CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 3 (II SÉRIE)

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    CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 3 (II SÉRIE) - Presentation Transcript

    1. Sexta-feira, 14 de Abril de 2006 QUINZENÁRIO Ano 1 - Série II - N.º 3 Director: Henrique Barreto TO P LOJAS DE MODA Preço: € 0,50 (IVA incluído) Rua do Colégio, 5C - Tel. 238 604 618 3400-105 OLIVEIRA DO HOSPITAL L.1: TOP SPORT Moda Jovem R. do Colégio, 2D, L. 8/11 www.correiodabeiraserra.com L. 2: TOP Pronto a Vestir Moda Internacional R. do Colégio, 5C L. 3: TOP 3 Desporto Av. Sá Carneiro, 1C Aqui jaz a dinâmica Mário Brito não resistiu à falta de apoio Em entrevista concedida ao Correio da Beira Serra logo depois de ter apresenta- do o seu pedido de demissão do FCOH, Mário Brito explica por que é que sai do do concelho clube e avisa que assim não vale a pena: “As pessoas estão completamente afasta- das do futebol, e há que ponderar se vale ou não a pena ter futebol nestes moldes” PÁG. 6 Obras Públicas em constante derrapagem... A Câmara de Oliveira do Hospital desbara- tou cerca de 200 mil contos com erros de projecto em duas obras públicas: o parque do Mandanelho e a variante Nordeste. No primeiro caso, o Tribunal de Contas apelida de “grosseiros” os erros cometidos. PÁGS. CENTRAIS PÁG. 2
    2. 2 D E S TA Q U E Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 Presidente da Câmara continua a derrapar nas finanças Os erros de projecto, que se erros de projecto. Aquela empreitada, que “Considerada a também foi executada pela empresa Ma- reiterada recusa reflectiram nas obras do par- nuel Rodrigues Gouveia, teve como pro- de Visto por par- jectista a sociedade “Bernardo & Bernardo te do Tribunal de que do Mandanelho e mais Consultores & Associados, Lda”, que foi Contas, particu- igualmente responsável pelo projecto da larmente após o recentemente na execução da variante Nordeste. próprio recurso variante Nordeste, já custaram Também nesta obra, uma fonte ligada à apresentado pela MRG, que sustentou ao CBS que a CMOH Câmara Munici- ao município oliveirense cerca terá sido alertada para várias situações, é pal, entendo que peremptória: “Alertámo-los para que fosse não posso ir con- de 200 mil contos. A situação é instalado um sistema de rega computori- tra uma decisão zado, mas nunca aceitaram isso; no palco, tomada e confir- ainda mais grave, dado Mário foi tudo alterado porque o projecto nem mada pelo tribu- Alves ter desrespeitado um sequer previu um estudo aos solos e aqui- nal que regula lo era um autêntico pântano. Tivemos que estas matérias. acórdão do Tribunal de Con- ir à procura de estabilidade no terreno e, Não quero com só isso, custou mais 30 ou 40 mil contos; a minha decisão tas que chumbou o Visto para havia uma escadaria que no projecto tinha incorrer na vio- previsto cerca de 3,8 metros cúbicos de lação da decisão pagamento de uma verba de granito, mas quando se começou a exe- de um tribunal”, cutar eram necessários quase 100 metros declarou na altu- quase cem mil contos ao em- cúbicos”. ra Francisco Ro- preiteiro que executou o Parque drigues, numa Tribunal de Contas considera os erros declaração de do Mandanelho. como “grosseiros” voto que o CBS Face a esta catadupa de erros de projecto, consultou na a CMOH teve obrigatoriamente que re- acta da reunião HENRIQUE BARRETO meter para fiscalização prévia do Tribunal de Câmara do O de Contas (TC) o “Adicional ao Contrato” dia 13 de Julho Correio da Beira Serra foi in- para a continuação daquela empreitada, de 2004. vestigar as razões que terão num montante de quase 100 mil contos, o Aquele vere- provocado as derrapagens que representou um encargo de 24,8 por ador, que hoje é financeiras de algumas obras cento do custo da obra. chefe de secção públicas do Município de Oliveira do Hos- Inflexível à argumentação do presiden- da CMOH, sus- pital, e que neste momento deverão andar te da Câmara, que sem êxito chegou a tenta ainda que a na ordem dos 200 mil contos. Em causa recorrer da decisão, o TC, através de um solução propos- estão sucessivos e estranhos erros de pro- acórdão de 9 de Março de 2004, recusou ta por Mário jecto, sendo que o caso mais recente é o o Visto, considerando – entre outras ques- Alves “indicia da variante Nordeste. tões – que “o dono da obra tem obrigação um convite para Extracto do Acordão do Tribunal de Contas Nesta empreitada, que a Câmara Muni- de ser diligente e, por isso, antes de pôr reincidir, desta vez cipal se viu obrigada a suspender, os tra- uma obra a concurso, deve verificar se conscientemente, no erro, desrespeitan- rodeputado do PS, António Campos. Num balhos pararam logo a seguir às últimas tudo quanto é necessário à sua realização do a decisão de um tribunal, sem procu- texto de opinião hoje publicado por este eleições autárquicas e, conforme o CBS está ou não previsto. E se quer introduzir rar outras possibilidades de solução, na jornal, Campos põe o dedo na ferida ao noticiou na sua última edição de 31 de melhorias no projecto, deve fazê-lo antes expectativa generosa de que nada acon- afirmar que “os erros dos projectos (Man- Março, esses erros de projecto custarão do lançamento do concurso”. teça”. danelho e Variante Nordeste) eram visíveis ao município oliveirense mais 145 mil eu- Neste acórdão a que o CBS teve acesso, Quem entretanto também já veio a pú- para qualquer leigo” e diz desconhecer “o ros. aquele tribunal vai mais longe e sublinha blico pedir explicações ao presidente da que aconteceu ao projectista, ao respon- O curioso, é que de acordo com uma que “a Câmara não pode, perante este Câmara sobre estas derrapagens financei- sável técnico camarário pelas obras, ou fonte ligada à empresa responsável pela Tribunal, desonerar-se das suas respon- ras de cerca de 200 mil contos, foi o ex-eu- qual a atitude da Câmara”. execução da obra – a Manuel Rodrigues sabilidades com a simples invocação de Gouveia – , a Câmara Municipal foi “aler- que o projecto não é da autoria dos seus tada por diversas vezes” – “tenho teste- serviços técnicos. (…) Com erros tão gros- munhas disso”, disse ao CBS a citada fon- seiros evidenciados nas peças que consti- te – para todo um conjunto de problemas tuíam o projecto (…) só pode concluir-se que estavam a surgir, só que a resposta era que a Câmara ou seus serviços não cuida- sempre a mesma: “o senhor olhe para o ram de verificar se o gabinete projectista projecto e limite-se a fazer o que está nos havia cumprido com o que havia sido es- papéis”. Na altura estávamos em período tipulado no Caderno de Encargos” de um eleitoral, mas mal se conheceu o resulta- “concurso limitado sem apresentação de do das últimas autárquicas, a CMOH viu-se candidaturas”. obrigada, por razões que lhe são imputá- veis, a mandar parar a obra. Questionado António Campos pede explicações sobre o assunto, na Assembleia Municipal Mas depois de o recurso ter sido conside- do dia 24 de Fevereiro, o presidente da rado improcedente pelo TC com o conse- Câmara escudou-se no argumento de que quente chumbo do Visto, o presidente da “não é técnico” e acabou por não explicar Câmara não esteve com meias medidas e, objectivamente quais as razões de tanto em reunião do executivo camarário de 13 erro de projecto. de Julho de 2004, propôs que uma verba adicional de 390.576.75 € (mais IVA) fosse Câmara Municipal foi avisada paga ao empreiteiro. A proposta foi apro- Recuando no tempo, e pegando no caso vada com os votos dos vereadores do PSD, paradigmático do Parque do Mandane- mas Francisco Rodrigues e José Rolo, os lho – onde a derrapagem financeira de- dois vereadores do PS que na altura par- verá ter ultrapassado os 150 mil con- ticiparam naquela reunião, opuseram-se tos –, deparamo-nos novamente com ao que consideraram ser uma ilegalidade.
    3. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra D E S TA Q U E 3 Autarca do Seixo da Beira ao CBS Editorial “O senhor presidente da Câmara não me HENRIQUE BARRETO pressionou” Os cacos do E stá bem presente na memória membro da nova Comissão Política eleita, desenvolvimento de todos os oliveirenses, o cli- lamenta “as cenas ocorridas, porque são ma de instabilidade que marcou um atentado à democracia” e – como o a campanha, o dia e o rescal- próprio referiu – “recorda com tristeza a do das eleições para a Comissão Política atitude de Mário Alves quando se recusou O Concelhia do PSD. As acusações e insultos a cumprimentá-lo perante elementos de marcaram o quotidiano deste acto elei- ambas as listas”. No entanto, e identifican- Correio da Beira Serra come- Municipal já deveria ter pelo menos ima- toral, principalmente entre o ainda líder do-se como “uma pessoa que não se deixa çou a “mexer no lixo” – per- ginado uma solução. Não é aceitável, que da Comissão Política e os elementos da levar por desforras e picardias”, aquele doem-me a expressão – e aquelas infra-estruturas, não sejam colo- lista “B”. De entre outras coisas, Mário militante do PSD minimiza o sucedido ao encontrou os “cacos” de um cadas ao serviço de uma região carente Alves foi acusado de exercer pressão so- afirmar: “há situações que são geradas em concelho que tarda em perceber que o de equipamentos daquele género. bre alguns autarcas que apoiavam a lista estados de pressão”. desenvolvimento não acontece por aca- Numa altura de crise, em que o cinto de José Carlos Mendes, nomeadamente, Embora reconheça algumas injustiças e so. É preciso iniciativa, trabalho, espíri- dos portugueses já quase não tem espa- sobre o presidente da Junta de Freguesia exageros que marcaram negativamente o to de equipa e muita imaginação. É para ço para mais furos, é pois inadmissível do Seixo da Beira que, – conforme foi dito acto eleitoral, o autarca é de opinião que isso que os munícipes pagam bons orde- que a Câmara Municipal não cumpra o pelos elementos da lista “B” – “foi ame- a “fase de rescaldo já deveria ter termina- nados, boas refor- seu papel e não se açado com a não realização de obras na do, porque o resultado das eleições escla- mas e tantas outras assuma, definitiva- freguesia”. receu todas as dúvidas”. regalias aos senho- (…)O concelho não se mente, como um Porém, o autarca garantie agora ao Cor- Numa reacção à afirmação de Mário Al- res presidentes de desenvolve apenas com motor de desenvol- reio da Beira Serra “nunca ter sido pres- ves “não me interessa o que diz o senhor câmara, vereadores vimento. sionado ou ameaçado” pelo também pre- presidente da Junta do Seixo, o que me e outro pessoal po- alcatrão nos caminhos da Dir-me-ão que sidente da Câmara Municipal de Oliveira interessa são as pessoas”, Inácio Campos lítico. Lageosa, do Formarigo ou não há dinheiro, do Hospital, mas lembra que, quando Má- responde: “as coisas não são bem assim”, O concelho não da Malhadora. É óbvio que que a situação le- rio Alves soube que fazia parte da lista “B” e lembra o que aconteceu há alguns anos se desenvolve ape- gal daquele centro ficou “aborrecido” e garantiu-lhe que “as atrás “quando as pessoas do Seixo vota- nas com alcatrão isso é importante, mas há é complicada, ete- coisas não iam ser como dantes”. Inácio ram em massa no Dr. César Oliveira”. nos caminhos da um outro tipo desenvolvi- cétera, etecétera. Campos referiu ao CBS que “não encara Consciente de que continuará a ter Lageosa, do Forma- estas palavras como uma ameaça” porque uma relação de amizade com Mário Alves, rigo ou da Malhado- mento que não se compa- Desculpas Quemau investidor. de fal- acredita que “o presidente da Câmara as o autarca acredita que o presidente da Câ- ra. É óbvio que isso dece com políticas dese- ta iniciativa, empe- disse num momento de pressão e domi- mara não “irá pôr de parte a freguesia do é importante, mas nhadas para a caça ao voto. nhamento e estra- nado pelos nervos” Seixo”, porque é “aquela que mais neces- há um outro tipo tégia, é óbvio. Quanto ao dia das eleições, o também sita de desenvolvimento”. desenvolvimento É preciso estabelecer prio- Nesta edição do que não se compa- ridades de investimento Correio da Beira Correio da Beira Serra dece com políticas Serra, escrevemos desenhadas para sem olhar a critérios tantas também sobre der- a caça ao voto. É vezes orientados para des- rapagens financeiras oferece cadeira de rodas preciso estabele- de obras públicas cer prioridades de forras partidárias.(…) que, em consequên- investimento sem cia de erros de pro- olhar a critérios tantas vezes orientados jecto e pouca diligência camarária – como eléctrica a Tó Cleto para desforras partidárias. escreveram os relatores do próprio Tribu- Vem esta conversa a propósito do Cen- nal de Contas - já custaram ao erário pú- A tro de Negócios da Beira Serra, onde os blico cerca de 1 milhão de Euros. Como é ntónio Rolo terem o que de mais portugueses gastaram, no início dos anos que foi possível isto acontecer? Para fina- Martins dos elementar precisam”. 90, mais de meio milhão de contos. Treze lizar: ou a postura muda ou então – sem Santos, mais Sensível a estas ques- anos depois, o que é que temos? Temos querer ser profeta da desgraça –, Oliveira conhecido por tões, António Lopes, um espaço abandonado e em confrange- do Hospital perde definitivamente o com- “Tó Cleto”, já não pre- já anunciou à redacção dora degradação, e para o qual a Câmara boio do desenvolvimento. cisa de se preocupar que quer desenvolver com a aquisição da sua esforços para que este cadeira de rodas eléc- jornal se preocupe com trica. Tal acontece, por- os problemas sociais que António Lopes, ad- que assolam o conce- ministrador do Correio lho e possa alertar os da Beira Serra, ao saber leitores para esta dura – através da edição on- realidade, desenvolven- line do CBS – que es- do uma função social e tava a ser organizado colaborando em acções um baile para esse fim, de solidariedade. As disponibilizou-se de verbas resultantes do imediato para oferecer baile de beneficência, a cadeira a este jovem que decorre hoje dia de Lagares da Beira. O 14, a partir das 23h30 empresário, que tem nas instalações da Aci- patrocinado diversos beira, serão entregues casos semelhantes, diz a Tó Cleto para ajudar querer “pedir desculpa” a suportar as suas des- a Tó-Cleto “por ainda pesas, uma vez que An- não ter conseguido contribuir para criar tónio Lopes se disponibiliza a liquidar na uma sociedade onde os deficientes não totalidade a cadeira de rodas eléctrica, que precisem de estender a mão à caridade para custa cerca de 5 mil euros.
    4. 4 OPINIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 OPINIÃO Desenvolvimento ANTÓNIO C AMPOS e derrapagens financeiras H oje, em qualquer País, os pólos mento da Câmara Municipal esteja virada industriais e Presidentes activos que ofe- óptimas instalações para um bom centro de desenvolvimento, são cria- para as vantagens comparativas da sua recem condições atraentes junto dos in- de incubação de empresas está há muito dos nas pequenas cidades. Nos localização. Este trabalho não pertence ao vestidores. Essa é hoje a principal função abandonada, e a degradar-se embora o Estados Unidos, no Reino Unido, Governo, mas à Câmara. de um Presidente que se preocupe com terreno tenha sido cedido pela Câmara em na Alemanha ou em Portugal as grandes ci- Por outro lado o Concelho de Oliveira o desenvolvimento do seu Concelho. Ser direito de superfície. dades atingiram uma tal saturação de trá- do Hospital tem tradição e cultura de de- Presidente da Câmara, já não é ser manga- O Politécnico está em dificuldades por fego, poluição, insegurança, de preços de senvolvimento. No Distrito fomos sempre de-alpaca sentado no gabinete a mandar falta de alunos mas se fosse ligado a esse instalação ou dispersão de concentração o terceiro Concelho logo a seguir a Coim- colocar a lâmpada ou o alcatrão na esquina Centro de incubação de empresas talvez no trabalho que qualquer investidor aten- bra e à Figueira da Foz. Só recentemente do vizinho, é ser um dinâmico relações pú- pudesse ser salvo, e valorizaria uma futura to, desde que lhe sejam oferecidas con- fomos ultrapassados blicas, ter um projec- zona industrial. dições prefere localizar-se nos pequenos nesse desenvolvimen- to e uma elevada ca- Sinceramente também não compreendo centros urbanos. to por Cantanhede “(…) Em duas obras que pacidade de gestão. a gestão dos dinheiros públicos feita pela Lisboa é hoje uma cidade altamente e pelo marasmo que presenciei houve derrapa- Como já escrevi, Câmara. Em frente da casa onde habito fo- envelhecida e em permanente perda de se instalou, a cur- o nosso Concelho é ram lançadas duas obras, uma no Parque população. O concelho de Sintra tem pra- to prazo, sêlo-emos gens em relação à adjudi- hoje, no Distrito, o de do Mandanelho e outra na variante nordes- ticamente o mesmo número de habitantes também por Monte- cação inicial de cerca de maior risco na manu- te, saída para Lagos da Beira e para Lagares que tem Lisboa. Os grandes centros de mor-o-Velho e por tenção do emprego, da Beira. Nestas duas obras que presenciei investigação ou as indústrias ligadas às Condeixa. 200 mil contos. dado que sobrevive houve derrapagens em relação à adjudica- novas tecnologias e às ciências estão a lo- O Presidente da Os erros dos projectos à base de indústrias ção inicial de cerca de 200 mil contos. calizar-se preferencialmente no interior de Câmara de Cantanhe- ligadas ao século Os erros dos projectos eram visíveis para cada um dos Países. O sossego, a qualida- de conseguiu recen- eram visíveis para qual- passado. É urgente, qualquer leigo. Não conheço o que aconte- de de vida e a falta de apelos à dispersão temente atrair para o quer leigo. Não conheço é mesmo imperioso ceu ao projectista, ao responsável técnico permitem a concentração nestas activida- seu Concelho um in- o que aconteceu ao pro- que a Câmara reveja camarário pelas obras, ou qual a atitude da des, as quais exigem estudo permanente, vestimento ligado às toda a sua estratégia Câmara. Não sei, penso que ninguém sabe, concentração, dedicação e criatividade no biotecnologias o que jectista, ao responsável para o Concelho e se os erros foram humanos, foram de má fé trabalho. será uma das indús- técnico camarário pelas toda a sua gestão dos para beneficiarem terceiros ou foram por O concelho de Oliveira do Hospital tem trias do futuro. O Pre- dinheiros públicos. incompetência. todas as condições para atrair investimen- sidente da Câmara de obras, ou qual a atitude Ultimamente passo Há uma consequência que sabemos: os to qualificado não só pela sua localização Montemor conseguiu da Câmara. Não sei, penso mais tempo em Oli- cofres do dinheiro de todos nós ficaram como também pela sua tradição. Recordo dois investimentos de que ninguém sabe, se os veira e sinceramente sem cerca 200 mil contos só nas obras em que, já hoje, mais de 25% das nossas ex- alto vulto, a instalação cada vez estou mais frente da zona que habito. portações vão para Espanha. Esta percen- da produção das pi- erros foram humanos, fo- preocupado com a Com esta irresponsabilidade política na tagem aumentará substancialmente nos lhas de hidrogénio, a ram de má fé para benefi- terra onde nasci. Pla- gestão, sem inquérito público e credível próximos anos. energia do futuro e a nos ligados ao de- para averiguar as causas de tão volumosas Oliveira do Hospital está mais próxima maior central hortíco- ciarem terceiros ou foram senvolvimento não e escandalosas derrapagens dá-me a sen- desse mercado de exportação do que a la a trabalhar na gama por incompetência. (…)” os conheço. A zona sação que a Câmara premeia o laxismo e a maioria das zonas do Litoral e localiza-se quatro, a tecnologia industrial, criada pelo irresponsabilidade em vez de promover a num dos locais mais belos do interior. Para também do futuro, e Dr. Amaral, há muito transparência e a competência. dar um exemplo, a cidade da Guarda vai acima de tudo já dirigida para a exporta- que está esgotada e ocupou-se acima de Um inquérito sério, uma explicação públi- num futuro próximo, graças à sua locali- ção. O Presidente da Câmara de Condeixa tudo como uma boa zona de serviços e ca e uma responsabilização adequada presti- zação, entrar numa fase de grande expan- conseguiu um investimento dum grande com cedência de terrenos, muitas vezes, giava a Instituição e os seus responsáveis. são. laboratório, ligado à saúde e procura neste para negócio e não para a instalação de Sem a revisão desta gestão camarária e O não sermos uma cidade do litoral momento aliciar mais investimentos nesta empresas. Não conheço novos projectos das suas prioridades nunca haverá um pro- pode também ter os seus benefícios, des- área de ponta. em execução nesta área. jecto de desenvolvimento e o Concelho de que, toda a estratégia de desenvolvi- Estes Concelhos têm óptimas zonas A Acibeira em Lagares da Beira, com continuará a definhar. OPINIÃO De pequenino se torce MARIA ADEL AIDE FREIXINHO o pepino D iz o nosso Povo que riqueza e de postos de trabalho de creches e jardins de infância pouco a executar. “de pequenino se e, consequentemente, um bom “(…) É urgente que para todas as crianças do conce- Considero, pois, criminoso, torce o pepino“, sig- nível de vida para todos. lho, com boas instalações e pe- que as Câmaras Municipais não nificando com isso, No entanto, para que as tais em todos os concelhos dagogicamente bem equipada e, programem para todo o conce- como se sabe, que os adultos de crianças possam evoluir para – e, obviamente tam- ainda, com horários compatíveis lho, como primeira prioridade amanhã são o fruto da vivência estes “adultos“ necessitam, tam- bém no nosso – exista com o horário laboral de seus para o desenvolvimento, instala- que tiveram enquanto crianças. bém desde início, de ter con- pais, onde as crianças se desen- ções condignas, equipamento em E também é indiscutível que a forto, carinho, condições para uma rede pública de volverão, sendo, assim, os cida- quantidade e qualidade, apoios maior riqueza de uma Nação é que, proficuamente, possam ir creches e jardins de dãos de amanhã . sócio-económicos, horários com- o seu povo, são as suas mulhe- desenvolvendo e aperfeiçoan- infância para todas as Só deste modo haverá igual- patíveis – isto para que todas as res e os seus homens. Se estes do as suas capacidades. É pois, dade de oportunidades para to- criancinhas de hoje não conti- forem culturalmente desenvolvi- necessário que as famílias e a crianças do concelho, dos e não apenas para uma mi- nuem “pequeninos“ quando fo- dos dentro do seu tempo, se lhes comunidade – esta através das com boas instalações e noria que pode pagar, a “ peso rem adultos e sejam, isso sim, as for, de início incutido o sentido suas instituições, as quais, no pedagogicamente bem de ouro “ esses serviços com alta pessoas de visão, de capacidade da responsabilidade, o dever que que concerne ao caso vertente, qualidade em instituições parti- de trabalho e de empreendimen- todos têm de trabalhar o melhor serão as Autarquias – assumam equipada e , ainda, com culares. Aquela tarefa, segundo to, de sentido de responsabilida- que souberem e puderem (cada as suas responsabilidades. É ur- horários compatíveis penso, é a base e a essência de de, de potencialidade de inova- um dentro do seu saber) teremos gente que em todos os conce- com o horário laboral toda a democracia – da verda- ção, em suma as pessoas de um Pais desenvolvido, com olhos lhos – e, obviamente também no deira e não da que é necessário que Portugal necessita como de postos no futuro, com criação de nosso – exista uma rede pública de seus pais (…)” andar sempre a “ badalar “ e “ pão para a boca “ !
    5. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra LOCAL 5 Banda Larga não chega a Meruge legislatura “a generalização da banda lar- ga a todo o território e a preços idênti- “O desenvolvimento tecnológico cos aos dos países mais desenvolvidos”. Conhecedor das linhas programáticas do Governo, João Abreu sustentou ao CBS que “não compreende como é que a PT cinge-se ao Palácio de S. Bento” Comunicações, que teve tantos milhões de lucro, não se disponibiliza para gastar uns tostões na freguesia”. A realidade é bem diferente, quando do lado do apoio a clientes da PT, Delfim A afirmação é de João Abreu, Costa garantiu o CBS que “a empresa de telecomunicações tem vindo a desenvol- presidente da Junta de Fregue- ver todos os esforços, no sentido de ex- pandir a cobertura a todas as zonas do sia de Meruge, relativamente à país”, lembrando que “isso pode demorar algum tempo, dependendo de cada área falha de fornecimento de Inter- geográfica”. Questionado sobre o que re- net de Banda Larga na fregue- almente se passa na freguesia de Meruge, aquele responsável explicou que “a falha sia. Indignado, o autarca disse de cobertura poderá ser justificada por duas condicionantes: uma, refere-se ao ao Correio da Beira Serra “não facto de algumas centrais telefónicas ain- da não estarem devidamente equipadas compreender como é que este para o efeito; e a outra, está relacionada tipo de situações ainda aconte- com a distância percorrida pela linha des- de a central de recepção até ao número de ce numa altura em que o gover- telefone que deseja a cobertura”, porque – como explicou Delfim Costa – ainda não no apregoa o desenvolvimento é viável receber sinal de banda larga quan- do o telefone dista mais de quatro quiló- tecnológico e o uso da Internet metros da central de recepção”. Numa tentativa de conhecer o mapa de nas actividades educativas”. cobertura ADSL no concelho, foi possível constatar que Meruge é a única freguesia LILIANA LOPES A Internet de Banda Larga ainda não chegou ao Bairro da Ciência onde não há recepção de qualquer sinal, M mas – como foi referido ao CBS, pela linha eruge é uma das freguesias, segui reunir cerca de 15 assinaturas”, afir- em que o Governo centra a sua aposta no de apoio a clientes da PT – “apesar de to- do concelho de Oliveira do mou o autarca lembrando que enviou esse desenvolvimento tecnológico, o acesso à das as outras freguesias receberem sinal, Hospital, que não usufrui abaixo-assinado em Dezembro de 2005, e informação possa estar tão condicionado não há garantias de que a cobertura seja da cobertura de banda lar- – como fez questão de frisar – “até agora na freguesia de Meruge”, e considera esta total, porque depende da distância das ga (ADSL). Razão pela qual, João Abreu so- nem novas, nem mandadas”. situação “no mínimo anacrónica”. placas de recepção”. licitou à PT Comunicações o fornecimento No entanto, o autarca não se resigna e De facto, e pegando nos compromissos Quanto ao seguimento que será dado desse serviço – que passa pela colocação garantiu ao CBS que “não vai baixar os bra- do Governo PS até 2009, José Sócrates de- ao abaixo-assinado enviado pela Junta de de uma central na freguesia – tendo-lhe ços e que já estão a ser pensadas novas for- fende que “a chave da competitividade de Freguesia de Meruge, Delfim Costa não sido dito que para isso teria que enviar mas de luta, que podem passar por expor economia portuguesa chama-se inovação avançou mais pormenores e remeteu mais um abaixo-assinado onde constassem o caso em toda a comunicação social”. tecnológica associada à sociedade de in- esclarecimentos para o apoio a empresas, pelo menos 20 utilizadores interessados Como eleito local, João Abreu não formação e à qualificação das pessoas”e, de onde não foi possível ao CBS obter em usufruir de banda larga. “Apenas con- compreende como é que “numa altura aponta como principal objectivo da sua uma resposta. Com espectáculos diversos PROGRAMA OHs.XXI comemora 25 de Abril 22/04/2006 Espinhal Mouro Bar 23:00 A OHs.XXI – Associação Cultu- formativo, junta dois projectos ral e Multimédia de Oliveira do emergentes da electrónica olivei- “A Revolução Electrónica” Hospital – comemora, mais uma rense, Stereo Ego e d-.-b, numa (ou como se pode homenagear vez, o 25 de Abril de 1974. Em noite onde som e imagem vão Abril com computadores) com 2006, quando passam 32 anos andar de mãos dadas. Em com- - Stereo Ego da Revolução dos Cravos, a OHs. plemento será exibida a kurta- - d-.-b XXI apresenta dois eventos de ca- metragem “25 de Abril Aventura racterísticas diferentes mas com Demokrátika” do realizador Ed- “25 de Abril Aventura o propósito único de não deixar gar Pêra. passar em claro tão importante No dia 24/04/2006, no Ritu- Demokrátika” (kurta-metragem de Edgar Pêra) data do nosso Portugal demo- al Bar, em Oliveira do Hospital, crático. Afinal, foi a partir do 25 pelas 22:00, vamos “Cantar Abril de Abril de 1974 que Portugal se – Poemas e Canções”, com Frédi sentiu livre para se exprimir artis- Fláche, José Augusto, José Vieira 24/04/2006 ticamente, sem medo de censuras e Luís Antero. Ritual Bar ou opressões. A OHs.XXI existe, Nesta noite pretende-se ho- 22:00 também, para o afirmar. menagear os poetas e cantores Assim, no dia 22/04/2006, no de Abril, com a interpretação de “Cantar Abril Espinhal Mouro Bar, em Lagares canções de intervenção emblemá- Poemas e Canções” da Beira, pelas 23:00, acontecerá ticas e declamação de poesia. De com uma “Revolução Electrónica” (ou Zeca Afonso a Ary dos Santos. Frédi Fláche como se pode homenagear Abril A OHs.XXI propõe então duas José Augusto com computadores). formas de ver e comemorar Abril. José Vieira Luís Antero Este evento, de carácter per- Sempre.
    6. 6 E N T R E V I S TA Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 ENTREVISTA > Mário Brito queixa-se da falta de apoio concelho e isso trás custos acrescidos. O que eu defenderia era arranjar uma forma de juntar os jogadores de todos os clubes “Deixo o Clube da mesma do concelho – e aqui a Câmara assumiria um papel preponderante – e fazer um pro- tocolo que possibilitasse aos jogadores apostar numa boa formação. Desta forma forma como entrei: nada tem” seria possível, que daqui por cinco anos, a equipa sénior de Oliveira do Hospital, pudesse contar com mais de setenta por cento dos jogadores formados nos clubes Ao fim de cinco anos a dirigir do nosso concelho. Essa formação teria que ser bem trabalhada nos vários clubes os destinos do Futebol Clube e, se tal acontecesse, o nosso clube sairia beneficiado, bem como todos os outros do de Oliveira do Hospital (FCOH), nosso concelho. Penso que seria dentro de um esque- Mário Brito apresentou a sua ma destes que a Câmara poderia intervir demissão na última Assem- e assumir uma política diferente, porque apesar de financiar todas as equipas, ne- bleia-geral. O dirigente queixa- nhuma consegue atingir grande represen- tatividade. se da “falta de interesse dos Quer se queira, quer não, nos últimos três anos, o FCOH representou muito bem sócios, da política da Câmara e o nosso concelho, nomeadamente nos jo- gos disputados na Taça de Portugal, onde da atitude destrutiva dos oli- foi defrontar o Sporting Clube de Portugal, veirenses” e, em declarações ao o Moreirense e o Sporting de Braga. Estes jogos foram importantes para a promoção Correio da Beira Serra afirmou: do nosso concelho. Na realidade, o que eu acho é que a Câ- “deixo o clube da mesma forma mara Municipal tem outros objectivos e prioridades. como entrei: nada tem”. Mário Brito: “No domingo, tivemos 50 adeptos a assistir ao nosso jogo de futebol! CBS – Sentiu nestes tempos alguma falta de apoio, ou de solidariedade por parte da Correio da Beira Serra – Abandona a presi- em que nós nos comprometíamos a tratar do Hospital estão completamente afasta- Câmara Municipal? dência do FCOH com uma certa frustração, do projecto e a apresentar uma candida- das do futebol, e há que ponderar se vale M.B. – Não. Porque acredito que a Câ- não é verdade? tura para usufruirmos de apoios. E da par- ou não a pena ter futebol nestes moldes. mara tem uma postura diferente daquela Mário Brito – Sim. Pessoalmente, ao te da Câmara foi-nos dito que seria difícil As pessoas não participam. Nós organiza- que eu tenho. Pelos vários sítios por onde fim de cinco anos à frente do clube, penso arranjar esse espaço. Outra ideia que foi mos jantares do clube e aparecem dez ou tenho passado tenho constatado políticas que fiz muito porque fiz o que consegui fa- vetada por todos os partidos políticos foi quinze pessoas e são directores, enquanto diferentes. Nalguns casos as autarquias zer, mas não me deram a da construção de um que nos jantares dos “Antónios”, dos “Bi- não dão dinheiro, mas dão infra-estrutu- condições para fazer posto de combustível, godes” e das “mulheres” aparecem à volta ras, noutros passa-se o contrário e há ain- mais. Saio com frustra- “(…) As pessoas em que seria uma mais-va- de 150 pessoas e pagam um preço mais da autarquias que não dão uma coisa nem ção ao sentir que nada lia para o clube. Todas elevado. A população e os sócios não co- outra. No nosso caso, e em comparação fiz. Digo isto, porque Oliveira do Hospital estas situações acabam laboram e, não havendo dinheiro, não há com outros clubes com os quais temos jo- deixo o clube da mes- estão completamente por trazer alguma fa- possibilidade de contratar jogadores e os gado, podemos dizer que a nossa Câmara ma forma como entrei, diga para a direcção, resultados estão à vista. Como presidente é das que mais dinheiro dá. isto é, nada tem e não afastadas do futebol, já que a nossa vida é assumo a minha responsabilidade, mas CBS – Qual é neste momento o apoio que a perspectivo que a cur- e há que ponderar se andar de campo em não me podem acusar de ser culpado de CM dá ao futebol? O que acha desse apoio? to e médio prazo pos- vale ou não a pena ter campo à procura de um o FCOH ter chegado a M.B. – A Câmara dá- sa ter algo mais, como local para treinar. esta situação. O clube nos apoio financeiro e por exemplo, uma sede futebol nestes moldes. Eu já entreguei a mi- tem um passivo junto “(…) a Câmara Muni- logístico em termos de própria e também a As pessoas não partici- nha demissão ao presi- de um banco, com quem cipal poderia assumir campo. possibilidade de poder dente da Assembleia- contraiu um emprésti- A Câmara Municipal desenvolver um melhor pam. Nós organizamos geral e espero que, até mo, para poder cumprir uma outra política e já dá ao clube 100 mil trabalho de formação. jantares do clube e apa- ao final deste mês ou com as obrigações que Estes eram os meus início de Maio, possa tinha devido à falta de transmiti isso ao senhor Euros por ano. Mas,me- minha opinião o na objectivos, mas ao fim recem dez ou quinze aparecer alguém que apoios que teve. presidente da autarquia lhor para o Oliveira do de cinco anos, tenho a pessoas e são directo- venha a ter mais suces- CBS – O que é que quis há cinco anos atrás. Hospital é começar a noção de que gastámos res, enquanto que nos so do que nós. dizer quando afirmou ao receber menos dinhei- Até agora nada mudou ro, para que sejam cria- dinheiro e o proveito é CBS – Basicamente, o CBS que a Câmara Muni- pouco, porque apesar jantares dos “Antónios”, que é que correu mal? cipal não tem uma políti- e, eu defendo que o das mais infra-estrutu- de termos boas equipas dos “Bigodes” e das M.B. – A falta de ca desportiva? Oliveira do Hospital, ras (campos de treino, de futebol, este ano va- M.B. – Na minha mos descer de divisão. “mulheres” aparecem à nanceiros, porque não opinião, a Câmara Mu- como clube de sede do balneários) e ose possa apoio em termos fi- avançar com tal pro- Eu não fiz mais, por- volta de 150 pessoas e se consegue uma equi- nicipal poderia assumir concelho, deveria ser o tocolo de formação. que uma direcção pre- pagam um preço mais pa sem dinheiro e só uma outra política e já mais representativo do CBS – Na Assembleia- cisa de ter o apoio da com a ajuda da Câmara transmiti isso ao senhor geral, alguém afirmou Câmara Municipal, do elevado.(…)” não é possível ter uma presidente da autarquia concelho. (…)” que não era justo o Má- comércio, da indústria, equipa minimamente há cinco anos atrás. rio Brito andar a meter para poder fazer alguma competitiva. As pesso- Até agora nada mudou dinheiro do bolso dele no coisa, já que o clube não tem bens, nem as não podem exigir que seja só a Câmara e, eu defendo que o clube para os outros irem património para poder sobreviver. Não fo- Municipal a subsidiar e a apoiar o clube. O Oliveira do Hospital, como clube de sede ver os jogos ao domingo. Quanto é que o clu- ram reunidas as condições necessárias. A comércio, a indústria e os sócios também do concelho, deveria ser o mais repre- be lhe deve? Espera recuperar esse dinheiro? direcção do Clube chegou a apresentar à têm responsabilidades, porque o clube sentativo. No entanto, nos últimos anos, M.B. – O clube não me deve nada. Já pus Câmara Municipal um projecto para a im- nem é da Câmara, nem da direcção que a maior percentagem dos jogadores que algum dinheiro, mas não é significativo, plementação de um complexo desportivo, está em exercício. As pessoas em Oliveira compõem a equipa sénior, são de fora do nem importante. Tenho a sensação de que Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarretocbs@sapo.pt Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopescbs@sapo.pt Desporto: Editor: José Carlos Alexandrino, João Jorge Colaboradores Permanentes: Adelaide Freixinho, Agnelo Vieira, António Campos, Carlos Portugal, João Dinis, José Augusto Tavares, Luís Torgal, Pedro Campos, Rui Santos. Deptº. 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    7. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra OPINIÃO 7 A Crise muitos sócios pela postura que assumem, entendem que são os presidentes que têm que pôr dinheiro no clube. Digo isto por- que ouço os comentários de pessoas na OPINIÃO das Confecções bancada e nos cafés, que se desligam do futebol e criticam a direcção, sem realmen- te terem noção da dificuldade que é estar JOÃO DINIS E à frente de um clube. CBS – Qual é, neste momento, o passivo ste ano de 2006, na Cidade e no “cantar de galo” do alto de reformas “dou- único partido que, desde cedo, reivindi- do FCOH? concelho de Oliveira do Hospital, radas” e outras prebendas, nalguns casos cou junto dos Órgãos de Soberania – em M.B. – É de 110 mil Euros. Este pro- agudizou-se a crise anunciada do auferidas a pretexto do exercício de cer- Portugal e na União Europeia – o accio- blema vai ter que ser resolvido. Mas, é sector das Confecções (vestuário), tos cargos político-partidários enquanto namento das chamadas “cláusulas de sal- inviável ter uma equipa de futebol sem di- indústria ainda aqui largamente dominan- governantes com especial responsabili- vaguarda” (para a produção nacional) pre- nheiro, porque já não existe “amor à cami- te e que emprega sobretudo mulheres. dade na situação. Pois, pois, para “esses” vistas nos acordos internacionais (OMC), sola”. Há 25 anos atrás é que se jogava por Primeiro, encerrou a Carrera. A seguir, é fácil, mas o problema é a vida e são as cláusulas essas que permitem limitar as “amor à camisola”. Eu joguei nesse tempo, a Infinitum. Qual é a próxima?... dificuldades cá da “malta” que vai fican- importações, e até dinamizou, no nosso e ía para o campo a pé, mas hoje para as Para já, ao todo, são 180 trabalhadoras do sem trabalho e sem perspectivas... Ou País, um “abaixo-assinado” que recolheu camadas jovens treinarem, temos que ter e trabalhadores despedidos e com alter- será que o propalado “desenvolvimento” dezenas de milhar de assinaturas com carrinhas à disposição dos meninos. nativas muito, muito problemáticas. No se consegue – se pode alguma vez con- esse objectivo CBS – Partilha da opinião de que se deve re- já extenso rol dos recém desempregados, seguir - à custa do trabalho remunerado, Pelo meio cá da nossa praça, ainda apa- pensar o clube, incluindo a possibilidade de se há casais jovens e casais menos jovens; há da felicidade e do futuro de tanta e tan- recem alguns auto-proclamados “empre- acabar, por enquanto, com o futebol sénior? mães e filhas; há operárias com mais de ta gente, normalmente de quem trabalha sários”, deste ramo, a concordarem com M.B. – A mim custa-me que acabe o fu- trinta anos de trabalho ! E agora ? Em que “por conta de outrém”? Mas, lamentavel- a fatalidade da crise – o que é espantoso tebol sénior. Mas, nestes moldes é inviá- vão e para onde vão trabalhar?? Estas são mente, tem sido essa a política de submis- – e outros a dizerem que as trabalhado- vel. Por isso ou acaba ou vem directamen- as questões que afligem e tiram o sono a são e desastre prosseguida pelos vários ras despedidas “não querem trabalhar” - o te para os distritais. Em relação ao Hóquei quem as vive ou sente, e a que é preciso governos do PS, do PSD e do CDS/PP (jun- que é provocatório! Quanto a certos “pa- Patins, penso que não haverá problemas, responder satisfatoriamente. De qualquer trões” – os quais, desgraçadamente, mais porque tenho confiança que apareça uma forma, a crise das confecções é aquilo que cedo que tarde vão mostrar como falham nova direcção, porque não é por sair Má- de pior aconteceu no Concelho de Oliveira “(…) a crise das confecções enquanto empresários – há alguns desses rio Brito que o clube vai morrer. O Hóquei do Hospital pelo menos nos últimos cin- é aquilo que de pior aconte- que ainda só são “patrões” porque têm Patins assumiu uma forte dinâmica nos quenta anos ! “empregados” dispostos a todos os sacri- últimos tempos e não vai acabar. Quanto Por isso, não basta teorizar-se sobre a ceu no Concelho de Oliveira fícios. Porém, enquanto não cumprem as à equipa de iniciados, era bom que não alegada “fatalidade” dos encerramentos do Hospital pelo menos nos suas obrigações para com os trabalhado- desaparecesse por que tem feito um tra- destas empresas, assim como se tal des- últimos cinquenta anos! (...)” res ( e não só...), esses “patrões” gostam balho excelente, subiu aos campeonatos fecho estivesse escrito nas Tábuas do Moi- de se mostrar arrogantes, assim como se nacionais e teve uma classificação brilhan- sés das Escrituras... pretendessem “impressionar” alguém!... te e é uma pena que se perca esta equipa, Ou será que, por exemplo, a Organiza- tos ou separados) e das respectivas “famí- Entretanto, também (ainda) por cá há em- porque daqui por alguns anos poderá ser a ção Mundial do Comércio, OMC, é obra lias” políticas na União Europeia. Aliás, é presários cumpridores, apesar das dificul- equipa sénior de Oliveira do Hospital. do acaso? Ou, antes, não será esta OMC preciso dizê-lo, a nível da definição e apli- dades crescentes. Para continuar a existir futebol é preci- o contexto internacional “assassino” a cação das suas principais políticas, esses Neste preocupante panorama, salva- so que se assuma uma postura construtiva soldo das grandes multi e transnacionais? partidos (pseudo) nacionais mais não são se a acção daqueles e daquelas que não e não destrutiva, como nós ouvimos nas Contexto internacional, tipo “lei da selva”, que meras “correias de transmissão” des- acreditam nos fundamentalismos econo- bancadas e nos cafés. que determina a ruína acelerada de vários sas “famílias” políticas europeias que, por micistas e que põem o Homem e a Mulher CBS – Depois de ter apresentado a sua de- sectores da economia nacional? Contex- sua vez, mais não fazem do que servir os como “medida de todas as coisas”, a co- missão qual é o “feedback” que tem recebido to em relação ao qual, estando eles pró- interesses de rapina dos grandes grupos meçar pela economia. dos sócios e simpatizantes do clube? prios e a seu gosto (e melhor proveito...) empresariais e do grande e especulativo E se perguntarem às Trabalhadoras e M.B. – O maior feedback foi o que se já atrelados, os principais governantes dos capital financeiro, com os maus resulta- aos Trabalhadores da Carrera e da Infini- viu no domingo, em que tivemos cinquen- sucessivos governos nacionais e da União dos que temos à vista. Quanto à Câmara tum, e também da Davion e da Fabriconfex ta adeptos a assistir ao nosso jogo de fu- Europeia também nos atrelam a nós para Municipal, esta acordou muito tarde para (entre outras, em Oliveira do Hospital), se tebol. Só aqui se vê a falta de interesse e “pagarmos a factura”. Ou seja, também o problema e, mesmo assim, só depois de lhes perguntarem qual é o partido políti- apoio moral dos simpatizantes, sócios e para o caso dos têxtil/vestuário, é muito ter sido acordada... Ainda hoje - e sobre co que, também agora, lá tem estado com daqueles que se dizem oliveirenses. A mi- pior o “made in OMC, Organização Mundial os Parques Industriais - nem sequer apre- eles, desta vez a levar-lhes uma mensa- nha demissão é o mais certo para mim e do Comércio” do que o “made in China”, e senta informações com algum detalhe na gem de resistência e de esperança, esses para o clube. O nosso concelho tem pesso- nem sequer haveria este segundo sem que página da NET e já foi instada para o fazer Trabalhadores dirão que é o PCP. as com mais capacidade e experiência do houvesse o primeiro tal como é... várias vezes. De facto, os partidos e os políticos não que eu para estarem à frente do clube. Entretanto, pois claro, é muito fácil Ainda no caso do têxtil, o PCP foi o são todos iguais!... CBS – Quais acha que são os factores que contribuem para que num raio de cerca de CARTÓRIO NOTARIAL DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL EXTRACTO CARTÓRIO NOTARIAL DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL 20 quilómetros existam dois clubes com re- Certifico, para efeitos de publicação que por escritura outorgada hoje, neste Cartório, exarada de folhas cento e trinta e oito a cento e quarenta, do livro de notas para escrituras diversas número Duzentos Setenta e Quatro –D, os senhores alidades tão diferentes (FCOH e Tourizense), MANUEL PEREIRA DINIS, contribuinte número 150 075 472 e mulher MARIA DE LURDES PEREIRA CRAVEIRO DINIS, contri- Certifico, para efeitos de publicação eu por escritura outorgada hoje, neste Cartório, exarada de folhas vinte e oito a trinta verso, do livro de notas para escrituras diversas número Duzentos e setenta e Cinco - D, os senhores MARIA ALICE ANTUNES MENDES GOUVEIA, contribuinte número 152 113 525 e sendo que o Tourizense é um clube de uma buinte número 152 114 319, naturais da freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, onde residem no lugar das Seixas, declaram. marido JOSÉ ANTÓNIO ESTEVES GOUVEIA, contribuinte número 152 113 533, casados sob o regime de comunhão geral de bens, como declararam, ela natural de Angola e ele natural da freguesia de Ervedal, concelho de Oliveira do Hospital e residentes na Avenida do Comércio, nº 3, no lugar de Aldeia aldeia com cerca de 100 habitantes e está no Que, com exclusão de outrém, são donos e legítimos possuidores dos três seguintes prédios rústicos, sitos na freguesia Formosa, freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, declaram. de seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos quatro seguintes prédios, sitos na freguesia de Seixo da Beira, concelho de topo da tabela. Um- prédio rústico, sito ao Arejal, composto de pinhal e mato, com a área de quatro mil novecentos e oitenta e dois Oliveira do Hospital. Um- prédio rústico, sito à Corga Miguel de Baixo, composto de cultura, com área de trezentos e sessenta metro quadrados, a confrontar de norte com M.B. – Eu conheço, minimamente, o metros quadrados, a confrontar de norte e de nascente com Manuel Correia dos Santos, de sul com caminho e de poente com Germano Gomes, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 8.591, com o valor patrimonial de € 13,75 e o valor estrada, de sul com Armindo Marques Antunes e outro, de nascente com Guilherme Antunes Dinis e de poente com Docília da Conceição Seixas Frade, Tourizense porque também já lá fui diri- patrimonial para efeitos de IMT de € 289,95. inscrito na respectiva matriz em nome de Maria Gomes Garcia sob o artigo número 6.037, com o valor patrimonial de € 2,33 e o valor patrimonial para efeitos de IMT que também lhe atribuem de € 49,24; Dois- prédio rústico, sito à Gândara, composto de pinhal, com a área de quinhentos e cinquenta e oito metros quadra- gente. Conheço a terra e as limitações do dos, a confrontar de norte com herdeiros de João ventura, de nascente com Maria de Fátima Antunes, de sul com José Maria Dois- prédio rústico, sito à Corga Miguel Baixo, composto de cultura, com a área de quinhentos e sessenta metros quadrados, a confrontar de norte com estrada, de sul com Armindo Marques Antunes e outro, de nascente com Maria Gomes Garcia e de poente com António Pinto Abrantes, inscrito na clube e por isso, tenho alguma dificuldade Roque e de poente com José Augusto dos Santos, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 9.157, com o valor patrimonial de € 4,41 e o valor patrimonial para efeitos de IMT de € 93,00. respectiva matriz em nome de Docília da Conceição Seixas Frade sob o artigo número 6.038, com o valor patrimonial de € 3,63 e o valor patrimonial para efeitos IMT que também lhe atribuem de € 76,60; em conseguir explicar o excelente traba- Três- prédio rústico, sito à Gândara, composto de pinhal e mato com a área de mil cento e quarenta metros quadrados, Três- prédio rústico, sito à Feiteira, composto de cultura, com a área de quatrocentos metros quadrados, a confrontar de norte com Docília Conceição a confrontar de norte com caminho, de nascente com António da Costa Figueiras, de sul com António Augusto Fernandes e Seixas Frade, de sul com estrada, de nascente com Guilherme Antunes Dinis e de poente com Docília Conceição Seixas Frade, inscrito na respectiva lho que tem sido ali desenvolvido. A van- de poente com José Maria Fernandes, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 9.171, com o valor patrimonial de matriz em nome de Maria Gomes Garcia, sob o artigo número 11.366, com o valor patrimonial de € 2,46 e o valor patrimonial para efeitos de IMT que também lhe atribuem de € 51,98; tagem que eles têm, em relação a Oliveira € 6,48 e o valor patrimonial para efeitos de IMT de € 136,77. Que os referidos prédios inscritos na respectiva matriz em nome do justificante marido, não se encontram descritos Prédio sito na freguesia de Vila Franca da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. do Hospital, é que o Tourizense possui na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do hospital e que os mesmos somam o valor patrimonial total de vinte e Quatro- Prédio rústico, sito ao Poisadoiro, composto de pinhal, com a área de mil cento e setenta meros quadrados, a confrontar de norte com Gabriel Tavares Gonçalves, de sul com Manuel Lopes dos Santos Júnior, de nascente com caminho e de poente com José Maria Monteiro da Costa, inscrito quatro euros e sessenta e quatro cêntimos e o valo patrimonial total para efeitos de IMT de quinhentos e dezanove euros e património que facilita o desenvolvimento setenta e dois cêntimos e que lhes atribuem o valor global de mil euros, atribuindo a cada um deles respectivamente o valor na respectiva matriz em nome de Amélia Prata, sob o artigo número 5.012, da freguesia de Ervedal, concelho de Oliveira do Hospital, com o valor patrimonial de € 9,21 e o valor patrimonial para efeitos de IMT que também lhe atribuem de € 202,86. e implementação de projectos e a apresen- de trezentos e cinquenta euros, cento e cinquenta euros e quinhentos euros. Que, entraram na posse dos identificados prédios, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano Que os identificados prédios, não se encontram descritos na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital, que os mesmos somam o valor patrimonial total de dezassete euros e sessenta e três cêntimos e o valor patrimonial total para efeitos de IMT e o total atribuído de trezentos e oitenta tação de candidaturas a nível governamen- de mil novecentos e oitenta, já no estado de casados, através de uma compra meramente verbal que deles ajustaram fazer euros e sessenta e oito cêntimos. aos vendedores Joaquim Pereira Esteves e mulher Olívia Neves, residentes que foram no aludido lugar das Seixas, compra Que, entraram na posse dos identificados prédios, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta tal. Por outro lado, em Touriz há um grande essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o falecimento dos vendedores. e oito, através de três compras meramente verbais, que deles ajustaram fazer, dos prédios identificados sob os números um e três à vendedora Maria bairrismo e as pessoas disponibilizam-se Que, desde a mencionada data tomaram a posse efectiva dos aludidos prédios, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por eles proporcionadas, neles praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao Gomes Garcia, solteira, maior, residente que foi no lugar e freguesia já referida de Vila Franca da Beira, do prédio identificado sob o número dois à ven- dedora Docília da Conceição Seixas Frade, viúva, residente que foi também no mesmo lugar e freguesia de Vila Franca da Beira e o prédio identificado a ajudar. O que a mim me incomoda é o direito de propriedade, designadamente, praticando neles actos materiais de aproveitamento agrícola, colhendo os seus sob o número quatro à vendedora Amélia Prata, viúva, residente que foi também no mesmo lugar e freguesia de Vila Franca da beira, compras essas que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o falecimento das vendedoras. frutos, cortando pinheiros e mato, extraindo resinas, vendendo árvores para corte, avivando as extremas, tudo na convicção facto de os Oliveirenses se deslocarem a plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva dos aludidos prédios, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por eles proporcionadas, neles praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, praticando actos materiais Touriz para ver futebol, e não compareçam Todos estes actos de posse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da de aproveitamento agrícola, cultivando-os, cortando pinheiros, colhendo resinas, avivando as extremas, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. aos jogos de Oliveira do Hospital. região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente Todos estes actos de posse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem invocam não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que Por outro lado, o Touriz tem um presi- de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam dente com muitos conhecimentos despor- Está conforme o original, o que certifico. Oliveira do Hospital e Cartório Notarial aos 05 de Abril de 2006. fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Está conforme o original, o que certifico. tivos que lhe facilita a contratação de bons A 1ª Ajudante do Cartório Notarial; Oliveira do Hospital e Cartório Notarial os 10 de Abril de 2006 A 1ª Ajudante do Cartório Notarial; Maria do Céu de Moura Lopes Monteiro jogadores. Conta registada sob o nº 20 Maria do Céu de Moura Lopes Monteiro Conta registada sob o nº 54
    8. 8 OPINIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 OPINIÃO C ARLOS C ARVALHEIRA* O abandono escolar Q uando queremos escrever so- bre algo, o mais difícil, são sempre as primeiras linhas, pois a seguir, as ideias vão fluindo, vão-se entrelaçando na constru- suas formas de estar, nos seus anseios e micas iam retirando os seus Educandos nas suas expectativas. A verdadeira esco- ao ambiente escolar. Que marcante que la democrática deverá perceber que hoje é uma sociedade que inibe e limita todos em dia cada aluno tem características aqueles a terem um direito que deve ser próprias inerentes a uma sociedade com- acima de tudo universal. mentado que o acompanhamento diário, atento e responsável de cada encarrega- do de educação no processo educativo do seu educando é meio caminho andado para o sucesso. A escola deve abrir as suas ção de um imaginário cheio de frases, ad- petitiva, altamente evolutiva e ao mesmo Convém não esquecer que uma socie- portas a uma participação activa, cívica e jectivos, verbos, palavras. tempo pouco condescendente. dade inculta era uma sociedade pouco rei- séria dos pais; estes, por sua vez, têm o Vem isto a propósito, para poder co- Mal de uma escola, quando sente que a vindicativa, o que em determinados mo- dever de fazer o melhor e mais adequado meçar a dissertar sobre uma ideia, sobre maioria dos seus alunos se sente desmoti- mentos da nossa história, era importante acompanhamento ao seu filho. Se o aluno um conceito, sobre um tema: O Abandono vada, sem interesse, e é selectiva e elitista. que assim fosse. se sentir desprotegido do seu ambiente Escolar. Uma escola deve poder transmitir os ide- Não se investia e criavam as condições familiar leva à desmotivação, ao abando- Quero desde já deixar bem vincado ais democráticos assentes em princípios para que a Educação fosse literalmente no, ao desinteresse. que aquilo que vem a seguir, não é mais éticos de respeito mútuo e sã convivência absorvida por todos de uma forma igua- Muitos dos nossos alunos ainda têm do que uma opinião simples, despreten- entre todo o agregado escolar. litária. hoje em dia expectativas limitadas, quan- siosa e sem mais nenhum objectivo, do É esta escola que deve estar atenta para Currículos desadequados – fomos ob- to à necessidade e à importância de te- que mais não seja para reflectirmos todos proporcionar as mesmas oportunidades servando sucessivas reformas ao longo rem um elevado grau de conhecimento a sobre algo que é actual, que existe por ra- aqueles alunos que necessitam de um dos anos. Foram-se actualizando os mé- todos os níveis, ficando – se unicamente zões que tem subjacente factores que o acompanhamento especial, que têm con- todos e os meios de ensino, sempre com pela escolaridade obrigatória. Neste mun- condicionam e o fazem sobreviver. dições especiais de avaliação, sendo por si o objectivo de motivar, de incentivar os do actual, onde a globalização dita as suas Desde sempre que nos habituámos a só diferentes, mas tendo alunos, com exemplos regras, e onde a evolução tecnológica exi- ouvir sobre a problemática do Abandono essa especificidade, de- que eram a maior parte ge uma constante actualização, não po- Escolar, esse mal que está enraizado na co- vem ter por isso mesmo “Os problemas das vezes plagiados de demos limitar os nossos conhecimentos, munidade educativa e que tem atormenta- uma igualdade educati- outros países, sem se nem devemos ter uma perspectiva reduto- do tanto as estatísticas da nossa iliteracia, va, pois se assim não for socio-económicos de dar conta que cada país ra da nossa valorização pessoal. do nosso sucesso tecnológico, da nossa pode mais uma vez levar um agregado familiar tem a sua especificidade Mas em sociedade existem sempre di- formação vocacional, da nossa impotente ao abandono escolar. e sempre actual razão para nos desculpar- Os problemas so- foram um dos facto- e as suas características próprias. ferentes níveis de estratos sociais, e fa- mílias existem que denotam dificuldades mos pelos erros do sistema educativo que cio-económicos de um res mais influencia- Todos concordamos para ainda hoje poderem disponibilizar os não está ajustado à nossa realidade, pois agregado familiar foram dores para que a taxa em reconhecer que o recursos económicos aos seus filhos a fim andamos sempre a imitar os outros. um dos factores mais in- que vinha de fora é que de progredirem nos estudos. È aqui que Se me permitem, gostaria de poder fluenciadores para que a de abandono escolar resultava, dando-se sem- entra uma indispensável e eficiente acção apontar algumas razões que, no meu en- taxa de abandono esco- fosse em tempos, pre explicações de que social escolar, com o objectivo de poder tender, têm vindo historicamente a pro- lar fosse em tempos, não um determinado país ajudar e não limitar os mais desfavoreci- vocar o abandono escolar. Começaria por muito distantes, eleva- não muito distantes, (mais desenvolvido que dos a terem acesso condigno a uma escola os referenciar e depois tentar dar alguma da. Muitos se recordarão elevada. Muitos se re- o nosso) já implementa- de qualidade, sem necessidade de se tor- explicação para cada um deles. Assim, e das inúmeras crianças numa ordem meramente aleatória, pode- que não puderam con- cordarão das inúme- va determinados méto- dos, determinados cur- narem excluídos ou aumentar a taxa de abandono escolar. Criar apoios e permitir rei enumerar os seguintes: tinuar a estudar, devido ras crianças que não rículos. Sempre tivemos a gratuitidade do ensino desde o pré-es- Problemas Socio-Económicos; Currícu- aos parcos recursos eco- puderam continuar a aquela tendência para colar até ao ensino superior com bolsas los Desadequados; Interesses Divergentes; nómicos dos Pais. Era andarmos a reboque, de estudo neste último grau. A subalterni- Expectativas Limitadas; Ensino Especial; mais importante ser uma estudar, devido aos para andarmos a copiar, zação económica não deve ser castradora Apoio Social Escolar; Ensino Profissional, fonte de rendimento, do parcos recursos eco- a imitar. de ambições, pois acima de tudo o estado etc. que andarem na escola. É fácil constatar, que deve ter a noção da democraticidade. Com efeito todos concordamos em per- Esta escola foi sempre nómicos dos Pais” por exemplo, nestes últi- Um dos últimos pontos, é a necessida- ceber que estes factores foram sem dúvida vista como um parceiro mos trinta anos, a quan- de de serem criados cursos profissionais os mais marcantes para que o fenómeno secundário com pouca tidade de alterações que que permitam a todos terem uma adequa- do Abandono Escolar exista e ainda hoje importância. Nunca podemos escamotear foram sendo feitas: o currículo dos alunos, da formação, que os prepare para a vida se faça sentir com bastante frequência nas esta realidade, que estará sempre associa- o número de disciplinas em cada ano es- profissional, e lhes dê, por isso mesmo, nossas escolas. da. Quanto maior for o fluxo económico de colar, os exames, os programas a cumprir, os instrumentos necessários para pode- Convém referir que uma Escola deve uma sociedade, mais esta terá condições etc, etc. rem competir no mercado de trabalho tão em primeiro lugar tornar-se acima de para oferecer estabilidade e consistência Interesses divergentes de alunos, pais, competitivo e exigente. Não podemos exi- tudo uma Escola Inclusiva. Uma escola in- educativa e formativa para as famílias. família, escola, sociedade. Haverá sempre gir que num país como o nosso todos os clusiva é aquela escola que se preocupa Foi sendo “cruel” ir presenciando famí- o eterno problema de nunca concertarmos nossos jovens entrem numa universidade, com todos os alunos, respeitando-os nas lias que por deficientes condições econó- posições, de existir sempre uma perspec- a esses que por uma razão ou por outra tiva individualista, não se não têm esse acesso, há pois a necessida- perceber que se pode fa- de de serem garantidas vias profissiona- Receba em casa o Correio da Beira Serra o ano inteiro por apenas 12 € zer do sistema educativo lizantes adequadas, segundo um sistema algo que nos una. Quan- de orientação escolar. Preencha este cupão de assinatura e remeta-o para: do um aluno entra para Muitos mais factores haveriam aqui Correio da Beira Serra, Pct. Manuel Cid Teles, Lt 12 – 1º Esqº - 3400-075 Oliveira do Hospital a escola, existem sempre para expor, para reflectir. Neste espaço de obstáculos que lhe po- opinião, o mais importante é poder trans- Dados de preenchimento obrigatório: derão dar razões para a mitir perspectivas individuais e colocá-las Nome:__________________________________________________________________________ abandonar. O aluno tem em discussão. que estar constantemente Foi-se ao longo de todos estes anos Morada:_________________________________________________________________________ motivado, atento, interac- evoluindo, realizando congressos, coló- Código Postal:______________________________________________________________________ tivo para conseguir atin- quios, seminários, com o intuito de ser gir os seus objectivos. A aperfeiçoado o sistema educativo e as Localidade:___________________________________ País:_______________________________ tudo isto acresce a noção práticas educacionais, no entanto exis- Nº Contribuinte: ________________________ de que a escola tem que te uma premissa que deve estar sempre saber influenciar o aluno subjacente à acção educativa diária de um Telefone: ______________________________ e os pais a terem a ne- Educador que é, acima de tudo, fazer de cessária responsabilidade cada aluno, de cada criança, de cada indi- O seu pedido, deverá ser acompanhado de um cheque no valor de 12 euros à ordem de educativa e não deixarem víduo, um ser … feliz. “Temactual, Lda” todo o ónus da educação Em caso de dúvida, contacte-nos: à escola e ao professor. • Presidente da Comissão Provisória Executiva Tel. Geral: 238086547 * E-Mail: geral@correiodabeiraserra.com Tenho várias vezes co- do Agrupamento de Escolas da Cordinha
    9. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra EDUCAÇÃO 9 Arcial avança com as obras mesmo sem o apoio da Segurança Social “Estamos completamente descapitalizados” É já no segundo semestre dades ocupacionais”, referiu Ar- o dirigente da Arcial – a quantia ménio Rodrigues realçando que mais elevada (2500 Euros) foi deste ano que têm início “quando este novo espaço en- dada pela Fundação Belmiro de as obras para a constru- trar em funcionamento, a Arcial Azevedo. deixa o espaço que ocupa desde ção das novas instala- 1980”. E depois da obra feita? Este novo desafio representa “No segundo semestre já há ções da Arcial – Associa- um grande esforço financeiro obras de certeza”, sustentou Ar- para a Associação, que conta ménio Rodrigues prevendo que ção de Recuperação de com a ajuda da Câmara Munici- “o edifício esteja concluído em Crianças Inadaptadas pal que inicialmente se compro- meados de 2007” e que “até lá meteu comparticipar com um a Segurança Social apoie a ins- de Oliveira do Hospital. subsídio de 100 mil Euros, mas tituição ao nível de equipamen- que depois o aumentou para 150 tos”, porque depois da constru- Arménio Rodrigues, mil. “Este aumento de verbas por ção “receia-se que a Associação parte da autarquia é que nos en- não tenha dinheiro para comprar presidente da direcção corajou”, salientou Arménio Ro- mais nada”. No entanto, a Asso- da Associação lamenta, drigues depois de ver recusadas ciação sabe que também nesta todas as candidaturas apresenta- matéria pode contar com o apoio nesta fase, não poder das à Segurança Social. Impulsio- da Câmara Municipal de Oliveira nada por este apoio da autarquia, do Hospital, porque – numa pe- contar com o apoio da a direcção da Associação decidiu quena cerimónia alusiva à aqui- “deixar para trás as hesitações e sição de uma nova viatura para Segurança Social e em comprometeu-se a arranjar forma o transporte de utentes da Arcial declarações ao Correio de pagar o restante”. Para isso, – Mário Alves afirmou: “avancem também contribuiu o trabalho com a obra e não tenham medo, da Beira Serra confessou: que está a ser desenvolvido por porque a Câmara estará disponí- uma comissão de funcionários vel para auxiliar na compra do “estamos completamente da Arcial que se organizou em equipamento”. grupos para promover iniciativas Mas as hesitações voltam a descapitalizados”. e campanhas angariadoras de surgir em relação à Segurança Arménio Rodrigues: “Este desafio representa um grande esforço financeiro” fundos. “Os membros estão mui- Social porque, como questionou LILIANA LOPES to empenhados”, frisou Arménio o responsável por aquela associa- A Rodrigues acentuando que “em- ção, “será que ao avançar-se com funcionar desde 1980, pessoas portadoras de deficiên- viços – a funcionar desde 2000 bora as pessoas colaborem com a obra a segurança Social corta em instalações pro- cia decidiu avançar com a obra. num terreno cedido pela Câmara pouco dinheiro, as migalhas tam- qualquer hipótese de apoio?”. visórias – no antigo Estimado em cerca de 325 mil Municipal – o projecto das novas bém são pão”. Os responsáveis Nesta fase, esta é a apreensão colégio de Oliveira Euros, o novo bloco destinado instalações da Arcial contempla da Arcial esperam também poder do dirigente da instituição que do Hospital – a Arcial está pres- às actividades ocupacionais será ainda a construção do bloco ad- contar com o apoio de pessoas também acredita que “ iniciada tes a mudar de casa. Depois de totalmente suportado pela Arcial ministrativo, ocupacional, tera- e empresários que tenham pos- a obra, a segurança social não um período de hesitações, jus- e pela Câmara Municipal de Oli- pêutico e o de formação profis- sibilidades para contribuir com deixará de ajudar com o equi- tificado por questões financei- veira do Hospital. sional. “Nesta altura só podemos verbas mais elevadas, porque pamento para que se possa dar ras, esta Associação dedicada a Para além do bloco dos ser- avançar com o bloco de activi- até ao momento – como referiu utilidade ao espaço”. Os desafios da Arcial Em prol da integração social e inserção profissional A Arcial tem diariamente, ao seu cuida- jardinagem e floricultura e ajudantes de Arcial”. Estes funcionários, que recebem o “Até ao momento tem sido possível do, 60 utentes integrados em diferentes cozinha. Destes cursos – com duração de salário mínimo nacional, são encaminha- manter em funcionamento todas as va- valências, tendo em conta o seu nível de quatro anos e financiados pelo Instituto dos para a Associação pelo Centro de Em- lências”, sublinhou Arménio Rodrigues deficiência e dificuldade. Pese embora de Emprego e Formação Profissional – al- prego de Arganil se corresponderem a um realçando “a boa capacidade da Arcial o facto desta Associação ter sido criada guns são ministrados por profissionais da de vários requisitos exigidos: desempre- na gestão dos seus fundos e os subsídios para possibilitar uma educação especial Instituição e outros são desenvolvidos em gados, desempregados de longa duração, provenientes da segurança Social e IEFP”, a crianças e jovens “diferentes”, agora a postos de trabalho, o que na opinião de beneficiários do rendimento social de in- mas frisou que “o problema surge quando realidade é outra, porque – como explicou Arménio Rodrigues “é benéfico porque os serção, deficientes, ex-reclusos e ex-toxi- é necessário fazer investimentos”. Arménio Rodrigues – “a aplicação da lei utentes contactam directamente com a codependentes. de bases do sistema educativo de 1986, realidade” acrescido do facto de que “co- obrigou à inclusão de todas as crianças no nhecendo de perto as suas potencialida- ensino regular fazendo com que cada vez des, no final do curso, alguns empresários menos jovens fossem para a Arcial”. Na acabam por admitir esses formandos” área da educação especial, a Associação Mas o trabalho desta Instituição Par- presta apoio apenas a cinco jovens, mas o ticular de Solidariedade Social não se seu trabalho não se esgota nesta valência, esgota no apoio prestado às pessoas já que – e na opinião do dirigente – “o portadoras de deficiência, já que tem em futuro está no centro de actividades ocu- funcionamento desde 2000 no bloco dos pacionais que neste momento acompanha serviços, uma empresa de inserção. “Foi 25 pessoas portadoras de deficiência mais uma proposta da Directora do Centro de avançada e que não têm capacidades para Emprego de Arganil”, adiantou ao CBS frequentar um curso de formação”. Arménio Rodrigues que lamenta “o facto Outra das apostas da Arcial é a da for- desta empresa não ser muito divulgada”. mação profissional que permite aos 30 Neste momento, integra 11 pessoas por utentes, que integram esta valência, adqui- um período de dois anos não renovável e rirem uma especialização em áreas como: presta serviços de limpeza, jardinagem e costura, serviços domésticos e limpezas, ainda tem em funcionamento a “lojinha da Local onde vão ser construidas as instalações da Arcial
    10. 10 POLÍTICA Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 15 – “por causa de uma carta xenófoba” que ção que os vereadores da oposição diri- o “atacava”, e que foi distribuída aos mili- giram ao presidente da autarquia”. A pro- tantes do PSD na véspera do acto eleitoral pósito deste pedido de esclarecimentos, daquele partido. Esta reacção do presi- António Duarte salientou ao CBS on-line dente da Câmara, surgiu em consequência que “acha curiosa a forma como Mário de uma interpelação dos vereadores do Alves respondeu às questões que lhe fo- Partido Socialista que pediram explica- ram colocadas, ao utilizar a justiça como ções acerca do que “de grave se passa ou estratégia para não explicar os motivos passou na Câmara Municipal que levou o que o levaram a demiti-lo”. Pelo contrário ex chefe de gabinete a proferir as declara- considera “inteligente” a Intervenção do DIAS | ON-LINE ções: tenho conhecimento de coisas den- deputado da CDU António Lopes porque tro da Câmara que ele (Mário Alves) não considera “que pôs o dedo na ferida e ba- vai gostar de ouvir e pode vir a ficar mal teu na tecla certa”. António Duarte apenas na fotografia”. lamenta que “ninguém tenha a coragem Os vereadores da oposição questiona- para lhe perguntar: porque é que demitiu ram ainda o presidente da autarquia so- o professor Duarte?” que António Duarte “venha dizer quanto bre “quais foram as atitudes persecutórias antes o que é que se passa dentro da Câ- tomadas contra os presidentes de junta mara Municipal” e deixa um recado: “En- de Freguesia e quais as juntas e porque quanto se fecham escolas, postos médicos motivos?”. Ainda no âmbito dos inciden- e aumenta o desemprego, “os senhores tes que marcaram o acto eleitoral para a professores, numa zanga de comadres, e Comissão Política Concelhia do PSD, Má- numa linguagem imprópria de quem tem rio Alves foi questionado sobre a acusação a responsabilidade de ensinar, dão um de “pressionar pessoas, dizendo a alguns triste espectáculo, aviltam a democracia que não lhes dá mais trabalho” e sobre o de Abril, discutem os cacos de um tacho motivo que terá levado António Duarte, cada vez mais rapado e incapaz de susten- depois de demitido, a dizer “saiu-me um tar todas as clientelas. É vê-los num chega fardo pesado das costas”. Nesta interpe- para lá em que vale tudo”. lação ao presidente da Câmara Municipal, Deputado Municipal da CDU Aquela nota, sublinha também que “o os vereadores do PS deixaram claro que pede auditoria à Câmara respeito pelas populações do concelho, “não permitem qualquer forma ou tentati- exige dos responsáveis políticos uma ou- va de pressão, hostilização ou tratamento O Deputado Municipal da CDU reage à po- tra atitude, um outro rigor e uma outra discriminatório a quaisquer pessoas ou lémica que está a gerar grande alvoroço educação”, bem como adverte que “o de- instituições” porque - como recordam – “é em Oliveira do Hospital a propósito da senvolvimento do concelho não se com- preceito constitucional o igual tratamento guerra política protagonizada pelo pre- padece com as lealdades eleitorais do se- a pessoas, instituições e organismos”. Novo líder do PSD ainda não sidente da Câmara e o seu ex-chefe de nhor presidente, que mais parece o dono Este pedido de explicações, subscrito decidiu se retira a confiança gabinete, António Duarte. “Temos acom- da Câmara”. Mas aquele deputado muni- por todos os vereadores do PS e enviado panhado com equidistância o acto eleito- cipal da CDU vai mais longe ao anunciar à redacção do Correio da Beira Serra on- política ao presidente da ral que decorreu para a comissão política que, na próxima Assembleia Municipal, line, adverte ainda o presidente do muni- Câmara concelhia do PSD. Da expectativa de uma o partido vai avançar com um pedido de cípio oliveirense para o facto de a Câmara Numa reacção à queixa-crime contra Antó- salutar concorrência, sinal de vitalidade auditoria à autarquia oliveirense “se até Municipal ter de “cumprir todas as regras nio Duarte, apresentada pelo presidente que o aparecimento de duas listas fazia lá o presidente da câmara não tomar essa de um Estado de Direito Democrático” da Câmara Municipal de Oliveira do Hos- antever, passou-se a um lavar de roupa de iniciativa”. pital, José Carlos Mendes sublinhou ao fazer inveja aos tanques e lavadeiras das “Perante tudo o que aconteceu, ao pre- António Duarte não está Correio da Beira Beira Serra on-line que nossas aldeias”, refere o deputado munici- sidente da Câmara não resta outra alterna- amedrontado e vai avançar “Mário Alves não tinha motivos para avan- pal da CDU numa nota enviada ao Correio tiva que não seja, no mínimo, pedir uma çar com o caso em tribunal”. Na opinião da Beira Serra on-line. auditoria. Em nosso entender, e depois de com processo contra Mário do presidente eleito da Comissão Política Sublinhando que na última Assembleia tudo o que foi dito, à comissão política Alves Concelhia do PSD, António Duarte já ex- Municipal (AM), “o senhor presidente da também não resta outro caminho que não Depois de na reunião do executivo olivei- plicou o que quis dizer com a polémica Câmara respondeu muito abespinhado” a seja o de retirar a confiança política ao se- rense de 4 de Abril, Mário Alves ter infor- declaração que proferiu – “tenho conhe- um pedido por escrito que a CDU apresen- nhor presidente da Câmara”, frisa aquela mado a vereação de que tinha avançado cimento de coisas dentro da Câmara que tou com vista a indagar quais as funções nota. com uma queixa-crime contra o seu ex- ele não vai gostar de ouvir e pode vir a e a remuneração do chefe de gabinete chefe de gabinete, António Duarte garan- ficar mal na fotografia”. Pelo contrário, de Mário Alves, António Lopes diz estra- Vereadores do PS interpelam tiu ao Correio da Beira Serra on-line que José Carlos Mendes referiu ao CBS on-line nhar que, na altura, o presidente da Câ- presidente da Câmara e Mário “está a fazer os preparativos para apre- que “o Prof. Duarte é que teria razões para mara não tenha dito que “o senhor prof. sentar um processo contra Mário Alves”. apresentar uma queixa-crime contra Má- António Duarte estava sentado à mesa Alves confirma queixa-crime “Fui atacado e beliscado na minha honra e rio Alves, quando este o apelidou de ca- do Orçamento”. “Mentiu… veio dizê-lo contra ex-chefe de gabinete dignidade e o presidente da Câmara ainda cique e despeitado”. Embora prefira que agora na praça pública, o que prova que O Presidente da Câmara de Oliveira do continua a denegrir o meu nome nos lo- estas situações sejam resolvidas e ana- tínhamos razão quando interpelámos o Hospital confirmou na reunião do execu- cais públicos” afirmou Duarte visivelmen- lisadas em conjunto, “imperando o bom senhor presidente da Câmara a propósito tivo camarário, de 4 de Abril ter entregue te indignado, esclarecendo que “se depois senso”, José Carlos Mendes sustentou que das necessidades de contratação do Prof. no dia anterior, no Ministério Público de tudo isto não apresentasse uma queixa “os tribunais existem para resolver estas Paulo Veloso. Então se o chefe de gabinete (MP), uma queixa “para que o Sr. ex-chefe contra Mário Alves estaria a mostrar sinais questões”. já estava sentado à mesa do orçamento, de Gabinete vá ao MP dizer quais são as de cansaço”. Questionado sobre a possibilidade para que é que pôs lá mais um? ”, per- ilegalidades e as irregularidades que co- O eleito vice-presidente da Comissão de a Comissão Política do PSD poder vir gunta aquele deputado municipal que nas nhece na Câmara”. “Espero que essa ma- Política Concelhia do PSD ainda não foi in- a retirar a confiança política a Mário Al- últimas autárquicas encabeçou a lista da téria seja clarificada nos órgãos próprios, formado oficialmente pelo tribunal acerca ves – conforme tem vindo a ser defendi- CDU. os tribunais”, referiu Mário Alves, adian- deste processo, porque – como o próprio do nalguns sectores da política local –, o Muito crítico em relação a todo este tando ainda que também avançou com referiu – “apenas sabe o que foi dito na presidente eleito dos sociais-democratas processo político, Lopes pede também uma outra queixa – esta em nome pessoal reunião de Câmara, depois da interpela- adiantou que “nada está decidido por-
    11. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra POLÍTICA 11 que a Comissão ainda não tomou posse, formada com antecedência: “como sabe, e nas reuniões do partido, Mário Alves pro- zenas de pessoas – com dirigentes incluí- mas o que se pretende é dialogar com o você até sabe porque eu até lhe disse an- mete guerra: “se alguns pensam ou pensa- dos – que se deslocaram à sede do FCOH presidente da Câmara para que não haja tes que iria tomar essa decisão… antes de ram que, passe a expressão, se vão livrar para participar naquela assembleia-geral. conflitos”. Ainda sem data marcada para tomar a decisão, já lho tinha dito a si que, do Mário Alves, estão enganados porque o Frisando que não se desliga do clube a tomada de posse, o sucessor de Mário independentemente do resultado que Mário Alves não é homem para desistir. A em consequência da despromoção, Brito Alves adiantou ao CBS on-line que a nova houvesse nas eleições para a concelhia do minha desistência é quando alguém, mais confessou-se “cansado” para continuar à Comissão Política do PSD já reuniu e “deli- PSD, eu iria demiti-lo. E também lhe disse poderoso do que eu, me levar desta para frente dos destinos do clube e deixou uma neou o seu modo de trabalho”. as razões por que ia demiti-lo. Não foi por melhor. Até lá, eu resisto… eu batalho… outra explicação aos associados: “Se eu cá ir noutra lista. Foi porque – como eu lhe eu luto, referiu aquele líder partidário ao ficar, vou ter que pôr mais dinheiro. Não disse – houve uma quebra de confiança na passo que não excluiu a possibilidade de tenho condições para isso”. Na qualidade pessoa desse senhor”. disputar novamente a presidência do PSD de sócio do clube, o empresário e depu- Quanto ao facto de uma eventual re- nas próximas eleições. “Pode acontecer tado municipal da CDU, António Lopes, tirada da confiança política por parte da eu dizer assim: então agora, vamos ver ainda tentou convencer Mário Brito a per- futura concelhia do PSD ao presidente quem é que ganha, porque eu não fui can- manecer no lugar até ao fim do mandato e da Câmara, Mário Alves desvaloriza esse didato”, avisou Mário Alves. Quanto aos chegou mesmo a prometer que, caso isso cenário: “a confiança política foi-me dada rumores que têm apontado no sentido de acontecesse, apoiaria o FCOH com 50 mil pelos sete mil e tal oliveirenses que vota- que o presidente da Câmara poderia sus- euros. Mas o agora presidente demissio- ram em mim e não vão ser agora 149 que pender o mandato com vista a presidir à nário do clube, não aceitou a oferta e foi votaram numa pessoa para gerir um parti- Fundação Serafim Marques, Mário Alves peremptório: “Acabo esta época e saio”. do que me vão retirar a confiança política foi muito claro e excluiu esse cenário argu- “Parece que caiu aqui neste conce- do que quer que seja”. mentando que tudo não passa de “falsos lho uma comissão liquidatária”, referiu boatos”. “Nunca fui homem de abandonar António Lopes, lamentando que em Oli- os meus mandatos (…) a não ser que haja veira do Hospital estejam “a encerrar as razões de saúde, podem os oliveirenses escolas, os postos médicos, as fábricas e, estar todos estar tranquilos porque eu go- agora, também o clube de futebol”. Nes- vernarei a Câmara Municipal até ao final ta assembleia, houve entretanto alguns do meu mandato”. intervenientes que colocaram o dedo na Lançando umas farpas aos seus adver- ferida ao defenderem que o clube deve sários políticos que conquistaram a con- reorganizar-se e, eventualmente, acabar celhia do PSD – “que ninguém pense que com a equipa de futebol que este ano des- com o Mário Alves funcionam grupos de ce à III divisão nacional. Com uma média Mário Alves acusa José Carlos interesse” -, Alves disse também não estar de 300 espectadores por jogo, o FCOH Mendes de ter incendiado o preocupado com aqueles que o acusam de – actualmente com oito pontos – não tem partido ter “uma visão economicista”. “Se houves- conseguido captar o público oliveirense e se muitos como eu, no país, que tivessem a situação financeira do clube agrava-se a O ainda presidente da Comissão Política essa visão mais economicista – entre aspas cada dia que passa. Concelhia (CPC) do PSD, Mário Alves, des- -, porventura, o país não estaria conforme Face a este cenário de insustentabilida- valorizou os resultados das eleições que está. A minha velha máxima que continua de financeira em que não se conseguem deram a vitória a José Carlos Mendes e re- cada vez mais actual, é assim: o meu di- criar receitas para manter uma equipa de cusou-se a interpretá-los como uma derro- nheiro eu gasto-o como quero, porque aí futebol profissional, também se ouviram ta política, com o argumento de que não só há uma pessoa que me pode pedir con- algumas vozes a defender que o FCOH foi ele que se apresentou a eleições. Em tas e, com essa – que é a minha mulher -, deve apostar nas camadas jovens e no entrevista à rádio Boa Nova, Mário Alves posso eu bem, sublinhou aquele dirigente hóquei em patins, uma modalidade que dirigiu duras críticas ao novo líder eleito do PSD ao explicar o “rigor com que lidava movimenta cerca de 100 atletas. É que, do PSD e também ao seu antigo chefe de com os dinheiros públicos. conforme afirmou Pinto Correia – um ad- gabinete, acusando-os mesmo de terem vogado que já anda nestas lides do fute- “incendiado o partido”. bol há muitos anos –, “não faz sentido que Criticando o modo como decorreu “Se alguns pensam que se vão Mário Brito ande a pôr dinheiro do bolso a campanha eleitoral – “fui alvo de uma dele” para os outros “irem ver os jogos de campanha que roçou campos que não de- livrar do Mário Alves estão futebol”. veria ter roçado”, sublinhou –, Mário Alves enganados” disse ainda não se “rever nesta comissão “Dos presidentes de Junta nem sei quantos Pulsar aborda “Deficiência na política” e argumentou não ter felicitado é que são militantes, não faço ideia… não Primeira Pessoa” os vencedores no dia das eleições com contabilizei quantos é que são militantes uma frase – “não felicito quem joga baixo” do PSD”, afirmou Mário Alves,em entrevis- A Fundação Aurélio Amaro Diniz de Olivei- – que reflecte bem a época de fogo anteci- ta à rádio Boa Nova quando se pronuncia- ra do Hospital já lançou o número 12 do pada em que vivem os sociais-democratas. va sobre as acusações que lhe foram di- seu boletim informativo, ao mesmo tempo Instado a pronunciar-se sobre o significa- rigidas pelo seu ex-chefe de gabinete no que assinala a passagem de mais um ano do de uma frase que muito se ouviu mal sentido de que o presidente da Câmara da “Pulsar”. Esta publicação, de distribui- foram conhecidos os resultados eleitorais teria ameaçado alguns autarcas apoiantes ção gratuita, aborda na presente edição do PSD – “é uma vitória da democracia” –, da lista B – como o presidente da Junta de o tema “Deficiência na Primeira Pessoa”, Alves responde com uma pergunta: “como Freguesia de Seixo da Beira - com a “não pegando no testemunho de dois cidadãos é que é uma vitória da democracia se duas realização de obras nas freguesias”. “Não portadores de deficiência, um utente da pessoas que estavam à cabeça dessa lista é verdade. Eu já vi o senhor presidente do FAAD e um funcionário (telefonista, que é estiveram em várias comissões políticas Seixo dizer tanta coisa que não sei em que invisual). Como já é hábito, ao desfolhar- comigo?”. Mário Alves, que sustentou aos é que ficamos. Não me interessa o que ele Mário Brito bate com a porta mos as páginas do boletim encontramos microfones da RBN que há quem queira diz e não vou estar aqui a dar tempo de também referências às actividades que “tapar o sol com a peneira”, diz não com- antena ao senhor presidente da Junta do e FCOH está na iminência de são desenvolvidas no âmbito das várias preender certas afirmações e revelou que Seixo da Beira”, referiu o ainda líder do acabar com o futebol sénior valências da Fundação, bem como notí- o seu ex-chefe de gabinete o “convidou PSD sobre um dos autarcas que preside a O Futebol Clube de Oliveira do Hospital cias de Oliveira do Hospital e concelhos no dia 23 de Janeiro, à noite, para enca- uma das freguesias com maior peso elei- (FCOH) está a braços com uma crise direc- limítrofes. beçar a lista para a mesa da Assembleia de toral do concelho e que, actualmente, já tiva e, neste momento, não se sabe qual Destaque para o editorial da auto- Secção”. “Se eu estivesse com eles, eu era mantém um relacionamento algo difícil vai ser o futuro do clube. Para já, uma coisa ria de Sebastião Antunes, Presidente do o maior. Como fiz uma opção diferente, com o presidente da Câmara. Confronta- é certa: Mário Brito, que no dia 6 de Abril Conselho de Administração da FAAD que então eu sou o mau da fita, sou o anti-de- do com estas declarações pelo Correio da apresentou a sua demissão na assembleia- em poucas palavras compara a evolução mocrático, o bode expiatório”, ironizou o Beira Serra on-line, o autarca do Seixo da geral do FCOH, só vai continuar no lugar da instituição com o crescimento de uma ainda líder do PSD local. Beira invocou o facto de não ter ouvido a até ao final da presente temporada des- “grande árvore” que – como se pode ler Quanto às razões que o terão motiva- entrevista para não tecer qualquer comen- portiva. “Não se pode querer que o clube – “ostenta o esplendor da sua floração, do a demitir António Duarte em vésperas tário, mas prometeu uma reacção àquelas viva à custa de duas ou três pessoas. Não que importa pensar na sua raiz, na sua ge- do acto eleitoral do partido, Alves virou- declarações. há condições de trabalho, não há perspec- nes, no seu fundador”. Sebastião Antunes se para a jornalista que conduzia a entre- Frisando também nesta entrevista que tivas e vou começar a ser um bocadinho lembra ainda que a FAAD se irá “associar vista, Margarida Prata, e insinuou que a não espera ter qualquer relacionamento mais egoísta e a viver um pouco mais para à invocação da memória do seu fundador, pergunta talvez não fizesse muito sentido com o seu sucessor político no PSD, ape- mim porque acho que também mereço”, Aurélio Amaro Diniz”, a realizar na sua porque a própria jornalista teria sido in- sar de manifestar intenção de participar desabafou Brito perante cerca de duas de- terra natal.
    12. 12 ECONOMIA Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 Depois de se ter gasto mais de meio milhão de contos Treze anos de abandono Há treze anos, os portugueses pagaram mais de meio-milhão de velhas notas de contos de reis por um hipotético Centro de Negócios da Beira Serra. Hoje, os resultados desse in- vestimento estão à vista nas imagens que o Correio da Beira Serra aqui publica. J H E N RIQUE BARRETO / AGNELO VIEIRA á lá vão treze anos e o Centro de Negócios da Beira Serra – um in- vestimento que no início dos anos 90 custou aos portugueses mais de meio milhão de contos – continua vo- tado ao abandono e em acelerada degra- dação. Este equipamento, que ocupa uma área O “monstro” que a ACIBEIRA deixou em Lagares da Beira de 35 mil e quatrocentos metros quadra- dos de um terreno que, em 1990, foi ce- nio fosse penhorado pela CCAMBC, que Os “incómodos” de Mira Amaral tem registado nos últimos anos. “Armindo dido à ACIBEIRA pela Câmara Municipal dada a cláusula de reversão citada não o O Correio da Beira Serra, que visitou de- Lousada um nome que não esquecemos. de Oliveira do Hospital (CMOH), congrega pode alienar. moradamente o local na semana passada, Engº Mira Amaral, Ministro da Indústria e diversos pavilhões de exposição, edifícios Entretanto, e de acordo com o que o defrontou-se com um cenário desolador Energia, o outro nome que nunca esque- administrativos, um restaurante e um Correio da Beira Serra apurou, um grande que demonstra bem a dinâmica negativa ceremos. Um foi um herói anónimo do de- “monumental” mas inconcluído excelente empresário da região, Fernando Tavares que o concelho de Oliveira do Hospital senvolvimento da Beira Serra pela sua ini- anfi-teatro. Pereira, tentou adquirir todo aquele es- A construção deste Centro de Negócios, paço mas cedo desistiu em consequência que foi patrocinada pelo Ministério da In- de a Câmara Municipal não ter sido re- dústria e Energia do ministro Mira Amaral, ceptiva. Na altura – de acordo com uma com dinheiros do PEDIP, cedo se transfor- fonte conhecedora do processo -, aquele mou num dos mais gritantes casos de es- conhecido empresário pretendia instalar banjamento de dinheiros públicos de que ali a sede do seu grupo empresarial. Só há memória na região. As contas nunca que, com tanta indecisão, teve que ajustar vieram a público, mas sabe-se que o inves- as velas em direcção ao Carregal do Sal, timento ultrapassou os 500 mil contos. porque naquele concelho os ventos eram Os anos foram correndo e a ACIBEIRA, mais favoráveis. que ainda andou na barra dos tribunais, Mas a indecisão e a falta de diligência conseguiu livrar-se do fardo, deixando que pairam em torno deste avultado inves- para trás um verdadeiro rosário de dívi- timento, não são fáceis de entender. Ainda das. A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo recentemente, numa reunião do executivo da Beira Centro (CCAMBC), uma das enti- camarário, realizada dia 7 de Fevereiro, o dades financiadoras daquela associação e vereador do PS, José Francisco Rolo, in- que não recuperou várias dezenas de mi- surgiu-se contra o facto de a CMOH ter lhar de contos, não teve outra alternativa este processo parado num advogado de senão penhorar aquele património como Coimbra, especialista em direito adminis- garantia da dívida. Mas o problema, é que trativo, há mais de três anos. “Têm que a situação legal do Centro de Negócios da ser tomadas medidas em relação a este in- Beira Serra não permite que aquela insti- cumprimento. Se o jurista com o processo tuição bancária proceda à venda em has- não dá uma resposta há três anos, então ta pública. Porquê? Porque a Câmara de tem de se entregar o processo a outra pes- Oliveira do Hospital, na altura presidida soa. O que se passa é inadmissível”, refere por César de Oliveira, cedeu o direito de aquele vereador na acta de uma reunião superfície do terreno à ACIBEIRA, deixan- de Câmara do dia 7 de Fevereiro que este do na escritura uma cláusula de reversão jornal consultou. Em resposta – na mes- a determinar que “o direito de superfície ma acta – o presidente do Município não reverterá para o Município de Oliveira do foi contra aquela interpelação, declarando Hospital se aquela associação der aos edi- que “o problema reside na falta de respos- fícios aplicação diversa da convencionada ta adequada por parte do jurista respon- no contrato (…) ou não lhe der utilização sável pelo processo que não obstante ter por mais de três anos consecutivos”. sido várias vezes instado a pronunciar-se, até à data não o fez”. Processo parado num advogado há mais Decorridos estes longos anos, o Cen- de três anos tro de Negócios ainda corre o risco de se A Câmara de Oliveira do Hospital – por transformar num monumento ao esban- motivos que se desconhecem – não só jamento de dinheiros públicos. Aquele nunca accionou aquela cláusula de rever- espaço, de excepcionais condições estru- são como também não fez qualquer dili- turais, espelha bem o rosto da incúria e gência para impedir que aquele patrimó- negligência.
    13. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra ECONOMIA 13 ciativa empresarial. Outro foi o Ministro da Indústria que mais fez pelo progresso da nossa região. Os empresários da Beira Serra, reunidos na sua Associação-Acibei- ra, homenagearam sua EXª Ministro da Indústria e Energia, Engº Mira Amaral, a 7 de Setembro de 1991, agradecendo todos os incómodos que teve ao nosso serviço e ao serviço da pátria”. Este “preito de vassalagem”, está inscrito numa placa (ver foto da 1º Página) que o CBS descobriu abandonada no meio do lixo que a ACI- BEIRA deixou em Lagares da Beira, e onde paradoxalmente é invocado um nome que sempre foi uma referência da dinâmica empresarial do concelho de Oliveira do Hospital, Armindo Lousada. ESTGOH interessada na revitalização das infra-estruturas Consciente da situação, e das potenciali- dades de todos aquelas infra-estruturas e na perspectiva de as colocar ao serviço da região, está a Escola Superior de Tecnolo- gia e Gestão de Oliveira do Hospital (ES- Um anfi-teatro à espera... TGOH), que acaba de propor ao Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e à Câmara de Oliveira do Hospital a implementação a realização de “um projecto que todos naquele local de “um projecto inovador, possam abraçar”, o director daquele es- do tipo de parque tecnológico/incubadora tabelecimento de ensino superior avança de empresas/centro de formação”. com algumas ideias para reactivar aquelas Num ofício de 30 de Março deste ano a infra-estruturas, sublinhando a impor- que o CBS teve acesso, e que foi dirigido tância que poderia ter para a ESTGOH o ao presidente do IPC e ao presidente da reaproveitamento daquele espaço, tendo CMOH, o director da ESTGOH, Francisco como pano de fundo a região da Beira Ser- Neves, defende que é imperioso avançar ra e não apenas o concelho de Oliveira do com este projecto para “afirmar e reco- Hospital. De referir, que neste ofício a que nhecer definitivamente o interesse da Es- o CBS teve acesso, Francisco Neves volta a cola a nível regional como uma realidade sublinhar que a ESTGOH se deveria passar partilhada pelos municípios de Oliveira do a designar Escola Superior de Tecnologia Hospital e limítrofes. da Beira Serra, por forma a dar-lhe uma Sustentando que o que se pretende é perspectiva regional.
    14. 14 OPINIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 OPINIÃO Marcas que não se apagam sem compromisso eterno, pois mais, os detergentes, agora da É isso que se espera de quem A N TÓNIO FONTES DINIS ora os glorificam, citam, bajulam, “(…) É muito pro- História, para quem não há, nos é militante de um partido, é isso para logo, a seguir, os insulta- vável, também, que tempos que correm - de feição! que o caracteriza socialmente, É rem, vilipendiarem e correrem “à – ideologias… qualquer que seja o partido a muito pouco provável pedrada”. – e, futebolismos, são muito boa gente re- Contrariamente ao espírito, que pertença… que a vida dos cerca hoje a única discussão séria que conheça, hoje, que alma(?) e prática política daque- Mas, o mundo, “é composto de vinte e tal mil cida- envolve crianças, jovens, adultos andou enganada ao les que hoje manifestam o seu de mudança”… dãos, portugueses, que e maduros, que separa famílias, mais vivo “repúdio” pelos parti- E, por isso mesmo, é muito vivem no concelho de Oliveira do que separa os portugueses pro- calcorrear, durante dos políticos, quais “democratas” provável, também, que muito Hospital, possa mudar, de um dia fundamente; discussão séria e anos, um determina- de ponta, pertencer a um partido boa gente reconheça, hoje, ou para o outro, com os resultados profunda, com muita ciência, político é um exercício de cida- em qualquer momento crítico, de uma qualquer eleição: di-lo com jornais diários e tempos in- do caminho…E que, dania plena, consentânea com que andou enganada ao calcor- a vida do dia a dia, sem esque- finitos de rádio e televisão, com perante esse percurso, os deveres de qualquer cidadão rear, durante anos, um determi- cer aquilo que os dias passados, “bandeira à janela” e os tribunais do mundo que pretende intervir, nado caminho…E que, perante hoje, nos trazem à memória…E na maleta dos medicamentos … tenha hoje consciência politicamente, em consciência e esse percurso, tenha hoje, ou vão fazer a História, apesar de O Orçamento de Estado fica para de que, nele, carregou em colectivo, na sua mudança, nesse momento, consciência de parcelar, azar nosso, da qual so- aqueles que sabem do assunto, “pesados” fardos… em qualquer parte onde viva, por que, nele, carregou pesadas res- mos testemunhos directos. Res- modéstia de lado, do futebol, úl- cá, com os direitos que o lega- ponsabilidades… ponsáveis. E oxalá por mais mui- timo, desse sabe o Scollari, pago, Pois bem: que não se do da revolução de 25 de Abril Pois bem: que não se esque- to tempo… qual “bandeirante” ao contrário, esqueça de que, nesse de 1974 ainda hoje incorpora na ça de que – recomendação essa - Que augúrios nos trazem os a “peso de ouro”, para nos dar nossa Constituição da República. válida para todos nós, pois é resultados das últimas legisla- prata…O mesmo para os depu- caminho, deixou ficar Assim, por direito, “as ques- da “coisa pública” que se trata! tivas? – não foi preciso esperar tados da Nação, nas maiorias, e uma pedra, um sinal, tões” internas dos partidos – nesse caminho, deixou ficar muito tempo. E os das autárqui- não só, com a diferença de que identificativo dessa políticos devem ser resolvidas uma pedra, um sinal, identificati- cas?... E os das presidenciais? esses nos tiram, cada vez mais, responsavelmente pelos seus mi- vo dessa mesma passagem, quer Então não fomos nós, os cida- alguma coisinha, o sono e a com- mesma passagem, litantes, esses sim, obreiros dos dizer, deixou marcas, se calhar dãos, esclarecidos, eleitores, que postura também, com ordens quer dizer, deixou seus méritos e deméritos, conhe- profundas, nos lugares por onde o fizemos? E os que, magníficos de superior interesse, por mais cedores das suas acções e moti- passaram os seus próprios pés; “neutros”, não tendo votado, vá parca que ela seja, não vá lá o “ marcas, se calhar pro- vações, no respeito pelas regras e que, para essas marcas, nesse lá saber-se por quê, não são eles, diabo tecê-las” e ficarem eles “a fundas (…)” estatutárias dos partidos a que caminho que é o da nossa cons- também, obreiros desses mes- ver navios” (bandeiras), fora da pertencem, aos quais aderiram, ciência colectiva, não há deter- mos resultados, dessa mesma “selecção” e da bancada… em princípio, por consciente gente conhecido, eficaz, que as História? O mesmo não é válido para programa, a sua táctica, a sua convicção ideológica (e não por faça desaparecer: com o tempo, … as eleições internas, ou vida in- ideologia, para se colocarem, situacionismo), no respeito pelo agora curto, a História, mesmo O mesmo não é válido para terna, de qualquer dos partidos seriamente, perante os desafios cumprimento dos mandatos nas que local, avivá-las-á. eleições “internas”, sejam elas políticos que hoje tentam orga- do devir da nossa terra, da nossa instituições para que foram, atra- Porque há caminhos que são do SLB, do SCP ou do FCP: são os nizar e defender os interesses da região, do nosso país, da “nossa” vés deles, eleitos, finalmente, no de todos nós. sócios que elegem os presiden- classe que lhe dá a sua matriz de Europa e, porque não, da Terra! respeito pela sociedade que pre- O resto, é mera publicidade. tes, para o bem e para o mal, mas origem, a sua estratégia, o seu - abençoem-se, aqui, uma vez tendem servir. O 25 de Abril visto por um jovem Chegam ao ponto de invadir territórios sua opinião, isto é, ou estavam de acordo Mário Viegas, Carlos de Oliveira «Não há alheios, em busca do petróleo, para assim com os princípios que o governo impunha machado que corte a raiz ao pensamento alargarem o seu vasto império económico, ou então eram massacradas de uma forma porque ele é livre como o vento» (Livre, As é o caso da guerra do Koweite, do der- brutal podendo mesmo perder a sua vida. Canções Heróicas). Estes homens deram e rube do regime Taliban no Afeganistão e A Comunicação Social não podia informar continuam a dar, os que estão vivos, a sua também do derrube do regime de Saddam os portugueses como faz hoje, só as no- vida por uma causa comum a Liberdade. Hussein no Iraque. tícias proveitosas Outros não tiveram a sorte de viver em Para além disso, ve- para o Estado po- Liberdade e morreram ou foram mortos mos a comunidade diam ser publicadas. antes do 25 de Abril tais como Norton de JOÃO ARANDA* internacional parada O mesmo acontecia Matos, Humberto Delgado e muitos mais enquanto os E. U. A. na arte em geral, que viviam na clandestinidade e não só. permanecem no Ira- especialmente ao Para mim a tarefa de imaginar o que seria VIVA A LIBERDADE que e no Afeganis- nível musical e po- viver sem Liberdade é deveras complica- tão agindo contra os ético. É obrigató- da, porque na minha concepção do que Inicio parabenizando o Correio da Bei- Direitos Humanos rio lembrar certos é o ser Humano é impossível não estar ra Serra por, de novo, dar a oportunidade e alguns políticos, cantores como por presente o direito à Liberdade. Eu não a todos os Oliveirenses de conhecerem um que não são dignos exemplo Zeca Afon- consigo sequer pensar o que seria viver pouco mais do que se passa no nosso con- desse nome, se pa- so, Adriano Correia há quarenta anos atrás em Portugal. Ou celho e, obviamente, a todas as pessoas voneiam e se fazem de Oliveira, Paulo de a Pide nos perseguia constantemente ou que o lêem. Decidi escrever este texto por adorar pelos seus Carvalho entre ou- exilávamo-nos ou então não sei. Nós não se aproximar a efeméride civil mais impor- eleitores recorren- tros que se serviam viemos ao mundo para sermos marionetas tante do ano, o 25 de Abril. Apesar de não do à propaganda e da sua voz para pois se assim fosse estávamos a baixar ao ter vivido esta Revolução, os ideais que à chantagem, isto criticar o regime e nível do cão e do gato, que não são dota- os arautos desta defendiam marcam pro- é, abusando dos po- exaltar a Liberdade dos de inteligência como o Homem, e por fundamente o meu dia-a-dia: a Liberdade deres para os quais aliados aos poetas isso estão impedidos de dizer sim ou não acima de tudo, e a repugnância perante o foram eleitos pelo que escreviam as conscientemente. Eles apenas seguem o totalitarismo, o imperialismo, o chauvinis- povo. letras, o grande po- instinto. mo, o culto da personalidade e também A Liberdade fas- eta Manuel Alegre Mas…felizmente a Revolução dos Cra- o antiparlamentarismo não só no nosso cina-me visto que é um dos valores que «Mesmo na noite mais triste/ Em tempo de vos aconteceu. país como no estrangeiro. Como exemplo mais dignifica a espécie Humana. Ao ima- servidão/ Há sempre alguém que resiste/ Viva o 25 de Abril! do imperialismo temos os E. U. A. que a ginar o que seria viver sem Liberdade po- Há sempre alguém que diz não» (Trova do Viva a LIBERDADE! passos largos estão a alargar o seu impé- demos basear-nos nos 48 anos de Estado vento que passa), Zeca Afonso «O povo é * Aluno da EB 2,3 de Oliveira do Hospital, rio económico mesmo nas nossas barbas. Novo. As pessoas não podiam expressar a quem mais ordena» (Grândola Vila Morena) 9 Ano (15 anos)
    15. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra LOCAL 15 OPINIÃO OPINIÃO C ARLOS PORTUGAL J O S É A U G U S T O TAVA R E S N U N E S Desporto e Política Qual é a crise! C D omo é do conhecimento geral, com poucos golos marcados. Estamos no iz o provérbio que um homem Vocês é que têm a culpa! Só para cá nem sempre as competições jogo dos “empatas”. só se poderá considerar rea- vêm para se promoverem e para sacarem desportivas são decididas den- Os capitães das equipas em presença lizado quando cumprir estas “o vosso”! tro das “quatro linhas”. Algumas – os mais jovens sem grande experiên- três etapas: Fazer um filho, Pese embora o facto deste tipo de afir- vezes (até de mais…) os campeonatos são cia da “modalidade”, os mais velhos com plantar uma árvore e escrever um livro. mações serem proferidas no calor da emo- decididos nas “secretarias” o que pode muitos anos destes “futebóis” – procuram Sem querer prejudicar o grande valor ção e funcionarem como um escape para significar o prolongamento do tempo de motivar os seus companheiros, recrutados simbólico deste pensamento não resisto descarregar o stress acumulado durante a jogo muito para lá dos limites aceitáveis. entre os melhores “actores e artistas da à tentação de acrescentar mais uma: Ser semana, há que saber respeitar os limites O desporto é, hoje em dia, um fenó- bola” locais, pelo que, por esse país fora, dirigente, não remunerado, numa colecti- da boa educação e do elementar respeito meno social da maior relevância, não ad- se antevê animado e de resultado imprevi- vidade. pelos outros. mirando, portanto, que muitos dos polí- sível, estes curiosos “campeonatos” onde, Efectivamente, quem não tiver a opor- Se tais indivíduos tivessem a noção de ticos do nosso país (ministros, autarcas, afinal de contas, ninguém irá ganhar e tunidade (ou a coragem) de servir, sem se quanto “do deles” lhes sai do bolso e do etc) não resistam a meter todos se arriscam a per- servir, uma qualquer asso- tempo que retiram à vida as suas “colheradas” na área der… ciação sem fins lucrativos familiar e profissional, ca- desportiva, acompanhando (…) E não é que Em todos os locais, o e de interesse público, seja (…) Será que a lavam-se bem caladinhos os seus clubes do “cora- panorama é idêntico e, ela uma instituição de soli- e não faziam estas tristes agora, por toda a par- malta anda a con- figuras. ção” sobretudo quando se naturalmente, havendo dariedade social, um clube trata de colectividades com te, se vão assistindo a nomes sonantes nas equi- desportivo, um rancho fol- fundir-se com o Ou talvez até saibam! Só grande expansão nacional, diversos “campeona- pas, o equilíbrio parece clórico, uma filarmónica, que lhes falta a coragem péssimo exemplo para dar a cara e mostrar não se coibindo de, aqui e tos regionais” de “po- grande! etc., ficará sempre em dívi- ali, ocuparem lugares de al- líticos locais” que se Se a uns, se reconhece da para com a sociedade. de alguns deten- que sabem e podem fazer guma relevância, sobretudo “mais genica e sangue na Fundamento esta afir- tores de cargos melhor. lugares que dão acesso às vão entretendo com guelra face” à sua menor mação no facto todos nós, Se é certo que as acções televisões nacionais. picardias verbais, com experiência, a outros so- directa ou indirectamente, políticos e mete ficam com quem as prati- Este é o campeonato na- claques organizadas, bra-lhes em “traquejo e colhermos os frutos do tudo no mesmo ca não é menos certo que cional que se vem disputan- mas ainda apenas a sabedoria” o que lhes vai trabalho por elas desen- saco?(...)” estas atitudes, por serem do nos “media” onde alguns ensaiar a preparação faltando em fogosidade e volvido sem, muitas vezes, cada vez mais frequentes senhores do pseudo top acutilância! darmos nada em troca. e nas mais diversas situa- nacional que pouco ou nada para os “jogos mais Muito embora, neste Vêm estas considerações a ções são preocupantes e sabem da prática desportiva importantes”.(…) “escalão etário” os facto- propósito do descrédito que atravessa o dão que pensar. e que com algum despudor, Sabendo-se do uso res enunciados sejam da movimento associativo fruto, em grande Será que está a alastrar uma grave cri- se entretêm a “comentar” o constante que estes máxima relevância, não medida, do egoísmo e do materialismo se de valores, mais silenciosa e mortífera futebol, os treinadores, árbi- tros, etc, etc, e não raro dão “actores e artistas” fa- nos parece empate,prog- nosticar um difícil que em que a nossa sociedade se vai afundan- que a gripe das aves? do. Serão sinais dos tempos? imagens pouco abonatórias zem do fair-play, não a “todos contentará”… Impera a crítica destrutiva, a exigência Será que a malta anda a confundir-se de um partidarismo doentio temos dúvidas de que Sabendo-se do uso desmedida e a reivindicação gratuita, ao com o péssimo exemplo de alguns deten- que roça a infantilidade… no final da pleja serão constante que estes “ac- ponto se tornar quase impossível encon- tores de cargos políticos e mete tudo no É evidente que os por- trocados “abraços e tores e artistas” fazem do trar pessoas disponíveis para assumirem mesmo saco? tugueses não os levam “a fair-play, não temos dúvi- funções directivas nos clubes e associa- Será que... sério”, mas a verdade é que beijinhos”(…) das de que no final da ple- ções porque, em vez do reconhecimento Seja como for vamos lá parar com isto têm “feito escola”! ja serão trocados “abraços e do apoio que justamente merecem, re- e nada de confusões! E não é que agora, por e beijinhos”… cebem em troca a ingratidão e o insulto. Embora o egoísmo e a fraqueza de es- toda a parte, se vão assistindo a diversos Para quem, como nós, não toma parte Passo a exemplificar: pírito de muitos não lhes permita admitir, “campeonatos regionais” de “políticos lo- activa nesta nova “modalidade”, assalta- Ainda há poucos dias, depois de mais ainda há alguns (poucos mas bons) que cais” que se vão entretendo com picardias nos uma dúvida: uma partida de futebol em que uma tal correm por gosto e por respeito a nobres verbais, com claques organizadas, mas Será que no final da partida haverá a equipa não conseguiu pontuar, como se valores. ainda apenas a ensaiar a preparação para tradicional “troca de camisolas” entre os já não bastasse a descarga de impropérios Vamos em frente que dos fracos não os “jogos mais importantes”. atletas/ artistas? dos sócios e adeptos do clube no treina- reza a história! De momento vai-se jogando a meio Pela nossa parte julgamos que não! dor, nos jogadores e nos árbitros, o alvo Ah! a propósito: Força Mário. campo, sem jogadas de grande perigo e Mas… nunca se sabe! foram os dirigentes: Nós, por cá, vamos andando. O proble- na Escola da Cordinha e que era muito no tribunal como fez àquele senhor que As cartas ma é que nunca mais chega o dinheiro do simpático. Lembras-te dele, do Prof. José uma vez disse aí no jornal qualquer coisa desemprego. Agora, ouvi dizer que anda Carlos Mendes? Acho que ainda lhe agar- “Talibã” . Ele até me pôs aqui num papel de Maria aí um senhor que quer pôr a fábrica das rou pelos colarinhos… E eles que eram para te dizer para tu também ires ver na Alice camisas onde o Zé trabalhava outra vez a funcionar. Pode ser que seja verdade, tão amigos ó prima. Então isto faz-se? Tu já viste como é que vai o nosso partido? “intrenet”. Ora, aponta aí: é assim: www. observandoohp.blogspot.com. que já me custa ver aquele homem sem- Mas na mercearia da Esmeralda, recebem Então, e já sabias que agora também Olá prima! Deixa-me que te diga, mas pre enfiado no café a jogar às cartas e a lá aquele jornal novo e ainda pintaram a querem acabar com o futebol lá em Olivei- estou um bocado aborrecida contigo. En- emborcar cerveja. Ainda por cima, vê lá coisa pior. Diz que foi uma vergonha tão ra? Isto, qualquer dia, acabam com tudo e tão eu estou sempre a dar-te as notícias tu, sempre tive que ir a Coimbra fazer o grande! Que se insultaram uns aos outros eu até já estou como diz aqui a nossa vizi- cá da terra e, ainda por cima, dizes que eu tal desmanche. Ó mulher, aquilo custou e à frente de toda a gente e que o presiden- nha que fala que o melhor é os espanhóis sou uma bilhardeira. Sabes que eu gosto “soube-me” a mais de 100 contos. Ainda te até queria mandar uma escarreta para virem tomar conta disto. sempre de uma boa conversa, mas nunca me disseram que em Espanha era muito cima de um. Eu não sei, como é que esta Bem, bem. A conversa já vai longa e me meto na vida dos outros. A Esmeralda mais barato, mas já viste o que era eu ir gente, que são senhores professores, tam- eu tenho é que ir coser as meias do Zé, da mercearia, essa é que me conta as novi- agora para Espanha na motoreta do Zé? bém fazem uma coisa destas. Só podem que senão o desgraçado qualquer dia nem dades todas. Sabe a vida de toda a gente. Bem, está resolvido. Com esta vida, não ter perdido o juízo. meias tem para calçar. Se cá vieres, vê lá se Nunca vi uma mulher assim! podia ter mais filharada. O Ricardito, esse é que já nem quer ó menos trazes daí umas “amêndoazitas” Então e aí por Lisboa, como é que vo- A tua irmã Lúcia é que põe toda a gente saber da telenovela da TVI. Está sempre para enfeitar a mesa na Páscoa, que aqui cês vão? Sempre vêm cá beijar a cruz? Se nervosa com a política. Noutro dia, vê lá tu ao computador. De vez em quando, lá me na terra está tudo a um dinheirão. vierem venham com tempo e tenham cui- bem, veio cá para casa dizer que o nosso chama para mostrar o que é que as pesso- dado que tem morrido para aí gente na presidente da Câmara quase andou à por- as andam a dizer do nosso presidente. Ai, Com Saudade, estrada que é uma desgraça. rada com aquele senhor que esteve aqui qualquer dia, ele espeta com eles todos Maria Alice
    16. 16 FREGUESIAS Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 A ROTA DAS FREGUESIAS Em entrevista ao CBS, autarca de Avô faz reivindicação Avô merece um bom serviço de saúde No périplo pelas freguesias quem está na sala de espera. “Neste cen- tro de saúde não há nada a fazer” afirmou do concelho de Oliveira do o autarca, salientando que “o estudo pré- vio para o novo edifício já foi aprovado, Hospital o Correio da Beira mas neste momento está tudo suspenso por decisão do Ministério da Saúde”. Serra foi entrevistar o autarca “O projecto de arquitectura do novo centro já está na posse da Administração de Avô, Aristides Costa, que Regional de Saúde à espera de aprova- ção”, referiu Aristides Costa lembrando apesar de estar satisfeito com que o “financiamento do projecto é da responsabilidade da autarquia, e a Câma- o caminho seguido até aqui, ra Municipal disponibilizou-se para pa- gar cinquenta por cento da obra, tendo ambiciona um bom serviço de já guardados para o efeito cinquenta mil Euros”. saúde para a Freguesia. Embora lamente que todo este proces- so esteja parado, o autarca é de opinião que “Avô merece um bom serviço de saú- L I LIANA LOPES / RAQUEL VIEIRA de” e num regresso ao passado, o presi- A dente da Junta lembrou que “antigamente vila de Avô, berço de gente sempre existiu na Vila o Partido Médico ilustre e eclesiástica, de poe- de Avô que abrangia parte do concelho tas e trovadores e de fidalgos de Arganil e de Seia, com o Dr. Vasco de – guerreiros, prima pela exce- Campos. Questionado sobre a possibili- lência das suas belezas naturais, pureza dade do novo centro poder significar o das suas águas e pelo conjunto Avô-Pégo- encerramento dos centros de saúde de Aristides Costa: “Em Avô, o primordial já está feito!“ Ilha do Picoto que se apresenta como um freguesias vizinhas, Aristides diz “não ter estandarte turístico de projecção univer- conhecimento do que vai acontecer”, mas sal. Sendo uma das mais belas freguesias sado o seu terceiro mandato à frente das dial já está feito ou está em andamento”, referiu que “ouviu rumores de que se tal do concelho de Oliveira do Hospital, onde lides da autarquia, contou ao CBS quais Aristides Costa tem dois grandes projec- acontecesse, seria sugerido às IPSS’s de por toda a parte brilha a história do pas- são os seus objectivos e também nos deu tos em mãos, que espera que sejam con- cada freguesia que cedessem as suas car- sado, tem uma configuração urbanística a conhecer algumas carências da fregue- cluídos enquanto presidente da Junta de rinhas para o transporte dos utentes até peculiar, porque as casas surgem acotove- sia, que espera que sejam ultrapassadas Freguesia. ao centro de saúde de Avô ou de Oliveira ladas em anfiteatro, ao mesmo tempo que rapidamente. do Hospital”. desenham miradouros e contemplam as Reeleito pelo PSD Novo Centro de águas do Alva e a Ribeira de Pomares. Toda nas últimas eleições Perfil do Autarca: Saúde está suspenso Ampliação do lar para acamados a paisagem alegórica tão característica de autárquicas, este sep- “A situação está Se na saúde a situação está má, na área Nome: Aristides Costa Avô tem servido de motivo de inspiração tuagenário tem cons- má”, é desta forma que do apoio social o autarca natural de avô a mestres na arte de bem pintar, como é o ciência de que – como Idade: 70 anos o autarca avalia o esta- considera que “a freguesia está muito caso de Tomás Garcia de Mascarenhas, da o próprio frisou – “a do da saúde na fregue- bem servida com a Sociedade de Defesa família Brás Garcia, havendo ainda por aí população não é igno- Naturalidade: Avô sia de Avô. A funcionar e Propaganda de Avô que contempla as muitos quadros da sua autoria. rante e tem olhos para em condições e ins- valências de lar, centro de dia, apoio do- Habilitações Literárias: 4.ª Classe No acesso à freguesia, os visitantes ren- ver o trabalho que tem talações precárias, o miciliário e ATL”. Com capacidade para dem-se ao magnífico momento que podem sido feito na fregue- Profissão: Bancário Reformado actual centro de saúde 38 utentes, o lar está sempre lotado e, – desfrutar ao fazerem escala nas Varandas sia nos últimos anos”, – onde vai um médico como referiu o também presidente da di- de Avô, onde é possível contemplar a fa- lembrando que “para Partido: Eleito pelo PSD três dias por semana e recção da Instituição – “pretende-se alar- mosa panorâmica da fidalga e nobre vila isso é muito importan- uma enfermeira prati- gar o lar para acamados com capacidade coroada pelos traços poligonais do antigo te o apoio que o presi- camente todos os dias para 22 camas”. “Temos inúmeras pessoas castelo dinisino. dente da Câmara tem dado à freguesia de – não corresponde às necessidades da po- em lista de espera que já estão acamadas” A par de toda esta maravilha da nature- Avô e às freguesias do vale do Alva”. O au- pulação. O acesso ao centro implica o uso referiu o autarca conhecedor de todo este za e das obras e feitos dos antepassados, tarca realçou ainda que “as grandes obras de uma escadaria, difícil de subir quando processo e que pretende dar resposta às fomos encontrar em Avô um autarca mui- realizadas no concelho são recentes, por- se trata de pessoas idosas ou com defici- carências da população. to satisfeito com os passos que têm sido que foram todas desenvolvidas com o es- ência, as divisórias são em madeira e não Na Sociedade de Defesa e Propaganda dados em prol das gentes e da Vila. Aristi- forço e apoio da Câmara Municipal”. há qualquer privacidade, porque a consul- de Avô trabalham diariamente uma assis- des Costa, que iniciou em Novembro pas- Apesar de considerar que “o primor- ta entre médico e paciente é ouvida por tente social e cerca de dezassete auxilia- NA FREGUESIA VALE A PENA VISITAR Casas Antigas Casa da Câmara, Casa de Marcos Garcia de Mascarenhas, Casa da Eira, Casa do Adro e Solar do séc. XIX do Dr. Vas- Igreja Matriz de Avô co de Campos. Tem como orago Nossa Senhora da Assunção e, segundo a tradição, foi mandada edificar no reinado de D. Afonso Monumento a Brás Garcia de Mascarenhas Henriques. Situado no jardim Brás Garcia de Mascarenhas, Avô imor- talizou na eternidade do bronze o seu maior poeta. Capelas Capela de Santa Maria do Mosteiro ou de Nossa Senhora Pontes das Neves, Capela de S. Pedro, Capela de Nossa Senhora A Ponte sobre o Alva, de grande dignidade arquitectónica, dos Anjos, Capela de s. Miguel e a Capela de Santa Qui- foi mandada construir por D. Dinis. A actual ponte sobre téria. o Rio Moura é relativamente recente e foi construída com pedra “roubada” ao castelo. Castelo Situado num ponto estratégico, dominando toda a po- Varandas de Avô voação, não é possível fixar-se a data da sua fundação, Feliz designação atribuída à excelsa Senhora que foi a Rainha atribuindo-se aos romanos. Dona Amélia de Orleans e Bragança e seu marido D. Carlos I.
    17. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra FREGUESIAS 17 res com formação no apoio a crianças e “o futuro de Avô passa necessariamente “Milagres”: uma palavrinha, idosos porque – como sublinhou o autar- pela aposta no Turismo, porque esta fre- ca – “quem lida com estas pessoas deve guesia já consta dos roteiros turísticos a tratá-las como seres humanos”. Na área nível nacional” e defende que “a Vila pre- da saúde, o apoio é prestado por um mé- dico que visita a Sociedade uma vez por cisa de alguém que invista em aldeamen- tos turísticos e no turismo rural”. Avô por favor... semana e um enfermeiro três vezes por prima pelas suas paisagens naturais e a VIL AÇA semana. esta mais-valia associa-se a preocupação Na Vila de Avô, esta vertente de apoio da autarquia em requalificar os espaços Tenho comigo um postal da cidade ainda menina, solteira mas casadoira e, ao que social funciona em instalações recentes, existentes, como é o caso da praia fluvial suponho, perdida de amores por certa vizinhança de porte fidalgo. Nota-se… devidamente equipadas para o efeito, e da ilha do picoto que foi melhorada e é Olho e vejo um Ford dos anos 40 junto à bomba de gasolina no Largo Ribeiro do desde Julho de 2001, mas todas as valên- agora um ponto de interesse e de curio- Amaral. cias já funcionavam desde 1990 em insta- sidade para os visitantes. Na época, quantos carrinhos do género circulavam pelas ruas de Oliveira? Poucos, lações provisórias. digo eu, que não sou desse tempo, mas sei de gente de bem com lembrança viva e Cultura dentro de portas lúcida que afiança serem escassas as viaturas movidas a gasolina. Falta iniciativa privada Apesar de se tratar de uma freguesia ru- A vila cresceu naturalmente; mercê do progresso, hoje é urbe arejada - tornou-se Numa freguesia onde estão recenseados ral, a cultura não está esquecida e as gen- senhora, alinda-se, mas quando abusa das pinturas e acorda de cara lavada, mostra 560 eleitores, Aristides Costa tem cons- tes de Avô têm ao seu dispor o Centro rugas próprias da idade; e tem marcas de mau trato, embora não o confesse… ciência de que mais cedo ou mais tarde Cultural Dr. Vasco de Campos, cujo nome Se me perguntassem que milagres gostaria que acontecessem à minha cidade, “a desertificação vai ser uma realidade resultou de uma homenagem que a po- diria que o orago da terra podia dar uma palavrinha no “milagre” da Escola Superior porque as pessoas fogem para os gran- pulação quis fazer àquele que sempre (que está nas ideias), nas piscinas (a contento dos utilizares), na biblioteca (tornando- des centros urbanos à procura de melho- lutou pelo bem-estar do seu próximo e a mais rica no acervo), nos jardins ( que não tem), na animação ( que não existe), e res postos de trabalho”. Para além dos cantou a Vila como ninguém. A existência nas pessoas amorfas ( para que fossem mais expeditas). Haverá mais (milagres), mas empreiteiros de construção civil e da So- deste espaço – usado para encontros de deixemos isso para quem de direito. ciedade de Defesa e Propaganda de Avô, Coros, espectáculos, actuações e exposi- O estacionamento que existe, por exemplo, não chega para os “carrinhos” que a freguesia não oferece emprego à popu- ções – justifica-se porque a população de durante a semana demandam a cidade. E, por aquilo que se vê, a quantidade de lação residente, porque como referiu o Avô vive muita intensamente a vertente veículos a motor de quatro rodas será maior (?) amanhã, depois, e depois… presidente da Junta “todas as actividades cultural e lúdica com o Rancho Folclóri- Atente-se nos stand’s de automóveis localizados na estrada “real”: a “sério”, são que existem, como é o caso dos cafés e co Camponesas do Alva, Sociedade de uns dez; a “brincar”….talvez mais cinco. E não entram nestas contas os negociantes mini-mercados são de base familiar”. Recreio e Filarmónica Avoense (este ano particulares que serão dezenas – dizem! Neste momento, o 1º Ciclo de Ensi- assinala 140 anos de existência), o Coral Face à oferta, quem vem de longe imagina um Concelho a viver horas felizes, o no Básico da Vila ainda funciona bem e Poliofónico do Alva e o grupo musical que não é verdade, como sabemos. Portanto, este “sinal exterior de riqueza” faz acolhe cerca de 26 alunos, mas o cená- Dogma. lembrar um barão de bolsos vazios… rio piora quando olhamos para a pré-pri- Numa Vila que viu nascer gente ilustre E quantos postos de trabalho são criados por estas “unidades” comerciais? Um, mária que é frequentada por 12 alunos. dedicada às letras e às artes, a preocupa- dois por stand, quando não é nenhum, porque os espaços são, em alguns casos, me- O autarca receia – como referiu ao CBS ção da autarquia passa por venerar todos ros “salões” de exposição ao ar livre (farão parte do imaginado “centro comercial a – que esta “possa vir a encerrar por falta aqueles que levam mais além o nome de céu aberto”?...) com um técnico de vendas a desdobrar-se na mostra de um carrinho de crianças”. Avô e, neste propósito os avoenses estão “…em muito bom estado, olhe aquele, está como novo! Ah , este é de serviço , com Na opinião daquele presidente de a preparar uma homenagem ao profes- todos os extras… Financiamento? Sim , nós tratamos de tudo…Tem fiador?…” ! Junta, a tendência de desertificação só sor Jerónimo Sanches Pinto, no dia do Frases feitas, mais ou menos poder de argumentação, mais ou menos bom aspec- poderá ser revertida com “a iniciativa seu aniversário, 30 de Abril, como sinal to, mais ou menos simpatia, mais ou menos conhecedor das tecnologias, e pronto: de privados capaz de dar uma nova di- de agradecimento e reconhecimento de eis o retrato robot do cidadão que nos pode abrir, prazenteiro, a porta do sucesso nâmica a Avô”. Tomando como exemplo, toda uma vida de trabalho em prol da junto das brigadas da GNR, ao volante “daquela máquina”! Basta acelerar! o sucesso do restaurante-hospedaria “O freguesia e de todos os outros locais por Negócio fechado, com ou sem fiador, depende, e parte-se à aventura! Passadiço”, Aristides Costa acredita que onde passou. …A primeira será conseguir um espaço no centro da cidade para estacionar o carrinho durante as horas de expediente. Recordar Brás Garcia de Mascarenhas Brás Garcia de Mascarenhas nasceu em das de um livro de hagiografias: o poema Avô, Oliveira do Hospital, em 3 de Feve- épico Viriato Trágico. O rei, impressiona- reiro de 1596. No contexto da Guerra da do com o talento e a habilidade do cativo, Restauração da independência portugue- devolveu-lhe a liberdade. sa, ao final do século XVII, organizou um O seu livro, poema heróico, “Viriato batalhão de voluntários - a Companhia dos Trágico”, foi publicado pela primeira vez Leões da Beira -, que se celebrizou por di- em 1699 e teve segunda edição em 1846. versas acções de guerra. Como recompen- Além desta obra, escreveu ainda Ausên- sa pelos seus serviços, recebeu o governo cias Brasílicas e Labirinto do Sentimento do Castelo de Alfaiates, situado na fron- na morte do Sereníssimo Príncipe D. Du- teira. Tendo desobedecido ao general-co- arte, actualmente desaparecidas. Morreu mandante da Beira, Sancho Manuel, foi em 1656 na sua terra natal. detido na torre de menagem do Castelo do Sabugal. Sen- do aqui inúteis as ASSEMBLEIA GERAL suas habilidades como espadachim, Convocatória neste momento Nos termos do nº2 do artigo 23º e dos n.º1 e 2 do artigo 25º dos estatutos, convoco a As- de dificuldade, o sembleia Geral da Cooperativa dos Agricultores de Alvôco das Várzeas para o dia 22 de Abril de seu talento como 2006, pelas 20h00, a realizar no Largo 25 de Abril, com a seguinte ordem de trabalhos: poeta sugeriu- lhe uma ideia. A 1. Apresentação do Relatório de Contas de 2005 fim de implorar clemência ao so- 2. Eleição de novos corpos gerentes berano e para Nos termos dos n.º 1 e 2 do artigo 26º dos estatutos, se à hora marcada não estiver presente justificar os seus mais de metade dos cooperadores com direito a voto, ou os seus representantes devidamente actos, escreveu a credenciados, a Assembleia reunirá com qualquer número de Cooperadores uma hora depois. D. João IV (1640- 1656) uma missiva Alvôco das Várzeas, 29 de Março de 2006 inteiramente em verso, com todas O Presidente da Assembleia Geral as letras recorta- Casa onde nasceu Brás Garcia de Mascarenhas, completamente em ruinas (José Augusto Tavares Nunes)
    18. 18 OPINIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 (EX)...CITAÇÕES “(…) não compreendo a gestão dos dinhei- OPINIÃO ros públicos feita pela Câmara. Em frente da casa onde habito foram lançadas duas obras, uma no Parque do Mandanelho e LUÍS FILIPE T O R G A L outra na variante nordeste, saída para La- gos da Beira e para Lagares da Beira. Nes- A ilusão do sucesso educativo tas duas obras que presenciei houve derra- pagens em relação à adjudicação inicial de cerca de 200 mil contos. (…)” António Campos, in Correio da Beira Serra A tradição continua a ser o que era. nam-se ainda mais delirantes quando o de, a irresponsabilidade, a ignorância e, Com efeito, este Ministério da Educação ME pretende impor a estes professores, num outro registo, não permite que os “(…) Os erros dos projectos eram visíveis (ME), tal como os anteriores, continua a no final do ano lectivo, o cumprimento professores disponham do tempo e da decretar a granel, mas sem atacar o âma- integral dos extensos programas das dis- tranquilidade necessárias para se actua- para qualquer leigo. Não conheço o que go da questão. E as suas desvairadas or- ciplinas que leccionam! lizarem cientificamente, seleccionarem aconteceu ao projectista, ao responsável denações (demasiadas vezes demagógi- Depois, apesar de para a opinião públi- para as suas aulas materiais didácticos técnico camarário pelas obras, ou qual cas e autocráticas) não param de suscitar ca ser politicamente correcto as escolas originais e recorrerem a estratégias e a atitude da Câmara. Não sei, penso que a estupefacção de muitos professores e oferecerem aos alunos, com dificuldades recursos pedagógicos diversificados. ninguém sabe, se os erros foram humanos, de provocar a confusão nas escolas. En- de aprendizagem – objectivas e subjecti- Pergunto a mim próprio que tempo tem foram de má fé para beneficiarem terceiros tre os documentos publicados durante vas – a qualquer disciplina, programas de hoje um “professor-manga-de-alpaca” ou foram por incompetência. este ano lectivo, que ajudam a aumentar recuperação e actividades de compensa- – que vive quotidianamente submerso Há uma consequência que sabemos: os co- a dimensão do labirinto de Creta que há ção, não creio que tal estratégia seja a em legislação, relatórios, magotes de fres do dinheiro de todos nós ficaram sem demasiado tempo caracteriza o sector, panaceia para um sucesso educativo real. grelhas e sínteses (inconsequentes) de cerca 200 mil contos só nas obras em fren- existe um que merece aqui uma especial Primeiro, por razões logísticas: duvido avaliação, actas, elaboração e correcção te da zona que habito. (…) reflexão crítica – o Despacho Normativo que muitas das escolas disponham de de fichas de avaliação, planos de recu- Idem n.º 50/2005, de 9 de Novembro (planos salas vagas para desenvolver todas es- peração, “aulas de substituição”, a parti- de recuperação para alunos do ensino tas actividades; e duvido que as escolas cipação em comissões diversas, muitas, “(…) Se eu estivesse com eles, eu era o básico). O seu propósito é evidente: ex- tenham também muitos professores das longas e absurdas reuniões mensais em maior. Como fiz uma opção diferente, en- tinguir de imediato o insucesso educati- várias áreas disciplinares com horários horário pós-laborais, tantas outras ac- tão eu sou o mau da fita, sou o anti-demo- vo no ensino básico, através do recurso a disponíveis, e esta austera Ministra da tividades na escola e viagens diárias, e crático, o bode expiatório (…)” preceitos nem sempre virtuosos. Preten- Educação autorize os conselhos executi- por vezes bem longas, entre a escola e Mário Alves, rádio Boa Nova de-se burocratizar ainda mais o processo vos a atribuir mais horas aos professores as suas residências – para pensar, inves- avaliativo e transformar ainda mais os com horários incompletos ou a contratar tigar e projectar as suas aulas? A este professores em mangas-de-alpaca e tuto- novos docentes para assegurarem essas propósito, vale a pena registar, com iró- “(…) a confiança política foi-me dada pelos res paternais dos alunos, fomentar ainda actividades. Em segundo lugar, porque nica estupefacção, a descarada contradi- sete mil e tal oliveirenses que votaram em mais uma pedagogia diferenciada na sala os horários dos alunos já são de tal for- ção entre esta crescente burocratização mim e não vão ser agora 149 que votaram de aula, organizar para os alunos que in- esquizofrénica da escola e a ofensiva numa pessoa para gerir um partido que me diciem dificuldades de aprendizagem, e recentemente propalada pelo governo vão retirar a confiança política do que quer também para os alunos cábulas (expres- “(…) A missão da escola contra a burocracia. que seja (…)” são herética e por isso banida do sistema Por último, há outra observação que Idem educativo actual), intricados planos de pública e dos seus pro- não resisto a fazer: porque será que o recuperação compostos por várias acti- fessores de contribuírem despacho atrás mencionado concentra as “ (…) Se houvesse muitos como eu, no vidades (programas de tutória, aulas de responsabilidades nos professores e não país, que tivessem essa visão mais eco- recuperação, frequência obrigatória de para alterar mentalidades exige obrigações e prevê penalizações a nomicista – entre aspas –, porventura, o salas de estudo, etc.). E, em desespero e comportamentos estru- todos os pais ou encarregados de educa- país não estaria conforme está. A minha de causa, obrigar os conselhos de turma ção que se demitem de educar e acom- velha máxima que continua cada vez mais e os conselhos pedagógicos a proceder, turais erráticos e formarem panhar de facto o percurso escolar das actual, é assim: o meu dinheiro eu gasto- no final do ano lectivo, a uma avaliação em massa cidadãos capazes suas crianças? Com efeito, parece que os o como quero, porque aí só há uma pes- extraordinária dos alunos em vias de re- nossos didactas diplomados e políticos soa que me pode pedir contas e, com essa tenção e que registam no seu currículo de civilizar e modernizar do ME, pelo menos desde os anos 70 do – que é a minha mulher –, posso eu bem uma ou mais retenções no ensino bási- País é ciclópica. Mas não é século passado, passaram a desprezar a (…)” co. Por outras palavras, o dito despacho ideia de que a escola instrui e transmite pretende incriminar ainda mais os direc- com esta ideologia e estas conhecimentos e quando muito comple- Ibidem tores de turma, os restantes professores alquimias, não é com cos- menta a educação que começa em casa e os conselhos executivos e pedagógicos no seio da família! Como podem os pro- “(…) Da expectativa de uma salutar con- das escolas pelas reprovações dos alu- méticas políticas fartas de fessores, que também são pais, exigir corrência, sinal de vitalidade que o apareci- nos e desse modo coagi-los, de forma e obter dos seus alunos na escola com- mento de duas listas fazia antever, passou- críptica, a assumirem a culpa exclusiva e demagogia e de irresponsa- portamentos e atitudes que se situam se a um lavar de roupa de fazer inveja aos as respectivas consequências desse seu bilidade que o ME irá con- demasiadas vezes nos antípodas daquilo tanques e lavadeiras das nossas aldeias” acto presumivelmente incompetente e que essas crianças e jovens (des) apren- (…)” anti-pedagógico. seguir promover o sucesso dem todos os dias nas suas casas, ruas e António Lopes, deputado municipal da CDU Com estas “normas orientadoras”, o escolar.(…)” bairros? Como é possível hoje exigir na ME irá sem dúvida diminuir a estatística escola estudo e leituras, trabalho, per- “(…) O desenvolvimento do concelho não do insucesso escolar que tanto embaraça severança, criatividade, solidariedade, se compadece com as lealdades eleitorais Portugal e o seu Governo na União Eu- ma preenchidos (mormente, devido às sensibilidade ecológica, honestidade e do senhor presidente, que mais parece o ropeia. Contudo, será que estas medidas redundantes e perversas Áreas Curricula- respeito pelos colegas, professores e au- dono da Câmara (…)”. são exequíveis, facultam aos alunos uma res Não Disciplinares, que bem merecem xiliares de acção educativa quando nós Idem melhor formação académica e fazem de- um debate urgente e sério) que, em bom sabemos que esses valores culturais e cí- les melhores cidadãos? Todos sabemos rigor, se torna quase impraticável e mes- vicos são desprezados e, decididamente, “(…) Saio com frustração ao sentir que que não, e são várias as razões que fun- mo anti-pedagógico obrigar os alunos a não parecem fazer parte da sociedade nada fiz. Digo isto, porque deixo o clube damentam esta inabalável convicção. passar 7, 8 ou mais horas diárias enclau- mediática, materialista e hedonística em Desde logo, importa esclarecer que surados em salas de aulas. Diria mesmo que vivemos? da mesma forma como entrei, isto é, nada uma grande maioria dos professores do que tal prática levará muitos deles a radi- A missão da escola pública e dos seus tem e não perspectivo que a curto e médio 2.º e 3.º ciclos do ensino básico têm a seu calizarem as suas atitudes de rejeição da professores de contribuírem para alterar prazo possa ter algo mais, como por exem- cargo mais de 80-100 alunos distribuídos escola e dos seus professores. mentalidades e comportamentos estru- plo, uma sede própria e também a possi- por turmas de cerca de 20-25 alunos e Por outro lado, é mais uma vez pouco turais erráticos e formarem em massa bilidade de poder desenvolver um melhor que muitos destes professores apenas se honesto o subterfúgio do ME de preten- cidadãos capazes de civilizar e moderni- trabalho de formação. (…)” encontram com os seus educandos uma der solucionar o problema do insucesso zar País é ciclópica. Mas não é com esta Mário Brito, presidente demissionário do FCOH vez por semana (num bloco de 90 mi- escolar enredando os professores num ideologia e estas alquimias, não é com nutos). Assim, é obviamente impossível kafkiano emaranhado burocrático. É cosméticas políticas fartas de demago- “(…) Na minha opinião, a Câmara Munici- oferecer a turmas tão numerosas e cada certo que tal estratagema acabará por gia e de irresponsabilidade que o ME irá pal poderia assumir uma outra política e já vez mais problemáticas, constituídas por levar muitos docentes a exigir ainda conseguir promover o sucesso escolar. transmiti isso ao senhor presidente da au- estudantes cada vez mais ociosos e pou- menos e a simplificar os seus conteú- Em boa verdade, despachos prestidigi- tarquia há cinco anos atrás. Até agora nada co ilustrados, uma eficiente pedagogia dos de avaliação de forma a permitir a tadores como este falsificam as estatís- mudou (…)” diferenciada na sala de aula. Como tam- progressão de todos os seus alunos – e ticas do sucesso educativo e prejudicam Idem bém é utópico praticar nestas condições nesta medida os propósitos do ME serão o País ao fomentarem a legalização de uma avaliação contínua individualizada e conseguidos. Mas esta prática tem já, processos de progressão administrati- “O desenvolvimento tecnológico cinge-se – como pretendem certos especialistas neste exacto momento, consequências va que irão contribuir para atolar ainda ao palácio de S. Bento” das ditas “Ciências da Educação” – siste- perversas e catastróficas: nivela por bai- mais Portugal num pântano de incivismo, João Abreu, presidente da Junta de Meruge mática e “científica”. Tais exigências tor- xo todos os alunos, premeia a ociosida- iliteracia e incompetência.
    19. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra C U LT U R A / A G E N D A 19 TEATRO EXPOSIÇÕES CINEMA Oliveira do Hospital Coimbra Oliveira do Hospital (Casa da Cultura César Oliveira) (Centro de Artes Visuais) (Casa da Cultura César Oliveira) 22 de Abril > 21h30 De terça a domingo até Maio 21& 23 > Abril – 21h30 “O MAIS FELIZ EXPOSIÇÃO A PANTERA COR DE ROSA “XX - visões do feminino Realizador: Shawn Levy DOS TRÊS” Com Steve Martin, Kevin Kline e Beyoncé Knowles Grupo de Teatro na Colecção dos Encontros Comédia/ Aventura – m/12 – 93 min de Ervedal da Beira de Fotografia” 28 & 30 > Abril – 21h30 29 de Abril > 21h30 “SEM UMA CANÇÃO (Teatro Académico Gil Vicente) O SEGREDO DE BROKEBACK ELVIS UMA HISTÓRIA ROCK” 6 Abril a 2 Maio Sala Branca MOUNTAIN Realizador: Ang Lee Grupo de Teatro Disfarces, de Lisboa Pintura de Eduardo Malé Com Jake Gyllenhaal, Heath Ledger, SÃO TOMÉ UMA ILHA Michelle Williams… NO TECTO DO MUNDO Romance/ Drama – m/12 – 130 min seg. a sex10h00-12h30 e 14h00-01h00 8 Nomeações Oscares da Academia Tondela (Acert) sab. e dom. > 14h00-01h00 Vencedor 3 Oscares da Academia 20 Abril – 14:30h > Auditório 1 7 Abril a 2 Maio Café Teatro Teatro Oficina conta UM ALTAR DE SANTOS Seia “AUTO DA ÍNDIA” seg a sex 10h00-01h00 (Cine-Teatro da Casa Municipal) Um Gil Vicente contado sáb e dom > 14h00-01h00 por Saltimbancos 23 > 15h30 - 21h30 | 24 > 21h30 | 25 > 21h30 20 Abril > Café Teatro > 18h00 M/ 16 Anos 21 Abril – 21:45h > Auditório 1 ESCRILEITURAS CAPOTE “A QUEDA Manuel António Pina lê Winnie-the-Pooh, Realizador: Bennett Miller Intérpretes: Philip Seymour de A. A. Milne DOS CUTILEIROS” LEITOR: Manuel António Pina Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Teatro Oficina Cooper, Bruce Greenwood TEXTO: Winnie-the-Pooh Género: Drama ESCRITOR: A. A. Milne Duração: 98 minutos TRADUTOR: Manuel Granjeio Crespo 30 > 21h30 | 1 > 21h30 Santa Comba Dão M/ 12 Anos ESPECTÁCULOS MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA VII FESTIVAL DE TEATRO Tondela (Acert) Realizador: Rob Marshall Intérpretes: Ziyi Zhang, Michelle Yeoh, Gong Li, Ken Watanabe CÉNICO DE S. JOANINHO Género: Drama/Romance 22 de Abril – 21:45h > Auditório 1 Duração: 144 minutos Casa da Cultura > 22 de Abril – 21h45 VITORINO “UM DEUS Concerto do Mês de Abril DORMIU LÁ EM CASA” Teatro Experimental Flaviense – Chaves nos 30 anos de actividade da ACERT Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) União Cultural e Desportiva de Cagido Viseu (Teatro Viriato) 29 de Abril – 21h45 “D. JUAN” Plebeus Avintenses – Avintes Sexta, 21 Abril | 21h30 > 70 min. À COUR & EN CORPS XIII Edição Todos os públicos 19 a 30 Abril > 18h00 e 22h00 24, 26 e 27 Abril > 10h00 (sessões para escolas) Coimbra O ENSAIO DE UM Precário: (Teatro Académico Gil Vicente) EROS POSSÍVEL preço normal: 3.00€ preço estudante, sénior e sócios do CEC: 1.50€ 28, 29 – Abril (dia mundial da dança) > 21h30 17 e 18 Abril > Café Teatro > 23h30 50 min. Aprox > Todos os públicos GAL: FARPAS PARA UM PAÍS SEM LOBBIES Tondela (Acert) Pelo BUH! - Associação Cultural Ficha Artística: Seia 23 a 25 – Abril > 21.45h Interpretação: Ricardo Seiça (Cine-Teatro da Casa Municipal) 23 – Abril > 16.00h Apoios: Ilídio Cabeleireiros e Mafia preço normal: 3.00€ Festival Internacional de Artes do Palco e de Stand Up MATCH POINT preço estudante e sénior: 2.50€ Realizador: Woody Allen Comedy de Seia duração: 30 minutos com:Jonathan Rhys-Meyers, STAND UP COMEDY Scarlett Johansson, Brian Cox, Emily Mortimer Dia 21 às 21:45 H Sexta Feira Ano: 2005, M12 – 124 minutos, 18 Abril > 21h30 Hugo Sousa & Carlos Moura Reino Unido, Luxemburgo (“Carnaval Digital” Animação de Rua A PARTILHA Integrado no Festival Internacional 28 a 30 – Abril > 21.45h Ficha Artística: de Artes do Palco e de Stand Up 30 Abril > 16.00h Autor: Miguel Falabella Comedy de Seia). Encenação: Miguel Falabella Dias 22 às 21:45 H > Sábado O SEGREDO DE e Joaquim Monchique Elenco: Teresa Guilherme, Rod Laver & João Zurzica BROKEBACK MOUNTAIN Rita Salema, Cristina Dias 28 às 21:45 H > Sexta Feira Realizador: Ang Lee Cavalinhos, Patrícia Tavares Miguel 7 Estacas & João Seabra com:Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Cenografia: DecorLaranja Dias 29 às 21:45 H > Sábado Randy Quaid, Anne Hathaway, Michelle Williams Promotor: Miguel Pedra Marco Horácio Ano: 2005, M12 – 134 minutos, EUA
    20. 20 DESPORTO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 OPINIÃO ANÁLISE AOS tória. Dos três primeiros apenas o Penelen- CAMPEONATOS se perdeu pontos e a classificação geral é a seguinte: Gândara: 57 pontos; Lousa- nense: 55 pontos; Penelense: 51 pontos e Nogueirense: 48 pontos. Na próxima jornada disputada a 23 de Abril, o Nogueirense recebe em sua casa > Futebol o Carapinheirense. FORA DE INICIADOS 2ª Divisão Série C TAÇA DE ENCERRAMENTO > Basquetebol JOGO Se ainda restavam algumas dúvidas elas Depois de ter passado pelo Nacional ficaram dissipadas em relação ao Fute- maior do Futebol do seu escalão, o FC bol Clube de Oliveira do Hospital, que de Oliveira do Hospital soma e segue. ao empatar em casa com o Benfica de Depois de já ter brindado o Lorvanense PROLIGA JOSÉ C ARLOS ALEXANDRINO Castelo Branco a uma bola, não fez mais com doze golos sem resposta, como foi do que confirmar a sua descida à Terceira referido na anterior edição do Correio da O Sampaense perdeu em casa da AAC 1- O Futebol Clube de Oliveira do Hos- Beira Serra, coube agora a vez ao Arganil Divisão Nacional. por 84-83 no passado sábado, dia oito de pital (FCOH) continua sem ganhar em casa que em Oliveira do Hospital, foi golea- Quanto ao Tourizense, depois do so- Abril. O Sampaense bem se pode queixar e desce à 3ª Divisão nacional. Conclusão do por 15-0. Os jogadores azul e bran- de uma época que já poderia ter aconte- nho de poder ascender à Divisão de Hon- da falta de sorte, pois podia ter chegado ra, acaba por cair no desencanto da per- cos orientados por Cunha Ferreira ocu- a empatar a partida a poucos segundos cido há muito. manência, ao claudicar na recta final do pam a primeira posição da geral com 12 do final quando perdia por três pontos. 2- O presidente Mário Brito demitiu-se em Assembleia Geral, tendo sido seguido campeonato, cedendo pontos em casa pontos, consequência de quatro vitórias Mas, os nervos e a faltam de discerni- pela restante direcção e prevejo um futu- com o Oliveira do Bairro e perdendo fora consecutivas, tantas quanto os jogos dis- mento não o permitiram. O Sampaense ro negro para o futebol sénior do FCOH, o com o Fátima a três bolas (9 de Abril). putados. Com uma média de dez golos continua a ocupar a segunda posição da que o poderá levar a ficar “fora de jogo”, O Futebol Clube de Oliveira do Hospi- marcados por jogo, parece ser inevitável geral. na próxima época. tal, à vigésima sexta jornada, é último que a equipa de Oliveira venha a ser de- 3- Nesta Assembleia Geral, o empresá- com nove pontos, resultado de uma vi- tentora desta taça. rio António Lopes, tentou remar contra o tória, seis empates e quinze derrotas, O encerramento do clube e do seu futebol Tourizense por seu lado é terceiro com sénior, assumindo aquilo que não tem que assumir, já que o clube tem um núme- ro elevado de sócios e que se quiserem, o mesmo número de pontos do Fátima, quarenta e três, que ocupa a segunda > Hóquei mas parece que não querem, poderão dar uma ajuda e encontrar uma solução. posição da geral, e que tem menos dez pontos que o primeiro classificado, o Oli- em Patins 4- Essa solução tem que ser o mais veirense. abrangente possível, para que o clube Campeonato Nacional seja um projecto colectivo e não de um AF Coimbra homem só. É isso que eu quero que o Divisão de Honra Na secção de Hóquei em patins do Futebol meu amigo António Lopes perceba. Clube de Oliveira do Hospital, o destaque 5- Porque será que quando há listas au- Nogueirense empata em Gavinhos e se- continua a ir para a equipa dos Infantis A, tárquicas, há tantas pessoas a dizer que gue em 4º lugar. que com cinco jogos e cinco vitórias, lide- amam Oliveira do Hospital e, agora quan- O Nogueirense deslocou-se na últi- ra o campeonato nacional em simultâneo TOTO-O-TERRENO do é preciso demonstrar esse amor, não ma jornada a Gavinhos para defrontar o com o FC Porto, ambos com 15 pontos. aparecem? União local. Perante um adversário sem- Na próxima jornada, que se realiza a O Clube Seita Todo-o-Terreno de Oli- 6- O FCOH está a ficar “fora de jogo” e por isso passamos a outro clube vizinho, pre difícil na sua casa e com o estado do 22 de Abril, o FCOH desloca-se ao veira do Hospital organiza este Sábado, que dum sonho passa a pesadelo. Já se terreno pouco propício para a prática reduto do Porto. Os iniciados, esses dia 15 de Abril, uma demonstração de percebeu que falo do Grupo Desportivo do futebol, o Nogueirense entrou mui- ainda não encontraram a táctica e, de- Todo-o-Terreno aberta a todos os prati- Tourizense (GDT). to bem no jogo e foi a equipa que mais pois de terem perdido infantilmente cantes e simpatizantes das 2 e 4 rodas. 7- Ao consentir um empate com o Oli- dominou durante a primeira parte crian- em casa o último jogo com o Gulpilha- Esta iniciativa, que está agendada para veira do Bairro, ao ir perder a Oliveira de do várias oportunidades de golo e pra- res (1-3), continuam no fundo da tabela as 15h00, no loteamento Chão do Pra- Azeméis e a Fátima, enterrou as suas es- ticando um futebol apoiado e agradável classificativa da Taça Nacional de Inicia- do – por detrás das escolas primárias da peranças da possibilidade da subida à 2ª de ver. No entanto a eficácia não esteve dos - Zona Norte, com apenas 1 ponto. cidade - , desenrola-se numa pista deli- Liga de Honra. Em quinze dias foi o traba- do lado dos homens de Nogueira do Cra- Os juvenis, que disputam um Torneio de neada com dificuldades, com vista a que lho de um ano. vo, e, num lance de bola parada, prati- Encerramento, perderam com a Juven- “o espectáculo e o convívio estejam em 8- Acredito que as expectativas eram camente na única oportunidade de golo tude Ouriense por 3-1, e os seniores, primeiro lugar” – informou ao Correio da altas e quando de repente aparecem os criada na primeira parte, o União chega derrotados pelo Bom Sucesso por 3-2, Beira Serra on-line o novo presidente da desaires desportivos, há uma frustração ao golo. Na 2ª parte o filme repete-se, o ocupam neste momento o último lugar direcção daquele clube, Carlos Silva. enorme tendo em conta o trabalho e es- forço desenvolvido, quer pelos directo- Nogueirense entra melhor, é dominador no Nacional da III Divisão-Zona Norte. Este evento, aberto a todos os aman- res, quer pelo grupo de trabalho. e alcança o empate num golpe de cabeça Entretanto, este fim-de-semana, a equi- tes da modalidade que queiram partici- 9- Não me parece que a classificação fi- por parte de Pedro Santos. O União de pa de Infantis A do FCOH participa num par, nomeadamente com jipes e motos nal do GDT seja uma desonra, até porque Gavinhos, praticando um futebol muscu- torneio em Santarém, onde defronta- de 2 e 4 rodas, conta com a colaboração fizeram um bom campeonato e deram ao lado, limita-se a defender e a tentar sair rá equipas como o Sporting, Porto e dos Bombeiros Voluntários de Oliveira seu concelho uma grande visibilidade, em esporádicos contra-ataques num es- Santarém. Já os iniciados, rumam tam- do Hospital, que para além de estarem aquando do jogo com o Benfica. tilo de futebol directo. Pouco depois do bém em direcção a Torres Vedras para no local com vista a assegurar qualquer 10- E tenho a certeza que as instala- golo do empate, e novamente numa bola disputar um torneio daquela cidade. eventual pedido de assistência, também ções, que têm sido construídas ao longo parada, a equipa da casa volta a adiantar- Uma boa notícia ao nível da modalida- realizarão na pista uma acção de simula- do tempo, ajudam a encarar o futuro e são se no marcador, um autêntico balde de de, foi o facto de João Amaro – jogador cro premeditado. Numa nota de impren- o orgulho do povo simpático de Touriz, água fria para os forasteiros. No entanto, da equipa de iniciados do FCOH – se sa enviada ao CBS on-line, Carlos Silva por quem nutro admiração e amizade. os jogadores do Nogueirense não baixa- ter classificado como o segundo melhor destaca o facto de ser esta a primeira 11- Quem continua “fora de jogo” são ram os braços e continuaram à procura marcador (11 golos) num torneio realiza- actividade do clube após a remodelação as piscinas da Cordinha, sobretudo por- do melhor resultado, e, alcançam o em- do em Aljustrel, no fim-de-semana pas- estrutural em termos de direcção que se que há quem não perceba a importância que elas têm para a população escolar e pate numa grande penalidade converti- sado, entre 12 selecções de hóquei em operou no Seita Todo-o-Terreno, e subli- para a comunidade, já que é a única zona da por Carlos Almeida já no período de patins do país. Pela selecção do distrito nha que está em marcha um conjunto de do concelho que não tem esse equipa- descontos. de Coimbra – que se classificou em nono iniciativas que visa transformar aquele mento. É um assunto que deve entrar na Resultado penalizador para o Noguei- lugar – alinharam seis jogadores dos ini- clube numa das associações “de grande agenda dos autarcas daquela região. rense que foi quem mais procurou a vi- ciados do FCOH. impacto desportivo da região”.
    21. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra DESPORTO 21 Tele-Objectiva A. D. Nogueirense > Futsal Emoção até ao fim INICIADOS O Nogueirense fora de casa (24 ptos.) do que em casa (20 Fase Final é já um “his- ptos.) e, não fora este facto, estaria certa- tórico” dentro mente a discutir, a liderança da prova. do Distrito de Decorridas 26 jornadas, o Nogueirense Os iniciados da Sociedade Recreativa Coimbra, estan- ocupa o 4º posto da tabela classificativa, Ervedalense entraram com o pé direito na do esta época a com 48 pontos estando a 9 pontos do 1º fase final do campeonato distrital de fut- disputar nova- lugar (Gândara) e a 7 do Lousanense que sal vencendo em casa o Sourense por 5-0. mente o cam- ocupa o 2º lugar. Aparentemente ultrapas- No outro jogo da primeira jornada desta peonato Distrital da 1ª Divisão de Honra. sada a fase de lesões e castigos que fusti- fase, a Académica empatou em casa com o Miranda do Corvo a três bolas. Os jogado- É um clube que se pode orgulhar de todo gou fortemente a equipa em fases cruciais res de José Carlos Alexandrino venceram o seu passado e do respeito que vai gran- do campeonato, o Nogueirense parece por uma margem folgada que no entanto jeando por esses campos fora, aparente- ter-se reencontrado com os resultados e não atesta as dificuldades sentidas pelo mente organizado, estruturado e, acima com as boas exibições, especialmente em Ervedalense, nomeadamente no início da de tudo estável, aspectos muito importan- casa onde demonstrou quase sempre mui- tes se considerarmos a situação em que se tas dificuldades para vencer os seus jogos. HENRIQUE partida. Nos primeiros minutos do jogo encontram muitos clubes da nossa região Confirmando esta tendência, destacamos Vale Marques Oliveira foi a equipa visitante que teve as melhores e do nosso país. a boa exibição e a vitória por 3-0 no derby Nasceu a 06 Julho de 1995 (10 anos) oportunidades para a obtenção do golo, só que a sorte não esteve com os pupilos A qualidade do plantel é inegável, com local com o Tabuense no último jogo no Natural de Oliveira do Hospital de José Augusto. A equipa azul celeste do várias soluções, apresentando uma mescla seu reduto e, na ultima jornada arrancou Convidado durante a presente época a Ervedal após um início algo receoso e in- de juventude e experiência. uma vitória por 3-1 no sempre difícil cam- prestar provas no Sport Lisboa e Benfi- tranquilo, aos poucos foi tomando conta As previsões para esta época seriam po do Ançã que ocupa o 7º lugar e está a ca e Sporting Clube de Portugal do jogo e foi para o intervalo já a vencer certamente animadoras, considerando realizar também um bom campeonato. O Modalidade: Futsal por uma bola a zero. Na segunda metade que na época de 2005/06 o clube alcança empate neste passado fim-de-semana no Clube: ARCED João Veloso do desafio os jogadores da casa não bai- o 6º lugar e vence a Taça da Associação de União FC a duas bolas comprometeu bas- Escola de Futebol xaram os braços e continuaram a exercer Futebol de Coimbra, conseguindo ainda tante a esperança da subida, no entanto Posição: Defesa Volante sobre o adversário uma pressão alta, e reforçar a equipa e manter a maioria dos matematicamente tudo ainda é possível e Escalão: Escolas agressividade sobre o portador da bola. jogadores da época passada, no entanto, como se costuma dizer, “até ao lavar dos Palmarés: Por isso não surpreende que tenham aca- em futebol nada é linear nem tão pouco cestos é vindima” Campeão Distrital Escolas da A.F. Coim- bado o desafio com cinco golos marcados previsível e o Nogueirense tem vindo a re- Assim, o Nogueirense ataca esta ponta bra 2003/04 sem sofrer nenhum. Com este resultado alizar um campeonato que tem tanto de final do campeonato podendo ainda ter Finalista Taça A.F.C. 2003/04 alcançado sobre o Sourense e o empate positivo como de irregular, tendo inclusive uma palavra a dizer em termos de classi- Melhor Marcador do Campeonato Distri- entre Académica e Miranda do Corvo, o mudado de treinador e onde, curiosamen- ficação final. tal Futsal Escolas época 2005/06 - 59 golos Ervedalense está na frente da tabela clas- te, alcançou até ao momento mais pontos (a 3 jornadas do Fim do campeonato) sificativa com três pontos, fazendo ante- Provável Campeão Distrital Escolas da ver que esta fase final será muito renhida Final Four da Taça de A.F.Coimbra 2005/06 até ao seu desfecho. Na próxima jornada o Iniciou-se nas Escolinhas da ARCED João Ervedalense desloca-se a Miranda do Cor- Veloso em 2002 (aos 6 anos) vo para defrontar a equipa local, dia 22 de Abril pelas 16 horas, enquanto a Académi- ca joga em casa do Sourense. Portugal joga-se em Coimbra ESCOLAS que juntará as equipas do Benfica, do Pie- dense, do Pombal e do Sporting. As escolinhas de João Veloso continuam As partidas já estão definidas. Assim, o no cimo da tabela classificativa com qua- primeiro jogo das meias-finais iniciará às renta e oito pontos, mais oito que o União 15h00 do dia 22 de Abril, e irá pôr frente de Coimbra, que ocupa a segunda posição a frente o Pombal e o Benfica. Duas horas da geral. Por isso se reveste de extrema depois defrontam-se Sporting e Piedense. importância o próximo jogo em Nogueira O jogo decisivo que ditará o vencedor da do Cravo, no pavilhão S. Tiago, frente a taça deste ano tem o apito inicial marcado esta equipa da cidade dos estudantes. Na para as 17h00 do dia 23.. primeira volta do campeonato da Associa- Recordamos que a formação ‘encarna- ção de Futebol de Coimbra, os jogadores da’ é a detentora do troféu, depois de ter de palmo e meio de João Veloso, foram a vencido no jogo decisivo da última tem- casa do União vencer por 11-1. No pró- porada, disputado no Entroncamento, o ximo dia 22 de Abril os canarinhos do Boavista, por 4-1. MIGUEL Lopes Garcia concelho de Oliveira do Hospital, poderão Nesta competição o Benfica e a Fun- Nasceu a 26 Junho de 1997 (8 anos) mesmo vir a festejar antecipadamente o Segundo fonte da Federação Portuguesa dação Jorge Antunes dividem entre elas a Natural da Lageosa – Oliv. do Hospital título de campeão, ao vencer os jogadores de Futebol, a cidade de Coimbra vai rece- primeira posição com dois títulos alcança- Modalidade: Futsal de Coimbra. Quando faltam apenas três ber nos próximos dias 22 e 23 de Abril, dos cada um. O Sporting, o Pombal ou o Clube: ARCED João Veloso jogos para o final do campeonato, com a os jogos da Final Four da Taça de Portugal Piedense por sua vez poderão inscrever Escola de Futebol vitória sobre o União de Coimbra, as es- de Futsal da presente época. O Pavilhão pela primeira vez o seu nome no quadro Posição: Avançado colinhas de João Veloso poderão repetir a Municipal Multi-Desportos da cidade dos dos vencedores desta prova. Escalão: Escolas façanha de 2003/2004, quando venceram estudantes será o palco da competição, João Jorge Palmarés: o campeonato, com catorze vitórias, qua- VENDE-SE Provável Campeão Distrital Escolas tro empates e cinco derrotas. Esperemos da A.F.Coimbra 2005/06 que os artilheiros, Henrique (59 golos), Fi- O Atleta mais jovem do Escalão Esco- lipe (22 golos), e Cláudio (22 golos), entre BARCO - Casco Navaltec, Motor Mercury de 50cv, las (Competição) da ARCED João Veloso outros estejam de pontaria afinada, e que a torcida possa gritar aos quatro ventos 4 lugares, arranque eléctrico, direcção assistida, capotas e atrelado. que a 3 jornadas do fim do campeonato leva já 18 golos marcados “campeõõões, campeõõões, nós somos IMPECÁVEL - MOTIVO À VISTA Inicio-se nas Escolinhas da ARCED campeões”. O Correio da Beira Serra vai João Veloso em 2003 (aos 5 anos) ser mais um a torcer. CONTACTAR TLM. 966 598 192
    22. 22 REGIÃO Correio da Beira Serra 14 de Abril de 2006 R E V I S TA DE IMPRENSA Seia Serra da Estrela Variante à cidade em concurso público EP constrói espaços para inversão O Ministério das Obras Públicas lançou o concurso público para a construção da la-Santiago, estando prevista a constru- ção de uma outra rotunda para assegurar de marcha variante à cidade de Seia, com um preço esta ligação.“O traçado definitivo conta Para evitar os habituais congestionamen- construir duas grandes zonas de viragem base de 4,4 milhões de euros. Segundo com algumas alterações, introduzidas tos de tráfego automóvel nos acessos à antes e depois daquela aldeia serrana. A a autarquia presidida pelo socialista Edu- pelo Instituto de Estradas de Portugal, Serra da Estrela a empresa Estradas de Câmara Municipal de Seia acrescenta a Portugal vai avançar com a construção de esta alternativa a edificação de um par- ardo Brito, a obra que tem um prazo de relativamente ao que inicialmente es- duas bolsas de inversão de marcha antes que de estacionamento antes da localida- execução de 400 dias é fundamental para tava previsto, nomeadamente ao nível e depois do Sabugueiro. A segurança ro- de. O tema voltou a ser abordado pelo descongestionar o tráfego rodoviário no das inclinações longitudinais, de forma doviária na Serra da Estrela volta a estar Presidente da Câmara, no decorrer da centro da cidade serrana. De acordo com a garantir que não ultrapassem os oito na ordem do dia. Os nevões no planalto última reunião do executivo autárquico. o projecto, o troço da variante inicia-se por cento”, refere a autarquia. A Câma- central, que condicionaram a circulação Eduardo Brito considera que a circulação na Estrada Nacional (EN) 231, junto da ra Municipal de Seia sustenta tratar-se automóvel, levando mesmo ao corte da automóvel é uma competência da GNR, rotunda da zona industrial, contornando de “uma via fundamental para aliviar o estrada durante vários dias e impedindo “a quem cabe acautelar que a segurança a cidade por poente e por sul, ligando tráfego interno da Avenida 1.º de Maio, milhares de turistas de chegar à neve, seja mantida”, para evitar situações seme- novamente à EN 231, próximo da Urbani- complementada com a circular entre a motivou protestos dos comerciantes do lhantes à ocorrida há dois anos, quando zação dos Martinhos, onde o cruzamento Avenida Terras de Sena e a Arrifana, que Sabugueiro. A situação trouxe novamente centenas de automóveis ficaram retidos será convertido numa rotunda para in- se encontra quase concluída, de onde de- para a ordem do dia uma proposta antiga na montanha. do Instituto de Estradas, no sentido de In Diário da Guarda serção da nova via. Aproximadamente a rivará, numa segunda fase, a ligação ao meio do traçado é intersectada a Estrada aeródromo municipal”. Municipal 512, que faz a ligação Quinte- In Diário As Beiras Covilhã Viseu Finlandeses vão explicar internacio- Fernando Ruas critica nalização de parques tecnológicos Uma equipa de especialistas do par- Beira Interior (UBI) e ainda empresários comportamento da EDP e PT que tecnológico de Oulu, na Finlândia, com quem a Câmara da Covilhã tem um locais. “O parque tecnológico de Oulu é um modelo e é um dos que tem maior A última reunião descentralizada da Câ- ros com este tipo de procedimento’, aler- protocolo de cooperação, desloca-se à sucesso nas relações com os Estados mara Municipal de Viseu com as Juntas tou. Por outro lado, prometeu ‘obrigar a região nos dias 20 e 21 deste mês para Unidos da América, pelo que a troca de apresentar estratégias de internacionali- informação pode ser uma mais-valia para de Freguesia do concelho, serviu para EDP a colocar as lâmpadas fundidas, de zação de parques tecnológicos. Segundo o Parkurbis”, realçou Carlos Pinto. Para Fernando Ruas endereçar duras críticas acordo com o que está estipulado’, ou o presidente da câmara, Carlos Pinto, o além da internacionalização, “queremos ao l comportamento da EDP e da PT. seja, num ‘prazo máximo de cinco dias’. evento a realizar no Parkurbis - Parque de que o diálogo se estenda a outras áreas A colocação de postes sem autorização A colocação de fios pela PT, traçando as Ciência e Tecnologia da Covilhã, vai reunir de funcionamento de ambos os parque e a demora na substituição de lâmpadas localidades, mais parecendo uma teia de representantes finlandeses, docentes, in- tecnológicos”, acrescentou. de iluminação pública são algumas das aranha, também tem que ser disciplinada. vestigadores e alunos da Universidade da In Primeiro de Janeiro ‘gotas’ que vieram contribuir para entor- Nalgumas zonas ‘temos situações em que nar a água do copo. A primeira acção a os fios são tantos que parecem fazer um empreender por Fernando Ruas, prende- tecto’. Estamos em presença de uma ‘situ- Região Centro Centro de Resposta Municipal se com a retirada, por parte da EDP e PT, ação inadmissível’, sobretudo quando se dos postes ‘plantados’ ou abandonados trata de empresas de referência nacional. por estas empresas sem a mínima consi- Os presidentes das juntas aproveitaram a deração para com o meio ambiente. Caso as empresas não actuem por contra pró- ocasião para fazer críticas ao serviço que está a ser prestado aos seus fregueses. já é uma realidade pria serão retirados pela autarquia. Se não Joaquim Polónio (Cota) considerou ‘pés- O Centro de Resposta Municipal, serviço grande maioria dos assuntos, à autarquia. criado pela WRC - Web para a região Cen- O Centro de Resposta Municipal da Re- for possível evitar os extremos, é natural sima’ a relação com a EDP, inclusive no tro para fornecer informação sobre os cir- gião Centro, primeiro projecto desenvol- que alguém fique sem telefone ou outro atendimento telefónico, quando é neces- cuitos internos dos processos e serviços vido pela WRC, é um serviço que permi- dos serviços prestados pelas empresas. sário entrar em contacto para solucionar de vários Municípios da região Centro já tirá aos munícipes desta região uma nova Se os postes tiverem de ser retirados pe- qualquer problema. está disponível. Dispondo de meios para interface no seu relacionamento com os los serviços camarários sê-lo-ão mesmo. informar os documentos necessários para serviços autárquicos. Através de telefone, ‘Vamos ter que dizer basta. Seremos du- In Notícias de Viseu tratar de quaisquer assuntos relacionados e-mail ou web, ficam os munícipes da re- com a actividade autárquica, desde taxas gião habilitados a aceder a um conjunto e licenças a requerimentos relacionados de informações e serviços disponibiliza- com obras, água e saneamento, entre ou- dos pelas suas câmaras. Coimbra tros, este novo meio permite que o mu- Ordens querem acompanhar nícipe não tenha de se deslocar, para a In Diário de Coimbra processo de co-incineração Tribunal Judicial de Oliveira do Hospital Secção Única Anúncio As estruturas regionais do Centro das tal”, de modo a “garantir que não seja Processo: 149/03.8TBOHP Execução Ordinária N/ Referência 283896 ordens de profissionais da área da Saúde prejudicial à saúde das populações”. Os Data: 31-03-2006 exigiram participar numa futura comissão dirigentes regionais das Ordens exigem Exequente: Caixa Crédito Agrícola Mútuo – Oliveira do Hospital, Crl de acompanhamento local do processo também uma “explicação pública dos Executado: António Manuel Costa Lobo e outro(s)… de co-incineração. Esta comissão deverá fundamentos técnicos que justificaram Nos autos acima identificados foi designado o dia 24-05-2006, pelas 09h15, neste Tribunal, para a abertura ter “autorização legal para entrar na ci- a escolha de Souselas e não de outras de propostas de valor igual ou superior a: € 3.000,00, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do(s) seguinte(s) bem/bens: menteira de Souselas sem pré-aviso, po- cimenteiras” para a co-incineração. Pre- Prédio rústico, sito ao Senhor das Almas, freguesia de Nogueira do Cravo, que se compõe de terra de cultu- deres efectivos de fiscalização e fundos tendem também a “divulgação imediata ra, com dezoito oliveiras e pinhal, com a área de 610 m2., a confrontar do norte com Júlio Manuel Gouveia próprios para efectuar controlos ambien- de todos os resultados de auto-controlo Garcia de Moura, do nascente e sul com José Abreu e do poente com Maria José , inscrita na matriz sob o tais independentes”, consideraram os di- ambiental feito pela cimenteira”, “a rea- artigo nº 1988, descrita na C.R. Predial de Oliveira do Hospital sob o nº 01503/950620, da referida freguesia e inscrita em nome dos executados Maria Odilia Pereira Catão Amado e José Inácio Amado da Encarnação. rigentes regionais das Ordens durante a lização de um estudo epidemiológico e Penhorados aos executados: António Manuel da Costa Lobo, Maria Arlete Pereira Catão Lobo; José Inácio apresentação de um documento alusivo ambiental prospectivo de avaliação dos Amado da Encarnação; Maria Odilia Pereira Catão Amado, todos residentes no lugar de Aldeia de Nogueira; ao Dia Mundial da Saúde, numa sessão efeitos da produção de cimento e da co- e José Miguel Carvalho da Silva Magalhães, solteiro, maior e residente em Al. Manuel d’Arriaga, 66-2ºH-6, pública que decorreu na Ordem dos Far- incineração” e ainda “compensações sig- 4150-680 Porto. Fiel depositário: José Manuel Ribeiro, residente em Torrozelo – 6270 Seia. macêuticos, em Coimbra. nificativas, a negociar antes do início do A futura comissão, referiu Fernando processo, para o concelho de Coimbra e O juiz de Direito, Ramos, teria como objectivo “acompa- a população de Souselas”. Luís Alves O Oficial de Justiça, nhar o processo de co-incineração” e João Martins 1 Publicação impor “as garantias de controlo ambien- In Diário As Beiras
    23. 14 de Abril de 2006 Correio da Beira Serra L AZER 23 Horóscopo Tribunal Judicial de Oliveira do Hospital Secção Única Previsões de Maria Helena - Centro Português de Esoterismo ANÚNCIO (2ª Publicação) para o Período de 16 a 30 de Abril Processo: 203/03.6 TBOHP - Execução Ordinária - N/Referência: 281391 - Data: 20-03-2006 Exequente: Caixa Geral de Depósitos, S.A. Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital CARNEIRO BALANÇA Executado: Sprincer – Serviços de Precisão Para Indústria Ce- TIPO DE BEM: Bem Móvel Carta Dominante: Nove de Ouros Carta Dominante: Oito de Espadas râmica, Ldª e outro(s)… DESCRIÇÃO: VERBA Nº12 – UM serrote, de marca “RUSH”, com a referência HBS - Nos autos acima identificados foi designado o dia 02-05-2006, pelas 14:00 horas, 250 Amor: Conquistou o seu caminho em di- Amor: Muita luta, muita determinação e neste Tribunal, para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse mo- PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 100,00 recção a felicidade, ganhou maturidade e muita paciência, para poder e conseguir mento, na Secretaria deste tribunal, de valor igual ou superior ao da avaliação PENHORADO A: agora vai aplica-la nas suas atitudes. levar a sua relação para a frente. pelos interessados na compra do(s) seguinte(s) bem/bens: EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Saúde: Não pense que está acima de tudo e que nada lhe Saúde: Não desespere a sua situação de instabilidade fí- TIPO DE BEM: Bem Móvel Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- acontece, porque não é bem assim, fique atento, a sinais sica, e mental vai passar, para isso é necessário relaxar e DESCRIÇÃO: VERBA Nº 1 – Um Centro de maquinagem, de marca “Cincinnati”, dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. de dores nas suas mãos. apanhar muito ar fresco. modelo arrow-1000, com o número de série 7049 – A 00-kk 0848, com controlador EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos Acramatic- A2- 100 de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida Dinheiro: Vai dar um bom avanço no seu projecto, e pos- Dinheiro: O seu trabalho vai dar lucro, mas tem que conti- PENHORADO EM: 29-11-2004 11:45:00, AVALIADO EM: € 50.000,00 Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital sivelmente terá de fazer uma viagem inesperada, por mo- nuar preexistente, com ao mesmo modo de trabalhar, e só PENHORADO A: TIPO DE BEM: Bem Móvel tivos de trabalho. assim é que vai obter lucros. EXECUTADO: Sprincer - Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Docu- DESCRIÇÃO: VERBA Nº13 – UMA rectificadora, de marca “KENT – KGS- 200” Número da Sorte: 73 Número da Sorte: 58 mentos de identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona Industrial de Oliveira PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital PENHORADO A: TOURO TIPO DE BEM: Bem Móvel EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado DESCRIÇÃO: VERBA Nº2 – Um Centro de maquinagem, de marca “Mazac- VTC-20 B”, Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- Carta Dominante: A Estrela ESCORPIÃO com o número de série 138838 dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. Amor: A estrutura que criou em torno da Carta Dominante: Três de Espadas PENHORADO M: 29-11-2004 11:45:00, AVALIADO EM: € 50.000,OO EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos sua relação não podia ser melhor, vem a Amor: Irá ter uma desilusão de amor, mas PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida caminho, boas, noticias em relação a au- não entre em desespero, porque tem um EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Docu- Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital mentar a família. mundo de novos relacionamentos, pela mentos de identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona Industrial de Oliveira TIPO DE BEM: Bem Móvel Saúde: Mantenha a estabilidade, harmonia, tenha um con- sua frente. do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital DESCRIÇÃO: Verba nº14 – UM engenho de furar, de marca “ERLO” tacto mais directo com a natureza. Saúde: A sua saúde requer alguma atenção, deve de fa- EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO A: Dinheiro: Tento financeiramente como no trabalha tudo zer exactamente o que lhe pedem em termo de exames Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado está a correr bem, mantenha sempre a sua firmeza e de- e tratamentos. TIPO DE BEM: Bem Móvel Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- terminação. Dinheiro: Olhe para a frente e veja que o seu local de tra- DESCRIÇÃO: VERBA Nº 3 – DUAS fresadoras de marca “HOLKE” dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. Número da Sorte: 17 balho, não é o único onde pode ter futuro, analise novas PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM:€ 2.000,00 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos propostas. PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida GÉMEOS Número da Sorte: 53 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida TIPO DE BEM: Abono Carta Dominante: Roda da Fortuna Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400,000 Oliveira do Hospital DESCRIÇÃO: Verba n º15 – UM engenho de furar, de marca “ERLO”, com a referência Amor: Deve mudar a sua atitude em rela- EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado nº TCA – 50 - EMEL ção ao seu relacionamento, é necessário ir SAGITÁRIO Civil:Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 750,00 buscar valores já esquecidos, de união e Carta Dominante: A Morte dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. PENHORADO A: companheirismo. Amor: Uma mudança de atitude vai levar TIPO DE BEM: Bem Móvel EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Saúde: O seu estado clínico é instável, tenha cuidado com com que o seu relacionamento dê uma DESCRIÇÃO: VERBA Nº4 – Uma fresa de marca “NANTONG”, com a referência nº Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- o stress, tente estar o mais calmo possível para poder, re- grande volta. 19384 (Facility nº) dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM : € 1.000,00 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos solver os seus problemas. Saúde: Devera ter algumas dores de ossos, e deve mudar o PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida Dinheiro: A altura é boa para começar a organizar as suas seu regime alimentar, para mais saudável e fresco. EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital finanças e a determinar objectivos. Dinheiro: Terá uma alteração no seu posto de trabalho, Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- TIPO DE BEM: Bem Móvel Número da Sorte: 10 que deverá passar por uma promoção. dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. DESCRIÇÃO: Verba nº16 – UM forno mecânico, de marca “CME – T 410” Número da Sorte: 13 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 CARANGUEJO de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO A: Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Carta Dominante: Seis de Copas TIPO DE BEM: Bem Móvel Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- Amor: A sua relação vai bem, mas tem CAPRICÓRNIO DESCRIÇÃO: VERBA Nº5 – Uma fresa de marca “CMC-ITZIAR”, modelo FU – 2CM, com dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. tendência para comparar a sua parceira Carta Dominante: Dez de Copas a referência nº 2143 – B EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos com outras, não faça isso, aprecie a sua Amor: No amor a sua relação esta estável, PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM :€ 1.000,00 de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida felicidade. com muita alegria e satisfação, terá sem- PENHORADO A: Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital Saúde: Divertir-se é a palavra de ordem, para poder cons- pre de se manter presente e confiante. EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado TIPO DE BEM: Bem Móvel truir uma boa defesa, é necessário uma boa disposição e Saúde: Tenha cuidado com os excessos, nomeadamente Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- DESCRIÇÃO: Verba nº17 – UM serrote, de marca “FAT”, modelo 350 dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 2.500,00 uma afirmação muito positiva. excesso de bebida e de alimentação. EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO A: Dinheiro: Num projecto onde inicialmente eram três, pas- Dinheiro: Nas suas finanças, já conseguiu a estabilidade de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado saram a ser mais isso vai fazer com que tenha de trabalhar que procurava, e agora deve mantê-la. Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- mais, para mostrar o seu valor. Número da Sorte: 46 TIPO DE BEM: Bem Móvel dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. Número da Sorte: 42 DESCRIÇÃO: VERBA Nº6 – QUATRO fornos elefornos eléctricos de temperar, de marca EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos “forno - cerâmica”; - UM forno eléctrico de temperar, de marca “Induzir”; - de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM :€ 2.500,00 Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital LEÃO AQUÁRIO PENHORADO A: TIPO DE BEM: Bem Móvel Carta Dominante: A lua Carta Dominante: Rei de Espadas EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado DESCRIÇÃO: Verba nº18 – UM compressor, de marca “ATLAS – COPCO – GA- 15”; - UM Amor: Fique atento ao que se passa a sua Amor: Deve fazer um esforço para que o Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- reservatório, de marca “USAG”, TIPO sem – 75010; - UM secador, de marca “ATLAS volta, para defender o seu relacionamento, seu relacionamento vá em frente sem que, dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. – COPCO – FD – 40” é preciso muita determinação. a sua parceira fique em segundo plano. EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 1.500,00 Saúde: A sua saúde está estável, mas para que continuo Saúde: Proteja-se, mantenha o seu equilíbrio e vá buscar de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO A: Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado assim é necessário que controle a ansiedade e tentar não energias positivas ao exercício físico e ao convívio diário. TIPO DE BEM: Abono Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- andar tão tenso. Dinheiro: Tem tudo muito bem controlado, a estabilidade DESCRIÇÃO: VERBA Nº7 – DUAS máquinas de soldar, de marca “Electrex – RS – 600 dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. Dinheiro: Defenda as suas economias, não faça gastos su- financeira criada por si deve ser mantida. PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM : € 500,00 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos pérfluos, para que consiga estabilidade. Número da Sorte: 64 PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida Número da Sorte: 18 EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- TIPO DE BEM: Bem Móvel VIRGEM PEIXES dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. DESCRIÇÃO: Verba nº19 – UM durometro, de marca “AFFRI”,modelo – 206 - RFO EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 Carta Dominante: Sete de Espadas Carta Dominante: Rei de Copas de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO A: Amor: Você quer assumir uma relação, mas Amor: Tudo aquilo que criou em termos de Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado para isso é preciso que tenha a total certe- relacionamento, esta para terminar, peça TIPO DE BEM: Bem Móvel Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- za dos seus sentimentos e lutar por eles. ajuda porque o seu desespero é muito DESCRIÇÃO: VERBA Nº8 – Um aspirador de fumos, de marca “KEMPER – GMBH” dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. Saúde: Neste momento você está extremamente, instável, grande para aguentar sozinho. PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos deve de repousar o mais possível, para voltar a restabelece Saúde: Depressão, é o que esta para chegar, comesses desta já a PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital as suas energias. prevenir isso com uma ida ao médico e uma analise a sua vida. Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- TIPO DE BEM: Bem Móvel Dinheiro: No seu trabalho, tem que se impor, mesmo Dinheiro: Tanto o seu trabalho como as suas economias dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. DESCRIÇÃO: Verba nº 21 – QUATRO computadores de marca “COMPAC – DESKPRO”, contra os seus colegas, para poder defender os seus ob- estão bem, mas tenha cuidado para não destabilizar todo EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos com CPU, monitor, teclado e rato; - UM computador de marca “HEWLETT PACKARD”, jectivos. o trabalho já feito. de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida com CPU, monitor, teclado e rato; - UM computador de marca “SHINE”, com CPU, moni- Número da Sorte: 57 Número da Sorte: 50 Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital tor, teclado e rato; - DUAS impressoras de marca “DESKJET – 840 C”; - UMA impressora TIPO DE BEM: Bem Móvel de marca “HEWLETT PACKARD”; - Um scanner de marca “HEWLETT PACKARD – scanjet DESCRIÇÃO: VERBA Nº9 – Um porta – paletes Manuel , de marca “Incab- Milano” – 6300 – C”; - UMA fotocopiadora de marca 2TOSHIBA – 1550”; - UM fax de marca PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 150,00 “AMSUNG”;- TRÊS secretárias com canto em redondo em cor cinza claro; - UMA secretá- PENHORADO A: ria rectangular com cerca de um metro de comprimento; - CINCO armários com cerca de EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado um metro e dez de altura; - OITO armários com cerca de um metro de altura Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 500,00 dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. PENHORADO A: EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. TIPO DE BEM: Bem Móvel EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos DESCRIÇÃO: VERBA Nº10 – Uma prensa, de marca “A.L.L.”, modelo 22 - 100 de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 200,00 Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital PENHORADO A: TIPO DE BEM: Bem Móvel EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado DESCRIÇÃO: Verba nº20 – DOIS aparelhos de ar condicionado de marca “HITACHI”; Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- - UM aparelho de ar condicionado de marca “CARRIER” dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 2.50,00 EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos PENHORADO A: de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida EXECUTADO: Sprincer-Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona TIPO DE BEM: Bem Móvel Industrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. DESCRIÇÃO: VERBA Nº11 – UMA mini – grua, de marca “OMCN – Villa Di Sério” EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos (BG) de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida PENHORADO EM: 29-11-2005 11:45:00, AVALIADO EM: € 250,00 Santos, Lote 10, 4º Centro, Oliveira do Hospital, 3400-000 Oliveira do Hospital PENHORADO A: EXECUTADO: Sprincer- Serviços de Precisão Para Indústria Cerâmica, Ldª. Estado O Juiz de Direito, Civil: Casado. Documentos de Identificação: NIF – 501923071. Endereço: Zona In- Luís Alves dustrial de Oliveira do Hospital, Lote 8, 3400-000 Oliveira do Hospital. O Oficial de Justiça, EXECUTADO: Alina Maria Dias Saraiva Amaro. Estado Civil: Casado. Documentos João Martins de Identificação: BI – 7389361, NIF – 175260117. Endereço: Rua Dr. João Almeida Jornal Correio a Beira Serra, 14 de Abril 2006
    24. Redacção, Direcção, Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 - 1.º Esq. 3400-075 Oliveira do Hospital Telefone Geral 238 086 547 Internet: www.correiodabeiraserra.com e-mail: geral@correiodabeiraserra.com www.correiodabeiraserra.com Relacionamento entre Velocidade excessiva na linha da frente Mário Alves e Fátima Antunes “esfriou” Trinta e um acidentes Vereadora a tempo incerto? no mês de Março A vereadora do PSD com as pastas timas eleições autárquicas e, nos Os números comprovam a sinis- dade”, referiu ao Correio da Bei- Concorda com o encerra- da Educação e da Cultura, Fátima meios políticos, é tida como uma tralidade que faz de Oliveira do ra Serra o Chefe Mor Martins que mento do SAP do Centro Antunes, já teve melhores dias no pessoa que vem desempenhando Hospital o concelho – da área do justifica este facto com “o nível de Saúde de Oliveira do interior dos Paços do Concelho. bem as suas funções. Destacamento Territorial da GNR de desenvolvimento verificado Hospital, entre a meia noi- De acordo com o que o Correio Nas últimas semanas, muito da Lousã – mais penalizado nesta no concelho quando comparado te e as 8h00 da manhã? da Beira Serra apurou junto de se tem especulado sobre o futu- matéria. Só no passado mês de com concelhos limítrofes”. uma fonte ligada à autarquia, o ro político de Fátima Antunes no Março ocorreram 31 acidentes, Quanto às causas da sinistrali- relacionamento entre o presiden- seio do executivo camarário de sendo que um deles causou feri- dade, aquele responsável coloca te da Câmara e aquela vereadora Mário Alves, dada a ligação que mentos graves, três provocaram a velocidade excessiva na linha da é “pouco simpático, demasiado existe entre aquela vereadora e ferimentos ligeiros e vinte sete frente, seguindo-se o desrespeito institucional” e existe uma espé- o ex-chefe de gabinete de Mário só causaram danos, perfazendo pelas regras da prioridade e de si- cie de “paz podre”. Alves. Contudo, há quem aponte um total de um ferido grave e nalização. Num patamar inferior, Fátima Antunes, que de acor- para o facto de uma eventual re- sete feridos ligeiros, não se ten- surgem outras causas como o do com o que o CBS sabe, terá tirada de poderes a Fátima Antu- do registado vítimas mortais. estado do piso, condições mete- ficado muito apreensiva com a nes poder pôr em causa a maioria “Oliveira do Hospital é, sem orológicas e a existência de obs- demissão de António Duarte, que o PSD detém no executivo dúvida, o concelho que sempre táculos na via pública. ocupou o terceiro lugar da lista camarário. apresentou uma maior sinistrali- com que o PSD concorreu às úl- Gabinete de apoio ao presidente da Câmara custa mais de 1500 contos por mês Numa altura em que a demissão Junta de Freguesia de S. Paio de Estes resultados, foram recolhidos do chefe de gabinete do presi- Gramaços, João Paulo Veloso. entre 15 de Março e 8 de Abril, e correspondem a 115 votos. dente da Câmara se transformou Estes cargos, que são de nome- numa das maiores polémicas da ação política, implicam ao muni- política local, o Correio da Beira cípio oliveirense – de acordo com Serra teve acesso a uma informa- aquela informação relativa ao ção que revela quanto custa aos mês de Fevereiro – um encargo Concorda com a forma cofres da autarquia oliveirense o de aproximadamente 1500 con- como o presidente da Câ- Gabinete de Apoio ao Presidente, tos/mês, sendo que actualmente mara se envolveu nas elei- que – antes da saída de António essa despesa já é mais reduzida ções do PSD? Duarte – era constituído por três em consequência da demissão do pessoas: António Duarte, Ânge- chefe de gabinete do presidente la Marques e o ex-presidente da da Câmara. Edifício do Parque Construção Moderna com elevado padrão de qualidade, onde a segurança e o conforto combinam com bom gosto e funcionalidade. CONSTRUGRAFIA CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS, S.A. CONTACTOS: Tel. 238 085 124 * Fax 238 085 132 * Telm. 967 419 639 E-mail: construgrafia@netvisao.pt Apartamentos e Espaços Comerciais com OLIVEIRA DO HOSPITAL localização privilegiada

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