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Teoria de desenvolvimento de henri wallon
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Teoria de desenvolvimento de henri wallon

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Transcript

  • 1. Teoria de Desenvolvimento de Henri Wallon
  • 2. Sobre a teoria
    Etapa preparatória para a fase adulta.
    Investir na infância – melhores condições para garantir a constituição do adulto.
    Perspectiva psicogenética.
    Enfoque Interacionista.
    Todos os aspectos do desenvolvimento surgem da interação de predisposições geneticamente determinadas e características da espécie, com uma grande variedade de fatores ambientais.
  • 3. O desenvolvimento da criança se constitui no encontro, no entrelaçamento de suas condições orgânicas e de suas condições de existência cotidiana, encravada numa dada sociedade, numa dada cultura, numa dada época.
  • 4. As condições orgânicas
    Oferecem as possibilidades internas, com base nas características da espécie.
    Esta estrutura interna se relaciona com as estruturas externas.
  • 5. Condições externas
    Meio social e físico.
    Impõe exigências que a criança precisa responder para se adaptar e para sobreviver.
    Ao mesmo tempo fornece recursos que darão forma e conteúdo a essas respostas.
  • 6. A cultura
    Determina o que a criança precisa aprender e como, para se adaptar a essa sociedade.
  • 7. O foco de Walon
    Está na relação da criança com o meio.
    Uma relação recíproca, complementar entre fatores orgânicos e socioculturais.
    Esta relação está em constante transformação e é nela que se constitui a pessoa.
  • 8. O que é o desenvolvimento para Wallon?
    Processo constante.
    Contínuo de transformações dessa relação ao longo da vida.
    Não é algo linear.
    Tem fluxos e refluxos necessários aos ajustes das funções espontâneas da criança às exigências do meio.
    Cada estágio não implica apenas acréscimo de atividades mais coordenadas, mais complexas, mas sim uma reorganização qualitativa.
    O desenvolvimento é um processo em aberto, porque a cada nova exigência do meio (que está sempre em movimento), novas possibilidades orgânicas poderão ser ativadas em múltiplas direções.
  • 9. Reorganização qualitativa
    Implica transformações nas relações de oposição e de alternância que unem os conjuntos funcionais que compõem o psiquismo: o motor, a afetividade, a cognição e a pessoa.
    Cada estágio é marcado por configurações diferentes, que são responsáveis por novas funções e possibilitam novas aprendizagens.
  • 10. O que oferece o conjunto motor?
    Oferece funções responsáveis pelos movimentos das várias partes do corpo.
    O ato motor insere a pessoa na situação concreta do momento presente. É o recurso da visibilidade.
    O ato motor é um recurso privilegiado para a construção do conhecimento
  • 11. O que oferece o conjunto afetivo?
    Oferece funções responsáveis pelas emoções, pelos sentimentos que são sinalizadores de como o ser humano é afetado pelo mundo interno e externo.
    A condição de ser afetado pelo mundo estimula tanto os movimentos do corpo como a atividade mental. São recursos de sociabilidade, de comunicação, exercendo atração sobre o outro com o apoio do ato motor.
    O motor afetivo é indispensável para energizar e dar direção ao ato motor e ao cognitivo.
  • 12. O que o conjunto cognitivo oferece a pessoas?
    Funções responsáveis pela aquisição, pela transformação e pela manutenção do conhecimento por meio de imagens, noções, idéias e representações.
    Transforma em conhecimento a mistura combinada de coisa e ação, que constituem a experiência concreta.
    O concreto, a experiência bruta, é indispensável para a elaboração do conhecimento.
  • 13. E a pessoa?
    Quarto conjunto funcional
    Expressa essa integração, em suas inúmeras possibilidades.
    A pessoa é a unidade do ser.
    Cada indivíduo tem uma forma própria e única, que caracteriza sua personalidade em movimento contínuo que vai desde a pessoa orgânica (período motor –nos três primeiros meses), até a pessoa moral (adolescência – predomínio afetivo), passando pelo sensório motor e categorial.
  • 14. Estágio Impulsivo Emocional (0 a 1 ano)
    Primeiro Estágio do desenvolvimento.Contém dois momentos:
    Total dependência do mundo externo.
    Incapaz de resolver seus próprios problemas
    Sensações de bem-estar ou de mal-estar irão se manifestar mediante descargas motoras.
    1 – Impulsividade Motora
    2 – Emocional.
  • 15. Impulsividade Motora (0 aos três meses)
    Sua atividade se manifesta apenas por reflexos e movimentos impulsivos.
    A impulsividade motora ainda é reflexo.
    Início do processo de comunicação.
    No início a atividade da criança está voltada para as sensações internas, em princípios viscerais e musculares e depois afetivas.
    O movimento é uma das principais formas de comunicação.
  • 16. Emocional (3 meses a 1 ano)
    As transformações das descargas motoras em meio de expressão e comunicação caracterizam o estágio emocional.
    A linguagem primitiva é constituída de emotividade pura.
    Atividades circulares – repetidas.
  • 17. Estágio Sensório-motor e Projetivo
    Atividade de exploração.
    Manipulação põe a criança em contato com o mundo.
    A inteligência se dedica a construção da realidade.
    As possibilidades práticas são ampliadas pela novidade da marcha e da linguagem.
    Investigação e exploração dos espaços.
    Imitação.
    A criança individualiza a representação de si mesma.
    Somente a partir dos 2 anos a criança consegue atribuir a si mesma sua imagem refletida no espelho.
  • 18. Estágio sensório-motor (12 meses aos 24 meses) A inteligência, nesse período, é tradicionalmente particionada entre inteligência prática, obtida pela interação de objetos com o próprio corpo, e inteligência discursiva, adquirida pela imitação e apropriação da linguagem.
  • 19. Estágio Projetivo (2 aos 3 anos) Os pensamentos, muito comumente se projetam em atos motores. Surge quando o movimento deixa de se relacionar exclusivamente com a percepção e manipulação de objetos. A expressão gestual e oral é caracterizada pelo pensamento como representação das imagens mentais por meio de ações, cedendo lugar à representação, que independe do movimento. A atividade projetiva produz representação e se opõe a ela, permitindo que a criança avance em relação ao pensamento presente e imediato. Wallon dá grande importância ao simulacro e á imitação que considera imprescindíveis para novas aprendizagens. A partir deste estágio a criança é capaz de dar significado ao símbolo e ao signo.
  • 20. Estágio do Personalismo
    Estágio voltado para a pessoa, para o enriquecimento do eu e a construção da personalidade.
    Consciência corporal.
    Conquistas e conflitos
    Contradição e crises.
  • 21. Estágio do personalismo (3 aos 6 anos) Ao estágio sensório-motor e projetivo sucede um momento com predominância afetiva sobre o indivíduo: o estágio do personalismo. Este estágio, que se estende aproximadamente dos três aos seis anos de idade, é um período crucial para a formação da personalidade do indivíduo e da auto-consciência. Uma consequência do caráter auto-afirmativo deste estágio é a crise negativista: a criança opõe-se sistematicamente ao adulto. Por outro lado, também se verifica uma fase de imitação motora e social.
  • 22. Estágio Categorial
    Estágio categorial (6 aos 11 anos) O estágio do personalismo é sucedido por um período de acentuada predominância da inteligência sobre as emoções. Neste estágio, a criança começa a desenvolver as capacidades de memória e atenção voluntárias. Este estágio geralmente manifesta-se entre os seis e os onze anos de idade. Se formam as categorias mentais: conceitos abstratos que abarcam vários conceitos concretos sem se prender a nenhum deles. No estágio categorial, o poder de abstração da criança é consideravelmente amplificado. Provavelmente por isto mesmo, é nesse estágio que o raciocínio simbólico se consolida como ferramenta cognitiva.
  • 23. Estágio da Adolescência
    Estágio da adolescência (a partir dos 11 anos) A criança começa a passar pelas transformações físicas e psicológicas da adolescência. É um estágio caracterizadamente afetivo, onde passa por uma série de conflitos internos e externos. Os grandes marcos desse estágio são a busca de auto-afirmação e o desenvolvimento da sexualidade. Os estágios de desenvolvimento não se encerram com a adolescência, o processo de aprendizagem sempre implica na passagem por um novo estágio. O indivíduo, ante algo em relação ao qual tem imperícia, sofre manifestações afetivas que levarão a um processo de adaptação. O resultado será a aquisição de perícia pelo indivíduo. O processo dialético de desenvolvimento jamais se encerra.

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