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  • 1. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 1/424 UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE Centro de Pós-Graduação PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu Curso de ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS MANUTENÇÃO PREDIAL E AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Marcelo Gandra Falcone São Paulo 2010 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 2. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 2/424 SUMÁRIO Inspeção e Manutenção Predial ............................................................................... 10 1) Definições e Conceitos de Inspeção e Manutenção Predial .............................. 10 2) Preceitos Legais .............................................................................................. 16 3) Definições, conceitos, critérios, metodologia e classificações de riscos segundo as normas vigentes. ............................................................................................. 18 4) Definições de estado de conservação e suas classificações............................... 29 5) Aspectos legais e aplicabilidade. ..................................................................... 30 6) Valorização patrimonial desencadeada por ações de manutenção predial......... 38 7) COMPONENTES DOS LAUDOS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES RELATIVAS À MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO PREDIAL. ............................. 42 8) TÓPICOS PARA CHECK-LIST DA MANUTENÇÃO PREDIAL INTEGRADA. .................................................................................................... 46 9) Orientações técnicas de anomalias................................................................... 61 9.2 Sistema de impermeabilização....................................................................... 77 9.3. Sistema de Revestimentos............................................................................. 82 9.4. SISTEMAS DE PINTURA........................................................................... 89 9.5. Sistemas de Esquadrias................................................................................. 93 9.6. Sistema de instalações elétricas prediais e Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) ....................................................................... 106 9.7 Sistema Hidráulico ...................................................................................... 127 9.8 Sistema de Instalações de gás ..................................................................... 146 9.9 Sistema de impermeabilização..................................................................... 153 9.10 Sistema de combate a incêndio ................................................................. 159 9.12 PAISAGISMO ......................................................................................... 241 9.13 Controle de pragas urbanas .................................................................... 252 9.14 Equipamentos de lazer ........................................................................... 272 9.15 Sistema de cobertura.............................................................................. 276 9.16. Acessibilidade e Setorização..................................................................... 280 9.17 Sistema de Condições Sanitárias ............................................................... 283 9.18 Cozinhas Profissionais.............................................................................. 285 9.19 SISTEMAS AUXILIARES ...................................................................... 287 10 - Acessibilidade................................................................................................ 291 10.1 Aplicação da Acessibilidade na Cidade de São Paulo................................. 293 10. 2. Desenho Universal................................................................................... 295 10.3 . Locais de Reunião – Item 8.2 da NBR 9050/04........................................ 304 3) Parte: Avaliação Industrial: Máquinas e Equipamentos ..................................... 316 0. OBJETIVO DA 3ª PARTE:........................................................................... 316 1. A AVALIAÇÃO ........................................................................................... 316 2. PREÇO, CUSTO, MERCADO, VALOR E UTILIDADE.............................. 320 3. LAUDO DE AVALIAÇÃO .......................................................................... 326 4. UNIDADES LEGAIS DE MEDIDA ............................................................. 329 5. TÓPICOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA ............................................ 333 6. CRITÉRIOS PARA DEPRECIAÇÃO FÍSICA DE BENS............................. 336 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 3. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 3/424 7. METODOLOGIAS PARA AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS............................................................................................ 340 8. AUTOS DE AVALIAÇÃO ........................................................................... 355 Referências bibliográficas ..................................................................................... 357 Apêndice 1 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE ........................................................ 360 APENDICE 2 - NORMAS ABNT _ NBR POR ASSUNTO:................................. 376 APENDICE 3 - CORPO DE BOMBEIROS .......................................................... 403 APENDICE 4 – NR´s DO MTE ............................................................................ 406 APENDICE 5 – Normas Eng Civil........................................................................ 411 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Inspeção Predial; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibapesp.org.br/arquivos/aspectos.pdf ........................................................................... 15 Figura 2 - Finalidades da Inspeção Predial; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibapesp.org.br/arquivos/aspectos.pdf ........................................................................... 17 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 4. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 4/424 Figura 3 – Fotografia em banheiro de Hotel da Cracolandia em 22/07/2009 ................ 23 Figura 4 - Nivel de Inspeção; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ .................................................................. 24 Figura 5 - Responsabilidades; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ ........................... 25 Figura 6 - Diagrama das Anomalias; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ ........................... 26 Figura 7 - Diagrama das Falhas; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ ........................... 27 Figura 8 - Dados sobre Edificações; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ .................................................................. 28 Figura 9 – Defeitos endógenos na construção - Aristides Athayde Cordeiro Termo De Garantia E Manual Da Edificação Curitiba, Sinduscon Pr Janeiro De 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc............. 31 Figura 10 – Vícios aparentes ou de fácil constatação - ARISTIDES ATHAYDE CORDEIRO TERMO DE GARANTIA E MANUAL DA EDIFICAÇÃO CURITIBA, SINDUSCON PR JANEIRO DE 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc ... 32 Figura 11– Vícios rebiditórios ou ocultos - ARISTIDES ATHAYDE CORDEIRO TERMO DE GARANTIA E MANUAL DA EDIFICAÇÃO CURITIBA, SINDUSCON PR JANEIRO DE 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc ... 32 Figura 12 - Responsabilidades; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ ........................... 37 Figura 13– Exemplos de falência estrutural em incêndios – Cartilha CONTRU 2, Prefeitura da Cidade de São Paulo, Secretaria da Habitação Dez 2008................. 37 Figura 14 - Manutenção – Perda de Valor; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ .................................... 39 Figura 15 - ; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Novembro/200p no IBAPE, Curso de Inspeção Predial em Estádios de Futebol. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ .................................................................. 40 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 5. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 5/424 Figura 16 - Custos de Manutenção; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibapesp.org.br/arquivos/aspectos.pdf ........................................................................... 41 Figura 17 - Visão tri-dimensional da Inspeção; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ ..................................................................... 42 Figura 18 – Vistoria Contru 2 ao Teatro Municipal de São Paulo em 24 de setembro de 2008.................................................................................................................... 45 Figura 20 – Vistoria Contru 2 ao Grande Premio São Paulo Indy 300 em 14 de abril de 2009.................................................................................................................... 60 Figura 21 – Vistoria Contru 2 ao Grande Premio São Paulo Indy 300 em 14 de abril de 2009.................................................................................................................... 60 Figura 22 – Esforços Verticais - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 62 Figura 23 – Esforços Difusos - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 62 Figura 24 – Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 63 Figura 25 – Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 63 Figura 26 – Fundações Rasas - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 64 Figura 27 – Fundações Profundas - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 64 Figura 28 – Contenções Confrontantes - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. ................................................. 65 Figura 29 – Esforços Distribuídos ao longo da Supereficie - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009..................... 66 Figura 30 – Controle de Lesão - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 69 Figura 31 – Acomodação da Estrutura - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. ................................................. 69 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 6. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 6/424 Figura 32 – Ausência de Verga - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 70 Figura 33 – Esmagamento - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 70 Figura 34 – Rotação - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009......................................................................................... 70 Figura 35 – Escorregamento de Solo - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. ................................................. 71 Figura 36 – Erosão nas Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 71 Figura 37 – Cisalhamento por esforços externos - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009...................................... 71 Figura 38 - Vista de uma junta de dilatação estrutural com infiltrações de água, além de deterioração estrutural. Edifício com aproximadamente 30 anos. ......................... 74 Figura 39 – Queda parcial de Parede estrutural – Foto Contru 2 .................................. 81 Figura 40 – IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. .............................................................................................. 87 Figura 41 – Revestimento Interno de Edificação Comercial em São Paulo – Foto Contru 2 - 2010.............................................................................................................. 88 Figura 42 – Pintura Artística em Edificação em São Paulo – Foto Contru 2 - 2008...... 92 Figura 43 –Esquadrias- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 94 Figura 44 – Esquadrias - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009................................................................ 95 Figura 45 – Entrada de energia - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 106 Figura 46 – Distribuição de Energia - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. ............................................... 107 Figura 47 – Grandes Incêndios de São Paulo............................................................. 108 Figura 48 – “Gambiarras” – Cartilha do CONTRU em SCI....................................... 111 Figura 48 - Benjamin - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 117 Figura 49 – Tipo de para raios – Cartilha do CONTRU em SCI ............................... 121 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 7. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 7/424 Figura 50 – SPDA - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 122 Figura 51 – Principiuos de Drenagem - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. ............................................... 130 Figura 52 – Ramais de esgoto - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 131 Figura 53 – Cuidados com a Limpeza da Caixa dágua site sabesp em 09/2010. ......... 140 Figura 54 –Pia- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 143 Figura 55 –Torneira- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 144 Figura 56 – Chuveiro- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 144 Figura 57 – GLP – Recomendações da Cartilha do CONTRU. .................................. 151 Figura 58 –recomendações de Contratação –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 158 Figura 59 – Ventilação - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 161 Figura 59 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 166 Figura 60 – Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 167 Figura 61 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 167 Figura 62 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 168 Figura 63 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 168 Figura 64 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 169 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 8. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 8/424 Figura 65 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 169 Figura 66 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 171 Figura 67 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009....................................................................................... 171 Figura 68 –Extintores - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 181 Figura 69 –Uso de Extintores – Cartilha do CONTRU. ............................................. 182 Figura 70 – Hidrantes e Mangotinhos – Cartilha do Contru. ...................................... 183 Figura 71 – Hidrantes - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 185 Figura 72 Sensor misto Fumaça e Temperatura – Fotografia CONTRU 2010............ 186 Figura 73 – Bloco autônomo desligado da tomada..................................................... 189 Figura 76 –Elevador convencional- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 209 Figura 77 – Elevador Hidráulico - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.............................................................. 210 Figura 78 –Casa de Maquinas - Fotos CONTRU 2010. ............................................ 217 FIGURA – (PRAGAS Urbanas. Disponível em http://www.pragas.com.br. Acesso em: 08 abril 2004).................................................................................................... 255 FIGURA – (PRAGAS Urbanas. Disponível em http://www.pragas.com.br. Acesso em: 08 abril 2004).................................................................................................... 258 FIGURA – (PRAGAS Urbanas. Disponível em http://www.pragas.com.br. Acesso em: 08 abril 2004).................................................................................................... 259 FIGURA – (PRAGAS Urbanas. Disponível em http://www.pragas.com.br. Acesso em: 08 abril 2004).................................................................................................... 260 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 9. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 9/424 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS                         ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas ART: Anotação de Responsabilidade Técnica AVCB:Auto de Verificação do Corpo De Bombeiros AVS: Auto de Verificação e Segurança COE: Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo CREA: Circunscrição Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. DE: Decreto Estadual nº 38.069, 14/12/93 DM: Decreto Municipal nº 32.329, de 23/09/92 EPUSP: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo FAU: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo FICAM: Ficha de Inscrição no Cadastro de Manutenção de Sistema de Segurança IBAPE/SP: Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo IBC: International Building Code ICBO: International Conference of Buildings Officials IT: Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo NBR: Normas Brasileiras Registradas NFIRS: National Fire Incident Reporting System (EUA) NFPA: National Fire Protection Association NR: Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego PPRA: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais RIA: Relatório de Inspeção Anual de elevadores SPDA: Atestado do Sistema de Proteção a Descarga Atmosférica UBC: Uniform Building Code UFC: Uniform Fire Code Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 10. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 10/424 Inspeção e Manutenção Predial Definições e conceitos de Inspeção e manutenção predial.  Preceitos Legais  Definições, conceitos, critérios, metodologia e classificações de riscos segundo as normas vigentes.  Definições de estado de conservação e suas classificações.  Aspectos legais e aplicabilidade.  Valorização patrimonial desencadeada por ações de manutenção predial  Componentes dos laudos e informações importantes relativas à manutenção e inspeção predial.  Tópicos para check-list da manutenção predial integrada.  Orientações técnicas de anomalias.  Acessibilidade. 1) Definições e Conceitos de Inspeção e Manutenção Predial Vistoria: “Constatação local de fatos, mediante observações criteriosas em um bem e nos elementos e condições que o constituem ou o influenciam”. (NBR 14653-1: Avaliação de bens, da ABNT). Perícia: “Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica, para averiguar e esclarecer fatos, verificar o estado de um bem, apurar as causas que motivaram determinado evento, avaliar bens, seus custos, frutos ou direitos”. (NBR 14653-1: Avaliação de bens, da ABNT). Inspeção: “Avaliação do estado da edificação e de suas partes constituintes, realizada para orientar as atividades de manutenção”. (NBR 5674/99: Manutenção de Edificações, da ABNT). Manutenção “Conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou recuperar a capacidade funcional da edificação e de suas partes constituintes a fim de atender as necessidades e segurança dos seus usuários”. (NBR 5674/99: Manutenção de Edificações, da ABNT). Manual de operação, uso e manutenção “Documento que reúne apropriadamente todas as informações necessárias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação”. (NBR 5674/99: Manutenção de Edificações, da ABNT). Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 11. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 11/424 Manutenção são todas as ações necessárias para que um componente, equipamento ou sistema seja conservado ou restaurado, de modo a poder permanecer de acordo com uma condição especificada. A manutenção tem a função de assegurar que todos os ativos cumpram e continuem cumprindo as funções para as quais foram especificadas. A gerência da manutenção é a gestão de todos os ativos, visando a maximização do retorno do investimento nestes ativos. Em linhas gerais podemos dizer que o conjunto de atividades e recursos direcionados para conservar e recuperar sistemas e elementos construtivos, dentro de parâmetros previstos em projeto, em conformidade com as expectativas de usuários e sua segurança. Das características da Manutenção, destacam-se aquelas ligadas aos seus objetivos básicos de recuperação e conservação estes parâmetros são relativos a questões de:  desempenho,  vida útil,  funcionalidade,  operacionalidade,  disponibilidade e  confiabilidade de sistemas e elementos construtivos Dentre essas, afirmamos que a Manutenção não tem como finalidade principal à alteração de uso da edificação à execução de reformas e/ou alterações de sistemas, devido a problemas de concepção ou execução dos empreendimentos. Entretanto nesse sentido, ainda, a Manutenção pode prever e sugerir aspectos de inovações tecnológicas e/ou funcionais, incorrendo em modificações e reformas – modernizações e benfeitorias – a fim de garantir aspectos de vantagem competitiva, econômica, segurança e atendimento as necessidades e expectativas de usuários, normas e legislação. Podemos por exemplo através de observações advindas da boa manutenção racionalizar o uso dos recursos naturais e a preocupação com questões de impacto ambiental e urbano. A Norma da ABNT, NBR 5674- Manutenção de edificações – Procedimentos, que define vários procedimentos para o Sistema de Manutenção. Na introdução desta Norma, já existe alerta para a necessidade da Manutenção, pois “as edificações são o suporte físico para a realização direta ou indireta de todas atividades produtivas, e possuem, portanto, um valor social fundamental.” Ainda importante é a visão de longevidade e durabilidade das edificações. Dispõe a Norma: “é inviável sob o ponto de vista econômico e inaceitável sob o ponto de vista ambiental considerar as edificações como produtos descartáveis, passíveis da simples substituição por novas construções quando seu desempenho atinge níveis inferiores ao exigido pelos seus usuários”. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 12. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 12/424 A Norma da ABNT, NBR 14653-1: Avaliação de bens - Procedimentos gerais, classificam os bens em tangíveis e intangíveis, nesta parte do curso o foco será os bens tangíveis. Dentre os bens tangíveis que serão objetos deste curso, destacam-se entre outros, imóveis, máquinas, equipamentos, veículos, mobiliário e utensílios, acessórios, matérias-primas e outras mercadorias, infraestruturas, instalações, recursos naturais, recursos ambientais. Quanto aos intangíveis, destacam-se entre outros, empreendimentos de base imobiliária, industrial ou rural, fundos de comércio, marcas e patentes. Os Relatórios e Laudos de Vistoria Técnica deverão ser elaborados segundo as disposições da NBR 13.752/96 da ABNT e serem acompanhados da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. A Vistoria Técnica deverá contemplar um diagnóstico geral do estado de conservação e/ou grau de urgência da correção das anomalias identificadas nas edificações / equipamentos públicos e privados; os pontos sujeitos a recuperação, reparos, restauro, reforma, manutenção ou substituição; as medidas saneadoras a serem utilizadas e suas respectivas metodologias; os prazos máximos para conclusão das medidas saneadoras. Na Prefeitura Municipal de São Paulo o Técnico deve atender ao DECRETO 41.534 – 20/12/2001: “Art. 4. - O servidor que integrar o corpo fiscalizador será responsável por todos os atos praticados no decorrer da ação fiscalizatória e, em especial, pelos dados consignados em autos, relatórios, termos e outros documentos equivalentes. Art. 9. - Nenhum agente fiscalizador poderá exercer suas atribuições sem exibir documento de identificação fornecido pela Administração Municipal, devendo ser-lhe permitido imediato ingresso no local objeto da vistoria”. As Vistoria Técnica são realizadas por solicitação, por denuncia, ou nos processos de Autorização, Alvarás, Revalidação de Alvarás (nestes casos o técnico analisa junto com a chefia a necessidade de vistoria técnica). Por recomendação é interessante que o inspetor tome alguns cuidados em analogia ao Auditor da qualidade / ambiental, e para tanto basta usar a Norma NBR ISO 19011 - Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental, em seu capitulo 6 – Atividades de Auditoria , fornece orientação sobre a realização das auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, incluindo a seleção de equipes de auditoria. No lugar de auditor basta ler “Inspetor” e no lugar de equipe auditora equipe de inspetores multidisciplinar sem esquecer que a realização das vistorias de engenharia ou inspeções prediais é de responsabilidade e da exclusiva competência dos profissionais, Engenheiros e Arquitetos, legalmente habilitados pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia CREA, de Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 13. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 13/424 acordo com a Lei Federal nº 5.194, de 21 de dezembro de 1966, e resoluções do Confea. Recomenda-se equipe multidisciplinar mínima, formada por Engenheiro Civil ou Arquiteto e Engenheiro Eletricista, com formação profissional plena e comprovada mediante a apresentação de Acervo Técnico registrado pelo Sistema Confea/Crea. Reescrevendo a Norma NBR ISO 19011 capitulo 4, transformando auditoria em perícia teremos os seguintes princípios relacionados a Inspetores e Peritos: a) Conduta ética: o fundamento do profissionalismo. Confiança, integridade, confidencialidade e discrição são essenciais para diligenciar e elaborar os Laudos. b) Apresentação justa: a obrigação de reportar com veracidade e exatidão. Constatações de vistorias, conclusões de vistorias e os Laudos refletem verdadeiramente e com precisão as atividades da diligencia. Obstáculos significantes encontrados durante a diligencia e opiniões divergentes não resolvidas entre a equipe de vistoria e o vistoriado deverão ser relatadas. c) Devido cuidado profissional: a aplicação de diligência e julgamento no relatório / Laudo Auditores pratiquem o cuidado necessário considerando a importância da tarefa que eles executam e a confiança colocada neles pelos clientes de auditoria e outras partes interessadas. Ter a competência necessária é um fator importante. Outros princípios se relacionam à auditoria, que é por definição independente e sistemática. d) Independência: a base para a imparcialidade da vistoria e objetividade das conclusões. Os peritos deverão ser preferencialmente independentes, ou seja, não ter nenhum comprometimento com a edificação ou pessoas que sobre ela representam algum interesse, ficando assim livres de tendência e conflito de interesse. Peritos devem mantêr um estado de mente aberta ao longo do processo de vistoria para assegurar que as constatações e conclusões serão baseadas somente nas evidências objetivas constatadas e ou consignadas. e) Abordagem baseada em evidência: o método racional para alcançar conclusões de vistorias confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático de perícia. Evidência de vistoria tem que ser verificável. É baseada em amostras das informações disponíveis, uma vez que uma vistoria é realizada durante um período finito de tempo e com recursos finitos. O uso apropriado de amostragem está intimamente relacionado com a confiança que pode ser colocada nas conclusões e nos laudos. Para atuar como perito judicial não é necessário prestar concurso público ou realizar pós-graduação, nem estar vinculado a alguma instituição ou emprego oficial. A atividade é de perito judicial é semelhante a do profissional liberal. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 14. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 14/424 Podem ser peritos: os aposentados, os profissionais liberais, os funcionários públicos e os empregados de empresas em geral, desde que suas profissões sejam de curso superior na área de perícia a ser realizada, como as dos: administradores, contadores, economistas, engenheiros, médicos, profissionais ligados ao meio ambiente, profissionais da área de informática, químicos, agrônomos, biólogos arquitetos, entre outras. A realização da Inspeção Predial é de responsabilidade técnica e competência dos profissionais, engenheiros civis e arquitetos, legalmente habilitados junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e podendo, em função da especificidade do serviço, ser envolvido outros profissionais habilitados – engenheiros eletricistas, engenheiros mecânicos e engenheiros com especialização em segurança do trabalho, que darão continuidade ao desenvolvimento de novos trabalhos. Em linhas gerais, a inspeção analisa as condições de habitabilidade, laboração, ocupação, hospedagem, verificando quanto a condições da estrutura, saúde, segurança contra incêndio, pânico e instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias. A norma NBR 14.037 de março de 1998 tem por objetivo delinear o Manual de operação, uso e manutenção das edificações, seu conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação do mesmo. O manual de operação, uso e manutenção é o documento que reúne apropriadamente todas as informações necessárias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação. É também o objeto de atenção desta Norma as Técnicas de avaliação pós-ocupação (APC), que têm sido utilizadas para retomar às etapas de projeto e execução as informações sobre as condições reais de apropriação pelos usuários do espaço construído, identificadas a partir de observações das etapas de operação, uso e manutenção. A qualificação da documentação técnica produzida ao longo das etapas de projeto e execução e seu direcionamento para esclarecer dúvidas relativas es etapas de operação, uso e manutenção, sistematizada na forma de manuais de operação, uso e manutenção das edificações tem sido outro instrumento para melhorar a comunicação no processo. O Manual deve apresentar informações sobre procedimentos recomendáveis para inspeções técnicas da edificação. contendo: a) definição da freqüência de inspeções necessárias para componentes, instalações e equipamentos da edificação e da qualificação técnica necessária do responsável pela atividade de inspeção; b) definição de roteiros de inspeções na edificação, com destaque para a observação de itens relacionados à segurança e salubridade, ou críticos ao funcionamento da edificação, descrevendo as condições especiais de acesso necessárias a todos os componentes, instalações e equipamentos não diretamente acessáveis, como a utilização de escadas, andaimes. equipamentos especiais de iluminação e ventilação, etc. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 15. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 15/424 O Manual deve apresentar informações sobre procedimentos recomendáveis para a manutenção da edificação, contendo: a) a especificação de procedimentos gerais de manutenção para a edificação como um todo e procedimentos específicos para a manutenção de componentes, instalações e equipamentos; b) a especificação de um programa de manutenção preventiva de componentes, instalações e equipa mentos relacionados à segurança e salubridade da edificação; c) a identificação de componentes da edificação mais importantes em relação à freqüência ou riscos decorrentes da falta de manutenção, descrevendo as conseqüências prováveis da não realização das atividades de manutenção; d) a recomendação da obrigatória revisão do Manual de operação, uso e manutenção quando da realização de modificações na edificação em relação ao originalmente construído e documentado no Manual. De acordo com o SINDUSCON do Paraná, O Manual da Edificação faz parte das garantias oferecidas pelo Construtor ao adquirente ou usuário do imóvel, em decorrência do estabelecido no Código de Defesa do Consumidor, CDC, artigo 50 e seu parágrafo único: “Art. 50 - A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. Parágrafo único - O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de maneira adequada, em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado de manual de instrução, de instalação e uso de produto em linguagem didática, com ilustrações” Figura 1 - Inspeção Predial; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/aspectos.pdf Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 16. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 16/424 2) Preceitos Legais                          Lei Federal Nº. 5.194 de 21/12/1966 que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências; Lei 6.496/77 - Institui a ART na prestação de serviços de engenharia, arquitetura e agronomia e dá outras providências; Lei 9636/98 Dispõe sobre regularização , administração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União e dá outras providências; Lei 10406/02 - Novo Código Civil Brasileiro. Resoluções do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e particularmente: o Resolução Nº. 205, de 30/09/1971, que adota o Código de Ética Profissional; o Resolução Nº. 218, de 27/06/1973, que fixa as atribuições do Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo nas diversas modalidades; o Resolução Nº. 345, de 27/07/1990, que dispõe quanto ao exercício por profissionais de nível superior das atividades de Engenharia de Avaliações e Perícias de Engenharia; Resolução/CEUSO/54/89 - CEUSO de 22/11/89; Resolução 1010 do Confea Código de ética do IBAPE Lei nº 10.671 de 15 de março de 2005, Estatuto do Torcedor, art. 23º Decreto Federal no 6.795, de 16 de março de 2009, que regulamenta o art. 23o da Lei 10.671 Portaria do Ministério dos Esportes no 124 de 17 de julho de 2009, que estabelece os requisitos mínimo a serem contemplados nos laudos técnicos previstos no Decreto Federal no 6.795 Código de obras e Edificações (COE); Leis Complementares ao COE; Decreto 24714 de 7/10/87, 27.011 de 30/09/88; Decreto 24767 de 14/10/87 - Regulamenta o sistema de fiscalização, disposições gerais para utilização de gás combustível n os edifícios e construções em geral; Portaria n° 2364/SAR/88 - publicada no DOM de 29/9/88 Relatório de Danos ambientais Licença da Vigilância Sanitária Leis de Ocupação, Parcelamento e Uso do Solo; Constituição Federal; Código Civil; Código de Processo Civil; Código Penal; Código Comercial; Código de Águas; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 17. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos              Rev. B 16/07/2011 Folha 17/424 Código de Defesa do Consumidor; Código Sanitário Estadual; Legislação Ambiental; Código Florestal; ABNT NBR 12721:1999 Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção para incorporação de edifícios em condomínio Procedimento ABNT NBR 14653-1:2001 Avaliação de bens Parte 1: Procedimentos gerais ABNT NBR 14653-2:2004 Avaliação de bens Parte 2: Imóveis urbanos ABNT NBR 14653-3:2004 Avaliação de bens Parte 3: Imóveis rurais ABNT NBR 14653-4:2002 Avaliação de bens - Parte 4: Empreendimentos ABNT NBR 14653-5:2006 Avaliação de bens - Parte 5: Maquinas e Equipamentos Norma Básica de Perícias em Engenharia do IBAPE/SP Glossário de Terminologia Aplicável à Engenharia de Avaliações e Perícias IBAPE/SP-2002 Normas Técnicas Oficiais (NTO): Figura 2 - Finalidades da Inspeção Predial; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/aspectos.pdf Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 18. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 18/424 3) Definições, conceitos, critérios, metodologia e classificações de riscos segundo as normas vigentes. A INSPEÇÃO PREDIAL, tema atual e de grande importância à sociedade, está sendo discutido e estudado em diversos segmentos do mercado imobiliário, sejam construtoras, incorporadoras, administradoras de condomínios, instituições. Assim como o ser humano necessita avaliar seu estado geral de bem estar físico e psicológico, as edificações necessitam de uma Inspeção Predial periódica, a fim de garantir suas condições e características físicas, funcionais, operacionais e de utilização. A Inspeção Predial, além de ser uma avaliação geral de uma edificação, é fonte de informações à gestão da manutenção, sendo a coleta de dados para a instrução de um plano de manutenção a ser desenvolvido ou já existente. Devem ser solicitadas pelo inspetor predial, documentações administrativas e técnicas, além do próprio plano de manutenção e registros, para serem analisados e considerados junto às orientações técnicas, lembrando, no entanto, que a Inspeção Predial, aqui tratada, não tem como objetivo a “legalização” do edifício junto aos órgãos públicos. A Inspeção Predial associada a planos de manutenção minimiza os desgastes naturais e a depreciação física, reduzindo, inclusive, a obsolescência técnica uma vez que poderá estar ligada a estudos de modernização de sistemas ou da própria edificação, consoante as desconformidades ou anomalias verificadas e analisadas na vistoria e no laudo técnico. Essas desconformidades ou anomalias apontadas na vistoria de Inspeção Predial, voltada à Manutenção, estão relacionadas a questões de desempenho dos sistemas e elementos construtivos, considerando as exigências dos usuários. As exigências dos usuários norteiam os trabalhos de Inspeção Predial, sendo definidas como sendo de: a) Segurança: • Segurança estrutural; • Segurança contra o fogo; • Segurança no uso e operação. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 19. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 19/424 b) Habitabilidade: • Estanqueidade; • Conforto higrotérmico; • Conforto acústico; • Conforto lumínico; • Saúde, higiene e qualidade do ar; • Funcionalidade e acessibilidade; • Conforto tátil. c) Sustentabilidade: • Durabilidade; • Manutenabilidade – facilidade de se fazer a manutenção; • Adequação ambiental O atendimento as necessidades e as exigências dos usuários é uma meta, também, da manutenção predial, sendo esta definida na NBR 5674 – Manutenção de edificações da A.B.N.T..Este atendimento interfere diretamente no sistema de qualidade da manutenção predial e na sua confiabilidade, tal que a Inspeção Predial é fonte de apuração dessas informações, imprescindíveis na elaboração e revisão do plano de manutenção desenvolvido pela gestão predial. A Inspeção Predial também poderá ser contratada como uma vistoria de conformidades não só voltada à elaboração, revisão e atualização de um plano de manutenção predial, mas também como fonte de informações referentes a conformidades: técnicas (envolvendo desempenho e vida útil), funcionais, operacionais, legais, de segurança, de atualização tecnológica, econômicas, etc. Sendo assim, a aplicabilidade de uma Inspeção Predial, variando conforme seu objetivo, pode ser:  Elaboração de planos de manutenção integrada;  Preservação da garantia da construção;  Verificação do estado de conservação;  Estudos de valorização e modernização de imóveis;  Auxílio em transações imobiliárias (compra e venda de imóveis);  Auxílio na gestão condominial (síndico e administradora);  Redução de prêmio de seguro; etc.  Como se faz uma Inspeção Predial? A Inspeção Predial é uma vistoria que necessita de profissional especializado no assunto, com visão sistêmica da edificação, bem como conhecimentos técnicos sobre materiais, sistemas e funcionamentos. Devem ser observados na Inspeção Predial, aspectos de facilidade de manutenção existentes na edificação, sendo que dificuldade de acesso, por Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 20. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 20/424 exemplo, impede um bom desenvolvimento de rotinas de manutenção e até mesmo da própria vistoria. A falta de Inspeção Predial com foco na manutenção dificulta verificar, quantificar e priorizar as deficiências nas edificações existentes. Em recentes estatísticas / pesquisas de mercado verificamos à ausência de planos estratégicos ou simples planos de manutenção usados na Manutenção e Conservação dos imóveis, ou seja, a maioria dos sistemas de manutenção são baseados nos elementos de conservação obrigatórios, tais como Ar condicionado, Elevadores e equipamentos de transporte, Bombas, Caldeiras, Geradores de água quente, e Grupo moto-geradores. Além dos aspectos mercadológicos e de ausência de plano de manutenção, há a incidência dos acidentes prediais causados pela negligência de investimentos nessa área. O grau de deterioração dos sistemas e elementos construtivos em sua maioria é avançado, além de precoce, o que impõe aos investidores ou proprietários a necessidade de recuperações dispendiosas e urgentes. Neste sentido, a Inspeção Predial têm ocupado espaço importante como ferramenta na gestão dos ativos imobiliários, já que pode ser empregada na avaliação da Manutenção e Conservação das edificações. Facilita, também, a análise, a compreensão e o ordenamento de investimentos, que são baseados nas medidas para a solução de falhas e anomalias constatadas pela Inspeção Predial, classificadas segundo grau de risco, o que determinam prioridades técnicas para um ajuste de investimentos no plano de manutenção, no plano de reparos e nas modernizações. Assim, o emprego da Inspeção Predial garante a manutenção da vantagem competitiva dos imóveis, auxilia a redução de custos operacionais e de manutenção, diminui o desconhecimento sobre os riscos envolvidos com paralisações de sistemas e eventuais acidentes, bem como reduz os investimentos patrimoniais urgentes. Auxilia, também, a programação de investimentos patrimoniais futuros. Com este enfoque, a Inspeção Predial ganha mais abrangência do que as suas características normativas, quais sejam: simples constatação de falhas ou anomalias, classificações quanto ao grau de risco e elaboração de orientações técnicas. Para a identificação correta de investimentos, sejam esses na Manutenção ou no Plano de Reparos, a Inspeção deverá atentar para a análise de responsabilidades técnicas das deficiências constatadas, consoante a causa e origem das mesmas, além de avaliar se as não-conformidades possuem reparos / investimentos viáveis tecnicamente, sob a ótica da abrangência da Manutenção. Portanto, percebe-se que a Inspeção Predial quando empregada como ferramenta na gestão de ativos, distancia-se em muito de uma simples “Vistoria”. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 21. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 21/424 3.1 DEFINIÇÕES: Para os efeitos desta Curso, aplicam-se as seguintes definições extraídas da Norma ABNT NBR 05674/1999: “3.1 desempenho: Capacidade de atendimento das necessidades dos usuários da edificação. 3.2 edificação: Produto constituído pelo conjunto de elementos definidos e integrados em conformidade com os princípios e técnicas da Engenharia e da Arquitetura para, ao integrar a urbanização, desempenhar funções ambientais em níveis adequados. 3.3 inspeção: Avaliação do estado da edificação e de suas partes constituintes, realizada para orientar as atividades de manutenção. 3.4 manual de operação, uso e manutenção: Documento que reúne apropriadamente todas as informações necessárias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação (NBR 14037:1998 - Manual de operação, uso e manutenção das edificações - Conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação). 3.5 manutenção: Conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou recuperar a capacidade funcional da edificação e de suas partes constituintes de atender as necessidades e segurança dos seus usuários. 3.6 necessidades dos usuários: Exigências de segurança, saúde, conforto, adequação ao uso e economia cujo atendimento é condição para realização das atividades previstas no projeto. 3.7 planejamento (dos serviços de manutenção): Elaboração de uma previsão detalhada dos métodos de trabalho, ferramentas e equipamentos necessários, condições especiais de acesso, cronograma de realização e duração dos serviços de manutenção. 3.8 previsão orçamentária: Estimativa do custo para a realização de um programa de manutenção. 3.9 programação (dos serviços de manutenção): Elaboração de um cronograma para a realização dos serviços de manutenção. 3.10 projeto: Descrição gráfica e escrita das características de um serviço ou obra de Engenharia ou de Arquitetura, definindo seus atributos técnicos, econômicos, financeiros e legais. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 22. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 22/424 3.11 proprietário: Pessoa física ou jurídica que tem o direito de dispor da edificação. 3.12 serviço de manutenção: Intervenção realizada sobre a edificação e suas partes constituintes, com a finalidade de conservar ou recuperar a sua capacidade funcional. 3.13 sistema de manutenção: Conjunto de procedimentos organizado para gerenciar os serviços de manutenção. 3.14 usuário: Pessoa física ou jurídica, ocupante permanente ou não permanente da edificação. 3.15 vida útil: Intervalo de tempo ao longo do qual a edificação e suas partes constituintes atendem aos requisitos funcionais para os quais foram projetadas, obedecidos aos planos de operação, uso e manutenção previstos”. 3.2 CONCEITOS: . O INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA (IBAPE) com a Norma de inspeção predial do IBAPE de 24 de Setembro de 2009, define no seu item 5: “3.2.1. DEFINIÇÕES: Para efeito desta Norma, aplicam-se as definições das normas citadas e as seguintes: 3.2.1.1. INSPEÇÃO PREDIAL É a análise isolada ou combinada das condições técnicas, de uso e de manutenção da edificação. 3.2.1.2. NÍVEL DE INSPEÇÃO PREDIAL Classificação quanto à complexidade da inspeção e a elaboração de seu laudo final, quanto à necessidade do número de profissionais envolvidos e a profundidade nas análises dos fatos. 3.2.1.3. TIPOS DE INSPEÇÃO PREDIAL Define a natureza do elemento construtivo a ser inspecionado. 3.2.1.4. GRAU DE RISCO Critério de classificação das anomalias e falhas constatadas em uma inspeção predial, classificadas considerando o impacto do risco oferecido aos usuários, ao meio ambiente e ao patrimônio, dentro dos limites da inspeção predial. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 23. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 23/424 3.2.1.5. CRÍTICO-IMPACTO IRRECUPERÁVEL É aquele que provoca danos contra a saúde e segurança das pessoas, e meio ambiente, perda excessiva de desempenho e funcionalidade causando possíveis paralisações, aumento excessivo de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada. 3.2.1.6. REGULAR - IMPACTO PARCIALMENTE RECUPERÁVEL É aquele que provoca a perda parcial de desempenho e funcionalidade da edificação sem prejuízo à operação direta de sistemas, deterioração precoce e desvalorização em níveis aceitáveis. 3.2.1.7. MÍNIMO-IMPACTO RECUPERÁVEL É aquele causado por pequenas perdas de desempenho e funcionalidade, principalmente quanto à estética ou atividade programável e planejada, sem incidência ou sem a probabilidade de ocorrência dos riscos relativos aos impactos irrecuperáveis e parcialmente recuperáveis, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor imobiliário. 3.2.1.8. LISTA DE VERIFICAÇÃO Conjunto de tópicos a serem fundamentalmente vistoriados, sendo considerado o número mínimo de itens a serem abordados em uma inspeção.Destacam-se nessa listagem, por motivos óbvios, a estrutura, a impermeabilização, as instalações hidráulicas e elétricas, os revestimentos das fachadas, as esquadrias, os revestimentos, os elevadores, o sistema de ar condicionado a cobertura e demais equipamentos, principalmente aqueles relativos a combate a incêndio e SPDA”. Figura 3 – Fotografia em banheiro de Hotel da Cracolandia em 22/07/2009 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 24. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 24/424 3.3 CLASSIFICAÇÕES DAS INSPEÇÕES PREDIAIS QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO A Inspeção Predial poderá estar classificada de acordo com o nível pretendido do inspetor e da finalidade da mesma. 3.3.1 Nível 1 Análises técnicas elaborada por um único profissional habilitado, voltadas a edificações de pequeno porte, com escadarias ou apenas um elevador. 3.3.2 Nível 2 Análises técnicas procedidas por equipe de no mínimo dois profissionais de diversas especialidades, eventualmente com o auxilio de equipamentos e/ou aparelhos, consoante à complexidade dos sistemas construtivos existentes. A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma ou mais especialidades. 3.3.3 Nível 3 Equivalente aos parâmetros definidos para a inspeção de NÍVEL 2, acrescida de consultoria com as prescrições para a reparação das anomalias e falhas constatadas, ou de consultoria para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção. Figura 4 - Nivel de Inspeção; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 25. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 25/424 3.4 CRITÉRIO e METODOLOGIA Há necessidade de conhecer as definições, conceitos e diferenças no que tange a: falhas e anomalias; causas e origens; conservação, manutenção e reparação; operação e desempenho para a compreensão da abrangência da Inspeção Predial como ferramenta de Gestão. 3.4.1 Critério O critério utilizado para elaboração de laudos de inspeção predial baseia-se na análise do risco oferecido aos usuários, ao meio ambiente e ao patrimônio, diante as condições técnicas, de uso, operação e manutenção da edificação, bem como da natureza da exposição ambiental. A análise do risco consiste na classificação das anomalias e falhas identificadas nos diversos componentes de uma edificação, quanto ao seu grau de risco, relacionado com fatores de manutenção, depreciação, saúde, segurança, funcionalidade, comprometimento de vida útil e perda de desempenho. 3.4.2 Metodologia A metodologia a ser empregada consiste em:  Determinação do nível e tipo de inspeção;  Verificação da documentação;  Obtenção de informações dos usuários, responsáveis, proprietários e gestores das edificações;  Inspeção dos tópicos da listagem de verificação;  Classificação das anomalias e falhas;  Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco;  Ordem de prioridades;  Indicação das orientações técnicas;  Classificação do estado de manutenção;  Recomendações gerais e de sustentabilidade;  Tópicos essenciais do laudo;  Responsabilidades. Figura 5 - Responsabilidades; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 26. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 26/424 3.5 CLASSIFICAÇÃO DAS ANOMALIAS E FALHAS A classificação das anomalias e falhas poderá ser indicada nos laudos dos níveis 1 e 2, e deverá ser anotada nos laudo de nível 3. 3.5.1 ANOMALIAS - é o desvio da normalidade, caracterizando uma irregularidade ou ainda apresentada na forma de sintoma, lesão, defeito ou manifestação patológica:  Endógena: execução). Originaria da própria edificação (projeto, materiais e  Exógena: Originaria de fatores externos a edificação, provocados por terceiros ou de mau uso dos sistemas e equipamentos.  Natural: Originaria imprevisíveis).  Funcional: Originaria do uso e degradação ao longo do tempo. de fenômenos da natureza (previsíveis, Figura 6 - Diagrama das Anomalias; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 27. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 27/424 3.5.2 FALHAS. Falha é incorrer em erro, relacionado ao desvio de uma previsão técnica, ou ainda, ligado à interrupção de um processo operacional. A falha está relacionada a procedimentos e processos sem aderência ou executados equivocadamente. Portanto, falha vincula-se a problemas decorrentes de serviços de Manutenção e Operação das edificações:  De Planejamento: Decorrentes de falhas de procedimentos e especificações inadequados do plano de manutenção, sem aderência a questões técnicas, de uso, de operação, de exposição ambiental e, principalmente, de confiabilidade e disponibilidade das instalações, consoante a estratégia de Manutenção. Além dos aspectos de concepção do plano, há falhas relacionadas às periodicidades de execução.  De Execução: Associada à manutenção proveniente de falhas causadas pela execução inadequada de procedimentos e atividades do plano de manutenção, incluindo o uso inadequado dos materiais.  Operacionais: Relativas aos procedimentos inadequados de registros, controles, rondas e demais atividades pertinentes.  Gerenciais: Decorrentes da falta de controle de qualidade dos serviços de manutenção, bem como da falta de acompanhamento de custos da mesma. Figura 7 - Diagrama das Falhas; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 28. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 28/424 3.6 CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO A classificação quanto ao grau de risco de uma anomalia ou falha deve sempre ser fundamentada. Devem ser considerados os limites e os níveis da Inspeção Predial realizada, em função das anomalias e falhas constatadas na inspeção predial, considerando o impacto do risco oferecido aos usuários, ao meio ambiente e ao patrimônio, dentro dos limites da inspeção predial. Quanto à ordem de prioridades recomenda-se que seja disposta em ordem decrescente quanto ao grau de risco e intensidade das anomalias e falhas, apurada por metodologias técnicas apropriadas (GUT, FMEA, etc.). 3.6.1 RISCO CRÍTICO-IMPACTO IRRECUPERÁVEL É aquele que provoca danos contra a saúde e segurança das pessoas, e meio ambiente, perda excessiva de desempenho e funcionalidade causando possíveis paralisações, aumento excessivo de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada. 3.6.2 RISCO REGULAR - IMPACTO PARCIALMENTE RECUPERÁVEL É aquele que provoca a perda parcial de desempenho e funcionalidade da edificação sem prejuízo à operação direta de sistemas, deterioração precoce e desvalorização em níveis aceitáveis. 3.6.3 RISCO MÍNIMO - IMPACTO RECUPERÁVEL É aquele causado por pequenas perdas de desempenho e funcionalidade, principalmente quanto à estética ou atividade programável e planejada, sem incidência ou sem a probabilidade de ocorrência dos riscos relativos aos impactos irrecuperáveis e parcialmente recuperáveis, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor imobiliário. Figura 8 - Dados sobre Edificações; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 29. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 29/424 4) Definições de estado de conservação e suas classificações. 4.1 CLASSIFICAÇÃO DA QUALIDADE DA MANUTENÇÃO E USO A classificação quanto ao estado de manutenção e condições de uso deve sempre ser fundamentada, considerando os graus de risco e as intensidades das anomalias e, especialmente das falhas encontradas. Além disso, deve ser analisada a condições de regularidade do uso bem como os níveis de aprofundamento da Inspeção Predial realizada, devendo-se indicar uma das seguintes classificações: 4.1.1 – Classificação da Qualidade da Manutenção:  Manutenção Ótima  Manutenção Normal  Manutenção Mínima  Manutenção Deficiente  Manutenção Inexistente 4.1.2 – Classificação das Condições de Uso: A classificação pode indicar a condição de uso regular ou irregular. O uso regular vai permitir que a edificação seja ocupada e utilizada dentro dos parâmetros previstos no projeto, contribuindo para a sua longevidade. Quando o uso é irregular, a edificação estará sujeita a riscos não previstos que poderão comprometer a segurança e habitabilidade. Em relação ao uso, o inspetor predial deverá classificar a edificação: USO REGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de acordo com o uso previsto no projeto; USO IREGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de forma irregular, com o uso divergente do previsto no projeto; A prioridade na ordem de reparos ou soluções poderá se basear nessa(s) classificação (ões), quanto ao estado de manutenção geral do empreendimento e condições de uso; não impedindo que se recomende eventual interdição em parte da edificação; visando garantir a integridade dos usuários; quando do surgimento de situações de grau de risco crítico, ou identificação de uso irregular, em setores específicos e destacados do restante do empreendimento inspecionado. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 30. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 30/424 5) Aspectos legais e aplicabilidade. Os problemas construtivos da obra nova são de responsabilidade dos construtores e incorporadores, conforme o art.12 do Código do Consumidor, que determina a reparação pelos danos causados aos consumidores por defeitos de projeto, fabricação, construção e montagem de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. As anomalias de origem endógenas devem ser reparadas pelos construtores e incorporadores. O Termo de Garantia Contratual que, por sua vez, é complementar à garantia legal especificada no Artigo 1.245 do Código Civil Brasileiro: “Art. 1245 - Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante 5 (cinco) anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo, exceto, quanto a este, se, não o achando firme, preveniu em tempo o dono da obra”. Este prazo de garantia legal, que no caso dos edifícios é também chamado de garantia qüinqüenal, refere-se exclusivamente aos casos de solidez e segurança da edificação, ou seja, ocorrências que possam vir a causar ameaça à integridade física de pessoas. São ocorrências que se enquadram na definição de defeito (ver Figura 9), estabelecido no CDC: “Art. 12 - O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. § 1º - O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera,[...]”. O Termo de Garantia Contratual, complementar à garantia legal, é um termo feito por escrito e que precede e acompanha o Manual da Edificação. O termo de garantia ou equivalente deve esclarecer, de maneira adequada, em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente preenchido pelo construtor, no ato da entrega e recebimento do imóvel. As garantias oferecidas pelo Construtor devem especificar, além de outras, as exigências quanto aos prazos de atendimento aos vícios da construção, tal como mencionado no CDC: “Art. 18 - Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 31. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 31/424 publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas”. Vícios da construção (não confundir com defeito, citado anteriormente) podem ser de duas naturezas: vícios aparentes ou de fácil constatação (ver Figura 10), e vícios ocultos (ver Figura 11). Os vícios ocultos, qualificados como vícios redibitórios – da mesma forma que os vícios aparentes ou de fácil constatação têm prazo de prescrição semestral, fixado pelo Código Civil e, desta maneira, o momento para que o vício fique evidenciado não deverá ultrapassar este tempo: Capítulo IV - DOS PRAZOS DA PRESCRIÇÃO Art. 178. Prescreve-se: [...] § 5°. Em 6 (seis) meses: [...] IV - a ação para haver o abatimento do preço da coisa imóvel, recebida com vício redibitório, ... O Termo de Garantia Contratual, complementar à garantia legal, poderá conter a descrição das garantias adicionais dadas pelos fornecedores de componentes, instalações e equipamentos da edificação, identificando-se prazos de validade e responsabilidades dos usuários da edificação para a validade destas garantias. Na identificação dos fornecedores de componentes, instalações e equipamentos, incluindo nomes, registros profissional e/ou empresarial, endereço e telefone, far-se-á obrigatoriamente a ressalva de que o contato direto com estes fornecedores é uma faculdade e não uma responsabilidade dos usuários da edificação. Figura 9 – Defeitos endógenos na construção - Aristides Athayde Cordeiro Termo De Garantia E Manual Da Edificação Curitiba, Sinduscon Pr Janeiro De 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 32. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 32/424 Figura 10 – Vícios aparentes ou de fácil constatação - ARISTIDES ATHAYDE CORDEIRO TERMO DE GARANTIA E MANUAL DA EDIFICAÇÃO CURITIBA, SINDUSCON PR JANEIRO DE 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc Figura 11– Vícios rebiditórios ou ocultos - ARISTIDES ATHAYDE CORDEIRO TERMO DE GARANTIA E MANUAL DA EDIFICAÇÃO CURITIBA, SINDUSCON PR JANEIRO DE 2001 fonte www.sindusconpr.com.br/.../20090401150424Manual_proprietario.doc Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 33. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 33/424 As anomalias de origem exógena devem ser reparadas pelos causadores desses danos, consoante está preconizado pelo art.186 do Código Civil, ou seja, aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Em geral, a responsabilidade pela periclitação e acidentes construtivos, decorrentes de fatores funcionais, com destaque para os descuidos com a Manutenção das Edificações, é atribuída ao proprietário ou síndico, consoante estabelecido em lei. O item V do artigo 1.348 do Código Civil consigna que compete ao síndico diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores, ou seja, é sua responsabilidade conservar o condomínio em boas condições de segurança, proteção, salubridade e conforto, cuja principal diligência para tanto é a Manutenção. O item VIII do art.39 do Código do Consumidor, por seu lado, veda os serviços em desacordo com as normas da ABNT, lembrando-se que o cumprimento da norma técnica NBR 5674/99 da ABNT, quanto à Manutenção de Edificações, é outra medida a ser diligenciada pelo síndico. As anomalias de de origem Natural decorrentes de fenômenos da natureza (previsíveis, imprevisíveis) e Funcional originarias do uso e degradação ao longo do tempo são de responsabilidade do sindico e em caso de edificações de menor porte são de responsabilidade do proprietário e do responsável pelo uso Destaque-se portanto que os síndicos e proprietários de imóveis e usuários , são os agentes mais vulneráveis, em virtude da negligência com a Manutenção Predial, a colocar pessoas em condições de risco ou mesmo causando vítimas pelos acidentes prediais. Quanto à responsabilidade criminal, no capítulo das Lesões Corporais, o art 129 do Código Penal é muito claro quanto a se ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem, com pena variando de três meses a doze anos de detenção; no capítulo da Periclitação da Vida e da Saúde, o art.132 dispõe que expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente pode gerar pena de três meses a um ano de detenção. Tais exigências legais não deixam qualquer dúvida quanto aos ônus, responsabilidades e sansões passíveis de serem atribuídas aos responsáveis pelas anomalias construtivas. O(s) profissional é (são) responsável (ais) única e exclusivamente pelo escopo e pelo nível de inspeção contratada.  Exime-se de qualquer responsabilidade técnica a empresa ou profissional, quando as observações e orientações existentes no laudo de Inspeção Predial não forem implementadas pelo proprietário ou Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 34. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 34/424 responsável legal da edificação,bem como por qualquer anomalia e falha decorrente de deficiências de: projeto, execução, especificação de materiais, e/ou deficiência de manutenção, bem como qualquer outra alheia ao trabalho de inspeção procedido.  Exime-se de qualquer responsabilidade técnica a empresa ou profissional, sobre a análise de elementos, componentes, subsistemas e locais onde não foi possível executar a Inspeção Predial. Deve-se explicitar a redação específica desses impedimentos no laudo. Quanto a documentação recomenda-se analisar, quando disponíveis e existentes, os seguintes documentos, legais, administrativos e técnicos da edificação. TRABALHISTA  Livro ou cartão de ponto  Horário de trabalho  Carimbo do C.N.P.J  Matrícula no INSS  Livro de Registro de Empregados  Livro de Inspeção do Trabalho  Contratos de Experiência  Folha de Pagamento  Pasta com todas as rescisões de contrato de trabalho  Cadastro do empregador para o Vale Transporte  Declaração e Termo de Responsabilidade - vale transporte  Termo de responsabilidade para concessão do Salário-Família  Declaração de dependentes para fins de desconto do Imposto de Renda  Guias - contribuição sindical ; INSS ; FGTS ; PIS ; IR  Certidões negativas de Débito (CND) do INSS e FGTS a cada três  meses, se o responsável pelo pagamento é a administradora ou o contador  RAIS (Relação Anual de Informação Social)  DIRF (Declaração do Imposto de Renda na Fonte)  Comprovante de rendimentos pagos e de retenção de Imposto de Renda na Fonte. ADMINISTRATIVA  Instituição, Especificação e Convenção de Condomínio;  Regimento Interno do Condomínio;  Alvará de Construção;  Auto de Conclusão;  IPTU  Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);  Alvará do Corpo de Bombeiros Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 35. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos                Rev. B 16/07/2011 Folha 35/424 Ata de instalação do condomínio; A lista de documentos mencionada refere-se ao Município de São Paulo - SP. Para outras localidades, o Inspetor predial devera adequar e complementar a referida lista, consoantes as exigência de posturas Municipais e legais (lembra sempre do Art 5º da Constituição). Autos de Vistoria de Segurança (AVS) Certificado de Manutenção do Sistema de Segurança; Certificado de treinamento de brigada de incêndio; Licença de funcionamento da prefeitura Licença de funcionamento do órgão ambiental estadual Cadastro no sistema de limpeza urbana Comprovante da destinação de resíduos sólidos, etc. Relatório de danos ambientais, quando pertinente Licença da vigilância sanitária, quando pertinente Contas de consumo de energia elétrica, água e gás. PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Alvará de funcionamento; Certificado de Acessibilidade TÉCNICA  Memorial descritivo dos sistemas construtivos;  Quadros de área;  Projetos dos sistemas construtivos (listar o que está hoje na Norma)  Projeto aprovado;  Projeto modificativo;  Projeto executivo;  Projeto de sondagem;  Projeto de fundações, contenções, cortinas e arrimos;  Projeto de estruturas;  Projeto de formas;  Projeto de armação;  Projeto de Instalações Prediais:  Instalações Hidráulico-sanitárias, e de água pluviais;  Instalações de gás;  Instalações elétricas, de telefonia e de Pára-raios (SPDA);  Instalações de ar condicionado;  Projeto de Impermeabilização;  Projeto de Revestimentos;  Projeto de Pintura;  Projeto de acessibilidade MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO  Manual de Uso, Operação e Manutenção (Manual do Proprietário e do Síndico); Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 36. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos                  Rev. B 16/07/2011 Folha 36/424 Plano de Manutenção e Operação e Controle (PMOC) Selos dos Extintores Relatório de Inspeção Anual de Elevadores (RIA); Atestado do Sistema de Proteção a Descarga Atmosférica - SPDA; Certificado de limpeza e desinfecção dos reservatórios; Relatório das análises físico-químicas de potabilidade de água dos reservatórios e rede; Certificado de ensaios de pressurização em mangueiras; Laudos de Inspeção Predial anteriores; Certificado de ensaios de pressurização em cilindro de extintores. Relatório do acompanhamento de rotina da Manutenção Geral; Relatórios dos Acompanhamentos das Manutenções dos Sistemas específicos: ar condicionado, motores, antenas, bombas, CFTV, Equipamentos eletromecânicos e demais componentes. Relatórios de ensaios da água gelada e de condensação de sistemas de ar condicionado central Certificado de teste de estanqueidade do sistema de gás. Relatórios de ensaios preditivos, tais como: termografia, vibrações mecânicas, etc. Relatórios dos Acompanhamentos das Manutenções dos Sistemas Cadastro de equipamentos e máquinas A lista acima é uma sugestão e deve ser adequada pelo inspetor predial de acordo com a localidade da edificação inspecionada, havendo outros documentos específicos para cada municipalidade, o que deve ser pesquisado e providenciado pelo inspetor, quando possível. Os documentos da lista acima devem ser colocados no Laudo como anexos, pois eles são utilizados como parte das evidências objetivas colhidas na diligencia e tem valor de subsídio das informações e conclusões (embasamento). Estes documentos listados assim como as normas utilizadas como referencia e as fotografias, formam um método racional para evidenciar as conclusões de forma confiável e reproduzível em um processo sistemático de perícia. Evidência de vistoria tem que ser verificável e recuperável. Elas são baseadas em amostras das informações disponíveis, uma vez que uma vistoria é realizada durante um período finito de tempo e com recursos finitos. Resumindo, o uso apropriado de evidencias está intimamente relacionado com a confiança que pode ser colocada nas conclusões e nos laudos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 37. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 37/424 Figura 12 - Responsabilidades; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Seminário de Inspeção e Manutenção Predial CREA AM. Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ Figura 13– Exemplos de falência estrutural em incêndios – Cartilha CONTRU 2, Prefeitura da Cidade de São Paulo, Secretaria da Habitação Dez 2008 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 38. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 38/424 6) Valorização patrimonial desencadeada por ações de manutenção predial A Manutenção Predial compreende um conjunto de serviços para a conservação ou recuperação da capacidade funcional da edificação, a fim de atender as necessidades dos usuários. Possui por finalidade primeira a minimização dos desgastes nos diversos sistemas que compõem o edifício, bem como o atendimento aos níveis de desempenho e exigências dos usuários, permitindo que as vidas úteis desses sistemas se aproximem dos prazos para os quais foram projetados. Para estabelecer o Plano de Manutenção Predial, que por definição é um conjunto de tarefas planejadas e programadas segundo uma Estratégia de Gestão, os Gerentes Condominiais não poderão se abster da constatação das reais condições técnicas do empreendimento.Neste aspecto a INSPEÇÃO PREDIAL auxilia todo o processo e, inclusive, já está prevista em norma técnica de Manutenção Predial (NBR 5674 da ABNT). INSPEÇÃO PREDIAL é, de forma simples, a verificação da edificação, retratando o panorama geral em um determinado instante, através do levantamento e indicação das características reais do edifício. O Relatório de Inspeção Predial relaciona os problemas de ordem técnica funcional e de manutenção encontrados nos sistemas que compõe o empreendimento, documentando através de registro fotográfico e estabelecendo prioridades de intervenção sob a ótica da segurança do usuário. Informa, também, as recomendações técnicas para cada questão abordada. Com estas informações os Gerentes Condominiais poderão definir, corrigir ou reorientar o Plano de Manutenção do Edifício permitindo a programação de despesas e custos intrínsecos à manutenção. Além disso, estabelecerão parâmetros para a determinação de outros dois aspectos importantes na gestão condominial: A MANUTENÇÃO DO VALOR PATRIMONIAL E AUMENTO DO VALOR PATRIMONIAL. A MANUTENÇÃO DO VALOR PATRIMONIAL é tarefa da manutenção predial por excelência, visto que está diretamente relacionada com a funcionalidade dos sistemas, sua conservação e minimização de gastos. O AUMENTO DE VALOR PATRIMONIAL é uma etapa na vida econômica de um edifício que deve estar prevista nos planos de Gestão Condominial como estratégia Competitiva de Administração. Para haver Aumento de Valor Patrimonial, analisam-se as alterações e modificações necessárias dos sistemas de funcionamento, através da adequação e atualização frente às novas tendências mercadológicas. Nesse Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 39. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 39/424 caso são estabelecidos os critérios de quando e como realizar as alterações, programando o “Retrofit” e o “Up Grade” necessários para que seja garantida a manutenção da VANTAGEM COMPETITIVA no mercado imobiliário. Com base nestes conceitos, os custos de manutenção não podem ser confundidos como despesas. Os gastos com MANUTENÇÃO são INVESTIMENTOS ao patrimônio, já que permitem MANTER E AUMENTAR o VALOR PATRIMONIAL da empresa / CONDOMÍNIO. Figura 14 - Manutenção – Perda de Valor; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - OUTUBRO/2008 no IBAPE, FORUM DE INSPEÇÃO DE ESTADIOS. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ De acordo com este contexto, a INSPEÇÃO PREDIAL impulsiona toda a gama de atividades para a materialização do investimento no patrimônio, e se faz insubstituível como instrumento moderno na ADMINISTRAÇÃO CONDOMINIAL, onde a regra é a administração por resultados com plena utilização dos recursos tecnológicos, humanos e materiais, a fim de solucionar questões relacionadas ao consumo e investimento de bens imóveis.”. A Inspeção Predial é o fundamento ou a base de todo o processo da manutenção de valores, tal qual a relação abaixo estabelecida, segundo o fluxo de informações proposto:  Estudo do mercado – panorama geral  Realização da Inspeção Predial  Análise das anomalias – prioridades de serviços – recomendações técnicas  Plano de manutenção e reformas, considerando o mercado Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 40. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos     Rev. B 16/07/2011 Folha 40/424 Levantamento de valores a serem investidos Estabelecimento de cronograma de intervenções Análises de viabilidade de investimentos Verificação da consolidação da valorização patrimonial Figura 15 - ; in “PALESTRA DE INSPEÇÃO PREDIAL” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Novembro/200p no IBAPE, Curso de Inspeção Predial em Estádios de Futebol. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/ É importante destacar que a manutenção recupera e conserva a capacidade funcional de sistemas e elementos construtivos, sendo assim ela não tem como objetivo reformar ou alterar características de projeto. A manutenção recupera através de atividades corretivas, sendo estas preferencialmente planejadas, envolvendo aspectos de durabilidade, desempenho, vida útil. As atividades de manutenção a serem realizadas dentro de um plano de gestão da manutenção – estratégia de ação, essas podem ser classificadas em preditivas, preventivas, corretivas e detectivas. Manutenção Preditiva: é uma atividade que visa estudos sistemas e equipamentos e analisar seu Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 41. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 41/424 comportamento, a fim de predizer e apontar anomalias, instruindo aspectos da manutenção preventiva. Manutenção Preventiva: Age antecipadamente para que não haja a reparação, são atividades programadas em datas pré-estabelecidas obedecendo, portanto, critérios técnicos e administrativos.É o conjunto de atividades que visam evitar possíveis problemas dos componentes das máquinas e equipamentos, comprometendo a sua performance e desempenho Manutenção Corretiva: Visa à reparação, caracterizada por serviços planejados ou não, objetivando corrigir defeitos. Manutenção Detectiva: Visa apurar a causa de problemas e sua análise, a fim de auxiliar nos planos de manutenção bem como nas atividades de manutenção preventiva e corretiva.É a engenharia de manutenção ou a manutenção proativa. Observa-se, segundo a Lei de Sitter ou Lei dos Cinco, a evolução progressiva de custos de manutenções, aplicada às suas atividades, considerando os custos relativos ao tipo de intervenção conforme figura abaixo: Figura 16 - Custos de Manutenção; in “ASPECTOS PRÁTICOS DA INSPEÇÃO PREDIAL E MANUTENÇÃO” - autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. - Julho/2005 no Primeiro Seminário de Inspeção e Manutenção Predial da P&M. Fonte http://www.ibape-sp.org.br/arquivos/aspectos.pdf Segundo SITTER, colaborador do CEB - COMITÊ EURO-INTERNACIONAL DU BÉTON, apud ELENE, 1992, pg.24. e formulador dessa lei de custos, adiar uma intervenção significa aumentar os custos diretos em uma razão de progressão geométrica de 5 (cinco).Sendo, conforme ilustração acima. Se em t2, o custo de intervenção é igual a 5, em t3 será 25, em t4 será 125 e assim por diante na razão de 5. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 42. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 42/424 7) COMPONENTES DOS LAUDOS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES RELATIVAS À MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO PREDIAL. Consoante o desenvolvimento dos itens abordados nos tópicos anteriores a inspeção predial deverá ser planejada conforme o tipo da edificação, consideradas suas características construtivas, qualidade da documentação entregue ao inspetor e nível de inspeção a ser realizado. O planejamento da vistoria deverá ter início com uma entrevista com o responsável da edificação (síndico, administrador ou gestor), com abordagem dos aspectos cotidianos do uso e da manutenção do imóvel. A inspeção predial poderá ser realizada em toda a edificação ou em partes desta, indicada pelo interessado, ou, ainda, de acordo com a abrangência do trabalho. A Inspeção Predial e seu relatório devem reportar claramente as falhas e anomalias. Durante a confecção do laudo é de grande responsabilidade atentar para os tipos e origens dos problemas constatados, a fim de proceder a orientações pertinentes à Manutenção ou ao Plano de Reparos. Segundo diversas estatísticas sobre a incidência dos problemas na construção civil, a manifestação patológica se dá nas etapas de uso e operação das edificações, mesmo quando estejam relacionadas às etapas de projeto e execução. Logo, conforme definido acima, anomalias possuem origem nas etapas de projeto, execução ou especificação de materiais, já as falhas relacionam-se a deficiências na etapa de uso, operação e /ou manutenção. Quando as anomalias são funcionais, ainda podem existir origens em processos de obsolescência, perda funcional, degradação, etc. Portanto, consoante a visão sistêmica tri-dimensional (ver figura 5, pág ), a questão da viabilidade técnica dos serviços de manutenção está dependente de um correto diagnóstico dos problemas existentes nas edificações. É imprescindível, que haja a avaliação periódica das instalações, conforme os critérios acima expostos, para o sucesso de um plano de Manutenção. Portanto, após a constatação de anomalias e falhas, bem como da análise quanto as suas causalidades e origens, recomenda-se verificar se as orientações técnicas a serem elaboradas nos Laudos de Inspeção Predial são pertinentes a atividades distintas de: Manutenção ou Reparação. Figura 17 - Visão tri-dimensional da Inspeção; in “INSPEÇÃO PREDIAL: FERRAMENTA NA GESTÃO DE ATIVOS” autor: Flávia Zoéga Andreatta Pujadas. Apresentação da ARCHEO Eng. Ass. – novembro de 2007 Fonte: http://www.crea-am.org.br/src/site/ Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 43. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 43/424 7.1 Elaboração do Laudo de Inspeção Predial 7.1.1 Dados que devem constar do Laudo:  INTRODUÇÃO o Identificação do solicitante e do imóvel; o Classificação do objeto da inspeção; o Localização; o Data da Diligência (Vistoria – dias – horas, ou seja, determina a duração);  DESENVOLVIMENTO o Caracterização das condições verificada na vistoria; o Descrição Técnica do objeto: o Padrão Construtivo o Utilização e Ocupação o Idade da edificação o Nível utilizado; o Documentação analisada. o Critério e Metodologia adotada o Relação dos elementos construtivos e equipamentos vistoriados com a descrição das respectivas anomalias, classificadas por grau de risco e urgência (Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco e Indicação da ordem de prioridade); o Avaliação do estado de conservação geral do imóvel;  CONCLUSÃO o Conclusões e recomendações o Relação de documentos analisados; o Indicação das recomendações técnicas e/ou das medidas preventivas e corretivas necessárias; o Data do laudo; o Assinatura do profissional responsável técnico, acompanhado do nº do registro no CREA;  ANEXOS o Fotos e suas legendas; o Cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART); o Plantas ou outros documentos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 44. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 44/424 7.1.2 Recomendações segundo a norma de procedimentos para elaboração de laudos de inspeção predial do CREA BA:  A Vistoria Técnica deverá contemplar um diagnóstico geral do estado de conservação e/ou grau de urgência da correção das anomalias identificadas nas edificações/equipamentos públicos e privados; os pontos sujeitos a recuperação, reparos, restauro, reforma, manutenção ou substituição; as medidas saneadoras a serem utilizadas e suas respectivas metodologias; os prazos máximos para conclusão das medidas saneadoras.  Os Relatórios e Laudos de Vistoria Técnica deverão ser elaborados segundo as disposições da NBR 13.752/96 da ABNT e serem acompanhados da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.  A Inspeção Predial poderá estar classificada de acordo com o grau de complexidade se enquadrando nas seguintes situações: - Nível 1: Imóveis térreos, sobrados e edifícios sem elevador, etc: Vistoria para a identificação das anomalias aparentes, elaboradas por profissional habilitado; contando com orientação técnica pertinente; – Nível 2: Edifícios Multifamiliares, Edifícios de uso misto – comerciais e de serviços, Centros Comerciais, Edifícios Industriais, etc: Vistoria para a identificação de anomalias aparentes identificadas com ou sem o auxilio de equipamentos, contendo indicação de orientações técnicas pertinentes; – Nível 3: Imóveis com suspeitas de vícios ocultos significativos: Vistoria para a identificação de anomalias aparentes, e das ocultas constatáveis com o auxilio de equipamentos , incluindo testes e ensaios locais e/ou laboratoriais específicos, elaborada por profissionais de diversas especialidades, contendo indicação de orientações técnicas pertinentes.  Análise dos procedimentos de manutenção e conservação: Deverão ser verificados quais os procedimentos de manutenção e conservação que estão sendo empregados no imóvel vistoriado e qual a periodicidade destes procedimentos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 45. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 45/424  A complexidade e grau de deterioração do imóvel determinará o Estado de Conservação e Grau de Urgência da solução das anomalias do imóvel.  Fotografias: Deverão ser fotografados todas as irregularidades detectadas perfeitamente identificadas dentro do ambiente vistoriado e também fotos em detalhe para melhor ilustrar o estado de conservação e grau de urgência destas. Além dos ambientes recomenda-se fotografar as fachadas, a vista frontal e as vias principais de acesso. Figura 18 – Vistoria Contru 2 ao Teatro Municipal de São Paulo em 24 de setembro de 2008 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 46. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 8) TÓPICOS INTEGRADA. PARA Rev. B 16/07/2011 CHECK-LIST DA Folha 46/424 MANUTENÇÃO PREDIAL 8.1 Exemplos de Lista de Verificação de inspeção de um prédio Residencial. 8.1.1 Lista sugestão do site Sindico Net para zeladores e porteiros: Fonte: http://www.sindiconet.com.br/47/informese/guias-sindiconet/check-up-predial/check-up-predial Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 47. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 47/424 8.1.2) Exercício - Sugestão de Material para fazer a vistoria: 1) ELEMENTOS QUE DEVEM CONSTAR NO LAUDO: a) 1. 2. b) 3. 4. 5. 6. 7. 8. Da capa Identificação do solicitante: Identificação do autor do laudo e do tipo de contratação Do conteúdo Sumario Classificação do objeto da inspeção:  Localização;  Data da Diligência;  Descrição Técnica do objeto:  Tipologia e Padrão Construtivo:  Utilização e Ocupação:  Idade da edificação Nível utilizado na inspeção; Documentação analisada. Critério e Metodologia adotada; c) 9. Das informações : Lista de verificação dos elementos construtivos e equipamentos vistoriados com a descrição e localização das respectivas anomalias e falhas, 10. Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco (Crticidade) e Indicação da ordem de prioridade. 11. Sugestões de tratamento da anomalia e ordem de grandeza dos custos em CUB´s d) 12. 13. 14. 15. 16. 17. Das Conclusões Classificação do estado de manutenção geral e condições de uso do imóvel; Lista de recomendações prioritárias de Manutenção e Obras; Lista de recomendações gerais e sustentabilidade; Recomendação do prazo para nova Inspeção Predial; Data do laudo; Assinatura do(s) profissional (ais) responsável (eis), acompanhado do Nº. do CREA e) 18. 19. 20. 21. 22. Dos anexos Relatório Fotográfico; Check-List (opcional); Peças gráficas; Documentos; Anotação de Responsabilidade Técnica (ART); 2) CLASSIFICAÇÕES DAS INSPEÇÕES PREDIAIS QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO NÍVEL 1 : Análises técnicas elaborada por um único profissional habilitado, voltadas a edificações de pequeno porte, com escadarias ou apenas um elevador. NÍVEL 2: Análises técnicas procedidas por equipe de no mínimo dois profissionais de diversas especialidades, eventualmente com o auxilio de equipamentos e/ou aparelhos, consoante à complexidade dos sistemas construtivos existentes. A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma ou mais especialidades. NÍVEL 3: Equivalente aos parâmetros definidos para a inspeção de NÍVEL 2, acrescida de consultoria com as prescrições para a reparação das anomalias e falhas constatadas, ou de consultoria para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 48. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 48/424 3) CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO - Criticidade Crítico: impacto irrecuperável recomendando intervenção imediata. Os impactos irrecuperáveis são aqueles que provocam danos contra a saúde e segurança das pessoas e meio ambiente, perda excessiva de desempenho causando possíveis paralisações, aumento de custos, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada. Regular: impacto parcialmente recuperável recomendando programação de curto prazo. Os impactos parcialmente recuperáveis são aqueles que provocam de perda de funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas, perda pontual de desempenho (possibilidade de recuperação), deterioração precoce e pequena desvalorização. Mínimo: impacto recuperável recomendando programação de médio prazo. Os impactos recuperáveis são aqueles causados por pequenos prejuízos à estética ou atividades programáveis planejadas, sem incidência ou sem a probabilidade de ocorrência dos riscos acima expostos, e sem comprometimento do valor imobiliário. 4) DEFINIÇÃO DO ESCOPO (ABRANGÊNCIA) Fazer uma relação dos sistemas avaliados ou dos locais avaliados SISTEMA AVALIADO SIM 1 – Estrutura; 2 – Alvenaria; 3 – Revestimentos; 4 – Impermeabilizações; 5 – Esquadrias; 6 – Cobertura; 7 – Paisagismo; 8 – Instalações: 8.1 – Elétricas: 8.2 – Hidráulicas: 8.3 – Gás: 8.4 – Sistema Proteção contra descargas atmosféricas (SPDA); 8.5 – Telefonia; 8.6 – Automação; 8.7 – Proteção contra incêndio; 8.8 – Ar condicionado; 8.9 – Segurança Patrimonial; 8.10 – Iluminação de emergência; 9 – Maquinas e Equipamentos: 9.1 – Elevadores; 9.2 – Caldeiras; 9.3 – Geradores; 9.4 – Pressurizadores; 9.5 – Bombas e filtros; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA NÃO
  • 49. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 49/424 9.6 – Automação de Portões 10 – Diversos: 10.1 – Quadras Poliesportivas; 10.2 – Play Ground; 10.3 – Churrasqueiras; 10.4 – Saunas; 10.5 – Equipamentos de Ginástica; 10.6 – Sala de cinema; 10.7 – Heliponto; 10.8 – Adegas; 10.9 – Piscinas; 10.10 – Lixeiras; 11 – OUTROS 11.1 11.2 5) Modelo para um Laudo: Ao Ilmo Dr Zigfredo Relapso – Diretor Administrativo da Instituição Cai Cai 1) Objetivo: Inspeção para elaboração de Plano de Recuperação das condições de Uso das Instalações da Sala de Aula, sito à Rua das Gorgonzolas Mutantes, 124 esquina com Goteiras Psicodélicas, 133 2) Data e Local da Realização da Diligência: A diligencia ao local ocorreu em, São Paulo, de 22:00 horas. de 2010, das 9:00 as 3) Características Edilícias: O objeto da presente vistoria é uma sala de aula, no 9º andar de uma edificação. Foi verificado e consignado que o local esta dentro de uma edificação construída em um terreno de 4.300 m², com 18.900 m² de área construída total, com 02 subsolos, térreo e 9 pavimentos. Construção de padrão comercial simples em estrutura metálica com fechamento de alvenaria. As edificações estão sendo utilizadas como Instituição de Ensino. De acordo com a Ficha de Dados Cadastrais do IPTU, disponível no Site da Prefeitura, a idade da edificação tem 12 Anos de idade. A Inspeção realizada foi do tipo Nível 2, ou seja, realizada por equipe multidisciplinar, abrangendo diversos sistemas básicos da sala de aula. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 50. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 50/424 Durante as vistorias foram apresentados e analisados os seguintes documentos técnicos e administrativos: Cartão do CNPJ, Manual dos Elevadores, RIA dos Elevadores, ART da conservadora dos Elevadores. 4) Critérios e Metodologia adotada; O critério utilizado para elaboração deste laudos de inspeção predial baseia-se na análise do risco oferecido aos usuários, ao meio ambiente e ao patrimônio, diante as condições técnicas, de uso, operação e manutenção da edificação, bem como da natureza da exposição ambiental, com base na ABNT NBR 5674/99: Manutenção de Edificações, da ABNT e na Norma de Inspeção Predial do IBAPE/1999. Das informações: Segue no Anexo a lista de verificação (Check List) dos elementos construtivos e equipamentos vistoriados com a descrição e localização das respectivas anomalias e falhas, Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco e Indicação de Prioridade de Manutenção. 5) CONCLUSÂO: Classificação do estado de manutenção geral e condições de uso do imóvel; a) Lista com a descrição das anomalias encontradas conforme Lista de verificação “check-list” anexo, lista com a descrição das prováveis causas das anomalias encontradas e Lista das recomendações para sanar as anomalias. b) Classificação do estado de Manutenção Geral: [ [ [ [ [ ] Manutenção Ótima ] Manutenção Normal ] Manutenção Mínima ] Manutenção Deficiente ] Manutenção Inexistente c) Condições de Uso: [ ] USO REGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de acordo com o uso previsto no projeto; [ ] USO IREGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de forma irregular, com o uso divergente do previsto no projeto; d) Lista de recomendações prioritárias de Manutenção e Obras:   Manutenção: Recuperação: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 51. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos        Rev. B 16/07/2011 Folha 51/424 Preservação: Reabilitação: Reparo: Restauração: Reforço. Melhorias. Modernizações e) Lista de recomendações gerais e sustentabilidade:   Acessibilidade: Aproveitamento de águas pluviais: f)Anexos:    Documentos Check List (não Obrigatório) Relatório Fotográfico: f) Recomendação do prazo para nova Inspeção Predial Recomendação para a próxima inspeção:_________ANOS Tabela de referencia: LEI COMPLEMENTAR Nº 1.669 DE 05 DE MAIO DE 2004. Lei de Ribeirão Preto (SP) g) Identificação dos Peritos e Data de Elaboração do Laudo São Paulo, Nome do Profissional Assinatura Modalidade de de 2010 Numero do CREA Arquiteto Eng Eletricista h) ART preenchida e recolhida (paga): (ART): LINK: http://servonline.creasp.org.br/index.php Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 52. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 52/424 Anexo – DOCUMENTOS ANALISADOS documento analisado SIM 1 – Administrativa: 1.1 - Instituição, Especificação e Convenção de Condomínio; 1.2 – Regimento Interno do Condomínio; 1.3 – Manual do Proprietário; 1.4 – Alvará de Construção; 1.5 – Auto de Conclusão; 1.6 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); 1.7 – Auto de Verificação de Segurança (AVS) 1.8 – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) 1.9 – Plano de Manutenção e Operação e Controle (PMOC) 1.10 – Selos dos Extintores 1.11 – Relatório de Inspeção Anual de Elevadores (RIA); 1.12 – Certificado de treinamento de brigada de incêndio; 1.13 – Atestado do Sistema de Proteção a Descarga Atmosférica - SPDA; 1.14 – Certificado de limpeza e análise química referente à limpeza dos Reservatórios; 1.15 – Ata de instalação do condomínio; 1.16 – Certificado de ensaios de pressurização em mangueiras; 1.17 – Laudos de Inspeção Predial; 1.18 – Alvará de funcionamento; 1.19 – Certificado de Manutenção do Sistema de Segurança; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA NÃO
  • 53. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 53/424 1.20 – Ficam – Ficha de Inscrição no Cadastro de Manutenção de Sistema de Segurança; 2 – Técnica: 2.1 – Projeto aprovado; 2.2 – Projeto modificativo; 2.3 – Projeto executivo; 2.4 – Projeto de sondagem; 2.5 – Projeto de fundações, contenções, cortinas e arrimos; 2.6 – Projeto de estruturas; 2.7 – Projeto de formas; 2.8 – Projeto de armação; 2.9 – Projeto de Instalações Prediais: 2.9.1 – Instalações Hidráulico-sanitárias, e de água pluviais; 2.9.2 – Instalações de gás; 2.9.3 – Instalações elétricas, telefonia e Pára-raios (SPDA) 2.10 – Projeto de Impermeabilização; Anexo – Check list Edifício: Idade: sistema Descrição/ anomalia Fachada Fachada cerâmica 10x10 com junta de dilatação. Ocorreu desplacamento pela ruptura do Cimentcola End: Bairro : CEP: Numero de Andares: Nível da Inspeção: local desempenho Grau Grau de fotos Obs de Manut. risco 9 Insatisfatorio critico inexistente 1/2 ----andar Segurança Contra Incêndio Pintura Elétrica Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 54. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Data da Vistoria: Anexo – Fotografias: FOTO Nº 1 Folha 54/424 Inspetor: FOTO Nº 2 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 55. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 FOTO Nº 3 FOTO Nº 4 FOTO Nº 5 Folha 55/424 FOTO Nº 6 8.2 Check-list da manutenção do prédio De acordo com a norma brasileira NBR 5674, as inspeções prediais devem ser realizadas considerando as condições estabelecidas na Seção 8 - Coleta de informações. Dentre as considerações dessa seção é importante destacar a do item 8.4: “8.4 As inspeções devem ser orientadas por listas de conferência padronizadas (check-list), elaboradas considerando: • Roteiro lógico de inspeção das edificações • Os componentes e equipamentos mais importantes na edificação • As formas de manifestação esperadas da degradação da edificação • As solicitações e reclamações dos usuários”. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 56. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 56/424 8.2.1 Lista sugestão do Site PROCOBRE para manutenção predial : Check-list da manutenção do prédio SISTEMA ELÉTRICO A cada 6 meses, checar se o sistema de aterramento sofreu corrosão e se a chegada do fio terra nos apartamentos está em boas condições. Verificar se há aquecimento nos fios ou mau contato, que causam fuga de energia. O quadro de força deve ser mantido lacrado. Uma empresa especializada deve verificar se o prédio está bem dimensionado ou se há sobrecarga elétrica. GÁS Mudança brusca no valor da conta é sinal de vazamento. A cada ano um técnico habilitado deve verificar todo o sistema. É importante conscientizar os moradores a verificar as contas e o aparecimento de cheiro estranho. ELEVADORES É obrigatório ter uma empresa responsável pelos elevadores, que costuma fazer um contrato mensal de manutenção. Verificar se a empresa é cadastrada no Contru. Ela deve emitir anualmente o RIA Relatório de Inspeção Anual dos elevadores, com Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável. BOMBAS O ideal é manter um contrato de manutenção com empresa idônea, que garanta pronto-atendimento. O zelador deve estar atento a qualquer ruído anormal no funcionamento da bomba, e solicitar visita da empresa antes da quebra. Check-list da manutenção do prédio GARAGENS Verificar se a pintura dos canos segue a NR-26, que diz respeito a sinalização de segurança. Não permitir a colocação de pneus junto às paredes e manter as demarcações das vagas pintadas com tinta adequada. Garantir iluminação adequada (sensores de presença ajudam na economia de energia). Fique atento ao aparecimento de trincas, infiltrações ou vazamentos. Para garantir que todos esses itens sejam atendidos, o ideal é uma Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 57. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 57/424 visita diária do zelador às garagens TOPO DO PRÉDIO Inclui pára-raios (verificar se está de acordo com a NBR 5419/2001), luz-piloto, telhas, calhas e ralos,lajes,guarda-corpo e escadas, casa das máquinas e barrilete. Pequenos problemas, como ralinhos desencaixados ou calhas obstruídas por folhas, podem trazer sérias consequências CAIXA D'ÁGUA A limpeza anual é obrigatória, mas o ideal é limpar a cada seis meses. Usar o faxineiro do prédio para esse tipo de serviço parece economia, mas a caixa pode ser danificada por procedimentos inadequados. Além disso, se a sujeira for embora pela tubulação, pode entupir as torneiras do primeiro andar do prédio. EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA PARA COMBATE À INCÊNDIO As escadas devem estar livres de cestos de lixo e com os corrimãos de acordo com a NBR 9077/85. Freqüentemente devem ser verificados o fechamento, a regulagem e a existência de selo identificando o fabricante das portas corta-fogo. Hidrantes e extintores devem ser revisados e recarregados anualmente. ÁREAS DE LAZER Os fabricantes de produtos químicos para piscina costumam oferecer treinamentos sobre tratamento da piscina. Se o zelador for o responsável pela limpeza da piscina, mantenha-o informado sobre o assunto, e siga sempre as recomendações dos fabricantes quanto ao armazenamento e manuseio dos produtos. A cada três meses, o zelador deve verificar se há farpas, ferrugem ou peças soltas nos brinquedos. Após as férias escolares, é prudente fazer uma manutenção mais minuciosa. Mensalmente, verificar os equipamentos dos salões de jogos, ginástica, festas, da quadra e da área da churrasqueira Check-list da manutenção do prédio FACHADAS A cada 5 anos recomenda-se lavagem da fachada. Para qualquer serviço de fachada (pintura ou restauro), verifique a idoneidade da empresa contratada e solicite documentos, como CNPJ e guias de recolhimento de INSS, FGTS, ISS, entre outros. Os funcionários precisam trabalhar com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados. Lembre-se que o síndico é co-responsável em caso de acidentes. PORTÕES, INTERFONES, SISTEMAS DE ALARME E CFTV Manter um contrato único de manutenção para todos esses equipamentos (inclusive antena coletiva) garante economia para o condomínio, além de um atendimento mais rápido (deixe claro, em Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 58. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 58/424 contrato, o prazo de atendimento). 8.2.1 Lista sugestão da Cartilha do CONTRU para manutenção predial : Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 59. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 59/424 Lembrando que em vistorias de uso residencial multifamiliar, por recomendação do CONTRU da PMSP, independente do nível de inspeção contratado, o inspetor deve recomendar em seu laudo para o responsável pelo uso, elimine toda e qualquer anomalia, com a assistência de profissionais habilitados, para que a edificação existente, passe a atender às condições mínimas de segurança:        As instalações elétricas devem atender à NBR 5.410. As áreas comuns, por onde existam rotas de fuga, devem possuir iluminação de emergência, independente da rede geral, que atenda à NBR 10.898. A edificação deve estar protegida contra descargas elétricas atmosféricas, nos termos da NBR 5.419. As escadas devem ser guarnecidas por corrimãos, conforme a NBR 9.077. Cada pavimento deve possuir, no mínimo, dois extintores, sendo um de água pressurizada e outro de pó químico seco ou gás carbônico. Observar também a existência de riscos em áreas específicas, com casas de máquina, casas de medição e garagens, tudo conforme o Decreto Estadual 38.069/93 e 46.076/01. Se existir sistema de hidrantes, ele deve estar em perfeitas condições de uso, observando-se o estado de mangueiras, bicos, registros, bombas e reservas de água. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 60. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos     Rev. B 16/07/2011 Folha 60/424 Não devem existir dutos verticais, outrora usados como lixeiras. Se existirem, deverão ser lacrados com alvenaria, nos termos do Decreto 32.329/92. Todos os quadros e equipamentos de combate a incêndio devem estar sinalizados, bem como as rotas de fuga, conforme o Decreto 32.329/92. As instalações de gás devem atender ao Decreto 24.714/87. Deve existir na edificação uma brigada de combate a incêndio, formada por todos os funcionários do condomínio, nos termos da NBR 14.276. O cumprimento das normas de segurança da edificação é obrigação do responsável legal pelo condomínio, que responderá civil e criminalmente por quaisquer sinistros que vierem a ocorrer na edificação, conforme a Lei 4.591, de 16 de dezembro de 1964. Figura 20 – Vistoria Contru 2 ao Grande Premio São Paulo Indy 300 em 14 de abril de 2009 Figura 21 – Vistoria Contru 2 ao Grande Premio São Paulo Indy 300 em 14 de abril de 2009 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 61. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 61/424 9) Orientações técnicas de anomalias. De acordo com a classificação expostas em 3.5 CLASSIFICAÇÃO DAS ANOMALIAS E FALHAS as deficiências observadas nas edificações podem ser classificadas em grupos de ANOMALIAS e FALHAS. Portanto, este Capítulo 9 irá apresentar as principais deficiências e orientações técnicas para a manutenção conforme o livro texto IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. O capítulo 9 também tem por objetivo alertar para os perigos e riscos da má manutenção, e descreve, de forma genérica e simples, alguns procedimentos que auxiliam na elaboração de um plano de manutenção. Os principais sistemas construtivos estão abaixo descritos de forma simplificada e com explicações gerais sobre suas funcionalidades, a fim de ilustrar características previstas para o desempenho e, assim, chamar a atenção da importância das atividades de manutenção para a boa performance dos sistemas ao longo de sua vida útil. A perda de desempenho, portanto, incorre na perda da vida útil projetada ou prevista, redução potencial de acréscimo de sobrevida e agrava riscos do uso, conforto e segurança dos usuários, ou seja, a falta de manutenção coloca em risco a habitabilidade da edificação. Portanto, a utilização de procedimentos e rotinas de manutenção, aliadas a um planejamento estratégico de gestão dos imóveis, garante, além de um bom funcionamento dos sistemas, uma sobrevida e uma valorização imobiliária. 9.1. Sistema estrutural A inspeção deverá ser restrita aos elementos aparentes - pilares, vigas, lajes, consoles, cobertura, marquises e juntas de dilatação, reservatórios de água potável e casa de máquinas e jardineiras em geral, a fim de constatar a existência de anomalias e falhas, sem uso de ensaios tecnológicos, medições e outros mecanismos indiretos de aferições, bem como a exposição ambiental das estruturas, se revestidas ou não, idade e condições de manutenção. Dependendo das condições de exposição, podem ser recomendadas investigações mais aprofundadas quanto aos ataques de agentes químicos. É preciso investigar, também, no local, a ocorrência de intervenções posteriores à construção original, principalmente as que se referem aos serviços relacionados a qualquer tipo de reparo, reforço ou obras que resultem em carregamento adicional à estrutura. Para a tipologia em estudo, deve-se investigar, também, se já foi realizado algum tipo de monitoramento na estrutura ligado às cargas dinâmicas, dentre outros ensaios relacionados a carregamentos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 62. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 62/424 A fundação, sempre que houver anomalias relacionadas às trincas e manifestações típicas de recalques, deverá ter recomendada sua investigação. Dependendo das anomalias, pode-se sugerir vistoria em dia de jogo, para verificação preliminar de aspectos relacionados ao comportamento estrutural em relação a cargas dinâmicas (torcidas), e realização de ensaios tecnológicos, dentre outras avaliações mais aprofundadas. As estruturas, em que pese a sua aparente rigidez (imobilidade), caracterizam sempre sistemas com certo grau de movimentação (deformabilidade). Nesse sentido, os bens “imóveis” (simples coberturas, galpões, residências, ou edifícios) são, na realidade e internamente, parcialmente móveis, deformandose dentro de um nível natural, devido às forças induzidas pela gravidade ou por outros elementos da natureza. As forças induzidas pela gravidade são verticais (ocorrem no sentido de cima para baixo), compreendendo o peso próprio das estruturas, das alvenarias, dos revestimentos e as cargas decorrentes do uso do imóvel, como os pesos dos móveis, dos objetos, das pessoas, etc. Figura 22 – Esforços Verticais - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Já as forças produzidas pelos elementos da natureza, tais como os ventos, a terra e a água, são difusas (ocorrem em várias direções). Figura 23 – Esforços Difusos - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 63. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 63/424 A atuação conjunta de todas as forças acima citadas introduz sempre, em maior ou menor extensão, deformações nos sistemas estruturais. Os elementos responsáveis pela transmissão dos esforços ao solo (apoio) são chamados fundações. Figura 24 – Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. As fundações, de acordo com o tipo de solo e o montante da carga que irão receber da estrutura, podem ser classificadas em duas categorias: diretas (ou rasas) e profundas. Figura 25 – Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 64. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 64/424 As fundações diretas ou rasas são aquelas executadas imediatamente abaixo dos baldrames, aí compreendidas as sapatas, os radiers e também as “ brocas “ (reforços de natureza empírica feitos em baldrames) Figura 26 – Fundações Rasas - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. As fundações profundas são, em geral, executadas com intervenção de equipamento ou de equipes especializadas, estando aí compreendidos vários tipos de estacas e os tubulões. Figura 27 – Fundações Profundas - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. As fundações são elementos de fundamental importância na estabilidade dos edifícios, respondendo por boa parte dos aspectos relacionados à solidez e segurança dos mesmos. Devem ser compatíveis com o arranjo estrutural, devendo, por mais simples que seja a obra, ser projetadas e ter sua execução supervisionada por profissionais qualificados, qualquer que seja o porte da edificação. Em edifícios dotados de subsolos ou em regiões com topografia acidentada, integram o conjunto as estruturas auxiliares denominadas contenção de confrontantes. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 65. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 65/424 Estando normalmente em contato direto com o solo, resistem basicamente às forças horizontais da terra e das águas subterrâneas. Essas estruturas auxiliares são constituídas de muros de arrimo de vários tipos, como por exemplo, paredes diafragma e cortinas em concreto armado + perfis metálicos. As contenções de confrontantes, quando necessárias, são também elementos de fundamental importância na segurança dos usuários dos edifícios, merecendo, também, as recomendações acima citadas para as fundações. Figura 28 – Contenções Confrontantes - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 66. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 66/424 Quanto às estruturas propriamente ditas, pode-se dizer que existem dois tipos de sistemas básicos: o sistema reticulado e o autoportante. No sistema reticulado a transferência de todas as cargas atuantes para as fundações, quer através dos pisos, quer pelos painéis de alvenaria (paredes), é feita através de elementos denominados de vigas e pilares. Viga é uma peça linear, cujo carregamento principal, advindo da laje, distribuise, também igualmente, para os pilares. Pilar é uma peça linear, carregamentos principais provenientes das vigas são nele concentrados e distribuídos para as fundações. No sistema autoportante uma parte ou toda a alvenaria transmite diretamente as cargas recebidas para as fundações. Qualquer modificação ou remoção de paredes nesse sistema precisa ser precedido de consulta ao construtor ou a projeto. Em ambos os sistemas, o elemento estrutural que recebe a ação direta das cargas devidas ao uso são as lajes, definidas como peças planas, cujo carregamento principal é aplicado ao longo de sua superfície. Figura 29 – Esforços Distribuídos ao longo da Supereficie - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 67. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 67/424 Edifícios de vários pavimentos são em geral mais freqüentemente construídos em sistemas reticulados, embora também existam, na prática brasileira, edifícios altos em sistema autoportante Por outro lado, casas e pequenos edifícios de até dois pavimentos, com muita freqüência, são construídos em sistema autoportante, embora também possam sê-lo em sistemas reticulados. Em edifícios altos, em particular, é comum o aparecimento de fissuras e trincas nos andares mais altos devido à ação do vento sobre a estrutura. É comum, também, em qualquer edificação, o aparecimento de fissuras e trincas associadas a problemas nas fundações ou nas contenções de confrontantes. Fissura é uma abertura em forma de linha que aparece na superfície de qualquer material sólido, proveniente de ruptura sutil de parte de sua massa, com espessura de até 0,5 milímetro. Trinca é uma abertura em forma de linha que aparece na superfície de qualquer material sólido, proveniente de evidente ruptura de parte de sua massa, com espessura de 0,5 milímetro até 1,0 milímetro. Quando a flexibilidade do sistema reticulado, por problemas patológicos, apresenta riscos surgem as rachaduras e as fendas, ambas de maior gravidade, se comparadas às fissuras e trincas. Rachadura é uma abertura expressiva que aparece na superfície de qualquer material sólido, proveniente de acentuada ruptura de sua massa, podendo-se “ ver” através dela e cuja espessura varia de 1,0 milímetro até 1,5 milímetro. Fenda é uma abertura expressiva que aparece na superfície de qualquer material sólido, proveniente de acentuada ruptura de sua massa, causando sua divisão em partes separadas, com espessura superior de 1,5 milímetro. Ao deparar-se com anomalias dessa natureza, deve o observador procurar investigá-las, visando a sua melhor caracterização. Tipo de abertura Espessura padrão das aberturas Fissura Espessura < 0,5 milímetros Trinca O,5 a 1,0 milímetros Rachadura 1,0 a 1,5 milímetros Fenda Espessura > 1,5 milímetros Itens de Inspeção: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 68. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 68/424 Identificar se as anomalias encontram-se em elementos estruturais (lajes, vigas, pilares ou alvenaria portante, arquibancadas, lajes, consoles, marquises) o Armadura exposta o Baixo cobrimento da armadura o Corrosão de armadura o Formação de trincas por infiltração o Formações de trincas por processos de movimentações estruturais ou sobrecarga o Deterioração das características físico-químicas do concreto (formação de estalactites, corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor, carbonatação, etc.) o Deformações excessivas (flechas, trincas em alvenarias, deformidades geométricas associadas ou não com trincas, etc.) o Estado físico de juntas de movimentação estrutural e elementos vedantes o Estado físico de aparelhos de apoio (deformação diferencial, trincas, esmagamentos, etc.) o Infiltrações de água em geral o Falhas de concretagem caracterizadas por: segregação do concreto, ninhos de concretagem, má vibração, concreto poroso de baixa resistência.  A fundação deverá ser investigada sempre que houver anomalias relacionadas à: trincas e manifestações típicas de recalques.  É obrigatória a inspeção de pilares que tenham tubulações hidráulicas anexadas ou embutidas, bem como próximos de caixas de passagem de águas pluviais, caixas de inspeção de esgotos, reservatórios de água inferiores do tipo cisterna, sistema de fossa.  Importante a constatação se o nível de lençol freático é alto, ou não, a fim de verificar eventuais anomalias ligadas às infiltrações por capilaridades em elementos estruturais.  Dependendo das anomalias constatadas, pode-se sugerir vistoria em dia de jogo para verificação preliminar de aspectos relacionados a comportamento estrutural em relação a cargas dinâmicas (torcidas). Também é possível, que as orientações técnicas no relatório de inspeção predial indiquem necessidade de realização de ensaios tecnológicos, dentre outras avaliações mais aprofundadas.  Verificar se a peça lesada está submetida, por algum agente externo (presença de água, por exemplo) a um processo de deterioração progressiva; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 69. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 69/424 Verificar a estabilidade ou progresso da anomalia. Há diversos processos de controle, sendo os mais práticos e comuns: o Preenchimento da abertura com selo de gesso. O fissuramento do gesso indica a continuidade da movimentação; o Fixação de plaqueta de vidro no local, com marcas de referências, observando-se o eventual deslocamento desta; o Marcação dos limites da lesão com lápis grosso ou tinta, observando-se se estes se alteram com o correr do tempo. Figura 30 – Controle de Lesão - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.  Verificar a magnitude da abertura. Recomenda-se que em qualquer caso onde sejam observadas mais largas do que a espessura de uma unha (0,5mm) estudo das causas da anomalia. Embora as causas das anomalias estruturais nem sempre sejam evidentes, deve-se chamar a atenção para as seguintes origens: o Acomodação da estrutura: Figura 31 – Acomodação da Estrutura - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Ausência de verga e contra verga: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 70. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 70/424 Figura 32 – Ausência de Verga - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Esmagamento de elementos construtivos Figura 33 – Esmagamento - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Rotação Figura 34 – Rotação - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Escorregamento de solo Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 71. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 71/424 Figura 35 – Escorregamento de Solo - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Erosão e descalçamento de fundações Figura 36 – Erosão nas Fundações - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. o Cisalhamento: fadiga, efeitos térmicos, presença de vibrações, Figura 37 – Cisalhamento por esforços externos - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 72. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 72/424 o Dano excepcional provocado pela natureza o Conservação de Estruturas de Concreto  Verificar corrosão. Quanto à corrosão das armaduras deve-se direcionar mais atenção: o À região da estrutura que estiver submetida a ciclos de molhagem e secagem; o estrutura voltada para a fachada, especialmente os elementos que retêm umidade; o laje descoberta; o pé de pilar; o locais confinados, como garagem; o Juntas de dilatação. o Ganchos de manutenção (balancins). o Observação: Muitas vezes existe a necessidade de remoção do revestimento e do concreto para melhor visualização da manifestação patológica. Deve ser previamente acordado com o síndico.  A fundação deverá ser investigada sempre que houver indicadores, tais como trincas e manifestações típicas de recalques; o É obrigatória a inspeção de pilares que tenham tubulações anexadas e juntas as caixas de passagem; o Verificação das localizações do sistema de fossa, filtro e reservatório inferior; o Verificação do nível do lençol freático.  Umidade em sub-solos: o regiões próximas a reservatórios inferiores o regiões próximas a fossas sépticas o regiões próximas a tubulações de água, esgoto, incêndio e gás  Micro-ambiente criado por sistema finais de esgoto: o sumidouros o valas de infiltração o caixas de visita - águas pluviais o sistema de drenagem  Identificar se as anomalias encontram-se em Cobertura, marquises e últimos pavimentos. Nesses locais, importante verificar os seguintes elementos: o Existência de calhas, caimentos, número de coletores pluviais; o Condições físicas dos telhados, telhas emadeiramento, principalmente em relação à fixação de telhas e pontos de infiltração; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 73. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 73/424 o Existência de fissuras de origem térmica em alvenarias, ligações entre alvenarias e estrutura, além dos revestimentos; o Condições do sistema de impermeabilização, principalmente quanto ao seu desempenho e a presença de infiltrações em lajes, arquibancadas, etc.; o Condições de isolamento térmico se houver;  Reservatórios de água potável e casa de máquinas o Vistoriar os reservatórios, inferior e superior, e verificar a existência de trincas, descolamentos de manta e deterioração de sistemas de impermeabilização, corrosão de armadura, desplacamentos, etc.; o Verificar existência de vazamentos em geral; o Nas casas de máquinas, verificar fixação dos ganchos na laje de coberta; o Verificar existência de trincas na ligação; da estrutura de concreto armado da laje de coberta e alvenarias;  Jardineiras em geral o Verificar existência de infiltrações; o Verificar existência de impermeabilização e sua integridade; o Verificar existência de condensação.  Juntas de dilatação o Verificar as condições atuais do elastômero; o Verificar obstruções com acabamentos; o Verificar oxidação e corrosão de armadura nas faces de difícil acesso. Recomendação: O concreto após seu preparo, apresenta um Ph de 12,5 (Ph alcalino), com o decorrer do tempo, estando a estrutura exposta aos agentes da natureza existentes na atmosfera, tais como: poluição, sulfatos, maresia, gases, depósito de fuligens ácidas que atuam diretamente sobre a superfície do concreto, paulatinamente vão neutralizando os componentes básicos do concreto (hidróxido de cálcio), transformando-se em componentes neutros (sulfato e carbonato de cálcio), reduzindo o Ph do concreto. Essa redução de Ph implica no ataque ácido às armaduras, dando origem a formação de óxido de ferro o que provoca aumento na dimensão da secção do aço, expulsando a camada superficial do concreto (cobrimento), formando fissuras, além de deixar a armadura exposta. Em curto prazo, esse fenômeno pode provocar acidentes, no caso do desplacamento do concreto ocorrer em pontos altos da estrutura de um edifício, projetando porções de concreto na área adjacente. Nesse caso recomenda-se a remoção do material solto como providência imediata, evitando sua queda até que a estrutura venha a ser convenientemente reparada e protegida. Em longo prazo, com o agravamento Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 74. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 74/424 dos danos, pode-se chegar até ao comprometimento da estrutura e sua reparação será cada vez mais profunda e mais onerosa. Para edifícios com mais de 10 anos de construído deve ser realizada inspeção nos elementos de fundação (sapatas ou blocos), independentemente de apresentarem sintomas ou não na superestrutura (Amostragem de 30%, no mínimo, das sapatas ou blocos e pescoços de pilares) Outras questões de corrosão de armaduras dos elementos de concreto armado podem estar relacionadas às infiltrações de água provenientes de deficiências ou inexistências de sistema de impermeabilização em jardineiras, áreas externas de edifícios com subsolos, reservatórios de água, juntas de dilatação estrutural etc. No tocante às infiltrações de águas, sejam elas pluviais ou potáveis, alteram as características físico-químicas do concreto, abaixando o pH dos elementos, proporcionando ataques às armaduras e, consequentemente, formações de fissuras, de estalactites etc. Vale ressaltar que, na maioria das edificações com subsolos, existem as infiltrações de água próximas às juntas de dilatação ou mesmo junto a um ralo, abaixo de uma jardineira etc. Muitas vezes, a recomendação técnica pertinente para a correção dessas anomalias não reside somente na correção de sistemas de impermeabilização; é necessário recuperar o concreto armado do local com intervenção especializada, a fim de conter o avanço da corrosão das armaduras e da deterioração do concreto, restabelecendo as condições da peça. Figura 38 - Vista de uma junta de dilatação estrutural com infiltrações de água, além de deterioração estrutural. Edifício com aproximadamente 30 anos. Esse restabelecimento deverá observar: a remoção de camadas de concreto deterioradas e carbonatadas, limpezas, aplicação de argamassas especiais, Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 75. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 75/424 verificações de secção de armadura, que deverão ser feitas e especificadas por profissional especializado para a recuperação ou reforço da estrutura. O fenômeno acima exposto, envolvendo a corrosão de armaduras e, consequentemente, a formação de fissuras, em curto prazo pode provocar acidentes, no caso de o desplacamento do concreto ocorrer em pontos altos da estrutura de um edifício, projetando as porções de concreto em área adjacente. Nesse caso, recomenda-se a remoção do material solto como providência imediata, evitando sua queda até que a estrutura venha a ser convenientemente reparada e protegida. Em longo prazo, com o agravamento dos danos, pode-se chegar até ao comprometimento da estrutura e sua reparação será cada vez mais profunda e mais onerosa, ressaltando-se, ainda, que os elementos estruturais poderão perder suas capacidades resistivas, causando ruínas ou colapsos na estrutura. Observa-se, ainda, como um fator característico dos elementos em concreto. A capacidade de absorção capilar do mesmo, em função de sua porosidade e estrutura interna. Essa característica natural auxilia nas propagações de infiltrações e absorções de elementos nocivos a essas estruturas, sendo importante, sob o aspecto da conservação e manutenção, o controle dessa absorção capilar do concreto. A absorção capilar pode ser controlada mediante tratamento superficial com hidrorrepelentes, hidrofugantes e tamponamento de poros, conforme o caso e necessidade. Esse tratamento forma uma barreira reduzindo a absorção e o umedecimento do concreto, procurando:      Diminuir a circulação do vapor de água; Diminuir a taxa de absorção de água; Não captar ou aderir sujeiras facilmente; Não alterar suas características pela ação de raios solares durante sua vida útil projetada; Prolongar a vida útil da estrutura. Pode-se concluir que o tratamento do concreto, além de cumprir o objetivo estético, atua como componente na durabilidade e proteção da estrutura. Deve-se considerar que cada sistema de proteção existente no mercado tem uma vida útil, desde que feita a manutenção preventiva periódica de lavagem das estruturas aparentes. Essa manutenção preventiva prolonga a vida útil do sistema protetor, garantindo um benefício maior, a um custo menor, trazendo vantagens tanto sob o ponto de vista técnico, como econômico. A recuperação de concreto Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 76. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 76/424 armado aparente ou não poderá observar em linhas genéricas especificadas por empresa especializada, as seguintes orientações quanto às deteriorações decorrentes de infiltrações de água:  Impermeabilização das lajes de cobertura refeitas com tratamento de todas as juntas de dilatação. Depois de sanados os problemas relativos à presença de infiltrações de água, as estruturas de concreto aparentes internas e externas, bem como aquelas revestidas que já apresentam manchas amarronzadas da corrosão de armadura, desplacamentos, fissurações etc., deverão ser restauradas;  Remoção de todo o concreto desplacado e sem aderência;  Verificações quanto à camada e espessura de cobrimentos, tal que devem ser obedecidos os parâmetros da norma;  Verificação das profundidades de carbonatação, por teste de indicação de pH (indicador – fenoftaleína);  Remoção do concreto carbonatado e verificação da extensão da corrosão das barras de aço, bem como suas profundidades (só armadura de pele ou armações principais);  Remoção do óxido de ferro, produto da corrosão, pelo processo abrasivo, e verificação das secções de aço resultantes;  Observação das perdas maiores de secção de aço acima de 10% e observação da necessidade de remoção de profundidades muito acentuadas de concreto, sendo assim, necessidade de se calcular projetos de escoramentos e resistências residuais dos elementos estruturais;  Verificação da necessidade de realizar ponte de aderência química entre camadas de concreto a serem recuperadas;  Aplicação de inibidores de corrosão, por exemplo: base zinco, nas barras de aço;  Verificação de necessidade de estucamentos e aumento de cobrimentos mínimos em trechos onde não existem os mesmos, conforme determina a norma;  Limpeza geral de toda a estrutura, remoção de manchas de fuligem e microrganismos, lavagem geral com detergente neutro, estucamentos pontuais para recomposição de superfícies e aplicação de verniz base acrílico para áreas externas e base epóxi para áreas internas, considerando o concreto armado aparente; Para concreto armado revestido, realizar a recomposição do revestimento, verificando sua aderência ao concreto, bem como as camadas periféricas antigas; dependendo das condições gerais do revestimento, formações de fissuras e aderências, há necessidade de remoção completa do revestimento no pano de concreto recuperado, a fim de se executar novo revestimento no local. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 77. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 77/424 9.2 Sistema de impermeabilização A inspeção deverá ser restrita à verificação com interface com sistemas estrutural, vedação e revestimentos. 9.2.1. Descrição e finalidade do sistema A alvenaria pode ser entendida como um subsistema da edificação, constituída por elementos que compartimentam e definem os ambientes. As alvenarias servem também de suporte e proteção para as instalações da edificação, quando embutidas, e criam as condições de habitabilidade para a edificação. As alvenarias também são utilizadas na elevação dos muros de divisa, bem como na construção de alguns tipos de jardineira. As alvenarias podem dividir ambientes internos da edificação ou, ainda, compor as fachadas. Chama-se alvenaria de vedação aquela cuja finalidade principal é o fechamento de vão, sem função estrutural. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 78. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 78/424 9.2.2. Descrição de alguns dos tipos de alvenarias mais utilizados: 1. ALVENARIA CONVENCIONAL A alvenaria convencional pode ser entendida como um componente da edificação executado pela união entre tijolos ou blocos por juntas de argamassa, formando um conjunto rígido e coeso. Os materiais mais utilizados são os blocos cerâmicos ou em concreto. 2. ALVENARIA ESTRUTURAL A alvenaria estrutural é aquela que possui características de resistência a esforços solicitantes relacionados aos carregamentos das edificações. Normalmente, quando empregadas, dispensam as estruturas convencionais em concreto armado. Para esse tipo de vedação, empregam-se blocos especiais em cerâmica ou concreto. O processo construtivo desse tipo de alvenaria requer cuidados especiais quanto à amarração dos blocos, espaçamentos dos mesmos, além de outros detalhes técnicos previstos em projeto específico. 3. ALVENARIA DRYWALL Basicamente as paredes funcionam por uma estrutura de perfis de aço zincado, constituídos de guias horizontais e montantes verticais sobre os quais são parafusadas chapas de gesso acartonado em uma ou mais camadas, com parafusos fosfatizados especiais, o que evita a oxidação. Após o tratamento das juntas das chapas, as superfícies das paredes tornamse monolíticas, planas e lisas, prontas para receber qualquer tipo de acabamento, como: pintura, papel de parede, cerâmica, azulejo, laminados plásticos etc. Uma das características das alvenarias executadas em Drywall é a de permitir a instalação de material isolante acústico, entre as placas, durante a sua montagem. Quanto à sua finalidade, observam-se características semelhantes às dos outros tipos abordados neste item. Ressalva-se a praticidade na execução desse sistema. As alvenarias em Drywall somente devem ser usadas em ambientes internos, e quando empregadas em ambientes úmidos, tais como cozinhas e banheiros, deve-se empregar chapas específicas. 9.2.3. Principais anomalias e falhas Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 79. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 79/424 As anomalias e falhas mais comuns nas alvenarias acima citadas são: 1. 2. 3. 4. 5. 6. Trincas na região do encunhamento; Trincas nos encontros de alvenarias com a estrutura; Trincas na quina dos vãos de portas e janelas; Trincas no encontro de paredes; Destacamento de muretas em jardineiras; Trincas na base das paredes por defeito na impermeabilização dos alicerces; 7. A atuação de sobrecarga localizada, podendo provocar a ruptura dos componentes de alvenaria na região de aplicação de carga e/ou o aparecimento de fissuras inclinadas a partir do ponto de aplicação; 8. Muros, peitoris e platibandas que não estejam convenientemente protegidos por rufos poderão apresentar fissuras na sua parte superior, devido à absorção de água (chuvas), podendo ocorrer o destacamento do revestimento; 9. A movimentação térmica da estrutura pode causar destacamentos entre a alvenaria e a própria estrutura; 10. Os muros muito extensos podem apresentar fissuras verticais com aberturas da ordem de 2 a 3 mm. Em função da natureza dos componentes de alvenaria, as fissuras manifestam-se a cada 4 ou 5 m, podendo ocorrer nos encontros da alvenaria com os pilares ou mesmo no corpo da alvenaria; 11. As movimentações térmicas diferenciadas entre a platibanda e o corpo do edifício poderão resultar no destacamento da platibanda ou na formação de fissuras inclinadas na extremidade da mesma; 12. Deformações excessivas da estrutura, ocasionando esforços de compressão nas alvenarias com conseqüente fissuração. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 80. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 80/424 9.2.3. Recomendações e orientações técnicas De maneira geral, tratando-se de alvenarias, é sempre recomendável que antes de se perfurar as paredes sejam consultados os projetos e detalhamentos contidos no manual do proprietário, o que evita a perfuração de tubulações de água, energia elétrica ou gás, nelas embutidas. Para o caso de edificações com alvenaria estrutural, as paredes não poderão ser alteradas de posição ou demolidas, pois, conforme já mencionado, fazem parte da estrutura da edificação. Como recomendações quanto à utilização das alvenarias, é importante se observar os seguintes aspectos, que visam a não ocorrência de problemas: 1. Para melhor fixação de peças ou acessórios, em alvenarias, usar apenas parafusos com buchas especiais; 2. NÂO sobrecarregar as paredes internas de Drywall, devendo ser observados os limites de carregamento previstos pelo fornecedor, bem como o disposto no manual do proprietário; 3. Procurar manter os ambientes bem ventilados. Nos períodos de inverno ou de chuva poderá surgir mofo nas paredes, decorrente de condensação de água por deficiente ventilação (principalmente quando houver armários embutidos junto à parede externa); 4. Observar a ocorrência de infiltrações, pois a ação de águas sobre os elementos da vedação pode ocasionar fissuras, além de proliferaçã de microorganismos nos revestimentos dessas vedações. Como recomendações e orientações sobre a manutenção ou reparação, destacam-se que: 1. Os destacamentos entre pilares e paredes deverão ser recuperados, observando sempre se a fissura instalada entre esses elementos é ativa ou passiva. Muitas vezes esses destacamentos são originários de problemas construtivos em decorrência da falta de elementos de reforço nos revestimentos; 2. Considerando as paredes em Drywall, os serviços de manutenção e reparos deverão seguir as recomendações básicas distintas para: a) reparos em pequenos e fissuras; b) reparos em trincas; c) aberturas/fechamento para manutenção; 3. Fundamentalmente, a incidência de fissuras deverá ter as causas exaustivamente pesquisadas pelo profissional habilitado, para que a prescrição dos reparos tenha a eficiência e a longevidade esperadas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 81. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 81/424 Observa-se, por fim, neste Capítulo, que as anomalias mais comuns aqui citadas poderão estar ligadas a aspectos construtivos, muitas vezes relacionados a problemas decorrentes em outros sistemas, tais como: estruturas, fundações etc. Considerados aspectos da boa manutenção e uso das vedações, ressalta-se a necessidade de se observar os aspectos de perfurações, alterações de posição de alvenarias, sobrecargas devido à fixação de estantes, prateleiras, armários etc., além de questões relacionadas à boa manutenção dos revestimentos aplicados sobre essas vedações, sejam esses em argamassa, gesso e/ou pintura. As alvenarias externas deverão ter a sua pintura mantida sempre em bom estado de manutenção/conservação, uma vez que a pintura é a única barreira contra a ação de intempéries. Figura 39 – Queda parcial de Parede estrutural – Foto Contru 2 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 82. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 82/424 9.3. Sistema de Revestimentos 9.3.1. Descrição e finalidade do sistema O sistema de revestimento corresponde ao acabamento final de uma edificação, sendo a parte que se apresenta mais visível, com a finalidade principal de proteção de paredes, pisos e tetos, incluídos os forros. A função protetora é a que mais se destaca pela sua importância, pois visa a resguardar as superfícies a serem revestidas contra os agentes facilitadores da deterioração. Dentre esses agentes podem ser citados: a infiltração de água de chuva, da água do solo, água de uso e/ou de manutenção, além da ação de ventos, temperatura e umidade do ar, ação de fungos, ataque de roedores e outros agentes de carga, de uso e de sobrecarga. Além disso, o revestimento também cumpre a função estética, ligada ao conforto visual, envolvendo ainda questões de gosto pessoal, vindo a se construir um verdadeiro elemento de valorização do empreendimento. É baseado em uma diversidade muito grande de materiais, podendo ser composto por: argamassa, gesso, resinas, cerâmica, madeira, metal, plástico, vidro, papel, pedra etc. A escolha do tipo de revestimento depende, dentre outros fatores: da atmosfera local, do tipo de ambiente (interno ou externo), das condições de utilização, do tipo de base (metálica, de madeira, cimentícia, cerâmica etc.). O modo e especificação de preparo da base que receberá o revestimento são aspectos fundamentais para seu bom desempenho e aderência, evitando diversos problemas. 9.3.2. Principais anomalias e falhas Em linhas gerais, dois dos principais tipos de revestimentos utilizados nas construções podem ser citados, a argamassa e a cerâmica; importante destacar que, em argamassa, a definição correta do traço ou mistura dos matérias utilizados possibilitam a integridade e favorecem a longevidade do revestimento, evitando anomalias do tipo: fissuras de retração e pulverulências. Em revestimentos cerâmicos, deve-se observar o correto dimensionamento das juntas de trabalho, além do uso correto de argamassa colantes e desempenadeiras, evitando assim os desplacamentos e descolamentos. Para os revestimentos cerâmicos cabe destacar, também, que aspectos de manutenção nos rejuntes e materiais de preenchimento das juntas são importantes para prevenir a não infiltração de água, em casos de superfícies de fachadas, áreas externas, áreas molhadas etc. A infiltração poderá provocar problemas como manchamentos diversos, perda de aderência, deslocamentos, desplacamentos, além de fissuras. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 83. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 83/424 Pisos Os pisos devem ter caimento adequado, quando se tratar de áreas molháveis ou laváveis, para se evitar os indesejáveis empoçamentos e infiltrações. Para casos de áreas sujeitas à ação direta de águas, seja pluvial ou não, deve haver os pontos de ralos para a captação dessas águas. As escadas devem ter proteção antiderrapante; inclusive os pisos em áreas externas não devem favorecer as condições de escorregamento, devendo, também, ter características antiderrapantes. A presença de manchas de ordens diversas, decorrentes de umidade ascendente (proveniente do solo) nos revestimentos em geral, é ocasionada principalmente pela deficiência da impermeabilização/drenagem das bases. Há manchas de eflorescências em determinados pisos, principalmente os de áreas externas, localizadas entre placas de revestimentos, que podem ser causadas por deficiências de caimentos do sistema de impermeabilização, empoçamentos de água e infiltrações. Essas manchas podem ser removidas com produtos específicos, porém sempre retornarão, pois sua causa está relacionada a fatores internos da edificação. Observa-se que, nesses casos, poderá haver a perda de aderência dos revestimentos e conseqüente deslocamento. Os deslocamentos de revestimentos podem estar relacionados à utilização de materiais inadequados, mão-de-obra e fiscalização deficiente, bem como pela utilização de ferramentas e equipamentos impróprios, em desobediência às recomendações dos fabricantes e das normas. Podem estar relacionados, também, a problemas na execução das bases, onde são aplicados com falta de procedimentos de limpeza, dentre outros fatores. Os deslocamentos também podem ocorrer em função de formações de fissuras decorrentes de aspectos relacionados a outros sistemas construtivos, como estruturas, fundações etc. Em extensões grandes de pisos, poderão surgir deslocamentos ou destacamentos devido a problemas relacionados à falta ou deficiência na juntas de trabalho do revestimento escolhido. As juntas e derivados, incluídos os próprios rejuntes, são causadores de incidência de diversas anomalias, quer pela sua ausência, conforme mencionado acima, quer pela sua especificação ou execução incorreta. Além disso, sua manutenção deve ser motivo de cuidados específicos, seguindo a orientação técnica de fabricantes e construtores. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 84. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 84/424 Observa-se que as juntas de trabalho poderão existir, também, em locais de mudanças de tipos de revestimentos ou, até mesmo, de cores em um mesmo plano de revestimento. Paredes Nos revestimentos utilizados em paredes, de uma maneira geral, podem ser observadas as seguintes anomalias: formações de fissuras diversas, empolamentos, destacamentos e deslocamentos, infiltrações diversas de água e outros, falta de juntas de trabalho de revestimentos, deficiência em rejuntamentos, má especificação de rejuntes e juntas diversas etc. Tais anomalias podem ter suas causas relacionadas a fatores construtivos ou à má qualidade de materiais, enquanto as falhas são derivadas de atividades de manutenção mal empregadas. Observa-se que em áreas molhadas, como, por exemplo, áreas de boxe de chuveiro, a falta de procedimentos de rejuntamentos periódicos, bem como da limpeza dos rejuntes, ocasionam proliferações de fungos, além de infiltrações pelas frestas que aparecem na juntas. O uso impróprio de produtos com bases ácidas para a limpeza de determinados revestimentos poderão acarretar desgastes excessivos de películas, manchas etc. Importante, também, são as boas condições de alinhamento e esquadros das alvenarias e, conseqüentemente, dos revestimentos aplicados nelas, pois em superfícies desalinhadas, poderão resultar em espessuras exageradas de revestimentos, ocasionando fissuras ou outras anomalias, nas mesmas. Forros A presença de fissuras em forros de gesso liso, do tipo forros rígidos, pode ser causada por: deficiência ou falta de juntas de dilatação nos encontros com as paredes ou em “meios dos panos” de grandes dimensões; falta de estruturação ou reforço em forros com configuração de forma muito irregular; além de aberturas nos forros para instalação de embutidos (grelhas de ar condicionado e luminárias). A instabilidade estrutural dos forros em geral também está relacionada com a inobservância das normas ou das recomendações dos fabricantes quanto aos procedimentos de montagem e execução das estruturas de fixação/sustentação. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 85. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 85/424 Podem ser utilizados matérias e elementos não adequados (sujeito à corrosão) ou ainda existir deficiência no seu dimensionamento. Podem existir, também, instabilidade e formações de fissuras, para casos de forros rígidos, devido à sobrecarga de elementos instalados e apoiados diretamente no forro (luminária, varal etc.), desprovido de reforço. São também identificadas deficiências de conforto térmico e acústico por especificação inadequada de materiais. Além disso, em muitos casos, há deficiências no dimensionamento ou inexistência de alçapões de acesso para realização das manutenções das instalações e dos elementos embutidos no forro. Fachadas Considerando as fachadas um dos principais sistemas construtivos da edificação, sob o ponto de vista de valorização dos empreendimentos, é importante observar que das inúmeras anomalias existentes em revestimentos de fachadas destacam-se como as de maior incidência: 1. Infiltrações de água e formações de fissuras em revestimentos devido à ausência de elementos arquitetônicos, tais como: beirais, rufos, frisos, rodapés, soleiras, respaldos, cantoneiras e outros detalhes fundamentais para a proteção da edificação contra a ação danosa das águas, favorecendo o seu direcionamento nas fachadas, evitando contatos diretos excessivos com a mesma. 2. Destacamentos de revestimentos devido à presença de fissuras, perda de aderência, infiltrações; 3. Falta ou deficiência de juntas de trabalho, bem como falta de manutenção dos materiais aplicados nessas juntas, proporcionando infiltrações, perdas de aderência, formações de fissuras etc.; 4. Falta de atendimento ao Código de Obras dos Municípios. No caso de São Paulo se determina a impermeabilização da fachada sul de uma edificação, considerando essa a de maior incidência de chuvas; 5. Fissuras relacionadas a movimentações térmicas entre componentes de estrutura e vedação, devido à falta de reforços em revestimentos de argamassa; 6. Manchas de umidade e eflorescências; 7. Ainda podem ser citadas anomalias relacionadas à má qualidade de materiais empregados, má especificação, falta de prumos e de planeza, etc. Os trechos das fachadas junto aos pisos devem ter proteção impermeabilizante para evitar a presença de umidade em razão da incidência de respingos de água que resvalam no piso, contribuindo para o aparecimento das fissuras, formação de fungos, manchamentos e presença de umidade. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 86. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 86/424 9.3.3. Recomendações e orientações técnicas A manutenção dos revestimentos deve ser executada obrigatoriamente, dentro das condições de periodicidade e procedimentos de limpeza e conservação recomendados pelo fabricante, observada a contratação de mão-de-obra especializada, com a utilização de ferramentas e equipamentos adequados, bem como a aplicação de produtos de limpeza de natureza não agressiva, para que não danifiquem, precocemente, a superfície dos revestimentos. Deve ser ressaltada a necessidade da revisão periódica e regular dos rejuntes, a realização de limpeza dos ralos para evitar infiltrações, entupimentos e transbordamentos indesejáveis. Quanto à limpeza geral dos revestimentos, sejam eles internos e, principalmente, externos, consiste em um procedimento de manutenção eficiente para se garantir a durabilidade e a vida útil, sendo que, no caso de fachadas, a limpeza remove substâncias agressivas que ficam depositadas nos revestimentos, devido a problemas de fuligem, chuva ácida etc. Com relação ao uso de máquinas de jato de pressão de água, deve-se ter cuidados especiais com a regulagem das pressões utilizadas para não danificar juntas, rejuntes e materiais do próprio revestimento. A utilização associada dessas máquinas com produtos ácidos pode causar desgastes superficiais, eflorescências, manchas diversas etc. A utilização de água quente nesses procedimentos de limpeza evitada, consoante a pequena capacidade de suporte da tubulação (PVC branco) a altas temperaturas, o que poderá trazer danos à hidráulica, além de perdas excessivas de pigmentos, conforme revestimento a ser limpo. deve ser de esgoto instalação o tipo de Com relação à proliferação de fungos e outros microrganismos, vale observar que nesses casos há necessidade de uma limpeza específica com produtos à base cloro (água sanitária), a fim de eliminar o microrganismo. Caso essa limpeza não seja efetuada antes da aplicação de outro revestimento, por exemplo, pintura, haverá novamente o manchamento da superfície, mesmo que a eventual umidade tenha sido resolvida. Com relação a desníveis em pisos, entre 5 e 10 cm de diferença, deverá haver sinalizações, para se evitar quedas. A manutenção deve atentar para a detecção de todas as irregularidades que se apresentem nas superfícies dos revestimentos, pois elas denotam e sinalizam problemas que podem configurar uma situação de risco que necessite de intervenção adequada, inclusive em outros sistemas embutidos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 87. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 87/424 As intervenções devem ser implementadas no tempo correto, como forma de prevenir prejuízos físicos e inclusive financeiros, preservando a integridade da edificação e também dos seus ocupantes. Na maioria das vezes a solução caseira para os problemas não é recomendada, é contraproducente, devendo ser solicitada a presença de um profissional competente, que analise os dados e oriente corretamente a remoção de partes soltas, a reposição de partes danificadas, indicando procedimentos seguros e necessários, como forma de prevenir acidentes e assegurar a eficiência e longevidade das intervenções. Deve ser destacado que muitas vezes o problema que se origina nas estruturas da edificação e partes internas do revestimento mais profundo, no caso a base, se propaga e é transmitido para a camada mais externa do revestimento. O leigo pode indicar soluções incompatíveis e de desempenho inadequado para os problemas analizados. Figura 40 – IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Com relação às diversas fissuras que poderão existir nos revestimentos, observa-se que para qualquer intervenção deverá ser investigada a sua causalidade, além de determinar se a mesma encontra-se passiva ou ativa, conforme já descrito anteriormente no item Alvenaria. Observa-se, por fim, que se tratando de revestimentos de fachadas, em casos de descolamentos e desplacamentos, há a necessidade imediata de se Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 88. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 88/424 proceder à remoção desses elementos, a fim de não causar danos a transeuntes. Recomenda-se, ainda, quanto à limpeza periódica das fachadas, a cada dois ou três anos, principalmente aquelas em revestimentos cerâmicos, que se proceda a inspeção visual de rejuntes e juntas de trabalho, bem como exames de percussão em alguns trechos para se identificar eventuais descolamentos. Observa-se que essas limpezas devem ser feitas por empresas especializadas e, havendo quaisquer anomalias, deverá ser contratada consultoria especializada. Figura 41 – Revestimento Interno de Edificação Comercial em São Paulo – Foto Contru 2 - 2010 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 89. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 89/424 9.4. SISTEMAS DE PINTURA 9.4.1. Descrição e finalidade do sistema A utilização do sistema de pintura como revestimento final das superfícies é pioneira, e ainda permanece largamente empregada na construção civil, sendo assim, foi destacado em relação aos outros tipos de revestimentos citados neste livro. Atua, prioritariamente, como elemento de proteção das bases ou das superfícies pintadas com elevada performance, além de ter função relacionada com o aspecto estético e visual, aliada à facilidade de execução e grande versatilidade para a decoração, consoante a diversidade de texturas, variedade de cores e apresentação de produtos com características inovadoras. Além disso, é um sistema que propicia facilidade de manutenção e tem um custo relativamente baixo. O revestimento de pintura é utilizado tanto em ambientes internos como externos, valorizando e destacando especialmente a apresentação das fachadas. Para cada tipo de superfície ou base de aplicação existe um tipo específico de tinta a ser indicado, muitas vezes com mais de uma opção na utilização dos produtos. No caso da madeira, indica-se o verniz, mas também pode ser usado o esmalte. Para os metais, também são indicados e muito utilizados os esmaltes. Para as alvenarias, concretos, rebocos, minerais porosos e similares, são indicadas e largamente aplicadas as tintas acrílicas (área externa) e PVA (área interna). Uma tinta, para ser considerada de boa qualidade, deve apresentar como características principais: a facilidade de aplicação, a estabilidade de cor e conservação da aparência, o bom rendimento e o poder de cobertura, além de elevada capacidade de resistência às intempéries. O resultado final do bom desempenho é alcançado desde que seja aliada a qualidade da tinta à boa técnica de aplicação, além de boa qualidade do substrato (base), envolvendo aspectos de: * Limpeza; * Inexistência de fissuras; * Inexistência de pulverulências; * Inexistência de microorganismos e umidade; * Dentre outros. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 90. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 90/424 9.4.2. Principais anomalias e falhas Anomalias Eflorescência Causa Acontece quando a tinta é aplicada sobre reboco úmido ou devido à infiltração. Saponificação Alcalinidade natural da cal e do cimento que compõem o reboco. Calcinação Alcalinidade natural da cal e do cimento que compõem o reboco ou deterioração causada por ataques por intemperismo. Desagregamento Acontece quando a tinta é aplicada sobre superfície de reboco novo, não curado ou quando há presença de umidade. Descascamento Ocorre quando a tinta é aplicada em superfície pulverulenta, comprometendo a sua aderência na base. A condição de pulverulência é uma anomalia de revestimento de argamassa (base), conforme mencionado no item 5.3. Fissuras Ocorre quando o tempo de hidratação da cal antes da aplicação do reboco é insuficiente, ou seja, estão ligadas às condições do substrato (base). Em casos de vernizes, as fissuras na película poderão ser causadas por uso indevido da tinta em relção à exposição ambiental, como, por exemplo, uso de vernizes base epóxi em locais externos. Em casos de tintas base látex, as fissuras na película podem indicar a falta de repintura e a suplantação da vida útil do revestimento. Manchas Pode ocorrer, também, devido a sobreposições de trechos da tinta, incorrendo em emendas, além de deficiências de cobrimento da película ou poucas demãos de aplicação. Por pingos de chuva: extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da tinta ou ainda por ação de infiltrações, deposição de fuligens e sujidades, além de proliferação de fungos. Por retardamento de secagem em madeira: presença de resíduos de soda cáustica ou removedor utilizado na remoção de pintura antiga. Manchas amareladas em tetos e paredes são causadas pela presença de gorduras, óleos, fumaça de cigarros. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 91. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos Bolhas Trincas Enrugamento Crateras Rev. B 16/07/2011 Folha 91/424 Ocorre quando a tinta é aplicada sobre massa corrida PVA externamente, ou na repintura sobre tinta de má qualidade, ou quando a poeira do lixamento da massa não foi eliminada, ou quando a tinta não foi devidamente diluída. Podem ser causadas, também, devido a infiltrações de água, principalmente em películas mais impermeáveis como esmalte, látex acrílico etc. São causadas por movimentos da estrutura, com reflexos no substrato, retração da argamassa e outras, conforme citado em itens 5.1 de estrutura e 5.2 de alvenaria. Ocorre quando se aplicam demãos de tinta demasiadamente espessa, ou quando a aplicação é feita sobre superfícies ou ambientes com temperatura excessivamente quente. Também podem ser causados por ação de infiltrações de águas. Ocorre quando são utilizados solventes não apropriados na diluição da tinta. As anomalias podem estar relacionadas com a escolha inadequada do material a ser utilizado, bem como da situação ambiental, as condições climáticas, o estado que se encontram as superfícies a serem pintadas e, principalmente, quanto à execução da mesma com mão-de-obra não especializada, ou seja, são decorrentes, na sua maioria, de deficiência no processo executivo, como também podem se manifestar pelo desempenho dos materiais e por ataques externos. 9.4.3. Recomendações e orientações técnicas A manutenção do sistema de pintura deve ser realizada obedecendo às inspeções regulares ou sempre que necessário, para identificação da incidência de anomalias nas superfícies pintadas para que as intervenções necessárias sejam realizadas e programadas como forma de preservar a película da tinta e evitar prejuízos futuros. Quando são identificadas anomalias de origem interna, tais como: a incidência de umidade decorrente de infiltrações em lajes ou vazamentos de tubulações hidráulicas e presença de fissuras localizadas, dentre outras, as mesmas deverão ser previamente reparadas, segundo orientação técnica especializada, antes que se proceda a repintura localizada. Preliminarmente à repintura, deverão ser tomados todos os cuidados com a preparação e limpeza da superfície (substrato), já citados anteriormente. Todas as áreas internas como também as externas (fachada) devem ser repintadas, caso seja verificada essa necessidade por inspeções, observandoElaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 92. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 92/424 se a periodicidade recomendada pelo fornecedor ou construtor, em torno de cinco anos, bem como a lavagem das pinturas externas (fachadas), a cada dois anos. Observa-se que as periodicidades são decorrentes, também, do tipo de tinta utilizada, número de demão, consistência do material (se foi diluída ou não), dentre outras interferências relativas à qualidade da preparação da superfície, remoção da película antiga e mão-de-obra qualificada. Cabe destacar que, em casos de incidências de trincas diversas, eflorescências, destacamentos de argamassa, dentre outras anomalias já citadas em sistemas correlacionados ao de pintura, é importante a devida correção dos mesmos, com a investigação de suas causas, a fim de contribuir para o sucesso do programa de manutenção implantado na pintura. Por fim, é importante consignar que o bom desempenho de sistemas de pinturas depende das condições gerais de suas bases (substrato). Figura 42 – Pintura Artística em Edificação em São Paulo – Foto Contru 2 - 2008 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 93. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 93/424 9.5. Sistemas de Esquadrias 9.5.1. Descrição e finalidade do sistema O sistema denominado esquadrias compreende todos os componentes construtivos (caixilhos) empregados na execução de portas, janelas, portões, grades, fachadas-cortina, envidraçamento etc. São os caixilhos responsáveis por promover a estanqueidade das aberturas de ventilação e iluminação dos edifícios, estando sujeitos a movimentações para sua abertura e fechamento. A função das esquadrias é proporcionar a separação entre ambientes contíguos de forma permanente no caso das esquadrias fixas, ou de forma variável no caso das esquadrias móveis. Essa separação permite contato visual com o exterior, iluminação ambiental, possibilita a ventilação natural, protege o interior das intempéries promove a segurança, limitando o acesso ao interior dos ambientes. As esquadrias móveis permitem a variação imediata de sua função: de totalmente vedada a totalmente aberta, passando por todas as funções intermediárias, individuais ou combinadas entre si, tais como iluminação, ventilação, iluminação com ventilação, passagem obstruída etc. O bom desempenho em uso e a durabilidade ao longo do tempo são parâmetros básicos para o comportamento das esquadrias e devem ser garantidos por um sistemático controle de qualidade. Esse controle de qualidade inicia-se ainda na fase de projeto, pela escolha do tipo e do material constituinte da esquadria em função do entorno e da utilização que ela terá. A correta instalação e a manutenção favorecem o bom comportamento global da caixilharia, sendo fundamentais para que atinja ou recupere o nível de desempenho desejado. Os acessórios de um caixilho, tais como fechos, roldanas, dobradiças, pivôs etc., devem contribuir para o bom desempenho do conjunto, e são os maiores responsáveis pelo bom funcionamento da esquadrias, notadamente no que se refere à estanqueidade ar/água, isolação termoacústica, ventilação e estabilidade estrutural. O dimensionamento dos acessórios deverá obedecer às necessidades da esquadria. As esquadrias possuem os mais sofisticados sistemas de juntas existentes em uma edificação e estas são as partes mais vulneráveis das mesmas, em especial as janelas, sob qualquer exigência de desempenho, particularmente sob o ponto de vista da estanqueidade ao ar, à água e à isolação acústica. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 94. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 94/424 Componente essencial nas esquadrias é o selante, que é uma composição elastomérica à base de materiais próprios para vedação. Normalmente usado na calafetação, colagem e isolação entre dois suportes quaisquer. Sua principal característica deve ser a capacidade de absorver movimentações, trabalhando em conjunto com os suportes, sem se soltar. Existem vários tipos de selantes, sendo os mais conhecidos: massa de vidraceiro, selantes acrílicos, de poliuretano ou de silicone, entre outros. Figura 43 –Esquadrias- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. As gaxetas e escovas, também conhecidas como guarnições, são elementos pré-moldados, utilizados nos sistemas de vedação de fachada, por encaixe, que controlam ou impedem a passagem de ar, água ou ruídos em um determinado ponto. As gaxetas são extrudadas e vulcanizadas, de neoprene, PVC, EPDM (material elastômero), silicone etc., com secções diversas e em vários materiais. Já as escovas são construídas, geralmente, de fibras de polipropileno, que podem ser tratadas com silicones, de modo a melhorar seu desempenho em uso na estanqueidade à água, facilitando o deslizamento das folhas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 95. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 95/424 Normalmente as esquadrias de alumínio são as mais estanques em função dos componentes utilizados em sua fabricação, tais como as citadas gaxetas e escovas. Em geral, as esquadrias de ferro e as de madeira são menos estanques que as de alumínio por não possuírem os componentes de vedação. Figura 44 – Esquadrias - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Considerando-se as características climáticas do Brasil, na maioria dos casos o problema maior é o calor excessivo no verão. Tal condição pode ser melhorada reduzindo-se ao mínimo a entrada de energia solar pela janela; nesse caso, são fundamentais as características do vidro (ou plástico) empregado nas áreas transparentes e translúcidas da janela e que são dadas pela sua transmitância (quantidade de luz que o atravessa em relação à quantidade de luz total que o atinge), pela absorção e pela refletância à radiação solar. As esquadrias devem atender aos seguintes requisitos de desempenho:  Resistência a cargas de vento;  Resistência a esforços de uso;  Resistência à intrusão;  Estanqueidade à água de chuva;  Estanqueidade ao ar;  Estanqueidade a insetos e poeiras;  Isolação acústica;  Iluminação;  Ventilação;  Facilidade de manuseio;  Aspecto; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 96. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos    Rev. B 16/07/2011 Folha 96/424 Durabilidade; Facilidade de manutenção (manutenabilidade); Economia. As esquadrias podem ser de ferro, aço, alumínio, PVC, madeira etc. ou uma combinação desses materiais: b. aço: em esquadrias esse material veio substituir com vantagens os antigos caixilhos de ferro e que, se adicionados outros elementos no processo de fabricação, se obtêm atributos específicos, como, por exemplo, os aços revestidos com zinco – aços galvanizados, estes últimos indicados para aplicações onde se deseja uma maior vida útil da esquadria; c. alumínio: a intensificação do uso do alumínio em esquadrias se deve à facilidade de conservação do material, dispensando raspagens e pinturas periódicas; à sua leveza aliada a uma grande resistência mecânica, que lhe permite facilidade de transporte e colocação; à durabilidade do material, previne a ação das intempéries ou quaisquer agentes agressivos naturais, como a maresia ou em regiões industriais; sua estabilidade dimensional, bem como às formas e acabamento que o alumínio permite na fabricação das esqua Como acabamentos superficiais do caxilho tem-se a anodização, cuja função é a melhoria estética das peças tratadas e proteção da corrosão ou de qualquer outro ataque exterior (ar salino, poluição atmosférica etc.), e a pintura eletrostática, líquida ou em pó, possuindo efeito estético e de proteção do alumínio; d. madeira: primeira matéria-prima utilizada para a fabricação de caixilhos nas edificações. Hoje, com a produção em escala industrial, os caixilhos de madeira retomam seu lugar no mercado como material nobre na fabricação de esquadrias. Em função do preço da matéria-prima, dificuldades de extração, tratamento e sofisticação da fabricação seu consumidaor passa a ser o público de primeiro nível e de mais alto poder aquisitivo. Deverão ser utilizados caixilhos fabricados a partir de madeira certificada (oriunda de reflorestamento ou originárias de florestas com manejo sustentável, devidamente acompanhada do selo de certificação); e. PVC: as esquadrias sistéticas, produzidas a partir do elemento químico Policloreto de Vinila - PVC na fabricação de caixilhos, têm propiciado bons resultados, dada a grande aplicabilidade do material. As janelas apresentam valores de resistência mecânica compatíveis com a sua utilização e estão adaptadas ao uso em quaisquer condições climáticas, até mesmo as extremas. Aditivos diversos, pigmentos, acrilatos e outros produtos tornam o PVC um material que pode ser modificado de acordo com as características desejadas quanto a: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 97. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos      Rev. B 16/07/2011 Folha 97/424 Resistência mecânica; Resistência ao impacto; Temperatura; Estabilidade de cor; Outros parâmetros que garantam a durabilidade dos componentes. 9.5.2. Principais anomalias e falhas As anomalias estão associadas a problemas originários na fase construtiva da edificação, de responsabilidade do construtor, relacionadas com deficiência de projeto, especificação equivocada ou material empregado divergente da indicação do projeto como também associados à utilização de mão-de-obra desqualificada ou destreinada. As falhas estão associadas à fase de utilização da edificação relacionadas com deficiência de manutenção, de responsabilidade do usuário ou proprietário. Normalmente as falhas ocorrem quando negligenciados os procedimentos de limpeza periódica (lavagem) ou a limpeza com procedimentos e procedimentos e produtos impróprios, ou ainda descuidos na revisão dos materiais utilizados nas vedações, fixação dos vidros e lubrificação das partes móveis. Dentre as anomalias mais comuns em esquadrias destacam-se: 1. Quanto ao projeto:     Projeto inadequado ou inexistência de projeto. Atualmente o não atendimento à acessibilidade é defeito grave, uma vez que esse conceito está muito bem definido e é obrigatório por força de leis e normas (Decreto Federal 5.296/04; Leis Federais 10.048/00 e 10.098/00; ABNT NBRs 9.050/04 e 15.260). A vida útil dos caixilhos está diretamente ligada ao material constituinte, sua adequação ao meio ambiente, a maneira como é utilizado e a manutenção que recebe. A má escolha dimensional da esquadra e seu posicionamento, em especial da janela, podem ocasionar desconforto térmico, luminoso, de ventilação, visual etc., além de dificuldades na manutenção. 2. Quanto à estanqueidade      Deficiência da estanqueidade para esquadrias de fachadas gera infiltrações de água de chuva dentro de ambientes como: quartos, salas, escritórios etc. As possibilidades de ocorrer infiltrações de água pelas janelas são: Nas juntas do marco ou contramarco da janela com o vão da fachada; Nas juntas do marco com a folha móvel da janela; Entre o pano de vidro e as travessas e montantes da folha da janela; Pelas frestas no encontro dos perfis do marco ou da folha; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 98. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos     Rev. B 16/07/2011 Folha 98/424 A inexistência ou insuficiência de furação para drenagem da água acumulada nos marcos. Tal anomalia decorre de deficiência ou ausência de projeto, uso Inadequado de materiais ou ainda pelos processos de montagem e instalações defeituosos. Ressalta-se que a instalação incorreta das janelas em obra é a origem de grande parte das patologias. As juntas são as partes mais vulneráveis das janelas quanto estanqueidade ao ar e a água, devendo-se tomar cuidados especiais quanto ao seu desenho, material que a constitui e o posicionamento da janela na fachada do edifício. No caso de esquadrias em alumínio, a falta de estanqueidade pode se dar pela baixa qualidade na confecção dos caixilhos, onde não existam componentes de vedação ou estes sejam com materiais impróprios e/ ou defeituosos. Observa-se que em determinados tipos de caixilhos pode haver calafetações feitas com selantes do tipo silicone, que podem gerar pontos de infiltrações de água, já que, muitas vezes, existem imperfeições e desalinhamentos nos vãos, além de problemas de falta de limpeza das superfícies quando da instalação dos mesmos, originando pontos falhos que apresentarão perda de desempenho precoce. Essa anomalia também poderá estar relacionada ao desgaste de gaxetas e escovas, dentre outros elementos vedantes. Em linhas gerais, observam-se alguns parâmetros relativos à perda da estanqueidade em caixilhos de alumínio em fachadas de edifícios do tipo cortina. Normalmente a vedação dos sistemas de esquadrias utilizados no Brasil está baseada no uso de guarnições e selantes de silicone (que pode ser silicone estrutural ou de vedação). Ambos podem ser instalados entre elementos de alumínio e vidro e são usados para controlar ou impedir a passagem de ar ou água no sistema.  Considerações sobre silicone estrutural: Normalmente, o uso de silicone estrutural nas fachadas-cortina se restringe à aderência do vidro, transferindo as cargas a que a fachada está sujeita a uma estrutura de alumínio adjacente. No entanto, falhas na aplicação do silicone estrutural podem causar, além dos problemas estruturais, incorrendo em deslocamentos do vidro, problemas de infiltração. Alguns dos problemas mais freqüentes observados na aplicação do silicone estrutural são:  Limpeza incorreta ou deficiente da superfície de aderência prévia à aplicação; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 99. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos    Rev. B 16/07/2011 Folha 99/424 Aplicação do cordão de silicone em dimensões não conformes com o projeto; Falhas de coesão no silicone por uso de material fora do prazo de validade. Considerações sobre silicone de vedação: Juntamente com as gaxetas, é o material mais usado em fachadas para vedação. Uma vez corretamente aplicado, deverá promover total impermeabilidade entre os setores vedados. Os potenciais e possíveis problemas de infiltração existentes em setores supostamente vedados com silicone de vedação são:  Má aderência do silicone à superfície aplicada, devido à limpeza incorreta ou qualidade insuficiente, considerando a superfície de aderência;  Aplicação do cordão de silicone em dimensões não conformes com o projeto;  Material fora do prazo de validade; e  Deterioração do cordão ou perda parcial da coesão por ação de agentes agressivos (mecânicos ou químicos). Cabe ressaltar o efeito nocivo que causa no EPDM em contato com o silicone.  Considerações sobre as gaxetas Os problemas mais freqüentes encontrados nas gaxetas, que resultam em infiltrações, são:  Má instalação da gaxeta no perfil;  Deslocamento da gaxeta durante a instalação;  Deslocamento por movimentação estrutural ou dilatação;  Deslocamento por pressão insuficiente na gaxeta.  Deterioração ou ressecamento prematuro do material por ação de agentes agressivos (mecânicos ou químicos), ou por deficiência no material. Considerando outros tipos de caixilhos de alumínio, que são os de cortina de fachadas, mas sim de janelas comuns com vidros e venezianas, as posições, dimensões e tipos de vedação de contramarcos podem contribuir para infiltrações de água nos ambientes internos. Já nas esquadrias de ferro e nas de madeira, a falta de estanqueidade pode ser decorrentes de falha de projeto, em que os ressaltos existentes são muito rasos, tendo em vista que os mesmos servem como barreiras contra a entrada de água ou vento. Em ambas as situações acima expostas, a variação dimensional das esquadrias é significativa, agravando mais os quadros de infiltrações.  Variações dimensionais Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 100. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 100/424 No processo de fabricação de esquadrias de madeira, é preciso que estas já estejam com os níveis de umidade bem baixos, indicados como pontos de secagem, caso contrário, as chamadas “madeiras verdes” em perfis da esquadria, isto é, sem estar completamente seca, continuam seu processo de secagem e podem sofrer deformações irreversíveis, mesmo depois de fixadas nos edifícios. A variação dimensional em esquadria de madeira também pode ser causada pela ação das intempéries, quando dor deixada em bruto sem a proteção do acabamento. 9.5.3. Dentre as falhas mais comuns em esquadrias destacam-se:  Deficiências na pintura, oxidação e corrosão em esquadrias e ferro Normalmente a corrosão é provocada pela ação da umidade e qualidade do ar, e como essas peças não recebem qualquer tipo de tratamento, a não ser uma camada irregular de zarcão ou primer de baixa qualidade, e são pintadas com pincel na maioria dos casos, sem remoção de impurezas, a corrosão e o princípio de oxidação já podem aparecer na fase de armazenamento, colocação e período de permanência nas paredes, antes do recebimento da pintura de acabamento. Dessa forma, há necessidade de se proceder a um tratamento com base anticorrosiva, anterior à aplicação da tinta. A deficiência nesse tratamento poderá provocar a degradação do acabamento, além da oxidação e corrosão da estrutura. Importante observar que, para esquadrias em ferro e madeira, aspectos de limpeza e manutenção são muito relevantes, tendo em vista que a deficiência de sistemas de pinturas nessas esquadrias pode acarretar a sua deterioração, incorrendo em problemas de corrosão de perfis, como exposto acima para o caso das de ferro, e apodrecimento, para o caso das de madeira.  Fissuras, escurecimentos, perda de cor etc. em acabamentos Normalmente essas anomalias são causadas pela ação da poluição ou dos raios solares. Esses acabamentos podem ser agredidos também pelo ataque de substâncias ácidas utilizadas, inclusive, na limpeza inadequada das esquadrias e seus acabamentos (pintado, envernizado, anodizado etc.). Outro tipo de anomalia, relacionada à deterioração do tipo de acabamento utilizado nas esquadrias, está relacionado à ação dos raios ultravioleta sobre pinturas em esmalte sintético, verniz ou base epóxi, que provocam perda de pigmentação, além de microfissuras nas películas do acabamento. Observa-se, desde já, que o acabamento a ser empregado em uma esquadria depende do tipo de material que a constitui, do local em que está instalada e Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 101. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 101/424 sua exposição ambiental, de tal forma que acabamentos com base epóxi, por exemplo, não podem ser aplicados em locais externos, sujeitos à incidência de raios solares, tendo em vista a má performance desse material nessas condições, incidindo na formação de fissuras na película. Falta de manutenção na desobstrução dos furos de drenagem na água acumulada nos marcos. Perda de mobilidade e/ou deficiências na abertura e fechamento das esquadrias As falhas mais fáceis de serem percebidas nas esquadrias ocorrem normalmente por causa dos acessórios, havendo casos de necessidade de remoção da própria esquadria para substituição ou reparos, como, por exemplo, roldanas, braços e outros componentes móveis.  Os painéis basculantes ou de correr, por exemplo, podem apresentar dificuldades de movimentação em função do desgaste das escovas, rodízios, pivôs, gaxetas, ou mesmo após diversas camadas de pintura que diminuem as folgas necessárias para o bom funcionamento. Esquadrias em madeira podem apresentar empenamentos, causados pelo tipo de madeira utilizada na fabricação ou, ainda, pela ação de infiltrações de água, causando variações dimensionais nas peças. Com relação às ferragens de fixação das esquadrias internas ou externas, tais como dobradiças, pode haver problemas de mau dimensionamento na escolha do tipo de dobradiça em relação ao peso próprio ou tamanho da esquadria instalada.  Folga na fixação dos vidros, vidros soltos ou quebrados A folga na fixação de vidros, gerando situações perigosas, pode decorrer da deterioração dos componentes em plástico, borracha sintética e da massa de vidraceiro, ou, ainda, de problemas relacionados às dimensões das esquadrias em relação aos vidros utilizados. Com relação a vidros quebrados sem a ação de vandalismos, pode-se investigar causas relacionadas a deformações excessivas dos montantes das esquadrias, gerando tensões não suportadas pelos vidros. Cabe destacar neste item que, para esquadrias de coberturas como Sky lights pérgulas, clarabóias, dentre outras, ou ainda para sacadas, peitoris, guardacorpos, no caso da utilização de vidro, esse deverá ser laminado ou aramado, devido a questões de segurança quando da quebra deles.  Quanto aos selantes Os selantes, quando não atendidas satisfatoriamente as solicitações de dilatação e contração dos materiais suportes, podem se romper ou descolar. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 102. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 102/424 A má limpeza e umidade dos substratos podem acarretar a falta de adesão dos selantes ao suporte, e a conseqüente má vedação do conjunto. Nem todos os selantes são compatíveis com todos os tipos de substratos. As incompatibilidades devem ser conhecidas, pois provocam ausência ou perda de adesão, contaminação irreversível dos materiais, manchas e ataques aos suportes.  Deterioração das esquadrias em madeira devido ao ataque de pragas Esse tipo de anomalias acontece, principalmente, quando a madeira utilizada em sua confecção não foi previamente imunizada. O tratamento da madeira é feito pela imersão total das peças em tanques que contenham os produtos químicos que irão dar a proteção. Após a imersão, as peças são armazenadas para uma nova secagem, podendo-se fazer o tratamento em autoclave, sob pressão, permitindo proteção com maior profundidade nos perfis. 9.5.3. Recomendações e orientações técnicas Com relação às recomendações e orientações gerais, visando aos aspectos de manutenção e boa conservação das esquadrias, destacam-se rotinas simples relacionadas a: 1.Limpeza: Quando em período de obra ou reforma, em caso de respingamento de argamassa, é aconselhável remover a massa com pano úmido, antes que ela endureça, e se já endurecida, retirar o excesso com “tocos” de madeira para não atingir a camada de primer, e depois da acabamento superficial com lixa fina, tomando cuidado para não danificar a camada de pintura. Não se deve utilizar materiais abrasivos na limpeza, como esponja de aço ou de espuma de poliuretano, já que esses materiais causam riscos nos acabamentos, fazendo com que os mesmo percam a finalidade protetora sobre as esquadrias. Para a limpeza, é recomendável o uso de apenas água e, se necessário, sabão neutro, em intervalos de tempos compatíveis com o volume de sujeira, pois produtos químicos com base tipo solventes e, principalmente, ácidos, danificam os acabamentos aplicados sobre as esquadrias e, muitas vezes, os próprios materiais componentes dessas, causando corrosão, perdas de cor, manchamentos, dentre outras anomalias. Observa-se que toda vez que uma esquadria de ferro ou madeira for limpa, ela deverá se seca com pano macio, a fim de evitar empenamentos ou problemas de corrosão, mesmo que estas estejam protegidas com acabamentos de pintura. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 103. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 103/424 Não usar produtos ácidos para lavagem de pisos, pois haverá corrosão dos trilhos e dos batentes, e como seja necessário o uso de tais produtos, os caixilhos devem ser forrados com papel e papelão, fechando-se toda a entrada de ar nos caixilhos. Caso a geometria e dimensões das janelas impeçam ou dificultem demasiadamente o acesso às suas superfícies exteriores a partir do interior da edificação, quando se impõe que a manutenção seja feita por fora da edificação, deve-se levar em consideração a necessidade de equipar a edificação com instrumental adequado ao procedimento dessa limpeza. 2. Reavivar cores e brilho: Em caixilhos anodizados ou pintados, é recomendável, para se reavivar o brilho e as cores dos acabamentos, a título de manutenção preventiva, usar cera automotiva. Esse procedimento, para os caixilhos anodizados, de difícil manutenção corretiva, pode prolongar o aspecto estético do acabamento. 3. Pintura e repintura de caixilhos de ferro, aço e madeira: O sistema de pintura para caixilhos de ferro e aço é composto por tinta de acabamento, tinta intermediária e tinta de fundo ou primer. As tintas de fundo são empregadas com a finalidade de promover a aderência do sistema de pintura ao substrato ou inibir a corrosão. No entanto, não são elaboradas para resistirem sozinhas ao meio ambiente, necessitando de tintas de acabamento. Acabamentos superficiais para os caixilhos de madeira são imprescindíveis para sua proteção contra irradiação, calor, abrasão, poluição atmosférica e umidade, tais como tintas, vernizes e outros. Considerando a ação deletéria de agentes externos, como sol e chuva, que favorecem a degradação dos acabamentos de pintura, e observada a vida útil das tintas empregadas, bem como a qualidade das aplicações feitas, recomenda-se, a cada três a cinco anos, uma nova pintura. Observa-se que a periodicidade sugerida poderá se prolongar de acordo com o local, devido a questões climáticas e de exposição, bem como atividades periódicas de limpeza. Sendo assim, deve-se sempre observar questões de desgaste na pintura original. Para uma nova pintura há sempre a necessidade de se remover completamente a existente, lixando-a (em caso das metálicas, principalmente nas partes já oxidadas), além de se efetuar limpeza e verificação da necessidade de aplicação de algum fundo nivelante ou preparador de base para a futura aplicação da película de tinta ou acabamento escolhido. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 104. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 104/424 Importante observar, também, que para esquadrias em ferro deve ser executado um tratamento com produtos anticorrosivos e nova limpeza leve para posterior aplicação da tinta. Em estruturas com perda de secção devido a processos corrosivos avançados, deve-se verificar a necessidade de substituição do perfil ou preenchimentos por meio de soldas. Nos casos de caixilhos de chapas pré-zincadas e acabamento com pintura eletrostática, não é necessária a repintura. Eventuais retoques, em caso de riscos na pintura, pontos de ruptura da película ou outros problemas, devem ser feitos conforme orientação dos fabricantes. Observa-se que a falta de limpeza da base, conforme mencionado no item de anomalias, provoca imperfeições, além de comprometer a aderência da tintas, reduzindo sua vida útil. Alerta-se que, para esquadrias em ferro com prévio tratamento galvânico, os procedimentos para repintura devem observar a conservação da camada protetora galvanizada, sendo que limpezas abrasivas poderão danificar a referida proteção feita quando da fabricação da esquadria. Recomenda-se, nessa situação, que seja aplicado um fundo do tipo Galvit para que haja a aderência da tinta escolhida na superfície do ferro galvanizado, pois, mesmo isenta de poeiras, a película de tinta não adere em superfícies com esse tipo de tratamento anticorrosivo. È bom destacar, também, que, antes de executar qualquer tipo de reforma ou pintura em paredes, é preciso proteger as esquadrias com fitas adesivas de PVC – não utilizar fitas tipo crepe, que podem manchar o caixilho. No caso de contato do material utilizado com a esquadria, deve-se limpar com pano seco e, depois, com pano umedecido em água com detergente neutro. Por fim, neste item de repintura, é importante reforçar que a falta de remoção das películas de tinta em procedimentos de repintura pode acarretar diversas anomalias já citadas, destacando-se a perda de mobilidade da esquadria e a falta de aderência da nova película de tinta. 4.Perda de mobillidade: Para que os caixilhos pivotantes e basculantes conservem sua boa mobilidade, é importante a lubrificação moderada desses pontos sempre que necessário, conforme orientações dos fabricantes dos caixilhos. Para rodízios e acessórios de aço, recomenda-se a lubrificação com óleo pelo menos uma vez por ano. Para portas internas ou externas em madeira ou ferro, deve-se observar a conservação das dobradiças, incluindo a sua periódica lubrificação. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 105. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 105/424 Além dos aspectos mencionados de manutenção preventiva, importante observar que a perda de mobilidade também pode ter causa relacionada a outros fatores descritos no item de anomalias. 5.Juntas e selantes: Recomenda-se uma inspeção periódica na juntas vedadas para verificar o bom estado. Juntas trincadas, descoladas, fissuradas, quebradiças ou em processo de desagregação devem ser refeitas para garantir a estanqueidade e a proteção dos materiais contra o escorrimento interno de água. Os sinais visíveis de problemas de vedação podem ser observados quando há bolhas na tintas, ferrugem, bolor, degradação da argamassa ou outros tipos de anomalias. De uma maneira geral, as juntas têm seu tempo de vida vinculado às características do selante utilizado, pela exposição maior ou menor ao sol e aos agentes climáticos e pelas movimentações de compressão e extensão dos suportes. Para a aplicação dos selantes, as juntas devem ser limpas com solventes, normalmente indicados pelos fabricantes, jato de areia ou ar comprimido. De acordo com os substratos, deve-se aplicar uma camada de primer, também recomendado pelos fabricantes, entre outros cuidados. O suporte deve estar limpo (sem traço de óleo ou pó) e seco. Os selantes, após a aplicação, demandam um período de cura total que assegura suas propriedades adesivas e mecânicas, variando segundo as condições climáticas e o tipo de junta, devendo-se procurara recomendações dos fabricantes. 6.Perda da estanqueidade: Em esquadrias de alumínio, incluindo a do tipo cortina, recomenda-se a verificação de gaxetas, escovas, selantes externos etc. Importante destacar que, quando da limpeza ou repintura de fachadas, cabe inspecionar, remover, limpar e reaplicar os selantes externos, a fim de garantir a impermeabilidade desses elementos. A perda da estanqueidade é uma anomalia que pode ter suas causas ligadas a outros problemas que não só o de manutenção, sendo recomendável que nesses casos seja contratado um especialista para a correta apuração de causas e recomendações de manutenção corretiva. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 106. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 106/424 9.6. Sistema de instalações elétricas prediais e Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) As edificações, quer sejam individuais ou coletivas, são alimentadas pela rede pública de distribuição de energia elétrica. Essas redes poderão ainda ser aéreas ou subterrâneas. Nas edificações de maneira geral, a tensão secundária de distribuição é do tipo baixa tensão, diretamente ligada na própria rede, ou transformada de alta tensão para baixa por postos primários, os quais contemplam transformadores e demais componentes. Quando a carga instalada ultrapassar valores estabelecidos pelas normas pertinentes, o fornecimento será por meio de rede ou linha pública de distribuição aérea em tensão primária de distribuição, denominada de média tensão, que alimentará a subestação transformadora da unidade consumidora. Basicamente, da rede de distribuição até o consumidor final, pode-se destacar o ramal de ligação que é a interligação da rede até o poste particular, coluna fundida no local ou fachada, denominado ponto de entrega. O ramal de entrada é aquele correspondente à interligação entre o ponto de entrega até a caixa ou quadro, instalado dentro da edificação, onde se encontram a proteção geral da edificação e a medição de energia consumida. Dessa caixa ou quadro partem os circuitos que alimentam os quadros de distribuição localizados nas unidades de consumo, por exemplo: apartamentos, escritórios ou o quadro de energia de uma residência. Figura 45 – Entrada de energia - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 107. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 107/424 Basicamente, em um prédio de apartamentos, a entrada e a distribuição de energia consistem em uma caixa de distribuição geralmente localizada no térreo ou subsolo, instalada junto às caixa da administração, caixa da bomba de incêndio, local este denominado de Centro de medição. Do centro de medição partem os ramis denominados prumadas, os quais alimentam os quadros de distribuição dos apartamentos, quadros de força das bombas de água, quadros de força dos elevadores, quadros de força dos portões elétricos, e quadros de iluminação e tomadas das áreas comuns. Figura 46 – Distribuição de Energia - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. A finalidade principal das instalações elétricas é a de proporcionar, de maneira segura e eficiente, o fornecimento de energia elétrica em diversos pontos de consumos projetados e instalados nos imóveis. Esse fornecimento seguro permite que os usuários consigam utilizar essa energia em seus equipamentos, tais como: geladeiras, fornos, motores, chuveiros, aparelhos elétricos em geral, além de iluminação. No caso de edificações comerciais, as instalações elétricas são mais complexas, as cargas finais a serem alimentadas, muitas delas, referem-se a equipamentos de grande porte, por exemplo: grandes elevadores, escadas rolantes, sistema de ar condicionado, sistema de ventilação/exaustão, quadros diversos de força e iluminação. Essas cargas são alimentadas por circuitos oriundos de cabinas de barramento ou de quadros gerais de distribuição relativos às subestações de média tensão, geralmente de grande potência. As instalações elétricas devem ser projetadas, executadas e mantidas, de modo a fornecer essa segurança ao usuário contra contatos acidentais, proteções contra curtos-circuitos e sobrecargas, além de permitir a funcionalidade adequada, de maneira que não provoque interrupções ou desligamentos não previstos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 108. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 108/424 Observa-se que uma instalação elétrica deve ter um acompanhamento constante da carga instalada de projeto, bem como eventuais acréscimos desta em função de mudanças de uso ou costumes, pois caso contrário poderão ocorrer acidentes devido à sobrecarga, gerando inclusive incêndios, como os já ocorridos na cidade de São Paulo, os famosos Edifícios Andraus, Center 3, Joelma e outros. Figura 47 – Grandes Incêndios de São Paulo. Em 1974, foi criado o GEP – Grupo Especial de Peritagem, após duas grandes tragédias que, em meados da década de 70, abalaram nossa cidade incêndios do Edifício Andraus e Joelma Incêndios que motivaram a criação da 1ª Legislação de Segurança do Município de São Paulo: Decreto nº 10.878/ fevereiro de 1974 Voltando aos sistemas Elétricos, a manutenção periódica também é muito importante, a fim de verificar e corrigir maus contatos, corrosões, sobreaquecimentos, pois tais providências constituem um fator importante para o aumento da vida útil da instalação, além de conferir aspectos de conservação e de segurança aos usuários.    Esquema simplificado da entrada de edificação residencial Esquema simplificado da entrada e distribuição de energia Esquema simplificado do telefone, interfone, TV a cabo, luz de emergência, luz escadaria, para-raios. Dentro do sistema de instalações elétricas para efeito de inspeção predial, podemos considerar também o sistema de telefonia, interfone, TV a cabo, CFTV (Circuito Fechado de TV) e geradores. O quadro de telefonia principal denominado quadro de Distribuição Geral-DG, geralmente instalado no pavimento térreo, recebe o cabo telefônico constituído de pares metálicos ou fibra ótica de onde, por meio de blocos terminais, derivam-se os cabos secundários que passam em caixas de passagem e dessas para o usuário final. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 109. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 109/424 Em edificações antigas observa-se que a fiação referente ao interfone e TV a cabo caminham junto com as fiações e caixas do sistema telefônico, e sempre que possível esses circuitos devem ser instalados independentes em eletrodutos rígidos próprios. O sistema de CFTV consiste basicamente em monitores e controladores dentro da quarita quando prédio residencial, e em sala nas edificações comerciais, além das câmaras instaladas em pontos estratégicos. Os geradores utilizados nos edifícios residenciais geralmente atendem um dos elevadores, bombas, iluminação das escadarias e halls. Suas potências mais usuais variam entre 75 kVA a 150 kVA, dependendo do fabricante e da carga. Já nas edificações comerciais, as capacidades são maiores, ou seja, potências na ordem de 300 kVA a 450 kVA, como também outros em torno de 2.000 kVA, quando edificações de grande porte. 9.6.1) Entradas em média Tensão (NBR 14039 2003 Instalações Elétricas de (Alta tensão) Média tensão) Considerada a atividade de grandes edifícios ou atividades de uso comercial, ou seja, com a utilização de uma potência elétrica considerável para iluminação, aquecimento e força, é comum a entrada de energia elétrica ser fornecida em média tensão (11,4kV a 13kV). Da subestação principal e outras subestações unitárias instaladas na edificação derivam- se os circuitos alimentadores dos vários quadros gerais de distribuição e outros secundários relativos às cargas finais: iluminação, aquecimento, força, aparelhos diversos De acordo com essa situação típica, a lista de verificação para o sistema de instalações elétricas considera esse tipo de entrada, bem como existência de subestações que podem seguir o descrito abaixo: . 1.Entrada de energia Poste da rede da concessionária: cruzetas, chaves fusíveis, para raios, terminais, aterramento, ferragens. Saída dos cabos, subterrâneos ou aéreos. 2.Subestação principal Transformadores:a óleo ou a seco. Verificar vazamentos, condições das buchas de alta e baixa tensão, conexões, radiadores, balonetes, instrumentos de medição (temperatura), nível de óleo, relé a gás, estado da sílica gel, aterramentos. Cubículo metálico ou construção em alvenaria: ferrugens, aterramento, acesso, limpeza, portas, cobertura. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 110. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 110/424 Disjuntores a pequeno volume de óleo, ou a gás: mecanismo, buchas, níveis de óleo, rele de sobrecorrente, comando, equipamentos de proteção e manobra ( bastões, luvas, estrados, alavancas, tapetes, diagramas). Chaves seccionadoras a comando simultâneo: mecanismo, contatos. Para raios: aterramento, buchas Transformadores de corrente e de potencial: estado geral Medidores de energia: ativa e reativa, lacres, outros. 3.Ramais principais ( saídas dos transformadores) Estado geral dos circuitos, isolação, emendas, limpeza, caixas de passagem. Banco de dutos, eletrodutos. Saídas e entradas, terminais de ligação. 4.Subestações unitárias Transformadores: a óleo ou a seco: vazamentos, buchas de alta e baixa tensão, conexões, radiadores, balonetes, instrumentos de medição ( temperatura, nível de óleo) , estado da sílica gel, aterramentos. Flanges entre o transformador e painéis de alta e de baixa tensão. Cubículo metálico ou construção em alvenaria: ferrugens, aterramento, acesso, limpeza, portas, cobertura. Disjuntores a pequeno volume de óleo, ou a gás: mecanismo, buchas, níveis de óleo, rele de sobrecorrente, comando, equipamentos de proteção e manobra (bastões, luvas, estrados, alavancas, tapetes, diagramas). Chaves seccionadoras a comando simultâneo: mecanismo, contatos Para raios: aterramento, buchas Quadros de alta tensão e de baixa: estado geral, limpeza, acessibilidade, aterramento, medidores de corrente, tensão, potência. Diagramas, equipamentos de proteção. Recomendação: Para edificações com grande porte nas instalações elétricas, tais como edifícios de escritórios, shopping centers, igrejas etc., é importante à manutenção preditiva através de medições com aparelhos termográficos, a fim de verificar aquecimento em cabos nos quadros elétricos e de ajustar rotinas de manutenção preventiva. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 111. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 111/424 9.6.2) Instalações Elétricas (Atendimento a NBR 5410): Principais anomalias e falhas. Evidentemente, como em qualquer outro sistema, existem anomalias associadas a questões construtivas, sendo que essas podem ter sua origem ligada a deficiências nos cálculos da potência instalada, cálculos de demanda, dimensionamentos de circuitos, condutores, ou até em má previsão de cargas, como também problemas relacionados à execução, além de defeitos nos materiais e equipamentos utilizados. Em conseqüência desses problemas, poderá haver diversas anomalias relacionadas à falta de proteção de circuitos, sobrecargas, instabilidades elétricas, choques elétricos etc. Com relação às falhas, elas podem ocasionar problemas devido à manutenção não apropriada, ou mesmo à falta de manutenção, o não acompanhamento no controle da qualidade de serviços, materiais e mesmo sem orientação e controle na operação do sistema. Figura 48 – “Gambiarras” – Cartilha do CONTRU em SCI Destacando-se as anomalias e falhas que podem ter sua origem relacionada a fatores externos, tem-se:      Surtos de tensão e corrente nas redes de distribuição de energia, podendo provocar queima de equipamentos ou outros danos às instalações elétricas; Interrupção de fornecimento de energia devido a fatores naturais, tais como: chuvas, tempestades, ventos etc.; Interrupção de fornecimento de energia devido a abalroamentos de postes, desmoronamentos etc.; Descargas elétricas, provocadas por raios ou falhas em sistemas de proteção contra descargas atmosféricas etc.; Ataque de pragas urbanas, como cupins, que se alojam e destroem os fundos de madeira dos quadros elétricos e de telefonia. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 112. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 112/424 Como falhas decorrentes de problemas relacionados à manutenção, uso e operação inadequada do sistema, têm-se:   Modificações das instalações elétricas, mudando as características iniciais do projeto elétrico, principalmente com acréscimo de cargas ou potências, acarretando problemas de sobrecarga; Uso de proteções com disjuntores ou fusíveis substituídos de forma inadequada, não obedecendo à capacidade de corrente dos condutores, à demanda e a outros fatores que devem ser considerados para o correto dimensionamento. Essa situação merece destaque, pois comumente vê-se o uso de disjuntores com capacidades maiores que as correntes elétricas suportadas pelos cabos ou fios que estão nele ligados e protegidos. É comum, quando um determinado disjuntor “cai” com freqüência, o usuário trocá-lo por outro com amperagem maior. Esse fato faz com que o disjuntor não desarme, não cortando a corrente elétrica daquele circuito, podendo provocar o sobreaquecimento de cabos e fios, gerando fatores de alto risco de incêndio.       Aumento de carga elétrica sem supervisão técnica com o abuso de aparelhos eletroeletrônicos, havendo desequilíbrio de cargas entre as fases e instabilidade elétrica na instalação; Uso de benjamins em tomadas com diversos aparelhos elétricos ou eletroeletrônicos ligados, causando sobrecargas e podendo, inclusive, danificar determinados aparelhos, o que devido a isso surgem microfaiscamentos, entre essas conexões que vão corroendo progressivamente os metais das tomadas e plugs, chegando a um limite em que a temperatura do condutor danifica a isolação e o curto-circuito pode ocorrer, gerando incêndios; Utilização de disjuntores unipolares agrupados montados lado a lado para circuitos com mais de uma fase. Esse tipo de instalação, apesar de muito comum, não é considerado dispositivo multipolar, significando que, no caso de uma sobrecarga ou curto-circuito, pode haver o desarme de apenas uma das fases, o que pode incorrer em perigo ao usuário, pois haverá ainda alimentação elétrica no circuito; Uso de fiações e cabos elétricos aparentes, sem proteção de eletrodutos rígidos ou ainda sem isolação especial que permita esse tipo de exposição direta; Uso de cabos e fios elétricos em pequenas extensões, com muitas emendas; Uso de fios e cabos inadequados com isolações danificadas ou fabricados com espessuras reduzidas em relação a valores especificados, podendo provocar curto-circuito, mesmo que a corrente de demanda não ultrapasse os valores limites; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 113. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos   Rev. B 16/07/2011 Folha 113/424 Mão-de-obra sem a competência técnica necessária para a instalação de todos os componentes, mesmo que esses estejam absolutamente conformes aos requisitos técnicos definidos em normas; Uso de fitas isolantes de má qualidade ou ainda de outros materiais que não possuem as propriedades necessárias para a isolação correta nas emendas. Outras anomalias e falhas podem ocorrer devido a sobretensões e quedas de tensão.   Sobretensões são fenômenos muito raros de se verificarem nas instalações domésticas, podendo ocorrer devido à operação de chaves em circuitos de média tensão da concessionária, ou devido a descargas atmosféricas na rede. Existem proteções de para-raios de linha que atenuam as mesmas. Na hipótese remota das sobretensões chegarem aos circuitos de baixa tensão, atingirá os consumidores em maior ou menor grau, podendo provocar queima de aparelhos e lâmpadas; Queda de tensão da rede, de uma ou mais fases, pode acarretar a queima de aparelhos ou motores, quando não possuem proteções contra subtensão. Cabe destacar que, na grande maioria dos incêndios provocados por questões relativas à instalação elétrica, a causa mais comum reside em modificações inadequadas nas instalações, mau estado de conservação e falta de manutenção. Itens de Inspeção:  As Instalações elétricas devem estar de acordo com NBR 5410/ABNT.  A proteção contra contatos diretos e indiretos e choques. A proteção contra contatos diretos e indiretos deve ser providenciada com barreiras, invólucros ou placas isolantes instaladas nos quadros elétricos, a fim de impedir que o usuário toque em partes da instalação energizadas. Já a proteção contra choques em geral deverá ser efetuada com dispositivos de proteção a corrente diferencial residual (DR ou IDR), instalados nos circuitos elétricos, além de todas as partes metálicas do quadro elétrico estarem aterradas.  Falta de aterramentos. Com relação a aterramentos, é necessário que todas as instalações elétricas estejam aterradas, com destaque para as tomadas de uso especial, como, por exemplo, para ar condicionado, microondas, máquina de lavar roupa, chuveiro elétricos etc. Ressalta-se que pontos de iluminação de área molhadas, como banheiro, também devem ter suas instalações aterradas. Importante frisar que os fios verdes existentes em diversos aparelhos elétricos devem ser ligados ao fio terra existente nos imóveis. Reforça-se que os aparelhos, chuveiros elétricos, Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 114. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos                Rev. B 16/07/2011 Folha 114/424 torneiras elétricas e aquecedores de água devem ter resistência blindada e sempre devem estar aterrados, evitando correntes de fuga e desarmamento indevidos do dispositivo diferencial DR. Falta de limpeza periódica em quadros elétricos, dentre outros. Os locais onde se encontram os quadros elétricos, quer os internos - as unidades de consumo, quer os localizados no centro de medição, casa de bombas, casa de máquinas dos elevadores, devem manter-se limpos e livres de objetos tais como: jornais, latas de tintas, papéis, solventes, móveis. As portas e tampas dos mesmos não podem ficar obstruídas. Não permitir presença de materiais inflamáveis, materiais explosivos, poeiras em locais onde existam equipamentos elétricos em geral (quadros, cabos, bombas, motores). Presença de extintor inadequado ou sinalização insuficiente. Lembrar que na ocorrência de incêndio em equipamentos elétrico, deve utilizar extintor (gás carbônico, pó químico) - classe C. Nunca usar água ou outro agente que a contenha água em sua composição. Conexões inadequadas. As conexões entre condutores e equipamentos através de terminais devem ser compatíveis. Para se evitar efeito galvânico, evitando-se corrosões entre os materiais, o que provoca resistência, dificultando a passagem da corrente elétrica e conseqüentemente aquecimento indesejado. Uso de disjuntores de maior capacidade do que o cabo elétrico que está ligada a este. Verificar se acontecem problemas de desarme freqüente de disjuntores ou outros dispositivos de proteção, neste caso deve-se investigar as causas e proceder a correta recomendação e manutenção corretiva. Não usar benjamins. Pois o uso simultâneo de mais de um aparelho na tomada poderá ultrapassar a potência prevista para a instalação elétrica daquele ponto. Quadros não podem ter fundo de madeira. Fios e cabos devem estar embutidos em bandejas, canaletas ou conduites lisos resistentes ao fogo. Cabos externos somente do tipo “PP” Não fazer derivações em tomadas. Não usar derivações com fio em paralelo. Não extensões com aumento de tomadas Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis (caixas de passagem, emendas, soquetes, etc). Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas. Devem ser tomadas precauções para impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes vivas. Os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 1,5m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 115. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos     Rev. B 16/07/2011 Folha 115/424 As linhas elétricas não devem ser dispostas nas proximidades de canalizações que produzam calor, fumaça ou vapores cujos efeitos podem ser prejudiciais à instalação. A menos que as linhas sejam protegidas contra esses efeitos, como, por exemplo, interpondo-se um anteparo adequado entre a linha elétrica e aquelas canalizações. Não se admitem linhas elétricas no interior de dutos de exaustão de fumaça ou de dutos de ventilação. Quando uma linha elétrica atravessar elementos da construção, tais como pisos, paredes, coberturas, tetos, etc. , as aberturas remanescentes à passagem da linha devem ser obturadas de modo a preservar a características de resistência ao fogo de que o elemento for dotado. Casos em que o uso de Dispositivo Diferencial DR – Residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório: a) Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro; b) Os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em área externas à edificação; c) Os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior; d) Os circuitos que, em locais de habitação ou não residenciais, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. e) Os circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinha, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. Recomendação Geral: A verificação completa das condições de preservação e de operação das instalações elétricas deve ser conforme descrito na norma NBR 5410. Recomendações e orientações técnicas Considerando as anomalias e falhas relacionadas a erros d cálculos, mau dimensionamento, defeitos nos materiais e equipamentos, falta de manutenção, ausência de treinamento para operação e outros, podemos citar as seguintes recomendações básicas: 1. Proteção contra contatos diretos, indiretos e choques A proteção contra contatos diretos e indiretos deve ser providenciada com barreiras, invólucros ou placas isolantes instaladas nos quadros elétricos, a fim de impedir que o usuário “toque” em partes da instalação energizadas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 116. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 116/424 Já a proteção contra choques em geral deverá ser efetuada com dispositivos de proteção à corrente diferencial residual (DR1 ou DR2), instalados nos circuitos elétricos, além de todas as partes metálicas não condutoras de corrente do quadro elétrico estarem aterradas. No caso de utilização de interruptores IDR, estes devem ser utilizados nos circuitos junto com dispositivo de sobrecorrente, ou seja, disjuntor ou fusível colocado antes do interruptor IDR. DR 1 – Disjunto Diferencial Residual. DR 2 – Interruptor Diferencial Residual. 2. Falta de aterramentos Com relação a aterramentos, é necessário que todas as instalações elétricas estejam aterradas, com destaque para as tomadas de uso especial, como, por exemplo, para ar condicionado, microondas, máquina de lavar roupa, chuveiros elétricos etc. As tampas dos quadros elétricos devem possuir cordoalha de aterramento entre essas tampas e o corpo do quadro. Ressalta-se que pontos de iluminação de áreas molhadas, como banheiros, também devem ter suas instalações aterradas. Importante frisar que os fios verdes existentes em diversos aparelhos elétricos devem ser ligados ao fio terra existente nos imóveis. Reforça-se que os aparelhos, chuveiros elétricos, torneiras elétricas e aquecedores de água devem ter resistência blindada e sempre devem estar aterrados, evitando correntes de fuga e desarmamentos indevidos do dispositivo diferencial DR. 3. Limpezas periódicas em quadros elétricos, dentre outros Os locais onde se encontram os quadros elétricos, quer os internos às unidades de consumo, quer os localizados no centro de medição, casa de bombas, casa de máquinas dos elevadores, devem se manter limpos e livres de objetos tais como: jornais, latas de tintas, papéis solventes, móveis. As portas e tampas dos mesmos não podem ficar obstruídas; esses locais também devem possuir iluminação artificial. Não permitir presença de materiais inflamáveis, materiais explosivos, poeiras em locais onde existam equipamentos elétricos em geral (quadros, cabos, bombas, motores). 4. Lembrar que, na ocorrência de incêndio em equipamento elétrico, utilizar extintor (gás carbônico, pó químico) – Classe C. Nunca usar água ou outro agente que a contenha em sua composição. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 117. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 117/424 5. As conexões entre condutores e equipamentos por meio de terminais devem ser compatíveis, para se evitar efeito galvânico, evitando-se corrosões entre os materiais, o que provoca resistência, dificultando a passagem da corrente elétrica e consequentemente aquecimento indesejado. 6. Vistorias periódicas e termografia Providenciar vistorias periódicas nas instalações elétricas, no mínimo a cada dois anos, ou intervalos menores, por Engenheiro Eletricista habilitado e credenciado pelo CREA. Esse profissional irá constatar as anomalias e falhas, além de fornecer orientações observando as normas técnicas, bem como verificar questões relacionadas ao uso de equipamentos, aumento de potências elétricas etc. Para edificações com grande porte nas instalações elétricas, como edifícios de escritórios, shopping centers, igrejas etc., é importante a manutenção preditiva por meio de medições com aparelho de termografia, a fim de verificar aquecimentos em cabos e componentes dos quadros elétricos, por exemplo: contatores, disjuntores, fusíveis, com o intuito de ajustar rotinas de manutenção. 7. Não usar disjuntores de maior capacidade do que o cabo elétrico que está ligado a este. Caso aconteçam problemas de desarme freqüente de disjuntores ou outros dispositivos de proteção, deve-se contatar profissional habilitado para se investigar as causas e proceder à correta recomendação e manutenção corretiva. 8. Não usar benjamins, pois o uso simultâneo de mais de um aparelho na tomada poderá ultrapassar a potência prevista para a instalação elétrica daquele ponto. 9. Verificação completa por profissional habillitado das condições de preservação e de operação das instalações elétricas conforme descrito na norma ABNT NBR 5.410 – Instalações Elétricas de baixa Tensão – item Verificação e Manutenção, onde se podem avaliar as influências da qualidade dos componentes utilizados e da mão-de-obra que realizou a instalação, trazendo como resultado a possível garantia da segurança dos usuários da instalação e a eficiência energética do sistema. Figura 48 - Benjamin - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 118. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 118/424 Curiosidades e dicas 1. Não manusear aparelhos elétricos e instalações elétricas quando houver contato com a água; pode provocar acidentes fatais. 2. Ao lidar com eletricidade, procurar usar calçados de sola de borracha grossa e inteiriça, evitando possíveis choques, nunca descalço. 3. Nunca segurar dois fios ao mesmo tempo. O contato simultâneo com os dois pode ocasionar passagem de corrente elétrica e uma possível parada cardíaca. 4. Quando tiver de lidar com as instalações elétricas, isolar sempre o fio que acabou de mexer antes de desencapar o outro. 5. Em caso de necessidade de corte de energia, sobretudo quando houver dúvida de qual é o disjuntor específico, desligar o disjuntor geral primeiro. 6. Parte da instalação não funciona:  Verificar no quadro de distribuição se o disjuntor daquele circuito não está desligado, em caso afirmativo, religá-lo;  Se ao religá-lo ele voltar a desarmar, solicite a assistência de um técnico habilitado, pois duas possibilidades ocorrem:  O disjuntor está com defeito e deverá ser substituído por outro;  Existe algum curto-circuito na instalação e será necessário reparo. 1. Disjuntor do quadro de distribuição desarmando com freqüência:  Verificar se existe algum mau contato elétrico (conexões frouxas), que é sempre fonte de calor, o que afeta a capacidade dos disjuntores; nesse caso, um simples reaperto nas conexões resolverá o problema;  Outra possibilidade é que o circuito esteja sobrecarregado com instalação de novas cargas, cujas características de potência são superiores às previstas no projeto. Tal fato deve ser rigorosamente evitado;  Verificar se existe algum aparelho conectado ao circuito em questão, com problema de isolamento ou mau contato, que possa causar fuga de corrente. 2. Superaquecimento do quadro de distribuição:  Verificar se existem conexões frouxas e reapertá-las.  Verificar se existe algum disjuntor com aquecimento acima do normal; isso pode ser provocado por mau contato interno do disjuntor, devendo o mesmo ser imediatamente desligado e substituído. 3. Chuveiro elétrico não esquenta a água:  Verificar se a chave de proteção no quadro de distribuição está desarmada, caso esteja, religá-la;  Persistindo o problema, verificar se não ocorreu a queima da resistência do chuveiro elétrico; se for o caso, substituí-la. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 119. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 119/424 Perguntas mais freqüentes Posso ligar um aparelho de ar condicionado na minha resistência/apartamento? R.: Inicialmente, terá de ser verificada a potência elétrica do aparelho para definir o dimensionamento correto do circuito que irá alimentá-lo e a respectiva proteção. Verificar se os eletrodutos existentes comportam a enfiação. Não comportando, providenciar eletrodutos novos (aparentes ou embutidos). Verificar também se o ramal alimentador do quadro de proteção comporta o aumento de carga. È importante lembrar que, no caso de edifício, a instalação de vários aparelhos pode comprometer a entrada de energia, devendo-se efetuar estudos específicos, pois a demanda para aparelhos de ar condicionado é alta, citando como exemplo: entre 11 e 20 aparelhos instalados, a demanda considerada é de 90%.   Para que serve um DR ou IDR? Qual a diferença? R.: É um dispositivo que protege as pessoas contra choques elétricos provocados por contatos diretos e indiretos. DR (Disjuntor Diferencial Residual) é um dispositivo que protege os fios do circuito contra sobrecarga e curtocircuito e as pessoas contra choques elétricos. IDR (interruptor Diferencial Residual) é um dispositivo que liga e desliga manualmente o circuito e protege as pessoas contra choques elétricos.  Por que o meu ferro elétrico queimou quando o liguei em outra tomada? R.: O ferro elétrico contém em seu interior um elemento chamado resistência elétrica, que é expressa em ohm (Ω). Geralmente, o ferro elétrico convencional é ligado em 110 V. A corrente que atravessa a resistência elétrica é proporcional à tensão aplicada. Assim, quando se dobra a tensão (caso de ligar em uma tomada de 220 V), dobra-se a corrente, provocando a queima da resistência.  Por que o disjuntor do quadro está sempre desligando? R.: Provavelmente devido à sobrecarga, o mesmo se aquece e após um tempo atua o dispositivo térmico do disjuntor, provocando o desligamento.  Como instalar mais carga na minha residência? R.: Inicialmente, deve-se efetuar o levantamento das cargas existentes e acrescentar as novas cargas pretendidas, verificando pela corrente de demanda calculada se os condutores existentes do ramal alimentador suportam, como também os dispositivos de proteção (disjuntores ou fusíveis). Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 120. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 120/424 9.6.3 Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas: O raio é responsável pelos grandes prejuízos que provoca quando atinge edifícios, residências, animais, pessoas, redes elétricas, podendo causar mortes, incêndios, destruição de materiais, como também falhas e danos em sistemas de eletricidade e de telecomunicações. No caso de edificações, sua proteção deve ser atendida obedecendo a critérios em função do tipo de prédio, tipo de ocupação, tipo do material de construção utilizado e localização, permitindo, assim, orientar como deve ser instalado o para-raios. Geralmente, o sistema é constituído por cabos e anéis de cobre, que correm fixados junto ao perímetro da edificação, em seus pontos mais altos, junto às muretas das lajes de coberturas e telhados. Esses cabos estão interligados com as armações dos pilares de concreto da estrutura da edificação ou em descidas externas junto às fachadas. Esses anéis também estão interligados com hastes tipo Franklin, além das estruturas metálicas das antenas, escadas metálicas, telhas metálicas, rufos, dentre outros elementos metálicos que existirem nas coberturas das edificações. É importante que o sistema possua terminais aéreos nos cantos das bordas dos perímetros das lajes de cobertura ou telhados. O pára-raios deve estar no ponto mais alto do edifício. Massas metálicas como torres, antenas, guarda-corpos e painéis de propaganda e sinalização devem ser ligadas aos cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. O pára-raios deve estar funcionando adequadamente. Caso contrário, há inversão da descarga para as massas metálicas que estiverem em contato com seu cabo. Os pára-raios podem ser do tipo FRANKLIN ou GAIOLA DE FARADAY. O tipo radioativo/iônico tem sua instalação condenada devido à sua carga radioativa e por não ter eficiência adequada. A manutenção dos pára-raios deve ser feita anualmente, por empresas especializadas, conforme instrução do fabricante. É preciso observar a resistência ôhmica do aterramento entre eletrodos e a terra (máximo de 10 ohm) ou logo após a queda do raio. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 121. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 121/424 Figura 49 – Tipo de para raios – Cartilha do CONTRU em SCI As descidas dos sistemas de para-raios nos edifícios mais novos são feitas por meio de ferro específico, existente junto às armaduras dos pilares da estrutura, os quais são interligados com as ferragens das fundações. Nos mais antigos, as descidas são externas, correndo por suportes ou fixadas nas fachadas. As caixas de inspeção onde se localizam hastes de aterramento, utilizadas para inspeções e para a medição da resistência de aterramento, estão localizadas nos subsolos dos edifícios ou no pavimento térreo, para aqueles que não possuem subsolos. O sistema de aterramento das instalações elétricas gerais da edificação está ligado ao sistema de descargas atmosféricas (SPDA) por meio de uma barra de cobre, próxima à caixa de distribuição de entrada de energia A inspeção deverá ser restrita às verificações visuais de proteções, cabos, dentre outros componentes: entrada de energia; subestação principal; ramais principais (saídas dos transformadores); subestações unitárias; quadros gerais de distribuição em baixa tensão e quadros terminais; circuitos em geral; aparelhos em geral, motores; iluminação do estádio; iluminação de emergência; SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas Deve ser considerada a tipologia de construção, os sistemas de proteção atmosférica e aterramento, bem como as características das instalações, levando-se em consideração os seguintes aspectos: confiabilidade do sistema instalado; segurança do sistema instalado e periculosidade. Cabe informar que o sistema de proteção dos edifícios contra a incidência de raios não impede a ocorrência das descargas atmosféricas, entretanto, reduz de modo bastante significativo os riscos decorrentes das descargas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 122. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 122/424 Os raios são responsáveis por danos físicos e incêndios, de tal forma que os edifícios devem estar protegidos contra essas descargas diretas, tanto na cobertura como nas laterais. O sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) tem por finalidade proteger a edificação e seus usuários contra a descarga de raios, que causam: sobretensões quando atingem redes de energia elétrica e de telefonia; sobretensões quando atingem antenas coletivas e outras nas coberturas; choques quando atingem as partes metálicas diversas, como telhas, rufos etc.; além de evitar o encaminhamento dos raios por outras partes das instalações elétricas que possam causar danos físicos e materiais aos usuários da edificação. Sendo assim, o principal objetivo da proteção contra as descargas atmosféricas é estabelecer meios para que as descargas se dirijam para a terra pelo menor percurso possível, por intermédio das descidas constituídas por materiais condutores. Figura 50 – SPDA - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Principais anomalias e falhas Além das anomalias relacionadas a problemas de projeto, como deficiências do dimensionamento do sistema, equívocos de instalação e execução, bem como uso de materiais com defeitos, existem falhas que podem ter sua origem relacionada a questões de uso operação e manutenção, Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 123. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 123/424 devendo ser observadas dentro das rotinas e vistorias periódicas. Dentre essas, pode-se citar: 1. Deficiências de equipotencialidade com a falta do terminal de aterramento principal, constituído por uma barra de cobre que reúne, por meio de conexões, condutores de proteção do sistema elétrico principal, condutores principais ligados a canalizações metálicas, estruturas metálicas, sistema SPDA. A falta de interligação das estruturas metálicas, em geral instaladas nas coberturas e telhados das edificações, tais como: escadas, antenas, rufos, telhas metálicas, dentre outras, provoca descontinuidades elétricas no sistema quando da descarga de raios nesses locais não interligados. Observa-se que é comum se constatar antenas diversas, instaladas durante a vida útil da edificação, de tal forma que essas não estão ligadas aos cabos e anéis do SPDA, não garantindo a equipotencialidade do sistema. Nessa situação, em caso de descarga nessas antenas, haverá danos nos aparelhos televisores ligados a essa instalação. Além das questões de falta de interligação de partes metálicas ao sistema SPDA, existem outros fatores, tais como: condutores com suas fixações soltas e corrosões galvânicas em seus componentes. As corrosões galvânicas podem ocorrer entre condutores e conexões, bem como entre condutores e descidas, ou ainda em outros trechos na ligação de partes metálicas com o sistema, quando não são observadas as condições de eletronegatividade de metais, por exemplo: devem-se utilizar conexões especiais quando se liga um elemento de alumínio ao cabo de cobre ou um elemento de ferro ao cabo de cobre. Portanto, observar os tipos de metais envolvidos e ligados junto ao SPDA para garantir o seu bom desempenho e conservação. A continuidade elétrica também pode ser comprometida em função de rompimentos nas descidas entre as conexões e o anel captor. Esse rompimento de cabos pode se dar devido à execução de outros serviços, como, por exemplo: limpeza de caixa d’água, manutenção em antenas, apoio para balancins etc., interferindo nos cabos e conexões do SPDA. A corrosão junto às conexões do cabo de descida na malha terra, dentro das caixas de inspeção, é outra anomalia que põe em risco a continuidade elétrica. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 124. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 124/424 2. Instalação de descidas agrupadas, geralmente em edifícios mais antigos, lembrando que as descidas devem ser executadas a cada 20 m (vinte metros) de perímetro. Para não ferir a estética do prédio, podem-se usar barras chatas fixadas na superfície no lugar dos cabos do cobre que passa pelos suportes com roldanas, tanto na cobertura quanto nas descidas. Observa-se, por fim, que a ABNT NBR 5.419 – Sistemas de proteção contra Descargas Atmosféricas, prevê teste de continuidade elétrica, dentre outros, a fim de verificar constantemente esses problemas mencionados. 3. Falta de proteção das descidas externas junto às fachadas As descidas externas junto ao piso a certa altura devem ser protegidas por meio de alvenarias ou eletrodutos, a fim de impossibilitar impactos indesejáveis e conseqüentes problemas de ruptura dos cabos e anéis, além de arrancamentos de hastes de fixação. 4. Fixação de hastes nas coberturas Toda e qualquer fixação nas lajes de cobertura, incluindo as hastes de pararaios Franklin, devem ser feitas sobre bases e nunca diretamente apoiadas sobre as mesmas, podendo comprometer ou danificar outros sistemas, tais como: sistema de impermeabilização. 5. Disparidades na medição da resistência ôhmica junto às hastes nas caixas de inspeção Quando há discrepâncias nos valores das medições ôhmicas, realizadas por empresas terceirizadas, deve-se investigar as causas, podendo existir problemas relacionados à continuidade elétrica do sistema, soltura de conexões entre cabos e hastes, ruptura de soldas exotérmicas, abertura de malha terra, dentre outros. Observa-se que esse teste de continuidade citado, bem como a medição ôhmica, deve ser realizado por empresa especializada, com engenheiro elétrico responsável, e a cada cinco anos. Na cidade de São Paulo, anualmente, é exigido pela municipalidade um relatório de inspeção do sistema, acompanhado de recolhimento de ART (anotação de Responsabilidade Técnica, emitida pelo CREA) pelo profissional responsável. 6. Outras anomalias envolvendo questões de origem externa:   Queda da haste Franklin e de antenas devido a ventanias. Comprometimento do sistema com corrosões e rompimentos do condutor ou cantos da cobertura devido à incidência de raio. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 125. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos   Rev. B 16/07/2011 Folha 125/424 Outros tipos de corrosões em cabos, conexões, hastes etc. devido a chuvas ou ar externo agressivo. Modificações ou alterações executadas em telhados ou coberturas com comprometimento do sistema ou falta de adequações, ocorrendo rompimentos de cabos, desvios inadequados, hastes malfixadas etc., comprometendo a continuidade elétrica e a equipotencialidade do SPDA Itens de Inspeção:      De acordo com o Item 9.C.4 do Decreto 32.329/92 , as edificações com altura superior a 12,00m (doze metros) deverão dispor de sistema de proteção contra descargas atmosféricas, executado de acordo com a NTO NBR 5419/2001, não podendo ser utilizado captor iônico-radioativo nas instalações. Os condutores de descida não naturais devem ser instalados a uma distância mínima de 0,50 m de portas, janelas e outras aberturas e fixados a cada metro de percurso. Os cabos de descida devem ser protegidos contra danos mecânicos até, no mínimo 2,5 m acima do nível do solo. A proteção deve ser por eletroduto rígido PVC ou metálico sendo que, neste último caso, o cabo de descida deve ser conectado às extremidades superior e inferior do eletroduto. Tubulações de gás deverão distar em no mínimo 2 m (dois metros) das descidas dos condutores de aterramento dos para-raios. Uma inspeção visual do SPDA deve ser efetuada anualmente. Inspeções completas devem ser efetuadas periodicamente, em intervalos de: a) 5 anos para estruturas destinadas a fins residenciais, comerciais, administrativos, agrícolas ou industriais, excetuando-se áreas classificadas com risco de incêndio ou explosão; b) 3 anos para estruturas destinadas a grandes concentrações públicas ( por exemplo: hospitais, escolas, teatros, cinemas, estádios de esporte, centros comerciais e pavilhões), indústrias contendo áreas com risco de explosão, conforme a NBR 9518, e depósitos de material inflamável; c) 1 ano, para estruturas contendo munição ou explosivos, ou em locais expostos à corrosão atmosférica severa (regiões litorâneas, ambientes industriais com atmosfera agressiva, etc.) Recomendações e orientações técnicas De acordo com as anomalias e falhas já mencionadas, recomenda-se que quaisquer sejam as manutenções ou adequações a serem feitas no sistema de para-raios, essas deverão ser executadas por empresa especializada, tendo em vista as questões técnicas envolvidas. De qualquer forma, seguem tópicos orientativos: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 126. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 126/424 1. Manter cabos, anéis, hastes e roldanas sempre bem fixados, a fim de não comprometer a continuidade elétrica. 2. Sempre ligar ao sistema as estruturas metálicas existentes nas coberturas e telhados, respeitando os tipo de metais, utilizando as devidas conexões, a fim de não provocar danos à equipotencialidade do sistema e sua continuidade elétrica. 3. Fazer as inspeções periódicas a cada ano e as completas, envolvendo teste de continuidade e medições ôhmicas, a cada cinco anos Curiosidades e dicas 1. O que é raio ou descarga elétrica? R.: O raio pode ser considerado um fenômeno elétrico, resultante do acúmulo de cargas elétricas em uma nuvem e a conseqüente descarga elétrica sobre a terra ou sobre qualquer estrutura que ofereça condições favoráveis à descarga. 2. Os raios caem nos pontos mais altos? R.: Em pontos mais elevados a probabilidade de um raio cair é maior do que nos locais mais baixos. 3. Existe alvo preferido pelos raios? Como se comporta a corrente? R.: Em edificações, os raios preferem os cantos. Quando o raio cai em um canto, aproximadamente 50% da corrente vai para a terra por meio do condutor de descida do canto. 4. Qual é a área que os para-raios protegem? R.: O tipo Franklin dá uma proteção em um cone cuja base é um círculo, sendo o raio do círculo função da altura em que está instalado o para-raio. O tipo gaiola de Faraday consiste na teoria de que o campo no interior da gaiola é nulo. Entretanto, para o campo ser nulo é necessário que a corrente se distribua uniformemente por toda a superfície. Lembrando que a malha mais importante é a que percorre toda a periferia da cobertura e a periferia da casa de máquinas e caixa d’água. Sempre que possível, instalar descidas em cada canto do edifício, e outras quando houver, espaçadas regularmente. 5. Durante uma tempestade o que devemos fazer? R.: Na cidade, evitar contato com objetos metálicos de grande porte, canos, torneiras, não ficar descalço, evitar tocar aparelhos eletrodomésticos. No campo, não ficar embaixo de árvores, não tocar em cercas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 127. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 127/424 9.7 Sistema Hidráulico 9.7.1 Descrição e finalidade do sistema As edificações são guarnecidas de instalações hidráulicas que têm a finalidade de garantir a habitabilidade do usuário, no que tange a higiene, asseio, limpeza e conforto. As instalações hidráulicas são compostas por um conjunto de tubulações e equipamentos, aparentes ou embutidos, destinado ao transporte e controle de fluxo de água, esgoto e demais fluídos em uma edificação, conforme projeto elaborado de acordo com as normas técnicas da ABNT vigentes. Este capitulo foi escrito baseado na Norma NBR 5626/98 NBR 05626 - 1998 - Instalação predial de água fria. Os sistemas que compõem as instalações hidráulicas são:       Água fria; Água quente; Esgoto; Águas pluviais; Sistema de combate a incêndio; Gás. Abaixo seguem as descrições resumidas e básicas dos sistemas citados. 1 Sistema de instalações hidráulicas prediais de água fria Tem sua origem, normalmente, no abastecimento de água por uma empresa concessionária de serviços públicos. Em alguns casos específicos, poderá haver abastecimento total ou parcial de água por meio de captação de águas profundas pela instalação e licença de operação de poços artesianos. Os componentes usuais do sistema de água fria são: hidrômetro, bombas de recalque, tubulações, registros, válvulas e reservatórios. A água entra para a edificação passando por um hidrômetro, o qual registra a quantidade ou volume de água consumida, dirigindo-se pelas tubulações para os reservatórios inferiores, que podem ser do tipo cisternas (enterrados) ou não. Em edificações térreas ou de poucos pavimentos, podem não existir reservatórios inferiores, sendo que a pressão de água fornecida pela concessionária é suficiente para que a água chegue a reservatórios elevados ou superiores. Nas edificações com vários pavimentos, a água é armazenada em um reservatório inferior, portanto, é bombeada por meio de bombas de recalque para o reservatório superior. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 128. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 128/424 A água que sai do reservatório superior, antes de se dirigir às tubulações específicas de cada prumada da edificação, passa por um ambiente técnico de manobras e direcionamentos, que é chamado de barrilete. No barrilete existem vários registros de água fria que comandam o fornecimento de água para as diversas prumadas da edificação, sendo que, em casos de manutenções específicas, fecha-se o registro da respectiva prumada. Desse modo, a água desce pelas prumadas de água fria para cada andar, onde são distribuídas pelos ramais de água fria, chegando nos pontos de consumo, tais como: torneiras (pia, lavatórios e tanque), válvulas ou caixas de descarga, chuveiros etc. As tubulações de água fria, quando aparentes, são identificadas pela cor verde emblema. Salienta-se que, para edificações cuja pressão estática ultrapassar 40 m de coluna d’água (40 mca), ou seja, quando a distância entre o reservatório e o ponto de consumo for maior do que 40 m de altura, é recomendada a instalação de válvula redutora de pressão nas respectivas tubulações. Nas edificações mais antigas, costumava-se construir reservatórios intermediários, diminuindo as pressões estáticas nas tubulações. Outro fator importante nas instalações hidráulicas de água fria é que o fechamento de qualquer peça de utilização (torneiras, válvulas de descarga etc.) não poderá causar sobrepressões, em qualquer ponto da instalação, maiores que 20 mca acima da pressão estática nesse mesmo ponto. Isso quer dizer que a pressão de serviço não pode ultrapassar 60 mca em qualquer ponto da instalação quando do fechamento de qualquer dispositivo. Em casos contrários, ocorre o fenômeno hidrálico conhecido como Golpe de Aríete, causando rompimentos, vazamentos e ruídos indesejáveis às instalações, além de haver desgastes excessivos nos materiais utilizados. Evidentemente, esse é um fator a ser previsto em projeto. Observa-se, no entanto, que, em edifícios comerciais ou não, quando se trocam as torneiras de acionamento manual por aquelas de acionamento automático, dependendo do número de pontos de consumo, poderá causar o fenômeno citado, devendo sempre ser consultado um especialista para a mudança de usos ou substituições de peças. 2. Sistema de instalações hidráulicas prediais de água quente O sistema de água quente se origina em equipamentos de aquecimento de água, que podem ser do tipo: caldeiras, aquecedores de passagem e aquecedores de acumulação. Esses equipamentos poderão, ainda, ser elétricos, solares ou a gás. Essa central de produção de água quente ainda poderá ser central ou individual, dependendo do tipo de edificação, de suas características e partidos de projeto. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 129. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 129/424 Após o aquecimento da água fria nesses equipamentos, esta segue por tubulações, registros e válvulas, geralmente em cobre, isoladas termicamente dos demais sistemas da construção, até os pontos de consumo. Quando o aquecimento é central, também existe local específico para o comando geral de prumadas de água quente, podendo ou estar junto dos de água fria já citados. Quando o aquecimento é individual, ou seja, por meio de equipamentos instalados dentro de cada unidade privativa da edificação, a alimentação de água fria desses aquecedores se dá por meio de prumada específica, independente das outras prumadas de abastecimento de água fria da unidade. As tubulações de água quente, quando aparentes, são identificadas na cor branca. 3. Sistema de proteção de incêndio Esse sistema é abastecido pela reserva de água situada na parte inferior do reservatório superior, destinada para essa finalidade consoante aspectos de projeto e atendimento legais. A distribuição é feita pela prumada de incêndio, identificada na cor vermelha. Tais prumadas alimentam os hidrantes e sprinklers, onde nos andares superiores pode haver a necessidade de instalação de uma bomba de incêndio que garanta uma pressão de saída no bocal do hidrante, sendo esta de 15 m coluna d’água (15 mca). As bombas são acionadas comumente por botoeiras, podendo também ser acionadas automaticamente. O sistema segue até um registro situado dentro de uma caixa embutida na calçada defronte à edificação para uso exclusivo do Corpo de Bombeiros em caso de incêndio. 4. Sistema de águas pluviais e esgoto sanitário doméstico No sistema de águas pluviais, as águas de chuva coletadas das jardineiras, telhados, lajes de cobertura, captadas por meio de calhas, ralos ou grelhas, seguem pelos condutores verticais e horizontais (tubulações) até serem despejadas em caixas de coleta e passagem para posterior ligação junto à rede pública. Conforme a cota topográfica onde está localizado o imóvel, pode haver sistema de bombeamento das águas pluviais coletadas para a rede pública. Em casos de nível de lençol freático alto, com drenagens profundas instaladas para a captação dessas águas provenientes do solo, essa rede de drenagem deve-se interligar ao sistema de águas pluviais da edificação, caso não haja seu reaproveitamento. Para o reaproveitamento de águas pluviais e/ou de drenagem de lençol freático, é importante destacar que haverá instalações específicas para o Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 130. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 130/424 armazenamento dessa água, além de tratamento químicos próprios a fim de conferir padrões de potabilidade. Figura 51 – Principiuos de Drenagem - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Para outros usos, não-relacionados ao consumo humano, deve-se elaborar estudos específicos a fim de verificar viabilidades. Por fim, cabe ressaltar que o sistema de águas pluviais da edificação se destina unicamente à captação e condução das águas originárias de chuvas. Portanto, cabe consignar aqui a definição de esgoto sanitário da ABNT NBR 8.160 – Instalação Predial de esgoto sanitário: “Esgoto sanitário: são os despejos provenientes do uso da água para fins higiênicos.” Logo, águas provenientes da lavagem de pisos externos ou internos são consideradas como esgoto, e suas tubulações não devem estar ligadas às de coleta ou condução de águas pluviais. O sistema de esgotos sanitários é aquele que coleta e conduz toda a água utilizada para fins higiênicos de uma edificação. Esse esgoto é captado por meio de vasos sanitários, bidês, ralos de chuveiros, ralos diversos, lavatórios etc. Essas tubulações são denominadas ramais de descarga e ramais de esgoto. Os ramais de descarga são aqueles que captam o esgoto nos aparelhos e ligam-se ao ralo sifonado, com exceção dos ramais de descarga dos vasos sanitários, que se ligam diretamente às prumadas de esgoto, chamadas tubos de queda. Importante observar que há necessidade de ventilação, ou seja, a instalação de tubulação de ventilação nos ramais de esgoto que saem dos ralos sifonados para se unirem aos outros ramais de esgoto originários das bacias sanitárias, antes das ligações junto às prumadas ou tubos de queda. Essa ventilação faz com que não haja retorno de odores para o ralo e demais aparelhos sanitários, Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 131. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 131/424 além de promover a estabilidade hídrica do ralo, quando as descargas das bacias são acionadas. Segue ilustração básica da instalação hidráulica descrita. Figura 52 – Ramais de esgoto - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Evidentemente, essas características e distribuições devem ser previstas em projeto, porém, em muitos edifícios, ou em unidades que são reformadas por seus proprietários, a ventilação do ramal de esgoto não é observada, o que gera transtornos desagradáveis como mau cheiro nos banheiros, lavabos etc. O esgoto conduzido pelos ramais de esgoto é ligado à instalação independente e segue pelos coletores até a caixa de esgoto, situada geralmente no pavimento térreo, e daí despeja na rede pública de esgoto. Nos casos em que o esgoto chega num nível abaixo da rede coletora, são projetadas bombas de recalque próprias para carrear resíduos sólidos e líquidos para a rede pública. As tubulações de pluviais e de esgoto devem ser distintas e, quando aparentes, devem ser identificadas em corres diferentes, emprega-se, normalmente, a cor marrom para as tubulações de águas pluviais e preta para as tubulações de esgoto. 9.7.2 Principais anomalias e falhas As anomalias e falhas mais comuns constatadas nos três sistemas hidráulicos abordados são: 1. Corrosão de tubulações hidráulicas em ferro galvanizado Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 132. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 132/424 As corrosões nas tubulações em ferro galvanizado podem ser internas e/ou externas, localizadas (por pite), generalizadas ou por erosão. As tubulações em ferro galvanizado, que foram largamente empregadas em edificações com mais de 25 anos, e ainda hoje são empregadas principalmente em tubulações de águas pluviais e esgoto nas edificações, têm uma vida útil estimada de, aproximadamente, 10 a 15 anos. As corrosões externas se dão pelo desgaste da camada de galvanização. Esse desgaste pode ter causa originária na suplantação da idade útil da tubulação, falta de manutenção dos acabamentos de pintura que protegem a camada de galvanização contra agentes de deterioração, além de abrasões devido a procedimentos equivocados de limpeza ou mesmo impactos. Já as corrosões internas, responsáveis por perda de seção da tubulação, além de diminuição da seção de trabalho dos tubos, causando perdas de vazão e aumentos de pressão, são causadas pela ação do próprio fluído, sendo: esgotos, águas pluviais e água potável. Cabe destacar que nos esgotos existem compostos químicos agressivos, resultado de produtos de limpeza ou da própria constituição do esgoto, envolvendo produtos com base ácida (cloretos, por exemplo), ou de poder incrustante. Já as águas pluviais, principalmente em ambientes urbanos, possuem constituição de pH ácidos e as águas potáveis têm em sua composição adição de cloro, a fim de manter padrões de potabilidade. Além das possíveis composições que possam ter os fluídos, a própria ação do escoamento interno desce junto às paredes das tubulações e provoca os desgastes entendidos como naturais. De qualquer forma, a corrosão interna de tubulações pode ser verificada pela simples observação da tonalidade das águas que saem pelas torneiras, ou ainda, pela execução de teste com aparelhos de ultrassom, a fim de verificar as espessuras de tubos, constituindo um procedimento de manutenção preditiva. Evidentemente, quando a corrosão interna está instalada, ocorrem os vazamentos. 2. Deformações em tubulações em PVC È comum observar deformações excessivas em trechos longos de tubos de PVC, instalados junto aos tetos de subsolos, devido à falta da fixação adequada com fitas metálicas em trechos curtos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 133. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 133/424 Além dessas deformações devido à má fixação dos tubos, há também a ação dos raios ultravioleta e do calor sobre tubos aparentes em locais externos. É recomendável que todas as tubulações em PVC estejam enterradas, envelopadas, pintadas, a fim de ter essa proteção contra a ação solar, além de impactos, o que pode provocar rupturas e vazamentos, além das deformações. Em tubulações plásticas, como é o caso das de PVC, podem ocorrer fadigas devido à existência de sobrepressões, como em tubulações de recalque. Nesse caso, em projeto há de se prever dispositivos “amortecedores” desses esforços, a fim de garantir melhor desempenho e maior vida útil das tubulações. Assim como as corrosões, as deformações excessivas causam vazamentos e rupturas de tubo. 3. Vazamentos diversos em tubulações Os vazamentos nas instalações hidráulicas podem ter suas causas relacionadas a inúmeras coisas, incluindo as dos itens já mencionados. Por questões práticas, seguem algumas das mais freqüentes causas observadas em edificações:  Subdimensionamento de coletores de águas pluviais, incorrendo em transbordamentos de calhas, alagamentos, empoçamentos etc.;  Falha na execução dos acoplamentos entre calhas, ralos ou grelhas e o seu condutor, incorrendo em vazamentos junto às tubulações de águas pluviais;  Falta de limpeza de ralos, calhas, grelhas, lajes de cobertura, causando entupimentos de coletores de águas pluviais, bem como falta de limpeza nas próprias caixas de passagem, localizadas em subsolos ou térreos, causando a obstrução dos condutores (trechos horizontais da tubulação);  Falha na execução de soldas nos encaixes das conexões;  Vibrações internas das tubulações causadas pela pressão da água, podendo provocar ruptura;  Uso de materiais diferentes e impróprios em reparos nas tubulações hidráulicas, como resinas base epóxi (tipo durepóxi), para o “conserto” de trincas em tubos ou “reforços” em emendas;  Emendas em trechos que foram substituídos com tubos de materiais diferentes, que possuem características e coeficientes de dilatação diferentes como, por exemplo: emendas entre PVC e ferro galvanizado;  Descargas de água quente, com temperaturas acima de 50º C em tubulações de esgoto de PVC; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 134. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011  Uso de instrumentos pontiagudos para desentupimento de tubulações, incorrendo na ruptura do tubo. Folha 134/424 proceder ao 4. Deterioração das tampas de reservatórios de água Em diversas edificações, as tampas dos reservatórios de água não atendem aos requisitos mínimos determinados na ABNT NBR 5.626 – Instalações Prediais de Água Fria. Segundo essa norma, os reservatórios devem ser estanques, com tampa ou porta de acesso, firmemente presa, com vedação que impeça a entrada de líquidos, poeiras, insetos e outros animais no seu interior. Sendo assim, não é possível instalar tampas que não permitam a isolação do reservatório no tocante à entrada de águas pluviais, por exemplo, em coberturas de edifícios. Também não é adequado que essas tampas sejam fabricadas com materiais que sofrem deterioração precoce por ação da água. 5. Reservatórios de água apoiados diretamente sobre o solo ou enterrados Para reservatórios com essa condição construtiva, muito utilizada antes de 1998, observa-se que aspectos de vazamentos ou problemas de deficiências no sistema de impermeabilização são graves, tendo em vista que poderá haver contaminação da água devido à presença de lençol freático ou vazamentos em tubulações de esgoto próximas etc. Além dos aspectos de contaminação e, obviamente, deterioração das paredes do reservatório, há aspectos relacionados a solapamentos de solos adjacentes, podendo haver conseqüências danosas à estabilidade estrutural da edificação ou do próprio reservatório. Cabe ressaltar que, a partir de 1998, não é mais permitido que os reservatórios inferiores sejam apoiados diretamente sobre o solo ou enterrados, devendo haver estrutura com afastamento mínimo de 60 cm em todas as paredes e lajes de fundo. 6. Presença de tubulações de esgoto dentro de reservatórios de água É proibida a passagem de tubulações de esgoto ou mesmo de águas pluviais dentro de reservatórios, sendo que essa situação incorre em risco iminente de contaminação da água. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 135. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 135/424 Assim como não deve haver passagem de tubulações de esgoto ou águas pluviais dentro de reservatórios, também não é permitida a interligação entre essas tubulações. 7. Falta de pintura nas tubulações ou falta de repintura È comum a falta de pintura de sinalização e proteção nas tubulações hidráulicas. A Norma Regulamentadora de Segurança NR26 trata da sinalização e cores para orientar, advertir, restringir,identificar equipamentos de segurança , tubulações de líquidos e gases, também possíveis áreas de riscos, os trabalhadores a fim de evitar acidentes nos espaços de trabalho. As aplicações das cores são: Vermelho: equipamentos e aparelhos de incêndio Caixa de alarmes de incêndio, hidrantes, bombas de incêndio,etc. Não deve ser usada para sinalizar perigo. Amarelo : em tubulações deve ser usado para gases não liquefeitos, aplicado também em partes baixas, áreas de passagens para escadas, elevadores e como fundo de letreiros de advertência,etc. Branco: faixas de corredores e passarelas, localização de bebedouros, áreas de armazenagens, zonas de segurança Preto: canalizações de inflamáveis de alta viscosidade(óleo lubrificante, óleo combustível, etc.).Pode ser usado com branco, em condições especiais. Azul : canalizações de ar comprimido, advertência contra uso e movimentação de equipamentos, avisos de fontes de potência, etc. Verde: transmite idéia de segurança, localização de EPI, caixas de equipamento de socorro de urgência, macas, caixa de máscaras, canalização de água, emblemas de segurança, etc. Laranja: canalizações com ácidos, partes móveis de máquinas e equipamentos, dispositivos de corte, bordas de serras, etc. Púrpura : perigo de irradiações eletromagnéticas de partículas penetrantes nucleares, portas ou aberturas para locais com materiais radioativos, ou contaminados com radioatividade, equipamentos produtores de radiação. Lilás: canalizações que contem álcalis, pode ser usada em refinarias para indicar lubrificantes. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 136. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 136/424 Cinza claro: canalizações em vácuo. Cinza escuro : identificar eletrodutos Alumínio: canalizações com gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (óleo diesel, gasolina,querosene, etc.) Marrom: pode ser adotado para fluídos não identificados pelas demais cores. Observa-se que em casos de tubulações de ferro galvanizado, a pintura deve contribuir em caráter preventivo contra a corrosão, observando os parâmetros de tipos de tintas, fundos para aderência, fundos anticorrosivos etc. Em edificações que procedem ao reuso da água de lavagem, águas pluviais etc., essas tubulações deverão ter expressamente em suas pinturas a informação “água não potável”. 8. Obstrução interna de tubos devido à falta de replantio de árvores e outras plantas em jardins ou jardineiras 9 .Evidentemente, existem outras anomalias de origem de projeto e/ou execução que não foram abordadas, porém, pode-se destacar para a falta de dispositivos de inspeção em mudanças de direção nas tubulações de águas pluviais e esgotos, junto aos subsolos; problemas relativos ao dimensionamento de tubulações com retornos de líquidos junto às unidades privativas; falta de tubos de ventilação; baixas declividades em tubulações horizontais de águas pluviais e esgotos, dentre outros. Em conseqüência das deficiências citadas, cabe listar alguns dos danos causados:        Consumos excessivos de água e energia devido a vazamentos e consumos excessivos de bombas, dentre outros equipamentos co-relacionados; Falta de potabilidade das águas armazenadas e que circulam nas instalações de água fria; Deterioração dos componentes e sistemas da construção por infiltração, causadas por vazamentos hidráulicos; Deterioração da instalação elétrica, incorrendo em risco de curto-circuito e incêndios; Ruptura de porções de terreno, provocando deslizamentos (solapamentos) e afundamentos, devido a infiltrações de água no solo causadas por ruptura ou vazamentos de tubulações hidráulicas. Observa-se que em alguns casos de vazamentos de reservatórios inferiores, enterrados, pode-se ter problemas de ordem de estabilidade estrutural e perigo à segurança; Contaminações de lençol freático devido a vazamentos ou rupturas de tubulações de esgoto; Contaminações de recursos hídricos naturais, quando há a ligação de esgotos em águas pluviais, incorrendo na contaminação da galeria de águas pluviais da rede pública. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 137. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 137/424 9.7.3 Recomendações e orientações técnica 1) Com relação a problemas e recomendações sobre funcionamento de bombas de recalque, resumidamente, segue tabela orientativa: Problemas Bomba não fornece água Baixa pressão Baixa vazão Superaquecimento do motor Motor não funciona Excesso de ar na rede hidráulica Perda de escorvamento Prováveis causas e Providências A bomba não está escorvada. Portanto, desligue-a, escorve outra vez e tente novamente. A bomba não deve ser operada mais do que 30 segundos sem bombeamento, para evitar o superaquecimento e queima do selo mecânico. A bomba não está completamente escorvada ou com problemas de cavitação. Motor com baixa rotação. Rotação no sentido errado. Manômetro com defeito. Rotores parcialmente obstruídos. Vazamentos de ar na tubulação de sucção. Chamar o técnico responsável pela manutenção da bomba. Motor com baixa rotação. Rotação no sentido errado. Rotores parcialmente obstruídos. Tubo de sucção ou ralo parcialmente obstruídos. Chamar o técnico responsável pela manutenção da bomba. Conexões dos fios ou voltagem errada. Rotação baixa ou invertida. Atrito dos rotores nos estágios, devido à má ajustagem. Má ventilação. Chamar o técnico responsável pela manutenção da bomba. Chaves abertas, fusíveis queimados, conexões soltas ou relê de sobrecarga aberto. Chave centrífuga do motor está inoperante. Conexões elétricas do motor erradas. Chamar o técnico responsável pela manutenção da bomba. Entrada de ar pela tubulação de sucção. Água gasosa. Retirar ar da tubulação com profissional habilitado. Entrada de ar pela tubulação de sucção. Água gasosa. Retirar ar da tubulação com profissional habilitado. 2) Desinfecção e limpeza dos reservatórios e tubulações: A desinfecção é a operação destinada a reduzir a presença de microorganismos, patogênicos ou não, a fim de estabelecer parâmetros de potabilidade na água armazenada. A substância ativa à desinfecção é o cloro livre, obtido pela dissolução do hipoclorito de sódio na água a ser desinfetada. Já a limpeza consiste na remoção de materiais e substâncias que ficam depositados dentro dos reservatórios. A limpeza deve observar os procedimentos pré-estabelecidos na ABNT NBR 5.626/98, já citada, item 6.5.2.2. Recomenda-se que não sejam empregadas máquinas de alta pressão para as lavagens das paredes internas dos reservatórios, podendo haver riscos de ruptura ou perda de aderência nos sistemas de impermeabilização, quando suas membranas (manta) estão aparentes. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 138. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 138/424 É recomendável que a desinfecção e a limpeza sejam feitas, pelo menos, uma vez ao ano. Código Sanitário, Lei 13.725/2004, seção 1 , Artigo 27 Alínea III: "Seção I - Abastecimento de Água para Consumo Humano Art. 25. ... Art. 26. .... Art. 27. Nos projetos, obras e operações de sistemas de abastecimento de água, públicos ou privados, individuais ou coletivos, devem ser obedecidos os seguintes princípios gerais, independentemente de outras exigências técnicas eventualmente estabelecidas: I – ..... II – ... III – toda água distribuída por sistema de abastecimento deve ser submetida, obrigatoriamente, a um processo de desinfecção, de modo a assegurar sua qualidade do ponto de vista microbiológico e manter concentração residual do agente desinfetante na rede de distribuição, de acordo com norma técnica; IV – ... V – ... " Como informado anteriormente a NORMA TÉCNICA: NBR 05626/1998 usada como referencia é: seção 7.6.2: " 7.6.2 Como uma medida de proteção sanitária, é fundamental que a limpeza e a desinfecção do reservatório de água potável sejam feitas uma vez por ano. Um procedimento de eficácia reconhecida deve ser adotado. Recomenda-se adotar o procedimento a seguir descrito:" Após a realização de cada desinfecção e limpeza, deve-se atualizar o registro e a informação, a serem fixados junto à tampa do reservatório. Também é recomendável que sejam feitos ensaios físico-químicos das águas armazenadas. A lei que define o mês de limpeza da caixa d'água é a 10.730/89. Foi revogada pelo PL 102/07 que deu origem à Lei 14.485/07 que Consolida a Legislação Municipal referente às datas comemorativas, eventos e feriados do Município de São Paulo, e dá outras providências. Consta na alínea "c" do inciso "CXXIX" do artigo 7º desta Lei 14.485 de 19 de julho de 2007 que o mês de julho é o mês de limpeza das caixas d'águas dos órgãos municipais, orientando para ser incentivada a limpeza também pela comunidade. Consta também nesta lei ser o dia 21 de março o dia da água. Porém, a Sabesp recomenda em seu link: http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=2&temp2=3& proj=sabesp&pub=T&nome=Uso_Racional_Agua_Generico&docid=E50615CE Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 139. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 139/424 526E0D26832571AE0062ED78&db; que as caixas d'água sejam limpas semestralmente. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 140. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 140/424 Figura 53 – Cuidados com a Limpeza da Caixa dágua site sabesp em 09/2010. Em casos de abastecimentos de água por meio de captação de águas profundas, poços artesianos, recomenda-se que sejam feitos ensaios periódicos nas saídas do poço e depois do tratamento empregado na água para eventuais correções. Observa-se que se tratando de água que abastece, também, outros sistemas, como é o caso de sistema de ar condicionado central por água gelada, deve-se fazer outros controles mais rigorosos da água, inclusive em diversos pontos da instalação, conforme será abordado no item específico desse sistema: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 141. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 141/424 o Nunca proceder à ligação de esgotos em águas pluviais. o Limpar e desobstruir ralos, calhas e grelhas de coleta de águas pluviais periodicamente. o Limpar ralos internos, sifãos de pias e lavatórios destinados à coleta de esgotos, a fim de não haver entupimentos. o Não usar emendas entre tubos com materiais incompatíveis ou, ainda, proceder a reparos de vazamentos em conexões ou trechos de tubulações com fissuras com materiais do tipo durepóxi. Os itens de recomendações abaixo foram resumidos da ABNT NBR 5.626, itens 7.4 e 7.5, referentes à manutenção de tubulações, torneiras, registros e válvulas da instalação predial de água fria. 1. Os suportes das tubulações devem estar em bom estado e com espaçamentos adequados para que não haja problemas de deformações excessivas e vazamentos. 2. Juntas com vazamentos devem ser apertadas, para casos de rosca, ou refeitas. Caso não seja possível eliminar os vazamentos, deve-se proceder a troca dos trechos de tubulações entre conexões, evitando-se emendas e uniões de materiais incompatíveis (por exemplo: ferro galvanizado com cobre ou PVC). 3. Usar adaptadores na execução de novas juntas, principalmente em casos de rosca para soldas. 4. Em casos de corrosão nas tubulações, as mesmas deverão ser investigadas, verificando-se a abrangência e o tipo de corrosão, além da necessidade de troca de tubulações. 5. Executar pinturas e repinturas periódicas, obedecendo às identificações das cores, conforme o tipo de tubulação. Para as pinturas, deve-se observar o material do tubo, a fim de se escolher a melhor tinta e a necessidade de se aplicar fundo para promover a aderência ou minimizar questões de corrosão por ação direta da umidade do ar. 6. Qualquer sinal de mau funcionamento, com problemas de fechamento ou perda de vazão nas torneiras, deve-se fazer as ações corretivas, tais como: aperto em partes móveis; troca de vedantes (courinho) ou, ainda, troca da própria torneira. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 142. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 142/424 Observa-se que, em casos de gotejamento, há o desperdício de água, além de aumento de consumo. 7. Os crivos de chuveiros, arejadores e outros componentes devem ser limpos dentro da periodicidade recomendada pelos fabricantes. 8. As válvulas de descargas devem ter inspeções periódicas, a fim de verificar desperdícios de águas devido à má regulagem ou necessidade de manutenção, como troca de molas e vedações internas. 9. Válvulas redutoras de pressão devem ter inspeção e manutenção periódicas realizada por empresa especializada. Seu funcionamento deve ser aferido periodicamente pela leitura em manômetros, instalados na tubulação depois dessas válvulas, a fim de verificar a pressão de serviço. 9.7.4 Curiosidades e dicas  Banheiros, cozinhas e áreas de serviço sem utilização por longo tempo podem acarretar mau cheiro, em função da ausência de água nos e sifões. Para eliminar o problema, basta adicionar uma pequena quantidade de óleo de cozinha para a formação de uma película, evitando-se a evaporação.  O sistema de aviso e/ou ladrão não deve ter as suas tubulações obstruídas.  Recomendam-se inspeções periódicas nas válvulas redutoras de pressão, a fim de verificar eventuais desgastes. A inspeção, regulagem e manutenção devem ser feitas por profissionais habilitados.  O sistema de combate a incêndio não pode ser modificado e o volume reservado ao combate de incêndio não deve ser alterado.  As bombas de recalque devem funcionar em rodízio. Manter sempre uma bomba em espera. O rodízio deve ser feito a cada três meses, cuidando para que antes da partida o corpo da bomba esteja cheio de líquido, pois, se operar mais de 30 segundos a seco, as faces de contato do selo mecânico serão danificadas, resultando em vazamento pelo eixo da bomba. Para o escorvamento da bomba, reparo da bomba para funcionamento, devese seguir as instruções: 1. 2. 3. 4. Fechar o registro da tubulação de descarga; Remover o plug da parte superior do corpo; Enchê-lo completamente com água; e Recolocar o plug. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 143. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 143/424 Recomenda-se para a manutenção preventiva ou corretiva a contratação de empresa especializada.  A bomba de incêndio deve ser acionada conforme periodicidade.  Os registros existentes nos subsolos e barriletes devem ser completamente abertos e fechados conforme periodicidade recomendada pelo fabricante.  Verificar e manter limpos os ralos e grelhas, bem como as calhas na cobertura. Como desentupir uma pia Com o auxílio de luvas de borracha, um desentupidor e uma chave inglesa, seguir os seguintes passos: Figura 54 –Pia- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –CheckUp Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. 1. Encha a pia de água; 2. Coloque o desentupidor sobre o ralo, pressionando-o para baixo e para cima, observando se ele está totalmente submerso; 3. Quando a água começar a descer, continue a movimentar o desentupidor, deixando a torneira aberta; 4. Se a água não descer, tente com a mão ou com o auxílio de uma chave inglesa, desatarraxar o copo do sifão; nesse copo ficam depositados os resíduos, geralmente responsáveis pelo entupimento, mas não esqueça de colocar um balde embaixo do sifão, pois a água pode cair no chão; 5. Com um arame, tente desobstruir o ralo da pia, de baixo para cima, algumas vezes; os resíduos se localizam nesse trecho do encanamento, daí a necessidade de usar um arame; 6. Coloque o copo que você retirou do sifão; não convém colocar produtos à base de soda cáustica dentro da tubulação de esgoto; 7. Depois do serviço pronto, abra a torneira e deixe correr água em abundância, para limpar bem. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 144. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 144/424 Como consertar uma torneira que está vazando Figura 55 –Torneira- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.  Utilizando uma chave de fenda, desrosqueie o parafuso que prende a cruzeta.  Com o auxílio de um alicate de bico, desrosqueie a porca que prende a canopla para poder ter acesso ao mecanismo de vedação.  Com o auxílio de um alicate de bico, desrosqueie o mecanismo de vedação do corpo. Como desentupir um chuveiro Figura 56 – Chuveiro- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009.     Retire as capa protetora do crivo. Retire a proteção metálica (quando houver). Retire o plástico ou borracha preta. Com o auxílio de uma escova de dentes, limpe o crivo desobstruindo os orifícios que podem ter acumulado detritos. Como regular a caixa de descarga acoplada da bacia sanitária Regulagem:  Com cuidado, abra e retire a tampa da caixa acoplada.  Com a ajuda de um alicate, rosqueie a bóia, deixando-a mais firme para que, quando a caixa estiver cheia, não permita que a água transborde pelo ladrão. Substituição:  Com cuidado, abra e retire a tampa da caixa acoplada.  Desrosqueie a bóia. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 145. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 145/424  Leve-a a um depósito de materiais de construção para que sirva de modelo para a compra de uma nova; com a nova bóia em mãos, encaixe-a e rosqueie-a exatamente no local de onde a antiga foi retirada. TESTES DE VAZAMENTOS DE ÁGUA Os testes abaixo, recomendados por várias companhias de distribuição de água, podem ser realizados periódicamente pelo zelador: 1. Na válvula ou na caixa de descarga; 2. Em reservatórios (cisternas) de edifícios; 3. No cano alimentado diretamente pela rede. Na válvula ou na caixa de descarga: 1. Jogue cinza de cigarro no vaso sanitário; 2. O normal é a cinza ficar depositada no fundo do vaso; 3. Em caso contrário, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga. OBSERVAÇÃO: Nas bacias cuja saída da descarga for para trás (direção da parede), deve-se fazer o teste esgotando-se a água. Se a bacia voltar a acumular água, há vazamento na válvula ou na caixa de descarga. Em reservatórios (cisternas) de edifícios: 1. Feche o registro de saída do reservatório do subsolo; 2. Feche completamente a torneira da bóia; 3. Marque no reservatório o nível da água e, após uma hora, no mínimo, veja se ele baixou. Em caso afirmativo, há vazamento no cano alimentado diretamente pela rede: 1. Feche o registro do cavalete; 2. Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede da companhia de água (torneira do jardim, por exemplo); 3. Espere até a água parar de correr; 4. Coloque um copo cheio de água na boca da torneira; 5. Se houver sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no cano alimentado diretamente pela rede. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 146. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 146/424 9.8 Sistema de Instalações de gás 9.8.1. Descrição e finalidade do sistema As instalações de gás são compostas pelo conjunto de tubulações e equipamentos, aparentes ou embutidos, destinados ao transporte e controle do fluxo de gases em uma edificação. Assim, os componentes do sistema de instalações de gás são: tubulações, registros, válvulas e medidores de vazão. O gás utilizado pode ser o gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás natural (GN). No caso do gás GLP, este é mais pesado que o ar e caso ocorra vazamento, ele se acumulará junto ao piso. As instalações de GLP merecem cuidados especiais, pois qualquer vazamento poderá ocasionar situação de risco, tendo em vista que em contato com o oxigênio do ar e com uma possível faísca, pode ocorrer uma explosão. Já no caso do GN, por ser mais leve que o ar, o seu vazamento é menos perigoso pois facilita a dispersão, porém não se pode deixá-lo confinado, ou seja, onde houver tubulações aparentes, a ventilação deve ser permanente e obrigatória. As tubulações aparentes por onde passam o gás devem ser pintadas na cor amarela, conforme ABNT NBR 12.694, e não devem passar no interior de dutos de lixo, ar condicionado, shafts hidráulicos, reservatórios de água, dutos para incineradores de lixo, poços de elevadores, compartimentos de equipamentos elétrico, compartimentos destinados a dormitórios, poços de ventilação, dente outros. O shaft da instalação de gás deverá ter ventilação permanente e adequada nas partes superior e inferior, sendo que esses vazios devem ser sempre visitáveis. Os materiais comumente usados na execução das prumadas e ramais de distribuição são tubos de cobre, sem costura, ou tubos de aço, com ou sem costura, preto ou galvanizado. As edificações normalmente são dotadas de rede de gás, para alimentação do fogão, forno, podendo ainda alimentar caldeiras, aquecedores de passagem, máquinas de secar roupa, lareiras, churrasqueiras e demais. Cabe, por fim, destacar os tipos de abastecimento de gás existentes:  GN: fornecido por concessionária de serviços públicos, havendo entrada e cavalete de gás, com ou sem válvula de segurança, que interrompe o fornecimento de gás à medida que a pressão aumenta em relação a um parâmetro pré-estabelecido, pois considera que há vazamento interno na rede; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 147. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 147/424  GLP: pode ser fornecido em botijões ou cilindros, por empresas especializadas, tipo Ultragaz. Poderá haver centrais de gás GLP com cilindros fixos, que são reabastecidos por caminhões dessas empresas. Ainda há, em muitas edificações residenciais antigas, os botijões de gás instalados em áreas de serviços, embaixo de pias de cozinhas, oferecendo altos riscos à segurança da edificação. 9.8.2. Principais anomalias e falhas As anomalias e falhas mais comuns nas instalações de gás, independente do tipo de gás fornecido, são: 1. Vazamentos de gás pelas tubulações, conexões, válvulas etc.  O vazamento de gás, sem dúvida, é uma anomalia que oferece grande risco à integridade física dos usuários e da edificação, tendo em vista que pode haver explosões, incêndios, intoxicações, dentre outros danos.  O vazamento de gás poderá estar relacionado a problemas oriundos de má qualidade de soldas das tubulações, sendo esse um problema construtivo, apesar de que as instalações são entregues após testes de estanqueidade de acordo com as normas da ABNT e das concessionárias.  Podem-se observar, também, problemas relacionados à falta de manutenção e controle de válvulas, flexíveis cortados, além de corrosões eletroquímicas em tubulações.  Observa-se, ainda, que em instalações de gás GLP não é permitido o uso de tintas ou fibras vegetais (tais como estopa) como vedantes em tubos rosqueáveis, sendo que esses devem ser compatíveis com o GLP.  È indispensável o uso de dispositivos de segurança, como válvulas de bloqueio automáticas, reguladores de pressão, além de detectores de gás fixos ou manuais a serem utilizados periodicamente pelo pessoal da manutenção. 2. Corrosão nas tubulações  Podem ser causadas devido à ação de águas agressivas ou outros elementos agressivos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 148. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 148/424  Cabe destacar que tubulações enterradas devem ser protegidas por canaletas de concreto, pintadas com material impermeabilizante, a fim de não existirem infiltrações.  A falta de proteção de tubulações enterradas pode causar corrosões nas tubulações de gás, além de rompimentos. 3. Proximidade de instalações elétricas junto a tubulações de gás Segundo a ABNT NBR 15.526 – Instalações Internas de gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – Projeto e Execução, e a Norma RIP 2008 – 4 da COMGAS (disponível no Site da COMGAS), uma tubulação de gás tipo GLP não deve passar próxima de instalações elétricas, a não ser que obedeça à seguinte distância mínima:  0,3 m de afastamento mínimo de condutores de eletricidade, se estes forem protegidos por conduítes; em casos contrários, esse afastamento deverá ser de, no mínimo, 0,5 m;  Ter afastamento das demais tubulações para que possa ser realizada sua manutenção;  Em casos de sobreposições, a tubulações, a tubulação de GLP deverá ficar abaixo de todas as outras.  Com relação às instalações com gás natural, cabe o mesmo tipo de observação. Essa medida de afastamento entre instalações de gás e elétricas tem como intuito a segurança, devendo ser observada na fase de projeto, porém em situações de reformas ou desvios de linhas, os condomínios deverão observar essa medida. 9.8.3 Itens de inspeção: Instalações de Gás (GLP e Botijão):  Decreto 32.329/92 - SEÇÃO 9.3 – Instalações Prediais: 9.3.2.2 – O armazenamento de recipientes de gás deverá estar fora das edificações, em ambiente exclusivo dotado de aberturas para ventilação permanente.  Decreto 32.329/92 - SEÇÃO 17.J – Condições Construtivas especiais: 17.J.6 – As instalações permanentes de gás combustível deverão atender às NTC da Companhia de Gás de São Paulo – COMGÁS  Decreto 24.714/87: ART 5. - Não será permitida a utilização de gás em botijões ou cilindros nas edificações que disponham de instalação interna de gás canalizado, situadas em logradouros já servidos por rede de distribuição de gás canalizado. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 149. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 149/424  Instrução Técnica Nº 28/1/2004 – CORPO DE BOMBEIROS: As tubulações aparentes devem: a) Ter as distâncias mínimas entre a tubulação de gás e condutores de eletricidade de 0,30 m ( trinta centímetros ), se o condutor for protegido por conduíte e 0,50 m ( cinqüenta centímetros ) , nos casos contrários; b) Ter um afastamento das demais tubulações suficiente para ser realizada manutenção nas mesmas; c) Ter afastamento de no mínimo 2 m ( dois metros ) de pára-raios e seus respectivos pontos de aterramento de acordo com a NBR 5419/93; d) Em caso de superposição de tubulação a tubulação de gás deve ficar abaixo das outras tubulações.  Em caso de centrais de GLP consultar: NBR 15523 - 2004 - Central De Glp 9.8.4. Recomendações e orientações técnicas Para melhor controle e prevenção contra os problemas de vazamentos e danos deles decorrentes, têm-se algumas orientações:     Observa-se que alguns empreendimentos fazem uso de uma fita específica da marca Torofita ao redor dos trechos de tubulações de gás, principalmente soldas, que passam perto de instalações elétricas. Alerta-se que a norma não especifica esse tipo de solução, mas pode-se fazer estudo e verificar especificações desse material a fim de facilitar a solução do problema. Não utilizar a central de GLP e Centrais de medidores como depósito de materiais de qualquer natureza. Tais centrais deverão possuir ventilação natural permanente. Verificar o prazo de validade das mangueiras flexíveis, trocando-as quando necessário. Quanto ao abastecimento a granel de GLP; para cilindros denominados P190, os operadores deverão sempre visualizar um ao outro para que, numa emergência, os procedimentos de segurança sejam efetuados; assim, não deve ter nenhum obstáculo entre o caminhão abastecedor e o cilindro a ser abastecido, a mangueira flexível deve estar em linha reta e o zelador não deve ficar junto da equipe que está abastecendo. È vedado que a mangueira flexível passe por:     Áreas internas às edificações, em locais sujeitos ao tráfego de veículos sobre a mangueira; Nas proximidades de fontes de calor ou fontes de ignição, como tubulações de vapor, fornos etc.; Em áreas sociais, tais como hall, salões de festas, piscinas, play-grounds; Próximo a aberturas no piso, como ralos, caixas de gordura, esgoto, bueiros, galerias subterrâneas e similares; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 150. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos   Rev. B 16/07/2011 Folha 150/424 Quanto à central de GLP, a mesma deve atender às condições mínimas de segurança, possuindo extintores de pó químico em quantidade compatível com o volume armazenado; não possuir ralos, grelhas e demais vãos a uma distância inferior a 1,5 m da central; possuir afastamento mínimo de 3,00 m de materiais de fácil combustão e pontos de ignição; estar no pavimento térreo e ser bem ventilada; Uso de detectores de gás automatizados ou manuais para detecção de vazamentos. Em função do exposto, alerta-se aos responsáveis dos edifícios sobre a necessidade de vistorias periódicas nas instalações de gás, observando se há odores característicos provenientes de algum vazamento, chamando, como já observado, as operadoras responsáveis pelo fornecimento do gás, pois essas possuem um rol de empresas de manutenção que farão os serviços dentro das normas, com engenheiro responsável, habilitado. 9.8.5. Curiosidades e dicas     Sempre que o sistema não for utilizado constantemente, ou em caso de ausência prolongada no imóvel, mantenha os registros e as torneiras de gás fechados. Ao testar ou procurar vazamentos num equipamento ou tubulação aparentes, utilizar espuma de salão, nunca fósforos ou material inflamável. Não pendurar objetos nas tubulações aparentes de gás. Na cidade de São Paulo, de acordo com o Decreto municipal n.24.714, de 07/10/97, não é permitida a utilização de gás em botijões ou cilindros nas edificações que disponham de instalação interna de gás canalizado, situadas em logradouros com rede de distribuição de gás natural da concessionária. Recomendações da Cartilha do CONTRU: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 151. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 151/424 Recomendações da Cartilha do CONTRU: Figura 57 – GLP – Recomendações da Cartilha do CONTRU. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 152. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 152/424 Recomendações da Cartilha do CONTRU: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 153. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 153/424 9.9 Sistema de impermeabilização 9.9.1. Descrição e finalidade do sistema A impermeabilização é o tratamento mais importante que deve estar presente em todas as edificações, protegendo-as contra as infiltrações de líquidos, gases e vapores; onde o custo na fase inicial chega a + ou – 3% do valor da edificação, e quando não executada com qualidade técnica, pode ocasionar despesas da ordem de + ou – 20%, e em alguns casos irreparáveis. Tal proteção, muito embora não visível, encontra-se instalada sobre fundações, cortinas, lajes subpressão, poços de elevador, lajes, jardineiras, áreas frias, terraços, piscinas, decks, juntas de dilatação, reservatórios inferior e superior etc. Para atender a todas essas áreas deve-se ter sempre um projeto de impermeabilização, em que indicará os sistemas e materiais específicos à sua aplicação contemplando custos, garantia, vida útil etc. Os principais sistemas de impermeabilização são:    Membranas flexíveis moldadas in loco: emulsões asfálticas; soluções asfálticas; emulsões acrílicas; asfaltos oxidados; asfaltos modificados; elastômeros em solução Mantas flexíveis pré-fabricadas: mantas asfálticas; mantas elastoméricas; mantas poliméricas; Membranas rígidas moldadas in loco: cristalização; argamassa rígida. A importância da impermeabilização, além de permitir a habitabilidade e funcionalidade da construção civil, é relevada no objetivo de proteger a edificação de inúmeros problemas patológicos que poderiam surgir com infiltração de água, integrada ao oxigênio e a outros componentes agressivos da atmosfera, como gases poluentes, chuvas ácidas e ozônio, já que uma grande quantidade de materiais constituintes da construção civil sofre um processo de deterioração e de degradação, quando em presença dos meios agressivos da atmosfera. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 154. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 154/424 Essas proteções, ou camadas impermeáveis, encontram-se instaladas tanto em trechos das ÁREAS COMUNS do edifício, como em trechos das ÁREAS PRIVATIVAS das unidades autônomas. Nas áreas comuns: Nos subsolos, a camada impermeável normalmente encontra-se instalada nas cortinas e lajes em contato com o solo, sempre acompanhado de um bom sistema de drenagem para retirar a água do subsolo por meio de bombas. Tal camada encontra-se protegendo o concreto armado das estruturas dos poços de elevadores e dos reservatórios enterrados contra a infiltração d’água do lençol freático, ou da umidade do solo que por capilaridade atinge as estruturas. Todas as lajes expostas ao intemperismo, ou seja, aquelas sujeitas às chuvas e à incidência direta dos raios solares, as quais abrigam, no térreo, o playground, os jardins, jardineiras e floreiras, as quadras de esporte, as áreas de circulação de pedestres e de veículos, as áreas de estacionamento, mesmo aquelas sob pilotis; as piscinas; o deck; as áreas de lazer com churrasqueira, juntas de dilatação etc.; também se encontram protegidas por um sistema de impermeabilização. Nas áreas privativas: As áreas da unidade autônoma exposta às águas de chuva, de lavagem e de banho, sejam elas da cozinha, da área de serviços, dos banheiros, dos terraços, varandas ou sacadas, jardineiras, saunas e piscinas, também contêm uma proteção impermeável compatível com o processo de sua utilização. 9.9.2. Principais anomalias e falhas A presença indesejável de água se origina basicamente por meio de: ascensão capilar de umidade do solo; infiltração de água decorrente de vazamentos ou penetração por frestas ou fissuras provenientes de movimentações térmicas, trincas em fachadas, caixas de luz (expostas), modificações e condensação de vapor por deficiência de ventilação. Problemas relacionados com a presença de umidade apresentam-se com alta incidência entre as principais anomalias. As infiltrações de água nas edificações, de maneira geral, são consideradas um dos principais agentes de degradação de elementos e componentes construtivos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 155. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 155/424 Diante dessa realidade, destaca-se a importância da elaboração do projeto de impermeabilização ou reimpermeabilização, conforme definido na Norma Técnica ABNT NBR 9.575/2003, e principalmente da execução dos serviços pertinentes ao sistema, que deverão ser realizados exclusivamente por profissional habilitado e especializado na área de impermeabilização. As anomalias e falhas mais freqüentes do sistema são: 1. Descolamentos da manta na região de rodapé, incorrendo em formações de fissuras no revestimento das paredes e/ou fachadas; 2. Descolamento da manta em regiões de ralos, soleiras, peitoris etc.; 3. Falhas nas emendas entre panos de mantas; 4. Falhas no tratamento de juntas de dilatação; 5. Perfurações na manta por razões diversas, tais como: fixação de peitoris, antenas coletivas, raízes axiais e profundas etc.; 6. Especificações inadequadas de materiais; 7. Ressecamento e/ou craqueamento do sistema impermeabilizante por falta de proteção mecânica; 8. Falta de camada separadora entre a membrana impermeabilizante e camada de proteção mecânica; 9. Falta de junta de dilatação em proteção mecânica, gerando fissuras de retração; 10. Falta de reforço de telas em mudança de base, ocasionando fissuras de dilatação térmica dos diferentes materiais; 11. Falta de tratamento adequado da base, como arredondamento de cantos e arestas, gerando pontos irregulares e perfurantes nas membranas; 12. Falta de caimentos para os ralos, incorrendo em problemas de empoçamento de água sobre os pisos e conseqüentes problemas de eflorescências e manchamentos, entre outras; 13. Falta de impermeabilização no teto dos reservatórios, que ocasiona a oxidação das armaduras provenientes da condensação da água e do gás do cloro presente na água. Todas as anomalias e falhas listadas geram infiltrações de água na edificação e comprometimento da vida útil do sistema, e o comprometimento dos revestimentos e da estrutura. As principais anomalias causadas em outros sistemas construtivos decorrentes do comprometimento da impermeabilização são: 1. 2. 3. 4. Corrosão de armadura e degradação do concreto; Corrosão de superfícies metálicas; Apodrecimento de madeiras; Eflorescência e formações de fissuras em revestimento de maneira geral; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 156. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 156/424 5. Proliferação de bolor, manchas e umidades em revestimentos ou mobiliários; 6. Descolamentos dos revestimentos em geral; 7. Formação de bolhas na pintura, além de outras manchas; 8. Curtos-circuitos em instalações elétricas; 9. Carbonatação junto a pisos. Todas essas anomalias geram altos custos de recuperação e correção, sendo em alguns casos irreparáveis. As anomalias descritas podem causar, ainda, danos à saúde dos usuários, propiciando condições favoráveis para a manifestação de doenças respiratórias, pois o ambiente fica insalubre, sem falar no desconforto físico e no desgaste emocional do usuário, que sofre com a deterioração de seu bem patrimonial, além de diminuir a vida útil do imóvel. Como também o alto custo do seu reparo e o desconforto de ter que conviver com a obra durante o período da sua execução. 9.9.3 Recomendações e orientações técnicas A recomendação é sempre que aparecer uma umidade, eflorescência ou infiltração, deve-se contatar um profissional habilitado e especializado na área de impermeabilização, para que este, por meio de suas experiências, testes hidrostáticos e inspeções, possa elaborar um relatório técnico apontando as causas que originaram essa patologia, bem como a orientação técnica à sua correção. O olho clínico do técnico irá detectar a existência de umidade ou infiltração nos diversos elementos construtivos, tais como: estruturas, reservatórios de água, piscinas, fachadas, coberturas e instalações diversas, sem a necessidade de quebrar toda a área. Alerta-se que o sistema de impermeabilização é “passivo de manutenção preventiva” e deve sempre que detectado ser corrigido de imediato por profissional habilitado. Não chegar ao ponto da manutenção corretiva, pois irá ocasionar um custo muito elevado a sua correção e a insatisfação das pessoas que irão conviver com essa reforma. No entanto, é possível tomar precauções no sentido de não danificar ou comprometer o sistema, quais sejam: não utilizar máquinas de alta pressão para limpeza de reservatórios; lavagem de revestimentos em geral com adição de produtos químicos não recomendados; não executar perfurações em lajes ou locais impermeabilizados para fixação de antenas, hastes de para-raios, equipamentos de playground, rufos, postes, ou qualquer reforma antes de consultar um técnico da área. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 157. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 157/424 Além dos aspectos já citados, observa-se a importância na escolha correta de vegetações para o plantio e manutenção em jardineiras, tendo em vista que plantas com raízes axiais e profundas perfuram a impermeabilização, penetram no tubo de dreno e causam dilatações em suas paredes por expansões das raízes, ocasionando trincas. Considerada a dificuldade de acesso ao sistema de impermeabilização, visto que o mesmo normalmente não se encontra aparente ou acessível, recomenda-se que a manutenção seja executada segundo as recomendações dos manuais e instruções dos fabricantes, fornecedores e construtores, por profissional habilitado e especializado, para que sejam preservadas as condições de eficiência previstas. Tem-se verificado que as infiltrações que aparecem junto às áreas impermeabilizadas nem sempre são provenientes da falha do sistema de impermeabilizadas nem sempre são provenientes da falha do sistema de impermeabilização. Recomendamos a elaboração de testes hidrostáticos por profissional habilitado e especializado na área para verificação da causa que vem ocasionando essa patologia. Normalmente a garantia oferecida nos sistemas de impermeabilização é de 5 (cinco) anos, mas sabemos que a maioria dos sistemas aplicados, quando executados de acordo com a norma, atingem mais de 15 anos em estado satisfatório. Isso mostra que o sistema de impermeabilização é passivo de manutenção, enquanto o material aplicado ainda responde pela sua performance e vida útil. 9.9.4. Curiosidade e dicas      A maioria dos sistemas de impermeabilização pode ser reparado quando apresenta infiltrações, não sendo necessário a sua substituição total; Devemos sempre buscar a CAUSA que originou a infiltração e não trabalhar a CONSEQUÊNCIA como medida paliativa; Grande parte das infiltrações têm suas origens nas mais diversas causas que podem ser: trinca de fachada, caixa de luz, movimentações térmicas e reformas de modo geral etc.; Dependendo do sistema de impermeabilização, este pode ultrapassar mais de 20 anos, enquanto a sua vida útil estiver atendendo à performance; Qualquer conserto da impermeabilização apresenta um custo muito alto, devido ao fato de ter que se remover tudo até a laje, sem contar com o desconforto de conviver com a reforma durante a sua execução. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 158. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 158/424 Figura 58 –recomendações de Contratação –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 159. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 159/424 9.10 Sistema de combate a incêndio 9.10.1 Descrição e finalidade do sistema São condições exigíveis que as edificações possuam, a fim de que a sua população possa abandoná-las em caso de incêndio, completamente protegida e que também permitam o acesso de auxílio externo (Corpo de Bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada das pessoas. Os objetivos dos Sistemas de Combate a incêndio são: 1) a garantia da segurança à vida das pessoas que se encontrarem no interior de um edifício, quando da ocorrência de um incêndio; 2) a prevenção da conflagração e propagação do incêndio, envolvendo todo o edifício; 3) a proteção do conteúdo e a estrutura do edifício; 4) minimizar os danos materiais de um incêndio. Esses objetivos são alcançados pelo: 1) controle da natureza e da quantidade de materiais combustíveis constituintes e contidos no edifício; 2) dimensionamento da compartimentação interna, do distanciamento entre edifícios e da resistência ao fogo dos elementos de compartimentação; 3) dimensionamento da proteção e de resistência ao fogo da estrutura do edifício; 4) dimensionamento de sistemas de detecção e alarme de incêndio e/ou de sistemas de chuveiros automáticos de extinção de incêndio e/ou equipamentos manuais para combate; 5) dimensionamento das rotas de escape e dos dispositivos para controle do movimento da fumaça. 6) controle das fontes de ignição e riscos de incêndio; 7) acesso para os equipamentos de combate a incêndio; 8) treinamento de pessoal habilitado a combater um princípio de incêndio e coordenar o abandono seguro da população de um edifício; 9) gerenciamento e manutenção dos sistemas de proteção contra incêndio instalado; 10) controle dos danos ao meio ambiente decorrente de um incêndio. Fogo é o produto de uma reação química denominada combustão, que se caracteriza pelo desprendimento de luz e calor. O fogo tem sido responsável pela grande ocorrência de catástrofes ao longo dos anos. Para a extinção do fogo e evitar a sua propagação deve-se realizar a quebra da reação química denominada combustão, para tanto, temos equipamentos e medidas de proteções passivas e ativas de segurança contra incêndios. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 160. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 160/424 As proteções ativas são aquelas que são acionadas de forma manual ou automática, como extintores, hidrantes e mangotinhos, chuveiros automáticos (sprinklers), detecção e alarme, sinalização e iluminação de emergência. As proteções passivas são aquelas incorporadas ao sistema construtivo, sendo funcionais durante toda a existência normal do edifício, e que, em situação de incêndio, dificultam o crescimento e a propagação do fogo e facilitam a fuga dos ocupantes ou então o ingresso das ações de combate, pelo Corpo de Bombeiros ou Brigada de Incêndio. Essas medidas estão vinculadas a diversos elementos, destacando-se: compartimentação horizontal e vertical, saídas de emergência, resistência dos elementos estruturais, resistência da envoltória do edifício, distanciamento seguro entre edifícios e sistema de controle de fumaça natural. 9.10.2 Descrição dos Subsistemas e itens a verificar A inspeção deverá ser restrita aos seguintes itens: extintores; hidrantes; saídas de emergência; brigadas de incêndio (ABNT NBR 14276); sinalização de emergência, rota de fuga; e outros, em função da especificidade da construção conforme anexo 17 do Decreto 32.329/92. 9.10.3 Edificação Lotação / Saídas / Rotas de Fuga (Enfoque "Larguras"): Principais falhas : As falhas mais comuns encontradas nas saídas de emergência são:  Portas obstruídas por vasos ornamentais, móveis, materiais diversos e principalmente por lixeiras que são instaladas nas antecâmaras;  Portas corta-fogo em mau estado de funcionamento das fechaduras;  Portas corta-fogo abertas e travadas com objetos;  Portas corta-fogo sem o selo da ABNT – lembrar que muitas vezes o selo está coberto por tinta;  Iluminação de emergência autônoma com baterias vencidas e/ou descarregadas;  Circuito da iluminação de emergência que é alimentado por gerador de energia elétrica, sem combustível que aciona o gerador. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 161. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 161/424 Principais anomalias As anomalias mais comuns encontradas nas saídas de emergência são:  Portas que se abrem para o interior do edifício, onde o sentido correto é abrir para a saída da edificação;  Saída de emergência sem saída;  Saídas que na levam a uma área de descarga segura;  Saídas com menos de 1,20 m de largura, principalmente nas escadarias e antecâmaras;  Escadas enclausuradas à prova de fumaça sem ventilação exaustora que resista a quatro horas ininterruptamente;  Portas corta-fogo em mau estado de funcionamento das fechaduras;  Portas corta-fogo sem o selo da ABNT – lembrar que muitas vezes o selo está coberto por tinta;  Iluminação de emergência autônoma por bactérias vencidas e/ou descarregadas;  Iluminação de emergência por gerador, este sem combustível. Figura 59 – Ventilação - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. As portas das rotas de saída e aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas e em comunicação com os acessos e descargas devem abrir no sentido do trânsito de saída Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 162. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 162/424 Recomendações e orientações técnicas Para um melhor controle e segurança:  Toda saída de emergência deve ser inspecionada rotineiramente, ou mudar o layout;  Toda iluminação e sinalização devem ser inspecionadas e testadas, de acordo com recomendações dos fabricantes e/ou utilização;  O conjunto porta-fogo e o piso ao redor não deve ser lavado com água ou qualquer produto químico; a limpeza deve ser feita com pano úmido em água e em seguida utilizado um pano seco para a remoção, a fim de preservar o aço e a pintura que compõem o conjunto;  Todas as portas corta-fogo devem ser inspecionadas, aplicando óleo lubrificante nas dobradiças e maçanetas para garantia o seu perfeito funcionamento;  O sistema de trava eletrônica deve ser revisado rotineiramente. Itens a verificar:  Lotação das Edificações:  Pela NBR 9077  A população é calculada na proporção de 0,50 metros linear por pessoa, quando sentada, ou por cadeira móvel existente.  A densidade para público sentado, para fins de cálculo é de 4 pessoas por metro quadrado (1 pessoa/ 0,25 m²).  No caso de camarotes e outros setores que não possuam cadeiras fixas a densidade para fins de cálculo é de 4 pessoas por m² da área bruta.  Pela IT 12  A população é calculada na proporção de 0,50 metros linear por pessoa, quando sentada, ou por cadeira móvel existente.  A densidade para público sentado, para fins de cálculo é de 4 pessoas por metro quadrado (1 pessoa/ 0,25 m²).  No caso de camarotes e outros setores que não possuam cadeiras fixas a densidade para fins de cálculo é de 4 pessoas por m² da área bruta. Pelo COE : Tabela para cálculo de Lotação: Setor para público em pé: 0,40 Setor para público sentado: 1,00 Atividades não específicas ou administrativas: 7,00 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 163. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 163/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 164. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 164/424 Saídas com dimensionamento de acordo com Anexo 17 da Lei 11.228/1992 e Decreto 32.329, ou NBR 9077 ou IT 12 do Corpo de Bombeiros ou Portaria 014/Sehab-G/96. Para a NBR 9077 diz para unidade de passagem = 0,55metros : Portaria 014 para Locais Abertos temos : população C= 2,5 pessoas/m² e o tempo de escoamento T = 6 mins e V = 20m/min e N dado em metros direto. N = P / (C x T x V) Para a IT 12 temos: para os bombeiros a população de pé pode ser de até C = 4 pessoas / m² e o tempo de escoamento T = 12 min para uma velocidade V = 20m/min. N = P / (C x T x V) Para Locais fechados e cobertos usar o COE: Os espaços de circulação coletiva, ou vias de escoamento, serão constituídos por módulos de 0,30m (trinta centímetros) adequados ao escoamento de 30 (trinta) pessoas por módulo, respeitada a largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) para os espaços que vierem ser construídos. De acordo com suas características e dimensionamento, os espaços de circulação existentes serão adequados ao escoamento da população conforme tabela seguinte: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 165. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 165/424 Cada via de escoamento horizontal de um andar da edificação – corredor será dimensionada em razão da contribuição da lotação corrigida "Lc" dos ambientes e setores do andar, não podendo haver diminuição de sua largura no sentido da saída. A via de escoamento vertical, escada ou rampa, será dimensionada em razão do andar que detiver a maior lotação corrigida "Lc", apurada dentre o conjunto de andares que venham a utilizar esta via de escoamento. A via de escoamento vertical poderá ter dimensão variável, proporcional à lotação corrigida "Lc" de cada andar desde que, no sentido de saída, não haja diminuição de sua largura. Para as rampas descendentes no sentido do escoamento, poderá haver decréscimo de 2% (dois por cento) da largura calculada e para as ascendentes no sentido do escoamento, deverá haver acréscimo de 10% (dez por cento) da largura calculada.  As escadas Em qualquer edificação, os pavimentos sem saída em nível para o espaço livre exterior deverão ser dotados de escadas, enclausuradas ou não, as quais devem: a) quando enclausuradas, ser constituídas com material incombustível; b) quando não enclausuradas, além da incombustibilidade, oferecer nos elementos estruturais resistência ao fogo conforme Instrução Técnica CB-08 (Segurança Estrutural na Edificação); c) ter os pisos dos degraus e patamares revestidos com materiais resistentes à propagação superficial de chama, isto é, com índice “A” da ABNT NBR 9442; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 166. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 166/424 e) ser dotadas de corrimãos; f) atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas terminando obrigatoriamente no piso desta, não podendo ter comunicação direta com outro lanço na mesma prumada; g) ter os pisos com condições antiderrapantes, e que permaneçam antiderrapantes com o uso; Dimensionamento de degraus e patamares. Os degraus devem: a) ter altura h (ver figura 3) compreendida entre 16,0 cm e 18,0 cm, com tolerância de 0,05 cm; b) ter largura b (ver figura 3) dimensionada pela fórmula de Blondel: 63 cm <= (2h+b) >= 64 cm c) ser balanceados quando o lanço da escada for curvo (escada em leque) ou em espiral, quando se tratar de escadas não destinadas a saídas de emergências; d) ter, num mesmo lanço, larguras e alturas iguais e, em lanços sucessivos de uma mesma escada, diferenças entre as alturas de degraus de, no máximo, 5 mm; e) ter bocel (nariz) de 1,5 cm, no mínimo, ou, quando este inexistir, balanço da quina do degrau sobre o imediatamente inferior com este mesmo valor mínimo (ver figura 3). Figura 59 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 167. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 167/424 Figura 60 – Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. O lanço mínimo deve ser de três degraus e o lanço máximo, entre dois patamares consecutivos, não deve ultrapassar 3,70 m de altura. O comprimento dos patamares deve ser (ver figura 5) : a) dado pela fórmula: p = (2h + b)n + b em que o n é um número inteiro (1, 2 ou 3), quando se tratar de escada reta, medido na direção do trânsito; b) no mínimo, igual à largura da escada quando há mudança de direção da escada sem degraus ingrauxidos, não se aplicando neste caso, a fórmula anterior. Em ambos os lados de vão da porta, deve haver patamares com comprimento mínimo igual à largura da folha da porta. Figura 61 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 168. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 168/424 Figura 62 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Figura 63 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 169. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 169/424 Figura 64 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Figura 65 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 170. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 170/424 devem ser guarnecidas por corrimãos, conforme a NBR 9.077. As escadas deverão dispor de corrimão, instalado entre 0,80 m ( oitenta centímetros ) e 1,00 m ( um metro ) de altura conforme as seguintes especificações: a) apenas de um lado, para escada com largura inferior a 1,20 m ( um metro e vinte centímetros); b) de ambos os lados, para escada com largura igual ou superior a 1,20 m ( um metro e vinte centímetros ); c) intermediário quando a largura for igual ou superior a 2,40 m ( dois metros e quarenta centímetros ) de forma a garantir largura mínima de 1,20 m ( um metro e vinte centímetros ) para cada lance;  As escadas privativas e as escadas coletivas em curva não serão consideradas para o cálculo do escoamento da população.  As escadas coletivas deverão ser descontínuas a partir do pavimento correspondente à soleira de ingresso da edificação, de forma a orientar o usuário ao exterior.  As edificações devem estar providas de Guarda-Corpos conforme NBR 14718 e Corrimãos conforme NBR 9050/04: Guarda-corpos e balaustradas Toda saída de emergência, corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias, patamares, escadas, rampas e outros, deve ser protegida de ambos os lados por paredes ou guardas (guarda-corpos) continuas, sempre que houver qualquer desnível maior de 19 cm, para evitar quedas. A altura das guardas, internamente, deve ser, no mínimo, de 1,05 m ao longo dos patamares, corredores, mezaninos, podendo ser reduzida para até 92cm nas escadas internas, quando medida verticalmente do topo da guarda a uma linha que una as pontas dos bocéis ou quinas dos degraus. A altura das guardas em escadas externas, de seus patamares, de balcões e assemelhados, deve ser de, no mínimo, 1,30 m, medido como especificado em Corrimãos Os corrimãos deverão ser adotados em ambos os lados das escadas ou rampas, devendo estar situados entre 80 cm e 92 cm acima do nível do piso, sendo em escadas, esta medida tomada verticalmente da forma especificada em Figura 10: Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 171. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 171/424 Figura 66 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Uma escada pode ter corrimãos em diversas alturas, além do corrimão principal na altura normal exigida; em escolas, jardins-de-infância e assemelhados, se for o caso, deve haver corrimãos nas alturas indicadas para os respectivos usuários, além do corrimão principal. Os corrimãos devem ser projetados de forma a poderem ser agarrados fácil e confortavelmente, permitindo um contínuo deslocamento da mão ao longo de toda a sua extensão, sem encontrar quaisquer obstruções, arestas ou soluções de continuidade. No caso de secção circular, seu diâmetro varia entre 38 mm e 65 mm (ver figura 11). Os corrimãos devem estar afastados 40 mm no mínimo, das paredes ou guardas às quais forem fixados. Não são aceitáveis, em saídas de emergência, corrimãos constituídos por elementos com arestas vivas, tábuas largas e outros (ver figura 11). Figura 67 –Escadas- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 172. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 172/424 Rampas: O uso de rampas é obrigatório nos seguintes casos: a) para unir dois pavimentos de diferentes níveis em acesso a áreas de refúgio; b) na descarga e acesso de elevadores de emergência; c) sempre que a altura a vencer for inferior a 0,48 m, já que são vedados lanços de escadas com menos de três degraus; d) quando a altura a ser vencida não permitir o dimensionamento equilibrado dos degraus de uma escada; e) para unir o nível externo ao nível do saguão térreo das edificações em que houver usuários de cadeiras de rodas (ver NBR-9050).        As rampas não podem terminar em degraus ou soleiras, devendo ser precedidas e sucedidas sempre por patamares planos. Os patamares das rampas devem ser sempre em nível, tendo comprimento mínimo de 1,20 m, medidos na direção do trânsito, sendo obrigatórios sempre que houver mudança de direção ou quando a altura a ser vencida ultrapassar 3,70m. As rampas podem suceder um lanço de escada, no sentido descendente de saída, mas não podem precedê-lo. Não é permitida a colocação de portas em rampas; estas devem estar situadas sempre em patamares planos, com largura não-inferior à da folha da porta de cada lado do vão. O piso das rampas deve ser antiderrapante. As rampas terão inclinação máxima de 10 % ( dez por cento ) quando forem meio de escoamento vertical da edificação, sendo que sempre que a inclinação exceder a 6 % ( seis por cento ) o piso deverá ser revestido com material anti-derrapante. Para acesso de pessoas portadoras de deficiências físicas, o imóvel deverá ser obrigatoriamente, dotado de rampa com largura mínima de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) e a inclinação não pode exceder 8,33% para vencer desnível entre o logradouro público ou área externa e o piso correspondente à soleira de ingresso às edificações destinadas a: o local de reunião com mais de 100 (cem pessoas); o qualquer outro uso com mais de 600 (seiscentas) pessoas.  Pela NBR 9077, a largura mínima de uma rampa para ser considerada saída de emergência é de 1,65m, correspondente a três unidades de passagem de 55 cm e 2,20 m de largura, correspondente a quatro unidades de passagem de 55 cm, para as rampas, acessos às rampas (corredores e passagens) e descarga das rampas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 173. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 173/424 PORTAS As portas das rotas de saída e aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas e em comunicação com os acessos e descargas devem abrir no sentido do trânsito de saída (ver figura 3333). As larguras, vão livre ou “luz” das portas, comuns ou corta-fogo, utilizadas nas rotas de saída, deve ser dimensionada como estabelecido em 5.4, admitindo se uma redução no vão de luz, isto é, no livre, das portas em até 75 mm de cada (golas), para o contramarco e alizares. As portas devem ter as seguintes dimensões mínimas de luz: a) 80 cm, valendo por uma unidade de passagem; b) 90 cm, valendo por duas unidades de passagem; c) 1,50 m, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem. Notas: a) Porta com dimensão maior ou igual a 2,20 m, exige-se coluna central. b) As portas das antecâmaras das escadas à prova de fumaça e das paredes corta-fogo devem ser do tipo corta-fogo (PCF), obedecendo a NBR 11742, no que lhe for aplicável. c) As portas das antecâmaras, escadas e outros devem ser providas de dispositivos mecânicos e automáticos, de modo a permanecerem fechadas, mas destrancadas, no sentido do fluxo de saída, sendo admissível que se mantenham abertas, desde que disponham de dispositivo de fechamento, quando necessário. d) Se as portas dividem corredores que constituem rotas de saída, devem:  ter condições de reter a fumaça e ser providas de visor transparente de área mínima de 0,07 m², com altura mínima de 25 cm;  abrir no sentido do fluxo de saída; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 174. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos   Rev. B 16/07/2011 Folha 174/424 abrir nos dois sentidos, caso o corredor possibilite saída nos dois sentidos. Em salas com capacidade acima de 100 pessoas e nas rotas de saída dos locais de reunião com capacidade acima de 100 pessoas, as portas de comunicação com os acessos, escadas e descarga devem ser dotadas de ferragem do tipo antipânico, conforme NBR 11785. Portas "Corta Fogo" e Barras "Anti-Pânico":  Portas "Corta Fogo” NBR 11742 e Barras Anti-Pânico NBR 11785.  Verificar regulagem das molas e dobradiças  Devem ser mantidas desobstruídas e abertas.  Erros comuns: a) Portas corta-fogo instaladas acima de 1cm da soleira da porta permitindo que volume maior de fumaça a atravesse; b) Portas corta-fogo mantidas abertas por calços, vasos ou tijolos; c) Portas corta-fogo que não fecham automaticamente com a passagem das pessoas; d) Portas corta-fogo sem patamares anterior e posterior a ela; e) Portas corta-fogo sem placa de marca de conformidade; f) Venezianas de entrada e saída de ar e fumaça dos dutos de ventilação com elementos que não garantem a área mínima de ventilação de 0,84m²; g) Instalação de fiação de antenas, prumadas elétricas e até tubulações de gás; h) Obstrução por vasos, sacos de lixo, materiais de construção, móveis, etc; i) Fixação de corrimãos com buchas e parafusos nas paredes, que não garantem um mínimo de resistência ao arrancamento; j) Escada de emergência que não termina no térreo (descarga), mas continua até o subsolo; k) Corrosão na parte inferior da porta, furando a mesma ou criando abertura superior a 1cm. RECOMENDAÇÕES:  O conjunto porta corta fogo e o piso ao redor não devem ser lavados com água ou qualquer produto químico, a limpeza deve ser feita com pano úmido em água e em seguida utilizado um pano seco para a remoção, a fim de preservar o aço e a pintura que compõe o conjunto.  Todas as PCF – Portas corta fogo deve ser inspecionada a cada pelo menos 3 meses, aplicando óleo lubrificante nas dobradiças e maçanetas para garantir o seu perfeito funcionamento.  Verficação diária de obstrução e das condições de fechamento (manter fechadas) Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 175. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos        Rev. B 16/07/2011 Folha 175/424 Sistema de Isolamento de Risco: Verificar isolamento do pavimento térreo e do subsolos. E entre pavimentos e estacionamentos. Serão toleradas instalações elétricas impróprias o espaço protegido, desde que satisfeitas as exigências da NBR 5410, assegurando proteção adequada. As escadas protegidas, em todos os pavimentos exceto no(s) pavimento(s) de saída, somente poderão ter comunicação com outros recintos interiores à edificação através de vestíbulos/antecâmaras também protegidos. Os vestíbulos/antecâmaras deverão ter suas dimensões atendendo à proporção de 1:1,5, sendo a menor dimensão maior ou igual à largura da escada. Os vestíbulos/antecâmaras deverão ter ventilação obrigatória, de modo a protegê-los da entrada de gases e fumaça, através de uma das seguintes condições: a) ventilação natural, através de abertura voltada para o exterior, com área mínima igual a 50% (cinqüenta por cento) da superfície de seu lado maior, distanciada no mínimo 5,00m (cinco metros) de outra abertura da mesma edificação; b) ventilação forçada artificial, com funcionamento automático no caso de falta de energia, dimensionada de acordo com as N.T.O.; c) ventilação natural, através de abertura com o mínimo de 0,70m2 (setenta decímetros quadrados) para duto de ventilação, que deverá ter: d) área mínima "Av" obtida pela fórmula: Av = 0,03m x Hd, respeitada a área mínima de 1,00m2 (um metro quadrado) onde "Hd" é a altura total do duto, não sendo admitido o escalonamento; seção transversal capaz de conter um círculo de 0,70m (setenta centímetros) de diâmetro; e) tomada de ar exterior em sua base, diretamente para andar aberto ou para duto horizontal com dimensões não inferiores à metade das exigidas para o duto vertical, e saída de ar situada 1,00m (um metro) no mínimo acima da cobertura, contígua ao duto; f) paredes resistentes a duas horas de fogo (RF-120). São considerados como espaço de circulação protegido, os seguintes tipos de escadas: a) Escada aberta para o exterior, limitada à altura máxima de 27,00m (vinte e sete metros) sem obrigatoriedade de comunicação através de vestíbulo/antecâmara protegidos, desde que: possua ventilação natural através de abertura em, pelo menos, 50% (cinqüenta por cento) de seu perímetro, com altura igual ou superior à metade do seu pé-direito; as aberturas estejam distanciadas, no mínimo, 5,00m (cinco metros) de outra abertura da mesma edificação; a face aberta da escada esteja distanciada, no mínimo, 5,00m (cinco metros) de Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 176. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos b) c) d) e) Rev. B 16/07/2011 Folha 176/424 outra edificação no mesmo lote e 3,00m (três metros) das divisas do imóvel. Escada pressurizada, dimensionada de acordo com as NTO, garantido o seu funcionamento automático no caso de falta de energia, comunicando-se através de vestíbulo/antecâmara protegidos; Escada Fechada sem iluminação natural, comunicando-se através de vestíbulo/antecâmara protegidos; Escada Fechada, com iluminação natural através de abertura para o exterior com área máxima de 0,50m² (cinqüenta decímetros quadrados) distanciada, no mínimo, 3,00m (três metros) de outra abertura da edificação e das divisas do imóvel, comunicando-se através de vestíbulo/antecâmara protegidos. Escadas "protegida", "enclausurada" e "à prova de fumaça", conforme NTO - NBR 9077, de acordo com os limites fixados na tabela 2 desta Norma. Obs: As escadas podem ser eventualmente substituídas por: a) interligação entre blocos no mesmo lote ou entre edificações vizinhas, por passarela e/ou passadiço protegido,; b) áreas de refúgio, delimitadas por elementos construtivos resistentes ao fogo RF-120 (parede e piso) e RF-90 (portas) situadas, no mínimo, a cada 4 (quatro) andares, com capacidade para abrigar 50% (cinqüenta por cento) da lotação total dos andares superiores, na proporção de 0,50m² (cinqüenta decímetros quadrados) por pessoa, interligadas à escada protegida.  A edificação, exceto a de uso residencial, deverá ter seus espaços compartimentados em Setores de Incêndio, com área menor ou igual a 2.000m² (dois mil metros quadrados) delimitados por elementos RF-120 (parede e piso) e RF-60 (portas); serão subdivididos em subsetores com área menor ou igual a 500m² (quinhentos metros quadrados) delimitados por elementos RF-60 (paredes e pisos) e RF-30 (portas) quando ultrapassarem os limites de altura ou população, estabelecidos de acordo com sua destinação, conforme os seguintes parâmetros: a) tratamento de saúde, comércio e educação, com altura superior a 15,00m (quinze metros); b) locais de reunião, com lotação superior a 700 (setecentas) pessoas; c) outros, com altura superior a 27,00m (vinte e sete metros). OBS: A compartimentação prevista neste item poderá ser substituída pela instalação de chuveiros automáticos em toda a área. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 177. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 177/424 Plano de emergência Todo edifício comercial ou residencial deve ter um plano de emergência para abandono do prédio em caso de incêndio. Um plano de emergência deve conter:  Procedimentos do supervisor;  Procedimentos da brigada de incêndio;  Procedimentos dos ocupantes do prédio;  Planta do edifício;  Localização do equipamento de combate a incêndio;  Localização das rotas de fuga;  Ponto de reunião fora do edifício;  A formação da brigada de incêndio é obrigatória, segundo determinação do Corpo de Bombeiros;  Ela deve ser composta por funcionários e usuários voluntários da edificação, que deverão passar por treinamentos periódicos. Quando o plano estiver pronto, providenciar:  Comunicação do conteúdo do plano a todos os ocupantes de edifício;  Sinalização das instalações (saídas, extintores, hidrantes etc.);  Treinamento de abandono do edifício; um bombeiro ou profissional habilitado poderá auxiliar nessa tarefa.      Abandono do prédio em chamas O abandono de um edifício em chamas deve ser feito pelas escadas, com calma, sem afobamentos; Nunca use o elevador para sair de um prédio onde há um incêndio; Se um incêndio ocorrer em seu escritório ou apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez. Combate? Se você ficar preso em meio à fumaça, respire pelo nariz, em rápidas inalações. Se possível, molhe um lenço e utilize-o como máscara improvisada. Procure rastejar para a saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão. Se possível, fique perto de uma janela, de onde poderá chamar por socorro; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 178. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos         Rev. B 16/07/2011 Folha 178/424 Use as escadas, nunca o elevador. Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo; Se você ficar preso em uma sala cheia de fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é sempre melhor. Se possível, fique perto de uma janela, de onde poderá chamar por socorro. Repetitivo eliminar; Toque a porta com o dorso da sua mão. Se estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça este teste: abra vagarosamente e fique atrás da porta, se sentir calor ou pressão vindo por meio da abertura, mantenha-a fechada; Se você não puder sair, mantenha-se atrás de uma porta fechada. Qualquer porta serve como couraça.Procure um lugar perto de janelas, e abra-as em cima e embaixo. Calor e fumaça devem sair por cima. Você poderá respirar pela abertura inferior; Procure conhecer o equipamento de combate a incêndio para utilizá-lo com eficiência em caso de emergência; Um prédio pode lhe dar várias opções de salvamento. Conheça-as previamente. NÃO salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos; Se houver pânico na saída principal, mantenha-se afastado da multidão. Procure outra saída. Uma vez que você tenha conseguido escapar, NÃO RETORNE; Chame o Corpo de Bombeiros imediatamente. 9.10.4) Materiais Combustíveis:    O material empregado na decoração dos ambientes e aquele armazenado em função da própria utilização da edificação, constituirão fator agravante de risco se obstruírem os espaços de circulação ou reduzirem o fluxo de pessoas. Ver também Decreto estadual 46.076 e NR 8 Ficam classificados os principais materiais comumente utilizados nas edificações, conforme dispõe o item 12.5.3 do COE, nas classes I, II, III e IV, de acordo com a listagem da Seção 12.E, do ANEXO 12 do Decreto 32.329/92. Para formulação das exigências relativas à segurança de uso admitir-se-ão as seguintes equivalências entre quantidades, definidas em peso, de materiais incluídos nas diferentes classes: 1kg da classe III, eqüivale a 10kg da classe II que eqüivale a 100kg da classe I. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 179. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 179/424 9.10.5) Extintores: Descrição e finalidade do sistema: Considerado um dos principais agentes extintores, são aparelhos de acionamento manual, destinados a combater princípios de incêndio. Itens de Verificação     Verificar existência, instalação carga e selos de validade. Caso possível verificar adequação / inadequação pelo selo de indicação constante no cilindro. Os extintores de incêndio devem ser apropriados para o local a ser protegido Cada pavimento deve possuir, no mínimo, dois extintores, sendo um de água pressurizada e outro de pó químico seco ou gás carbônico. É permitida a instalação de duas unidades extintoras iguais de Pó ABC. Extintores obstruídos por qualquer material. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 180. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos           Rev. B 16/07/2011 Folha 180/424 Extintores sem o selo do INMETRO. Extintores sem o selo de recarga/ manutenção dentro das especificações da NBR 12962. Extintores sem a indicação de classe a que se emprega. Extintores sem sinalização, inclusive aqueles que estão em pilares. O acesso aos extintores não está obstruído. Os manômetros indicam pressurização (faixa verde ou amarela). O aparelho não apresenta vazamento. Os bicos e as válvulas da tampa estão desentupidos. Extintores instalados acima da altura permitida em norma de 1,60 m. Extintores de modo a atender decreto estadual do corpo de bombeiros: Informações técnicas conforme IT 21 do Corpo de Bombeiros: Classe de extintores: -Extintores de incêndio CLASSE A - ensaio de fogo em engradado de madeira -Extintores de incêndio CLASSE B - ensaio de fogo em líquido inflamável -Extintores de incêndio CLASSE C - ensaio de fogo em envolvendo instalações elétricas. Tipos de extintores: a) Carga d’água – Classe A b) Carga de espuma mecânica – Classe A/B c) Carga de Dióxido de Carbono (CO2) – B/C d) Carga de Pó BC – B/C e) Carga de Pó ABC – A/B/C f) Carga de compostos halogenados – B/C. Área de proteção máxima por unidade extintora: a) Risco baixo: 500 m2 b) Risco médio: 250 m2 c) Risco alto: 150 m2 Distancia. O operador não deve percorrer mais que: a) Risco baixo: 25 m b) Risco médio: 20 m c) Risco alto: 15 m RECOMENDAÇÕES:  Leve qualquer irregularidade ao conhecimento de um responsável, para que a situação seja rapidamente sanada.  A recarga do extintor deve ser feita: o Imediatamente após o uso. o Caso ele esteja despressurizado (manômetro na faixa vermelha). o Após ele ser submetido a teste hidrostático. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 181. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 181/424 o Se o material estiver empedrado.  Mesmo que o extintor não tenha sido usado, a recarga deve ser feita: o Após um ano – tipo espuma. o Após três anos – tipo pó químico seco e água pressurizada. o Extintores de água pressurizada devem ser recarregados a pelo menos cada 5 anos ou utilização. o Semestralmente – se houver diferença de peso que exceda 5%, tipo pó químico seco e água pressurizada; 10%, tipo CO2.    Esvazie os extintores antes de enviá-los para recarga. Programe a recarga de forma a não deixar os locais desprotegidos. A época de recarga deve ser aproveitada para o treinamento das equipes de emergência. Devem ser recarregados os extintores em que forem constatados vazamentos, diminuição de carga ou pressão e vencimento de carga.   O Corpo de Bombeiros exige uma inspeção anual de todos os extintores, além de testes hidrostáticos a cada cinco anos, por firma habilitada. Figura 68 –Extintores - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 182. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 182/424 Figura 69 –Uso de Extintores – Cartilha do CONTRU. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 183. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 183/424 9.10.5) Sistema de Hidrantes e Mangotes: Descrição e finalidade do sistema O sistema hidráulico de hidrantes é um tipo de proteção instalado em edifícios, destinado ao combate de incêndios. É composto de um reservatório de incêndio, bomba de recalque, tubulação, abrigo de mangueira e registro de recalque. Figura 70 – Hidrantes e Mangotinhos – Cartilha do Contru. Principais falhas As falhas mais comuns encontradas em hidrantes são:           A falta de conservação e sinalização das bombas de incêndio; Dispositivos de alarme e comando das bombas quebradas e/ou em mau estado de conservação; Mau estado de conservação das caixas de hidrantes, principalmente a abertura das portas, pois é comum estarem emperradas pela oxidação ou camada grossa de pintura; Mangueiras dos hidrantes enroladas inadequadamente, sem esguicho e chave de aperto (Falta de Chave Stortz); Caixas de hidrantes sem os vidros de visualização e proteção das mangueiras; Mangueiras furadas ou cortadas; Falta de mangueiras; Registro emperrado. Deve estar presente em construções com mais de 750 m² ou 12 metros de altura Os abrigos podem ser construídos de materiais metálicos, de madeira, de fibra, ou de vidro, podendo ser pintados em qualquer cor, desde que sinalizados com a palavra “ HIDRANTE”, além da sinalização dos equipamentos de proteção contra incêndios, constantes na IT n. 20 – “Sinalização de Emergência”. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 184. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos      Rev. B 16/07/2011 Folha 184/424 Fica isenta a instalação de hidrantes ou mangotinhos em edículas, mezaninos, escritórios em andar superior, porão e subsolo de até 200 m2 desde que o caminhamento de apenas uma mangueira de incêndio do hidrante ou mangotinho do pavimento mais próximo assegura sua proteção e o acesso aos locais citados não seja através de escadas enclausuradas. Fica isenta a instalação de hidrante ou de mangotinhos em zeladoria, casas de máquinas, barriletes,etc., localizadas nas aberturas do edifícios, com área inferior a 70 m2, desde que o caminhamento de apenas uma magueira de incêndio do hidrante ou mangotinho do pavimento inferior assegure sua proteção. Os hidrantes ou mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que qualquer ponto da área a ser protegida seja alcançado por um esguicho para os sistemas 1,2 e 5 e dois esguichos para o sistema 3 e 4, considerando-se o comprimento da(s) mangueira(s) e seu trajeto real. Edificações adaptadas: a) Os hidrantes ou mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que qualquer ponto da párea protegida possa ser alcançado por jato d’água, considerando-se o caminhamento de 45 m de mangueira para incêndio. b) São toleradas as instalações de hidrantes em posições centrais, afastadas até 10 m de portas, escadas, rampas e acessos aos pavimentos. As portas dos abrigos dos hidrantes: a) podem ser pintadas em outra cor, mesmo quando metálicas, combinando com a arquitetura e decoração do ambiente, desde que as mesmas estejam devidamente identificadas com o dístico “incêndio” – fundo vermelho com inscrição na cor branca ou amarela; b) podem possuir abertura no centro com área mínima de 0,04 m2, fechada com material transparente (vidro, acrílico, etc.), identificado com o dístico “incêndio” – fundo vermelho com inscrição na cor branca ou amarela. Principais anomalias As anomalias mais comuns encontradas em hidrantes são:        Divisórias instaladas impedindo o acesso aos hidrantes; Portas que se abrem e obstruem os hidrantes; Hidrantes instalados em espaços inadequados, como portas que não são abertas a 180º. Mangueiras acondicionadas em espiral, quando deveriam estar aduchadas; Falta de esguicho ou chave de mangueiras nos abrigos para hidrantes; Registro fechado na tubulação principal de alimentação; Instalações em PVC internas às edificações; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 185. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos    Rev. B 16/07/2011 Folha 185/424 Canalizações executadas sem correto ancoramento e sem solda apropriada nas junções; Obstrução ao acesso dos equipamentos; Registro de recalque em caixa sem drenagem, obstruído ou incompleto; Recomendações e orientações técnicas Para um melhor controle e prevenção no tocante ao equipamento e sua utilização, têm-se algumas orientações:       Toda mangueira deve ser inspecionada e ensaiada hidrostaticamente antes de ser colocada em uso; Toda mangueira de ser inspecionada de acordo com a periodicidade recomendada pelo fabricante; Para limpeza e lavagem das mangueiras, utilizar somente água potável e secá-las à sombra interna e externamente; O sistema deve ser dotado de alarme audiovisual, indicativo do uso de qualquer ponto de hidrante que é acionado; O sistema de hidrante de ser utilizado, preferencialmente, por duas pessoas, atentando para: retirar a mangueira, acoplar as adaptações da mangueira no esguicho e no registro do hidrante, utilizar a chave de mangueira, quando necessário, abrir o registro, ligar a bomba, iniciar o teste em forma de combate; A mangueira de ser dobrada em ziguezague, a fim de facilitar sua rápida utilização. Figura 71 – Hidrantes - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial – Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 186. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 186/424 9.10.6 Sistemas de Instalações Fixas de Combate a Incêndios Descrição do Sistema: As instalações fixas de combate a incêndios destinam-se a detectar o início do fogo e resfriá-lo. Os tipos são:  Detector de fumaça.  Detector de temperatura.  Detector de chama.  Sprinklers: redes de pequenos chuveiros no teto dos ambientes.  Dilúvio: gera um nevoeiro d'água.  Cortina d'água: rede de pequenos chuveiros afixados no teto e alinhados para, quando acionados, formar uma cortina d'água.  Resfriamento: rede de pequenos chuveiros instalados ao redor e no topo de tanques de gás, petróleo, gasolina e álcool. Geralmente são usados em áreas industriais.  Halon: a partir de posições tomadas pelo Ministério da Saúde, o Corpo de Bombeiros NÃO tem recomendado a utilização desse sistema, uma vez que seu agente é composto por CFC, destruidor da camada de ozônio. Figura 72 Sensor misto Fumaça e Temperatura – Fotografia CONTRU 2010. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 187. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 187/424 9.10.7 Sistema de Chuveiros Automáticos - Sprinkler Descrição e finalidade do sistema É um sistema de proteção contra incêndio, pelo método de resfriamento, destinado a projetar água em forma de chuva, integrado por rede de abastecimento, reservatório, elemento sensível e bombas. A instalação desse tipo de proteção será obrigatória quando não forem atendidos os limites estabelecidos para a compartimentação horizontal e vertical para a edificação, em função da altura, ocupação e área construída, não sendo necessária a sua instalação em unidades residenciais. Principais anomalias. Nos chuveiros automáticos, as anomalias mais comuns são:         Os fios elétricos de alimentação das bombas de recalque, quando dentro de área protegida pelos chuveiros automáticos, sem a devida proteção contra danos mecânicos e químicos, fogo e umidade; Sistema instalado inadequadamente, ou seja, sem finalidade; Alteração de ocupação da área de utilização, sem readequação do sistema de chuveiros automáticos. Tem que der certificados conforme as normas ABNT NBR 6135 e 6125 Os fundamentos da proteção contra incêndios das edificações com sprinklers estão baseados no princípio da descarga automática de água, com densidade suficiente para controlar ou extinguir os focos iniciais de incêndio A distribuição dos sprinklers deve ser por toda a área protegida; A interferência à descarga de água por obstruções deve ser mínima, de acordo com as normas; Os Sprinklers não podem, estar muito longe do telhado nem dentro de cubículos determindas pelas vigas. A escolha da localização em relação ao teto ou ao telhado deve ser bem estudada para se obter uma sensibilidade adequada para o acionamento, em função de acúmulo mais rápido de calor junto ao sprinkler; Principais falhas:    Detectores sujos e/ou pintados, sendo que os mesmos devem estar limpos e sem resíduos de sujeira, pois a temperatura nominal de funcionamento sofreria alterações; Chuveiros automáticos com área de atuação prejudicada por divisórias, materiais, luminárias, empilhamento de materiais etc.; Materiais como fios, encanamentos etc. amarrados nas tubulações do sistema. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 188. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos        Rev. B 16/07/2011 Folha 188/424 Os Sprinklers não podem apresentar marcar de ferramentas. Eles somente ser instalados com ferramentas específicas para a função, evitando desta forma danos ao equipamento; Os Sprinklers não podem ser pintados Não é permitido pendurar objetos nos sprinklers; Verificar se são realizados periodicamente checagem visual para verificar a integridade dos sprinklers ; Verificar se foram testados os componentes do sistema (bombas, válvulas, tubulações, ...) e a pressurização do sistema como um todo; Verificar a existência na edificação, em local adequado, uma pequena reserva de sprinklers para que, no momento em que a troca de uma ou mais peças forem necessárias, não haja necessidade de realizar uma busca urgente no mercado; Erros Comuns: a) Falta de chuveiros automáticos de reserva; b) Gongo hidráulico não funcionando; c) Chuveiros automáticos distantes do teto, sem coletor de calor; d) Falta de drenos e conexões remotas de teste do sistema; e) Falta de sinalização no registro de recalque; f) Falta de conexão de ensaio da bomba; g) Falta de canalização de retorno do recalque da bomba ao reservatório para evitar o aquecimento (6mm); h) Falta de pessoal treinado, embora uma equipe tenha sido declarada no projeto sem saberem que tinham sido indicados; Recomendações e orientações técnicas Para um melhor controle e segurança:   Todo edifício deve ter um estoque mínimo de detectores sobressalentes para a reposição imediata, caso necessário; Todo o sistema de chuveiros automáticos deve ser inspecionado de acordo com recomendações dos fabricantes ou utilização e/ou mudança de layout. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 189. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 189/424 9.10.8 Sistema de Iluminação de Emergência: Descrição do Sistema A iluminação de emergência, que entra em funcionamento quando falta energia elétrica, pode ser alimentada por gerador ou bateria e acumuladores (nãoautomotiva). Principais Anomalias e Falhas:  Sistema de iluminação de emergência de acordo com NBR 10.898/99.  Nos locais de Reunião, as áreas comuns, por onde existam rotas de fuga, devem possuir iluminação de Balizamento, independente da rede geral, que atenda à NBR 10.898.  Os corredores, escadas, banheiros e áreas comuns por onde existam rotas de fuga devem possuir iluminação de emergência, independente da rede geral, que atenda à NBR 10.898.  Sistema de aclaramento (<= 3 lux) -> luz tênue mínima em platéias escuras.  Sistema de Balizamento (<= 5 lux) -> luz tênue mimina indicativa de rotas e saídas em platéias escuras.  Erros Comuns: a) Alguns pontos de luz ou todo o sistema desativado; b) Falta, parcial ou total, de solução nos acumuladores; c) Pontos de luz com luminosidade insuficiente para o local, decorrente de potência da central, fiação ou lâmpadas subdimensionadas; d) Não cumprimento da instalação de todos os pontos de luz que foram previstos no projeto aprovado; e) Instalação ou alteração de divisórias sem revisão do projeto; f) Substituição do fusível por pedaços de metal; papel laminado de cigarro e similares; Recomendaçôes e Orientaçôes  Faça constantemente a revisão dos pontos de iluminação.  A iluminação de emergência é obrigatória também nos elevadores.  Baterias As baterias devem ser instaladas acima do piso e afastadas da parede, em local seco, ventilado e sinalizado. Providencie a manutenção periódica das baterias. De acordo com as indicações do fabricante, devem ser verificados seus terminais (pólos) e a densidade do eletrólito. Figura 73 – Bloco autônomo desligado da tomada. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 190. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 190/424 9.10.9 Sistema de Sinalização: Descrição Geral segundo a IT 20 do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo, NBR 13434:1995 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Formas, dimensões e cores – Padronização, NBR 13435:1995 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Procedimento e NBR 13437:1995 – Símbolos gráficos para sinalização contra incêndio e pânico – Simbologia Cores 1. Cores de sinalização - as cores de segurança e cores de contraste são apresentadas na Tabela abaixo: 2. Cores de segurança - a cor de segurança deve cobrir, no mínimo, 50% da área do símbolo, exceto no símbolo de proibição, onde este valor deve ser, no mínimo, de 35%. A essa cor é atribuída uma finalidade ou um significado específico de segurança. 3. Aplicação das cores de segurança: a) Vermelha - utilizada para símbolos de proibição, emergência, e identifi cação de equipamentos de combate a incêndio e alarme; b) Verde - utilizada para símbolos de orientação e salvamento; c) Preta - utilizadas para símbolos de alerta e sinais de perigo. 4. Cores de contraste - as cores de contraste são a branca ou amarela, conforme especifi cado na Tabela 3, para sinalização de proibição e alerta, respectivamente. Essas cores têm a finalidade de contrastar com a cor de segurança, de modo a fazer com que esta se sobressaia. 5. As cores de contraste devem ser fotoluminescentes, para a sinalização de orientação e salvamento e de equipamentos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 191. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 191/424 Formas geométricas e dimensões para a sinalização de emergência 1. Dimensões básicas da sinalização A > L2 2000 Onde: A = Área da placa, em m2 . L = Distância do observador à placa, em m (metros). Esta relação é válida para L < 50 m, sendo que deve ser observada a distância mínima de 4 m, conforme Tabela I 2. A Tabela 1 apresenta dimensõesvalores referenciais para algumas distâncias pré-definidas. 3. Formas da sinalização: a) Circular - utilizada para implantar símbolos de proibição e ação de comando (ver forma geométrica da Tabela 1); b) Triangular - utilizada para implantar símbolos de alerta (ver forma geométrica da Tabela 1); c) Quadrada e retangular - utilizadas para implantar símbolos de orientação, socorro, emergência, identificação de equipamentos utilizados no combate a incêndio, alarme e mensagens escritas (ver forma geométrica da Tabela 2). 4. Sinalização de proibição: a) Forma: circular; b) Cor de contraste: branca; c) Barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; d) Cor do símbolo: preta; e) Margem (opcional): branca. 5. Sinalização de alerta: a) Forma: triangular; b) Cor do fundo (cor de contraste): amarela; c) Moldura: preta; d) Cor do símbolo (cor de segurança): preta; e) Margem (opcional): amarelo. 6. Sinalização de orientação e salvamento: a) Forma: quadrada ou retangular; b) Cor do fundo (cor de segurança): verde; c) Cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; d) Margem (opcional): fotoluminescente. 7. Sinalização de equipamentos: a) Forma: quadrada ou retangular; b) Cor de fundo (cor de segurança): vermelha; c) Cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; d) Margem (opcional): fotoluminescente. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 192. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 192/424 Altura mínima das letras em placa de sinalização em função da distância de leitura 1 No caso de emprego de letras, elas devem ser grafadas obedecendo à relação: h > L / 125 Onde: h= Altura da letra, em metros. L= Distância do observador à placa, em metros. 2. A Tabela abaixo, apresenta valores de altura de letra para distâncias predefi nidas. Todas as palavras e sentenças devem apresentar letras em caixa alta, fonte Univers 65 ou Helvetica Bold. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 193. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 193/424 4. Simbologia para a Sinalização de Emergência As formas geométricas e as cores de segurança e de contraste devem ser utilizadas somente nas combinações descritas a seguir, a fim de obter quatro tipos básicos de sinalização de segurança, observando os requisitos das tabelas apresentadas para proporcionalidades paramétricas e os requisitos da para as cores. Sinalização de proibição - a sinalização de proibição deve obedecer a: a) Forma: circular; b) Cor de contraste: branca; c) Barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; d) Cor do símbolo: preta; e) Margem (opcional): branca; f) Proporcionalidades paramétricas. Sinalização de alerta - a sinalização de alerta deve obedecer a: a) Forma: triangular; b) Cor do fundo (cor de contraste): amarela; c) Moldura: preta; d) Cor do símbolo (cor de segurança): preta ; e) Margem (opcional): branca; f) Proporcionalidades paramétricas. Sinalização de orientação e salvamento - a sinalização de orientação deve obedecer a: a) Forma: quadrada ou retangular; b) Cor do fundo (cor de segurança): verde; c) Cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; d) Margem (opcional): fotoluminescente; e) Proporcionalidades paramétricas. Sinalização de equipamentos - a sinalização de equipamentos de combate a incêndio deve obedecer: a) Forma: quadrada ou retangular; b) Cor de fundo (cor de segurança): vermelha; c) Cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; d) Margem (opcional): fotoluminescente; e) Proporcionalidades paramétricas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 194. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 194/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 195. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 195/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 196. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 196/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 197. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 197/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 198. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 198/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 199. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 199/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 200. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 200/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 201. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 201/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 202. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 202/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 203. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 203/424 Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 204. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 204/424 9.10.10 Sistema de Detecção e Alarme Contra Incêndio:          Sistema de detecção e alarme contra incêndio de acordo com NBR 17240/2010. Todo sistema deve ter duas fontes de alimentação. A principal é a rede de tensão alternada e a auxiliar é constituída por baterias ou no-break. Quando a fonte de alimentação auxiliar for constituída por bateria de acumuladores, esta deve ter autonomia mínima de 24 horas em regime de supervisão, sendo que o regime de alarme deve ser de no mínimo 15 minutos, para suprimento das indicações sonoras e/ou visuais ou o tempo necessário para a evacuação da edificação. As centrais de detecção e alarme deverão ter dispositivo de teste dos indicadores luminosos e dos sinalizadores acústicos. A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, em qualquer ponto da área protegida até o acionador manual mais próximo, não deve ser superior a 30 (trinta) metros. A distância máxima a ser percorrida, livre de obstáculos, por uma pessoa em qualquer ponto da área protegida até o acionador manual mais próximo não deve ser superior a 16 m e a distância entre os acionadores não deve ultrapassar 30 m. Na separação vertical, cada andar da edificação deve ter pelo menos 1 (um) acionador manual. Preferencialmente, os acionadores manuais devem se localizados junto aos Hidrantes. O acionador manual deve ser instalado em locais de maior probabilidade de trânsito de pessoas em caso de emergência, tais como: nas saídas de áreas de trabalho, lazer, em corredores, halls, saídas de emergência para o exterior, etc. Nos Edifícios com mais de um pavimento, deverá ser previsto pelo menos um acionador manual em cada pavimento. Os mezaninos estarão dispensados desta exigência, caso o acionador manual do piso principal dê cobertura/caminhamento para a área do mezanino, atendendo o item 5.7 acima. Nos Locais de Reunião de Público, tipo: casas de show, música, espetáculos, danças, discoteca, danceteria, salões de baile, etc. , onde se tem naturalmente uma situação acústica elevada, será obrigatória também a instalação de sinalizadores visuais, quando houver a exigência de sistema de detecção e alarme. Erros Comuns: 1. Instalação do painel central em local sem permanência constante de pessoas; 2. Vidros quebrados nos pontos de acionamento manual; 3. Falta de indicação das providências a serem tomadas para o acionamento manual de alarmes; 4. Fiação aparente e passando por locais sujeitos a avarias decorrentes de incêndios; 5. Substituição do fusível por pedaços de metal, papel laminado de cigarro e similares; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 205. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 205/424 9.10.11 Brigada de Incêndio Descrição do Sistema: A equipe de emergência é a brigada de combate a incêndio. Ela é formada por pessoas treinadas, com conhecimentos sobre prevenção contra incêndios, abandono de edificações e pronto-socorro, além de devidamente dimensionada de acordo com a população existente na edificação. Anomalias e Falhas: FALTA DE CONSTATAÇÂO DE:  Formação de Brigada de Incêndio de acordo com IT 17/2004 e NBR 14276/99.  Critérios básicos para aceitação de Brigadista: Permanecer na Edificação durante seu turno de trabalho; possuir boa condição física e boa saúde; Possuir bom conhecimento das instalações; ter mais de 18 anos; ser alfabetizado.  Pelo Decreto 34.571/94: Os estabelecimentos mencionados no artigo 1, teatros, cinemas, circos, festas, restaurantes, boites, auditórios e outros locais de reunião que se destinem a exibição de espetáculos, programados ou não, deverão manter durante todo o período em que estiverem abertos ao público, “ Brigada de Combate a Incêndio”, devidamente uniformizados e identificados por crachá.  Erros Comuns: a) Equipe não treinada, embora constasse no projeto técnico aprovado que havia equipe treinada; as pessoas citadas nem sabiam que haviam sido indicadas para tal função; b) Dificilmente a carga horária de treinamento é seguida; c) Os funcionários treinados saem da empresa e as vagas deixadas não são preenchidas; d) Componentes com conhecimento insuficiente ou sem treinamento prático; Recomendações:     Promover vistoria semestral dos equipamentos de prevenção e combate a incêndios, assim como o treinamento de abandono de prédio com moradores e usuários. Manter relação das pessoas com dificuldade de locomoção, permanente ou temporária, deve ser atualizada constantemente e os procedimentos necessários para a retirada dessas pessoas em situações de emergência. A Brigada deve garantir a saída dos ocupantes do prédio de acordo com o "Plano de Abandono", não esquecendo de verificar a existência de retardatários em sanitários, salas e corredores. A relação e a localização dos membros da equipe de emergência devem ser conhecidas por todos os usuários. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 206. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 206/424 9.10.12 AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (A. V. C. B.): é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) certificando que, durante a vistoria, a edificação possuía as condições de segurança contra incêndio (É um conjunto de medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas para garantir a edificação um nivel ótimo de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico.), previstas pela legislação e constantes no processo, estabelecendo um período de revalidação.  Legislação : DECRETO N. 46.076 de 31/08/2001. Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e área de risco. 1. Aprovação do AVCB: Artigo 9. O AVCB será expedido pelo Corpo de Bombeiros, desde que as edificações e áreas de risco estejam com suas medidas de segurança contra incêndio projetados e instalados de acordo com respectivo processo aprovado, após a vistoria de que trata o artigo 10. 2. Validade do AVCB: Artigo 9. item 6. O AVCB terá validade, a contar de sua expedição; de 2 (dois) anos para os locais de reunião de público e de 3 (três) anos para as demais ocupações, com exceção das construções provisórias, que terão prazo estabelecido de acordo com suas características peculiares, conforme descrito na ITCB de Procedimentos Administrativos. Em que casos é obrigatório o A.V.C.B.: I – construção e reforma; II – mudança da ocupação ou uso; III – ampliação da área construída; IV – regularização das edificações e áreas de risco; V - construções provisórias (circos, eventos, etc.). Em que casos não é obrigatório o A.V.C.B.: I - residências exclusivamente unifamiliares; II - residências exclusivamente unifamiliares localizadas no pavimento superior de ocupação mista, com até dois pavimentos e que possuam acessos independente Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 207. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 207/424 9.10.12 Sistema de Equipamentos e Máquinas em geral A inspeção deverá ser restrita a Telefonia, Antenas , CTV, Geradores, Elevadores, Bombas, Etc 9.10.12.1 Instalação de Equipamento Complementar / Gerador de Emergência:             Verificar se existe reservatório de combustível ou produto químico inflável maior que 250 litros ou mais de um reservatórios inter-comunicantes totalizando mais de 250 litros. Caso afirmativo verificar existência de contrato com EPAE e Alvará de Equipamento em validade. Verificar se existe porta corta-fogo em salas fechadas dentro de edificações ou subestações Verificar a existência e validade dos extintores de incêndio para líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos; Verificar a existência de placa indicativa de “Não fume” e “Inflamável”; Verificar se a sala do grupo gerador é devidamente ventilada; Se utilizar o grupo numa casa ou local fechado verificar se foi providenciada uma ventilação adequada e conduza os gases de escape para fora do recinto. Verificar se existe meio de exaustão dos gases produzidos pelo motor; Verificar se a sala, o chão e o grupo gerador estão limpos e se existem meios para que sempre que ocorram derramamentos de combustível, óleo, eletrólito de bateria ou liquido de refrigeração, os mesmos possam ser imediatamente limpos ou se existe Instalação de Dispositivo que funcione como Bacia de Contenção para que sempre que ocorram derramamentos de combustível, óleo, eletrólito de bateria ou liquido de refrigeração, os mesmos possam ser imediatamente limpos e não contaminem o ambiente ou causem riscos ao entorno (a bacia de contenção é obrigatória para tanques maiores que 250 litros e em eventos). Inexistência de armazenamento de líquidos inflamáveis nas proximidades do motor; Verificar se os desperdícios com óleo estão em recipientes metálicos tapados; Verificar a existência de agentes que permitam faíscas, chamas ou outras fontes de ignição nas proximidades do combustível ou das baterias.pois os vapores do combustível são explosivos. O hidrogênio gerado pela carga das baterias também é explosivo; Verificar a inexistência de qualquer fuga (vazamento) no sistema de combustível; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 208. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 208/424 9.10.12.2 Isolamento Acústico (nível de ruido) :      Isolamento acústico da edificação de acordo com a Lei n° 13.885/2004. Conforma Normas NBR 10.151 e 10.152 Equipamentos de medição. As medições devem ser efetuadas com medidor de nível sonoro, como especificado na IEC 651Sonômetros. Deve ser utilizada a escala de compensação A e respostas de leitura rápida. O nível sonoro deve ser medido no local e hora de ocorrência do incômodo. As medições no ambiente externo devem ser efetuadas a 1,2 m acima do solo e, no mínimo, a 1,5 m de paredes, edifícios e outras superfícies refletoras. Quando as circunstâncias exigirem, as medições podem ser efetuadas a diferentes alturas e próximo à paredes (por exemplo, 0,5 m em frente a uma janela aberta), desde que isto esteja especificado e levado em consideração. As medições nos ambientes internos devem ser efetuadas a uma distância no mínimo 1 m das paredes; 1,2 m acima do piso e a 1,5 m de janelas. A fim de se reduzir distorções oriundas de ondas estacionárias, os níveis sonoros medidos em interiores devem ser a média de pelo menos 3 posições a 0,5 m uma da outra. Isto é especialmente importante para as medições de ruído da baixa freqüência. A média aritmética das leituras determina o valor a ser tomado. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 209. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 209/424 9.10.12.3 Equipamentos de Transporte Vertical: Descrição do sistema Presente na grande maioria das edificações, o elevador é um meio de transporte seguro e eficiente desde que usado e mantido da maneira correta. O sistema consiste em quatro grupos: Cabina: O que comumente conhecemos como elevador; local através do qual as pessoas são transportadas (também é conhecido como “carro”); Casa de máquinas: Geralmente na cobertura do edifício, ela resguarda os painéis elétricos e de comando, os geradores e motores de tração, freios e sistema de ventilação (natural ou forçada); Poço do elevador: Onde temos as guias que auxiliam no suave deslocamento da cabina, cabos de tração, peso e contra-peso e sistemas de segurança (normalmente compostos por sistemas hidráulicos instalados no fundo do poço); Andares ou pavimentos: Nos andares temos além das botoeiras de acionamento (chamada), os sistemas de abertura de porta que são acionados assim que o elevador estiver nivelado com o piso do pavimento. Figura 76 –Elevador convencional- IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 210. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 210/424 Figura 77 – Elevador Hidráulico - IBAPE –SP, PUJADAS, F.Z.A.; GOMIDE, T.L.F.; FAGUNDES, J.C.P. e OUTROS, Inspeção Predial –Check-Up Predial: Guia da Boa Prevenção. São Paulo: Leud, 2009. Finalidade do sistema Este sistema tem como finalidade o transporte vertical de passageiros ou cargas e deve fazê-lo com conforto e segurança, contando para isto, com uma série de dispositivos. Existem também procedimentos que devem ser obedecidos pelos seus usuários, evitando assim um elevado tempo de espera ou mesmo de viagem, quebra de dispositivos de porta ou mesmo de cabina (iluminação, botoeiras, etc..). No tocante a segurança, o equipamento dispõe de alarme, sistema de interfone e luz de emergência, todos situados no interior da cabina e geralmente (exceto a iluminação de emergência) interligados com a portaria ou a recepção da edificação. O sistema de elevadores, referindo-nos as edificações comerciais com instalações mais modernas, também possuem uma finalidade importante em situações de emergência que é denominada OEI; a Operação de Emergência e Incêndio (OEI) consiste na descida obrigatória de todos os elevadores, independente do sentido de seu deslocamento ou de solicitações de pavimentos, ao piso térreo em casos de emergência (alarme de incêndio). Principais anomalias  Anomalias construtivas:  Portas de pavimentos arranhadas (raspam ao abrir);  Sensação de desconforto durante a viagem devido a uma saída ou parada brusca;  Alarme não funciona ou está posicionado (campainha) em local onde não existem pessoas próximas;  Interfone não funciona; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 211. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 211/424 Desnível entre piso da cabina e o pavimento onde ocorreu a parada. Em geral, estas anomalias construtivas são causadas por uma má regulagem (portas, desnível, velocidade de viagem, etc.) ou por problemas de instalação (cabos de interfones rompidos em algum ponto, etc.). Também podem ocorrer falhas de projeto ou mesmo definições erradas, como por exemplo, a posição do alarme sonoro no hall da edificação ou na portaria. Anomalias em função da utilização: • Quebra de botões da cabina e de pavimentos; • Falha nos sistemas de ventilação interna da cabina; • Falha no sistema de iluminação da cabina; • Vandalismo. Itens de Inspeção  Equipamentos de transporte vertical de acordo com NBR .  Verificar existencia de placa com o numero de registro da PMSP.  Verificar o número de elevadores. Lembrar que será indispensável à instalação de elevador em edificações que possuírem mais de um pavimento e população superior a 600 (seiscentas) pessoas, e que não possuam rampas para atendimento da circulação vertical.  Verificar se as travas das portas estão funcionando  Verificar se os espaços de circulação fronteiras às portas dos elevadores, em qualquer andar, deverão ter dimensão não inferior a 1,50 m ( um metro e cinqüenta centímetros ).  Verificar existência de elevadores ligados ao sistema de emergência através do gerador.  Com a finalidade de assegurar o uso por pessoas portadores de deficiências físicas, o único ou pelo menos um dos elevadores deverá: a) estar situado em local a eles acessível; b) estar situado em nível com o pavimento a que servir ou estar interligado ao mesmo por rampa; c) ter cabine com dimensões internas mínimas de 1,10 m ( um metro e dez centímetros ) por 1,40 m ( um metro e quarenta centímetros ); d) ter porta com vão de 0,80 m ( oitenta centímetros ); e) servir ao estacionamento em que haja previsão de vagas de veículos para pessoas portadores de deficiência físicas. Plano de Manutenção Predial Dentre as muitas responsabilidades legais na administração de um Condomínio, está a contratação de uma empresa de manutenção, recomendando-se normalmente que esta empresa seja o próprio fabricante do equipamento, pois, somente ele tem condições efetivas de mantê-lo, garantindo suas características originais. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 212. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 212/424 Também é importante que condomínio tenha conhecimento, de que pelo artigo 10 da Lei 10.348 (São Paulo), as empresas conservadoras deverão manter serviço de prontidão, com no mínimo dois técnicos capacitados, para atendimento de situações de emergência. Os contratos de manutenção basicamente se dividem em dois tipos: • Contrato de Conservação: prevê somente a utilização de mão de obra especializada para execução manutenção preventiva / corretiva e atendimento aos chamados de emergência, não incluindo portanto, materiais e/ou peças de reposição; • Contrato de Manutenção: prevê a utilização de mão de obra especializada para execução da manutenção preventiva / corretiva e atendimento dos chamados de emergência, além do fornecimento de componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos, desde que constatado seu desgaste natural, excluindo-se portanto, a reposição de componentes danificados por atos de vandalismo ou para modernização/ embelezamento. Nas visitas mensais para a realização da manutenção, os técnicos da empresa mantenedora devem fornecer ao Condomínio uma cópia da chamada “ficha de atendimento”, na qual é preenchido um breve relato do serviço realizado pelo técnico, incluindo a discriminação das peças utilizadas. É de fundamental importância que o Condomínio mantenha estas fichas em arquivo, pois este documento além de retratar o histórico do equipamento, comprova a realização das substituições de peças e componentes danificados. Toda e qualquer intervenção quando contratada junto à terceiros, tais como limpeza de poço do elevador, substituição de espelho da cabina, instalação de câmeras de vídeo, entre outros, deverá ser previamente comunicada à empresa mantenedora para que a mesma possa avaliar se fazer-se-á necessária a presença de um técnico para o acompanhamento dos serviços e/ou orientar com relação a execução do mesmos. Pessoas não habilitadas podem gerar intervenções inadequadas com inúmeras conseqüências, dentre as quais podemos citar riscos de acidentes graves, diminuição da vida útil dos equipamentos, desativação dos componentes de segurança e outros. O Condomínio é responsável pela limpeza interna da cabina (espelhos, revestimentos, teto, piso, etc) enquanto que a mantenedora é responsável pela limpeza do poço dos elevadores e sala de máquinas, ambos locais cujo acesso deve ser restrito aos técnicos da mantenedora e pessoas habilitadas / préautorizadas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 213. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 213/424 A sala de máquinas, geralmente localizada na cobertura da edificação, abriga as máquinas, quadros de comando, polias, motores e outros componentes e responsáveis pelo funcionamento do elevador, e portanto, trata-se de local que deve ser mantido livre de objetos estranhos, com ventilação adequada, livre de infiltrações e permanentemente trancada por questões de segurança. Lembrem-se daquela placa de comunicação visual instalada ao lado do elevador com os dizeres “Antes de entrar no elevador verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”. Esta frase nos remete a uma importante reflexão com relação aos aspectos de segurança, pois o elevador, apesar de vistoriado periodicamente pelos técnicos quando da realização da manutenção, também deve ser constantemente observado pelo Condomínio durante a sua utilização rotineira; como exemplo, podemos citar a atenção que devemos ter em relação ao nivelamento de piso, ou seja, ao abrir as portas (porta de cabina e de pavimento), o piso da cabina deverá estar nivelado com o piso do pavimento, evitando assim acidentes. Dentre os dispositivos de segurança normalmente verificados pelos técnicos podemos citar: • Trinco de porta: elemento responsável por garantir que o elevador não se desloque até que as portas de cabina e pavimento estejam totalmente fechadas, atuando no conjunto fechador e trinco; • Limitador de velocidade: elemento responsável pelo monitoramento da velocidade do elevador, composto por componentes de segurança elétrica e mecânica (freios de segurança e pára-choque), que atuam quando ocorrem alterações bruscas das velocidades pré-estabelecidas no sistema, geralmente causadas por alguma pane, parando simultaneamente o elevador. Recomendações e orientações técnicas Quando falamos de segurança, é fundamental tratarmos da questão referente ao resgate de passageiros presos. Independentemente se a causa da parada do elevador ocorreu por falha de algum componente do sistema ou falta de energia elétrica, nestas situações, o procedimento correto a ser adotado é o acionamento imediato da empresa mantenedora pelo Condomínio, que deverá ainda manter os passageiros calmos, informando-os de que o resgate foi acionado e encontra-se a caminho. O resgate nunca deverá ser feito por pessoas não habilitadas, pois poderão ocorrer graves acidentes caso o elevador volte a se deslocar no momento da sua realização. A falta de conhecimento sobre a maneira correta de se utilizar o elevador pode gerar inconvenientes aos seus usuários e/ou prejuízos ao Condomínio. Diante deste cenário, várias empresas mantenedoras/fabricantes já oferecem aos seus clientes cursos para zeladores / administradores, onde são abordados Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 214. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 214/424 temas como: noções básicas sobre funcionamento de elevador, seus principais componentes de segurança, procedimentos a serem adotados durante a paralisação do elevador e a forma correta de agir em caso de passageiro preso. Recomendamos que o Condomínio, seja no recebimento de novos equipamentos / modernização ou após um longo período de operação e manutenção dos equipamentos existentes, procure por uma avaliação de um consultor especializado. Damos a seguir algumas dicas para um rápido “check up” possível de ser executado pelo Condomínio: Documentação / sinalização:  Manter em local visível a chapa de identificação / registro do elevador junto a Prefeitura, fornecida por ocasião da emissão do Alvará de Instalação;  Manter em local visível a placa “Antes de entrar no elevador verifique se o m mesmo encontra-se parado neste andar”, instalada no hall;  Manter em cada elevador, em qualquer lugar de destaque, placa indicativa do nome, endereço e telefone, atualizados, dos responsáveis pela instalação e conservação;  Manter em local de fácil acesso a RIA – Relatório de Inspeção Anual, cuja emissão é obrigatória pela empresa de manutenção. Casa de Máquinas e poço do elevador:  Garantir o acesso restrito à empresa de manutenção;  Manter em local visível a ficha de atendimento (histórico); Observar periodicamente a existência de ruídos e / ou odores anormais – nesta situação, recomendamos o acionamento imediato da empresa de manutenção. • Operação do elevador:  o Observar o funcionamento de botoeiras no andar;  o Observar o nivelamento de pisos (elevador e andar) conforme mencionamos anteriormente;  o Observar se a porta do elevador abre somente quando o mesmo estiver parado e nivelado em relação ao andar destino;  o Observar o funcionamento do ventilador da cabina (quando existir) durante a viajem;  o Observar a existência de ruídos ou deslocamento turbulento (balanço) do elevador durante o percurso (viajem);  o Testar periodicamente (recomendamos a freqüência semanal) o interfone e o alarme de emergência (dentro da cabina);  o Solicitar para que a empresa de manutenção teste a iluminação de emergência dentro da cabina e na sala de máquinas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 215. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 215/424 Informações úteis A seguir, serão fornecidas as normas técnicas e leis que norteiam estes sistemas quanto à sua importância e manutenção e que servem de complementação e referência para estudos mais aprofundados:  ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas  NBR 30/78 – Construção e Instalação de Elevadores  Norma NBR 7.192/85 – Projeto, Fabricação e Instalação de Elevadores  Norma NM 207/99 – Elevadores Elétricos de Passageiros  Norma NM 206/2001 – Elevadores Hidráulicos de Passageiros  Norma NM 195/99 – Escadas Rolantes e Esteiras Rolantes  Norma NBR 5.665/83 – Cálculo de Tráfego nos Elevadores  Norma NM 313/2007 – Elevadores para Transporte de Pessoa Portadora de Deficiência  Norma NBR 10.147 – Escadas Rolantes e Esteiras Rolantes – Inspeções e Ensaios Periódicos e de Rotina  Norma NBR 10.982/90 – Elevadores Elétricos – Dispositivos de Operação e Sinalização  Norma NBR 12.892/90 – Projeto, Fabricação e Instalação de Elevador Unifamiliar  Norma NBR 14.712 – Elevadores Elétricos, Carga, Monta-cargas, Elevador de maca – Requisitos de Segurança, Fabricação e Instalação;  NBR 9.050/2004 – Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos.  Legislação Municipal: o Rio de Janeiro – Decreto-lei nº 2.743 de 07/01/99; e Lei nº 3.311 de 3 de dezembro de 2001 (Acessibilidade); o São Paulo – Decreto-lei nº 10.348 de 04/09/98 alterada pela Lei nº 12.751 de 4 de novembro de 1998 e Lei nº 10.098 de 19/12/2000  American Society of Mechanical Engineers: o ANSI/ASME A17.2-1985 – Inspectors Manual for Elevators and Escalators; o ANSI/ASME A17.1-1996 – Safety Code for Elevators and Escalators. A Prefeitura do Município de São Paulo disponibiliza, pelo seu site, a relação de empresas cadastradas junto ao Departamento de Controle do Uso de Imóveis/Contru 05 para a manutenção de elevadores. Denúncias sobre falta de segurança no funcionamento de elevadores podem ser direcionadas ao Departamento de Controle do Uso de Imóveis/Contru 03 Denuncias localizado à Rua São Bento, 405 - 19º andar - Ed. Martinelli. – CEP: 01011000. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 216. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 216/424 Perguntas mais freqüentes Em função do mau estado, o elevador pode descer pelo poço sem controle? R.: Mesmo em prédios residenciais de menor porte, os equipamentos possuem uma série de dispositivos de segurança que são automaticamente acionados quando houver uma aceleração da cabina acima do limite aceitável. É evidente que, para os sistemas operarem adequadamente, a manutenção por empresa responsável e a execução de testes periódicos (em alguns sistemas) são fundamentais. Existem riscos em viagens apenas com crianças (sozinhas)? R.: Sim. Como dissemos anteriormente, existem pontos importantes que o passageiro deve observar antes de entrar no elevador (desnivelamento entre o piso da cabina e o piso do pavimento, o espaçamento entre a cabina e o piso do pavimento, etc.) e dificilmente a criança tem este discernimento. Outro risco a considerar é a parada imprevista do elevador e o pânico natural que isto gera nas pessoas. Não é perigoso permanecer dentro do elevador parado ao invés de tentar uma saída (ser resgatada por pessoal não preparado)? R.: Não. A grande verdade é que o risco maior existe na tentativa de resgate sem que a pessoa esteja treinada para tal. É mais seguro, em função de todos os dispositivos já citados, que o passageiro espere calmamente o resgate, após ter notificado o seu enclausuramento ao zelador ou à recepção da edificação. Você sabia? Que o elevador não pode ser utilizado em casos de incêndio; Que as empresas de manutenção e conservação possuem plantão 24hs para atendimentos de emergência e que o prazo para estes atendimentos deve constar em contrato; É muito perigoso permitir a entrada de água no poço do elevador, proveniente de grandes vazamentos ou da lavagem de pavimentos, pois existem diversos componentes eletrônicos e elétricos na cabina e no poço, que podem ser danificados e comprometer de forma séria, a operação do sistema. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 217. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 217/424 Figura 78 –Casa de Maquinas - Fotos CONTRU 2010. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 218. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 218/424 9.10.12.4 Sistema de ventilação forçada Descrição dos Sistemas Normalmente observamos uma maior aplicação de sistemas de ventilação forçada em edifícios comerciais, hotéis, teatros, edifícios públicos, etc..Estes sistemas de ventilação são normalmente projetados com as seguintes finalidades: • Pressurização em escadarias (rota de fuga) • Ventilação e exaustão de garagens subterrâneas • Ventilação com a finalidade de controle de temperatura em salas de máquinas (subestações elétricas, etc..) Se analisarmos o grau de importância de cada uma destas instalações, observaremos que todas têm como principal ponto de intersecção a vida humana, seja na proteção contra a intoxicação causada pela fumaça / fogo em um ou mais andares próximos à escadaria de emergência, seja na redução no nível de Monóxido de Carbono e de outros poluentes em áreas de estacionamento com pouca ventilação natural ou na manutenção de temperaturas amenas em casas de máquinas, onde equipamentos e instalações elétricas emanam constantemente calor para o ambiente, incorrendo em riscos operacionais. Antes de abordarmos o roteiro de um rápido “check up” desta modalidade de instalações prediais, sintetizaremos abaixo os fundamentos de cada um dos sistemas listados acima: Finalidade dos sistemas a) Pressurização em escadarias (rota de fuga): Consiste em uma instalação com norma ABNT específica – NBR 14880 (Saídas de emergência em edifícios – Escadas de segurança – Controle de fumaça por pressurização), cujo princípio de funcionamento baseia-se na ventilação forçada do ar externo (ventiladores localizados na cobertura ou nos subsolos) para dentro da escadaria, gerando pressão positiva, ou seja, uma maior pressão interna (escadas) em relação ao “hall” dos andares, impedindo assim a infiltração de fumaça para dentro da “rota de fuga”. Este sistema é normalmente acionado durante o procedimento de operação em situações de incêndio e consiste em um ou mais ventiladores, sua respectiva instalação elétrica e quadro de acionamento / comando dos equipamentos, geralmente localizado na recepção ou na central de bombeiros do condomínio. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 219. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 219/424 b) Ventilação e exaustão de garagens subterrâneas: Ao contrário do sistema de pressurização, a ventilação / exaustão de garagens objetiva a circulação / renovação de ar externo no ambiente pouco ventilado e com alta concentração de poluentes gerados por veículos automotivos. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 220. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 220/424 Podemos ter dois princípios básicos de funcionamento para este sistema: • Ventilação Forçada e Exaustão natural Ventilação e exaustão forçada Este sistema pode ser operado manualmente ou através de um sistema de automação, e geralmente, é acionado em horários de grande movimentação de veículos. O sistema é composto por um conjunto de equipamentos (um ou mais ventiladores), sua instalação elétrica e o painel de acionamento / comando. c) Ventilação com a finalidade do controle de temperatura em salas de máquinas: Normalmente operando em subestações (cabines de entrada de energia elétrica) ou salas de geradores de emergência, estes sistemas retiram o calor gerado no próprio ambiente (motores, transformadores, cabos, etc), auxiliando na manutenção de uma temperatura mais amena, evitando assim possíveis colapsos, principalmente em componentes elétricos e motores. Costumam ser sistemas de operação contínua em virtude do calor emanado (subestações elétricas) ou de operação intermitente quando relacionados ao funcionamento de algum equipamento (geradores de emergência, etc). Principais Anomalias • Anomalias construtivas:  Erros de dimensionamento (projeto);  Erros quanto ao conceito de exaustão no que tange a remoção do ar viciado e a respectiva entrada de ar limpo no ambiente;  Erros de instalação quanto a impossibilidade de acesso (para manutenção) a todos os componentes do sistema e a exposição do(s) equipamento(s) ao tempo.  Anomalias em função da utilização:  Operação contínua do equipamento ocasionando o desgaste  prematuro da instalação. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 221. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 221/424 Plano de Manutenção Predial a) No equipamento: • Verificar a fixação do equipamento; • Efetuar a limpeza do equipamento (rotor e carcaça); • Lubrificar mancais e rolamentos (se houver); • Verificar o estado geral do equipamento, eliminando pontos de ferrugem e reapertando todos os elementos de fixação; • Verificar as condições elétricas de funcionamento (motor elétrico). b) No quadro elétrico: • Verificar o funcionamento de botões de acionamento, interruptores e lâmpadas de sinalização; • Verificar tensão e corrente elétrica do equipamento conforme procedimento padrão técnico; • Verificar o estado dos componentes (cabos, contatoras, fusíveis, etc.); • Efetuar o reaperto geral; Recomendações e orientações técnicas Como dicas de “check up” para o condomínio, podemos sugerir as seguintes ações periódicas: • Efetuar testes mensais (mínimo recomendado) dos sistemas observando: • Se todos os ventiladores estão operando; • Se existem ruídos anormais durante a operação (chamar técnico especializado caso isto ocorra); • Se existem materiais obstruindo a entrada de ar de renovação e a saída (forçada ou natural), removendo-os imediatamente; • Se os quadros elétricos estão limpos, sem odor de queimado (isto pode significar alta temperatura e desgaste de cabos e demais componentes), sem sinais de queima nos cabos (alta temperatura, falta de aperto nos terminais / manutenção), sem riscos externos tais como goteiras / infiltrações próximas e se o quadro elétrico esta fechado (estanque) não oferecendo riscos às pessoas que circulam no local; • Se os funcionários do condomínio estão treinados à operar os sistemas; • Se estas áreas consideradas técnicas (sala dos ventiladores / exaustores e sala dos quadros elétricos) são restritas a entrada de funcionários do condomínio / Bombeiros. • No caso da pressurização de escadarias, favor observar capítulo específico para itens de segurança em condomínios neste manual. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 222. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 222/424 Informações úteis a) Quanto a documentação • Manter projetos, memoriais e atestados de funcionamento (normalmente solicitados para a regularização do condomínio junto aos órgãos oficiais como Corpo de Bombeiros e Prefeitura) sob a responsabilidade do administrador do condomínio. • Não permitir que nenhuma outra instalação descaracterize estes sistemas sem uma prévia avaliação por um engenheiro responsável e principalmente, sem que se faça a atualização de projeto em caso de alteração da instalação original. b) Normas técnicas que norteiam estes sistemas quanto a sua importância e manutenção: • NBR 14880 – Saídas de emergência em edifícios – Escadas de segurança – Controle de fumaça por pressurização • NBR 13971 – Sistemas de refrigeração, condicionamento de ar e ventilação – Manutenção programada. Perguntas mais freqüentes  O equipamento pode operar 24 horas? R.: Geralmente não. Todas as instalações que operam durante as 24hs costumam ser projetadas com mais de um equipamento, possibilitando o revezamento entre eles. Lembre-se que todo equipamento que opera sem paradas sofrerá desgaste prematuro de seus componentes.  Quando é que devo operar o sistema? R.: Normalmente os sistemas de exaustão são projetados para operar nos horários de maior concentração de poluentes.Como exemplo, podemos citar estacionamentos onde os sistemas normalmente operam nas horas de “rush”; já no caso da pressurização de escadarias, o sistema pode manter um certo nível de pressão antes de qualquer evento extraordinário (abandono da edificação) mas, operará com toda a sua capacidade durante o evento.  De onde vem o cheiro de queimado? R.: O cheiro de queimado pode ser proveniente do motor que não suporta a carga de trabalho (operação contínua do equipamento) como também, proveniente do quadro elétrico em função do aquecimento interno excessivo (falta de ventilação suficiente no local) e desgaste dos componentes (queima de cabos e terminais).O aquecimento excessivo também pode ser ocasionado pela falta de manutenção (reaperto) e do conseqüente mau contato. Você sabia? Que não podemos obstruir entradas ou saídas de ar para não prejudicar a operação do sistema? Isto reduz a vazão de ar exaurida ou insuflada. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 223. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 223/424 9.10.12.5 Sistema de Ar Condicionado Descrição e finalidade do sistema O sistema de ar condicionado consiste em um processo de tratamento e controle simultâneo da temperatura, umidade, pureza e movimentação do ar, conforme as necessidades do ambiente que se deseja climatizar. Esse processo de tratamento é obtido pela adição de ar externo limpo para a renovação do ar que retorna ao ambiente climatizado, sua filtragem (controle da pureza), seu resfriamento por serpentinas internas (controle de temperatura e umidade). A sua distribuição no ambiente pode ser efetuada por lâminas direcionadoras do próprio aparelho (condicionadores de janela, splits), ou por meio de uma rede de dutos e difusores para sistemas centrais (selfs ou fancoils). Durante o processo de resfriamento, parte do vapor de água contido no ar se condensa no sistema, facilitando a formação de focos de contaminação. A portaria 3.523 do Ministério da Saúde, a Resolução nº 09/2003 da ANVISA e a Norma ABNT NBR 6.401 têm por objetivo estabelecer parâmetros para garantir a qualidade do ar de interiores, pelo seu tratamento e pela renovação constante de parte do ar “viciado” que retorna do ambiente climatizado. Segundo a portaria, o sistema de ar condicionado deve garantir a renovação de no mínimo 27 m3/h/pessoa. O sistema de ar condicionado contempla essa troca, admitindo a igual quantidade de ar externo limpo, que se mistura ao ar ambiente para ser filtrado, resfriado e distribuído. Os proprietários locatários ou prepostos de estabelecimentos com ambientes climatizados com capacidade igual ou superior a 5 TR (15.000 kcal/h ou 60.000Btu/h) estão obrigados a ter um plano de manutenção elaborado e acompanhado por um engenheiro responsável, e também a executar, dentro de uma freqüência definida, as análises de qualidade do ar interno por meio de laboratórios especializados. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 224. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 224/424 Na figura abaixo , podemos observar a sequência de tratamento, onde o ar é primeiramente filtrado, depois resfriado e/ou desumidificado e finalmente devolvido ao ambiente por ventilador, rede de dutos, grelhas etc. Dentre os equipamentos existentes, podemos destacar:  Condicionador de janela: o aparelho se compõe de dois compartimentos. O primeiro situado no lado do ambiente condicionado, contém uma serpentina evaporadora para resfriamento, um filtro que purifica e um ventilador que movimenta o ar. O segundo compartimento, situado no lado externo, contém uma serpentina condensadora que rejeita o calor pára o ar externo, um compressor hermético (parecido com os de geladeira) que faz circular o fluído refrigerante, um tubo capilar e um ventilador para movimentar o ar externo que esfria a serpentina condensadora.  Split: em princípio, o processo de refrigeração é o mesmo, sendo que neste modelo a serpentina evaporadora é instalada no ambiente a ser refrigerado e o compartimento que contém o compressor e a serpentina condensadora está instalado remotamente em ambiente externo. Nesse caso, deve-se estabelecer uma condição para a renovação do ar, pois esse sistema não contempla essa necessidade. FIGURA 2 – Esquema de funcionamento (split System)  Self Contained: é um equipamento de maior porte, para refrigeração de grandes áreas, geralmente operando como uma pequena central, distribuindo ar refrigerado por meio de dutos para diversos ambientes. O retorno é efetuado por dutos ou diretamente para a casa de máquinas por meio de venezianas instaladas em sua porta ou parede. As serpentinas condensadoras podem ser esfriadas a ar ou a água. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 225. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos  Rev. B 16/07/2011 Folha 225/424 Central de água gelada ou sistemas de refrigeração por água gelada: esse sistema é adotado para instalações com grande capacidade/demanda de refrigeração e consiste em uma central de água gelada, composta por um resfriador de líquidos (chiller), bombas para a circulação de água gelada aos condicionadores posicionados nos andares ou próximos às áreas condicionadas. O sistema de condensação do chiller pode ser arrefecido por ar ou água. O arrefecimento a ar é obtido pela ventilação mecânica forçada com ventiladores e a arrefecimento a água é obtido pela circulação de água esfriada em torres e conduzidas por bombas de condensação. Nesse sistema, o condicionador de ar resfria o ar ambiente utilizando-se da troca de calor entre a água gelada que circula em sua serpentina e o ar ambiente que passa por meio dela (condicionador tipo fan-coil). Em sistemas de grande porte, a automação é necessária para se obter um bom funcionamento. As centrais de água gelada ainda podem contemplar tanques de acumulação de gelo ou de água gelada denominados termoacumuladores, que operam com grandes “pulmões” de energia térmica, para uso em horários em que o custo da energia elétrica é alto e se torna interessante não operar os resfriadores de líquido (chillers ou centrífugas) a plena carga, diminuindo o custo da operação. Conforme a ABNT NBR 6.402, as faixas confortáveis e saudáveis de temperatura e umidade do ar para o ambiente ocupado é de:   Verão: de 24ºC a 26ºC de temperatura e de 40% a 60% de umidade relativa do ar; Inverno: de 20ºC a 22ºC de temperatura e de 35% a 65% de umidade relativa do ar. Essas faixas de temperatura podem variar de acordo com a utilização/tipo de ocupação do ambiente condicionado, como por exemplo, em museus e galerias de arte, onde se recomenda a faixa entre 20ºC e 22ºC (conforme a citada norma da ABNT). A pureza do ar é conseguida com filtros de ar e a sua distribuição no ambiente deve ser a mais homogênea possível, evitando assim a existência de pontos mais fracos ou mais quentes em um mesmo local de trabalho. Não se deve lançar o ar insuflado diretamente sobre as pessoas, e sim acima de suas cabeças, pois o ar se encontra a uma temperatura e umidade relativa alteradas. Por essas razões, ao se instalar um aparelho de janela, a melhor posição não é no parapeito da janela, e sim na parte superior, com as aletas da grelha de insuflamento direcionadas para cima. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 226. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 226/424 No caso de ar condicionado central, o ar deve ser insuflado também de maneira indireta. Em sistemas de ar condicionado central, que operem com água gelada e água de condensação, torna-se importante a análise do tratamento químico dessas águas com o objetivo de preservar a instalação (reservatórios e tubulações) e o rendimento do sistema, evitando a incrustação ou depósito de algas, sujeiras em paredes de tubos ou trocadores de calor. Recomenda-se também a limpeza periódica das torres de resfriamento e um programa de purga de sua bacia, removendo sujeiras depositadas em seu fundo. Principais anomalias:  Temperatura não ajustada ao fim a que se destina e com os níveis fora do especificado pela norma da ABNT.  Fluxo de ar diretamente sobre os corpos, devendo-se ajustar as lâminas direcionadoras de ar que ficam nos equipamentos condicionadores de menor porte (aparelhos de janela e splits).  Poeira lançada pelo ar condicionado, devendo-se verificar a limpeza dos filtros de ar, e se o problema ainda persistir deverá ser avaliado o estado de limpeza de dutos e grelhas/difusores.  A existência de ruídos nos condicionadores.  Utilização de salas de máquinas para o armazenamento de produtos de limpeza ou qualquer outro fim. Recomendações e orientações técnicas:  Limpar e pintar com tinta adequada a bandeja de condensados dos condicionadores, avaliando a necessidade de tratamento com produtos bactericidas, lembrando que, conforme previsto na legislação, todos os produtos utilizados para a limpeza e tratamento de condicionadores de ar deverão ter o seu registro e aprovação junto ao Ministério da Saúde.  O condicionador de janela deve ser inclinado com sua parte mais baixa no lado do ar externo, para que o condensado não reflua para o ambiente condicionado. A sua drenagem deve ser feita com mangueira, de tal forma que não respingue água nos transeuntes.  Dependendo da condição ou região da cidade onde estiver localizado/instalado o condicionador de ar, deverá ser definida uma rotina de inspeção periódica mais intensa sobre os filtros de ar, garantindo a sua limpeza/troca e a conseqüente melhor qualidade do ar ambiente (observar a especificação do grau de filtragem adequado).  Os dutos devem ser dotados de portas de inspeção em locais convenientes para facilitar a limpeza, que pode ser feita por escovação mecânica ou sopro de ar comprimido. Existem firmas especializadas que utilizam robôs controlados e monitorados a distância (inclusive com visualização).  Outros elementos que devem ser limpos são os trocadores adequado. Isto é feito por firmas especializadas. Esse tratamento é para evitar a proliferação Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 227. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos   Rev. B 16/07/2011 Folha 227/424 de algas, fungos, bactérias e protozoários, bem como a incrustação e processos corrosivos nas tubulações e equipamentos do sistema. Ao se instalar um condicionador, mesmo o de janela, deve-se cuidado para que o circuito, provocando aquecimento de fiação e deterioração do isolamento. Vale lembrar que os incêndios dos edifícios Joelma e Center 3, ambos na cidade de São Paulo, foram ocasionados por sobrecarga da rede elétrica devido à instalação de condicionadores de janela que não tinham sido previstos no projeto original. Para que não haja focos freqüentes de gripes ou rinites alérgicas, deve-se verificar inicialmente a incidência direta do fluxo de ar sobre os ocupantes (condições de temperatura e distribuição) e também a qualidade do ar condicionado na sala pela análise laboratorial específica, conforme previsto na portaria do Ministério da Saúde. Você sabia ? A medida que os edifícios foram crescendo em tamanho e tiveram seus vãos centrais eliminados, foi criado um meio ambiente propício a problemas pelo grande volume de ar contido. Equipamentos utilizados para fazer funcionar esses edifícios criaram problemas. A necessidade de sucção de ar externo, aquecimento, resfriamento, distribuição e eliminação dos subprodutos provenientes da presença humana e dos equipamentos criaram a necessidade de instalação de grande número de dutos através de todas as estruturas dos edifícios, portanto os prédios com janelas que se podem abrir e o aquecimento do vapor de água foram substituídos por estruturas com ductos de ar que eram resfriados ou aquecidos por um equipamento centralizado.. A idéia principal das primeiras construções não era eliminar a poluição interna, mas sim prevenir a infiltração da poluição externa e controlar o clima interno pela manutenção de uma temperatura adequada, purificação do ar proveniente da sucção externa e sua distribuição no edifício. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 228. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 228/424 Doenças relacionadas às edificações, como absenteísmo, insalubridade, perda na qualidade de vida e na capacidade produtiva dos usuários tem sido freqüentemente associada com o tipo e uso das estruturas que as pessoas ocupam e seus costumes. Comida, bebida, excreções do organismo, e outras substâncias orgânicas propiciam o desenvolvimento de microorganismos. Uma grande diversidade de equipamentos foi introduzida, entre os quais as fotocopiadoras, luminárias. certos tipos de ar condicionado e novos materiais sintéticos para cobrir pisos e paredes e produzir mobiliário em geral. Para limpeza destas grandes superfícies de material sintético (laminados, moveis, carpetes, etc) utilizam-se produtos de limpeza de porte industrial, que podem deixar resíduos tóxicos. Filtros são usados para purificar o ar que circula no ambiente interno e em conjunto com os sistemas de dutos converteram-se em criadouros de vários tipos de microorganismos (como também os próprios carpetes). Em resumo, os edifícios modernos fechados propiciaram condições para criar um nicho ecológico complexo que se tornou uma fonte de doenças para o homem. Esses edifícios são comumente referidos como edifícios doentes e a epidemia de queixas de seus ocupantes foi definida pela Organização Mundial da Saúde como "Síndrome do Edifício Doente" (WHO42,1983). As causas da síndrome do edifício doente não são identificadas com freqüência entretanto, os sintomas costumam ser resolvidos aumentando o suprimento de ar fresco. Os resultados de 203 investigações feitas pela NIOSHI, até o fim de 1983, concluem:          40,3% à ventilação inadequada(p. ex., alta proporção de ar reciclado ou fluxo inadequado, sintomas foram atribuídos à ventilação inadequada, pouca circulação do ar, inadequado suprimento de ar fresco e precário controle da umidade e temperatura), 17,7% dos sintomas foram atribuídos à contaminação do ar pelo meio interno (p. ex., substâncias de produtos de limpeza ou fotocopiadoras), 10,3% à contaminação do ar pelo meio externo (p. ex., localização errônea dos funis de entrada de ar permitiram a aspiração de fumaça de gasolina de garagens ou estacionamentos de ônibus), 4,4% à umidade, 3,4% à contaminação por materiais de construção (p. ex., gás de formaldeído proveniente de divisórias e móveis de aglomerados, colas e resinas de carpete), 3% à pneumonite hipersensitiva (freqüentemente causada pelo desenvolvimento de microorganismos em umidificadores), 2% à fumaça de cigarro, 1,0% ao barulho e iluminação. Os 10% dos estudos restantes não identificaram uma causa específica para os sintomas. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 229. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 229/424 9.11.5 SISTEMA DE AUTOMAÇÃO PREDIAL Introdução As mudanças na política econômica do país a partir dos anos 1990, com a abertura política, processo de globalização, avanço dos programas de privatização, advento dos setores siderúrgico, petroquímico, informática, serviços públicos, telecomunicações, eletricidade, transporte e saneamento, aumentaram o interesse pelo capital estrangeiro no país, e consequentemente, a demanda por espaços de escritórios de alto padrão nos grandes centros urbanos. Essa demanda, em sua maioria composta por empresas multinacionais, aliada à abertura do mercado à importação de novas tecnologias, de projetos inovadores para os padrões nacionais, arrojados em sua arquitetura, mais modernos em sua concepção tecnológica e, sobretudo, inteligentes. Existem diversos nomes e formas de se referir a um “Sistema de Automação Predial”. Em algumas oportunidades poderá ser encontrado na literatura especializada com o nome “Sistema de supervisão Predial”; em outros como “Sistema de Gerenciamento Predial”. Algumas empresas, com cultura americana, adotam o nome em inglês de “Building Management System”. Iremos utilizar a expressão Sistema de Automação Predial. O segmento da Construção Civil Brasileiro ou Internacional, praticamente com unanimidade atribui a expressão “Edifício Inteligente – EI” ou “Edifícios de Alta Tecnologia – EAT” aos edifícios que possuem “Sistema de Automação Predial”. Por sua vez, a partir do momento em que começaram a surgir edificações no Brasil, com complexos Sistemas de Automação Predial, o mercado imobiliário brasileiro rapidamente adequou os critérios e metodologias de avaliação, de modo que, atualmente, os edifícios que possuem Sistema de Automação Predial ocupam um lugar de destaque no contexto imobiliário. Tanto quanto a existência ou não de sistema de ar condicionado central, os edifícios que têm sistemas automatizados possuem comparativamente custos operacionais mais baixos do que os demais, oferecendo dessa forma ao investigador a possibilidade de receber um custo maior sobre a locação dos espaços de escritório. Mas, na prática, é difícil entender que um edifício possa “ser inteligente”. No meu modesto ponto de vista, sempre abominei essa expressão. Tenho o entendimento que “edifício inteligente” é aquele que possui os recursos tecnológicos para que possa ser gerenciado de forma inteligente. Ao longo de minha carreira profissional nessa área, nunca encontrei limitação de recursos tecnológicos para poder gerir cada vez melhor os recursos que foram Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 230. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 230/424 designados à minha pessoa. No entanto, é necessário possuir o interesse em utilizá-los; é necessário entender o seu funcionamento bem como a sua função dentro do contexto. Somente o tempo de convivência com a própria instalação oferece essa possibilidade. A tecnologia empregada nos Sistemas de Automação Predial é “pura” engenharia. Somente as pessoas que detêm conhecimento de engenharia ou conhecimento técnico é que podem extrair das instalações automatizadas o seu melhor rendimento, eficiência e conservação. Dessa forma, antes de apresentar uma visão geral do Sistema de Automação Predial, vamos gastar um tempo para identificar o contexto, a tecnologia atual e as tendências do segmento. Determinação do “contexto” a ser abordado Antes de prosseguirmos, é necessário possuir o conhecimento adequado dos conceitos que serão abordados ao longo deste capítulo, razão pela qual iremos examinar a seguir algumas definições importantes. O que é um edifício Inteligente ou um Edifício com Alta Tecnologia? O conceito de Edifício Inteligente é proveniente do segmento da Arquitetura. Porém, entre todas as definições que encontrei sobre o que é um Edifício Inteligente, a que considero mais adequada é feita pelo “Inteligente Buildings Institute (IBI) – Washington DC – EUA”: “Edifícios que disponibilizam um ambiente produtivo e econômico por intermédio da otimização de quatro recursos básicos:     Estrutura: vigas, lajes; cabos de energia elétrica, equipamentos etc.; Sistemas: sistemas e subsistemas quais sejam: ventilação mecânica, ar condicionado, elevadores, iluminação, circuito fechado de televisão, controle de acesso etc.; Serviços e Gerenciamento: manutenção predial, conservação e limpeza etc.; Inter-relação entre os três pontos relacionados acima. ...” Os Edifícios “inteligentes” são aqueles que possuem instrumentos para racionalizar os recursos energéticos, os quais, sendo eficientemente utilizados, irão incrementar a eficiência operacional e controle de todos os subsistemas. Atualmente, as tecnologias dos Sistemas de Automação Predial permitem que todos os subsistemas e seus respectivos equipamentos economizem energia elétrica, tenham um funcionamento seguro e confiável e principalmente Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 231. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 231/424 contribuam para a redução dos custos fixos. Subsistemas como iluminação podem ser controlados automaticamente, com horários pré-estabelecidos para ativação e desativação. Dessa forma, os consumos de água e energia elétrica passam a ser monitorados, evitando-se o desperdício e as multas. O software de supervisão predial é a principal ferramenta gerencial, permitindo ainda o monitoramento de imagens, controle de acesso, prevenção de incêndio, detecção de intrusão e acionamento de alarmes. Um edifício inteligente deverá conter tecnologia abrangente em microprocessadores para controlar, monitorar e operar os diversos sistemas e subsistemas tais como: iluminação, calefação (aquecimento), ventilação e ar condicionado, energia elétrica, transporte vertical, sistema de proteção contra incêndio, segurança etc. Todos esses equipamentos dependem da presença de sofisticados sistemas de telecomunicação para voz, dados e transmissão de vídeo/ imagens. As características de “inteligência” podem ser encontradas primeiramente nos ambientes de trabalho. Está provado que Edifícios Inteligentes possuem baixos custos operacionais e que certamente contribuem para a produtividade dos funcionários das empresas usuárias. Estudos demonstram que os funcionários preferem estações de trabalho que possuem um melhor controle do ambiente como um todo (exemplo: iluminação, ar condicionado, controle de acesso, segurança, transporte vertical rápido e seguro etc.). Existem mais exemplos que demonstram que tanto a vida em casa como no trabalho se tornam mais fáceis, práticas, econômicas e amistosas quando sistemas de automação assumem o controle de tarefas que as pessoas não necessitam mais executar. Dessa forma, as pessoas gradativamente têm tido a possibilidade de direcionar o seu tempo para tarefas mais confortáveis, com mais eficiência, quer seja no trabalho ou no convívio familiar ou lazer. O sistema de gerenciamento de energia elétrica, por exemplo, pode ser programado para operar automaticamente dispositivos com baixo custo energético, com preferências individuais previamente configuradas (exemplo: temperatura do ar condicionado). O consumo de energia elétrica pode ser reduzido em até 50% (estimativa) quando o sistema de automação automaticamente desliga a iluminação, reduz a refrigeração ou aquecimento quando o edifício não está sendo mais ocupado, independentemente do horário ou dia da semana. Os edifícios verdadeiramente integrados, inteligentes, possuem alguns aspectos difíceis se não praticamente impossíveis de integrar: tratam-se dos aspectos difíceis se não praticamente impossíveis de integrar: tratam-se dos dispositivos de controle que não foram concebidos para funcionarem na mesma rede lógica ou como mesmo protocolo. Entretanto, a adoção difundida do protocolo de comunicação “Lon Works” (www.echelon.com), pelas indústrias do segmento de automação predial, está criando um padrão principal/ mundial de dispositivos de monitoramento e controle, que possuem interface lógica de comunicação. Dessa forma, tem sido possível integrá-los em todos os Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 232. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 232/424 segmentos, como por exemplo: industrial, residencial, predial, transportes etc. Com a plataforma “LonWorks”, os dispositivos dos diversos fabricantes podem operar em conjunto Omo parte de uma única rede integrada. Os dispositivos de segurança que utilizam tecnologia “LonWorks” podem detectar a posição dos usuários em um edifício e compartilhar essas informações com o sistema de iluminação, ar condicionado ou os demais sistemas e subsistemas. A troca de informação entre os subsistemas de diversos fabricantes ocorre sem a necessidade de adaptações ou integrações complexas, reduzindo desta forma os custos usuais associados com a interconexão dos sistemas proprietários. A terminologia “sistema proprietário”, apesar de ter sido amplamente utilizada/ instalada, possui a tendência de redução ou extinção gradativa ao longo do tempo; estão sendo substituídas por sistemas de protocolo aberto “LonWorks” de comunicação. Essa tendência de mercado fará com que os sistemas tenham um custo de implantação mais baixo e uma melhor eficiência operacional em um futuro próximo. O “protocolo proprietário” torna o Cliente cativo a um determinado fabricante. Para exemplificar poderíamos citar a questão do controle de acesso. Muitos edifícios em São Paulo nem ao menos sabem utilizar protocolo fechado em seu sistema de controle de acesso. Com a necessidade de comprar um crachá para o controle de acesso é que percebem que são obrigados a comprar do mesmo fabricante do sistema. Nem sempre os preços são acessíveis, ainda mais quando estivermos tratando de um lote de 1.000 a 2.000 crachás. A mesma situação pode ocorrer com as leitoras dos referidos crachás ou com o próprio software de controle de acesso. Ainda assim, comparativamente, o sistema de acesso costuma ser o mais barato entre os subsistemas integrados no Sistema de Automação Predial. Em uma rede de “LonWorks”, nenhum controle ou arquitetura “principalescravo” será necessária. Os dispositivos inteligentes do controle comunicamse com um protocolo comum a todos. Cada “nó” na rede contém a inteligência “embarcada” que executa o protocolo e executa as funções de controle que foram solicitadas. Além disso, cada ponto central de conexão (nó) possui a condição física de ser acoplado ao “microcontrolador” do “nó”, com o meio de comunicações. Um “nó” típico em uma rede do controle de LonWorks executa uma tarefa simples. Os dispositivos “microcontroladores”, tais como sensores de proximidade, interruptores, detectores do movimento, relés, movimentações do motor e instrumentos, podem todos ser “nós” na rede; ou seja; cada um desses equipamentos possui a capacidade de se comunicar/ interagir com os demais dispositivos da rede. A rede como um todo executa uma aplicação complexa do controle, tal como funcionar uma linha de produção ou automatizar um edifício. Conectar estes dispositivos à internet certamente será, e em alguns casos já é, a próxima etapa da tecnologia de automação mundial. A internet será certamente dominada por dispositivos conectados. Para cada computador que nós interagimos diariamente em nossas vidas, diretamente ou indiretamente, com dezenas de milhares de dispositivos, tais como interruptores, sensores de movimento, válvulas, relés, máquinas de lavagem e refrigeradores, permitirá que esses bilhões de dispositivos conectados à Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 233. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 233/424 internet, possam gerar novas aplicações, mais distantes e mais poderosas do que as aplicações valiosas que nós vemos hoje em dia ao nosso redor. A internet de hoje será transformada. Independente do protocolo de comunicação utilizado, sempre haverá uma palavra que acompanhará a existência dos Sistemas de Automação Predial. Essa palavra, apesar de muito conhecida pelas Incorporadoras ou Construtoras, nem sempre é tratada de forma correta. Trata-se da expressão “comissionamento”. O comissionamento propriamente dito nada mais é do que, após instalar e integrar todos os sistemas e subsistemas de automação em um edifício comercial, por exemplo, testar o seu funcionamento um a um, configurar cada equipamento ou sensor a operar dentro dos parâmetros estipulados em projeto. Um comissionamento malfeito fará com que o sistema de automação predial seja subutilizado. Poderá certamente incorrer em pagamento de multas, como por exemplo, ultrapassagem da demanda contratada de energia elétrica. Também poderá ocorrer a drenagem completa dos reservatórios de água, causando grande prejuízo financeiro. O exemplo clássico de um comissionamento mal-executado seria a questão dos controles do sistema de ar condicionado. Lembramos que o sistema de ar condicionado e seus respectivos controles individuais é o único que interfere diretamente na sensação de conforte das pessoas. Mais adiante deste capítulo iremos retornar a esse ponto. Em outras palavras, um sistema de automação do sistema de ar condicionado poderá fazer com o ar seja fechado quando solicitada sua abertura (sistema VAV com atuador invertido; ou sensor de temperatura do ambiente descalibrado). Podemos observar que os danos à “operação” podem ser irreversíveis quanto à “satisfação do usuário” final. “Muitas vezes ocorre frustração irreversível pela difusão errada do conceito Edifício Inteligente” e também pela falta de conhecimento das pessoas quanto às limitações que todo Sistema de Automação Predial possui. Já o correto conhecimento da Automação Predial resulta em “prazer” e reconhecimento das melhorias que causam ao ambiente coletivo. Comissionamento – definição O comissionamento consiste no esforço conjunto do projetista e do Arquiteto do Edifício, da Construtora e do Integrador responsável pela instalação do Sistema de Automação Predial e de todos os Fabricantes dos subsistemas, no sentido de assegurar que todo o equipamento e sistemas mecânicos e elétricos estejam completamente instalados e corretamente integrados para a operação eficiente do Edifício. O trabalho de comissionamento começará somente depois que todos os subsistemas estejam em funcionamento. Terminará quando todos os testes de todos os sistemas tenham sido realizados e certificados por todos os envolvidos descritos acima. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 234. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 234/424 Objetivos Este item também objetiva a abordagem dos principais aspectos relacionados ao Sistema de Automação Predial no que se diz respeito a sua estrutura padrão, utilização e subutilização, cuidados a serem observados, comissionamento etc. Tenta-se demonstrar de forma geral uma visão “macro” da arquitetura padrão/ ideal de um Sistema de Automação Predial. Principais conceitos O correto entendimento sobre Sistema de Automação Predial é: obter por intermédio de recursos tecnológicos, conforto e satisfação do usuário final com a utilização otimizada dos recursos disponíveis, principalmente energia elétrica, bem como agregar confiabilidade e qualidade aos serviços prestados, como por exemplo, o controle do sistema de ar condicionado. O gráfico a seguir demonstra o custo tarifário de energia elétrica do Brasil em comparação com diversos outros países do mundo. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 235. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 235/424 Outro benefício direto que o Sistema de Automação Predial ofereceu foi a flexibilidade arquitetônica de criação dos edifícios, visto que os arquitetos puderam lançar suas criações com respaldo em conforto. Como exemplo, pode-se destacar os edifícios que possuem “pele de vidro” e controle de ar condicionado periférico próximos às fachadas. Layouts mais agressivos e repletos de interferência também puderam ser concebidos graças a flexibilidade dos sistemas de controle de ar condicionado. Quanto aos elevadores, por exemplo: o que dizer quando um elevador possui sensor de peso na cabine e este, quando lotado, avisa o elevador mais próximo para atender ao andar anterior? Ou ainda programar o sistema de gerenciamento dos elevadores a fazer o seguinte: por favor, elevadores, a partir das 8:00 horas da manhã, ao irem do térreo para os andares do edifício, retornarem ao térreo, mesmo que vazio, pois diversas pessoas estarão chagando ao edifício e irão precisar dos serviços de vocês. Trata-se da programação de subida. Há também a de descida e muitas outras. Funções de um sistema de supervisão predial O sistema de Automação Predial permite, entre outras funções, extrair as seguintes informações: Alarmes: uma vez que tenha sido verificada no controlador alguma anomalia no processo sob controle, anomalia esta que não tenha sido corrigida de forma automática pelo próprio Sistema de Automação Predial, o controlador deve evitar, por intermédio da rede lógica de comunicação, para o computador central, a informação correta, a qual deverá ser analisada pelo software da Automação Predial, resultando na emissão de um alarme, que deverá ser levado ao conhecimento do Operador do Sistema, que tomará as ações necessárias objetivando o pronto restabelecimento da funcionalidade. A mensagem é levada ao Operador por intermédio da interface gráfica ou recursos audiovisuais que o Sistema de Automação possui. Tal alarme deverá ser interpretado pelo Operador e poderá resultar na emissão de uma ordem de Serviço Corretiva a ser transmitida posteriormente para a equipe de manutenção predial ou para outros recursos que possam mitigar o problema apresentado, incluindo até mesmo o fabricante ou Integrados do Sistema de Automação Predial. Outro fator que deve ser mencionado é que o Sistema de Automação Predial possui diversos níveis de operação, todos configurados para os diversos níveis técnicos de pessoas que poderão ter acesso ao Sistema. Senhas de níveis de acesso permitem ou restrigem alterações nas principais funções e configurações do Sistema de Automação Predial, exatamente pelo fato de que a operação indevida pode causar sérios danos aos equipamentos e gerar Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 236. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 236/424 problemas ainda maiores. A correta determinação desses níveis de acesso é uma função importante que deve sempre ser utilizada. Seu correto uso certamente irá minimizar perda de informações vitais e comprometimento operacional. O Sistema de Automação Predial permite que o “Status” dos subsistemas seja a qualquer momento verificado quanto a, por exemplo, o estado da corrente do funcionamento de um equipamento, sua freqüência e/ ou temperatura instantâneas, ou ainda: pressões de entrada e saída da água gelada do chiller, identificando-se as informações apresentadas e confrontando-as com os parâmetros estabelecidos no próprio sistema. A operação eficiente é aquela que estabelece parâmetros comparativos de avaliação. Outro exemplo a ser mencionado seria a temperatura de um ambiente de escritório em comparação com a temperatura pré-estabelecida. Estando a temperatura instantânea de um ambiente dentro da faixa pré-estabelecida (“set-point”), não haverá alarme; estando acima ou abaixo do parâmetro estabelecido, haverá um alarme, indicando que alguma ação deve ser tomada. O Operador do Sistema poderá ter outras informações relevantes na tela a sua frente, quais sejam:     Modulação da válvula duas vias do fan-coil; Temperatura de água gelada que entra e sai do fancoil; Status de funcionamento do motor do ventilador do fan-coil; Caso o sistema possua a capacitação de operar com volume de ar variável, a freqüência de funcionamento do variador de freqüência etc. Enfim, muitas outras informações úteis poderiam ser utilizadas, desde que corretamente avaliadas. Certamente a correta avaliação irá resultar em uma ação corretiva precisa e imediata na própria configuração do Sistema de Automação Predial ou irá direcionar, com a mesma precisão, a ação a ser tomada em campo pelos técnicos competentes. Arquitetura do sistema de automação predial Basicamente, um Sistema de Automação Predial é composto pela automação individual dos seguintes subsistemas: 1. Sistema de Ar Condicionado (chillers, termoacumulação, bombas de água gelada e condensação, atuadores, válvulas, torres de resfriamento, sensores de temperatura e pressão, variadores de freqüência, compressores etc.); Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 237. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 237/424 2. Sistema de ventilação/ exaustão mecânica: (ar externo, copas, subsolos etc.); 3. Sistema de recalque de águas (pluvial, servida e potável); 4. Gerenciamento de Energia Elétrica (demanda, fator de potência, medidores de energia elétrica etc.); 5. Sistema de Iluminação (quadrantes, zonas etc.); 6. Sistema de Grupos Geradores e no-break; 7. Sistema contra Incêndio (sensores de fumaça, gás e termovelocimétricos etc.); 8. Sistema de Combate a Incêndio; 9. Sistema de Transporte Vertical e Escadas Rolantes; 10. Sistema de Segurança Patrimonial; 11. Sistema de Controle de Acesso (portões, cancelas e catracas eletrônicas etc.); 12. Sistema de Circuito Fechado de Televisão (C.F.T.V.); 13. Sistema de sonorização. O Sistema de Supervisão Predial permite executar a programação horária para o funcionamento de cada um dos subsistemas descritos acima, no modo automático ou manual. O Sistema de Automação Predial também reconhece automaticamente datas especiais como feriados, sábados e domingos, não efetuando a ativação de determinados sistemas (exemplo: ar condicionado nos finais de semana). Cada um dos subsistemas mencionados acima possui recursos de automação, os quais são consolidados/ agrupados em uma estação central de trabalho (computador). Existe uma rede de comunicação física entre esse computador central, com uma série de controladoras espalhadas pelo edifício, normalmente próximas de cada subsistema, e por fim, o próprio subsistema. Todos os subsistemas, por intermédio do computador central, possuem a capacidade de receberem, entre outros recursos, a programação horária para ligarem ou desligarem em horários previamente determinados. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 238. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 238/424 Cada qual possui, segundo a sua natureza de atuação e função, recursos adicionais de ajuste e identificação. Como exemplo de instrumentação utilizada, temos:                Chave de nível instalada em tanques; Medidores de vazão convencional 4-20 mA; Sensores/ transdutores de pressão; Sensores de temperatura; Sensores de umidade; Válvulas e atuadores; Chaves de fluxo; Chaves fim de curso; Válvulas de expansão eletrônica; Resistências elétricas; Transdutores de corrente; Transdutores de potência; Pressostatos; Termostatos; Sensores/ transdutores de vibração. Com esses dispositivos é possível controlar/ monitorar exemplificativamente as seguintes variáveis:             Monitoração/ controle do estado ligado/ desligado dos equipamentos; Monitoração do estado local/ remoto dos comandos; Monitoração do estado de desligamento de motores por sobrecarga; Alarmes diferenciados para os pontos digitais; Alarmes de limites analógicos ultrapassados; Funções de programação horária, com controle de demanda de energia elétrica, programa de manutenção e rolagem/ revezamento de cargas ligadas, de forma a permitir a otimização do funcionamento dos equipamentos; Supervisão de pontos digitais e analógicos; Monitoração das tensões elétricas de alimentação, por fase; Monitoração da demanda instantânea de potência elétrica; Monitoração de energia elétrica consumida; Monitoração dos variadores de freqüência; Monitoração das falhas dos equipamentos; Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 239. UNINOVE Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos               Rev. B 16/07/2011 Folha 239/424 Monitoração das temperaturas do motor elétrico e mancais do compressor; Monitoração/ controle do número de partidas dos compressores por hora; Monitoração de pressões de trabalho do condensador e do evaporador; Monitoração de pressão diferencial de óleo nos compressores; Monitoração do controle de capacidade de cada compressor; Monitoração das resistências elétricas instaladas no cárter do compressor; Monitoração/ controle do degelo no evaporador; Monitoração da umidade relativa dentro da câmara frigorífica; Monitoração da posição das válvulas de bloqueio de água de condensação; Controle de “set point” de temperatura dos equipamentos; Monitoração da carga térmica requerida; Monitoração da vazão de água gelada, nas prumadas e tanques de gelo; Monitoração das chaves de fluxo de água gelada, água de condensação e ar em ventiladores e condicionadores de ar; Monitoração dos níveis do tanque de expansão. O Sistema de Automação Predial é composto por um microcomputador central tipo PC, onde um software gráfico de supervisão que monitora e/ ou controla todos os 13 subsistemas descritos acima. Entre outras funções, pode manter registro das principais variáveis, de quadros elétricos, bombas, exaustores, quadros de iluminação, níveis de caixas de água poços de águas servidas, esgoto sanitário, temperatura dos ambientes, temperatura do sistema de ar condicionado etc. O software de interface geralmente disponibiliza funções diferenciadas, as quais variam segundo cada Fabricante. No entanto, algumas funções comuns, diretamente ligadas ao controle “primário/ elementar” da edificação, estão presentes em praticamente todos. A Visualização Gráfica permite ao Operador do Sistema de Automação Predial tomar a decisão correta no momento oportuno como, por exemplo: solicitar que a equipe de manutenção tome as providências corretivas necessárias para sanar um problema apresentado por um equipamento de sistema de ar condicionado, o qual provocou a elevação de temperatura num determinado Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 240. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 240/424 ambiente de escritório, antes mesmo do usuário final apresentar uma reclamação. O Operador do Sistema visualiza graficamente o problema por intermédio de um alarme na tela. A mesma analogia deve ser aplicada para os demais recursos que o Sistema de Automação Predial disponibiliza. Elaborado por: Analisado por: Professor : Marcelo Gandra Falcone Alessandra Aparecida Vieira Marcelo Gandra Falcone QUANDO IMPRESSO CONSIDERAR PIRATARIA - CÓPIA NÃO AUTORIZADA
  • 241. UNINOVE Rev. B Engenharia de Avaliações e Perícias Manutenção Predial e Avaliação de Máquinas e Equipamentos 16/07/2011 Folha 241/424 9.12 PAISAGISMO Descrição e finalidade Paisagismo é o estudo do meio ambiente físico, de forma planejada, compondo elementos construídos e vegetais em ambientes abertos e fechados, áreas públicas e privadas. Neste estudo são levados em consideração aspectos físicos – clima, vegetação, solo e água – aspectos funcionais – acesso, circulação, uso, características da área a ser tratada, entre outros. O paisagismo complementa a arquitetura, criando ambientes agradáveis, confortáveis e saudáveis por meio da beleza de infinitas cores, formatos, texturas de folhas e flores e aromas; conforto térmico e de umidade; acessibilidade; repouso; barreira sonora; proteção contra o vento etc., além de poder contribuir com a permeabilização do solo da cidade. O conceito que muitos fazem de paisagismo é que ele se restringe apenas às espécies vegetais, o que não é correto, pois engloba também, dentre outros: pavimentação, mobiliário, vasos, espelhos d’água, equipamentos de laser e esportes, jardineiras, posteação e aparelhos de iluminação, tubulações, elementos de drenagem e irrigação. Espaços de jardins, internos ou externos, quintais ou áreas externas de um condomínio, desde que bem planejados, projetados e executados, além de permitir ao usuário ambiente para lazer, relaxamento e integração homem-