CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 65 (II SÉRIE) – 14.10.2008

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Versão integral da edição n.º 65 (ANO 2 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. 14.10.2008.
Para consultar o jornal na web, visite http://www.correiodabeiraserra.com/

Site do Instituto Superior Miguel Torga: www.ismt.pt

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

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CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 65 (II SÉRIE) – 14.10.2008

  1. 1. PUB Terça-feira, 14 de Outubro de 2008 QUINZENÁRIO Ano 2 - Série II - N.º 65 Director: Henrique Barreto Preço: € 0,50 (IVA incluído) www.correiodabeiraserra.com S. Paio de Gramaços Em consequência de alegados “maus tratos” Funcionárias camarárias Fonte desactivada por “causa” da EDP revoltam-se com presidente Duas queixas-crime apresentadas por duas empregados da autarquia oliveirense estão a do executivo, o autarca do PSD teve que ouvir A Junta de Freguesia de S. Paio de Gra- funcionárias contra o autarca que governa a ser tratados por Mário Alves. Há quem susten- várias acusações proferidas por uma trabalha- maços viu-se obrigada a desactivar uma câmara de Oliveira do Hospital, vieram lançar te que muitos funcionários se calam por teme- dora da CMOH, que se fez acompanhar por um fonte ornamental mandada construir a discussão sobre a alegada forma como alguns rem represálias, mas na última reunião pública dirigente sindical. Págs. 5 e 9 pelo antigo presidente , João Paulo Velo- Uma família à luz da vela... so, porque a factura da EDP é elevadís- sima. Aquela autarquia – nos acertos da eléctrica portuguesa –, já chegou a pagar um montante de 5 mil euros. Pág. 7 Na 2ª fase de acesso ao ensino superior ESTGOH volta a ter bons resultados Na 2ª fase de acesso ao ensino supe- rior, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital re- gistou uma taxa de ocupação de 82 por cento. Ainda em instalações pro- visórias, aquele estabelecimento de ensino superior está a “rebentar pe- las costuras” e já teve que se socorrer do auditório da caixa de crédito local para colocar as turmas mais numero- sas. Págs. 3 e última Em Lagares da Beira Presidente da Câmara e vereadores abandonam reunião Intempestivamente, primeiro saiu Mário Alves, depois Paulo Rocha e, fi- nalmente, Fátima Antunes. Foi assim que aconteceu, a semana passada, no Agrupamento de Escolas de Lagares da O Correio da Beira Serra volta a e sem casa de banho. O casal, que conformou com a sua situação de lamenta Gracinda Sousa (na ima- Beira, local onde decorria uma reunião “tropeçar” num caso em que uma habita na Catraia de S. Paio, com pobreza. “A gente vê que no povo gem), ao passo que acende a velha do Conselho Geral Transitório daquele família conseguiu chegar aos dias um filho de 29 anos, numa casa eles vivem melhor, mas a renda candeia para iluminar a habita- agrupamento. Pág. 2 de hoje sem luz eléctrica, sem água sem o mínimo de condições, já se de um apartamento é muito cara, ção. Págs. centrais PUB
  2. 2. 2 14 de Outubro de 2008 D E S TA Q U E www.correiodabeiraserra.com No Agrupamento de Escolas de Lagares da Beira Presidente e vereadores abandonam reunião  Atitude dos autarcas do PSD foi alvo de críticas O presidente da câmara e tório (CGT). toca a representantes da comuni- bou também por sair depois de ter qualquer vereador ou, ainda, de- De acordo com a nova legisla- dade local, deveria ser integrado sido aconselhada por uma docen- legar a sua representação em pre- dois dos seus vereadores ção do Ministério da Educação, por representantes de instituições te a moderar a exaltação. sidentes de junta da área de cada abandonaram uma reunião a criação destes órgãos em todos locais. Sem os autarcas na sala, foi agrupamento. do Conselho Geral Tran- os agrupamentos escolares, que A celeuma instalou-se na entretanto realizada a votação da entre outras competências passa- reunião e, depois de terem sido proposta dos três representantes Como funcionam sitório do Agrupamento rão a ter a capacidade de eleger e colocadas em votação as duas da comunidade local que terão os conselhos gerais de Escolas de Lagares da destituir o director da escola, é propostas – Alves nunca chegou assento no CGT, e aprovada por Aos futuros conselhos gerais obrigatória. no entanto a especificar quem unanimidade. “cabe a aprovação das regras fun- Beira por discordarem da Os CGT são compostos por re- deveriam ser as instituições a ga- damentais de funcionamento da forma como aquele órgão presentantes do pessoal docente e nhar representatividade naquele Freixinho critica exclusão escola (regulamento interno), as não docente, dos pais e encarre- órgão –, o presidente da câmara dos vereadores do PS decisões estratégicas e de planea- procedeu à indicação dos gados de educação, alunos e, ain- não gostou de ter sido derrotado Esta questão da constituição dos mento (projecto educativo, plano três representantes da da, de três representantes do mu- – nove pessoas contra sete vota- conselhos gerais transitórios, que de actividades) e o acompanha- comunidade local. nicípio e da comunidade local. ram favoravelmente os represen- no próximo ano lectivo – por via mento da sua concretização. Ao De acordo com o que o Correio tantes designados pelo CGT – e, de uma eleição – têm que ser defi- CGT é ainda confiada “a capaci- da Beira Serra apurou, na escolha sem mais delongas, abandonou nitivos, vem provocando alguma dade de eleger e destituir o direc-  HENRIQUE BARRE T O dos representantes da comuni- abruptamente a reunião. O seu controvérsia. tor, que por conseguinte lhe tem dade local o CGT decidiu-se por vice-presidente, Paulo Rocha, Numa recente reunião do exe- de prestar contas””. O indicar três conhecidas figuras também não perdeu tempo e se- cutivo camarário, a vereadora do De acordo com o que refere o presidente da câ- locais: o empresário Amadeu Sea- guiu-lhe as pisadas. PS, Maria José Freixinho, lamen- Ministério da Educação no De- mara de Olivei- bra, que é o principal empregador Na sala – referiu ao CBS uma tou que os vereadores socialistas creto-Lei nº 75, publicado em 22 ra do Hospital e da freguesia de Lagares da Beira; a fonte ligada ao processo – “ins- tenham sido arredados de todo de Abril de 2008, a medida visa dois vereadores proprietária e directora técnica da talou-se uma grande confusão” e este processo, uma vez que em “reforçar a participação das famí- do PSD – Paulo farmácia local, Eunice Monteiro, a atitude tomada pelos dois au- todos os agrupamentos escolares lias e comunidades na direcção Rocha e Fátima Antunes – aban- e ainda o presidente da junta de tarcas deu azo a que muitos dos os três representantes do municí- estratégica dos estabelecimen- donaram de forma considerada freguesia governada pelo Partido presentes tivessem lamentado o pio nos CGT são exclusivamente tos de ensino” porque, conforme intempestiva uma reunião, re- Socialista, Raul Dinis, episódio. Mário Alves, Paulo Rocha e Fáti- sustenta o ministério de Maria de alizada na semana passada, no Depois de tomar conhecimento A vereadora da Educação, Fá- ma Antunes. Sublinhe-se que de Lurdes Rodrigues, “é indispensá- Agrupamento de Escola de Laga- da proposta, Mário Alves insur- tima Antunes, que ainda ficou na acordo com a legislação em vigor, vel promover a abertura das esco- res da Beira, no âmbito da consti- giu-se com alguma contundência reunião durante alguns instantes a Câmara Municipal pode estar las ao exterior e a sua integração tuição do Conselho Geral Transi- e defendeu que o CGT, no que após a saída do presidente, aca- representada nestes órgãos por nas comunidades locais”. PUB
  3. 3. 3 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com D E S TA Q U E Novas instalações precisam-se F R A S E S EDITORIAL ESTGOH com taxa “Os processos em tribunal têm custas para mim, mas para o senhor presidente não, porque do Assédio verbal! de ocupação de 82 por cento seu bolso não vai sair nada, sairá do meu…o município é que paga, mas quem tem o prazer é o senhor presidente” Henrique Barreto D Isilda Cordeiro, Funcionária da CMOH epois de uma primeira fase com e 104,1. Ao curso de Administração e Finanças In reunião pública do executivo ocupação de 100 por cento, a Esco- – com nove vagas sobrantes – concorreram 29 alu- Há uns anos atrás – não me la Superior de Tecnologia e Gestão nos, tendo o último candidato sido colocado com apetece agora ir apanhar de Oliveira do Hospital (ESTGOH) uma nota de 104,8. Sem nenhuma vaga sobrante, “As acusações à má gestão da pó para os arquivos, mas os registou, na segunda fase de aces- o curso de Engenharia Informática registou o do- Câmara são graves e obrigam a leitores do CBS certamente so ao ensino superior, uma ocupação de 82 por bro de candidaturas (28) tendo em conta o núme- esclarecimentos” que se recordam do episódio cento, vendo preenchidas 59 vagas, de um total ro de vagas colocadas a concurso (14). José Francisco Rolo, vereador do PS –, denunciei nas páginas deste de 72 colocadas a concurso. Os resultados estão Recorde-se que na primeira fase do concurso In reunião pública do executivo jornal um incidente gravíssimo disponíveis na internet em www.dges.mctes.pt/ de acesso ao ensino superior, a ESTGOH registou em que um quadro superior da coloc/2008, desde as 00h00 desta segunda feira, uma ocupação total do seu número de vagas, com “Percebi que o Empreender + Câmara de Oliveira do Hospital 13 de Outubro. a particularidade de o número de alunos candida- redundou num fracasso” – fundamentalmente governada Dos quatro cursos disponíveis na ESTGOH, tos (466) ter sido quase quatro vezes maior que a Idem pelo dueto social-democrata apenas os de Engenharia Informática e Adminis- totalidade de vagas a concurso (120). Na ocasião, Carlos Portugal/Mário Alves tração e Marketing viram preenchidas a totali- o director Nuno Fortes revelou-se satisfeito com –, deu-se ao luxo de pegar no “Não esteja a fazer de mim um dade das vagas, com 14 e 17 alunos colocados, os resultados e não deixou de se mostrar confian- livro de escrituras da câmara e demente. O senhor (José Francisco rasurar um documento públi- respectivamente. No curso de Engenharia Civil te quanto ao resultado da segunda fase. Rolo) é o rei da demagogia e um co. foram ocupadas 15 das 19 vagas a concurso, mas Com menos cursos e menor número de vagas político sem ética” Na altura, o Correio da Beira foi no curso de Administração e Finanças que se a concurso, a Escola Superior de Turismo e Te- verificou um maior número de vagas por ocupar, lecomunicações de Seia (ESTTS) superou a ES- Mário Alves, presidente da CMOH Serra – para que não restas- já que sobraram nove de um total de 22 colocadas TGOH no número de vagas sobrantes. A ESTTS In reunião pública do executivo sem dúvidas e não houvesse a concurso. apenas viu preenchidas 36 das 61 vagas colocadas a possibilidade de alguém vir Sublinhe-se, contudo, que em cada um dos ao concurso da segunda fase de acesso ao ensino “Temos a nossa forma de acção e dizer que tinha sido mais uma quatro cursos, as colocações ultrapassaram o nú- superior, sendo que apenas o curso de Gestão Ho- não é o meu amigo que vai impor invenção do jornal – estampou mero de vagas inicialmente colocadas a concurso, teleira preencheu as 14 vagas disponíveis. O cur- o que quer que seja ao nível de nas suas páginas as provas do num total de 46. A este número acresceram as 26 so de Turismo e Lazer não atingiu uma ocupação qualquer projecto. Fomos eleitos crime: o documento original vagas libertadas por recolocação. Administração e de 50 por cento, já que apenas foram ocupadas 11 pelo povo, temos a maioria e e o rasurado. Nunca se soube Marketing e Engenharia Civil foram os cursos que das 28 vagas. Com um total de 11 alunos coloca- com que fins é que a artimanha somos nós que definimos quando registaram um maior número de alunos candida- dos, o curso de Restauração e Catering também foi feita, porque nunca existiu e como avançamos e os caminhos tos, 49 e 42 respectivamente, sendo que a nota não registou ocupação total, ficando com 9 vagas qualquer investigação. Ao au- que trilhamos” tor da falsificação – o director do último colocado em cada curso foi de 120,4 sobrantes. Idem de Departamento Administra- tivo e Financeiro da CMOH, “Nenhuma pessoa se fixará em Rui Rosa – o executivo deu-lhe Oliveira do Hospital se sentir ins- apenas uma admoestação. O tabilidade psicológica e social” caso ficou por aí porque a opo- Mário Alves, presidente da CMOH sição socialista e as instâncias In sessão solene feriado municipal, 7 de Outubro judiciais nada fizeram. Hoje, chegam-me notícias de “A minha dívida para com o meu funcionários autárquicos que, concelho aumentou extraordina- ao invés da protecção que foi dada ao personagem em causa, riamente” se queixam de perseguição e de José Reis, homenageado com Medalha de Ouro tratamento alegadamente anti- In sessão solene feriado municipal, 7 de Outubro democrático. Entre os funcionários, vive-se “Que os concelhos se virem uns um ambiente de cortar à faca, para os outros e cooperem e criem confidenciava-me há dias aqui um pólo que vai de Oliveira um funcionário autárquico, do Hospital a Gouveia” avisando-me sistematicamente Idem da necessidade do sigilo da conversa. “Há regiões onde muito se fala Se este desabafo fosse só de um na raça da população local … único funcionário, ainda daria Nogueira do Cravo tem gente com o benefício da dúvida, mas o problema é que há cada vez grande raça” mais trabalhadores do muni- Ribeiro de Almeida, vereador do PS cípio a queixarem-se do chefe Reunião Pública do Executivo do executivo e de uma espécie de assédio verbal, que obriga “O Pólo da Serra foi arranjado à as pessoas ao silêncio porque medida do senhor Jorge Patrão” “quem manda pode”. Mário Alves Eis que agora – e sem querer Assembleia Municipal, 26 de Setembro antecipar aqui qualquer tipo de julgamento –, duas funcio- “Isso é uma conversa indelicada nárias decidem mover uma que fica mal a um autarca” queixa-crime contra o presi- Jorge Patrão, dente da câmara, embora na Correio da Beira Serra qualidade de cidadão. Não sei o que dizer: primeiro são os colegas de partido, agora são as “infelizmente o senhor presidente trabalhadoras do município... da Câmara quer ir para o Cen- O que sei é que este clima de tro… que seja muito feliz” conflitualidade em nada presti-  ESTGOH é cada vez mais um motor de desenvolvimento do concelho de Oliveira do Hospital. Idem gia o poder local.
  4. 4. 4 14 de Outubro de 2008 OPINIÃO www.correiodabeiraserra.com zes com uma tira adesiva que ia libertando um suave aroma a maracujá. Recentemente a marca Dove também deu os primeiros pas- sos nesta tendência. No lançamento da nova gama de produtos go fresh, enquanto o seu anúncio passava nos cinemas, estavam es- S palhados pelas salas difusores que lançavam META ente-se no ar um leve aroma a Estados Unidos, Brasil e Japão, esta preocu- o aroma da variedade Energise mudança. Talvez para compen- pação já não é algo recente. Já lá vão muitos com toranja e erva limão. Esta sar algumas das frustrações e anos desde que a Disney, para tornar os fil- nova estratégia também che- desilusões do dia-a-dia, chega- mes mais reais e estimular os apaixonados gou à nossa imprensa nacional. se à conclusão que o consumi- dor actual busca, através da criação de laços emocionais com empresas, marcas ou produ- por cinema, colocou nas suas salas difusores com cheiro a pólvora e a borracha queima- da que libertavam pequenas fragrâncias nos O NARIZ Pela primeira vez, surgiu nas bancas uma edição impressa num papel especial com aroma tos, ser estimulado e obter sensações únicas e verdadeiramente agradáveis. Até ao momento actual, sempre houve por maiores momentos de acção, elevando assim os níveis de recordação dos espectadores. Nos países adeptos desta tendência, vários ONDE É a pinho para divulgar um novo empreendimento imobiliário localizado numa zona rodeada parte dos responsáveis do Marketing grandes preocupações em saber qual seria a imagem, a música, o paladar e a forma ideal para obter aromas pairam no ar. Começa assim a não ser por acaso que as padarias tenham o for- no ligado às condutas de ar geral para espa- CHAMADO de espaços verdes. Baseando-nos em dados que comprovam que a nossa me- os resultados desejados com as várias estra- lhar ao longo de toda a superfície um cheiro mória pode reter até 10.000 aromas distintos tégias. A verdade é que estes nunca se pre- mais intenso a pão quente, que, em lojas de e apenas 200 cores, facilmente concluímos ocuparam, realmente, com qual poderia ser jardinagem, cheire sempre a terra húmida, que o olfacto consegue ser sem dúvida um o impacto dos aromas no momento de aqui- que, em parques de diversão, cheire sempre dos sentidos mais poderosos. Talvez porque sição. Estudos americanos recentes revelam, a pipocas caramelizadas e que as marcas de Vencer as a percepção dos cheiros sempre desempe- no entanto, que o olfacto, por atingir mais ra- automóvel intensifiquem o cheiro a couro no imposições dos nhou um papel fundamental na evolução do pidamente as zonas do cérebro ligadas à me- interior dos veículos novos. ser humano, o marketing aromático veio en- mória e às emoções, deverá ser um dos cinco Felizmente em Portugal já começamos a ter sentidos é a sinar-nos que todas as acções de marketing sentidos a privilegiar, pelas empresas, em fu- algumas histórias para contar. Para desper- que estimulam o nosso olfacto sempre terão turas acções. tar a curiosidade do seu novo sabor, a Frize mais gloriosa resultados com um aroma agradável. Apesar de, em Portugal, ainda serem pou- decidiu recorrer ao tradicional carrinho de das vitórias. sugestão.fordoc@gmail.com cas as empresas a ter em atenção a questão compras dos hipermercados e, no momento Associação Nacional de Jovens Formadores e Do- dos aromas, na realidade, em países como do seu lançamento, colocou diversos carta- (Axel Oxentiern) centes (FORDOC) Caminho-de-ferro…com futuro ! O to na sua falta de discernimento estratégico. PCP e a CDU são as únicas do Planeta, o que, por sua vez, já está a deter- Bem, muito, muito caro mesmo nos fica já forças políticas que têm pro- minar uma série de dramas e até de tragédias mas é o que por aqui temos e nos deixa mal posto e reclamado a constru- à escala global também. Por isso, é em princí- servidos somado com a ausência daquilo que ção de um ramal ferroviário pio estrategicamente bem-vindo tudo aquilo não temos e tanta falta nos faz. desde (Coimbra)Lousã até que, hoje, com racionalidade e bom senso, Mas a verdadeira razão, que a nível dos Celorico da Beira a entroncar, aí, na Linha ajude a civilização – ou seja todos nós - a fu- principais decisores políticos e outros (na- (internacional) da Beira Alta. gir da “ditadura” envenenadora dos combus- cionais e regionais) não faz avançar este tipo Aliás, a construção dessa linha de cami- tíveis fósseis (petróleo/gás)… de projectos regionais, é porque ou eles es- nho-de-ferro será, desde há cem anos pelo 2 – Para evitar a “especulação” reinante João Dinis* tão “cegos” ou principalmente lhes interes- menos, o mais velho sonho de desenvol- com a construção de vias auto, entre nós um sa garantir o lucro dos grandes consórcios vimento regional dos beirões de gema, por verdadeiro problema pois a péssima constru- (…) É tempo, pois, privados que vão construir e concessionar aqui, por esta nossa terra-chã deste nosso pe- ção das mesmas é mais do que evidente… (auto)estradas à custa da iniciativa pública daço do Planalto Beirão. Depois, com camiões pesadíssimos a passa- de reafirmar que do Estado. Esta justa aspiração tem ultimamente sido ram por lá aos milhares, essas estradas mal construir caminhos- Para além disso, a eles só lhes interessa, recebida, por alguns, com cepticismo e até construídas ficam estragadas num instante e para já, construir o TGV, uma megalomania com alguns sorrisos de comiseração como toca a repor pavimentos e a (re)pagá-los com de-ferro, porventura, de facto mas capaz de gerar lucros fabulosos se de alguma piada triste afinal se tratasse. o nosso dinheirinho… é hoje mais estraté- a dois ou três desses grandes consórcios pri- Uma vez, no calor de um debate público so- 3 – Para fazer baixar o custo dos transpor- vados. Acresce que, entre nós, não há inte- bre o assunto, tivemos oportunidade para di- tes (públicos) quer de Pessoas quer de mer- gico do que o foi há resse económico privado em concessionar zer que ter visão estratégica é ser capaz de cadorias. cem anos atrás. E caminhos-de-ferro de menor escala por parte ver muito para além do próprio umbigo ou 4 – Tendo também em conta que algumas desses grandes consórcios chamem-se BRI- nariz … das principais matérias-primas do Concelho porquê? Por várias, SA ou outra coisa qualquer… É tempo, pois, de reafirmar que construir e da nossa Região, são matérias-primas, logo ponderosas e estraté- Em síntese e em última análise, a “razão” caminhos-de-ferro, porventura, é hoje mais mercadorias, de peso e volume concentra- - a falta de razão – dos principais governan- estratégico do que o foi há cem anos atrás. E dos; considerando que as vias de comunica- gias razões. (…) tes e outros decisores que os leva a não que- porquê? Por várias, ponderosas e estratégias ção automóvel e os transportes públicos que rer construir ramais de caminho-de-ferro razões. A saber : por aqui temos são manifestamente insufi- disseminados pelo País, essa “razão” radi- 1 – Por causas de natureza ambiental e cientes. ca na sua completa submissão aos grandes energética. Para retirar das estradas milhares grupos económicos que mais ganham com e milhares de veículos auto, quer de trans- Portanto, por todas estas macro e micro ra- as auto-estradas e com os combustíveis fós- portes de mercadorias quer de transportes de zões, é hoje de enorme interesse estratégico a seis. passageiros. construção de um ramal de caminho-de-ferro Nós, por cá, nós que temos outros e mais Como hoje bem se sabe, os motores nor- desde (Coimbra)Lousã, passando pelo nosso consentâneos interesses sociais a defender, a mais a combustão emitem doses venenosas Concelho, até ligar à linha da Beira Alta na nós interessa-nos pensar e agir melhor, com de CO2 - as emissões de carbonos para a zona de Celorico, por exemplo. outra, melhor e mais social visão estratégica. atmosfera - as quais, entre outras más con- Dizem alguns “economicistas” (para se Aqui, entram o PCP e a CDU a fazer a sequências “pequenas”, estão a contribuir desculparem…) que ficaria muito cara uma diferença ! bastante para acelerar o aquecimento global tal construção. Concedamos até certo pon- * Autarca da CDU – Oliveira do Hospital Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarreto@correiodabeiraserra.com Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopes@correiodabeiraserra.com Desporto: Editor: José Carlos Alexandrino, João Jorge Colaboradores Permanentes: Adelaide Freixinho, António Campos, Carlos Portugal, Carlos Alberto, Carlos Carvalheira, João Dinis, José Augusto Tavares, Luís Lagos, Luís Torgal, Paulo Ribeiro (caricaturista), Rui Santos. Deptº. Comercial: Isabel Mascarenhas Projecto Gráfico: Jorge Lemos Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis – Telef.: 256 600 580 - Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Sede, Redacção e Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 – 1º Esqº - 3400-075 Oliveira do Hospital, Telef.:2380865476 Fax 238086547 Correio Electrónico geral@correiodabeiraserra.com Edição Internet: www.correiodabeiraserra.com Entidade Proprietária: Temactual, Lda, Matric. na Conservatória do Registo Comercial de Oliveira do Hospital sob o número 507601750, Contribuinte: 507601750, Capital Social: www.correiodabeiraserra.com 25,000 Euros Nº de Registo no ICS: 112130 Depósito Legal N.º 54475/92 Tiragem Média Mensal: 6.000 exemplares Detentores de mais de 10% do capital da empresa: AHL -Investimentos e Participações, SGPS, SA.; Henrique Manuel Barreto Pereira de Almeida
  5. 5. 5 POLÍTICA 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com Na queixa-crime apresentada por duas funcionárias da CMOH Mário Alves tenta evitar julgamento Foto Arquivo mente recorriam à baixa médica. Mário Américo Franco Alves, A Procuradora do Ministério acusado de dois crimes de Público decidiu entretanto acom- difamação agravada por duas panhar a acusação, mas o presi- funcionárias da autarquia dente da CMOH acaba de requerer a abertura de instrução. Uma das oliveirense, já requereu a suas testemunhas – há alguns fun- abertura de instrução, com cionários da autarquia oliveirense vista a tentar contrariar a que também foram arrolados pela defesa do autarca – é a vereadora tese da acusação. A decisão Fátima Antunes. sobre o processo, cuja acusa- Ainda de acordo com o que este ção é acompanhada pelo Mi- jornal também apurou, outra das testemunhas arroladas pela acusa- nistério Público, está agora ção e que esteve presente naquela nas mãos do Juiz. polémica reunião – o director do departamento administrativo e fi- nanceiro da CMOH, João Mendes  HENRIQUE BARRE T O – não confirmou entretanto a ver- são dos factos apresentada pelas O queixosas. presidente da Câ- Apesar de Mário Alves ser acu- mara Municipal de sado de ter proferido aquela po- Oliveira do Hospi- lémica afirmação, quando estava tal (CMOH) já veio no exercício das suas funções, a requerer a abertura acusação decidiu apresentar uma de instrução no processo judicial queixa-crime contra o cidadão e onde é acusado pelo Ministério não contra o autarca. Contudo, o Público pela prática de dois cri- edil oliveirense nomeou como seu mes de difamação agravada, em defensor oficioso Armando Pinto consequência de duas queixas Correia, um advogado avençado apresentadas por duas funcioná- do município. rias da autarquia oliveirense, Ma- Esta situação tem vindo a gerar ria do Rosário e Ana Isabel. alguma controvérsia e, na última Conforme o Correio da Beira assembleia municipal, dia 26 de Serra noticiou na sua última edi- Setembro, o autarca foi desafiado ção (ver CBS impresso de 30 de  Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital novamente a braços com a justiça... por um deputado municipal do Setembro), os factos remontam a PS, Francisco Garcia, a esclarecer Setembro de 2007, quando numa mado, durante a sua intervenção, o que o Correio da Beira Serra uma doença do foro oncológico e se era o município a pagar as des- reunião realizado no salão nobre o seguinte: “Não podemos contar conseguiu apurar, as funcionárias outra tem problemas ortopédicos pesas judiciais inerentes ao pro- dos Paços do Concelho com vista com duas funcionárias daqui do alegadamente visadas na aludida que lhe dificultam a locomoção –, cesso ou o cidadão Mário Alves. vista à preparação do arranque do ATL de Oliveira do Hospital por- afirmação do autarca social-demo- decidiram apresentar uma queixa- “A questões judiciais respondo no ano lectivo 2007/08 entre o autar- que são duas inválidas. E não que- crata, que recorrem com alguma crime contra Mário Alves, já que local próprio e aqui não lhe vou ca, as funcionárias do ATL e do rem fazer nada…” frequência a baixas médicas por segundo o CBS apurou eram essas dar resposta nenhuma”, argumen- pré-escolar, Mário Alves terá afir- Acontece que de acordo com razões de saúde – uma sofre de mesmas funcionárias que regular- tou o autarca. Aldeia das Dez Festa da Castanha realiza-se a 25 e 26 de Outubro J á está definido o programa da sétima edição da Fes- ta da Castanha, com data marcada para 25 e 26 de Outubro, em Aldeia das Dez, no Santuário de Nossa Senho- ra das Preces. À semelhança do que tem aconte- cido em edições anteriores, a Festa da Castanha 2008 reúne no espaço envolvente ao santuário vários ex- positores de produtos tradicionais e artesanato, o concurso da maior abóbora exposta, a actuação dos A já tradicional Mostra Gastro- grupos etnográficos e a oferta do nómica e Etnográfica da Beira Serra tradicional magusto. tem início pelas 21h00 de sábado, Os visitantes são ainda convi- 25 de Outubro, no Adro da Igreja dados a apreciar a exposição de Matriz de Aldeia das Dez, para escultura de Joban Traxel e a ex- onde está prevista a actuação do posição de fotografia “Recordar é Grupo de Concertinas da Amadora Viver” da Associação Recreativa e a participação da Companhia de do Goulinho. A Filarmónica Fide- Teatro Viv’Arte. Na ocasião tam- lidade de Aldeia das Dez também bém não vão faltar o Teatro de Rua, fará eco da sua música durante o nem o espectáculo de pirotecnia. certame. No domingo, 26 de Outubro, as A Festa da Castanha é organi- atenções centram-se no Santuário zada pela Junta de Freguesia de de Nossa Senhora das Preces, sen- Aldeia das Dez, com o apoio da do que a abertura dos expositores e Câmara Municipal de Oliveira do tasquinhas acontece pelas 10h00.  A Festa da Castanha é já um dos principais cartazes turísticos do concelho... Hospital.
  6. 6. 6 14 de Outubro de 2008 ECONOMIA www.correiodabeiraserra.com Arrendamento supera a compra em Oliveira do Hospital Compra de habitação regista maior quebra dos últimos 8 anos A compra de casa regista o pior momento dos últimos oito anos no concelho de Oli- veira do Hospital. O arrenda- mento é cada vez mais uma opção para os jovens casais e na cidade são sobretudo os estudantes da ESTGOH que asseguram o mercado.  LILIANA LOPES À semelhança do que está a acon- tecer a nível na- cional, a compra de casa registou quedas acentuadas no concelho de Oliveira do Hospital. A procu- ra de habitação mantém-se, mas a subida dos juros e o aperto na concessão de crédito tem vindo a dificultar a concretização dos negócios. As placas de venda de imóveis multiplicam-se por todo o con- celho, mas o até agora habitual recurso ao empréstimo bancário  A venda de apartamentos em Oliveira do Hospital tem vindo a abrandar significativamente já viu melhores dias. A subida constante das taxas de juro e os critérios rigorosos subjacentes à o processo de aquisição de habi- tantes moradias à venda por todo espaços. Pesem embora as dificul- de habitação própria, desde que concessão do crédito têm limita- tação, incluindo o contacto com a o concelho, algumas delas muito dades na contracção de emprésti- seja feita de forma consciente. do a compra de habitações. Pa- banca, Maria Luísa Ferrão consta- degradadas, mas recuperáveis. É mos bancários, Maria Luísa Ferrão “As pessoas devem comprar uma ralelamente, assiste-se também ta que, na maioria das vezes, as sobretudo na cidade que aumenta dá conta de uma cada vez maior casa que lhes permita manter um a quebras na construção de imó- dificuldades no acesso ao crédito a procura de casa, em especial de exigência por parte dos futuros estilo de vida saudável e sem que veis. Maria Luísa Ferrão, empre- derivam do facto de cada vez mais apartamentos, embora haja uma compradores. seja necessário o endividamento sária do sector imobiliário, fala famílias estarem dependentes do tendência por parte da imobiliária total das famílias”, considerou, de um equilíbrio entre a procura chamado crédito fácil que “está em investir nas zonas históricas, Arrendamento supera realçando que - como referiu o e a oferta das habitações em Oli- à distância de um telefonema”. como forma de revitalização dos compra de casa presidente da direcção nacional veira do Hospital. “Os construto- Por outro lado, aponta também o O fenómeno não é novo e a em- da Associação de Profissionais e res souberam-se ajustar”, referiu dedo ao facto de muitas famílias presária garante que não é uma Empresas da Mediação Imobili- a empresária ao Correio da Beira quererem adquirir um imóvel que consequência das dificuldades ária de Portugal – “o imobiliário Serra, constatando a não existên- não está ao alcance das suas pos- adjacentes à compra de habitação. ainda é um dos raros motores cia de uma oferta excessiva. sibilidades e que cujo crédito, é à Mas, a realidade é que neste mo- da economia que gera riqueza e Sem deixar de desaprovar o partida recusado. Por esse motivo, mento a imobiliária de Maria Luí- proporciona retorno a quem nele alarmismo feito pela Comunica- sublinha a importância de os po- sa Ferrão não tem uma única casa investe com seriedade de transpa- ção Social em torno da subida tenciais compradores se socorre- disponível para arrendamento. rência”. de uma décima da taxa de juro, rem do apoio de uma imobiliária São sobretudo os jovens, casais Sublinhe-se que o Orçamento Maria Luísa Ferrão, considera para a procura de casa e conse- ou não, que optam por esta moda- de Estado para o próximo ano vai que agora mais do que nunca, quente aquisição. Para além dis- lidade, dada a possibilidade que apostar numa série de medidas as famílias se retraem a comprar so, Maria Luísa Ferrão destaca o têm de poder vir a beneficiar do que levem os portugueses a in- ‘ habitação e por conseguinte a re- papel da imobiliária na mediação apoio concedido pelo programa vestirem no mercado do arrenda- correr à banca. Com oito anos de entre quem vende e quem compra. Porta 65. Mas, na cidade, uma boa mento de habitação, como forma actividade no sector, a empresária “Comprando numa imobiliária, a fatia do arrendamento é assegura- de ultrapassar as dificuldades de confessa que “este ano será dos pessoa corre menos riscos do que (…) Eles asseguram da pelos jovens estudantes que acesso ao crédito para habitação. piores”, superando até o primei- comprando directamente ao pro- o arrendamento e o ingressam na Escola Superior de Senhorios e inquilinos vão ter in- ro ano – há oito anos atrás – em prietário”, sublinhou, realçando Tecnologia e Gestão de Oliveira centivos fiscais, com benefícios que se estreou no ramo da imo- que da mesma forma também não desenvolvimento desta do Hospital (ESTGOH), afecta ao no IRS e os particulares passam a biliária. “As pessoas compravam sentem tanta rejeição por parte do cidade”, notou Maria Instituto Politécnico de Coimbra. estar isentos do pagamento de Im- e não tinham medo do amanhã, banco, porque está em causa “um “Eles asseguram o arrendamento posto Municipal Imobiliário (IMI) mas agora retraem-se porque a preço justo”. Luísa Ferrão, subli- e o desenvolvimento desta cida- se fizerem obras de beneficiação conjuntura económica não lhes nhando que os estudan- de”, notou Maria Luísa Ferrão, su- nas casas quando estas se desti- dá segurança para investirem”, Preços das casas não sobem blinhando que os estudantes dão nem a arrendamento. Por outro tes dão vida a Oliveira sublinhou, garantindo contudo há três anos vida a Oliveira do Hospital quer lado a tributação vai ser agravada que “os melhores investimentos Apartamentos desde os 60 mil do Hospital quer ao ao nível das suas actividades, para casas que estiverem em risco em épocas de crise são nas obras e vivendas desde os 130 mil Eu- nível das suas activi- quer do próprio consumo. de ruir, ou seja, os proprietários de arte e imobiliário, como forma ros. “Os preços não sobem há Apesar da forte procura pelo de imóveis nesta situação serão de garantir o dinheiro”. três anos”, referiu Maria Luísa dades, quer do próprio arrendamento, a empresária não obrigados a pagar três vezes mais Habituada a acompanhar todo Ferrão, sublinhando que há bas- consumo (…) deixa de aconselhar a compra de IMI.
  7. 7. 7 14 de Outubro de 2008 www.correiodabeiraserra.com LOCAL Facturas de electricidade são incomportáveis Junta de Freguesia obrigada a desactivar fonte ornamental A Junta de Freguesia de S. Autarquia pagou cerca de 5 mil euros de acertos Paio de Gramaços não con- Foi após o primeiro ano e meio de man- segue pagar as facturas de dato que o executivo de Cristina Sousa foi confrontado com uma despesa de electricidade geradas pela electricidade considerada muito eleva- fonte ornamental manda- da e derivada da realização de acertos de contas por parte da EDP. da construir pelo anterior “Só costumávamos pagar mínimos executivo. Em resultado, a e só nos apercebemos da despesa que a fonte dava quando foram feitos os infra-estrutura está quase acertos”, referiu, esclarecendo que sempre desactivada. não é seu objectivo criticar a decisão do anterior executivo mandar edifi- car aquele espaço de embelezamen-  LILIANA LOPES to. Notou, contudo, que se na altura O fosse a própria, a presidente da Junta valor excessivo das fonte ornamental traduz-se hoje numa vados com a electricidade”, referiu a com o equipamento que está instala- não optaria por uma solução que re- facturas de electrici- despesa entendida como incomportá- autarca, sublinhando que já informou do. presentasse tantos custos para o exe- dade levaram a Junta vel pela actual Junta de Freguesia. e solicitou ajuda à Câmara Municipal Sem resolução à vista, a Junta de cutivo. “Acho que o espaço deveria de Freguesia de S. Confrontada pelo Correio da Beira para resolver o problema. Freguesia de S. Paio de Gramaços ter sido intervencionado, não sei é se Paio de Gramaços a Serra sobre o motivo pelo qual aquela A situação continua sem solução opta por manter a fonte desactivada terá sido a melhor opção”, referiu, ga- desactivar o funcionamento da fonte infra-estrutura se encontra na maioria porque – segundo a autarca – o presi- durante a semana, activando o siste- rantindo que o pagamento da factura ornamental contígua ao fontanário de das vezes desactivada, a presidente dente do município Mário Alves ape- ma só aos fins-de-semana ou em dias dos acertos de electricidade – cerca Nossa Senhora dos Milagres, locali- da autarquia Cristina Sousa explicou nas sugeriu que se estudasse a possi- especiais para a freguesia. É que o de cinco mil euros, como o CBS apu- zada em frente ao Pavilhão Serafim que o funcionamento da fonte se re- bilidade de substituir o equipamento funcionamento permanente dos ca- rou – obrigou a que outras coisas da Marques. vela muito dispendioso em matéria de que está a ser usado, por um outro nhões de água obrigaria o executivo freguesia ficassem por fazer. Cristina Construída no último ano do man- electricidade. “Não temos quaisquer que represente menos custos na fac- a canalizar as verbas para liquidar as Sousa explicou ainda que a Junta ain- dato do anterior executivo liderado custos com a água, porque é captada tura mensal de electricidade. Uma facturas de electricidade, deixando da tentou manter a fonte a funcionar por João Paulo Veloso, com o objecti- do fontanário de Nossa Senhora dos solução que Cristina Sousa diz não de fora outras situações consideradas no período diurno, mas tal significava vo de revitalizar um espaço morto até Milagres e não existe nenhum desper- ter exequibilidade, já que os técnicos prioritárias para a freguesia, como ex- um custo diário de 15 Euros que não então usado como estacionamento, a dício de água, mas temos custos ele- asseguram que o sistema só funciona plicou a presidente. era possível de comportar. A crise financeira passivos superiores aos activos, mas isso é mentira, o Lehman Brothers está em situação de pré-falência por- Q que não tem acesso a liquidez, porque não consegue arranjar dinheiro para financiar a sua actividade. E é uando lemos o livro “O Mundo é pla- mento americano construíram fundos sobre os créditos aqui, no problema da falta de liquidez, que vale a pena no”, de Thomas Friedman, reconhe- imobiliários e venderam-nos pelo mundo. Negócio que voltar a Thomas Friedman e ao seu livro, pois, a falta cido escritor e jornalista americano, acabou por conduzir à falência alguns bancos e colocar de liquidez surge nos EUA e na Europa pelo continuo passamos a confiar na globalização e em dificuldades outros tantos, já que os fundos se de- desequilíbrio da balança de pagamentos para com as nos efeitos benéficos que dai podem preciaram e faliram, fruto do não crescimento do valor economias emergentes, o que tem conduzido o dinhei- advir. Friedman ensina-nos que o mundo globalizado das casas e do não pagamento dos empréstimos por ro americano e europeu para as economias emergentes não é um simples ataque das economias emergentes parte dos credores. que têm enormes reservas de dólares e euros, reservas ao mundo desenvolvido, onde as primeiras impõem a mão-de-obra barata às segundas. O autor norte-ameri- Perante esta crise financeira global, ler Friedman nunca fez tanto sentido. Ao lermos o americano per- Luís Lagos* essas que eram agora necessárias para a injecção de li- quidez no mercado, ao invés de termos de recorrer ao cano vê antes na globalização uma nova oportunidade, cebemos que uma crise financeira nos EUA será neces- (…) Quanto ao caso intervencionismo e à nacionalização de um conjunto um reformismo económico que vai tirar da miséria uma sariamente uma crise financeira internacional porque de bancos e seguradoras. boa fatia da população mundial sem que isso implique as fronteiras financeiras e económicas, pura e simples- financeiro português, O Mundo depois desta crise, que será, certamente, o colocar das economias americana e europeia na ban- mente, não existem. Mas a leitura do livro “O Mundo dizem-nos que os nos- económica e social – basta estar atento à queda dos mer- carrota. O jornalista americano entende a globalização é plano” e a compreensão da globalização é essencial cados bolsistas que, até hoje, tem antecipado todas as antes de tudo como um aparecer de novos mercados, se quisermos compreender por inteiro o que se está a sos bancos não se me- grandes crises económicas e sócias – não voltará a ser o de novas necessidades económicas, pelo que não serão passar nos mercados e economia mundial. teram na compra dos mesmo. Espero que não seja intervencionado, mas que apenas os países emergentes a produzirem e venderem Como ensina Friedman, hoje os mercados são glo- seja, isso sim, efectivamente regulado. Espero que não para a Europa e EUA, mas a Europa e os EUA a forne- bais, logo os problemas são globais. Digo eu, hoje, no tais produtos tóxicos. seja proteccionista, mas baseado numa globalização cerem novos bens e serviços de valor acrescentado às mundo global, o erro de uns, rapidamente se trans- Contudo, se a crise regulada e solidária. Espero que nessa globalização os economias emergentes. Isto é, com a globalização eco- forma no problema de muitos, pelo que a intervenção EUA e a Europa consigam exportar bens e serviços para nómica, no fundo, todos beneficiamos, todos lucramos. política é necessária e obrigatória na regulação dos chegar ao mercado as economias emergentes e explorar como fornecedo- Infelizmente, não é bem isso que temos a percepção mercados, exigindo mão-pesada para os especuladores espanhol dificilmente res esses novos mercados, não se limitando a ser meros que esteja a acontecer com a crise financeira em que, e incumpridores. Agora, não sejamos patetas ao pon- clientes e a exportar apenas uma moeda forte. Espero hoje, estamos mergulhados. to de afirmar que a queda de Wall Street está para a a nossa banca resisti- um mundo mais solidário e a crescer económica, social A crise que enfrentamos era uma crise anunciada, economia de mercado, como a queda do Muro esteve rá sem consequências e ambientalmente de uma forma sustentável. que apenas esperava o estagnar do mercado habitacio- para o Comunismo. Não nos podemos esquecer que é a Nota: Quanto ao caso financeiro português, dizem- nal americano e a consequente depreciação do valor economia de mercado que permite sustentar o nível de de maior (…) nos que os nossos bancos não se meteram na compra das suas casas. O que é que aconteceu? Aconteceu que vida de que hoje usufrui grande parte da população dos dos tais produtos tóxicos. Contudo, se a crise chegar ao os bancos americanos, ávidos de conceder crédito e países desenvolvidos, como é a economia de mercado mercado espanhol dificilmente a nossa banca resistirá cifrados numa incorrecta análise de mercado, come- que está a tirar os países emergentes do atraso e po- sem consequências de maior. Para mais quando os seus çaram a emprestar dinheiro para a compra de casa a breza em que persistiam, muitos deles, anteriormente, “core tier l” – um dos indicadores mais utilizados para quem se sabia, à partida, que dificilmente conseguiria amarrados a economias planificadas. avaliar a saúde de um banco –, depois da desvaloriza- pagar. Tudo porque era doutrina comum na comunida- Agora o verdadeiro furacão desta crise financeira ção bolsista a que temos assistido, estão muito abaixo de financeira americana que as casas que hoje valiam não é tanto o problema dos fundos tóxicos que foram dos 5% referenciados pelo banco de Portugal. Acho 10, amanha, valeriam 20, portanto, mesmo que o credor vendidos, mas antes um problema estrutural de falta mesmo, na minha modesta opinião, que ou vamos as- não pagasse, a casa seria revendida numa segunda fase de liquidez do sistema financeiro. Isto é, os bancos não sistir a fusões ou a novos aumentos de capital no grupo e o banco veria satisfeito o seu crédito, sem prejuízo. conseguem aceder a dinheiro. Por exemplo, muito se dos principais bancos nacionais, sob pena de também Dentro desta lógica, confiante no contínuo crescimento tem falado do Lehman Brothers e muitas vezes se tem começar a faltar liquidez ao sistema. do valor económico das casas, os bancos de investi- feito passar a ideia de que o banco faliu porque tem *Jurista
  8. 8. 8 14 de Outubro de 2008 POLÍTICA www.correiodabeiraserra.com Considerou Mário Alves, por ocasião das comemorações do feriado municipal “Nenhuma pessoa se fixará em Oliveira do Hospital se sentir instabilidade psicológica e social” Na cerimónia de comemo- mérito escolar ser reconhecido pelo município oliveirense. ração do feriado munici- pal, o presidente da câma- José Reis entre os homenageados ra de Oliveira do Hospital Merecedores de elogios rasgados revelou-se preocupado por parte do presidente da Assem- bleia Municipal de Oliveira do com “a instabilidade so- Hospital, José Reis, Carlos Lopes, cial, o desemprego e as José da Costa Gomes e Carlos Reis Gomes foram os nomes que mais famílias que vão perdendo eco fizeram no salão nobre dos Pa- poder de compra”. ços do Município. A escolha dos quatro homena- geados – o primeiro pela carreira  LILIANA LOPES no campo da ciência e os restan- tes pela dedicação à música – foi O interpretada por António Simões presidente da Câ- Saraiva como “inteligente” porque mara Municipal de “olhou-se para os homens na sua Oliveira do Hospi- verdadeira dimensão humana” que tal revelou-se, dia “se esforçam para dar aos outros e 7 de Outubro, pre- às comunidades o melhor do seu ocupado com as consequência que saber e do seu esforço”. Sem deixar podem advir da possível extinção de evocar a memória de Carlos Reis de serviços de saúde e justiça no Gomes – homenageado a título pós- concelho de Oliveira do Hospital. tumo – com um minuto de silêncio, Por ocasião da comemoração do Simões Saraiva sublinhou que no feriado municipal, Mário Alves seu entender “não são os títulos, convidou o Governo a preocupar- nem os graus académicos, o muito se com aquele fenómeno, por estar  Mário Alves condecora José Reis com a medalha de ouro do município saber, ou os muitos conhecimentos ‘ convicto de que “nenhuma pessoa que têm mérito”, já que cada um se fixará em Oliveira do Hospital “tem o mérito que tem” e por isso se sentir instabilidade psicológica Com um discurso centrado no que dia-a-dia lutam para manter as o município lhes está “profunda- (…) Sem conseguir e social”. apelo à cooperação, o autarca oli- empresas, os postos de trabalho, o mente grato”. No dia em que o município veirense insistiu na tese da refle- esconder a emoção, bem-estar e a riqueza”, sentenciou Ao professor catedrático da Fa- prestou homenagem a quatro fi- xão, com o objectivo de cada um o autarca. culdade de Economia da Univer- guras locais e reconheceu o mérito poder perceber “como pode contri- José Reis confessou Aos quatro jovens que no últi- sidade de Coimbra, natural de Al- escolar aos melhores alunos, o pre- buir para minorar os problemas” mo ano lectivo se destacaram com deia das Dez, o presidente da AM que a sua dívida para sidente da Câmara desafiou os oli- que afectam as suas comunidades. os melhores resultados a nível do elogiou o currículo que conside- veirenses a serem mais solidários Contudo, Alves não se ficou pelo com o seu concelho ensino secundário, profissional e rou de “tal maneira vasto e rico”, e a mostrarem-se mais disponíveis apelo, deixando a garantia de que superior, Mário Alves também di- ao ponto de se referir a José Reis para quem precisa. “Enquanto pre- tudo fará nesse sentido. Mas, lem- “aumentou extraordi- rigiu palavras de encorajamento, – homenageado com a medalha sidente de Câmara preocupa-me a brou que “é uma tarefa enorme convidando os jovens a não desis- de Ouro – como sendo um “caso nariamente” (…) instabilidade social, o desemprego, para um homem só”, pelo que con- tir, mas antes a resistir. “A palavra único”, destacando o seu percurso as famílias que vão perdendo poder siderou ser necessário o empenho desistir deve desaparecer do vosso académico, a participação em an- de compra, os bens como a água e dos que exercem cargos políticos, concelho onde as pessoas pensam vocabulário”, referiu o autarca, su- teriores governos – foi secretário outras taxas que vão subindo”, bem como dos que os não exercem umas nas outras e se ajudam umas blinhando que “com disponibili- de Estado da Educação e presiden- sustentou, sublinhando ainda que mas que “tudo podem fazer para às outras”. O autarca não deixou dade mental de todos podemos au- te da Comissão de Coordenação “hoje pagamos impostos de tudo”. ajudar a minorar os problemas”. também de elogiar “o estoicismo” gurar um futuro melhor”. Carolina de Desenvolvimento Regional do Na opinião de Alves “é importante No dia do município, Mário dos empresários locais que “conti- Mendes (10º ano), Tânia Madeira Centro (CCDRC) - bem como a co- que haja uma reflexão profunda”, Alves confessou que pretende que nuam a resistir seja na construção (11ºano), Carolina Xavier (12ºano), laboração com centros de investi- porque – como referiu – “não pode “Oliveira do Hospital seja um con- civil, nos têxteis e noutros sec- Ana Margarida Amaral (Eptoliva) gação e a publicação de artigos e o cidadão ser feliz, se não tiver con- celho mais solidário e que exte- tores”. “É justo que aqui façamos e César Faria (ESTGOH) foram os livros. dições para a felicidade”. riormente possa ser visto como um uma homenagem colectiva àqueles alunos que, este ano, viram o seu Quem confessou não se espan-  Os homenageados no dia do município.

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