1 Você considera importante a Avaliação da Aprendizagem Sim Não 15% 85%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Seguindo a mesma resposta dada pelos educadores os alunos tambémconsideram a avaliação da aprendizagem importante já que estes consideram que estadeva servir para seu aprendizado, A avaliação é um meio para alcançar fins e não um fim em si mesma. “O uso da avaliação implica propósito útil, significativo. É necessário que a escola,
    • os professores e os alunos retomem com mais clareza e atenção esse princípio. Isso implica atribuir à avaliação seu verdadeiro papel, ou seja, de que deve esse processo contribuir para melhorar as decisões de natureza educacional – melhorar o ensino e a aprendizagem, bem como o planejamento e o desenvolvimento curricular.[...]”(PILETTI, 2006. p. 195). A avaliação deve ser entendida como processo e não fim em si mesma ou formade punição, os educandos e educadores consideram a avaliação importante para aaprendizagem, este pensamento deve ser levado para a prática educacional e não sermero discurso, vemos que os educandos acreditam em seu educadores comomediadores, construtores do conhecimento e a avaliação como parte deste processo,ficando claro isto já que 85% dos entrevistados responderam que julgam importante aavaliação. 4.2. Tabela 2 Os professores são justos ao avaliarem os alunos. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 11 55% Não 2 10% As vezes 7 35%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 2 Você acha que os professores são justos ao avaliá-lo? Sim Não As vezes 35% 55% 10%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. A resposta dada pela maioria dos alunos julgando justos os professores aoavalia-los, demonstra a reflexão de Luckesi (2011), “O pacto ético profissional doeducador está comprometido com o sucesso de sua ação, isto é, com a aprendizagem e odesenvolvimento do educando”, os entrevistados demonstram aqui a confiança em seuseducadores de que estes não utilizam a avaliação para puni-los, mas apara construir oaprendizado, sendo assim uma atitude ética do profissional de educação, utilizar a
    • avaliação para construção significativa do aprendizado do educando e não utilizá-la parapunir o aluno inquieto, ou a turma do “fundão”, ou a turma considerada bagunceira. Aavaliação praticada pelos educadores no considerar dos educandos é justa, pois trata atodos com equidade. 4.3. Tabela 3 Para que serve a avaliação na escola. Diagnóstico Quantidade Percentual Para verificar se o aluno aprendeu o 14 70% conteúdo Somente par dar notas/conceitos 2 10% Para diagnosticar dificuldades 3 15% Nenhuma alternativa 1 5%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 3 Para você, para que serve a avaliação na escola? Para verificar se o aluno aprendeu Somente para dar Notas/Conceitos Para Diagnosticar Dificuldades Nenhuma alternativa 5% 15% 10% 70%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Para Haidt (2001) a avaliação apresenta-se, de certo modo, como uma operaçãoque articula expectativas e indícios, devendo ser utilizada como forma de coleta deevidências e não dados: A avaliação é a coleta sistemática de evidências por meio das quais determinam-se mudanças que ocorrem nos alunos e como elas ocorrem. Inclui uma grande variedade de evidências que vão além do tradicional exame de lápis e papel. É um sistema de controle de qualidade pelo qual pode ser determinada, em cada etapa do processo ensino-aprendizagem, a efetividade ou não do processo e, em caso negativo, que mudanças precisam ser feitas para assegurar sua efetividade antes que seja tarde. (BLOOM, HASTINGS, e MADAUS Apud SOUZA, 2000 p. 30).
    • Os educandos diante da pergunta demonstram acreditar na avaliação comoforma de construção de conhecimentos, já que 70% acreditam na avaliação como formade verificação do aprendizado, estes não consideram a avaliação como mera forma deatribuir valores ou conceitos a sua vida acadêmica, mas como demonstra a segundamaior porcentagem de resposta a avaliação tem como objetivo diagnosticar suasdificuldades, ficando claro a ideia dos educandos a respeito de seus educadores: “estesestão preocupados com meu aprendizado”, a questão é: Os educadores estão realmentepreocupados com o aprendizado significativo de seus educandos, ou apenas pensam naavaliação como forma de atribuir valores, ou punir seus alunos? 4.4. Tabela 4 Qual a importância da nota. Diagnóstico Quantidade Percentual Serve para aprovar/reprovar 15 75% Serve para motivar 0 0% Para atribuir notas 1 5% Para cumprir um norma da escola 4 20%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 4 Para Você qual a importância da nota? Serve para aprovar/reprovar Serve para motivar Para atribuir notas Para cumprir uma norma da escola 5% 20% 0% 75%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. De acordo com Luckesi (2011), a prática de notas tem caráter exclusivamenteclassificatório, e está ligado a pedagogia do Exame, diferentemente da avaliação quepossui caráter diagnóstico, e isto vale tanto para o candidato num concurso público,quanto para o estudante em sala de aula, todos situados em uma escala, “A mais simplesde todas as classificações escolares inclui somente dois níveis aprovado ou reprovado”.(LUCKESI 2011. p. 196). Os alunos aqui entendem esta função das notas a eles
    • atribuídas, nas respostas anteriores quando questionados a respeito da avaliaçãodeixaram claro que a mesma tem significado de construção do conhecimento, nestapergunta expressam a separação entre notas e avaliação, pois como nos disse Luckesianteriormente estas nada têm a ver com avaliação, apenas tem caráter classificatório econsequentemente excludente, a segunda maior resposta demonstra que para oseducandos as notas apenas representam uma forma de cumprir uma norma institucional,sendo assim não teria significado algum em existir. 4.5. Tabela 5 Como o aluno gostaria de ser avaliado. Diagnóstico Quantidade Percentual Com provas escritas 6 30% Com provas orais 2 10% Com atividades em grupos 3 15% Através de trabalhos para casa 7 35% Atividades diárias 2 10% Auto avaliação 0 0% Nenhuma das alternativas 0 0%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 5 Como você gostaria de ser avaliado? Com provas escritas Com provas Orais Com atividades em grupo Com atividades para casa Atividades diárias Auto-avaliação Nenhuma da alternativas 0% 0% 10% 30% 35% 10% 15%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. De acordo com Piletti (2006 p. 197), “Ao escolher uma técnica ou instrumentode avaliação deve-se ter em mente, portanto, o tipo de habilidades que se desejaverificar no aluno”, sendo assim, quaisquer que sejam os instrumentos utilizados peloeducador, eles precisa objetivar primeiramente os níveis ou categorias de habilidadescognitivas as quais de acordo com Bloom apud Piletti (2006 p. 197, 198) podem ser: Conhecimento a qual envolve a evocação de informações; Compreensão, refere-se ao entendimento de uma mensagem literal contida numa comunicação; Aplicação, refere-se à habilidade para usar abstrações em
    • situações particulares e concretas; Análise, refere-se à habilidade de desdobrar uma comunicação em seus elementos ou partes constituintes; Síntese, trata-se da habilidade para combinar elementos e partes de modo a formar um todo; Avaliação, refere-se à habilidade para fazer um julgamento sobre o valor do material e dos métodos empregados com o objetivo de alcançar determinados propósitos. Os educandos em sua maioria 35% defendem as atividades para casa comomelhor forma de serem avaliados, esta forma é pouco utilizada pelos educadores, talveznão estejam contempladas na forma das instituições avaliarem seus alunos, mas aavaliação considerada como a segunda forma de verificação da aprendizagem 30%ficou sendo a prova, esta com certeza está contemplada nos objetivos tanto dasinstituições quanto dos educadores, como relatou Piletti o educador deve ter em menteque tipo de habilidades de deseja verificar no aluno, ou seja, o comprometimento comseus estudos pode ser um bom objetivo da avaliação, e este deve ultrapassar a fronteirasdos portões da escola, chegando a casa do educando, envolvendo seus familiares, ecolegas de classe, este comprometimento pode ser avaliado através das tarefas de casa edos trabalhos em grupo, outra forma de avaliação considerada por 15% dos educandos,utilizando-se destes meios tornar-se-ia a aprendizagem mais significativa. 4.6. Tabela 6 O aluno concorda com os instrumentos de avaliação utilizados pelo professor. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 14 70% Não 6 30%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 6 Você concorda com os instrumentos (testes, provas etc.) que seu professor utiliza para realizar a avaliação? Sim Não 30% 70%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.
    • De acordo com Haidt (2003) existe uma grande variedade de instrumentos deavaliação, e a seleção destes instrumentos deve ser realizada durante o processo deplanejamento de ensino, devem, portanto, ser utilizados variadas técnicas einstrumentos, os educandos continuam a acreditar que seus educadores se valem dacondição ética para os avaliarem, já que 70% dos entrevistados concordam com osinstrumentos utilizados por seus educadores para avalia-lo de acordo com Luckesi(2011 p. 395) é fator indissociável a é tica e avaliação: Eticamente, a avaliação exige do educador o pacto com a verdade na elaboração dos instrumentos de coleta de dados, [...] o pacto ético com a verdade é um farol que deve estar sempre indicando a conduta do educador em todos os seus atos e rituais na prática da avaliação na sala de aula e também fora dela, se for o caso. Pensando nesta condição ética de seus educadores é que os educandosconcordam com os instrumentos utilizados por seus educadores para avalia-lo, já quepor imposição ética estes não usarão da avaliação para os punir, ou pelo menos nãodeveriam usar para este fim, quaisquer que fosse do instrumento avaliativo como formapunitiva. 4.7. Tabela 7 O aluno acha que as avaliações ajudam no aprendizado. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 14 70% Não 6 30%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 7 Você acha que as avaliações ajudam no aprendizado dos alunos? Sim Não 30% 70%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública. Um processo avaliativo, dada sua complexidade, exige antecipar questões como:No que acreditamos? O que pretendemos? Para quem pretendemos? Que condições
    • iremos criar? Estas questões, entretanto, não podem e não devem suscitar respostasdefinitivas, parâmetros absolutos e irrevogáveis de acordo com Charlot apud Hoffmann(2003 p. 63): A situação de aprendizado não é apenas marcada pelo local, pelas pessoas, mas também por um momento. Aprender, sob qualquer figura que seja, é sempre aprender em um momento da minha história, mas, também, em um momento de outras histórias; as da humanidade, da sociedade na qual eu vivo, do espaço no qual eu aprendo, das pessoas que estão encarregadas de ensinar-me. (...) que está, mais ou menos disponível para aproveitar essas oportunidades. Sendo assim as avaliações devem contribuir para o aprendizado significativo doseducandos, volta-se a afirmar que a avaliação tem significado tal no processoensino/aprendizado e esta deve realmente ajudar os educandos em suas dificuldades,como estes acreditam, deve-se buscar formas tais de avaliação que justifiquem a crençaque os educandos demonstram em seus educadores, creditando nestes a fé de que estãopreocupados com seu aprendizado significativo, e não apenas em atribuir-lhes notas ouconceitos, classificá-los ou excluí-los de qualquer forma que seja. 4.0. Tabela 8 O aluno sabe o que é auto-avaliação. Diagnóstico Quantidade Percentual Sim 16 80% Não 4 20%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.Gráfico 8 Você sabe o que é auto-avaliação? Seus professores pedem para os alunos se auto avaliarem? Sim Não 20% 80%SILVA, 2012. Fonte: Pesquisa de Campo em Escola Pública.
    • Esta modalidade de avaliação é importante para o aprendizado, masprincipalmente para que o educando possa rever seus erros e acertos, aonde ele podemelhorar, de acordo com uma orientação do educador, pois de acordo com Pilleti (2006p. 212) “Neste tipo de avaliação o aluno não será avaliado apenas pelo professor masprincipalmente por ele próprio. Para isso poderá utilizar um roteiro elaborado peloprofessor juntamente com a classe.” Sendo assim ainda é uma avaliação controlada peloeducador. De acordo com Hoffmann (2003 p. 52) seguindo o viés burocrático daavaliação, em várias escolas e universidades, os estudantes são levados à auto-avaliar-seapenas no final dos períodos letivos, utilizando-se para isso fichas e roteiros sugeridos. A tônica da auto-avaliação recai, quase sempre, em questões atitudinais, oquanto o aluno se comportou, quanto ele conversou em sala ou quanto ele participou dasatividades, sendo colocado em escala de valores este comportamento, poucas vezes éutilizada como forma de avaliação significativa, procurando levar o educando a umareflexão a respeito da sua aprendizagem, esta modalidade deveria ser melhoraproveitada pois pode ser uma ferramenta de grande valor no processoensino/aprendizagem.
    • CONSIDERAÇÕES FINAIS A Avaliação da Aprendizagem é uma das formas de perpassar conhecimento,não pode assim ser utilizada de forma punitiva, os objetivos traçados no início destetrabalho foram alcançados, pois de acordo com os teóricos e respostas dadas pelosentrevistados ficou claro que a avaliação ainda não é utilizada em toda sua plenitudecomo forma de construção de conhecimento, ao questionamento a respeito daimportância da avaliação a resposta dada por 70% dos educadores entrevistados foi deque a avaliação da aprendizagem é muito importante (gráfico 1 pg. 35), mas de acordocom os mesmos profissionais 60% deles utilizam os instrumentos avaliativos paraclassificar seus alunos (gráfico 2 pg. 36), estes mesmos 60% de educadoresresponderam que a avaliação que mais utilizam é a Mediadora/Formativa e 40% aavaliação Diagnóstica (gráfico 3 pg. 37), sequer marcando a avaliação Classificatória ea Somativa, de acordo com estas respostas podemos verificar uma contradição entre asrespostas, sendo a avaliação importante para o processo ensino/aprendizagem estadeveria ser melhor utilizada, quando questionados a respeito para que utilizamresponderam que para classificar, mas quais meios utilizam responderam queinstrumentos mediador/formativo sendo contraditório estas respostas já que esteinstrumento em nada classifica, e de acordo com os educandos entrevistados a avaliaçãoda aprendizagem é importante e pensam ser esta para verificar se o educando aprendeuos conteúdos, (gráfico 3 pg. 49), e de acordo com 75% dos educandos entrevistados(gráfico 4 pg. 50) acreditam que a nota serve para aprovar/reprovar em contraste a umaperspectiva de cumprir apenas uma mera formalidade educacional, a avaliação éconsiderada importante, entretanto as formas como esta tem sido utilizada não. É visível que a finalidade da avaliação como forma de construção do saber épouco difundida entre os educandos, acreditando estes que ela tem por finalidade aclassificação e aprovação/reprovação dos mesmos, conhecimento este que está aliado àpedagogia tradicional praticada ainda nas décadas de 1960 a 1980, quando ainda sevivia a era da ditadura. Existem diversos tipos de avaliação e instrumentos a disposiçãodas instituições de ensino e dos educadores, o que estes devem fazer, é utilizar de formamais adequada tais instrumentos, para assim construir uma aprendizagem significativa,
    • acredita-se que a avaliação quando bem usada pode ser ferramenta de construção e nãoproduzir “traumas” nos educandos, fazendo com que estes desconsiderem por todo aavaliação como forma de construção da aprendizagem, até mesmo a prova oinstrumento mais utilizado e mais temido pode ser uma ferramenta na construção doconhecimento. Acredita-se na contribuição deste trabalho para a construção de uma pedagogiavoltada para o aluno, para que estes tenham em sua vida acadêmica oportunidades deaprender sem serem punidos, ou serem apenas classificados em uma escala quantitativa,mas sendo a aprendizagem qualitativa, voltada para a construção e não apenas para aclassificação, que o embasamento teórico aqui apesentado possa servir de base parapesquisas futuras e os instrumentos também aqui apresentados possam ser utilizados deforma a elevar a qualidade do ensino.
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    • ANEXOS