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CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 65 (II SÉRIE) – 14.10.2008
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Versão integral da edição n.º 65 (ANO 2 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. …

Versão integral da edição n.º 65 (ANO 2 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. 14.10.2008.
Para consultar o jornal na web, visite http://www.correiodabeiraserra.com/

Site do Instituto Superior Miguel Torga: www.ismt.pt

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

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  • 1. PUB Terça-feira, 14 de Outubro de 2008 QUINZENÁRIO Ano 2 - Série II - N.º 65 Director: Henrique Barreto Preço: € 0,50 (IVA incluído) www.correiodabeiraserra.com S. Paio de Gramaços Em consequência de alegados “maus tratos” Funcionárias camarárias Fonte desactivada por “causa” da EDP revoltam-se com presidente Duas queixas-crime apresentadas por duas empregados da autarquia oliveirense estão a do executivo, o autarca do PSD teve que ouvir A Junta de Freguesia de S. Paio de Gra- funcionárias contra o autarca que governa a ser tratados por Mário Alves. Há quem susten- várias acusações proferidas por uma trabalha- maços viu-se obrigada a desactivar uma câmara de Oliveira do Hospital, vieram lançar te que muitos funcionários se calam por teme- dora da CMOH, que se fez acompanhar por um fonte ornamental mandada construir a discussão sobre a alegada forma como alguns rem represálias, mas na última reunião pública dirigente sindical. Págs. 5 e 9 pelo antigo presidente , João Paulo Velo- Uma família à luz da vela... so, porque a factura da EDP é elevadís- sima. Aquela autarquia – nos acertos da eléctrica portuguesa –, já chegou a pagar um montante de 5 mil euros. Pág. 7 Na 2ª fase de acesso ao ensino superior ESTGOH volta a ter bons resultados Na 2ª fase de acesso ao ensino supe- rior, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital re- gistou uma taxa de ocupação de 82 por cento. Ainda em instalações pro- visórias, aquele estabelecimento de ensino superior está a “rebentar pe- las costuras” e já teve que se socorrer do auditório da caixa de crédito local para colocar as turmas mais numero- sas. Págs. 3 e última Em Lagares da Beira Presidente da Câmara e vereadores abandonam reunião Intempestivamente, primeiro saiu Mário Alves, depois Paulo Rocha e, fi- nalmente, Fátima Antunes. Foi assim que aconteceu, a semana passada, no Agrupamento de Escolas de Lagares da O Correio da Beira Serra volta a e sem casa de banho. O casal, que conformou com a sua situação de lamenta Gracinda Sousa (na ima- Beira, local onde decorria uma reunião “tropeçar” num caso em que uma habita na Catraia de S. Paio, com pobreza. “A gente vê que no povo gem), ao passo que acende a velha do Conselho Geral Transitório daquele família conseguiu chegar aos dias um filho de 29 anos, numa casa eles vivem melhor, mas a renda candeia para iluminar a habita- agrupamento. Pág. 2 de hoje sem luz eléctrica, sem água sem o mínimo de condições, já se de um apartamento é muito cara, ção. Págs. centrais PUB
  • 2. 2 14 de Outubro de 2008 D E S TA Q U E www.correiodabeiraserra.com No Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira Presidente e vereadores abandonam reunião  Atitude dos autarcas do PSD foi alvo de críticas O presidente da câmara e tório (CGT). toca a representantes da comuni- bou também por sair depois de ter qualquer vereador ou, ainda, de- De acordo com a nova legisla- dade local, deveria ser integrado sido aconselhada por uma docen- legar a sua representação em pre- dois dos seus vereadores ção do Ministério da Educação, por representantes de instituições te a moderar a exaltação. sidentes de junta da área de cada abandonaram uma reunião a criação destes órgãos em todos locais. Sem os autarcas na sala, foi agrupamento. do Conselho Geral Tran- os agrupamentos escolares, que A celeuma instalou-se na entretanto realizada a votação da entre outras competências passa- reunião e, depois de terem sido proposta dos três representantes Como funcionam sitório do Agrupamento rão a ter a capacidade de eleger e colocadas em votação as duas da comunidade local que terão os conselhos gerais de Escolas de Lagares da destituir o director da escola, é propostas – Alves nunca chegou assento no CGT, e aprovada por Aos futuros conselhos gerais obrigatória. no entanto a especificar quem unanimidade. “cabe a aprovação das regras fun- Beira por discordarem da Os CGT são compostos por re- deveriam ser as instituições a ga- damentais de funcionamento da forma como aquele órgão presentantes do pessoal docente e nhar representatividade naquele Freixinho critica exclusão escola (regulamento interno), as não docente, dos pais e encarre- órgão –, o presidente da câmara dos vereadores do PS decisões estratégicas e de planea- procedeu à indicação dos gados de educação, alunos e, ain- não gostou de ter sido derrotado Esta questão da constituição dos mento (projecto educativo, plano três representantes da da, de três representantes do mu- – nove pessoas contra sete vota- conselhos gerais transitórios, que de actividades) e o acompanha- comunidade local. nicípio e da comunidade local. ram favoravelmente os represen- no próximo ano lectivo – por via mento da sua concretização. Ao De acordo com o que o Correio tantes designados pelo CGT – e, de uma eleição – têm que ser defi- CGT é ainda confiada “a capaci- da Beira Serra apurou, na escolha sem mais delongas, abandonou nitivos, vem provocando alguma dade de eleger e destituir o direc-  HENRIQUE BARRE T O dos representantes da comuni- abruptamente a reunião. O seu controvérsia. tor, que por conseguinte lhe tem dade local o CGT decidiu-se por vice-presidente, Paulo Rocha, Numa recente reunião do exe- de prestar contas””. O indicar três conhecidas figuras também não perdeu tempo e se- cutivo camarário, a vereadora do De acordo com o que refere o presidente da câ- locais: o empresário Amadeu Sea- guiu-lhe as pisadas. PS, Maria José Freixinho, lamen- Ministério da Educação no De- mara de Olivei- bra, que é o principal empregador Na sala – referiu ao CBS uma tou que os vereadores socialistas creto-Lei nº 75, publicado em 22 ra do Hospital e da freguesia de Lagares da Beira; a fonte ligada ao processo – “ins- tenham sido arredados de todo de Abril de 2008, a medida visa dois vereadores proprietária e directora técnica da talou-se uma grande confusão” e este processo, uma vez que em “reforçar a participação das famí- do PSD – Paulo farmácia local, Eunice Monteiro, a atitude tomada pelos dois au- todos os agrupamentos escolares lias e comunidades na direcção Rocha e Fátima Antunes – aban- e ainda o presidente da junta de tarcas deu azo a que muitos dos os três representantes do municí- estratégica dos estabelecimen- donaram de forma considerada freguesia governada pelo Partido presentes tivessem lamentado o pio nos CGT são exclusivamente tos de ensino” porque, conforme intempestiva uma reunião, re- Socialista, Raul Dinis, episódio. Mário Alves, Paulo Rocha e Fáti- sustenta o ministério de Maria de alizada na semana passada, no Depois de tomar conhecimento A vereadora da Educação, Fá- ma Antunes. Sublinhe-se que de Lurdes Rodrigues, “é indispensá- Agrupamento de Escola de Laga- da proposta, Mário Alves insur- tima Antunes, que ainda ficou na acordo com a legislação em vigor, vel promover a abertura das esco- res da Beira, no âmbito da consti- giu-se com alguma contundência reunião durante alguns instantes a Câmara Municipal pode estar las ao exterior e a sua integração tuição do Conselho Geral Transi- e defendeu que o CGT, no que após a saída do presidente, aca- representada nestes órgãos por nas comunidades locais”. PUB
  • 3. 3 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com D E S TA Q U E Novas instalações precisam-se F R A S E S EDITORIAL ESTGOH com taxa “Os processos em tribunal têm custas para mim, mas para o senhor presidente não, porque do Assédio verbal! de ocupação de 82 por cento seu bolso não vai sair nada, sairá do meu…o município é que paga, mas quem tem o prazer é o senhor presidente” Henrique Barreto D Isilda Cordeiro, Funcionária da CMOH epois de uma primeira fase com e 104,1. Ao curso de Administração e Finanças In reunião pública do executivo ocupação de 100 por cento, a Esco- – com nove vagas sobrantes – concorreram 29 alu- Há uns anos atrás – não me la Superior de Tecnologia e Gestão nos, tendo o último candidato sido colocado com apetece agora ir apanhar de Oliveira do Hospital (ESTGOH) uma nota de 104,8. Sem nenhuma vaga sobrante, “As acusações à má gestão da pó para os arquivos, mas os registou, na segunda fase de aces- o curso de Engenharia Informática registou o do- Câmara são graves e obrigam a leitores do CBS certamente so ao ensino superior, uma ocupação de 82 por bro de candidaturas (28) tendo em conta o núme- esclarecimentos” que se recordam do episódio cento, vendo preenchidas 59 vagas, de um total ro de vagas colocadas a concurso (14). José Francisco Rolo, vereador do PS –, denunciei nas páginas deste de 72 colocadas a concurso. Os resultados estão Recorde-se que na primeira fase do concurso In reunião pública do executivo jornal um incidente gravíssimo disponíveis na internet em www.dges.mctes.pt/ de acesso ao ensino superior, a ESTGOH registou em que um quadro superior da coloc/2008, desde as 00h00 desta segunda feira, uma ocupação total do seu número de vagas, com “Percebi que o Empreender + Câmara de Oliveira do Hospital 13 de Outubro. a particularidade de o número de alunos candida- redundou num fracasso” – fundamentalmente governada Dos quatro cursos disponíveis na ESTGOH, tos (466) ter sido quase quatro vezes maior que a Idem pelo dueto social-democrata apenas os de Engenharia Informática e Adminis- totalidade de vagas a concurso (120). Na ocasião, Carlos Portugal/Mário Alves tração e Marketing viram preenchidas a totali- o director Nuno Fortes revelou-se satisfeito com –, deu-se ao luxo de pegar no “Não esteja a fazer de mim um dade das vagas, com 14 e 17 alunos colocados, os resultados e não deixou de se mostrar confian- livro de escrituras da câmara e demente. O senhor (José Francisco rasurar um documento públi- respectivamente. No curso de Engenharia Civil te quanto ao resultado da segunda fase. Rolo) é o rei da demagogia e um co. foram ocupadas 15 das 19 vagas a concurso, mas Com menos cursos e menor número de vagas político sem ética” Na altura, o Correio da Beira foi no curso de Administração e Finanças que se a concurso, a Escola Superior de Turismo e Te- verificou um maior número de vagas por ocupar, lecomunicações de Seia (ESTTS) superou a ES- Mário Alves, presidente da CMOH Serra – para que não restas- já que sobraram nove de um total de 22 colocadas TGOH no número de vagas sobrantes. A ESTTS In reunião pública do executivo sem dúvidas e não houvesse a concurso. apenas viu preenchidas 36 das 61 vagas colocadas a possibilidade de alguém vir Sublinhe-se, contudo, que em cada um dos ao concurso da segunda fase de acesso ao ensino “Temos a nossa forma de acção e dizer que tinha sido mais uma quatro cursos, as colocações ultrapassaram o nú- superior, sendo que apenas o curso de Gestão Ho- não é o meu amigo que vai impor invenção do jornal – estampou mero de vagas inicialmente colocadas a concurso, teleira preencheu as 14 vagas disponíveis. O cur- o que quer que seja ao nível de nas suas páginas as provas do num total de 46. A este número acresceram as 26 so de Turismo e Lazer não atingiu uma ocupação qualquer projecto. Fomos eleitos crime: o documento original vagas libertadas por recolocação. Administração e de 50 por cento, já que apenas foram ocupadas 11 pelo povo, temos a maioria e e o rasurado. Nunca se soube Marketing e Engenharia Civil foram os cursos que das 28 vagas. Com um total de 11 alunos coloca- com que fins é que a artimanha somos nós que definimos quando registaram um maior número de alunos candida- dos, o curso de Restauração e Catering também foi feita, porque nunca existiu e como avançamos e os caminhos tos, 49 e 42 respectivamente, sendo que a nota não registou ocupação total, ficando com 9 vagas qualquer investigação. Ao au- que trilhamos” tor da falsificação – o director do último colocado em cada curso foi de 120,4 sobrantes. Idem de Departamento Administra- tivo e Financeiro da CMOH, “Nenhuma pessoa se fixará em Rui Rosa – o executivo deu-lhe Oliveira do Hospital se sentir ins- apenas uma admoestação. O tabilidade psicológica e social” caso ficou por aí porque a opo- Mário Alves, presidente da CMOH sição socialista e as instâncias In sessão solene feriado municipal, 7 de Outubro judiciais nada fizeram. Hoje, chegam-me notícias de “A minha dívida para com o meu funcionários autárquicos que, concelho aumentou extraordina- ao invés da protecção que foi dada ao personagem em causa, riamente” se queixam de perseguição e de José Reis, homenageado com Medalha de Ouro tratamento alegadamente anti- In sessão solene feriado municipal, 7 de Outubro democrático. Entre os funcionários, vive-se “Que os concelhos se virem uns um ambiente de cortar à faca, para os outros e cooperem e criem confidenciava-me há dias aqui um pólo que vai de Oliveira um funcionário autárquico, do Hospital a Gouveia” avisando-me sistematicamente Idem da necessidade do sigilo da conversa. “Há regiões onde muito se fala Se este desabafo fosse só de um na raça da população local … único funcionário, ainda daria Nogueira do Cravo tem gente com o benefício da dúvida, mas o problema é que há cada vez grande raça” mais trabalhadores do muni- Ribeiro de Almeida, vereador do PS cípio a queixarem-se do chefe Reunião Pública do Executivo do executivo e de uma espécie de assédio verbal, que obriga “O Pólo da Serra foi arranjado à as pessoas ao silêncio porque medida do senhor Jorge Patrão” “quem manda pode”. Mário Alves Eis que agora – e sem querer Assembleia Municipal, 26 de Setembro antecipar aqui qualquer tipo de julgamento –, duas funcio- “Isso é uma conversa indelicada nárias decidem mover uma que fica mal a um autarca” queixa-crime contra o presi- Jorge Patrão, dente da câmara, embora na Correio da Beira Serra qualidade de cidadão. Não sei o que dizer: primeiro são os colegas de partido, agora são as “infelizmente o senhor presidente trabalhadoras do município... da Câmara quer ir para o Cen- O que sei é que este clima de tro… que seja muito feliz” conflitualidade em nada presti-  ESTGOH é cada vez mais um motor de desenvolvimento do concelho de Oliveira do Hospital. Idem gia o poder local.
  • 4. 4 14 de Outubro de 2008 OPINIÃO www.correiodabeiraserra.com zes com uma tira adesiva que ia libertando um suave aroma a maracujá. Recentemente a marca Dove também deu os primeiros pas- sos nesta tendência. No lançamento da nova gama de produtos go fresh, enquanto o seu anúncio passava nos cinemas, estavam es- S palhados pelas salas difusores que lançavam META ente-se no ar um leve aroma a Estados Unidos, Brasil e Japão, esta preocu- o aroma da variedade Energise mudança. Talvez para compen- pação já não é algo recente. Já lá vão muitos com toranja e erva limão. Esta sar algumas das frustrações e anos desde que a Disney, para tornar os fil- nova estratégia também che- desilusões do dia-a-dia, chega- mes mais reais e estimular os apaixonados gou à nossa imprensa nacional. se à conclusão que o consumi- dor actual busca, através da criação de laços emocionais com empresas, marcas ou produ- por cinema, colocou nas suas salas difusores com cheiro a pólvora e a borracha queima- da que libertavam pequenas fragrâncias nos O NARIZ Pela primeira vez, surgiu nas bancas uma edição impressa num papel especial com aroma tos, ser estimulado e obter sensações únicas e verdadeiramente agradáveis. Até ao momento actual, sempre houve por maiores momentos de acção, elevando assim os níveis de recordação dos espectadores. Nos países adeptos desta tendência, vários ONDE É a pinho para divulgar um novo empreendimento imobiliário localizado numa zona rodeada parte dos responsáveis do Marketing grandes preocupações em saber qual seria a imagem, a música, o paladar e a forma ideal para obter aromas pairam no ar. Começa assim a não ser por acaso que as padarias tenham o for- no ligado às condutas de ar geral para espa- CHAMADO de espaços verdes. Baseando-nos em dados que comprovam que a nossa me- os resultados desejados com as várias estra- lhar ao longo de toda a superfície um cheiro mória pode reter até 10.000 aromas distintos tégias. A verdade é que estes nunca se pre- mais intenso a pão quente, que, em lojas de e apenas 200 cores, facilmente concluímos ocuparam, realmente, com qual poderia ser jardinagem, cheire sempre a terra húmida, que o olfacto consegue ser sem dúvida um o impacto dos aromas no momento de aqui- que, em parques de diversão, cheire sempre dos sentidos mais poderosos. Talvez porque sição. Estudos americanos recentes revelam, a pipocas caramelizadas e que as marcas de Vencer as a percepção dos cheiros sempre desempe- no entanto, que o olfacto, por atingir mais ra- automóvel intensifiquem o cheiro a couro no imposições dos nhou um papel fundamental na evolução do pidamente as zonas do cérebro ligadas à me- interior dos veículos novos. ser humano, o marketing aromático veio en- mória e às emoções, deverá ser um dos cinco Felizmente em Portugal já começamos a ter sentidos é a sinar-nos que todas as acções de marketing sentidos a privilegiar, pelas empresas, em fu- algumas histórias para contar. Para desper- que estimulam o nosso olfacto sempre terão turas acções. tar a curiosidade do seu novo sabor, a Frize mais gloriosa resultados com um aroma agradável. Apesar de, em Portugal, ainda serem pou- decidiu recorrer ao tradicional carrinho de das vitórias. sugestão.fordoc@gmail.com cas as empresas a ter em atenção a questão compras dos hipermercados e, no momento Associação Nacional de Jovens Formadores e Do- dos aromas, na realidade, em países como do seu lançamento, colocou diversos carta- (Axel Oxentiern) centes (FORDOC) Caminho-de-ferro…com futuro ! O to na sua falta de discernimento estratégico. PCP e a CDU são as únicas do Planeta, o que, por sua vez, já está a deter- Bem, muito, muito caro mesmo nos fica já forças políticas que têm pro- minar uma série de dramas e até de tragédias mas é o que por aqui temos e nos deixa mal posto e reclamado a constru- à escala global também. Por isso, é em princí- servidos somado com a ausência daquilo que ção de um ramal ferroviário pio estrategicamente bem-vindo tudo aquilo não temos e tanta falta nos faz. desde (Coimbra)Lousã até que, hoje, com racionalidade e bom senso, Mas a verdadeira razão, que a nível dos Celorico da Beira a entroncar, aí, na Linha ajude a civilização – ou seja todos nós - a fu- principais decisores políticos e outros (na- (internacional) da Beira Alta. gir da “ditadura” envenenadora dos combus- cionais e regionais) não faz avançar este tipo Aliás, a construção dessa linha de cami- tíveis fósseis (petróleo/gás)… de projectos regionais, é porque ou eles es- nho-de-ferro será, desde há cem anos pelo 2 – Para evitar a “especulação” reinante João Dinis* tão “cegos” ou principalmente lhes interes- menos, o mais velho sonho de desenvol- com a construção de vias auto, entre nós um sa garantir o lucro dos grandes consórcios vimento regional dos beirões de gema, por verdadeiro problema pois a péssima constru- (…) É tempo, pois, privados que vão construir e concessionar aqui, por esta nossa terra-chã deste nosso pe- ção das mesmas é mais do que evidente… (auto)estradas à custa da iniciativa pública daço do Planalto Beirão. Depois, com camiões pesadíssimos a passa- de reafirmar que do Estado. Esta justa aspiração tem ultimamente sido ram por lá aos milhares, essas estradas mal construir caminhos- Para além disso, a eles só lhes interessa, recebida, por alguns, com cepticismo e até construídas ficam estragadas num instante e para já, construir o TGV, uma megalomania com alguns sorrisos de comiseração como toca a repor pavimentos e a (re)pagá-los com de-ferro, porventura, de facto mas capaz de gerar lucros fabulosos se de alguma piada triste afinal se tratasse. o nosso dinheirinho… é hoje mais estraté- a dois ou três desses grandes consórcios pri- Uma vez, no calor de um debate público so- 3 – Para fazer baixar o custo dos transpor- vados. Acresce que, entre nós, não há inte- bre o assunto, tivemos oportunidade para di- tes (públicos) quer de Pessoas quer de mer- gico do que o foi há resse económico privado em concessionar zer que ter visão estratégica é ser capaz de cadorias. cem anos atrás. E caminhos-de-ferro de menor escala por parte ver muito para além do próprio umbigo ou 4 – Tendo também em conta que algumas desses grandes consórcios chamem-se BRI- nariz … das principais matérias-primas do Concelho porquê? Por várias, SA ou outra coisa qualquer… É tempo, pois, de reafirmar que construir e da nossa Região, são matérias-primas, logo ponderosas e estraté- Em síntese e em última análise, a “razão” caminhos-de-ferro, porventura, é hoje mais mercadorias, de peso e volume concentra- - a falta de razão – dos principais governan- estratégico do que o foi há cem anos atrás. E dos; considerando que as vias de comunica- gias razões. (…) tes e outros decisores que os leva a não que- porquê? Por várias, ponderosas e estratégias ção automóvel e os transportes públicos que rer construir ramais de caminho-de-ferro razões. A saber : por aqui temos são manifestamente insufi- disseminados pelo País, essa “razão” radi- 1 – Por causas de natureza ambiental e cientes. ca na sua completa submissão aos grandes energética. Para retirar das estradas milhares grupos económicos que mais ganham com e milhares de veículos auto, quer de trans- Portanto, por todas estas macro e micro ra- as auto-estradas e com os combustíveis fós- portes de mercadorias quer de transportes de zões, é hoje de enorme interesse estratégico a seis. passageiros. construção de um ramal de caminho-de-ferro Nós, por cá, nós que temos outros e mais Como hoje bem se sabe, os motores nor- desde (Coimbra)Lousã, passando pelo nosso consentâneos interesses sociais a defender, a mais a combustão emitem doses venenosas Concelho, até ligar à linha da Beira Alta na nós interessa-nos pensar e agir melhor, com de CO2 - as emissões de carbonos para a zona de Celorico, por exemplo. outra, melhor e mais social visão estratégica. atmosfera - as quais, entre outras más con- Dizem alguns “economicistas” (para se Aqui, entram o PCP e a CDU a fazer a sequências “pequenas”, estão a contribuir desculparem…) que ficaria muito cara uma diferença ! bastante para acelerar o aquecimento global tal construção. Concedamos até certo pon- * Autarca da CDU – Oliveira do Hospital Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarreto@correiodabeiraserra.com Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopes@correiodabeiraserra.com Desporto: Editor: José Carlos Alexandrino, João Jorge Colaboradores Permanentes: Adelaide Freixinho, António Campos, Carlos Portugal, Carlos Alberto, Carlos Carvalheira, João Dinis, José Augusto Tavares, Luís Lagos, Luís Torgal, Paulo Ribeiro (caricaturista), Rui Santos. Deptº. Comercial: Isabel Mascarenhas Projecto Gráfico: Jorge Lemos Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis – Telef.: 256 600 580 - Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Sede, Redacção e Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 – 1º Esqº - 3400-075 Oliveira do Hospital, Telef.:2380865476 Fax 238086547 Correio Electrónico geral@correiodabeiraserra.com Edição Internet: www.correiodabeiraserra.com Entidade Proprietária: Temactual, Lda, Matric. na Conservatória do Registo Comercial de Oliveira do Hospital sob o número 507601750, Contribuinte: 507601750, Capital Social: www.correiodabeiraserra.com 25,000 Euros Nº de Registo no ICS: 112130 Depósito Legal N.º 54475/92 Tiragem Média Mensal: 6.000 exemplares Detentores de mais de 10% do capital da empresa: AHL -Investimentos e Participações, SGPS, SA.; Henrique Manuel Barreto Pereira de Almeida
  • 5. 5 POLÍTICA 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com Na queixa-crime apresentada por duas funcionárias da CMOH Mário Alves tenta evitar julgamento Foto Arquivo mente recorriam à baixa médica. Mário Américo Franco Alves, A Procuradora do Ministério acusado de dois crimes de Público decidiu entretanto acom- difamação agravada por duas panhar a acusação, mas o presi- funcionárias da autarquia dente da CMOH acaba de requerer a abertura de instrução. Uma das oliveirense, já requereu a suas testemunhas – há alguns fun- abertura de instrução, com cionários da autarquia oliveirense vista a tentar contrariar a que também foram arrolados pela defesa do autarca – é a vereadora tese da acusação. A decisão Fátima Antunes. sobre o processo, cuja acusa- Ainda de acordo com o que este ção é acompanhada pelo Mi- jornal também apurou, outra das testemunhas arroladas pela acusa- nistério Público, está agora ção e que esteve presente naquela nas mãos do Juiz. polémica reunião – o director do departamento administrativo e fi- nanceiro da CMOH, João Mendes  HENRIQUE BARRE T O – não confirmou entretanto a ver- são dos factos apresentada pelas O queixosas. presidente da Câ- Apesar de Mário Alves ser acu- mara Municipal de sado de ter proferido aquela po- Oliveira do Hospi- lémica afirmação, quando estava tal (CMOH) já veio no exercício das suas funções, a requerer a abertura acusação decidiu apresentar uma de instrução no processo judicial queixa-crime contra o cidadão e onde é acusado pelo Ministério não contra o autarca. Contudo, o Público pela prática de dois cri- edil oliveirense nomeou como seu mes de difamação agravada, em defensor oficioso Armando Pinto consequência de duas queixas Correia, um advogado avençado apresentadas por duas funcioná- do município. rias da autarquia oliveirense, Ma- Esta situação tem vindo a gerar ria do Rosário e Ana Isabel. alguma controvérsia e, na última Conforme o Correio da Beira assembleia municipal, dia 26 de Serra noticiou na sua última edi- Setembro, o autarca foi desafiado ção (ver CBS impresso de 30 de  Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital novamente a braços com a justiça... por um deputado municipal do Setembro), os factos remontam a PS, Francisco Garcia, a esclarecer Setembro de 2007, quando numa mado, durante a sua intervenção, o que o Correio da Beira Serra uma doença do foro oncológico e se era o município a pagar as des- reunião realizado no salão nobre o seguinte: “Não podemos contar conseguiu apurar, as funcionárias outra tem problemas ortopédicos pesas judiciais inerentes ao pro- dos Paços do Concelho com vista com duas funcionárias daqui do alegadamente visadas na aludida que lhe dificultam a locomoção –, cesso ou o cidadão Mário Alves. vista à preparação do arranque do ATL de Oliveira do Hospital por- afirmação do autarca social-demo- decidiram apresentar uma queixa- “A questões judiciais respondo no ano lectivo 2007/08 entre o autar- que são duas inválidas. E não que- crata, que recorrem com alguma crime contra Mário Alves, já que local próprio e aqui não lhe vou ca, as funcionárias do ATL e do rem fazer nada…” frequência a baixas médicas por segundo o CBS apurou eram essas dar resposta nenhuma”, argumen- pré-escolar, Mário Alves terá afir- Acontece que de acordo com razões de saúde – uma sofre de mesmas funcionárias que regular- tou o autarca. Aldeia das Dez Festa da Castanha realiza-se a 25 e 26 de Outubro J á está definido o programa da sétima edição da Fes- ta da Castanha, com data marcada para 25 e 26 de Outubro, em Aldeia das Dez, no Santuário de Nossa Senho- ra das Preces. À semelhança do que tem aconte- cido em edições anteriores, a Festa da Castanha 2008 reúne no espaço envolvente ao santuário vários ex- positores de produtos tradicionais e artesanato, o concurso da maior abóbora exposta, a actuação dos A já tradicional Mostra Gastro- grupos etnográficos e a oferta do nómica e Etnográfica da Beira Serra tradicional magusto. tem início pelas 21h00 de sábado, Os visitantes são ainda convi- 25 de Outubro, no Adro da Igreja dados a apreciar a exposição de Matriz de Aldeia das Dez, para escultura de Joban Traxel e a ex- onde está prevista a actuação do posição de fotografia “Recordar é Grupo de Concertinas da Amadora Viver” da Associação Recreativa e a participação da Companhia de do Goulinho. A Filarmónica Fide- Teatro Viv’Arte. Na ocasião tam- lidade de Aldeia das Dez também bém não vão faltar o Teatro de Rua, fará eco da sua música durante o nem o espectáculo de pirotecnia. certame. No domingo, 26 de Outubro, as A Festa da Castanha é organi- atenções centram-se no Santuário zada pela Junta de Freguesia de de Nossa Senhora das Preces, sen- Aldeia das Dez, com o apoio da do que a abertura dos expositores e Câmara Municipal de Oliveira do tasquinhas acontece pelas 10h00.  A Festa da Castanha é já um dos principais cartazes turísticos do concelho... Hospital.
  • 6. 6 14 de Outubro de 2008 ECONOMIA www.correiodabeiraserra.com Arrendamento supera a compra em Oliveira do Hospital Compra de habitação regista maior quebra dos últimos 8 anos A compra de casa regista o pior momento dos últimos oito anos no concelho de Oli- veira do Hospital. O arrenda- mento é cada vez mais uma opção para os jovens casais e na cidade são sobretudo os estudantes da ESTGOH que asseguram o mercado.  LILIANA LOPES À semelhança do que está a acon- tecer a nível na- cional, a compra de casa registou quedas acentuadas no concelho de Oliveira do Hospital. A procu- ra de habitação mantém-se, mas a subida dos juros e o aperto na concessão de crédito tem vindo a dificultar a concretização dos negócios. As placas de venda de imóveis multiplicam-se por todo o con- celho, mas o até agora habitual recurso ao empréstimo bancário  A venda de apartamentos em Oliveira do Hospital tem vindo a abrandar significativamente já viu melhores dias. A subida constante das taxas de juro e os critérios rigorosos subjacentes à o processo de aquisição de habi- tantes moradias à venda por todo espaços. Pesem embora as dificul- de habitação própria, desde que concessão do crédito têm limita- tação, incluindo o contacto com a o concelho, algumas delas muito dades na contracção de emprésti- seja feita de forma consciente. do a compra de habitações. Pa- banca, Maria Luísa Ferrão consta- degradadas, mas recuperáveis. É mos bancários, Maria Luísa Ferrão “As pessoas devem comprar uma ralelamente, assiste-se também ta que, na maioria das vezes, as sobretudo na cidade que aumenta dá conta de uma cada vez maior casa que lhes permita manter um a quebras na construção de imó- dificuldades no acesso ao crédito a procura de casa, em especial de exigência por parte dos futuros estilo de vida saudável e sem que veis. Maria Luísa Ferrão, empre- derivam do facto de cada vez mais apartamentos, embora haja uma compradores. seja necessário o endividamento sária do sector imobiliário, fala famílias estarem dependentes do tendência por parte da imobiliária total das famílias”, considerou, de um equilíbrio entre a procura chamado crédito fácil que “está em investir nas zonas históricas, Arrendamento supera realçando que - como referiu o e a oferta das habitações em Oli- à distância de um telefonema”. como forma de revitalização dos compra de casa presidente da direcção nacional veira do Hospital. “Os construto- Por outro lado, aponta também o O fenómeno não é novo e a em- da Associação de Profissionais e res souberam-se ajustar”, referiu dedo ao facto de muitas famílias presária garante que não é uma Empresas da Mediação Imobili- a empresária ao Correio da Beira quererem adquirir um imóvel que consequência das dificuldades ária de Portugal – “o imobiliário Serra, constatando a não existên- não está ao alcance das suas pos- adjacentes à compra de habitação. ainda é um dos raros motores cia de uma oferta excessiva. sibilidades e que cujo crédito, é à Mas, a realidade é que neste mo- da economia que gera riqueza e Sem deixar de desaprovar o partida recusado. Por esse motivo, mento a imobiliária de Maria Luí- proporciona retorno a quem nele alarmismo feito pela Comunica- sublinha a importância de os po- sa Ferrão não tem uma única casa investe com seriedade de transpa- ção Social em torno da subida tenciais compradores se socorre- disponível para arrendamento. rência”. de uma décima da taxa de juro, rem do apoio de uma imobiliária São sobretudo os jovens, casais Sublinhe-se que o Orçamento Maria Luísa Ferrão, considera para a procura de casa e conse- ou não, que optam por esta moda- de Estado para o próximo ano vai que agora mais do que nunca, quente aquisição. Para além dis- lidade, dada a possibilidade que apostar numa série de medidas as famílias se retraem a comprar so, Maria Luísa Ferrão destaca o têm de poder vir a beneficiar do que levem os portugueses a in- ‘ habitação e por conseguinte a re- papel da imobiliária na mediação apoio concedido pelo programa vestirem no mercado do arrenda- correr à banca. Com oito anos de entre quem vende e quem compra. Porta 65. Mas, na cidade, uma boa mento de habitação, como forma actividade no sector, a empresária “Comprando numa imobiliária, a fatia do arrendamento é assegura- de ultrapassar as dificuldades de confessa que “este ano será dos pessoa corre menos riscos do que (…) Eles asseguram da pelos jovens estudantes que acesso ao crédito para habitação. piores”, superando até o primei- comprando directamente ao pro- o arrendamento e o ingressam na Escola Superior de Senhorios e inquilinos vão ter in- ro ano – há oito anos atrás – em prietário”, sublinhou, realçando Tecnologia e Gestão de Oliveira centivos fiscais, com benefícios que se estreou no ramo da imo- que da mesma forma também não desenvolvimento desta do Hospital (ESTGOH), afecta ao no IRS e os particulares passam a biliária. “As pessoas compravam sentem tanta rejeição por parte do cidade”, notou Maria Instituto Politécnico de Coimbra. estar isentos do pagamento de Im- e não tinham medo do amanhã, banco, porque está em causa “um “Eles asseguram o arrendamento posto Municipal Imobiliário (IMI) mas agora retraem-se porque a preço justo”. Luísa Ferrão, subli- e o desenvolvimento desta cida- se fizerem obras de beneficiação conjuntura económica não lhes nhando que os estudan- de”, notou Maria Luísa Ferrão, su- nas casas quando estas se desti- dá segurança para investirem”, Preços das casas não sobem blinhando que os estudantes dão nem a arrendamento. Por outro tes dão vida a Oliveira sublinhou, garantindo contudo há três anos vida a Oliveira do Hospital quer lado a tributação vai ser agravada que “os melhores investimentos Apartamentos desde os 60 mil do Hospital quer ao ao nível das suas actividades, para casas que estiverem em risco em épocas de crise são nas obras e vivendas desde os 130 mil Eu- nível das suas activi- quer do próprio consumo. de ruir, ou seja, os proprietários de arte e imobiliário, como forma ros. “Os preços não sobem há Apesar da forte procura pelo de imóveis nesta situação serão de garantir o dinheiro”. três anos”, referiu Maria Luísa dades, quer do próprio arrendamento, a empresária não obrigados a pagar três vezes mais Habituada a acompanhar todo Ferrão, sublinhando que há bas- consumo (…) deixa de aconselhar a compra de IMI.
  • 7. 7 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com LOCAL Facturas de electricidade são incomportáveis Junta de Freguesia obrigada a desactivar fonte ornamental A Junta de Freguesia de S. Autarquia pagou cerca de 5 mil euros de acertos Paio de Gramaços não con- Foi após o primeiro ano e meio de man- segue pagar as facturas de dato que o executivo de Cristina Sousa foi confrontado com uma despesa de electricidade geradas pela electricidade considerada muito eleva- fonte ornamental manda- da e derivada da realização de acertos de contas por parte da EDP. da construir pelo anterior “Só costumávamos pagar mínimos executivo. Em resultado, a e só nos apercebemos da despesa que a fonte dava quando foram feitos os infra-estrutura está quase acertos”, referiu, esclarecendo que sempre desactivada. não é seu objectivo criticar a decisão do anterior executivo mandar edifi- car aquele espaço de embelezamen-  LILIANA LOPES to. Notou, contudo, que se na altura O fosse a própria, a presidente da Junta valor excessivo das fonte ornamental traduz-se hoje numa vados com a electricidade”, referiu a com o equipamento que está instala- não optaria por uma solução que re- facturas de electrici- despesa entendida como incomportá- autarca, sublinhando que já informou do. presentasse tantos custos para o exe- dade levaram a Junta vel pela actual Junta de Freguesia. e solicitou ajuda à Câmara Municipal Sem resolução à vista, a Junta de cutivo. “Acho que o espaço deveria de Freguesia de S. Confrontada pelo Correio da Beira para resolver o problema. Freguesia de S. Paio de Gramaços ter sido intervencionado, não sei é se Paio de Gramaços a Serra sobre o motivo pelo qual aquela A situação continua sem solução opta por manter a fonte desactivada terá sido a melhor opção”, referiu, ga- desactivar o funcionamento da fonte infra-estrutura se encontra na maioria porque – segundo a autarca – o presi- durante a semana, activando o siste- rantindo que o pagamento da factura ornamental contígua ao fontanário de das vezes desactivada, a presidente dente do município Mário Alves ape- ma só aos fins-de-semana ou em dias dos acertos de electricidade – cerca Nossa Senhora dos Milagres, locali- da autarquia Cristina Sousa explicou nas sugeriu que se estudasse a possi- especiais para a freguesia. É que o de cinco mil euros, como o CBS apu- zada em frente ao Pavilhão Serafim que o funcionamento da fonte se re- bilidade de substituir o equipamento funcionamento permanente dos ca- rou – obrigou a que outras coisas da Marques. vela muito dispendioso em matéria de que está a ser usado, por um outro nhões de água obrigaria o executivo freguesia ficassem por fazer. Cristina Construída no último ano do man- electricidade. “Não temos quaisquer que represente menos custos na fac- a canalizar as verbas para liquidar as Sousa explicou ainda que a Junta ain- dato do anterior executivo liderado custos com a água, porque é captada tura mensal de electricidade. Uma facturas de electricidade, deixando da tentou manter a fonte a funcionar por João Paulo Veloso, com o objecti- do fontanário de Nossa Senhora dos solução que Cristina Sousa diz não de fora outras situações consideradas no período diurno, mas tal significava vo de revitalizar um espaço morto até Milagres e não existe nenhum desper- ter exequibilidade, já que os técnicos prioritárias para a freguesia, como ex- um custo diário de 15 Euros que não então usado como estacionamento, a dício de água, mas temos custos ele- asseguram que o sistema só funciona plicou a presidente. era possível de comportar. A crise financeira passivos superiores aos activos, mas isso é mentira, o Lehman Brothers está em situação de pré-falência por- Q que não tem acesso a liquidez, porque não consegue arranjar dinheiro para financiar a sua actividade. E é uando lemos o livro “O Mundo é pla- mento americano construíram fundos sobre os créditos aqui, no problema da falta de liquidez, que vale a pena no”, de Thomas Friedman, reconhe- imobiliários e venderam-nos pelo mundo. Negócio que voltar a Thomas Friedman e ao seu livro, pois, a falta cido escritor e jornalista americano, acabou por conduzir à falência alguns bancos e colocar de liquidez surge nos EUA e na Europa pelo continuo passamos a confiar na globalização e em dificuldades outros tantos, já que os fundos se de- desequilíbrio da balança de pagamentos para com as nos efeitos benéficos que dai podem preciaram e faliram, fruto do não crescimento do valor economias emergentes, o que tem conduzido o dinhei- advir. Friedman ensina-nos que o mundo globalizado das casas e do não pagamento dos empréstimos por ro americano e europeu para as economias emergentes não é um simples ataque das economias emergentes parte dos credores. que têm enormes reservas de dólares e euros, reservas ao mundo desenvolvido, onde as primeiras impõem a mão-de-obra barata às segundas. O autor norte-ameri- Perante esta crise financeira global, ler Friedman nunca fez tanto sentido. Ao lermos o americano per- Luís Lagos* essas que eram agora necessárias para a injecção de li- quidez no mercado, ao invés de termos de recorrer ao cano vê antes na globalização uma nova oportunidade, cebemos que uma crise financeira nos EUA será neces- (…) Quanto ao caso intervencionismo e à nacionalização de um conjunto um reformismo económico que vai tirar da miséria uma sariamente uma crise financeira internacional porque de bancos e seguradoras. boa fatia da população mundial sem que isso implique as fronteiras financeiras e económicas, pura e simples- financeiro português, O Mundo depois desta crise, que será, certamente, o colocar das economias americana e europeia na ban- mente, não existem. Mas a leitura do livro “O Mundo dizem-nos que os nos- económica e social – basta estar atento à queda dos mer- carrota. O jornalista americano entende a globalização é plano” e a compreensão da globalização é essencial cados bolsistas que, até hoje, tem antecipado todas as antes de tudo como um aparecer de novos mercados, se quisermos compreender por inteiro o que se está a sos bancos não se me- grandes crises económicas e sócias – não voltará a ser o de novas necessidades económicas, pelo que não serão passar nos mercados e economia mundial. teram na compra dos mesmo. Espero que não seja intervencionado, mas que apenas os países emergentes a produzirem e venderem Como ensina Friedman, hoje os mercados são glo- seja, isso sim, efectivamente regulado. Espero que não para a Europa e EUA, mas a Europa e os EUA a forne- bais, logo os problemas são globais. Digo eu, hoje, no tais produtos tóxicos. seja proteccionista, mas baseado numa globalização cerem novos bens e serviços de valor acrescentado às mundo global, o erro de uns, rapidamente se trans- Contudo, se a crise regulada e solidária. Espero que nessa globalização os economias emergentes. Isto é, com a globalização eco- forma no problema de muitos, pelo que a intervenção EUA e a Europa consigam exportar bens e serviços para nómica, no fundo, todos beneficiamos, todos lucramos. política é necessária e obrigatória na regulação dos chegar ao mercado as economias emergentes e explorar como fornecedo- Infelizmente, não é bem isso que temos a percepção mercados, exigindo mão-pesada para os especuladores espanhol dificilmente res esses novos mercados, não se limitando a ser meros que esteja a acontecer com a crise financeira em que, e incumpridores. Agora, não sejamos patetas ao pon- clientes e a exportar apenas uma moeda forte. Espero hoje, estamos mergulhados. to de afirmar que a queda de Wall Street está para a a nossa banca resisti- um mundo mais solidário e a crescer económica, social A crise que enfrentamos era uma crise anunciada, economia de mercado, como a queda do Muro esteve rá sem consequências e ambientalmente de uma forma sustentável. que apenas esperava o estagnar do mercado habitacio- para o Comunismo. Não nos podemos esquecer que é a Nota: Quanto ao caso financeiro português, dizem- nal americano e a consequente depreciação do valor economia de mercado que permite sustentar o nível de de maior (…) nos que os nossos bancos não se meteram na compra das suas casas. O que é que aconteceu? Aconteceu que vida de que hoje usufrui grande parte da população dos dos tais produtos tóxicos. Contudo, se a crise chegar ao os bancos americanos, ávidos de conceder crédito e países desenvolvidos, como é a economia de mercado mercado espanhol dificilmente a nossa banca resistirá cifrados numa incorrecta análise de mercado, come- que está a tirar os países emergentes do atraso e po- sem consequências de maior. Para mais quando os seus çaram a emprestar dinheiro para a compra de casa a breza em que persistiam, muitos deles, anteriormente, “core tier l” – um dos indicadores mais utilizados para quem se sabia, à partida, que dificilmente conseguiria amarrados a economias planificadas. avaliar a saúde de um banco –, depois da desvaloriza- pagar. Tudo porque era doutrina comum na comunida- Agora o verdadeiro furacão desta crise financeira ção bolsista a que temos assistido, estão muito abaixo de financeira americana que as casas que hoje valiam não é tanto o problema dos fundos tóxicos que foram dos 5% referenciados pelo banco de Portugal. Acho 10, amanha, valeriam 20, portanto, mesmo que o credor vendidos, mas antes um problema estrutural de falta mesmo, na minha modesta opinião, que ou vamos as- não pagasse, a casa seria revendida numa segunda fase de liquidez do sistema financeiro. Isto é, os bancos não sistir a fusões ou a novos aumentos de capital no grupo e o banco veria satisfeito o seu crédito, sem prejuízo. conseguem aceder a dinheiro. Por exemplo, muito se dos principais bancos nacionais, sob pena de também Dentro desta lógica, confiante no contínuo crescimento tem falado do Lehman Brothers e muitas vezes se tem começar a faltar liquidez ao sistema. do valor económico das casas, os bancos de investi- feito passar a ideia de que o banco faliu porque tem *Jurista
  • 8. 8 14 de Outubro de 2008 POLÍTICA www.correiodabeiraserra.com Considerou Mário Alves, por ocasião das comemorações do feriado municipal “Nenhuma pessoa se fixará em Oliveira do Hospital se sentir instabilidade psicológica e social” Na cerimónia de comemo- mérito escolar ser reconhecido pelo município oliveirense. ração do feriado munici- pal, o presidente da câma- José Reis entre os homenageados ra de Oliveira do Hospital Merecedores de elogios rasgados revelou-se preocupado por parte do presidente da Assem- bleia Municipal de Oliveira do com “a instabilidade so- Hospital, José Reis, Carlos Lopes, cial, o desemprego e as José da Costa Gomes e Carlos Reis Gomes foram os nomes que mais famílias que vão perdendo eco fizeram no salão nobre dos Pa- poder de compra”. ços do Município. A escolha dos quatro homena- geados – o primeiro pela carreira  LILIANA LOPES no campo da ciência e os restan- tes pela dedicação à música – foi O interpretada por António Simões presidente da Câ- Saraiva como “inteligente” porque mara Municipal de “olhou-se para os homens na sua Oliveira do Hospi- verdadeira dimensão humana” que tal revelou-se, dia “se esforçam para dar aos outros e 7 de Outubro, pre- às comunidades o melhor do seu ocupado com as consequência que saber e do seu esforço”. Sem deixar podem advir da possível extinção de evocar a memória de Carlos Reis de serviços de saúde e justiça no Gomes – homenageado a título pós- concelho de Oliveira do Hospital. tumo – com um minuto de silêncio, Por ocasião da comemoração do Simões Saraiva sublinhou que no feriado municipal, Mário Alves seu entender “não são os títulos, convidou o Governo a preocupar- nem os graus académicos, o muito se com aquele fenómeno, por estar  Mário Alves condecora José Reis com a medalha de ouro do município saber, ou os muitos conhecimentos ‘ convicto de que “nenhuma pessoa que têm mérito”, já que cada um se fixará em Oliveira do Hospital “tem o mérito que tem” e por isso se sentir instabilidade psicológica Com um discurso centrado no que dia-a-dia lutam para manter as o município lhes está “profunda- (…) Sem conseguir e social”. apelo à cooperação, o autarca oli- empresas, os postos de trabalho, o mente grato”. No dia em que o município veirense insistiu na tese da refle- esconder a emoção, bem-estar e a riqueza”, sentenciou Ao professor catedrático da Fa- prestou homenagem a quatro fi- xão, com o objectivo de cada um o autarca. culdade de Economia da Univer- guras locais e reconheceu o mérito poder perceber “como pode contri- José Reis confessou Aos quatro jovens que no últi- sidade de Coimbra, natural de Al- escolar aos melhores alunos, o pre- buir para minorar os problemas” mo ano lectivo se destacaram com deia das Dez, o presidente da AM que a sua dívida para sidente da Câmara desafiou os oli- que afectam as suas comunidades. os melhores resultados a nível do elogiou o currículo que conside- veirenses a serem mais solidários Contudo, Alves não se ficou pelo com o seu concelho ensino secundário, profissional e rou de “tal maneira vasto e rico”, e a mostrarem-se mais disponíveis apelo, deixando a garantia de que superior, Mário Alves também di- ao ponto de se referir a José Reis para quem precisa. “Enquanto pre- tudo fará nesse sentido. Mas, lem- “aumentou extraordi- rigiu palavras de encorajamento, – homenageado com a medalha sidente de Câmara preocupa-me a brou que “é uma tarefa enorme convidando os jovens a não desis- de Ouro – como sendo um “caso nariamente” (…) instabilidade social, o desemprego, para um homem só”, pelo que con- tir, mas antes a resistir. “A palavra único”, destacando o seu percurso as famílias que vão perdendo poder siderou ser necessário o empenho desistir deve desaparecer do vosso académico, a participação em an- de compra, os bens como a água e dos que exercem cargos políticos, concelho onde as pessoas pensam vocabulário”, referiu o autarca, su- teriores governos – foi secretário outras taxas que vão subindo”, bem como dos que os não exercem umas nas outras e se ajudam umas blinhando que “com disponibili- de Estado da Educação e presiden- sustentou, sublinhando ainda que mas que “tudo podem fazer para às outras”. O autarca não deixou dade mental de todos podemos au- te da Comissão de Coordenação “hoje pagamos impostos de tudo”. ajudar a minorar os problemas”. também de elogiar “o estoicismo” gurar um futuro melhor”. Carolina de Desenvolvimento Regional do Na opinião de Alves “é importante No dia do município, Mário dos empresários locais que “conti- Mendes (10º ano), Tânia Madeira Centro (CCDRC) - bem como a co- que haja uma reflexão profunda”, Alves confessou que pretende que nuam a resistir seja na construção (11ºano), Carolina Xavier (12ºano), laboração com centros de investi- porque – como referiu – “não pode “Oliveira do Hospital seja um con- civil, nos têxteis e noutros sec- Ana Margarida Amaral (Eptoliva) gação e a publicação de artigos e o cidadão ser feliz, se não tiver con- celho mais solidário e que exte- tores”. “É justo que aqui façamos e César Faria (ESTGOH) foram os livros. dições para a felicidade”. riormente possa ser visto como um uma homenagem colectiva àqueles alunos que, este ano, viram o seu Quem confessou não se espan-  Os homenageados no dia do município.
  • 9. 9 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com LOCAL tar com o currículo de Reis foi o presidente da Câmara de Oliveira Funcionária contesta pena de aposentação compulsiva aplicada pela CMOH do Hospital porque pela maneira como um dia o ouviu falar sobre desenvolvimento regional, já “pre- via um grande pensador”. Alves “O senhor até me disse: se houvesse uma lei em que eu pudesse pagar para você se ir embora, eu pagava…” não deixou também de destacar a “postura de grande isenção” de José Reis à frente da CCDRC. “Ele sempre teve o cuidado de nunca deixar que os outros pudessem pensar que o seu concelho seria mais beneficiado por isso”, frisou o autarca, notando contudo que Reis ajudou a resolver problemas locais como foi o caso da estrada dos Penedos Altos. Palavras de apreço foram tam- bém dirigidas aos homenageados com as medalhas de mérito mu- nicipal, reunindo em comum li- gações ao mundo da música. Car- los Lopes, natural do concelho de Seia, foi homenageado pela sua dedicação ao Coral de Sant’Ana, pela sua função de maestro nos últimos 25 anos. Já os irmãos Gomes – José e Carlos – foram aplaudidos por uma vida inteira ligada à Filarmónica de Avô. “Os filarmónicos são pequenos heróis ignorados, porque iam a pé por caminhos escalvados”, referiu  Uma funcionária da câmara municipal – acompanhada por um dirigente sindical –, entrega documentação aos vereadores do PS Simões Saraiva que fez questão de através dos dois filarmónicos Acompanhada por um diri- datado de 2002 e em que o Tribu- a que a funcionária não demorou quia agiu com base numa circular homenagear as quatro filarmóni- nal Administrativo anulou o des- em ripostar: “os processos em tri- da Direcção Geral da Administra- cas concelhias. O presidente da gente sindical, Uma pacho do presidente da câmara de bunal têm custas para mim, mas ção Local (DGAL). Dando conta da câmara não deixou também de funcionária da câmara indeferimento do pedido de horá- para o senhor presidente não, por- entrada no município de uma re- destacar a “excelente relação” rio de trabalho na modalidade de que do seu bolso não vai sair nada, clamação da funcionária relativa- que Carlos Lopes mantinha com municipal “incendiou” a jornada contínua, no período de sairá do meu”. “O município é que mente à pena que lhe foi imposta, os oliveirenses e coralistas, nem última reunião pública amamentação. paga, mas quem tem o prazer é o Mário Alves informou que já pe- de realçar o empenhamento e Visivelmente indignada com a senhor presidente”, ironizou Isil- diu esclarecimentos à Caixa Geral bondade dos irmãos Gomes. do executivo camarário pena que em Julho deste ano lhe da Cordeiro, denunciando ainda de Aposentações sobre o motivo por causa de uma pena de foi aplicada, Isilda Cordeiro – que as dificuldades que encontrou pelo qual ainda não está tratado “A minha dívida para com o se fez acompanhar àquela reunião para consultar o próprio processo o valor da pensão a atribuir à fun- meu concelho aumentou extra- “aposentação compulsiva” por elementos do Sindicato de que – como denunciou – nem se cionária. Sem deixar de elogiar a ordinariamente” que lhe foi aplicada pela Trabalhadores da Administração encontra numerado. “É a primeira forma – “serena e correcta”, adjec- ‘ Sem conseguir esconder a emo- Local (STAL) – pretende repor a Câmara onde vejo processos não tivou – como o assunto foi exposto ção, José Reis confessou que a sua autarquia oliveirense legalidade, sem que numerados”, refe- pelo responsável sindical, Alves dívida para com o seu concelho no entanto tenha riu, contando ain- garantiu que a Câmara “cumprirá (…) “Não esteja a “aumentou extraordinariamente”.  LILIANA LOPES deixado de denun- da que não lhe foi escrupulosamente aquilo que a lei Recordando o dia em que parti- ciar o mau relacio- fazer de mim um facultada a cópia determina”. H cipou na assinatura do contrato namento existente demente. O senhor das gravações da programa para a requalificação á quatro meses entre o presidente reunião camarária “As acusações à má gestão da Câ- é o rei da demago- do edifício da Câmara Municipal, sem receber qual- do município e a sua de 17 de Junho mara são graves e obrigam a es- o professor catedrático de Aldeia quer vencimento pessoa. “Eu para ser gia e um político deste ano, porque clarecimentos” das Dez confidenciou nunca ter ou pensão, uma ouvida pelo senhor sem ética”, respon- – conforme res- Revelando ter votado contra a imaginado que a primeira vez que funcionária da presidente tive que posta da autarquia pena de aposentação compulsiva, deu Mário Alves entrasse no renovado salão nobre Câmara Municipal de Oliveira vir aqui…é prática – “a reunião só foi o vereador socialista José Fran- da Câmara fosse para receber a do Hospital insurgiu-se contra a comum aqui…o se- que já antes tinha gravada parcial- cisco Rolo considerou “inaudita medalha de ouro que lhe foi entre- pena de aposentação compulsiva nhor presidente pas- acusado o vereador mente, por anoma- e espantosa” a situação por que gue pelo presidente Mário Alves. que lhe foi imposta pelo municí- sa por mim e nem se lia do equipamen- está a passar Isilda Cordeiro. “Não de estar a “violar “Não sei se alguma vez con- pio, deixando também implícita digna a dizer bom to utilizado”. é normal, nem é legal…acima de seguirei pagar a minha dívida a violação do dever de igualdade dia…”, contou a fun- a ética política” ao tudo a dignidade”, referiu o eleito para com a minha terra”, referiu, dos funcionários por parte da au- cionária, destacando revelar o seu voto “Se a Câmara tiver socialista, considerando que “as explicando que uma parcela da tarquia. ainda as vezes que que pagar, pagará acusações à má gestão da Câma- em deliberações mesma se reporta ao facto de aqui “Há ou não há mais funcioná- foi chamada ao ga- à trabalhadora” ra são graves e obrigam a escla- ter as suas origens. Uma segunda rios com mais de 30 dias de faltas binete do presidente tomadas em sede de Convidado pelo recimentos”. Já no período antes parcela reside no facto de não ter para assistência a filhos menores da autarquia para ser executivo (...) coordenador regio- da ordem do dia, Rolo solicitou acedido por motivos profissionais de 10 anos?”, questionou Isilda “achincalhada”. “O nal do STAL, Licí- explicações a Mário Alves – “se é ao desafio que em tempos lhe foi Cordeiro, de 46 anos, em reunião senhor até me disse: se houvesse nio Azevedo, a repor a legalidade, responsável pela gestão do pesso- endereçado para ter um papel pública do executivo, dia 8, rea- uma lei em que eu pudesse pagar chamando Isilda Cordeiro ao ser- al”, como disse – sobre “alegados mais activo na vida do concelho. gindo contra o facto de o municí- para você se ir embora, eu paga- viço e repondo o seu vencimento, insultos, violação do princípio Fintado pela emoção, José pio não lhe ter justificado a totali- va”, denunciou. já que se encontra sem auferir de igualdade entre funcionários, Reis confessou-se feliz por ver dade das faltas – apenas justificou “Não comento aquilo que disse qualquer salário ou pensão desde entraves no acesso ao processo e as pessoas da sua terra a vive- 30 das 54 – que se viu obrigada a ou leu. Estou aqui para responder há quatro meses, o presidente Má- processos sem numeração”. rem melhor e por perceber que cometer para acompanhar o filho a questões concretas e objectivas”, rio Alves admitiu a possibilidade “Não esteja a fazer de mim um o concelho vai ficar dotado de que se encontrava doente. “Se sim, referiu Mário Alves, sublinhando de existência de erros, sublinhan- demente. O senhor é o rei da de- um maior desenvolvimento que foi violado o direito da igualda- que a Isilda Cordeiro lhe “assiste do contudo que actua “sempre em magogia e um político sem ética”, ainda não existe. “Que os conce- de dos trabalhadores”, sustentou todo o direito de nos tribunais apre- conformidade com informações respondeu Mário Alves que já an- lhos se virem uns para os outros a funcionária, sublinhando que sentar todas as reclamações” e que que lhe são dadas”. tes tinha acusado o vereador de e cooperem e criem aqui um pólo nunca foi ouvida pelo município, a “Câmara Municipal responderá “Se a Câmara Municipal tiver estar a “violar a ética política” ao que vai de Oliveira do Hospital a à semelhança do que aconteceu dentro do que o Código Adminis- que pagar, pagará à trabalhadora”, revelar o seu voto em deliberações Gouveia”, sustentou. – como contou – com um processo trativo estabelecer”. Uma resposta sustentou, explicando que a autar- tomadas em sede de executivo.
  • 10. 10 14 de Outubro de 2008 CONCELHO www.correiodabeiraserra.com 15 DIAS | ON-LINE Exploração de coelhos gera problemas ambientais Se continuamos sem PDM neste concelho, só tenho duas soluções: ou encerramos ou mudamos de concelho… A antiga exploração de cunicultura loca- ainda já ter comprado uma quinta noutro lizada à entrada de Lagares da Beira conti- concelho para eventualmente poder vir a nua a gerar problemas de ordem ambiental. deslocalizar o investimento. A população local há muito que se queixa Alegando que está à espera do PDM “há de “maus-cheiros” e, recentemente, um oito anos”, Herdade salienta que quer con- munícipe que passava no local telefonou centrar toda a actividade pecuária nas ins- para o Correio da Beira Serra a dar conta de talações que possui em Vale Torto, fregue- que a estrada contígua àquelas instalações sia de Seixo da Beira, mas diz não poder pecuárias estava “completamente inunda- avançar “porque o PDM continua a bloque- da” por águas com detritos provenientes ar a construção de instalações pecuárias daquela cunicultura. com mais de 800 metros quadrados”. Contactado pelo Correio da Beira Serra “Compreende-se que uma Câmara esteja o proprietário daquela cunicultura, Álvaro 8 anos para resolver o problema do PDM”, Herdade, reconheceu a existência de uma questiona-se Álvaro Herdade, sem deixar falha “numa lagoa que existe ao fundo da de sublinhar os prejuízos empresariais que exploração”. “A lagoa estava cheia, nin- a situação implica, dado que, segundo re- guém reparou que as saídas estavam en- fere, com a cunicultura de Lagares da Beira tupidas e como choveu muito a água com em Vale Torto poderia “produzir-se o do- detritos” veio para a via pública. bro”. Herdade, que quer transferir aquela uni- O empresário critica também o facto de dade criação de coelhos para outra zona do não só estar “impedido de construir” como concelho, mostrou-se entretanto preocupa- também de “concorrer aos fundos comuni- Profissionais do sector fazem reivindicações do com o futuro da exploração que – con- forme referiu a este jornal – “emprega 22 tários” do Quadro de Referência Estratégi- co Nacional (QREN). “Tenho um projecto Taxistas e Câmara Municipal não trabalhadores”. “Se neste concelho conti- de energia eléctrica para Vale Torto, que nuarmos sem um Plano Director Municipal consiste no aproveitamento do estrume (PDM), só temos duas soluções: ou encer- para produção de biogás e que envolve se entendem ramos ou mudamos de concelho”, referiu um investimento de 2 milhões e quinhen- ao CBS aquele que é o maior produtor de tos mil euros. Não podemos concorrer por coelhos na Península Ibérica, adiantando causa do PDM”, lamenta o empresário. Alguns taxistas de Oliveira do Hospi- tentam também que “torna-se imperiosa tal andam de candeia às avessas com a a criação de três novas praças”: uma na Câmara Municipal. Numa petição recen- rua Dr. Adelino Amaro da Costa, outra na temente enviada à Assembleia Municipal zona do centro de saúde e uma terceira (AM), os subscritores do documento quei- na zona da nova feira mensal. Segundo xam-se de que “as diversas reclamações e sublinham os autores da petição, as so- petições apresentadas no município de luções propostas poderão “assegurar a Oliveira do Hospital que visavam alertar realização de um efectivo serviço públi- para a necessidade de ordenar e regula- co mais rápido, acessível e, desta forma, mentar o exercício da actividade de trans- mais em conta a todos os munícipes”. porte de passageiros em táxi”, têm caído No uso da palavra na Assembleia Mu- em saco roto. nicipal, dia 26, o chefe do executivo oli- De acordo com o que referem aqueles veirense não quis, no entanto, fazer gran- profissionais – o documento a que o Cor- des comentários sobre o teor da petição. A reio da Beira Serra teve acesso é subscrito petição “representa o que representa…são por 5 taxistas –, o sector “tem sido objecto ideias de alguns taxistas, não sei se são de de algum desinteresse e falta de regula- todos”, afirmou Mário Alves que ao invés mentação efectiva por parte do municí- de discutir as propostas apresentadas pe- pio”. los taxistas, aludiu aos “problemas pesso- Os taxistas começam por criticar “a ais entre os taxistas”. “Já houve situações existência de apenas uma praça de táxis de agressões entre taxistas”, especificou em Oliveira do Hospital”, bem como “a o autarca, concluindo que a Câmara Mu- falta de regulamentação” dessa praça. nicipal “está disposta a dialogar com os Explicando que, “actualmente, exis- taxistas não só em termos de transporte, tem 7 táxis com regime de estacionamen- mas também em termos da imagem que to fixo na praça Ribeiro do Amaral”, sus- podem dar do concelho”.
  • 11. 11 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com CONCELHO Partidos da oposição com novos direitos Floresta de pinhal muda de cor Boletins Municipais passam Investigador considera a ter novas regras “dramática” a progressão Numa deliberação datada do dia 1 de Outubro, o Conselho Regulador da Entida- de Reguladora para a Comunicação Social de pluralismo político. De acordo com a análise que a ERCS fez a algumas das queixas apresentadas, aque- do Nemátodo na região Centro (ERCS) determina que as publicações edi- la entidade diz ter constatado que um dos tadas pela administração regional e local “traços” que identificam os boletins muni- – como boletins municipais, por exemplo cipais, por exemplo, “é o elevado número –, vão passar a estar “obrigadas a veicular a de fotografias que em cada edição retratam expressão das diferentes forças e sensibili- os dirigentes autárquicos” dades político-partidárias que integram os A ERCS afirma ainda que nas publica- órgãos autárquicos”. O exercício do direito ções analisadas “o debate político plural, de resposta e de rectificação, passa também incluindo a réplica, está ausente das suas a ser obrigatório, quando solicitado pelos páginas. Também a profusão de fotografias cidadãos ou por titulares de órgãos políti- com elevado grau de presença da figura cos. do presidente da Câmara identificadas em O projecto desta directiva, aprovado por algumas publicações analisadas constitui unanimidade, surge, segundo a ERC, em uma marca destas publicações”, acrescenta consequência de “um vazio legal relativa- aquele organismo que tutela a comunica- mente à caracterização, à missão e às obri- ção social portuguesa. gações que impendem sobre publicações Refira-se que um dos últimos boletins periódicas editadas pela administração lo- municipais editado pela Câmara Muni- cal e regional, nomeadamente em matéria cipal de Oliveira do Hospital (CMOH), é de pluralismo político”. composto por 108 páginas a cores e tem Acresce ainda que a ERCS tem recebido uma tiragem de 7.500 exemplares distribu- “frequentemente” queixas de vários parti- ídos de forma gratuita. Nesta publicação, a dos políticos que vêm “reclamando o cum- imagem do presidente CMOH aparece em primento das exigências legais em matéria cerca de 40 fotografias. “Estamos perante uma situação dra- que confrontam com pinhais cujos pro- mática de progressão da doença. Há cla- prietários – a maioria idosos – não têm ramente uma situação de alarme que tem grandes meios para agir e fazer face ao de ser debelada”, referiu um investigador problema. Na opinião de Vasco Campos, do NemaLab, congénere do Instituto de a intervenção do Estado deve passar pela Ciências Agrárias Mediterrânicas (ICAM) ajuda ao corte das árvores e não por in- da Universidade de Évora, especialista do demnizar os proprietários. Denunciou nématodo da madeira do pinheiro, que ainda que “desde Abril, a intervenção foi integrou a delegação que recentemente nula” e foi peremptório ao afirmar que acompanhou a CAULE numa visita pelas “se nada se fizer” o problema “vai espa- zonas mais afectadas da região centro. lhar-se pelo país”. Em declarações à Agência Lusa, Ma- O foco de Nemátodo da Madeira do Pi- nuel Mota sublinhou que “ao longo do nheiro foi detectado em 1999 na Penínsu- IP3, entre Coimbra e Tábua”, foi possível la de Setúbal e, em Abril deste ano voltou verificar “um conjunto de árvores em de- a ser encontrado em pinhais da Lousã e clínio, com sintomas característicos da Arganil, no distrito de Coimbra. doença”. O investigador de- nunciou ainda um cenário mais grave, reportando-se ao Morte súbita, à porta do estabelecimento caso concreto de Mouronho, na Serra do Açor onde – como Antigo presidente da Junta de Lagos da referiu – “há uma autêntica situação de descalabro”. A visita realizada incluiu Beira encontrado morto dentro do carro paragens em vários pinhais dos concelhos de Penacova, Tábua, Arganil e Oliveira do O antigo presidente da Junta de Fre- Freguesia de Lagos da Beira, onde foi pre- Hospital, contando com a guesia de Lagos da Beira, Virgílio Santos sidente durante dois mandatos consecuti- participação de diversos in- Cunha, 56 anos, foi encontrado morto ao vos: entre 1994/97 e 1998/2001. vestigadores universitários, início da manhã, dia 8 de Outubro, dentro técnicos e dirigentes de as- do veículo que conduzia. sociações florestais. Na oca- Segundo este jornal apurou, aquele co- sião, o presidente executivo nhecido comerciante ligado ao sector do da CAULE, Vasco Campos, mobiliário, encontrava-se parado na rua considerou “imperativa” a Aurélio Amaro Diniz, junto ao seu esta- intervenção do Estado no belecimento, a aguardar por um lugar de apoio em prol dos proprietá- estacionamento. rios florestais afectados “para As causas da sua morte são ainda des- que seja possível atenuar os conhecidas, uma vez que o corpo está a ser efeitos da doença”. Não dei- autopsiado no Instituto de Medicina Legal xou ainda de sublinhar que de Coimbra. os pinhais em condições Virgílio Cunha, destacou-se na vida mais críticas são os que es- política municipal, enquanto autarca elei- tão contíguos a pinhais de to pelo Partido Socialista para a Junta de proprietários ausentes, ou os 15 DIAS | ON-LINE
  • 12. 12 14 de Outubro de 2008 R E P O R TA G E M www.correiodabeiraserra.com Miséria grassa na Quinta do Chão Costa: ainda nem a electricidade chegou Casal mantém hábitos de vida de há Um casal e o filho de 29 anos habitam uma casa sem o míni- mo de condições numa quinta da Catraia de S. Paio. Sem em- pregos, nem pensões, Gracinda e José mantêm os hábitos de há 36 anos atrás, mas por falta de condições económicas não têm intenções de mudar de vida, nem sequer de solicitar a ligação da electricidade.  LILIANA LOPES H á até quem nunca tenha dado pela sua presença, mas o casal Sousa e o fi- lho de 29 anos habitam uma casa, sem o mínimo de condições, na Quinta do Chão Costa, na Catraia de S. Paio. “Não conheço para aí ninguém”, referiu um morador das re- dondezas, contando que seguindo aquele caminho, o Correio da Beira Serra apenas iria encontrar a moradia de um advogado oliveirense. De facto, ao fundo do caminho em terra batida vislumbrava-se a casa do ju- rista, mas muito antes, o CBS deparou-se com a habitação do casal que procurava. O alerta foi dado por conhecidos de José e Gracinda Sousa que não se conformam com a forma como continua a viver o ca- sal e o filho de 29 anos. “Aquilo é uma  “A gente vê que no povo as pessoas vivem melhor...” miséria. Já ninguém vive assim”, alertou um conhecido, começando por contar que a casa onde habitam não tem água, CBS numa visita à habitação que o casal Volvidas mais de três décadas, a casa blica – água canalizada, casa-de-banho e nem luz, nem casa de banho. arrendou há já 36 anos, por ocasião do continua sem luz – por ali nem sequer até sem vidros nas janelas. À semelhan- A curta descrição foi comprovada pelo casamento e onde criou os seis filhos. se avistam os postes de iluminação pú- ça do que acontecia há longas décadas Fotos com História ARQUIVO CORREIO DA BEIRA SERRA 1998-2008 1997. O Partido Socia- lista escolhe Manuel da Costa como cabeça- de-cartaz às eleições autárquicas. O antigo jogador de râguebi entra no campo do PSD e convida Fran- cisco Rodrigues – ex- chefe de gabinete de Carlos Portugal – para o segundo lugar da lista. A “jogada” correu mal porque, aparentemente, o eleitorado censurou a mudança de camisola. Mário Alves ganhou a sua primeira maioria...
  • 13. 13 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com R E P O R TA G E M Falta dinheiro para uma vida melhor 36 anos Questionado pelo CBS sobre o motivo pelo qual nunca tentou mudar o rumo da vida que iniciou há 36 anos, o casal Sousa refugia-se na tese de que a casa é de renda e que o valor a pagar subiria atrás, a solução continua a passar pela demasiado se solicitassem melhorias aos iluminação através da candeia, pelo re- senhorios. “Não tínhamos possibilidades curso à água da mina e por usar o balde e de pagar”, confessou Gracinda, lembran- a bacia para as necessidades fisiológicas do que só tinha dinheiro certo na altu- e banhos. Alguns alimentos continuam ra em que criou os filhos e porque era a ser conservados através do sal e as ja- apoiada pela Segurança Social. Depois nelas são tapadas com taipas de madeira, dos filhos criados, o casal ficou desprovi- cujas frestas são convidativas à entrada do economicamente e também nunca se- do frio e do vento que também já têm quer pensou em comprar a própria casa, porta garantida pela estrutura que supor- nem tão pouco lutar por melhores condi- ta o telhado à vista em qualquer uma das ções de vida. José Sousa contou ao CBS divisões da casa. que nunca contactou a Junta de Fregue- sia, nem a Câmara Municipal para que “A gente vê que no povo as pessoas pudesse vir a ter acesso à electricidade. vivem melhor” E justificou a atitude com os custos que Enganem-se, contudo, os que pensam que daí poderiam advir. Foi com o mesmo ar- José e Gracinda se lamentam da vida. Ga- gumento que explicou também o motivo rantem que não pedem nada a ninguém pelo qual não usa o gerador que possui. e que não faz parte dos seus planos lar- É que “um litro de gasolina é muito caro garem a casa onde vivem, nem tão pouco e só dá para uma hora”. mudar de vida. “Estou aqui muito bem”, Afastado da vida em sociedade, o contou ao CBS Gracinda Sousa que, em casal Sousa não esconde o afecto pelos nenhum momento, deu sinais de triste- animais e confessa que são uma óptima za ou desespero. Conformada e habitu- companhia. Em casa, as notícias do ex- ada à vida que lhe é permitido gozar, a terior chegam através do rádio a pilhas mulher de 55 anos natural de Gramaços e pela voz de José Sousa que depois de recorda que os “últimos dias em que tra- ler o jornal no café, conta a Gracinda as balhou fora” foi antes do nascimento dos novidades do momento. Sobre a possibi- seis filhos. “Tive os filhos e nunca mais lidade de mudança de casa, o casal reve- trabalhei”, referiu, contando que devido lou-se satisfeito com a vida que leva, mas a problemas de coluna apenas vai culti- também não descartou a possibilidade vando o necessário para casa e criando de mudança para outra habitação, des- umas galinhas. “Para nós vai dando e de que continue a pagar os 10 Euros por  “As pessoas não sabem o que andam a fazer...”, afirmou ao CBS um técnico florestal quando não chega vou comprar à Ale- mês, situação que considera impossível. xandrina”, acrescentou, contando que o dinheiro que entra em casa é o marido aberto, mas a sopa é que tem sempre pre- PUB que o ganha quando faz uns dias fora sença garantida na hora da refeição. As Quinta São José na agricultura. Por mês, Gracinda tem árvores do quintal asseguram a fruta e a garantidos 20 Euros que José Sousa e o roupa do corpo vai-se comprando e, por filho – trabalha na construção civil – lhe vezes, é oferecida por gente conhecida. dão para preparar as roupas, mas “mal Apesar de isolada da população, Gra- dão para o sabão”. Os condutos à mesa cinda Sousa tem noção de como os tem- vão aparecendo, mas o mais habitual são pos evoluíram. “A gente vê que no povo os ovos, o peixe frito e carne salgada. O eles vivem melhor, mas a renda de um leite não entra na casa de Gracinda por- apartamento é muito cara”, disse, assegu- que não tem como o conservar depois de rando que vão convivendo com algumas pessoas porque pelas Lar Residencial Sénior PUB traseiras da casa está “a 10 minutos dos caldei- ... porque os nossos, merecem o melhor reiros”. Recorre a uma vizinha para carregar a bateria do telemóvel, mas garante que não lhe fica a dever, porque leva sempre algo que produz na terra. Quando vai às compras e alguma pes- soa amiga lhe oferece um café aceita, mas recusa de imediato se lhe ofe- recerem comida. “Não aceito comer do lume a ninguém, porque até era uma vergonha para mim”, frisou. Já o mari- do – sem emprego fixo desde que se demitiu da então designada Aglo- ma há mais de 20 anos – não deixa de ir ao café diariamente para con- viver com amigos, ler o jornal e ver televisão. Para além disso, como contou, é onde tem a possibilidade de usar Senhor das Almas – Nogueira do Cravo – Oliveira do Hospital uma casa-de-banho. Tel. 238 607 030 / 968 293 970 – quintasaojose@mail.telepac.pt
  • 14. 14 14 de Outubro de 2008 POLÍTICA www.correiodabeiraserra.com Intervenção de vereador socialista incomoda Mário Alves “Fomos eleitos pelo povo, temos a maioria e somos nós que definimos como e quando avançamos” Depois de questionar o chefe ligações” que o vereador mantém com “a Comunicação Social”. Sublinhe-se do executivo sobre alguns pro- que o presidente oliveirense recusou cessos polémicos, o vereador até dar resposta a uma interpelação do PS, José Francisco Rolo, foi de Rolo relativa o facto de o muni- aconselhado por Mário Alves cípio não providenciar condições de trabalho para os jornalistas aquando a “manter-se no seu lugar”. da realização de cerimónias como “Temos a nossa forma de acção a do feriado municipal. “Não tenho e não é o meu amigo que vai nada a ver com eles e não vou falar impor o que quer que seja”... sobre eles”, sustentou Alves.  LILIANA LOPES Alves mantém pressupostos para com a ARCED O O Centro de Emergência Social e o lar presidente da Câmara de idosos de Travanca de Lagos vol- Municipal de Oliveira explicações ao executivo sobre o pio premiou as duas ideias de negócio presariais capazes de acolher ideias taram ao período antes da ordem do do Hospital, Mário que apelidou de “um assunto sério e concorrentes ao Empreender+ – Logic de negócio e empresários, como em dia pela voz de Rolo que sugeriu ao Alves, revelou-se, na desagradável” e que tinha por base a Pulse e Fauna Polis – José Francisco Arganil e Penela. executivo para que “se refaça o pro- reunião pública, dia 8 sobrelotação dos transportes na zona Rolo interpelou Mário Alves sobre o Para Mário Alves, o problema re- jecto do lar” e se “abra o Centro de de Outubro, incomodado com a inter- sul do concelho, mais concretamente facto de nenhuma das empresas estar side no facto de o Governo não criar Emergência Social”. “Era melhor que venção de José Francisco Rolo no perí- no trajecto entre Oliveira do Hospital sedeada no concelho. Referiu-se ao emprego. “Acho graça ao atirar para se acolhessem as famílias, do que vi- odo antes da ordem do dia, ao ponto de e Lagares da Beira. “É inadmissível caso concreto da “Logic Pulse”, que se cima da Câmara Municipal as respon- rem nas páginas de jornal”, sublinhou sugerir ao vereador socialista para “fi- – e exigem-se responsabilidades – que encontra instalada no Parque Indus- sabilidades do Governo do país”, che- o vereador, realçando que só no Cen- car no seu lugar”, deixando claro quem haja alunos a preencher por inteiro trial de Taveiro, em Coimbra. gou a considerar Alves, reunindo o tro foram aplicados “mais de 30 mil é que toma decisões na autarquia. o corredor do autocarro”, afirmou, “Percebi que o Empreender + re- apoio dos membros do executivo em contos”. Quem recusou a sugestão foi “Temos a nossa forma de acção e sendo depois informado por Mário dundou num fracasso”, sublinhou permanência que não hesitaram em o presidente da Câmara lembrando a não é o meu amigo que vai impor o Alves de que “se o problema existe, a o vereador, constatando que está a rir quando o vereador defendeu que Rolo quem é que define os caminhos que quer que seja ao nível de qual- senhora vereadora fará as diligências acontecer o mesmo com o Invista+, “a Câmara é que deve criar emprego”. a trilhar pelo município. quer projecto. Fomos eleitos pelo necessárias para o resolver”. “Já esta- responsabilizando a câmara de uma Usando da ironia, José Francisco Rolo Postura semelhante foi assumida povo, temos a maioria e somos nós mos aqui habituados aos seus alarmes reduzida divulgação dos projectos. chegou até a notar que “a Câmara tem por Mário Alves em face da interpe- que definimos quando e como avan- e confio inteiramente no trabalho da Sobre o facto de a Logic Pulse se criado bastantes (empregos)”. lação sobre o facto de mais uma vez çamos e os caminhos que trilhamos”, vereadora”, acrescentou o edil que já encontrar sedeada em Taveiro, Rolo O presidente da Câmara esclare- a ARCED ter ficado excluída do “bolo afirmou o presidente oliveirense em anteriormente tinha sugerido a Rolo considerou que tal se deve à inexis- ceu, por seu turno, que a autarquia de 75 mil Euros” distribuídos por reunião pública do executivo, depois – quando pediu esclarecimentos so- tência de uma incubadora de empre- “não faz empresários”. “Criamos ini- associações de formação desportiva, de interpelado pelo socialista, que bre a situação da funcionária Isilda sas em Oliveira do Hospital. “A Zona ciativas para despertar este sentido e que foi entendido por Rolo como também fez questão de explicar que Cordeiro – para “estar no seu lugar” e Industrial está como está, o Pólo da empresarial e empreendedor. As se- “inaceitável”. “Gosta de alimentar também ele foi eleito pelo povo e não respeitar as regras do executivo. Cordinha está abandonado e a incu- mentes estão lançadas e as pessoas polémicas, mas eu não tenho nada foi ali colocado por nomeação. badora é uma miragem”, sublinhou, têm que tomar decisões de poder ou a dizer sobre isso”, sustentou Alves, Já depois de Mário Alves ter pos- “O Empreender + redundou ao mesmo tempo que deu conta, de não apresentar projectos”, sustentou indicando que “se mantêm os pressu- to em causa a “ética política” do num fracasso” que pelos outros municípios vão Alves, sem deixar de lembrar a Rolo postos e o posicionamento da Câmara vereador, José Francisco Rolo pediu Volvido um ano desde que o municí- surgindo incubadoras e centros em- que o executivo “já está habituado às em relação a essa matéria”. Vereador do PS, numa referência à inauguração do novo campo sintético Ribeiro de Almeida identifica “gente com grande raça” em Nogueira do Cravo N a sequência da até hoje”. Na ocasião, Ribeiro de Al- Oliveira do Hospital”, sublinhou. domiciliário e até pelo Centro de inauguração do meida criticou ainda a forma como, Saúde, o presidente Mário Alves relvado sintético e no feriado municipal, o município Alves declinou Apoio Móvel considerou que “de momento, não bancada do Campo procedeu à atribuição de subsídios Ainda no período antes da ordem será uma coisa urgente”. de Santo António às associações e colectividades con- do dia, José Ribeiro de Almeida viu Ribeiro de Almeida aproveitou em Nogueira do Cravo, o vereador celhias. “Deu a ideia de distribuição rejeitada a proposta de criação de ainda para sublinhar que, depois da socialista José Ribeiro de Almeida de carolos”, notou o vereador. um serviço móvel de apoio às po- intervenção que foi feita, a “situação considerou, dia 8 de Outubro, que Desvalorizando a apreciação do pulações mais afastadas e onde vive melhorou na Estrada Nacional 17”, “a gente de Nogueira do Cravo tem socialista relativamente à entrega gente idosa. Entre outras coisas, a ao nível do piso e até da sinalização feito um trabalho excepcional”. dos subsídios – “foram entregues unidade de apoio – como explicou horizontal. Menos satisfeito revelou- “Há regiões onde muito se fala na como habitualmente”, referiu – o o vereador – percorreria o municí- se relativamente ao atraso verificado raça da população local…Noguei- presidente da Câmara Municipal de pio com horário definido, com uma no arranque das obras para a segun- ra do Cravo tem gente com grande Oliveira do Hospital disse não saber equipa específica para passar recei- da fase da variante a Tábua anun- raça”, considerou em reunião públi- se existe uma raça Nogueirense, pre- tas e medir a tensão arterial. “Seria ciadas para Julho. “Espero que os IC ca do executivo camarário, confes- ferindo considerar que “existem ci- interessante”, referiu. não venham a ser prejudicados”, re- sando ter ficado satisfeito com o que dadãos com vontade de vencer e de Por entender que o apoio refe- feriu o vereador, para de imediato ser assistiu na passada terça-feira, sem fazer algo positivo”. “Existem pesso- renciado já está a ser prestado pelas apoiado pelo presidente Mário Alves deixar de apelar à Câmara para que as assim em todas as terras. É o apa- Instituições Particulares de Soli- que disse também continuar à espera “continue a apoiar como tem feito nágio da população do concelho de dariedade Social, através do apoio que “o Julho de 2008 apareça”.
  • 15. 15 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com C U LT U R A Falta-lhe pouco para chegar ao sonho – uma espécie de Kilimanjaro bem difícil de escalar até ao cume! Depois, o mercado de trabalho terá de dar resposta a mais uma Arquitecta, porque sempre o quis ser, desde menina. Apesar de nunca se ter desviado do percurso de estudante aplicada, em linha recta, por vezes fez pausas, questionando-se a si própria: serei capaz? Raquel Marques R aquel Marques é uma agora já não a sinto com a mesma jovem simpática, de intensidade, como acontece, julgo, sorriso bailarino no com a maioria dos estudantes. Sou rosto, por isso nin- adepta do Sporting, mas a Académi- guém lhe adivinha os ca é a Académica, fica-nos no “san- sacrifícios que ultrapassou até ago- gue” para toda a vida; Coimbra, de ra, no limiar do terceiro ano do cur- facto tem características únicas, até so da arquitectura na EUAC (Escola neste aspecto com que nos identifica- Universitária das Artes de Coimbra, mos, sejamos ou não desportistas”. continuadora da ARCA). A pintura e Aos hábitos e costumes da cidade, a fotografia, por outro lado, ocupam- da EUAC e dos estudantes, a Raquel lhe os tempos livres, e o aparente uso disse… nada, embora tivesse deixa- automatizado da máquina fotográfi- do breve crítica: ca não é mais do que um excelente – “Coimbra é fantástica, como re- exercício para outros voos. É disso feri, mas na minha escola existe bas- que “fala” a exposição que actual- tante individualismo e não é fácil mente pode ser apreciada na Livraria fazer amigos autênticos, ao contrá- Apolo. rio de outros ambientes estudantis. “Talvez seja uma característica da Natural de Vila Nova de Olivei- própria Escola, não sei, mas como rinha, Raquel Marques frequentou ando lá para estudar e tirar o meu a Escola Secundária de Oliveira do curso e nada mais, não me incomo- Hospital até ao 9º ano. Depois, de- do muito com esse “pormenor”. cidiu ir para Coimbra e frequentar O futuro “está ao virar da esquina” a José Falcão com o intuito de, mais e a futura arquitecta, além de traçar tarde, ingressar na ARCA, como projectos no estirador, desenha-os na aconteceu: sua imaginação. Que fazer depois? – “Saí de Oliveira porque na esco- – “…Ir para um gabinete de Arqui- la, na altura não havia “Artes” e eu tectos, talvez, em Coimbra ou outro tinha o sonho de cursar Arquitectu- sítio, perto da família; não ponho de ra. Tinha média de quinze, decidi parte a hipótese de ir trabalhar para ir para a ARCA que, como se sabe é faço alguns sacrifícios, o que valori- “aparecerem pessoas interessadas outro país, é tudo uma questão de uma escola particular. Às vezes pen- za – penso eu – o meu desempenho na compra de algumas…”, embora oportunidade, mas ainda tenho de sa-se que neste tipo de escolas, onde e o esforço da minha mãe que tra- não seja essa a finalidade da expo- percorrer um enorme caminho até se paga e bem, a vida dos alunos é balha imenso para que não me fal- sição. chegar a esse tempo de decisões - ca- facilitada quando chega a altura de te o indispensável. Depois do curso – “Se pudesse gostaria de tirar um minho que, como disse, não é nada avaliar a nossa prestação, mas não é tenho mais dois anos de mestrado, curso de fotografia, um passatempo fácil. Se conseguir o Erasmus, talvez verdade; aqui dificultam-nos imen- sei que não vai ser fácil, gostava de que me fascina imenso… Não digo os horizontes possam surgir com ou- Arquitectura (s) de sonhos e realidades so a vida e ninguém pode deixar-se fazer o programa “Erasmus”, depois que iria fazer disso meio de vida, tras “cores”, pelo menos tenha essa “adormecer no estudo”. se vê…”. mas nunca se sabe”. esperança…”. Um “pequeno percalço” no 1º As questões financeiras podem Diz-se que a Fé “move monta- ano, mas no seguinte não deixou os deitar por terra todos os sonhos, Coimbra tem sempre encanto, não nhas”. Quando assim é, “nenhum créditos por mãos alheias e até ago- como os da Raquel que, se pudesse, é só na hora da despedida – como Kilimanjaro” pode impedir o gosto ra nunca “chumbou”, o que lhe tem faria o Erasmus em Madrid ou Mi- se canta na “Balada da Despedida” – de ter a luz no pensamento, subir garantido uma bolsa de estudo, “… lão “porque me fascinam estas duas que a noção desse fascínio fica des- mais alto e ir mais além, como canta que não chega para cobrir as despe- cidades, sobretudo Milão pela sua perta, por isso é perfeitamente nor- Manuel Freire: sas”: monumentalidade, mas Madrid está mal a paixão que a Raquel tem pela “Não há machado que corte a raiz – “As minhas maiores dificulda- mais perto de casa…”. A fotografia cidade. Enquanto Estudante, a vida ao pensamento…”! des têm sido de carácter económico, talvez possa atenuar as despesas se académica já teve melhores dias, “… Carlos Alberto
  • 16. 16 14 de Outubro de 2008 LOCAL www.correiodabeiraserra.com C R O N I Q U E TA Consequências da doença do nemátodo do pinheiro O presidente Director da CAULE alerta convida… para crise que afecta as serrações Carlos Alberto (Vilaça) O correio trouxe-me uma carta sem remetente que me deixou intrigado durante uns segun- dos. Abri o envelope com cuidado e retirei o conteúdo que, ao contrário do suposto, não Q uebras de preço do pinheiro afec- tado pelo nemá- todo na ordem dos 50 por cento e o excesso de oferta são facto- res apontados pelo director exe- ra para Espanha, por decisão do Ministério da Agricultura. Tal situação levou a que “as serra- ções estejam cheias de madeira excedentária que não conse- guem escoar”. A falta de controlo no trans- trazia más notícias – pelo contrário! cutivo da Associação Florestal porte da madeira de pinho foi Tratava-se de um simpático convite, em nome CAULE como prejudicais para outra das preocupações mani- do presidente da Câmara Municipal de Oli- os produtores e serrações. festadas por Alcobia que alertou veira de Oliveira do Hospital, para assistir a A madeira de pinho era paga para o facto de poderem originar uma exposição de fotografia da artista Arlette em rolo na região a “42 ou 43 eu- novos focos de nemátodo. “O Graven. Até aqui, tudo normal… ros a tonelada e neste momento transporte não tem controlo, sal- Com o pequeno rectângulo na mão, dei voltas só rende 31 euros”, referiu vo inspecções pontuais, e a ma- e mais voltas à memória na tentativa de Vasco Campos à Agência Lusa, deira infectada pode circular do lembrar a ocasião em que havíamos trocado explicando que “um pinheiro Algarve ao Minho sem controlo as nossas moradas, eu e o presidente, como seco, infectado pelo nemátodo, sanitário”, sustenta o responsá- acontece aos amigos quando se afastam uns vale menos 50 por cento do que vel, que defende “um controlo dos outros pela conveniência de outras para- um verde”. O responsável pela sanitário mais apertado”. gens. Desconheço o nome da rua e o número CAULE, deu ainda conta do ce- O foco de nemátodo, causa- de polícia da sua porta, mas se ele, o presiden- nário que se tem vindo a abater dor da doença do pinheiro, foi te, conhece o meu sítio – o que não é difícil sobre as serrações que “estão detectado pela primeira vez em – fico encantado pela lembrança, mas não, eu com muitas dificuldades para 1999 na Península de Setúbal e, e o presidente nunca fomos dessas “intimida- se manterem e, mesmo aquelas em Abril, voltou a ser encontra- des”… que tratam a madeira com calor, do em pinhais da Lousã e Ar- Apesar de nos termos cruzados várias vezes, não conseguem voltar a expor- ganil, no distrito de Coimbra, nunca fomos à fala, até naquele dia em que tar para Espanha”. onde já contaminou uma man- ele, o presidente, encostado ao balcão do café Luís Alcobia, da Federação cha florestal superior a 100 mil Portugal, com outra pessoa por perto, fez ore- Nacional das Associações de hectares, e continua a alastrar lhas moucas às “boas tardes” que deixei no ar. Proprietários Florestais alertou de forma alarmante. As zonas Assim sendo, este convite só podia ter vindo também para o facto de desde mais atingidas situam-se nos por engano, ou então… há cerca de três meses não se concelhos de Arganil, Tábua e Percebi – finalmente! – que o pequeno rec- verificar a exportação da madei- Penacova. tângulo é uma espécie de circular que pode chegar a qualquer pessoa em qualquer canto do mundo, quer seja enviada por quem a subscreve ou por terceira pessoa, como deve Escola profissional conta este ano com 75 novos alunos Caloiros da Eptoliva praxados ter sido o caso, e então já não estranho… a amabilidade da Arlette – foi ela a remetente, aposto. nas ruas da cidade Sei do que é capaz como “mulher dos sete ofícios”, é verdade, mas nunca a imaginei fo- tógrafa, capaz de retratar as emoções das suas viagens deste jeito bem apelativo para quem se limita a viajar em sonhos, como é o meu caso. Estou curioso. Certamente nunca saberei se o presidente envia convites pessoais aos cidadãos que representa na Câmara, quer tenham votado na sua eleição ou não, mas como as eleições es- tão (quase) à porta, é bem possível que eu seja bafejado pelo apelo da obra feita, de modo a que, com mais um voto (o meu), ele dê conti- nuidade à liderança da Autarquia – apesar das fortes críticas, dos seus pares mais chegados na vida partidária ao anónimo cidadão. Nas suposições mais optimistas ele, o presi- dente, disputará as eleições daqui a um ano, mas como a aragem que sopra da Rua de São Caetano à Lapa se pode transformar em vento ciclónico, é bem capaz de haver novo líder no PSD daqui a uns tempos e lá se vai o eventual apoio da doutora Manuela. Se assim for, não lamento a sorte do presi- dente em exercício, mas fico com pena por não receber na minha caixa do correio um envelope com um convite à reflexão na hora Os novos alunos da Eptoliva – Esco- Oliveira do Hospital chamaram a atenção buídos por quatro turmas, três no pólo de desenhar uma cruz no boletim de voto la Profissional de Oliveira do Hospital, de populares e lojistas do comércio local de Oliveira do Hospital e uma em Tábua. – sempre queria ter o gosto de o “guardar” no Tábua e Arganil percorreram, dia 13, as que não deixaram de se aproximar para No total, a Eptoliva disponibiliza oito melhor dos sítios que tenho junto à minha principais ruas da cidade de Oliveira do assistir ao ritual. Todos em grupo, os alu- cursos profissionais e três deles estrea- secretária… Hospital, obedecendo às ordens impos- nos desfilaram pelas ruas, onde também ram este ano lectivo: Técnico de Organi- Quanto à exposição da minha amiga Ar- tas pelos alunos mais velhos. se deitaram ao soar do grito: “granada”. zação de Eventos, Técnico de Informáti- lette, não vou perder a oportunidade – fica Envergando os mais diversos trajes e Recorde-se que a Eptoliva é, este ano, ca de Gestão e Técnico de Electrónica e prometido! munidos de apitos, os caloiros do pólo de frequentada por 75 novos alunos distri- Telecomunicações.
  • 17. 17 P O L Í T I C A 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com Jorge Patrão disponível para debater “cara a cara” com Mário Alves a polémica “Infelizmente o sr. presidente quer ir para o centro... que seja muito feliz!” Municipal de Oliveira do Hospital, o O presidente do futuro presidente da Câmara afirmou que, na Pólo de Desenvolvimento opinião de vários autarcas da região Turístico da Serra da Estre- – como os da Covilhã e do Fundão – “o Pólo da Serra da Estrela foi cria- la, Jorge Patrão, contesta do para que uma determinada pessoa a decisão de Oliveira do se pudesse perpetuar” no turismo da região. “O Pólo da Serra foi arranjado Hospital se ter transferido à medida do senhor Jorge Patrão”, es- para o Centro. pecificou Mário Alves. Instado pelo Correio da Beira Ser- ra a pronunciar-se sobre a polémica  HENRIQUE BARRETO afirmação de Mário Alves, Jorge Pa- trão confessou-se “perfeitamente sur- O preendido” com o que considera ser presidente da ex- uma “conversa indelicada que fica Região de Turismo mal a um autarca”. “infelizmente o da Serra da Estrela senhor presidente da Câmara quer ir (RTSE), Jorge Patrão, para o Centro… que seja muito feliz”, colocou um comen- afirmou também o ex-presidente da tário no fórum da edição online des- RTSE, criticando contudo o facto de te jornal – www.correiodabeiraserra. esta decisão estar a ser tomada “con- com – sobre a polémica saída do mu- tra a população e contra os próprios nicípio de Oliveira do Hospital para a agentes turísticos”. futura entidade regional “Turismo do Realçando a importância da marca Centro de Portugal”. Sustentando que “Serra da Estrela” comparativamen- este município “desenvolveu-se turis- te à marca “Centro”, Patrão garantiu ticamente com a integração na RTSE, que se ficar à frente do futuro Pólo de Patrão explica que Oliveira do Hospi- Desenvolvimento Turístico da Serra tal “passou a ser o único” concelho da da Estrela continuará a “desenvolver região “onde já coexistiam todas as esforços para defender os interesses formas de oferta turística: pousada, dos agentes turísticos do município hotel, hotel rural e mesmo 7 unidades de Oliveira do Hospital” e mostra-se de Turismo em Espaço Rural e parques “disponível para debater com ele (Má- de campismo muito profissionais”. rio Alves) cara a cara no município de Salientando que “o turismo foi  Jorge Patrão acusa Mário alves de tomar decisão “contra a população e os próprios agentes turísticos” Oliveira do Hospital” as questões rela- o único sector da economia que se cionadas com esta polémica. desenvolveu fortemente nos últimos emprego e novos locais de atracção gos que aqui possuo sabem que nunca Coimbra e Figueira da Foz demarcam-se anos em Oliveira do Hospital, o ago- turística”. Patrão deixa ainda uma esquecerei este município e sempre ra presidente da comissão instaladora pergunta: “terá acontecido o mesmo estarei disponível para o acompanhar do futuro Pólo de Desenvolvimento na indústria, agricultura e serviços?”. num novo futuro dentro da Serra da Turístico da Serra da Estrela, afirma que “houve investimento, criação de A terminar, Jorge Patrão deixa tam- bém uma mensagem: “os muitos ami- Estrela”. Refira-se que na última Assembleia da “Turismo do Centro de Portugal” Ao contrário do que aconteceu com fora dessa nova visão estratégica que R U R A L I DA D E S o município de Oliveira do Hospital, temos para a região Centro”, acres- Foto de HENRIQUE BARRETO os congéneres de Coimbra e Figueira centou, não deixando de sublinhar da Foz decidiram-se pela não integra- que “não estando, perdemos ambos. ção na futura entidade regional “Turis- Estando, ganhamos todos”. Machado mo do Centro de Portugal”. não esconde o facto de a ausência de A informação foi confirmada pelo Coimbra e Figueira da Foz “poder vir presidente da Comissão Instaladora a adiar” algumas daquelas que eram daquela estrutura, Pedro Machado, as intenções relativamente a grandes que em entrevista ao Diário de Coim- projectos. bra reconheceu tratar-se de um “per- Numa altura em que ainda não está da para a grande Entidade Regional marcada a data para as eleições para a do Turismo”, revelando-se ainda con- “Turismo do Centro de Portugal”, Pe- fiante de que “no espaço de tempo, dro Machado – único candidato assu- tão breve quanto possível, venham a mido para a presidência da estrutura integrar este movimento, por aquilo – adiantou que até agora “mais de 95 que podem dar à região e, simultane- por cento dos municípios já aderiram” amente, podem receber”. à nova estrutura, sublinhando que o Candidato à presidência da fu- “bloco de municípios que fica de fora tura estrutura turística, Machado não pode hipotecar o que está na lei”. reconheceu que Coimbra e Figueira “Temos mais do que condições para da Foz “são, seguramente, dois dos marcar esse acto eleitoral, que será mais importantes contribuintes para até final de Outubro”, considerou Ma- o Turismo desta nova grande região”, chado, aproveitando para desvalorizar ao mesmo tempo que considerou a discussão gerada em torno da sede “relevante” que “a não presença re- da “Turismo do Centro de Portugal”. presenta uma perda para ambos, para “Enquanto estiver em Aveiro, não é os municípios e para a região”. “Para por isso que Aveiro é mais beneficiada os municípios, porque, se estamos a do que Coimbra, nem Coimbra é mais falar numa estratégia regional em que prejudicada do que Aveiro, da mes- defendemos três eixos – coesão, con- ma forma que não é Viseu ou Castelo Parar é morrer... vergência e nova centralidade – signi- Branco”, sustentou. fica que esses dois municípios estarão L.L.
  • 18. 18 14 de Outubro de 2008 REGIÃO www.correiodabeiraserra.com Empresário Fernando Tavares Pereira ofereceu o repasto Touriz dá as mãos para angariar fundos para casa mortuária O parque recreativo e de lazer de de Tábua. a construção de uma casa mortuária em Touriz. processo de angariação de fundos para a cons- Touriz, foi o local escolhido Este convívio, que se arrastou pela tarde den- “Nós somos tão poucos que só se dermos as trução daquela infra-estrutura. pelo empresário Fernando Ta- tro com os grelhadores do parque a grelharem mãos é que conseguimos fazer alguma coisa pe- vares Pereira para oferecer uma carne de porco para as muitas pessoas que no fe- las nossas terras”, sublinhou Fernando Tavares feijoada aos habitantes da pe- riado de 5 de Outubro ali se deslocaram, teve no Pereira, dando conta de que com alguns apoios quena aldeia da freguesia de Midões, concelho entanto um outro objectivo: angariar fundos para que hão-de vir, está praticamente concluído o  Os três mais idosos habitantes de Touriz não faltaram ao convívio. BOM NEGÓCIO Vendem-se Seis Semanas de Férias Periódicas Perpétuas Em Apartamentos Turísticos no Algarve (Albufeira – Cerro da Piedade) Por Apenas 6 mil euros (Primavera, Verão, Outono e Inverno)  Fernando Tavares Pereira, rodeado de amigos numa prova de vinhos das suas quintas. Contacto: 916 280 641 Tribunal Judicial de Oliveira do Hospital Tribunal Judicial de Oliveira do Hospital Secção Única Secção Única Largo Cabral Metelo – 3400-062 Oliveira do Hospital Largo Cabral Metelo – 3400-062 Oliveira do Hospital Telf. 238605230 – FAX 238605239 – E-mail: ohospital.tc@tribunais.org.pt Telf. 238605230 – FAX 238605239 – E-mail: ohospital.tc@tribunais.org.pt ANÚNCIO ANÚNCIO Processo: 204/03.4TBOHP Execução Ordinário N/ Referência: 457279 Data: 09-09-2008 Processo: 551/08.9TBOHP Carta Precatória/Solicitação N/Referência: 462498 (Averbada) Data: 01-10-2008 Exequente: Caixa Geral de Depósitos, S.A. Executado: António José Pinto Amaro e outro(s)… Exequente: Banco BPI, S.A. Correm éditos de 20 DIAS para citação dos credores desconhecidos que gozem de garantia real sobre os bens penhorados ao(s) executado(s) abaixo indicados, para reclamarem o pagamento dos respectivos créditos Executado: Antero Resende e outro(s)… pelo produto de tais bens, no prazo de 15 dias, findo o dos éditos, que se começará a contar da segunda e última Processo de origem: Processo nº 5206/03.8TVPRT do Porto – 4ª Vara Cível, 4ª Vara – 2ª Secção publicação do anúncio. Nos autos acima identificados foi designado o dia 10-11-2008, pelas 10:00 horas, neste Tribunal, para a Bens penhorados: abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados TIPO DE BEM: Bem Móvel DESCRIÇÃO: Um aparelho de soldadura, por arco transferido, compostos por dois armários, componen- na compra do(s) seguinte(s) bem/bens: tes electrónicos, mesa e robot, de marca Reis, modelo SR-V60, Tipo ROK 11, n.º 5421900. 1.- Fracção Autónoma designada pela Letra “A”. composta por uma garagem com 35 m2. sita em Alqueve, Gramaços, na freguesia de Oliveira do Hospital, inscrita na matriz predial urbana sob o artigo matricial nº 1465- PENHORADO EM: 16-12-2003 16:30:00, A, descrita na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital sob o nº 00251/090187-A, pelo valor base AVALIADO EM: € 150.000,00 PENHORADO A: de €: 12.250,00, resultante de 70% do seu valor total. EXECUTADO: Serplatec – Manutenção Industrial, Lda.. Documentos de identificação: NIF – 504521470. Endereço: Zona Industrial, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. 2.- Prédio Urbano composto por pavilhão que se destina ao abate de porcos com 5 divisões e uma casa de banho, com a área de 300 m2, e logradouro, com a área de 1190 m2, a confrontar de norte com Maria dos Praze- O Juiz de Direito, Dr.(a) Luís Alves res, sul, nascente e poente com caminho, sito ao Carvalhal, freguesia de Oliveira do Hospital, inscrita na matriz O Oficial de Justiça, sob o artigo 1230, descrito na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital sob o nº 01549/001002, José Nobre 2.ª Publicação | Correio da Beira Serra, 14 de Outubro de 2008 pelo valor base de €: 97.370,00, resultante de 70% do seu valor total. IMOBILIÁRIA penhorados a Exequente: Banco BPI, S.A., , domicílio: Rua Tenente Valadim, 284, 4100-476 Porto Executado: Antero Resende, profissão: Desconhecida ou sem Profissão, estado civil: Casado (regime: Comu- nhão de adquiridos), nascido(a) em 14-11-1957, ,nacional de Portugal, NIF – 151759260, BI – 4456557, domicí- lio: Rua António Nobre, Lote A – 2º Drt., 3400-084 Oliveira do Hospital. Executado: Maria Otília Pereira Peres Resende, estado civil: Casado (regime: Comunhão de adquiridos), nascido(a) em 20-04-1960, , nacional de Portugal, NIF – 108209270, BI – 8702382, domicílio: Rua António No- bre, Lote A, 2º Drt., 3400-084 Oliveira do Hospital. Credor: Instituto da Segurança Social, I P – Centro Nacional de Pensões, NIF – 600000001, domicílio: Rua Abel Dias Urbano, 2, R/c, 3004-519 Coimbra. Fiel Depositário: José Mendes Tavares, estado civil: Casado, nascido(a) em 25-05-1039, , nacional de Portu- gal, NIF – 104223618, BI – 7573632, domicílio: Rua Alexandre Herculano, Nº 15, Oliveira do Hospital, 3400-078 Oliveira do Hospital. É fiel depositário José Mendes Tavares, NIF – 104223618, BI - 7573632, Endereço: Rua Alexandre Herculano, Nº 15, Oliveira do Hospital, 3400-078 Oliveira do Hospital Nota: No caso de venda mediante proposta em carta fechada, em Execução Comum (instaurada em data igual ou posterior a 15/09/2003) os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado, à ordem do Solicitador de Execução ou, na sua falta, da secretaria, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (nº1 ao Artº 897º do CPC). O Juiz de Direito, Dr(a). Pedro Jorge Matos O Oficial de Justiça, João Martins 1.ª Publicação | Correio da Beira Serra, 14 de outubro de 2008
  • 19. 19 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com C U LT U R A | A G E N D A CINEMA Tondela Seia Tondela (ACERT) (Casa Municipal da Cultura) (ACERT) Oliveira do Hospital (Casa da Cultura César de Oliveira) 18 e 19 de Outubro> 21h45 25 de Outubro> 21h45 19 de Outubro também às 16h00 YAMI “Aloelela” 17 – 18 – 19 Outubro – 21h30 FICHEIROS SECRETOS: Yami Voz e Guitarra VIAGEM AO CENTRO QUERO ACREDITAR Nelson Canoa Piano, Sintetizadores, Acordeão Ciro Cruz Baixo DA TERRA – 3D De Chris Carter Tiago Santos Guitarra Realizador: Eric Brevig Actores: David Duchovny, Gillian Anderson Marito Marques Bateria, Percursão Actores: Brendan Fraser, Josh Hutcherson, M/12 | 104 minutos Anita Briem Aventura | M/12 | 92 minutos 18 de Outubro > 21:45 Horas Cerimónia de Abertura Cine’Eco Concerto com RODRIGO LEÃO & CINEMA ENSEMBLE 22 de Outubro> 21h45 EU SERVI O REI EXPOSIÇÕES DE INGLATERRA De Jirí Menzel 25 de Outubro > 21:45 Horas Tondela Cerimónia de Entrega de Prémios Cine’Eco (ACERT) Actores: Ivan Barnev, Oldrich Kaiser, Julia Jents- ch, Martin Huba, Marián Labuda 24 – 25 – 26 Outubro – 21h30 Concerto com VIVIANE Até 30 de Outubro M/12; 120 minutos NÃO TE METAS PORTUGAL JAZZ COM O ZOHAN RETROSPECTIVA Realizador: Dennis Dugan Fotografias de Hélio Gomes Actores: Adam Sandler, Rob Schneider, Judd Exposição Jazzin’08 Apatow, Chris Rock, John Torturro Acção / Comédia | M/12 | 113 minutos ACTIVIDADES PARALELAS Dia 19 > 17 Horas Apresentação do livro de Denise Godoy 29 de Outubro> 21h45 “Língua Travada” O MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO Dia 22 >10 Horas de Daniele Luchetti Animação de rua com Funfarra Até 30 de Outubro Actores: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Dia 24 > 10:30 Horas Angela Finocchiaro, Massimo Popolizio, Alba Exibição do documentário (extra-concurso) HABITAT Rohrwacher “Para além do Fogo” de Francisco Manso, Projecto de Volker SchnÜttgen M/12 | 100 minutos Dia 25 > 9:30 Horas Exposição Jazzin’08 Conferência: “Territórios de baixa densidade” 3º Ciclo de Cinema Português ESPECTÁCULOS Entrada livre> 21h30 Viseu 14 de Outubro (Teatro Viriato) THE LOVEBIRDS Café-concerto Realizador: Bruno de Almeida 15 de Outubro> 22h00 Actores: Joaquim de Almeida, Rogério Samora, NORBERTO LOBO TEATRO JohnVentimiglia, Ana Padrão, Joe Berardo... Coimbra Drama | m/12 | 83 min. (Teatro Académico Gil Vicente) Guitarrista Norberto Lobo 60 min s/ intervalo > Todos os públicos Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) Até 18 de Outubro DOC TAGV/FEUC 9ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS 23 [Estreia], 24 e 25 de Outubro> 21h30 Organização: Alliance Française de Coimbra e Instituto Franco – Português de Lisboa HYSTERIA Produção Margarida Mendes Silva com Cama- leão Associação Cultural Preço normal 12,00€ 18 Outubro> 21h30 Tondela 21 de Outubro (ACERT) 16 DE OUTUBRO Companhia Portuguesa LOBOS 21H00 > LE PREMIER CRI de Bailado Contemporâneo 16 de Outubro> 10h30 e 14h30 Realizador: José Nascimento de Gilles de Maistre Coreografias de Pedro Goucha Gomes, Vasco público escolar Actores: Vitor Norte, Nuno Melo, Catarina Wal- 23H30 > FAUT QUE ÇA DANSE! Wellemkamp e Henri Oguike lenstein, Adriano Luz, Francisco Nascimento... de Noémie Lvovsky 80 minutos | m/6 anos NARIZES – BAAL 17 Drama | m/16 | 100 min. “O Regresso à (TUA) Escola” 17 DE OUTUBRO PreçosB (7,5€ a 15€) / Jovem 5€ Direcção Geral: Rui Ramos 21H00> LES LIP, L ‘ IMAGINATION AU POUVOIR Espaço Criança disponível Interpretação: Aline Catarino, Marco Ferreira e de Christian Rouaud Vânia Silva 23H30> UN BAISER S’IL VOUS PLAÎT de Emmanuel Mouret 18 DE OUTUBRO 18H00> LE DEUXIÈME SOUFFLÉ de Alain Corneau 21H00> LE FILS DE L ‘ ÉPICIER de Éric Guirado 23H30> PROMETS-MOI de Emir Kusturica
  • 20. 20 14 de Outubro de 2008 D E S P O RT O www.correiodabeiraserra.com OPINIÃO Um marco histórico na vida do clube de Nogueira do Cravo Fora de Sampaense com relvado sintético Jogo José Carlos 1. A. D. Nogueirense inaugurou o seu novo Complexo Desportivo, tornando-se num clu- be com outros horizontes futuros, mas tam- bém com outras responsabilidades. Não responsabilidade de subir de divisão, mas de melhorar sobretudo no trabalho de formação, pois as condições são outras. 2. As nossas equipas a disputarem os Cam- peonatos Distritais mostram que poderão as- pirar a uma boa época, até porque o F.C. Oli- veira do Hospital é um clube com aspirações à subida e o Nogueirense tem uma equipa que tem mostrado em campo, que não está no Campeonato para passear.  O presidente da junta de freguesia local, Adelino Nunes, não poupou elogios a Mário Alves 3. Já a A.D. Lagares da Beira regressou à 1ª L Distrital e espera fazer um campeonato razo- argas centenas de pessoas Notando que esta obra foi realizada gra- – José Ricardo – que, no anterior mandato, ável. Sem dúvida que as pessoas de Lagares estiveram em Nogueira do ças aos directores da ADN, “que souberam “tudo fez para que houvesse uma evolução da Beira merecem ter uma equipa de futebol Cravo, no feriado municipal, levar o projecto a bom porto” e à direcção positiva para que este projecto avançasse”. sénior, pois é uma das localidades que gosta para assistirem à inaugura- da Casa do Povo, presidida por Manuel Por fim, Alves defendeu que o novo rel- de futebol. ção do novo relvado sintético Nina, Adelino Nunes fez entretanto ques- vado sintético do campo de Santo António do campo de Santo António – uma infra- tão de frisar que “tal só foi possível graças – feito “contra a vontade de alguns”, con- 4. O Sampaense continua a disputar a Pro- estrutura desportiva, que resultou de um ao apoio da câmara municipal, na pessoa forme sublinhou – não só deve contribuir liga, hoje com um figurino completamente di- contrato-programa celebrado entre a Câ- do seu presidente” – Mário Alves. para o aumento da prática desportiva, so- ferente, mas continua a ser um exemplo raro mara Municipal de Oliveira do Hospital, a Para o presidente da direcção do clube bretudo ao nível das camadas jovens, como do interior do País, onde o futebol não é Rei. Associação Desportiva Nogueirense (ADN) nogueirense, Adelino Pires, a inauguração também permitir a utilização a outras insti- Hoje o clube mais representativo do concelho e a Casa do Povo local – a entidade proprie- do novo relvado sintético vai representar tuições desportivas do concelho é o Sampaense, já que está num escalão su- tária do terreno. “um lugar especial no historial desta ins- perior. Este investimento, suportado pelos co- tituição”. fres do município num montante de 400 Salientando que a obra “foi realizada em 5. Já o futsal continua bem representado mil euros, tem uma comparticipação da tempo recorde”, por forma a “prejudicar o no nosso concelho, com a Escola João Veloso ADN no valor de 70 mil euros e contem- menos possível a competição desportiva”, (escolinhas), a S.R. Ervedalense com (Infan- plou ainda a construção de uma bancada aquele dirigente da ADN também não pou- tis, Iniciados e Juvenis), a Casa do Povo de coberta e a vedação daquele recinto des- pou elogios à junta de freguesia e casa do Nogueira do Cravo (seniores na 1ª Distrital) portivo. povo locais, bem como ao presidente da câ- e por último o F.C. Oliveira do Hospital (Se- Na cerimónia de inauguração, o presi- mara. “Agradeço-lhe a forma como sempre niores Masculinos e Femininos na Divisão de dente da junta de freguesia local, Adelino acarinhou este projecto”, afirmou Pires. Honra). Henriques, destacou a importância do que “Sou mais um homem de acção do que considerou ser “um acontecimento impor- de palavra”, referiu, por sua vez, Mário tante” no historial de uma freguesia que Alves, sem deixar de frisar que “estamos 6. O Hóquei Patins do F.C. Oliveira do Hos- “sempre dedicou ao desporto e ao futebol numa época em que mais importante do pital continua com muitas equipas de forma- um carinho avultado”, bem como referiu que as palavras são os actos”. ção, sendo uma escola de qualidade, e ainda tratar-se de um investimento que constitui O autarca do PSD destacou também a  O empresário António Lopes patrocina tem os seus Seniores a disputar a 3ª Divisão uma “valorização do concelho”. participação de um seu antigo vereador as camisolas do clube através do Grupo AHL Nacional. Como sempre aguardo bons resul- tados pois é o apanágio desta Secção. 7. Já o Clube de Caça e Pesca de Olivei- ra do Hospital disputa a 3ª Divisão Nacional em Ténis de Mesa e ainda tem uma equipa de Juniores. Também este clube tem feito um esforço enorme para conseguir que esta mo- dalidade consiga instalar-se no concelho. 8. Ainda temos o desporto motorizado “ Clube Seita” que organizará um conjunto de provas, que já sabemos atingirão bons níveis. Ainda não conheço a planificação desta épo- ca, mas sei que os desafios serão enormes. 9. Falta falar no Clube de Ténis de Oliveira do Hospital, que tem organizado alguns Tor- neios, como ainda recentemente aconteceu. 10. Nestes clubes todos em que falei, há mais de cem pessoas que não jogam dentro das linhas mas que trabalham para que as coi- sas corram bem.É para estas pessoas que eu desejo os melhores resultados desportivos.  Vista parcial do campo com relvado sintético e bancada coberta da A.D. Nogueirense
  • 21. 21 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com D E S P O RT O Futsal em Nogueira do Cravo Clube oliveirense no 6.º lugar da tabela classificativa vindica um estatuto importante nos torneios da região, daí que, com toda Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Pesca Desportiva a naturalidade, a equipa representati- va da localidade procure contar com mais e melhores atletas para competir O a outros níveis. Este ano o plantel é constituído pelos seguintes jogadores: campeonato nacio- Este campeonato, organizado e consequentemente a subida ao es- Fábio Henriques, Amadeu Marques, nal da 1.ª divisão pela Federação Portuguesa de Pesca calão máximo da modalidade. Rui Pedro, Luís Correia, Luís Silva, de clubes de pesca Desportiva, conta com a participa- Para além do clube oliveirense, Rui Cruz (ex - FCOH), Fábio Veloso desportiva em água ção da equipa federada do Clube fazem parte deste campeonato mais (ex -Lagares da Beira) João Lopes (ex doce teve este fim- de Caça e Pesca de Oliveira do Hos- treze clubes, destacando-se o Sport - ADN), Francisco Silva (ex - Tonde- de-semana uma jornada dupla com pital, depois desta ter obtido, na Lisboa e Benfica, a Sodarca Brow- la), Francisco Fernandes (ex - FCOH), a realização de duas provas na pista época anterior, o segundo lugar no ning de Odivelas, a Académica de João Ribeiro (ex - Tourizense), David de pesca do Cabeção, Alentejo. campeonato nacional da 2.ª divisão Santarém, o Futebol Clube do Porto “Fazer melhor do que o Vicente (ex – Ferroviário do Entronca- e a Vega. mento) e João Dias (ex - Coja). O cor- Depois de realizadas as quatro ano passado” po técnico é composto pelo treinador primeiras provas do campeonato, o A Márcio Henriques principal Nuno Amaro, Nuno Martins clube oliveirense ocupa o sexto lu- equipa de Futsal da treina os guarda-redes e o fisiotera- gar na classificação geral, com 151 Liga de Melhoramen- peuta é José Carlos Martins. pontos. No comando está a equipa tos de Nogueira do do Benfica com 103,5 pontos, se- Cravo continua apos- Atleta da equipa de futebol do guida da Sodarca tada num campeona- Nogueirense, o presidente da Liga de Browning com 112 pontos. Amo- to tranquilo na 1ª divisão distrital, Melhoramentos, Márcio Henriques, é rim & Dias (115,5 pontos) e Amado- embora não enjeite a possibilidade de um jovem que se apresta para pôr de res de Pesca Reunidos (135,5 pon- subir de escalão, como é o desejo dos lado a vida associativa, depois de dar tos) ocupam, respectivamente, a seus dirigentes. o melhor de si em benefício da sua terceira e a quarta posição. A Vega, Depois de terem alcançado o quar- terra durante quatro anos. Regista-se actual campeã nacional e vice-cam- to lugar na edição do ano passado, o a evidência do seu empenho em soli- peã do mundo de clubes, presidente Márcio Henriques é o ros- dificar as excelentes relações institu- está no quinto posto com 136 to do desejo colectivo: cionais com a Associação Desportiva pontos. As últimas seis equipas são – “As perspectivas são legítimas, e Nogueirense, porque “… há ajuda despromovidas à 2.ª divisão nacio- se fizermos melhor do que em 2007, é mútua e um ambiente saudável que nal e o campeão nacional irá repre- sinal que subimos de escalão; até ao havemos de continuar no futuro, es- sentar Portugal no próximo campe- terceiro lugar penso que é possível tou certo disso”, referiu. onato mundial de clubes. chegarmos e depois, na fase final, ve- A Actual direcção da Liga de Me- O clube oliveirense, que no final remos do que somos capazes. O nosso lhoramentos de Nogueira do Cravo das duas primeiras provas, realiza- projecto avançou como reflexo daqui- é ainda servida com a dedicação de das em Coimbra, ocupava o oitavo lo que fizemos anteriormente…”. Amadeu Marques (tesoureiro), Orlan- posto, apresentou-se no Alentejo O Futsal em Nogueira do Cravo, do Nunes (secretário), Fábio Henri- com os atletas Pedro Alcântara, de há uns anos a esta parte, durante o ques, Carlos Canhão, Francisco Nu- Aires Garcia, Nuno Santos, Miguel Verão, movimenta várias dezenas de nes e João Veloso (vogais). Santos, Sérgio Pereira e António Vi- atletas e bem se pode dizer que rei- Carlos Alberto  Pedro Alcântara, do Clube Caça e Pesca cente. Basquetebol Sampaense em jornada dupla de sucesso O Sampaense dispu- equipa da casa consegue superio- Atlético C. P. tico não chegou sequer a fazer frente e uma forte confiança por parte de tou a primeira jor- rizar-se devido a uma pressão a A pós a cansativa viagem e o jogo ao Sampaense e o jogo vai para o in- todas as unidades disponíveis. nada dupla desta campo inteiro, mas com muitos con- desgastante do dia anterior, na pas- tervalo com o resultado de 51-22. O MVP da partida foi Kevin nova época, deslo- tactos excessivos permitidos, que in- sada tarde de domingo o Sampaense No reatar da partida, Emanuel Jolley com 19 pontos, 8 ressaltos e cando-se a Ponte timidaram fisicamente a equipa vi- recebeu em sua casa o Atlético C. P. Seco fez entrar em campo o cinco apenas 24 minutos em campo. Des- de Sôr no sábado para jogar com o sitante impedindo o jogo colectivo. para aquele que foi a 3º jornada da inicial, mas após constatar que mui- tacaram-se também no Sampaense Eléctrico F.C. e no domingo jogando Foi de tal forma intenso que alguns Proliga 2008/09. to dificilmente os visitantes pode- Filipe Matos com 14 pontos, Nuno em casa frente ao Atlético. jogadores do Sampaense acabaram O pavilhão Serafim Marques já riam dar réplica ao excelente jogo da Soares com 15 pontos, Kendell Craig Eléctrico F. C. / 75 – 84 / Sampa- por sair tocados, sem terem a possi- se habitou há muito a ver as suas formação beirã, entraram em campo com 13 pontos e vai um destaque es- ense Basket bilidade de voltar a entrar em cam- bancadas bem compostas, mas com os jogadores com menos minutos. pecial para André Santos que fez 2 A deslocação a Ponte de Sôr será po. Já no quarto período o Eléctrico o desempenho deste ano da equipa Assim, além de dar descanso aos ti- pontos e uma prestação promissora. talvez uma das mais longas e duras consegue aproximar-se no resultado, da casa, os adeptos compareceram tulares das duas partidas, Eléctrico PNV para a equipa, fruto da distância mas quando era quase evidente que em peso para acompanhar este ini- e Atlético, Emanuel PUB e dos acessos à localidade do Alto iriam dar a volta ao marcador, o jogo cio de época promissor e a equipa Seco dava minutos Alentejo. exterior dos beirões apareceu, com agradece. aos seus jogadores Perspectivava-se um jogo difícil, Nuno Soares decisivo, e a vantagem O jogo iniciou-se com uma en- de banco. A partir não só pelo cansaço que a viagem no marcador manteve-se até final. trada avassaladora por parte do daqui o Atlético con- poderia causar, mas também pelas O Jogo termina com uma vitória Sampaense. Com uma defesa extra- seguiu equilibrar um qualidades do adversário, recém suada por parte do Sampaense por ordinária, a equipa beirã impediu pouco mais o jogo, promovido à Proliga. 75-84. que o Atlético conseguisse atacar mas o Sampaense A primeira parte iniciou-se com O MVP da partida foi Kevin o cesto durante largos minutos, no não se deixou dese- domínio beirão. A equipa do Sam- Jolley que marcou 23 pontos. Des- contra-ataque os jogadores da casa quilibrar. Com Nuno paense entrou forte em jogo, com- tacaram-se também no Sampaense mostravam-se eficientes e a jogar Soares e Filipe Matos batendo de forma segura a virilidade Nuno Soares com 15 pontos, Jorge um basquetebol fluente e prático. O a mostrar um jogo do adversário que jogou sempre no Sing com 14 e Kendell Craig com 13 primeiro período termina com o re- exterior brilhante, o limite do jogo aceitávelmente físico. pontos. sultado de 23-10. “banco” do Sampa- Mantendo uma defesa sólida, que No Eléctrico estiveram em evi- No segundo período o desenro- ense levou o barco a vem caracterizando este Sampaense dencia Jonathan Walker com 23 pon- lar da partida não sofreu alterações bom porto, vencen- de Emanuel Seco, o jogo vai para in- tos, Danilson Vieira com 19 pontos e e mesmo sem Seco Camará que se do o jogo por 96-59, tervalo com o resultado de 34-49. Paulo Raminhos com 11 pontos. encontrava impedido de jogar, lesão mostrando uma su- No início da segunda parte, a Sampaense Basket / 96 – 59 / contraída no jogo de sábado, o Atlé- perioridade evidente
  • 22. 22 14 de Outubro de 2008 REGIÃO www.correiodabeiraserra.com R E V I S TA DE IMPRENSA Seia Coimbra Carlos Camelo disponível para Central térmica em Taveiro mereceu uma candidatura à Câmara Municipal decisão favorável O Vice-presidente da Câmara Muni- confiante de que estarão reunidas as O projecto de instalação em Taveiro, cluem ainda uma simulação «para ava- cipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, está condições para que a sua “propositura Coimbra, de uma central térmica de ci- liação do impacte térmico» dos efluen- disponível para uma candidatura àquela possa ser assumida pelo seu todo ou clo combinado, que está a ser contesta- tes e um estudo hidrogeológico sobre o autarquia. Em entrevista ao jornal local no quase todo”, não deixando contudo da por um movimento cívico, recebeu mesmo parâmetro. Porta da Estela, o ainda número dois na de notar que “hoje o partido tem várias decisão favorável, embora condiciona- A questão dos efluentes foi assinalada câmara senense disse estar receptivo a soluções, soluções que são boas”. “E eu da, em sede de Declaração de Impacte pelo provedor do Ambiente de Coimbra, um convite que venha a ser formalizado penso que serei uma dessas soluções Ambiental (DIA). Massano Cardoso, que, no início de Se- pelo Partido Socialista, embora subli- para o contexto eleitoral que se colocará O documento, a que a agência Lusa tembro, manifestou «algumas reservas» nhe que neste momento o seu partido é durante o ano de 2009”, afirmou. teve acesso, assinado sexta-feira pelo se- relativas ao impacto sobre os ecossiste- o “concelho de Seia”.Camelo é por isso Convidado a analisar a decisão de o cretário de Estado do Ambiente, Hum- mas dos «grandes caudais de água» ne- defensor de uma candidatura supra-par- actual presidente da Câmara, Eduardo berto Rosa, impõe o cumprimento de cessários ao processo de arrefecimento tidária e que “extravase aquilo que é a Brito, não se recandidatar, Carlos Came- mais de 50 medidas nas condicionantes da Central. militância, aquilo que é a orla de sim- lo referiu que para ele “não foi novida- ao projecto e condições para licencia- «É uma situação que tem de ser de- patizantes do Partido Socialista e que se de”, porque “há sempre tempo de a gente mento ou autorização. vidamente acautelada e monitorizada», estenda aos outros partidos”. entrar e também há um tempo de sair”. Entre outras questões, as imposições frisou. Desconhecendo se ao nível da Co- “Ele marcou o tempo, o tempo dele, e lo- incluem a apresentação de um novo es- Massano Cardoso classificou, no en- missão Política Concelhia do PS existi- gicamente ele sai de livre e espontânea tudo de ruído «em que se avaliem os im- tanto, as centrais térmicas a gás natural rão outras pessoas que queiram assumir vontade, que foi exactamente da forma pactes resultantes do funcionamento da como «as menos perigosas e menos po- uma candidatura própria, Camelo está como também entrou”, rematou. central» numa povoação adjacente ou a luentes». realização de «uma análise mais deta- Já os opositores ao projecto, entre os lhada dos impactes visuais» na paisa- quais um movimento de cidadãos da gem adjacente, no intuito do projecto de freguesia de Taveiro e deputados muni- execução vir a minimizar esses efeitos. cipais do Bloco de Esquerda (BE), con- Manteigas A implementação de planos de moni- testam a Por seu turno, o porta-voz do torização da qualidade da água na Vala movimento de cidadãos, Nuno Couti- Manteigas não desiste dos túneis Sul do rio Mondego, incluindo «metais pesados que possam resultar de eventu- nho, apontou questões ambientais e de saúde pública para recusar o projecto, A Assembleia Municipal de Mantei- moção, a solução dos túneis é “a única ais processos de corrosão/desgaste das considerando que «as centrais térmicas gas aprovou, anteontem, uma moção verdadeiramente benéfica para a me- turbinas e caldeiras» é outra das condi- de ciclo combinado produzem emis- em que defende a construção de tú- lhoria das condições de vida da maioria cionantes apontadas. sões perigosas de partículas em sus- neis para atravessamento da Serra da das populações locais e dos turistas”, Além disso, o documento exige a pensão, gases e substâncias orgânicas Estrela. Em causa está um cenário já que visitam o concelho. apresentação de uma solução técnica fi- e inorgânicos diversos, com influência excluído pelo Governo que, em Junho “Não percebemos porque se prete- nal para o sistema de captação e de des- negativa sobre a saúde humana». Car- passado, homologou a adjudicação do re uma grande obra, verdadeiro elo de carga, «incluindo o abastecimento de los Encarnação, presidente da Câmara estudo prévio para a construção dos ligação entre os municípios serranos, água à Central», avaliação dos impactes de Coimbra disse, à lusa, desconhecer IC6, 7 e 37. facilitador para nós e gerações vindou- ao nível das disponibilidades de água o teor da Declaração de Impacte Am- Sublinhando que o cenário escolhi- ras de deslocações e ligações, unindo em termos sazonais, em ano seco e con- biental, reservando um comentário do “exclui definitivamente o concelho Covilhã, Manteigas, Seia e Gouveia em sequentes medidas de minimização. para mais tarde. de Manteigas do desenvolvimento, poucos minutos”, lê-se no documento As condicionantes ao projecto in- In Diário de Coimbra sendo um rude golpe nas aspirações de aprovado por unanimidade, segundo a coesão territorial da zona da Serra da Agência Lusa. Estrela e do interior do país”, a moção Na moção, chegam até a considerar apela ao primeiro-ministro para que que na decisão do ministro das Obras “rectifique”, a decisão, “optando pela Públicas não terá imperado “o interesse Arganil solução mais consensual e melhor acei- te pelos autarcas da região da Serra da nacional, o interesse da coesão e sus- tentabilidade de todo o território nacio- PS de Arganil viu chumbada proposta de redução do IMI Estrela”. Na opinião dos apoiantes da nal”. “Arganil perde competitividade face comparação com concelhos vizinhos” e a municípios da Beira Serra”. É com denunciam que tal situação retira “ca- esta afirmação que os eleitos do Parti- pacidade de atracção de novas empre- Seia do Socialista na Câmara e Assembleia sas e pessoas”. Municipal de Arganil expressam o seu Em nota de imprensa enviada ao cor- “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma descontentamento face à não aprovação da proposta de redução das taxas do Im- reiodabeiraserra.com, os eleitos pelo PS naquele município são ainda con- Visão Histórica posto Municipal de Imóveis (IMI) para 0,35 e 0,65, respectivamente, para os tundentes ao acusarem o executivo em exercício de aplicar o valor dos impos- O Arquivo Municipal de Seia vai contarão com a acreditação do Conse- prédios avaliados no âmbito do CIMI e tos “nas várias festas e feiras em cuja promover, nos dias 14 e 15 de Novem- lho Cientifico Pedagógico de Formação para os restantes prédios. organização se especializou”. “Resta- bro, mais uma edição das Jornadas His- Contínua (CCPFC), para efeitos de pro- Dando conta da possibilidade de nos esperar que o dinheiro dos nossos tóricas, desta vez subordinadas ao tema gressão na carreira docente “06 crédi- cada um dos municípios poder estabe- impostos seja utilizado em áreas que “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma tos”. lecer as sua próprias taxas de impostos, melhorem a qualidade de vida dos Ar- Visão Histórica”. No âmbito do programa a Casa Mu- como forma de promover a competiti- ganilenses e não na concepção de obras Segundo uma nota de imprensa en- nicipal da Cultura recebe no primeiro vidade económica e social e incentivar megalómanas que ao invés de trazerem viada ao correiodabeiraserra,com es- dia do evento, pelas 21:30h, o concerto a fixação da população, os socialistas desenvolvimento, têm associados en- tas 11ª Jornadas terão lugar no Centro “Flauta Mágica de Mozart”, da Orques- constatam que as taxas pagas pelos ar- cargos significativos que os vindouros de Interpretação da Serra da Estrela e tra do Norte. ganilenses “são as mais elevadas em terão de assumir”, sustentam.
  • 23. 23 “Uma colecção de pensamentos deve ser uma farmácia moral, 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com onde se encontram remédios para todos os males.” (Voltaire) TELEFONES ÚTEIS Farmácias de Serviço em Oliveira do Hospital 13 a 19 Outubro • Gonçalves • Telf.: 238 605 130 20 a 26 Outubro • Figueira Diniz • Telf.: 238 604 435 Centro Português de Esoterismo para o Período de 15 a 27 de Outubro Câmara Municipal Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital ..... 238 605 250 de Lagares da Beira ........... 238 640 110 CARNEIRO LEÃO SAGITÁRIO Piquete de Águas .............. 238 605 256 Correios ............................ 238 600 343 Carta Dominante: 10 de Carta Dominante: O Louco, Carta Dominante: Valete de A.T.L. Municipal Hospitais da Universidade Paus, que significa Suces- que significa Excentricida- Ouros, que significa Refle- Pavilhão Desportivo........... 238 605 253 de Coimbra ....................... 239 400 400 sos Temporários, Ilusão. de. xão, Novidades. Casa da Cultura Hospital de Seia ............... 238 320 700 Amor: Poderá andar instá- Amor: Estará mais susceptí- Amor: Os momentos de par- César Oliveira ................... 238 605 254 Polícia Judiciária vel de paixão em paixão, sem se decidir vel e emocional. tilha e romance estarão favorecidos. Posto de Turismo .............. 238 609 269 Coimbra (piquete) ............. 239 863 000 por ninguém. Saúde: Consulte o dentista. Centro de Saúde ............... 238 600 250 Criança Maltratada ........... 239 702 233 Saúde: Espere uma fase tranquila. Gozará Saúde: Sentir-se-á em forma. Dinheiro: Alguma distracção e desprendi- Hospital FAAD ................... 238 600 280 SOS Adolescente ............... 800 202 484 de boa disposição. Dinheiro: Irá ter a oportunidade de se en- mento poderão conduzi-lo a gastos exces- GNR ................................... 238 604 444 SOS Mulher ....................... 239 832 073 Dinheiro: Não ceda a fantasias ambicio- volver em vários projectos, onde poderá sivos. Bombeiros Voluntário SOS Amigo ........................ 239 721 010 alcançar os objectivos que tanto deseja. sas. de Oliveira do Hospital ..... 238 602 707 SOS Estudante .................. 808 200 204 Número da Sorte: 32 Número da Sorte: 22 Número da Sorte: 75 TOURO SUDOKU VIRGEM Carta Dominante: O Mun- Carta Dominante: A Força, CAPRICÓRNIO Preencha os do, que significa Fertilida- que significa Força, Domí- Carta Dominante: 10 de Es- espaços com de. nio. padas, que significa Dor, De- números de 1 a 9 Amor: Não tenha atitudes pressão, Escuridão. Amor: Partilhe os seus sen- de forma que cada contraditórias. O campo sentimental so- Amor: Faça uma introspec- frerá oscilações. timentos com a pessoa amada, caso contrá- linha, coluna e ção e procure saber o que é melhor para si Saúde: Embora possam surgir pequenos rio, poderá entrar num período de conflito quadrado interior neste momento. problemas de saúde, não inspiram grandes e ruptura. Saúde: Probabilidade de se sentir esgotado contenha núme- cuidados. Saúde: Período tranquilo, sem sobressal- física e mentalmente. Abrande o seu ritmo ros de 1 a 9 sem Dinheiro: Os seus objectivos poderão ser tos. diário. se repetirem. alcançados nesta fase. Dinheiro: Os projectos com sócios estão Número da Sorte: 21 Dinheiro: Período de estabilidade. favorecidos. SOLUÇÃO Número da Sorte: 60 EDIÇÃO ANTERIOR Número da Sorte: 11 GÉMEOS Carta Dominante: Rei de Espadas, que significa Po- BALANÇA AQUÁRIO der, Autoridade. Carta Dominante: 7 de Carta Dominante: 7 de Ou- Amor: Estará muito senti- Paus, que significa Discus- ros, que significa Trabalho. mental. Abra o coração, não receie falar são, Negociação Difícil. Amor: Clima de diálogo e ro- dos seus sentimentos com o seu compa- Amor: Momentos de har- mance favoráveis nesta fase. nheiro. PALAVRAS CRUZADAS monia familiar e sentimental. Saúde: Preocupe-se mais com o seu físico. Saúde: Espera-o uma fase sem sobressal- Saúde: Gozará de grande vitalidade neste Pratique exercício físico. tos. período. Dinheiro: Reina a estabilidade neste cam- Dinheiro: Não seja demasiado ambicioso. Dinheiro: Época favorável para negocia- po. HORIZONTAIS: 1. Provinciano; VERTICAIS: 1. Toureava; Boa- Número da Sorte: 64 ções. Número da Sorte: 71 Benéfico / 2. Enfurecer; Líqui- tos (fig.) / 2. Perfume; Fruto da Número da Sorte: 29 do lacrimal / 3. Rio da Rússia; silveira / 3. Tecido; Desregrado CARANGUEJO Determinar / 4. Enfraquecida / / 4. Cidade caldeia; Aluguer / Carta Dominante: 10 de Copas, que significa Feli- ESCORPIÃO PEIXES 5. Evasiva; Cidade japonesa / 6. 5. Despique, provocação / 6. cidade. Carta Dominante: Rei de Carta Dominante: 2 de Ou- Levantara / 7. Seita criminosa Assassino; Brisa / 7. Farmácia; Amor: Favoreça o diálogo ros, que significa Dificulda- Paus, que significa Força, (embr.) Cério (s. quím.) / 8. Co- Cachaço / 8. Ermida; Hino / 9. com a pessoa amada para ultrapassar situ- de/ Indolência. Coragem e Justiça. ações de insatisfação. Amor: Esqueça um pouco o mover, exaltar / 9. Livro sagrado Adiamento; Honestas. Amor: Caso esteja livre, Saúde: Esteja alerta a situações que pos- poderá surgir brevemente a pessoa que trabalho e dê mais atenção à sua família. dos muçulmanos; Liguei / 10. sam originar acidentes. Evite o nervosismo Saúde: Poderá andar muito tenso. e a precipitação. idealizou. Cidade marroquina; Relatório / Dinheiro: Período positivo e atractivo. Dinheiro: Fase favorável à obtenção de Saúde: Procure ser mais moderado. Haverá uma subida do seu rendimento 11. Condimento; Partículas. resultados relativos a projectos de longa Dinheiro: Finanças prósperas. Aproveite mensal. data. para comprar um presente para si. Número da Sorte: 66 Número da Sorte: 46 Número da Sorte: 36 SOLUÇÃO EDIÇÃO ANTERIOR ANEDOTAS Nasceu há 81 anos… As cores... Um Alentejano de Serpa andava a aprender Inglês num curso de Sir Roger George Moore é 1991, actua como embaixador adultos, a professora passou-lhe um trabalho para casa sobre as um actor britânico nascido na da UNICEF, e pelas suas acções cores, o que o Alentejano evidentemente não fez. Inglaterra. É mundialmente cé- humanitárias foi condecorado, No dia seguinte, a professora pergunta pelo trabalho, vai o lebre por interpretar o famoso em 1999, Cavaleiro do Império Alentejano e diz: agente secreto James Bond por Britânico pela Rainha Elizabeth – Ontem quando cheguei a casa, ouvi o telefone GREEN!!!, atendi sete vezes no cinema, substi- II, recebendo o título de Sir. e disse YELLOW!!!, ouvi do outro lado: “Vai à bardam...”. E eu tuindo Sean Connery. Desde Fonte: wikipédia PINK!!!
  • 24. Redacção, Direcção, Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 - 1.º Esq. 3400-075 Oliveira do Hospital Telefone Geral 238 086 546 * Fax 238 086 547 Internet: www.correiodabeiraserra.com e-mail: geral@correiodabeiraserra.com www.correiodabeiraserra.com Escola Superior já não tem soluções internas ESTGOH recorre a auditório da Caixa de Crédito para dar aulas a turmas numerosas A Caixa de Crédito Agrícola mais de 100 alunos – dos cursos de Ad- PUB Mútuo (CCAM) de Olivei- ministração e Finanças e Administração e ra do Hospital celebrou Marketing. recentemente um protoco- A necessidade de recorrer àquele es- lo com a Escola Superior paço – com capacidade para mais de 100 de Tecnologia e Gestão, com vista a que pessoas –, surgiu em consequência de a aquele estabelecimento de ensino supe- ESTGOH já não ter condições, nas suas ac- rior possa colocar no auditório da CCAM tuais instalações, “para albergar turmas tão as turmas mais numerosas – algumas têm grandes”, referiu ao Correio da Beira Serra o director daquele estabelecimento de en- sino, Nuno Fortes. As aulas já se iniciaram e decorrem de segunda a quinta-feira, entre as 18h00 e as 20h00. Fortes manifestou-se satisfeito com a solução, uma vez que – conforme Concorda que o Município de Oliveira referiu a este jornal – o auditório da CCAM do Hospital seja integrado na “Região “tem óptimas condições, é moderno, está bem equipado” e, além disso, encontra-se Turismo do Centro de Portugal”? “muito próximo” da ESTGOH. Para o presidente daquela instituição bancária, este protocolo insere-se “na filo- sofia de apoio que a CCAM vem tendo para com as várias instituições” do município. Carlos Mendes frisou contudo que, “nes- te caso particular está em causa o apoio a uma escola que é fundamental ao futuro do concelho”. Na ordem do dia continua entretanto o impasse a que se vem assistindo quanto à construção das futuras instalações da ES- TGOH. A assembleia municipal de Olivei- ra do Hospital, reunida dia 26 de Setem- Estes resultados, foram recolhidos entre 30 de Setem- bro, aprovou uma moção, proposta pelo bro e 13 de Outubro e correspondem a 139 votos. Os resultados deste inquérito não têm qualquer base científica, mas podem deputado da CDU, Luís Almeida, no senti- constituir um indicador da preferência dos leitores do CBS Online. do de “reclamar ao Governo e aos partidos políticos com representação parlamentar que, no âmbito das respectivas funções e Acha que a Câmara Municipal deve- competências, façam incluir, de alguma ria estar mais atenta às situações de forma, as verbas necessárias no próximo pobreza existentes no concelho? Orçamento de Estado para 2009” à cons- trução das novas instalações da ESTGOH.

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