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05 a 08 aula   períodos da historia da filosofia ocidental
 

05 a 08 aula períodos da historia da filosofia ocidental

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    05 a 08 aula   períodos da historia da filosofia ocidental 05 a 08 aula períodos da historia da filosofia ocidental Document Transcript

    • Os principais períodos da FilosofiaFilosofia antiga(do século VI a.C. ao século VI d.C.)Compreende os quatro grandes períodos da Filosofia greco-romana, indo dos pré-socráticos aos grandes sistemas do período helenístico, mencionados no capítuloanterior.Filosofia patrística(do século I ao século VII)Inicia-se com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João e termina noséculo VIII, quando teve início a Filosofia medieval.A patrística resultou do esforço feito pelos dois apóstolos intelectuais (Paulo e João)e pelos primeiros Padres da Igreja para conciliar a nova religião - o Cristianismo -com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, pois somente com talconciliação seria possível convencer os pagãos da nova verdade e convertê-los aela. A Filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e àdefesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dosantigos.Divide-se em patrística grega (ligada à Igreja de Bizâncio) e patrística latina(ligada à Igreja de Roma) e seus nomes mais importantes foram: Justino,Tertuliano, Atenágoras, Orígenes, Clemente, Eusébio, Santo Ambrósio, SãoGregório Nazianzo, São João Crisóstomo, Isidoro de Sevilha, Santo Agostinho, Bedae Boécio.A patrística foi obrigada a introduzir idéias desconhecidas para os filósofos greco-romanos: a idéia de criação do mundo, de pecado original, de Deus como trindadeuna, de encarnação e morte de Deus, de juízo final ou de fim dos tempos eressurreição dos mortos, etc. Precisou também explicar como o mal pode existir nomundo, já que tudo foi criado por Deus, que é pura perfeição e bondade.Introduziu, sobretudo com Santo Agostinho e Boécio, a idéia de “homem interior”,isto é, da consciência moral e do livre-arbítrio, pelo qual o homem se tornaresponsável pela existência do mal no mundo.Para impor as idéias cristãs, os Padres da Igreja as transformaram em verdadesreveladas por Deus (através da Bíblia e dos santos) que, por serem decretosdivinos, seriam dogmas, isto é, irrefutáveis e inquestionáveis. Com isso, surgeuma distinção, desconhecida pelos antigos, entre verdades reveladas ou da fé everdades da razão ou humanas, isto é, entre verdades sobrenaturais e verdadesnaturais, as primeiras introduzindo a noção de conhecimento recebido por umagraça divina, superior ao simples conhecimento racional. Dessa forma, o grandetema de toda a Filosofia patrística é o da possibilidade de conciliar razão e fé, e, aesse respeito, havia três posições principais:1. Os que julgavam fé e razão irreconciliáveis e a fé superior à razão (diziam eles:“Creio porque absurdo”).2. Os que julgavam fé e razão conciliáveis, mas subordinavam a razão à fé (diziameles: “Creio para compreender”).3. Os que julgavam razão e fé irreconciliáveis, mas afirmavam que cada uma delastem seu campo próprio de conhecimento e não devem misturar-se (a razão serefere a tudo o que concerne à vida temporal dos homens no mundo; a fé, a tudo oque se refere à salvação da alma e à vida eterna futura).
    • Filosofia medieval(do século VIII ao século XIV)Abrange pensadores europeus, árabes e judeus. É o período em que a IgrejaRomana dominava a Europa, ungia e coroava reis, organizava Cruzadas à TerraSanta e criava, à volta das catedrais, as primeiras universidades ou escolas. E, apartir do século XII, por ter sido ensinada nas escolas, a Filosofia medieval tambémé conhecida com o nome de Escolástica.A Filosofia medieval teve como influências principais Platão e Aristóteles, embora oPlatão que os medievais conhecessem fosse o neoplatônico (vindo da Filosofia dePlotino, do século VI d.C.), e o Aristóteles que conhecessem fosse aqueleconservado e traduzido pelos árabes, particularmente Avicena e Averróis.Conservando e discutindo os mesmos problemas que a patrística, a Filosofiamedieval acrescentou outros - particularmente um, conhecido com o nome deProblema dos Universais - e, além de Platão e Aristóteles, sofreu uma grandeinfluência das idéias de Santo Agostinho. Durante esse período surge propriamentea Filosofia cristã, que é, na verdade, a teologia. Um de seus temas mais constantessão as provas da existência de Deus e da alma, isto é, demonstrações racionais daexistência do infinito criador e do espírito humano imortal.A diferença e separação entre infinito (Deus) e finito (homem, mundo), a diferençaentre razão e fé (a primeira deve subordinar-se à segunda), a diferença eseparação entre corpo (matéria) e alma (espírito), O Universo como uma hierarquiade seres, onde os superiores dominam e governam os inferiores (Deus, arcanjos,anjos, alma, corpo, animais, vegetais, minerais), a subordinação do poder temporaldos reis e barões ao poder espiritual de papas e bispos: eis os grandes temas daFilosofia medieval.Outra característica marcante da Escolástica foi o método por ela inventado paraexpor as idéias filosóficas, conhecida como disputa: apresentava-se uma tese eesta devia ser ou refutada ou defendida por argumentos tirados da Bíblia, deAristóteles, de Platão ou de outros Padres da Igreja.Assim, uma idéia era considerada uma tese verdadeira ou falsa dependendo daforça e da qualidade dos argumentos encontrados nos vários autores. Por causadesse método de disputa - teses, refutações, defesas, respostas, conclusõesbaseadas em escritos de outros autores -, costuma-se dizer que, na Idade Média, opensamento estava subordinado ao princípio da autoridade, isto é, uma idéia éconsiderada verdadeira se for baseada nos argumentos de uma autoridadereconhecida (Bíblia, Platão, Aristóteles, um papa, um santo).Os teólogos medievais mais importantes foram: Abelardo, Duns Scoto, EscotoErígena, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Guilhermede Ockham, Roger Bacon, São Boaventura. Do lado árabe: Avicena, Averróis,Alfarabi e Algazáli. Do lado judaico: Maimônides, Nahmanides, Yeudah bem Levi.Filosofia da Renascença(do século XIV ao século XVI)É marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média, denovas obras de Aristóteles, bem como pela recuperação das obras dos grandesautores e artistas gregos e romanos.São três as grandes linhas de pensamento que predominavam na Renascença:1. Aquela proveniente de Platão, do neoplatonismo e da descoberta dos livros doHermetismo; nela se destacava a idéia da Natureza como um grande ser vivo; ohomem faz parte da Natureza como um microcosmo (como espelho do Universointeiro) e pode agir sobre ela através da magia natural, da alquimia e da astrologia,pois o mundo é constituído por vínculos e ligações secretas (a simpatia) entre as
    • coisas; o homem pode, também, conhecer esses vínculos e criar outros, como umdeus.2. Aquela originária dos pensadores florentinos, que valorizava a vida ativa, isto é,a política, e defendia os ideais republicanos das cidades italianas contra o ImpérioRomano-Germânico, isto é, contra o poderio dos papas e dos imperadores. Nadefesa do ideal republicano, os escritores resgataram autores políticos daAntigüidade, historiadores e juristas, e propuseram a “imitação dos antigos” ou orenascimento da liberdade política, anterior ao surgimento do império eclesiástico.3. Aquela que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino,tanto através dos conhecimentos (astrologia, magia, alquimia), quanto através dapolítica (o ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura, engenharia,navegação) e das artes (pintura, escultura, literatura, teatro).A efervescência teórica e prática foi alimentada com as grandes descobertasmarítimas, que garantiam ao homem o conhecimento de novos mares, novos céus,novas terras e novas gentes, permitindo-lhe ter uma visão crítica de sua própriasociedade. Essa efervescência cultural e política levou a críticas profundas à IgrejaRomana, culminando na Reforma Protestante, baseada na idéia de liberdade decrença e de pensamento. À Reforma a Igreja respondeu com a Contra-Reforma ecom o recrudescimento do poder da Inquisição.Os nomes mais importantes desse período são: Dante, Marcílio Ficino, GiordanoBruno, Campannella, Maquiavel, Montaigne, Erasmo, Tomás Morus, Jean Bodin,Kepler e Nicolau de Cusa.Filosofia moderna(do século XVII a meados do século XVIII)Esse período, conhecido como o Grande Racionalismo Clássico, é marcado por trêsgrandes mudanças intelectuais:1. Aquela conhecida como o “surgimento do sujeito do conhecimento”, isto é, aFilosofia, em lugar de começar seu trabalho conhecendo a Natureza e Deus, paradepois referir-se ao homem, começa indagando qual é a capacidade do intelectohumano para conhecer e demonstrar a verdade dos conhecimentos. Em outraspalavras, a Filosofia começa pela reflexão, isto é, pela volta do pensamento sobre simesmo para conhecer sua capacidade de conhecer.O ponto de partida é o sujeito do conhecimento como consciência de si reflexiva,isto é, como consciência que conhece sua capacidade de conhecer. O sujeito doconhecimento é um intelecto no interior de uma alma, cuja natureza ou substânciaé completamente diferente da natureza ou substância de seu corpo e dos demaiscorpos exteriores.Por isso, a segunda pergunta da Filosofia, depois de respondida a pergunta sobre acapacidade de conhecer, é: Como o espírito ou intelecto pode conhecer o que édiferente dele? Como pode conhecer os corpos da Natureza?2. A resposta à pergunta acima constituiu a segunda grande mudança intelectualdos modernos, e essa mudança diz respeito ao objeto do conhecimento. Para osmodernos, as coisas exteriores (a Natureza, a vida social e política) podem serconhecidas desde que sejam consideradas representações, ou seja, idéias ouconceitos formulados pelo sujeito do conhecimento.Isso significa, por um lado, que tudo o que pode ser conhecido deve poder sertransformado num conceito ou numa idéia clara e distinta, demonstrável enecessária, formulada pelo intelecto; e, por outro lado, que a Natureza e asociedade ou política podem ser inteiramente conhecidas pelo sujeito, porque elassão inteligíveis em si mesmas, isto é, são racionais em si mesmas e propensas aserem representadas pelas idéias do sujeito do conhecimento.
    • 3. Essa concepção da realidade como intrinsecamente racional e que pode serplenamente captada pelas idéias e conceitos preparou a terceira grande mudançaintelectual moderna. A realidade, a partir de Galileu, é concebida como um sistemaracional de mecanismos físicos, cuja estrutura profunda e invisível é matemática. O“livro do mundo”, diz Galileu, “está escrito em caracteres matemáticos.”A realidade, concebida como sistema racional de mecanismos físico-matemáticos,deu origem à ciência clássica, isto é, à mecânica, por meio da qual são descritos,explicados e interpretados todos os fatos da realidade: astronomia, física, química,psicologia, política, artes são disciplinas cujo conhecimento é de tipo mecânico, ouseja, de relações necessárias de causa e efeito entre um agente e um paciente.A realidade é um sistema de causalidades racionais rigorosas que podem serconhecidas e transformadas pelo homem. Nasce a idéia de experimentação e detecnologia (conhecimento teórico que orienta as intervenções práticas) e o ideal deque o homem poderá dominar tecnicamente a Natureza e a sociedade.Predomina, assim, nesse período, a idéia de conquista científica e técnica de toda arealidade, a partir da explicação mecânica e matemática do Universo e da invençãodas máquinas, graças às experiências físicas e químicas.Existe também a convicção de que a razão humana é capaz de conhecer a origem,as causas e os efeitos das paixões e das emoções e, pela vontade orientada pelointelecto, é capaz de governá-las e dominá-las, de sorte que a vida ética pode serplenamente racional.A mesma convicção orienta o racionalismo político, isto é, a idéia de que a razão écapaz de definir para cada sociedade qual o melhor regime político e como mantê-lo racionalmente.Nunca mais, na história da Filosofia, haverá igual confiança nas capacidades e nospoderes da razão humana como houve no Grande Racionalismo Clássico. Osprincipais pensadores desse período foram: Francis Bacon, Descartes, Galileu,Pascal, Hobbes, Espinosa, Leibniz, Malebranche, Locke, Berkeley, Newton,Gassendi.Filosofia da Ilustração ou Iluminismo(meados do século XVIII ao começo do século XIX)Esse período também crê nos poderes da razão, chamada de As Luzes (por isso, onome Iluminismo). O Iluminismo afirma que:● pela razão, o homem pode conquistar a liberdade e a felicidade social e política (aFilosofia da Ilustração foi decisiva para as idéias da Revolução Francesa de 1789);● a razão é capaz de evolução e progresso, e o homem é um ser perfectível. Aperfectibilidade consiste em liberar-se dos preconceitos religiosos, sociais e morais,em libertar-se da superstição e do medo, graças as conhecimento, às ciências, àsartes e à moral;● o aperfeiçoamento da razão se realiza pelo progresso das civilizações, que vãodas mais atrasadas (também chamadas de “primitivas” ou “selvagens”) às maisadiantadas e perfeitas (as da Europa Ocidental);● há diferença entre Natureza e civilização, isto é, a Natureza é o reino das relaçõesnecessárias de causa e efeito ou das leis naturais universais e imutáveis, enquantoa civilização é o reino da liberdade e da finalidade proposta pela vontade livre dospróprios homens, em seu aperfeiçoamento moral, técnico e político.Nesse período há grande interesse pelas ciências que se relacionam com a idéia deevolução e, por isso, a biologia terá um lugar central no pensamento ilustrado,pertencendo ao campo da filosofia da vida. Há igualmente grande interesse e
    • preocupação com as artes, na medida em que elas são as expressões porexcelência do grau de progresso de uma civilização.Data também desse período o interesse pela compreensão das bases econômicasda vida social e política, surgindo uma reflexão sobre a origem e a forma dasriquezas das nações, com uma controvérsia sobre a importância maior ou menor daagricultura e do comércio, controvérsia que se exprime em duas correntes dopensamento econômico: a corrente fisiocrata (a agricultura é a fonte principal dasriquezas) e a mercantilista (o comércio é a fonte principal da riqueza das nações).Os principais pensadores do período foram: Hume, Voltaire, D’Alembert, Diderot,Rousseau, Kant, Fichte e Schelling (embora este último costume ser colocado comofilósofo do Romantismo).Filosofia contemporâneaAbrange o pensamento filosófico que vai de meados do século XIX e chega aosnossos dias. Esse período, por ser o mais próximo de nós, parece ser o maiscomplexo e o mais difícil de definir, pois as diferenças entre as várias filosofias ouposições filosóficas nos parecem muito grandes porque as estamos vendo surgirdiante de nós.Para facilitar uma visão mais geral do período, faremos, no próximo capítulo, umacontraposição entre as principais idéias do século XIX e as principais correntes depensamento do século XX.