Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais

on

  • 3,641 views

Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais. Profa. Perola Brocaneli.

Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais. Profa. Perola Brocaneli.

Statistics

Views

Total Views
3,641
Views on SlideShare
3,624
Embed Views
17

Actions

Likes
0
Downloads
21
Comments
0

3 Embeds 17

http://sustentabilidadeescola.blogspot.com.br 15
http://sustentabilidadeescola.blogspot.com 1
http://sustentabilidadeescola.blogspot.pt 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais Sustentabilidade - Recursos naturais e valores ambientais Document Transcript

  • RECURSOS NATURAIS e VALORES AMBIENTAISParadigmas Sócio AmbientaisAula elaborada pela Arqa._ Profa. Dra. Pérola Felipette Brocaneli responsável pela disciplina 1
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA preservação e recuperação de espaços agradáveis e/ounaturais é uma questão muito delicada, tanto quecontemporaneamente se discute dois paradigmas sociaisopostos na interpretação das atitudes perante o meioambiente.O primeiro é o chamado “paradigma dominante nassociedades ocidentais”, segundo o qual é importantejustificar o crescimento econômico, mesmo queexercendo controle e domínio da natureza, tambémtrabalha a crença de que o homem tem o “direito ecapacidade” para utilizar os recursos naturais e atingirseus fins, assumindo portanto - plena confiança na ciênciae na tecnologia como forma de assegurar os meios econhecimentos para a execução destas ações – tendo acrença do progresso através dos métodos científicos.O segundo chamado de “paradigma ambientalalternativo”, que afirma o extremo oposto, pois nãoacredita no conceito do crescimento material orientado,unicamente, por objetivos econômicos, priorizando umafilosofia de valorização primordial da natureza e de umaética de vida em harmonia com a a mesma. Dá prioridadeaos valores não materiais, demonstrando descrença naciência e tecnologia para solução dos problemasambientais.” 2
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALO paradigma dominante nas sociedades ocidentais e oparadigma ambiental alternativo[1] apresentam aimportância de buscar diferentes formas de abordar oconflito, pois há grande dificuldade de entender o contextocontemporâneo e dificuldade ainda maior na busca deoutros horizontes teóricos que ampliem o “leque deopções” de ação entre os diferentes grupos sociais deextremos opostos.Deste “leque de opções”, fruto do desdobramento dosdiferentes conflitos observados nos debates ambientaisnas ultimas décadas, surgem quatro paradigmas[2] queestão citados a seguir: - extremo tecnocentrismo, voltado à exploração dosrecursos naturais e a favor do crescimento econômico; - tecnocentrismo acomodado, a favor da conservação dosrecursos naturais e de crescimento baseado em regras degestão econômica e ambiental; - ecocentrismo moderado, a favor da preservação dosrecursos naturais e das restrições ao crescimentoeconômico devido aos limites biofísicos e sociais;- extremo ecocentrismo ou „ecologia profunda‟, radical napreservação dos recursos naturais e na valorizaçãoprioritaria da natureza promovendo a bioética.[1] Os paradigmas citados foram definidos por COTGROVE, 1982 3appud in SARAIVA, 1999, pág. 25.[2] PEARCE E TURNER, 1990 appud in SARAIVA, 1999, pág. 27.
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALSeguindo com a exploração teórica sobre a evolução dosparadigmas ambientais, são identificados em umaseqüência natural das linhas expostas acima cincosistemas de valores[1] que enquadram à evolução dopensamento ambiental nas sociedades ocidentais aolongo das ultimas décadas.Evolução dos paradigmas ambientais, segundo Colbin e Schulkin,1992 (adaptado de Correia, 1994 ) Saraiva, 1999, pág. 28.[1] Nesta busca pela evolução dos paradigmas ambientaisencontra-se o gráfico desenvolvido por COLBY e SCHULKIN (1992), 4citados por CORREIA (1994) appud in SARAIVA (1999), pág. 28.
  • CÚPULA SOBRE A CIDADE DE NY R.B.FULLERA natureza estava ali para seramplamente catalogada e utilizada damelhor maneira possível pelo homem epara o homem. 5
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA exploração teórica se dá no cruzamento doexpansionismo ilimitado - “frontier economics” e oecocentrismo radical - “deep ecology”, considerandocomo vetores o espectro de valores ambientais –econômicos sobre a evolução do tempo. Destecruzamento surge, como demonstra o gráfico - trêsconceitos que integram as emergências ambientais e osmodelos conhecidos de desenvolvimento da sociedade,são eles:- Salvaguardas Ambientais (década de 60/70), recomendam limitespara a emissão de poluentes assim como o limite para ocrescimento econômico, devido aos graves problemas ambientaisgerados pela indiscriminada emissão de resíduos no meioambiente;- Gestão de Recursos (década de 70/80), promovem a atribuição devalor econômico aos recursos naturais, preocupam-se com acapacidade de renovação destes recursos, propõe estratégias quecontemplem possíveis reparações dos recursos ambientaisinserindo no planejamento urbano tradicional a gestão dosrecursos ambientais através de medidas econômicas mitigadoras,como por exemplo, o principio poluidor – pagador;- Desenvolvimento Sustentável (década de 80/90), defende anecessidade de conservação dos recursos naturais para aspróximas gerações através da integração dos princípios ecológicose econômicos no estabelecimento de políticas de desenvolvimento,alinhavando os interesses do setor publico à economia do setorprivado com o intuito de preservar os recursos naturais edesenvolver a economia nacional. Muitas vezes este conceitoabrange escalas internacionais no que tange a recursos naturaiscomo: aqüíferos internacionais, correntes de ar „que trafegam 6poluentes entre paises‟, rios que fazem divisas entre outros.
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALO desenvolvimento sustentável tem sido parâmetro paraas políticas de desenvolvimento mundial desde aConferencia das Nações Unidas para o Ambiente eDesenvolvimento em 1992 (ECO 92), realizada no Rio deJaneiro. – donde concluiu-se a Agenda 21 global que foiconstituída como diretriz geral, devendo ser revista,ampliada e reinterpretada pelos diversos paises e cidadessegundo suas características sócio – culturais a fim debuscar o desenvolvimento humano sustentável.No Brasil, país sede deste encontro, a „Agenda 21global‟ jáfoi revista desdobrando-se na „Agenda 21 brasileira‟ e foinovamente reinterpretada por diversos estados emunicípios, mais especificamente no estado de São Pauloe no município de São Paulo este documento já foielaborado.O reconhecimento da „Agenda 21‟ é parte importante deum programa de desenvolvimento sustentável, poisvaloriza os compromissos assumidos na „Cúpula da Terra‟em valorizar a vida e protegê-la, investindo em novastecnologias de produção e também em programas sociaisde conscientização ambiental, a fim de minimizar osconflitos entre o „ecocentrismo‟ e „tecnocentrismo‟. 7
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALSeguindo em ampla investigação aplicada aoentendimento dos problemas ambientais, mas enfocandouma perspectiva social[1] demonstram a importância daevolução dos paradigmas ambientais, assim como asvisões contrastantes subjacentes à esta abordagem,transferindo ações e políticas existentes entre o„ecocentrismo‟ e o „tecnocentrismo‟ em um eixo continuo,facilitando a compreensão das linhas de pensamento emevolução.Eixo de atitudes entre o ecocentrismo e o tecnocentrismo(adaptado de Vlachos, 1993 ) SARAIVA, 1999, pág.30.[1] Este trabalho é desenvolvido por Vlachos, sociólogodesenvolveu uma ampla investigação aplicada ao entendimentodos problemas ambientais numa perspectiva social, a importânciada evolução dos paradigmas relativos à visão da natureza eambiente appud in SARAIVA ,1999, pág. 29. 8
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALO homem encontra-se em constante evolução, de formaque os paradigmas ambientais apresentam-se emconstante mudança, o que ocorre e deve ocorrer,incentivadas não só de forma socioeconômica eambiental, mas também através de uma praticaprofissional orientada, compromissada e dedicada, comotambém de uma cidadania informada, ativa e responsável.Aponta-se então a importância do cenário ambientalurbano propicionar a percepção da água na estrutura dacidade. Este cenário ambiental urbano poderá descortinar-se através da aplicação das ferramentas de desenho eplanejamento ambiental promovendo o desenvolvimentosustentável, como planejado na Agenda 21 Global e Local.O desenvolvimento sustentável vem sendo o termo maisutilizado como balizador das diversas intervençõeseconômicas, sociais e culturais dos temposcontemporâneos, sendo assim é interessante destacar osdiversos momentos em que este conceito foi sendoconstruído através de encontros mundiais e dodesenvolvimento dos conceitos paralelos desenvolvidospor pesquisadores do tema. 9
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALOs processos de produção e de consumo das sociedadestem sido reavaliados e analisados sob a ótica dapreservação de condições para que as próximas geraçõespossam continuar se desenvolvendo, esta questão iniciou-se com a expansão humana sobre a terra, pois enquanto omundo parecia não ter fronteiras os recursos naturaistambém pareciam ser infinitos.A concepção do conceito de “desenvolvimentosustentável” é apresentado oficialmente em 1980 pela“União Internacional para a Conservação da Natureza eRecursos Naturais” mais tarde - tornando-se o “relatórioBruntland” – revisto e divulgado em 1987 pela “ComissãoMundial para o Ambiente e Desenvolvimento” - CDMA,sendo um dos conceitos mais aceitos para a definição dodesenvolvimento sustentável e considerado um clássicopara a literatura ambiental, sendo uma das expressõesmais conhecidas a frase citada abaixo: “ econômico, social e político de forma a assegurar asatisfação das necessidades do presente semcomprometer a capacidade de as gerações futuras daremresposta às suas próprias necessidades” (CDMA,1987 appudin SARAIVA, 1999, pág. 32)Além da CMAD (1987) outros autores alertaram acomunidade mundial para o assunto e podemos citarCarson (1962), Meadows et alli (1972), Schumacher (1973),a titulo de conhecimento. 10
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA definição apresentada não é inovadora, posto que váriosautores ao longo de décadas anteriores trabalharam dediversas formas o tema, é indidspensavel citar o trabalho deIan L. MacHarg, pois em 1969 já discute a organização doespaço físico com base no ecocentrismo e na valorizaçãoda paisagem, inovando com a primeira abordagem deplanejamento e gestão ambiental definindo umametodologia de trabalho, atualmente muito utilizada comobase para a maioria dos estudos que envolvem odiagnóstico e análise de territórios destinados àurbanização com base nos princípios ambientais. O“relatório de Bruntland” tornou-se um “lema” ou um“balizador amplo” do conceito de “desenvolvimentosustentável”, onde o planejamento e a gestão ambientalapresentam-se como ferramentas eficazes para suaimplantação e desenvolvimento.No entanto o “relatório de Bruntland”, em sua definiçãosobre “sustentabilidade”, se apresenta um tanto vaga erefinando este conceito - no que tange o “capital a sertransferido”[1] e com a finalidade de elucidar a questão omesmo é dividido em três:capital artificial :edifícios, fábricas, escolas…capital humano: ciência, conhecimento, técnicas …capital natural: água pura, ar puro, diversidade biológica …[1] RUANO, Miguel. Ecourbanismo - entornos humanos sustenibles:60 proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999, pág. 10. 11
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA divisão do tema em três capitais diferentes a seremtransmitidos dividiu também a responsabilidade dodesenvolvimento sustentável com a comunidade, nosdiferentes setores socioeconômicos, através avaliação porparte da iniciativa privada, da coletividade e do puderpublico das decisões tomadas e dos projetos propostospelos diferentes profissionais contratados.É relevante ressaltar que, para muitos, a compreensão dotermo “desenvolvimento sustentável” é ou foi obtusa, poisna história da evolução humana alguns dizem que aspequenas vilas européias eram sustentáveis e outrosacreditam que os assentamentos pré-históricos eramsustentáveis. No entanto os assentamentos citados erampequenos, portanto aparentemente sustentáveis.Assentamento humanos de pequenas proporções apenasapropriam-se do meio ambiente pujante presente noentorno, o que demonstra ainda uma grande dificuldadesocial e cultural em compreender o que são os processossustentáveis naturais, econômicos ou culturais.O modelo de assentamentos humanos não sustentáveiscresceu e formou a civilização urbana atual. Asconcentrações de população urbana no início do séculoeram de 10%, atualmente são de 50% e estima-se que apopulação urbana possa chegar a 75% em 2025.[1][1] RUANO, Miguel. Ecourbanismo - entornos humanossustenibles: 60 proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999, pág. 7. 12
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALNo cenário mundial estudos demonstram [1] que em 1990de 35 cidades com população superior a 5 milhões dehabitantes, 22 delas estavam localizadas em países emdesenvolvimento, donde concluíu-se que estas cidadesdespreparadas - do ponto de vista do planejamentoambiental - deveriam estar crescendodesproporcionalmente nos anos seguintes gerandoproblemas ambientais assim como uma qualidade de vidadesfavorável e até prejudicial a saúde de seus habitantes.No entanto em 2005, 15 anos após esta estatísticaconstata-se que os paises em desenvolvimento têmassumido mais compromissos em relação à preservaçãoambiental que os países “desenvolvidos” através docomparecimento aos encontros mundiais[2] e a busca denovas tecnologias e formas de conduzir as metas queregem o desenvolvimento econômico destas nações.A partir da consciência de que a finitude dos recursosnaturais é um fato real, o próximo passo em um raciocíniológico é trabalhar com o problema a ser gerado pelaescassez destes recursos naturais.[1] RUANO, Miguel. Ecourbanismo - entornos humanossustenibles: 60 proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999, pág. 7.[2] Protocolo de Kioto, onde a maior potencia econômica mundialda atualidade (EUA) não se comprometeu em baixar os níveis depoluição do ar derivado de seus processos industriais e de seus 13processos de produção e consumo.
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIAL Como hipótese para solução dos problemas surge aconstatação da necessidade de poupar os recursosnaturais, rever as formas de utilizá-los, estudar formas emeios de incentivar políticas para a regeneração dosrecursos naturais estimulando os processos biológicos deauto-regeneração da natureza, pesquisar tecnologia pararecuperação dos recursos naturais como por exemplo, odesenvolvimento de bactérias que “digerem” o petróleonos casos de desastres ambientais nos quais hávazamento de óleo dos navios petroleiros ou das estaçõesde extração.A“energia limpa” [1] assim como os meios de obte-la temsido a grande meta a ser atingida e ainda há grandedificuldade em conciliar os processos produtivos fixadosem fronteiras políticas e não em fronteiras estabelecidascom base em um inventário de recursos naturais, para quese possa proporcionar condições adequadas a suaregeneração, embasados no principio de “emissão zero”de resíduos permitindo um desenvolvimento ambiental,cultural, social e econômico em áreas altamenteadensadas.[1] Energia que possa ser extraída através do menor impactoambiental, calcada no conceito de “emissão zero” de resíduos. 14
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA cidade contemporânea deve apresentar soluçõessustentáveis para os assentamentos humanos altamenteadensados, pois a idéia inicial sobre sistemassustentáveis enraizada no consciente coletivo é a de umdesenvolvimento alternativo onde se vive da agricultura edas criações de animais, quase que uma sociedade pré-histórica ou medieval, como citado anteriormente.O “ecourbanismo”[1] surge definido basicamente como aurbanização que respeita o suporte físico, sendo mais umadas explorações teóricas sobre o encontro do equilíbrioentre o tecnocentrismo e o ecocentrismo.Considerando que as comunidades humanas sustentáveissomente serão possíveis quando além do respeito ao meioambiente na implantação da cidade os empreendimentosarquitetônicos, também sejam planejados de maneiraharmônica e equilibrados com o meio ambiente, destaforma é necessário argumentar sobre a necessidade detransformação do cenário urbano.[1] RUANO, Miguel. Ecourbanismo - entornos humanossustenibles: 60 proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999, pág. 12.Miguel Ruano desenvolve que o conceito de “ecourbanismo” –um “urbanismo verde” – fruto da cidade bela e dos sistemasverdes de Olmsted seria um desenvolvimento sustentável de áreasurbanizadas, no entanto em seu livro não apresenta formas deurbanização adensadas. 15
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALEm consonância a esta idéia, alguns profissionais emdeterminados locais vêm substituindo o planejamentourbano convencional pelo planejamento ambiental, pois osinteresses dos planejadores neste final de século têm sidoas questões sociais e ambientais, devido a pressões mundiaisAlguns princípios básicos comuns às várias definiçõesexistentes sobre desenvolvimento sustentável, comcerteza estarão presentes e válidos para futurasexplorações do tema dada a sua relevância durante todasestas décadas, são eles:- preocupação com as futuras gerações, que elas tenham asmesmas possibilidades de crescimento econômico que as atuais,no entanto que a distribuição de renda seja mais igualitária;- equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e asustentabilidade, de forma que a quantidade e qualidade dosrecursos naturais e funções ecossistêmicas encontrem o equilíbrionecessário para a auto-regeneração constante;- que os princípios da qualidade de vida e da qualidade ambiental,estejam inclusos nas formas de planejamento das cidades e nãoapenas nos indicadores sócio econômicos sob a forma doplanejamento ambiental;- responsabilidade social e política, envolvendo a sociedade, ainiciativa privada e o poder institucional no comprometimento comas ações para o futuro sob a forma de metas do desenvolvimentosocial, cultural e econômico alinhadas aos princípios dapreservação, recuperação e equilíbrio ambiental. 16
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALA responsabilidade social foi fortalecida através da maciçaparticipação de 172 países na Conferencia das NaçõesUnidas para o Ambiente e Desenvolvimento (CNUAD)conhecida como Conferencia do Rio, em 1992 ondeatravés da da Agenda 21 se limita as diferentes açõeseconômicas e se pretende coibir exageros colaborandopara uma distribuição de renda de forma mais justa eequilibrada.Apesar do grande interesse mundial nas questõesambientais, infelizmente os Estados Unidos da América(EUA) - atualmente é a maior potencia econômica -participa destes encontros mundiais[1], mas não ratificaos documentos gerados e não inclui as metas depreservação, recuperação e a busca do equilíbrioambiental em suas diretrizes de desenvolvimentoeconômico.[1] Mais especificamente Rio 92 no Brasil e Rio + 10 emJoanesburgo. 17
  • PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ENTENDER O CENÁRIO AMBIENTAL MUNDIALOs paises que se comprometem a integrar os diversosprocessos ecológicos ao planejamento e a gestãoambiental de suas cidades, devem para tanto estimular anecessária identificação dos processos naturais efundamentais de regeneração dos recursos naturais eainda saber como estimulá-los, fortalecê-los e integrá-losao ambiente urbano.O planejamento ambiental aliado ao desenho ambiental eaplicado as diversas escalas dos diferentesassentamentos humanos, são as ferramentas necessáriasa gestão ambiental das cidades e dos territórios.A pesquisa ecológica deve ser estimulada para identificare estabelecer os limites para a exploração dos recursosnaturais através da verificação de hipóteses sobre ospossíveis cenários futuros e adoção de ações deprevenção, preservação e restauro dos recursos naturais,para que à longo prazo, o cenário ambiental seja o maissatisfatório possível, participando do crescimentoeconômico com qualidade de vida. 18
  • Bibliografia:BROCANELI, Pérola Felipette. O ressurgimento das águas napaisagem paulistana: fator fundamental para a cidade sustentável.2007. 323 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura eUrbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.GARRETA, Ariadna Alvarez. Rascacielos. México, Editora Atrium,2001.McHARG, Ian L. Proyectar con la naturaleza. Espanha: Gustavo Gili,2000.RUANO, Miguel. Ecourbanismo - entornos humanos sustenibles: 60proyectos. Barcelona: Gustavo Gili, 1999.www.uol.com.br 19