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O Centro - n.º 14 – 15.11.2006
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O Centro - n.º 14 – 15.11.2006

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Versão integral da edição n.º 14 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. Director: Jorge Castilho. 15.11.2006. …

Versão integral da edição n.º 14 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. Director: Jorge Castilho. 15.11.2006.

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Para além de poderem ser úteis para o público em geral, estes documentos destinam-se a apoio dos alunos que frequentam as unidades curriculares de “Arte e Técnicas de Titular”, “Laboratório de Imprensa I” e “Laboratório de Imprensa II”, leccionadas por Dinis Manuel Alves no Instituto Superior Miguel Torga (www.ismt.pt).

Para saber mais sobre a arte e as técnicas de titular na imprensa, assim como sobre a “Intertextualidade”, visite http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm (necessita de ter instalado o Java Runtime Environment), e www.youtube.com/discover747

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

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  • 1. BERTRAND EM COIMBRA: LIVREIROS Dolce Vita Coimbra, Loja 209 – Telef. 239 716 007 CoimbraShopping, Loja 0.117 – Telef. 239 401 933 Forum Coimbra, Loja 0.35 – Telef. 239 445 324 Largo da Portagem, 9 – Telef. 239 823 014 DIRECTOR J O R G E C A S T I L H O João Araújo, D.O. OSTEOPATA Coimbra – Consultas à 5.ª feira Marcações pelo telefone: 239 703 715 Rua Brigadeiro Correia Cardoso, n.º 29 | Taxa Paga | Devesas – 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado (DE53742006MPC) ANO I N.º 14 (II série) De 15 a 28 de Novembro de 2006 € 1 euro (iva incluído) OS MACHISTAS QUE SE ACAUTELEM… Mulheres estão a conquistar o Mundo PÁGINAS 4 e 5 PONTE PEDONAL SERÁ INAUGURADA DIA 26 “Pedro e Inês” unem margens PÁGINA 3 SELECÇÃO DE FUTEBOL JOGA HOJE EM COIMBRA COM A DE PORTUGAL PORTUGUESES COM A MANIA Cazaquistão: DO COLECCIONISMO 30 mil juntam desvendando sacos um País longínquo de açúcar PÁGINA 15 PÁGINA 7 ASSINE O “CENTRO” PIONEIRA EM PORTUGAL ALERTA ESPECIALISTA E GANHE OBRA DE ARTE Assinantes do “Centro” Empresa Não há com 10% de Coimbra escassez de desconto distribui de água na compra água quente mas sim de livros ao domicílio da sua gestão PÁG. 2 e 3 PÁG. 9 PÁG. 12 e 13
  • 2. 2 COIMBRA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REITORIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Seabra Santos recandidata-se com apoios de peso Fernando Seabra Santos, anunciou na pas- reforçar a “o prestígio da Universidade e a Luzio Vaz, António Luzio Vaz, Manuel sada semana que vai recandidatar-se a um coesão interna entre corpos” e “criar melho- Lopes Rodrigues, João Gabriel Silva, João segundo mandato como Reitor da res condições de trabalho” para docentes, Filipe Queiró, Joaquim João Júdice, Carlos Universidade de Coimbra (UC), nas eleições estudantes e funcionários. Fiolhais, Manuel Fiolhais, Rogério Leal, Luís marcadas para 15 de Janeiro de 2007. “Quero também ajudar a promover cada Adriano Oliveira, António Dourado, Eugénia Seabra Santos é o primeiro professor cate- vez mais um cultura de exigência e uma liga- Cunha, Norberto Pires, Carlos Faro, Nuno drático da UC a apresentar-se como candida- ção estreita com o tecido empresarial”, acres- Rilo, António Dias Figueiredo, Teresa to, tendo como mandatário o penalista centou. Mendes, Fernando Amílcar Cardoso, Figueiredo Dias, docente da Faculdade de Seabra Santos tem já uma vasta lista de Adriano de Sousa, Maria Irene Silveira, Luisa Direito. apoiantes, de todas as Faculades, entre os Bronze, Pedroso de Lima, Catarina Resende O candidato apresentou as linhas gerais do quais alguns dos mais prestigiados elementos de Oliveira, Agostinho Almeida Santos, seu projecto reitoral no futuro restaurante do da Universidade de Coimbra. Eis os nomes Fernando Regateiro, Manuel Antunes, José Pólo III da Universidade (Pólo da Saúde), dd alguns desses apoiantes: Cunha Vaz, Frederico Teixeira, Massano numa zona do complexo universitário ainda Figueiredo Dias (mandatário), Guilherme Cardoso, Luís Cunha, Carlos Oliveira, Tice em obras. de Oliveira, Costa Andrade, Paulo Mota Macedo, Nascimento Costa, João Relvas, “É assim que eu gosto de ver a Uni- Pinto, Alves Correia, Cristina Líbano Carlos Robalo Cordeiro, Filipe Caseiro Alves, versidade de Coimbra, como uma casa em Monteiro, Maria José Ribeiro, Carlos Fortuna, António Freire Gonçalves, Jeni Canha, Maria permanente construção e melhoria”, expli- Soares da Fonseca, João Sousa Andrade, Jorge Ferro, Ludwig Franz Scheidl.. cou, frisando que essa sua perspectiva da ins- Joaquim Feio, Maria Hermínia Ferreira, As candidaturas a Reitor da UC deverão tituição abrange também os planos pedagógi- Carlos André, Cardoso Bernardes, António ser formalizadas junto da Comissão Eleitoral co e científico. Sousa Ribeiro, Maria de Fátima Silva, José entre 15 de Novembro e 6 de Dezembro. “Reorganização pedagógica”, “reordena- Carlos Seabra Pereira, Cristina Macário A primeira volta das eleições realiza-se no mento da oferta educativa” e “ajudar a Lopes, Fernanda Cravidão, Fernando dia 15 de Janeiro, participando os membros Universidade a encontrar o seu caminho nos Catroga, Maria Helena Cruz Coelho, Ana Paula Relvas, João Matos Boavida, José da Assembleia da Universidade em efectivida- próximos anos”, incluindo no contexto inter- Manuela Tavares Ribeiro, Raquel Vilaça, Tomás da Silva, Dalila Rodrigues, José de de funções. nacional, são apostas assumidas por Seabra Lúcio Cunha, Abílio Hernandez, António Canavarro, Ana Teixeira, Fontes Ribeiro, Haverá uma segunda volta, no dia 17, caso Santos. Pimentel, Maria José Azevedo Santos, Manuel João Coelho e Silva, José Pedro nenhum dos candidatos obtenha a maioria O Reitor disse que, se for eleito, pretende António Gomes Ferreira, Luisa Morgado, Leitão Ferreira, Ângela Teixeira, Carlos José absoluta dos votos. UNIVERSIDADE DE COIMBRA E PROCESSO DE BOLONHA Senado aprovou planos de 137 novos cursos A Universidade de Coimbra (UC) con- garantias para os actuais alunos de cursos mínima ou quot;numerus claususquot;, bem como do no início deste ano para a aplicação genera- cluiu na passada semana a adaptação dos pré-Bolonha, como a de que poderão con- pagando apenas propinas de montante igual lizada do Processo de Bolonha e concluiu com seus cursos ao Processo de Bolonha, com a cluir os seus estudos de acordo com o actu- ao dos cursos de licenciatura. sucesso um plano de acção que envolveu pro- aprovação pelo Senado, ao longo de várias al plano curricular, se estiverem em condi- quot;A aplicação generalizada dos critérios fessores, estudantes e funcionários no acompa- reuniões extraordinárias, dos planos dos ções de o fazer até 31 de Dezembro de de Bolonha vai ser iniciada a partir do ano nhamento desta reestruturação curricularquot;. 137 novos cursos. 2008quot;, é referido numa nota do Gabinete de lectivo de 2007-2008, uma vez que foi defi- Fonte da Reitoria da Universidade O Senado universitário terminou o Comunicação da UC. nido pela Universidade que, tendo em conta sublinhou também que a UC “garantiu processo desenvolvido em seis reuniões Aos estudantes não abrangidos por esta a condução deste processo no nosso país, assim que, como defendido desde o início extraordinárias ao longo de Outubro e medida será concedido um plano de equiva- esta seria a única forma de garantir o respei- deste processo, não houve precipitações Novembro, em que foram aprovados os lências para a nova reforma. No ano subse- to cabal pela qualidade de ensino e de inves- na elaboração de propostas de novos cur- planos de 134 cursos de primeiro, segun- quente à conclusão da licenciatura, os alu- tigação que a Declaração de Bolonha sos e que, por isso, nenhum aluno que do ou terceiro ciclo. nos podem inscrever-se num curso de mes- exigequot;, lê-se. tenha escolhido a UC terá de dar passos quot;Ficaram também definidas diversas trado sem eventuais limitações de nota A UC quot;cumpriu com o cronograma defini- atrás no seu percurso académico”. Assinantes do “Centro” com 10% de desconto Director: Jorge Castilho (Carteira Profissional n.º 99) na compra de livros No sentido de proporcionar mais em material escolar por cada filho, este Se não quiser ter esse trabalho, bastará Propriedade: Audimprensa alguns benefícios aos assinantes deste jor- desconto que proporcionamos aos assi- ligar para o 239 854 150 para fazer a sua Nif: 501 863 109 nal, o “Centro” acaba de estabelecer um nantes do “Centro” assume especial assinatura, ou solicitá-la através do e-mail Sócios: Jorge Castilho e Irene Castilho acordo com a livraria on line “livros- significado (isto é, só com o que poupa centro.jornal@gmail.com. net.com” (ver rodapé na última página por um filho fica pago o valor anual da São apenas 20 euros por uma assinatu- Inscrito na DGCS sob o n.º 120 930 desta edição). assinatura). ra anual – uma importância que certamen- Para além do desconto de 10%, o assi- Mas este desconto não se cinge aos te recuperará logo na primeira encomenda Composição e montagem: Audimprensa - Rua da Sofia, 95, 3.º nante do “Centro” pode ainda fazer a manuais escolares. Antes abrange todos os de livros. 3000-390 Coimbra - Telefone: 239 854 150 encomenda dos livros de forma muito livros e produtos congéneres que estão à E, para além disso, como ao lado se Fax: 239 854 154 cómoda, sem sair de casa, e nada terá a disposição na livraria on line “livrosnet”. indica, receberá ainda, de forma automáti- e-mail: centro.jornal@gmail.com pagar de custos de envio dos livros enco- Aproveite esta oportunidade, se já é as- ca e completamente gratuita, uma valiosa mendados. sinante do “Centro”. obra de arte de Zé Penicheiro – trabalho Impressão: CIC - CORAZE Oliveira de Azeméis Numa altura em que se aproxima o Caso ainda não seja, preencha o boletim original simbolizando os seis distritos da início de um novo ano lectivo, e em que que publicamos na página seguinte e Região Centro, especialmente concebido Tiragem: 10.000 exemplares as famílias gastam, em média, 200 euros envie-o para a morada que se indica. para este jornal pelo consagrado artista.
  • 3. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 COIMBRA 3 HOJE EM COIMBRA, Ponte pedonal PERANTE O SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESPORTO Trinta clubes será inaugurada no dia 26 e associações assinam A nova ponte pedonal sobre o Rio Mon- contratos-programa dego deverá ser inaugurada no próximo dia 26, concluídos que estão quase todos os com o IDP trabalhos de acabamento daquela obra de Trinta clubes e associações desportivas arquitectura invulgar e de rara beleza. de todo o país assinam hoje (quarta-feira, No mesmo dia deverão ser igualmente dia 15 de Novembro), em Coimbra, os inaugurados alguns dos trabalhos já con- Contratos-Programa com o IDP (Instituto cluídos pelo Programa Polis no âmbito da de Desporto de Portugal) referentes à intervenção na margem esquerda, junto ao “Medida 1: Saúde e Segurança nas Ins- Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. talações Desportivas”. Também deverá ser inaugurado o edifí- A cerimónia, que será presidida pelo cio, no Parque Dr. Manuel Braga, onde fica- Secretário de Estado da Juventude e do rá instalado o Observatório do Ambiente – Desporto, Laurentino Dias decorrerá no que, como se sabe, recuperou uma antiga Governo Civil de Coimbra, com início às estação elevatória e de tratamento de água 17 horas. que ali existia há vários anos. Esta Medida destina-se a apoiar a reali- Depois do êxito obtido pela intervenção zação de obras de beneficiação nas instala- do Polis na margem direita, com a criação de ções de apoio dos clubes e associações des- uma zona de restaurantes e de estruturas de portivas, nomeadamente: ampliação ou lazer a que a população de Coimbra e os requalificação de balneários e valências turistas têm respondido de forma pouco neles existentes; instalações sanitárias; rede habitual (transformando aquele aprazível de equipamentos de gás, água e electricida- O simpático urso, destruído por vândalos, está a renascer no Parque Verde espaço num dos mais animados espaços da cretização total) prevê a criação de um foi atribuído o nome de Pedro e Inês, numa de; vedações e rampas com grades de cidade, ao longo do dia e da noite, e também “corredor verde”, que venha desde a zona alegoria aos dramáticos factos históricos apoio a deficientes. num pólo de atracção cultural, com excelen- da Universidade, mais concretamente do que têm inspirado tantos escritores e artis- A “Medida 1 – Saúde e Segurança nas tes exposições no Pavilhão Centro Portugal), Jardim Botânico, descendo a colina até à tas de todo o Mundo, ao longo dos séculos, Instalações Desportivas” prosseguirá o prossegue a intervenção do Polis, agora tam- Rua da Alegria e dali atravessando pela no- mas também para simbolizar uma ligação processo de candidaturas nos anos 2007 e bém na margem esquerda do Mondego. va Ponte Pedonal, seguindo até à Quinta de amor e complementaridade entre as 2008 devendo ser entregues pelos interes- Como se sabe, um dos projectos (que das Lágrimas. duas margens do Mondego, junto à cidade sados até ao dia 30 de Março do ano a que começa a estar agora mais próximo da con- Recorde-se que à nova Ponte Pedonal de Coimbra. dizem respeito. APENAS 20 EUROS POR UMA ASSINATURA ANUAL! Jornal “CENTRO” Rua da Sofia. 95 - 3.º 3000–390 COIMBRA Assine o jornal “Centro” Poderá também dirigir-nos o seu pedi- do de assinatura através de: telefone 239 854 156 e ganhe valiosa obra de arte fax 239 854 154 ou para o seguinte endereço Nesta campanha de lançamento do jor- nio arquitectónico, de deslumbrantes pai- manterá sempre bem informado sobre o de e-mail: nal “Centro” temos uma aliciante propos- sagens (desde as praias magníficas até às que de mais importante vai acontecendo centro.jornal@gmail.com ta para os nossos leitores. serras verdejantes) e, ainda, de gente hos- nesta Região, no País e no Mundo. De facto, basta subscreverem uma assi- pitaleira e trabalhadora. Tudo isto, voltamos a sublinhá-lo, por Para além da obra de arte que desde já lhe natura anual, por apenas 20 euros, para Não perca, pois, a oportunidade de re- APENAS 20 EUROS! oferecemos, estamos a preparar muitas out- automaticamente ganharem uma valiosa ceber já, GRATUITAMENTE, esta mag- Não perca esta campanha promocional, ras regalias para os nossos assinantes, pelo obra de arte. nífica obra de arte, que está reproduzida na e ASSINE JÁ o “Centro”. que os 20 euros da assinatura serão um Trata-se de um belíssimo trabalho da primeira página, mas que tem dimensões Para tanto, basta cortar e preencher o excelente investimento. autoria de Zé Penicheiro, expressamente bem maiores do que aquelas que ali apre- cupão que abaixo publicamos, e enviá-lo, O seu apoio é imprescindível para que concebido para o jornal “Centro”, com o senta (mais exactamente 50 cm x 34 cm). acompanhado do valor de 20 euros (de o “Centro” cresça e se desenvolva, dando cunho bem característico deste artista Para além desta oferta, passará a rece- preferência em cheque passado em nome voz a esta Região. plástico – um dos mais prestigiados pinto- ber directamente em sua casa (ou no local de AUDIMPRENSA), para a seguinte res portugueses, com reconhecimento que nos indicar), o jornal “Centro”, que o morada: CONTAMOS CONSIGO! mesmo a nível internacional, estando representado em colecções espalhadas por vários pontos do Mundo. Neste trabalho, Zé Penicheiro, com o Desejo receber uma assinatura do jornal CENTRO (26 edições). seu traço peculiar e a inconfundível utiliza- ção de uma invulgar paleta de cores, criou Para tal envio: cheque vale de correio no valor de 20 euros. uma obra que alia grande qualidade artísti- ca a um profundo simbolismo. De facto, o artista, para representar a Nome: Região Centro, concebeu uma flor, com- posta pelos seis distritos que integram esta Morada: zona do País: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Localidade: Cód. Postal: Telefone: Cada um destes distritos é representado por um elemento (remetendo para respec- Profissão: e-mail: tivo património histórico, arquitectónico ou natural). A flor, assim composta desta forma tão Desejo receber recibo na volta do correio N.º de contribuinte: original, está a desabrochar, simbolizando o crescente desenvolvimento desta Região Assinatura: Centro de Portugal, tão rica de potenciali- dades, de História, de Cultura, de patrimó-
  • 4. 4 REPORTAGEM DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 OS MACHISTAS QUE SE ACAUTELEM… Mulheres começam a A chanceler alemã Ângela Merkel com Helen Clark, chefe do governo da Nova Zelândia A Vice-Primeiro Ministro da China, Wu Yi Normalmente as mulheres só ocupam ança política, nos mais variados países – em do que há outras que, mesmo fora da área mais populoso do Mundo, com um cresci- espaço significativo nos jornais quando se alguns dos quais onde isso quase se pode política, assumem a presidência de institu- mento explosivo, quer em termos demográ- assinala aquele que foi estipulado como o considerar surpreendente, atendendo ao ições mundiais de grande relevância. O caso ficos, quer económicos, com uma galopante seu dia, a nível internacional: 8 de Março. papel secundário que nesses países lhes foi mais recente é o da Organização Mundial conquista de importância a nível mundial. A verdade é que, nessa ocasião, o que imposto durante séculos. de Saúde (OMS), para cuja Direcção-Geral Mas a maior potência mundial ainda é, normalmente avulta são as referências aos Em Portugal tivemos já uma mulher co- foi eleita (no passado dia 9, em Geneva – sem dúvida, a América – mais rigorosa- direitos das mulheres, à sua luta por uma mo chefe do Governo (Maria de Lurdes Suiça) a chinesa Margaret Chan. mente os Estados Unidos da América do igualdade de oportunidades, à questão das Pintasilgo), e temos tido também, desde Mas não se julgue que as chinesas só Norte. E aí já havia uma mulher a ocupar quotas como meio de impor a sua partici- 1974, algumas ministras, deputadas e autar- conseguem destaque no estrangeiro. Apesar um lugar-chave na administração de George pação em diversos cargos, nomeadamente cas. No actual Governo temos duas Mi- de a China ser um país até há pouco muito W. Bush: a Secretária de Estado Condol- na política. nistras (a da Educação, Maria de Lurdes Ro- fechado (e onde o nascimento de meninas leeza Rice, considerada como sendo um Assim, quase se dilui uma realidade que é drigues, e a da Cultura, Isabel Pires de Lima) era, e continua a ser, bem menos festejado “falcão” – isto é, como pertencendo à hoje bem diferente de há poucos anos atrás, e algumas Secretárias de Estado. que o de meninos), há muitas mulheres a “linha dura”, nomeadamente no que respei- em termos internacionais: a da crescente Porém, em diversos outros países de ocupar cargos de responsabilidade. Uma ta à intervenção no Iraque. conquista, por parte de mulheres e por todo Mundo há mulheres a desempen- delas, de seu nome Wu Yi, é mesmo Vice- Pois agora, no “furacão” democrata que mérito próprio, de lugares de topo na lider- harem as mais altas funções, do mesmo mo- Primeiro Ministro daquele imenso País – o varreu aquele País nas eleições da passada Na diplomacia portuguesa mais de um terço são mulheres Portugal só começou a admitir mulhe- res na carreira diplomática a partir de 1975. Apesar disso, neste momento quase um terço dos diplomatas portugueses são mulheres. De acordo com Luísa Bastos de Almeida, da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, o quadro diplo- mático português é composto por 365 homens e 138 mulheres. Fazem parte do corpo diplomático embaixadores, ministros, conselheiros, secretários de embaixada e adidos. Apesar dessa expressiva percentagem de mulhe- res, apenas três portuguesas estão actual- mente à frente de embaixadas: em Abuja, na Nigéria, Lubljana, na Eslovénia, e Tallin, na Estónia. A Ministra da Cultura, Isabel Pires LIma (à esquerda) com José Sócrates Maria de Lurdes Rodrigues
  • 5. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REPORTAGEM 5 liderar o Mundo Nancy Pelosi quer americanos fora do Iraque Nancy Pelosi prometeu mudar a polí- tica dos Estados Unidos relativamente ao Iraque, depois do seu partido ter conquis- tado, pela primeira vez em 12 anos, a mai- oria dos assentos na Câmara Baixa do Congresso. Eleita pela Califórnia (Oeste), Nancy Pelosi, a primeira mulher da História a ser eleita Presidente da Câmara de Re- presentantes, afirmou que os norte- - americanos votaram por uma mudança e para que os democratas dêem um novo rumo ao país. “Os norte-americanos foram muito claros: é preciso mudar de direcção no que diz respeito ao Iraque. Continuar (com a política actual) não tornou o nosso país mais seguro, não honrou os nossos compromissos para com os nossos solda- dos e não reforçou a estabilidade na regi- ão” do Médio Oriente, afirmou Pelosi num discurso proferido na sede dos democratas em Washington. “Não podemos continuar nesta di- recção, que se revelou catastrófica”, Segolene Royal, uma real candidata a Margaret Chan, a chinesa recém-eleita sublinhou. candidata à Presidência da República para liderar a Organização Mundial de “Por isso - adiantou - dizemos ao Pre- Condolleeza Rice francesa Saúde sidente George W. Bush: precisa mos de uma nova política para o Iraque”. E acres- semana, eis que, pela primeira vez na indesejável recordação o caso do marido dades, outras há que já desempenham car- centou: “Trabalhemos em conjunto para história dos Estados Unidos, uma mulher com Mónica Lewinsky, mas também a satis- gos de liderança em outros países. encontrar uma solução. Os democratas assume a Presidência da Câmara dos fação de ser a primeira mulher a ocupar o É o caso, por exemplo, das Filipinas, cuja estão prontos a assumir o comando”. Representantes (nada mais nada menos do lugar de maior destaque tanto na Sala Oval Presidente da República é Gloria Arroyo. que a terceira figura na hierarquia do país, como na política mundial. Na Alemanha igualmente pela primeira logo a seguir ao Presidente e ao Vice- Também em França tudo parece encam- vez uma mulher ocupa o lugar cimeiro da Presidente). Nancy Pelosi se chama aquela inhar-se para que seja uma mulher a concor- governação: a chanceler Ângela Merkel. que, doravante, provavelmente será consid- rer à Presidência da República pelo Partido A Nova Zelândia tem também uma mul- Mulheres- erada por George W. Bush como o seu Socialista: Segolene Royal (registe-se, como her como Primeiro Ministro: Helen Clark. -polícias maior pesadelo… curiosidade, que em França a pasta da Outros exemplos se poderiam apontar Mas já no horizonte se perfila uma outra Defesa pertence também a uma mulher, de mulheres eleitas para liderar países dos em missões mulher como provável candidata do Partido Michelle Alliot, enquanto na Áustria os Ne- vários continentes, mas estes já mostram a Democrata à presidência norte-americana: gócios Estrangeiros estão confiados a crescente importância que a mulher tem de paz Hillary Clinton, a ex-Primeira Dama, a Ursula Plassnik). vindo a conquistar. Também a presença de mulheres em quem se antevêem boas hipóteses de Contudo, se as duas pré-candidatas atrás Uma importância que, tudo o indica, se missões de paz pela Polícia de Segurança regressar à Casa Branca, onde terá como citadas são, por enquanto, meras possibili- intensificará no futuro. Pública (PSP) é ainda reduzida. Manuela Franco, chefe da PSP e pre- sente em Timor-Leste entre 2002 e 2004, Militares portuguesas já são mais de 4 mil referiu que dos 703 elementos da PSP que desde 1992 e até hoje participarem em missões de paz, os agentes femininos rep- e algumas estão em teatros de guerra resentaram apenas cerca de seis por cento. Para a chefe da PSP, que em Timor- Sessenta e seis mulheres das Forças cito, sete da Marinha e três da Força Área. a presença feminina nas FA duplicou, in- Leste tratava essencialmente casos rela- Armadas (FA ) participam actualmente em Um total de 335 mulheres dos três ramos dicam os mesmos dados, adiantando que das cionados com violência doméstica, abuso missões internacionais, sendo o Exército o das Forças Armadas integram desde 1999 4.399 mulheres, 16 por cento estão na Força de menores e sexuais, a reduzida presença ramo militar com maior presença feminina, missões internacionais, tendo a maior partic- Área, 13,5 por cento no Exército e 6,6 por feminina está relacionada com a família. segundo dados revelados pelo Ministério da ipação ocorrido na Bósnia (162) e em Ti- cento na Marinha. “Das cinco agentes que estiverem Defesa. mor-Leste (110). O director-geral do serviço de pessoal do em Timor-Leste entre 2002 e 2004, eu De acordo com os dados, que foram Segundo o Ministério da Defesa, as FA Ministério da Defesa, Alberto Coelho, expli- era a única que tinha filhos”, contou apresentados em Lisboa na iniciativa são compostas por 36.517 efectivos, 32.118 cou que as mulheres são seleccionadas para Manuela Franco, que classificou a “Mulheres Portuguesas em Missões Inter- homens e 4.399 mulheres, representando o as missões internaciona is tendo em conta as experiência “como uma mais-valia pes- nacionais”, das 66 mulheres, 56 são do Exér- sexo feminino 12 por cento. Desde 1999 que qualificações exigidas para as funções. soal e profissional”.
  • 6. 6 SAÚDE DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 A Reabilitação na Saúde Mental Hospital Sobral Cid, o Hospital Psiquiá- trico do Lorvão e o Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes). Falando em nome do Conselho de Administração e, como o próprio fez questão de referir, aproveitan- do o espaço que o protocolo do congresso lhe deu, o Director do Sobral Cid referiu que “o Conselho de Administração deste Hospital congratula-se com a realização José Soares deste evento e por isso mesmo, apesar do jose.soares@mail.pt ainda reduzido tempo de vivência, desde logo percebeu a sua importância e enten- Decorreu nos passados dias 19 e 20 de deu dar todo o apoio à comissão organiza- Outubro, um congresso subordinado ao dora”. Para este responsável da Saúde tema “Reabilitação, Conhecer o Passado, Mental (antigo director do Instituto Inovar e Futuro”, organizado pelo Serviço Nacional de Saúde de Ricardo Jorge, ex- de Reabilitação do Hospital Sobral Cid. vogal da ARS do Centro e ex-coordenador O sucesso deste evento estava garantido da Sub-região de Saúde de Coimbra), é à partida, dados os temas tratados e a qua- importante que se promovam as mais vari- lidade dos prelectores e moderadores, cujos adas discussões sobre o tema da Saúde saberes são reconhecidos pelos seus pares e Mental em Portugal e que dentro do possí- pelos beneficiários – os doentes e suas vel haja “discussão e partilha de experiên- famílias. cias e saberes”. Sublinhou também que No primeiro painel, com o tema Caldas de Almeida (presidente da Comissão Nacional para a reestruturação dos “desta vez é o tempo de reflectir sobre o “Política(s) de Saúde Mental”, moderado por Serviços de Saúde Mental), com Adriano Vaz Serra (HUC) presente e o futuro da Reabilitação: de ana- Adriano Vaz Serra, foram abordados os lisar as políticas de Saúde Mental, de abor- seguintes temas: “Desenvolvimento e me- moderado por Maria do Carmo. Neste pai- promete continuar. António Bajouco tam- dar modelos e práticas em reabilitação, de lhoria dos serviços de saúde mental em nel foram abordados os seguintes temas: bém se mostrou preocupado com os even- aprendermos sobre a ética e Saúde Mental, Portugal: desafios, obstáculos e oportunida- “Hospitalização Parcial, o presente e o futu- tuais cortes na Saúde, que possam vir a afec- de perceber um pouco mais os hospitais de des no final de 2006”, por Caldas de Almeida ro”, por Jorge Bouça; “Hospital de Dia – tar também a Saúde Mental, em que “há dia e suas perspectivas de intervenção e (Presidente da Comissão para a Rees- Modelo de funcionamento: Técnico de diminuição da actividade, há diminuição de compreendermos a psicoeducação”. truturação dos Serviços de Saúde Mental); referência”, por Lurdes Santos e “O doente custos, eventualmente há diminuição das ine- A Saúde Mental é um tema que está na “Miguel Bombarda: Velhos estigmas, Novas com psicose: Intervenção em Hospital de ficiências, mas jamais aumentará a eficiência”. lista de prioridades do actual Ministro da faces”, por Rui Durval; e “Praxis Psiquiátrica Dia”, por Maria do Carmo. Como factor importante na recuperação do Saúde. Isso mesmo foi referido por Caldas na perspectiva do Departamento de Saúde O quinto e último painel tratou o tema doente mental, António Bajouco destacou o de Almeida. Este professor foi nomeado Mental”, por Fidalgo Freitas. “Psicoeducação”, moderado por Óscar papel imprescindível da família. Para o por Correia de Campos para Presidente da No segundo painel, sob o tema “Mo- Nogueiro, abordou o tema “Psicoeducation Director do Serviço de Reabilitação do “Comissão para a Reestruturação dos delos e Práticas em Reabilitação”, modera- en los transtornos bipolares”, por Francesc Hospital Sobral Cid, “o elevado índice de Serviços de Saúde Mental”, a qual tem a do por António Bajouco, responsável pela Colom (Research Clinical Institute of stress e sobrecarga emocional de alguém que incumbência de fazer um estudo rigoroso organização do congresso e Director do Neurosciences – Universidade de Barcelona). se vê perante o estado de doença mental de sobre a Saúde Mental em Portugal e de pro- Serviço de Reabilitação do Hospital Sobral A participação científica do congresso um familiar, sem saber exactamente, muitas por ao Ministro da Saúde soluções inova- Cid, foram abordados os seguintes temas: terminou com as “Comunicações Livres e das vezes, se se trata de uma crise passageira doras para resolver os problemas encontra- “Reabilitação: Objectivas e Retratos”, por Posters”, moderados por Maria José ou de algo de mais grave”, exige que se criem dos. Em Março do ano que vem se saberá Susana David, Iria Lima, Joana Barbosa, Piçarra. condições para que todos os actores da Saúde o que encontrou esta comissão e quais as Heleno Melo e Paula Barros; “Uma rede de Para António Bajouco, responsável pela Mental colaborem na ajuda que essas famílias propostas que tem para apresentar ao serviços e reabilitação – como, quando e organização do congresso, este não se circun- precisam para lidarem com um problema que Ministro da Saúde. porquê?”, por Margarida Côrdo; e “Des- screveu exclusivamente à reabilitação, permi- desconhecem, mas que são obrigadas a viver. A Saúde Mental é muitas vezes referida cobrir novos caminhos”, por Luísa Rosa. O tindo que os temas tratados também focas- Segundo António Bajouco, “a participação como tendo dos doentes mais estigmatiza- primeiro dia do congresso terminou com sem “aspectos ligados à organização ou reor- dos familiares é muito importante para o dos. Com a discussão pública que se come- as “Comunicações Livres”, moderadas por ganização dos Serviços de Saúde Mental”. êxito do processo de reabilitação. Essa parti- ça a notar mais na imprensa generalista, tal- Ana Araújo. Para este clínico, “as boas práticas em cipação é também extremamente importante vez fosse bom que os responsáveis trouxes- No segundo e último dia do congresso Psiquiatria não podem, elas próprias, ser para os próprios familiares”, disse na sessão sem à opinião pública os casos de sucesso foi apresentado o terceiro painel, subordina- ‘catalogadas’ em função dos locais onde são solene de abertura do congresso. conseguidos, que seguramente serão bas- do ao tema “Ética e Saúde Mental”, mode- desenvolvidas. A abertura à mudança na Quem também interveio neste congres- tantes. Abrir a porta destas instituições, rado por Ana Araújo. Neste painel foi abor- organização dos Serviços de Saúde Mental so foi Fernando Almeida, investido recen- poderá ser uma das formas de todos passar- dado o seguinte tema: “A Ética Profissional deve ser protagonizada por todos nós, quer temente nas funções de Presidente do mos a ter uma ideia aproximada do que é em Psiquiatria”, por Silveira de Brito. pelos que trabalham em Hospitais Psiquiá- Conselho de Administração do Hospital ser doente mental em Portugal. O doente O quarto painel tratou o tema “Hospitais tricos, quer pelos que trabalham em Hospitais Sobral Cid (e apontado como o futuro pre- mental tem algumas limitações, mas segura- de Dia – Perspectivas de Intervenção” e foi Gerais”. Esta é uma discussão antiga e que sidente da instituição que vai unificar o mente que também tem muitas capacidades. Mesa da Sessão Solene de abertura: Carlos Ramalheira (Ordem dos Médicos), Fernando Almeida (Sobral Cid), Caldas de Almeida (Ministério da Saúde), Pedro O auditório do Sobral Cid foi pequeno para todos os que quiseram assistir a este Pimentel (ARS/Centro) e António Bajouco (Reabilitação do Sobral Cid) congresso
  • 7. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REPORTAGEM 7 A MANIA DO COLECCIONISMO EM PORTUGAL Cerca de 30 mil juntam pacotes de açúcar e há um que reuniu 60 mil cintas de charuto A par do profissionalismo da filatelia e da excentricidade dos carros antigos, o re- trato do coleccionismo em Portugal é tam- bém feito de objectos comuns como paco- tes de açúcar, peças de Lego ou cintas de charutos. Selos, moedas, canetas, pacotes de açúcar, chávenas de café, autógrafos, peças de Lego, soldadinhos de chumbo, armas, carros e rádios antigos, miniaturas de automóveis, cartões de telefone, postais, isqueiros, caixas de tabaco, cintas de charutos, borboletas ou bilhetes de transportes públicos, o universo do coleccionismo em Portugal abriga incon- táveis “manias de juntar coisas”. Apesar da falta de estatísticas sobre o número de portugueses que se dedicam à arte de recolher, organizar, trocar e guardar coisas, uma breve pesquisa na Internet devolve centenas de resultados referentes a coleccionadores individuais, clubes, asso- ciações, e feiras de coleccionismo. O Clube de Coleccionadores de Pacote de Açúcar estima que existam cerca de 30 mil portugueses que se dedicam a este doce pas- satempo, o Clube de Coleccionismo da Portugal Telecom conta seis mil sócios, enquanto a Associação Portuguesa de Utilizadores de Peças de Lego fala numa cen- tena de interessados por este passatempo. No caso das cintas de charuto, o fim da emissão de séries por parte das empresas Sérgio Antunes, professor de História, residente na Amadora, consegue pecas de Lego para a sua colecção através da está a matar um tipo de coleccionismo que Internet, que colecciona desde 1998 em Portugal se limita a pouco mais de uma dezena de pessoas. “Colecciono vários tipos de brinquedos e “A Lego não faz construções militares, de emitir séries de cintas para colecciona- A Internet é o ponto de encontro privi- quando decidi experimentar as construções por exemplo, por isso encomendo peças dores”, lamentou à agência Lusa. legiado dos coleccionadores que aprovei- de Lego percebi, através da Internet, que não nos Estados Unidos, onde há uma empresa Segundo António Assunção, as empre- tam os leilões on-line para encontrar, trocar estava sozinho”, contou à agência Lusa, des- que vende acessórios para Lego militar”, sas deixaram de investir nas cintas e as actu- ou vender peças. Só no leilão do site norte- tacando as propriedades “relaxantes e criati- explicou. ais não têm qualquer interesse por apenas americano E-bay são inseridos diariamente vas” deste passatempo. Explicou que, mais Com as principais novidades a surgirem reproduzirem a marca da empresa produto- cerca de 40 mil artigos considerados do que juntar peças e coleccionar as constru- nos meses de Janeiro e Setembro, Sérgio ra ou distribuidora dos charutos. “coleccionáveis”. ções pré-feitas da Lego, gosta de fazer as suas Antunes gasta, em média, 200 euros por Apesar de ter várias caixas em casa, É precisamente através da Internet que próprias construções, daí que recorra fre- mês na compra destes brinquedos. António Assunção nunca fumou um cha- Sérgio Antunes, um professor de História, quentemente à Internet para encomendar Entre os seus preferidos estão as recria- ruto e o que o atrai na vitolfilia (vitola é de 35 anos, residente na Amadora, conse- material em mercados como a Alemanha, a ções de ambientes de cidade - edifícios, cinta de charuto em espanhol) é que a bele- gue as peças para as suas construções de Holanda ou os Estados Unidos, onde esta comboios, ruas - que juntamente com bar- za e o conhecimento disponível nas peças. Lego, que colecciona desde 1998. actividade ocupa milhares de pessoas. cos, aviões, tanques de guerra e outros lhe “Nas cintas de charuto está todo o enchem todas as divisões da casa e a arre- conhecimento humano”, refere, explicando cadação. que existem séries sobre grandes invenções, Sem grandes possibilidades de alargar a desporto, estadistas, navegadores, obras de sua colecção de cintas de charuto está arte, turismo, entre vários outros temas. António Assunção, um bancário de 56 Da sua colecção destaca as séries holan- anos, reformado e residente em Santo desas sobre estadistas, que inclui Mário Tirso. Soares, e sobre grandes navegadores onde “A minha colecção, que deverá ter cerca se pode encontrar Vasco da Gama. de 60 mil cintas, não tem crescido porque há mais de 30 anos que as empresas de cha- Texto de Cristina Fernandes Ferreira rutos alemãs, belgas e holandesas deixaram e fotos de João Relvas (Lusa) A Ourivesaria Costa completou 70 anos no passado dia 11-11-2006 Ouro Prata Jóias Coimbra Vítor Reis, coleccionador de pacotes de açúcar, mostra o exemplar mais antigo da Relógios Rua Ferreira Borges, 153 – Telef. 239 822 950 sua colecção
  • 8. 8 COIMBRA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 PROFESSORA ESPANHOLA PROFERIU CONFERÊNCIA NO “JUSTIÇA E PAZ” Futuro da Imprensa Regional debatido em Coimbra Os objectivos das empresas proprietárias de jornais, as práticas jornalísticas incorrec- tas, o peso das fontes institucionais e a homogeneização de conteúdos – são alguns dos problemas com que se debate actual- mente a Imprensa Regional espanhola. A síntese foi feita por Ana Tamarit Rodríguez, professora na Universidade Pontifícia de Salamanca, que se deslocou a Coimbra a convite do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, para proferir uma conferência no Instituto Universitário Justiça e Paz. Perante cerca de uma centena de interes- sados, na sua maioria estudantes dos cursos superiores de Jornalismo e Comunicação Social, a professora espanhola traçou o retrato do sector do outro lado da frontei- ra, o que permitiu retirar uma conclusão preocupante: a Imprensa Regional portu- guesa tem menor dimensão, mas sofre de problemas semelhantes. Ana Rodríguez considerou que este tipo de publicações “interessa aos cidadãos, porque está mais próximo deles”, não sendo uma “Imprensa de 2.ª categoria”. No entanto, acrescentou, “a Imprensa Regional tem vindo a afastar-se dos leitores, privilegiando as fontes oficiais”, que na maioria dos casos são citadas sem serem sujeitas ao exercício do contraditório. A actividade dos jornalistas foi, por isso, alvo de algumas críticas, afirmando a docente de Salamanca que o facto dos salá- rios serem geralmente baixos não é motivo para os profissionais do sector esquecerem “o compromisso que têm com os leitores”. Em termos de futuro, numa altura de cres- cente globalização e de recurso às tecnologias informáticas, Ana Rodríguez mostrou-se convicta de que os conteúdos (as notícias, afi- nal) produzidas pelas empresas continuarão sempre a suscitar o interesse dos cidadãos, que gostam – e necessitam – de estar infor- mados sobre o que acontece na comunidade. “Há quem preveja que o suporte de papel poderá desaparecer nos próximos 20 anos. Desapareça ou não, a verdade é que os conteúdos não vão deixar de existir, por- que interessam à população”. O facto de ser menor a capacidade “desta Imprensa” de influenciar os poderes políticos, em resultado de sua mais reduzi- da circulação, foi outro dos aspectos abor- dados na conferência, onde também se reflectiu sobre a nova realidade da classe jornalística – cada vez mais feminina e com escolaridade universitária. Em resumo, a conferência – conforme referiu um jornalista no final – “permitiu reflectir sobre temas que nos escapam no trabalho do dia-a-dia”. Antiga jornalista, a professora espanhola participou, depois do jantar, numa tertúlia- debate, com a presença de vários proprietá- rios de títulos regionais/locais, em que se com responsáveis de jornais regionais por- ção. Vou voltar, para aprofundar o meu Comunicações Sociais pretendeu favorecer debateu a realidade da Imprensa portuguesa. tugueses. conhecimento”, comentou. o diálogo entre os diversos protagonistas No final, Ana Tamarit Rodríguez mos- “Há muito poucas obras publicadas Com esta iniciativa, que se prevê tenha do sector - empresários, jornalistas, docen- trava-se particularmente satisfeita pelo sobre a vossa realidade e esta viagem a sido apenas a primeira de uma série de rea- tes e alunos de Jornalismo ou Comunicação facto de ter tido a posibilidade de dialogar Coimbra proporcionou-me muita informa- lizações, o Secretariado Diocesano das Social.
  • 9. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 INOVAÇÃO 9 EMPRESA DE COIMBRA LANÇA INOVAÇÃO ENQUANTO AGUARDA LIBERALIZAÇÃO DO GÁS NATURAL Água quente ao domicílio A ERSE (Entidade Reguladora dos Ser- “Implementamos um novo sistema em viços Energéticos) não prevê atrasos no que os painéis solares são contemplados no processo de liberalização do gás natural, aquecimento de água. Isto é, quando o que se inicia em 2007 e que deverá estar painel solar deixa de aquecer a água, porque concluído em 2010. o sol baixou de intensidade, entra em acção Segundo o calendário definido, as pro- um combustível (que tanto pode ser gás dutoras de electricidade através de gás nat- como petróleo) para continuar o aqueci- ural poderão escolher livremente os seus mento”, explica Hermínio Palmeira. fornecedores a partir de Janeiro; ao passo Este sistema torna-se muito atractivo já que, os grandes clientes industriais de gás que se trata de uma fonte de energia que só só o poderão fazer a partir de 2008 e as tem os custos de instalação, uma vez que pequenas e médias empresas em 2009. existe sol durante grande parte do ano em Para os clientes domésticos o mercado Portugal. só abrirá portas em 2010. Os potenciais consumidores podem Um tema muito actual, que levou o colocar algumas questões, como, por exem- “Centro” a ir ouvir um dos empresários plo: e como se faz a contagem da água portugueses com mais experiência nesta usada? De que forma são contabilizados os área: Hermínio Palmeira, líder do Grupo custos? Chamagás e Presidente do Clube dos Em- As respostas são dadas ao “Centro” por presários de Coimbra. Nesta informal con- Hermínio Palmeira: versa ficámos também a saber que aquele “O consumo é determinado por um grupo está a lançar uma inovação que pode contador. Cada apartamento possui a caixa revolucionar hábitos domésticos, abolindo de contadores para cada um dos produtos: esquentadores ou termoacumuladores den- água fria, água quente e aquecimento. tro de casa: a água quente ao domicílio. O cliente pagará a componente de ener- gia e fluidos. É feita a contagem em separa- do de cada produto, esses valores são trans- feridos para o computador central, que fará CHAMAGÀS ATENTA a gestão dos consumos de cada utilizador”. À LIBERALIZAÇÃO DO GÁS Hermínio Palmeira há muito ligado ao A CHAMAGÁS, de acordo com o seu sector do gás, diz-nos que uma das empre- responsável, encontra grandes vantagens na sas do seu grupo, a CHAMAGÁS vai estar Central Térmica Colectiva: “a nível muito atenta à evolução do sector e, conse- económico agrada a ambas as partes, os cus- quentemente, ao processo da liberalização. tos são menores tanto para o construtor, e A CHAMAGÁS foi constituída em mais importante ainda, os custos são 1967, começando por distribuir gás engar- menores para o consumidor final. Alem rafado e comercializando equipamentos disso, é uma mais valia na qualidade de vida; para o lar. as casas não terão gás em casa e terão maior Hoje, a CHAMAGÁS é uma entidade conforto e eficiência na utilização do aquec- exploradora de infra-estruturas de gás, cre- imento central”, remata Hermínio Palmeira. denciada pela Direcção Geral de Energia, e A CHAMAGÁS tem a exclusividade representa a Galp Energia na distribuição deste produto para todo o distrito de de gás GalpGás. Coimbra. “Perante a liberalização, a posição da ChamaGás é de grande expectativa, face a uma eventual movimentação dos actuais CLUBE DE EMPRESÁRIOS operadores. DE COIMBRA Trata-se de um sector muito sensível, com Hermínio Palmeira, para além de desen- grandes repercussões no consumidor final, volver intensa actividade nos sectores do daí a grande importância da liberalização. comércio e da indústria, é também presi- Neste momento, Portugal encontra-se dente do Clube dos Empresários de numa encruzilhada energética tendo de Coimbra. encontar alternativas, inclusive face à sua Este clube nasceu em 1992, e tem asso- grande dependência do petróleo”, sublinha ciados de variadíssimos ramos. Hermínio Palmeira. Prestes a terminar o mandato de dois Uma das vantagens é o facto da liberal- anos como presidente, Hermínio Palmeira ização vir a provocar a livre concorrência faz um balanço positivo. entre operadoras pois “ a oferta vai ser Foi também durante o mandato de muito maior, e por conseguinte os custos Hermínio Palmeira que surgiu a revista inti- serão mais atractivos para o consumidor”, tulada “Clube de Empresários de afirma Hermínio Palmeira. Coimbra”. Hermínio Palmeira Esta revista surge como “elo de ligação e de informação entre todos os associa- ÁGUA QUENTE Este tipo de central térmica pode abar- no espaço de 10 anos, esperamos ter cerca dos”, frisa o Presidente do Clube. AO DOMICÍLIO Para além da distribuição de gás, a car uma gama diversificada de acordo com de 10 mil clientes”, frisa Hermínio Palmeira. Quanto a uma renovação de mandato, CHAMAGÁS é pioneira de um projecto a dimensão das instalações e com o número Hermínio Palmeira é bastante claro: que possibilita ao consumidor usufruir de de consumidores. Por exemplo, num edifí- “Penso que todos ficaram satisfeitos com o água quente directamente da torneira. cio multifamiliar será colocada uma central trabalho da minha Direcção. Mas não RECURSO À ENERGIA Este serviço é possível através de uma para servir todo o edifício. temos o direito de dizer que fomos nós que SOLAR central térmica colectiva que dá ao con- A CHAMAGÁS já colocou em funciona- Mas as novidades não ficam por aqui. fizemos melhor; as pessoas que por lá pas- sumidor diversas vantagens, a começar pela mento uma central deste tipo num prédio da A CHAMAGÁS desenvolveu um pro- saram demonstraram grande competência. segurança já que dispensa a existência, em Lousã, e já está a preparar a instalação num jecto inovador de forma a alimentar a Portanto, não ser reeleito não é uma derro- casa, de esquentadores a gás, de caldeiras segundo prédio: “Tudo o que é novo demo- Central Térmica com o menor custo pos- ta para mim. Há muita gente com com- ou ainda de termoacumuladores eléctricos. ra o seu tempo a impor-se, mas no futuro, sível para o consumidor. petência para assumir o cargo”.
  • 10. 10 OPINIÃO DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 estabelecimentos do SNS pelas várias clas- nário” (100 milhões de euros) na China – COMBATE À DROGA ses sociais, com repercussões graves no seu parece poder afinal funcionar sem demo- Uma das notícias da semana teve como funcionamento. Não se pode “vender” o cracia, sem liberdade de expressão, sem objecto as declarações do director nacional mesmo produto por preços diferentes a respeito pelos direitos humanos, sem elei- da Polícia Judiciária sobre a reformulação diferentes cidadãos e, por outro lado, não é ções livres. E é um partido forte, esclareci- desta Polícia e onde abriu a possibilidade de assim que se faz a justiça social, mas pela do e informado que procura controlar o extinguir uma das suas direcções centrais. A diferenciação dos impostos. Nos países avanço deste grande navio, evitando os que se dedica ao combate ao tráfico de itações onde se pretendeu fazer tal distinção, ela “icebergs” no exterior e os motins a bordo, estupefacientes. Argumenta Alípio Ribeiro levou à desclassificação do serviço e foram apresentando-se precisamente nestes ter- que, hoje, a maioria das acções de repressão exactamente os mais pobres os mais preju- mos no plano mundial, nomeadamente ao da droga tem como centro a luta contra o dicados. posicionar-se perante África como exem- banditismo, a corrupção e o branqueamen- Evidentemente, aos cidadãos carencia- plo de sucesso no combate ao subdesen- to de capitais. dos deve ser garantido o mesmo acesso a volvimento. É boa esta argumentação. Na verdade, o serviços de qualidade, pelo que deverão ser Quanto ao diálogo internacional, as grande desafio que se coloca às Polícias de isentos da comparticipação ou beneficiar declarações e as atitudes indicam-no como todo o Mundo é, numa perspectiva estraté- de taxas mais reduzidas. Mas só aos genui- natural e possível. Só que, por muito que o gica, atingir os traficantes naquilo que mais namente impossibilitados de contribuir e Ocidente reivindique - maior celeridade nas desejam: o dinheiro. Nenhum grande trafi- esse número não deveria exceder 10-15% autorizações de instalação de empresas, cante quer matar jovens indefesos com “ENJEITADOS” LEXICAIS do total da população, isto é, uma minoria maior respeito pela propriedade intelectual, overdoses, mas não existe nenhum que não (…) Então a professora explica-me que facilmente verificável. Para mim, qualquer maior acesso ao mercado de capitais, maior o mal é meu, que utilizo “palavras muito sonhe um mundo com maior procura de lei que tenha mais excepções do que obedi- abertura dos sectores da banca e dos segu- consumos. É a lei do mercado. Os trafican- complicadas e antigas”. Aqueles meninos, ências à regra é antinatural. ros ao capital estrangeiro, etc. –, a China de 12 anos, não têm a mais pequena ideia tes são mercadores-bandidos cuja finalida- Em conclusão, o País gasta quase 10% apenas faz e fará aquilo que, em cada de é o lucro. Logo, a maneira de os atingir do que significa a palavra “enjeitado”. do seu PIB com a saúde, mais do que a momento, considera ser do seu interesse É assustador o ritmo a que diminui o é expropriando-lhes o dinheiro resultante média nos outros países da UE. Um pouco nacional. do seu gordo negócio. vocabulário das nossas crianças. O que mais de um euro em cada seis (16,7%) que Durante quanto tempo poderá este equi- aconteceu não sei, mas sei que falamos nor- Tendo este raciocínio como bom, perce- o Estado gasta vai para o SNS. Este sistema líbrio manter-se? Para bem do mundo e dos be-se aquilo que o director da PJ defende. malmente com um adolescente e ele não de financiamento está esgotado. Temos que mil e trezentos milhões de cidadãos chines- entende metade do que lhe dizemos.Até No estado actual do problema, boa parte admitir outras alternativas. O modelo de es, todos devemos esperar que a transição do combate policial está virado para o porque cada vez menos um adolescente co-pagamento é inevitável e quanto mais seja suave... está habituado a conversar normalmente branqueamento de capitais, corrupção, tarde o reconhecermos mais colocamos em Elisa Ferreira (Eurodeputada) especulação imobiliária, alteração do uso com quem quer que seja. risco a sustentabilidade do SNS. Este tem, JN 12/11/06 Mas depois temos o reverso da medalha dos solos, casinos, clubes de futebol, tudo de facto, os mesmos problemas da aquilo que pode facilitar a entrada de a minha neta, de 10 anos, telefona-me a pe- dir ajuda. Teve de faltar a uma aula de por- Segurança Social, que hoje praticamente já SALGUEIRO CADUCO dinheiro ‘sujo’ e fazê-lo sair como dinheiro todos reconheceram. Temos que o explicar João Salgueiro, presidente da Associação ‘limpo’. tuguês e perguntou aos colegas o que tinha sem rodeios aos nossos cidadãos. Estou sido dado. “Área lexical”, foi a resposta, Portuguesa de Bancos, é um homem (…) convencido de que a maioria estará dispos- imprudente. Mais papista do que o Papa. É imperioso reforçar a interdisciplinari- mas ninguém lhe soube explicar mais nada. ta a aceitá-lo, se o per-ceber como facilita- “E tu, sabes?”, pergunta-me ela.”Não, mas Enquanto os principais banqueiros nacio- dade no combate à droga. Não é intenção dor de um serviço de qualidade. nais adoptam um tom mais discreto na nova mas foi sempre adiada. É urgente aca- sei o que é um enjeitado”, digo eu. “Olha a É urgente. Não percamos mais tempo grande coisa, também eu, nas histórias de reacção às medidas do Governo para a bar com ilhotas de investigação de costas nesta discussão sobre o sexo dos anjos. Banca, João Salgueiro, qual elefante numa voltadas. Mas a resposta não será extinguir reis há sempre uma data deles, mas no fim Manuel Antunes os pais verdadeiros encontram-nos e são loja de porcelanas, dispara um discurso por razões economicistas. É alterar para (Cirurgião dos HUC) agressivo, tentando cobrir de ridículo a padrões de maior eficácia. E está no tempo muito felizes”, diz ela. “Então não te preo- DN 11/11/06 cupes”, digo eu – e fomos jantar uma pizza actuação governamental, cheio de asser- de proceder a esta vindima. Antes que seja à maneira. ções que ultrapassam a mera interpreta- tarde. Alice Vieira (escritora) IMPRESSÕES DA CHINA ção/reacção do sector para se situarem no Francisco Moita Flores JN 12/11/06 (…) É altura de assumir que a opção amplo campo da batalha política. (docente universitário) política tomada há mais de duas décadas no Quando diz que a actuação do Governo CM 06/11/06 sentido de promover a transição da China é muito comum na América Latina, tercei- O SEXO DOS ANJOS de uma economia planificada para uma ro mundista, quando busca o lado negro de SR. MARTINHO (…) Estou de acordo. Cinco euros por economia de mercado, moderna e aberta Peron para classificar as decisões do Na maior potência mundial não se pode- dia (e dez para as intervenções cirúrgicas deu frutos e hoje, nas grandes cidades chi- Executivo, quando ironiza, garantindo que ria comemorar melhor este verão de S. no ambulatório) são ridiculamente baixos e, nesas, a dinâmica económica, a vitalidade e o Governo dá grande prioridade à ocupa- Martinho. Nesses estados unidos por uma agravado pelo número de isenções (mais de os comportamentos dos cidadãos são em ção das agendas mediáticas, provavelmente nota tónica que por pouco não vale tanto metade da população), não podem consti- tudo semelhantes aos das grandes cidades por mérito das agências de comunicação, como um euro eles chamam-lhe o Indian tuir financiamento alternativo para o SNS. americanas ou asiáticas. Hotéis, “shopping quando ‘previne’ que o País pode mesmo Summer quando o aquecimento, fruto do Há decisões que se impõem se não quiser- centers”, edifícios de escritórios com mais entrar em situação de colapso económico e protocolo de Quioto e outros que eles não mos assistir ao colapso do SNS. Com os de oitenta andares, lojas exclusivas (Ferrari, social, quando graceja com o impacto da respeitam globaliza o planeta sobre brasas. custos em crescendo, ou aumentamos a Gucci, Salvatore Ferragamo) ou marcas colecta do IRC a pagar pela Banca, quando No longínquo “Irã”, antiga Pérsia, receita ou diminuímos os serviços. Não há dirigidas às grandes massas urbanas considera irrelevante e ridícula a questão do houve um poeta jubiladíssimo espécie de volta a dar. Temos, pois, que ir mais longe (Starbucks, MacDonald’s, Carrefour), todas arredondamento zero, João Salgueiro ultra- Vaz de Camões que escrevia maravilhosa- nos valores destas comparticipações e estão lá, pujantes e em expansão.... Os jo- passa todos os limites. mente sobro o vinho, da casta de Shiraz ; admitir, de uma vez por todas, que elas se vens, tal como por cá, afirmam-se pelo (…) também se inebriava com as belezas dum destinam ao financiamento do serviço. E se consumo exibindo as calças de ganga de Administrou bancos mas não se conhe- país desértico, como nós que coabitamos a Constituição o não permite, então que marca, as sapatilhas Nike e telemóveis em cem rasgos geniais ou de grande perspicá- com o vale de Campanhã e até achamos seja alterada. As leis fundamentais devem actividade permanente. As bicicletas foram cia, foi líder partidário mas não teve fulgor aquilo mais ou menos bonito. Na tal Pérsia adaptar-se à evolução das nações e dos dando lugar aos automóveis e nada melhor nem marcou nenhuma época. É um antiga as senhoras moviam-se em véus povos. E a nossa já foi alterada uma vez, do que confirmar pela voz da maior empre- homem inteligente mas mediano e pouco transparentes de mil e muitas noites e o precisamente para eliminar o princípio da sa fornecedora, a Volkswagen, como se corajoso. Numa altura em que se faz um Omar K. dizia “Um pedaço de pão sobre a gratuitidade (absoluta) dos cuidados de passa de um marketing orientado para cli- esforço gigantesco para reformar o País relva ensombrada, um livro de poesia, a saúde. entes institucionais para outro que tenta anquilosado por hábitos improcedentes, urna de vinho e a amada, no deserto, a can- E, ao contrário do que se pretende fazer capturar o mercado, a crescer a uns 35% ao num momento em que é crucial controlar a tar, sonorosa a meu lado, mudando a soli- crer, as novas taxas não constituirão um ano, do consumidor individual. Um cenário despesa corrente, sanear as contas, pagar as dão num Éden encantado...” Isto era na peso tão grande para os cidadãos. Mesmo trepidante de crescimento, pois, em que dívidas, desenvolver e modernizar Portugal, antiguidade, antes de os democratas vence- para os que ganham os tais 500 euros por pululam cerca de 300 mil empresas de eis que o presidente da Associação de rem as eleições e do urânio se tornar enri- mês, 35 euros para um internamento médio “capitais estrangeiros” (em “joint venture”), Bancos não reconhece a seriedade, a com- quecido como a Banca. (…) de sete dias, uma vez por ano, até me pare- produzindo quase 30% da produção indus- petência e o humanismo do actual ministro Rui Reininho (Músico) ce muito leve, especialmente quando com- trial e dominando 60% do comércio exterior. das Finanças nem o talento e a coragem do JN 11/11/06 parado com muitas despesas supérfluas que Apesar desta imagem impressiva escon- primeiro-ministro. Enfileira ao lado dos a maior parte dos portugueses faz. Os valo- der as realidades complexas que dominam a velhos do Restelo, desenvolve teses pessi- res propostos constituem uma ínfima por- agenda interna chinesa - do desequilíbrio mistas e desmobilizadoras. SADDAM EM PORTUGAL ção dos custos, por isso defendo co- -paga- brutal entre o rural e o urbano à insuficiên- Salgueiro estava muito bem como secre- E se Saddam Hussein, que acaba de ser mentos de valores suficientes para constitu- cia de criação de emprego ou ao gravíssimo tário-geral da UGT ou da CGTP, no for- condenado à morte por enforcamento em írem financiamento significativo, sem impe- problema ambiental -, tal dinamismo cria a mato actual, caduco e irresponsável. Nunca Bagdad, desembarcasse em Lisboa? ‘Quid dimento do acesso. falsa sensação de se estar a funcionar numa como porta-voz de instituições modernas juris’ (eis a expressão mais detestada pelos Mas, como já tenho escrito, rejeito a democracia “à ocidental”. Pura ilusão! que acreditam nas reformas e que têm aju- alunos cábulas de Direito, porque os inti- ideia de diferenciação por escalões de acor- Porque o facto é que uma economia de dado o País a crescer, como é o caso da ma, com brevidade, a responder a qualquer do com os rendimentos. Há muitas razões mercado pujante e com códigos de com- Banca nacional. problema jurídico)? Poderia Portugal exe- para acreditar que tal levaria a significativas portamento capitalistas - há mesmo quem Emídio Rangel (jornalista) cutar a pena ou extraditar o ex-ditador para perturbações no padrão de recurso aos refira que, em cada hora, nasce um “bilio- CM 11/11/06 o Iraque?
  • 11. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 OPINIÃO 11 dos republicanos ou dos democratas) pouco mudam do essencial da política ame- ricana no Mundo. Para não ir mais longe: Saddam come- çou por pôr num tapete a efígie de Bush (pai, republicano), levou com bombas de Clinton (democrata) e acabou derrotado por Bush (filho, republicano). Menos avisados são os amigos da ‘boa’ América que pensam que o partido demo- crata é uma espécie de filial da CGTP. Veremos muito em breve que assim não é e naquilo que mais interessa: os EUA conti- nuaram a ser o único país que entendeu qual o mal principal do mundo moderno, o islamismo radical. A única coisa boa a mudar nisso é fazer com que eles deixem de ser o único país. Ferreira Fernandes CM 10/11/06 NEGÓCIOS DA CHINA Pequim termina a terceira sessão cimeira do seu fórum para a cooperação com Áfri- ca, lançado em 2000. Procura mercados e recursos naturais, mas também a interna- cionalização da sua cultura, o lançamento de pontes políticas e de laços de segurança apertados. Alguns olharão isto como uma peça de humor negro. Perdoando as dívidas Saddam Hussein Qualquer cidadão informado sabe que eleições de terça-feira passada nos EUA, do interesses imperiais e assim contribuído ao continente, enviando contingentes maci- não admitimos a pena de morte, em nome onde os republicanos averbaram uma his- para arrasar culturas. ços de trabalhadores e técnicos, soldados da essencial dignidade da pessoa humana. tórica derrota. Penso na história das relações entre as de paz e comerciantes, a China, indepen- O nosso país assumiu-se como pioneiro Ironia das ironias. Saddam foi julgado religiões e a sexualidade e nas vidas sexuais dentemente do que se pense sobre o seu quando a aboliu, em 1867, para a generali- por ‘crimes contra a Humanidade’. O mais envenenadas e nos celibatos eclesiásticos sistema, preenche um lugar vago. O ‘Oci- dade dos crimes. Compreendeu cedo que vulgar e impune dos crimes desde que o obrigatórios e nos seus dramas e desgraças. dente’ compreende isto? “a tragédia do homem não necessita de um homem é homem. Saiu-lhe a taluda a ele. Penso em certo tipo de confissão auricular Nuno Rogeiro (Politólogo) remate extemporâneo”, como observaria Europeus (os grandes mestres) e ameri- que poderá ter ferido os direitos humanos. CM 05/11/06 Miguel Torga cem anos depois. canos (os seus melhores aprendizes), como Penso nas mulheres cujos direitos em Por isso, Portugal foi saudado, na época, muitos outros, são autores e co-autores, igualdade com os homens as religiões de COMBATE À CORRUPÇÃO por Victor Hugo (pela “imensa glória” de insensíveis e descarados, desde há séculos, modo geral não reconhecem e sobretudo É sabido que, entre nós, tudo é difícil de dar “o exemplo à Europa”) e não se pode e diariamente, de gravíssimos crimes contra nas acusações de bruxaria que as levaram à combater com eficácia, responsabilidade e congratular, agora, com a condenação de a Humanidade. E nunca deram por nada! fogueira. transparência. Não fugindo à regra, é o que um genocida. Saddam acusado de genocídio não é um O mais pernicioso foram e são ideias se passa com o combate à corrupção. Em decorrência da proibição, também criminoso maior que os líderes mundiais teológicas mesquinhas e ridículas. Também Somos um povo pouco talhado para assu- não podemos extraditar para outro país que se recusam a pôr termo às situações de por isso, nomeadamente Buda, Confúcio, mir responsabilidades sérias e com vícios uma pessoa perseguida por crime a que fome e doença que dizimam milhões de Sócrates e Jesus, figuras determinantes para endémicos que nos têm vindo a ‘matar’ en- corresponda a pena de morte (mesmo que pessoas por ano. Não existe nenhuma dife- a Humanidade e de cuja profunda religiosi- quanto povo e Nação organizada. Não esse país garanta que não a irá aplicar). rença entre matar com balas, bombas ou dade ninguém pode duvidar, foram consi- temos guerra separatista, somos um Estado Teria então Saddam Hussein um exílio mísseis, ou porque se recusa alimentos ou derados ateus. Sócrates concretamente Uno e pequeno, com um bom clima e paz, dourado em Portugal? Nem tanto: a nossa assistência médica a quem não a tem. É só bebeu a cicuta, acusado de ateísmo, e Jesus razões que nos obrigavam a ser melhores. lei garante que julgamos os crimes cometi- o espalhafato que muda. É, realmente, morreu na cruz, acusado de blasfémia. Só fomos grandes no séc. XVI. dos por estrangeiros quando não puder- exemplar esta morte anunciada. É a morte Estes factos obrigam a ter constante- Temos a obrigação de fazer melhor. mos extraditá-los. Esta disposição foi de um louco, triste, acabrunhado e só. mente presentes, com temor e tremor, os Vários combates por uma democracia de incluída no Código Penal em 1998 e remo- Abandonado e traído por outros loucos. perigos patológicos das religiões. Talvez qualidade têm sido perdidos. Estamos, em veu a crítica, então em voga, de que o terri- No Ocidente, ninguém chorará por ele. nunca se tenha meditado suficientemente tudo, na cauda da Europa. Temos, agora, tório nacional se poderia converter num Roubaram-nos a capacidade de reagir. na grandeza heróica daqueles que preferi- uma oportunidade de reverter esta má ima- paraíso para os criminosos. Lamentaremos, apenas, que os tribunais ram o ateísmo a ficar presos de um deus gem, dando um salto no combate difícil, (…) continuem friamente a legitimar alguns que humilha, escraviza e anula o Homem. mas não impossível, da grande e média cor- Curiosamente, mesmo que admitisse a homicídios num ‘remake’ supostamente No entanto, o Homem é por natureza reli- rupção que mina os alicerces de qualquer pena de morte, o nosso país não a poderia civilizado (!), mas anacrónico e doentio, da gioso, no sentido de estar constitutivamen- sociedade civilizada. aplicar. Após a intervenção norte-america- pena de talião. te aberto à questão de Deus enquanto Não se desconhece que este fenómeno na, foi proibida, no Iraque, a pena de morte João Marques dos Santos (advogado) questão. Essa abertura, independentemente existe desde que há sociedade organizada, – e logo a seguir restaurada. CM 10/11/06 da resposta, positiva ou negativa, que se lhe sendo muito próximo e familiar das socie- Ora, a Constituição e o Código Penal dê, é que é o fundamento último da digni- dades democráticas. A democracia potencia mandam aplicar ao arguido a lei mais favo- dade humana. Precisamente porque é aber- o aparecimento e o florescimento da cor- rável de entre as que vigoraram desde a da- RELIGIÃO E (IN)FELICIDADE tura ao infinito. rupção. Como só consigo viver em demo- ta da prática do facto até à data da conde- (…) Não constitui nenhum exercício de A religião enquanto fé no Deus infinito cracia, penso que o combate à corrupção nação, incluindo até a lei estrangeira quan- masoquismo lembrar que, desgraçadamen- e pessoal foi mediadora da tomada de con- deve ter, sobretudo, presente, a prevenção, do o crime for cometido fora de Portugal. te, para um número indeterminável de sciência da infinita dignidade de ser isto é, deve ser analisado e estudado a mon- Rui Pereira (Professor de Direito) homens e mulheres, a religião, cujo núcleo Homem. Esta é a intuição e a parte de ver- tante do problema. É na transparência da CM 12/11/06 é a salvação e a felicidade plena, em vez de dade da tese de Feuerbach ao querer redu- vida pública e nas suas relações com o sec- ser o espaço da alegria, da expansão e da zir a teologia a antropologia. tor privado que deve assentar esta luta. vida, foi, de facto, o espaço da tristeza, da Esta reflexão tem na sua génese a carta É preciso combater o triângulo do mal humilhação e da morte. de uma colega a confessar-me a experiência que tem no seu vértice o poder político e Penso, por exemplo, em todos aqueles HAJA CORDAS (…) Julgou-se Saddam porque ele ousou traumatizante do pavor do inferno na nos lados o poder autárquico, o poder do questionar interesses geo-estratégicos e que foram e são vítimas de ódios e guerras infância, que a levou ao abandono da práti- cimento armado e o poder financeiro. Não energéticos dos seus invasores. Esses, sim, cruéis e sanguinárias com base na religião. ca religiosa. Não deixou, porém, a fé na acredito no combate feito só por via do verdadeiras armas de destruição maciça, O horror, pura e simplesmente! Penso, mensagem de que Deus é Amor, continu- agravamento punitivo e criminal. como se demonstrou. Até ele manifestar claro, nas vítimas da Inquisição e em todos ando a acreditar nos valores cristãos e a (…) essa ousadia, os seus invasores, muito dis- quantos, em todas as religiões, foram e são tentar praticá-los. A causa pública deste combate sem quartel traídos, nunca descobriram que ele era um vítimas de censura, condenação e exclusão Anselmo Borges não nos pode matar. É preciso criar espaços sanguinário ditador. Julgou-se Saddam por- por motivos teológicos. Pergunto-me fre- (Padre e professor de Filosofia) de informação, de pressão e de debate públi- que Washington e Londres não evitaram quentemente como é que houve e há quem DN 12/11/06 co, para vencer os segredos deste mundo nenhum do seus crimes, podendo tê-lo se arrogue o direito e até o dever de “defi- negro que funciona em circuito fechado, esti- feito. E, erradamente, julgaram que assim nir” quem e o que é Deus e a partir daí con- mulando a vontade política a agir e a comba- estariam a dar uma satisfação aos cidadãos denar e excluir. OS LIMITES DA MUDANÇA ter o fenómeno da corrupção em Portugal. dos seus países. Enganaram-se. Como vêm A história da missionação é uma história Como muito bem sabem os inimigos demonstrando as constantes manifestações de generosidade sem nome, mas também impenitentes dos EUA, as mudanças Rui Rangel (Juiz) contra a guerra nos EUA e confirmaram as se não pode esquecer ter tantas vezes servi- governamentais ou do Congresso (a favor CM 05/11/06
  • 12. 12 REPORTAGEM DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 AFIRMA ESPECIALISTA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Não há escassez de água mas Não há escassez de água, quer em Portugal quer no resto HOMEM RESPONSÁVEL do Planeta, globalmente PELAS INUNDAÇÕES Depois de referir que em termos de sanea- considerado. O que falta mento se está ainda muito aquém do desejável, é a adequada gestão Alfeu Sá Marques aludiu às consequências das cheias e inundações, considerando que a acção desse preciso líquido. humana é a grande responsável pelas conse- Quem o afirma é Alfeu Sá quências desses fenómenos, já que tem vindo a Marques, Professor da Faculdade provocar a impermeabilização das zonas urba- de Ciências e Tecnologia nas, assim contribuindo para o aumento das da Universidade de Coimbra, cheias, quer em frequência quer em magnitude. em palestra que anteontem “Quando se impermeabilizam zonas de inundação, as consequências estão à vista” (segunda-feira) proferiu, – sublinhou o especialista, evocando algu- a convite do Rotary Club mas cheias marcantes. As mais trágicas fo- de Coimbra/Olivais. ram as de 1967, que causaram 462 mortos em Portugal. No que toca a Coimbra, as “A água – entre a bênção e a maldição – maiores de que há registo recente foram as Património da Humanidade” – eis o título da de 1948, seguidas das de 2001. palestra proferida por este especialista, que Uma imagem das inundações em Coimbra (Torre de Vilela) no final do passado mês Mas ainda há escassos dias (a 25 de Ou- começou por lembrar que a água ocupa ¾ da de Outubro tubro) se registaram grandes enchentes na superfície da Terra. Dessa água, 97 % é salga- zona de Coimbra (e em outras regiões do da. Dos 3 % de água doce, 2 % estão nas calo- Segundo Alfeu Sá Marques, Portugal tem potencial da energia hídrica, enquanto a França País), uma vez que os índices de pluviosida- tes polares. das regiões mais pluviosas da Europa, e no aproveita 97 %. de foram invulgares. Atendendo à população do Planeta, não nosso País a Região Centro é das mais ricas Defendendo as vantagens da hidro-electri- pode considerar-se que exista escassez, mas o nesse aspecto. Mas não sabemos aproveitar cidade, por ser um recurso endógeno e reno- que falta é uma gestão racional da água, que devidamente essa água que nos cai do céu. vável, o especialista referiu que 80 a 90% da AGUIEIRA: RISCO REDUZIDO não deve desperdiçar-se como vem acontecen- Assim, em termos de produção de electrici- água é gasta na agricultura, 5 a 10% nos con- O professor universitário aludiu depois à do. dade, Portugal aproveita apenas 58% do sumos urbanos e 5 a 10% na indústria. Barragem da Aguieira, referindo que graças a “BORBOLETÁRIO” INAUGURADO EM LISBOA Primeira estufa na Península Ibérica O Lagartagis, a primeira estufa ibérica de tigrada das florestas (callimorpha quadri- borboletas vivas, ganhou asas no passado punctaria)”, acrescentou. sábado, no Jardim Botânico de Lisboa, aposta- A consagração da protecção destas espéci- da em preservar as espécies portuguesas ame- es na legislação europeia, tran sposta depois açadas pela falta de investigação e de legislação para a legislação portuguesa, baseia-se, segun- que as proteja. do o especialista, e m estudos de cientistas Em 220 metros quadrados de jardim, povo- europeus não tendo sido considerada a realida- ado por medonheiros, arrudas ou algodoeiros- de da Península Ibérica por falta de estudos falsos, é possível acompanhar o ciclo de vida nesta área. de algumas das principais espécies portuguesas Em Portugal existem cerca de 130 espécies como a monarca, a borboleta da couve, da sar- de borboletas que voam apenas durante o dia, dinheira ou a cauda-de-andorinha. um número substancialmente abaixo das 2.260 “A motivação principal do Lagartagis é espécies que se movimentam só à noite. mostrar a ‘prata da casa’, as espécies autócto- Mas “nem tudo é negro” e o especialista dá nes, por oposição às estufas clássicas que exi- nota positiva ao apoio do Ministério da Ciência bem apenas espécies exóticas, nomeadamente e Tecnologia às acções de pesquisa, que são a orientais e sul-americanas”, disse à Agência base da conservação em Portugal e à acção de Lusa Ernestino Maravalhas, um dos membros algumas áreas protegidas. fundadores do Tagis – Centro de Conservação É neste contexto que surge o Lagartagis, das Borboletas de Portugal, entidade responsá- que tem a sua génese na exposição “Bor- vel pela criação do Lagartagis. boletas através do tempo”, da bióloga e actual Com mais de 30 anos dedicados ao estudo Hoje, possui uma colecção de “milhares de sul (melitaea aetherie) estejam ameaçadas de presidente do Tagis, Patrícia Garcia-Pereira, das borboletas em Portugal, Ernestino exemplares devidamente etique tados e con- extinção. apresentada ao Museu de História Natural em Maravalhas, 46 anos, funcionário de uma servados” aos quais se juntam milhares de A secagem das turfeiras que lhe servem de 2005 e que estará patente ao público no início empresa de seguros, é autor do primeiro livro fotos e centenas de trabalhos científicos, habitat reduziu as populações de borboletas do próximo ano. sobre espécies diurnas e prepara outro sobre “desde o mais pequeno texto a várias teses de azuis a menos de 20, localizadas a norte do rio “Desde as mais inofensivas, a esmagadora nocturnas. doutoramento”. Douro. Ainda recentemente, desapareceram maioria, até às que obrigam ao encerramento Responsável pela base de dados do cen- Fascinado pelas borboletas desde muito duas populações destas borboletas nas serras de escolas, a processionária-do-pinheiro, ou as tro Tagis, dedica-se à educação ambiental cedo destaca as suas qualidades de “bioindica- do Ninheu e do Alvão. que sugam sangue humano, algumas espécies junto das escolas e defende que o ambien- doras dos ecossistemas terrestres e óptimas No Algarve, é a construção de hotéis, equi- tropicais, o mundo das borboletas é um dos te e a biodiversidade devem ser ensinados polinizadoras de plantas”, sem esquecer que pamentos recreativos e campos de golfe que mais interessantes”, considera o especialista, às crianças em casa e logo a partir do pri- “enchem a barriga de biliões de aves insectívo- ameaça a fritilária do sul. que acredita que o Lagartagis representará um meiro ano escolar. Atraído pelo “colorido” ras, mamíferos, répteis e anfíbios”. Em termos legislativos “há um défice de passo em frente na descoberta desse universo. e pelo “voo grácil” das borboletas come- O especialista denuncia a falta de investiga- protecção das espécies ameaçadas, pois O Lagartagis, inaugurado no passado sába- çou aos 17 anos a recolher material vivo ção e de legislação nesta ãoe, o que leva a que encontram-se protegidas apenas duas espé- do, no Museu de Arte Natural, em Lisboa, está por “interesse contemplativo” associado à pelo menos duas espécies – a borboleta azul cies abundantes no nosso território, a friti- aberto ao público diariamente, entre as 10 e as “vontade de o estudar”. das turfeiras (maculinea alcon) e a fritilária do lária dos lameiros (euphydryas aurinia) e a 18:00 horas.
  • 13. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REPORTAGEM 13 sim falta da sua gestão ela se têm evitado cheias de maior dimensão. Admitiu, contudo, que a Aguieira apre- senta algum risco, caso houvesse uma rup- tura. Mas um risco diminuto, segundo refe- riu, mesmo em caso de terramoto: Se o sismo for de fraca intensidade, a barragem resiste, caso contrário a tragédia não seria só causada pela onda de cheia proveniente da barragem. Sublinhou, aliás, que mesmo nos mo- mentos de maior pressão, nunca a Bar- ragem de Aguieira teve necessidade de des- carregar água pelos chamados descarrega- dores de cheia, mas apenas pelas zonas das turbinas. NECESSÁRIOS PLANOS DE DRENAGEM Ernesto Vieira, Alfeu Sá Marques e Mariano Pego E MANUTENÇÃO tam as cinzas que vêm poluir os rios. Foi trigo, estamos a importar 30 toneladas de água DAS ESTRUTURAS POLUIÇÃO Apesar disto, Alfeu Sá Marques defen- DO MONDEGO citado o caso das últimas cheias, em que se veri- que foram necessárias para o cultivar. Quando deu a necessidade imperiosa de planos E CONSEQUÊNCIAS ficou que o Mondego registara 500 metros importamos uma tonelada de carne de vaca, directores de drenagem, com o adequado DOS INCÊNDIOS cúbicos por segundo, o Alva 300 metros cúbi- estamos a importar 50 toneladas de água. Daí estudo de pavimentos infiltrados e de ba- Uma das questões colocadas a Alfeu Sá cos por segundo e o Ceira mais de 800 metros que a governança da água deveria ser mais glo- cias de retenção. Marques versou as notícias há dias vindas a cúbicos por segundo – sendo este último caso bal, para que se fizessem as culturas adequadas Sublinhou que em 2001, com a ocorrên- público que davam o Mondego como um dos uma consequência dos fogos florestais, pelas nos locais adequados”. cia invulgar de três cheias seguidas, foi a rios mais poluídos do Mundo. razões atrás citadas. O outro aspecto tem a ver com os conflitos Aguieira que impediu consequências ainda O especialista considerou tais notícias exage- que a escassez de água poderia provocar nu mais graves. radas e sem fundamento, embora entenda ser futuro, nomeadamente entre Portugal e Contudo, reconheceu que não temos necessário fazer um maior esforço para tratar as Espanha por causa dos transvases de riso ibéri- A “ÁGUA VIRTUAL” tradição de conservação e manutenção das águas residuais. cos. Segundo Alfeu Sá Marques, a solução está E A DESSALINIZAÇÃO estruturas, pelo que teme que as necessárias Outro problema focado foi o das graves Alfeu Sá Marques referiu ainda dois aspectos na dessalinização, com a própria Espanha a obras de reparação dos diques danificados consequências dos incêndios, não só por- curiosos relacionados com a água. A um deles concluir que fica muito mais barato esse proces- não tenham sido feitas e que falte também que destroem o coberto vegetal que retém chamou a “água virtual”, explicando: so (a cerca de 50 cêntimos por metro cúbico) do a necessária manutenção. as águas, mas também porque elas arras- “Quando compramos uma tonelada de que proceder aos transvases Acção concertada evitou males maiores As cheias que inundaram várias regiões entidades o pico de cheia atingiu apenas teorologia formalizaram hoje um protocolo do” para o que tem contribuído planos na passada semana teriam sido o dobro e 4.200 metros cúbicos por segundo, acres- para criar uma interface informática para tro- como os Directores municipais (PDM). com consequências mais devastadoras sem centando que este pico poderia ter sido de car dados meteorológicos, disponibilizando Nunes Correia adiantou, por outro lado, a acção concertada do Instituto da Água, 7.200 no caso de ausência de coordenação. informação em tempo real, que servirá para que os actuais planos de bacias hidrográfi- Instituto de Meteorologia e Protecção Civil, O técnico do Inag afirmou também que melhorar as acções de prevenção permitindo cas vão entrar em fase de revisão, devendo afirmou o ministro do Ambiente. estas cheias têm em média um período de tempos de resposta mais curtos. o trabalho estar concluído em 2009. Francisco Nunes Correia fez hoje o retorno (frequência) de quatro anos e que as “Na fase inicial, as cheias aconteceram Os novos planos de gestão das bacias balanço da coordenação entre diversas enti- albufeiras têm ajudado a controlar o regime essencialmente nas pequenas bacias. Foram hidrográficas vão ser feitos de forma inte- dades durante a situação de cheia, após uma de cheias. mais repentinas e tiveram um tempo de res- grada, o que decorre das obrigações comu- reunião da comissão de gestão de albufeiras, Segundo o presidente do Instituto de posta muito curto, por isso, precisamos de nitárias, implicando também a colaboração concluindo que “sem uma acção competen- Meteorologia, Adérito Serrão, também pre- aperfeiçoar a troca de informação”, salien- espanhola no que diz respeito às bacias par- te e eficaz entre os vários organismos as sente na reunião, Outubro foi o segundo tou o ministro Nunes Correia. tilhadas. consequências teriam sido muito mais mês mais chuvoso dos últimos 15 anos. O governante notou também “que as O presidente do Inag, Orlando Borges, devastadoras”. O mesmo responsável lembrou que a pessoas se aproximam normalmente de adiantou que na reunião de hoje foi também Rui Rodrigues, responsável pela área de probabilidade de ocorrência destes fenóme- sítios onde não devem estar”, mas apesar de abordada uma proposta de revisão legislati- recursos hídricos do Instituto da Água nos é cada vez maior. tudo assinalou uma evolução positiva no va que visa alargar o âmbito da comissão de (Inag) explicou que graças à acção das várias O Instituto da Água e o Instituto de Me- sentido de “um território menos densifica- gestão de albufeiras às secas.
  • 14. 14 DESPORTO DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 NO DRAGÃO, A ACADÉMICA ENFRENTA O F.C. PORTO, SÁBADO, ÀS 19H15 “O jogo mais fácil de todos” Tiago Almeida certo que daremos muito mais de nós, à par- em Miguel Pedro desde que este chegou à valor do F.C. Porto, que lidera isolado a Liga, tida, em campo”. O extremo direito, con- Académica. Recorde-se que o ex-Aves foi com 22 pontos, sinónimo de sete vitórias, Engana-se quem pensa que, no balneário tratado por três temporadas, este defeso, ao dos últimos reforços a chegar a Coimbra, na um empate e uma derrota. Em relação ao academista, o embate com o actual campeão Desportivo das Aves, leva já dois golos semana que antecedeu o início da Liga, último jogo – vitória caseira por 2-0 frente nacional, marcado para este Sábado, gera apontados na Liga (em Paços e na recepção merecendo logo a confiança do técnico ao Estrela da Amadora –, as principais maior receio. O F.C. Porto indiscutivelmente ao seu ex-clube) e soma já a titularidade em academista que o incluiu no “onze” logo na mudanças devem surgir do meio-campo poderá criar dificuldades até agora não oito das nove partidas disputadas – a jornada inaugural – empate (1-1) no Bonfim, para a frente. Jogadores como Pavlovic e encontradas pela Briosa na Liga, onde a excepção aconteceu à 2ª jornada, na derrota ante o Vitória de Setúbal. Hélder Barbosa, suplentes utilizados na 2ª Académica ainda não enfrentou nenhum por 1-2 com a Naval. Miguel Pedro é pois “Agarrei a oportunidade que me foi dada parte com o Estrela, lutam por uma vaga no “grande”, contudo Miguel Pedro, um dos um dos preferidos de Manuel Machado, que e agora só me preocupa não defraudar as onze, tal como Medeiros, que poderá ser a jogadores nucleares no esquema de Manuel para além de o encostar à linha, no lado dire- pessoas que apostaram em mim”, revelou surpresa no Dragão, ao lado de Kaká e Machado, antecipa a partida de uma forma ito do ataque, onde ele se sente melhor, uti- Miguel Pedro ao “Centro”. Litos, caso Manuel Machado opte pela uti- curiosa: “no sentido de conquistar pontos, liza-o também – já o fez em três ocasiões –, Mudanças à vista lização de três centrais. Nesse esquema, o será um jogo especialmente difícil, mas pela como vértice superior de um meio-campo Tal como tem acontecido de jornada para ex-Juventude de Caxias Lino faria todo o motivação dos jogadores e pelo valor do em losango, inserido num 4X4X2. A sua jornada, é bastante provável que Manuel corredor esquerdo, relegando mais uma vez adversário, este é daqueles jogos que con- versatilidade terá sido, neste sentido, um dos Machado volte a fazer alterações no onze, o jovem defesa-esquerdo Vítor Vinha para o sidero sempre mais fáceis, porque é quase factores que terá levado Machado a apostar tendo em vista essa mesma tendência e o banco. Ponta-de-lança na agenda de Machado Nestor Alvarez está pron- to para competir e se juntar a Gelson no leque de opções para o centro do ataque, ainda assim reduzido a dois jogadores, em virtude da le- são do húngaro Gyano, que se encontra em dúvida para o jogo com o F.C. Porto. Também face a esses condi- cionalismos, no que ao eixo central do ataque diz res- peito, e a pensar já nos 21 jogos por disputar até final da Liga, o técnico Manuel Machado viajou entre quin- ta-feira e Domingo passado para o estrangeiro, com o intuito de observar novos jogadores para o plantel da Briosa. O Centro sabe que a prioridade dos responsáveis academistas passa, nesta altura, pela contratação de um ponta-de-lança que faça esquecer os golos de Marcel e Joeano, os melhores marcadores da Académica na época passada. Assim, Manuel Nestor apto Machado terá levado, no seu trabalho de prospecção, uma lista de alguns jogadores referenciados e abordados pela direcção liderada por José Eduardo Simões para reforçar o plantel na reabertura do mercado, em Janeiro. Os apontamentos do técni- para o regresso co da sua estadia além-fronteiras mantêm-se em segredo, tal como os jogadores que, nesta altura, maiores possibilidades têm de assinar pelos estudantes. Nesse particu- Ausente desde a 3ª jornada, na qual foi suplente utilizado na recepção ao lar, surge contudo a hipótese Sokota. Belenenses, por lesão, o colombiano Nestor Alvarez caminha a passos largos para o regresso à competição, o que poderá acontecer já este fim-de-semana, no jogo com o F.C.Porto. Nestor integrou com normalidade o trabalho colectivo ao longo da semana passada e integrou mesmo o onze inicial no amigável disputado sábado, Sokota sem prioridade O avançado croata, ligado ao F.C.Porto, mas ausente já há alguns meses, por dia 11, em Miranda do Corvo (vitória da Briosa por 2-0 ante o Mirandense). Nessa lesão, dos relvados, não constitui prioridade para Manuel Machado, porém foi já partida, o avançado que foi contratado este defeso ao Deportes Tolima, apontou o proposto pelos dirigentes portistas à Briosa. Se Sokota apresentar as condições físi- primeiro golo e ainda fez o passe para o segundo, da autoria de Hélder Barbosa. O cas necessárias para regressar ao activo e, até lá, a Académica não avançar com out- ritmo necessário para a competição está agora muito mais perto e tudo indica que ros negócios preferenciais, então o portista rumará mesmo a Coimbra, em Janeiro. o colombiano seja mesmo convocado para o Dragão. O avançado já pensa nessa Entretanto, o mercado sul-americano, entre outros, continuará a ser sondado. A possibilidade: “claro que gostava de regressar ao activo já frente ao Porto, uma das situação ideal está já traçada: um avançado que se constitua, em pouco tempo, como melhores equipas do futebol português e, quem sabe, até marcar um golo nesse uma mais-valia na equipa e que seja garantido a título definitivo e a um preço jogo; precisei de ter muita paciência nas últimas semanas, mas a pior fase já passou”. acessível. A tarefa não se revela fácil, mas Manuel Machado já fez o pedido… Feito o desejo do jogador, cabe a Manuel Machado ajudar a cumpri-lo.
  • 15. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 DESPORTO 15 Estádio quer bater recorde de assistência Dois terços dos bilhetes para o jogo de do Estádio Cidade de Coimbra, que tem disponibilizar transporte, entre as 18:00 e Estádio Cidade de Coimbra, vão estar hoje (quarta-feira) Portugal-Cazaquistão, uma lotação de 30 mil lugares, e atrair o as 24:00, a todos os portadores de bilhetes. envolvidos no evento cerca de 130 de apuramento para o Europeu de futebol público da região, essencialmente estudante. Luís Providência mostrou-se bastante Assistentes de Recintos Desportivos e 100 de 2008, estão a ser vendidos a cinco O recorde de assistências a jogos de satisfeito pelo regresso da selecção a voluntários, além das forças policiais. euros, sublinhou o vereador do Desporto futebol no Estádio Cidade de Coimbra foi Coimbra, após seis anos de ausência, e Portugal, quinto classificado do Grupo da Câmara Municipal de Coimbra. estabelecido durante o Euro2004, quando garantiu que a cidade “quer fazer a festa A, a seis pontos da líder Sérvia, embora Em conferência de imprensa, Luís 27 mil espectadores presenciaram o Suíça- do futebol”. com um menos um jogo disputado, defron- Providência disse que a medida visa, em Inglaterra. De acordo com António Silva, respon- ta pelas 21:00 de quarta-feira o Cazaquistão, simultâneo, bater o recorde de assistência O vereador garantiu que a autarquia vai sável pela TBZ, entidade que gere o sexto e antepenúltimo colocado. Cazaquistão: desvendando um País longínquo SELECÇÃO DE FUTEBOL JOGA HOJE COM A DE PORTUGAL NO ESTÁDIO CIDADE DE COIMBRA O futebol podia e devia ser, para além de HISTÓRIA um espectáculo e um desporto, uma forma Os cazaques, ou cavaleiros das estepes, de unir os povos e de favorecer o seu co- descendem de tribos nómadas de origem nhecimento mútuo. turca e religião muçulmana, que, no século Infelizmente isso raramente acontece, XVII, pedem protecção ao czar russo dian- pois é uma actividade que movimenta muito te da ameaça de invasão mongol. dinheiro e muitos interesses, e a própria O Império Russo retira o poder dos chefes comunicação social quase sempre privilegia tribais e absorve gradualmente o Cazaquistão. o acessório em detrimento do essencial. Em 1861, milhões de camponeses russos Mas como o “Centro” não é um jornal e ucranianos são estimulados a instalar-se em desportivo, e procura ter do desporto uma terras cazaques doadas pelo governo central, visão menos redutora do que muitos outros provocando ressentimento entre a popula- meios de comunicação social, entendeu-se ção nativa. Uma grande rebelião contra o que, mais do que falar do jogo que hoje se domínio russo, em 1916, é reprimida pelo disputa em Coimbra, entre as selecções de Exército do czar, que mata 150 mil pessoas. Portugal e do Cazaquistão, preferível seria divulgar aspectos relacionados com esse dilheira Karatau, a sul, incluindo vastas A abertura de sua economia, que já atra- REPÚBLICA SOVIÉTICA longínquo país, que fez parte da ex-URSS, áreas situadas abaixo do nível do mar. O ía crescente investimento dos EUA, da Após a tomada do poder pelos bolchevi- e que certamente será desconhecido de boa ponto mais baixo é a depressão de Kaundy, Europa e da Ásia, ganhou novo impulso ques (comunistas) na URSS, em 1917, naci- parte dos portugueses. que chega aos 132 m abaixo do nível do em 1997: as empresas estrangeiras ficam onalistas cazaques participam numa coliga- Aqui deixamos, pois, alguns aspectos mar, e as montanhas orientais podem atin- isentas de impostos, total ou parcialmente, ção contra-revolucionária, ao lado de cza- que nos pareceram mais relevantes para dar gir altitudes bastante elevadas, como se durante os cinco primeiros anos no país. ristas e de tropas estrangeiras. a conhecer um País que já hoje desempe- comprova com os 6 995 m do pico Khan- Em Agosto de 1997, o Cazaquistão decla- A coligação é derrotada pelos comunis- nha um papel de relevo a nível mundial, em Tengri, o ponto mais elevado do país. ra ter concedido à China National Petroleum tas, e o Cazaquistão torna-se, em 1920, uma outras áreas que não a do futebol – papel A maior parte do território está coberta Corporation (CNPC) o direito exclusivo para república soviética denominada Turquestão, esse que provavelmente será bem reforçado por deserto, semi-deserto e estepe, embora exploração do seu campo petrolífero de juntamente com cinco outras nações da no futuro, sobretudo graças às suas extra- a norte o país atinja a zona da taiga. O Uzen, na costa oriental do mar Cáspio. periferia do extinto Império Russo. ordinárias reservas de petróleo. clima é continental, com Verões quentes e Estima-se que nessa área haja reservas Em 1936 aparece como república autó- Quanto ao jogo, oxalá seja um bom es- Invernos frios. entre 130 milhões e 200 milhões de tonela- noma dentro da URSS. A imigração russa pectáculo, uma exemplar demonstração de das de petróleo. A China anuncia um inves- volta a ser estimulada pelo ditador soviéti- futebol bonito e limpo, num estádio Cidade timento inicial de US$ 1 bilhão para a co Josef Staline, de tal modo que, no fim de Coimbra repleto de adeptos calorosos PETRÓLEO DOMINA modernização das instalações do campo, dos anos 30, os russos são a maioria. mas bem educados, e que termine com um A ECONOMIA com possibilidade de ampliação dessa soma A etnia cazaque só volta a ultrapassar desfecho justo. numa segunda etapa. numericamente a população de origem O Cazaquistão é hoje um dos mais influ- entes países da CEI (Comunidade de Estados Outro contrato firmado pelo Cazaquis- russa em 1989. UM PAÍS DA ÁSIA Independentes que sucedeu à URSS). Rico tão com a CNPC prevê a construção de um Na II Guerra Mundial o Cazaquistão E DA EUROPA em minérios, estima-se que possua, no mar oleoduto de cerca de 2.000 km de extensão, torna-se local de destino dos diversos O Cazaquistão é um dos países que inte- Cáspio, uma das maiores reservas de petróleo destinado a transportar o petróleo cazaque povos deportados de sua terra original, por gravam a ex-URSS (União das Repúblicas ainda inexploradas do planeta. até a China. ordem de Staline. Socialistas Soviéticas), tendo-se tornado Após a desintegração da URSS, o país Conforme os últimos cálculos efetua- independente há cerca de 15 anos (em De- abdicou do seu enorme arsenal nuclear – dos, supõe-se que o Cazaquistão disponha NACIONALISMO zembro de 1991. A sua capital é Astana. considerado o quarto do Mundo na época – de quase o dobro das reservas de petróleo Com o processo de abertura política (glass- É o maior país da Ásia Central, estenden- em troca de ajuda financeira norte-americana. da Grã-Bretanha no mar do Norte. nost) impulsionado pelo presidente soviético do-se desde o Mar Cáspio até à China, com Mikhail Gorbatchov a partir de 1985, ocorre uma área de cerca de 2.715.000 km2 (ou seja, no Cazaquistão a primeira manifestação de cerca de 27 vezes maior do que Portugal), Nome oficial: Qazaqstan Respublikasy. nacionalismo contra o poder central soviético. embora a sua população seja a penas de cerca Capital: Aqmola - Astana. Em Dezembro de 1986, o chefe comunis- de 17 milhões de habitantes (isto é, não Moeda: Tenge (1Tenge = € 0,67)). O Tenge é a unidade monetária do Cazaquistão ta local, Dinmukhamed Kunáev - um caza- chega sequer ao dobro da população portu- que está dividido em 100 Tiyin. Foi introduzida em Novembro de 1993 para substi- que -, é substituído por um burocrata russo, guesa). Tal fica a dever-se, sobretudo, ao tuir o Rublo. Código internacional: KZT. O nome da moeda está relacionado com Gennadii Kolbin, desencadeando uma onda facto de ser uma país semi-desértico. a palavra russa para dinheiro, que é oriundo do turcomeno. A palavra “Tenge” em de protestos, violentamente reprimidos. Trata-se de uma nação transcontinental, cazaque e em outras línguas turcas significa “balança, igualdade de peso, escalas”, A tensão é agravada por uma crescente uma vez que uma pequena parte ainda é deriva do mongol “Tenkhe”, ou do chinês “Tengse” - “balança”. crise económica, até que, em Junho de 1989, abrangida, geograficamente, pela Europa: a Nacionalidade: cazaque. Kolbin é substituído pelo primeiro-ministro área entre o rio Ural e a fronteira russa, que Idioma: oficial cazaque (Kazakh), também o russo. da República, Nursultán Nazarbáev, um de- é o ponto mais oriental de todo o continen- Religião: Islamismo (maioria sunita), cristianismo (minoria). fensor das reformas de Gorbatchov. te europeu. Características: bacia do rio Ural (O); planalto desértico e mar de Aral (SO); pla- Nas primeiras eleições multipartidárias, Faz fronteira, a Norte e a Oeste com a nície ocidental da Sibéria (centro-norte); planície central com colinas; cadeia de em Abril de 1990, Nazarbáev é confirmado Rússia, a Leste com a China, a Sul com o montanhas, vales e lagos (S e L). presidente. Após o fracasso do golpe de Quirguistão, o Uzbequistão e Turcomenistão População: 16,8 milhões (1997); composição: cazaques 42%, russos 37%, ucrania- Estado desferido contra Gorbatchov em e a Oeste com o Mar Cáspio. nos 5%, alemães 5%, outros 11% (1996). Agosto de 1991, o Partido Comunista (PC) O terreno é praticamente plano, excepto Cidades principais: Alma-Atá, Qaraghandy, Shimkent. do Cazaquistão rompe com o PC da União ao longo das fronteiras leste e sueste (com Divisão administrativa: 19 regiões e a Capital. Soviética e muda seu nome para Partido a Rússia, a China e o Quirguistão) e na cor- Socialista do Cazaquistão.
  • 16. 16 DESPORTO DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 ANDEBOL ALTERAÇÕES À 10.ª JORNADA Terminou o sonho Liga de Futebol em quatro dias A 10.ª jornada da Liga portuguesa das equipas portuguesas de futebol, com seis jogos televisio- nados, começa depois de amanhã (sexta-feira, 17 de Novembro) com a recepção do Beira-Mar, na estreia do As equipas portuguesas tiveram um fim- da Horta tinha a tarefa impossível de recu- gunda mão da terceira eliminatória. No treinador Carlos Carvalhal, ao Vitó- de-semana para esquecer nas competições perar dos 11 golos de diferença trazidos da jogo da primeira mão, também disputado ria de Setúbal. europeias de Andebol, ao serem todas afas- primeira mão, o que acabou por se confir- na Rússia, mas com a equipa portuguesa O campeão nacional e líder FC tadas na terceira eliminatória, deixando mar, ao voltar a perder nos Açores por 24- como visitada, o Águas Santas tinha perdi- Porto recebe a Académica pelas 19:15 Portugal sem representantes nas Taças 27 com o Drammen, da Noruega. do por 23-22 e precisava de hoje vencer por horas de sábado (18 de Novembro), EHF, das Taças e Challenge. O ABC foi afastado sábado da Taça dois golos, o que esteve longe de acontecer, numa partida que antecede o Sporting ABC de Braga e Madeira SAD consegui- EHF ao ceder um empate 27-27 em Braga já que ao intervalo o conjunto luso já per- de Braga-Benfica, jogo que irá apadri- ram um empate (27-27) e uma vitória (30- frente aos espanhóis do Bidasoa, que havi- dia por 14-10. nhar o novo treinador “arsenalista”. 27), respectivamente, contra os espanhóis am vencido em Espanha por 30-27, na pri- O Sporting da Horta também acabou No domingo (19 Novembro), rea- do Bidasoa e os húngaros do Dunaferr, meira “mão”. afastado da Taça Challenge, ao perder em lizam-se os jogos Desportivo das mas as derrotas da primeira mão acabaram O Madeira Andebol SAD foi domingo casa com os noruegueses do Drammem, Aves-Nacional, Paços de Ferreira- de decidir a eliminatória a favor dos adver- afastado da mesma competição, frente ao por 24-27, revelando- se incapaz de anular Naval, Marítimo-Sporting e União de sários. Dunaferr, da Hungria, apesar de ter venci- os 11 golos de desvantagem averbados na Leiria-Boavista, numa ronda que Na Taça das Taças, o Sporting, que na do (30-27) o jogo da segunda mão da ter- semana passada no encontro da primeira encerra segunda-feira (20 de No- primeira mão tinha perdido por 35-29, pre- ceira eliminatória, realizado no Pavilhão do mão (37-26), disputado em Kongsberg, vembro), com o Estrela da Amadora- cisava de vencer por sete golos mas voltou Funchal. confirmando a ideia de que tinha uma mis- Belenenses. a perder com o Dínamo de Bucareste por Em Lisboa, o Sporting foi eliminado da são impossível pela frente. Na Liga de Honra, a ronda decor- 30-27. Taça das Taças, ao perder com o Dínamo Acabou assim o sonho europeu para as re inteiramente no domingo (19 de Na Taça Challenge o Águas Santas de Bucareste por 27-30, depois da derrota equipas portuguesas, que não resistiram à Novembro), com os jogos a decorrer “sucumbiu” na dupla jornada na Rússia, na Roménia por 35-29. maior força dos rivais, de países com mais repartidos pelas 15:00 e 16:00 horas, com o Chelyabinsk, ao perder sábado e Na Taça Challenge, o Águas Santas foi tradição na modalidade, deixando Portugal exceptuando o Estoril-Vitória de domingo os dois encontros por 23-22 e 29- eliminado ao ser derrotado no reduto do sem representação nas competições da Guimarães, com início às 11:00, com 21, respectivamente, enquanto o Sporting Chelyabinsk, na Rússia, por 29-21, na se- Europa. transmissão na SportTV. I LIGA OPEN DE JUDO NA FINLÂNDIA Sexta-feira (17 Nov) Beira-Mar - Vitória de Setúbal, 20:30 (SportTV). Sábado (18 Nov) FC Porto - Académica, 19:15 (SportTV). Sporting de Braga - Benfica, 21:30 (SportTV). Portugal conquistou 5 medalhas Domingo (19 Nov) Desportivo das Aves - Nacional, 15:00. Paços de Ferreira - Naval 1º Maio, 16:00. Marítimo - Sporting, 19:15 (TVI). União de Leiria - Boavista, 21:15 (SportTV). Portugal conquistou um total de cinco “Os dois seniores estão habituados a “Há oito atletas que conseguiram os medalhas no Open da Finlândia de Judo, um competir em torneios da taça do Mundo, mínimos e é dessa lista que sairá a selecção”, Segunda-feira (20 Nov) E. da Amadora - Belenenses, 19:45 (SportTV). torneio de nível “B” que decorreu no passa- pelo que os seus resultados não me surpre- relembrou o técnico, que apenas terá de do fim-de-semana em Vantaa. endem. Para eles era mais um treino que um optar nas categorias de -66 kg e -81 kg, as LIGA DE HONRA Depois da prata de Nuno Carvalho (-60 objectivo de época”, referiu o seleccionador. únicas categorias em que há mais que um Domingo (19 Nov) Estoril - Vitória de Guimarães, 11:00 (SportTV) kg) no sábado, no domingo Diogo Lima (- Para os outros, tratava-se de mesmo de atleta seleccionável. Desportivo de Chaves - Penafiel, 15:00. Trofense - Rio Ave, 15:00. 81 kg) e João Taveira (-100 kg) foram cam- um objectivo de época, essencialmente vira- Em femininos, Portugal já decidiu que Olivais e Moscavide - Portimonense, 15:00. peões, Pedro Dias (-66 kg) foi prata e Diogo da para a preparação do Europeu de sub-23. leva três judocas ao Europeu: Leandra Leixões - Olhanense, 15:00. César (-66 kg) bronze. Mesmo reconhecendo que em Vantaa o Freitas (-48 kg), Telma Monteiro (-52 kg) e Feirense - Gondomar, 15:00. Gil Vicente - Varzim, 16:00. Para Michel Almeida, seleccionador nível competitivo foi “mais baixo” que o Ana Cachola (-63 kg). Santa Clara - Vizela, 16:00. nacional de masculinos, o “balanço é bas- registado há uma semana em Boras, Suécia, Os atletas masculinos com mínimos são: tante positivo”, destacando a prestação dos Michel Almeida destacou os resultados de Nuno Carvalho (JC Ponta Delgada), -60 kg. seus atletas em dois níveis distintos, o de João Taveira e Diogo César, que se “supera- Diogo César (JC Lisboa) e Tiago Lopes (JC BOM ENSAIO PARA O LISBOA DAKAR Pedro Dias e Diogo Lima, atletas já com ram e conseguiram os melhores resultados Algarve), -66 kg. Diogo Couto (JC Marinha Carlos Sousa mais experiência, e os sub-23, em rodagem da sua carreira”. Grande), -73 kg. Hugo Silva (Lusófona) e para o Europeu de sub-23, que se disputa Michel Almeida já decidiu que levará seis André Martins (JC Lisboa), -81 kg. Miguel em 4.º lugar no em Moscovo, nos dias 25 e 26 de No- atletas ao Europeu de sub-23 - em todas as Almeida (JC Lisboa), -90 kg e João Taveira “Deserte Challenge” vembro. categorias, excepto nos +100 kg. (Salesianos), -100 kg. O piloto português Carlos Sousa (Volks- wagen) terminou no passado sábado (dia 10) na quarta posição o Desert Challenge dos Emi- APURAMENTO PARA O CAMPEONATO ATLETISMO PARA DEFICIENTES rados Árabes Unidos, última prova da Taça do DO MUNDO DE RÂGUEBI Mundo de todo-o-terreno, ganha pelo francês Portugal quer recuperar Portugal campeão mundial Luc Alphand (Mitsubishi). após derrota na Geórgia O português obteve a melhor classificação entre os pilotos da Volkswagen, sendo o segun- O seleccionador português de râguebi, To- de corta-mato curto do melhor o espanhol Carlos Sainz, antigo cam- maz Morais, classificou como “exagerada” a Portugal sagrou-se campeão mundial sul-africana no segundo lugar e a Grã- peão do Mundo de ralis, que terminou a prova derrota por 17-3, no passado sábado, na de corta-mato curto na prova masculina, Bretanha no terceiro posto. na décima posição. O pódio da prova ficou pre- Geórgia, e prometeu “firmeza” da equipa em obtendo o quarto lugar colectivo na Paulo Pinheiro, que alcançou a meda- enchido por três pilotos franceses, com Alphand garantir o inédito apuramento para o Cam- feminina, na terceira edição do Mundial lha de bronze, foi o melhor português, a subir ao lugar mais alto, à frente do seu compa- peonato do Mundo, em 2007 na França. nheiro de equipa Stéphane Peterhansel e de Jean- O conjunto luso vai ter a oportunidade de da Federação Internacional de Des- seguindo-se António Soares (5º lugar), portos para Pessoas com Deficiência Vitor Pleno (6º), Ricardo Silva (8º) e Louis Schlesser (Buggy Schlesser). recuperar da desvantagem a 25 de Novembro, Além de ser a derradeira prova da Taça do em Lisboa, na segunda “mão” do “play-off ” Intelectual (INAS-FID), que decorreu António Mariz (22º). No sector feminino, em Wakefield (Inglaterra), no passado Margarida Sousa foi a melhor lusa, com Mundo de todo-o-terreno, o UAE Desert europeu. “A diferença pontual é exagerada, sábado. um sétimo posto, mas Portugal ficou a Challenge, disputado num percurso com um mas em râguebi 14 pontos não são nada. Estamos perfeitamente conscientes de que Os elementos masculinos revalida- um ponto do terceiro lugar, obtido pela total de 1.520 quilómetros em troços cronome- agora a tarefa é duríssima, mas vamos jogar trados, serviu também de ensaio geral para o ram assim o título obtido na África do Grã-Bretanha, enquanto a Polónia che- tudo o que temos em Lisboa e, quem sabe, Rali Lisboa-Dacar 2007, que se corre de 06 a 21 Sul e deixaram precisamente a selecção gou ao título, seguida da Hungria. não haverá uma surpresa...”. de Janeiro.
  • 17. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 www.apaginadomario.blogspot.com apaginadomario@gmail.com A PÁGINA DO MÁRIO 17 “mau exemplo” em tantas coisas, como no que está no telhado. E compreender facil- caso do desporto? mente porque a minha cidade está como A BANDEIRA Fico por aqui. Lamentando, apenas, que está. a “cagança coimbrã” não seja, em tantos Ou escrever, ainda, sobre o escândalo sectores da vida, mais do que... simples- que é pagar pensões de reforma com mente... “cagança”. dinheiros públicos às mesmas pessoas a (publicado no blogue em 9 de Novembro) quem se paga um ordenado igualmente com Mário Martins dinheiros públicos. E pensar que, ao fim de 30 anos de trabalho a descontar para a ESQUECIMENTO? Segurança Social, cada vez vejo mais reduzi- das – no tempo e no dinheiro – as hipóte- FRASE “Voto o Orçamento de Estado para 2007 segundo orientação do grupo parla- ses de uma velhice vivida com dignidade. mentar do PS, embora discorde da desigual Ou abordar a luta “corpo-a-corpo” distribuição dos sacrifícios pedidos aos entre os dois semanários de sábado. Como portugueses, que recaem sobre os mesmos acabaram os DVDs do “Expresso”, hoje já de sempre, nomeadamente pensionistas e foi fácil encontrar o jornal a meio da funcionários públicos” (Manuel Alegre) manhã. A TSF alertou e parece ter razão. (publicado no blogue em 10 de Novembro) Mas acabo de ver na televisão que cente- A bandeira utilizada como fundo no nas de pessoas estiveram desde madrugada Congresso do PS lembra-nos aquelas que numa fila, em Lisboa, à chuva, para conse- invadiram Portugal por altura do Euro guir um exame médico a realizar em Janeiro “CAGANÇA” E REALIDADE 2004 – aquelas que, em vez de castelos, ti- ou Fevereiro. E recordo o ministro da nham uma espécie de pagodes chineses. Saúde e as suas frequentes intervenções em (publicado no blogue em 11 de Novembro) PORCA MISÉRIA... A minha equipa jogou com o Feirense. O jogo disputou-se no Campo 5 do Há anos que o Estádio de Taveiro só Complexo Desportivo daquele clube, em tem uma bancada. Sanfins – Feira. No entanto, logo que chegam junto do No total, existem quatro campos relva- recinto os espectadores encontram, altanei- dos (!!!), com material sintético (na foto). ro, este cartaz – que indica a existência das Falta construir o campo principal. bancadas A, B e C. A crise da Europa é mais profunda do A minha equipa treina em campos pela- Ridículo, pelo menos. tons que fazem pensar no que será real- que se pensa. Não há sequer ninguém que dos – ou na Pedrulha ou em Barcouço. E (publicado no blogue em 9 de Novembro) mente a demagogia. acerte em 5+2 algarismos. joga sempre na Pedrulha. O que é uma É verdade: cada vez mais sinto mágoa de (publicado no blogue em 10 de Novembro) dupla desvantagem: porque treina em BOLA (MUITO) CARA viver aqui. recintos piores que os adversários; porque A bola da final do Mundial de futebol da (publicado no blogue em 3 de Novembro) Alemanha 2006, que opôs a 9 de Julho as COIMBRA, NOVEMBRO defronta as outras equipas em recintos rel- selecções italiana e francesa, foi arrematada DE 2006 vados, a que não está habituada (assim AMIGOS... À MESA sucedeu, já este ano, com o Boavista, FC no domingo passado, em leilão, por 1,88 Estar com amigos é bom. Porto e, agora, com o Feirense). milhões de euros, por um emir do Qatar. Hoje fomos cerca de 40 à volta da mesa Apesar de entrar em campo em situação E ainda dizem que a vida está cara... (depois de mais uma manhã de futebol). desigual, a minha equipa perdeu apenas por (publicado no blogue em 7 de Novembro) O caldo verde estava bom, o arroz de 2-1 com o FC Porto e com o Boavista. E pato e o lombo assado óptimos. Sobre- venceu (4-3) o Feirense. mesas variadas e uns “licores” para rematar. No final, algumas surpresas, para assinalar SÁBADO À TARDE Esta situação, injusta, sugere-me várias Apetece-me escrever sobre a ida à “mi- questões: nha aldeia”, na dia 1, para visitar os túmu- um dia ligeiramente diferente do habitual. – porque não tem a minha equipa as los dos familiares que já partiram. E as – Que lembrança se deve dar a um jor- mesmas condições de treino dos adversá- memórias que surgem, em catadupa, dos nalista? – pensaram eles. rios? meses de Verão lá passados durante 20 Ofereceram um jornal assinado por – até onde poderia chegar este grupo de anos. todos. Todo o desenvolvimento do “folhetim” jovens, se estivesse em condições de igual- Ou escrever sobre a dificuldade que Foi bonito. em O Piolho da Solum (de onde retirei as dade com os adversários? tenho para encontrar, em Coimbra, alguém Obrigado, amigos! fotos aqui apresentadas em montagem). – porque é que Coimbra há-de ser um que cuide da antena parabólica motorizada (publicado no blogue em 13 de Novembro) (publicado no blogue em 10 de Novembro) A minha equipa empatou na Pedrulha Os juvenis da Académica empataram teve grandes oportunidades para rematar (0-0), no Campo da Pedrulha, com o à baliza. Leixões. O resultado é justo, depois de A dois minutos do final, numa jogada um jogo mais lutado do que jogado. de grande classe, a Académica esteve à A minha equipa – que normalmente beira de marcar; seria a vitória. Mas a ver- sente dificuldades perante adversários dade é que, uma vintena de minutos antes, com maior potencial físico – voltou a o Leixões enviara uma bola ao poste da valer pelo todo: nunca se desuniu, lutou baliza coimbrã. por cada bola do primeiro ao último Em suma, resultado certo. A partir de minuto e mostrou grande carácter. agora, a Académica pode entrar numa Hoje, esteve melhor no plano defensi- série de vitórias, uma vez que já defrontou vo do que na última jornada, mas esteve os adversários presumivelmente mais for- pior no aspecto ofensivo, muito por culpa tes (FC Porto, Boavista, Leixões, Sanjoa- do adversário, que nunca deu um palmo nense e Pasteleira – a equipa “B” do Boa- de terreno livre aos avançados da vista). Académica. Esta equipa, estou certo, pode ainda A bola deverá ter estado mais tempo dos práticos, já que os de Coimbra se por seu turno, apostou num futebol mais dar muitas alegrias aos adeptos. nos pés dos leixonenses, mas sem resulta- defenderam muito bem. A minha equipa, rápido e mais directo, mas também não (publicado no blogue em 12 de Novembro)
  • 18. 18 COIMBRA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 TRADUZIDO POR AGOSTINHO ALMEIDA SANTOS Livro sobre contracepção Freguesia dos Olivais lançado na Universidade assinala 152 anos Um livro intitulado “Contracepção”, da au- A freguesia de Santos António dos Olivais, No dia 19 dois espectáculos: às 16 horas, horas, a que segue música e jogos tradicionais toria do especialista francês David Serfaty, foi a maior de Coimbra e uma das maiores do actuação do grupo de Jazz “Dixie Gringos”; e pela Associação Sócio Recreio e Desporto de lançado há dias na Biblioteca Joanina da País, vai comemorar este mês 152 anos. às 21 pela Associação Cultural e Recreativa de Marco dos Pereiros. Universidade de Coimbra. Para assinalar este aniversário, a Junta de Coimbra. No dia 24, também às 21 horas, espectácu- Editado pela Fundação Calouste Gulben- Freguesia, presidida por Francisco Andrade, No dia 20, pelas 21 horas, exibição do lo de magia por Luís Rodrigues. kian, o livro foi traduzido por Agostinho Al- preparou um programa vasto e diversificado, Grupo Folclórico da Casa do Pessoal da No dia 25, pelas 15 horas, será inaugurado meida Santos, catedrático da Faculdade de que terá como palco uma tenda gigante a ins- Universidade de Coimbra. o Centro de Estudos de Santo António, na Medicina e Director dos Hospitais da Uni- talar no Largo Padre Estrela Ferraz (mais Dia 21, às 21 horas, exibição de um curioso sede antiga da Junta de Freguesia, onde, pelas versidade de Coimbra. conhecido como Largo dos Olivais). filme intitulado “Seniores da Freguesia”. 18 horas, haverá um colóquio sobre Santo A apresentação esteve a cargo de Albino Assim, no dia 18, pelas 15 horas, abre uma No dia 22, pelas 18 horas, será celebrada António. Às 21 horas exibição do Grupo Aroso, que alertou para as graves consequên- Feira de Artesanato, que estará patente ao missa por alma dos autarcas falecidos. às 21 Etnográfico da Casa de Pessoal dos Hospitais cias do decréscimo de natalidade que está a público até ao dia 26. Nesse mesmo dia have- horas haverá um espectáculo de fados de da Universidade de Coimbra. verificar-se em Portugal e em toda a Europa. rá um espectáculo, às 21 horas, pelo grupo Coimbra. No dia 23 uma exibição de dança do Por último, no dia 26, exibição do Rancho Santiago “Sons da Alma”. ventre por elementos do Olivais F.C., pelas 21 Folclórico da Cova do Ouro / Serra da Rocha. LIVRO APRESENTADO EM COIMBRA INAUGURAÇÃO NO PRÓXIMO DIA 25 “Estrepes” de José d’Encarnação Foi apresentado em Coimbra, na passada Santo António vai ter Centro de Estudos semana, um livro de comentários intitulado “Estrepes”, da autoria de José d’Encarnação. Um Centro de Estudos de Santo São cerca de quatro mil peças recolhi- tazes, estampas, gravuras, cautelas O livro de José d’Encarnação inclui uma António vai ser inaugurado no próximo das ao longo de muitos anos por este (lotaria), selos, notas e moedas, medalhísti- selecção e comentários de sua autoria, publica- dia 25, nas instalações onde antes funcio- cidadão de Coimbra, nascido em 1931 ca, santinhos e outros objectos diversos”. dos sob o título de “Pois” numa secção regu- nou a Junta de Freguesia de Santo em Lomba do Chão do Bispo, lugar que Este autodidacta conimbricense lar que manteve no “Jornal de Coimbra”, e António dos Olivais. pertence à freguesia dos Olivais. obteve ainda muitas fotografias, no País e que agora prossegue no jornal “Centro”. Trata-se de uma iniciativa que resulta Segundo refere o próprio Alfredo Bas- no estrangeiro, relacionadas com Santo Aliás, foi o Director deste jornal, Jorge da doação de um invulgar espólio antoni- tos, “recolhi imagens, livros e revistas, António, juntando assim este completo Castilho, que procedeu à apresentação do ano feito à Junta de Freguesia por recortes de jornais, loiças e azulejos, docu- espólio que serve de base ao Centro de livro, que decorreu no auditório e galeria de Alfredo Bastos. mentos diversos, postais, calendários, car- Estudos de Santo António. arte da Invesvita, no Largo dos Olivais. Cantinho dos Reis com novo espaço O restaurante “Cantinho dos Reis” acaba Décadas volvidas – e depois de muitos de conquistar um novo espaço, mesmo junto anos a trabalhar mesmo ali ao lado, no às actuais instalações, no Terreiro da Erva. A “Espanhol” – atreveu-se a abrir o seu próprio agradável esplanada que ali tem funcionado na restaurante, a que chamou “Cantinho dos época estival – e que estaria condenada à inac- Reis”. tividade com o mau tempo que já deveria ter E a verdade é que, graças ao seu profissio- chegado, mas certamente não tardará – acaba nalismo e simpatia, e à capacidade de lideran- de ser transformada num espaço coberto, que ça de uma equipa empenhada em bem servir, certamente se mostrará igualmente acolhedor, o Zé Reis conquistou uma clientela que diaria- mesmo sob as intempéries que aí chegarão mente para ali converge, enchendo os vários mais dia menos dia. espaços do restaurante. Para assinalar mais esta sua iniciativa, José Comida caseira, bem confeccionada e a Reis convidou alguns dos seus mais fiéis clien- preço acessível, serviço rápido e personalizado tes para testar o espaço ao almoço de anteon- – eis a receita do êxito do “Cantinho dos tem (segunda-feira). Reis”, onde muitos dos clientes, ao chegar, em Muitas caras conhecidas, dos mais variados vez de pedirem a ementa, perguntam: “Oh Zé sectores, compareceram à chamada, felicitan- Reis, o que é que eu hoje vou comer?”. do Zé Reis pela feliz ampliação. E ele lá dá as sugestões que entende mais O proprietário do restaurante, com a sua adequadas aos gostos de cada cliente, tratando habitual simpatia, agradeceu a todos os pre- a todos de igual forma como amigos, sempre sentes, lamentou a ausência de alguns que hoje preocupado em zelar para que nada lhes falte. não puderam comparecer e fez questão de E tanto faz que seja o cliente de todos os dias, lembrar que foi ali mesmo, no Terreiro da como o turista vindo de muito longe que ele Erva, que iniciou a sua actividade ligada à res- sabe que provavelmente nunca mais voltará. tauração, quando era um miúdo de apenas 12 Eis um bom exemplo de profissionalismo, anos. que por isso merece ser realçado.
  • 19. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 OPINIÃO 19 N u t r i c i o n a n d o A alimentação na gravidez e durante a amamentação Paula Beirão Valente (Nutricionista) paulabeirao@gmail.com A gravidez é um processo complexo no qual interagem factores de diversa ordem, sendo geralmente aceite que o estado nutri- cional da mulher afecta também o resulta- do final da gestação. Nesta etapa fisiológi- ca, uma alimentação racional é essencial para, nomeadamente, prevenir partos pre- maturos e problemas relacionados com o desenvolvimento do feto, como o baixo pe- so à nascença e uma menor resistência a infecções. O acompanhamento nutricional é funda- mental para suprir as carências alimentares da mãe, responder às necessidades adicio- nais devidas ao crescimento do feto, prepa- rar o organismo para o parto e assegurar o futuro aleitamento. E é particularmente importante no caso de mulheres multíparas, de gestações muito próximas e gemelares, bem como no de grávidas adolescentes. Durante os primeiros meses, as exigên- cias alimentares suplementares são limita- das, aumentando significativamente no segundo e terceiro trimestres e, mais ainda, durante a amamentação da criança. O peso da mulher e o seu estado nutri- cional antes da gravidez são extremamente importantes, designadamente para prevenir casos de diabetes e de hipertensão arterial e as consequentes dificuldades durante o parto. O excesso de peso deve ser elimina- do gradual e racionalmente antes da gesta- ção se iniciar, o que é facilitado quando esta é planeada. Perder peso durante a gravidez é um risco, sendo preferível neste caso pro- gramar um ganho ponderal limitado. Mas o baixo peso pode, igualmente, contribuir para situações preocupantes no desenvolvi- mento do feto, muitas vezes irreversíveis. Para este é sempre mais prejudicial a magreza da mãe do que um excesso ponde- A alimentação da mulher grávida deve nutritivas da criança, pois contém as sub- nutritivas da mulher durante a amamenta- ral moderado. ser equilibrada, com proteínas suficientes, stâncias essenciais nas proporções adequa- ção são superiores às exigidas durante a Para uma mulher com um peso normal hidratos de carbono complexos e alguma das ao seu ritmo de crescimento e matura- gestação e, embora os alimentos aconselha- para a sua estatura e idade e com um esta- gordura, e segura do ponto de vista micro- ção. A secreção mamária dos primeiros dias dos sejam idênticos nos dois períodos, as do nutricional adequado, é natural um biológico, com preferência pelos alimentos após o parto, denominada colostro, é espe- exigências em proteínas, em produtos ricos acréscimo de peso na gravidez da ordem de sujeitos a tratamento pelo calor. Durante o cialmente rica em proteínas importantes em cálcio e fósforo e em água são superio- 9,3 a 13,0 kg, distribuído ao longo dos primeiro trimestre, é aconselhável manter para a sua imunidade e contém pouca gor- res durante a amamentação. São também meses (1,5 a 1,8 kg no primeiro trimestre; sem grande alteração a alimentação anteri- dura. O verdadeiro leite materno só é pro- fundamentais alguns cuidados especiais nos 3,5 kg no segundo e o restante no terceiro or, com um maior recurso a produtos hor- duzido a partir do sétimo dia depois do dois períodos, como não fumar nem inge- trimestre), e tal não deve suscitar preocupa- tícolas corados e a fruta rica em vitamina C. nascimento. O aleitamento artificial utiliza rir bebidas alcoólicas. Está provado que o ção especial. O excesso devido ao bebé, à Mas no segundo e terceiro trimestres, produtos adaptados, elaborados a partir do fumo e o álcool afectam o desenvolvimen- placenta e ao líquido amniótico desaparece como as necessidades de energia são maio- leite de vaca, mas que não são tão comple- to da gravidez. a seguir ao parto; o aumento motivado pelo res, é recomendável o aumento da ingestão tos como aquele. Admite-se que grande Mas atenção. Na saúde, como em outras maior volume do útero é minorado ao fim de alimentos proteicos, ricos em hidratos parte da energia adicional exigida para a áreas, cada situação é um caso único. As de algumas semanas; e o derivado do cres- de carbono, gorduras, minerais, vitaminas e produção de leite materno nos primeiros orientações expostas são apenas conselhos cimento dos seios assim como a gordura fibras, bem como um maior consumo de meses de vida é satisfeita pelas reservas de gerais, que não dispensam o acompanha- acumulada nas coxas e nádegas, que tende água, fazendo-se desta a bebida de eleição. gordura acumuladas no período da gravi- mento particular por especialistas, cada vez a permanecer após o parto, são reduzidos O leite materno é o único alimento dez, pelo que uma boa aleitação deve ser mais recomendável, especialmente em situ- durante a amamentação. capaz de satisfazer todas as necessidades preparada durante esta. As necessidades ações de excesso ou carência de peso.
  • 20. 20 CRÓNICA DE VIAGENS DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 Textos trocados por curiosidades 1 navegação elevando-se nas torres, manten- do sempre a horizontalidade. 3 – Quase na ligação de uma avenida com a praça do Rockfeller Center (um apra- zível espaço com esplanadas no Verão e pista de patinagem no Inverno), existe um grande canteiro a dividir a artéria. Sendo Varela Pècurto certo que muitos naturais de Nova York (NY) nascem, vivem e morrem sem nunca Há semanas atrás, para referir neste espa- terem saído da sua terra, só conhecem os ço os dois “milagres” em terras do Tio Sam, produtos que consomem se forem aos mer- dei uma vista de olhos ao meu álbum de cados. No tal canteiro está uma pequena fotos da viagem, para estimular a memória a horta que mostra no seu ambiente natural fim de lembrar alguns dados que me eram milho, couves, tomateiros e outras espécies. necessários. E assim porque a memória vai 4 – Na ilha que é Manhattan são muitos recusando responder aos meus apelos. os arranha-céus, tão largos e altos que nos Hoje em dia, quem está bem são os fazem dobrar para trás a coluna vertebral 2 jovens, que nem a tabuada têm de decorar: para olharmos o último piso. Durante mui- umas teclas na ponta dos dedos e os resul- tos anos o Empire State Building foi um tados ficam à vista. Nada custa e dá milha- dos mais altos do Mundo, recorde que já res de soluções, libertando o cérebro de to tenho à vista uma foto da estátua da divide-se em dois, pois ao meio as duas par- perdeu. Mesmo em NY foi ultrapassado armazenagens. Foi do retorno visual efec- Liberdade, vendo-se também uma grande tes estão apenas encostadas. São estes que, pelo World Trade Center, as duas torres- tuado no álbum de Nova York que me veio fila de pessoas aguardando para a visita à elevando-se, dão lugar a um vão maior. gémeas dramaticamente desaparecidas, a ideia de propor hoje substituir o costuma- varanda que é a sua testa, subindo uma As duas pontes que mostramos aqui colocando novamente o Empire State em do escrito por gravuras curiosas, diversifi- escada interior. Não sei que legenda o leitor funcionam de forma diferente entre si – e primeiro lugar nesta cidade. cando assim o que pode interessar a alguns escreveria. A minha diz: “Sempre haverá diferente também da nossa, situada em Mas a excepção existe em toda a parte. leitores deste jornal. grande bicha para alcançar a liberdade”. Matosinhos. Aqui se mostra, entre giantes, o prédio Costumo fazer legendas para as fotogra- Vamos então às curiosidades: 1 – O tramo central roda num eixo pró- mais estreito de NY. fias, em jeito de informações que se tornam É muito conhecida a ponte entre prio até se colocar na posição perpendicu- 5- Finalmente, nesta foto são visíveis as duas bastante úteis no tal caso da falha da Leixões e a lota de Matosinhos, utilizada lar em relação aos outros tramos. iniciais, G de Gláucia e E de Eduardo, que man- memória. Outras vezes até são críticas, por pessoas e veículos de toda a espécie. 2 – Nesta, o tabuleiro tem, em cada dei colocar bem no alto para assinalar a minha mordazes ou humorísticas. Neste momen- Para dar passagem aos barcos, o tabuleiro extremo, uma torre metálica. Dá espaço à passagem e de minha Mulher por NY… 3 4 5
  • 21. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 OPINIÃO 21 PRAÇA DA No poupar é que vai o ganho REPÚBLICA Havia, por educação e necessidade, aqui- É que vai longe, muito longe a velha cul- lo a que hoje se chama rigor orçamental, no tura da poupança. bolso de cada um e na economia familiar. Neste turbilhão consumista em que Os tempos mudaram. Duma economia de soçobra tanta boa gente, muito poucos subsistência passou-se abruptamente a uma estão interessados em acautelar o dia de Carlos Carranca economia de consumo despertadora de ape- amanhã. lativas motivações e inusitados apetites que Neste ciclone despesista em que se enre- subrepticiamente foram subalternizando, demoinhou o próprio país, estamos todos Soneto Renato Ávila eclipsando, neutralizando a tradicional cultu- pendurados no défice, pela falência do ra da sobriedade, da poupança, do aforro. velho princípio do equilíbrio orçamental e a de uma guitarra Diz o povo na sua proverbial sabedoria. Mais que responder em quantidade e qua- clamorosa ausência de bom senso econó- portuguesa E acrescenta: - é preciso acautelar o dia lidade às necessidades fundamentais da socie- mico-financeiro. de amanhã. dade, hoje a economia centra-se no consumo Nesta sociedade edonistamente consu- a Jorge Gomes É que não havia sistemas de previdência. ao provocar novas necessidades, novos apeti- mista em que é mister gastar o que se tem Sou de mil acordes o sustento Era preciso guardar para acudir a uma tes para que floresça o circuito comércio- e o que se não tem, continuamente acossa- Dos que sofrem e suspiram. doença, para prevenir a velhice. Ali, ao indústria e os implícitos mecanismos laborais da por uma crise de receitas, de ideias e de Afagam-me nos ventres engelhados canto do escaninho do baú. Dentro duma e de criação de mais-valias ao empresário valores, onde uns poucos engordam como Escravos do meu corpo enlouquecido. bolsa de retalhos. investidor e ao sistema bancário que financia nababos enquanto, diariamente, muitos Era difícil amealhar. Ganhava-se muito simultaneamente o investidor e o consumidor. entram na indigência, poupança afigura-se Rasgam-me doem-me sonhando pouco e quase nada sobrava do pão nosso É mister, pois, que se consuma para que uma utopia. O som que os enleva e acompanha. de cada dia, suado de sol a sol. haja trabalho e riqueza. Nestes desvairados tempos de ultralibe- Levitação; deuses pequeninos. Vivia-se uma cultura de sobrevivência, A situação complica-se quando entra o ral capitalismo em que se recebe uma A música a nascer-me das entranhas. interiorizada por crónicas dificuldades de perverso do sistema: Pode-se consumir à ninharia pelos depósitos, os empréstimos séculos de vacas magras. Uma cultura de farta porque os bancos emprestam. Pode- levam couro e cabelo e a banca anuncia Quem me tange me encendeia frugalidade. se gastar à vontade que a segurança social lucros fabulosos, torna-se abusivo falar de - dedos da vida solidários. Frugalidade no comer (o que davam a está vocacionada para compensar as carên- aforro. O sonho os ilumina avareza da terra, a rudeza do mar e a ma- cias emergentes. Poupar, hoje, não será, porventura, um greza do salário)) e no vestir (fato domin- Falar de poupança neste ano da graça de acto estupidamente heróico? Seiva – chão de amor e terra. gueiro e roupa de trabalho). dois mil e seis poderá, até, parecer uma Afinal, quem é que ganha com a pou- E o meu corpo – guerra Frugalidade no gastar. bizarria. pança? De amor e mar que se franteia. CARTA ABERTA O negócio da Banca dos nossos dias!... Por Nuno Carvalho tais taxas. Por uma questão de equidade e abertura de conta” se assemelharia a uma Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, (Advogado) de honestidade. A minha certeza deriva de “taxa de abertura da padaria”, pois só é gostaria de alertar que os senhores se devem um raciocínio simples. possível fazer negócios com o padeiro ter esquecido de cobrar o ar que respirei Vamos imaginar a seguinte situação: eu depois de abrir a padaria. enquanto estive nas instalações do v/ Banco. Um Amigo de longa data enviou-me uma vou à padaria para comprar um pão. O Antigamente, os empréstimos bancários Por favor, esclareçam-me uma dúvida: carta curiosa, interessante e muito actual, padeiro atende-me muito gentilmente, eram popularmente conhecidos como até agora não sei se comprei um financia- que deve ser objecto da nossa reflexão vende o pão e cobra o serviço de embru- “papagaios”. Par gerir o “papagaio”, alguns mento ou se vendi uma alma? colectiva, e que não resisto a transcrever. lhar ou ensacar o pão, assim como todo e gerentes sem escrúpulos cobravam “por Depois de pagar as taxas corresponden- qualquer outro serviço. Além disso, impõe fora” o que era devido. Fiquei com a tes, talvez os senhores me respondam infor- “Exmos. Senhores Administradores dos taxas. Uma “taxa de acesso ao pão”, outra impressão que o Banco resolveu antecipar- mando, muito cordial e profissionalmente, Bancos: “taxa por guardar pão quente” e ainda uma se aos gerentes sem escrúpulos. que um serviço bancário é muito diferente “taxa de abertura da padaria”. Tudo com Agora ao contrário de “por fora” temos de uma padaria. Que a V/ responsabilidade Gostaria de saber se os Senhores aceita- muita cordialidade e muito profissionalis- muitos “por dentro”. é muito grande, que existem muitas exigên- riam pagar uma taxa mensal, pela existência mo, claro. Pedi um extracto da minha conta – um cias legais, que os riscos do negócio são da padaria na esquina da v/ rua, ou pela Fazendo uma comparação que talvez os único extracto por mês – os senhores muito elevados, que existem inúmeras exi- existência do posto de gasolina ou da far- padeiros não concordem, foi o que me cobraram-me uma taxa de 1 euro. Olhando gências legais, que os riscos do negócio são mácia ou da tabacaria ou de qualquer outro ocorreu comigo no meu Banco. Financiei o extracto descobri uma outra taxa de 5 muito elevados, etc., etc., etc.., e que apesar desses serviços indispensáveis ao nosso um carro. Ou seja, comprei um produto do euros “para manutenção da conta” – seme- de lamentarem muito e nada poderem fazer, dia-a-dia. negócio bancário. Os Senhores cobram-me lhante àquela “taxa pela existência da pada- tudo o que estão a cobrar está devidamente Funcionaria desta forma: todos os me- preços de mercado. Assim como o padeiro ria na esquina da rua”. coberto por lei, regulamentado e autorizado ses os senhores e todos os usuários, paga- cobra-me o preço de mercado pelo pão. A surpresa não acabou: descobri outra pelo Banco de Portugal. riam uma pequena taxa para a manutenção Entretanto, de forma diferente do padei- taxa de 25 euros a cada trimestre – uma Sei disso. dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, ro, os senhores não se satisfazem cobran- taxa para manter um limite especial que não Como sei também, que existem seguros tabacaria, frutaria,etc.). Uma taxa que não do-me apenas pelo produto que adquiri. me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limi- e garantias legais que protegem o v/ negó- garantiria nenhum direito extraordinário Para ter acesso ao produto do v/ negócio, te especial vou pagar os juros mais altos do cio de todo e qualquer risco. Presumo que ao utilizador. Serviria apenas para enrique- os senhores cobraram-me uma “taxa de mundo. Semelhante àquela “taxa por guar- os riscos de uma padaria, que não conta cer os proprietários sob a alegação de que abertura de crédito” – equivalente àquela dar o pão quente”. com o poder de influência dos senhores, serviria para manter um serviço de alta hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os Mais recentemente, são os “arredonda- talvez sejam muito mais elevados. qualidade ou para amortizar investimentos. senhores certamente achariam um absurdo mentos” para cima (sempre para cima) nas Sei que são legais. Por qualquer produto adquirido (um pão, e se negariam a pagar. taxas de juros praticadas, que rendem mil- Mas, também sei que são imorais. Por um remédio, uns litros de combustível, Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, hões, em detrimento dos Clientes e consu- mais que estejam protegidos por leis, tais etc.) o usuário pagaria os preços do merca- digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir midores! taxas são uma imoralidade. O cartel algum do ou, dependendo do produto, até ligeira- uma conta corrente no v/ banco. Para que Mas os senhores são insaciáveis. dia vai acabar e cá estaremos depois para mente acima do preço de mercado. isso fosse possível, os senhores cobraram- A prestável funcionária que me atendeu, cobrar da mesma forma.” Que tal? me uma “taxa de abertura de conta”. Como entregou-me um desdobrável onde sou Pois ontem saí do meu Banco com a cer- só é possível fazer negócios com os senho- informado que me cobrarão taxas por todo “ A ti, sagrado luar, ladram-te os cães” teza de que os senhores concordariam com res depois de abrir uma conta, essa “taxa de e qualquer movimento que eu fizer. Guerra Junqueiro.
  • 22. 22 MÚSICA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 Distorções José Miguel Nora josemiguelnora@gmail.com No que toca à música, esta última quinze- na fica marcada por mais uma cerimónia de entrega dos Prémios MTV, desta vez a cida- de escolhida para acolher a cerimónia foi a capital da Dinamarca, Copenhaga. Nestes tipo de cerimónias costumo procurar as cate- gorias premiadas com as quais tenho maiores afinidades, deixando de lado aqueles porme- nores mais publicitados pelos “media” como sejam, qual o artista que mais prémios arre- cadou, etc. E, quanto a mim, a vitória dos Moonspell na categoria de “Best Portuguese Act”, além de merecida, é uma prova de que nem sempre os artistas a praticar sonorida- des mais na moda são os vencedores. Os Moonspell são uma banda da Bran- doa, mas que, há já alguns anos está a viver na Alemanha, muito por força de serem um dos principais nomes do catálogo da Century Media, uma das mais importantes editoras nestas andanças do Metal. E o grande mérito da banda liderado por Fernando Ribeiro reside exactamente aí, no facto de ser uma banda de metal, que é Moonspell apreciado por um “nicho” musical, que está longe de ser algo unânime, ao invés do que dos”, Boss AC, um verdadeiro ídolo da satisfeito pela sua vitória, como forma de acontece com um dos nomeados “derrota- música portuguesa actual. Fiquei muito premiar não só a sua qualidade musical, mas, também, a enorme difusão da sua música, tendo já actuado nos quatro cantos do mundo e uma enorme legião de fãs, quer em Portugal, quer além fronteiras. Sempre tive uma predilecção por “dj sets” e sempre que posso, compro, porque são sempre uma influência para mim enquanto “dj”. Esta semana comprei mais três “sets” com o selo da “label” “Fabric” (de que já tinha um da autoria de um dos mentores dos fantásticos Blackstrobe, Ivan Smagghe), mais propriamente dos Tiefs- chwarz, dos Cut Copy e dos Evil 9, artistas que costumam fazer parte das minhas selecções musicais e que muito admiro, e é sempre bom saber o que os influencia, ou, simplesmente, o que andam a ouvir nas horas vagas. Para o fim ficam as sugestões quinze- nais, entre as quais se destaca o novo disco PARA SABER MAIS: de Beck, “The Information” e a actuação em Coimbra, na próxima 6ª feira, na disco- - http://www.moonspell.com/ teca Via Latina, de um dos melhores dj´s da - http://www.mtv.com/#/ontv/ema/2006/ actualidade, Dj Vibe, e como não é todos - http:// www.amazon.co.uk/ os dias que temos a oportunidade de assis- - http:// www.djvibe.net/ tir a actuações deste calibre, é caso pra dizer - http://www.feiranima.com/ “Eu Vou”. - Moonspell – “Wolfheart” (Century Media) Se preferirem, no sábado, dia 18, podem - Moonspell – “Irreligious” (Century Media) rumar ao Porto e aos “Maus Hábitos” para - Moonspell – “Sin Pecado” (Century Media) assistir à actuação dos Dizés. - Moonspell – “The Butterfly Effect” No outro fim de semana, dia 24 e 25 de (Century Media) Novembro, há mais uma edição do “Festival - Moonspell – “Darkness and Hope” para Gente Sentada” no Cine-Teatro (Century Media) António Lamoso em Sta. Maria da Feira, no - Moonspell – “The Antidote” (Century Media) qual são apresentados alguns dos mais - Moonspell – “Finisterra” (Century Media) importantes “songwriters” da actualidade, - Evil 9 – “FabricLive.28” (Fabric) nomeadamente Adam Green, Sparklehorse - Cut Copy - “FabricLive.29” (Fabric) e Emiliana Torrini. O bilhete custa 26 euros - Tiefschwarz – “Fabric 29” (Fabric) para os dois dias e 18 só para um dia. Todos - Beck – “The Information” (Polydor) estes concertos são seguidos da actuação de - Moonspell – “Finisterra” (Elefant) diversos dj´s no Escadas Para o Céu – um - Camera Obscura – “Underachievers Plea- dos meus bares preferidos – no dia 25 lá se Try Harder” (Elefant) estarei. É mesmo a não perder. - Vários – “Acorda!” (Cobra Discos)
  • 23. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 INTERNET 23 IDEIAS DIGITAIS ser do computador pessoal. A partilha dos bookmarks pelos utilizadores da comunidade é outra das mais valias deste ser- viço, permitindo conhecer endereços dentro dos nossos OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO DA UC interesses (através da classificação com o sistema de tags). O browser Mozilla Firefox (versão mais recente) já traz incor- porada uma extensão que permite guardar na nossa área no Inês Amaral del.icio.us sites através da funcionalidade “tag this”. Docente do Instituto Superior Miguel Torga del.icio.us endereço: http://del.icio.us | categoria: serviços LOSTPEDIA ESCREVA O valor do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra para evolução do estudo da Astronomia em Portugal é inquestionável. Criado em 1772 como um esta- belecimento de ensino e investigação, foi o primeiro obser- vatório nacional e tinha como propósito associar o conhe- cimento teórico à prática. No site estão disponíveis notícias e efemérides astro- nómicas, informação sobre a investigação realizada, ima- gens solares, um arquivo de espectros de estrelas, o inven- tário da colecção astronómica e o calendário das activida- A série Lost tem uma enciclopédia online. A Lostpedia O site Escreva é uma comunidade de utilizadores cujo des e conferências do Observatório. Um espaço impor- foi criada por um grupo de fãs e contém informação sobre interesse comum é a escrita. Trata-se de um portal dividi- tante no contexto da Ciência portuguesa a visitar, virtual a história dos sobreviventes do voo 815, que estão presos do em três áreas: um fórum, um espaço de votação de tex- ou fisicamente. numa misteriosa ilha. A filosofia deste espaço é muito seme- tos e outro com desafios temáticos para participação dos lhante à da famosa Wikipedia e a versão inglesa conta já com membros. Observatório Astronómico mais de 1600 entradas. Existe também uma versão portu- Inicialmente, os administradores do site propõem aos da Universidade de Coimbra guesa (em português do Brasil) com mais de 600 artigos. membros desafios temáticos. São estipuladas regras como endereço: http://www.astro.mat.uc.pt | categoria: ciência A Lostpedia é um verdadeiro compêndio da série da o estilo de escrita (prosa, poesia) e o limite de caracteres. ABC, que acompanha a transmissão nos Estados Unidos. Cada desafio é acompanhado de uma descrição, que serve Assim, existe algum desfasamento em relação ao que os como base para o trabalho criativo. Numa segunda fase, telespectadores europeus (particularmente os portugueses) JÚNIOR depois do prazo para a participação, os textos dos partici- já viram no pequeno ecrã. Estão disponíveis informações pantes são apresentados à votação da restante comunidade. sobre as personagens, excertos de episódios e textos com O Escreva conta ainda com um fórum onde os membros teorias dos fãs sobre os mistérios da estranha ilha. Em participam activamente sobre a arte da escrita, literatura, Portugal, a RTP já exibiu as duas primeiras séries. Nos desafios futuros… Estados Unidos está a ser transmitida a terceira temporada. Escreva Links relacionados: endereço: http://www.escreva.com | categoria: lazer abc.go.com/primetime/lost/ - site oficial da série “Lost” pt.lostpedia.com/ – versão brasileira da Lostpedia ASSIM VAI O MUNDO Lostpedia endereço: http://www.lostpedia.com/ | categoria: entre- tenimento DEL.ICIO.US «Brincar e aprender, como deve ser!» é o lema do site Júnior, da empresa Texto Editores. Trata-se de um portal infantil cujo público-alvo se situa entre os 4 e os 13 anos. A página disponibiliza informação e actividades em diver- sas áreas adequadas a três níveis: Pré-escolar, 1º e 2º ciclos do Ensino Básico. No site há várias áreas temáticas: a escolinha (com links para cada nível escolar), o clube júnior (mediante um regis- O jornalista Francisco Sena Santos volta à esfera públi- to os membros têm acesso a email personalizado, adivi- ca com o podcast Assim vai o mundo. O aguardado regres- nhas, anedotas, provérbios, galeria, concursos e jogos so de uma das inconfundíveis vozes da nossa rádio faz-se exclusivos, entre outras funcionalidades), o jardim (para o na rede, todas as manhãs, com histórias deste mundo. Pré-escolar), a rua (para o 1º ciclo do Ensino Básico) e o «Assim vai o mundo e outras histórias para ouvir aqui bairro (indicado para crianças a frequentar o 2º ciclo do ou através de um leitor MP3», é o mote para uma leitura de Ensino Básico). Transversal ao site é a ideia de adequação O del.icio.us é um serviço de “social bookmarking”. acontecimentos internacionais e nacionais. Uma revista de dos conteúdos às faixas etárias, disponibilizando histórias Trata-se de um sistema online e público de bookmarks, ou imprensa, disponível logo pela manhã nas ondas da rede. animadas e jogos interactivos, informações sobre temáticas seja, favoritos. Permite aos utilizadores, mediante um regis- De segunda a sábado, Assim vai o mundo. variadas como animais e profissões, concursos e passatem- to gratuito, arquivar e catalogar os sites preferidos. O pos, notícias e postais, agenda, trabalhos manuais e outras del.icio.us não só grava os endereços como os lista por tags actividades. (palavras-chave) e ordem de actualização. Assim vai o mundo A principal vantagem é aceder em qualquer computador endereço: http://senasantos.podcasts.sapo.pt/ | catego- Júnior aos favoritos que, normalmente, estão gravados no brow- rias: rádio, podcast, informação endereço: http://www.junior.te.pt | categoria: infantil
  • 24. 24 T E L E V I S ÃO DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 PÚBLICA FRACÇÃO Nesta edição do Centro, olhamos para o écran da televisão como Francisco Amaral nas primeiras histórias franciscoamaral@gmail.com “aos quadradinhos”. Tamanhos iguais, 1 – Fernando Mendes parece perplexo 2 – Fernando Mendes já acredita que sem hierarquias perante o “preço certo em euros” que a será possível vir a não sair de antena e RTP vai pagar a Jorge Gabriel pelo seu de seguida apresentar o Telejornal das e com legendas. futuro cargo de Director de Conteúdos. 20. A concorrente está incrédula. Não pela quantia, mas pelo cargo. 3 – Nos “Pastéis de nata” da 2:, enga- 4 – “Na roça com os tachos”. Um pro- 5 – A “Mulher do senhor ministro”. 6 – Porto Canal. Um canal local de tele- naram-se e em vez de canela têm colo- grama saboroso feito nas ruínas do Apenas já só uma memória na RTP, res- visão quase sem meios. Por vezes, nem cado pimenta. Luís Filipe Borges está Império. A única dúvida é saber se não ponsável pelo lançamento de Maria uma lente “olho de peixe” consegue envergonhado, mas continua a enfiar o é a repetição da repetição. “ Ó Kalu ! Rueff. disfarçar a falta de espaço. Mas resiste. barrete. Explica aí”. 7 – A domesticação começa cedo. A 8 – O tempo explicado aos telespecta- 9 – Tempo de antena para Marcelo. No 10 – Mais um “grande português” no Baby TV é um canal para a captação e dores foi coisa que desapareceu da te- caso, tempo de satélite. Ou Angola pas- Jornal da SIC. Depois de Nelly Furtado, fidelização de “novíssimos públicos”. levisão portuguesa. Não se sabe se por sou a cidade, ou Lisboa a país. célebre por ter uma tia açoreana, veio falta de meteorologistas telegénicos ou João Garcia, conhecido por ter dado a se de telegénicos com jeito para meteo- cara para levar a bandeira nacional ao rologistas. topo do Evereste. NO MUSEU DOS TRANSPORTES DE COIMBRA Paulo Abrantes “As Três Rainhas Magas” pelo “Teatrão” “O Teatrão” estreou na passada sexta-feira, no Museu xual; onde teimamos em não ter a capacidade de convi- dos Transportes de Coimbra, a sua mais recente produ- ver na diferença”. ção: “As Três Rainhas Magas”, um espectáculo para E acrescentam os responsáveis deste grupo de teatro: todas as idades que parte do texto da dramaturga brasi- “Com as ‘As três Rainhas Magas’ queremos criar um leira Renata Pallottini. lugar onde a comunhão aconteça na diferença de cor, de Para O Teatrão, “As Três Rainhas Magas” é a opor- sexo e de religião. Um lugar a visitar no Museu dos tunidade “de trabalhar um texto que parte de um dos Transportes, em Coimbra”. mitos fundadores do homem contemporâneo – o “As Três Rainhas Magas” vai estar em cena até 30 de nascimento de Jesus – e com muito humor, música e Dezembro, com uma sessão especial no Dia de Reis, 6 de cor introduzem-se novas personagens – as Rainhas Janeiro. Magas. Está disponível para público em geral aos sábados Acrescenta-se à história conhecida a ficção que nos (17h); e de 26 a 30 de Dezembro também às 21h30. Para permite discutir com o público alguns dos problemas do escolas de segunda a sexta-feira (10h30 e 15h). Os pre- homem actual: um mundo cheio de clivagens e assime- ços serão de 10 euros-normal, 5 euros-estudante e 3 trias de ordem cultural, económica, política, religiosa, se- euros-grupos maiores de dez pessoas.

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