CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 1 (II SÉRIE)
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CORREIO DA BEIRA SERRA – N.º 1 (II SÉRIE)

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Versão integral da edição n.º 1 (ANO 1 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto.......

Versão integral da edição n.º 1 (ANO 1 – SÉRIE II) do quinzenário “Correio da Beira Serra”, que se publica em Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra, Portugal). Director: Henrique Barreto. 15.03.2006.
Para consultar o jornal na web, visite http://www.correiodabeiraserra.com/

Site do Instituto Superior Miguel Torga: www.ismt.pt

Visite outros sítios de Dinis Manuel Alves em www.mediatico.com.pt , www.slideshare.net/dmpa,
www.youtube.com/mediapolisxxi, www.youtube.com/fotographarte, www.youtube.com/tiremmedestefilme, www.youtube.com/discover747 ,
http://www.youtube.com/camarafixa, , http://videos.sapo.pt/lapisazul/playview/2 e em www.mogulus.com/otalcanal
Ainda: http://www.mediatico.com.pt/diasdecoimbra/ , http://www.mediatico.com.pt/redor/ ,
http://www.mediatico.com.pt/fe/ , http://www.mediatico.com.pt/fitas/ , http://www.mediatico.com.pt/redor2/, http://www.mediatico.com.pt/foto/yr2.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/manchete/index.htm ,
http://www.mediatico.com.pt/foto/index.htm , http://www.mediatico.com.pt/luanda/ ,
http://www.biblioteca2.fcpages.com/nimas/intro.html

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  • 1. Quarta-feira, 15 de Março de 2006 QUINZENÁRIO Ano 1 - Série II - N.º 1 Director: Henrique Barreto Preço: € 0,50 TO P LOJAS DE MODA Rua do Colégio, 5C - Tel. 238 604 618 3400-105 OLIVEIRA DO HOSPITAL L.1: TOP SPORT Moda Jovem R. do Colégio, 2D, L. 8/11 www.correiodabeiraserra.com L. 2: TOP Pronto a Vestir Moda Internacional R. do Colégio, 5C L. 3: TOP 3 Desporto Av. Sá Carneiro, 1C “Eu faço projectos... Aqui jaz a dinâmica sou técnico!” do concelho Fortemente criticado na Assembleia Municipal a propósito da Variante Nor- deste – uma obra que arrancou em período eleitoral mas que parou logo a seguir –, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, Mário Aves, de- fendeu-se com um argumento que sus- citou alguns risos: “Eu quero dizer que não faço projectos. PÁG. 11 projectos... não José Carlos Mendes, que no próximo dia 25 de Março disputa a presidência do PSD com Paulo Rocha, diz ter “indícios” de que o actual presidente do partido, Mário Alves, está a interferir no processo eleitoral. O antigo vice-presidente da autarquia oliveirense lança algumas farpas ao Vent loreet praestrud ming esent nosto tb. sou técnico et ut aliquis dio dit irilluptat lutatie diat alit niat, sequis nostrud enis aut nonsequam zzrillaor si. Met incilit volorti onumsandiam, volor sum ercil do od molobor sit nonsequatum quat nullandipit aute magna alit estin ulla faciduipis aute magna consed modit ad er si bla faccum vullums andreetum dipsum augiamet iriurem esequi tatisl dolorem volessi blandreet, quatet velit inisim dit lumsandreet lore mod estin euipisciduis Mário Aves, defendeu-se com um ar- at landip eum nonsequat, commodipis dipit alit volobore elismolore mincill gumento que suscitou alguns risos: andion henibh elesseq uismodo lorper “Eu quero dizer que não faço projec- am in vel eros del ute commy nosto dolore euguer sis accum eros doloreet tos. Nem eu nem nenhum vereador”. dunt ad dolor sum incil dio corerat, vel PÁG. 11 ipsum do
  • 2. 2 D E S TA Q U E 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra Carlos Andrade garante que a “médio e longo prazo o sector não é viável” “Muitas das empresas de confecções trabalham hoje para sobreviver” Carlos Andrade diz que a “AMMA” deixou de ser uma indústria de confecções para passar a ser uma alfaiataria industrializada onde a quali- dade é a imagem de marca, e mostra-se preocupado com o que está acontecer em Olivei- ra do Hospital porque aquele tipo de indústria “tem um peso demasiado excessivo na economia local”. Em traços gerais, o Correio da Beira Serra explica o segredo do sucesso de um dos maiores empresários do sector que, com a apelativa marca “Carlo Visconti”, já desbravou um mercado que Carlos Andrade: “A indústria de confecções tem um peso demasiado excessivo na economia de Oliveira do Hospital” lhe permite exportar 75 por cento da produção. “como tudo na vida, é uma questão cí- Com uma importante rede comercial Explicando que este tipo de indús- clica”. “Já tivemos outras crises que fo- tanto a nível nacional como internacio- tria “tem uma grande incorporação de HENRIQUE BARRETO ram vencidas e também passámos por nal – a Carlo Visconti tem já três lojas mão-de-obra e quanto mais cara ela for O alguns momentos difíceis. Mas como em grandes centros comerciais portu- menos competitivo se torna o produto Correio da Beira Serra foi a criámos sempre novas estratégias e pro- gueses e abre brevemente uma outra final”, o empresário oliveirense radica- Arganil entrevistar aquele curámos novos mercados, o trabalho em Londres –, Carlos Andrade que pa- do em Arganil há um quarto de século que é hoje um dos maiores não nos tem faltado e temos aumenta- rece pouco importado com o “made in argumenta que no futuro “poderá con- empresários de Portugal na do o número de trabalhadores”, refere China” – “não consideramos os chineses tinuar a haver empresas de confecção, área da indústria de confecções. Trata-se Carlos Andrade ao passo que explica nossos concorrentes” – é de opinião mas não indústrias de confecção”. de um oliveirense, filho de alfaiate, que que o segredo do sucesso da empresa que “é nos momentos difíceis que se Quanto ao caso de Oliveira do Hos- há 26 anos atrás deixou de ser funcio- que comemora este ano 25 anos de exis- deve ter coragem e investir”. pital em concreto – onde este tipo de nário da antiga “Eurofato” para passar à tência assenta fundamentalmente numa indústria se assume como um dos prin- condição de empresário. Estávamos em estratégia composta por três factores “Está em causa um sector que a médio cipais empregadores –, Carlos Andrade 1981, quando Carlos Andrade decidiu indissociáveis: “Eficiência, pontualida- e longo prazo não é viável” entende que se “deveria ter diversifica- montar a AMMA em Arganil, uma em- de e qualidade”. A qualidade é aliás o Mas quando questionado pelo CBS so- do o tecido industrial e nunca colocar presa que volvidos quatro anos já em- grande apanágio desta empresa – já por bre o particular momento difícil em que os ovos todos no mesmo cesto porque pregava 200 trabalhadores. O projecto diversas vezes galardoada –, que para vive Oliveira do Hospital e o cenário de a indústria de confecções tem um peso foi apoiado pela autarquia local e, de além de deter uma das mais conceitua- crise que se adivinha na área das confec- demasiado excessivo na economia lo- então para cá, a AMMA sofreu profun- das marcas nacionais – a Carlo Visconti ções, o conhecido empresário já é mais cal”. das alterações e, em 1993, instalou-se – conseguiu internacionalizar-se. céptico e assegura que, a nível nacional, O dono da AMMA, é até de opinião definitivamente num moderno edifício está em causa um sector que “a médio e que os empresários que trabalham numa construído para o efeito no Parque In- Uma “alfaiataria” industrializada longo prazo não é viável”. Sublinhando perspectiva de gama média-baixa “de- dustrial de Arganil. Hoje, com a conhe- Carlos Andrade considera inclusive que que na Europa desenvolvida já não há vem começar a pensar em deslocalizar cida marca própria “Carlo Visconti”, a actualmente a AMMA “talvez tenha indústria de confecção, Carlos Andrade as empresas para países onde a mão-de- AMMA emprega 260 pessoas e, só para deixado de ser uma fábrica de confec- sustenta que Portugal, “um país periféri- obra é mais barata”, porque – conforme Inglaterra – onde já detém uma impor- ções para passar a ser uma alfaiataria co”, “não tem capacidade para competir sublinha – “em Portugal os salários têm tante franja de mercado –, exporta 75 industrializada”. Trabalhando para um em produtos de gama média-baixa” com que subir e as coisas serão cada vez por cento da sua produção. segmento de mercado de qualidade mé- outros países da Europa dos Quinze mais difíceis”. Embora esteja sempre preocupado dia-alta, a AMMA aposta constantemen- com melhor localização e onde a mão- Carlos Andrade diz duvidar de que com a instabilidade da economia mun- te na inovação tecnológica e até já tem de-obra é muito mais barata. Quanto à actualmente existam muitas empresas dial e atento às rápidas transformações em carteira muitos clientes com quem China, aquele empresário diz que “esses deste sector “a ganhar dinheiro”. “Acho que se vão operando no mundo dos transacciona numa perspectiva tipo al- senhores de olhos rasgados, sempre de que muitas das empresas de confecções negócios, aquele empresário tem con- faiate ao nível da concepção de “fatos máquina fotográfica, andam por todo o trabalham hoje para sobreviver”. fiança no futuro e acredita que a crise, por medida”. lado e são exímios em imitações”.
  • 3. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra D E S TA Q U E 3 Trabalhadoras da Infinitum na câmara Editorial “Precisamos da ajuda Sete notas… da Câmara Municipal” HENRIQUE BARRETO Olá! Este é o novo Correio da Beira Serra e eu sou o Henrique Barreto quatro anos mais velho. Estou aqui com os mesmos pro- pósitos com que estive precisamente no dia em que fiz o fecho daquela que foi a nossa última edição, quando corria o ano de 2002. Foram 14 anos difíceis! Tivemos êxitos, dificuldades, incom- preensão, intolerância e, como é óbvio – só não erra quem nada faz –, também cometemos vários erros. Mas o passado já lá vai e, como tal, vamos ao futuro: 1. Este novo jornal que hoje relançamos, é um projecto edi- torial de longo alcance e com um único propósito: defender os interesses de uma região em detrimento de interesses políticos, pessoais, económicos ou de qualquer outra índole. O que nos move é o desenvolvimento sustentável numa perspectiva de modernidade e como consequência disso a qualidade de vida e o bem-estar dos cidadãos. Carlos Andrade: “A indústria de confecções tem um peso demasiado excessivo na economia de Oliveira do Hospital” O 2. No jornalismo que preconizamos, não vai ser efectivamen- s 93 trabalhadores que “não é advogado para os ras Mário Alves deixou garan- te possível estar com Deus e o Diabo ao mesmo tempo; nem da empresa de con- poder orientar da melhor ma- tias de que em conjunto com agradar a gregos e a troianos. Como em tudo na vida há crité- fecções Infinitum neira”. Tal como foi dito, as o restante executivo tudo irá continuam a cumprir trabalhadoras “continuam a fazer para apoiar os 93 funcio- rios. O nosso próprio critério é passível – e isso é salutar – de o seu horário de trabalho e a fa- laborar e têm encomendas que nários da Infinitum. “A Câmara discussão e de crítica. Mas é o nosso critério… zer camisas. A administração da deveriam ser entregues e não não tem campo de acção para empresa pediu a insolvência da foram porque antes de pedir intervir nesta área” sublinhou o fábrica no mês passado e des- a insolvência o administrador edil deixando garantias de que 3. Vamos apostar num jornalismo moderno e o nosso prin- de então os funcionários nunca enviou uma circular aos clien- irá “tentar falar com o adminis- cipal objectivo editorial é a concepção de um jornal que saiba mais viram o seu patrão. “Des- tes a avisar que não iria enviar trador judicial, com o centro de de que foi pedida a insolvência a mercadoria. Isso foi um erro. emprego e com o governador interpretar, com visão crítica e actual, o mundo que o rodeia. nunca mais vimos o nosso pa- Agora as encomendas estão civil”, mas adiantou que “não Sabemos dos condicionalismos, do obstáculo que constituem trão. Continuamos a trabalhar prontas e os clientes não as falou nem vai falar com o sindi- porque o administrador judicial querem”. Neste momento a cato” porque este último “tem as mentalidades que o Estado Novo nos legou, e até compreen- deu ordens para cortar camisas” preocupação é saber “quem é gerado instabilidade” e na sua demos aqueles que receiam a notícia incómoda. Mas, como afir- disse ao Correio da Beira Serra que paga o ordenado” porque opinião “os sindicatos devem mou Eduardo Girão, “a verdade nunca é injusta; pode magoar, uma das trabalhadoras que se – como foi referido – “não há criar estabilidade e não o con- deslocou à Câmara Municipal ordenado nem subsídio de de- trário”. Mário Alves mostrou-se mas não deixa ferida”. para pedir ajuda ao executivo. semprego porque não houve disponível para falar com os O facto de continuarem a tra- despedimentos”. A Assembleia trabalhadores e empresários balhar não desagrada os funcio- de Credores realiza-se a 19 de porque – como afirmou – “a 4. A nossa perspectiva, como diria Séneca, centra-se no senti- nários, mas querem saber quem Abril mas, para as trabalhado- Câmara está preocupada e soli- do de que é preferível incomodar com a verdade do que agradar é que lhes paga o ordenado e ras “é muito difícil continuar dária já que esta situação gera com a adulação. Infelizmente, sabemos que essa postura nunca qual será o seu futuro. Todos a cumprir horário até esse dia instabilidade também ao nível aguardam impacientemente porque não se sabe o que vai social e familiar porque é difícil suscita aplausos por parte do poder. Qualquer que ele seja. Pe- pela realização da Assembleia acontecer depois”. ter contas para pagar e ter que dimos desculpa, mas a nossa razão de ser é o leitor. de Credores agendada para 19 As trabalhadoras não que- recorrer a outras pessoas”. de Abril, mas até lá – como refe- rem ser despedidas porque riram as trabalhadoras – estão a segundo dizem “gostam muito Reconversão profissional po- 5. Dentro destes princípios e na alvorada de uma Primave- ser “afectadas psicologicamen- de trabalhar” mas também que- derá ser solução? ra, que não se adivinha nada fácil para dezenas e dezenas de te”. Há dez anos a laborarem na rem a sua situação resolvida. O Equacionado o desemprego empresa sentem-se “magoadas acesso ao subsídio de desem- dos 93 trabalhadores da In- famílias que repentinamente perderam os seus empregos na in- e enganadas” e afirmam: “o nos- prego é também uma preten- finitum José Francisco Rolo, dústria de confecções, o Correio da Beira Serra reaparece, hoje, so patrão prejudicou-nos muito, são, mas tal só será possível vereador do PS questionou as com duas linhas de edição: uma impressa e outra “online” em neste momento não temos ga- depois de se conhecer a deci- trabalhadoras presentes na rantias de pagamento”. são resultante da Assembleia reunião se não gostariam de www.correiodabeiraserra.com.. As trabalhadoras foram ouvi- de Credores, porque o subsídio fazer formação noutras áreas A nossa edição online, que para além de conter a versão im- das pelo executivo oliveirense, de desemprego implica que os para reconversão profissional. na reunião de Câmara que de- funcionários sejam despedidos De acordo com aquele elemen- pressa também disponibiliza conteúdos informativos com ac- correu na manhã de 07 de Mar- da empresa. Nesta matéria, to do executivo “a Câmara deve tualização constante, pretende colocar este projecto na aldeia ço, que se mostrou interessado Maria José Freixinho, vereado- contribuir para solucionar o global da informação. em conhecer a real situação das ra do PS e advogada, explicou problema” e por isso pergun- trabalhadoras e disposto a aju- às trabalhadoras que “a outra tou: “têm vontade de criar o dar. De facto, o presidente da forma de acederem ao subsídio vosso próprio emprego com 6. Mas este projecto, que representa uma importante con- Câmara tinha uma boa notícia de desemprego passa por uma recurso a incentivos?” A ideia para aquelas trabalhadoras: no desvinculação da empresa. Por- agradou às trabalhadoras pre- quista para Oliveira do Hospital no panorama da informação, dia anterior teve indicações de que passados 60 dias da última sentes, no entanto, Mário Alves não é um projecto individualizado. É antes um projecto abran- que um empresário pode es- remuneração, as trabalhadoras insurgiu-se no sentido de ex- gente e pluralista onde cabem todos os cidadãos que entendam tar interessado na empresa ou adquirem o direito de se des- plicar que “os incentivos para em criar uma nova. “Nada está vincularem da empresa apre- a criação do próprio emprego chegada a altura de também assumirem as suas responsabilida- confirmado, espero que esta sentando uma carta à admi- retiram a hipótese de receber des. Bem sei que por vezes o silêncio é ouro! Mas, outras vezes indicação tenha futuro, mas va- nistração nesse sentido. Cinco o subsídio de desemprego”. esse silêncio é verdadeiramente ensurdecedor! mos aguardar”, salientou Mário dias depois é dever do adminis- Porém acrescentou que “a pior Alves. trador tratar da documentação coisa que o ser humano pode Em frente ao executivo de para que tenham acesso aos ter é a resignação”. Na opinião 7. Como nota final, é importante formular aqui um especial maioria PSD as trabalhadoras direitos do IEFP”. Mas – como do edil “neste momento a prio- pediram ajuda para a resolução salvaguardou Maria José Freixi- ridade deverá ser a procura de agradecimento a António dos Santos Lopes, um empresário que desta situação de desempre- nho – “este processo desvincula novo emprego, porque se se não só proporcionou o reaparecimento deste jornal como tam- go iminente, já que “ninguém as senhoras da empresa e, não está à espera da Assembleia bém subscreveu o projecto editorial nos moldes em que o aca- lhes diz nada”. “O nosso patrão é isso que se pretende porque de Credores e do subsídio de desapareceu e nós não mere- querem continuar a trabalhar”. desemprego é um mau prenún- bei de anunciar, manifestando desde logo – como não poderia cíamos que nos fizesse isto”, cio” mas, o autarca não coloca deixar de ser – o respeito pelo cumprimento integral do Código sustentou uma trabalhadora. “A Câmara não tem campo de de parte a possibilidade de se Mário Alves reconhece que “o acção para intervir nesta área” avançar com a realização de Deontológico dos Jornalistas, que fazemos questão de publicar empresário devia dialogar com Receptivo ao pedido de ajuda cursos de formação. na página 23 deste jornal. os funcionários” mas admite apresentado pelas trabalhado- Liliana Lopes
  • 4. 4 OPINIÃO Correio da Beira Serra 15 de Março de 2006 OPINIÃO Para quem goste de ANTÓNIO C AMPOS reflectir sobre o mundo H á uma grande revolução no e nada tem a ver com a indústria. rem nas profissões que franceses, ale- não entendem o que se está a passar e mundo, mas é muito difícil à Todos nos recordamos, os que são mães e luxemburgueses recusavam. mais preocupante é a incapacidade dos grande maioria dos cidadãos da minha idade, do vizinho concelho Hoje a China, India, Pakistão, Tailân- Governos locais e nacionais de não serem compreenderem o que se de Seia, com a Vodratex, a Fisel, a E.D.P. dia, etc, são países com mão-de-obra agentes mobilizadores no acompanha- passa e as consequências que traz para com milhares e milhares de trabalhado- inesgotável e altamente desqualificada. mento das transformações da sociedade. as suas vidas. res. Nestes Países o salário ronda os 30 Hoje vivemos numa aldeia global que A reflexão do que nos rodeia não faz Todas encerraram e o Concelho foi euros mensais dispondo eles das mes- tem a dimensão do Mundo. parte das preocupações dos cidadãos, capaz de se modernizar e de dar um sal- mas máquinas e da mesma capacidade Só uma regulamentação da aldeia mas hoje, tudo o que acontece em qual- to em frente. de gestão do que nós. global permitiria impor regras com di- quer parte do globo tem incidência na Há outros Países com mão-de-obra Hoje as distâncias e o conhecimento reitos e deveres iguais para todos. nossa vida. desqualificada que instalam indústrias dos mercados não contam. Assim impõe-se sempre a regra do O emprego, a saúde, a tecnologia, o de trabalho intensivo Mas é bom tomar mais forte a explorar o mais fraco. conhecimento científico, o trabalho, a e repetitivo ligadas a nota para quem qui- Para qualquer pessoa informada da educação são preocupações de todos os baixíssimos salários e (…) Para qualquer ser reflectir sob o evolução do mundo há muito se sabia Povos, sejam pobres ou ricos. que hoje estão a ocu- Mundo e prever as que o Concelho de Oliveira do Hospital O que hoje distingue os Países desen- par todo o mercado pessoa informada da consequências que era considerado de alto risco, porque a volvidos não é a existência de petróleo, Mundial. evolução do mundo nos esperam, referir sua principal fonte de emprego depen- de diamantes ou de qualquer outra ri- As confecções, os por exemplo que só dia de uma indústria baseada na mão- queza natural. É o seu domínio da tec- têxteis, o calçado, a há muito se sabia numa pequena cida- de-obra intensiva. nologia e do conhecimento científico. montagem de auto- que o Concelho de de a 100Km de Pe- Toda a estratégia deveria ter sido Para se ter uma noção da revolução móveis etc, são as quim com 2 milhões orientada no sentido de primeiro a es- que vivemos basta pensarmos que 90 indústrias em largo Oliveira do Hospital de habitantes, estão cola, depois o desenvolvimento. por cento dos cientistas que alguma vez fomento nos Países era considerado de instaladas 22 univer- As escolas criaram-se, as infra-estru- existiram sobre a terra ainda hoje estão em vias de desenvol- sidades com 200.000 turas básicas para o desenvolvimento vivos. vimento. alto risco, porque a estudantes, todos nas ficaram no caixote do lixo. Esta revolução baseia-se na inovação Portugal saiu, já, tecnológica e científica que é o grande dessa situação. sua principal fonte de áreas das engenharias e das ciências, sendo Deveria há muito ter sido dinami- zado o pólo industrial com benefícios motor de crescimento dos Países desen- Para se ter a no- emprego dependia de obrigatório o domí- efectivos para os investidores numa di- volvidos. ção exacta do Mundo O conhecimento e a evolução tecno- basta referir que dos uma indústria baseada nio perfeito da língua inglesa e japonesa. versificação da actividade económica no Concelho. lógica na maioria dos casos substitui o cerca de 200 Países na mão-de-obra Na China ou na Ín- Esta teria sido a principal e mais be- trabalho. existentes, Portugal dia, que representam néfica política da Câmara ao serviço dos Basta referir, por exemplo, que nos está em 27º lugar na intensiva (…) um terço da popula- cidadãos do Concelho. anos cinquenta do século passado mais escala do desenvolvi- ção Mundial, encon- Acredito que o alcatrão, a lâmpada ou de 40% dos europeus trabalhavam na mento. tram-se, já hoje, os a transformação da área mais importan- agricultura, hoje trabalham 6% e produ- Não é por acaso que pela primeira maiores e melhores centros tecnológi- te da cidade num Portugal dos Peque- zem mais 800%. vez na nossa história somos receptores cos e as maiores redes de investigação. ninos, encurtando ruas, possa agradar O mesmo acontece na indústria, onde de centenas de milhares de emigrantes Nos últimos dez anos a China recu- às pessoas, mas com esta estratégia o nos anos oitenta trabalhavam 40%, hoje que estão na maioria dos casos a fazer perou da miséria absoluta mais de 200 Concelho definhará. já só são 27% e produzem mais 400%. trabalhos que os portugueses recusam. milhões de pessoas, transformando-as Há os que não compreendem o Mun- O caso talvez mais emblemático para Vivemos uma época inversa à dos em consumidores ao nível do Mundo do mas fazem como a avestruz, outros quem goste de reflectir sobre o Mundo anos 60 do século passado quando os Ocidental. iludem a realidade e outros na sua igno- é o dos Estados Unidos onde mais de Portugueses invadiram a França, a Ale- Com esta Revolução em marcha com- rância pensam que o imobilizam. 80% da população trabalha nos serviços manha e o Luxemburgo para trabalha- preende-se a angústia das pessoas que Enganam-se. Pese embora tudo aquilo que foi es- OPINIÃO Política crito pelo Henrique, e que algumas ve- zes me parece ter sido injusto, sempre tive a ideia que o Henrique Barreto não e “fair-play” era um inimigo mas, somente, um ad- versário que, em determinada altura, C ARLOS PORTUGAL * considerou que eu era um exemplo per- H feito de “fair-play”. á uns tempos atrás fui sur- Para o Henrique “tudo ia mal em Oli- a tolerância e mesmo a amizade com Continuo a ser um desportista que se preendido por um telefo- veira, muito pouco se fazia, ou ia de mal os meus adversários o que, por vezes, orgulha de saber ganhar, muitas vezes, e nema do Henrique Barreto a pior”, etc, etc. deixava alguns dos meus pares com os perder, algumas outras. que, após uma breve expli- Que eu me recorde, mesmo quando “cabelos em pé”! Em qualquer circunstância jamais dei- cação sobre um novo projecto, sem mais as “coisas” esta- Como “homem xei de cumprimentar os meus adversá- delongas me convidou para, em conjun- vam a correr pelo O Henrique Barreto do desporto” sem- rios no final dos encontros, na certeza to com outras figuras da “comunidade melhor, para o de que vai continuar a “haver vida” para sempre foi um adversário pre mantive, na oliveirense”, assumir o compromisso de, jornalista Henri- alta competição, a lá das partidas disputadas. dentro das minhas possibilidades, cola- que Barreto havia difícil! Mas contribuiu para máxima: “a guerra O Henrique Barreto sempre foi um borar com um “novo” (ou antigo?) jornal sempre uma nova que as vitórias tivessem ou a paz, tanto me adversário difícil! Mas contribuiu para a publicar em Oliveira do Hospital! “descoberta” para mais sabor! E “obrigou-me” faz”. que as vitórias tivessem mais sabor! E Na minha passagem pela presidência a primeira-página Na política, “obrigou-me” a jogar sempre melhor!... da Câmara Municipal, o jornalista Hen- do jornal…! a jogar sempre melhor!... porém as coisas Por isso aqui estou para o aperto de rique Barreto foi, seguramente, o meu Pela minha for- são muito dife- mão final ao Henrique! Conte comigo! maior adversário e crítico, tomando ma de estar na vida e por uma questão rentes…! Há que saber distinguir com * Ex-Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do para ele “todas as dores” que seria nor- de educação, sempre procurei privile- clareza quem são os adversários e os Hospital e actual Seleccionador Nacional de Basquete- mal caberem aos partidos da oposição. giar a condescendência, a amabilidade, inimigos. bol Seniores/Femininos Ficha Técnica Administração: António dos Santos Lopes Direcção Editorial: Henrique Barreto - henriquebarretocbs@sapo.pt Jornalista Principal: Liliana Lopes - lilianalopescbs@sapo.pt Colaboradores Permanentes: Adelaide Freixinho, Agnelo Vieira, António Campos, Carlos Portugal, João Dinis, José Augusto Tavares, Luís Torgal, Pedro Campos, Rui Santos. Deptº. Comercial: Isabel Mascarenhas Projecto Gráfico: Jorge Lemos Impressão: CIC – Coraze Sede, Redacção e Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 – 1º Esqº - 3400-075 Oliveira do Hospital, Telef.-Geral: 238086546 Correio Electrónico: correiodabeiraserra@sapo.pt Edição Internet: www.correiodabeiraserra.com Entidade Proprietária: Temactual, Lda, Matric. na Conservatória do Registo Comercial de Oliveira do Hospital sob o número 507601750, Contribuinte: 507601750, Capital Social: www.correiodabeiraserra.com 25,000 Euros Nº de Registo no ICS: 112130Tiragem Média Mensal: 6.000 exemplares Detentores de mais de 10% do capital da empresa: António dos Santos Lopes; Henrique Manuel Barreto Pereira de Almeida
  • 5. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra EDUCAÇÃO 5 Oliveira do Hospital poderá perder quase APENAS UM 50 % das Escolas do 1º CEB SONHO Encerramento anunciado VIL AÇA Acordei na confusão de um sonho Encerram as fá- onde as personagens eram díspares entre si: havia soldados romanos tra- bricas, encerram jados de capa e batina, estudantes as Escolas e encer- disfarçados de camponeses, os políti- cos eram querubins e o povo anóni- ram os serviços mo, com a máscara de sempre, dan- çava embriagado pelo som da banda públicos. São os filarmónica – os músicos, não mais de sinais do tempo uma vintena, vestiam com o rigor de um traje marcial. num concelho do Eu era mero espectador num espa- ço de todo desconhecido, mas tinha a interior que come- consciência de “estar em casa”e apres- çou a ser vítima tava-me para entrar no baile com uma moçoila que, desde o início do sonho, da desertificação me fazia negaças com o olhar. – A menina dança? – perguntei gentil, mas que agora mas com o frenesi próprio da ocasião. Entretanto, despertei! também sofre com A cena passava-se em Ulveira do Espi- a globalização… tal ou na cidade que agora se conhece? Esta Escola – em Fiais da Beira – não abrirá no próximo ano lectivo A que propósito surgia um sonho alegre, contagiante ? Os sonhos têm explicação lógica ou HENRIQUE BARRETO ção que vem “corroendo” o interior do de 20 alunos, tendo por base critérios enquadramento real? N país, nem sempre agrada às populações uniformizadores, economicistas e redu- - Ah… o Carnaval, raciocinei – e tudo a sequência da política do e aos autarcas locais, mas se atentar- tores da qualidade da rede escolar do 1º ficou mais claro, até os “disfarces”! Ministério da Educação mos nos casos concretos de Andorinha Ciclo de Ensino Básico”. Naquela noite tinha privado com três com vista ao encerramen- e Fiais da Beira, verificamos que aquelas Com uma rede escolar do 1º Ciclo to de escolas com menos duas escolas, ao nível do 1º ano, já só composta por um elevado número de “bruxinhas”, um Maio disfarçado em de 20 alunos até ao final da legislatura têm matriculados, respectivamente, um escolas de pequena dimensão cuja “duende” e o acólito Al Bano. Não fora deste Governo, o concelho de Oliveira e dois alunos. Em Vilela e Chamusca da construção remonta ainda ao período festança de cansar, mas deu para sorrir, do Hospital deverá perder, já nos pró- Beira o cenário é praticamente igual. do Estado Novo – são as chamadas es- rir e gargalhar durante uma hora bem ximos anos, cerca de 50 por cento das Um outro factor a ter em conta, no- colas primárias do Plano Centenário –, contada. Tudo se resumiu a brincadeiras suas escolas do 1º Ciclo de Ensino Bá- meadamente nos casos de Andorinha e Oliveira do Hospital conta hoje com 29 de ocasião. Os bares e cafés encerraram sico (1º CEB). Fiais, é que estas duas localidades têm estabelecimentos de ensino do 1º CEB. portas às duas da madrugada – ainda a Para o próximo ano lectivo, por uma Escola Básica Integrada a menos de Mas com a reorganização da rede esco- noite começava a espreguiçar-se – por- exemplo, o Sindicato dos Professores da dez quilómetros de distância e onde as lar que o Governo está a preconizar, o tanto, não houve tempo para mais. Por Região Centro (SPRC) já avançou ao Cor- condições de Ensino – físicas, materiaisconcelho – neste ano lectivo existem 12 isso o sonho! reio da Beira Serra que é praticamente e humanas – se diferenciam como do escolas com menos de 20 alunos – po- A “minha” cidade tem noites assim, certa a extinção das escolas do 1º CEB dia para a noite. derá ficar reduzido a apenas 17 escolas. “curtas de pequenas que são “ (o que de Fiais da Beira e Andorinha – ambas Quanto ao futuro dos alunos destes contraria a vontade de a sentirmos vi- com 7 alunos –, Vilela (8) e Chamusca Concelho de Oliveira do Hospital poderá estabelecimentos escolares a caminho brante e nada amorfa), deita-se cedo da Beira (11). ficar reduzido a apenas 17 escolas do encerramento, o SPRC considera dia após dia, em qualquer altura do Enquanto que os alunos de Andori- Aliás, conforme fez questão de subli- que a escolha da EB 1 de acolhimento ano, e não há santo milagreiro que a nha e Fiais vão ser colocados na EBI da nhar ao CBS uma dirigente do SPRC, He- “deve respeitar critérios de qualidade salve desta desdita. Cordinha, os de Vilela serão deslocados lena Arcanjo, aquela estrutura sindical e razoabilidade. Estas escolas devem, para Nogueira do Cravo e os de Cha- “não é contra o encerramento de esco- obrigatoriamente, oferecer aos alunos E não se conhecem iniciativas perió- musca da Beira para a Escola do 1º CEB las”, quando existe uma “escola melhor deslocados melhores condições físicas, dicas, cativantes, que alegrem e animem da sede da freguesia – Lagos da Beira. a três, cinco ou dez quilómetros”. “O materiais e humanas do que aquelas de residentes e visitantes. E quem viaja Esta situação, que surge como uma que nós não podemos aceitar é que se onde provêm”. pela “estrada real” também não tem ali- inevitável consequência da desertifica- encerrem todas as escolas com menos Sob o ponto de vista da distância, ciantes para um desvio na rota. o sindicato não só de- – Oliveira? Já passei por aí, a ca- ESCOLAS EM MAIOR RISCO DE ENCERRAMENTO NOS PRÓXIMOS ANOS fende que as escolas de minho da serra, mas não conheço – é acolhimento “devem o que me dizem quando menciono a estar situadas a uma “minha terra”! Sistematicamente! distância razoável Pois… de modo a evitar Revisito o sonho e não consigo, de grandes e penosas facto, situar-me no tempo – mas não deslocações para era, de certeza, agora ou o espaço os alunos (nunca onde me situo: um centro comercial mais de 15 minutos a céu aberto! de viagem)”, como A ideia (do centro) é sonora e me- também exige ao rece chamada à primeira página, mas Governo que a “des- locação de crianças com os escaparates transformados em se efectue no mais armazéns de várias coisas ( com rarís- estreito e escrupulo- simas excepções), e sem a noção da so cumprimento de estética no modo de expor o produto todas as regras de que se deseja publicitar, Coimbra e Vi- segurança em vigor seu continuarão a ser destino certo. para os transportes Já divaguei que baste – agora vou escolares o que, já tentar voltar ao sono. Pode ser que hoje, nem sempre ainda dê um pé de dança. Fonte: Câmara Municipal de Oliveira do Hospital acontece”.
  • 6. 6 ECONOMIA 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra O Queijo Serra da Estrela abrange 18 municípios, três regiões de turismo e duas direcções regionais de agricultura “Precisávamos de uma feira com impacto a nível nacional” Nos meses de Fevereiro e Março sucedem-se pelos municípios que integram a área geográfica de produção do Queijo Serra da Estrela as feiras – também designadas de festas – alusivas a esta iguaria. “Queijo Serra da Estrela” é uma marca portugue- sa, e na opinião de João Mada- leno, engenheiro da Associação Nacional de Criadores de Ovi- nos Serra da Estrela (ANCOSE), “todas estas feiras localizáveis por município têm impacto lo- João Madaleno: “O Queijo Serra da Estrela está em concorrência com produtos que não são comparáveis” cal e nós precisávamos de uma gem Protegida (DOP) referimo-nos a 24 turismo e duas direcções regionais de responsável – era que “tivessem a pro- produtores e a 70 mil unidades de quei- agricultura”. Por isso, Madanelo defen- priedade da terra”, mas pelo contrário ” feira/ festa de âmbito nacional”. jo produzidas na área, que cumprem os de a realização duma feira “de impacto isso não se verifica e não têm contratos requisitos exigidos pela Beira Tradição – nacional, que traga à região pessoas de de arrendamento o que os impede de se LILIANA LOPES entidade certificadora – e que permitem todo o país para que possam conhecer candidatarem a projectos que lhes per- a utilização da marca. Apesar de ser um “in loco” os produtores e este queijo mitiriam fazer a reconversão da explora- N produto histórico fortemente marcado desde a sua origem” porque – como fri- ção”. esta altura do ano, os mu- pela tradição é conhecido a nível nacio- sou ao CBS – “para a maioria das pessoas A vertente comercial é apontada por nicípios promovem as suas nal e internacional, e fica muitas vezes desde que tenha a textura amanteigada, Madanelo como “o segundo problema dos feiras tendo como cabeça de sujeito a algumas confusões. uma cinta à volta e uma cor amarelo-pa- criadores. Em seu entender “os aspectos cartaz o Queijo Serra da Es- João Madanelo engenheiro da ANCO- lha é queijo da serra”. Na opinião do en- comerciais não podem assentar apenas tela, que surge acompanhado por produ- SE acompanha de perto o trabalho dos genheiro da ANCOSE, “os consumidores no queijo, mas em todos os produtos de tos não menos característicos da região criadores de ovinos e está ciente das di- ao fazerem as suas compras nos grandes exploração. Há cerca de 50, 60 anos atrás como os enchidos e o mel e pelo carac- ficuldades que surgem diariamente. Por espaços comerciais deparam-se com al- o que tinha mais valor era a lã e a carne, terístico Cão da Serra da Estrela. Nos isso, é de opinião que “é preciso dar a guma confusão, devido à elevada oferta o que não se verifica actualmente”. Neste meses de Inverno, quando as pastagens conhecer às pessoas o verdadeiro Queijo de queijos. E por outro lado, o preço momento o leite tem “algum valor se for são melhores é sabido que este tipo de da Serra da Estrela”. Quanto às feiras do do Queijo Serra da Estrela para além de transformado em queijo” salientou o en- queijo é mais procurado pelos consumi- queijo que vão acontecendo um pouco não ter aumentado, tem tendência para genheiro, lembrando que “este produto dores. Daí que estas feiras se realizem por toda esta região, aquele engenheiro diminuir, o que o coloca (aos olhos do tem dificuldades de concorrência porque nesta altura, tendo também em atenção acredita que “são sempre positivas”, mas consumidor) numa posição equiparada à os antigos mercados acabaram e os cria- que a Serra da Estrela está coberta por o que acontece “é mais uma festa do que restante oferta”. dores têm que vender para outros lados um manto branco e por isso convidativa feira. Trata-se duma festa em nome do e colocam o Queijo Serra da Estrela em a umas mini-férias, que maioritariamente queijo, e sem grande impacto comer- 100 Ovelhas é o limiar de rentabilidade concorrência com produtos que não são coincidem com o Carnaval. O objectivo cial”. Cada certame – como sublinhou Enquanto engenheiro da ANCOSE e pelo comparáveis”. dos municípios é presentear os turistas ao Correio da Beira Serra – “é uma solu- contacto que tem com os produtores as- com uma pequena mostra dos produtos ção limitada no tempo, e na realidade o sociados, João Madanelo assegurou ao ANCOSE apoia Criadores de Ovinos característicos da região. Queijo Serra da Estrela não é do municí- CBS que “uma exploração só será rentá- A ANCOSE funciona em prol dos seus O Queijo Serra da Estrela é uma mar- pio, mas de uma área”. vel para um agregado familiar (duas pes- associados no sentido de maximizar o ca do Estado Português e quando nos Em termos administrativos estamos a soas) se o rebanho for constituído por rendimento do seu trabalho e ao mesmo reportamos ao de Denominação de Ori- falar de 18 municípios, três regiões de cerca de 100 ovelhas e neste momento tempo simplificar as tarefas ligadas ao na área há sensivelmente 230 rebanhos sector. Entre outros apoios, a ANCOSE com esta dimensão”. Perante esta reali- – como realçou João Madanelo – “faz, dade – como frisou o responsável – os num total de 3700 explorações de toda criadores deparam-se com um problema a região, o trabalho de sanidade ani- que é “a dimensão da propriedade e con- mal, ou seja, o despiste de brucelose, o sequentemente a dimensão do rebanho”. melhoramento da raça (pelo contraste Na prática o que se verifica é que grandes leiteiro) e o serviço de tosquia mecâni- rebanhos necessitam de grandes espaços ca”. Para além destes apoios no terreno, porque “as ovelhas gostam de mudar de a Associação orienta os produtores nas terrenos. A mudança de pastagens per- candidaturas ao FEOGA – Fundo Europeu mite que os animais ingiram mais e por de Orientação e Garantia Agrícola, e ain- consequência aumentem a produção”, da a candidaturas, subsídios e projectos explicou João Madanelo vendo esta rea- de investimento. A ANCOSE desenvolve lidade como um “problema”, na medida ainda, na sua sede no concelho de Oli- em que “grandes deslocações implicam veira do Hospital, vários trabalhos de mais encargos para os criadores”. O ideal investigação para inovação, que quando para os criadores – na opinião daquele aprovados são disponibilizados aos pro-
  • 7. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra ECONOMIA 7 Queijo Serra da Estrela é um produto histórico Mecanização não retira OPINIÃO “artesanalidade” J O S É A U G U S T O TAVA R E S N U N E S O Queijo Serra da Estrela é um pro- duto histórico e o que o caracteriza análises. Neste momento a ANCOSE está a desenvolver um trabalho para A floresta merece… N é o leite de duas raças de ovelha: a a caracterização da manteiga. João Mondegueira – centralizada nos limi- Madanelo explicou ao CBS que o ob- unca é demais lembrar a ce ser incentivada e dinamizada com a tes dos concelhos de Celorico da Beira jectivo “é tentar apurar os melhores – e a Serra da Estrela – situada na re- procedimentos para se obter regular- importância que a floresta participação de todos os detentores de gião mais a leste. Para João Madanelo mente manteiga de qualidade”. Com representa para a sobrevi- espaços florestais. “o essencial é obter leite de rebanhos esta caracterização a ANCOSE preten- vência do nosso Planeta e, Porém, para que não se fique apenas endemes, sanitariamente qualifica- de estabelecer regras em termos de dos” e depois “basta juntar o leite, o caderno de especificações para uma apesar das campanhas de prevenção, pelas boas intenções espera-se que o sal, o cardo (cynera cardunculus) e o denominação de origem que os pro- todos os anos somos confrontados com Estado crie e aplique de uma forma ágil saber fazer das queijeiras para se ob- dutores poderão usar ou não. o flagelo dos incêndios florestais com e eficaz os mecanismos de apoio finan- ter o Queijo Serra da Estrela, que esta- consequências devastadoras aos níveis ceiro e técnico que permitam passar do rá pronto a comer passados 45 dias”. Ovelha Serra da Estrela é a pre- Numa visita pela queijaria da ANCOSE, ferida ecológico, social e económico. papel à acção no terreno. o engenheiro garantiu ao CBS que “o ANCOSE aposta no “apuramen- É demasiado evidente que por detrás É neste domínio que subsistem algu- uso de utensílios mecânicos facilita o to genético” deste fenómeno cíclico também se es- mas dúvidas, alimentadas por outras ex- trabalho das queijeiras e, não retira ar- O leite deriva, na sua maioria, dos Ovi- tesanalidade ao produto final”. nos Serra da Estrela que constituem condem interesses criminosos compará- periências anteriores mal sucedidas. um grupo de animais criados em toda veis ao tráfico de droga e de armas, por- Temos conhecimento que, no conce- Queijaria da ANCOSE destina- a área da serra que lhe dá o nome. São que também esses levam à destruição e lho de Oliveira do Hospital, se encon- se ao fabrico experimental e animais do tipo bordaleiro, de corpu- à morte. tram em fase de análise pela DGF duas demonstrativo do Queijo Serra lência média e muito bem adaptados da Estrela às condições geoclimáticas em que E se a floresta é vida e se a vida não candidaturas: A ZIF do Alva, proposta Para além do apoio aos criadores de vivem e aos regimes de exploração tem preço, todo o esforço desenvolvido pela Cooperativa Agro Pecuária da Beira ovinos Serra da Estrela, a ANCOSE tradicionais a que são submetidos. No na sua preservação é um investimento Central, que abrange uma área com cer- também se dedica na sua queijaria rebanho nacional são os de melhor – igualmente designada oficina tec- aptidão leiteira, sendo caracterizados que não merece discussão. ca de 2.000 hectares na freguesias de S. nológica – ao fabrico experimental e por elevadas produções. Das duas va- Vêm estas considera- Gião, Penalva de Alva e S. demonstrativo do Queijo Serra da Es- riedades existentes, a preta é consi- ções a propósito da ne- Sebastião da Feira e a ZIF trela. “É uma queijaria de quinta, que derada mais rústica e mais produtiva, cessidade imperiosa de (…) se a flo- do Alva e do Alvoco, com tem capacidade instalada de transfor- razão, porque de há tempos para cá, mação de 120 litros dia” indicou ao vem despertando um maior interesse tomar medidas concretas resta é vida e se cerca de 4.000 hectares, CBS João Madanelo esclarecendo que por parte de alguns criadores. O Ovino “este espaço simula o que seria pos- Serra da Estrela domina os trabalhos e urgentes para o bom a vida não tem liderada pela Caule – As- ordenamento dos espa- sociação Florestal da Beira sível transformar num efectivo normal desenvolvidos na ANCOSE, dado que ços florestais, minorando preço, todo o Serra. da serra da estrela”. Trata-se de uma o melhoramento e defesa da raça, foi queijaria licenciada, dotada de alguns o principal objectivo da criação da As- os riscos de incêndio e esforço desen- Verifica-se que estas equipamentos que facilitam o dia-a-dia sociação, por um grupo de criadores, criando condições para a volvido na sua candidaturas são coinci- das duas queijeiras que lá trabalham e que desde sempre se dedicou à cria- que “não retiram a artesanalidade ao ção desta raça autóctone. O trabalho sua gestão sustentável. preservação é dentes em boa parte da produto final” explicou o engenheiro da ANCOSE em termos de apuramento A Reforma do Sector área de intervenção, pelo responsável pelo apetrechamento do genético – como sublinhou João Ma- Florestal, iniciada há cerca um investimento que deverá haver diálogo espaço e pela Estação de Tratamento danelo – pode ser feito por “contraste que não merece e entendimento entre as de Águas Residuais (ETARI) adaptada leiteiro que implica a medição do leite de três anos, inclui a cons- às necessidades e dimensão da quei- e a selecção dos reprodutores. Ou seja, tituição das “ZIF”- Zonas discussão (…) duas organizações envol- jaria. os animais que ficam para reprodução de Intervenção Florestal vidas de forma a encontrar “Este tipo de queijo é feito sempre são filhos das melhores reprodutoras. que, de um modo simplis- uma solução a contento da mesma maneira, o que muda é o Depois deste processo, os animais são equipamento colocado à disposição e integrados em livro genealógico e os ta, constituem uma forma de emparcela- das partes. que ajuda a regular a qualidade higi- dados são colocados ao dispor dos mento da propriedade florestal em áreas Outra iniciativa que merece ser real- énica do produto” explicou João Ma- produtores”. Ainda na área do apura- de dimensão adequada, que permitam çada é a candidatura à Medida 3.4 do danelo realçando que “o produto final mento, o responsável destacou duas não tem que ser apenas saboroso, é práticas reprodutivas: “ indução por ganhos de eficiência na sua gestão, áre- Programa Agris, apresentada em finais importante que não faça mal”. Quanto sincronização de cios, colocando ani- as essas que serão objecto de planos de de 2004 pelo Município de Oliveira do à mecanização o engenheiro da AN- mais no mesmo estado reprodutivo e, acção comuns, geridos por uma entida- Hospital, por sugestão e projecto con- COSE fez a comparação com tempos inseminação artificial”. remotos: “outrora não havia câmaras de escolhida pelos aderentes, sem que junto dos técnicos Eng.º Gustavo Soares de cura climatizadas, neste momento Coagulação por acção da flor os mesmos percam a posse da terra. e Eng.º Elísio Pais, que prestam um va- já são poucas as queijarias que não do cardo O bom êxito desta medida depende lioso serviço na Cooperativa e na Caixa tenham pelo menos uma dessas câ- Para que o Queijo Serra da Estrela co- de diversos factores, sendo essencial o de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira maras”. “Neste momento temos pos- mece a ganhar forma é essencial que sibilidades de refrigerar uma ordenha ao leite se adicione a flor do cardo (cy- apelo ao espírito associativo dos pro- do Hospital. da noite, o que permite guardá-la para nara cardunculus) utilizada como agen- prietários e produtores, cabendo às Este projecto, de cariz estruturante, a manhã seguinte. Temos uma cuba te coagulante. Consta que esta planta organizações existentes, incluindo as visa essencialmente a defesa da floresta de coagulação onde se proporciona a é empregue no fabrico do tradicional melhor temperatura para que o cardo queijo de ovelha desde a ocupação da autarquias, um importante papel de di- contra o risco de incêndio prevendo a possa actuar sob o leite, formando-o península Ibérica pelos Romanos. A vulgação e sensibilização. abertura e conservação de caminhos, a numa coalhada. A prensa pneumática parte da planta responsável pela co- Na prossecução do seu objectivo e criação de pontos de água e de espaços é outro mecanismo utilizado, onde a agulação é a flor, de forma tubular e pedra ou o peso foi substituído por cor violácea, que contém grande con- porque as intervenções na floresta te- corta-fogo, bem como a implantação de uma força certa, diminuindo factores centração da substância coagulante, a rão de ser feitas por alguém, as ZIF irão alguns parques de lazer como forma de de variabilidade e regularizando a qua- enzima cinarase. contribuir para a criação de postos de atrair as pessoas ao ambiente natural. lidade do produto” explicou Madanelo trabalho, fomentando o surgimento de Esta, a par de outras, é também uma numa tentativa de desmistificar a ideia de que “aparelhos mecânicos retiram novas empresas ou dinamizando as exis- medida de grande importância para a tradição e artesanalidade ao Queijo tentes. preservação do espaço florestal do nos- Serra da Estrela”. Na sua opinião “o Por outro lado os aderentes benefi- so Concelho, uma riqueza comum que queijo é feito da mesma forma, mas mais facilmente”. ciam de algumas vantagens ao nível de obriga à atenção e ao cuidado de todos Apesar de bem equipada – frisou isenções de taxas de emolumentos bem nós. o engenheiro – “a queijaria não é de como ao direito de preferência na aqui- Apela-se, portanto, ao bom senso e à produção. Serve sobretudo para for- mação profissional e trabalhos de de- sição de prédios rústicos localizados nas cooperação de todas as organizações e senvolvimento experimental”. zonas de intervenção. entidades envolvidas porque a união faz O espaço é apoiado por um peque- Trata-se, sem dúvida, de uma inicia- a força e a floresta merece. no laboratório onde é avaliada a com- tiva de grande importância que mere- posição do leite e se realizam outras Flor de Cardo
  • 8. 8 POLÍTICA Correio da Beira Serra 15 de Março de 2006 ELEIÇÕES NO PSD Militantes mais experientes entendem que chegou o momento Paulo Rocha em declarações ao CBS da “renovação” “Sei qual é a posição Candidatura conta pessoal de Mário com Comissão de Honra Alves” Após sucessivos actos eleito- rais no país, o candidato à lide- J á é conhecida a equipa que acompanha Paulo Rocha na luta pela Comissão Política Concelhia do PSD. Uma lista constituída por gente jovem mas que conta com o apoio de militantes com mais experiência no seio do partido que se apresentam como a Comissão de Honra da Candidatu- rança do PSD local entende que ra de Paulo Rocha. este “é o momento ideal” para A apresentação da lista que acompanha o candidato decor- que aconteça “uma renovação reu no passado dia 04 de Março na sede desta candidatura, no partido”, porque “houve sendo antecedida pelo anúncio da Comissão de Honra presi- dois actos eleitorais para a co- dida por António Simões Saraiva. Ao lado do actual presiden- missão política que ficaram te da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital surgem vazios”. O candidato justifica a outros militantes como António Correia Dias, António Silva sua candidatura com base na Moreira, Aristides Costa entre outros, que encaram esta lis- “acalmia política” que se vive ta como “capaz de renovar o partido”. Na ausência do presi- dente da Comissão de Honra, Aristides Costa leu as palavras num momento que, “à partida endereçadas por António Simões Saraiva que realçou o facto assegura um período sem tur- de a lista ser “jovem, activa e capaz de renovar o partido”, su- bulência, e por isso ideal para blinhando que “é necessário apoiar esta equipa marcada por que o partido possa reflectir e uma atitude de coragem cívica”. aceitar uma renovação”. Paulo Rocha tem a seu lado na luta pela liderança da Con- celhia do PSD jovens como Rui Miguel Abrantes, Ricardo José Dois dias depois Mendes, Anabela Rodrigues, entre outros e justifica a ausên- Quanto ao aparecimento de cia de militantes mais velhos com a convicção de que “respei- uma segunda lista, liderada ta o passado, mas entende que o momento é de renovação”. pelo anterior vice-presidente Quanto aos eleitos locais pelo PSD, nenhum faz parte da lista da autarquia, o candidato à su- de Rocha, porém o candidato fez questão de esclarecer que cessão de Mário Alves encara-a “não tem nada contra os presidentes de junta. O que se passa com “naturalidade”. “Quando é que eles já estão muito sobrecarregados e já dão o melhor nós nos constituímos como de si enquanto profissionais e autarcas”. Na defesa de objectivos como “o reforço e o envolvimento equipa e definimos as nos- com os militantes, a valorização dos eleitos locais e a inte- sas acções, éramos os únicos” racção com a sociedade civil” Paulo Rocha apresentou o que adiantou Paulo Rocha, que fez considera serem“os três vectores fundamentais do seu pro- questão de sublinhar que “o grama: organização interna, a relação com os eleitos locais e aparecimento da segunda lista, a relação com os militantes, simpatizantes e demais membros aconteceu dois dias depois”. da sociedade civil”. A “organização interna”– como o próprio Paulo Rocha: “Este é o momento ideal para que aconteça uma renovação” Na opinião de Rocha, o facto explicou – prende-se com o funcionamento da Concelhia e de existirem duas listas a dis- com os deveres desta para com os militantes e vice-versa. Já putar a CPC do PSD “é positivo, na “relação com os eleitos locais”, valoriza o contacto com A porque é uma forma de promo- os autarcas e o levantamento das suas necessidades. A ên- O candidato à lide- Comissão Política ver o partido e dinamizar o de- fase de Rocha assentou no terceiro vector privilegiando o contacto com a sociedade civil com o intuito de “aumentar rança do PSD, Paulo Concelhia (CPC) do bate de ideias” e, como tal, “os qualitativamente o número de militantes”. Neste domínio o PSD tem eleições à militantes apoiam a lista que candidato à Comissão Política Concelhia do PSD apresentou Rocha, surpreendeu-se porta. Paulo Rocha, mais lhes parece favorável”. em primeira-mão a página da Internet relativa ao seu projec- vice-presidente da Câmara Mu- Apesar do actual presidente com o aparecimento to: ganharofuturo.no.sapo.pt onde é possível encontrar uma nicipal de Oliveira do Hospital da concelhia não tomar partido caracterização da situação actual da Concelhia, informação (CMOH) tornou pública a sua neste acto eleitoral – conforme relativa a actividades a desenvolver e à JSD. Numa tentativa de uma segunda lista candidatura “num período de sublinhou Paulo Rocha ao CBS de valorizar tempos remotos e os militantes mais velhos do acalmia política”. “Dois dias de- – o candidato diz saber qual “a logo “dois dias depois” pois” – conforme o próprio su- posição pessoal de Mário Al- partido, o candidato anunciou que “a ideia é recuperar o his- torial do PSD e colocá-lo no site” porque como sublinhou “é após o anúncio da sua blinha – surge uma nova lista, li- ves”. Quanto aos militantes que dever da Comissão Política honrar o passado”. derada por José Carlos Mendes, apoiam a outra candidatura, Ro- candidatura que, impli- anterior vice-presidente da au- cha é lacónico: “As posições ficam tarquia oliveirense. Questiona- com quem as toma. Não vamos CARTÓRIO NOTARIAL DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL citamente, conta com do acerca de uma possível rup- criticar quem quer que seja”. Certifico, para efeitos da publicação que por escritura outorgada hoje, neste cartório, exarada de folhas cento e vinte e tura no partido, Rocha adiantou O candidato reconhece tam- cento e vinte e uma, verso, do livro de notas para escrituras diversas número Duzentos e Três-D, os senhores MANUEL JOSÉ o apoio do actual líder ao Correio da Beira Serra que bém o papel “importante” da DUARTE AMARAL, contribuinte número 142 999 075 e mulher, INÁCIA DA CONCEIÇÃO ABRANTES ALVES AMARAL, contribuin- te número 142 999 067, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, como declararam, naturais da freguesia de Lagos da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, onde residem no lugar de Póvoa das Quartas, declararam: do PSD – Mário Alves. “as posições ficam com quem Comissão, enquanto “elo entre Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio urbano, sito no lugar de Póvoa das Quartas, freguesia de Lagos da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, composto de casa de habitação de rés- do- chão direito, as toma”. os militantes, os autarcas e a so- rés- do- chão esquerdo e primeiro andar, com a superfície coberta de cinquenta e três metros quadrados e cinquenta e cinco ciedade civil”. Por isso, diz ser decímetros, a confrontar de norte com Vítor Amaral Abrantes, de sul e de poente com rua pública e de nascente com herdeiros de Artur da Silva, inscrito na respectiva matriz, em nome de Francisco dos santos Amaral, sob o artigo número 761, com o “necessário” avançar com um valor patrimonial, de €52,23. Que o dito prédio, não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital e lhe atribuem PERFIL DO CANDIDATO projecto capaz de dar um novo dinamismo à sociedade civil. o valor de mil euros. Que, entraram na posse do identificado prédio, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta, através de uma doação meramente verbal, que lhes foi feita por seus pais e sogros Francisco dos Paulo Rocha é bacharel em Contabilidade e Auditoria pelo Ins- Sobre a anterior liderança Santos Amaral e mulher Albertina de Jesus Duarte, residentes que foram no referido lugar de Póvoa das Quartas, doação essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o falecimento dos doadores. tituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. do PSD, Rocha refere que “a Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar de todas as Começou a exercer a sua actividade profissional em concelhos comissão tem um passado que utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, fazendo dele benfeitorias, obras de conservação e de manutenção, dotando-o de electricidade, vizinhos. Em 2001 assumiu o projecto de candidatura à JSD de o honra muito, mas é preciso tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Oliveira do Hospital. Depois das eleições autárquicas de 2001, Todos estes actos de posse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, foi convidado para trabalhar como adjunto do presidente da pensar no futuro”. “A ideia é durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Nas últimas eleições nos próximos dois anos ganhar invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito autárquicas foi convidado para assumir o segundo lugar na lista o futuro para o concelho e para de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. PSD. Com 30 anos, Paulo Rocha é vice-presidente na Câmara as pessoas”. Está conforme o original, o que certifico. Municipal de Oliveira do Hospital, e candidata-se à Comissão Oliveira do Hospital e Cartório Notarial aos 03 de Março de 2006 A 1ª Ajudante do Cartório Notarial; Política Concelhia do PSD. LILIANA LOPES Maria do Céu de Moura Lopes Monteiro
  • 9. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra POLÍTICA 9 Candidato à Concelhia PSD conhece as opções de Mário Alves “Temo que possam surgir divisões no partido” Na corrida pela Comis- “Quando decidi avançar não tivo era organizar uma equipa tinha conhecimento da candi- onde fosse possível “associar são Política Concelhia datura de Paulo Rocha” a juventude e a experiência de O anúncio da candidatura de pessoas mais vividas”. O segun- (CPC) do PSD em Oli- José Carlos Mendes surgiu de- do lugar da lista apresentada pois de Paulo Rocha ter tornado pelo candidato é ocupado por veira do Hospital, José pública a sua intenção de avan- António Duarte, actual chefe Carlos Mendes surge çar para as eleições da CPC, no de gabinete do presidente da entanto o primeiro garantiu Câmara Municipal de Oliveira na liderança de uma ao CBS não ter conhecimento do Hospital. Depois de conhe- da decisão do actual vice-pre- cidos os elementos desta can- segunda lista. O candi- sidente da autarquia. “Quando didatura é inevitável equacio- decidi avançar não sabia da nar-se uma divisão no partido. dato – em declarações candidatura de Paulo Rocha”, Questionado pelo CBS acerca referiu José Carlos esclarecen- desta situação, José Carlos re- ao Correio da Beira do que “decidiu avançar numa feriu que “as pessoas são livres quarta-feira à tarde, e nessa de pertencerem a determina- Serra – garantiu que o noite soube por militantes que dos projectos políticos que se seu objectivo é tornar Paulo Rocha tinha anunciado a pretendem implementar e que sua candidatura no sábado an- não são antagónicos com o o PSD mais forte, mas terior”. O candidato garantiu projecto político que a Câmara que “quando decidiu avançar está a executar”. Na opinião do avisa que se Mário não pensou no aparecimento candidato, “António Duarte não ou não de outra lista. Avançou deixará de exercer a sua função Alves interferir “teme porque tem “um projecto credí- de chefe de gabinete com dig- vel para o PSD”. nidade e de forma correcta e ao que possam surgir José Carlos ocupou no últi- mesmo tempo estará connosco mo mandato o lugar de vere- no partido a desenvolver as divisões no partido”. ador e vice-presidente na Câ- melhores políticas para o PSD José Carlos Mendes: “À frente do partido deve estar uma pessoa que não esteja ligada ao poder” mara Municipal de Oliveira do e para Oliveira do Hospital”. LILIANA LOPES Hospital e, findo esse período Quanto aos outros elementos decidiu – como o próprio refe- da lista – como sublinhou José trabalho “mais aberta”, permi- passar com o partido e ao mes- C riu –, voltar a exercer a sua pro- Carlos – “as pessoas estão co- tindo que “os militantes sejam mo tempo possam participar, om uma equipa que fissão de professor na Escola migo porque se mostraram uma parte activa no funciona- defendendo as suas ideias e classifica de “equi- Secundária de Oliveira do Hos- receptivas às ideias que apre- mento do PSD dando opiniões dando sugestões”. librada”, José Car- pital e nessa altura “não sur- sentei, entendendo que era um e participando nas actividades A modernidade e a renova- los Mendes decidiu giu a ideia de equacionar uma projecto credível, capaz de tor- que irão ser dinamizadas”. ção – de acordo com o candi- avançar com uma candidatura candidatura”. “Decidi avançar nar o partido mais forte”. Na luta pela abertura e dato – passam pela “criação de para as eleições da Comissão depois de vários apelos que me pela renovação, a candidatura grupos de trabalho no âmbito Política Concelhia do PSD, com foram dirigidos por militantes Renovação do PSD local de José Carlos Mendes surge de várias áreas como a saúde, a data marcada para 25 de Mar- do partido” referiu o candidato Esta candidatura – como expli- acompanhada por um blog: educação e formação, o empre- ço. Ainda membro da actual não esquecendo que “o futuro cou José Carlos Mendes – surge www.psdmaior.blog.com que go e as novas tecnologias”. Em Comissão, o candidato não que aí vem não será fácil. O PS “num contexto de renovação do – como o próprio frisou ao CBS traços gerais o PSD de Oliveira avançou com a sua candidatura está a organizar-se e a CDU as- PSD local” que passa por “uma –“é um sinal de modernidade do Hospital pretende “colocar sem comunicar a sua decisão ao sumiu outra dinâmica. O PSD maior abertura do partido à que queremos dar aos militan- as pessoas no terreno para que actual presidente da estrutura. tem que responder às iniciati- sociedade civil”. Na opinião do tes”. O candidato pretende fu- se conheçam de perto as neces- “Tive uma conversa com Mário vas desses partidos para que a candidato “a actuação destes turamente, depois de ganhar o sidades do concelho nas várias Alves que me disse que as suas população continue a ter con- últimos anos tem revelado que acto eleitoral para a Comissão áreas” porque para José Carlos opções eram outras, deixando fiança em nós”. Tomando como o partido esteve fechado, já que Política, criar uma página na In- Mendes “só assim será possível implícito que estaria do lado referência a sua experiência os militantes eram chamados ternet que sirva essencialmente definir políticas e apresentar da outra lista, mas garantiu que autárquica, ao mesmo tempo fundamentalmente na altura para que “os militantes tenham propostas fundamentais para o não iria interferir na campanha que era membro da Comissão das eleições”. Como foi referi- conhecimento do que se está a desenvolvimento do concelho”. eleitoral” referiu José Carlos ao Política, José Carlos Mendes en- do em conferência de imprensa CBS salientando que “presen- tende que “à frente do partido “esta candidatura pretende que PERFIL DO CANDIDATO temente tem indícios de que deve estar uma pessoa que não o PSD seja mais activo” junto Idade: 51 anos tal não está a acontecer”. Na esteja ligada ao poder” consi- dos militantes e “interventivo Naturalidade: Caldas de S. Paulo opinião do anterior vice-presi- derando que “será uma mais junto da comunicação social, Habilitações Literárias: Licenciatura em Ensino e Educação Tec- dente e vereador da autarquia valia para o PSD e para o poder órgãos distritais do PSD, au- “o presidente do partido devia nológica camarário”. tarquias e Governo”. Por outro ter uma postura equidistante lado José Carlos Mendes pro- Profissão: Professor de quadro de nomeação definitiva da escola relativamente às duas listas”, “Tenho uma equipa equilibra- jecta um partido “mais envol- secundária de Oliveira do Hospital salvaguardando que “pode ter da capaz de representar todas vente e mobilizador, que con- Outras funções desempenhadas: Coordenador Pedagógico da AR- as suas opções”. A candidatura as gerações” siga ouvir e acarinhar os mais CIAL; Presidente da Direcção da Liga de Amigos das Caldas de de José Carlos Mendes – como José Carlos Mendes apresentou velhos e motivar os mais novos S. Paulo (durante 14 anos); Presidente da Comissão Instalado- o próprio sublinhou – preten- em conferência de imprensa os para os grandes desafio eleito- ra /Presidente do Conselho Directivo da Escola Básica 1,2,3 da de que o PSD seja mais forte elementos que constituem a rais do futuro”. Consciente da Cordinha (durante quatro anos); Presidente do Conselho Execu- e possa estar unido para fazer lista da sua candidatura e expli- falta de diálogo e comunicação tivo da Escola Secundária de Oliveira do Hospital (1999-2001); face aos desafios que aí vêm, cou que “ao formar lista tentou que existe dentro do partido e mas “se Mário Alves interferir Membro da Comissão Política Concelhia do PSD (desde 1999); fazê-la de maneira a que todas deste com a sociedade civil, o teme que possam surgir divi- gerações estivessem represen- candidato diz apostar num par- Vereador e Vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do sões no partido”. tadas” referindo que o objec- tido e numa metodologia de Hospital (2001-2005)
  • 10. 10 POLÍTICA 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra ELEIÇÕES NO PS (EX)...CITAÇÕES “Para qualquer pessoa informada José Francisco Rolo pretende dar continuidade da evolução do mundo há muito se sabia que o Concelho de Oliveira do Hospital era considerado de alto “ao que correu bem” no seio da Concelhia risco, porque a sua principal fonte de emprego dependia de uma in- “O PS não precisa de revoluções dústria baseada na mão-de-obra intensiva.” António Campos, Correio da Beira Serra mas sim de renovação” “(...) Acredito que o alcatrão, a lâm- pada ou a transformação da área mais importante da cidade num Por- tugal dos Pequeninos, encurtando ruas, possa agradar às pessoas, mas com esta estratégia o Concelho de- Consciente da necessi- finhará.” Idem dade de “renovação” e O presidente do partido devia ter de “união” no Partido uma postura equidistante relativa- mente às duas listas” Socialista, José Fran- José Carlos Mendes, CBS cisco Rolo aceitou o “O futuro que aí vem não será fácil. O PS está a organizar-se e a CDU as- desafio lançado pelos sumiu outra dinâmica. O PSD tem que responder às ini- militantes de encabeçar ciativas desses partidos para que a população continue a ter confiança uma lista para a Co- em nós”. Idem missão Política Conce- “A actuação destes últimos anos lhia (CPC). Em decla- tem revelado que o partido esteve fechado, já que os militantes eram rações ao Correio da chamados fundamentalmente na altura das eleições”. Beira Serra o candidato Ibidem relega para segundo “A ser verdade o encerramento do SAP eu sou aquele que vou à frente plano a “contra-infor- do pelotão” Mário Alves, na AM mação” com que tem José Francisco Rolo: “Os partidos têm que deixar de funcionar de porta fechada” “Relativamente ao IC6 eu disponibi- sido confrontado e pri- apelos foram-se sucedendo, candidato – transmitido ao CBS nenhum acto eleitoral autár- lizo-me para ir até de rastos” António Lopes, na AM vilegia a sua intenção principalmente no período – “é criar um projecto uno e quico nos últimos 12 anos”. No pós-eleições autárquicas, e indivisível para defender o PS, entanto, admite que “o partido “Ó senhor presidente, isto é uma de assumir um “projec- mais recentemente por Pedro preparar o partido para as lutas tem funcionado, mas deve agir vergonha…” Campos, mandatário da lista”. políticas e servir o concelho de com mais intensidade” porque António Correia Dias, na AM to colectivo” capaz de Autodenominando-se como Oliveira do Hospital”. como salienta “o PS nem sem- “militante de base”, José Fran- No seio do PS, o também ve- pre esteve próximo dos seus O senhor é que devia ter vergonha renovar o partido. cisco Rolo entende que houve reador na autarquia oliveirense eleitores”. Ao CBS o candidato das coisas que andou aqui a fazer durante anos” um “reconhecimento” do seu identifica-se mais como “um à liderança da concelhia falou João Dinis J LILIANA LOPES trabalho enquanto vereador cidadão da política, do que de uma “reorganização ao nível na autarquia oliveirense, já político”, daí que “diariamen- interno do partido e na forma “O senhor não mete medo a nin- osé Francisco Rolo apre- que “com base nele, os desa- te seja confrontado com vários de actuação” e deixou expres- guém” sentou-se recentemente fios têm se vindo a repetir”. estados de alma” que classifica so que “o PS tem que criar um Correia Dias aos militantes do Partido Ao mesmo tempo que dis- de “contra-informação típica de órgão consultivo, que funcione Socialista como candidato “Tivemos um descalabro no Parque corda da ideia de existirem cada período eleitoral”. Neste por grupos de trabalho temáti- do Mandanelho. Gastámos lá não à Comissão Política Concelhia. facções no PS, José Francisco sentido, José Francisco salienta cos que apoiem e auscultem os sei quantos milhares de contos… Não sem antes – como o pró- admite que “há sensibilidades que “o PS não precisa de revo- vários sectores do concelho”. A pelos vistos não serviu de exem- prio sublinhou ao CBS – ter diferentes no partido”, que luções, mas sim de renovação” intenção do candidato – reve- plo. Quem é que é responsável por auscultado alguns elementos com a sua candidatura – como e o seu “programa de acção” lada ao CBS – “é criar alternati- aquilo (a variante nordeste)? do PS, como é o caso do actual sublinha – pretende “unir” em passa por “aproveitar o que vas porque as pessoas só votam Carlos Maia, na AM presidente da Concelhia, Fran- torno de “um projecto colecti- correu bem no seio do partido quando elas existem”. cisco Garcia, e de Maria José “Eu quero dizer que não faço pro- vo”. “Luciano Figueiredo é um e alterar o que correu mal”. jectos. Nem eu nem nenhum vere- Freixinho, de quem recebeu camarada e amigo afecto a essa Sozinho na corrida pela Con- ador” “apoio e estímulo para avan- outra sensibilidade que convi- Partido de porta aberta celhia Mário Alves çar”. Porém, a decisão de avan- dou para fazer parte da lista” Quanto à realidade da CPC do José Francisco Rolo encabeça a çar com uma lista “resultou de “Eu não sou técnico” referiu o candidato convicto PS, José Francisco Rolo diz-se única lista para a Comissão Po- um desafio lançado por um con- Ibidem de que “obviamente vai contar “crítico” porque entende que lítica. O próprio deu conta ao junto de militantes das várias com ele, como vai contar com “os partidos têm que deixar de CBS de rumores acerca da pos- “Ó senhor presidente, não é bonito sensibilidades do PS”, salientou outras pessoas”. O desejo do funcionar de porta fechada para sibilidade de surgir uma nova desculparmo-nos com os nossos o candidato realçando que “os passarem a funcionar de porta lista encabeçada por Maria José subordinados” aberta”. Na sua opinião, devem Freixinho, mas disse desco- António Lopes ser espaços de actualização nhecer a vontade da também “Eu não percebo por que é que esse PERFIL DO CANDIDATO permanente daquilo que são as necessidades dos militantes e vereadora na autarquia olivei- rense. José Francisco Rolo ga- jornal (o Correio da Beira Serra) de- sapareceu (…) era um jornal que Idade: 38 anos da sociedade civil e, o PS “deve rantiu que ainda está a aguar- despoletava situações incómodas Naturalidade: Lagares da Beira estar atento às preocupações dar pela resposta de Maria José para muita gente, mas os jornais Habilitações Literárias: Licenciatura em Sociologia pela Universi- das instituições e do concelho Freixinho face ao convite que também servem é para isso (…) e acolher propostas para que lhe dirigiu para fazer parte da ninguém está isento de críticas… dade da Beira Interior. ninguém tenha medo disso” Profissão: Técnico Superior de Desenvolvimento Local na ADI- possa apresentar alternativas sua lista, mas compreende que Carlos Maia, na AM BER desde 1998 credíveis”. José Francisco de- “com certeza também ela terá Percurso Político: Filiado no Partido Socialista desde 1987. Mem- fende ainda “a criação de uma ambições políticas”. “Ela sabe “Seja-me permitido que, em pri- bro da Comissão Política Concelhia desde 1998, fazendo parte alternativa ao PSD que está a que tem espaço na minha can- meiro lugar, saúde o reaparecimen- governar desde a última década didatura”, salientou o candida- to de um jornal prestigiado, que da lista do actual presidente Francisco Garcia. Em 2001 com a nos habituou a uma informação de- em Oliveira do Hospital”. Nesta to ressalvando que é “demo- desistência do Eng.º Manuel da Costa passou a ocupar o lugar sassombrada, isenta e sempre «em perspectiva – como sublinhou crata e que o PS sempre foi um cima do acontecimento». de terceiro vereador do PS na autarquia oliveirense. Nas últimas o candidato – o que correu mal partido plural”. Espero que siga na mesma senda, eleições autárquicas (2005) foi eleito terceiro vereador do PS na ao PS foi “não conseguir vencer sem quaisquer desvios” Câmara Municipal. Adelaide Freixinho, CBS
  • 11. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra CIDADE 11 Mário Alves, na Assembleia Municipal, sobre os erros técnicos da Variante Nordeste “Eu não faço projectos… não sou técnico” No meio de uma tem- queria dizer que não faço pro- pestade de críticas da jectos. Nem eu nem nenhum vereador. Partimos do princípio oposição ao processo de que quem faz os projectos da construção da Va- os faz bem feitos”. Reconhecendo que, na ver- riante Nordeste, cujas dade, “houve necessidade de obras foram suspen- alterações e é evidente que isso tem custos acrescidos” para sas logo a seguir às o erário público, Mário Alves eleições autárquicas concordou também que essa “brincadeira dos trabalhos a derivado a um conjun- mais e dos custos imprevistos” to de erros técnicos, o custa muito dinheiro aos cofres da autarquia local e deu até o presidente da Câmara exemplo de uma obra recente de Oliveira do Hospital – no caso, um pequeno troço de estrada no Avelar – em que admitiu a existência de a CMOH desembolsou cerca de A variante nordeste “encalhou” precisamente logo a seguir às eleições derivado a vários erros de projecto diversas falhas técnicas, 71 mil euros por causa de uma “revisão de preços”. concordou que a situ- Com um discurso de desres- ação vai originar mais Hospital, dia 24 de Fevereiro. “A culpa não pode morrer solteira” PS questionou ainda o presi- ponsabilização da Câmara em O deputado municipal do O tema da variante Nordeste dente da Câmara sobre “quem todo este processo – “eu não custos acrescidos aos PS, Francisco Garcia, abriu a po- – uma obra iniciada em véspera é que é o responsável por aqui- sou técnico”, sublinhou –, Má- cofres da autarquia, lémica desafiando o presidente de eleições autárquicas e que lo e quanto é que se vai agora rio Alves insistiu na imputação da Câmara a responder se “já já se encontra parada há alguns gastar a mais naquela obra”. de responsabilidades aos pro- mas tentou sair ileso da foi instaurado algum inquérito” meses – foi também alvo de Carlos Maia exigiu mesmo que jectistas e salientou que quan- discussão ao afirmar: para apuramento de responsa- uma intervenção do deputado “a culpa não morra solteira” e do a autarquia “faz concursos bilidades e ainda pretendeu sa- municipal do PS, Carlos Maia, pediu o “apuramento de res- o juízo sobre a qualidade dos “não sou técnico”… ber “quem é que paga agora os que acusou o executivo camará- ponsabilidades”. projectos é relativo”. Ainda custos” e “quem é que ganha rio de não ter aprendido “com Em resposta às críticas, o sobre concursos públicos, o com isto”. os erros cometidos” na execu- presidente da Câmara Munici- presidente da câmara teve uma HENRIQUE BARRETO Pelo lado da CDU, António ção do parque do Mandanelho. pal, Mário Alves, viu-se forçado “tirada” que suscitou algumas A Lopes, também criticou a forma “Tivemos um descalabro no a dar razão aos argumentos críticas ao afirmar que, por suspensão das obras como se processam determina- parque do Mandanelho e gas- utilizados pelos deputados da vezes, é preferível que os or- na Variante Nordes- das obras no município para támos lá não sei quantos mi- oposição, tendo inclusive ad- çamentos para a execução das te, devido a vários depois serem “suspensas”, e lhares de contos… pelos vistos mitido a existência de vários obras sejam “mais altos” para erros de projecto, advertiu o presidente da Câma- isto não serviu de exemplo”. erros de projecto. No entanto, evitar os trabalhos a mais e ou- foi um dos pontos de acesa ra para o facto de “estas coisas Através de uma das interven- o autarca tentou sacudir a água tro tipo de situações discussão na última Assembleia custarem dinheiro”. ções mais inflamadas da noite, do capote ao afirmar que não Retomando o uso da palavra, Municipal (AM) de Oliveira do aquele deputado municipal do é ele o autor do projecto. “Eu o deputado da CDU, António OPINIÃO Será que o governo quer MARIA ADEL AIDE FREIXINHO fazer marcha-atrás? S eja-me permitido que, em pri- mos esperança e façamos, cada um de Ora é certo que a lei deve ser igual que querem encaminhar para Seia mais meiro lugar, saúde o reapareci- nós, pela positiva, o que pudermos para para todos mas no pressuposto que hou- um serviço que fora da nossa terra?! E se mento de um jornal prestigia- que exista trabalho para todos! ve igualdade de tratamento e de opor- chegados a Seia formos “reencaminha- do, que nos habituou a uma Como se isso não bastasse para afligir tunidades para os destinatários desses dos” para Coimbra, lá vai, pelo menos, informação desassombrada, isenta e os munícipes deste con- mesmos serviços. É sa- mais uma hora – ou seja o tempo que, sempre “em cima do acontecimento”! celho, e na sequência do bido que, regra geral, de Oliveira, se demoraria a Coimbra! É Espero que siga na mesma senda, sem que vem sendo noticiado É sabido que, quem mais acorre ao SAP que “mais uma hora” para quem está em quaisquer desvios! Seja, assim, bem vin- a nível nacional relativa- regra geral, quem são os mais fragilizados perigo de vida, para as famílias desespe- do o Correio da Beira Serra. mente ao encerramento (crianças e idosos) e, em radas, é uma eternidade e pode mesmo Em segundo lugar (e porque é, de de vários serviços no mais acorre ao número cada vez maior, ser um caminho sem retorno! E que es- momento, uma das grandes preocupa- domínio da saúde, tem SAP são os mais os acidentados de viação forços já fez a Câmara Municipal para se ções do concelho), gostaria de dar uma constado no nosso con- ou assaltos. inteirar da situação e, eventualmente, palavra de solidariedade a todos os tra- celho que o Serviço de fragilizados Se tal se viesse a efec- lutar contra ela? balhadores e trabalhadoras que, recente- Atendimento Permanen- (crianças e idosos) tivar qual seria o destino Oliveira do Hospital habituou-se, des- mente, devido ao encerramento de duas te (SAP) que funciona de quem ficasse grave- de 30 de Julho de 1995 a ter um hospi- fábricas de têxtil, ficaram sem trabalho no Centro de Saúde e e, em número mente doente das oito tal e, posteriormente, Centro de Saúde. e mais uma vez apelar à Câmara Munici- que atende, durante o cada vez maior, da noite às oito da ma- Se viesse a verificar-se o encerramento pal que tudo faça para conseguir inves- período da noite quem, nhã? É que estamos a a que aludi, seria um rude golpe e um timentos no nosso concelho. Também com urgência, necessita os acidentados de cerca de 70 quilómetros enorme retrocesso na nossa qualidade queria encorajar e agradecer a todos os de atendimento médico, empresários que mantêm, no nosso con- poderá encerrar visto viação ou assaltos. de Coimbra,Ede Viseudis- da Guarda! a esta ou de vida. Temos ouvido, há uns tempos a esta celho, os postos de trabalho! Andam por não ter o número médio tância acresce o tempo parte, que a Câmara Municipal preten- aí uns “profetas da desgraça” a acenar de utentes considerado, necessário para que, as de fazer “uma marcha lenta”! Será que com mais dificuldades em vez de, eles a nível nacional, como o mínimo exigível pessoas que vivem nas freguesias de Al- o Governo Central, seguindo e ultrapas- próprios auxiliarem efectivamente, no para tal serviço se manter, toda a noite, deia das Dez, Alvôco, S. Gião, Seixo, etc sando a sua intenção, quer fazer “mar- desenvolvimento do concelho. Tenha- em funcionamento. cheguem a Oliveira do Hospital! Ou será cha atrás”?!
  • 12. 12 OPINIÃO 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra As cartas OPINIÃO de Maria Alice JOÃO DINIS E ntão prima como é que te es- aqui a jogar à malha na aldeia, também Acessibilidades e rede viária do concelho tás a dar aí por Lisboa? Des- faz uma coisa daquelas. E ainda por Em “marcha lenta”... de que morreu a nossa avó cima agora até lá tem “ascensores“– é nunca mais deste notícias e assim que se chama, não é? – para o como calculas já todos temos muitas ajudarem. Mas a tua irmã Lúcia, des- saudades tuas. A tia Luísa, coitada, de que foi lá para aquele emprego na Lentíssima !... não pára de falar em ti e há dias esteve escola, está sempre a mandar-me ca- mesmo tentada a apanhar o Expresso lar e a dizer que eu não percebo nada para te ir aí visitar. de política. Já não a posso aturar. Vê A O tio, esse está cada vez mais re- lá tu que noutro dia estava eu a pa- s máquinas até por aí circulam, soluções para o problema que foi equa- zingão e quando vai à taberna então gar o seguro do carro àquele senhor não raras vezes a alta veloci- cionado...Neste momento está tudo em é que não se pode aturar. A tua irmã que também já esteve na câmara – o dade...Assim “acelerassem” os aberto relativamente a essa matéria, Lúcia é que teve sorte porque meteu- homem é simpático e até me facilitou principais responsáveis pela portanto aguardo que os estudos sejam se aí na política e o presidente da jun- o pagamento – e ela passa por nós e matéria, a melhorar o (mau) estado de feitos mas não são estudos longos, são ta falou lá não sei com quem e lá lhe nem bom dia nem boa tarde. E ela que parte importante da rede viária do Con- estudos de dias para que, depois, possa arranjaram um emprego numa escola era toda socialista, lembras-te? celho e das suas “acessibilidades”... tomar uma decisão”. que nem me lembra o nome, mas está Mas isto da política, prima, a gen- De fora, não chegam os “famosos” Ora, repete-se, estas declarações fo- tudo a correr bem. te nunca sabe bem para que lado está IC’s. Daquele com dígito “6”, se diz ago- ram feitas em Julho do ano passado...En- ra com projecto concluído e pronto para tretanto, instado pela Junta de Fregue- Mas eu, prima, desde que a fábrica o vento. Vê lá tu que o primo Serafim sair a concurso público. Do outro IC – o sia de Vila Franca da Beira, o gabinete fechou ando por aí sem saber bem o que continua a vir cá almoçar aos do- “ 7 ” – se perdeu o traço e o rasto... Pelo do Secretário de Estado-Adjunto apenas que fazer à vida. Foram muitos anos mingos, agora passa a vida a falar bem menos, sobre um dos casos – o do IC 6 veio reconfirmar que a estrada em causa agarrada a uma máquina de costura e dum senhor que é comunista e que – o actual Secretário de Estado-Adjunto “está sob tutela da Câmara Municipal” agora com quase 50 quem é que me diz que tem dado muito dinheiro aqui das Obras Públicas e das Comunicações e mais nada adiantou até ao momento! dá emprego? Ainda por cima, vê lá tu, para a terra e para os bombeiros. Acho gosta de vir falar ora em Tábua, ora em Afinal os tais estudos “de dias” – como também se fala que a fábrica onde o que ele até vive aí para os lados de Seia, enquanto anuncia promessas e ou- afirmou em Julho, 2005 – ao que parece Zé trabalha vai fechar. Isto qualquer Lisboa. Noutro dia, vê bem, foram os tros “factos” nos concelhos nossos vizi- já demoraram sete meses! dia fecha tudo e depois como é que a dois num “roisroice” ou lá como é que nhos... Está por esclarecer por que razão E a Câmara Municipal, que tem ela gente se há-de governar? aquilo se chama – é um espadalhão, é que o Secretário de Estado-Adjunto feito?Bem, de certa forma compreen- Às vezes, sempre aqui sem fazer havias de ver! – dar uma olhadela aí das Obras Públicas e de-se que pretenda nada, até me apetece ir até Oliveira numas propriedades. Eu nunca tinha das Comunicações, “empurrar” a estrada o Dr. Paulo Campos, de novo para a tute- para me distrair mas a gasolina está visto um comunista num carro assim. ainda não visitou ofi- Entretanto, por cá, a la do Governo para caríssima e depois que fizeram lá as Ah, e agora até dizem que esse senhor cialmente o nosso Câmara Municipal “enro- que seja este a pa- obras – que até deu na TVI e tudo, também vai voltar a pôr aquele jornal Concelho. Será que o gar as despesas...O lembras-te? – é um inferno para arran- que uma vez deu uma notícia sobre a Presidente da Câma- la-se” nas ruas, rotundas problema é que a EN jar estacionamento naquela terra. nossa tia de Oliveira a funcionar. ra Municipal ainda o 231-2 continua sob E a “bariante”, aquela que passa ali Mas ó prima, então e o marido da não convidou? e variantes da Cidade, a responsabilidade ao pé da propriedade do primo Xico? Crismina, já sabes? Então, não é que Entretanto, por a ponto de ficar “com a municipal e, ao que Vê lá tu que andaram com tanta pressa o sacana meteu-se aí com uma brasi- cá, a Câmara Muni- começa a parecer, o a fazer aquilo antes das eleições e ago- leira que conheceu naquela casa de cipal “enrola-se” nas cabeça à roda” e de so- Secretário de Esta- ra está tudo parado já há meses. No meninas que eu da outra vez te falei ruas, rotundas e va- brecarregar o orçamento do-Adjunto, Dr. Pau- café da Esmeralda, até estavam nou- e fugiu com a moça não se sabe para riantes da Cidade, a lo Campos, dá pouco tro dia a dizer que ainda por cima vão onde. Ah, mas a Crismina também não ponto de ficar “com municipal com mais do valor àquilo que ele a cabeça à roda” e próprio diz e àquilo ter que modificar aquilo tudo e gastar perdeu tempo e já anda aí com um cai- de sobrecarregar o que discutíveis gastos com que expressa- mais não sei quantos milhares de con- xeiro-viajante. É uma pouca vergonha! tos. E é o que fazem melhor porque Mas olha, não te maço mais. Haja orçamento munici- com “excessos ornamen- mente se compro- pal com mais do que mete. Seja como for, realmente aquilo não tem pés nem ca- saúde, que o resto logo se há-de ver. discutíveis gastos tais” em ruas e rotundas gerou-se uma situa- beça e às vezes até tenho medo de lá Está aqui a tia Luísa a dizer para tu com “excessos orna- passar com receio de estragar o carro não te esqueceres de combinares com mentais” em ruas e e com projectos e con- ção intolerável nesta espécie de “jogo do naquelas “retundas” esquisitas e com o teu marido quando é que vêm limpar rotundas e com pro- tra-projectos em estra- empurra” entre Go- uma estrada tão estreitinha. Eu ain- o pinhal, porque qualquer dia estamos jectos e contra-pro- verno e Câmara. Um da há dias dizia à tua irmã Lúcia que no Verão e aquilo ainda arde tudo por- jectos em estradas e das e variantes... dia destes dá-se por andamos nós aqui uma vida inteira a que é só mato. Olha, por falar nisso, variantes... aqui mais um aci- apertar o cinto e a passar dificuldades até vou para lá agora apanhar uns gra- A EN 230 e a EN dente complicado, e 231 – 2 ( a “Estrada da Morte”), entre Oli- depois??... Se, hoje, a negligência oficial para depois os nossos governantes an- vetos para acender o lume. veira do Hospital e Felgueira Velha, é um já é muito grave, a seguir passa a ser cri- darem para aí a esbanjar dinheiro. Mas (mau) exemplo daquilo que não deveria minosa! eu até me admira como é que o nosso Com saudade, acontecer. Enfim, a Câmara Municipal continua a presidente, que ainda há dias esteve Mas quantos “abaixo-assinados”, falar em projectos e outras ideias e, in- quantas reclamações, quantas iniciativas clusivé, tem a rectificação desta estrada CARTÓRIO NOTARIAL DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL não se fizeram já? Tudo com o objectivo em “Plano de Actividades e Orçamento”. de “levar” Governo e Câmara a rectificar Porém, tardam e retardam mesmo as in- Certifico, para efeitos de publicação que por escritura outorgada hoje, neste cartório, exarada de folhas setenta e seis a folhas alguns troços desta estrada e a adequar a tervenções mais necessárias. Ora, isto setenta e sete verso, do livro de notas para escrituras diversas número Duzentos e Setenta e Três-D, o senhor ANTÓNIO MÁRIO RO- DRIGUES PAIS, casado, natural da freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital e residente no lugar e freguesia de Vila sinalização vertical e horizontal ?E quan- não pode continuar assim! Compete à franca da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, que outorga neste acto como procurador de: CREMILDA DOS PRAZERES, contribuin- tas mortes e feridos graves em sucessivos Câmara avançar – ela que até apregoa te número 126 498 814, solteira, maior, também natural da referida freguesia de Seixo da Beira, onde reside no lugar sede, na Travessa acidentes, sobretudo junto de - Ervedal ter uma situação financeira folgada - pelo das Flores, declarou: que, com exclusão de outrém, a sua constituinte é dona e legítima possuidora, do prédio urbano, sito no lugar e freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, composto de casa com dois andares, com a superfície coberta de trinta – Vila Franca – Aldeia Formosa – Seixo da menos com as correcções mais urgentes. metros quadrados, a confrontar de norte e de poente com José Batista, de sul com rua e de nascente com Francisco Esteves Figueiras, Beira - desde 1991/92, data da anterior Porque mais vale prevenir que remediar, inscrito na respectiva matriz, em nome de Alfredo Fernandes Bento, sob o artigo número 163, com o valor patrimonial de € 714,43. rectificação desta importante via? Pois, e situações há que, de repente, já não Que o mencionado prédio, não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital, e que lhe atribui o valor de setecentos e catorze euros e quarenta e três cêntimos. por que esperam Governo e Câmara, afi- têm remédio! Que entrou na posse do identificado prédio, no ano de mil novecentos e setenta e dois, através de uma compra meramente nal, para fazerem aquilo que já deveriam Outras Estradas a beneficiar no inte- verbal que, dele ajustou fazer ao referido Alfredo Fernandes Bento, em nome de quem se encontra inscrito na matriz, viúvo, residente ter feito há anos ou seja, para corrigirem rior do Concelho. que foi na cidade de Rio de Janeiro-Brasil, compra essa que não lhe foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o esses troços e a sinalização?? Deve dizer-se que há zonas do Con- falecimento do vendedor. Desde a mencionada data tomou posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por A propósito desta “Estrada da Mor- celho onde a Rede Viária local tem sido ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, desig- te”, a EN 231 – 2, passo a reproduzir ex- melhorada, principalmente junto à Ci- nadamente fazendo nele obras de conservação e de manutenção, tudo na convicção plena que sempre teve e tem de ser de facto tractos das declarações feitas em Julho, dade e no Vale do Alva. E deve dizer-se proprietária. Todos estes actos de posse foram, como se disse, praticados pela constituinte do primeiro outorgante, em nome próprio e 2005, pelo Secretário de Estado-Adjunto também que a Câmara tem compromisso pessoalmente durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente das Obras Públicas e das Comunicações, para arranjar outras estradas interiores, da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invoca, e cito:-“ Tomei conhecimento do ‘abai- nomeadamente nas freguesias de Seixo não tendo a justificante, dado o modo de aquisição, documentos que lhe permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais. xo-assinado’ (fora-lhe enviado um)...e da Beira e de Alvoco. Espera-se que re- além do mais, eu conheço muito bem alize, aliás como é sua obrigação. Até Está conforme o original, o que certifico. a situação...está sob observação atenta, para monstrar, com obras (como gosta Oliveira do Hospital e Cartório Notarial aos 24 de Fevereiro de 2006 A 1ª Ajudante do Cartório Notarial portanto no meu gabinete já foi despa- de dizer o Presidente da Câmara), quem Maria do Céu de Moura Lopes Monteiro chado no sentido de se apresentarem as cumpre e quem não cumpre...
  • 13. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra CIDADE 13 Crise nas confecções: Presidente da CCAM CCAM inaugura novas instalações em Abril preocupado mas optimista Um edifício de dupla “Os empresários têm capacidade personalidade para ultrapassar É um verdadeiro choque arquitectónico numa esta crise” cidade de província mas F undada em 1986, a Caixa de Crédito que resulta numa imagem Agrícola Mútuo de Oliveira do Hospital tem hoje cerca de 3.200 associados e de modernidade. O futu- vem registando um significativo cresci- mento na área dos seguros, leasing, ALD e crédito ro edifício da CCAM está à habitação. já em fase de conclusão Com delegações em três freguesias – Avô, Erve- dal da Beira e Vendas de Galizes –, esta instituição e foi concebido em duas bancária movimenta uma carteira de depósitos na ordem dos 37,5 milhões de euros e tem cerca de vertentes: uma reservada 25,5 milhões de euros em empréstimos concedi- dos a particulares e empresas. à actividade bancária e a Questionado pelo CBS sobre os reflexos que a crise que se adivinha na indústria de confecções outra com funções sociais. pode ter no futuro daquela instituição de crédito, HENRIQUE BARRETO o presidente da CCCAM referiu que “a preocupa- É ção é total”, mas deu um sinal positivo ao referir que a Caixa “tem confiança nos empresários com uma verdadeira pedrada quem trabalha porque demonstram capacidade no charco este novo edi- Uma “pedrada no charco” da arquitectura de Oliveira do Hospital para poderem ultrapassar esta crise”. fício onde vai ficar sede- funcionar dentro de duas vertentes: Correio da Beira Serra o presiden- Sublinhando que a instituição “está atenta” ada a Caixa de Crédito tem uma área destinada à actividade te da direcção daquela instituição – têm nichos de mercado em termos de futuro”, Agrícola Mútuo (CCAM) de Oliveira bancária que fica centralizada numa bancária, Carlos Vieira Mendes, as frisou –, Carlos Mendes não deixou no entanto de do Hospital. O projecto vanguardis- zona cujo acesso do público se pro- futuras instalações da CCAM vão ser advertir para o facto de que “a construção tam- ta, que foi desenhado pelo arqui- cessa através da rua professor Antó- “um espaço aberto ao concelho” e, bém pode entrar em crise”. tecto João Monteiro, representa um nio Ribeiro Garcia de Vasconcelos; nessa óptica, o edifício irá estar tec- investimento superior a 1,5 milhões e integra um outro conjunto, com nologicamente bem apetrechado de euros e promete vir a ser um íco- entrada pela rua do Colégio, que é para acolher o mais variado tipo de ne da cidade. a chamada zona social do imóvel. iniciativas. Com uma arquitectura arrojada, Esta área, totalmente independen- Com a construção do edifício já o imóvel – já em fase de conclusão te da primeira, é polivalente ao ní- na recta final, a CCAM deverá pro- – transmite uma imagem de moder- vel da sua funcionalidade e integra ceder à sua inauguração no final do nidade e tem a vantagem de ter eli- um anfiteatro com capacidade para próximo mês de Abril. Precisamente minado (ver foto) um dos principais mais de 100 pessoas, salas de for- no ano em que comemora 20 anos pontos negros da cidade. mação e outras zonas de apoio à de existência. Concebido numa perspectiva do função social do edifício. Um ponto negro da cidade eliminado tipo “dois em um”, o edifício vai De acordo com o que referiu ao Jerónimo de Sousa visitou Centro de Saude “Seria aberrante prejudicar 27 mil utentes” O secretário-geral do Par- públicas” mas, na sua opinião, que depois de concluídas irão criadas alternativas capazes de boração, uma atitude que não tido Comunista Portu- “este é o pior caminho”. Repor- triplicar a lotação. Aldina Ne- dar resposta às necessidades agradou ao líder do PCP, frisan- guês (PCP) é da opinião tando-se ao caso concreto de ves garantiu aos jornalistas que dos utentes. do que este comportamento é que o anunciado encerramento Oliveira do Hospital, o líder do não sabe qual o futuro do SAP. Nesta visita pelo concelho, característico de pessoas “mal dos Serviços de Atendimento PCP considera que “seria mui- “Oficialmente não tenho conhe- esteve inicialmente prevista a acostumadas à democracia”. Permanente (SAP) dos Centros to aberrante prejudicar 27 mil cimento de nada, apenas sei passagem de Jerónimo de Sou- de Saúde “não tem uma fun- utentes” realçando que tudo o que se fala na Comunicação sa pela Infinitum, empresa de damentação lógica, nem ra- isto não passa de “uma visão Social”, afirmou a Directora do confecções que em Fevereiro cionalidade”. Numa visita ao economicista”, porque – como Centro de Saúde mostrando-se apresentou o pedido de insol- Centro de Saúde de Oliveira do salvaguardou – “todas as pes- preocupada porque – como re- vência. Jerónimo de Sousa pre- Hospital e depois de se reunir soas têm direito à saúde”. feriu – “seis utentes é a média tendia falar com os trabalhado- com a directora do Centro, Al- Quanto ao futuro do SAP, de atendimentos por noite”. res e conhecer as razões que dina Neves, Jerónimo de Sousa ainda não está nada definido Na opinião de Aldina Neves levaram ao pedido de insolvên- disse aos jornalistas que “só até porque nesta altura estão o encerramento do SAP irá pre- cia. Porém, o administrador ju- se pretende encerrar, para dar a decorrer as obras de alarga- judicar a população, mas se tal dicial da empresa não permitiu Jerónimo de Sousa no Centro de Saúde resposta ao défice das contas mento do serviço de urgências, acontecer espera que sejam essa visita em horário de la- com eleitos locais da CDU
  • 14. 14 OPINIÃO Correio da Beira Serra 15 de Março de 2006 OPINIÃO A reorganização RUI SANTOS * da rede escolar A reorganização da Rede Es- Por sua vez, uma escola com um, dois ramento de Jardins de Infância que se edifícios escolares para receberem mais colar do 1º Ciclo do Ensino ou três alunos falha no processo de so- encontrem nas mesmas circunstâncias. alunos provindos de escolas encerradas Básico e do Ensino Pré-Es- cialização das crianças, que necessitam Mas o critério do número reduzido de em melhores condições. colar, com encerramento de de estar em contacto com grupos da sua alunos não pode ser o único e já não é Na zona de Oliveira do Hospital e Tá- estabelecimentos daqueles níveis de idade para desenvolverem capacidades novo. bua há exemplos de reordenamento da Educação, é uma medida de política e de convivência e de integração em gru- Desde a publicação do Decreto-lei nº rede com sucesso em termos de satis- administração educativa imperativa e pos. As crianças isoladas sentem a falta 35/88 de 4 de Fevereiro, no tempo do fação dos utentes. Os casos das Escolas inadiável. Medida de política educativa de outras crianças para brincar e intera- 1º Governo de maioria absoluta do Prof. Básicas Integradas (EBI) da Ponte da Três que tem como principal justificação a gir, como demonstram todos os estudos Cavaco Silva, que está determinado Entradas e da EBI de Midões são bons melhoria da qualidade do serviço educa- feitos por especialistas do desenvolvi- que as escolas do 1º Ciclo com menos exemplos de reordenamento da Rede tivo oferecido pelas escolas, ainda que mento da criança. de 10 alunos deveriam ser encerradas. Educativa com encerramento de escolas também se deva ter em conta a neces- Nunca me esquecerei de uma visita a Mas não eram indicados quaisquer fun- do 1ºCiclo, em que a qualidade educati- sidade de racionalizar a utilização dos uma Escola do 1º Ciclo com um aluno na damentos de natureza pedagógica para va melhorou imenso para os alunos das recursos educativos e da despesa públi- zona de Idanha-a-Nova, acompanhando o seu encerramento. A medida resultava escolas que encerraram. ca, Central e Municipal, com a Educação o Engenheiro Marçal Grilo então Minis- apenas do confronto com uma situação A criação ou remodelação de edifí- naqueles níveis de Ensino. tro da Educação, em que este perguntou de grande redução do número de alunos cios escolares para o 1º Ciclo com boas É a preocupação com a boa qualidade ao aluno o que é que queria mais ter na do 1º Ciclo do Ensino Básico em todo condições e equipamentos, a definição da Educação que queremos para todas (e escola, tendo obtido a resposta “que o País, nomeadamente nas regiões do de uma boa rede de transporte dos alu- não só para as que residem em maiores queria mais meninos para brincar”. interior. nos deslocados para a escola que vão centros urbanos ou provêm de famílias As condições sociais actuais, nome- A este respeito será bom que todos frequentar, a razoabilidade da distância com mais recursos) as nossas crianças adamente as resultantes da redução da os portugueses saibam que em 1974 e da demora do percurso casa-escola, e jovens, para lhes dar melhores condi- dimensão das famílias e o facto de se estavam matriculados no 1º Ciclo do um bom serviço de fornecimento de ções de sucesso futuro, que todos deve- estar a generalizar a situação de pai e Ensino Básico, então ainda designado refeições na Escola, um bom conjunto mos ter presente quando se discute o mãe trabalharem fora por Ensino Primário, de actividades de ocupação de tempos- encerramento de Escolas. Encerramento de casa, vieram dar no Continente, mais livres e enriquecimento curricular são que terá de ser definido em função de uma nova relevância “(…) em 1974 esta- de 920 000 alunos e os critérios que devem estar subjacen- critérios de razoabilidade pedagógi- à função de custódia vam matriculados no que no ano lectivo de tes ao reordenamento da rede que leve ca e de racionalidade e razoabilidade da Escola, que corres- 2005/2006 estavam ao encerramento de Escolas do 1º CEB. de utilização de recursos educativos e ponde à actuação de 1º CEB, no Continente, apenas matriculados Sem esquecer que é necessário dialogar não em função de pequenos interesses ocupação e acompa- mais de 920 000 alu- 464 252, o que dá as soluções com os interessados, criar pessoais ou de grupo, sejam interesses nhamento dos alunos paroquiais, corporativos ou de pequena durante o período de ideia da dimen- nos e no ano lectivo de uma da redução do são alguns incentivos para as autarquias, nomeadamente partilhando em propor- política local. actividades de apren- 2005/2006 estavam ape- número de alunos re- ções a definir os resultados das econo- De forma simplificada podemos dizer dizagem escolar tra- nas matriculados 464 sultante da baixa da mias de escala que o reordenamento que a Escola tem quatro funções essen- dicional, ao acompa- taxa de natalidade. vai permitir e tendo presente que para ciais: a função de instrução, a função de nhamento durante 252, o que dá uma ideia O encerramento o caso de encerramento dos Jardins de estimulação, a função de socialização o almoço e em perí- da dimensão da redução de escolas do 1º Ci- Infância o critério de distância e demora e a função de custódia, cuja relevância odos de actividades clo não é novidade de deslocação terá que ser bem diferen- relativa varia com a idade dos que a fre- não lectivas (activida- do número de alunos na Região Centro. te do critério do 1º CEB. quentam. des de enriquecimen- resultante da baixa da Durante o período Alguns dirão que o encerramento de No caso do 1º Ciclo do Ensino Bási- to curricular e ocupa- taxa de natalidade.” em que desempenhei escolas do1ª CEB leva à desertificação. co, sendo muito importante a função de ção de tempos livres) funções de Director Não parece que assim seja uma vez que instrução, que corresponde às apren- durante a totalidade Regional de Educação a existência de escolas em muitas locali- dizagens tradicionalmente designadas ou a maior parte do do Centro, até 2002, dades não tem, em nada, impedido essa pelo ler, escrever e contar que hoje já período de tempo em que os pais estão encerraram mais de 300 escolas daquele desertificação. Aliás, o que se verifica não são suficientes, as restantes funções ocupados nos seus locais de trabalho. nível de ensino na região. Algumas, pou- em muitos casos é que os pais transfe- são extremamente importantes. Ora, não é manifestamente possível cas, por não terem qualquer aluno. Mas rem ou tentam transferir os seus filhos A estimulação contribui para um ter em todas as escolas dispersas com a maioria encerrou na execução de uma para as escolas mais próximas dos seus maior e mais rápido desenvolvimento reduzidíssimo número de alunos condi- linha de orientação que visava propor- locais de trabalho e que lhe oferecem das capacidades intelectuais e motoras ções de instalações e equipamentos e cionar a melhor qualidade possível aos melhores condições de ensino e de cus- e é tanto maior quanto mais rico for o de recursos humanos que permitam ter alunos das zonas onde a escolas encer- tódia dos filhos. ambiente escolar e enriquecido o currí- serviço de refeições, ocupação de tem- ravam, de acordo com a linha de política O que será necessário é encontrar culo da escola, ou seja quanto melhor pos livres, iniciação ao Inglês, iniciação educativa fundada nos conceitos que outras funções para os estabelecimen- for a escola e suas condições e recursos às Novas Tecnologias da Informação, expus no início deste texto. tos escolares encerrados. Poderão ser educativos disponíveis, o que permite actividades de animação desportiva etc, Houve sempre a preocupação de bons centros de animação sócio-comu- atenuar as desigualdades de condições devidamente acompanhadas e que ga- negociar esses encerramentos com as nitária e de desenvolvimento de acções de sucesso resultantes de falta de recur- rantam às famílias que os seus filhos es- autarquias e envolver os pais nessas de- de formação ao longo da vida para os re- sos das famílias. Ora, escolas isoladas, tão ocupados e bem acompanhados em cisões, ao mesmo tempo que se desen- sidentes, sobretudo se confiados a asso- com muito poucos alunos, dificilmente actividades efectivamente formativas. volveu um programa de construção de ciações locais de cidadãos interessados. terão muitos recursos educativos e con- É por este conjunto de razões que Escolas Básicas Integradas que permitiu * Ex-Director Regional de Educação do Centro dições para ter um ambiente escolar sou favorável a um reordenamento da acolher os alunos e professores de uma rico e estimulante, com possibilidade Rede de Escolas do 1º Ciclo do Ensino parte significativa das escolas encerra- de os alunos terem actividades físicas Básico, antigamente designado como das em condições muito boas. Noutros com condições de enquadramento, ini- Ensino Primário, por ser o 1º nível de casos as Câmaras Municipais envolvidas ciação às línguas estrangeiras, iniciação Ensino, que inevitavelmente levará ao assumiram a responsabilidade, dentro à informática, actividades de animação encerramento das escolas com reduzido da delimitação de competências aprova- sócio-cultural, etc. número de alunos, bem como ao encer- da em 1984, de renovar e adaptar alguns SILVA & IRMÃOS, LDA. Silmoda Apartado 7 - 3404-953 Oliveira do Hospital - Tel. 238 600 812 - Fax 238 600 811
  • 15. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra LOCAL 15 Vereador do PS defende investimento no sector da energia eólica “Câmara Municipal está completamente parada e sem atitude enérgica” José Francisco Rolo pletamente parada e sem atitu- de enérgica e diligente nesta pediu esclarecimentos matéria”. ao presidente da au- Investimento reprodutivo e ge- rador de receitas tarquia acerca duma A produção de energia eólica é entendida por José Francisco proposta que a Câmara Rolo como “um investimento tem em sua posse rela- reprodutivo, de carácter ino- vador e gerador de receitas” tiva a um investimento e, em sua perspectiva, cabe à “Câmara Municipal envidar na área da energia eóli- todos os esforços no sentido de afirmar as potencialidades ca. Na opinião do vere- desta produção, e daí retirar dividendos económicos”. Na ador do PS “este sector reunião do executivo aquele vereador sugeriu “a realização apresenta-se como de estudos de medição de ven- uma fonte de receitas to para identificar os locais de maior rentabilidade” e no caso para as autarquias” e O vizinho concelho de Seia já começou a tirar proveito da energia eólica da actual proposta não servir, a Câmara deverá “atrair investi- é essencial que se dêem dores do sector e negociar com municado enviado ao Correio proponente e de qual a posição investimentos no sector avan- eles a instalação de um parque “passos firmes no seu da Beira Serra o vereador dá do executivo sobre a instalação çam em vários pontos do país” no local financeiramente mais conta da sua intenção de co- de um parque de produção de e pelo “facto iniludível de que o apetecível”. Na opinião de José aproveitamento”. nhecer o ponto da situação de Energia Eólica no concelho?”. Orçamento e Plano para 2006, Francisco “quando a Câmara se uma proposta avançada por O vereador pediu ainda es- não apresenta quaisquer refe- queixa de falta de receitas e do LILIANA LOPES uma empresa e que “a Câmara clarecimentos relativamente rências ou valores nesta área”. aumento de despesas e muitas A Municipal tem em sua posse “aos passos que a autarquia Na opinião do vereador “esta vezes se vê na contingência de instalação de parques pelo menos desde 2003”. José pretende dar nesse sentido e, oportunidade de investimento aumentar as Taxas e as Tarifas de energia eólica e a Francisco diz conhecer “a de- que programa de acção têm reprodutivo e inovador” tem Municipais urge agarrar todas consequente fonte clarada intenção de investir no definido para avançar com um caído no “esquecimento”, dado as oportunidades de investi- de receitas que os concelho, particularmente na Parque Eólico?”. As questões que perante o anúncio da ins- mento e de geração de receitas mesmos podem significar mar- freguesia de Aldeia das Dez”, colocadas ao actual líder da au- talação de dois parques eólicos que sustentem o Orçamento caram a intervenção de José por isso questionou o autarca tarquia são justificadas – como no concelho de Seia a “Câmara Municipal” Francisco Rolo na reunião do acerca “dos contactos que têm sublinha o comunicado – pela de Oliveira do Hospital assiste executivo oliveirense. Em co- sido efectuados com a empresa “constatação que sucessivos passivamente a tudo isto, com- O futuro da Ancose pode estar comprometido com a devo- Devolução de 70 mil euros ao IFADAP lução de uma verba de 70 mil Euros ao IFADAP. Manuel Pagamento de dívida pode Marques, actual presidente da Associação, teme o pior significar o fim da Ancose com aquele responsável “no ano 2000 na altura já era o gestor da Associação O presidente da Direcção entende que e aponta o dedo à anterior os criadores de raças autóctones não re- – “lamenta que o IFADAP só tenha apre- nesta altura a melhor solução seria a ceberam apoios do Estado e com o iní- sentado as normas do que são ou não “devolução por prestações” consideran- direcção, considerando que cio do 3º Quadro Comunitário de Apoio, despesas elegíveis em 2003”. do que para isso é “benéfico o bom en- os produtores passaram a comparticipar Em 2004 o Instituto financiador do tendimento que a ANCOSE mantém com houve “má gestão”. em 30 por cento as despesas da Anco- programa decidiu fazer uma auditoria António Ramos, Director Regional de se no âmbito do programa de melhora- às contas da Ancose e passado um ano Agricultura da Beira Litoral”. Neste mo- No passado mês de Fevereiro a Anco- mento animal, sendo que os restantes informou a Associação da situação e mento a Direcção da Associação espera se (Associação Nacional de Criadores de 70 por centro eram subsidiados pelo solicitou mais esclarecimentos. “Quan- que os responsáveis pelo IFADAP sejam Ovinos da Serra da Estrela) foi notificada Estado”. do fomos confrontados pelo IFADAP o “sensíveis e possam permitir a devolu- pelo IFADAP (Instituto de Financiamento Tendo conhecimento das dificuldades presidente da actual Direcção fez uma ção daquele montante em prestações”, e Apoio ao Desenvolvimento da Agricul- sentidas pelos produtores – como frisou exposição dos documentos que dispo- explicou Manuel Marques ao CBS garan- tura e das Pescas) para a devolução de Jorge David – “a direcção da Ancose de- mos”, sublinhou Jorge David dando con- tido que “se tal não acontecer a ANCOSE uma verba de 70 mil Euros. Manuel Mar- cidiu suportar esses prejuízos e em con- ta de que “de nada valeu porque no mês não tem possibilidades para sobreviver”. ques, presidente da direcção da ANCO- trapartida os criadores pagaram à Asso- passado a actual direcção foi notificada O também jurista remete todas as res- SE desde Novembro de 2004, está muito ciação os 30 por cento da verba relativa da decisão final: a devolução de 70 mil ponsabilidades para a anterior direcção preocupado com o futuro da Associação ao programa em causa”. No entanto, o Euros”. Na opinião do gestor a situação porque entende que houve “má gestão” e aponta o dedo à anterior direcção, en- “problema” reside aqui porque – como é simples de perceber: “deixámos de ao colocar a Associação nesta situação. tendendo que houve “má gestão”. explicou aquele gestor - “na prática não receber 70 mil Euros dos produtores e Contactado pelo CBS, António Vaz Pato A situação reporta-se ao ano 2000 e houve troca de dinheiro, mas sim avisos agora temos que os devolver ao Institu- - na altura presidente da direcção da AN- ao Programa de Melhoramento Animal de lançamento a débito (pagamento dos to financiador do programa”. COSE – disse não ter conhecimento do financiado pelo IFADAP. “Os 70 mil Eu- trinta por cento) e a crédito (prejuízos que se passa não se mostrando por isso ros são relativos a uma despesa que a dos produtores suportados pela Anco- “Estamos a negociar a devolução em disponível para comentar o assunto. Ancose apresentou referente ao ano se)”. No momento de prestar contas ao prestações” Liliana Lopes 2000 e que o Instituto não considerou IFADAP, a Ancose apresentou a despesa A ANCOSE tem que proceder à devolução elegível”, adiantou ao CBS Jorge David, relativa ao pagamento do prejuízo dos da verba, mas – de acordo com Manuel gestor da Associação sedeada no conce- produtores, mas aquele Instituto não a Marques –“o pagamento na totalidade lho de Oliveira do Hospital. De acordo considerou elegível. Jorge David – que pode significar o fim da Associação”.
  • 16. 16 FREGUESIAS 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra A ROTA DAS FREGUESIAS Autarca de Aldeia das Dez em declarações ao CBS “Somos uns pedintes” O Correio da Beira Serra ex-líbris local a 800 metros de altitude –, que em tempos foi um dos mais im- inicia na edição de hoje um portantes locais de oração da região. Hoje, o turismo religioso “está um pou- périplo pelas 21 freguesias do co por baixo”, mas o autarca sublinha que conjuntamente “com o pároco lo- concelho de Oliveira do Hospi- cal” pretendem “injectar alguma saúde tal com o objectivo de sondar naquele espaço”. Um dos eventos que ultimamente tem estado a contribuir os autarcas locais sobre as para a promoção daquele espaço de grande beleza paisagística é a “Festa da várias questões ligadas ao Castanha”, um certame que a caminho da sua 5ª edição já é visto como o expo- desenvolvimento local. ente máximo a nível cultural. António Dinis, recém eleito A freguesia é também rica em artesa- nato, sobressaindo a produção de man- para a presidência da Junta tas de fitas e de facas com a designação de “facas de Chão Sobral”. Quanto a de Aldeia das Dez pelo PSD, produtos endógenos, destacam-se prin- cipalmente a doçaria regional, o mel e a rapidamente se apercebeu da aguardente de medronho. Nesse senti- do, António Dinis, diz querer dinamizar sua condição de “pedinte”…. a conhecida Casa da Voluta ou Casa do “S”, um peculiar imóvel do século XVII, L I L I A NA LOPES / HENRIQUE BARRETO recuperado em 1993, e onde a Junta de Freguesia quer instalar um ponto de L venda do artesanato local. ocalizada na encosta norte do Um outro imóvel de grande interesse monte do Colcurinho, a sensi- A. Dinis: “Estamos quase sujeitos a dormir à porta do município para pedir o que quer que seja “ e há anos votado ao abandono é o solar velmente 500 metros de altitu- senvolve a actividade de técnico de in- com o facto de esta filarmónica contar de Pina Ferraz, uma construção do sécu- de, Aldeia das Dez está a mais formática. com 20 executantes e uma escola de lo XVIII, e cujo projecto de recuperação de 20 quilómetros de Oliveira do Hospi- Além do mais, o autarca local, que música com 18 alunos. Esta institui- já consta das Grandes Opções do Plano tal e faz fronteira no limite sul do conce- sublinha o facto de estarem “muito de- ção, com sede própria “dotada de boas da Câmara Municipal desde 2001. “Con- lho com Arganil. bilitados economicamente”, está em condições”, tem um maestro a tempo tamos que não sejam mais quatro anos”, Sendo uma das freguesias do conce- funções há pouquíssimo tempo e já dá inteiro e vem desenvolvendo outras refere o autarca especificando que no lho que a partir dos anos 60 mais tem razão a um eleitor da freguesia que, ain- actividades paralelas, como forma de imóvel em causa está prevista a instala- sido vítima dos fenómenos da deserti- da em campanha eleitoral, o advertiu: entusiasmar a juventude. Ainda recente- ção de um espaço ligado à cultura, como ficação, Aldeia das Dez conta hoje com “Eu tenho pena do senhor porque se mente, criaram-se as secções de futebol por exemplo um centro de artes. uma população muito envelhecida e, ganhar vai ser visto como um pedinte”. de salão e, só não se realizaram tor- Quantos às potencialidades turísticas sintoma disso, é o facto de a freguesia “Ao fim de quatro meses, constatámos neios locais, por falta de infraestruturas. que a pitoresca aldeia detém em termos ter assistido ao encerramento da tota- que o tal senhor tinha razão: nós somos “Queremos dotar o polidesportivo com de paisagem, existe a grande preocupa- lidade das suas escolas do 1º Ciclo de uns pedintes. Estamos quase sujeitos a balneários para podermos realizar este ção dos incêndios que ano após anos Ensino Básico. dormir à porta do município para pedir tipo de eventos”, refere António Dinis, consomem o importante património Esta é aliás uma das principais preo- o que quer que seja”. que também destaca a importância que florestal daquela região. Nesta área, An- cupações do presidente da Junta local, Mas pese embora a adversidade des- tem para a freguesia a organização de tónio Dinis sublinha a importância da António Dinis, um jovem autarca que ta situação, António Dinis entende que passeios todo-o-terreno. Em 2003, por aprovação de um projecto, através do há seis anos trocou o rebuliço da capi- a proximidade e o contacto entre o pre- exemplo, houve um passeio TT que con- IFADAP, “para a limpeza e replantação tal pela pacatez de uma das mais belas sidente da Junta e a população é muito tou com a participação de 197 concor- de uma área de 9 hectares” que é pro- aldeias do país. Hoje, eleito pelo PSD importante visto que aqui o isolamento rentes oriundos dos mais diversos pon- priedade da freguesia. como independente nas últimas autár- é grande. tos do país. O autarca realça que a Junta de Fre- quicas, preside aos destinos da fregue- Também presidente da Filarmónica Sendo Aldeia das Dez uma das fre- guesia gostaria de “dar mais atenção à sia mas confessa que o desafio não é Fidelidade de Aldeia das Dez – uma as- guesias do concelho com maior aptidão prevenção florestal”, mas salienta que fácil uma vez que diariamente tem que sociação que este ano comemora 150 turística, António Dinis destaca o santu- “para isso era necessária mão-de-obra, vir trabalhar para a Fundação Aurélio anos –, aquele autarca congratula-se ário de Nossa Senhora das Preces – um meios para fazer vigilância e limpeza, e Amaro Diniz, uma instituição onde de- NA FREGUESIA VALE A PENA VISITAR para uma pequena ermida situada em Vale de Maceira, onde Perfil do Autarca: se viria a edificar o actual Santuário. No local onde Nossa se- Centro de Histórico de Aldeia das Dez nhora apareceu foi edificada uma capela, como forma de se Nome: António Dinis Também conhecida como Aldeia das Flores, pela tradição dos manter a tradição do local. seus habitantes em decorarem as pitorescas ruas com lindas e coloridas flores, o povoamento remonta à época pré-romana e Percurso Botânico do Santuário Naturalidade: Lisboa Este percurso botânico foi elaborado pelos Clubes da Flores- a Igreja Matriz é um monumento que data do século XVIII. ta do Distrito de Coimbra , no âmbito do projecto PROSEPE, Idade: 37 anos e a cada clube foi atribuída uma árvore Monte do Colcurinho Local agreste e inóspito; Ponto mais alto que está identificada com uma placa onde Profissão: Técnico de Informá- do concelho, com 1242 metros de altitu- constam os nomes vulgar e científico da tica e empresário em nome de, também conhecido como monte sa- espécie, a sua origem, bem como o nome individual na área da Informá- grado. Diz-se que em dias de céu limpo e logótipo do clube da floresta responsá- tica se consegue ver o mar; Contempla-se um vel pela conservação desse exemplar. Partido: Eleito pelo PSD vastíssimo horizonte que se estende do Caramulo à Estrela ou do Montemuro ao Casa da Voluta ou Casa do “S” Açor. É um dos mais característicos exemplares do património edificado de Aldeia das Dez do século XVII. EDIÇÃO ONLINE Santuário da Nossa Senhora das Preces Conta-se que Nossa Senhora das Preces apareceu a uns pasto- rinhos no ano de 1371, no alto da serra do Colcurinho, trans- Aldeia do Colcurinho: www.correiodabeiraserra.com Aldeia composta por um conjunto de típicas casas em xisto formando-se rapidamente em local de peregrinação. Em finais do séc. XVI ou princípios do XVII, a imagem foi transferida onde “já não há pessoas”
  • 17. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra LOCAL 17 um carro de primeira intervenção Por falta de condições para dar resposta rápida a peque- Comentário Piscinas municipais novamente nos focos de incêndio que vão sur- O dia gindo durante o Verão”. Autarca preocupado com rumores encerradas sobre encerramento da extensão de saúde Na área da saúde, onde os proble- seguinte Na blogosfera, o Correio da Beira Serra des- cobriu um novo blog – www.observandoo- (a verterem rios de água diariamente, num ano em que a seca nos brindou de forma mas são mais sentidos derivado ao HENRIQUE BARRETO hp.blogspot.com - que promete “observar, drástica e permanente). Como habitualmen- grande número de idosos, António pensar, comentar” sobre a comunidade oli- te o nosso executivo de um homem só, no Dinis confessa-se “preocupado” A luta pela sucessão de Mário veirense. alto da sua sabedoria, resolveu, contra todas porque, conforme frisa, “correm ru- Alves no PSD não está a ser pa- Dentro dessa “triologia”, o blog em cau- as opiniões (técnicos, funcionários, forma- mores de que com a construção da cífica e pode abrir feridas difíceis de sarar no seio do partido. Com sa publica um polémico comentário que o dores e utentes) que não havia necessidade, Extensão de Saúde de Avô o posto CBS, com a devida vénia, reproduz… sobre bastava uma pinturazeca no exterior e tapar duas listas a apresentarem-se a médico de Aldeia das Dez pode vir sufrágio, encabeçadas por Paulo as piscinas municipais. umas quantas raxas que estavam à vista. a encerrar”. Rocha e José Carlos Mendes, é No Boletim Municipal de Julho 2005 (pou- BRILHANTE. Também para as eleições não Na opinião do autarca local, esta público e notório que existe já co antes das eleições, portanto) tínhamos o era necessário mais nada, os olhos é que co- questão é tanto mais grave porque um clima de fricção entre as duas prazer de saber que uma das grandes obras mem... uma população idosa, que habita candidaturas. municipais do executivo tinha sido a pintura RESULTADO: As piscinas estão encerra- em locais recônditos da freguesia Esta antevisão é aliás subscrita e o arranjo exterior das Piscinas de Oliveira das por tempo incerto, pois não reúnem as sentirá grande dificuldade em ace- pelo candidato José Carlos Men- des, que tem vindo a referir – e do Hospital (pág. 16 - meia folha). Em boa condições de segurança e funcionamento der aos serviços de saúde. Para além verdade até era necessário, pois já não se mínimas para que possam estar abertas ao disso, os transportes públicos são reafirma-o nesta edição do Cor- reio da Beira Serra – que teme compreendia como podiam os edifícios das publico. escassos e em horário irregular. o aparecimento de divisões caso piscinas terem tão mau aspecto e apresenta- PERGUNTA: E o que acontece aos utentes Em tom de aviso, o eleito do PSD Mário Alves interfira no processo rem tal decadência (afinal sempre é um edifí- das piscinas? Será que a Câmara lhes dispo- deixa um recado: “vamos ter que eleitoral. cio municipal). No entanto não eram apenas nibilizará um autocarro para que possam ir defender o nosso posto com unhas O problema é que, efectiva- e só essas as obras necessárias. Também o até Seia ou Tábua dar umas “braçadas”? Di- e dentes e vamos tentar que os po- mente – e depois de ter dado eram o aquecimento (com tubos podres e ficilmente. líticos com responsabilidades no garantias de que não interferiria perca de água e calor), as canalizações de Mas uma coisa é certa... a culpa vai, de nosso concelho mantenham a pala- na campanha eleitoral –, exis- tem hoje indícios claros de que água fria e quente e as bombas das piscinas novo, morrer solteira. vra dada às pessoas da freguesia. Foi garantido à população, por parte da o ainda líder do PSD tem vindo a servir-se do telefone celular para Câmara e da direcção do Centro de usar a sua influência política em Saúde, que este posto de saúde não benefício da candidatura de Pau- De acordo com Relatório de Actividades dos Centros iria encerrar”. lo Rocha. Com esta atitude, que tem vin- de Saúde do distrito Oliveira do Hospital é líder em Problemas de comunicação… do a ser muito criticada, Mário Na área do apoio social, Aldeia das Alves poderá ficar numa posição Dez dispõe de um Centro Social que difícil porque caso José Carlos vítimas de acidentes de viação assegura as valências de creche, jar- Mendes e o chefe de gabinete do dim de infância e apoio domiciliário. presidente da câmara, António Duarte, vençam as eleições, o dia Esta IPSS tem obras em curso com seguinte nunca será como dan- vista à ampliação das instalações O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) Hospital – com 93 registos – surge no se- tes. para a futura valência de lar de ter- do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital gundo lugar dos concelhos do distrito com Num cenário inverso – o de ceira-idade com cerca de 20 camas. derrota –, as coisas também se (CSOH) foi o que registou, em 2004, o maior mais pessoas a serem atendidas nos SAP por No entanto, António Dinis argumen- complicam porque aqueles dois número de atendimento de utentes vítimas aquela razão. ta que neste momento “é prema- militantes de peso do PSD local de acidentes de viação em todo o distrito de Ainda em termos distritais, o cenário turo falar de apoio social” porque dificilmente perdoarão a Mário Coimbra. volta a ser idêntico em matéria de atendi- – conforme sustenta – ainda não se Alves o facto de ter interferido Com 190 atendimentos, esta unidade de mentos por agressão. O CSOH registou a en- conseguiu sentar à mesa com os res- no processo. saúde surge destacada num ranking de 16 trada de 92 casos resultantes de “histórias” Numa outra perspectiva, o concelhos e somente Tábua se aproxima de violência, sendo que muitas delas dizem ponsáveis da instituição. O autarca que alguns militantes também fala inclusivamente em “alguma di- daquele número com 128 utentes a darem respeito a violência familiar. De acordo com parecem recear é a questão de ficuldade de comunicação entre as se saber como é que será, no dia entrada no SAP local pelo mesmo motivo. estes indicadores a que o CBS teve acesso, pessoas e os técnicos de Acção So- seguinte às eleições, o relaciona- Mas Oliveira do Hospital, que surge as- nesta área, Oliveira do Hospital é também o cial” e diz ter conhecimento de que mento político dentro da Câmara sim como um dos concelhos com maior si- segundo concelho do distrito onde o proble- “há alguns processos que estão en- Municipal entre Mário Alves e o nistralidade rodoviária da região, também ma existe com maior frequência. O primeiro calhados e que poderiam fluir mais seu chefe de gabinete. se destaca ao nível dos dados estatísticos lugar da tabela é ocupado por Montemor- rapidamente” devido a “uma quebra O que a história recente nos relacionados com acidentes de trabalho. Só o-Velho, com 110 casos de atendimentos a diz é que Mário Alves gosta pou- em 2004 – de acordo com a de comunicação entre a técnica de co de oposição e, como tal, esse informação a que o Correio Acção Social do Centro e a técnica facto poderá gerar um ambiente do município” oliveirense. político de alguma conflitualida- da Beira Serra teve acesso e Questionado pelo CBS quanto aos de. Muito mais quando se sabe que é a última que está pu- objectivos definidos para o presen- que, nos últimos anos, o actual lí- blicada –, o SAP registou a te mandato, o autarca de Aldeia das der do PSD já conseguiu “correr” entrada de 417 utentes víti- Dez – que se autodenomina como com Carlos Portugal, Francisco mas de danos causados por uma pessoa “apartidária” que nes- Martins e, mais recentemente, acidentes de trabalho. Este te momento “veste a camisola do José Ricardo. número, apenas é superado Mas nesta corrida à liderança por Arganil (554) e Monte- PSD” – começa por dizer que “não do PSD, que vem sendo exercida fez promessas para não defraudar as mor-o-Velho (446). por Mário Alves desde o início pessoas” e que “estará disponível e dos anos 90, também é interes- No que diz respeito a aci- atento aos problemas que vão sur- sante perceber-se de que lado es- dentes escolares, os núme- gindo na freguesia”. Quanto a no- tarão os presidentes de Junta do ros também são igualmente vos projectos, o autarca equaciona partido. Por enquanto, o que se preocupantes e Oliveira do a hipótese de candidaturas a novos sabe é que alguns autarcas terão concursos para captar investimen- optado pelo silêncio para evitar tos, mas coloca de parte “elefantes complicações políticas na sua já difícil vida de presidente de jun- brancos ”. A luta contra a desertificação é ta. Mas também ninguém ficou indiferente ao aparecimento do MARIA DE LURDES MORAIS outro dos objectivos, sendo que autarca do Seixo da Beira, Antó- nesta matéria António Dinis ressalva nio Inácio, na lista de José Carlos AGRADECIMENTO a importância de uma alteração ao Mendes. Plano Director Municipal por forma Sua filha, netas e restantes familiares vêm, por este meio, agradecer a todas as pessoas que a serem contempladas novas áreas EDIÇÃO ONLINE se dignaram assistir ao funeral da sua ente querida ou que de qualquer outra forma lhes de construção na freguesia. manifestaram o seu sentimento e amizade. www.correiodabeiraserra.com
  • 18. 18 LOCAL 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra Empresário entra no sector da imprensa escrita Feira do Queijo António Lopes investe com balanço positivo no Correio da Beira Serra O conhecido empresário, António dos financeiros que vem dando a algumas Santos Lopes, é o principal accionista instituições locais – como os bombei- da Temactual – a empresa que passará ros, por exemplo –, exerce actualmente a ser responsável pela edição do jornal a função de deputado municipal, eleito Correio da Beira Serra. pela CDU, na Assembleia Municipal de Este empresário, que começou a ago- Oliveira do Hospital. ra a dar os primeiros passos no sector Quanto ao projecto relacionado com da imprensa escrita, está também neste o relançamento do Correio da Beira Ser- momento em negociações que visam a ra, aquele empresário lançou à redacção criação de um jornal semanário no con- o desafio de transformar o CBS num dos celho da Covilhã. jornais de referência não só no distrito António Lopes, que tem sobressaído de Coimbra como também ao nível da na sociedade oliveirense pelos apoios própria região. O Queijo Serra da Estrela foi mais uma anteriores, os Automóveis Antigos não vez o centro das atenções na 15ª edi- passaram despercebidos e chamaram ção da feira do queijo, mel e enchidos a atenção dos habitantes das localida- organizada pela Câmara Municipal de des por onde passaram, no âmbito do Oliveira do Hospital. Ao mercado Mu- 2º Passeio de Automóveis Antigos “Na nicipal da cidade acorreram muitos vi- Rota do Queijo Serra da Estrela” que sitantes que acabaram por não resistir não se ficou por Oliveira do Hospital, em levar para casa quer o queijo, quer tendo também passado pelo concelho o requeijão produzidos nas queijarias de Seia. do concelho. “O balanço da feira é po- Na organização do certame, é de sa- sitivo”, afirmou ao Correio da Beira lientar o apoio prestado pela Confraria Serra uma produtora que se mostrava do Queijo Serra da Estrela, em especial satisfeita com a venda do queijo, cujo na relação com confrarias estrangeiras. preço foi estipulado em 15 Euros. No Neste domínio a Feira do Queijo 2006 espaço do mercado municipal, a venda contou com a entronização de novos dos enchidos e do mel agradou os ven- confrades e com a assinatura da Consti- dedores uma vez que – como afirmaram tuição Europeia de Confrarias de Queijo, – foi “positiva, embora a maior procura numa cerimónia que decorreu no Salão tenha acontecido de manhã”. O Queijo, Nobre dos Paços do Município. António Lopes na nova redacção do CBS os enchidos e o mel são as principais Nesta edição os mais novos também apostas da feira dinamizada pela autar- tiveram uma palavra a dizer, no âmbito quia oliveirense, que pretende “promo- do concurso lançado pela autarquia alu- ver e valorizar os produtos endógenos”. sivo ao queijo Serra da Estrela. A ideia Troca de mimos com autarca da CDU No entanto, o certame não se esgotou era que os alunos do 4º ano de escola- Correia Dias abandona os nestes produtos, porque o vinho Dão ridade do concelho apresentassem tra- da Adega Cooperativa de Nogueira do balhos relacionados com a iguaria. Os Cravo, o artesanato dos artesãos locais, trabalhos apresentados foram expostos trabalhos da Assembleia os bolos tradicionais e os licores foram motivos de interesse. na Casa da Cultura César de Oliveira e os vencedores do concurso foram pre- O presidente da Junta de Freguesia de de mimos – “o senhor não mete medo As velharias e o coleccionismo ex- miados pela Câmara Municipal no dia da Vila Franca da Beira, João Dinis, envol- a ninguém”–, e Correia Dias optou por postos no espaço envolvente ao merca- feira do queijo. veu-se numa escaramuça política com abandonar os trabalhos da assembleia, do municipal atraíram os presentes que Muito mais que feira, o certame apre- o deputado municipal do PSD, António visivelmente irritado, na companhia do não deixaram de lançar um olhar mais sentou-se como uma festa assinalada Correia Dias, na última Assembleia Mu- presidente da Junta do Seixo da Beira. minucioso e curioso nas raridades ex- pelo convívio e confraternização, onde nicipal (AM), dia 24 de Fevereiro. Mas algum tempo antes deste episó- postas. Tal como aconteceu em edições não faltou a actuação de grupos musi- A cena passou-se quando o autarca dio, o ambiente já tinha azedado com da CDU, que estava a fazer uma inter- um outro autarca da CDU, João Abreu, venção com fortes críticas ao Governo, que se insurgiu contundentemente e de Moção apoia candidatura de José Francisco Rolo ouviu uma interrupção de Correia Dias semblante carregado contra Carlos Tei- com o seguinte desabafo: “Ó senhor presidente, isto é uma vergonha…” xeira da Rocha, que na ausência de Si- mões Saraiva, presidiu à sessão. Abreu JS reconhece “genica” do Indisposto – e ainda mal a frase tinha acabado de ser pronunciada – João Dinis acusou Rocha de não estar a conceder à CDU o mesmo “tempo de antena” que candidato reagiu de forma contundente: “o senhor vinha sendo dado às outras bancadas, A Juventude Socialista de Oliveira do O candidato é referenciado pelos é que devia ter vergonha das coisas que nomeadamente ao PS. Hospital aprovou uma moção de apoio à jovens socialistas como “o mais bem andou aqui a fazer durante anos”. candidatura de José Francisco Rolo à Co- preparado intelectual, política e tecni- De seguida ainda houve uma troca missão Política Concelhia (CPC) do Parti- camente para ocupar o cargo e, desen- do Socialista. Em comunicado enviado à volver um trabalho capaz de devolver a imprensa a JS sublinha que o candidato confiança aos Oliveirenses”. Tendo em Bombeiros de Oliveira do Hospital “já deu provas de andar na política de uma forma totalmente desinteressada a conta “a defesa dos superiores interes- ses dos jovens” a JS de Oliveira do Hos- nível pessoal” acreditando que “ele está pital acredita que o candidato poderá comemoram 84º Aniversário na política para trabalhar”. Na sequência do apoio dado a “Homens e Mulheres “catapultar o concelho de uma vez por todas para o século XXI da Inovação, da A Associação dos Bombeiros Voluntá- o hastear das bandeiras seguindo-se a que mais garantias dão” – lê-se no comu- competitividade e da solidariedade”. rios de Oliveira do Hospital está de pa- romagem aos cemitérios e a missa. A nicado – a JS encontra em José Francisco Os jovens Socialistas reconhecem que rabéns. No dia 26 de Março assinala 84 Direcção e Comando da Associação des- a “genica que é precisa para tentar pro- o PS “precisa de renovação” e acreditam anos de actividade em prol do concelho tacam igualmente que a Sessão Solene mover e lutar pela execução de ideias e que para isso é importante “a entrega e da região. As cerimónias comemorati- está agendada para as 11h15h, sendo projectos de futuro”, admitindo que “já total à causa pública de José Francisco vas desta data têm início às 08h00 com seguida pelo desfile e almoço. o provou por diversas vezes”. Rolo”.
  • 19. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra SAÚDE 19 Comentário Entre a meia-noite e as oito horas da manhã Problemas de Saúde SAP na iminência de encerrar O Serviço de Atendi- HENRIQ UE BARRETO mento Permanente Oliveira do Hospital está com proble- do Centro de Saúde mas de saúde, mas a causa principal também assenta em “negligência”. de Oliveira do Hos- Não é “negligência médica”, mas sim política! Senão, vejamos: pital deverá ter os 1.Quando no final dos anos 80 dias contados e o seu – na véspera das eleições autárquicas de Dezembro de 1989 –, o presidente encerramento, duran- da Câmara de então, António Simões Saraiva, se decidiu pela privatização te o período noctur- do hospital concelhio, entregando- o à Fundação Aurélio Amaro Dinis no, é cada vez mais (FAAD), deu um rude golpe no futuro da saúde no concelho; iminente. Em troca, o 2. Quais foram os resultados? O Estado deixou de investir naquele Governo promete “re- hospital que repentinamente deixou O previsível encerramento do SAP gera onda de protestos de ser sua propriedade e, logo alguns organizar a oferta no anos mais tarde, veio a saber-se que a FAAD estava à beira da ruptura fi- sentido de se chegar com aquilo que o Correio da Beira Serra A grande questão – e aí os bairris- nanceira, correndo-se inclusivamente conseguiu apurar junto de fontes conhe- mos virão inevitavelmente ao de cima –, o risco daquela unidade de saúde po- melhor e mais depres- cedoras do processo –, o que o Governo prende-se também em saber onde é que der vir a encerrar pretende criar é uma Unidade Básica de essas Unidades de Urgência Básica vão sa às populações”. 3. Na altura, houve várias vozes Urgência (UBU) que, articulando-se com ser instaladas e quantas é que vão ser críticas a insurgirem-se contra aquele a rede hospitalar de urgência/emergên- criadas no distrito de Coimbra. Para já, À processo de privatização e, desinte- cia, “preste cuidados em condições tec- parece certo que o Governo terá sempre ressadamente, não faltou quem de- semelhança do que está a acon- nicamente adequadas às necessidades em linha de conta não só a localização fendesse que o presidente da Câmara tecer por todo o país, também dos doentes”. geográfica dos concelhos do distrito deveria remeter a decisão para depois Oliveira do Hospital está na Esta UBU, que já está anunciada para como também a qualidade das instala- das eleições autárquicas que se avizi- nhavam. Assim não foi entendido e iminência de ver encerrado servir alguns concelhos do distrito de ções de saúde actualmente existentes. os resultados estão agora à vista. – entre a meia-noite e as oito da manhã Viseu que ficaram com os SAP encerra- Contudo, o caso de Oliveira do Hos- – o Serviço de Atendimento Permanente dos durante o período nocturno, fun- pital, que de acordo com o que o CBS 4. Entretanto, o vizinho concelho (SAP) do Centro de Saúde. ciona 24 horas por dia e “a sua área de sabe ainda está em fase de estudo, é de Seia veio para a rua e encetou uma A medida, que tem estado a ser mui- influência abrangerá uma população su- algo complicado, especialmente, por luta convicta por um hospital distrital que, ao que tudo leva a crer, está à to contestada, insere-se no novo mode- perior a 40 mil habitantes, em que, pelo ser o concelho mais distante do hospital beira de se transformar numa reali- lo de reorganização da rede de cuidados menos para uma parte, a acessibilidade central dos HUC. dade. de saúde que o Governo quer implemen- em condições normais, é superior a 60 A título de curiosidade, refira-se que tar e que passa, especialmente, pelo minutos ao serviço de urgência médico- de acordo com a informação a que o 5. Num futuro próximo, o que é encerramento nocturno dos SAP com cirúrgico mais próximo”. CBS teve acesso – e que por enquanto é que nos resta? Estamos na iminência de perder o serviço de urgências do uma média de atendimento inferior a 10 Neste esquema, o processo de tria- a que está disponível –, o SAP do Centro SAP do Centro de Saúde de Oliveira utentes por noite. gem dos doentes cabe ao INEM que, de Saúde de Oliveira do Hospital (CSOH) do Hospital e, qualquer dia, talvez Só ao nível dos centros de saúde do através de um sistema de “call center”, atendeu em 2004, entre as 00,00h e as tenhamos que começar a rumar em distrito de Viseu, por exemplo, o minis- “coordenará a referência e o transporte, 8h00, uma média de 5,7 utentes por direcção ao banco de urgências do tro da Saúde, Correia de Campos, anun- com carácter de urgência, de doentes noite. É a média mais alta do distrito. futuro hospital de Seia. É tudo uma ciou recentemente o encerramento de das UBU para os Serviços de Urgência Aliás, o número médio de atendimentos questão de hábito, porque quando a saúde falta o resto é acessório. nove dos 10 SAP que funcionam entre a dos Hospitais da Rede de Urgência/ no SAP por dia naquele ano (101 uten- meia-noite e as oito horas da manhã. Emergência”. tes) é também o mais elevado entre um 6. Mas, como não vale a pena cho- Sobre este polémico dossiê, o presi- A criação desta UBU implica neces- conjunto de 16 concelhos. Lousã é o rar sobre o leite derramado – julgo dente da Administração Regional de Saú- sariamente o encerramento do SAP de segundo concelho do distrito a ocupar que Aurélio Amaro Dinis nunca se in- de do Centro (ARSC), Fernando Regatei- comodaria com esta minha pergunta Oliveira do Hospital e de todos os con- o segundo lugar do “ranking” de aten- –, por que é que o Estado e a admi- ro, tem vindo a afirmar na comunicação celhos vizinhos, já que todos esses ser- dimentos, com uma média de 83,1 uten- nistração da Fundação não encon- social que compreende a “preocupação viços de saúde, que atendem menos de tes/dia. tram uma solução de parceria que, das populações”, mas sustenta que “não dez utentes entre a meia-noite e as oito, HB face ao previsível encerramento do se trata de fechar, mas sim de reorga- serão integrados naquele novo sistema. SAP, possa contribuir para o reapa- nizar a oferta no sentido de se chegar recimento de um verdadeiro serviço de urgências nocturno em Oliveira do melhor e mais depressa às populações”. Hospital nas instalações do hospital? O presidente da ARSC já adiantou in- COMO FUNCIONAM AS UNIDADES BÁSICAS DE URGÊNCIA clusivamente que “através da urgência 7. Desenganem-se os que pensam articulada com um sistema de trans- - A actividade da unidade básica de urgência, na óptica da optimização de que o SAP satisfaz as necessidades portes adequado, que envolve diversos recursos existentes, desenvolve-se em articulação e partilha de recursos (patri- de saúde dos doentes no período nocturno em caso de emergência. transportadores, e de uma central de moniais e humanos) dos centros de saúde e dos hospitais existentes na respectiva Durante esse período, aquele serviço orientação dos doentes, Call Center, área de influência; – como tantos outros congéneres – constituir-se-á uma arquitectura trans- - O INEM coordena a referência e o transporte, com carácter de urgência, de não só não tem os mais elementares parente de modo a que ninguém vá en- doentes das UBU para os Serviços de Urgência dos Hospitais da Rede de Urgên- meios-auxiliares de diagnóstico como ganado a um sítio onde não deve ir, ou cia/Emergência; os casos clínicos, onde há suspeita de - Funcionam 24 horas por dia; gravidade, são logo reencaminhados se desloque a um serviço que não tem para Coimbra. E, nesse aspecto, o os recursos próprios para a sua situação - Os recursos humanos são oriundos das diferentes instituições existentes na hospital da fundação está razoavel- clínica” área de influência; mente bem apetrechado de tecnolo- - Para além do equipamento básico, a UBU deve dispor, ainda, de: gia que deve ser posta ao dispor do Unidades Básicas de Urgência substi- a) Radiologia simples; cidadão quando as circunstâncias o b) Oximetria de Pulso; tuem SAP exijam. c) Electrocardiógrafo; Explicando melhor o que é que neste momento está em questão – de acordo d) Patologia Química / Química Seca
  • 20. 20 C U LT U R A / A G E N D A 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra TEATRO EXPOSIÇÕES CINEMA Seia Oliveira o Hospital Oliveira o Hospital (Cine-Teatro da Casa Municipal) (Casa da Cultura César Oliveira) (Casa da Cultura César Oliveira) Amadeu Fernandes / Gina Folques 7 – 18 – 19 – Março > 21h30 AGENTE ACIDENTAL “O Sonhar de Dois Artistas” Realizador: Les Mayfield Pintura > Até 18 de Março Com Samuel L. Jackson e Eugene Levy Acção/ Comédia – m/12 – 93 min Ritual Bar “Sucata Sisters – Sarrabulho” (Até 30 de Março) 24 – 25 – 26 Março > 21h30 Dia 18 > 21:45 Horas Nico Latooy, holandês, radicado em Portugal, expõe ORGULHO E PRECONCEITO Preços: € 5,00 - € 2,50 C/ Desconto Realizador: Joe Wright pinturas até 30 de Março . É a segunda vez que o Com Keira Knightley, Mathew MacFadyen, D. Sutherland… Espectáculo para maiores de 16 anos autor mostra as suas obras neste espaço de refe- Drama/ Romance – m/12 – 127 min Duração: 1 hora e 30 Minutos rência em Oliveira do Hospital. 3 Nomeações para Óscares da Academia Tondela (Acert) 31 Março > 21h30 02 Abril > 21h30 Tondela (Galeria Novo Ciclo Acert) MUNIQUE Realizador: Steven Spielberg Com Eric Bana., Naniel Craig, Ciaran Hins, Geoffrey Rush… João Cosme Crime/ Drama – m/16 – 165 min “Trilhos da Terra” 5 Nomeações para os Óscares da Academia Fotografia > Até 25 de Março “Quadros do Interior” Dia 24 de Março > 21:45h Miguel Figueiredo Seia (Cine-Teatro da Casa Municipal) Teatro das Beiras “Húmus, humores” Escultura > 27 de Março > 18h00 - Inauguração Dias 17 e 19 (Sexta Feira - 21h30 e Domingo - 15h30 e 21h30) “TUDO POR UM SONHO” Realização: John Gatins Arganil (Sala Guilherme Filipe) Intérpretes: Kurt Russell, Kris Kristofferson, Dakota Fanning Drama – M/12 – 98 minutos “Os Cantos da Língua - Estreia” Nataniel Rosa Dias 24, 25 e 26 Dia 27 de Março > 21h45 “A Fisionomia dos Rochedos” (Sexta feira e Sáb. - 21h30 e Domingo -15h30 e 21h30) Pintura > Até 31 de Março “ORGULHO E PRECONCEITO” Realização: Joe Wright Intérpretes: Talulah Riley, Rosamund Pike, Keira Knightley Drama – M/12 – 127 minutos ESPECTÁCULOS Ciclo Cinema Português Dia 28 > Terça Feira – 21:30 Horas Coimbra “ODETE” Realização: João Pedro Rodrigues “Bicicleta de Recados” (Teatro Académico Gil Vicente) Intérpretes: Teresa Madruga, Nuno Gil, 27 e 28 de Março > 10:30 e 14:30h Drama – M/16 – 101 minutos Trigo Limpo teatro ACERT Coimbra em Blues Dia 29 > Quarta Feira – 21:30 Horas 4º Festival Internacional de Blues de “UM RIO” Viseu (Teatro Viriato) Coimbra LITTLE FREDDIE KING Realização: José Carlos de Oliveira Intérpretes: Anabela Moreira, Jorge Mota, Mariana Coelho 16 Março > 21h30 Drama – M/12 – 127 minutos Dia 30 > Quinta Feira– 21:30 Horas GEORGE HIGGS/ADOLPHUS BELL “COISA RUIM” 17 Março > 21h30 Filme rodado em Torroselo (SEIA) Realização: Tiago Guedes e Frederico Serra Heavy Trash Intérpretes: Adriano Luz, Manuela Couto, Sara Carinhas, Afonso Pimentel, João Santos, José Pinto, João Pedro Vaz, 18 Março > 21h30 Gonçalo Waddington, Miguel Borges, Maria d’Aires. Terror/Mistério/Drama – M/12 – 100 minutos Teatro infantil (Marionetas) “Que o meu nome não te assuste” 21 de Março > 10h30 / 15h Tondela (Acert) Tondela (Acert) 22 de Março > 10h30 Nuno Prata 18 e 19 de Março > 21h45 Duração 45 minutos 19 também > 16h00 Preço 2,50 € (sessões escolares) Café-Concerto Máquina Zero Sábado, 18 de Março > 23:30h Bar Novo Ciclo ACERT 20, 21 e 22 de Março Concerto Aniversário da sala de CinemACERT 9 anos de muito e bom cinema, de muitas sessões AMÉLIA MUGE de cinema português e europeu, de muitas sessões Sábado, 25 de Março > 21:45h | Auditório 1 para as escolas… Concerto do Mês nos 30 anos de actividade da E, sobretudo, de muito e bom público… ACERT 20 de Março > 21.45h Dom Quixote de Orson Welles “PING - O pássaro que não sabia voar” 23 de Março > 15h Viseu 21de Março> 21.45h Alice [Realizador Marco Martins] (Conservatório Regional de Música) 24 de Março > 10h30 / 15h Preço 2,50 € (grupos escolares) 22 de Março> 21.45h Sábado, 25 de Março | 11h - Preço A (5€ a 10€) Concerto de Primavera O Pesadelo De Darwin Duração 60 min. Destinatários: Entre 1 e 5 anos Sexta, 31 de Março > 21h30 [Realizador Hubert Sauper]
  • 21. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra REGIÃO 21 R E V I S TA DE IMPRENSA Serra da Estrela Seia PENT investe 668 milhões de Parques eólicos concluídos até euros na Serra da Estrela final do ano Na Serra da Estrela vão ser investidos 668 milhões de euros que poderão gerar A Câmara Municipal de Seia e a Enernova – Empresa do Grupo EDP – já assinaram perto de dois mil empregos directos em nove grandes projectos âncora. Núme- o protocolo que visa a instalação de dois parques eólicos na Serra da Alvoaça e ros que levam Jorge Patrão, presidente da Região de Turismo, a acreditar que Pedras Lavradas. O acordo fixa os montantes a pagar pela empresa ao município estão reunidas as condições para a exploração de «novas potencialidades ligadas e às juntas de freguesia proprietárias dos terrenos onde vão ser instalados os à dinâmica turística, num momento económico de grande estagnação», refere o equipamentos, que permitirão o desenvolvimento das energias renováveis, no- também vice-presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo (ANRET). meadamente as resultantes do aproveitamento dos recursos eólicos existentes Os números foram revelados depois de uma reunião, realizada na Covilhã, entre na região. No âmbito do mesmo acordo a Enernova compromete-se a instalar os novos pólos de atracção definidos no Plano Estratégico Nacional do Turismo os parques eólicos e o competente sistema de ligação à rede eléctrica nacional, (PENT) e anunciados em Janeiro pelo Governo: Alqueva, Douro, Litoral Alentejano, com os respectivos dispositivos e equipamentos, nas formas e condições que para Oeste e Serra da Estrela. o efeito constam do projecto definitivo, submetido ao respectivo licenciamento Os projectos na nossa região dizem respeito à ampliação e requalificação da municipal. Estância de Esqui da Torre, num investimento na ordem dos 12 milhões de euros As contrapartidas financeiras para o município de Seia ascendem aos 93.500 dividido em duas fases: numa primeira, o número de pistas será expandido para euros, calculadas com base em 50 por cento da potência total a instalar. A este va- 12 quilómetros, ocupando todo o perímetro actual; numa segunda fase, o períme- lor junta-se uma renda anual, correspondente a 2,5 por cento da produção de 17 tro será ultrapassado com a criação de pistas mais compridas. A criação da grande MW, sobre o pagamento mensal feito pela entidade receptora da energia eléctrica aldeia de montanha nas Penhas da Saúde (que inclui um casino e moradias turís- produzida, que se estimam em cerca de 100 mil euros anuais. ticas) também foi contemplada, prevendo-se um investimento de cerca de 250 O documento estabelece, ainda, que a empresa deverá socorrer-se de mão- milhões. Novas telecabinas de montanha e outras estruturas (25 milhões de euros) de-obra disponível nos dois concelhos abrangidos pelos equipamentos (Seia e e o complexo termal de Unhais da Serra, já em construção, estão abrangidos. Covilhã). A Enernova admite mais investimentos na região e António Gonçalves, In Porta da Estrela administrador da empresa, garantiu que as obras vão começar de imediato, para que os parques possam estar concluídos em meados de Outubro, perspectivando- se que possam começar a produzir energia no final do próximo ano. O Presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito, congratulou-se com o desfecho deste processo, Viseu sublinhando a receita que os equipamentos vão gerar nos cofres do município, destinados “a investimentos de combate à desertificação naquela zona”. Uma empresa “amiga do ambiente” Carregal do Sal Concelho precisa de mil postos A excessiva dependência de Portugal face aos combustíveis fósseis na obtenção de energia tem conduzido a problemas ambientais graves, nomeadamente no que diz respeito à emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera. O recurso a sistemas de energias renováveis apresenta-se como a solução mais urgente para inverter esta tendência e para reduzir o impacto das necessidades energéticas. É a pensar nestes aspectos que a empresa Dr. Sol, em Viseu, coloca ao dispor dos de trabalho seus clientes um conjunto de soluções energéticas baseadas na utilização de re- Numa altura em que a taxa de desemprego sobe em flecha a nível nacional, no cursos naturais não poluentes. Aberta oficialmente ao público desde Novembro de concelho de Carregal do Sal existem cerca de mil postos de trabalho por preen- 2005, a empresa promove um conceito que estava já a ser trabalhado desde Abril cher. Com a instalação de várias empresas e o crescimento de outras, este con- passado, apostando na formação. Apesar de recente, “o balanço é super positivo celho não tem desemprego e necessita de “importar” mão-de-obra de concelhos e acima das expectativas”, conforme revela o sócio-gerente José Carlos Lopes, que vizinhos. “Hoje temos sete parques industriais cheios de empresas”, revelou ao se encontra ligado ao sector da climatização há 18 anos. Uma das principais apos- DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da Câmara. Atílio Nunes adiantou que existem tas reside no sistema de energia solar térmica que consiste no aproveitamento empresários no concelho que lhe disseram necessitarem de cerca de mil trabalha- da energia do sol para apoio ao aquecimento de água e ao aquecimento central dores. “Já aqui trabalha muita gente de Viseu, Tondela, Nelas, Tábua, Santa Comba e se apresenta como “uma solução para o futuro”. Para este facto muito tem con- Dão e precisamos de muito mais gente”, disse. tribuído, de acordo com o responsável, a “obrigatoriedade da pré-instalação de O autarca social-democrata referiu que o sector das madeiras é o que mais sistemas de energia solar em todas as novas habitações”. necessita de mão-de-obra qualificada. Mas, na área das confecções, existem tam- Sobre este ponto, José Carlos Lopes defende que se trata de um sistema que bém duas empresas que necessitam de cerca de 400 trabalhadores, sendo que “começa a ser procurado e já não se constróem habitações onde não se peça, uma delas possui uma linha de produção parada por não ter também funcionários pelo menos, o orçamento ou a pré-instalação”. “Mesmo os clientes que vêm pedir especializados. “Um concelho que está a cem por cento de actividade e cujas em- propostas ao nível do aquecimento central tradicional já incluem também o solar presas exportam cerca de 95 a cem por cento é um orgulho para nós”, salientou, térmico”, acrescenta. acrescentando que o governo “devia olhar por nós diferentemente do que olha Uma das justificações prende-se com o factor económico, dado que do grupo para outros e para onde empurra os milhões de euros para manter as pessoas das energias alternativas – que integra os sistemas fotovoltaico, eólico, biomassa, empregadas”. entre outros – este é o mais acessível. Entretanto, a última reunião do executivo camarário carregalense foi pioneira, In Diário Regional de Viseu a nível nacional, porque pela primeira vez não existiram documentos de apoio em papel dos pontos que constituíram a Ordem do Dia. Coimbra Parque Verde em 2007 na Gouveia margem esquerda do rio Câmara de Gouveia cria Cinco anos depois de ter chegado a Coimbra, o Programa Polis entra em força na margem esquerda da cidade, com duas intervenções que ascendem a sete milhões Biblioteca Digital Vergílio de euros. Já foi adjudicada a obra da entrada poente do Parque Verde do Monde- go, seguindo-se a intervenção na zona ribeirinha, numa área de 13,4 hectares, Ferreira correspondentes a 882 metros de frente de rio. Se tudo correr dentro do pre- visto, esta obra será lançada em Julho próximo e prolonga-se por um ano, o que A Câmara de Gouveia anunciou a criação da Biblioteca Digital Vergílio Ferreira, na prática significa que lá para o Verão de 2007 a população já poderá usufruir onde poderá ser consultada uma base de dados composta por informação munici- plenamente da margem esquerda do rio, entre a ponte de Santa Clara e o actual pal digitalizada. Trata-se de uma iniciativa que, segundo o presidente da autarquia, Clube Náutico. Álvaro Amaro, pretende realçar «o valor e reconhecimento do espólio existente na Orçada em seis milhões de euros, a obra contempla a construção de algumas Biblioteca Municipal, um projecto de armazenamento e conservação de escritos infraestruturas, nomeadamente um parque radical, zona de estacionamento, res- e documentação diversa do concelho». «Tratou-se de reunir tudo o que é conside- taurante e equipamentos de apoio às actividades náuticas. Estabelece ainda a liga- rado fundo local, digitalizar e reunir numa base de dados pesquisáveis consoante ção à terceira fase do projecto, já em funcionamento na margem direita, através as necessidades dos utentes, da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira», explicou. da ponte pedonal. Para mais tarde fica a quarta fase, adjacente a esta zona, que Desta forma os utentes têm acesso a informação relacionada com o concelho contempla a construção de uma piscina. globalmente e suas freguesias nas áreas económica, social, histórica, cultural, de O presidente da câmara congratula-se com a dinâmica que se imprimiu, mas personalidades, estatísticas, tradições, usos e costumes, fotografias e mapas, sen- lembrou que estas intervenções «são apenas uma parte do Programa Polis». O do que o espólio é sujeito a actualizações. A Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, mesmo é dizer que é necessário garantir verbas para realizar o que falta. «No pró- inaugurada em Setembro de 1995, é dedicada ao escritor e romancista natural da ximo Quadro Comunitário de Apoio devem ser contempladas verbas, sob pena do freguesia de Melo, Gouveia. O equipamento resultou de um contrato-programa programa ficar amputado», sublinhou, elogiando, depois, o esforço da Sociedade entre o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e a Câmara de Gouveia. CoimbraPolis em realizar obra apesar das restrições financeiras. «Por vezes, parece Reúne parte do espólio literário oferecido a Gouveia por Vergílio Ferreira, tendo que o dinheiro estica», observou. registado no último ano uma afluência de cerca de 4.200 pessoas. In Diário de Coimbra In Porta da Estrela
  • 22. 22 DESPORTO Correio da Beira Serra 15 de Março de 2006 > Futebol entanto gerir a vantagem e, no último minuto, sofreram o golo do empate. Pesca de Oliveira do Hospital sagrou-se campeão distrital da Associação de Té- Nas duas próximas jornada, os inicia- nis de Mesa de Coimbra (2005/2006). 2ª Divisão Série C dos, que têm uma derrota e um empa- Com duas jornadas por disputar (a re- te, deslocam-se a Barcelos e folgam à 4ª alizar no próximo dia 11 de Março, em FCOH continua isolado jornada. Ervedal da Beira, contra as equipas de no fim da tabela Ega e Arganil), o clube de Oliveira do Hospital é já o virtual campeão distrital Na 22ª jornada da 2ª Divisão-Série C, o Campeonato Nacional após ter derrotado, em Coimbra, o Clu- FCOH mantêm-se isolado no fim da ta- III Divisão (Zona Norte) be Desportivo de Celas (2º classificado) bela classificativa com apenas 8 pontos por 4-1, num jogo bem disputado que tónio Marques, acabou a primeira-parte e, com o campeonato a aproximar-se do FCOH > 6 • Mealhada > 5 teve hora emeia de duração. Somando a perder 0-3, mas conseguiu dar a volta fim, a descida de divisão é cada vez mais vitórias em todos os jogos (e nunca ce- ao resultado, proporcionando uma boa iminente. Nesta jornada, em que o Tou- dendo maisde que um set em cada jogo), exibição. rizense deixou escapar a liderança do Seniores sobem um lugar na tabela o Clube de Caça e Pesca irá representar, Nas duas próximas jornada, os Infantis A, campeonato para o Oliveirense, o FCOH no próximo dia 8 de Abril, o distrito de que ocupam o primeiro lugar da tabela foi a equipa que folgou. A disputar o campeonato nacional da III Coimbra na fase de qualificação para a classificativa, deslocam-se no próximo Na próxima jornada, o FCOH tem um Divisão (Zona norte), a equipa de senio- 3ª divisão nacional. fim-de-semana a Santa Maria da Feira e jogo com o Pampilhosa. res do FCOH, comandada por Ricardo André Klimachev, Pedro Ferreira, Henri- no seguinte recebem o Valongo. Nogueira, derrotou em casa a equipa que Fernandes, Luca Dimuccio e Nuno de Paço do Rei por 6-5 e subiu um lugar Augusto são os atletas que já represen- AF Coimbra Taça Nacional na tabela classificativa. Neste momento taram, esta época, o “novo” campeão Divisão de Honra Iniciados – Zona Norte – com 13 pontos –, o FCOH está em an- distrital da Associação de Ténis de Mesa de Coimbra. Nogueirense soma e segue FCOH > 3 • Mealhada > 3 Na jornada 24 da Divisão de Honra da Iniciados tiveram o pássaro na > Todo-o-Terreno AF Coimbra, o Nogueirense foi a Con- mão deixa derrotar a equipa local por 0-1, posicionando-se no quarto lugar da ta- Associação Catraiense No pavilhão municipal de Oliveira do bela classificativa. organiza prova TT Hospital, os iniciados do FCOH, que Com 38 pontos, a equipa de Nogueira este ano também subiram aos nacionais, do Cravo está agora a 7 pontos do líder Rota da Água, é o nome do I Passeio- empataram com o Mealhada por 3-3. A do campeonato, a equipa de Gândara. tepenúltimo. O líder do campeonato é o Todo-o-Terreno que se realiza este mês equipa da casa, treinada por Rui Pereira, Na próxima jornada, o Nogueirense des- CAR Taipense com 38 pontos. em Catraia de S. Paio, Oliveira do Hos- entrou em campo de forma muito deci- loca-se ao campo do Tabuense, que tem pital. Organizado pela Associação Re- dida e acabou por fazer um bom jogo. apenas menos três pontos que a equipa creativa e Cultural Catraiense (ARCC), Estando a vencer quase até ao final da de Nogueira do Cravo. partida, os iniciados não souberam no > Ténis de Mesa este passeio TT – que trará a Oliveira do Hospital dezenas de aficionados do todo-o-terreno – desenrola-se em duas Iniciados Clube de Caça e Pesca fases, uma de motas, dia 26 de Março, Taça Encerramento consagra-se campeão e uma outra destinada só a jipes, dia 2 Série A distrital de Abril. Para além deste evento, a ARCC tem outras iniciativas agendadas para Iniciados “metem” oito bolas na Depois de um 6º lugar, alcançado na este ano, como Torneios de Damas, um baliza de Arganil época de estreia em competições asso- Passeio Turístico de Minis e ainda um ciativas (2004/2005), o Clube de Caça e “Safari” das Beiras. Na primeira jornada da Taça de Encer- ramento-Série A, a equipa de iniciados de Oliveira do Hospital foi a Arganil der- rotar a equipa local por uns expressivos 0-8, posicionando-se no primeiro lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada, os iniciados deslo- cam-se ao Lousanense. > Hóquei em Patins Taça Nacional Infantis A – Zona Norte FCOH > 6 • Barcelos > 5 FCOH impõe derrota ao Barcelos Em jogo disputado no pavilhão munici- pal de Oliveira do Hospital, os Infantis A do FCOH, que este ano subiram aos nacionais, derrotaram o Barcelos por 6-5. A equipa da casa, treinada por An-
  • 23. 15 de Março de 2006 Correio da Beira Serra L AZER 23 Horóscopo Previsões de Maria Helena - Centro Português de Esoterismo para o Período de 15 a 31 de Março Código Deontológico CARNEIRO Carta Dominante: O Mágico, que sig- nifica Habilidade. BALANÇA Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Dos Jornalistas Amor: Transmita mais confiança à Amor: Seja mais realista e tome sua cara-metade. consciência do rumo da sua vida 1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los Saúde: Cuidado com os acidentes amorosa. Saúde: Poderão surgir problemas ao nível dos den- com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com domésticos. Dinheiro: Hoje poderá ser felicitado pela forma tes. interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem Dinheiro: Seja mais humilde e verá que tudo irá como gere a sua vida profissional. correr melhor. clara aos olhos do público. Cristal Protector: Rodocrosita, ajuda a afastar a Cristal Protector: Cristal – Transparente - Transmi- insegurança. te energia cósmica e dá equilíbrio emocional, físico e mental. 2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a TOURO Carta Dominante: A Roda da For- ESCORPIÃO acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais. tuna, que significa Acontecimentos Carta Dominante: A Temperança, Inesperados. que significa Equilíbrio. Amor: Aposte na sensualidade para Amor: Se vai iniciar uma nova relação 3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informa- conquistar aquela pessoa tão especial. esqueça de vez o passado. Dedique- ção e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É Saúde: Proteja-se do frio. se verdadeiramente ao presente. Dinheiro: Ignore os comentários dos seus colegas e Saúde: Aja sempre com optimismo, não alimente obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos. continue com a dedicação que tem demonstrado. angústias. Cristal Protector: Pedra Esponja, ajuda no desblo- Dinheiro: Aclare as suas ideias para não tomar uma queamento de emoções e sentimentos, a fortale- decisão impulsiva. 4. O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou Cristal Protector: Celestite, ajuda a encontrar a cer o bom humor e a estimular a energia física. paz de espírito e a acalmar o sistema nervoso. documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identi- GÉMEOS ficação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por SAGITÁRIO Carta Dominante: 5 de Espadas, que Carta Dominante: Valete de Espadas, razões de incontestável interesse público. significa Avareza. que significa Vigilante e Atento. Amor: Procure falar de uma forma Amor: A sua relação denuncia algum mais serena e vai ver que o seu par desgaste e monotonia. 5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e vai apreciar a sua tentativa de mudança. Saúde: Mantenha-se tranquilo, pois apresenta boa Saúde: Evite a fast-food por algum tempo. forma. actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações Dinheiro: A sua assiduidade e pontualidade pode- Dinheiro: Seja mais discreto no seu local de tra- que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que rão estar sob avaliação. balho. Cristal Protector: Opala de Fogo, ajuda a desenvol- Cristal Protector: Granada, ajuda a aumentar a au- violentem a sua consciência. ver pensamentos positivos, optimismo e alegria. toconfiança e promove o sucesso. Dá grande capa- cidade de trabalho e preserverança. CARANGUEJO 6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fon- CAPRICÓRNIO Carta Dominante: Rei de Paus, que tes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais Carta Dominante: O Imperador, que significa Força, Coragem e Justiça. significa Concretização. Amor: A sua força interior poderá de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos excepto se o ten- Amor: Tenha em atenção a quem trazer de volta a estabilidade emo- confidencia a sua vida pessoal. tarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre cional. Saúde: Uma ligeira dor de cabeça poderá afectar Saúde: Cuidado com as doenças do foro psicoló- o seu dia. atribuídas. gico. Dinheiro: A sua vida financeira encontra-se está- Dinheiro: Certifique-se que as suas contas estão vel. em dia. Cristal Protector: Ágata-Azul, ajuda a encontrar a 7. O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até Cristal Protector: Pedra da Lua, ajuda a estimular o paz interior, incita ao sossego e à calma. a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou in- bom funcionamento de todos os órgãos do corpo humano. AQUÁRIO directamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. LEÃO Amor: Um boato poderá prejudicar a Carta Dominante: 6 de Copas, que sua relação. significa Nostalgia. Saúde: O seu desânimo irá deixá-lo mais vulnerá- 8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em Amor: Não guarde no seu coração vel, procure adoptar uma postura maia positiva mágoas antigas. função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. perante a vida. Saúde: Faça um esforço para se manter bem dis- Dinheiro: Modere os seus gastos, seja comedido posto. nas suas finanças. Dinheiro: Poderá ser chamado à atenção pela for- Cristal Protector: Ónix, ajuda a ter optimismo, pro- 9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando ma como se expressa perante os seus colegas. tege contra energias negativas e ambientes hostis. estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, Cristal Protector: Madeira Petrificada, ajuda a au- mentar a resistência física e intelectual. PEIXES manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista Carta Dominante: O Papa que signi- obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de VIRGEM fica Sabedoria. Carta Dominante: 8 de Copas, que Amor: Controle os seus instintos de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. significa Concretização, Felicidade. posse, a sua cara-metade poderá não Amor: Não imponha regras na sua gostar dessas atitudes. relação. Saúde: Sentir-se-á sensível, procura relaxar um 10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de pouco mais. Saúde: Cuidado com as infecções urinárias. comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. Dinheiro: Poderá surgir a oportunidade de ser pro- Dinheiro: Atenção a investimentos avultados. movido. Cristal Protector: Citrino, ajuda a manter o bom O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assun- Cristal Protector: Jaspe Vermelho, ajuda a afastar humor e a manter uma postura positiva perante Energias Negativas, facilita a comunicação e reali- tos em que tenha interesses. a vida. zação. VENDASCONTA Gabinete de Contabilidade Mediador de Seguros António Augusto Pina Neves Tel. 238 677 481 * Fax 238 676 342 Telem. 969 045 922 Tv. Quebra Costas * Vendas de Galizes 3400-503 NOGUEIRA DO CRAVO OHP
  • 24. Redacção, Direcção, Publicidade: Praceta Manuel Cid Teles, Lote 12 - 1.º Esq. 3400-075 Oliveira do Hospital Telefones 238 086 546 / 238 086 547 - Fax 238 086 547 Internet: www.correiodabeiraserra.com e-mail: correiodabeiraserra@sapo.pt www.correiodabeiraserra.com Presidente da Câmara e Assembleia Municipal Encerramento da Infinitum contra o encerramento do SAP PCP acusa “patrões” de “Eu vou à frente do pelotão” terem abandonado a empresa ço de saúde e deixou um aviso: “a ser verdade o encerramento do SAP eu vou ser aquele que vai à frente do pelotão. Num comunicado enviado à redacção do os comunistas, são os que encerram ou Oliveira do Hospital não pode ficar pri- Correio da Beira Serra, a Comissão Con- se preparam para encerrar empresas, e vada de um serviço destes”, disse Mário celhia de Oliveira do Hospital do Partido abandonam os trabalhadores, algumas Alves. Comunista Português mostra-se preocu- vezes até sem lhes pagarem tudo o que Frisando que Oliveira do Hospital tem pada com o facto de a situação dos tra- lhes devem”. localidades que distam mais de 30 quiló- balhadores das empresas de confecções Apelando aos trabalhadores da Infini- metros da sede do concelho, Mário Alves em Oliveira do Hospital se “continuar a tum “para que se mantenham atentos e defendeu também que o encerramento agravar”. “Desta vez, está declarada a fa- unidos, na exigência de que sejam res- do SAP não é aceitável num concelho de lência da «Infinitum», com 93 trabalhado- peitados os seus direitos, O PCP expressa risco com uma grande população idosa e res. Há poucas semanas tinha encerrado neste comunicado a sua “solidariedade onde existe uma fábrica a laborar 24 ho- a «Carrera», com mais 87 trabalhadores”, com os trabalhadores e as suas famílias ras por dia e ainda uma escola superior. refere aquele comunicado de imprensa, nesta hora difícil” e exige “ao patronato, Da parte da bancada do PS, surgiram que denuncia também que “no caso da ao Governo e à Câmara que cumpram as também algumas críticas à forma como «Infinitum», os trabalhadores mantêm-se respectivas responsabilidades legais e o Ministério da Saúde quer encerrar os nos seus postos de trabalho, apesar de sociais”. O presidente da Junta de Freguesia de SAP com uma frequência de menos de os patrões já terem abandonado a em- Ainda de acordo com o que refere o Meruge, João Abreu, insurgiu-se na úl- 10 utentes durante o período nocturno, presa e estar já nomeado o administra- PCP nesta nota de imprensa e caso se tima Assembleia Municipal contra o en- e Francisco Garcia fez questão de garan- dor judicial”. verifique o encerramento da “Infinitum”, cerramento do Serviço de Atendimento tir que os socialistas se opõem caso não O PCP, que diz não perceber “o por- “os trabalhadores têm interesses a de- Permanente (SAP) do Centro de Saúde de “seja encontrada uma solução melhor”. quê do encerramento desta empresa, fender e a assegurar, seja através dos Oliveira do Hospital entre a meia-noite e Recorde-se que neste processo de re- onde nunca tem faltado trabalho”, acusa patrões, seja pelo tribunal”. as oito horas da manhã. “A Câmara Muni- estruturação das urgências, o Governo também a Câmara Municipal de Oliveira cipal e a Assembleia não podem ficar de diz querer assegurar que qualquer uten- do Hospital e o Governo de nada faze- braços cruzados”, afirmou o autarca da te tenha uma consulta de urgência em rem “nesta situação difícil em que mui- CDU sem deixar de sublinhar que está a menos de uma hora, mas no caso de Oli- tas famílias vivem dias amargurados”. ser posto em causa “o direito à saúde”. veira do Hospital – a mais de 60 minutos Além disso – sustenta aquele comuni- Em resposta, o presidente da Câmara do hospital central dos HUC –, não é fácil cado – “é preciso não esquecer também também evidenciou a sua oposição ao dar essa garantia. que aqueles patrões e seus aliados parti- eventual encerramento daquele servi- dários que aparecem a caluniar o PCP e Edifício do Parque Construção Moderna com elevado padrão de qualidade, onde a segurança e o conforto combinam com bom gosto e funcionalidade. CONSTRUGRAFIA CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS, S.A. CONTACTOS: Tel. 238 085 124 * Fax 238 085 132 * Telm. 967 419 639 E-mail: construgrafia@netvisao.pt Apartamentos e Espaços Comerciais com OLIVEIRA DO HOSPITAL localização privilegiada