O Centro - n.º 14 – 15.11.2006

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Versão integral da edição n.º 14 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. Director: Jorge Castilho. 15.11.2006.

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Para saber mais sobre a arte e as técnicas de titular na imprensa, assim como sobre a “Intertextualidade”, visite http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm (necessita de ter instalado o Java Runtime Environment), e www.youtube.com/discover747

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

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O Centro - n.º 14 – 15.11.2006

  1. 1. BERTRAND EM COIMBRA: LIVREIROS Dolce Vita Coimbra, Loja 209 – Telef. 239 716 007 CoimbraShopping, Loja 0.117 – Telef. 239 401 933 Forum Coimbra, Loja 0.35 – Telef. 239 445 324 Largo da Portagem, 9 – Telef. 239 823 014 DIRECTOR J O R G E C A S T I L H O João Araújo, D.O. OSTEOPATA Coimbra – Consultas à 5.ª feira Marcações pelo telefone: 239 703 715 Rua Brigadeiro Correia Cardoso, n.º 29 | Taxa Paga | Devesas – 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado (DE53742006MPC) ANO I N.º 14 (II série) De 15 a 28 de Novembro de 2006 € 1 euro (iva incluído) OS MACHISTAS QUE SE ACAUTELEM… Mulheres estão a conquistar o Mundo PÁGINAS 4 e 5 PONTE PEDONAL SERÁ INAUGURADA DIA 26 “Pedro e Inês” unem margens PÁGINA 3 SELECÇÃO DE FUTEBOL JOGA HOJE EM COIMBRA COM A DE PORTUGAL PORTUGUESES COM A MANIA Cazaquistão: DO COLECCIONISMO 30 mil juntam desvendando sacos um País longínquo de açúcar PÁGINA 15 PÁGINA 7 ASSINE O “CENTRO” PIONEIRA EM PORTUGAL ALERTA ESPECIALISTA E GANHE OBRA DE ARTE Assinantes do “Centro” Empresa Não há com 10% de Coimbra escassez de desconto distribui de água na compra água quente mas sim de livros ao domicílio da sua gestão PÁG. 2 e 3 PÁG. 9 PÁG. 12 e 13
  2. 2. 2 COIMBRA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REITORIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Seabra Santos recandidata-se com apoios de peso Fernando Seabra Santos, anunciou na pas- reforçar a “o prestígio da Universidade e a Luzio Vaz, António Luzio Vaz, Manuel sada semana que vai recandidatar-se a um coesão interna entre corpos” e “criar melho- Lopes Rodrigues, João Gabriel Silva, João segundo mandato como Reitor da res condições de trabalho” para docentes, Filipe Queiró, Joaquim João Júdice, Carlos Universidade de Coimbra (UC), nas eleições estudantes e funcionários. Fiolhais, Manuel Fiolhais, Rogério Leal, Luís marcadas para 15 de Janeiro de 2007. “Quero também ajudar a promover cada Adriano Oliveira, António Dourado, Eugénia Seabra Santos é o primeiro professor cate- vez mais um cultura de exigência e uma liga- Cunha, Norberto Pires, Carlos Faro, Nuno drático da UC a apresentar-se como candida- ção estreita com o tecido empresarial”, acres- Rilo, António Dias Figueiredo, Teresa to, tendo como mandatário o penalista centou. Mendes, Fernando Amílcar Cardoso, Figueiredo Dias, docente da Faculdade de Seabra Santos tem já uma vasta lista de Adriano de Sousa, Maria Irene Silveira, Luisa Direito. apoiantes, de todas as Faculades, entre os Bronze, Pedroso de Lima, Catarina Resende O candidato apresentou as linhas gerais do quais alguns dos mais prestigiados elementos de Oliveira, Agostinho Almeida Santos, seu projecto reitoral no futuro restaurante do da Universidade de Coimbra. Eis os nomes Fernando Regateiro, Manuel Antunes, José Pólo III da Universidade (Pólo da Saúde), dd alguns desses apoiantes: Cunha Vaz, Frederico Teixeira, Massano numa zona do complexo universitário ainda Figueiredo Dias (mandatário), Guilherme Cardoso, Luís Cunha, Carlos Oliveira, Tice em obras. de Oliveira, Costa Andrade, Paulo Mota Macedo, Nascimento Costa, João Relvas, “É assim que eu gosto de ver a Uni- Pinto, Alves Correia, Cristina Líbano Carlos Robalo Cordeiro, Filipe Caseiro Alves, versidade de Coimbra, como uma casa em Monteiro, Maria José Ribeiro, Carlos Fortuna, António Freire Gonçalves, Jeni Canha, Maria permanente construção e melhoria”, expli- Soares da Fonseca, João Sousa Andrade, Jorge Ferro, Ludwig Franz Scheidl.. cou, frisando que essa sua perspectiva da ins- Joaquim Feio, Maria Hermínia Ferreira, As candidaturas a Reitor da UC deverão tituição abrange também os planos pedagógi- Carlos André, Cardoso Bernardes, António ser formalizadas junto da Comissão Eleitoral co e científico. Sousa Ribeiro, Maria de Fátima Silva, José entre 15 de Novembro e 6 de Dezembro. “Reorganização pedagógica”, “reordena- Carlos Seabra Pereira, Cristina Macário A primeira volta das eleições realiza-se no mento da oferta educativa” e “ajudar a Lopes, Fernanda Cravidão, Fernando dia 15 de Janeiro, participando os membros Universidade a encontrar o seu caminho nos Catroga, Maria Helena Cruz Coelho, Ana Paula Relvas, João Matos Boavida, José da Assembleia da Universidade em efectivida- próximos anos”, incluindo no contexto inter- Manuela Tavares Ribeiro, Raquel Vilaça, Tomás da Silva, Dalila Rodrigues, José de de funções. nacional, são apostas assumidas por Seabra Lúcio Cunha, Abílio Hernandez, António Canavarro, Ana Teixeira, Fontes Ribeiro, Haverá uma segunda volta, no dia 17, caso Santos. Pimentel, Maria José Azevedo Santos, Manuel João Coelho e Silva, José Pedro nenhum dos candidatos obtenha a maioria O Reitor disse que, se for eleito, pretende António Gomes Ferreira, Luisa Morgado, Leitão Ferreira, Ângela Teixeira, Carlos José absoluta dos votos. UNIVERSIDADE DE COIMBRA E PROCESSO DE BOLONHA Senado aprovou planos de 137 novos cursos A Universidade de Coimbra (UC) con- garantias para os actuais alunos de cursos mínima ou quot;numerus claususquot;, bem como do no início deste ano para a aplicação genera- cluiu na passada semana a adaptação dos pré-Bolonha, como a de que poderão con- pagando apenas propinas de montante igual lizada do Processo de Bolonha e concluiu com seus cursos ao Processo de Bolonha, com a cluir os seus estudos de acordo com o actu- ao dos cursos de licenciatura. sucesso um plano de acção que envolveu pro- aprovação pelo Senado, ao longo de várias al plano curricular, se estiverem em condi- quot;A aplicação generalizada dos critérios fessores, estudantes e funcionários no acompa- reuniões extraordinárias, dos planos dos ções de o fazer até 31 de Dezembro de de Bolonha vai ser iniciada a partir do ano nhamento desta reestruturação curricularquot;. 137 novos cursos. 2008quot;, é referido numa nota do Gabinete de lectivo de 2007-2008, uma vez que foi defi- Fonte da Reitoria da Universidade O Senado universitário terminou o Comunicação da UC. nido pela Universidade que, tendo em conta sublinhou também que a UC “garantiu processo desenvolvido em seis reuniões Aos estudantes não abrangidos por esta a condução deste processo no nosso país, assim que, como defendido desde o início extraordinárias ao longo de Outubro e medida será concedido um plano de equiva- esta seria a única forma de garantir o respei- deste processo, não houve precipitações Novembro, em que foram aprovados os lências para a nova reforma. No ano subse- to cabal pela qualidade de ensino e de inves- na elaboração de propostas de novos cur- planos de 134 cursos de primeiro, segun- quente à conclusão da licenciatura, os alu- tigação que a Declaração de Bolonha sos e que, por isso, nenhum aluno que do ou terceiro ciclo. nos podem inscrever-se num curso de mes- exigequot;, lê-se. tenha escolhido a UC terá de dar passos quot;Ficaram também definidas diversas trado sem eventuais limitações de nota A UC quot;cumpriu com o cronograma defini- atrás no seu percurso académico”. Assinantes do “Centro” com 10% de desconto Director: Jorge Castilho (Carteira Profissional n.º 99) na compra de livros No sentido de proporcionar mais em material escolar por cada filho, este Se não quiser ter esse trabalho, bastará Propriedade: Audimprensa alguns benefícios aos assinantes deste jor- desconto que proporcionamos aos assi- ligar para o 239 854 150 para fazer a sua Nif: 501 863 109 nal, o “Centro” acaba de estabelecer um nantes do “Centro” assume especial assinatura, ou solicitá-la através do e-mail Sócios: Jorge Castilho e Irene Castilho acordo com a livraria on line “livros- significado (isto é, só com o que poupa centro.jornal@gmail.com. net.com” (ver rodapé na última página por um filho fica pago o valor anual da São apenas 20 euros por uma assinatu- Inscrito na DGCS sob o n.º 120 930 desta edição). assinatura). ra anual – uma importância que certamen- Para além do desconto de 10%, o assi- Mas este desconto não se cinge aos te recuperará logo na primeira encomenda Composição e montagem: Audimprensa - Rua da Sofia, 95, 3.º nante do “Centro” pode ainda fazer a manuais escolares. Antes abrange todos os de livros. 3000-390 Coimbra - Telefone: 239 854 150 encomenda dos livros de forma muito livros e produtos congéneres que estão à E, para além disso, como ao lado se Fax: 239 854 154 cómoda, sem sair de casa, e nada terá a disposição na livraria on line “livrosnet”. indica, receberá ainda, de forma automáti- e-mail: centro.jornal@gmail.com pagar de custos de envio dos livros enco- Aproveite esta oportunidade, se já é as- ca e completamente gratuita, uma valiosa mendados. sinante do “Centro”. obra de arte de Zé Penicheiro – trabalho Impressão: CIC - CORAZE Oliveira de Azeméis Numa altura em que se aproxima o Caso ainda não seja, preencha o boletim original simbolizando os seis distritos da início de um novo ano lectivo, e em que que publicamos na página seguinte e Região Centro, especialmente concebido Tiragem: 10.000 exemplares as famílias gastam, em média, 200 euros envie-o para a morada que se indica. para este jornal pelo consagrado artista.
  3. 3. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 COIMBRA 3 HOJE EM COIMBRA, Ponte pedonal PERANTE O SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESPORTO Trinta clubes será inaugurada no dia 26 e associações assinam A nova ponte pedonal sobre o Rio Mon- contratos-programa dego deverá ser inaugurada no próximo dia 26, concluídos que estão quase todos os com o IDP trabalhos de acabamento daquela obra de Trinta clubes e associações desportivas arquitectura invulgar e de rara beleza. de todo o país assinam hoje (quarta-feira, No mesmo dia deverão ser igualmente dia 15 de Novembro), em Coimbra, os inaugurados alguns dos trabalhos já con- Contratos-Programa com o IDP (Instituto cluídos pelo Programa Polis no âmbito da de Desporto de Portugal) referentes à intervenção na margem esquerda, junto ao “Medida 1: Saúde e Segurança nas Ins- Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. talações Desportivas”. Também deverá ser inaugurado o edifí- A cerimónia, que será presidida pelo cio, no Parque Dr. Manuel Braga, onde fica- Secretário de Estado da Juventude e do rá instalado o Observatório do Ambiente – Desporto, Laurentino Dias decorrerá no que, como se sabe, recuperou uma antiga Governo Civil de Coimbra, com início às estação elevatória e de tratamento de água 17 horas. que ali existia há vários anos. Esta Medida destina-se a apoiar a reali- Depois do êxito obtido pela intervenção zação de obras de beneficiação nas instala- do Polis na margem direita, com a criação de ções de apoio dos clubes e associações des- uma zona de restaurantes e de estruturas de portivas, nomeadamente: ampliação ou lazer a que a população de Coimbra e os requalificação de balneários e valências turistas têm respondido de forma pouco neles existentes; instalações sanitárias; rede habitual (transformando aquele aprazível de equipamentos de gás, água e electricida- O simpático urso, destruído por vândalos, está a renascer no Parque Verde espaço num dos mais animados espaços da cretização total) prevê a criação de um foi atribuído o nome de Pedro e Inês, numa de; vedações e rampas com grades de cidade, ao longo do dia e da noite, e também “corredor verde”, que venha desde a zona alegoria aos dramáticos factos históricos apoio a deficientes. num pólo de atracção cultural, com excelen- da Universidade, mais concretamente do que têm inspirado tantos escritores e artis- A “Medida 1 – Saúde e Segurança nas tes exposições no Pavilhão Centro Portugal), Jardim Botânico, descendo a colina até à tas de todo o Mundo, ao longo dos séculos, Instalações Desportivas” prosseguirá o prossegue a intervenção do Polis, agora tam- Rua da Alegria e dali atravessando pela no- mas também para simbolizar uma ligação processo de candidaturas nos anos 2007 e bém na margem esquerda do Mondego. va Ponte Pedonal, seguindo até à Quinta de amor e complementaridade entre as 2008 devendo ser entregues pelos interes- Como se sabe, um dos projectos (que das Lágrimas. duas margens do Mondego, junto à cidade sados até ao dia 30 de Março do ano a que começa a estar agora mais próximo da con- Recorde-se que à nova Ponte Pedonal de Coimbra. dizem respeito. APENAS 20 EUROS POR UMA ASSINATURA ANUAL! Jornal “CENTRO” Rua da Sofia. 95 - 3.º 3000–390 COIMBRA Assine o jornal “Centro” Poderá também dirigir-nos o seu pedi- do de assinatura através de: telefone 239 854 156 e ganhe valiosa obra de arte fax 239 854 154 ou para o seguinte endereço Nesta campanha de lançamento do jor- nio arquitectónico, de deslumbrantes pai- manterá sempre bem informado sobre o de e-mail: nal “Centro” temos uma aliciante propos- sagens (desde as praias magníficas até às que de mais importante vai acontecendo centro.jornal@gmail.com ta para os nossos leitores. serras verdejantes) e, ainda, de gente hos- nesta Região, no País e no Mundo. De facto, basta subscreverem uma assi- pitaleira e trabalhadora. Tudo isto, voltamos a sublinhá-lo, por Para além da obra de arte que desde já lhe natura anual, por apenas 20 euros, para Não perca, pois, a oportunidade de re- APENAS 20 EUROS! oferecemos, estamos a preparar muitas out- automaticamente ganharem uma valiosa ceber já, GRATUITAMENTE, esta mag- Não perca esta campanha promocional, ras regalias para os nossos assinantes, pelo obra de arte. nífica obra de arte, que está reproduzida na e ASSINE JÁ o “Centro”. que os 20 euros da assinatura serão um Trata-se de um belíssimo trabalho da primeira página, mas que tem dimensões Para tanto, basta cortar e preencher o excelente investimento. autoria de Zé Penicheiro, expressamente bem maiores do que aquelas que ali apre- cupão que abaixo publicamos, e enviá-lo, O seu apoio é imprescindível para que concebido para o jornal “Centro”, com o senta (mais exactamente 50 cm x 34 cm). acompanhado do valor de 20 euros (de o “Centro” cresça e se desenvolva, dando cunho bem característico deste artista Para além desta oferta, passará a rece- preferência em cheque passado em nome voz a esta Região. plástico – um dos mais prestigiados pinto- ber directamente em sua casa (ou no local de AUDIMPRENSA), para a seguinte res portugueses, com reconhecimento que nos indicar), o jornal “Centro”, que o morada: CONTAMOS CONSIGO! mesmo a nível internacional, estando representado em colecções espalhadas por vários pontos do Mundo. Neste trabalho, Zé Penicheiro, com o Desejo receber uma assinatura do jornal CENTRO (26 edições). seu traço peculiar e a inconfundível utiliza- ção de uma invulgar paleta de cores, criou Para tal envio: cheque vale de correio no valor de 20 euros. uma obra que alia grande qualidade artísti- ca a um profundo simbolismo. De facto, o artista, para representar a Nome: Região Centro, concebeu uma flor, com- posta pelos seis distritos que integram esta Morada: zona do País: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Localidade: Cód. Postal: Telefone: Cada um destes distritos é representado por um elemento (remetendo para respec- Profissão: e-mail: tivo património histórico, arquitectónico ou natural). A flor, assim composta desta forma tão Desejo receber recibo na volta do correio N.º de contribuinte: original, está a desabrochar, simbolizando o crescente desenvolvimento desta Região Assinatura: Centro de Portugal, tão rica de potenciali- dades, de História, de Cultura, de patrimó-
  4. 4. 4 REPORTAGEM DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 OS MACHISTAS QUE SE ACAUTELEM… Mulheres começam a A chanceler alemã Ângela Merkel com Helen Clark, chefe do governo da Nova Zelândia A Vice-Primeiro Ministro da China, Wu Yi Normalmente as mulheres só ocupam ança política, nos mais variados países – em do que há outras que, mesmo fora da área mais populoso do Mundo, com um cresci- espaço significativo nos jornais quando se alguns dos quais onde isso quase se pode política, assumem a presidência de institu- mento explosivo, quer em termos demográ- assinala aquele que foi estipulado como o considerar surpreendente, atendendo ao ições mundiais de grande relevância. O caso ficos, quer económicos, com uma galopante seu dia, a nível internacional: 8 de Março. papel secundário que nesses países lhes foi mais recente é o da Organização Mundial conquista de importância a nível mundial. A verdade é que, nessa ocasião, o que imposto durante séculos. de Saúde (OMS), para cuja Direcção-Geral Mas a maior potência mundial ainda é, normalmente avulta são as referências aos Em Portugal tivemos já uma mulher co- foi eleita (no passado dia 9, em Geneva – sem dúvida, a América – mais rigorosa- direitos das mulheres, à sua luta por uma mo chefe do Governo (Maria de Lurdes Suiça) a chinesa Margaret Chan. mente os Estados Unidos da América do igualdade de oportunidades, à questão das Pintasilgo), e temos tido também, desde Mas não se julgue que as chinesas só Norte. E aí já havia uma mulher a ocupar quotas como meio de impor a sua partici- 1974, algumas ministras, deputadas e autar- conseguem destaque no estrangeiro. Apesar um lugar-chave na administração de George pação em diversos cargos, nomeadamente cas. No actual Governo temos duas Mi- de a China ser um país até há pouco muito W. Bush: a Secretária de Estado Condol- na política. nistras (a da Educação, Maria de Lurdes Ro- fechado (e onde o nascimento de meninas leeza Rice, considerada como sendo um Assim, quase se dilui uma realidade que é drigues, e a da Cultura, Isabel Pires de Lima) era, e continua a ser, bem menos festejado “falcão” – isto é, como pertencendo à hoje bem diferente de há poucos anos atrás, e algumas Secretárias de Estado. que o de meninos), há muitas mulheres a “linha dura”, nomeadamente no que respei- em termos internacionais: a da crescente Porém, em diversos outros países de ocupar cargos de responsabilidade. Uma ta à intervenção no Iraque. conquista, por parte de mulheres e por todo Mundo há mulheres a desempen- delas, de seu nome Wu Yi, é mesmo Vice- Pois agora, no “furacão” democrata que mérito próprio, de lugares de topo na lider- harem as mais altas funções, do mesmo mo- Primeiro Ministro daquele imenso País – o varreu aquele País nas eleições da passada Na diplomacia portuguesa mais de um terço são mulheres Portugal só começou a admitir mulhe- res na carreira diplomática a partir de 1975. Apesar disso, neste momento quase um terço dos diplomatas portugueses são mulheres. De acordo com Luísa Bastos de Almeida, da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, o quadro diplo- mático português é composto por 365 homens e 138 mulheres. Fazem parte do corpo diplomático embaixadores, ministros, conselheiros, secretários de embaixada e adidos. Apesar dessa expressiva percentagem de mulhe- res, apenas três portuguesas estão actual- mente à frente de embaixadas: em Abuja, na Nigéria, Lubljana, na Eslovénia, e Tallin, na Estónia. A Ministra da Cultura, Isabel Pires LIma (à esquerda) com José Sócrates Maria de Lurdes Rodrigues
  5. 5. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REPORTAGEM 5 liderar o Mundo Nancy Pelosi quer americanos fora do Iraque Nancy Pelosi prometeu mudar a polí- tica dos Estados Unidos relativamente ao Iraque, depois do seu partido ter conquis- tado, pela primeira vez em 12 anos, a mai- oria dos assentos na Câmara Baixa do Congresso. Eleita pela Califórnia (Oeste), Nancy Pelosi, a primeira mulher da História a ser eleita Presidente da Câmara de Re- presentantes, afirmou que os norte- - americanos votaram por uma mudança e para que os democratas dêem um novo rumo ao país. “Os norte-americanos foram muito claros: é preciso mudar de direcção no que diz respeito ao Iraque. Continuar (com a política actual) não tornou o nosso país mais seguro, não honrou os nossos compromissos para com os nossos solda- dos e não reforçou a estabilidade na regi- ão” do Médio Oriente, afirmou Pelosi num discurso proferido na sede dos democratas em Washington. “Não podemos continuar nesta di- recção, que se revelou catastrófica”, Segolene Royal, uma real candidata a Margaret Chan, a chinesa recém-eleita sublinhou. candidata à Presidência da República para liderar a Organização Mundial de “Por isso - adiantou - dizemos ao Pre- Condolleeza Rice francesa Saúde sidente George W. Bush: precisa mos de uma nova política para o Iraque”. E acres- semana, eis que, pela primeira vez na indesejável recordação o caso do marido dades, outras há que já desempenham car- centou: “Trabalhemos em conjunto para história dos Estados Unidos, uma mulher com Mónica Lewinsky, mas também a satis- gos de liderança em outros países. encontrar uma solução. Os democratas assume a Presidência da Câmara dos fação de ser a primeira mulher a ocupar o É o caso, por exemplo, das Filipinas, cuja estão prontos a assumir o comando”. Representantes (nada mais nada menos do lugar de maior destaque tanto na Sala Oval Presidente da República é Gloria Arroyo. que a terceira figura na hierarquia do país, como na política mundial. Na Alemanha igualmente pela primeira logo a seguir ao Presidente e ao Vice- Também em França tudo parece encam- vez uma mulher ocupa o lugar cimeiro da Presidente). Nancy Pelosi se chama aquela inhar-se para que seja uma mulher a concor- governação: a chanceler Ângela Merkel. que, doravante, provavelmente será consid- rer à Presidência da República pelo Partido A Nova Zelândia tem também uma mul- Mulheres- erada por George W. Bush como o seu Socialista: Segolene Royal (registe-se, como her como Primeiro Ministro: Helen Clark. -polícias maior pesadelo… curiosidade, que em França a pasta da Outros exemplos se poderiam apontar Mas já no horizonte se perfila uma outra Defesa pertence também a uma mulher, de mulheres eleitas para liderar países dos em missões mulher como provável candidata do Partido Michelle Alliot, enquanto na Áustria os Ne- vários continentes, mas estes já mostram a Democrata à presidência norte-americana: gócios Estrangeiros estão confiados a crescente importância que a mulher tem de paz Hillary Clinton, a ex-Primeira Dama, a Ursula Plassnik). vindo a conquistar. Também a presença de mulheres em quem se antevêem boas hipóteses de Contudo, se as duas pré-candidatas atrás Uma importância que, tudo o indica, se missões de paz pela Polícia de Segurança regressar à Casa Branca, onde terá como citadas são, por enquanto, meras possibili- intensificará no futuro. Pública (PSP) é ainda reduzida. Manuela Franco, chefe da PSP e pre- sente em Timor-Leste entre 2002 e 2004, Militares portuguesas já são mais de 4 mil referiu que dos 703 elementos da PSP que desde 1992 e até hoje participarem em missões de paz, os agentes femininos rep- e algumas estão em teatros de guerra resentaram apenas cerca de seis por cento. Para a chefe da PSP, que em Timor- Sessenta e seis mulheres das Forças cito, sete da Marinha e três da Força Área. a presença feminina nas FA duplicou, in- Leste tratava essencialmente casos rela- Armadas (FA ) participam actualmente em Um total de 335 mulheres dos três ramos dicam os mesmos dados, adiantando que das cionados com violência doméstica, abuso missões internacionais, sendo o Exército o das Forças Armadas integram desde 1999 4.399 mulheres, 16 por cento estão na Força de menores e sexuais, a reduzida presença ramo militar com maior presença feminina, missões internacionais, tendo a maior partic- Área, 13,5 por cento no Exército e 6,6 por feminina está relacionada com a família. segundo dados revelados pelo Ministério da ipação ocorrido na Bósnia (162) e em Ti- cento na Marinha. “Das cinco agentes que estiverem Defesa. mor-Leste (110). O director-geral do serviço de pessoal do em Timor-Leste entre 2002 e 2004, eu De acordo com os dados, que foram Segundo o Ministério da Defesa, as FA Ministério da Defesa, Alberto Coelho, expli- era a única que tinha filhos”, contou apresentados em Lisboa na iniciativa são compostas por 36.517 efectivos, 32.118 cou que as mulheres são seleccionadas para Manuela Franco, que classificou a “Mulheres Portuguesas em Missões Inter- homens e 4.399 mulheres, representando o as missões internaciona is tendo em conta as experiência “como uma mais-valia pes- nacionais”, das 66 mulheres, 56 são do Exér- sexo feminino 12 por cento. Desde 1999 que qualificações exigidas para as funções. soal e profissional”.
  6. 6. 6 SAÚDE DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 A Reabilitação na Saúde Mental Hospital Sobral Cid, o Hospital Psiquiá- trico do Lorvão e o Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes). Falando em nome do Conselho de Administração e, como o próprio fez questão de referir, aproveitan- do o espaço que o protocolo do congresso lhe deu, o Director do Sobral Cid referiu que “o Conselho de Administração deste Hospital congratula-se com a realização José Soares deste evento e por isso mesmo, apesar do jose.soares@mail.pt ainda reduzido tempo de vivência, desde logo percebeu a sua importância e enten- Decorreu nos passados dias 19 e 20 de deu dar todo o apoio à comissão organiza- Outubro, um congresso subordinado ao dora”. Para este responsável da Saúde tema “Reabilitação, Conhecer o Passado, Mental (antigo director do Instituto Inovar e Futuro”, organizado pelo Serviço Nacional de Saúde de Ricardo Jorge, ex- de Reabilitação do Hospital Sobral Cid. vogal da ARS do Centro e ex-coordenador O sucesso deste evento estava garantido da Sub-região de Saúde de Coimbra), é à partida, dados os temas tratados e a qua- importante que se promovam as mais vari- lidade dos prelectores e moderadores, cujos adas discussões sobre o tema da Saúde saberes são reconhecidos pelos seus pares e Mental em Portugal e que dentro do possí- pelos beneficiários – os doentes e suas vel haja “discussão e partilha de experiên- famílias. cias e saberes”. Sublinhou também que No primeiro painel, com o tema Caldas de Almeida (presidente da Comissão Nacional para a reestruturação dos “desta vez é o tempo de reflectir sobre o “Política(s) de Saúde Mental”, moderado por Serviços de Saúde Mental), com Adriano Vaz Serra (HUC) presente e o futuro da Reabilitação: de ana- Adriano Vaz Serra, foram abordados os lisar as políticas de Saúde Mental, de abor- seguintes temas: “Desenvolvimento e me- moderado por Maria do Carmo. Neste pai- promete continuar. António Bajouco tam- dar modelos e práticas em reabilitação, de lhoria dos serviços de saúde mental em nel foram abordados os seguintes temas: bém se mostrou preocupado com os even- aprendermos sobre a ética e Saúde Mental, Portugal: desafios, obstáculos e oportunida- “Hospitalização Parcial, o presente e o futu- tuais cortes na Saúde, que possam vir a afec- de perceber um pouco mais os hospitais de des no final de 2006”, por Caldas de Almeida ro”, por Jorge Bouça; “Hospital de Dia – tar também a Saúde Mental, em que “há dia e suas perspectivas de intervenção e (Presidente da Comissão para a Rees- Modelo de funcionamento: Técnico de diminuição da actividade, há diminuição de compreendermos a psicoeducação”. truturação dos Serviços de Saúde Mental); referência”, por Lurdes Santos e “O doente custos, eventualmente há diminuição das ine- A Saúde Mental é um tema que está na “Miguel Bombarda: Velhos estigmas, Novas com psicose: Intervenção em Hospital de ficiências, mas jamais aumentará a eficiência”. lista de prioridades do actual Ministro da faces”, por Rui Durval; e “Praxis Psiquiátrica Dia”, por Maria do Carmo. Como factor importante na recuperação do Saúde. Isso mesmo foi referido por Caldas na perspectiva do Departamento de Saúde O quinto e último painel tratou o tema doente mental, António Bajouco destacou o de Almeida. Este professor foi nomeado Mental”, por Fidalgo Freitas. “Psicoeducação”, moderado por Óscar papel imprescindível da família. Para o por Correia de Campos para Presidente da No segundo painel, sob o tema “Mo- Nogueiro, abordou o tema “Psicoeducation Director do Serviço de Reabilitação do “Comissão para a Reestruturação dos delos e Práticas em Reabilitação”, modera- en los transtornos bipolares”, por Francesc Hospital Sobral Cid, “o elevado índice de Serviços de Saúde Mental”, a qual tem a do por António Bajouco, responsável pela Colom (Research Clinical Institute of stress e sobrecarga emocional de alguém que incumbência de fazer um estudo rigoroso organização do congresso e Director do Neurosciences – Universidade de Barcelona). se vê perante o estado de doença mental de sobre a Saúde Mental em Portugal e de pro- Serviço de Reabilitação do Hospital Sobral A participação científica do congresso um familiar, sem saber exactamente, muitas por ao Ministro da Saúde soluções inova- Cid, foram abordados os seguintes temas: terminou com as “Comunicações Livres e das vezes, se se trata de uma crise passageira doras para resolver os problemas encontra- “Reabilitação: Objectivas e Retratos”, por Posters”, moderados por Maria José ou de algo de mais grave”, exige que se criem dos. Em Março do ano que vem se saberá Susana David, Iria Lima, Joana Barbosa, Piçarra. condições para que todos os actores da Saúde o que encontrou esta comissão e quais as Heleno Melo e Paula Barros; “Uma rede de Para António Bajouco, responsável pela Mental colaborem na ajuda que essas famílias propostas que tem para apresentar ao serviços e reabilitação – como, quando e organização do congresso, este não se circun- precisam para lidarem com um problema que Ministro da Saúde. porquê?”, por Margarida Côrdo; e “Des- screveu exclusivamente à reabilitação, permi- desconhecem, mas que são obrigadas a viver. A Saúde Mental é muitas vezes referida cobrir novos caminhos”, por Luísa Rosa. O tindo que os temas tratados também focas- Segundo António Bajouco, “a participação como tendo dos doentes mais estigmatiza- primeiro dia do congresso terminou com sem “aspectos ligados à organização ou reor- dos familiares é muito importante para o dos. Com a discussão pública que se come- as “Comunicações Livres”, moderadas por ganização dos Serviços de Saúde Mental”. êxito do processo de reabilitação. Essa parti- ça a notar mais na imprensa generalista, tal- Ana Araújo. Para este clínico, “as boas práticas em cipação é também extremamente importante vez fosse bom que os responsáveis trouxes- No segundo e último dia do congresso Psiquiatria não podem, elas próprias, ser para os próprios familiares”, disse na sessão sem à opinião pública os casos de sucesso foi apresentado o terceiro painel, subordina- ‘catalogadas’ em função dos locais onde são solene de abertura do congresso. conseguidos, que seguramente serão bas- do ao tema “Ética e Saúde Mental”, mode- desenvolvidas. A abertura à mudança na Quem também interveio neste congres- tantes. Abrir a porta destas instituições, rado por Ana Araújo. Neste painel foi abor- organização dos Serviços de Saúde Mental so foi Fernando Almeida, investido recen- poderá ser uma das formas de todos passar- dado o seguinte tema: “A Ética Profissional deve ser protagonizada por todos nós, quer temente nas funções de Presidente do mos a ter uma ideia aproximada do que é em Psiquiatria”, por Silveira de Brito. pelos que trabalham em Hospitais Psiquiá- Conselho de Administração do Hospital ser doente mental em Portugal. O doente O quarto painel tratou o tema “Hospitais tricos, quer pelos que trabalham em Hospitais Sobral Cid (e apontado como o futuro pre- mental tem algumas limitações, mas segura- de Dia – Perspectivas de Intervenção” e foi Gerais”. Esta é uma discussão antiga e que sidente da instituição que vai unificar o mente que também tem muitas capacidades. Mesa da Sessão Solene de abertura: Carlos Ramalheira (Ordem dos Médicos), Fernando Almeida (Sobral Cid), Caldas de Almeida (Ministério da Saúde), Pedro O auditório do Sobral Cid foi pequeno para todos os que quiseram assistir a este Pimentel (ARS/Centro) e António Bajouco (Reabilitação do Sobral Cid) congresso
  7. 7. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 REPORTAGEM 7 A MANIA DO COLECCIONISMO EM PORTUGAL Cerca de 30 mil juntam pacotes de açúcar e há um que reuniu 60 mil cintas de charuto A par do profissionalismo da filatelia e da excentricidade dos carros antigos, o re- trato do coleccionismo em Portugal é tam- bém feito de objectos comuns como paco- tes de açúcar, peças de Lego ou cintas de charutos. Selos, moedas, canetas, pacotes de açúcar, chávenas de café, autógrafos, peças de Lego, soldadinhos de chumbo, armas, carros e rádios antigos, miniaturas de automóveis, cartões de telefone, postais, isqueiros, caixas de tabaco, cintas de charutos, borboletas ou bilhetes de transportes públicos, o universo do coleccionismo em Portugal abriga incon- táveis “manias de juntar coisas”. Apesar da falta de estatísticas sobre o número de portugueses que se dedicam à arte de recolher, organizar, trocar e guardar coisas, uma breve pesquisa na Internet devolve centenas de resultados referentes a coleccionadores individuais, clubes, asso- ciações, e feiras de coleccionismo. O Clube de Coleccionadores de Pacote de Açúcar estima que existam cerca de 30 mil portugueses que se dedicam a este doce pas- satempo, o Clube de Coleccionismo da Portugal Telecom conta seis mil sócios, enquanto a Associação Portuguesa de Utilizadores de Peças de Lego fala numa cen- tena de interessados por este passatempo. No caso das cintas de charuto, o fim da emissão de séries por parte das empresas Sérgio Antunes, professor de História, residente na Amadora, consegue pecas de Lego para a sua colecção através da está a matar um tipo de coleccionismo que Internet, que colecciona desde 1998 em Portugal se limita a pouco mais de uma dezena de pessoas. “Colecciono vários tipos de brinquedos e “A Lego não faz construções militares, de emitir séries de cintas para colecciona- A Internet é o ponto de encontro privi- quando decidi experimentar as construções por exemplo, por isso encomendo peças dores”, lamentou à agência Lusa. legiado dos coleccionadores que aprovei- de Lego percebi, através da Internet, que não nos Estados Unidos, onde há uma empresa Segundo António Assunção, as empre- tam os leilões on-line para encontrar, trocar estava sozinho”, contou à agência Lusa, des- que vende acessórios para Lego militar”, sas deixaram de investir nas cintas e as actu- ou vender peças. Só no leilão do site norte- tacando as propriedades “relaxantes e criati- explicou. ais não têm qualquer interesse por apenas americano E-bay são inseridos diariamente vas” deste passatempo. Explicou que, mais Com as principais novidades a surgirem reproduzirem a marca da empresa produto- cerca de 40 mil artigos considerados do que juntar peças e coleccionar as constru- nos meses de Janeiro e Setembro, Sérgio ra ou distribuidora dos charutos. “coleccionáveis”. ções pré-feitas da Lego, gosta de fazer as suas Antunes gasta, em média, 200 euros por Apesar de ter várias caixas em casa, É precisamente através da Internet que próprias construções, daí que recorra fre- mês na compra destes brinquedos. António Assunção nunca fumou um cha- Sérgio Antunes, um professor de História, quentemente à Internet para encomendar Entre os seus preferidos estão as recria- ruto e o que o atrai na vitolfilia (vitola é de 35 anos, residente na Amadora, conse- material em mercados como a Alemanha, a ções de ambientes de cidade - edifícios, cinta de charuto em espanhol) é que a bele- gue as peças para as suas construções de Holanda ou os Estados Unidos, onde esta comboios, ruas - que juntamente com bar- za e o conhecimento disponível nas peças. Lego, que colecciona desde 1998. actividade ocupa milhares de pessoas. cos, aviões, tanques de guerra e outros lhe “Nas cintas de charuto está todo o enchem todas as divisões da casa e a arre- conhecimento humano”, refere, explicando cadação. que existem séries sobre grandes invenções, Sem grandes possibilidades de alargar a desporto, estadistas, navegadores, obras de sua colecção de cintas de charuto está arte, turismo, entre vários outros temas. António Assunção, um bancário de 56 Da sua colecção destaca as séries holan- anos, reformado e residente em Santo desas sobre estadistas, que inclui Mário Tirso. Soares, e sobre grandes navegadores onde “A minha colecção, que deverá ter cerca se pode encontrar Vasco da Gama. de 60 mil cintas, não tem crescido porque há mais de 30 anos que as empresas de cha- Texto de Cristina Fernandes Ferreira rutos alemãs, belgas e holandesas deixaram e fotos de João Relvas (Lusa) A Ourivesaria Costa completou 70 anos no passado dia 11-11-2006 Ouro Prata Jóias Coimbra Vítor Reis, coleccionador de pacotes de açúcar, mostra o exemplar mais antigo da Relógios Rua Ferreira Borges, 153 – Telef. 239 822 950 sua colecção
  8. 8. 8 COIMBRA DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 PROFESSORA ESPANHOLA PROFERIU CONFERÊNCIA NO “JUSTIÇA E PAZ” Futuro da Imprensa Regional debatido em Coimbra Os objectivos das empresas proprietárias de jornais, as práticas jornalísticas incorrec- tas, o peso das fontes institucionais e a homogeneização de conteúdos – são alguns dos problemas com que se debate actual- mente a Imprensa Regional espanhola. A síntese foi feita por Ana Tamarit Rodríguez, professora na Universidade Pontifícia de Salamanca, que se deslocou a Coimbra a convite do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, para proferir uma conferência no Instituto Universitário Justiça e Paz. Perante cerca de uma centena de interes- sados, na sua maioria estudantes dos cursos superiores de Jornalismo e Comunicação Social, a professora espanhola traçou o retrato do sector do outro lado da frontei- ra, o que permitiu retirar uma conclusão preocupante: a Imprensa Regional portu- guesa tem menor dimensão, mas sofre de problemas semelhantes. Ana Rodríguez considerou que este tipo de publicações “interessa aos cidadãos, porque está mais próximo deles”, não sendo uma “Imprensa de 2.ª categoria”. No entanto, acrescentou, “a Imprensa Regional tem vindo a afastar-se dos leitores, privilegiando as fontes oficiais”, que na maioria dos casos são citadas sem serem sujeitas ao exercício do contraditório. A actividade dos jornalistas foi, por isso, alvo de algumas críticas, afirmando a docente de Salamanca que o facto dos salá- rios serem geralmente baixos não é motivo para os profissionais do sector esquecerem “o compromisso que têm com os leitores”. Em termos de futuro, numa altura de cres- cente globalização e de recurso às tecnologias informáticas, Ana Rodríguez mostrou-se convicta de que os conteúdos (as notícias, afi- nal) produzidas pelas empresas continuarão sempre a suscitar o interesse dos cidadãos, que gostam – e necessitam – de estar infor- mados sobre o que acontece na comunidade. “Há quem preveja que o suporte de papel poderá desaparecer nos próximos 20 anos. Desapareça ou não, a verdade é que os conteúdos não vão deixar de existir, por- que interessam à população”. O facto de ser menor a capacidade “desta Imprensa” de influenciar os poderes políticos, em resultado de sua mais reduzi- da circulação, foi outro dos aspectos abor- dados na conferência, onde também se reflectiu sobre a nova realidade da classe jornalística – cada vez mais feminina e com escolaridade universitária. Em resumo, a conferência – conforme referiu um jornalista no final – “permitiu reflectir sobre temas que nos escapam no trabalho do dia-a-dia”. Antiga jornalista, a professora espanhola participou, depois do jantar, numa tertúlia- debate, com a presença de vários proprietá- rios de títulos regionais/locais, em que se com responsáveis de jornais regionais por- ção. Vou voltar, para aprofundar o meu Comunicações Sociais pretendeu favorecer debateu a realidade da Imprensa portuguesa. tugueses. conhecimento”, comentou. o diálogo entre os diversos protagonistas No final, Ana Tamarit Rodríguez mos- “Há muito poucas obras publicadas Com esta iniciativa, que se prevê tenha do sector - empresários, jornalistas, docen- trava-se particularmente satisfeita pelo sobre a vossa realidade e esta viagem a sido apenas a primeira de uma série de rea- tes e alunos de Jornalismo ou Comunicação facto de ter tido a posibilidade de dialogar Coimbra proporcionou-me muita informa- lizações, o Secretariado Diocesano das Social.
  9. 9. DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 INOVAÇÃO 9 EMPRESA DE COIMBRA LANÇA INOVAÇÃO ENQUANTO AGUARDA LIBERALIZAÇÃO DO GÁS NATURAL Água quente ao domicílio A ERSE (Entidade Reguladora dos Ser- “Implementamos um novo sistema em viços Energéticos) não prevê atrasos no que os painéis solares são contemplados no processo de liberalização do gás natural, aquecimento de água. Isto é, quando o que se inicia em 2007 e que deverá estar painel solar deixa de aquecer a água, porque concluído em 2010. o sol baixou de intensidade, entra em acção Segundo o calendário definido, as pro- um combustível (que tanto pode ser gás dutoras de electricidade através de gás nat- como petróleo) para continuar o aqueci- ural poderão escolher livremente os seus mento”, explica Hermínio Palmeira. fornecedores a partir de Janeiro; ao passo Este sistema torna-se muito atractivo já que, os grandes clientes industriais de gás que se trata de uma fonte de energia que só só o poderão fazer a partir de 2008 e as tem os custos de instalação, uma vez que pequenas e médias empresas em 2009. existe sol durante grande parte do ano em Para os clientes domésticos o mercado Portugal. só abrirá portas em 2010. Os potenciais consumidores podem Um tema muito actual, que levou o colocar algumas questões, como, por exem- “Centro” a ir ouvir um dos empresários plo: e como se faz a contagem da água portugueses com mais experiência nesta usada? De que forma são contabilizados os área: Hermínio Palmeira, líder do Grupo custos? Chamagás e Presidente do Clube dos Em- As respostas são dadas ao “Centro” por presários de Coimbra. Nesta informal con- Hermínio Palmeira: versa ficámos também a saber que aquele “O consumo é determinado por um grupo está a lançar uma inovação que pode contador. Cada apartamento possui a caixa revolucionar hábitos domésticos, abolindo de contadores para cada um dos produtos: esquentadores ou termoacumuladores den- água fria, água quente e aquecimento. tro de casa: a água quente ao domicílio. O cliente pagará a componente de ener- gia e fluidos. É feita a contagem em separa- do de cada produto, esses valores são trans- feridos para o computador central, que fará CHAMAGÀS ATENTA a gestão dos consumos de cada utilizador”. À LIBERALIZAÇÃO DO GÁS Hermínio Palmeira há muito ligado ao A CHAMAGÁS, de acordo com o seu sector do gás, diz-nos que uma das empre- responsável, encontra grandes vantagens na sas do seu grupo, a CHAMAGÁS vai estar Central Térmica Colectiva: “a nível muito atenta à evolução do sector e, conse- económico agrada a ambas as partes, os cus- quentemente, ao processo da liberalização. tos são menores tanto para o construtor, e A CHAMAGÁS foi constituída em mais importante ainda, os custos são 1967, começando por distribuir gás engar- menores para o consumidor final. Alem rafado e comercializando equipamentos disso, é uma mais valia na qualidade de vida; para o lar. as casas não terão gás em casa e terão maior Hoje, a CHAMAGÁS é uma entidade conforto e eficiência na utilização do aquec- exploradora de infra-estruturas de gás, cre- imento central”, remata Hermínio Palmeira. denciada pela Direcção Geral de Energia, e A CHAMAGÁS tem a exclusividade representa a Galp Energia na distribuição deste produto para todo o distrito de de gás GalpGás. Coimbra. “Perante a liberalização, a posição da ChamaGás é de grande expectativa, face a uma eventual movimentação dos actuais CLUBE DE EMPRESÁRIOS operadores. DE COIMBRA Trata-se de um sector muito sensível, com Hermínio Palmeira, para além de desen- grandes repercussões no consumidor final, volver intensa actividade nos sectores do daí a grande importância da liberalização. comércio e da indústria, é também presi- Neste momento, Portugal encontra-se dente do Clube dos Empresários de numa encruzilhada energética tendo de Coimbra. encontar alternativas, inclusive face à sua Este clube nasceu em 1992, e tem asso- grande dependência do petróleo”, sublinha ciados de variadíssimos ramos. Hermínio Palmeira. Prestes a terminar o mandato de dois Uma das vantagens é o facto da liberal- anos como presidente, Hermínio Palmeira ização vir a provocar a livre concorrência faz um balanço positivo. entre operadoras pois “ a oferta vai ser Foi também durante o mandato de muito maior, e por conseguinte os custos Hermínio Palmeira que surgiu a revista inti- serão mais atractivos para o consumidor”, tulada “Clube de Empresários de afirma Hermínio Palmeira. Coimbra”. Hermínio Palmeira Esta revista surge como “elo de ligação e de informação entre todos os associa- ÁGUA QUENTE Este tipo de central térmica pode abar- no espaço de 10 anos, esperamos ter cerca dos”, frisa o Presidente do Clube. AO DOMICÍLIO Para além da distribuição de gás, a car uma gama diversificada de acordo com de 10 mil clientes”, frisa Hermínio Palmeira. Quanto a uma renovação de mandato, CHAMAGÁS é pioneira de um projecto a dimensão das instalações e com o número Hermínio Palmeira é bastante claro: que possibilita ao consumidor usufruir de de consumidores. Por exemplo, num edifí- “Penso que todos ficaram satisfeitos com o água quente directamente da torneira. cio multifamiliar será colocada uma central trabalho da minha Direcção. Mas não RECURSO À ENERGIA Este serviço é possível através de uma para servir todo o edifício. temos o direito de dizer que fomos nós que SOLAR central térmica colectiva que dá ao con- A CHAMAGÁS já colocou em funciona- Mas as novidades não ficam por aqui. fizemos melhor; as pessoas que por lá pas- sumidor diversas vantagens, a começar pela mento uma central deste tipo num prédio da A CHAMAGÁS desenvolveu um pro- saram demonstraram grande competência. segurança já que dispensa a existência, em Lousã, e já está a preparar a instalação num jecto inovador de forma a alimentar a Portanto, não ser reeleito não é uma derro- casa, de esquentadores a gás, de caldeiras segundo prédio: “Tudo o que é novo demo- Central Térmica com o menor custo pos- ta para mim. Há muita gente com com- ou ainda de termoacumuladores eléctricos. ra o seu tempo a impor-se, mas no futuro, sível para o consumidor. petência para assumir o cargo”.
  10. 10. 10 OPINIÃO DE 15 A 28 DE NOVEMBRO DE 2006 estabelecimentos do SNS pelas várias clas- nário” (100 milhões de euros) na China – COMBATE À DROGA ses sociais, com repercussões graves no seu parece poder afinal funcionar sem demo- Uma das notícias da semana teve como funcionamento. Não se pode “vender” o cracia, sem liberdade de expressão, sem objecto as declarações do director nacional mesmo produto por preços diferentes a respeito pelos direitos humanos, sem elei- da Polícia Judiciária sobre a reformulação diferentes cidadãos e, por outro lado, não é ções livres. E é um partido forte, esclareci- desta Polícia e onde abriu a possibilidade de assim que se faz a justiça social, mas pela do e informado que procura controlar o extinguir uma das suas direcções centrais. A diferenciação dos impostos. Nos países avanço deste grande navio, evitando os que se dedica ao combate ao tráfico de itações onde se pretendeu fazer tal distinção, ela “icebergs” no exterior e os motins a bordo, estupefacientes. Argumenta Alípio Ribeiro levou à desclassificação do serviço e foram apresentando-se precisamente nestes ter- que, hoje, a maioria das acções de repressão exactamente os mais pobres os mais preju- mos no plano mundial, nomeadamente ao da droga tem como centro a luta contra o dicados. posicionar-se perante África como exem- banditismo, a corrupção e o branqueamen- Evidentemente, aos cidadãos carencia- plo de sucesso no combate ao subdesen- to de capitais. dos deve ser garantido o mesmo acesso a volvimento. É boa esta argumentação. Na verdade, o serviços de qualidade, pelo que deverão ser Quanto ao diálogo internacional, as grande desafio que se coloca às Polícias de isentos da comparticipação ou beneficiar declarações e as atitudes indicam-no como todo o Mundo é, numa perspectiva estraté- de taxas mais reduzidas. Mas só aos genui- natural e possível. Só que, por muito que o gica, atingir os traficantes naquilo que mais namente impossibilitados de contribuir e Ocidente reivindique - maior celeridade nas desejam: o dinheiro. Nenhum grande trafi- esse número não deveria exceder 10-15% autorizações de instalação de empresas, cante quer matar jovens indefesos com “ENJEITADOS” LEXICAIS do total da população, isto é, uma minoria maior respeito pela propriedade intelectual, overdoses, mas não existe nenhum que não (…) Então a professora explica-me que facilmente verificável. Para mim, qualquer maior acesso ao mercado de capitais, maior o mal é meu, que utilizo “palavras muito sonhe um mundo com maior procura de lei que tenha mais excepções do que obedi- abertura dos sectores da banca e dos segu- consumos. É a lei do mercado. Os trafican- complicadas e antigas”. Aqueles meninos, ências à regra é antinatural. ros ao capital estrangeiro, etc. –, a China de 12 anos, não têm a mais pequena ideia tes são mercadores-bandidos cuja finalida- Em conclusão, o País gasta quase 10% apenas faz e fará aquilo que, em cada de é o lucro. Logo, a maneira de os atingir do que significa a palavra “enjeitado”. do seu PIB com a saúde, mais do que a momento, considera ser do seu interesse É assustador o ritmo a que diminui o é expropriando-lhes o dinheiro resultante média nos outros países da UE. Um pouco nacional. do seu gordo negócio. vocabulário das nossas crianças. O que mais de um euro em cada seis (16,7%) que Durante quanto tempo poderá este equi- aconteceu não sei, mas sei que falamos nor- Tendo este raciocínio como bom, perce- o Estado gasta vai para o SNS. Este sistema líbrio manter-se? Para bem do mundo e dos be-se aquilo que o director da PJ defende. malmente com um adolescente e ele não de financiamento está esgotado. Temos que mil e trezentos milhões de cidadãos chines- entende metade do que lhe dizemos.Até No estado actual do problema, boa parte admitir outras alternativas. O modelo de es, todos devemos esperar que a transição do combate policial está virado para o porque cada vez menos um adolescente co-pagamento é inevitável e quanto mais seja suave... está habituado a conversar normalmente branqueamento de capitais, corrupção, tarde o reconhecermos mais colocamos em Elisa Ferreira (Eurodeputada) especulação imobiliária, alteração do uso com quem quer que seja. risco a sustentabilidade do SNS. Este tem, JN 12/11/06 Mas depois temos o reverso da medalha dos solos, casinos, clubes de futebol, tudo de facto, os mesmos problemas da aquilo que pode facilitar a entrada de a minha neta, de 10 anos, telefona-me a pe- dir ajuda. Teve de faltar a uma aula de por- Segurança Social, que hoje praticamente já SALGUEIRO CADUCO dinheiro ‘sujo’ e fazê-lo sair como dinheiro todos reconheceram. Temos que o explicar João Salgueiro, presidente da Associação ‘limpo’. tuguês e perguntou aos colegas o que tinha sem rodeios aos nossos cidadãos. Estou sido dado. “Área lexical”, foi a resposta, Portuguesa de Bancos, é um homem (…) convencido de que a maioria estará dispos- imprudente. Mais papista do que o Papa. É imperioso reforçar a interdisciplinari- mas ninguém lhe soube explicar mais nada. ta a aceitá-lo, se o per-ceber como facilita- “E tu, sabes?”, pergunta-me ela.”Não, mas Enquanto os principais banqueiros nacio- dade no combate à droga. Não é intenção dor de um serviço de qualidade. nais adoptam um tom mais discreto na nova mas foi sempre adiada. É urgente aca- sei o que é um enjeitado”, digo eu. “Olha a É urgente. Não percamos mais tempo grande coisa, também eu, nas histórias de reacção às medidas do Governo para a bar com ilhotas de investigação de costas nesta discussão sobre o sexo dos anjos. Banca, João Salgueiro, qual elefante numa voltadas. Mas a resposta não será extinguir reis há sempre uma data deles, mas no fim Manuel Antunes os pais verdadeiros encontram-nos e são loja de porcelanas, dispara um discurso por razões economicistas. É alterar para (Cirurgião dos HUC) agressivo, tentando cobrir de ridículo a padrões de maior eficácia. E está no tempo muito felizes”, diz ela. “Então não te preo- DN 11/11/06 cupes”, digo eu – e fomos jantar uma pizza actuação governamental, cheio de asser- de proceder a esta vindima. Antes que seja à maneira. ções que ultrapassam a mera interpreta- tarde. Alice Vieira (escritora) IMPRESSÕES DA CHINA ção/reacção do sector para se situarem no Francisco Moita Flores JN 12/11/06 (…) É altura de assumir que a opção amplo campo da batalha política. (docente universitário) política tomada há mais de duas décadas no Quando diz que a actuação do Governo CM 06/11/06 sentido de promover a transição da China é muito comum na América Latina, tercei- O SEXO DOS ANJOS de uma economia planificada para uma ro mundista, quando busca o lado negro de SR. MARTINHO (…) Estou de acordo. Cinco euros por economia de mercado, moderna e aberta Peron para classificar as decisões do Na maior potência mundial não se pode- dia (e dez para as intervenções cirúrgicas deu frutos e hoje, nas grandes cidades chi- Executivo, quando ironiza, garantindo que ria comemorar melhor este verão de S. no ambulatório) são ridiculamente baixos e, nesas, a dinâmica económica, a vitalidade e o Governo dá grande prioridade à ocupa- Martinho. Nesses estados unidos por uma agravado pelo número de isenções (mais de os comportamentos dos cidadãos são em ção das agendas mediáticas, provavelmente nota tónica que por pouco não vale tanto metade da população), não podem consti- tudo semelhantes aos das grandes cidades por mérito das agências de comunicação, como um euro eles chamam-lhe o Indian tuir financiamento alternativo para o SNS. americanas ou asiáticas. Hotéis, “shopping quando ‘previne’ que o País pode mesmo Summer quando o aquecimento, fruto do Há decisões que se impõem se não quiser- centers”, edifícios de escritórios com mais entrar em situação de colapso económico e protocolo de Quioto e outros que eles não mos assistir ao colapso do SNS. Com os de oitenta andares, lojas exclusivas (Ferrari, social, quando graceja com o impacto da respeitam globaliza o planeta sobre brasas. custos em crescendo, ou aumentamos a Gucci, Salvatore Ferragamo) ou marcas colecta do IRC a pagar pela Banca, quando No longínquo “Irã”, antiga Pérsia, receita ou diminuímos os serviços. Não há dirigidas às grandes massas urbanas considera irrelevante e ridícula a questão do houve um poeta jubiladíssimo espécie de volta a dar. Temos, pois, que ir mais longe (Starbucks, MacDonald’s, Carrefour), todas arredondamento zero, João Salgueiro ultra- Vaz de Camões que escrevia maravilhosa- nos valores destas comparticipações e estão lá, pujantes e em expansão.... Os jo- passa todos os limites. mente sobro o vinho, da casta de Shiraz ; admitir, de uma vez por todas, que elas se vens, tal como por cá, afirmam-se pelo (…) também se inebriava com as belezas dum destinam ao financiamento do serviço. E se consumo exibindo as calças de ganga de Administrou bancos mas não se conhe- país desértico, como nós que coabitamos a Constituição o não permite, então que marca, as sapatilhas Nike e telemóveis em cem rasgos geniais ou de grande perspicá- com o vale de Campanhã e até achamos seja alterada. As leis fundamentais devem actividade permanente. As bicicletas foram cia, foi líder partidário mas não teve fulgor aquilo mais ou menos bonito. Na tal Pérsia adaptar-se à evolução das nações e dos dando lugar aos automóveis e nada melhor nem marcou nenhuma época. É um antiga as senhoras moviam-se em véus povos. E a nossa já foi alterada uma vez, do que confirmar pela voz da maior empre- homem inteligente mas mediano e pouco transparentes de mil e muitas noites e o precisamente para eliminar o princípio da sa fornecedora, a Volkswagen, como se corajoso. Numa altura em que se faz um Omar K. dizia “Um pedaço de pão sobre a gratuitidade (absoluta) dos cuidados de passa de um marketing orientado para cli- esforço gigantesco para reformar o País relva ensombrada, um livro de poesia, a saúde. entes institucionais para outro que tenta anquilosado por hábitos improcedentes, urna de vinho e a amada, no deserto, a can- E, ao contrário do que se pretende fazer capturar o mercado, a crescer a uns 35% ao num momento em que é crucial controlar a tar, sonorosa a meu lado, mudando a soli- crer, as novas taxas não constituirão um ano, do consumidor individual. Um cenário despesa corrente, sanear as contas, pagar as dão num Éden encantado...” Isto era na peso tão grande para os cidadãos. Mesmo trepidante de crescimento, pois, em que dívidas, desenvolver e modernizar Portugal, antiguidade, antes de os democratas vence- para os que ganham os tais 500 euros por pululam cerca de 300 mil empresas de eis que o presidente da Associação de rem as eleições e do urânio se tornar enri- mês, 35 euros para um internamento médio “capitais estrangeiros” (em “joint venture”), Bancos não reconhece a seriedade, a com- quecido como a Banca. (…) de sete dias, uma vez por ano, até me pare- produzindo quase 30% da produção indus- petência e o humanismo do actual ministro Rui Reininho (Músico) ce muito leve, especialmente quando com- trial e dominando 60% do comércio exterior. das Finanças nem o talento e a coragem do JN 11/11/06 parado com muitas despesas supérfluas que Apesar desta imagem impressiva escon- primeiro-ministro. Enfileira ao lado dos a maior parte dos portugueses faz. Os valo- der as realidades complexas que dominam a velhos do Restelo, desenvolve teses pessi- res propostos constituem uma ínfima por- agenda interna chinesa - do desequilíbrio mistas e desmobilizadoras. SADDAM EM PORTUGAL ção dos custos, por isso defendo co- -paga- brutal entre o rural e o urbano à insuficiên- Salgueiro estava muito bem como secre- E se Saddam Hussein, que acaba de ser mentos de valores suficientes para constitu- cia de criação de emprego ou ao gravíssimo tário-geral da UGT ou da CGTP, no for- condenado à morte por enforcamento em írem financiamento significativo, sem impe- problema ambiental -, tal dinamismo cria a mato actual, caduco e irresponsável. Nunca Bagdad, desembarcasse em Lisboa? ‘Quid dimento do acesso. falsa sensação de se estar a funcionar numa como porta-voz de instituições modernas juris’ (eis a expressão mais detestada pelos Mas, como já tenho escrito, rejeito a democracia “à ocidental”. Pura ilusão! que acreditam nas reformas e que têm aju- alunos cábulas de Direito, porque os inti- ideia de diferenciação por escalões de acor- Porque o facto é que uma economia de dado o País a crescer, como é o caso da ma, com brevidade, a responder a qualquer do com os rendimentos. Há muitas razões mercado pujante e com códigos de com- Banca nacional. problema jurídico)? Poderia Portugal exe- para acreditar que tal levaria a significativas portamento capitalistas - há mesmo quem Emídio Rangel (jornalista) cutar a pena ou extraditar o ex-ditador para perturbações no padrão de recurso aos refira que, em cada hora, nasce um “bilio- CM 11/11/06 o Iraque?
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