Gazeta Rural - n.º 108 – 30.04.2009

Loading...

Flash Player 9 (or above) is needed to view presentations.
We have detected that you do not have it on your computer. To install it, go here.

0 comments

Post a comment

    Post a comment
    Embed Video
    Edit your comment Cancel

    Favorites, Groups & Events

    Gazeta Rural - n.º 108 – 30.04.2009 - Presentation Transcript

    1. PUB PUB Medicina/Saúde Ocupacional Higiene e Segurança no Trabalho Segurança Alimentar (HACCP) www.cligeral.com | medicina@cligeral.com Sede: Rua Tenente Manuel Joaquim, n.º 19 1.º andar (Próx. Bombeiros Municipais) 3510-086 VISEU | Apt 3022 Apoio ao cliente: Telef.: 232 488 850/1 Fax: 232 488 852 • Tlm.: 962 052 641/962 052 645 Director: José Luís Araújo | N.º 108 | Quinzenário | Preço 1,50 Euro (C/IVA) | 30 de Abril de 2009 www.gazetarural.com 32 MILHÕES Defende presidente da CAULE “COMBATE PARA PROMOVER VINHOS AO NEMÁTODO PORTUGUESES FOI BEM SEMANA ENTREGUE” DO CABRITO NA LOUSÃ “DEIXEM-SE SEDUZIR POR BOTICAS”, APELA FERNANDO Vasco Campos defende a actuação de Ascenso Simões na estratégia de combate CAMPOS ao nemátodo. Na área da CAULE os “resultados são excelente”, diz. PUB
    2. FOTO DA QUINZENA SUMÁRIO Onde leva o pensamento? 5 SEMANA RURAL DA “AGRÁRIA DE VISEU” 6 PRESIDENTE DA CAULE EM ENTREVISTA 9 NOVO CÓDIGO FLORESTAL 10 32 MILHÕES PARA PROMOVER VINHOS PORTUGUESES 13 SEMANA GASTRONÓMICA DO CABRITO NA LOUSÃ 15 SABORES E SABERES NA BIENAL DO AZEITE 18 CHEGAS DE BOIS COM FIM À VISTA? 21 “DEIXEM-SE SEDUZIR POR BOTICAS”, APELA O PRESIDENTE 22 CALDAS DA CAVACA EM TESTE 25 FORMAÇÃO EM FRUTICULTURA BIOLÓGICA EM GOUVEIA 27 PARQUE BIOLÓGICO DE VINHAIS COMO DESTINO TURÍSTICO
    3. ACTUAL 5 DE 18 A 22 DE MAIO Natureza “marca” Semana Rural ficha técnica O QUINTO LIVRO DO ESCRITOR António Abreu Freire lança da Escola Superior Agrária de Viseu A “Introdução à Literatura de Cordel” Ano III - Nº 108 Director José Luís Araújo (CP n.º 7515) jla.viseu@gmail.com António Abreu Freire vai lançar no próximo natureza marca a edição vestimento e Valorização do Sec- Editor dia 8 de Maio, pelas 18,30 horas, na nova Li- Classe Média - C. S. Unipessoal, Lda. deste ano da "Semana Ru- tor Florestal", divididos por dife- vraria Buchholz, em Aveiro, o seu quinto livro, Rua Almeida Moreira, 17, r/c - Viseu ral da Escola Superior rentes dias. intitulado “Introdução à Literatura de Cordel”. Agrária de Viseu", uma iniciativa O II Festival D'Arte Voz - Con- Departamento Comercial O novo livro tem 356 páginas e é dedicado à Dir. Comercial: Filipe Figueiredo da Associação de Estudantes da curso de Tunas, a VIII Monumen- poesia popular de língua portuguesa em Por- Fernando Barreira Escola Superior Agrária de Viseu, tal Garraiada Agrária" e a Noite tugal e no Brasil. António de Abreu Freire, em conjunto com as diversas Co- de Fados & Degustação de Vinhos Apoio Administrativo doutorado em Ciências Humanas e em Física, Ricardo Araújo missões de Curso e o Conselho Di- e Sabores do Dão, completam o tem exercido funções de professor e investiga- rectivo da Escola, que terá lugar programa. Correspondentes dor. É autor de numerosos textos nos domínios de 18 a 22 de Maio. Vítor Martinho, presidente da Sandra Canteiros da História, Ciência, Antropologia e Educação. (Trás-os-Montes) A iniciativa será o aglomerar ESAV, desatacou que “será um Em 2008 publicou na Portugália Editora os de diversas actividades, como co- evento que dignificará a região a Redacção livros Diário de Bordo – na Rota de Vieira; Pa- lóquios, subordinados aos temas Escola Agrária de Viseu e os cur- Rua Almeida Moreira dre António Vieira, Educador, Estratega, Po- a"; "Nutrição em Animais de Com- Nº 17 - R/C ligados ao sector agrícolas como sos envolvidos, referindo que a lítico, Missionário e Sermões de Santo An- 3500-073 Viseu "Qualidade Alimentar"; "Novas panhia"; "Viticultura e Enologia: Semana Rural “irá mostrar o que tónio. Tecnologias Aplicadas à Zootecni- Caminhos Para o Futuro" e "In- aqui dentro se faz”. Correspondência Apartado 363 3501-908 Viseu Dia de Campo de Fruticultura no Cadaval Telefone 232436400 | 232459035 | 969832480 Fax: 232461614 E-mail: gazetarural@gmail.com “Métodos complementares à Protec- ao ataque de pragas e doenças. Vai estar Web: www.gazetarural.com ICS - Inscrição nº 124546 ção fitossanitária dos pomares: aplicação em debate. de algas” é o tema do 2ª Dia de Campo de Este dia é patrocinado pela Selectis e Fruticultura, que terá lugar no próximo conta com a colaboração da APAS Propriedade Classe Media - Comunicação e Serviços, Unipessoal, Limitada dia 7 de Maio no Cadaval, na sede da (Associação de Produtores Agrícolas da Associação de Produtores Agrícolas da Sobrena). Os interessados em participar Sobrena (APAS). A aplicação de algas e podem enviar os seus dados para o e- Administração José Luís Araújo a sua relação com a "saúde" das plantas mail: carmo@cothn.pt, ou para o fax do no sentido de as tornar mais resistentes COTHN nº 262507659. Sede Rua Almeida Moreira Nº 17 - R/C - 3500-073 Viseu Câmara de Alijó patrocina fusão das três adegas do concelho Capital Social 5000 Euros CRC Viseu Registo nº 5471 NIF 507021339 A Câmara de Alijó está a patrocinar a concelho foi lançada há dois anos, numa fusão das três adegas cooperativas do altura em que existiam quatro institui- concelho com o objectivo de ajudar o sec- ções: a de Favaios, Alijó, Pegarinhos e Dep. Legal N.º 215914/04 Paginação tor a atravessar a "grave crise económi- Sanfins do Douro que, entretanto, faliu. ca" que se instalou no sector da viticultu- O presidente da adega de Alijó, José Nídia Santos Impressão ra, disse o presidente da autarquia. Ribeiro, admitiu recentemente a hipóte- Cartolito, Lda Artur Cascarejo afirmou que a autar- se de avançar com uma redução tempo- quia está "muito preocupada" com o pro- rária do horário de trabalho ('lay-off') Av. da Bélgica - Viseu Tiragem média mensal blema das adegas cooperativas do conce- devido à diminuição das vendas de 6000 exemplares lho. A ideia de unir as cooperativas do vinhos.
    4. 6 7 VASCO CAMPOS, PRESIDENTE DA CAULE, À GAZETA RURAL “O combate ao nemátodo foi bem entregue às Associação de Produtores Florestais” diminuir o número de interlocuto- para fazer o corte e rechega, mas res. Há um problema grave, pois podem perfeitamente entregá-la a temos 6.500 aderentes e cada ZIF, empresas, que é o que muitas de- em média, tem 600, algumas com las estão a fazer. Agora, são as 800 a 900 proprietários. Temos associações que estão mais próxi- que diminuir este número, partin- mas das populações e dos proprie- do para sistemas, no futuro, em tários, que melhor conhecem o seu que as pessoas vão passar a ges- território e as mais idóneas em tão para as Associações, porque as termos comportamento, em que o Vasco Campos é o presidente parcelas são muito pequenas. Isto seu fim não é o lucro pelo lucro. da CAULE - Associação Florestal tem que ser tudo organizado, para Foi muito bem entregue às asso- da Beira Serra, fundada em Oliveira diminuir os custos de funciona- ciações. do Hospital em 2001, representando mento duma ZIF. Claro que há associações e associações e este trabalho deve cerca de meio milhar de produtores GR: A CAULE tem tido ser controlado pela Autoridade florestais, e que exerce a sua grandes preocupações no Florestal Nacional, vendo quais actividade, essencialmente, concelhos combate ao nemátodo, tendo foram os rácios de marcação, o nú- de Arganil, Oliveira do Hospital, abatido alguns milhares de mero de árvores marcadas e cor- árvores? tadas, da madeira entregue nas E Penacova, Santa Comba Dão, Seia VC: Fomos a principal entida- fábricas a favor do Estado, em e Tábua, numa área total de cerca de a alertar o Estado para o pro- função do subsídio que cada uma de 80 mil hectares blema gravíssimo de nemátodo na delas recebeu à cabeça, um dado nossa região, com epicentro nos importante, para desenvolverem m entrevista à Gazeta Ru- a de Zonas de Intervenção Flores- com mais de 6.500 aderentes, o GR: Qual é o estado da flo- concelhos de Tábua, Arganil e Pe- este trabalho. ral, o líder da CAULE de- tal (ZIF) fala por nós. Somos 10 que é um número astronómico resta nesta área? nacova. Tivemos que avançar ra- fende a actuação de Ascen- técnicos, engenheiros florestais, e para a nossa região e para o País. VC: Não é o melhor, nem o de- pidamente para o combate à doen- GR: Quais foram os resulta- so Simões, quando entregou o para a operação contra o nemáto- Cada ZIF tem um técnico res- sejável, e este é sempre difícil de ça e, felizmente, o Estado ouviu- dos práticos? combate ao nemátodo às Associ- do ainda recorremos a mais dez. ponsável e estamos a fazer aquilo atingir. Diga-se, porém, que tam- nos. Temos um Secretário de Es- VC: Na área de intervenção da ações de Produtores Florestais, Foi um trabalho definido no tem- que a lei determina, com planos bém não é mau. Temos algumas tado dinâmico, que percebeu cla- CAULE os resultados estão a ser alertando, contudo, para os pro- po, embora vá ter alguma conti- de gestão e de intervenção flores- áreas ardidas, nas zonas de mon- ramente o problema e passou excelentes. Estamos a cortar as blemas que afectam a floresta, no- nuidade com menor velocidade. tal para cada uma delas, onde se tanha, principalmente no sul do para a mão das Associações, entre árvores secas e estamos a marcar meadamente as centenas de mi- Temos cinco equipas de sapadores inclui o plano de defesa da flores- concelho de Oliveira do Hospital. as quais a CAULE, o combate à outras, dando aos proprietários os lhares de pequenos proprietários florestais e vai-nos ser atribuída ta contra incêndios. Neste mo- Houve também alguns incêndios doença. 10 dias de lei para que as cortem. que não a tratam. mais uma para o concelho de Pe- mento, aguardamos que o Estado no vale do Mondego com menor Se alguém nos pedir mais algum nacova. Além disso, temos equi- avance com o cadastro, o que vai expressão. GR: Há quem critique essa tempo, nós também damos, mas Gazeta Rural (GR): Como pas de corte de madeiras. Ao todo, acontecer, para já, nos concelhos O nosso principal problema, e é opção? se, de facto, as pessoas não corta- nasceu a Associação? com funções diferentes, são cerca de Oliveira do Hospital e Seia, aqui que reside todo o busílis do VC: Ainda não tive a oportuni- rem, nós fazemo-lo. É isto que está Vasco Campos (VC): A CAU- de meia centena de pessoas. num total de oito a nível nacional. desenvolvimento florestal, é o mi- dade de responder, mas essa é a acontecer. LE nasceu em 2001 através de um O cadastro é fundamental para a nifúndio, a dispersão da proprie- uma crítica completamente desca- Como as pessoas estavam ha- grupo de proprietários florestais GR: Como tem sido a gestão ZIF, porque temos que saber dade por milhares de proprietári- bida da ANEFA, porque achava bituadas a que nada funcionasse, do concelho de Oliveira do Hospi- do território? quem são os proprietários, quais os, que vamos tentar colmatar que as associações deviam fazer a inicialmente não iam cortar. tal, tendo-se desenvolvido ao lon- VC: Organizámos todo o nosso as áreas correctas e sem esse ins- com as ZIFs. É um processo que prospecção e as empresas é que Quando se aperceberam que nós go destes anos, alargando a sua território em ZIFs, neste momen- trumento as ZIFs têm dificuldade vai demorar, um processo de gera- deviam fazer a exploração. íamos mesmo cortar e que a ma- área de intervenção a Tábua, Seia to composta por 12 zonas, sendo em funcionar. ções, lento, de modo a saber quem De facto, a maior parte das as- deira revertia a favor do Estado, e, posteriormente, a Arganil, San- que nove estão já oficialmente Temos, também, equipas de sa- são os proprietários e o que pre- sociações não está preparadas como está na legislação, começa- ta Comba Dão e Penacova. constituídas, enquanto que as ou- padores florestais e um grande di- tendem fazer com a propriedade. ram a faze-lo. Portanto, hoje isto É, neste momento, uma das tras três estão em processo de namismo na compra e venda de Vamos tentar que muitos deles “TEMOS UM SECRETÁRIO está a funcionar em pleno. maiores organizações de produto- constituição. Dentro em breve te- matéria-prima, dando apoio aos passem a gestão para a CAULE, DE ESTADO DINÂMICO” res florestais do país e a nossa áre- remos 74 mil hectares de ZIFs, proprietários. ou até para outras entidades, para Cont. página seguinte
    5. 8 9 É claro que a doença não se vai tem nada a ver com o nemátodo. APROVADO EM CONSELHO DE MINISTROS Novo Código Florestal obriga todos os erradicar, mas vai-se diminuir a Este só veio agravar o problema. sua propagação e isto é uma gran- Estamos muito preocupados, de vitória. É, e posso dize-lo sem pois a madeira baixou imenso e proprietários a operações silvícolas mínimas qualquer tipo de interesse político, está praticamente a metade do O uma vitória deste Secretário de preço do que estava há um ano e Estado, porque agarrou o proble- meio atrás. Isto é muito preocu- ma com unhas e dentes. pante e, se começarmos a fazer Estou a falar na área de inter- contas, questionamos se vale a pe- venção da CAULE, mas sei que na continuar a investir em deter- Governo aprovou o novo isso está a acontecer em muitos minadas espécies florestais. Aliás, Código Florestal, que obri- outros concelhos, embora possa diria que dificilmente haverá, na gará todas as proprieda- haver um ou outro em que as coi- nossa região, outra espécie rentá- des florestais a realizarem opera- sas não estejam a funcionar. “Estamos muito preocupados vel para além do eucalipto. E não ções silvícolas mínimas e que pre- com o preço da madeira que estou a defender o eucalipto. Não vê uma responsabilização maior GR: Disse que a Caule faz a baixou para metade do preço há ninguém que goste mais de dos proprietários nos períodos comercialização. Tem tido di- no último ano e meio” carvalhos do que eu. Porém, se posteriores à ocorrência de incên- ficuldade em colocar a ma- formos fazer contas, o eucalipto é dios. "Importava que todos os ins- deira, nomeadamente do pi- de escoamento. Não me lembro da provavelmente a única espécie trumentos legislativos, leis e regu- nheiro? SONAE Indústria, em Oliveira do florestal com níveis de rentabili- lamentos adoptados desde de VC: Com muitos problemas. A Hospital, ter parado duas sema- dade interessantes e onde os in- 1901 até hoje pudessem ser con- conjuntura económica internacio- nas, o mesmo tendo acontecido vestimentos que o proprietário faz centrados, compilados e moderni- nal fez com que haja uma quebra com a unidade de Mangualde, as- podem vir a ser pagos e dar algum zados num novo código", justificou do sistema de defesa da floresta Ainda de acordo com o secretá- na procura dos produtos florestais sim como noutras empresas. Isto é lucro. o secretário de Estado do Desen- contra incêndios, a partir de agora rio de Estado, o código vai "ino- e as fábricas estão com problemas da conjuntura internacional e não Deixo aqui um alerta. Todos co- volvimento Rural e das Florestas, todas as propriedades florestais var" em relação aos territórios pú- nhecemos as questões relaciona- Ascenso Simões, no final do Con- vão ter que realizar um conjunto blicos e comunitários (baldios) flo- das com a água, com a erosão dos selho de Ministros. de operações silvícolas mínimas, restais, que no seu conjunto atin- FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES Com o novo código, o Governo que garantam que todas as pro- gem os 660 mil hectares. "Vamos solos, com o carbono, com a paisa- DE PRODUTORES FLORESTAIS gem, entre outras. disse ter pretendido eliminar priedades colaterais têm boas ex- dar uma outra dimensão a estes GR: É, também, presidente das Federação Nacional das Se o Estado quer uma floresta "cerca de duas dezenas de planos plorações, a resiliência do territó- territórios para que se continue a Associações de Produtores Florestais, que tem, disse, cerca de diversificada, e faz todo sentido e outros instrumentos de planea- rio e o bom desenvolvimento de to- salvaguardar bens essenciais pa- 40 associados. Como vê o futuro da floresta em Portugal? que o seja, tem que investir, tem mentos". "Recomendamos que os das as operações que se venham a ra o equilíbrio dos territórios. No VC: Vejo na floresta um bem essencial para o desenvolvimento do que pagar, tem que ajudar os pro- instrumentos de planeamento se realizar nesses territórios", disse. âmbito da protecção do sobreiro e país. A floresta, como se sabe, é 90% privada, dividida por centenas prietários. Não há volta a dar. fiquem simplesmente pelos pla- De acordo com o secretário de da azinheira, haverá igualmente de milhares de proprietários, muitos deles ausentes. É um quadro Tem que ajudar os proprietários, nos regionais de ordenamento flo- Estado, as incumbências que de- um incremento muito significati- que está perfeitamente definido. Todos estamos de acordo em que as porque, salvo raras excepções, restal, pelos planos de gestão flo- correm do sistema nacional de de- vo ao nível da sua simplificação de organizações de produtores florestais são a base do seu funciona- ninguém vai investir em espécies restal e pelos planos especiais. Es- fesa da floresta contra incêndios procedimentos", apontou. "Neste mento. Vejo o futuro da floresta na perspectiva de se continuar a para cortar daqui a 100 anos. Não tamos perante uma enorme sim- serão transpostas para o novo có- sector estratégico ao nível econó- apoiar as organizações, para que sejam, de facto, entidades fortes na há capacidade económica para plificação de todos os procedimen- digo e o ordenamento dos espaços mico e ambiental, os problemas sua área de actuação e para que, de alguma forma, se consiga dimi- isso. tos em relação a todos os interve- ardidos "ganha agora uma nova de natureza fitossanitária ficam nuir o número de proprietários, que a norte do Tejo tem mais expres- nientes na floresta, sejam eles dimensão". "Na decorrência de agora enquadrados neste diplo- são. O grande problema é a ausência de gestão e este tem que ser re- GR: A certificação? produtores florestais, industriais um incêndios, é também respon- ma", afirmou Ascenso Simões, solvido. E tem que ser resolvido através das Organizações de Produ- VC: É fundamental e nós va- de primeira transformação ou sabilidade dos proprietários de- adiantando que o código também tores Florestais. Penso que há que criar mecanismos legais, para que mos avançar para o processo de grandes indústrias", referiu o se- senvolverem um conjunto de pro- conterá normas para a salvaguar- quem não faça a gestão a entregue a uma Organização de Produ- certificação nas nossas ZIFs. Va- cretário de Estado do Desenvol- cedimentos de salvaguarda dos da dos patrimónios cultural e tores Florestais. Isto não vai lá com palavras mansas. Vai demorar. mos avançar, porque hoje os con- vimento Rural e das Florestas. territórios. Os proprietários serão arqueológico. E se for com palavras mansas demora 50 anos. Chegamos ao fim da sumidores dos países desenvolvi- Ascenso Simões sustentou tam- responsabilizados pelas interven- O secretário de Estado do De- nossa vida e nada está feito. dos querem produtos certificados, bém que o novo código "inova no ções subsequentes ao nível da senvolvimento Rural e Florestas Na minha perspectiva, tem que haver penalizações fiscais para as querem saber se o que estão a que respeita à gestão florestal", já reflorestação, ou nas intervenções frisou ainda que a floresta é res- pessoas que não façam a gestão das suas propriedades, que têm comprar é proveniente de uma que "será alargado a todos os pro- nas áreas ardidas, caso os terre- ponsável por 3,2 por cento do Pro- abandonadas, que não vendem, que não arrendam e não fazem na- floresta bem gerida, segundo as prietários e a todas as proprieda- nos não tenham valor suficiente duto Interno Bruto (PIB) nacio- da. Este é o caminho. O Estado, que somos nós todos, tem que tomar boas práticas florestais. Por- des a obrigatoriedade de opera- para poderem ser reflorestados nal, 11 por cento das exportações, estas decisões e, de uma vez por todas, empurrar as pessoas para as tanto, a certificação é o caminho ções silvícolas mínimas". "Além nas fileiras principais (pinho, so- 12 por cento do PIB industrial e tomar relativamente às suas parcelas florestais. a seguir. É importante e vamos das responsabilidades que decor- breiro e eucalipto)", frisou Ascenso por mais de 260 mil postos de tra- fazê-la. José Luís Araújo rem para todos em consequência Simões. balho directos. Lusa
    6. 10 11 32 milhões de euros CONTRATOS ASSINADOS EM VISEU tre Estado e empresas, para pro- mover o vinho português, como forma de afirmar a agricultura e a na promoção economia portuguesa". 1.300 mil euros para a Região Centro dos vinhos portugueses A Comissão Vitivinícola Regio- nal (CVR) do Dão foi uma das en- tidades que assinou o protocolo tendo em vista a promoção inter- nacional, em mercados terceiros, dos vinhos do Dão, Bairrada e O Solar do Vinho do Dão, em Viseu, foi o palco da assinatura de contratos Beira Interior. de atribuição de verbas para promoção de vinhos portugueses fora Na prática, o documento signi- da União Europeia. O programa de promoção de vinhos em mercados fica que até 2011 os vinhos da re- de países terceiros é uma parceria com o sector privado, financiado gião Centro terão cerca de O 1.300.000 (um milhão e trezentos publicamente com 16 milhões de euros, num investimento mil euros) para investir em acções de 32 milhões de euros promocionais externas. A participação da CVR do Dão ministro da Agricultura, cimento elevadas, apesar da crise será de 50% do valor de investi- Desenvolvimento Rural e internacional, embora o vinho do mento e as primeiras acções pro- das Pescas, Jaime Silva, Porto tenha acusado alguma re- mocionais começarão a ser imple- afirmou que o sector vitivinícola gressão, que já não é de agora", mentadas no próximo mês de em Portugal tem, pela primeira acrescentou. Agosto. Brasil, Angola, Estados vez, um conjunto de instrumentos O ministro considerou que os Unidos e Canadá são os mercados para toda a fileira que o tornam vinhos portugueses estão num de destino de acções de promoção mais competitivo. mercado global "muito competiti- e divulgação dos Vinhos do Dão, "A promoção dos vinhos [para vo" em que os novos produtores vi- que irão consistir em: acções de fora da União Europeia] é o últi- nhos, como a Austrália, os Estados Relações Públicas; presença em mo dos instrumentos, de um sec- Unidos e o Chile, apostam na te da Europa, dos países escandi- As verbas que alicerçam este de", disse José Sócrates. "Vivemos feiras e eventos internacionais de tor exportador, escolhido para a- quantidade e no preço. "Não há navos, Estados Unidos e Canadá" programa de promoção de vinhos uma das mais sérias e profundas prestígio, distribuição de material poiar a vitivinícola, como fileira, a que ter medo. Temos é que apostar são prioritários. "Contrariamente em mercados de países terceiros crises mundiais. Este é o momen- promocional; campanhas de im- fim de a tornar mais competitiva", na qualidade e na promoção dos ao que os sinais de crise dão nou- resultam de um envelope finan- to para deixar uma palavra de prensa; “in store tasting”; visita de disse à agência Lusa o ministro. vinhos portugueses", sublinhou. tros sectores, estamos a crescer ceiro que Portugal conseguiu para confiança, e dizer que é preciso in- jornalistas e profissionais à Regi- O governante destacou que os De acordo com o ministro da nos Estados Unidos e Canadá", apoiar o sector vitivinícola, quan- vestir", acrescentou o primeiro- ão do Dão e aos seus produtores. programas de promoção de vinhos Agricultura, "os mercados do nor- disse Jaime Silva. do, em Dezembro de 2007, sob a ministro. Esta acção multidisciplinar para mercados terceiros e de O ministro referiu ainda que a presidência portuguesa da União Durante a cerimónia, o primei- tem por objectivos aumentar a no- arranque e reconversão da vinha "China e Rússia foram indicados Europeia, se concluiu a reforma ro-ministro sublinhou que "Portu- toriedade e vendas dos Vinhos do constituem "os grandes instru- como novos mercados, com poten- da Organização Comum do Vinho. gal tem orgulho no sector do Dão, promover uma relação de mentos" da política da reforma do cialidade enorme de crescimento", vinho". José Sócrates referiu que empatia e cumplicidade com os vinho. Jaime Silva referiu tam- mas onde é preciso começar por Sócrates pediu aos sempre que fez viagens ou deslo- diversos públicos-alvo, combater bém que o sector dos vinhos expor- "fazer a pedagogia de consumo". empresários que apostem cações, "o sector dos vinhos foi os vinhos do “Novo Mundo”, criar ta 600 milhões de euros anual- O Ministro da Agricultura, Jai- no sector sempre um dos que esteve presen- maior riqueza em torno do vinho mente, dos quais metade corres- me Silva, realçou que "o vinho é te, acrescentando prestígio a Por- enquanto actividade económica, ponde a vinho do Porto. importantíssimo para a agricultu- O primeiro-ministro José Só- tugal". "Queremos que as exporta- favorecendo o investimento no se- "Temos um real potencial de ra portuguesa. São 200 mil postos crates pediu, em Viseu, aos em- ções subam. Temos de trabalhar ctor agrícola, criar no “trade” e no requalificação e promoção dos vi- de trabalho, 600 milhões de euro presários do sector dos vinhos na promoção e os vinhos portu- consumidor maior conhecimento e nhos nacionais", que deve se apro- de exportação por ano". "Curiosa- para "arregaçarem mangas" e gueses são de qualidade", acres- procura dos vinhos do Dão, sensi- veitado, salientou o ministro. mente, num momento de crise, é apostarem numa área em que centou. bilizando os consumidores para a Para Jaime Silva, as exporta- um sector que mostra dinamismo, "Portugal tem orgulho". "Este é Sobre os contratos assinados, qualidade, genuinidade, tipicida- ções actuais de vinhos "estão a com um aumento das exporta- um sector que melhorou muito" e Sócrates considerou que "permi- de e outras mais-valias dos vinhos portar-se bem, com taxas de cres- ções", acrescentou. "tem vinhos de altíssima qualida- tem uma parceria estratégica en- desta região.
    7. 12 13 DECORRERÁ DE 30 DE ABRIL A 3 DE MAIO Lousã promove Semana ANUNCIOU O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA O município da Lousã promove Projectos de reestruturação e reconversão de 30 de Abril a 3 de Maio uma semana gastronómica dedicada da vinha com apoios de 54 milhões de euros Gastronómica do Cabrito O ao cabrito, evento que conta com a adesão de 14 restaurantes e que atrai largos milhares de pessoas sector da vinha portugue- para reestruturação e reconver- sa tem apoios aprovados são de vinhas é de 11,349 euros. de cerca de 54 milhões de O Ministério aponta ainda que euros, sendo a maior parte para a Direcção Regional da Agricul- reestruturação e reconversão, tura e Pescas do Norte é a que anunciou o Ministério da Agricul- tem maior peso naqueles projec- tura, Desenvolvimento Rural e tos, representando 71 por cento do Pescas. montante aprovado e 61 por cento Uma informação do Ministério da área abrangida. liderado por Jaime Silva refere Foram ainda aprovados 1.238 que foram aprovadas 1.883 candi- projectos para arranque de vinha, A daturas para ajudas à reestrutu- correspondentes a 2.339 hectares ração e reconversão de vinha. Es- e uma ajuda de 13,9 milhões de tes projectos, que abrangem uma euros, sendo Lisboa e Vale do Tejo área de 3.486 hectares, correspon- a região com mais adesão a esta dem a apoios de 39,6 milhões de medida, com 450 candidaturas “ preocupação na identifica- nhas, plantas aromáticas e condi- micos e a adesão dos restaurantes euros. A ajuda média por hectare com resposta positiva. ção, preservação e divulga- mentares, o Mel DOP Serra da se manter estável”. ção dos saberes tradicio- Lousã, a aguardente de mel e o Quanto ao “rei” do festival, Luís nais”, esteve na génese da realiza- Licor Beirão, bem como a doçaria Antunes diz que “já foi importan- ção deste festival, destacou Luís local, como a tigelada, o arroz doce te, na época em que os rebanhos Antunes, vice-presidente da Câ- e ainda Serranitos, Delícias Serra- eram numerosos na Serra da Lou- mara da Lousã à Gazeta Rural. nas, Talasnicos e Beirões. Para sã”. Com “a progressiva desrurali- “Este Festival aproveita os sabe- além de tudo isto, “estamos con- zação do território e o envelheci- res tradicionais, recuperando-os, vencidos de que também promove- mento da população que se mante- colocando-os ‘no mercado’, contri- mos um estilo de vida saudável. ve nos lugares e nas aldeias, aqui buindo para estimular pequenas “Os resultados das várias inicia- como no resto do País, contribuiu economias rurais e familiares”, tivas ligadas à gastronomia que para a diminuição desta activida- refere o autarca, destacando que levamos a cabo ao longo do ano de”, refere o autarca. “a sua divulgação, ao apelar às têm sido bastante satisfatórios. Os Porém, “os novos tempos que memórias e aos sentidos, é um Restaurantes associados a estes atravessamos, apelando para esti- forte veículo de promoção local e eventos têm registado níveis ele- los de vida mais saudáveis, têm regional”. vados de adesão por parte dos feito com que estas serras, a pouco Este evento, tal como os outros, comensais”, refere o vice-presiden- e pouco, se repovoem com novos “contribui fortemente para a pro- te da Câmara da Lousã, referindo habitantes e antigas actividades moção do concelho e da Serra da que “de ano para ano têm-se con- comecem a reaparecer. Os reba- Lousã”, pois “a gastronomia é, ho- quistado novos clientes, havendo nhos, aos poucos, estão a reapare- je em dia, um dos produtos mais bastantes casos de restaurantes cer nestas paisagens, o incremento trabalhados, mais atractivos, no com listas de clientes certos, de lo- da gastronomia e a procura destes que diz respeito ao mercado turís- cais como Lisboa ou Porto, que pe- produtos associados à terra pode tico interno e o espaçamento des- dem para ser contactados e que ser o factor que demonstre que tes eventos ao longo do ano contri- para aqui se deslocam proposita- estas actividades podem, de novo, bui para uma regular promoção do damente nestas ocasiões”. ser rentáveis”. Alias, acrescenta concelho”, afirma Luís Antunes. A melhor demonstração deste Luís Antunes, “na Lousã há indí- Com esta iniciativa promovem- sucesso, refere o autarca, “é o facto cios de que os rebanhos poderão se os produtos da terra, como hor- de ser este o quarto ano em que se vir a reocupar o seu lugar nesta tícolas, frutos do bosque, casta- realizam estes Festivais Gastronó- paisagem.
    8. 14 15 Mir a pr om o ve as F lo r e s DE 30 DE ABRIL A 3 DE MAIO EM CASTELO BRANCO DE 29 A 31 DE MAIO Sabores e Saberes na Bienal do Azeite e Gre los da regi ão Q uarenta e oito milhões de litros de azeite represen- tados, 60 mil visitantes e mais de 100 expositores em três Mira recebe de 30 de Abril a 3 de Maio mais uma edição da Mostra E dias de certame. São os números Regional de Flores e Plantas “Gândara e Plantas”, que inclui também previstos para a Bienal do Azeite a realização de mia suma edição da Feira dos Grelos ‘09 – II Feira Nacional, organiza- da pela Câmara Municipal de Castelo Branco, pela Associação m entrevista à Gazeta É preciso proporcionar aos visi- Portuguesa de Azeite da Beira Rural, Miguel Grego, vere- tantes espaços de múltiplos inte- Interior e a Confraria do Azeite, ador da autarquia respon- resses, temos tentado “agradar” em parceria com a Casa do Azeite. contro e partilha de saberes entre a todos os visitantes momentos de sável do evento, destaca a impor- quer a quem gosta de apreciar os O evento, a decorrer na Praça da os diversos profissionais de sector lazer, conhecimento, convívio e tância de dois eventos que em expositores (e que felizmente são Devesa na cidade de Castelo e os consumidores em geral. Atra- negócios. muito dignificam o concelho de Mi- muito variados), quer a quem gos- Branco, de 29 a 31 de Maio, apre- vés de uma visão global e repre- Nestes espaços estarão repre- ra e a região da Gândara. ta de provar as iguarias confeccio- sentará um conceito diferenciado sentativa do sector, a Bienal ‘09 sentados os produtos regionais nadas pela Confraria, quer a quem para a edição deste ano? de promoção do sector do azeite. espera conquistar uma posição de (nas vertentes gastronómica, arte- Gazeta Rural (GR): Que no- gosta de ouvir boa música, quer a MG: As perspectivas são de, História, ambiente, cultura, destaque no universo do azeite em sanal, entre outras), as regiões vidades para a edição deste quem procura animação de rua, apesar do tempo de menor “desafo- economia e política - todo um país Portugal. portuguesas de azeites de Deno- ano? quer mesmo às crianças que que- go” por parte das empresas e dos representado num produto de ori- Ao longo dos três dias, os prin- minação de Origem Protegida Miguel Grego (MG): A «Gân- rem espaços para se divertirem e potenciais clientes, continuar a gens e sabedorias ancestrais, o cipais espaços criativos da Bie- (DOP), os produtores e embalado- dara e Planta» e a «Feira dos Gre- permanecerem nas feiras. promover dois eventos que em azeite. O evento de carácter nacio- nal’09 – Espaço Regional “Beira res nacionais, as áreas temáticas los» são dois eventos que ao longo Em suma, esta ligação tem sido muito dignificam o concelho de Mi- nal pretende articular estratégias Baixa”; Espaço Portugal e Espaço ligadas à produção, mercado, ino- dos anos se têm sabido adaptar às muito proveitosa e, em nosso en- ra e a região da Gândara. As pers- de espaços, ambientes e activida- Mundo – localizados no coração de vação e desenvolvimento, e outros várias mudanças que têm ocorrido tender, e dos expositores, que são pectivas são continuar a crescer, des múltiplas, promovendo o en- Castelo Branco, irão proporcionar ‘mundos’ do azeite. e que têm procurado responder os nossos parceiros, será para mas de forma sustentada. Quere- aos anseios quer dos expositores manter. mos ir dando pequenos passos no quer do público em geral. Este sentido de sedimentar a afirmação ano, e uma vez mais, procuramos GR: Como está o sector das do concelho na sua vertente agrí- JAIME SILVA DIZ QUE O PAÍS PODE DEIXAR DE SER IMPORTADOR Portugal terá mais 30 mil hectares de olival novo corrigir alguns pormenores que hortícolas, e no caso os grelos, cola, hortícola, florícola, florestal, nos foram apontados como aspec- na região gandaresa? em suma no que é mais genuíno tos menos positivos ou a melhorar. MG: Este sector, parece nos, da Gândara. Queremos ter um Em suma procuramos estabilizar apesar do clima de crise, que tem evento recheado de animação. a filosofia destes dois certames, conseguido, com maiores ou me- O olival vai ter mais 30 mil hectares nos pró- da Agricultura e Pescas afirmou introduzindo apenas alguns acer- nores dificuldades, continuar a GR: Qual o objectivo da rea- ximos anos, o que deverá permitir a Portugal que o novo olival é principalmente tos pontuais. sua actividade. É com orgulho que lização do concurso “o melhor deixar de ser importador de azeite, avançou semi-intensivo, ou seja, tem 200 a sentimos o reconhecimento pela prato de grelos”? o ministro da Agricultura, Desenvolvimento 300 árvores por hectare, realçan- GR: Vai manter-se a ligação qualidade deste produto oriundo MG: As perspectivas são ape- Rural e Pescas. do que, nos últimos seis anos, fo- da feira dos grelos com o sec- do nosso concelho. nas desafiar as pessoas a usarem a Jaime Silva salientou que "em ram plantados 45 mil hectares de tor florícola no certame? É com interesse que hoje assis- imaginação e de usarem os grelos três anos, Portugal deixa de ser novo olival. "Quando todo o olival MG: Efectivamente a ligação timos a uma procura pelos grelos como iguaria com múltiplas valên- importador de 50 por cento do seu novo entrar em velocidade cruzei- entre os dois eventos tem resulta- dos Carapelhos (concelho de Mira) cias na culinária. consumo de azeite, podendo ser ro de produção é possível reduzir do numa sinergia muito positiva. e é com algum optimismo que ve- É um concurso despretensioso exportador". Aliás, o olival e a vi- as importações em 50 por cento", A lógica mais expositiva da «Gân- mos a forma como tem sido procu- que pretende levar à descoberta nha são, para o ministro, exem- referiu. dara e Planta», ligada mais ao sec- rado o nosso concelho para a insta- dos sabores dos grelos e das vá- plos "de que vale a pena investir O Alentejo recebeu 70 por cento tor florícola, combina, em nosso lação de novas unidades ligadas ao rias combinações que permitem. na Agricultura" pois são sectores do novo olival já plantado e pas- entender, muito bem com a lógica sector das hortícolas. É apenas mais uma forma de cha- com sucesso. sou a ser a primeira região do mais gastronómica e de animação mar a atenção para este pro- Em declarações à agência Lu- país, com 40 por cento do total de da «Feira dos Grelos». GR: Que perspectivas tem duto. sa, o secretário de Estado adjunto área de oliveiras.
    9. 16 17 NUM INVESTIMENTO DE 15,2 ME REDUZIU ÁREA DEVIDO À CRISE Ministério recebeu 310 projectos para Alimentaria Lisboa uso de energias renováveis 2009 manteve número O de participantes s agricultores apresenta- tério da Agricultura, Desenvolvi- ram 310 candidaturas a mento Rural e Pescas refere que o apoios para a instalação norte foi a região a apresentar de equipamentos de aproveita- maior número de candidaturas, O SECTOR AGRO-ALIMENTAR ESTÁ A CRESCER E A FEIRA mento de energias renováveis, com 182 projectos, e investimento ALIMENTARIA LISBOA 2009 MANTEVE O NÚMERO com um investimento total de de 3,8 milhões de euros. DE EMPRESAS PARTICIPANTES, MAS A CRISE ECONÓMICA O 15,2 milhões de euros, apoiado a Mas, o valor mais elevado de 50 por cento, anunciou o Minis- investimento pertence a Lisboa e las. O prazo para apresentação de REFLECTIU-SE NA ÁREA OCUPADA, QUE DESCEU FACE tério da Agricultura. Vale do Tejo, com 5,4 milhões de candidaturas a esta ajuda termi- À ANTERIOR EDIÇÃO O total de verba disponibiliza- euros, correspondentes a 15 can- nou a 15 de Abril. da para a ajuda à instalação de didaturas. Do Alentejo chegaram A medida visava "melhorar a director-geral da Feira Internacional de Lis- energias renováveis na agricultu- aos serviços do Ministério 86 pro- eficácia energética nas explora- boa (FIL), Javier Galiana, avançou que "o nú- ra era de 15 milhões de euros e o jectos para um investimento de ções, preservado o ambiente e tor- mero de expositores manteve-se face à ante- incentivo não reembolsável é de três milhões de euros para apoio a nando assim sustentáveis os ren- rior edição da Alimentaria, mas os 32 mil metros 50 por cento das despesas elegí- acções promotoras de eficiência dimentos agrícolas", segundo o quadrados ocupados representam uma redução de veis. Uma informação do Minis- energética nas explorações agríco- Ministério. cerca de 15 por cento". "O sector agro-alimentar está em crescimento", uma tendência seguida, por exem- plo pela área da carne, pesca e aquicultura", referiu. O responsável faz questão de realçar que a quebra da área ocupada, "devido à crise", é menos acentua- da que aquela registada nas feiras deste sector, prin- cipalmente europeias, onde atinge 35 a 40 por cento. Celorico da Beira “mostrou” Queijo Serra da Estrela O município de Celorico da Beira, através do Solar do Queijo, participou na edição deste ano da Alimentaria de Lisboa, tendo como principal objecti- vo, o estabelecimento de contactos e em dar a conhe- cer o Nobre produto que é o Queijo Serra da Estrela, para que outros mercados se possam abrir. Refira-se o facto de o Município de Celorico da Beira, ter sido o único Município a marcar presença neste evento de referência. Em termos de balanço final, poder-se-á afirmar, com toda a certeza, que este evento se tornou uma mais valia e uma oportunida- de impar para o Concelho de Celorico da Beira, em promover os seus produtores, dando a conhecer ao mundo as suas potencialidades, tanto ao nível das tradições, como ao nível turístico, tendo sido parale- lamente levada a cabo uma campanha promocional no âmbito de dar a conhecer através de folhetos infor- mativos as potencialidades turísticas da região junto dos participantes na mostra.
    10. 18 19 Pr o d u t o r e s t e m e m o f i m POR CAUSA DAS REGRAS IMPOSTAS PARA A MOVIMENTAÇÃO DOS ANIMAIS CHEGAS DE BOIS CONTINUAM A ATRAIR MILHARES DE PESSOAS São cada vez menos os "protagonistas" d a s tr a d i ci o n a i s c h eg a s d e b o i s A s chegas de bois continuam a atrair milhares de pes- soas em Montalegre, mas o número de protagonistas destes F Os organizadores das chegas de bois de Montalegre temem o fim desta tradição por causa das regras espectáculos, os bois de raça barro- impostas para a movimentação dos animais e reivindicam uma medida de excepção para a realização sã, estão a diminuir de ano para destes espectáculos que atraem milhares de pessoas ano, alertou o vereador da autar- quia local. Orlando Alves disse à ernando Moura é um dos ra a realização das chegas de bois Agência Lusa que actualmente responsáveis pela associa- é também o que defende o verea- existem no concelho "apenas 12 ção "O Boi do Povo" e um dor da Câmara de Montalegre, exemplares" desta raça autóctone dos grandes entusiastas pelas Orlando Alves. O autarca compre- que participam nas chegas de bois. nizado estas lutas entre animais. am "uma dança" que se prolonga chegas de bois, uma tradição já ende que "não é fácil abrir prece- A associação "O Boi do Povo", Segundo um dos responsáveis mais ou menos no tempo, depen- muito antiga em alguns concelhos dentes para esta manifestação com o apoio da autarquia local, pela associação, Fernando Moura, dendo da força de cada animal, e de Trás-os-Montes, mas que en- cultural", mas, acredita que se tal organiza todos os anos, a partir de nos últimos anos, muitos produto- durante a qual investem, enfren- contra uma maior expressão em não acontecer as "chegas de bois Junho, o campeonato de chegas de res têm optado por outras espécies tam-se com violência, entrelaçam Montalegre. podem desaparecer". bois onde apenas é permitida a bovinas, de crescimento mais rápi- os chifres, afastam-se e voltam ao É também um dos rostos do Orlando Alves referiu que as participação a animais de raça do e às quais é feita inseminação confronto. A luta termina quando descontentamento e da revolta colheitas contínuas de sangue barrosã. Só que, segundo o verea- artificial, salientando que são mui- um dos bois foge, assumindo a der- dos produtores de gado do barroso espicaçam os animais de tal forma dor, o número de participantes tos os emigrantes e turistas que se rota, ou quando é ferido pelo outro contra as regras impostas pela que estes podem até constituir um tem vindo a decrescer de ano para deslocam propositadamente à animal. Direcção Geral de Veterinária risco para os próprios produtores. ano. O objectivo da organização região do Barroso para assistir às Os espectáculos são também re- (DGV) relacionadas com as movi- zação dos exames de pré-movi- "Não se agarra um boi com facili- dos campeonatos é precisamente chegas de bois. Mas diz que, os latados por Fernando Moura, mentações de animais. "Está a ser mentação, que consistem na co- dade para tirar sangue, pelo que "apoiar o fomento desta espécie espectadores muitas vezes desco- como se se tratasse de um jogo de complicado organizarmos as che- lheita de sangue, têm ainda de alguns proprietários poderão op- que sofreu uma forte decadência nhecem o longo trabalho de futebol. "Explico a forma como os gas de bois, porque estamos obri- pagar as respectivas taxas e espe- tar por participar em chegas ape- nas últimas décadas". "mimo" de que os bois são alvo an- bois se enfrentam, a violência com gados a fazer colheitas de sangue rar pelos resultados dos exames. nas de, por exemplo, seis em seis Por cada confronto, o animal tes de entrarem no recinto. que o fazem ou a estratégia que aos animais, todos os meses. Ao Passado um mês, se o animal meses", referiu. recebe 500 euros, enquanto que o Fernando Moura referiu que adoptam. Às vezes os animais nem fazermos isso estamos a espicaçar não for vendido ou se o proprietá- Considerou ainda que as restri- prémio final é de 750 euros. O hoje este "mimo" é feito por parti- se pegam e outras vezes as chegas os animais e eles acabam por se rio quiser participar numa outra ções estão a acabar com a "espon- campeonato de chegas de bois culares, mas há uns anos atrás era chegam a durar entre 30 a 45 tornar agressivos", afirmou à chega de bois, terá que repetir os taneidade" ou seja os desafios de também já se transformou numa um trabalho comunitário, que minutos", salientou. Agência Lusa. Os produtores de exames e pagar novas taxas. "Sob café lançados pelos proprietários e "atracção turística" da região. envolvia toda a aldeia nos traba- Fernando Moura diz que até já gado queixam-se do tempo que o ponto de vista técnico compreen- que às vezes davam origem às A Associação Etnográfica "O lhos com o animal e por isso mes- fez relatos em directo, mas a mai- perdem e do dinheiro que gastam do estas medidas que servem para chegas. Boi do Povo" foi criada em 1999, mo era denominado o "boi do or parte das vezes opta por gravar para cumprir todas as normas. evitar a propagação de doenças, Por sua vez, Fernando Moura por um grupo de amigos apaixona- povo". o relato num gravador, sendo este O veterinário municipal, Do- mas também compreendo as preo- acrescentou que se começam a fa- dos pelas tradicionais chegas de Depois de colocados frente a depois transmitido pela Rádio mingos Moura, explicou que nos cupações dos produtores", salien- zer chegas clandestinas em Mon- bois e, desde que nasceu, tem orga- frente, os bois concorrentes inici- Montalegre. Lusa últimos meses foram impostas a tou Domingos Moura. talegre, em que às vezes nem to- nível nacional medidas sanitárias Fernando Moura referiu que a das as normas de segurança são que obrigam à realização de exa- associação "O Boi do Povo" já soli- cumpridas. mes de pré-movimentação para a citou à DGV autorização para que Segundo explicou, para a reali- deslocação de animais para feiras, a colheitas de sangue aos animais zação destes espectáculos é neces- transacções comerciais, as quais se façam apenas de "três em três sário um recinto vedado, ter segu- abrangem ainda a realização das meses". Adiantou que, se as rei- ro, uma licença camarária para a chegas de bois. Ou seja, qualquer vindicações dos produtores não fo- cobrança dos bilhetes e os exames produtor que queira vender um rem ouvidas, estes podem ir para de pré-movimentação. A associa- animal ou participar num destes a rua em forma de protesto. ção paga ainda cerca de 500 euros eventos, tem que solicitar a reali- Uma "cláusula de excepção" pa- por cada boi participante.
    11. 20 21 EM AMBIENTE DE FESTA Quinta Pe dagógica de Portimão PRESIDENTE DA CÂMARA DE BOTICAS, À GAZETA RURAL, DEIXA UM APELO “Deixem-se seduzir por Boticas” comemo ro u pr imeiro anivers ário E C m entrevista à Gazeta Ru- parceria com outras empresas, ral, Fernando Campos, Conhecido pela excelente assim como o aproveitamento hí- presidente da Câmara lo- gastronomia, Boticas aposta drico. erca de 340 crianças de cal, aponta os caminhos a seguir. no aproveitamento das suas Para nós as questões ambien- escolas de Portimão e 150 Em jeito de desafio, aconselha a condições naturais para tais são fundamentais. Não se po- seniores de instituições de que todos “se deixem seduzir” pelo o seu desenvolvimento de matar a “galinha dos ovos de acolhimento do município partici- seu concelho. ouro” e, felizmente, os nossos ha- param na festa do primeiro ani- bitantes estão a dar conta, para versário da Quinta Pedagógica de Gazeta Rural: Como autar- termos um concelho de qualidade, Portimão, a que se associaram al- ca, o que mais destacaria em que temos que preservar. gumas dezenas de moradores da Boticas? zona. Fernando Campos (FC): GR: Quais são as grandes Animação para miúdos e graú- Bem, nós temos um slogan que é apostas nessa área? dos, com pinturas faciais, modela- “Boticas: a sedução da monta- FC: As apostas, no futuro, pas- dores de balões, insuflável, artes nha”. Costumo dizer que todos sam por continuar a tratar e a Foto: Filipe da Palma circenses e música popular foi o nós, mais velhos ou mais novos, manter o ambiente duma forma que não faltou ao longo de todo o homens ou mulheres, gostamos de sustentada, criando condições de dia. Desde que foi inaugurada em ser seduzidos e, muitas vezes, se- melhoria da qualidade de vida das Abril de 2008, a Quinta Pedagó- dência por parte das escolas da re- oportunidade de alimentar os ani- duzir. Neste sentido, aconselho a nossas populações, alargando a gica de Portimão já teve cerca de de pública e privada do barlaven- mais, ou colaborar na sementeira que todos se deixem seduzir pelo nossa Rede Social de Apoio a 35 mil visitas, com especial inci- to algarvio. Os visitantes têm e na confecção de pão no forno, concelho de Boticas. Vão ver que todas as freguesias. Já temos uma participando ainda em iniciativas não se arrependem. boa cobertura, mas queremos artísticas e jogos tradicionais. Temos coisas boas e diferentes. melhorá-la. NA TAÇA DAS AGRÁRIAS EM BRAGANÇA Escola de Viseu com Existe uma horta de legumes, um Vir a Boticas é encontrar parte do Além disso, pretendemos criar espaço com ervas aromáticas, ár- território na sua forma original, condições para que possamos vores diversas como a laranjeira, mas com as condições mínimas divulgar o nosso património, a excelente participação a figueira, ou a amendoeira, assim que as pessoas exigem hoje. As nossa riqueza, o nosso ambiente, e como cavalos, vacas, burros, ove- acessibilidades melhoraram, te- isso faz-se criando condições para lhas, porcos, patos, coelhos, gali- mos várias unidades de turismo que as pessoas possam cá ficar. É nhas e outras espécies de animais rural e temos uma rede de taber- um trabalho longo e que tem de se A Associação de Estudantes da Escola Su- sas modalidades. Participaram característicos de uma quinta. nas regionais onde os nossos pro- fazer passo a passo. perior Agrária de Viseu teve uma excelen- no evento as escolas de Ponte de A Quinta Pedagógica de Porti- dutos estão permanentemente em te participação na vigésima edição da Lima, Bragança, Coimbra, Vi- mão, que ocupa uma área de cerca exposição. Neste sentido, a nossa valer o património da nossa terra GR: A autarquia tem vindo Taça das Agrárias, que decorreu em Bra- seu, Elvas, Castelo Branco e de dois hectares, é gerida pela restauração melhorou de forma e fazer com que as pessoas ve- a apoiar a fixação de gente gança. Os mais de 50 atletas de- Santarém. Aspaflobal – Associação dos Pro- muito significativa. nham cá. nova, nomeadamente jovens fenderam as cores da cidade de A Escola de Viseu trouxe ain- dutores Florestais do Barlavento Além disso, temos um patrimó- agricultores? Viseu, da Escola e da Associa- da a “Taça do Espírito Agrário”, Algarvio, na sequência de contra- nio riquíssimo e notável. Os nos- GR: Para além da valoriza- FC: A instalação de jovens ção, com afinco e dedicação, obti- a mais esperada e aquela que to- to de gestão partilhada celebrado sos moinhos estão a ser recupera- ção do património, a autar- agricultores no concelho de Boti- veram o primeiro lugar nos dois dos almejam. O troféu represen- com o Município de Portimão. dos e a Rota do Pão vamos imple- quia está empenhada em cas, financiados pela União Eu- escalões de futebol (masculino e ta o “Espírito Agrário”, algo que Entre Maio e Setembro, pode mentá-la em breve. aproveitar as condições natu- ropeia, está isenta de taxas. Te- feminino), segundo no rugby, não se vê, que não tem cheiro, ser visitada de terça a sexta-feira, No âmbito do património esta- rais, para produzir energias mos um serviço de apoio ao terceiro no ténis e o quinto nos mas que se sente e com muita entre as 09h30 e as 19h30, e aos mos a aproveitar o nosso guerrei- alternativas? mundo rural em que tratamos de jogos tradicionais e no voleibol força. sábados, domingos e feriados, das ro castrejo, construindo em Boti- FC: Estamos efectivamente, a tudo com os agricultores, desde as A “Taça das Agrárias” é um O “Espírito Agrário” é o resul- 10h00 às 19h30. De Outubro a cas, para além do Centro de Artes, apostar nas energias renováveis, candidaturas, aos apoios, aos evento a nível nacional, onde as tar de uma semana de fair-play, Abril funciona aos dias de semana o Centro Europeu de Documen- quer nas eólicas, quer nas hídri- financiamentos, de tudo, ainda diversas escolas agrárias do país de inter-ajuda, de partilha, de das 09h30 às 17h30 e aos sábados, tação da Cultura Castreja, o que é cas. É uma área onde somos pio- por cima sem pagarem nada. É se juntam para disputar diver- convivência e muito mais. domingos e feriados entre as uma vitória e uma conquista ex- neiros. Estamos a instalar um uma forma de apoiarmos a popu- 10h00 e as 17h30. traordinária para podermos fazer conjunto de parques eólicos, em lação jovem. José Luís Araújo
    12. 22 23 NOVA ÉPOCA TERMAL VAI ATÉ OUTUBRO SEGUNDO ARMÉNIO SOUSA “Magazine do Pão” Caldas da Cavaca em “período de teste” e “Panificadora”: Venda de equipamentos novos resiste à crise aposta na tradição Abriu a nova época termal das Depois da Panificadora Ideal de Vilde- moinhos, a Magazine do Pão é a nova Caldas da Cavaca, no concelho aposta de José Morais. Servir bem os de Aguiar da Beira, num ano que seus clientes, mantendo a tradi- vai servir para consolidar ção que a Panificadora granjeou no fabrico de pão, mas especial- A um projecto que teve início mente da célebre broa de Vilde- o ano passado, após as obras moinhos é a meta do empresário de recuperação daquele espaço para o novo espaço que adquiriu na Avenida Cidade de Aveiro, ugusto Fernando Andrade de abertura fazer mais que um dades terapêuticas para trata- em Viseu.“É um novo projecto espera que esta época ter- tratamento”. mento de doenças do foro digesti- que há muito ambicionava”, diz mal “corra bem”, destacan- Depois das obras de requalifica- vo. O autarca destaca o facto de, José Morais à Gazeta Rural. A A do a “razoável afluência verificada ção do espaço, Fernando Andrade no ano passado, ter encontrado aposta passa por manter as duas nos três meses que as Termas quer agora avançar com a cons- pessoas de diversos pontos do unidades, classificadas como estiveram abertas no ano passado. trução de uma unidade hoteleira, País, nomeadamente de Lisboa e “fabris” em funcionamento. Na O presidente da Câmara de numa parceria publico-privada. O do Alentejo a fazerem tratamento Panificadora Ideal a célebre broa Aguiar da Beira admite que a projecto está em fase de aprovação nas Termas. “Isso é revelador do de Vildemoinhos é o seu ex-líbris, venda de novos equipa- trabalho de casa”, pois “estão a cul- abertura das Termas de Abril a e o autarca está esperançado de que foram as Caldas da Cavaca continuando o fabrico de todo o mentos agrícolas tem vin- tivar mais do que há uns anos Outubro é “um período bastante que ainda este ano arranque a sua há 50 anos e as pessoas ainda tipo de pão, fornecendo também do a resistir à crise. Ar- atrás”. Alias, Arménio Sousa a longo”, mas “é a titulo experimen- construção. “Vai ser uma unidade continuam com vontade de ali se outros clientes. ménio Sousa, com sede em Outei- acredita que “isto vai aumentar tal, tendo em conta que este ano hoteleira de qualidade, com cerca tratarem”. Quanto à Magazine do Pão, ro de Cima, no concelho de Ton- ainda mais”, pois “as pessoas têm vai ser testado o funcionamento de 60 quartos, com SPA, que vai Neste sentido, Fernando An- além do fabrico de pão e pastela- dela, afirmou à Gazeta Rural que um emprego mas querem cultivar do balneário, em função do núme- possibilitar não só ao doente, mas drade acredita que esta nova fase ria, José Morais pretende, “aci- este ano a venda de novos equipa- as suas terras, produzindo alimen- ro de clientes”. Depois, “nos próxi- também aos seus acompanhantes, das Termas seja “um êxito”, embo- ma de tudo, servir bem os seus mentos está “igual a anos anterio- tos para o seu sustento”. mos anos, iremos ajustar a aber- durante a quinzena que estiverem ra reconheça que “hoje a oferta é clientes”. “Até agora tem estado res”, embora confirme que nas úl- Neste âmbito, os tractores entre tura das Termas em função da no tratamento puderem também muito maior do que era há 50 a correr muito bem, mas quere- timas semanas “houve uma para- os 35 e os 50 cavalos são os que forma como funcionou este ano”. cuidar do seu físico e do seu bem- anos”. No entanto, o autarca lem- mos melhorar o serviço e a forma gem”. Conhecedor do meio agríco- mais se vendem e os que melhores Fernando Andrade diz que “é um estar”, diz o presidente da Câma- bra que “a qualidade das águas é de atendimento dos nossos clien- la da região, Arménio Sousa reco- se adaptam às características dos teste, que vai trazer alguns cus- ra de Aguiar da Beira. extraordinária e tem tratamentos tes”, garante José Morais. nhece que “os agricultores estão terrenos desta região de minifún- tos”, mas “queremos dar um sinal que só ali se fazem”. Deste modo, desmotivados, não vendem nada dio. Arménio Sousa é agente da aos utentes do balneário, de que Um nome com tradição “espero que os utentes, e todos que faça dinheiro”. Deutz-Fahr e da Massey Fergu- estamos dispostos a fazer algum aqueles que há anos atrás fre- Todavia, afirma que a venda de son, duas marcas de renome no sacrifico para beneficiar todos As Caldas da Cavaca são co- quentaram esta estância termal, novos equipamentos se tem verifi- panorama mundial, sendo que a aqueles que ali quiserem ir tratar- nhecidas há muitas décadas, no- voltem e que as tragam mais gen- cado entre os mais novos, que primeira é a que tem a preferência se, podendo, ao longo do período meadamente pelas suas capaci- te”, refere Fernando Andrade. “compram um tractor para fazer o dos agricultores da região. M on t e ir o F e rr e i ra MEDIADOR EXCLUSIVO SE G U R O S EM TO D O S O S R A M OS Telef.: 232 424 756 | Fax: 232 432 160 | Telem.: 919 489 590 monteiroferreira.seguros@gmail.com | Rua João de Barros, 51 | 3500-140 Viseu
    13. 24 25 DISTINGUIDOS MELHORES TRABALHOS NACIONAIS NA ÁREA DAS ESPÉCIES PECUÁRIAS Médico-veterinário de Vouzela NOS DIAS 16 E 17 DE MAIO Gouveia vence Prémio Bayer Saúde Animal 2008 recebe acção O de formação em Fruticultura Biológica jovem vencedor que exer- Hugo Duarte José, Médico-veterinário na Clínica Veterinária de Vouzela, ce a prática clínica diária foi o grande vencedor do Prémio Bayer Saúde Animal 2008, subordinado com bovinos, pequenos ru- minantes e suínos, recebe 1000 ao tema “Alterações metabólicas na vaca leiteira de alta produção” euros e a possibilidade de publicar A Fundação BioLogic@, em parceria o trabalho de revisão bibliográfica com a unidade de Turismo Rural – Ca- na Revista da especialidade Vete- sas do Toural, promove o curso BioHorta rinary Medicine. no interior do país, dias 9 e 10 de Maio, Para além deste prémio foram e a primeira acção de formação em ainda atribuídas três menções honrosas aos participantes: Ricar- NOVAS INSTALAÇÕES NA FREIXIOSA, Fruticultura Biológica, nos dias 16 e 17 de Maio. NO CONCELHO DE MANGUALDE Viseu Catering: a aposta do Bexiga, Carolina Maia e à Após a realização do Curso dupla Carlos Ribeiro/Dália Cas- em várias cidades do país, e tro, no valor de 250€ cada. fruto do interesse demonstra- no requinte e bom gosto “Estamos muitos satisfeitos do pelos participantes em A com a qualidade dos trabalhos aprender mais sobre fruticul- que chegaram até nós. Acredita- Animais de Produção da Bayer mio Bayer Saúde Animal 2009. A tura em Modo de Produção mos que este Prémio constitui Healthcare com o objectivo de dis- Bayer Health Care investe, todos Biológico, já que muitos têm, uma excelente forma de fomentar tinguir os melhores trabalhos de os anos, milhões de euros em pes- ou pretendem vir a ter árvores o progresso da Medicina Veteriná- estudantes ou licenciados em me- quisa e desenvolvimento de novos de fruto nos seus terrenos, a dicina veterinária. produtos, confirmando assim o Viseu Catering é uma em- a nossa actividade”. A aposta em ria na área das espécies pecuárias Fundação BioLogic@ decidiu A segunda edição do concurso empenho na protecção dos ani- presa que recentemente se grandes serviços mantém-se, co- e estimular a escrita científica em promover mais estas acções. já foi anunciada e este ano será mais e das pessoas. mudou para Freixiosa, no mo casamentos, baptizados e al- Portugal”, explica Manuel Dar- Ambos os cursos são uma também alargada aos animais de Nos últimos 10 anos a Divisão concelho de Mangualde, onde dis- moços ou jantares de empresas. gent Figueiredo Country Head formação teórico-prática, de 12 companhia. No site www.bayer- Saúde Animal foi responsável põe de novas instalações, numa Todavia, “queremos prestar um Division da Divisão Saúde Animal horas, sendo seis horas teóri- vet.com.pt pode consultar-se o pelo desenvolvimento de novos quinta de 10 hectares, junto à serviço de qualidade, que marque da Bayer. O Prémio Bayer Saúde cas e seis de formação prática regulamento e informações neces- produtos e métodos de aplicação A25. toda a diferença”, salienta Ma- Animal foi lançado, pela primeira em pomar, funcionando aos sárias para a candidatura ao Pré- inovadores. A aposta num serviço de quali- nuel Pinto, que para este ano tem vez, o ano passado pela linha de fins de semana, destinada a dade, num espaço rural de rara a agenda quase completa, com todos os que possuam terrenos beleza, é o lema desta empresa serviços de norte a sul do País. onde pretendam ter árvores de ATÉ AO PRÓXIMO DIA 15 DE MAIO que oferece serviços para todo o fruto, ou uma pequena horta, Abertas as candidaturas às ajudas no âmbito da PAC País. Manuel Pinto, à Gazeta Casamentos salvam o ano para consumo próprio, aos Rural, mostrou-se “muito satisfei- proprietários agrícolas que to” com o novo espaço, numa re- Numa altura de crise, os casa- possam pretendam vir a con- gião onde dispõe de muitos clien- mentos são a salvação do ano. “A verter as suas explorações pa- Estão abertas as candidaturas às ajudas por Vaca em aleitamento, de- prazo para a entrega da candi- tes. A mudança, diz, deveu-se ao nível de casamentos anda bem, ra este modo de produção e a comunitárias à agricultura, até ao próxi- vem dirigir-se à Delegação Re- datura termina a 30 de Abril. “espaço limitado de que dispunha- mas a nível de serviços de cate- todos os interessados pelo mo dia 15 de Maio. Os interessados gional da Direcção Regional de Mais esclarecimentos podem mos em Viseu”, além de que, refe- ring está fraco, dado que as em- tema. que pretendam candidatar-se a Agricultura e Pescas ou a uma ser obtidos junto de qualquer re Manuel Pinto, “já exploráva- presas não têm dinheiro ou onde estas ajudas, nomeadamente ao das Associações de Agricultores entidade receptora. No interes- mos nesta zona a Quinta da investir”, refere Manuel Pinto, Regime de Pagamento Único, à da sua região. se dos candidatos e também Cerca”. destacando que “antes fazia-se Manutenção da Actividade Agrí- Os interessados que preten- das entidades receptoras, será Habituado à cidade, Manuel muitas inaugurações, almoços de cola em Zonas Desfavorecidas, dam também candidatar-se ao conveniente que não deixem Pinto diz que “profissionalmente é trabalho e jantares de empresas, às Medidas Agro-Ambientais, prémio por ovelha e por cabra, para o último dia a sua candi- muito agradável mudar para o serviços que hoje praticamente ao Prémio ao Abate e ao Prémio devem ter em atenção que o datura. campo, pois aqui temos muito es- desapareceram. Há realmente paço, com todas as condições para um corte”, destaca.
    14. 26 27 UMA INICIATIVA DA ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DO DÃO Parque Biológico de Vinhais Apresentação do Subprograma 3 – Um destino turístico G Abordagem LEADER em Mangualde A ozar uns dias de lazer en- que estamos convictos das enor- centista muito bem recuperado, quanto aprecia a nature- mes potencialidades de valoriza- que tem acolhido muitos grupos Associação de Desenvolvi- DER (instrumento estratégico e tes. A sessão de esclarecimento za. Respirar ar puro e ga- ção, não só do concelho de Vinhais, turísticos, de Cabo Verde, de São mento do Dão (ADD) vai financeiro de apoio ao desenvolvi- será presidida pelo presidente da nhar o hábito de visitar terras mas também de toda a região Tomé e Príncipe, da Noruega, e de levar a efeito no próximo mento rural) privilegia o modo de Câmara Municipal de Mangu- transmontanas é o desafio do Par- transmontana. várias de escolas do nosso pais. dia 7 de Maio, pelas 16 horas, em actuação LEADER através de alde, Soares Marques, sendo que que Biológico de Vinhais (PBV). Do ponto de vista do desenvol- O PBV insere-se numa estraté- sessão pública no Auditório da Bi- acções promovidas no âmbito de estará também presente um Aberto desde Maio de 2008, o vimento do turismo regional é gia de desenvolvimento turístico blioteca Municipal de Mangualde, estratégias de desenvolvimento representante da Caixa Geral de Parque pretende interpretar e dar uma mais-valia, ao propor ainda do concelho de Vinhais, onde fo- de apresentação do Subprograma local e de agentes organizados Depósitos no âmbito do esclareci- a conhecer a paisagem deslum- ao visitante a possibilidade de es- ram criados outros locais de inte- 3 Abordagem LEADER. para o efeito, reservando medidas mento dos Programas Invest II e brante (fauna, flora e geologia), tadia, em Parque de Campismo resse para o conhecimento da re- Este Subprograma do PRO- para apoio ao funcionamento des- III. manter e promover os ecossiste- Rural, ou na Hospedaria do gião, que inclui o Centro Interpre- mas e a biodiversidade e desenvol- Parque. tativo do Parque Natural de Mon- ver o turismo e o ecoturismo, sen- No Parque de Campismo Ru- tesinho – Casa da Vila; o Ecomu- DIZ O PRESIDENTE DO FUNDO sibilizar populações e gerar em- ral, os bungalows têm sido um seu; o Roteiro “Destinos com His- Percursos pedestres Até ao mês de Outubro prego na região. “caso de sucesso”, com taxas de tória” e dentro de dias o Museu de INTERNACIONAL DE O PBV nasceu na esperança de ocupação de 100% nos meses de Arte Sacra. DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA trazer às terras frias de Trás-os- Verão bem como nos restantes Estes espaços, que têm sido dão a conhecer a Póvoa É "obrigatório" Montes mais visitantes e, com fins-de-semana ao longo do ano, o muito visitados, encontram-se eles, maior desenvolvimento eco- que demonstra o interesse turísti- perfeitamente enquadrados na duplicar produção nómico. O facto é que desde a data co destes equipamentos. recente requalificação urbanística de Lanhoso de abertura de portas desfruta- A Hospedaria do Parque, situa- que dotou Vinhais de novos e agrícola até 2050 ram da paisagem deste local, 13 da em Rio de Fornos, a 1,5 km do modernos espaços públicos. mil pessoas. É com satisfação que Parque Biológico, com capacidade Carla Alves apresentamos este número, por- para 50 pessoas, é um solar sete- Directora – Parque Biológico de Vinhais A Câmara Municipal da Póvoa de alizadas no Posto de Turismo O presidente do Fundo Internacional de Lanhoso, em articulação com a empresa da Póvoa de Lanhoso (turis- Desenvolvimento Agrícola (FIDA) defendeu mo@cm-povoadelanhoso.pt ou que é "obrigatório" duplicar a produção LIGAÇÕES A BRAGANÇA E MIRANDELA Q Terra Pedestre, vai promover, até ao mês Governo investe 40 milhões para desencravar Vinhais de Outubro, sete caminhadas por outros 253 639 708). agrícola até 2050 para garantir a seguran- tantos percursos pedestres existentes no ça alimentar no mundo. Concelho. Promover estilos de Próximos percursos: "É obrigatória duplicar a pro- vida saudáveis, ao mesmo tem- 16 de Maio – Percurso Maria da dução agrícola, a população mun- po que se potenciam os recursos Fonte (Fontarcada – Castelo dial tem crescido tremendamen- uarenta mil milhões de Pereira, estas ligações são funda- quilómetros/hora. Entretanto, o turísticos do concelho, é o objec- PR1) te", disse Kanayo Nwanze. "Es- euros é o montante que o mentais para desencravar o con- Estudo Prévio para a requalifica- tivo deste programa de dinami- 27 de Junho – Percurso do peramos que os países do G8 e os Governo prevê gastar na celho, até porque não é possível ção da estrada que liga Rebordelo zação e de divulgação daqueles Merouço (Sobradelo da Goma países em desenvolvimento" requalificação e construção das desenvolver um município que a Mirandela que vai aproximar itinerários encetado pela autar- PR 2) aprovem "um plano de acção con- principais vias que servem o con- não tenha vias que facilitem a cir- Vinhais do IP4 vai avançar. De quia. 18 de Julho – Passeio das creto e não uma nova declara- celho de Vinhais. O secretário de culação das pessoas e bens. acordo com os dados avançados Os participantes poderão Pucarinhas (Garfe) ção", tendo em conta que se está Estado Ajunto das Obras Públicas Actualmente são precisos 40 pelo Governo, a nova estrada, com contar com uma interpretação 22 de Agosto – Passeio no a assistir a "uma verdadeira revi- e das Comunicações, Paulo Cam- minutos para chegar a Bragança, uma extensão de 30 quilómetros, dos locais por onde passarem. O Cávado ravolta" e a agricultura "é a cha- pos, presidiu à cerimónia de con- por uma estrada cheia de curvas”, deverá custar 32 milhões de eu- primeiro destes passeios reali- 19 de Setembro – Passeio das ve para o crescimento económico tratação da requalificação da ER salientou o edil. Com a nova liga- ros. O Estudo Prévio estará con- zou-se já no passado dia 25 de Belas Vistas (Castelo – São Ma- dos países em desenvolvimento" 315, que liga Rebordelo a Miran- ção à capital de distrito, que vai cluído no segundo trimestre de Abril, ao longo da Via Romana mede) e a "segurança alimentar um ele- dela (IP4), e ao lançamento do Es- aproveitar troços da actual EN 2010. XVII (Serzedelo – Carvalha de 17 de Outubro – Ribeiro Quei- mento-chave para a segurança tudo Prévio para a ligação entre 103, o tempo de percurso vai ser Já a requalificação da ER 315, Calvos, GR 117). mado (Sobradelo da Goma internacional", sublinhou o presi- Vinhais e Bragança. reduzido em 30 por cento. A via com uma extensão de 30,3 quiló- As inscrições podem ser re- PR3) dente da agência das Nações Para o presidente da Câmara passará foras das localidades a metros, vai custar 8,5 milhões de Unidas. Municipal de Vinhais, Américo velocidade base estimada de 60 euros.
    15. 28 29 DE 23 MIL PARA 15 MIL EM 10 ANOS O próximo desafio: a promoção Emparcelamento permitiu reduzir internacional dos vinhos portugueses C explorações agrícolas açorianas A omo oportunamente escre- vinhos são produtos estratégicos vi neste espaço de opinião para o desenvolvimento do nosso dimensão das explorações soas que dizem que, no seu tempo, para a reestruturação fundiária. na Gazeta Rural, o sector turismo”. A qualidade dos sabores agrícolas dos Açores dupli- é que o emparcelamento era bom", Nesse sentido, salientou que este vitivinícola nacional é um sector nacionais é hoje uma mais-valia cou na última década na afirmou Noé Rodrigues, recordan- regime de incentivos é uma ferra- consolidado, maduro e que, apesar reconhecida do nosso país, na sua sequência do emparcelamento re- do que actualmente existem 15 menta que poderá "promover o re- das dificuldades, tem olhado em promoção internacional. alizado, que permitiu reduzir de mil explorações agrícolas nos Aço- dimensionamento e a competitivi- frente e respondido aos desafios Como José Sócrates enfatizou 23 mil para apenas 15 mil o nú- res, que ocupam a mesma superfí- dade das explorações". da modernização e da competitivi- no Solar do Dão, a assinatura dos mero de explorações agrícolas cie que antes estava distribuída O RICTA tem como objectivo dade. Foi, com orgulho, que tive contratos foi mais um sinal de existentes no arquipélago. por 23 mil explorações. estimular a aquisição de terras, ocasião de assistir no Solar do Dão afirmação da agricultura e da eco- Os dados foram revelados pelo O secretário regional da Agri- através da bonificação dos juros à assinatura de 23 contratos com nomia portuguesa, uma demons- secretário regional da Agricultura cultura e Florestas falava na ceri- dos empréstimos contratados pa- organizações e empresas do sector tração de reconhecimento por e Florestas, Noé Rodrigues, sali- mónia de assinatura de protocolos ra esse efeito. e o Ministério da Agricultura para mundiais do sector, foram premia- parte do Governo do enorme po- entando que este esforço de em- com instituições de crédito, tendo Este regime de incentivos visa a promoção internacional dos dos vinhos portugueses no concur- tencial de aumento de exportação parcelamento também permitiu em vista a aplicação do Regime de ainda incentivar o emparcelamen- vinhos portugueses. so internacional de design de rótu- dos vinhos portugueses. Recordo um crescimento de 30 por cento da Incentivos à Compra de Terras to, através da concessão adicional O programa de promoção de vi- los e garrafas de vinhos. Um indi- que em 2008, Portugal exportou produção de leite na região. "Não Agrícolas (RICTA), que conside- de uma comparticipação a fundo nhos em mercados de países ter- cador de que Portugal está no bom 3,1 milhões de hectolitros, corres- entendo como ainda existem pes- rou ser um instrumento essencial perdido. ceiros em causa constitui uma caminho. pondendo a uma quota de apenas parceria estratégica entre o Es- Num momento em que o consu- 3% do mercado mundial do vinho, tado e o sector privado, com dura- mo de vinho no mundo diminui, segundo dados da OIV. ção de três anos, no valor de 32 como apresentou recentemente a A aposta na promoção do vinho milhões de €uros. Organização Internacional da Vi- é o caminho para conseguir maior Este programa é comparticipa- nha e do Vinho (OIV), em resulta- escoamento do produto, um cresci- do em cerca de 16 milhões de eu- do de uma quebra no consumo que mento das vendas, que se tradu- ros de financiamento público, na- é explicada pela diminuição da zem no crescimento do sector, em cional e comunitário e que pro- procura na União Europeia, mas mais investimento e na criação de vêem do envelope financeiro que que foi em parte compensado pelo emprego. É um desafio que se co- Portugal negociou para apoiar o aumento do consumo na América loca aos empresários portugueses sector vitivinícola nacional quan- do Norte. Pois bem, este programa do sector, um desafio ao investi- do em Dezembro de 2007, na Pre- de promoção dos vinhos portugue- mento no sector, na sua moderni- sidência Portuguesa da União Eu- ses para além do Brasil e Angola, zação e competitividade. ropeia, se concluiu a Reforma da tem os Estados Unidos e o Canadá É este o desafio que se coloca OCM dos Vinhos. como mercados prioritários de hoje ao sector: “arregaçar as man- Os vinhos portugueses têm vin- intervenção, países onde apesar gas” e trabalhar na senda da qua- do a afirmar-se no mercado pela dos sinais de crise noutros secto- lidade. Foi este repto que o Pri- sua qualidade, resultado de castas res, as exportações de vinho têm meiro-Ministro deixou em Viseu únicas, da diversidade de climas e apresentado crescimento. ao sector do vinho. É com esse sen- solos e sobretudo de um rico patri- O vinho é também uma marca tido que eu e o meu irmão, en- mónio de tradição da cultura do reconhecida de Portugal. Como quanto vitivinicultores do Dão, vinho e vinha, que os nossos enó- enfatizou o Primeiro-Ministro na- encaramos o futuro. Com trabalho logos têm sabido valorizar. quela cerimónia, nas suas desloca- – muito trabalho – e enfrentando Mas hoje, para vencer num ções ao estrangeiro “o sector do a crise com coragem e determina- mercado global competitivo, não vinho foi sempre um dos que este- ção na busca das melhores oportu- basta produzir um bom “néctar”. ve presente, acrescentando prestí- nidades para singrar! É também necessário apostar no gio a Portugal”. De facto, assim é. design e ainda este mês, em Como recentemente frisou o Pre- Miguel Ginestal Alemanha na feira PROWIEN, sidente do Turismo de Portugal, (ginestal@ps.parlamento.pt) que é um dos maiores certames Luís Patrão, “a gastronomia e os Presidente da Subcomissão Parlamentar de Agricultura, Florestas, Desenvolvimento Rural e Pescas
    16. 30 31 ASSINADO PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO COM A CASA DE VISEU NO RIO DE JANEIRO CONSUMO TAMBÉM CRESCEU Confraria de Saberes e Sabores da Beira Área de cultivo de produtos biológicos homenageou sete personalidades da região aumentou 9,4% em 2008 A A Confraria de Saberes e Sa- buído o Beirão de Mérito da cultu- área de cultivo de produ- pela agência Lusa nos mercados bores da Beira “Grão Vas- ra. A surpresa chegou no final tos biológicos em Portugal biológicos de Oeiras e do Príncipe co” comemorou o seu séti- com a entrega do Beirão de Mérito cresceu 9,4 por cento em Real, em Lisboa, admitem que os mo aniversário homenageando se- Confrádico a José Ernesto, Almo- 2008 e os portugueses consumem produtos cultivados sem recurso a te ilustres personalidades da re- xarife da Confraria. cada vez mais produtos sem quí- pesticidas são "mais caros" do que gião que contribuirão, de forma di- A festa foi aproveitada para micos, valorizando, apesar da cri- os alimentos produzidos "conven- versa, para a dignificação do bom- discutir um protocolo, de repre- se económica, a qualidade dos ali- cionalmente" e que, mesmo em nome da Beira. sentação recíproca, em várias reu- mentos. tempo de crise, a diferença de pre- Fernando Ferreira, campeão de niões tidas entre a Casa do Distri- Os dados são do Serviço Inter- ços é compensada pela qualidade Boccia, e Filinto de Carvalho, seu to de Viseu no Rio de Janeiro e a nacional para a Aquisição de Bio- acrescida dos alimentos. treinador, foram galardoados com atribuído o Beirão de Mérito Difu- Confraria, que realizará o próxi- tecnologia Agrícola e, já em 2007, Entre 2001 e 2007, o cultivo dos o Beirão de Mérito Desportivo, en- são Cultural. A Fernando Amaral, mo capítulo no País Irmão, onde Portugal estava entre os dez mai- chamados produtos biológicos ve- quanto que Pedro Albuquerque antigo presidente da Assembleia será assinado o documento. ores produtores mundiais de al- getais em Portugal aumentou cer- recebeu o de Mérito Artístico. À da República, foi entregue, a títu- A noite de festa teve lugar em guns alimentos biológicos devido ca de 70 por cento, de acordo com Emissora das Beiras, a emitir do lo póstumo, o Beirão de Mérito Fail, na Quinta do Pruvor, e foi ao aumento de terra orgânica os últimos dados divulgados pelo Caramulo, representada por Lo- Carreira. Por sua vez a Casa de animada pela Tuna Sabores da cultivável. Gabinete de Planeamento e Polí- uma tendência que a Europa pes da Rosa e Maria Helena, foi Viseu no Rio de Janeiro foi atri- Música. Consumidores questionados tica do Ministério da Agricultura, acompanhou.
    SlideShare Zeitgeist 2009

    + Instituto Superior Miguel TorgaInstituto Superior Miguel Torga Nominate

    custom

    383 views, 0 favs, 0 embeds more stats

    Versão integral da edição n.º 108 da “Gazeta more

    More info about this document

    © All Rights Reserved

    Go to text version

    • Total Views 383
      • 383 on SlideShare
      • 0 from embeds
    • Comments 0
    • Favorites 0
    • Downloads 0
    Most viewed embeds

    more

    All embeds

    less

    Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
    Flag as inappropriate

    Select your reason for flagging this presentation as inappropriate. If needed, use the feedback form to let us know more details.

    Cancel
    File a copyright complaint
    Having problems? Go to our helpdesk?

    Categories