Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias                  Mestrado em Comunicação nas Organizações              ...
ÍndiceResumo…………………………………………………………………………………..2Introdução……………………………………………………………………………......31 – Do jornalismo impresso ao ...
But, on the one hand, the digital revolution has enabled a wider dissemination ofinformation, accessible to all, quickly a...
Proponho com este trabalho analisar a qualidade da informação online, perceber atéque ponto a instantaneidade e a interact...
Com o desenvolvimento do jornalismo online alguns profissionais foram transferidosdas redacções tradicionais para as digit...
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O jornalismo que existia há alguns anos é diferente daquele que existe actualmente.Com o desenvolvimento das novas tecnolo...
Referências BibliográficasCASCAIS, Fernando, Dicionário de Jornalismo, Editorial, Verbo, 2001CREMADES, Javier, Micropoder:...
BASTOS, Hélder, Ciberjornalismo e Narrativa Hipermédia, Universidade do Porto.Disponível em: http://www.bocc.uff.br/pag/ba...
ZAMITH, Fernando, Pirâmide invertida na cibernotícia: a resistência de uma técnicacentenária, Universidade do Porto. Dispo...
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A qualidade da informação online coloca em perigo o futuro do ciberjornalismo

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  1. 1. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Mestrado em Comunicação nas Organizações Métodos de PesquisaA qualidade da informação online coloca em perigo o futuro do ciberjornalismo Magda Pimentel – 21000561 Ano Lectivo – 2010-2011 1
  2. 2. ÍndiceResumo…………………………………………………………………………………..2Introdução……………………………………………………………………………......31 – Do jornalismo impresso ao jornalismo digital – momentos marcantes na história dociberjornalismo em Portugal……………………………………………………………..42 – Características do ciberjornalismo – da instantaneidade à hipertextualidade……….63 – Riscos e perigos da informação online – a falta de rigor e credibilidade coloca emcausa os valores da objectividade e veracidade da informação………………………….74 – A qualidade da informação online coloca em risco o futuro do ciberjornalismo……8Conclusão………………………………………………………………………………10Bibliografia……………………………………………………………………………..11Resumo: A emancipação e a expansão das publicações online conduziu gradualmente àemergência e ao desenvolvimento de um novo modelo de jornalismo, o ciberjornalismo,também conhecido por jornalismo online ou jornalismo digital. Esta nova forma dejornalismo distingue-se das tradicionais pela sua instantaneidade, velocidade,interactividade e hipertextualidade. No entanto, esta multimedialidade ehomogeneização de conteúdos coloca em causa questões como a objectividade, acredibilidade, e a veracidade das informações. Se por um lado, a revolução no mundo digital veio possibilitar uma maior difusão dainformação, acessível a todos, de forma rápida e imediata em qualquer parte do globo,por outro, veio enfraquecer a qualidade, rigor e exactidão dessa mesma informação.Abstract: The proliferation and expansion of online publications has lead gradually to theemergence and development of a new kind of journalism, the cyber journalism, alsoknown as journalism online or digital journalism. This new model of journalism differsfrom the traditional for its immediacy, speed, interactivity and hipertextuality.However, this multimediality and homogenization of content into question such issuesas objectivity, credibility and veracity of information. 2
  3. 3. But, on the one hand, the digital revolution has enabled a wider dissemination ofinformation, accessible to all, quickly and efficiently anywhere in the world, on theother, there by weakening the quality and rigor of this information.Palavras-chave:Ciberjornalismo, jornalismo digital, jornalismo online, Web, informação, informaçãoonlineKeywords:Cyberjournalism, digital journalism, online journalism, Web, information, onlineinformationIntrodução A maioria dos estudiosos na área da comunicação argumenta que a emergência dociberjornalismo levou à extinção do jornalismo impresso e ao enfraquecimento dojornalismo televisivo e do jornalismo radiofónico. Alguns, senão quase todos, acreditamque esta nova forma de análise e selecção de conteúdos é o futuro do jornalismo. Conhecido também por jornalismo digital e jornalismo online, esta nova forma dejornalismo é caracterizada pela sua velocidade, instantaneidade, interactividade ehipertextualidade. Se, no século passado existia uma divisão entre os conteúdos deescrita, de aúdio e de vídeo, actualmente todas essas ferramentas estão interligadasatravés do ciberjornalismo. O desenvolvimento das tecnologias da informação e dacomunicação permitiram ao utilizador consultar numa mesma plataforma os conteúdosem vários formatos e seleccionar detalhadamente aquilo que procura através das váriasferramentas disponíveis. Contudo, esta multimedialidade de conteúdos coloca em causa alguns dosfundamentos e bases jornalísticas. Questões como a pirâmide invertida, o lead, ogatekeeper, a objectividade, a clareza e a veracidade das informações têm vindogradualmente a perder importância. O ciberjornalismo veio permitir uma maior difusão da informação, acessível aqualquer um, em toda a parte do mundo, mas ao mesmo tempo é o principal culpadopela deterioração e perda de qualidade dessa mesma informação. 3
  4. 4. Proponho com este trabalho analisar a qualidade da informação online, perceber atéque ponto a instantaneidade e a interactividade deste novo meio e consequentemente asua falta de rigor e credibilidade é um perigo para o jornalismo digital. A falta dequalidade da informação online pode colocar em risco o futuro do ciberjornalismo?1 – Do jornalismo impresso ao jornalismo digital – momentos marcantes nahistória do ciberjornalismo em Portugal Os primeiros avanços no campo do ciberjornalismo em Portugal foram lentos emarcados por uma série de problemas. Segundo Helder Bastos, no artigo “15 anos deciberjornalismo em Portugal”1, a abordagem histórica dos primeiros quinze anos deciberjornalismo em Portugal pode ser dividida em três fases: implementação(1995-1998), expansão (1999-200) e depressão/estagnação (2001-2010). A primeirafase é caracterizada pelo aparecimento de edições online de medias tradicionais na Web;a segunda fase é marcada pelo surgimento dos primeiros jornais generalistasexclusivamente online, e a terceira pelo encerramento de sites e redução de despesas eprofissionais. A 26 de Julho de 1995 foi inaugurada a edição na Web do primeiro diário deinformação a actualizar regularmente os seus conteúdos na sua edição online, o Jornalde Notícias. Dois meses depois, foi a vez do Pùblico, de começar a actualizar as suasinformações na Internet. O final do ano ficou marcado pelo surgimento do Diário deNotícias online. O Expresso foi o primeiro semanário a estar presente na Internet, em1997. Em 1998 o Setúbal na Rede tornou-se a primeira publicação exclusivamenteonline. Pouco tempo depois, a 19 de Março, o Correio da Manhã iniciava a colocaçãoda sua edição diária na Internet. Um ano depois surgia o Diário Digital, uma publicaçãoexclusivamente online. Na televisão, a pioneira foi a RTP, que em 1995 começou as suas emições online,seguida da TVI, um ano depois. A TVI tornou-se na primeira estação a emitir online osseus conteúdos televisivos. Na rádio, a TSF Online surgiu em 1996, com informaçõesem directo, magazines, crónicas e reportagens.1 BASTOS, Hélder, Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo emPortugal, Universidade do Porto. 4
  5. 5. Com o desenvolvimento do jornalismo online alguns profissionais foram transferidosdas redacções tradicionais para as digitais, passando a lidar com uma nova realidade ecom uma nova lingagem, a do hipertexto. No entanto, a maioria dos jornais diários tinhanas suas edições online jornalistas a part time, que despejavam os conteúdos redigidosnos jornais nas plataformas digitais, o que deixava as páginas demasiado cheias epesadas. O novo milénio ficou marcado pelo início de novos projectos, que envolveraminvestimentos elevados. Algumas redacções aumentaram os seus quadros, contratandonovos profissionais para os seus departamentos online. Entretanto, os órgãos de comunicação social optaram por incluir nos seus sites, alémdo conteúdo já produzido, outros serviços disponíveis apenas na versão online, comofotografias, vídeos e sons que complementassem as notícias. No entanto, pouco tempo depois os primeiros sinais de crise começaram a manifestar-se. Em 2001 o Diário Digital dispensava 11 pessoa; o Expresso Online 17; um anodepois foi a vez da SIC Online iniciar o processo de cortes de pessoal. José AntónioLima, director adjunto do Expresso explicou à revista Visão que o que correu mal foi:“Aumentámos a redacção numa altura em que se verificava uma euforia, nacional einternacional, pela Internet. O importante era marcar posição.”2 Num estudo promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa e pela empresaVector 213 (intitulado “A Internet e a Imprensa em Portugal”), em Outubro de 2003,concluíu-se que com o aparecimento das publicações online, cerca de 30 por cento dosportugueses deixaram de compar jornais. Contudo, o número de cibernautas que liajornais na Web era reduzido, cerca de 12 por cento. Apesar de o ciberjornalismo estar em crise entre 2001 e 2010 surgiram novaspublicações online de médias tradicionais, assim como diversas reformulações emalgumas plataformas digitais. No entanto, tal como afirma Hélder Bastos4, “os ciberjornais portugueses deinformação geral de âmbito nacional nunca exploraram a fundo as potencialidades(muito menos, de forma conjugada) do novo meio, a saber, interactividade,2 BASTOS, Hélder, Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo emPortugal, Universidade do Porto.3 1ª Estudo AIND/Vector 21 - A Internet e a Imprensa em Portugal, 20034 BASTOS, Hélder, Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo emPortugal, Universidade do Porto. 5
  6. 6. hipertextualidade, multimedialidade, instantaneidade, ubiquidade, memória epersonalização.” Para além disso, “as empresas, que, ao longo dos anos, quase sempreadoptaram uma postura cautelosa e conservadora em relação à Internet, não investiramem meios técnicos e humanos suficientes, como também não conseguiram encontrarmodelos de negócio sustentáveis que lhes permitissem rendibilizar os projectos naWeb”.2 – Características do ciberjornalismo – da instantaneidade à hipertextualidade Os estudiosos que se debruçam sobre os media consideram que o jornalismo digitaltêm características diferentes do jornalismo tradicional. O ciberjornalismo não englobaapenas todas as potencialidades dos media tradicionais (texto, imagens, áudio, vídeo);apresenta também novas características e capacidades, como a interactividade, ainstantaneidade, a velocidade e a hipertextualidade. A informação online vai para alémda simples recolha e análise de dados, da construção de notícias e reportagens; énecessário contar histórias, dar opiniões e ideias e completá-las com ferramentas demultimédia. Ora, para que isto aconteça, para o jornalista que trabalha numa redacçãodigital não basta ter o domínio de aptidões fundamentais do jornalismo tradicional,como redacção, reportagem ou edição. O ciberjornalista deve ser capaz de perceber ascapacidade dos novos media, as suas características e potencialidades, necessita de seadaptar em termos de difusão, organização e redacção da informação. Os jornalistas dos media tradicionais escrevem normalmente de uma forma simples eacessível, de modo a que o leitor, o ouvinte ou o telespectador consigam, sem grandesdificuldades, perceber, compreender e apreender a mensagem. Os ciberjornalistas,embora também tenham de se preocupar com este tipo de escrita, têm de ter a noção deque na Web existem utilizadores com perfis muito diferentes, com exigências muitoespecíficas e, como tal, é necessário contar a história de modo a satisfazer os váriostipos de público. Além disso, o mundo digital caracteriza-se ainda pela participação activa doutilizador, abolindo as convencionais noções de tempo e de espaço dos mediatradicionais e introduzindo o conceito de leitura não linear. 6
  7. 7. De acordo com Inês Amaral 5 existem quatro factores que distinguem o jornalismotradicional do jornalismo digital: “a distribuição (o acesso), a personalização (o papelactivo do utilizador), a periodicidade (fim da lógica de “uma edição, um produto”) e ainformação útil (prática e objectiva).” Outras das grandes características do ciberjornalismo foi a substituição da pirâmideinvertida por uma pirâmide convergente. Segundo Inês Amaral, “a pirâmideconvergente segue a lógica da pirâmide invertida, mas complementa a informaçãocentral com o recurso a elementos multimédia e textuais agregados numa rede dehiperligações.6” Já Canavilhas considera que “no webjornalismo a pirâmide invertida ésubstituída por um conjunto de pequenos textos hiperligados entre si”7. Recorrendo àtécnica da pirâmide invertida, a notícia é organizada consoante a sua relevância, ou seja,os dados mais importantes estão no inicio e a restante informação é organizada emblocos decrescentes de interesse. Como o espaço disponível na Internet é infinito epassa a existir uma interactividade entre o jornalista e o leitor deixa de fazer sentido autilização de uma pirâmide invertida. Isto permite ao utilizador escolher e consultar ainformação que está dividida por hipertextos.3 – Riscos e perigos da informação online – a falta de rigor e credibilidade colocaem causa os valores da objectividade e veracidade da informação O aparecimento e desenvolvimento do ciberjornalismo veio permitir uma maiordifusão da informação, disponível a todos, de uma forma rápida e espontânea emqualquer parte do mundo. Se, no século passado, o leitor/ouvinte/ telespectador apenastinha acesso a um reduzido número de notícias locais/nacionais através dojornal/rádio/televisão, seleccionadas e redigidas pelos jornalistas, actualmente tem aoseu dispor qualquer tipo de informação proveniente de qualquer parte do globo, quepode ser seleccionada e analisada de acordo com as suas preferências. A instantaneidade e a velocidade com que a informação se propaga levou a maioriadas publicações online a disponibilizarem novos conteúdos de forma regular econstante. Se há dez anos, o leitor/ouvinte/telespectador tinha de esperar para receber5 AMARAL, Inês, Interactividade e Jornalismo: Novas Formas de Escrita e de Leitura.6 AMARAL, Inês, Interactividade e Jornalismo: Novas Formas de Escrita e de Leitura.7 CANAVILHAS, João Messias, Webjornalismo: Considerações gerais sobre jornalismo na Web,Universidade da Beira Interior 7
  8. 8. novas informações sobre um determinado acontecimento, hoje em dia, isso já nãoacontece. A emancipação da Internet possibilitou ao utilizador estar actualizado “aominuto”. Os jornalistas digitais procuram ser os primeiros a dar a informação sobre umdeterminado assunto, de modo a “vencer a concorrência”. No entanto, disponibilizar osdados e os factos não significa fazer copy paste de agências noticiosas como a Lusa. Agrande maioria das publicações online está tão preocupada com o número de visitantesdo site do órgão de comunicação e com a rapidez com que dão a informação queesquece-se de verificar fontes, situações ou de reformular o texto ou completá-lo comelementos multimédia. Ora, isto significa que o utilizador irá encontrar a mesmainformação, com os mesmos dados, as mesmas palavras, em todas as publicações onlineque consultar. Questões como a objectividade, a clareza, a coerência, a simplicidade e a veracidade,que são alguns dos fundamentos e bases do jornalismo são desprezadas. Se, por umlado, a instantaneidade e a velocidade veio possibilitar uma maior difusão dainformação, por outro, veio enfraquecer a qualidade, o rigor e a exactidão dessa mesmainformação. O utilizador quando ao fazer a pesquisa não pretende ter um conjunto derespostas idênticas, mas sim mais dados e esclarecimentos. O jornalista multimédia têm de ter a noção de que é necessário analisar a informaçãoque lhe é fornecida, confrontar factos e fontes, reescreve-la e completá-la com formatosdigitais. Para além, do copy paste, e a possível consequente falta de rigor e veracidade dainformação, muitas publicações online desvalorizam o tipo de linguagem utilizada. Écomum nas plataformas de media digitais os utilizadores criticarem erros gramaticais ouincoerência na construção das frases de uma determinada notícia.4 – A qualidade da informação online coloca em risco o futuro do ciberjornalismo O futuro do jornalismo é um tema controverso e debatido por vários estudiosos, queapresentam diferentes perspectivas. A maioria dos autores, senão quase todosargumenta que o ciberjornalismo é o futuro do jornalismo e de que a sua emergêncialevou à extinção do jornalismo impresso e ao enfraquecimento do jornalismo televisivoe do jornalismo radiofónico. Por oposição, outros consideram que a Internet poderá 8
  9. 9. levar ao desaparecimento do jornalismo, que será ultrapassado por um jornalismo maisparticipativo, por um jornalismo feito pelos cidadãos. Em Maio de 1996, quando o ciberjornalismo começou a dar os primeiros passos emPortugal, Lourenço Medeiros, Director Editorial da Sic Online, afirmou ao Jornal deNotícias que “o jornalismo não acaba por todos poderem ter melhor acesso a fontes deinformação, como acontece aos utilizadores da Internet. O cidadão continua a precisarde alguém que se dedique a tempo inteiro a seleccionar, a sintetizar e a explicar. Ojornalismo não acaba. Pelo contrário, ganha novos instrumentos. Mas para isso falta amuitos jornalistas portugueses formação, formação e mais formação.”8 Ora, para alémde existirem ainda poucos jornalistas a trabalhar nas plataformas online, muitos delesainda não têm formação digital. Isto significa que à falta de tempo junta-se a ausênciade conhecimentos técnicos. Estes dois elementos podem colocar em causa a qualidadeda informação e em risco o futuro do ciberjornalismo. Paralelamente, muitos autores argumentam que o futuro do jornalismo passa pelojornalismo do cidadão. Uma das grandes vantagens do jornalismo digital e da Web 2.0 éa possibilidade de existir uma interactividade entre quem produz e quem consome ainformação. Se, no século passado a capacidade de elaborar conteúdos pertencia a umpequeno nicho da sociedade, hoje qualquer pessoa pode fazê-lo. Isto significa queactualmente não é necessário um mediador que seleccione e apresente as informações,pois estas estão ao dispor de qualquer pessoa. O futuro do ciberjornalismo passa por umjornalismo mais participativo, onde cidadãos e profissionais da informação trocamdados e opiniões e interagem entre si para um enriquecimento da qualidade dosconteúdos.Conclusão8 BASTOS, Hélder, Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo emPortugal, Universidade do Porto. 9
  10. 10. O jornalismo que existia há alguns anos é diferente daquele que existe actualmente.Com o desenvolvimento das novas tecnologias da comunicação e da informação e comas alterações introduzidas pela Internet surgiram novas formas de consultar e produzirconteúdos. A emancipação e a expansão das publicações online conduziu gradualmenteà emergência e ao desenvolvimento de um novo modelo de jornalismo, ociberjornalismo, caracterizado pela sua instantaneidade, velocidade, interactividade ehipertextualidade. Se, no século passado existia uma divisão entre os conteúdos deescrita, de áudio e de vídeo, actualmente todas essas ferramentas estão interligadasnuma mesma plataforma, onde os utilizadores podem seleccionar detalhadamente aquiloque procuram. O ciberjornalismo veio permitir uma maior difusão da informação, acessível aqualquer um, em toda a parte do mundo, mas ao mesmo tempo é o principal culpadopela deterioração e perda de qualidade, rigor e exactidão dessa mesma informação,colocando em causa algumas bases do jornalismo, como a objectividade, a credibilidadee a veracidade dos factos. Muitas publicações online, possivelmente por falta de tempoou por contratação de profissionais sem competências digitais considera que fazer copypaste de agências noticiosas chega para o cidadão compreender todos os factos. Masesquece-se de que todas as outras publicações online fizeram o mesmo e que o “leitor”vai encontrar a mesma informação, os mesmos dados e as mesmas palavras que jáencontrara em sites anteriores. Por isso, o jornalista multimédia têm de analisar essamesma informação, confrontar factos e fontes, reescreve-la e completá-la com formatosdigitais. Aparentemente, a qualidade da informação online, não vai colocar em risco o futurodo ciberjornalismo, assim como a instantaneidade e a interactividade deste meio não sãoum perigo quer para o jornalismo digital, quer para o jornalismo tradicional. O futuro dociberjornalismo passa por um jornalismo mais participativo, onde cidadãos eprofissionais trocam dados, opiniões e informações e interagem entre si para umenriquecimento da qualidade dos conteúdos.Bibliografia 10
  11. 11. Referências BibliográficasCASCAIS, Fernando, Dicionário de Jornalismo, Editorial, Verbo, 2001CREMADES, Javier, Micropoder: A força do cidadão na era do digitalGOMES, Ana Sofia, Descubra a Nova Dimensão do Planeta Web 2.0 – Web Trends 10Cases Made in Web 2.0, Comunicarte, Edições Sílabo, Gaia, 2010Referências ElectrónicasAMARAL, Inês Albuquerque, A interactividade na esfera do Ciberjornalismo, InstitutoSuperior Miguel Torga. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/amaral-ines-interactividade-esfera-ciberjornalismo.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011AMARAL, Inês, Interactividade e Jornalismo: Novas Formas de Escrita e de Leitura.Disponível em: http://interacoes-ismt.com/index.php/revista/article/view/194/201Consultado em 4 de Junho de 2011BARBOSA, Elisabete, Interactividade: A grande promessa do Jornalismo Online,Universidade do Minho. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/barbosa-elisabete-interactividade.html Consultado em 4 de Junho de 2011BASTOS, Hélder, Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos deciberjornalismo em Portugal, Universidade do Porto. Disponível em: http://up-pt.academia.edu/HelderBastos/Papers/362060/Da_Implementacao_a_Estagnacao_Os_Primeiros_Doze_Anos_De_Ciberjornalismo_Em_Portugal Consultado em 4 de Junho de2011BASTOS, Hélder, Ciberjornalismo: dos primórdios ao impasse, Universidade do Porto.Disponível em: http://bocc.unisinos.br/pag/bastos-helder-ciberjornalismo-dos-primordios-ao-impasse.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011 11
  12. 12. BASTOS, Hélder, Ciberjornalismo e Narrativa Hipermédia, Universidade do Porto.Disponível em: http://www.bocc.uff.br/pag/bastos-helder-ciberjornalismo-e-narrativa-hipermedia.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011BASTOS, Hélder, Ciberjornalistas portugueses: Das práticas às questões de ética,Universidade do porto. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/bastos-helder-ciberjornalistas-portugueses.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011CANAVILHAS, João Manuel Messias, Retrato dos jornalistas online em Portugal,Departamento de Comunicação e Artes, Universidade da Beira Interior. Disponível em:http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-retrato-jornalistas-online-portugal.pdfConsultado em 4 de Junho de 2011CANAVILHAS, João Messias, Os Jornalistas Portugueses e a Internet, Universidadeda Beira Interior. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-jornalistas-portugueses-internet.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011CANAVILHAS, João Messias, Webjornalismo: Considerações gerais sobre jornalismona Web, Universidade da Beira Interior. Disponível em:http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf Consultado em 4 de Junhode 2011GONZALO, Paula, José Luís Orihuela: “Gracias a Internet, uno puede ahoraconvertirse en su próprio medio”, PeriodismoCidadano.Com, 2008.Disponível em: http://www.periodismociudadano.com/2008/04/23/jose-luis-orihuela-gracias-a-internet-uno-puede-ahora-convertirse-en-su-propio-medio/ Consultado em 4de Junho de 2011ZAMITH, Fernando, LEAL, Pedro, NUNES, Sérgio, Giesteira, Bruno, LIMA, Helena,Couto, Sandra Sá, SILVA, Manuel Neto da, COSTA, Emília, FONSECA, Cristina, Ociberjornal como instrumento de ensino: da teoria à prática. Disponível em:http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=zamith-fernando-ciberjornal.html Consultadoem 4 de Junho de 2011 12
  13. 13. ZAMITH, Fernando, Pirâmide invertida na cibernotícia: a resistência de uma técnicacentenária, Universidade do Porto. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/zamith-fernando-piramide-invertida-cibernoticia.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011ZAMITH, Fernando, O subaproveitamento das potencialidades da Internet pelosciberjornais portugueses, Universidade do Porto. Disponível em:http://prisma.cetac.up.pt/prisma2/artigospdf/Subaproveitamento_da_Internet_Fernando_Zamith.pdf Consultado em 4 de Junho de 2011 13

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