MAC-USP

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Pedestre Bobo é um ser inquieto. Foi até o MAC Museu de Arte Contemporânea, da USP, e ficou chocado com o que viu. Ele não tem noção do que é arte de vanguarda, não sabe o que foi a ditadura militar e não entende a cultura moderna. Enfim, é um cara completamente sem noção! E continua insistindo em curtir uma cidade que foi feita para motoristas e seus automóveis, não para pedestres. Desta feita ele documentou a 2a. de uma série de 3 exposições do MAC sobre a arte na época do golpe militar de 64. É ver para crer! Carlos Elson L. da Cunha - criarefazer@hotmail.com

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MAC-USP

  1. 1. Museu de Arte Moderna<br />Num tô entendendo nada!!<br />O PEDESTRE BOBO <br />visita o MAC na Bienal<br />
  2. 2.
  3. 3. São obras feitas durante o regime militar.<br />
  4. 4. No painel imagens da Bienal de Arte naquele período<br />
  5. 5.
  6. 6. Também gosto de arte. Até comprei um quadrinho prá minha mãe na 25 de Março, ontônti!<br />
  7. 7.
  8. 8. Antonio Henrique Amaral – Brasiliana 9 - 1969<br />
  9. 9. Caramba! 40 anos e as banana ainda não madurô!<br />Antonio Henrique Amaral – Brasiliana 9 - 1969<br />
  10. 10. Vera Ilce Cruz – Comemoração do Gol I - 1969<br />
  11. 11. Esse a mulher começô a pintá mas num terminô! <br />Tava ficando legal!<br />Vera Ilce Cruz – Comemoração do Gol I - 1969<br />
  12. 12. Ô, anta!<br />Veja que os braços não aparecem, mas se confundem com a torcida, sugerindo um envolvimento na alegria.<br />Ver arte moderna exige pensar um pouco, sabia?<br />Vera Ilce Cruz – Comemoração do Gol I - 1969<br />
  13. 13. Humberto Espíndola – Bovinocultura - 1969<br />
  14. 14. JoãoCâmaraFilho – Uma Confissão - 1971<br />
  15. 15. Clara referência à tortura!<br />JoãoCâmaraFilho – Uma Confissão - 1971<br />
  16. 16.
  17. 17.
  18. 18.
  19. 19. Edo Rocha – Projeto – Escada para três pessoas de Menos de Dezessete polegadas que queiram subir nela - 1969<br />
  20. 20.
  21. 21. Num vô falá nada. Depois ficam me chamando ingnorante...<br />
  22. 22. Edo Rocha – 25 4 69 DE - 1969<br />
  23. 23. Veja, o homem está num quadrado e uma parte sua tenta fugir dele mesmo. Não é interessante?<br />José Alberto Nemer – Programação I - 1969<br />
  24. 24. Ô! Muito interessante...<br />
  25. 25. Maria Célia Andrade – Mundovistoatravés das Janelas - 1970<br />
  26. 26. Aldir Mendes de Souza – Eu e o Gato do Ianelli - 1970<br />
  27. 27. Coitado do bixim! Virô arte moderna!<br />Aldir Mendes de Souza – Eu e o Gato do Ianelli - 1970<br />
  28. 28. Waldemar Cordeiro <br />Derivadas de uma Imagem <br />1969<br />
  29. 29.
  30. 30.
  31. 31. Veja como há tanto tempo atrás a turma já usava o vídeo como expressão artística! Vanguarda pura!<br />
  32. 32. Analívia Cordeiro – M3x3 - 1973<br />
  33. 33. Sérgio Caires Berber – B-C - 1970<br />
  34. 34. Massuo Nakakubo – Serigrafia n. 6- 1970<br />
  35. 35. Que profundo!<br />Massuo Nakakubo – Serigrafia n. 6- 1970<br />
  36. 36. Míriam Chiaverini – Acumulação 3 - 1970<br />
  37. 37. Tomoshige <br />Kusuno<br />35 TKD 3<br /> 1970<br />
  38. 38. (perdi o registro do nome do autor)<br />A Subida do Foguete <br />
  39. 39.
  40. 40. Aieto Manetti Neto – “English Heritage n. 333” – 1971<br />(aqui detalhe da obra no slide anterior)<br />
  41. 41. 5 telas – destacarei a segunda<br />
  42. 42. Vera <br />Chaves <br />Barcellos<br />A Luta <br />1970<br />
  43. 43. Anna<br />Bella<br />Geiger<br />Verde, <br />Verdes<br />1974<br />
  44. 44. Carmela<br />Gross<br />Desenho como <br />Projeto de <br />Gravura<br />1969<br />
  45. 45. Se isso é arte, até eu sô artista!<br />
  46. 46. Anna<br />Bella<br />Geiger<br />Iguais <br />1974<br />
  47. 47.
  48. 48. Paulo <br />Herkenhoff<br />“Baby<br />Food”<br />1973<br />
  49. 49. Todos os 4 quadros tem recortes violentos da história: fome, revolta etc. O artista explicitou a angústia de uma época.<br />
  50. 50. Todos os 4 quadros tem recortes violentos da história: fome, revolta etc. O artista explicitou a angústia de uma época.<br />Tudo bem, mas não precisa começá a falá difícil!<br />
  51. 51. Cildo <br />Meireles<br />Espaços <br />Virtuais –<br />Contos <br />1973<br />
  52. 52. ????<br />
  53. 53. Artur <br />Barrio<br />Seis <br />Movimentos <br />1974<br />
  54. 54. Detalhe <br />da <br />obra<br />
  55. 55. Detalhe da obra<br />
  56. 56. Lindo, cara! Muito... Como eu diria? ...enstiganti!<br />Detalhe da obra<br />
  57. 57. Ô, palhaço!<br />Se você não entende, não zombe.<br />Pensa no AI 5 e olha de novo o quadro!<br />Lindo, cara! Muito... Como eu diria? ...enstiganti!<br />Detalhe da obra<br />
  58. 58. Artur Barrio Sit..... Cidade..... y..... Campo 1970<br />
  59. 59. Artur Barrio Sit..... Cidade..... y..... Campo 1970<br />Imagens de vídeo se alternam. Mesma obra do slide anterior<br />O que se vê são pães, amarrados e jogados no lixo.<br />
  60. 60.
  61. 61. Julio Plaza <br />Evolução / Revolução <br />1971<br />Detalhe da obra<br />
  62. 62. Julio Plaza <br />Evolução / Revolução <br />1971<br />Os EUA pederam a guerra no Vietnã. Veja como a vietnamita substitui a imagem do Nixon gradualmente.<br />Detalhe da obra<br />
  63. 63.
  64. 64. Julio Plaza <br />Duchamps vs Vasarely <br />- 1974<br />
  65. 65. Julio Plaza <br />Duchamps vs Vasarely <br />- 1974<br />Conhece a obra do Vasarely? Ele criou muitos quadro geométricos interessantes, onde a tela parecia formar uma esfera e ondas. Repare no slide retrasado.<br />
  66. 66.
  67. 67. Julio Plaza – Regina Silveira<br />Técnica do Pincel 2 - 1974<br />
  68. 68. Detalhe da obra<br />
  69. 69.
  70. 70. Regina Silveira<br />Sem título <br />1971<br />
  71. 71. Regina Silveira<br />Sem título <br />1971<br />Esse eu entendi: cada um no seu quadrado!<br />
  72. 72.
  73. 73. Regina <br />Silveira<br />Inclusão <br />Watteau<br />1974<br />
  74. 74.
  75. 75. Regina Silveira - Situação executiva - 1974<br />
  76. 76. Ângelo de Aquino – Sem título - 1972<br />
  77. 77. Meu, de boa: que merda é essa?<br />Ângelo de Aquino – Sem título - 1972<br />
  78. 78. Eu te explico, mas primeiro vai ler “Arquipélago Goulag”, do Soljentisin, tá bom?<br />Ângelo de Aquino – Sem título - 1972<br />
  79. 79. Ângelo de Aquino<br />Window = House = rain <br />1972<br />Num vô falá mais nada!<br />
  80. 80. Ângelo de Aquino - O nadador, aquele que sabe nadar - 1 974<br />
  81. 81. Gastão de Magalhães – Deslocamento - 1974<br />
  82. 82. Detalhe da obra<br />
  83. 83. Sismógrafo – nada a ver com arte, é só prá avisar quando o prédio estiver desmoronando.<br />
  84. 84. Que bem lôko! Deve ser uma bomba que deixaram aqui prá acabá com essas doidêras! <br />Sismógrafo – nada a ver com arte, é só prá avisar quando o prédio estiver desmoronando.<br />
  85. 85. Cristiano Mascaro – Série O Enterro de Barrientos – 1969<br />Próximos 3 slides são dessa série.<br />
  86. 86.
  87. 87.
  88. 88.
  89. 89. Cláudia Andujar<br />Inês<br />1971<br />A fotografia de baixo recebeu um acrílico grosso por cima. <br />
  90. 90.
  91. 91.
  92. 92. Regina Vater – PlayFEUllagem - 1974<br />
  93. 93.
  94. 94. Constantino Ignacio Riemma<br />sem título <br />1973<br />Destaquei um <br />dos dez quadros, mostrados <br />no slide anterior.<br />
  95. 95. Mira Schendel – sem título – 1973<br />Os próximos dois slides são vistas da mesma obra.<br />
  96. 96.
  97. 97.
  98. 98. Mira Schendel<br />Os Telefonemas <br />1974<br />
  99. 99. Mira Schendel<br />Os Telefonemas <br />1974<br />Telefonema estranho... A muié deve tá ligando prum <br />0-800. <br />Só pode!<br />
  100. 100. Detalhe da <br />obra anterior<br />
  101. 101. Mira Schendel <br />sem título - 1973 <br />
  102. 102. Mira Schendel <br />sem título - 1973 <br />
  103. 103.
  104. 104. Mira Schendel <br />Desenho 72<br />1972 <br />
  105. 105. Luiz Paulo Baravelli <br />Estudo para a Construção de São Paulo<br />1969/70<br />
  106. 106. Gostei!<br />Se era assim que a turma estudava prá construir São Paulo, isso explica muita coisa!<br />
  107. 107. Victor Ribeiro <br />“Menphis Blues”<br />1971<br />
  108. 108. Num vô falá nada!<br />
  109. 109.
  110. 110. Sérgio Ferro <br />São Sebastião<br />(Marighella)<br />1970<br />
  111. 111. O Marighella não foi morto pelos milico no Araguaia?<br />
  112. 112. Exatamente! E a cena retrata isso.<br />
  113. 113.
  114. 114. Cala-te boca!<br />
  115. 115. Plínio de Toledo Piza Filho<br />Phara-Ybvna n. 3<br />1969<br />
  116. 116.
  117. 117. Fernando Lion<br />Rapunzel<br />1969<br />
  118. 118. Rapunzel?<br />Então o conduíte é as trança dela. <br />Já tô começando a entendê arte moderna!<br />
  119. 119. Mesas com fotos, revistas, catálogos, convites etc.<br />
  120. 120.
  121. 121.
  122. 122.
  123. 123.
  124. 124.
  125. 125.
  126. 126.
  127. 127. Ivens Machado – Caderno n. 3 - 1974<br />
  128. 128. Quer dizer: o cara faz um caderno com as linhas tudo torta e a galera põe no museu de arte...<br />O velho Conselheiro tinha razão: o mar virô sertão e o sertão já virô mar!<br />Ivens Machado – Caderno n. 3 - 1974<br />
  129. 129. Ivens Machado <br />Fragmento c/ duração de 5’ 30” no dia 21/6/74 <br />entre 12h 15’ e 12h 20’ - 1974.<br />Tá pensando o quê, Pedestre Bobo?<br />
  130. 130. Detalhe da obra anterior<br />Nada, não. <br />Tô contemprando a “arte”!<br />
  131. 131. Carlos Zílio – Para um Jovem de Brilhante Futuro – 1973/1974<br />
  132. 132. Nessa pasta num posso escondê minha marmita!<br />Carlos Zílio – Para um Jovem de Brilhante Futuro – 1973/1974<br />
  133. 133.
  134. 134.
  135. 135.
  136. 136.
  137. 137.
  138. 138.
  139. 139.
  140. 140.
  141. 141.
  142. 142.
  143. 143.
  144. 144.
  145. 145.
  146. 146.
  147. 147. Uff! Que alívio! Vamu vê um pouco de arte africana. <br />Chega de modernices!<br />
  148. 148. Note como o autor usa imagens de letras para compor uma imagem!<br />
  149. 149.
  150. 150. Puts grila! <br />É memo!<br />
  151. 151.
  152. 152.
  153. 153.
  154. 154.
  155. 155.
  156. 156. E aí, Pedestre Bobo, gostou?<br />
  157. 157. Nossa! “Adorei”!<br />
  158. 158. Carlos Elson L. da Cunha<br />Fevereiro de 2011 a D.<br />criarefazer@hotmail.com<br />O prédio do<br />antigo Detran está em obras, <br />para receber o acervo do <br />MAC, o Museu de Arte Contemporânea da USP. <br />Enquanto isso não acontece, o museu usa o terceiro pavimento do prédio da Bienal<br />

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