O Centro - n.º11 – 04.10.2006

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Versão integral da edição n.º 11 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. Director: Jorge Castilho. 04.10.2006.

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Para saber mais sobre a arte e as técnicas de titular na imprensa, assim como sobre a “Intertextualidade”, visite http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm (necessita de ter instalado o Java Runtime Environment), e www.youtube.com/discover747

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
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http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
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http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
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O Centro - n.º11 – 04.10.2006

  1. 1. DIRECTOR J O R G E C A S T I L H O OPINIÃO Carlos Carranca Francisco Amaral Mário Martins Renato Ávila Varela Pècurto PÁG. 19, 20, 21 e 24 Exposição Pág. 8 de Zé Penicheiro | Taxa Paga | Devesas – 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro na Figueira da Foz de plástico fechado (DE53742006MPC) ANO I N.º 11 (II série) De 4 a 17 de Outubro de 2006 € 1 euro HOJE É O DIA MUNDIAL DO ANIMAL (iva incluído) Eles também têm direitos! EM COIMBRA, DE 16 A 21 DE OUTUBRO Festa do Cinema Francês PÁG. 12 EMBORA POR RAZÕES DIFERENTES Republicanos e monárquicos celebram o 5 de Outubro PÁG. 4 E 5 PÁGINAS 6 E 7 CO-INCINERAÇÃO DESPORTO ASSINE O “CENTRO” E GANHE OBRA DE ARTE Assinantes Governo Basquetebol do “Centro” Futebol com 10% trava Futsal de desconto providência Natação na compra cautelar Pólo Aquático de livros PÁG. 2 e 3 PÁG. 3 PÁG. 14 a 17
  2. 2. 2 DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 EDITORIAL Efemérides outros sectores bem menos relevantes, como de-rosa, tal não afecta a independência nacio- com outras entidades, públicas e privadas, sejam os futebóis e negócios afins… nal…). Se quase todos sabem de cor os hinos para que Coimbra seja reconhecida como Jorge Castilho ou do Benfica, ou do Sporting ou do FCP “Cidade da Saúde”. jorge.castilho@zmail.pt E por falar em Monarquia e República, (consoante as preferências clubísticas), mais se devo confessar que, independentemente de justifica que conheçam também o de Portugal, Por último, que me seja permitido aludir a Celebra-se hoje, 4 de Outubro, o Dia Mun- convicções políticas, me parece ter sido desne- que deveria ser o clube de todos nós. O outra efeméride: foi a 30 de Setembro de 1987 dial do Animal. cessária a mudança da Bandeira Nacional “Centro” dá o seu contributo para a causa, que saiu a primeira edição do “Jornal de O “Centro” tem vindo a assumir, desde a quando foi implantada a República. publicando, na página 4, a letra de “A Coimbra”, um semanário que fundei e dirigi primeira edição, a defesa dos direitos dos ani- Por um lado, a bandeira que representava Portuguesa”. ao longo de quase 17 anos, e de que o mais (relativamente à qual a UNESCO apro- Portugal a 5 de Outubro de 1910 (e ao contrá- “Centro” tenta ser digno sucessor. vou, há quase 30 anos, uma Declaração que rio do que sucede com as bandeiras de alguns Uma outra celebração que importa aqui Como reconheceram publicamente deze- reproduzimos na página 7). outros países), não ostentava símbolos incom- registar é a do Dia Mundial da Água, assinala- nas de personalidades dos mais diversos qua- Infelizmente, como é fácil de concluir pela patíveis com o novo regime republicano – do no passado domingo, dia 1 de Outubro. drantes, o “Jornal de Coimbra” foi um exem- leitura do articulado dessa Declaração, todos com excepção da coroa, que poderia ter sido Para a maior parte de nós, portugueses, há plo de independência e isenção, para além de os dias se assiste à violação dos princípios ali retirada, mantendo-se os restantes elementos. dois tipos de água: a do mar, salgada, boa para uma escola onde se iniciaram alguns dos que plasmados, de forma muitas vezes cruel, não Por outro lado, há que reconhecê-lo, era a pesca e para refrescar no Verão; e a outra, são hoje dos mais destacados jornalistas por- raro descarada e quase sempre impune. bem mais bonita (azul e branca) do que a dita doce, que é tratada como sendo apenas tugueses. Aliás, uma impunidade que é normalmen- adoptada pela República. Mas gostos não se um líquido acessível, de baixo custo (excepto Conscientes da responsabilidade de tão te extensiva às constantes infracções à legisla- discutem… a engarrafada, especialmente quando se con- honrosa herança, cá continuamos a respeitar ção portuguesa e comunitária (atente-se, por Agora o que já pode, e deve, discutir-se, é o some em restaurantes e hotéis…), que corre os mesmos princípios, enfrentando as dificul- exemplo, no caso das touradas com a morte tratamento que actualmente está a ser dado à com abundância por rios e ribeiros, e também dades daí decorrentes, mas orgulhosos por dos animais na arena, na maneira cruel como Bandeira Nacional. Por oportuna sugestão do das torneiras que abrimos nas casas-de-banho, levarmos até aos leitores um jornal impoluto. muitas vezes são transportados e abatidos os um brasileiro que sabe do seu ofício, ela foi nas cozinhas, nos jardins… animais para consumo humano, na desumani- utilizada para exacerbar o apoio dos portu- Mas nem sempre foi assim, no passado, e dade com que muitos maltratam e abando- gueses à selecção de futebol por ele dirigida. O não poderá continuar a ser assim, no futuro. nam animais domésticos, sobretudo na época apelo resultou, e o negócio das bandeiras Lembro-me de, nas férias estivais de infân- Os Leitores de férias). prosperou. O País inundou-se de “bandeiras cia passadas no Minho, assistir a graves confli- Por tudo isto, à medida que os anos vão nacionais”, que da China chegavam aos milha- tos entre agricultores por causa das servidões a participarem passando, com maior convicção vou adoptan- res, quase sempre deturpando os seus símbo- de águas de rega, que serpenteava pelos sulcos Gostaríamos que os leitores ti- do a sábia afirmação: quanto mais conheço los de forma mais ou menos grosseira. Mas o rasgados na terra à força da enxada, e que a vessem uma efectiva participação dos homens e das mulheres, mais apreço tempo foi passando, e hoje o que se vê, em horas certas era desviada para fazer medrar as nos conteúdos de cada edição do tenho pelos animais… muitas varandas, paredes de cafés e antenas de culturas sequiosas na manta de retalhos que “Centro”, enviando-nos textos e automóveis, são trapos desbotados, num des- eram aqueles campos agrícolas, cada pedaci- imagens que entendam terem inte- Amanhã, 5 de Outubro, assinalam-se os 96 mazelo que configura desrespeito por um nho com seu intransigente proprietário. resse para publicação (e que editare- anos do regime republicano, implantado em símbolo que – importa disso esclarecer os E não tenho dúvidas de que demorará mos se, efectivamente, preencherem Portugal em 1910. Mas se o facto não é, menos avisados –, não é objecto decorativo, muito menos tempo do que alguns imaginam os indispensáveis requisitos para obviamente, razão para festejo por parte dos relegado para o mesmo nível que os galos de até que a água venha a tornar-se muito mais esse efeito). monárquicos, a verdade é que, para estes, o 5 Barcelos ou as bonecas sevilhanas... valiosa do que o petróleo e a ser a principal Os textos deverão ser curtos e de Outubro é também motivo de celebração, Há mesmo legislação relativa à Bandeira causa de guerras entre nações, caso se não focar questões de interesse geral, ou por outras razões, a que aludimos nesta edição Nacional, que expressamente refere: tomem medidas adequadas para a sua preser- então casos insólitos ou relevantes. (página 5). “A Bandeira Nacional, no seu uso, deverá vação e utilização racional. Quanto às imagens, podem ser Felizmente, neste país de (alguns ainda) ser apresentada de acordo com o padrão ofi- Daí a importância de acções de sensibiliza- mesmo as captadas por telemóvel brandos costumes que é o nosso, adeptos dos cial e em bom estado, de modo a ser preserva- ção como aquela a que nos referimos nesta (embora, naturalmente, seja preferí- dois regimes convivem de maneira pacífica, da a dignidade que lhe é devida”. (Ver, a este edição (página 8). vel obtê--las com máquinas digitais ou enviá-las em papel, para melhorar civilizada, havendo mesmo muitos monárqui- propósito, a página 5) a qualidade da reprodução), e deve- cos que participam activamente nas institui- Outra data que merece notícia neste rão identificar o respectivo autor, a ções políticas republicanas (por exemplo, o E, já agora, era bom que os portugueses “Centro” (página 8) é a de 30 de Setembro, dia data e o local onde foram recolhidas antigo Presidente do Partido Popular Mo- conhecessem também a letra do Hino em que os Hospitais da Universidade de e o que documentam. nárquico, Pignatelli Queiroz, é deputado na Nacional (mesmo que se possa pôr em causa Coimbra (HUC) comemoraram 20 anos nas O desafio aqui fica, esperando Assembleia da República). a sua actualidade, pois longínquos vão os tem- actuais instalações. São impressionantes os que rapidamente comece a merecer Pena que este exemplo de sã convivência, pos do Ultimatum inglês, e apesar do mapa do números relativos à grandeza desta prestigiada resposta de muitos leitores. de tolerantes divergências, se não estenda a País ser neste momento maioritariamente cor- instituição, que tanto tem contribuído, a par Assinantes do “Centro” com 10% de desconto Director: Jorge Castilho (Carteira Profissional n.º 99) na compra de livros No sentido de proporcionar mais em material escolar por cada filho, este Se não quiser ter esse trabalho, bastará Propriedade: Audimprensa alguns benefícios aos assinantes deste jor- desconto que proporcionamos aos assi- ligar para o 239 854 150 para fazer a sua Nif: 501 863 109 nal, o “Centro” acaba de estabelecer um nantes do “Centro” assume especial assinatura, ou solicitá-la através do e-mail Sócios: Jorge Castilho e Irene Castilho acordo com a livraria on line “livros- significado (isto é, só com o que poupa centro.jornal@gmail.com. net.com” (ver rodapé na última página por um filho fica pago o valor anual da São apenas 20 euros por uma assinatu- Inscrito na DGCS sob o n.º 120 930 desta edição). assinatura). ra anual – uma importância que certamen- Para além do desconto de 10%, o assi- Mas este desconto não se cinge aos te recuperará logo na primeira encomenda Composição e montagem: Audimprensa - Rua da Sofia, 95, 3.º nante do “Centro” pode ainda fazer a manuais escolares. Antes abrange todos os de livros. 3000-390 Coimbra - Telefone: 239 854 150 encomenda dos livros de forma muito livros e produtos congéneres que estão à E, para além disso, como ao lado se Fax: 239 854 154 cómoda, sem sair de casa, e nada terá a disposição na livraria on line “livrosnet”. indica, receberá ainda, de forma automáti- e-mail: centro.jornal@gmail.com pagar de custos de envio dos livros enco- Aproveite esta oportunidade, se já é as- ca e completamente gratuita, uma valiosa mendados. sinante do “Centro”. obra de arte de Zé Penicheiro – trabalho Impressão: CIC - CORAZE Oliveira de Azeméis Numa altura em que se aproxima o Caso ainda não seja, preencha o boletim original simbolizando os seis distritos da início de um novo ano lectivo, e em que que publicamos na página seguinte e Região Centro, especialmente concebido Tiragem: 10.000 exemplares as famílias gastam, em média, 200 euros envie-o para a morada que se indica. para este jornal pelo consagrado artista.
  3. 3. DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 COIMBRA 3 “Braço de ferro” entre Câmara e Governo CO-INCINERAÇÃO EM SOUSELAS O Ministério do Ambiente travou os efei- Resíduos Industriais Perigosos (RIP) como que norteia a política europeia de resíduos ENCARNAÇÃO NÃO FICOU tos suspensivos da providência cautelar combustível quot;não é um projecto público, mas (redução da exportação). SURPREENDIDO requerida pela Câmara Municipal de Coimbra sim privadoquot;. Além disso argumentou ainda que a adop- contra a decisão de avançar com a co-incine- O secretário de Estado do Ambiente refere ção da valorização energética de RIP por co- Carlos Encarnação, afirmou ontem (terça- ração em Souselas sem avaliação de impacto que o Instituto dos Resíduos (entidade compe- incineração nas cimenteiras é uma solução feira, dia3) não estar surpreendido com o quot;tra- ambiental, alegando ser lesiva do interesse tente para o licenciamento das operações de adequada e que contribui pa ra a redução dos vãoquot; do Ministério do Ambiente aos efeitos público. co-incineração) e o Instituto do Ambiente riscos para a saúde das populações que resul- suspensivos da providência cautelar interposta Numa resolução a que a Agência Lusa teve (Autoridade de AIA) emitiram parecer favorá- tam da contaminação de solos ou de queima pela autarquia contra a co-incineração em acesso, o secretário de Estado do Ambiente, vel à dispensa d este procedimento e propuse- não controlada. Souselas. Humberto Rosa, argumenta que a suspensão ram um conjunto de medidas de minimização A providência cautelar não foi o primeiro quot;A secretaria de Estado usou um expedien- dos efeitos do despacho governamental pre- dos impacte s ambientais. recurso da Câmara de Coimbra para impedir a te possível do ponto de vista da lei, para não tendida pela autarquia, quot;mais do que inconve- Humberto Rosa considera que o diferimen- co-incineração. suspender a eficácia do acto. Já esperava, a niente, é gravemente lesiva para os interesses to do processo de co-incineração de RIP No dia 21 de Agosto, o executivo municipal Câmara de Coimbra j á o fez noutras ocasiõesquot; públicos subjacentes à sua emissão (...), os durante o tempo necessário à tomada de deci- aprovou uma postura de trânsito que proíbe a disse à Agência Lusa Carlos Encarnação. quais contribuem para a concretização de são judicial na providência cautelar é quot;total- circulação de Resíduos Industriais Perigosos Carlos Encarnação disse ainda que o direi- uma política global de gestão de resíduos mente inadmissível e altamente prejudicial para (RIP) para co-incineração na fábrica de cimen- to quot;não é dramáticoquot;, sendo quot;normalquot; a con- perigososquot;. os interesses públicosquot;. to de Souselas, uma freguesia a norte da cidade. testação nos termos da lei. A suspensão da eficácia da decisão gover- Entre estes interesses contam-se nomea- No dia seguinte, o Governo, através do quot;As pessoas não têm de ficar ofendidasquot;, namental foi requerida a 13 de Setembro. damente: a necessidade de uma política de secretário de Estado do Ambiente, Hum- sustentou. Na altura, o presidente da Câmara Mu- gestão de RIP que complemente o uso dos berto Rosa, anunciava que mantinha a pre- Lembrou, no entanto, que além da provi- nicipal, Carlos Encarnação, adiantou que a Centros Integrados de Recuperação, Valo- visão de iniciar em Setembro ou Outubro dência cautelar, interposta a 13 de Setembro, providência cautelar seria acompanhada de rização e Eliminação de Resíduos (CIRV- os testes para a queima dos RIP em Sou- requerendo suspensão da eficácia da decisão uma acção principal a contestar o despacho ER), o tratamento dos lixos contaminados selas. No dia 24 de Agosto, a Câmara de governamental, deu entrada uma acção princi- com que o ministro do Ambiente, Nunes existentes e acumulados em diversos locais Coimbra começou a instalar sinais de trân- pal a contestar o despacho com que o ministro Correia, dispensou em Agosto a Cimpor de e a resolução do processo de pré-conten- sito nos acessos a Souselas, proibindo a cir- do Ambiente, N unes Correia, dispensou em Souselas da realização do Estudo de Impacto cioso comunitário por incumprimento da culação de RIP e outras matérias perigosas. Agosto a Cimpor de Souselas da realização do Ambiental (EIA). directiva relativa aos RIP por n ão terem Quatro dias depois, o ministro Nunes Cor- Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Carlos Encarnação disse que a decisão de sido adoptadas as medidas necessárias a um reia questionou a competência d a autarquia quot;A acção principal deu entrada, com natu- dispensar a Cimpor de efectuar o EIA repre- tratamento adequado. para aplicar essa proibição e acusou a Câmara ralidade vamos defender a nossa causa. O juiz sentava quot;um erro e um perigoquot; e sublinhou O secretário de Estado invocou ainda o de Coimbra de quot;usar o terror das pessoas para ainda não decidiu sobre a providência caute- que a aposta da cimenteira no uso dos cumprimento do princípio da auto-suficiência fins políticosquot;. larquot;, argumentou. APENAS 20 EUROS POR UMA ASSINATURA ANUAL! Assine o jornal “Centro” Jornal “CENTRO” Rua da Sofia. 95 - 3.º 3000–390 COIMBRA e ganhe valiosa obra de arte Poderá também dirigir-nos o seu pedi- do de assinatura através de: telefone 239 854 156 fax 239 854 154 ou para o seguinte endereço Nesta campanha de lançamento do jor- nio arquitectónico, de deslumbrantes pai- manterá sempre bem informado sobre o de e-mail: nal “Centro” temos uma aliciante propos- sagens (desde as praias magníficas até às que de mais importante vai acontecendo centro.jornal@gmail.com ta para os nossos leitores. serras verdejantes) e, ainda, de gente hos- nesta Região, no País e no Mundo. De facto, basta subscreverem uma assi- pitaleira e trabalhadora. Tudo isto, voltamos a sublinhá-lo, por Para além da obra de arte que desde já lhe natura anual, por apenas 20 euros, para Não perca, pois, a oportunidade de re- APENAS 20 EUROS! oferecemos, estamos a preparar muitas out- automaticamente ganharem uma valiosa ceber já, GRATUITAMENTE, esta mag- Não perca esta campanha promocional, ras regalias para os nossos assinantes, pelo obra de arte. nífica obra de arte, que está reproduzida na e ASSINE JÁ o “Centro”. que os 20 euros da assinatura serão um Trata-se de um belíssimo trabalho da primeira página, mas que tem dimensões Para tanto, basta cortar e preencher o excelente investimento. autoria de Zé Penicheiro, expressamente bem maiores do que aquelas que ali apre- cupão que abaixo publicamos, e enviá-lo, O seu apoio é imprescindível para que concebido para o jornal “Centro”, com o senta (mais exactamente 50 cm x 34 cm). acompanhado do valor de 20 euros (de o “Centro” cresça e se desenvolva, dando cunho bem característico deste artista Para além desta oferta, passará a rece- preferência em cheque passado em nome voz a esta Região. plástico – um dos mais prestigiados pinto- ber directamente em sua casa (ou no local de AUDIMPRENSA), para a seguinte res portugueses, com reconhecimento que nos indicar), o jornal “Centro”, que o morada: CONTAMOS CONSIGO! mesmo a nível internacional, estando representado em colecções espalhadas por vários pontos do Mundo. Neste trabalho, Zé Penicheiro, com o Desejo receber uma assinatura do jornal CENTRO (26 edições). seu traço peculiar e a inconfundível utiliza- ção de uma invulgar paleta de cores, criou Para tal envio: cheque vale de correio no valor de 20 euros. uma obra que alia grande qualidade artísti- ca a um profundo simbolismo. De facto, o artista, para representar a Nome: Região Centro, concebeu uma flor, com- posta pelos seis distritos que integram esta Morada: zona do País: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Localidade: Cód. Postal: Telefone: Cada um destes distritos é representado por um elemento (remetendo para respec- Profissão: e-mail: tivo património histórico, arquitectónico ou natural). A flor, assim composta desta forma tão Desejo receber recibo na volta do correio N.º de contribuinte: original, está a desabrochar, simbolizando o crescente desenvolvimento desta Região Assinatura: Centro de Portugal, tão rica de potenciali- dades, de História, de Cultura, de patrimó-
  4. 4. 4 5 DE OUTUBRO O Hino Nacional: letra e História DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 Muitos portugueses, especialmente os das gerações mais recentes, não conhecem bem a letra do Hino A Portuguesa Nacional e menos ainda sabem a sua História. Por isso, e como forma de assinalar o 5 de Outubro, Heróis do mar, nobre povo, aqui deixamos um contributo para o necessário esclarecimento sobre “A Portuguesa”, nome dado Nação valente, imortal, ao Hino cuja música é da autoria de Alfredo Keil e a letra de Henrique Lopes de Mendonça – e que, Levantai hoje de novo como abaixo se relata, e ao contrário do que poderia pensar-se, não tem a ver com a Implantação O esplendor de Portugal! da República, antes surgiu nos finais do séc. XIX. Entre as brumas da memória, Ó Pátria, sente-se a voz ANTECEDENTES HISTÓRICOS prios de cada corpo e as canções relativas aos era considerado como hino oficial o “Hymno Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! DO HINO NACIONAL acontecimentos dignos de memória. Patriótico”, da autoria de Marcos Portugal. Este Às armas, às armas! Só a partir do século XIX os povos da Durante a monarquia, o ideário da Nação hino inspirava-se na parte final da Cantata “La Europa criaram o uso de cantar os hinos, quan- Portuguesa estava consubstanciado no poder Speranza o sia l`Augurio Felice”, composta e Sobre a terra, sobre o mar, do um movimento de opinião levou a que cada do Rei. Não havia a noção de um hino nacional, oferecida pelo autor ao Príncipe Regente D. Às armas, às armas! estado estabelecesse uma composição, com e por isso as peças musicais com carácter públi- João quando este estava retirado com a Corte Pela Pátria lutar letra e música que fosse representativa e oficial. co ou oficial identificavam-se com o monarca no Brasil, e que foi representada no Teatro de S. Contra os canhões marchar, marchar! Até então os povos e os exércitos conheciam reinante. Carlos em Lisboa, a 13 de Maio de 1809 para apenas os cantos e os toques guerreiros pró- Neste contexto, ainda em 1826, em Portugal celebrar o seu aniversário natalício. Sessão em Coimbra no dia 10 de Outubro COM PALESTRA E LANÇAMENTO DE LIVRO evoca o general Sousa Dias Evocando o 5 de Outubro, a I República de 1926, como outros da sua geração. Não consequente demissão de oficial do Exérci- e a resistência à ditadura, a Delegação do são conhecidas referências à sua participa- to e deportação para Cabo Verde, impedi- Centro da Associação 25 de Abril vai pro- ção nos movimentos de 31 de Janeiro de ram que fosse levada mais longe a investi- mover em Coimbra, no próximo dia 10 de 1891, de 14 de Maio de 1915 ou 12 de gação biográfica que suportou a obra em Outubro (terça-feira da próxima semana), a Outubro de 1918. Por outro lado, sempre causa, em homenagem aquele corajoso apresentação e debate da obra intitulada recusou desempenhar cargos políticos, ape- republicano e democrata ”. “General Sousa Dias: Militar, Republicano, sar de várias vezes ter sido convidado pelo Patriota”. alto prestígio de que gozava entre os secto- PREFÁCIO DESTACA Trata-se de um trabalho do major-gene- res republicanos e no seio do Exército. Mas IMPORTÂNCIA DA OBRA ral Augusto José Monteiro Valente, editado desde a juventude até à sua morte, Sousa pela Câmara Municipal da Guarda – N.A.C. Dias foi sempre um militar profissional de No Prefácio do livro, escreve Amadeu A sessão decorre na Casa Municipal da extrema integridade de carácter e de abso- Carvalho Homem: Cultura, com início às 21 horas, e incluirá luta intransigência na fidelidade aos ideais “Um dos méritos facilmente assinalá- uma palestra intitulada “Palavras Livres”, constitucionais, republicanos e civilistas, veis na abordagem feita por Monteiro por Amadeu Carvalho Homem, Professor sem olhar a sacrifícios ou perigos. Apoiou Valente ao tema em apreço reside no facto da Faculdade de Letras da Universidade de o 5 de Outubro, combateu Paiva Couceiro, de ter sabido compaginar e articular os aci- Coimbra. recusou colaborar com os movimentos mi- dentes e incidentes biográficos da figura Segue-se a intervenção do autor do livro, litares de Pimenta de Castro e Sidónio Pais, estudada com a evolução geral da socieda- Augusto Valente, subordinada ao tema “Os opôs-se à «Monarquia do Norte» e resistiu de portuguesa, na tripla vertente política, militares e a I República: O exemplo do ao 28 de Maio. fectível lealdade à República, de firmeza, social e militar. Daí que seja não apenas General Sousa Dias”. Após este último pronunciamento, foi coragem, coerência e sacrifício na defesa explanado o exemplar percurso de vida de um dos poucos generais, e porventura o dos seus ideais. No dizer de Raul Rego, a um distinto Oficial do Exército, como seja “GENERAL SOUSA DIAS mais destacado, que mais se empenhou no sua figura podia “servir de modelo a quan- igualmente apresentada aos leitores, com – MILITAR, REPUBLICANO, combate ao novo regime ditatorial, chefian- tos se bateram contra a ditadura e aos pro- objectiva serenidade, a diacronia histórica do as revoltas de 3 de Fevereiro de 1927, no cessos de repressão do regime que ainda se que se alonga desde a crise finissecular PATRIOTA” Porto, e de 4 de Abril de 1931, na Madeira. dizia República”. oitocentista da Monarquia Constitucional à Entre a plêiade de corajosos democratas No desterro, em S. Tomé, nos Açores, na radicação da Ditadura Militar e do Estado que tenazmente lutaram pela defesa da Madeira e em Cabo Verde, continuou a O LIVRO SEGUNDO O AUTOR Novo, passando pela experiência crítica, República e contra a Ditadura Militar que manter um papel político activo, quer como convulsa e dramática da nossa Primeira lhe pôs termo a 28 de Maio de 1926, ocupa representante dos deportados nas colónias, Sobre o livro, disse ao “Centro” o res- República. Por outro lado, este livro consti- lugar de destaque o General Adalberto quer como elemento de ligação com os pectivo autor, Augusto Valente: tui um acto de justiça para com a memória Gastão de Sousa Dias, republicano notável dirigentes da resistência republicana no “General Sousa Dias – Militar, Repu- de um protagonista da história contempo- e intrépido resistente, silenciado pelo Es- continente e os exilados políticos em blicano, Patriota, é uma obra muito modes- rânea do nosso país que foi perseguido, vili- tado Novo e ainda hoje um desconhecido França e em Espanha. ta para o muito mais alto merecimento pendiado e deprimido pela bem organizada para a maioria dos Portugueses. Maltratado e humilhado pela Ditadura daquele general, mas que pretende contri- máquina de propaganda do salazarismo. Daí a oportunidade deste livro da auto- Militar e pelo Estado Novo, Sousa Dias buir para o objectivo de democratização de Pouco se sabia sobre a trajectória existenci- ria de Augusto Valente. passaria os últimos anos da sua vida depor- uma memória a que importa continuar fiel, al e militar do General Sousa Dias. À seme- Natural de Chaves, o Adalberto Sousa tado em Cabo Verde, onde viria a falecer. contra o esquecimento daqueles que, entre lhança do que aconteceu com muitos out- Dias nasceu em 31 de Dezembro de 1865, Transladado em segredo de Cabo Verde, 1926 e 1974, cometeram o «crime» de lutar ros adversários da autocracia deposta em e faleceu a 27 de Abril de 1934, no Min- em 1936, e transportado até à cidade da pela Liberdade. Deixar esquecer essa me- 25 de Abril de 1974, o Estado Novo teceu delo, Cabo Verde, onde se encontrava de- Guarda, também em sigilo, o seu corpo foi mória será cortar a raiz ao Portugal livre e em torno da sua figura uma verdadeira portado. sepultado às escondidas, ao cair da noite, democrático que Abril fez renascer, será “conspiração de silêncio”. A reconstituição Fez os preparatórios à Escola do Exér- no cemitério da Guarda. esquecer o seu percurso histórico e os valo- feliz e escrupulosa da vida e obra do cida- cito na Universidade de Coimbra, entre Três anos após o 25 de Abril, Sousa Dias res e ideais que lhe deram força. Infeliz- dão que por duas vezes, em 1927 e em 1881 e 1883. Serviu como major em Coim- foi reintegrado no Exército e no seu posto mente, o facto de ainda não haver sido 1931, se insubordinou contra a venalidade bra, no então Regimento de Infantaria n.º de general. E, em 1980 foi condecorado, a localizado pelo Arquivo Histórico-Militar e arbítrio de poderes não sufragados e 35, entre 1912 e 1915. título póstumo, com a Ordem da Liberdade, do Exército o processo individual do gene- democraticamente ilegítimos, rompe essa Convicto republicano, Sousa Dias não com vários outros políticos e militares que ral Sousa Dias, porventura destruído pela barreira conspirativa e oferece aos leitores foi, contudo, um militar revolucionário mais se evidenciaram no combate à ditadura. sanha da ditadura após o fracasso das o esboço criterioso de um vulto marcante nem um político activo até ao 28 de Maio Sousa Dias foi um exemplo raro de inde- revoltas que contra ela sustentou e a sua da história democrática portuguesa”.
  5. 5. DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 5 DE OUTUBRO 5 A poesia do “Hynmno Patriótico” teve dife- autoria generalizou-se com a denominação ofi- A mesma Assembleia Constituinte de 19 de rentes versões face às circunstâncias e aos acon- cial como “Hymno nacional”, e por isso obriga- Junho de 1911, que aprovou a Bandeira tecimentos da época, tornando-se naturalmente tório em todas as solenidades públicas, a partir Nacional, proclamou “A Portuguesa” como generalizada e nacional pelo agrado da sua de Maio de 1834. Hino Nacional. expressão marcial, que estimulava os ânimos Com a música do “Hymno da Carta” com- Era assim oficializada a composição de aos portugueses, convidando-os à continuação puseram-se variadas obras de natureza popular Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça de acções heróicas. (modas) ou dedicadas a acontecimentos e per- que, numa feliz e extraordinária aliança de músi- Com o regresso do Rei ao País, em 1821, o sonalidades de relevo, identificando-se em ca e poesia, respectivamente, conseguira inter- mesmo autor dedicou-lhe um poema que, pleno com a vida política e social dos últimos pretar em 1890, com elevado sucesso, o senti- sendo cantado com a musica do hino, rapida- setenta anos da monarquia em Portugal. mento patriótico de revolta contra o ultimato mente se divulgou e passou a ser entoado sole- Nos finais do século XIX, “A Portuguesa”, que a Inglaterra, em termos arrogantes e humi- nemente. Entretanto, na sequência da revolução marcha vibrante e arrebatadora, de forte expres- lhantes, impusera a Portugal. de 1820, foi aprovada em 22 de Setembro de são patriótica, pela afirmação de independência Em 1956, constatando-se a existência de 1822 a primeira Constituição Liberal que representa e pelo entusiasmo que desperta, algumas variantes do Hino, não só na linha Portuguesa, que foi jurada por D. João VI. D. torna-se, naturalmente e por mérito próprio, um melódica, como até nas instrumentações, espe- Pedro, então Príncipe Regente no Brasil, com- consagrado símbolo nacional, na sua versão desconsiderado pelos monárquicos e proibida a cialmente para banda, o Governo nomeou uma pôs o “Hymno Imperial e Constitucional”, completa: sua execução em actos oficiais e solenes. comissão encarregada de estudar a versão ofici- dedicado à Constituição. Porém, o Hino, que fora concebido para unir Quando da implantação da República em al de “A Portuguesa”, a qual elaborou uma pro- Após a morte do Rei, e com a subida de D. os portugueses em redor de um sentimento 1910 “A Portuguesa” aflora espontaneamente posta que, aprovada em Conselho de Ministros Pedro IV ao trono, este outorgou aos portu- comum, pelo facto de ter sido cantado pelos de novo à voz popular, tendo sido tocada e can- em 16 de Julho de 1957, é a que actualmente Bandeira Nacional gueses uma carta Constitucional. O hino de sua revolucionários de 31 de Janeiro de 1891, foi tada nas ruas de Lisboa. está em vigor. Após a instauração do regime republicano, tica este Símbolo Nacional. I, estando desde então sempre presente na Portugal, devendo ser respeitada por todos os um decreto da Assembleia Nacional constituin- Assim, no entender da Comissão, o branco emblemática nacional, ela consagra “a epopeia cidadãos, sob pena de sujeição à cominação pre- te datado de 19 de Junho de 1911, publicado no representa “uma bela cor fraternal, em que marítima portuguesa (...) feito culminante, vista na lei penal. “ Diário do Governo nº 141 do mesmo ano, todas as outras se fundem, cor de singeleza, de essencial da nossa vida colectiva”. Logo a seguir, no n.º 2) do artº 2.º, alerta: aprovou a Bandeira Nacional que substituiu a harmonia e de paz “ e sob ela, “salpicada pelas Por sua vez, sobre a esfera armilar entendeu “A Bandeira Nacional, no seu uso, deverá ser Bandeira da Monarquia Constitucional. Este quinas (...) se ferem as primeiras rijas batalhas a Comissão fazer assentar o escudo branco com apresentada de acordo com o padrão oficial e decreto teve a sua regulamentação adequada, pela lusa nacionalidade (...). Depois é a mesma as quinas, perpetuando e consagrando assim “o em bom estado, de modo a ser preservada a dig- publicada no diário do Governo n.º 150 (decre- cor branca que, avivada de entusiasmo e de fé milagre humano da positiva bravura, tenacida- nidade que lhe é devida”. to de 30 de Junho). pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo de, diplomacia e audácia que conseguiu atar os No n.º 3 do Art.º 8.º, sublinha: A Bandeira Nacional é bipartida vertical- épico das nossas descobertas marítimas”. primeiros elos da afirmação social e política da “A Bandeira Nacional, quando desfraldada mente em duas cores fundamentais, verde escu- O vermelho, defendeu a Comissão, “nela lusa nacionalidade”. com outras bandeiras, não poderá ter dimen- ro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. deve figurar como uma das cores fundamentais Finalmente, achou a Comissão “dever rode- sões inferiores às destas. “ Ao centro, e sobreposto à união das cores, tem por ser a cor combativa, quente, viril, por exce- ar o escudo branco das quinas por uma larga Por último, estipula o Art.º 10.º: o escudo das armas nacionais, orlado de branco lência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor faixa carmesim, com sete castelos”, consideran- “Em actos públicos a Bandeira Nacional, e assentado sobre a esfera armilar manuelina, cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e do estes um dos símbolos “mais enérgicos da quando não se apresente hasteada, poderá ser em amarelo e avivada de negro. incita à vitória”. Em relação ao verde, cor da integridade e independência nacional”. suspensa em lugar honroso e bem destacado, O comprimento da bandeira é de vez e meia esperança, dificilmente a Comissão conseguiu mas nunca usada como decoração, revestimen- a altura da tralha. A divisória entre as duas cores justificar a sua inclusão na Bandeira. Na verda- LEI ESTABELECE REGRAS to ou com qualquer finalidade que possa afectar fundamentais deve ser feita de modo que de, trata-se de uma cor que não tinha tradição o respeito que lhe é devido.” fiquem dois quintos do comprimento total ocu- histórica, tendo sido rebuscada uma explicação A importância da Bandeira Nacional levou a Como se pode concluir, olhando à nossa pados pelo verde e os três quintos restantes pelo para ela na preparação e consagração da Revolta que tivesse sido publicada, em 1987, legislação volta, muitas infracções a esta legislação são vermelho. O emblema central ocupa metade da de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde fixando as regras que regem o uso deste símbo- cometidas todos os dias, certamente não por altura da tralha, ficando equidistante das orlas terá surgido no “momento decisivo em que, sob lo da Pátria. deliberado desrespeito, mas antes por desco- superior e inferior. a inflamada reverberação da bandeira revolucio- Trata-se do Decreto-Lei 150/87, de 30 de nhecimento. A escolha das cores e da composição da nária, o povo português fez chispar o relâmpa- Março, que considera, no respectivo preâmbu- Quem quiser pôr-se a par da legislação Bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a go redentor da alvorada”. lo, “a necessidade de dignificar a Bandeira completa, bem como de outras curiosida- acesas polémicas e à apresentação de várias pro- Uma vez definidas as cores, a Comissão pre- Nacional como símbolo da Pátria e de avivar o des relacionadas com a Bandeira Nacional postas. Prevaleceu a explicação constante do ocupou-se em determinar quais os emblemas seu culto entre todos os portugueses”. (nomeadamente a sua evolução), pode con- Relatório apresentado pela Comissão então mais representativos da Nação para figurarem E estabelece logo no Artº 1.º: sultar o site do Governo (http://www.go- nomeada pelo governo a qual, num parecer na Bandeira. “A Bandeira Nacional, como símbolo da verno.gov.pt/Portal/PT), de onde foram nem sempre heraldicamente correcto, tentou Relativamente à esfera armilar, que já fora Pátria, representa a soberania da Nação e a inde- retirados muitos dos elementos que aqui se expressar de uma forma eminentemente patrió- adoptada como emblema pessoal de D. Manuel pendência, a unidade e a integridade de inserem. Os 863 anos de Portugal MONÁRQUICOS COMEMORAM 5 DE OUTUBRO DE 1143 Nem só os republicanos assinalam o existência de um novo Estado, PORTU- Oficialmente é comemorada apenas a comemorado em cada “5 de Outubro” o dia 5 de Outubro. Também os monárqui- GAL. revolução de 1910, que opôs Portugueses a aniversário da Fundação da Nacionali- cos o fazem. Só que enquanto os primei- Esta declaração de Portugal como Portugueses, e que teve como acto prepa- dade, mandando celebrar na Igreja de ros assinalam a Implantação da República, Reino Independente infelizmente não é ratório e decisivo o assassinato do (então) Santa Cruz, em Coimbra, Missa sufragan- em 1910, os outros celebram o nascimen- comemorada oficialmente no próprio Chefe de Estado (que era o Rei D. Carlos I do a alma do Rei Fundador e dos seus to de Portugal enquanto Nação indepen- País. ) – nas eleições gerais que tinham antecedi- Descendentes. dente, em 1143. PORTUGAL deve ser o único País do do o regicídio, o Partido Republicano tinha Neste ano de 2006, a Missa de Sufrágio A esse propósito, a seguir transcreve- Mundo que não celebra oficialmente a tido apenas 7% dos votos! será celebrada na Igreja de Santa Cruz, em mos um texto da autoria do Presidente da data da sua independência, a data do seu Continuam as actuais Autoridades Ofi- Coimbra, às 11,30 horas do dia 5 de Real Associação de Coimbra, Joaquim nascimento! ciais Portuguesas a ignorar a celebração do Outubro, após o que será prestada home- Leandro Costa e Nora: As Autoridades Oficiais Portuguesas aniversário do nascimento de Portugal nagem junto aos túmulos de D. Afonso têm preferido comemorar as datas de aci- como Estado-Nação. Henriques e de D. Sancho I. “É em 5 de Outubro de 1143, com o dentais alterações do regime, que simboli- Discordando frontal e veementemente Convidam-se todos os Portugueses a Tratado de Zamora e na presença do Le- zam sobretudo revoluções fratricidas desta valoração das datas históricas por participar nas Comemorações do 863.º gado Pontifício, Cardeal Guido de Vico, entre Portugueses. parte das Autoridades Oficiais Portu- aniversário da independência de Por- que D. Afonso VII de Leão reconhece a É o caso do “5 de Outubro”: guesas, a Real Associação de Coimbra tem tugal”.
  6. 6. 6 MUNDO ANIMAL DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 Dia Mundial do Animal O “Dia Mundial do Animal” celebra-se a 4 de Outubro, cidadãos que apoiam os animais aproveitem este dia para Em 1929 no Congresso de Protecção Animal que decor- desde 1930, pelo menos em meia centena de países. alertar a sociedade, quase sempre distraída, para a explo- reu em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Mas os animais que se distinguem neste dia não são ape- ração e maus tratos de que tantos animais são vítimas, nas Francisco de Assis como o Dia Mundial do Animal, em nas os classificados como “domésticos”, mas sim todos os mais diversas circunstâncias. homenagem ao amor que este santo dedicou aos animais. que fazem parte do chamado Mundo Animal. Em Outubro de 1930, foi comemorado pela primeira De facto, para além dos cães, gatos, e também outros vez o Dia Mundial do Animal. mamíferos e aves (e até alguns répteis) que as pessoas A 15 de Outubro de 1978 foram registados os direitos dos ORIGEM DO DIA DO ANIMAL adoptam como companhia em suas casas, há uma É bem conhecido o amor que S. Francisco de Assis animais através da aprovação da Declaração Universal dos infinidade de outros animais que devem ser respeitados e nutria por todos os animais. Direitos do Animal pela UNESCO. O Dr. Georges Heuse, protegidos – o que, infelizmente, não acontece numa mul- Nascido em Assis, velha cidade italiana, em 26 de secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação tiplicidade de situações. Setembro de 1182, viria a falecer a 4 de Outubro de 1226, de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta Daí que muitas associações, grupos ou movimentos de e dois anos depois foi santificado. declaração (que se publica na página ao lado). EM ALCAIDARIA (LEIRIA) A inteligência Escolas e hotéis dos grandes símios para cães Os grandes símios, como os orangotan- gos, os gorilas e os chimpanzés, são os pri- “A questão é que uma espécie pode resolver melhor um problema do que Na Região Centro existem já algumas sábados, entre 15h00 e as 19h00, e pode ser matas não humanos mais inteligentes, à outra, não porque seja mais inteligente mas estruturas privadas de adestramento de frequentado por quem quiser, mesmo que frente dos macacos e dos lémures, segundo por estar melhor adaptada à situação em cães, nomeadamente em Mortágua, que não seja sócio da Ucas”, disse o mesmo um estudo do Centro Médico da que o problema se apresenta”, afirmou. treinam cães para cegos, e nos arredores de responsável. Universidade de Duke. Foi a partir destas considerações que os Coimbra, onde ministram treinamento e “Os adestradores podem informar e “É claro que algumas espécies podem cientistas submeteram os primatas a uma alojam cães quando os donos têm de prestar esclarecimentos sobre os treinos e desenvolver uma maior capacidade para série de testes de medição do nível de inte- ausentar-se. as várias modalidades existentes”, disse resolver problemas específicos”, afirmou ligência, tendo algumas espécies obtido Recentemente (no início de Setembro), Frederico António, adiantando que Robert Deaner, principal autor do estudo, resultados claramente melhores do que foi inaugurado em Alcaidaria, Leiria, um “podem também ajudar pessoas que ten- recentemente publicado na revista outras. campo de treinos cujo principal objectivo é ham cães agressivos ou com fobias”. “Evolutionary Psychology”. “A investigação confirma a ideia de que preparar cães para acções de busca e salva- Será neste espaço que irá funcionar a No entanto, acrescentou, “os resultados há espécies mais inteligentes do que outras. mento. sede da Ucas, constituída em Fevereiro de da investigação implicam a possibilidade de Os animais mais inteligentes são os grandes “No campo de treinos, teremos uma 2004, e que conta actualmente com cerca a selecção natural favorecer um tipo geral símios, isto é, os orangotangos, os chim- parte para iniciação de cães na busca e sal- de 60 associados, criada com o objectivo de inteligência nalgumas circunstâncias, e panzés e os gorilas superam os macacos e vamento, bem como pista de obstáculos inicial de “participar em acções de protec- isso poderá ter sido crucial na evolução do outros prossímios (primatas inferiores)”, para treino de modalidades desportivas”, ção civil de carácter humanitário e na busca ser humano”. disse o cientista. disse à LUSA Frederico António, presiden- e salvamento de pessoas desaparecidas”. Os psicólogos definem a inteligência Para Carel Van Schaik, co-autor do estu- te e director-técnico da Unidade Canina de Neste tipo de missões, de busca e salva- como a capacidade de resolver problemas do e director do Instituto Antropológico Salvamento (Ucas) de Leiria. mento, “a Ucas participou em três inter- em situações imprevisíveis, o que é diferen- de Zurique (Suíça), é “reconfortante” que O novo espaço está também apto para venções no último ano, após solicitação da te da capacidade de certos animais de os grandes símios tenham mostrado maior “treinos de obediência básica e de várias protecção civil municipal e também do recordarem, por exemplo, onde esconde- inteligência. modalidades desportivas, como ‘agility’, Centro Distrital de Operações de ram um alimento. “Ao fim e ao cabo, em termos absolutos, ‘mondioring’ e ‘obedience’, que serão Socorros”, disse Frederico António. Os testes de inteligência mostraram que os seus cérebros são maiores e revelam um facultados por três adestradores caninos”, Este espírito, aliás, levou a Ucas a adqui- algumas espécies obtêm melhores desem- comportamento sofisticado em condições adiantou. rir “cinco cães para buscas e salvamento, penhos do que outras, mas os cientistas têm naturais (…) astúcia, comportamento cul- Instalado no Centro Hípico Dom das raças pastor belga, pastor alemão e gol- tido dificuldade em concluir que esses resul- turalmente transmitido e uso de instrumen- Cavalo, o campo de treinos “funciona aos den retriver”, adiantou. tados demonstram uma maior inteligência. tos”, assinalou. Brigitte Bardot: lutadora incansável em prol dos animais Uma das figuras públicas que mais se E em 1986 BB, que desde sempre se tem empenhado, ao longo dos anos, na batera pela defesa dos animais, cria a luta pela causa da defesa dos direitos dos “Fundação Brigitte Bardot”, reconhecida animais, é Brigitte Bardot. de utilidade pública, dedicada a essa luta Para muitos dos mais novos, este nome (o endereço do sítio da Fundação na pouco ou nada dirá. Internet é ww.fondationbrigittebardot.fr). Mas para quem era jovem nos anos 50 e Ao longo de todas estas décadas BB 60, Brigitte Bardot, mais do que uma actriz tem tomado posições públicas muitas do cinema francês, tornou-se num mito. vezes polémicas, mas sempre coerente BB, assim era conhecida, e essas duas com a causa que abraçou desde a juven- letras passaram a ser sinónimo de beleza. tude. Aliás, há quem defenda que BB foi a mais Em sua homenagem, aqui publicamos bela mulher de tantas deslumbrantes que, duas fotografias: numa delas, BB, enquan- ao longo dos tempos, têm passado pelos to jovem, considerada a mais bela do ecrãs de todo o Mundo. Mundo. Na outra, obtida na passada Nascida em Paris em 28 de Setembro semana, BB no dia em que completou 72 de 1934, BB estreou-se no cinema em anos, numa conferência de imprensa alu- 1952, com apenas 18 anos. Nesse mesmo siva ao 20.º aniversário da fundação que ano casou com o realizador Roger Vadim criou para protecção dos animais. (o primeiro dos seus quatro casamentos), Brigitte Bardot nos anos 60... ...e na passada semana O tempo pode ofuscar a beleza. Mas que fez dela protagonista, em 1956, de um em muitos casos, como no de BB, não filme com grande simbolismo, intitulado Em 1985 o Governo francês distin- decorações daquele país: Cavaleiro da consegue afectar a coerência na luta por “E Deus criou a mulher”. guiu-a com uma das mais destacadas con- Legião de Honra. belos ideais.
  7. 7. DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 MUNDO ANIMAL 7 Declaração Universal CÂMARA DE VILA DO CONDE DÁ EXEMPLO dos Direitos dos Animais É preciso combater abandono Não existem estatísticas sobre cães e gatos abandonados em Portugal, mas a ver- dade é que o número é impressionante, Muitas pessoas ignoram que, à semelhança do que se passa sobretudo na época estival. relativamente aos seres humanos, também existe Em vários pontos do País há algumas uma “Declaração Universal dos Direitos dos Animais”. associações ou simplesmente cidadãos com A referida Declaração, que abaixo se transcreve, foi aprovada bons sentimentos, que lutam para combater e proclamada pela UNESCO, em 15 de Outubro de 1978. esta injusta situação, e também já algumas (“UNESCO” é a sigla da “United Nations Educational, autarquias se mostram sensibilizadas para Scientific and Cultural Organization” – em português este problema. “Organização das Nações Unidas para a Educação, A verdade é que, infelizmente, na maior Ciência e Cultura” – fundada em 16 de Novembro de 1945). parte dos casos as estruturas existentes não O texto integral da referida Declaração é o seguinte: dão resposta às muitas necessidades do quo- tidiano. Por exemplo, se um cão ou um gato é atropelado, não existe nenhum serviço a PREÂMBULO ARTIGO 6º Considerando que todo o animal pos- 1. Todo o animal que o homem esco- que se possa recorrer para que lhe seja sui direitos, lheu para seu companheiro tem prestada assistência, restando a boa vontade Considerando que o desconhecimento direito a uma duração de vida con- de alguns veterinários que respondem ao e o desprezo destes direitos têm le- forme a sua longevidade natural. apelo de pessoas amigas dos animais (justo é vado e continuam a levar o homem a 2. O abandono de um animal é um salientar, na zona de Coimbra, o exemplo da cometer crimes contra os animais e acto cruel e degradante. VetCondeixa, que tem ajudado em muitas contra a natureza, dezenas destes casos). Considerando que o reconhecimento ARTIGO 7º Todo o animal de trabalho tem direito a Realce merece também o trabalho desen- pela espécie humana do direito à exis- uma limitação razoável de duração e Alguns gatos e ratos convivem melhor volvido pela “AGIR pelo Animais”, que tência das outras espécies animais de intensidade de trabalho, a uma ali- que muitos homens com animais... procura arranjar donos para os abandonados acabaram por morrer, outros salvaram-se constitui o fundamento da coexistên- mentação reparadora e ao repouso. e mantém um canil na zona de Poiares onde graças à boa-vontade destas duas voluntárias, cia das outras espécies no mundo, alberga dezenas deles, mesmo lutando com que têm também à sua responsabilidade Considerando que os genocídios são ARTIGO 8º perpetrados pelo homem e há o peri- 1. A experimentação animal que impli- grande falta de meios. várias jaulas alugadas em dois hotéis caninos que sofrimento físico ou psicológico É certo que Coimbra existe uma estrutu- do concelho de Vila do Conde. go de continuar a perpetrar outros. Considerando que o respeito dos homens é incompatível com os direitos do ra municipal, o chamado Centro de O trabalho de encontrar novos donos animal, quer se trate de uma experi- pelos animais está ligado ao respeito Protecção de Animais (mais conhecido por para muitos dos cães abandonados no ência médica, científica, comercial dos homens pelo seu semelhante, canil e gatil), mas que não tem capacidade município de Vila do Conde está nas mãos ou qualquer que seja a forma de Considerando que a educação deve para responder ao elevado número de solici- destas duas mulheres, que mantêm uma rede experimentação. ensinar desde a infância a observar, tações, pelo que a maior parte dos animais ali de contactos pessoais e via Internet. a compreender, a respeitar e a amar 2. As técnicas de substituição devem acolhidos (a maioria abandonados, que são “É um trabalho gratificante. Quando con- os animais, de ser utilizadas e desenvolvidas. capturados na rua) acabam por ter o triste e seguimos entregar bem um animal é c omo injusto destino do abate. se nos tivesse saído o totoloto”, conta ARTIGO 9º Quando o animal é criado para ali- PROCLAMA-SE O SEGUINTE: De Vila do Conde vem um exemplo a Piedade Almeida, sublinhando tratar-se de mentação, ele deve de ser alimenta- ARTIGO 1º seguir. Ali a autarquia decidiu incentivar a “um trabalho contínuo e sem hora marca- Todos os animais nascem iguais pe- rante a vida e têm os mesmos direi- do, alojado, transportado e morto adopção dos cães, recorrendo aos meios de da”. sem que disso resulte para ele nem comunicação social, aos párocos e a acções Antes de entregar qualquer cão, as volun- tos à existência. ansiedade nem dor. de rua destinadas a sensibilizar para os dire- tárias procuram saber se o interessado tem ARTIGO 2º itos dos animais e a angariar fundos para condições para o acolher em casa. 1. Todo o animal tem o direito a ser ARTIGO 10º associações que trabalham nesta área. “Se suspeitarmos que o animal poderá respeitado. 1. Nenhum animal deve de ser explo- Esta estratégia obrigou ao aluguer de não ser bem tratado, não o entregamos”, 2. O homem, como espécie animal, não rado para divertimento do homem. espaços num hotel canino do concelho e explica Teresa Santos. pode exterminar os outros animais ou 2. As exibições de animais e os espec- segundo o Presidente da Câmara de Vila do Defendem, por isso, que a adopção de um explorá-los violando esse direito; tem táculos que utilizem animais são o dever de pôr os seus conhecimen- incompatíveis com a dignidade do Conde, o socialista Mário de Almeida, tem animal deverá resultar de “um acto reflecti- tos ao serviço dos animais. animal. tido “um enorme sucesso”. do, ponderado e decidido em família” para “Há três semanas tínhamos mais de 40 evitar o posterior abandono do animal. 3. Todo o animal tem o direito à aten- ção, aos cuidados e à protecção do ARTIGO 11º animais para adopção, actualmente temos Atropelam-se as histórias contadas por Todo o acto que implique a morte de 21”, afirmava há semanas à Agência LUSA estas duas voluntárias, que colaboram há homem. um animal sem necessidade é um Mário de Almeida, explicando que o recurso cerca de três anos com a Câmara de Vila do biocídio, isto é um crime contra a vida. ARTIGO 3º ao hotel é temporário, uma vez que está pre- Conde. 1. Nenhum animal será submetido nem vista a ampliação do canil municipal. A maior parte tem um final feliz, como a a maus tratos nem a actos cruéis. 2. Se for necessário matar um animal, ARTIGO 12º Só numa semana, segundo o autarca, do pastor alemão, baptizado de “Tripé”, 1. Todo o acto que implique a morte de foram adoptados oito cães de diferentes encontrado com uma perna ferida que ele deve de ser morto instantanea- grande um número de animais sel- raças que se encontravam no canil e no hotel. acabou por perder. mente, sem dor e de modo a não vagens é um genocídio, isto é, um Parte do sucesso da estratégia da Câmara “Era ainda bebé quando o encontrámos, provocar-lhe angústia. crime contra a espécie. de Vila do Conde deve-se ao trabalho de hoje vive com uma dona de uma dedicação ARTIGO 4º 2. A poluição e a destruição do ambi- duas voluntárias, que não medem esforços absoluta”, sublinhou Piedade Almeida. 1. Todo o animal pertencente a uma ente natural conduzem ao genocídio. para salvar os cães abandonados ou maltrata- Mais triste é a história de “Tibi”, um galgo espécie selvagem tem o direito de dos. que participou em muitas corridas, ganhou viver livre no seu próprio ambiente ARTIGO 13º 1. O animal morto deve de ser tratado Dizem não conseguir ignorar um animal muitos prémios mas, já sem serventia para o natural, terrestre, aéreo ou aquático com respeito. que precise de ajuda, organizando formas de seu dono, acabou no canil, com ordem para e tem o direito de se reproduzir. 2. As cenas de violência de que os os recolher, de os tratar e encaminhar para abater. 2. Toda a privação de liberdade, mes- animais são vítimas devem de ser adopção. Em Portugal, o abandono de animais é mo que tenha fins educativos, é con- interditas no cinema e na televisão, trária a este direito. O tratamento passa por cuidados de considerado crime, mas “lamentavelmente a salvo se elas tiverem por fim de- saúde, pela vacinação e desparasitação, mas lei não tem sido posta em prática”, queixa-se ARTIGO 5º monstrar um atentado aos direitos também por um “tratamento psicológico”. Teresa Santos, que diz esperar que a obriga- 1. Todo o animal pertencente a uma do animal. Os cães chegam-lhes às mãos “muito car- toriedade do uso do microship (sistema de espécie que viva tradicionalmente no entes e desconfiados”, sendo necessário identificação) previsto para 2008 possa alter- meio ambiente do homem tem o ARTIGO 14º direito de viver e de crescer ao ritmo 1. Os organismos de protecção e de tratá-los com “muita paciência”, contam. “A ar a situação. salvaguarda dos animais devem nossa prioridade é sempre ajudar os que tem Assumindo-se contra o abate dos cães, e nas condições de vida e de liberda- de que são próprias da sua espécie. estar representados a nível gover- hora de morte marcada”, diz Teresa Santos, admitindo-o só em situações excepcionais, namental. 2. Toda a modificação deste ritmo ou que à custa desta dedicação acolhe em casa Mário de Almeida pretende que a autarquia 2. Os direitos do animal devem ser destas condições que forem impos- 12 cães. de Vila do Conde funcione como um exem- defendidos pela lei como os direitos tas pelo homem com fins mercantis Ambas recordam histórias de cachorros plo nacional do que pode ser feito em defe- do homem. é contrária a este direito. atropelados, maltratados ou intoxicados. Uns sa dos animais.
  8. 8. 8 REGIÃO CENTRO DE 4 A 17 DE OUTUBRO DE 2006 MINISTRO NO ANIVERSÁRIO DOS HUC Ao serviço da Saúde Os HUC (Hospitais da Universidade de NÚMEROS DÃO IDEIA Realçou depois “o cinquentenário, que Coimbra) assinalaram no passado sábado este ano se celebra, da institucionalização do (dia 30), o dia do seu padroeiro, S. Serviço Domiciliário dos HUC”, acrescen- DA GRANDEZA DOS HUC Jerónimo, e também os 20 anos de ocupa- O catedrático de Medicina sublinhou tando: “Em 28 de Abril de 1956 fez-se his- ção do actual edifício (uma das maiores depois que “nos HUC existem, sobretudo, tória. Depois de alguns anos de intervenção, unidades do País). pessoas”, passando a citar números que em Coimbra, e por iniciativa dos HUC, da Na cerimónia (em que foram distingui- reflectem bem a grandeza daquela institui- Escola de Enfermagem Dr. Ângelo da dos alguns funcionários) participaram ção: cerca de 5 mil funcionários; 1.200 doen- Fonseca e do Instituto de Assistência à diversas entidades, entre as quais o Ministro tes internados por dia; mais de 450 mil con- Família, das denominadas Brigadas de da Saúde e o Bispo de Coimbra. sultas médicas por ano; uma média de 420 Educação Sanitária da Família, surge a deci- Na intervenção que proferiu, o atendimentos urgentes em cada 24 horas; são inédita e ainda hoje, ao que julgo, única Presidente dos HUC, Agostinho de cerca de 35.000 intervenções cirúrgicas no País. A formalização de um Serviço Almeida Santos, salientou: anuais; próximo de 10 milhões de exames Domiciliário”. “Vive-se agora um ciclo que há vinte complementares de diagnóstico e terapêuti- A concluir, disse Agostinho de Almeida anos sofreu mudança. E hoje se comemora. ca em 2005. Santos: Ao ter-se descido a escadaria do antigo colé- E Agostinho Almeida Santos acrescentou: “Todas estas invocações nos levam a gio jesuíta para deixar o velho e saudoso edi- “Além das 3.500 crianças que vêm ao partilhar convosco o sentimento pessoal de fício onde antes se sedearam também os mundo, todos os anos, na velhinha uma maior e sempre crescente responsabi- Colégios das Artes e das Ordens Militares. Maternidade Doutor Daniel de Matos. Para lização. Que é o dever de todos. Porque Mudança sonhada. Mudança sofrida. não falar das 15 mil pessoas que deambulam envolve questões de cidadania. Por isso, o Que recordo na pessoa do meu bom amigo pelos 14 pisos do edifício todos os dias. Ou código de conduta que perfilhamos no Professor Norberto Canha, a quem se fica ainda nos 30 mil veículos que transitam no exercício das funções em que estamos a dever a heróica decisão que partilhei e que campus hospitalar diariamente. Ou até nas investido assenta em pilares que são outros não deixava alternativas. Mudança amanhã! cerca de 5 mil refeições confeccionadas e tantos actos de fé. A excelência tem de se Operação de risco! servidas em cada dia”. promover pela qualidade. A responsabilida- Revolução tempestuosa! Afinal tranqui- O Presidente dos HUC prestou homena- de não deve alhear-se da exigência. A eficá- la! Como são todas as que pugnam por ide- gem aos funcionários e destacou “o acto cia só faz sentido se aliada à humanização. ais puros e lutam por causas nobres. solene de posse de um importante órgão de A ambição só é legitimada quando não ferir Vinte anos volvidos recupera-se a ima- consulta das instituições hospitalares públi- ética. gem. Mas a solidez da estrutura preserva-se cas – o Conselho Consultivo – o qual, estou Na imagem de grandeza que é protagoni- integra. Porque os pilares são sólidos, a certo e seguro, graças à sua constituição qua- zada pelos HUC queremos sempre imprimir construção é de mérito e os obreiros são lificada e abrangente, virá a desenvolver os tons da dignidade. Tendo presente, em tenazes. fecundo labor na apreciação das políticas e todo o tempo, o respeito pelo outro e a soli- Os edifícios aí estão. Estáticos e majestá- estratégias que garantam o melhor funciona- dariedade que é devida à pessoa que sofre e ticos. Porém, são as pessoas que os ador- mento dos serviços a prestar às populações, que se nos confia. Para sermos verdadeira- nam que lhes dão força e transmitem senti- tendo, naturalmente, em conta os recursos mente grandes pensemos o dia dos HUC do e vida”. Agostinho Almeida Santos disponíveis”. em cada dia dos nossos dias”. EXPOSIÇÃO NA FIGUEIRA DA FOZ Zé Penicheiro volta ao “Mar Pátrio” “Mar Pátrio” é o título genérico da ex- pujantes anos de Zé Penicheiro, que certa- posição de pintura de Zé Penicheiro, que mente, também por isso, irá ter à sua volta vai abrir, na sala que tem o seu nome, no muitos dos amigos e admiradores que tem Centro de Artes e Espectáculos da Figueira por todo o País, e que quererão abraçá-lo da Foz. neste regresso à Figueira da Foz. A inauguração será no próximo dia 14 A exposição, composta por trabalhos de Outubro, pelas 18 horas. inéditos alusivos ao mar, poderá ser visita- Exactamente na véspera dos 85 anos da até 5 de Novembro. COM ACÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL Dia Nacional da Água comemorado em Coimbra Para assinalar o “Dia Nacional da Água”, a empresa municipal Águas de Coimbra (AC) promoveu no passado domingo (dia 1 de Outubro) no Parque Verde do Mondego, uma série de iniciativas para animação e sensibilização ambiental. Os mais novos são o público privilegiado da estratégia de educação ambiental, pelo que tiveram oportunidade de interagir com o “Plim”, a simpática mascote da AC. Além de levarem para casa alguns brindes pedagógicos, as crianças e os pais puderam partici- par no “Jogo do Peso da Água”. Neste jogo, a AC desafiou todos os que chegaram ao Parque Verde a passarem por uma balança, para ficarem a saber qual o seu peso em água. Cada participante teve direito a um diploma que exibe o valor do seu peso em água e a uma t-shirt do “Plim”.

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