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Web2.0   aplicações 2 Web2.0 aplicações 2 Document Transcript

  • Cultura Coletiva WEB 2.0 – Aplicações na Educação Parte 24 - Web e Educação Enquanto muitos de nós – docentes - começamos agora a conhecer a palavrablogue, muitos dos nossos alunos mantêm seus próprios blogues em que,“inacreditavelmente”, escrevem publicamente. Nós também podemos encontrar muitasaplicações na educação para os blogues, por exemplo: ● Blogue da disciplina, no qual o professor vai postar matérias, trabalhos e propor temas para estudo e pesquisa, solicitando o feedback de seus alunos acerca de alguns textos e atividades propostas; ● Blogue de alunos, no qual cada um é convidado a escrever entradas regulares que têm apoio e monitoramento (que preservem a autonomia) não apenas em questões relacionadas ao tema ou conteúdo coberto, mas também sobre questões relacionadas às normas de direitos autorais estilo, a citação das fontes... Mas o impacto dos blogs e redes sociais estende-se a outros serviços da web,que se integram para: postar fotos, vídeos, voz, slides... Já não há mais a necessidadede ter softwares nos computadores pessoais para tratar imagens, ou fazerapresentações, textos. Os serviços online cumprem o papel dos softwares e aindaarmazenam os arquivos, e o computador pessoal começa a ter o papel de uma tomadaque liga você à web – onde estão todas as informações. Outra tendência da Web 2.0 é a construção colaborativa, como por exemplo a“Wikipedia” (http://es.wikipedia.org), que é uma enciclopédia online onde qualquervisitante pode fazer suas contribuições e escrever os artigos que quiser, essa idéia degerar um conhecimento compartilhado é excelente. De fato, por ser construída pormuitos, encontra-se erros ou informações não confirmadas, mas isso está sendoconsiderado positivo para o processo de aprendizagem, uma vez que os alunos devemter um acesso racional e crítico à informação. Esse papel de orientação sobre a filtragem da informção é atribuição doprofessor, que deve fazer os seus alunos entenderem que “São Google” não existe eque as principais fontes de informação nem sempre são as melhores ou as maisconfiáveis, e podem conter erros e informações bem alteradas. Outro aspecto importante da Web 2.0 são as novas formas de classificação deinformações. Até agora, os bancos de informações (material educativo, programas,links, artigos, etc) encontrados nos site foram baseados em um sistema hierárquico(Taxonomia), que tenta classificar as informações por meio de certos aspectos, quepodem ser acessados pelos usuários. Desta forma, os visitantes podem encontrar asinformações de acordo com critérios estabelecidos pelos fornecedores dos mesmos,por exemplo: se você visitar um repertório de conteúdos educacionais pode acessar abase por critérios de nível, área ou tipo de material. Tais classificações têm doisproblemas fundamentais:
  • Cultura Coletiva Primeiro, a escolha do vocabulário de classificação não é universal, o quenormalmente apresenta problemas de acesso em muitos casos. Além disso, essessistemas de classificação exigem um amplo esforço para atualização e revisão,adaptação do vocabulário utilizado e manutenção das estruturas hierárquicas aoconteúdo oferecido. Na Web 2.0, o uso de “folksonomia” substitui a antiga taxonomia. Folksonomy,etimologicamente, significa "classificação mantida pelo povo". De forma simples, a Netestá cheia de sites onde os usuários armazenam ou classificam, mas de uma formasimples: em cada item armazenado, o usuário atribui uma ou mais palavras-chave – astags ou marcadores - que podem ser partilhados com outros utilizadores. Este sistema, que pode parecer ser caótico e ineficaz, em princípio, está dandoresultados inesperados, especialmente na quantidade de pessoas que acabam agindosobre o processamento das informações e ao elevado grau de consenso que aparece.É praticamente impossível esperar que uma equipe europeia de editores associe umapágina web sobre o uso do “telefone móvel” à tag "celular" (que é como são conhecidosem grande parte da América do Sul). Mas com o uso de folksonomias, é muito provávelque alguém, em algum momento, descubra o recurso e atribua a tag mencionada.5 - Entrando na Nuvem As ferramentas educacionais na web 2.0 são baseadas no conceito de redessociais e incluem, como critério, folksonomia organizacional. Todas estas novidadestecnológicas têm um elo comum, que é uma maneira diferente de acessar o conteúdo,o RSS. Às vezes é necessário acesso a informações por uma necessidade específica epara isso precisamos dominar um instrumento e uma estratégia de busca na Web, masmuitas pessoas acabam abandonando a navegação por sites de conteúdo relacionadoa suas preferências ou necessidades devido ao grande tempo despendido parapercorrer os muitos sites em que a informação está disponível. Agora, com o advento do RSS, não ha mais a necessidade de navegar nessaenorme quantidade de sites em busca da informação, é a informação que vem até apessoa. Isso se deve ao fato de que muitos provedores de informações (público,privado, individual ou coletivo) oferecem os seus produtos ou informações em umformato padrão que pode ser interpretado por um software específico ou página web.Em poucas palavras, você instala um programa no seu computador, ou usa um serviçoweb gratuito, que receberá diariamente todas as notícias dos sites que lhe interessam. A tecnologia RSS permite aos utilizadores da Internet inscreverem-se em sitesque fornecem “feeds” (fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ouatualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados feeds RSS querecebem estas atualizações. Desta maneira, o utilizador pode permanecer informadodas diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um. Com isso,podemos visualizar blogues que costumamos acessar, vídeos do YouTube, Podcasts,músicas… e qualquer site/ página que tenha o recurso RSS / XML (feeds).
  • Cultura Coletiva A própria facilidade de uso que se nos oferece nesta nova versão Web gera umnovo desafio educacional: o salto tecnológico. São os conteúdos que estão roubandoos holofotes da tecnologia. Não há dúvida de que, na formação de professores, sobre aintegração das TICs, a variável "conteúdo" deve aparecer em quatro aspectos: ● O acesso aos conteúdos: Sabemos que a Internet é a principal fonte de informações e conhecimentos de acesso universal disponível. Então, existem duas variáveis em jogo: ser o mais acessível universalmente ( "um computador por aluno" ) e a orientação sobre os processos eficientes de pesquisa na web. ● Criar conteúdo: A criação ou a produção é realmente eficaz no processo educativo quando o acesso dos estudantes à informação existente induz a reflexões e a chegar a suas próprias conclusões. ● Coletar o conteúdo: é necessário que as administrações e instituições reunam esforços na recolha, classificação e padronização dos recursos digitais existentes. ● Conectar conteúdo: A aprendizagem é um processo social dinâmico. Portanto, devemos encontrar maneiras de conectar o que sabemos com o imenso banco de dados que é a Web e aprender com essas conexões.REFERÊNCIASCapra, Fritjof. The hidden connections: A science for sustainable living. New York :Doubleday, 2002. Edição 48.Carvalho, A A A. Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores. Ministério daEducação, Portugal. 2008.Moran, J.M. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá.Campinas: Papirus Educação. 2007.Y. Chen,G. Paul, R. Cohen, S. Havlin, S. P. Borgatti, F. Liljeros, H. E. Stanley (2007)."Percolation theory applied to measures of fragmentation in social networks"Definições e Explanações: Wikipedia