Problemas na exploração dos recursos
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Problemas na exploração dos recursos Problemas na exploração dos recursos Presentation Transcript

  • OS RECURSOS DO SUBSOLO Que Problemas Decorrem da sua Exploração? GEOGRAFIA A Maria dos Anjos Poeira 10º E
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 2
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Apesar da relativa riqueza do subsolo no nosso país, a indústria extrativa não é suficiente para satisfazer as necessidades internas, não tendo, por isso, um papel de relevo na economia do nosso país Indústria extrativa: evolução das saídas e entradas de produtos, entre 2002 e 2010 Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 3
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS A indústria extrativa tem vários problemas levando ao encerramento de muitas minas: a reduzida viabilidade económica e fraca concorrência internacional que se repercute na descida dos preços. Entre os principais condicionalismos internos encontramos: Pequena dimensão dos depósitos de minerais Localização das jazidas minerais a grande profundidade • Existem apenas 13 jazidas de grande dimensão (7 localizadas no distrito de Beja), onde é explorado um número restrito de minérios (cobre, estanho, volfrâmio, chumbo, zinco, pirite, prata e ouro). • Áreas de acesso difícil pelo fraco desenvolvimento de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, o que encarece a extração e o transporte dos minérios. • São mais elevados do que noutros países potencialmente concorrentes Elevados custos com a de Portugal, que assim conseguem preços de mercado mais mão de obra e segurança competitivos. Problemas ambientais Maria dos Anjos • Há vários riscos ambientais nos locais juntos às minas: a degradação da paisagem e a contaminação química dos solos e das águas subterrâneas e superficiais, quer pelas minas quer pelas pedreiras a céu aberto. ANO LETIVO 2013/2014 4
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Causas do desequilíbrio entre a produção e o consumo de energia A produção de energia em Portugal é bastante reduzida relativamente ao que é necessário para satisfazer o consumo, representando apenas cerca de 14 % das necessidades. O consumo final (habitações, atividades de serviços, transportes, agricultura, pescas, construção e indústria transformadora) representa 75 % do consumo de energia primária. Maria dos Anjos Consumo total de eletricidade, por concelho e região autónoma, em Portugal. ANO LETIVO 2013/2014 5
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Causas do desequilíbrio entre a produção e o consumo de energia Na ausência da exploração destes recursos, a produção de energia, em Portugal, faz-se exclusivamente a partir da utilização de recursos renováveis disponíveis no território continental e insular. De entre esses recursos salientam-se as lenhas e os resíduos vegetais (biomassa), que produzem cerca de dois terços da energia em Portugal. Maria dos Anjos Estrutura da produção interna de energia, em 2011. ANO LETIVO 2013/2014 6
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Consequências do desequilíbrio energético Como Portugal não produz energia de forma a suprir as suas necessidades, recorre à importação, em especial de petróleo, a mais utilizada, representando 46 % do consumo de energia primária e 54 % do consumo final. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 7
  • INDÚSTRIA EXTRATIVA E SEUS PROBLEMAS Consequências do desequilíbrio energético O petróleo representa mais de 80 % da energia importada. O seu preço sofre variações por ser um produto sensível aos diversos acontecimentos de caráter económico, político ou bélico que ocorrem no Mundo. Pode falar-se em dependência energética em relação ao exterior. Evolução das cotações médias anuais do petróleo, entre 2004 e 2011. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 8
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 9
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal Valorização dos Recursos Endógenos Áreas com potencial para a exploração de metais preciosos. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 10
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal Valorização dos Recursos Endógenos  O potencial de exploração dos recursos geológicos em Portugal depende de um maior conhecimento geológico do subsolo;  Apesar de serem conhecidas algumas jazidas minerais;  Um enquadramento económico, tecnológico e ambiental adequado;  A melhoria das infraestruturas,  Poderia levar a atrair investimentos de grandes empresas com o intuito de abrir novas minas e reativar outras mais antigas. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 11
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal A utilização de fontes renováveis  Os projetos de aproveitamento de energias renováveis no território português estão integrados na política energética nacional e europeia, que tem em conta os acordos entre os países à escala mundial, como, por exemplo, o Protocolo de Quioto, que começou a ser negociado em 1997.  Em 2001, no âmbito da política energética da União Europeia, os estadosmembros firmaram um compromisso quanto aos objetivos nacionais a atingir até ao ano de 2010, no que diz respeito ao consumo de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.  Para Portugal, o objetivo fixado foi de 39 % (Diretiva 2001/77/CE). Atualmente, esse valor ultrapassou já os 50 %, em resultado de um crescimento assinalável da utilização dos vários tipos de energias renováveis desde o início do século. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 12
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal A utilização de fontes renováveis  A energia geotérmica é uma das soluções para a produção de eletricidade nas regiões vulcânicas, como nos Açores.  No território continental, onde a temperatura da maioria das águas termais varia entre 20 °C e 40 °C, não excedendo os 80 °C, o reaproveitamento deste calor para outras utilizações, como o aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas, está muito condicionado a um número restrito de lugares onde existe um caudal geotérmico suficiente, temperatura da água elevada e baixa salinidade. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 13
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo  A Biomassa é a massa total de organismos vivos numa dada área.  Dentro da biomassa, podemos distinguir algumas fontes de energia com potencial energético considerável: a madeira, os resíduos agrícolas, os resíduos municipais sólidos, os resíduos animais, os resíduos da produção alimentar, as plantas aquáticas e as algas VANTAGENS: é uma fonte de energia renovável e limpa, que pode melhorar a DESVANTAGENS: qualidade necessárias criar culturas agrícolas apenas com fins energéticos;  Seriam do ambiente. Pode contribuir positivamente para a economia contribuindo para um necessário efetuar um melhoramento da eficácia postos de trabalho. É uma  Seria menor desperdício de matéria e criando mais dos sistemas sanitários, de energia segura e com um grande potencial. por exemplo, sob a forma de gás; modo a diminuir o desperdício de matéria,  Seria necessária a criação de um sistema mais eficiente de transporte de biocombustíveis. ANO LETIVO 2013/2014 14 Maria dos Anjos
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo  Produção de gás metano obtido a partir da combustão de resíduos provenientes das atividades agropecuária, indústria agroalimentar e ETAR’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais) VANTAGENS:  Permite a produção de energia elétrica ou calorífica; DESVANTAGENS:  Pode ser a solução para alguns dos nossos problemas da disponibilidade de  Ocorre a formação de gás tóxico (sulfúdrico);  Écombustível no meio rural; necessária a escolha adequada do material utilizado na construção de um  biodigestor, pois a formaçãoqualidade corrosivoseimplica, a longoaprazo, um elevado Proporciona uma melhor de gases de vida poderá evitar desertificação nas aldeias; custo de manutenção.  Não liberta gases de estufa Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 15
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo Energia Hídrica A produção de hidroeletricidade é principalmente efetuada:  Através de centrais hidroelétricas e também tem sido aproveitada Em pequenas centrais hídricas Produz cerca de 30% da eletricidade consumida, anualmente, em Portugal DESVANTAGENS: VANTAGENS:  Dificuldades de hidroeletricidade, é de processos mais eficientes e menos  A produção burocráticas nos processosdos licenciamento e apreciação de estudos de impactes poluidore; ambientais;  Dificuldades de ligação à rede elétrica nacional;  Muitos dos efeitos são reversíveis e, a natureza, com a contribuição humana, acaba  por encontrar novos equilíbrios. aos condicionalismos meteorológicos. Elevada dependência em relação Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 16
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo Energia Solar Aproveita a energia do sol em duas componentes:  Fotovoltaica – conversão em energia elétrica através de painéis;  Térmica – aquecimento de água. DESVANTAGENS: VANTAGENS:  Elevado investimentoelevada produção;  Baixa manutenção e inicial;  Impacto de emprego técnico;  Criação visual.  Excelente exposição solar do território nacional Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 17
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo Energia Eólica Apesar da irregularidade e variação sazonal dos ventos, Portugal apresenta boas potencialidades eólicas, principalmente em regiões litorais e montanhosas. DESVANTAGENS: VANTAGENS:  Impacto visual: a instalação gera uma grande  É uma fonte de energia segura e renovável; modificação da paisagem;  Impacto sobre as aves do local: pelo choque delas nas pás, efeitos desconhecidos  Não polui;  As instalações são móveis e, quando retirada, pode-se refazer toda a área utilizada; sobre a modificação dos seus comportamentos habituais de migração;  Impacto sonoro: construção;  Tempo rápido de o som do vento nas pás produz um ruído constante. As casa do  Recurso autónomo pelo menos, a 200m de distância local deverão estar, e económico;  Cria-se mais emprego. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 18
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo Energia das Ondas e Marés Na evolução dinâmica das indústrias de energia renováveis a energia das ondas está a emergir. A tecnologia é relativamente nova e atualmente ainda não é economicamente competitiva com outra tecnologias mais maduras como o caso da energia eólica, no entanto o interesse por parte dos governos e da indústria continua a crescer sendo preponderante o facto das ondas possuierem elevada densidade energética, que é a maior dos recursos renováveis DESVANTAGENS:  Possui alguma irregularidade sazonal e, naturalmente, só pode ser utilizada em VANTAGENS:  regiões do litoral e renovável. Totalmente limpa (Portugal detém boas condições para a sua implementação na costa ocidental e nas ilhas dos Açores)  Grande complexidade tecnológica;  Perde na competitividade comparativamente às outras energias. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 19
  • Como podem ser potencializados os recursos energéticos em Portugal As fontes energéticas alternativas às do subsolo Energia Geotérmica O aproveitamento direto do calor existente no interior da terra, nas regiões vulcânicas, tem sido efetuado há muitos anos. A água aquecida geotermicamente é utilizada para piscicultura, agricultura, aquecimento de casas, processos industriais, para impedir que as estradas gelem no inverno (através da instalação de tubos por baixo do pavimento Em Reiquejavic, capital da Islândia, cerca de 95% das casas são aquecidas por este processo, sendo por isso, considerada uma das cidades menos poluídas do mundo DESVANTAGENS:  Está confinada a regiões com atividade vulcânica; VANTAGENS:  Libertação de CO2, fortes odores e gases corrosivos (ácido sulfúrico);  É renovável.  Necessidade de tratamento das águas residuais. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 20
  • O PAPEL DO TERMALISMO NO DESENVOLVIMENTO DAS REGIÕES  O termalismo é desenvolvido em alguns dos locais de onde são extraídas as águas minerais. tratamento prevenção  Tradicionalmente, é visto como uma atividade que tem como principal A estratégia de desenvolvimento domínio de atuação a termalismo: das quatro vertentes do prevenção e o tratamento de doenças.  Esta atividade é grande potencializadora das regiões onde ocorre. bem-estar lazer É necessário atuar na vertente da formação profissional, através da valorização contínua dos recursos humanos. O desenvolvimento do turismo teria consequências no aumento do consumo e na criação de emprego, dinamizando as economias locais e regionais. Estas circunstâncias, a ocorrerem em áreas do interior caracterizadas pela desertificação, poderiam ser determinantes para a fixação de população. Maria dos Anjos ANO LETIVO 2013/2014 21