Lógica

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Aula de Lógica

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  • 1. Raciocínio Lógico Prof. Marcelo Boia
  • 2. Qual a importância do Raciocínio Lógico?
  • 3. www.drikamath.wordpress.com
  • 4. Ao longo dos séculos, a filosofia, em sua constante buscapelo conhecimento, formulou várias questões, inclusivequal sua origem, tipos, critérios e veracidade. E esseúltimo item é o que nos interessa: a verdade.Mas o que é a verdade? Séculos atrás, ela eraconsiderada imutável. Hoje, é relativa. Defende-se oprincípio de que não existe verdade absoluta, masdiferentes pontos de vista que explicam o mesmo fato.
  • 5. Voltando a questão: uma afirmação deve sebasear no raciocínio de ideias, a forma comoestas se interligam para que possamos elaborarum conceito. A lógica, nada mais é do que uminstrumento de ordenação, princípios e critériosdesses pensamentos na busca pela elaboração deum conhecimento. Quando criamos ouconcordamos com uma verdade, é porqueaceitamos a validade de seus argumentos, deacordo com regras estabelecidas por critériospessoais.
  • 6. Uma afirmação deve se basear no raciocínio deideias, a forma como estas se interligam para quepossamos elaborar um conceito. A lógica, nadamais é do que um instrumento de ordenação,princípios e critérios desses pensamentos nabusca pela elaboração de um conhecimento.Quando criamos ou concordamos com umaverdade, é porque aceitamos a validade de seusargumentos, de acordo com regras estabelecidaspor critérios pessoais.
  • 7. Por exemplo, se alguém lhe perguntasse se a atriz LuanaPiovani é bonita o que você responderia? E a cantoraClaudia Leite? Talvez a modelo Ana Hickemann?Essas proposições são verdadeiras ou falsas?
  • 8. Alguns podem concordar que todas são bonitas. Outrosque apenas uma ou duas. E outros ainda que nenhuma.Para avaliá-las, deveríamos definir o que vem a ser umamulher bonita. Mas, como avaliar a beleza de alguém?Poderíamos estabelecer critérios, tais como: altura, cordos olhos, tipo físico, apresentação. Mesmo assimchegaríamos em um impasse pois um observadorpoderia ressaltar mais um aspecto do que outro, deacordo com seu gosto pessoal. Nem mesmo a prioridadedos quesitos seria unânime. O conceito de beleza,portanto, é relativo para qualquer uma das mulherescitadas acima.
  • 9. O exemplo é importante para compreendermos que apreocupação no estudo da Lógica não é a de avaliar oconteúdo em si, mas a forma, ou seja, analisar seum determinado argumento (raciocínio), foi ou nãobem construído. É estruturar um raciocínio demodo que seja possível apresentar uma proposiçãocomo consequência de outras, independentementede seu teor, para que esta tenha validade.
  • 10. Chamamos de inferência o processo pelo qual chegamos auma conclusão. Podemos considerá-la também comoum conjunto de proposições (afirmações) das quaisuma delas, a conclusão, é extraída das demais, aspremissas.Para a Lógica, interessa o argumento correspondenteà inferência. Independentemente do caminho percorrido,a Lógica examina a relação existente entre as diversasafirmações, a fim de verificar se é justificável chegar adeterminada conclusão.
  • 11. Veja o exemplo:1) Carolina acabou de sair de sua casa para vir paracá.2) Carolina leva no mínimo 30 minutos para vir dasua casa até aqui.3) Aqui, em 10 minutos, vamos ter uma reuniãoonde Carolina é aguardada.4) Portanto, Carolina chegará atrasada à reunião.
  • 12. Na inferência acima há quatro proposições, sendo que(1), (2) e (3) são as premissas e (4) é a conclusão. Aexpressão "portanto" é um indicador deconclusão, assim como"logo", "consequentemente", "disso se segue que", etc.Um indicador de conclusão é sempre colocadoimediatamente antes da conclusão de uma inferência.
  • 13. Nota-se que a inferência busca uma resposta a partir dejuízos anteriores. Juízo é o ato pelo qual ainteligência nega ou afirma a identidaderepresentativa de dois conceitos.Por sua vez, o raciocínio é a operação pela qual opensamento de duas ou mais relações conhecidas infereuma outra relação que desta decorre logicamente.O raciocínio é, portanto, a ligação das proposições.
  • 14.  Por exemplo:Todo metal conduz eletricidade ...................... premissa 1O ferro é um metal ......................................... Premissa 2Logo, o ferro conduz eletricidade.................... Conclusão
  • 15. Nota-se que os juízos estão ligados logicamenteformando um raciocínio. Da ligação dos dois primeirosjuízos, “ferro” e “metal”, nós podemos inferir o terceiro,“eletricidade”, que constitui a conclusão.
  • 16. O encadeamento lógico dos juízos compõe o argumento,sendo ele a expressão verbal do raciocínio. Todoargumento tem uma estrutura, não é simplesmente umacoleção de proposições, mas deve possuir premissascomo evidência e uma conclusão que as confirme. Oargumento, portanto, é uma operação verbal dopensamento que consiste em encadear juízos edeles tirar uma conclusão.Nem sempre um argumento apresenta-se comclareza e permite distinguir as premissas e aconclusão. Quando expomos nossas ideias, às vezescomeçamos pela conclusão. Com frequência, tambémomitimos premissas, deixando-as subentendidas.
  • 17. Exemplo: “Pedro é alto”.Nesta afirmação, subentende-se que perto das outraspessoas de seu convívio social, Pedro possui umaestatura maior. Ou ainda, que Pedro é maior do que amédia de altura dos brasileiros (que segundo o InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística é de 1,75 m). Noentanto, nenhuma das duas informações foramexplicitadas.
  • 18. www.portalg20.blogspot.com
  • 19. Verdade e falsidade só podem ser aplicadas aproposições. Dizemos que uma proposição éverdadeira ou falsa e nunca que é válida ou inválida.Da mesma forma, dizemos que um argumento éválido ou inválido e nunca que o argumento éverdadeiro ou falso. Existem relações estreitas entre avalidade e invalidade de um argumento e a verdade efalsidade de suas premissas, mas essa relação não é tãosimples. Alguns argumentos válidos possuem premissasverdadeiras.
  • 20. Exemplo:Todo homem é um bípede ....................... premissa 1Todo bípede anda...................................... premissa 2Logo, todo homem anda.......................... ConclusãoNeste caso, o conteúdo (premissas e conclusão) éverdadeiro e o argumento válido.
  • 21. Mas há argumentos que podem conter proposiçõesfalsas, mas do ponto de vista formal o argumento éválido. Exemplo:Todo homem é um quadrúpede.............................................................. premissa 1Todo quadrúpede é mulher.............................................................. premissa 2Logo, todo homem é mulher................................................................. Conclusão O argumento é válido e o conteúdo falso
  • 22. Há argumentos que a primeira vista parecem inválidos,mas que na verdade são válidos. Do mesmo modo, háargumentos que parecem válidos, mas que na verdadesão inválidos. Reparem nesses dois argumentos. Exemplo:Todos os homens são jogadores............ Premissa 1João é homem....................................... premissa 2Logo, João é jogador ............................. conclusão A primeira premissa é falsa, pois nem todos oshomens são jogadores, portanto a conclusão pode serverdadeira ou falsa. Entretanto, o argumento éválido.
  • 23. Veja este outro exemplo:Todos os homens são mamíferos ...................... premissa 1João é mamífero ............................................... premissa 2Logo, João é homem ........................................ conclusãoDe acordo com as premissas, João é mamífero, mas nãopodemos concluir que ele seja necessariamente umhomem. Neste caso, o conteúdo é verdadeiro, mas oargumento inválido (sofisma).
  • 24. Outro caso:Todos os cariocas são pessimistas .................... premissa 1Joao é pessimista ............................................. premissa 2Joao é carioca .................................................. conclusão De acordo com as premissas, João pode ser carioca ounão, logo a conclusão não é necessariamente verdadeira.O argumento é invalido (sofisma ou falácia) e oconteúdo é falso.Como você pode perceber, a verdade ou falsidade daspremissas não determina a validade ou invalidade de umargumento. Tampouco a validade de um argumentogarante a verdade de sua conclusão.
  • 25. Argumento dedutivoNum argumento dedutivo, a conclusão está explícitanas premissas e não acrescenta qualquerinformação adicional além das que foram expostasnas premissas. Neste argumento, a conclusão é inferidanecessariamente de duas premissas.O filósofo grego Sócrates chamava a dedução lógica desilogismo, que significa “ligação”: é a ligação de doistermos por meio de um terceiro.
  • 26. Todos os homens são mortais .......................... premissa 1Paulo é homem ................................................ premissa 2Logo Paulo é mortal.......................................... conclusãoNeste caso, afirmamos que x (homens) = z (mortais), eque y (Paulo) = x (homem), então, y = z (conclusão).Perceba que há um termo médio (x), que estabelece aligação entre y e z, de modo que torna a conclusãonecessária, ou seja, tem de ser esta e não outra. Aconclusão é necessária porque deriva das premissas
  • 27. O silogismo é um raciocínio que parte de uma proposiçãogeral e conclui outra proposição geral:Todo brasileiro é sul-americano............................... premissa 1Todo mineiro é brasileiro.......................................... premissa 2Todo mineiro é sul-americano.................................. conclusãoNa proposição “Os mineiros são sul-americanos”, nãoimporta que os mineiros sejam uma parte dos brasileiros, masque nesse caso estamos nos referindo a totalidade dosmineiros.A dedução é um modelo argumentativo que não nosensina nada de novo, apenas organiza o conhecimentojá adquirido.
  • 28. O argumento indutivo é aquele cuja a conclusão é geral edecorre de premissas particulares. A característica deste tipode argumento é a de apresentar uma conclusão provável, masnão certa, já que as premissas são construídas por meio deuma observação empírica, ou seja, baseada na experiência. Exemplo:O cobre é condutor de eletricidade ............................ premissa 1O ouro é condutor de eletricidade............................. premissa 2O ferro é condutor de eletricidade............................. premissa 3O zinco é condutor de eletricidade.............................premissa 4A prata é condutora de eletricidade........................... premissa 5Logo, todo metal é condutor de eletricidade ..............conclusão
  • 29. Como é possível observar, diferente do argumentodedutivo, no argumento indutivo o conteúdo daconclusão excede o das premissas. Ou seja, enquanto aconclusão da dedução está contida nas premissas, e retiradaí sua validade, a conclusão da indução tem apenasprobabilidade de ser correta.Cabe a quem formula o pensamento lógico examinaras condições favoráveis para considerar se a induçãoé correta, isto é, se pertence a um tipo de argumento emque a maioria das premissas são verdadeiras e têmcondição de aumentar a probabilidade de acertos.
  • 30. Indução completa: quando há condições de seremexaminados cada um dos elementos de um conjunto Exemplo:Meu apartamento possui dois quarto, uma sala deestar, um banheiro, e uma cozinha. Portanto, meuapartamento possui cinco cômodos .Nas ciências físicas e biológicas, pesquisadoresfrequentemente usam este método. Pesquisadoresnotaram em centenas de experiências que um certofungo mata bactérias estreptococos, e induziram que apenicilina serviria como remédio contra pneumonia.
  • 31. Indução incompleta ou por enumeração: em que sãoobservados alguns elementos, dos quais se conclui atotalidade. Exemplo: No último senso eleitoral para as eleição presidencialde 2010, feito com aproximadamente dois mil eleitorespor todo o Brasil, a candidata a presidente Dilma era afavorita as eleições com quarenta e oito por cento dosvotos (48%), seguido por vinte e sete por cento (27%) deJosé Serra e doze por cento (12%) de Marina Silva.Podemos inferir que este será o resultado das eleiçõespresidenciais, cuja população é de duzentos milhões deeleitores. Dilma seria, pela probabilidade, vencedora. Ao considerar que dentre os eleitores da amostra 48%votará em Dilma e 27% em José Serra, conclui-se que atotalidade dos eleitores votará segundo a mesma proporção.
  • 32. Argumento de autoridade: é outro tipo comum deraciocínio indutivo. Diariamente fazemos váriasinduções baseadas nas afirmações de pessoas querespeitamos. Exemplo:Quando vamos ao médico e seguimos suasprescrições, é porque acreditamos que ele járealizou esse procedimentos diversas vezes comsucesso e que portanto no nosso caso tambémacertará o diagnóstico.
  • 33. Analogia (raciocínio por semelhança): A analogia é umraciocínio indutivo parcial ou imperfeito. Quando observamosuma situação semelhante aquela que enfrentaremos, induzimosque o resultado será o mesmo ou pelo menos semelhante. Exemplo: Carolina curou sua dor de cabeça com este remédio. Logo, se Pedro tomar o mesmo remédio, também vai curar suador de cabeça.Raciocínio por analogia se baseia no princípio que o universo etudo dentre dele é uniforme e que condições iniciaissemelhantes produzirão resultados semelhantes. Este raciocíniopode até funcionar às vezes, e certamente serve para nortearnosso raciocínio, na falta de outros indicadores mais fortes.Infelizmente, sabemos que o universo não é uniforme e quecondições iniciais semelhantes não precisam produzirresultados semelhantes.
  • 34. Grande parte de nossas conclusões diárias baseia-seem analogias. Se um determinado autor lança um novolivro, e conhecemos e gostamos de sua obra, compramoso livro porque deduzimos que ele será tão bom quanto asobras anteriores deste autor. Da mesma forma, se somosbem atendidos em uma determinada loja, retornamospara comprar porque deduzimos que teremos o mesmotratamento dado anteriormente. Da mesma forma seformos mal atendidos, evitaremos retornar.
  • 35. A falácia é um pensamento incorreto que temaparência de correto. Ela é considerada um sofisma,quando o erro é proposital, ou seja, tem intenção deenganar, ou um paralogismo, quando não háintenção de enganar.As falácias podem ser formais, quando contrariam asregras do raciocínio correto, e não-formais (ouinformais), quando os erros decorrem da falta de atençãoou de uma ambiguidade na linguagem utilizada paraformular nosso argumento.Existem inúmeras falácias. Vejamos alguns tipos.
  • 36. Presumir sobre uma população ou grande amplitude decasos baseado em uma amostra inadequada (usualmentepor ser não-representativa ou ser muito pequena).Estereótipos sobre as pessoas (“gordinhos sãosimpáticos”, políticos são desonestos”, “mulheres sãoemotivas demais”) são exemplos comuns do princípiosubjacente (que não se manifesta claramente) àgeneralização apressada. Exemplo:“Meu colega disse que a disciplina de Filosofia dele foidifícil e a disciplina de Filosofia em que estou inscritotambém é. Todas as disciplinas de Filosofia devem serdifíceis.” A experiência de suas pessoas, neste caso, não é suficientepara embasar uma conclusão.
  • 37. Ocorre quando consideramos errada uma conclusãoporque parte de alguém que nós depreciamos. Exemplo:“Catherine McKinnon escreveu vários livrosargumentando que a pornografia degrada asmulheres. Mas McKinnon é uma pessoa amarga esolitária, portanto não deveríamos dar ouvido àssuas opiniões.”O caráter e a situação marital de McKinnon, que foicaracterizada de forma tão depreciativo, nada tem a vercom a força do argumento dela, portanto, usá-los comoevidências é falacioso.
  • 38. Ocorre quando tentamos convencer alguém a concordarsimplesmente impressionando-o com um nome famosoou apelando a uma suposta autoridade, que não é umespecialista no assunto. Exemplo:Quando recorremos a autoridade do Pelé paraavaliar política, ou a um artista famoso para“vender” desde sabonetes até ideias empropagandas.
  • 39. Acontece quando se tenta convencer alguém a aceitar aconclusão fazendo-o sentir pena de outro alguém. Exemplo:“Eu sei que fui mal na prova, mas acho que você deve medar uma nota maior, pois meu cachorro estava doente eeu estive gripado, por isso não consegui estudar direito”.A conclusão é “você deve me dar uma nota maior”. Masos critérios para notas maiores estão relacionadosao aprendizado e à aplicação dos conhecimentos. Oprincípio que se tenta sustentar (aqueles quetiveram uma semana difícil devem ter notasmaiores) é claramente inaceitável.
  • 40. Ignorância da questãoConsiste em se afastar da questão, desviando adiscussão para outro lado. Exemplo:Um advogado habilidoso, que não tem como negar ocrime do réu, enfatiza que ele é bom filho, bom marido,trabalhador, etc.Ou ainda, o deputado que defende o governo acusado decorrupção em comissão de inquérito não se detém paraavaliar os fatos devidamente comprovados, mas discutequestões formais do relatório da comissão ou enfatiza opretenso revanchismo dos deputados oposicionistas.
  • 41. Trata-se simplesmente de afirmar a mesma coisa comoutras palavras. Exemplo:“Eu acho que alpinismo é um esporte perigoso porque éinseguro e arriscado.” Dizer que algo é “inseguro e arriscado” é o mesmoque dizer que ele é “perigoso”. Simplesmenterepetiu-se a primeira afirmação com outraspalavras.
  • 42. Além das falácias informais, há as falácias formais,quando o argumento não atende às regras dopensamento correto e válido. Para melhorar oentendimento, vejamos o exemplo a seguir:Todos os homens são loiros.Ora, eu sou homem.Logo, eu sou loiro.A primeira vista, o argumento nos parece falso. Masembora a primeira premissa seja materialmente falsa (ouseja, o conteúdo dela não corresponde à realidade),trata-se de um raciocínio formalmente correto.Segundo as regras da lógica, colocadas taispremissas, a conclusão se põe necessariamente.
  • 43. Agora, analisemos outro exemplo:Todos os homens são vertebrados.Ora, sou vertebrado.Logo, eu sou homem.Neste caso, tendemos a considerar o raciocínioverdadeiro, mas formalmente, ele é inválido. Nãoimporta se a conclusão corresponde a realidade, mas simque não se trata de uma construção logicamente válida.Segundo uma das regras do silogismo, o termo médio deveser, pelo menos uma vez, total. O termo médio (que nocaso é “vertebrado”) é aquele que aparece nas duaspremissas e permite estabelecer a ligação entre os outrosdois termos. Essa regra não é atendida no segundoexemplo, pois os homens são alguns dentre osvertebrados, e eu sou um dos vertebrados.
  • 44. Os dois exemplos são falácias, sendo o primeirouma falácia quanto à matéria, embora se trate deum argumento formalmente correto, enquanto osegundo é uma falácia quanto à forma, poisdesatende uma regra do argumento válido.
  • 45. FONTE:BOIA, MARCELO FERREIRA.APOSTILA DEFILOSOFIA 3° ANO