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Especializações do marketing   2a aula - 16/02/2011
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Especializações do marketing 2a aula - 16/02/2011

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Aula sobre Marketing político

Aula sobre Marketing político


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  • Mara, me desculpe a ousadia de polemizar, mas eu acho que a ideia de que 'o marketing político objetiva adequar um candidato ao eleitorado potencial' não responde plenamente à funcionalidade da prática nem à complexidade da teoria do marketing políticos nos nossos dias. Se ele fosse aplicado ao paroxismo, todos os candidatos diriam o que o eleitor quer ouvir e a eleição seria empate. Nos Estados Unidos, a maioria da população é a favor da liberação do uso de armas de fogo. Obama sempre se manifestou contra isso, ou seja, não se adequou ao eleitorado potencial, e ainda assim se elegeu. Prefiro a definição de que o marketing político é o uso de um conjuntos de ferramentas (marketing) para traduzir a política (política) para o público-alvo (eleitor). A 'política' não precisa se adequar ao pensamento dominante, mas ganhar a dominância da opinião pública pela força de seus argumentos. Quem argumentar melhor a sua política vence a batalha retórica, que a verdadeira batalha do marketing político.
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Transcript

  • 1. Disciplina: Especializações do Marketing Profa: Mara Baroni 1a aula- 16/02/2011
  • 2.
    • Marketing político
    • Conceito e história
    • O marketing na política
    • - Modelos de organograma de uma candidatura
    • Coordenação da ação política
    • - Principais áreas
    • Planejamento
    • - O que se deve saber
  • 3.
    • Pesquisa na área política
    • A influência sobre o cidadão
    • - Benefícios e malefícios para
    • o cidadão e o país
    • As tendências do marketing político:
    • - Case Obama
    • - Referências biblográficas
  • 4. Marketing político
    • Conceito:
    • “ O marketing político pode ser definido como um conjunto de técnicas e procedimentos que têm como objetivos adequar um(a) candidato(a) ao seu eleitorado potencial,
  • 5.
    • procurando fazê-lo, num primeiro momento, conhecido do maior número de
    • . eleitores possível e, em seguida, mostrando-o
    • diferente de seus adversários
    • (obviamente melhor do que
    • eles).
  • 6.
    • Os políticos, desde a Grécia Antiga, sempre lançaram mão de instrumentos para convencer os
    • eleitores e seus pares.
    • Na primeira metade do século XX destacou-se a figura de Goebbels , coordenador da propaganda do Reich e que ajudou a conquistar a adesão de parcela expressiva do povo alemão ao nazismo.
    • Sob sua orientação, eram utilizadas técnicas de publicidade nos comícios, discursos e aparições de Hitler diante da população.
  • 7.
    • O trabalho desenvolvido por ele
    • serviu como alicerce para o desenvolvi-
    • mento da propaganda política e chamou a atenção para o poder
    • deste instrumento.
  • 8.
    • A primeira vez que um candidato utilizou uma grande empresa de comunicação
    • numa campanha presidencial foi em 1952, nos EUA.
    • O general Eisenhower, acusado pelos adversários de "tentar se vender como um sabonete", contratou a BBDO (Batten,
    • Barton, Dustin e Osborne), que foi secundada pela Young and Rubicam.
  • 9.
    • .
    O principal objetivo do trabalho desenvolvido foi adaptar a linguagem do candidato aos programas de televisão, que possuíam uma dinâmica bastante diferente do discurso proferido ao vivo em comícios, onde se podia avaliar imediatamente a reação do público .
  • 10. Em 1960, quando o marketing político já era considerado instrumento obrigatório nas campanhas presidenciais americanas, surge o debate na televisão. Um deles teve influência decisiva na vitória de John Kennedy sobre Richard Nixon.
  • 11. Em 1964, o potencial da comunicação política se mostra ainda mais forte no famoso Daisy Spot , de Tony Schwartz, onde uma menina desfolha uma margarida contando de um a nove. Quando ela chega a dez, faz um gesto de surpresa, a câmera faz um plano largo sobre seus olhos e uma voz forte e deformada começa a contar de nove até um. Quando chega ao um, há o barulho de uma explosão atômica e a imagem se reflete no olho da menina. Em seguida, ouve-se a voz do candidato Lyndon Johnson:
  • 12.
    • "Existe uma escolha: fazer um mundo onde todas as crianças de Deus podem viver ou perseguir a obscuridade total. Nós devemos nos amar uns aos outros ou morrer". (Tratava-se de uma crítica contundente ao seu adversário ultraconservador, Barry Goldwater, que criticava a política externa conciliatória dos Estados Unidos. Era a prova deque o marketing político estava definitivamente incorporado nas eleições norte-americanas).
  • 13. Marketing político- adaptação do marketing convencional O que se fez foi uma adaptação do referencial teórico do marketing de produtos às especificidades da área política, com grande influência das idéias da "rational choice" (escolha racional), teoria que procura identificar a racionalidade nas ações humanas e tenta descobrir quais os fatores e interesses orientam as escolhas eleitorais dos indivíduos.
  • 14.
    • O marketing político, através das pesquisas de opinião, busca descobrir quais são os interesses do eleitorado, definindo estratégias de campanha e comunicação moldadas de acordo com os resultados dos levantamentos.
  • 15.
    • Nas eleições brasileiras, a ação do marketing político nas campanhas eleitorais já é uma realidade, tendo alcançado um elevado grau de elaboração nas partes técnica e teórica.
    • Na década de 1990 houve um boom no setor, livros e revistas especializados no tema .
  • 16.
    • A generalização das modernas técnicas de marketing e comunicação política fez brotar congressos.
    • Existe, inclusive, uma organização de "marketeiros", a Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), que realiza muitos eventos pelo país, principalmente nos anos em que ocorrem eleições ( www.abcop.com.br ). “
  • 17.
    • Uma campanha deve ser organizada. Portanto, é fundamental a redação de um organograma da campanha.
    • O ideal é que ele atenda as necessidades básicas de cada candidato.
  • 18. Modelos de Organograma
  • 19.
  • 20. Coordenação da Campanha
    • “ É o homem forte da campanha, vai desempenhar o papel de coordenador geral e fará a supervisão o desempenho de cada setor mostrado no cronograma. É o principal estrategista.
    • Como o candidato deve ser “bonzinho” no trato com seus subordinados e voluntários, então,
  • 21.
    • Caberá ao chefe da campanha fazer o papel do “homem mau”, pois será ele o encarregado a dizer não.
    • O chefe que comunica por meio de relatórios do andamento interno e externo da campanha.
    • Deve ser sensível e sociável e dotado de franqueza.
  • 22. Coordenação a ação política
    • Coordenação de ação política tem sob sua responsabilidade diversas áreas específicas:
    • a) Grupo de ação e combate;
    • b) Análise de finanças;
    • c) Comunicação: “ As assessorias de marketing, propaganda, política e o candidato”;
    • .
  • 23.
    • d)Coordenação de materiais e serviços;
    • e) Pesquisa;
    • f) Ação política: grandes eleitores (área dedicada exclusivamente a arregimentar eleitores);
    • g)Assessoria de Imprensa.
  • 24. Planejamento: o que você deve saber
    • Como planejar:
    • 1- Qual é a meta?
    • 2- Como atingí-la?
    • A partir destas duas perguntas responder as demais.
    • 1- Qual é o mandato pretendido? Estadual, Federal?
    • 2- Qual é a condição( número de votos) necessária para que isso ocorra?
  • 25.
    • 1- Qual é o potencial de votos em cada bairro, cidade, município, região ou de estado onde concorre o candidato?
    • Pesquisa
    • 2- Quantos votos eu já tenho?
    • Análise e projeção.
    • 3- Onde estão?
    • Pesquisa para avaliar sua penetração territorial.
  • 26.
    • 4- Quem são meus concorrentes?
    • Levantamento dos outros candidatos.
    • 5- Qual a situação do meu partido e a dos outros partidos?
    • 6- Quem poderiam ser meus aliados?
    • 7- Quais os temas que deverão constar na minha plataforma?
    • 8- Qual é o melhor símbolo e slogan para a minha campanha?
    • 9- Qual o melhor visual para a minha campanha?
    • 10-Quais os outros meios de atingir os eleitores?
  • 27. Pesquisa na área política
    • A pesquisa é o principal instrumento à disposição de um candidato para a elaboração de suas estratégias de campanha.
  • 28. Questionário
    • Questões abertas:
    • São aquelas que permitem ao pesquisado responder livremente a questão formulada.
    • Questões fechadas:
    • São aquelas que limitam ao consultado a tarefa de apontar uma, entre as respostas previamente definidas pelo pesquisador, dar notas ou graus.
  • 29. A influência sobre o cidadão: Benefícios e malefícios para o cidadão e o país
    • “ A mídia e especialmente
    • No Brasil a televisão, que é seu
    • meio mais eficaz mediatiza as
    • relações entre Estado e
    • sociedade civil, interferindo
    • fortemente no processo político
    • de modo essencialmente
    • contraditório.
  • 30.
    • Ao mesmo tempo em que torna
    • mais visível o debate político,
    • realizando, de modo inédito na
    • história, o princípio da
    • “ publicidade", que garante a
    • transparência dos negócios
    • públicos, a mídia também permite
    • falsificações, manipulações, abuso
    • do poder econômico, etc.
  • 31. Mais que reflexo fiel da realidade, a mídia funciona como "espelho equívoco", orientando o debate político a partir de certos temas (função de agenda),
  • 32.
    • selecionando eventos e personagens que serão transformados em notícias, podendo, com o pretexto de informar, obnubilar a compreensão dos fatos reais em jogo.
  • 33.
    • Ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de informação e de compreensão da realidade (por exemplo, revelando pela imagem aspectos pessoais dos políticos, que podem permitir ao público avaliar as qualidades morais do candidato).
  • 34.
    • A televisão pode também paralisar a ação, dando ao indivíduo a ilusão de participação por estar bem informado
    • ("disfunção narcotizante").
  • 35.
    • Podemos exemplificar o malefício
    • para o cidadão com a utilização do
    • marketing, a campanha de
    • Fernando Collor em 1989.
    “ Na campanha para as eleições presidenciais de 1989, por exemplo, a televisão ajudou a criar um "cenário político", que favoreceu fortemente o candidato Collor: a novela "Que Rei Sou Eu?" "mostrava um .reino decadente e corrupto (que seria o governo Sarney) ser derrotado por um jovem e heróico príncipe (disfarçado de líder do povo).”
  • 36.
    • “ A propaganda política via televisão é um dos exemplos mais claros de como a ética na comunicação, ou sua ausência, pode influenciar a produção da mensagem, caracterizando-a como proselitismo aceitável
    • ou como manipulação mentirosa e desavergonhada.”
  • 37. Tendências do marketing político
    • O case Obama
  • 38.
    • KUNTZ, Ronald A. Manual de campanha eleitoral: marketing político, 9ª ed., Global Editora, São Paulo, 2002.
    • FIGUEIREDO, Rubens. Manual prático de Marketing Político – Escola Política I
    • Disponível em: http://www.adenauer.org.br/livros/prefor/escola.pdf
    • Acessado em 0102/2010 às 15:00 h
    • BELLONI, Maria Luiza. -A espetacularização da política e a educação para a cidadania.
    • Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view File/10644/10175
    • Acessado em 08/02/2011 às 14:00 h

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