10        CLÍNICA INTEGRADA DE ODONTOLOGIA   CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA            MÔNICA CARDOSO DE PAIV...
11          MÔNICA CARDOSO DE PAIVASEQÜÊNCIA DA CONFECÇÃO DE UMA PRÓTESE TOTAL                      Monografia apresentada...
12              MÔNICA CARDOSO DE PAIVASEQÜÊNCIA DA CONFECÇÃO DE UMA PRÓTESE TOTAL                               Monografi...
13                             AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus em primeiro lugar por tudo o que tenho recebido. Em seguida a...
14                                DEDICATÓRIADedico o cumprimento deste trabalho, ao meu marido Maurício, pela compreensão...
15                                    RESUMO          Conhecida como uma disciplina da Odontologia, a Prótese Totalconside...
16                                    ABSTRACT          Known as one it disciplines of the Odontology, the Complete Dentur...
17                                       LISTA DE ILUSTRAÇÕESFig. 1 - Radiografia panorâmica do caso clínico inicial ........
18                                                           SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ...........................................
19REFERÊNCIAS ........................................................................................................    ...
201 INTRODUÇÃO           No futuro espera-se que sejam inseridas num capítulo histórico daOdontologia o termo Próteses Tot...
21histórico médico e dental do paciente, incluindo o relato da evolução da perda dosdentes e os motivos da extração. Por f...
223 REVISÃO DE LITERATURA3.1 CONCEITO DE PRÓTESE          A palavra prótese tem origem no grego, em que “pro” significa di...
233.2 DESIGNAÇÃO DOS TIPOS DE PRÓTESE            Existem vários tipos de classificação para as próteses dentárias.Classifi...
24consiste numa prótese usada com o propósito de modelar e condicionar asestruturas de suporte (MERSEL, 2000).3.3 PRÓTESE ...
25configurava um trabalho que requeria grande habilidade artesanal. A massa modelarque sucedeu ao gesso ficou conhecida co...
26com a compreensão do paciente, deve orientá-lo acerca de seu formato derosto, postura labial, distribuição e detalhes na...
273.3.4 História Dentária          O profissional deve ser cuidadoso em examinar o paciente quanto apossíveis lesões cutân...
28a identificar a causa destes fatores durante o seu percurso. (SHILLINGBURG,1998)          A reabsorção do rebordo alveol...
29          Deve-se fazer a avaliação quanto à forma, altura e possíveis áreas doscontornos e dos rebordos residuais que p...
30seguintes categorias: altura óssea mandibular, relação das arcadas, morfologia dorebordo residual maxilar e inserção dos...
31ajustam ou não estão disponíveis, moldeiras plásticas podem ser facilmentemodificadas para se ajustar a quase todos os p...
32A moldagem deve capturar os sulcos hamular na maxila, além da fóvea palatina,todos os freios e as áreas vestibulares. Na...
33e retenção da dentadura final. Se a retenção ou estabilidade estão faltando, umreembasamento em laboratório pode fazer p...
34estomatognático e conseqüentemente das funções de fonação, mastigação edeglutição, inclusive pela questão de conferir ao...
35obtenção de posição fisiológica e confortável, de abertura e fechamento mandibular;a confecção de dispositivos de regist...
36estudo anteriores; a forma do dente; o tamanho do dente; a sombra e coloraçãodo dente; a arrumação dos dentes. (ARSHAD A...
37          Um sistema de classificação baseado na personalidade do paciente eatitude diante do tratamento foi desenvolvid...
384 DISCUSSÃO            As próteses totais são utilizadas como substituto do edentulismo háalguns séculos. Este tipo de p...
39(DARVELL      &    CLARCK,     2000;   MERSEL,     2000;    PEGORARO,          2001;SHILLINGBURG, 1998)          Para a ...
40          A correta obtenção da DVO é essencial para o sucesso da confecçãode uma prótese total (ABRÃO et al., 2003; CAS...
415 CONCLUSÃO          A partir da revisão da literatura observa-se que existe metodologia naconfecção e produção de uma p...
42                                REFERÊNCIASABRAO, N.D; TURANO, L.N; CARVALHO, P.L; VIEIRA, G.F. Variação da RelaçãoCentr...
43DARVELL, B.W.; CLARK, R.K.F. The physical mechanisms of complete dentureretention. British Dental Journal, 189(5):248-25...
44McCOLLUN, B. B. e STUART, C.E.; A Research Report. Scientific Press, SouthPasadena, 1955. In: TURANO, José Ceratti e TUR...
45SHANAHAN, T. E. J. Physiologic jaw relations and occlusion of complete dentures.J. Prosthet. Dent, 91(3); 203:205, 2004....
46                                      ANEXOCASO CLÍNICOPaciente do sexo feminino, Tereza Cristina Aguero da Silva, 49 an...
47No dia da entrega das próteses seria realizada a extração dos elementos 41,31 e 32e adaptada a prótese total imediata in...
48Fig. 3 – Rebordo remanescente                Fig. 4 - Rebordo remanescente            inferior                          ...
49Fig. 7 – Vedamento periférico              Fig. 8 – Moldagem funcional com godiva de baixa fusão                 com pol...
50              Fig. 11 – Visão de extrações feitas para                    instalação de prótese inferior                ...
51
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Protesetotal.com 60

6,756

Published on

1 Comment
2 Likes
Statistics
Notes
No Downloads
Views
Total Views
6,756
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
4
Actions
Shares
0
Downloads
111
Comments
1
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Protesetotal.com 60

  1. 1. 10 CLÍNICA INTEGRADA DE ODONTOLOGIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA MÔNICA CARDOSO DE PAIVASEQÜÊNCIA DA CONFECÇÃO DE UMA PRÓTESE TOTAL Monografia apresentada a Clínica Integrada de Odontologia, como requisito parcial para obtenção do grau Especialista em Odontologia Área de concentração: Prótese Dentária Rio de Janeiro 2008
  2. 2. 11 MÔNICA CARDOSO DE PAIVASEQÜÊNCIA DA CONFECÇÃO DE UMA PRÓTESE TOTAL Monografia apresentada a Clínica Integrada de Odontologia, como requisito parcial para obtenção do grau Especialista em Odontologia Área de concentração: Prótese Dentária Orientador: Prof. Dr. Sergio Motta Rio de Janeiro 2008
  3. 3. 12 MÔNICA CARDOSO DE PAIVASEQÜÊNCIA DA CONFECÇÃO DE UMA PRÓTESE TOTAL Monografia apresentada a Clínica Integrada de Odontologia, como requisito parcial para obtenção do grau Especialista em Odontologia Área de concentração: Prótese Dentária Aprovado em ______ / _______ / _______ BANCA EXAMINADORA___________________________________________________________ Orientador Prof. Dr. Sergio Motta___________________________________________________________ Prof. Dr. Flavia Rabello___________________________________________________________ Prof. Dr. Walter Fialho
  4. 4. 13 AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus em primeiro lugar por tudo o que tenho recebido. Em seguida aosmeus pais, Mauricio e Nely, pela base que me proporcionaram. Ao colega PauloCezar, por toda dedicação durante o curso e o fornecimento de material didáticopara a confecção da monografia. À CLIVO e a todos os professores com os quaistive a oportunidade de conviver e estudar durante o curso. A todos vocês muitoobrigada.
  5. 5. 14 DEDICATÓRIADedico o cumprimento deste trabalho, ao meu marido Maurício, pela compreensão ededicação em todos os momentos em que precisei.
  6. 6. 15 RESUMO Conhecida como uma disciplina da Odontologia, a Prótese Totalconsidera o tratamento dos problemas gerados pelo edentulismo. Dentre a buscapara a confecção de uma Prótese Total, encontra-se um conjunto de procedimentosde coleta de dados feitos na anamnese, na análise física intra e extra oral, efinalmente na radiográfica, para que seja possível, através da metodologia revistanesta monografia, a confecção de uma prótese cujo modo seja a reabilitação comum tratamento removível.
  7. 7. 16 ABSTRACT Known as one it disciplines of the Odontology, the Complete Denture,considers the treatment of the problems generated of the edentulism. Among thesearch for the construction of a Complete Denture, a set of procedures by collectingdata during anamnese exams, physical intra and verbal extra (intra oral e extra oral),and radiographic analysis, in order to be able, through the methodology reviewed inthis monograph, to make the prosthesis construction, in which the way is thewhitewashing with a removable treatment.
  8. 8. 17 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFig. 1 - Radiografia panorâmica do caso clínico inicial ........................................ 37Fig. 2 - Caso clínico inicial com as próteses precárias.................................... 37Fig. 3 - Rebordo remanescente superior ............................................................... 37Fig. 4 - Rebordo remanescente inferior.................................................................. 37Fig. 5 – Moldagem anatômica com alginato – Tipo I.............................................. 38Fig. 6 - Moldagem anatômica com alginato - – Tipo I............................................. 38Fig. 7 – Vedamento periférico com godiva de baixa fusão..................................... 38Fig. 8 – Moldagem funcional com polieter (Impregnum ®)..................................... 38Fig. 9 – Placa base e Planos de cera .................................................................... 39Fig. 10 – Montagem dos dentes em articulador de charneira................................ 39Fig. 11 – Visão de extrações feitas para instalação de prótese inferior................. 39Fig. 12 – Foto de prótese total superior e inferior instaladas.................................. 40Fig. 13 – Visão facial em close.............................................................................. 40
  9. 9. 18 SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO .............................................................................................. 102. OBJETIVOS .................................................................................................. 113. REVISÃO DE LITERATURA ......................................................................... 123.1. CONCEITO DE PRÓTESE .............................................................................. 123.2. DESIGNAÇÃO DOS TIPOS DE PRÓTESE .................................................... 133.3. PRÓTESE TOTAL (DENTADURA COMPLETA) ............................................. 143.3.1. Histórico...................................................................................................... 143.3.2. Análise das funções orgânicas para o diagnóstico e tratamento .... 153.3.3. História Médica ................................................................................... 163.3.4. História Dentária ................................................................................. 173.3.4.a. Exame extra-oral .............................................................................. 173.3.4.b. Exame intra-oral .............................................................................. 183.3.5. Tratamento .......................................................................................... 193.4. PROCESSO DE CONFECÇÃO DA PRÓTESE TOTAL ................................. 203.4.1. Moldagem ..................................................................................................... 203.4.2. Registro da Relação das Arcadas ...................................................... 223.4.3. Registro da Dimensão Vertical de Oclusão ............................................... 233.4.4. Estética ........................................................................................................ 253.4.5. Orientações ao paciente .............................................................................. 274. DISCUSSÃO ........................................................................................................ 285. CONCLUSÃO ...................................................................................................... 31
  10. 10. 19REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 32ANEXO .................................................................................................................... 36 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASDTM - Disfunção Temporo MandibularDV - Dimensão VerticalDVO - Dimensão Vertical de OclusãoPPR - Prótese Parcial RemovívelPT - Prótese TotalPTs - Próteses Totais
  11. 11. 201 INTRODUÇÃO No futuro espera-se que sejam inseridas num capítulo histórico daOdontologia o termo Próteses Totais. Atualmente, portanto, este termo correspondeuma necessidade terapêutica tanto na reabilitação do sistema estomatognáticocomo também na reabilitação psicossocial (TURANO, 2000). A visão de pessoas sem elementos dentários em alguns momentos mexecom o emocional de quem tem o convívio próximo às mesmas. A procura detratamentos reabilitadores totais tem sido motivo de estudo e metodologia, as maisdiversas possíveis durante séculos e quando o indivíduo perde os dentes elemodifica sua forma de falar, de mastigar, de deglutir, além de sair do padrão deestética aceitável, prejudicando inclusive o seu relacionamento interpessoal, o quepode modificar o seu comportamento social, emocional e psicológico (POMILIO,2002) Este trabalho procura conduzir uma investigação sobre a aplicaçãodas próteses totais (PTs), uma das soluções possíveis para edentulismo. Ostratamentos possíveis para o edentulismo mandibular são a prótese total, aprótese total retida por implante, e a prótese fixa implanto-suportada. Nestetrabalho iremos tratar especificamente da colocação de uma prótese total PT,por ser uma solução menos complexa, prolongada e cara em relação aos outrosdois tratamentos (KOKA & ECKERT, 2006). Embora constitua uma opção mais simples para o paciente, aconfecção de uma PT comporta uma série de procedimentos a serem executadospelo profissional, tornando necessária uma descrição da seqüência completa detodo o processo, que englobe não só a produção em si da PT, mas toda a gamade fatores que envolvem a sua aplicação. O primeiro item a ser considerado nesta tarefa é a compreensão dosconceitos, bem como as possíveis classificações da prótese em questão. Emseguida, consideraremos a execução de uma anamnese, que abranja um
  12. 12. 21histórico médico e dental do paciente, incluindo o relato da evolução da perda dosdentes e os motivos da extração. Por fim, faremos uma abordagem das técnicas deconfecção da PT, desde a preparação até a sua conclusão.2 OBJETIVOS Esta revisão bibliográfica tem como objetivo expor minuciosamente atécnica simplificada de confecção de uma prótese total, de modo a se constituirum guia auxiliar ao dentista que vise implementar este tipo de tratamento,abordando dois aspectos fundamentais desta prática: em primeiro lugar,fazendo com que o profissional se familiarize com o processo e utilize maisfacilmente as técnicas de fabricação da prótese total; em segundo, fornecendo,a partir do histórico médico e dental do paciente edêntulo, um suporte paraidentificação dos pacientes adequados ou não ao procedimento.
  13. 13. 223 REVISÃO DE LITERATURA3.1 CONCEITO DE PRÓTESE A palavra prótese tem origem no grego, em que “pro” significa diante, emlugar de; e “thesis”, colocar. Todavia, esta palavra (prótese), etimologicamente,corresponde à colocação de algo sobre alguma outra coisa, e até mesmo no lugarde outra. Explicando cientificamente, a prótese é “a parte da terapêutica cirúrgicaque tem por objetivo recolocar, mediante uma preparação artificial, um órgãoperdido totalmente ou em parte, ou ocultar uma deformidade” (ALTUBE, 1960). As PTs são aparelhos mecânicos que funcionam na cavidade oral.Assim, devem constituir um conjunto harmônico com a função neuromuscularnormal, que são funções complexas e altamente individuais. Funções como afala, a mastigação, a deglutição, o sorriso e a risada, são diretamente afetadaspela ação sinérgica da PT com a língua, lábios, bochechas e assoalho da boca(BERESIN & SCHIESSER, 1976). A substituição de um tecido perdido ou não formado remete aoconceito básico de confecção de uma prótese. A prótese contém a expressãomais médica da odontologia, na medida em que substitui, no corpo humano, umsegmento anatômico perdido (McCOLLUN, 2000). Especificamente na área da odontologia, no entanto, o estudo daoclusão é considerado o maior desafio da Odontologia, e deve ser levado emconsideração. Por este motivo os que cursam prótese dentária devem estarfamiliarizados com a anatomia, desenho e escultura de um dente, além de sabero devido lugar dos demais elementos dentários, para posteriormente avaliar oconjunto de ambos os arcos dentários, maxilar e mandibular, conforme osistema estomatognático – título que foi dado por Thompson e cuja coordenaçãofuncional inclui a mastigação e a deglutição, a fonação, a respiração e a posturada mandíbula, língua e osso hióide. (ESCANHUELA et al, 2001)
  14. 14. 233.2 DESIGNAÇÃO DOS TIPOS DE PRÓTESE Existem vários tipos de classificação para as próteses dentárias.Classificações de ordem funcional e anatômica são importantes auxiliares naconsideração dos elementos para escolha da PT mais adequada a cadasituação. Serão apresentadas aqui as classificações de dois autores,complementares entre si, visando uma especificação mais precisa das PTs. A primeira classificação, dada quanto à sua função e objetivo, divideas PTs em seis tipos: a prótese unitária tem o objetivo de restaurar um ou maisdentes, com destruição total ou parcial da coroa dentária; a prótese parcial fixanecessita de retentores para sua fixação; a prótese parcial removível,desenvolvida para reabilitar os espaços resultantes dos dentes perdidos e dafibromucosa gengival; a prótese total, que substitui os arcos dentários perdidosalém do osso alveolar e da fibromucosa gengival. Esta é utilizada quando não épossível a construção de uma prótese parcial fixa. Por fim, tem-se ainda aprótese ortodôntica e prótese buco-maxilo-facial. (TURANO, 2000) A segunda classificação faz outro tipo de descrição das próteses e asdivide quanto ao seu uso durante a transição da condição de dentado paraedêntulo, comportando quatro tipos: a prótese imediata, que pode ser umaprótese total ou prótese parcial removível, fabricada para colocação imediataapós a remoção dos dentes remanescentes; a prótese provisória ou interina,que é uma prótese desenhada para realçar a estética do paciente, estabilidadee função, por um período limitado de tempo, e após o qual ela deve sersubstituída por uma definitiva. Uma prótese interina também pode ser utilizadacomo base de uma futura prótese transitória quando o paciente não temnenhum outro aparelho protético. Temos ainda a prótese transitória, que é umaprótese parcial removível (PPR), usada como uma prótese interina, na qualdentes artificiais são adicionados quando dentes naturais são perdidos esubstituídos após extração. Por fim, a chamada dentadura de tratamento, que
  15. 15. 24consiste numa prótese usada com o propósito de modelar e condicionar asestruturas de suporte (MERSEL, 2000).3.3 PRÓTESE TOTAL (DENTADURA COMPLETA)3.3.1 Histórico Mais recente do que as próteses unitárias fixas, cujos vestígios históricosdatam de civilizações da antiguidade, a técnica da prótese total, no entanto, seconsiderada dentro da prática da odontologia, é uma das mais antigas. A prática daprótese total se confunde com o início da odontologia como ciência e arte, em 1728,quando Pière Fouchard resolve o problema da retenção das próteses totaissuperiores através das “câmaras de vácuo”, ou seja, com o uso da pressãoatmosférica. Um dos primeiros registros históricos encontrados desta prática, noentanto, data do século XVII, e descreve uma dentadura feita a partir de um molarde hipopótamo. (ALDROVANDI, 1946) A modelagem de dentes artificiais, como se conhece hoje em dia, seguiuum longo percurso histórico, que se inicia na modelagem em marfim, como já vimos,até a utilização da porcelana em meados do século XVIII. No entanto, estes dentespassaram a ser industrializados apenas a partir de 1914, pela empresa Dentist’sSupply. (MORAIS, 1958) A técnica mais aproximada dos dias atuais, utilizada na confecção dasbases resultou da evolução tecnológica industrial do século XIX, sobretudo a partirdo descobrimento da vulcanização da borracha por Charles Goodyear em 1839. Atransformação da borracha flexível em uma substância dura e firme foi realizada porseu irmão Nelson, e em 1851 patenteou o polímero que ficou conhecido comovulcanite. As próteses confeccionadas com este material, no entanto, apresentavamneste início uma série de desvantagens, como uma coloração não estética e adificuldade de adaptação do material à mucosa bucal. (DOMITI et al, 1999) Uma forma de reposição total descrita na literatura, e que parece ter sidobastante aplicada ao longo do século XIX, consistia em esculpir o marfim a partir deuma modelagem - feita inicialmente de cera de abelhas, e posteriormente de gesso -
  16. 16. 25configurava um trabalho que requeria grande habilidade artesanal. A massa modelarque sucedeu ao gesso ficou conhecida como godiva e foi introduzida por CharlesStent em 1875, tendo sido aperfeiçoada em 1880 e amplamente divulgada a partirde então. Até o século XVIII existem ainda descrições de bases para as PTs feitasde ouro, prata e estanho, mas além de serem opções bastante caras, não tiverammuito sucesso. (TURANO, 2000)3.3.2 Análise das funções orgânicas para o diagnóstico e tratamento O sucesso da confecção de uma dentadura é obtido a partir daidentificação precoce de possíveis problemas potenciais, encontrados antes decomeçar o tratamento, no qual o dentista deve realizar um exame minucioso decada paciente de prótese total. A execução deste exame deverá ser feito deforma criteriosa, a fim de derem identificados problemas de saúde, anatômicosou dificuldades emocionais, capazes de alterar o resultado final. Inicialmente,portanto, deve ser realizada uma detalhada avaliação das condições dacavidade bucal, para o bom planejamento da Prótese Total. Isto significa que aanamnese é fator primordial para o começo do tratamento. A história médica edental de cada paciente poderá incluir o relato da evolução de sua perda dental,os motivos das extrações, e, se for o caso, experiências prévias com próteses,de tipo removível ou total (PAULINO et al, 1992). Para ajudar a criação de uma aparência natural, alguns caminhos podemser buscados para auxiliar a orientação profissional: o exame das dentadurasanteriores, dos registros pré-extração, da forma, do tamanho, da sombra e dacoloração do dente, bem como de sua arrumação. (ALI & HOLLISEY-MCLEAN,1999) Além de proporcionar a reabilitação da boca do indivíduo, as prótesespossibilitam a recomposição do sistema estomatognático. Portanto, é fundamentalque se faça, para este tipo de prótese, um estudo de anatomia e da fisiologia doesqueleto visceral, tendo sempre em mente que são os locais mais expressivosda comunicação, responsáveis pelas expressões faciais, e onde está a porta dasobrevivência humana pela alimentação. A estética tem sido, no entanto, a maiormotivação dos pacientes e esta deve ser resultado da aplicação profissional emum trabalho artístico – artesanal. Neste aspecto, o cirurgião-dentista, assistido
  17. 17. 26com a compreensão do paciente, deve orientá-lo acerca de seu formato derosto, postura labial, distribuição e detalhes na forma dos dentes, levando emconsideração o sexo e a idade., além de outros fatores que podem serexaminados. O profissional deve ajudar a esclarecer sobre o objetivo maior dotratamento, que é formar um conjunto harmonioso que irá individualizá-lo emseu meio. (TURANO, 2000) A prótese total não deve ser apenas um substituto dos arcos dentáriosinferior e superior que foram perdidos. Deve também suprir o osso alveolar e afibromucosa gengival. Deste modo, os problemas de saúde geral – caracterizadapelo bem-estar físico do corpo humano, juntamente com a sua dimensão psíquica esocial - devem ser considerados em conjunto. (ESCANHUELA et al, 2001) O resultado da aparência facial no paciente edêntulo envolve asubstituição dos tecidos perdidos após a extração, o uso de uma adequadadimensão vertical de oclusão, além de uma correta seleção e colocação dosdentes artificiais (ABRAO et al, 2003).3.3.3 História Médica O paciente idoso está lutando não só com o problema dental, mastambém com vários problemas físicos e de saúde, e muitas vezes este tipo pacienteapresenta diminuição do sulco salivar, o que acarreta instabilidade da prótese edificuldade de adaptação da mesma (MERSEL, 2000). Pacientes com comprometimentos sistêmicos, como diabetes malcontrolado podem apresentar demora na cicatrização dos alvéolos dentários após aextração, e isso freqüentemente resulta em maior perda óssea no rebordoremanescente. (TELLES et al, 2003) Além do diabetes descontrolado, deficiências nutricionais, ou outrasdoenças debilitantes podem ser a causa da apresentação de mucosas nãoideais para sustentarem dentaduras, por ficarem mais propensas a lesões e porsofrerem retardo na cicatrização. Fatores que afetam o controle neuromuscular -tais como história de Acidente Vascular Cerebral ou doença de Parkinson -podem comprometer a capacidade do paciente de controlar as dentaduras intra-oralmente. (DUNCAN & TAYLOR (2004).
  18. 18. 273.3.4 História Dentária O profissional deve ser cuidadoso em examinar o paciente quanto apossíveis lesões cutâneas. É fundamental investigar quanto a lesões extra eintra orais, que podem, de outra forma, passar despercebidas.(SHILLINGBURG, 1998). Deve-se ainda proceder com cautela caso as reclamações do pacientepareçam muito exageradas ou sem embasamento. No caso do dentista e dopaciente não concordarem sobre as expectativas reais para as novas dentaduras,não é aconselhável dar início ao tratamento. (ABRAO et al, 2003) O paciente deve ser inquirido acerca de algumas questõesfundamentais, como o que levou à perda dos dentes, por quanto tempo ele usadentaduras, quantas dentaduras ele já fez/usou, se já usou dentadurasanteriores, quais os problemas apresentados pela prótese e quais as demandasem suas dentaduras atuais (DUNCAN & TAYLOR, 2004). Assim como é importante o entendimento da história médica dopaciente, é também fundamental a compreensão da sua história dentáriaanterior, para o sucesso do tratamento com a prótese total (OWEN, 2006).3.3.4.a. Exame extra-oral Caso seja efetuada a decisão de continuar o tratamento, éfundamental que o paciente se encontre com ótima condição de saúde nostecidos de suporte da dentadura, pois a presença de respostas hiperplásicas dotecido, como por exemplo uma hiperplasia papilar inflamatória, ou uma epúlidefissurada, precisariam ser imediatamente tratadas. A eliminação dos fatoresetiológicos deve ser feita através da terapia anti-fúngica. (FERREIRA, 1995). Distúrbios neurológicos ou Acidente Vascular Cerebral podem serexemplos de fatores resultantes da Assimetria Facial. Neste caso, a anamnese ajuda
  19. 19. 28a identificar a causa destes fatores durante o seu percurso. (SHILLINGBURG,1998) A reabsorção do rebordo alveolar pode causar a alteração da dimensãovertical em muitos pacientes, que podem também ter um possível desgastesignificante dos dentes da atual dentadura (DARVELL & CLARK, 2000). A Articulação têmporo-mandibular deve ser apalpada e o movimentomandibular deve ser avaliado, pois limitações na abertura podem comprometer aconstrução de próteses totais e criar dificuldades para o paciente na remoção einserção das próteses. A ocorrência ou não de lesões cutâneas é vista a partir deum exame minucioso do paciente. (PEGORARO, 2001).3.3.4.b. Exame intra-oral Se o paciente já se encontra utilizando dentaduras completas, estasdevem ser avaliadas cuidadosamente quanto à oclusão, extensão da borda,retenção, fala e estética (ALI & HOLLISEY-McLEAN, 1999). O sucesso da colocação das próteses depende da qualidade e daquantidade da saliva. Sendo esta pouca, ou se apresentando espessa,propiciam um ambiente desfavorável para o conforto do paciente, sobretudopara retenção das Próteses totais (LECHNER & ROESSLER, 2001). As reclamações do paciente sobre as suas atuais dentaduras devem serlevadas em consideração pelo dentista, que precisa tentar correlacionar estasqueixas com seus achados clínicos. Podem ser feitas melhorias nas novasdentaduras, caso o dentista encontre uma relação direta, ou seja, deve havercorrelação entre as reclamações do paciente e o exame clínico do profissional.Caso contrário, é provável que ocorra dúvidas sobre a manipulação do paciente,assim como o êxito do resultado final (IVANHOE, 2002). Na avaliação inicial da anatomia e das dimensões ósseas, notadamenteno sentido vertical, é essencial que se faça uma radiografia panorâmica, para quese tenha informações preliminares da anatomia óssea e possíveis lesões ósseas(TELLES et al, 2003). É necessário que o dentista examine com espelho clínico e palpaçãodigital toda a cavidade bucal do paciente, seguindo, por sua vez, uma seqüênciadefinida, examinando toda a cavidade oral. (SHANAHAN, 2004).
  20. 20. 29 Deve-se fazer a avaliação quanto à forma, altura e possíveis áreas doscontornos e dos rebordos residuais que precisem ser modificadas. Os rebordosideais são os arredondados e sem reentrâncias. É necessária também a verificaçãode proeminências ósseas agudas, tórus e tuberosidades amplas e com reentrâncias,que precisem de cirurgias pré-protéticas prévias. (DUNCAN & TAYLOR, 2004). O dentista deveria verificar – caso o paciente seja um edêntulorecente – se haverá espaço interarco o bastante para permitir lugar para a basedas dentaduras e os dentes, visto que podem comprometer o resultadoinserções altas dos músculos, reabsorção de rebordo significante e rebordosresiduais em forma de lâmina de faca (GRAGEDA & THAMMASITHIBOON, 2006).3.3.5 Tratamento Dependendo do paciente, a confecção de próteses com funçõesadequadas pode demandar uma cirurgia prévia das estruturas de suporte.Fatores adicionais desempenham um papel significativo no resultado dotratamento e, de acordo com as circunstâncias, deve haver o encaminhamento dopaciente a um protesista. Estes fatores adicionais influenciarão no resultado deuma possível reconstrução cirúrgica, sendo relevante considerar fatores relativosà saúde, aos desejos, à história dentária passada e às condições financeiras dopaciente. Todavia, quando não são propostas cirurgias prévias na confecção daspróteses, devem ser usadas técnicas protéticas de natureza especializada parase obter um resultado de tratamento adequado. Neste caso é necessário que odentista oriente esse paciente a um protesista (McCORD & GRANT, 2000). A altura óssea residual deve ser proporcional na mandíbula. Além disso, éimportante ter uma boa relação de arcada e uma morfologia de rebordo residualfavorável. Dois aspectos devem ser levados em consideração, neste sentido, paraque estes fatores não interfiram negativamente na fabricação de uma prótese bemsucedida: se há fornecimento de estabilidade e suporte adequados, e uma retençãoe níveis de inserções musculares suficientes (LECHNER & ROESSLER, 2001). É possível que o dentista seja ajudado na sua decisão com odesenvolvimento de uma classificação para a anatomia do edentulismo completoapresentada pelo Colégio Americano de Prótese. Este sistema de classificaçãogarante que seja feita uma avaliação objetiva do paciente. Assim, são verificadas as
  21. 21. 30seguintes categorias: altura óssea mandibular, relação das arcadas, morfologia dorebordo residual maxilar e inserção dos músculos (DUNCAN & TAYLOR, 2004) Uma vez revisada a história do paciente e realizado um examecompleto, cabe ao dentista decidir se é melhor tratar do paciente ou encaminhá-lo para um especialista em prótese dentária (GRAGEDA & THAMMASITHIBOON,2006). É fundamental ainda em idosos observar se não só a saúde física dopaciente é favorável, mas também a sua saúde emocional, a fim de se obter umprognóstico e tratamento positivo nesta categoria (KOKA & ECKERT, 2006). Enquanto se confecciona uma nova prótese, o paciente pode obter umconforto para sua atual dentadura com a adição de um revestimento macio nasuperfície entalhada e a aplicação de resina acrílica nas superfícies oclusaisdos dentes, propiciando, assim, a melhoria do ajuste (OWEN, 2006).3.4 PROCESSO DE CONFECÇÃO DA PRÓTESE TOTAL Mesmo não sendo o responsável pela confecção final da PT, o dentistadeve conhecer todos os passos. Quanto mais detalhes, melhor será oencaminhamento aos profissionais protéticos, e maior a garantia de sucesso doempreendimento.3.4.1 Moldagem A técnica tradicional para fazer moldagens para PTs requer umamoldagem preliminar, que é feita com alginato. Uma moldeira personalizada éfabricada no modelo gerado pela moldagem preliminar. A moldeirapersonalizada tem as bordas modeladas, e uma moldagem final é feita compolisulfito, polivinil siloxano ou poliéter. Bases de registro, feitas de resinaacrílica foto ou autopolimerizável (presa fria), são então fabricadas no modeloprincipal. (ALDROVANDI, 1946). A prótese total construída a partir da moldagem provou ser bemsucedida para o paciente A seleção da moldeira é um fator fundamental nosucesso da moldagem. Moldeiras metálicas para edêntulos freqüentementefornecem uma moldagem aceitável. Quando as moldeiras metálicas não se
  22. 22. 31ajustam ou não estão disponíveis, moldeiras plásticas podem ser facilmentemodificadas para se ajustar a quase todos os pacientes edêntulos. Éaconselhável colocar cera nas bordas para cobrir qualquer borda cortante quepoderia resultar de recorte. Moldeiras plásticas também podem ser aquecidascom chama controlada e moldadas para se ajustar a um paciente de anatomianão usual (BOLOURI & McCARTHY, 2001). Clark relatou em 2001 que existe outra técnica para fazer a moldagemfinal com uma moldeira personalizada, usando-se uma duplicata da dentaduraanterior do paciente (CLARK, 2001). As moldeiras individuais resultantes das moldagens preliminares (comalginato) irão sofrer um ajuste de borda, na ocasião das moldagens secundárias. Poresse motivo é sempre melhor um pouco de excesso de material da moldeira, já quea sua falta dará mais trabalho para corrigir. (TURANO, 2000) Procedimentos especiais de moldagem, geralmente demorados, sãofreqüentemente requisitados quando está presente anatomia anormal ou tecidohiperplasiado. Nenhum material de moldagem resolve as dificuldades demoldagens com tecidos moles sem suporte que não são manipuladoscirurgicamente. Para estas situações especiais, uma moldeira individual deresina acrílica deve ser desenhada. A moldagem deve ser desinfetada e vazadaapós ter sido removida da boca do paciente. É importante que o modelo estejalivre de bolhas e preserve toda a anatomia capturada na moldagem de alginato.(IVANHOE, 2002). A moldagem funcional deve ser dividida em duas fases distintas: a devedamento periférico e a da moldagem funcional. É preciso que o vedamentoperiférico tenha sido executado de forma apropriada para a moldagem serconsiderada funcional. As pastas à base de óxido de zinco e eugenol, e oselastômeros (genericamente chamados de poliéteres, mercaptanos ou silicones, deacordo com suas composições), são os materiais utilizados para execução damoldagem final (TELLES et al, 2003). A fabricação de uma base de dentadura de resina acrílica termo-processada constitui numa alternativa ao método tradicional. É produzidadiretamente sobre os modelos obtidos das moldagens de alginato feitas emmoldeiras de estoque. Uma moldagem de alginato de alta precisão que registretodas as referências anatômicas fundamentais é requisitada para essa técnica.
  23. 23. 32A moldagem deve capturar os sulcos hamular na maxila, além da fóvea palatina,todos os freios e as áreas vestibulares. Na mandíbula a moldagem devecapturar toda a papila retromolar incluindo todos os freios e as áreasvestibulares. São inaceitáveis espaços vazios significantes ou mostra damoldeira. (DUNCAN e TAYLOR, 2004).3.4.2. Registro da Relação das Arcadas A relação dos registros das arcadas é de suma importância paracaptação dos registros da postura da mandíbula e seus movimentos, e seuacabamento deve ser conformado de maneira a imitar a conformação dos arcosdentários, favorecendo grandemente a montagem dos dentes artificiais.(TURANO, 2000) Pacientes mais velhos possuem limitações físicas como reabsorçãodo rebordo e perda de propriocepção oral, que confrontam o registro preciso darelação das arcadas. Resulta na instabilidade da base da dentadura eincapacidade de cooperação. Materiais usados para obter os registros derelações das arcadas devem permitir movimentos dinâmicos da mandíbuladurante a presa ou serem de presa-rápida, pois estes pacientes têm dificuldadede manter a postura da mandíbula por longos períodos. É sugerido que seutilize adesivo para estabilização das bases de registro enquanto se obtém arelação das arcadas (IVANHOE, 2002). As relações das arcadas podem ser registradas uma vez que a baseda dentadura tenha sido ajustada. Quando o paciente já tem dentaduras, asmesmas podem ser usadas como guia para determinar o que deverá serduplicado e o que deverá ser alterado. Estética e DVO aceitáveis na próteseanterior são úteis como guia para medições na prótese nova. O rolete de cerada base da dentadura maxilar pode ser ajustado para se parecer com ocontorno labial e o comprimento incisal da dentadura existente antes dela serprovada na boca do paciente. (PAES-JUNIOR et al, 2004). Bases de registro podem ser fabricadas com resina acrílicaautopolimerizável ou podem ser processadas pelo valor e usadas como a baseda dentadura final. A adaptação do tecido e a extensão da borda devem seravaliadas e ajustadas para fornecer uma determinação precoce da estabilidade
  24. 24. 33e retenção da dentadura final. Se a retenção ou estabilidade estão faltando, umreembasamento em laboratório pode fazer parte do trabalho. (ROSA eTEIXEIRA, 2007).3.4.3. Registro da Dimensão Vertical de Oclusão Existem diversas técnicas para a obtenção da dimensão vertical deoclusão (DVO): técnicas de Boos (deglutição), técnicas de Monson (máscara facial),técnica de Willis (a que determina a DVO diretamente), técnicas de Wright(fotográficas), técnicas de Sears (do paralelismo dos rebordos), técnicas de Turner eFox (da aparência facial), técnicas de Gerson Martins (do repouso muscular),técnicas de Brodie e Thompson (método proporcional) e técnica de Silverman(fonética). A denominação da correspondente dimensão vertical ativa provém do fatode os músculos elevadores se encontrarem em atividade quando os dentes estãoem oclusão. (TAMAKI, 1988) A DVO consiste no espaço que corresponde ao afastamentointermaxilar obtidos com o contato dos dentes naturais superiores e inferioresno estado de oclusão. Neste contexto, dimensão vertical de oclusão, tambémchamada de dimensão vertical ativa, é a posição da mandíbula em que os dentes deambas as arcadas estão em contato. A partir daí, para a fabricação de uma PTprocura-se restabelecer no indivíduo edentado total a posição de relação cêntrica.Para obtenção da DVO, utiliza-se o método denominado compasso de ponta –pleasure – que consiste na utilização de uma fita adesiva, na linha mediana daface, para demarcar dois pontos - um no maxilar, e o outro na mandíbula,estando o paciente em repouso, com os lábios se tocando sem compressão.Essa distância verificada é, por sua vez, classificada como dimensão verticalfisiológica ou de repouso. Através da transferência para um papel minuta,diminuindo-se três milímetros num compasso, que é o espaço livre ou da fala, etransferindo os planos para a boca, obtém-se a dimensão vertical de oclusão.(DOMITTI, 1990). Durante confecção de uma prótese total, uma das etapas que merecemaior atenção do profissional é indiscutivelmente a correta obtenção da DVO,sendo capaz de influenciar na qualidade final da prótese total, visto serjustamente tal medida que ditará o restabelecimento satisfatório do sistema
  25. 25. 34estomatognático e conseqüentemente das funções de fonação, mastigação edeglutição, inclusive pela questão de conferir ao paciente uma aparênciaestética agradável (FERREIRA, 1995). É possível ocorrer alguns inconvenientes, caso haja alteração do valorda DVO. No caso do seu aumento, poderá ocasionar dificuldades de fonação, dorou sensibilidades dos rebordos, diminuição da habilidade mastigatória, tensão dosmúsculos faciais dentre outros. Já a diminuição, além do fato de afetar a harmoniafacial, dando ao paciente um aspecto envelhecido poderá elevar o aparecimentode queilite angular. (ESCANHUELA, 2001) Desta forma, para se devolver as funções perdidas a indivíduosreabilitados com próteses totais duplas, são importantes a correta orientação doplano oclusal e a altura da dimensão vertical. Os valores fornecidos pelaliteratura para se determinar a DVO em indivíduos edentados e reabilitadosatravés de próteses totais duplas, após serem submetidos a cefalogramas,mostram-se compatíveis com a associação dos métodos de deglutição, métrica,fonética e estética (POMILIO et. al, 2002). Denomina-se dimensão vertical (DV) a altura do terço inferior da faceou a relação espacial da mandíbula em relação à maxila no plano vertical.(TELLES et all, 2003), A variação da distância vertical de oclusão de 3 mm (para mais oupara menos) irá proporcionar aproximadamente uma alteração de 0,8 mm narelação central, ressaltando a importância da manutenção da distância vertical,para que seja mantida a relação central. (ABRÃO, 2003) Alguns fatores poderão influenciar na determinação da DVO, como ofato do indivíduo possuir próteses, o tempo em que ele as utiliza, ou apresentardentes em um dos arcos; o nível de comprometimento das próteses existentesno sentido de saber se há desgastes dos dentes artificiais ou desajustes de suabase com os tecidos suporte, e ainda se há sinais e/ou sintomas de disfunçãotemporo-mandibular (DTM) associada. (PAES JUNIOR et al, 2004) O estabelecimento de uma oclusão equilibrada na qual as estruturasdo aparelho mastigatório agem harmonicamente é um dos principais objetivosda prótese total (CASTILLO et al, 2006). Na reabilitação protética a fim de se obter resultados satisfatórios éconsiderado que sejam estabelecidos alguns princípios: a relação cêntrica, ou
  26. 26. 35obtenção de posição fisiológica e confortável, de abertura e fechamento mandibular;a confecção de dispositivos de registro e transferência das relações maxilares paraarticulador semi-ajustável; a realização de enceramento de diagnóstico,restabelecendo guias de orientação, plano de oclusão e contatos oclusais corretos eequilibrados. Assim, o tratamento em geral deve ser planejado, buscando eliminar ossinais e sintomas que promovem desconforto ao paciente (CASTILLO et al 2006). É aceitável que seja usada a dentadura atual do paciente paradeterminar a Dimensão Vertical de Oclusão estabelecida das novas próteses,sendo, contudo, essencial obter permissão por escrito do paciente antes de sefazer qualquer alteração. A explicação para esta medida é a possibilidade deocorrência de casos de processo contra o dentista. Na medida em que, nãohouver concordância sobre todas as alterações que poderão ocorrer nadentadura existente, o paciente pode alegar que o dentista danificou a suadentadura e exigir alguma compensação financeira (ROSA & TEIXEIRA, 2007).3.4.4 Estética Quando o indivíduo perde os dentes, altera-se não só a dimensão verticalde oclusão, como todo o seu padrão de vida: seu relacionamento interpessoal, seupadrão de estética, de fala, de mastigação e deglutição. (DOMITI, 1990) Os pacientes, muitas vezes, podem esperar por falsos resultados, comouma aparência mais jovem ou a eliminação das rugas faciais, isso devido a imensadiferença que pode fazer no contorno facial a colocação de uma dentadura. Nestascircunstâncias, para demonstrar o que pode e o que não pode ser conseguido, umaestratégia inteligente é adicionar cera à dentadura existente (CAPONI, 1997). Quando o paciente já possui próteses totais fica facilitada a seleção dosdentes, visto que o dentista pode se basear na mesma. Para ajudar na seleção eposicionamento dos dentes podem ser usados registros pré-extração, como modelosdiagnósticos. Também são úteis, quando nenhuma outra informação está disponível,fotografias do paciente com os dentes naturais. (ALI & HOLLISEY-McLEAN, 1999). Existem muitos métodos que podem ajudar na criação de umaaparência natural nas próteses totais, dentre os quais citamos as dentadurasanteriores, para o caso de pacientes que usam próteses totais com sucesso porlongos anos; os registros de pré-extração, como fotografias e modelos de
  27. 27. 36estudo anteriores; a forma do dente; o tamanho do dente; a sombra e coloraçãodo dente; a arrumação dos dentes. (ARSHAD ALI et al, 1999) Na seqüência de tratamento, a consulta da prova de estética é a maisimportante. A obtenção de um senso geral de estética e a adequação dos dentesselecionados deve ser anteriormente avaliada. A forma, a tonalidade e a posição dosdentes devem estar em harmonia com o sexo e a idade do paciente. Na medida emque não estiverem esteticamente harmonizados, será necessária uma novaconsulta. Para evitar complicações ao final do processo, o paciente deve sermotivado a trazer um membro da família ou amigo durante a confecção da PT.Dentista e paciente devem estar de acordo no que se refere à aceitação estéticae mecânica das dentaduras. É indicada uma segunda consulta de prova deestética se o paciente expressa dúvidas sobre a harmonia dos dentes. Porém, asreclamações precisam ter embasamento (LECHNER & ROESSLER, 2001). A montagem dos dentes artificiais seguirá as informações registradasnos arcos de oclusão. Desta forma facilita-se o alinhamento dos dentes que irãoformar o arco superior e inferior, restando somente a posição antero-superior aser determinada, que deve ser o primeiro passo da montagem dos dentes. Amontagem deve se iniciar de canino a canino para então fazer uma provaestética e verificar se a conduta de seleção dos dentes quanto à estética estáaceitável. Na seqüência, faz-se a montagem dos dentes posteriores superiores,os quais suas cúspides, ao tocarem no plano inclinado inferior, terão suascoroas inclinadas de acordo com a conformação dessa superfície. Na seqüênciados dentes posteriores superiores, os dentes inferiores anteriores, quando emoclusão, não devem ter sua borda incisal tocando a superfície lingual dosdentes superiores. Estes, do mesmo modo, devem assumir um posicionamentolingualizado. Só então os dentes inferiores posteriores são montados, de formaa posicionar, em primeiro lugar, o primeiro molar inferior, em seguida o segundopré-molar inferior, até a total conclusão da arcada inferior, sempre na busca daobtenção uma melhor estética e funcionalidade. (TURANO, 2000) A seleção e a montagem de dentes artificiais, apesar de, por razõesdidáticas, serem abordadas separadamente, devem ser encarados em conjuntoe sob os aspectos mecânico, estético e, em última análise, psicológico, pois umdescontentamento com qualquer desses aspectos pode levar o paciente a nãoutilizar suas próteses (TELLES et al, 2003)
  28. 28. 37 Um sistema de classificação baseado na personalidade do paciente eatitude diante do tratamento foi desenvolvido há algumas décadas atrás. Talsistema fornece, embora sem base científica, percepções para abordagens dediferentes tipos de pacientes os quais foram classificados como filosóficos,indiferentes, exatos e histéricos. O paciente considerado ideal, que lida com otratamento desejando o sucesso e possui confiança no dentista, é o pacienteconhecido como filosófico. Já os tipos de pacientes restantes representam umgrande desafio para o dentista, no sentido de se obter um resultado bemsucedido. (DUNCAN & TAYLOR, 2004)3.4.5 Orientações ao paciente Se todos os passos anteriores na confecção da prótese foram realizadosdetalhadamente, a consulta de entrega deverá ser fácil e rápida. O dentista deveráinstruir o paciente sobre o seu uso e manutenção. (SHILLINGBURG, 1998). O cirurgião dentista deverá explicar ao paciente que é esperado umaumento do fluxo salivar, que retornará à normalidade após uma ou duas semanas.A mastigação deverá ocorrer em ambos os lados da cavidade oral. O pacientedeverá ser instruído a remover as próteses por longos períodos, evitando-se dormircom ela para permitir a recuperação da mucosa, que deverá ser higienizada comescova dental macia diariamente. Na limpeza diária das próteses, os cremes dentaisdevem ser evitados para não desgastar a resina acrílica. Limpadores efervescentespodem ser usados, mas não são necessários. Uma solução com uma parte dealvejante para nove partes de água mostrou-se ideal, especialmente para pacientesque apresentam infecção por candida albicans. Para os pacientes que precisam oudesejam usar adesivos em suas próteses, deve-se orientá-los quanto à quantidadeadequada, que deve ser a menor possível para que estes não se tornem meios deculturas. (DUNCAN & TAYLOR, 2004).
  29. 29. 384 DISCUSSÃO As próteses totais são utilizadas como substituto do edentulismo háalguns séculos. Este tipo de procedimento relatado vem sendo considerado comode difícil confecção, controle e manutenção (ALDROVANDI, 1946; DOMITI et al,1999; MORAIS, 1958; TURANO, 2000). O planejamento reverso possibilita a visualização das dificuldadesfisiológicas e anatômicas para confecção de uma prótese total, sendo concordânciasem alguns autores. Para outros a resposta de substituição da estética e funçãoaparentemente são mais evidentes, mas não se desconsidera a análise de saúdegeral e psicológica do paciente. (ABRÃO et al, 2003; ALI&HOLLISSEY-McLEAN,1999; ESCANHUELA et al, 2001; TURANO, 2000). A saúde geral do paciente, e principalmente o uso de fármacoscontrolados de pressão arterial ou arritmias, pode influenciar na quantidade de fluxosalivar, interferindo na retenção da prótese. Outros problemas de ordem sistêmicacomo diabetes descontrolado e acidente vascular cerebral podem apontar paracausas de má formação tecidual e óssea. (DUNCAN & TAYLOR, 2004; LECHNER &ROESSLER, 2001; MERSEL, 2000; TELLES et al., 2003). A análise radiográfica, através de radiografia panorâmica, é um bomexame para verificação de dentes inclusos ou extra numerários. Por outro lado, amanutenção de dentes inclusos mantém a estrutura óssea estabilizando aprótese. A extrusão dos dentes anteriores e ausência de contenção posterior,caracterizando a síndrome de combinação, deveria ser a análise mais importante,determinando a manutenção e preservação dos elementos remanescentes. Aavaliação dos tecidos com lesões cutâneas devem ser primeiramentecondicionados para procedimentos reabilitadores. (FERREIRA, 1995; OWEN,2006; SHILLINGBURG, 1998; TELLES et al 2003) Uma boa avaliação das assimetrias faciais evita o comprometimento doresultado estético final e da boa adaptação do paciente à prótese. A articulaçãotêmporo-madibular e a reabsorção do rebordo alveolar estão diretamenterelacionados com a dimensão vertical e influenciam no sucesso da reabilitação
  30. 30. 39(DARVELL & CLARCK, 2000; MERSEL, 2000; PEGORARO, 2001;SHILLINGBURG, 1998) Para a avaliação do espaço interarco disponível, além do diagnósticoda anatomia óssea dado pela radiografia, buscam-se contornos e rebordosresiduais ideais - arredondados e sem reentrâncias – bem como inserções altasdos músculos e reabsorção de rebordo significante. O procedimento cirúrgico érecomendado para remodelagem de quaisquer estruturas prévias comirregularidades (DUNCAN & TAYLOR, 2004; GRAGEDA & THAMMASITHIBOON,2006; SHANAHAN, 2004, TELLES et al, 2003). Um prognóstico favorável que dependa de um procedimento cirúrgicopré-protético, principalmente em idosos que não tenham uma anatomia préviaadequada, é fundamental e pode ser guiado por sistemas de classificação damorfologia do edentulismo completo, como o padrão americano, que dependendoda complexidade do caso pode auxiliar o encaminhamento ao especialista emprótese dentária (DUNCAN & TAYLOR, 2004; LECHNER & ROESSLER, 2001;GRAGEDA &THAMMASITHIBOON, 2006; KOKA & ECKERT, 2006; McCORD &GRANT, 2000; OWEN, 2006). Um resultado satisfatório é conseguido seguindo a técnica tradicionalpara se fazer moldagem, em que se faz a utilização de moldeiras pré fabricadascomercialmente. (ALDROVANDI, 1946) No entanto, alguns autores relatam apossibilidade de se fazer a personalização das moldeiras pré-fabricadas, as quaisse ajustam a quase todos os pacientes (BOLOURI & McCARTHY, CLARK, 2001;TELLES et al, 2003; TURANO, 2000). Indica-se a utilização de pastas à base de óxido de zinco e eugenol ede elastômeros para a técnica da moldagem funcional (TELES et al, 2003). Noentanto, para situações especiais de anatomia anormal, nenhum material demoldagem resolve a dificuldade de moldagens quando cirurgias pré-protéticasnão são realizadas (IVANHOE, 2002) A obtenção precisa da relação das arcadas, de modo a permitir umadeterminação precoce da estabilidade das próteses, guia para análise estética,da DVO e da conformação dos arcos dentais, é sugerida (TURANO, 2000;IVANHOE, 2002; PAES-JUNIOR et al, 2004).
  31. 31. 40 A correta obtenção da DVO é essencial para o sucesso da confecçãode uma prótese total (ABRÃO et al., 2003; CASTILLO et al., 2006,ESCANHUELA et al., 2001; FERREIRA, 1995;). Diversas técnicas são sugeridas para obtenção desta medida: métododo compasso de ponta – pleasure (DOMITI,1990). No entanto, a técnica damesma é a dentadura atual do paciente (ROSA & TEIXEIRA, 2007), e outrasdiversas técnicas como BOOS, Monson, Willis, Wright, Sears, Turner, Fox,Gerson Martins, Brodie e Thompson, Silberman (TAMAKI, 1988). Sendo o conceito de estética muito abrangente e importante observa-se que um meio auxiliar de obtê-la é a utilização da dentadura atual, dos registrospré-extração e de modelos de estudo (ALI & HOLLISEY-McLEAN, 1999). A seleção e a montagem dos dentes artificiais buscam os melhoresresultados sob os aspectos estéticos e mecânicos das dentaduras (LECHNER &ROESSLER, 2001; TELLES et al., 2003; TURANO, 2000) sendo importante haverconsenso entre o dentista e o paciente sobre estes aspectos (LECHNER &ROESSLER, 2001). A forma, a tonalidade e a posição devem estar em harmoniacom o sexo e a idade do paciente (LECHNER & ROESSLER, 2001). A montagemseguirá as informações registradas nos arcos de oclusão (TURANO, 2000). Alguns autores salientam a importância, durante a montagem dos dentes,da atenção dispensada aos aspectos psicológicos (DOMITI, TELES, DUNCAN &TAYLOR), que podem representar um grande desafio para o dentista (DUNCAN &TAYLOR, 2004).
  32. 32. 415 CONCLUSÃO A partir da revisão da literatura observa-se que existe metodologia naconfecção e produção de uma prótese total removível. Tendo sido mostrada a dificuldade para produção da mesma, existe anecessidade de usar uma metodologia própria para tentar minimizar os problemas. Do mesmo modo, foi visto que o planejamento reverso auxilia naidentificação correta para a reabilitação de uma prótese total.
  33. 33. 42 REFERÊNCIASABRAO, N.D; TURANO, L.N; CARVALHO, P.L; VIEIRA, G.F. Variação da RelaçãoCentral em Função da Distancia Vertical de Oclusão. PCL- Revista Brasileira dePrótese Clínica e Laboratorial, Curitiba Vol.5. Nº 25. P.213-217, 2003.ALDROVANDI, C. Moldagem para dentaduras completas. 1º vol., Graf. e Edit.Edigraf Ltda: São Paulo, 1946.ALI, Arshad; HOLLISEY-McLEAN, David. Melhorando a estética em pacientes comdentaduras completas. Dental UpDate, 26: 198-202, 1999.ALTUBE, L. A. C. Técnica de prótesis (prótesis de laboratório). Ed. Mundi:Buenos Aires, 1960.BERESIN, V. E.; SCHIESSER, F.J. The neutral zone in complete dentures. JProsthet Dent, v.36 n. 4, p.356-67, 1976.BISSASSU, Majid. Use of a patient’s old complete denture to determine verticaldimension of occlusion. The Journal of Prosthetic Dentistry, 85(4):413-14, 2001.BOLOURI & McCARTHY. The use of pré-border-molded custom trays in completedenture fabrication. J. Prosthet. Dent, 86(6):655-7, 2001CAPONI, S. Georges Caguilhem y el estatuto epistemológico del concepto de salud.Revista História, Ciências, Saúde. Vol. 4. jul./out p. 287-307, 1997.CASTILLO, D.B; NOMURA; S.P; NEVES, A.C. C; CUNHA, V.P. P; Restabelecimentoda Dimensão Vertical de Oclusão em Portador de Prótese Total. São José dosCampos, Revista da EAP / APC On Line. Disponível em:<http://www.apcd.com.br/rev_art.asp?path=REVISTA&artigo=54> Acesso em:02/06/2006.CLARK, Robert. Complete denture mounting casts with intact anatomical landmarks.The Journal of Prosthetic Dentistry, Oct, 2001.
  34. 34. 43DARVELL, B.W.; CLARK, R.K.F. The physical mechanisms of complete dentureretention. British Dental Journal, 189(5):248-252, 2000.DOMITTI, Saide Sarckis. Sistematização do ensino integrado da prótese total.São Paulo: Santos, 1990. 227p.____________________; ARIOLI FILHO, Joäo Neudenir; MESQUITA, MarceloFerraz; CONSANI, Rafael Leonardo Xediek. Paciente prognata: variaçäo de técnicana confecçäo de prótese total maxilar - relato de caso clínico. RFO UPF, 4(1):39-43,jan.-jun. 1999.DUNCAN, J. P; TAYLOR, T. D. Simplified Complete Dentrures. Dent. Clin. N. Am,48:625-640, 2004,ESCANHUELA, F.J.C; LOPES, J.F.S; PINTO, J.H.N; Avaliação da DimensãoVertical de Oclusão em Pacientes Portadores de prótese Total. PCL-RevistaBrasileira de Prótese Clínica e Laboratorial. Ano 2 nº. 8. 2001.FERREIRA, R.A. O valor da saúde bucal nas empresas. Rev. Assoc. Paul. Cir.Dent. 1995. Vol.51, N.6, p.96-107.GRAGEDA, E.; THAMMASITHIBOON, P. Fabrication of a maintenance template forfixed complete denture. J. Prosthet. Dent., 95(1):84-85, 2006IVANHOE, J. R. e PLUMMER, K.D. Using a supporting base for complete orremovable partial denture definitive impressions. J. Prosthet. Dent., 90(6): 611-612,2003.IVANHOE, J. R. et al. Tratando o paciente de prótese total moderno: uma revisão daliteratura. J. Prostht Dent, 88(6); 631-635, 2002.KOKA, S. & ECKERT, S.E. Treatment planning the edentulous mandible.Compendium, 27(8): 432-438, 2006.LECHNER, S.K.; ROESSLER, D. Strategies for. complete denture success: beyond.technical excellence. Compendium 22(7):553-559, 2001.
  35. 35. 44McCOLLUN, B. B. e STUART, C.E.; A Research Report. Scientific Press, SouthPasadena, 1955. In: TURANO, José Ceratti e TURANO, Luiz Martins. Fundamentosde Prótese Total. 5ª ed., Santos Livraria Editora: São Paulo, 2000.MERSEL, Alexandre. Immediate or transitional complete dentures: Gerodonticconsiderations. Int Dent J. 2002 Aug ;52 (4):298-303, 2002.MORAIS, C. Relações dimensionais entre os incisivos centrais superiores e ocrânio visceral. Tese, São Paulo, 1958.McCORD, J.F. e GRANT, A.A. Identification of complete denture problems: asummary. British Dental Journal, 188(7); 373-374, 2000.OWEN, C. P. Guias para um protocolo minimamente aceitável para a construção depróteses totais. Int J Prosthod, 19(5): 467-474, 2006.PAES-JUNIOR, T.J. A; JOIAS, R.M; KIMPARA, E.T; NETTO, H.C.; ZAMBOTTO. J.;Análise da Dimensão Vertical de Repouso em Indivíduos Usuários de PrótesesTotais mucossuportadas. Revista Odontológica de Araçatuba, Vol.25, nº. 1, P.22-27, Jan/Jun, 2004.PEGORARO L.F. et al. Prótese Fixa. São Paulo: Editora Artes Médicas, 1998 (Série7 EAP – APCD) 2001.PAULINO, S. M. et al - Utilização do exame radiográfico panorâmico em pacientesdesdentados - Estudo de 150 pacientes. Rev. Paul. Odont, v.14, n.2, p.34-40, 1992.POMILIO, A; SILVA, F.A; SILVA, W.A.B, Técnica da Zona Neutra em DentadurasDuplas. RGO, 50(4): 219-224, out/nov/dez. 2002.ROSA, Ângelo César; TEIXEIRA, Lucas de Almeida. Dimensão Vertical de Oclusãoem Pacientes Desdentados. MedCenter.com Odontologia. 11/04/2007. Disponívelem: <http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=715&idesp=9&ler=s> Acesso:23/10/2007.
  36. 36. 45SHANAHAN, T. E. J. Physiologic jaw relations and occlusion of complete dentures.J. Prosthet. Dent, 91(3); 203:205, 2004.SHILLINGBURG Jr, H.T. et al. Fundamentos de Prótese Fixa. 3 ed. São Paulo:Quintessence Books, 1998.TAMAKI, Tadachi. Dentaduras completas. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Sarvier,1988. 252p.TELLES, Daniel; HOLLWEG, Henrique; CASTELLUCCI, Luciano. Prótese total –convencional e sobre implantes, São Paulo: Livraria Santos Editora, 2003.TURANO, José Ceratti e TURANO, Luiz Martins. Fundamentos de Prótese Total.5ª ed., Santos Livraria Editora: São Paulo, 2000.
  37. 37. 46 ANEXOCASO CLÍNICOPaciente do sexo feminino, Tereza Cristina Aguero da Silva, 49 anos, brasileira, corbranca, viúva, apresentou-se ao Curso de Especialização de Prótese da CIODONTOno Centro Livre de Odontologia (CLIVO). A análise do caso foi classificada comoclasse II de Angle, com saúde bucal em boas condições, sem hábitosparafuncionais, porém o quadro se apresenta demonstrando próteses bemprecárias. O planejamento do tratamento proposto: confecção de uma prótese totalna arcada superior, confecção na arcada inferior de uma prótese total imediata, comextração dos dentes inferiores restantes na clínica e entrega das próteses. Naseqüência do tratamento foi feita a moldagem dos arcos superior e inferior econfecção de moldeira individual, para moldagem funcional dos arcos, confecção domodelo principal e de placa articular e colocação dos planos de cera para registros.Em relação a registros na placa de base, encontra-se: registros de análise de perfil,corredor bucal, visibilidade incisal, paralelismo com plano de camper e bipupilar,linha média, caninos, linha alta do sorriso, DV. Além do mais, foram enviados aolaboratório para montagem em articulador e colocação dos dentes. Cor dos dentes,2m2 (escala de cores VITA 3 D MASTER) e cor das gengivas, escala Tomaz Gomes14.No que diz respeito à prova estética, foi escolhida a cor 62 (escala Biotone), visto apaciente ter solicitado dentes com a tonalidade bem clara.Na prova estética foram analisados o tamanho, forma, cor, dos dentes, forma doarco e altura do plano incisivo.O corredor bucal também deve ser observado, pois, além de enfatizar a forma dodente, dá à composição dos dentes uma relação dinâmica, realçando a montagemdas PTs.
  38. 38. 47No dia da entrega das próteses seria realizada a extração dos elementos 41,31 e 32e adaptada a prótese total imediata inferior.A paciente compareceu à clínica com a extração realizada em outro centroodontológico.Não foi necessário fazer o reembasamento da PT inferior com condicionador oral(dentusoft®). Fonte: Clivo Fig. 1 - Radiografia panorâmica Fig. 2 - Caso clínico inicial do caso clínico inicial com as próteses precárias Fonte: Clivo
  39. 39. 48Fig. 3 – Rebordo remanescente Fig. 4 - Rebordo remanescente inferior superior Fonte: ClivoFig. 5 – Moldagem anatômica Fig. 6 - Moldagem anatômica com alginato – Tipo I com alginato – Tipo I Fonte: Clivo
  40. 40. 49Fig. 7 – Vedamento periférico Fig. 8 – Moldagem funcional com godiva de baixa fusão com polieter (Impregnum® ) Fonte: Clivo Fig. 9 – Placa base Fig. 10 – Montagem dos dentes e planos de cera em articulador de charneira Fonte: Clivo
  41. 41. 50 Fig. 11 – Visão de extrações feitas para instalação de prótese inferior Fonte: ClivoFig. 12 – Foto de prótese total Fig. 13 – Visão facial em close superior e inferior instaladas
  42. 42. 51

×