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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde …

Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.


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  • 1. Universidade Presbiteriana MackenzieESTUDO DO PROCESSO CRIATIVO DE YUTAKA TOYOTA: UMA INSPIRAÇÃOÀ CRIAÇÃO DE JÓIASJúlia Prado (IC) e Regina Lara Silveira Mello (Orientadora)Apoio: PIBIC MackenzieResumoEste artigo estuda o processo de criação do artista plástico Yutaka Toyota e aponta relações da artecom a joalheria, mostrando características das esculturas de Toyota que poderiam ser utilizadas nacriação de joias. Para isto realizou-se uma entrevista com o artista, analisou-se algumas esculturas eestudou-se o caminho da jóia contemporânea. Observa-se que as esculturas de Toyota possuemuma ilusão de ótica, que se dá através de reflexos em metal polido, criando um espaço virtual,ilusório. Essa ilusão é intencional, pois o artista deseja falar de outra dimensão.Palavras-chave: Yutaka Toyota, joia contemporânea, processos criativosAbstractThis article studies Yutaka Toyota´s creative process and points art and jewelry relations,showing features from Toyota´s sculptures that could be used in jewelry design. For thisthere was an interview with the artist, some sculptures were analyzed and the way tocontemporary jewelry was studied. Toyota´s sculptures have an optical illusion that occursthrough reflections in polished metal, creating a virtual space. This illusion is intentional,because the artist wants to show another dimension.Key-words: Yutaka Toyota, contemporary jewelry, creative processes 1
  • 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOO presente estudo observa o processo criativo do artista plástico Yutaka Toyota e apontacaracterísticas de suas esculturas, interessantes para serem tratadas na joalheria. Aorelacionar arte e joia, enriquece-se o universo joalheiro.As esculturas de Toyota são formal e conceitualmente interessantes, possuem formascontemporâneas geométricas, características interessantes para as joias. Suas esculturasmonumentais pelo mundo possuem chapas de aço côncavas e convexas, reflexos e coresque despertam a curiosidade do espectador e algumas possuem movimentos acionadospelo vento.Esculturas do artista foram escolhidas e analisadas segundo a teoria da Gestalt1,observando estrutura, forma e figura, relacionando as partes do todo e apontando os fatoresde equilíbrio, clareza e harmonia visual. Não se vê partes isoladas, a percepção é sempredo todo, e a escola da Gestalt aponta alguns mecanismos de organização visual que amente reproduz espontaneamente ao observar qualquer imagem.A idéia de processo criativo está ligada à um conceito de movimento, de algo dinâmico quepercorre um tempo. Kneller (1978, apud. Mello, 2008) definiu cinco etapas do processocriativo: apreensão, preparação, incubação, iluminação e verificação. Esta concepção incluia atenção aos problemas, questões que exigem soluções criativas, ou simplesmente a idéiado fazer (a apreensão). A preparação é o estudo da idéia inicial e, em seguida, a incubaçãopode-se dizer que é uma fase de maturação, do cruzamento entre a idéia inicial e apesquisa, essa etapa ocorre inconscientemente, num momento de afastamento para relaxare renovar as idéias. Depois dessas etapas vem o clímax, quando o criador percebe asolução do problema, o momento da descoberta. E finalmente a fase da verificação, em quese retoma a inspiração para corrigir e modificar, conscientemente, pequenas coisas na obra,com olhar de observador externo, pensando no público. Essas etapas, na realidade, não sãodefinidas e isoladas, elas acabam se sobrepondo.Segundo Mihalyi Csikszentmihalyi (1998, p. 98) o processo criativo começa com o objetivode resolver um problema dado por uma pessoa, ou sugerido pelo estado da arte na área; equando esse problema é localizado, o processo passa para um nível subconsciente. Issoprovoca uma lembrança apenas do “insight”, deixando o processo, os passos para oresultado, adormecidos. Isso é chamado pelo psicólogo Csikzentmihalyi de incubação doprocesso consciente, que segundo ele é o momento mais criativo do processo. O “insight”acontece quando uma conexão subconsciente entre idéias encaixa tão bem que é forçada a1 Escola de psicologia experimental, com o filósofo austríaco, de fins do século XIX, Christian Von Ehrenfelscomo percursor (GOMES FILHO, 2008, p. 18). 2
  • 3. Universidade Presbiteriana Mackenziesaltar ao consciente.O principal conceito elaborado pelo psicólogo é o “flow”, definido como uma experiência deprazer que também pode envolver atividades dolorosas, arriscadas e difíceis, que, noentanto ampliam a capacidade da pessoa, trazendo elementos de novidade e descobertas –o fluir de ideias, a profunda concentração, quando tudo se volta para um objetivo, e oindivíduo passa por uma experiência interna. Csikzentmihalyi define (1998, p. 110) algunselementos que descrevem o que se sente quando uma experiência é prazerosa (flow): háobjetivos claros, passos a percorrer; as respostas às ações são imediatas; há equilíbrioentre desafios e habilidades; a concentração é total no que se está fazendo; distrações nãoatingem a consciência; não há preocupação em fracassar; a autoconsciência se recolhe,não há preocupação em parecer bem, manter a pose; a percepção do tempo é distorcida,perde-se a noção do tempo e horas parecem minutos; e a atividade se torna autotélica, seauto alimenta com recompensas e satisfações em si mesma.REFERENCIAL TEÓRICOYutaka ToyotaYutaka Toyoda (com “d”) nasceu no dia 14 de maio de 1931, na cidade de Tendo, ao nortedo Japão. O sobrenome, herdado do pai, desde o início de sua carreira no Brasil foi trocadopela imprensa por Toyota (com “t”), e posteriormente adotado.Quando pequeno desenhava e fazia aquarelas das paisagens e estações do ano; nainfância também conviveu com a marcenaria do pai, tendo contato com a fabricaçãoartesanal de móveis. O irmão de sua mãe era pintor, Jin Ichi Oe, e Toyota gostava deobservá-lo. Ganhava as telas inutilizadas do tio, cobria com tinta branca e as reaproveitava.O seu primeiro prêmio de pintura veio em 1946, aos quinze anos, com o quadro Outono,que reutilizava uma das telas do tio.Em 1950 foi para Tóquio, ingressou na Universidade de Artes, no curso de arte e artesanato.Embora a maioria das disciplinas cursadas referia-se ao artesanato, aulas de desenho deobservação, de história da arte oriental e ocidental e de desenho industrial também fizeramparte da sua graduação, completada em 1954. Fez um curso extraclasse de cenografia etornou-se assistente do mestre Kenkichi Yoshida, o que contribuiu para sua melhorcompreensão do espaço.Tornou-se instrutor técnico do Instituto de Pesquisas Industriais, da cidade de Shizuoka – láutilizou seus conhecimentos adquiridos nas aulas de desenho industrial, pois visavam afabricação em série de móveis, bicicletas, esquis, entre outros objetos. 3
  • 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Com a intenção de implantar uma fábrica de máquinas de costura, Toyota veio ao Brasiljunto com uma equipe de técnicos. A fábrica nunca veio a funcionar, mas o tempo queToyota ficou por aqui foi suficiente para querer retornar ao Brasil.De volta a São Paulo, dedicou-se com maior entusiasmo à arte, sua pintura adquiriu formasabstratas geométricas, carregadas de uma procura por uma expressão interior; há presençado círculo, que representa harmonia, unidade – referência oriental (PRIETO, 2009, p. 29).Este período, na década de 60, ele chamou de Círculo – Símbolo da Harmonia Cósmica (fig.1). Essa persistência no signo círculo, Toyota acredita que fosse uma manifestação daatitude zen-budista, princípios que acompanharam a sua criação, como a busca pela pazinterior e pela compreensão simples e profunda das coisas. Fig. 1 – Toyota pintando círculos nos meados dos anos 60. Fonte: Prieto.Em 1965 suas pinturas fizeram grande sucesso no Brasil, com premiações e obras aceitaspara a VIII Bienal Internacional de São Paulo. Mas o artista queria progredir mais, e resolveuexplorar a tradição cultural européia, mudando-se para Florença.Na Europa obteve contato com o diretor do Museu de Arte de São Paulo, Pietro Maria Bardi,que ajudou o casal convidando-os para permanecerem na Villa Beneviene, pertencente aoMASP. Bardi também serviu como grande estímulo intelectual à Toyota. Neste períodocomeçou a fazer experiências com diferentes materiais nas telas, como terra, areia e linho 4
  • 5. Universidade Presbiteriana Mackenziemisturados à tinta.Após o contato com a arte antiga de Florença Toyota resolveu conhecer os movimentosatuais mudando-se para Milão, onde havia uma arte de vanguarda. É lá que nasce oprimeiro filho do casal Toyota, Gianni Yo. Durante este tempo em Milão (1966 a 1968) osmovimentos de op-art e arte cinética se afirmavam na Europa. Neste período Toyota tevecontato com diversos artistas, dos quais todos admiravam o pensamento de Lucio Fontana,argentino radicado em Milão, um dos percussores da revelação de outra dimensão espacialnas artes plásticas. Toyota se identificou em vários pontos do pensamento de Lucio Fontanano “Manifesto Blanco” (1946), principalmente quando Fontana afirma que o conhecimentoexperimental deve tomar o lugar do conhecimento imaginativo. Ao cortar a tela, Fontana queria enxergar além dela, alcançar outra dimensão que não fosse a do plano nem a do volume, mas a tetra dimensão. (...) O aspecto estático do quadro e da escultura – em suas dimensionalidades tradicionais – estavam assim sendo abandonadas por artistas que Toyota encontrava na Itália. (PRIETO, 2010, p. 42)Com a vida mais dinâmica, as idéias de rápido, contínuo e mutável foram introduzidas naarte, fazendo com que se falasse de quarta dimensão. Nesta fase, o trabalho de Toyota ficoumais limpo e a arte óptica apareceu. As figuras geométricas eram elemento principal –quadrados, losangos e até o círculo, que se aproximava de elipses, sofrendo deformações –em faixas paralelas de linhas finas, em tons luminosos, geralmente em um fundo claro (fig. 2e 3). As formas eram concêntricas, repetidas a partir de um possível centro, lembrando apropagação da água em lago ao cair uma pedra – com a ilusão de ótica as figuras iam setornando sólidas, avançando da tela. Fig. 2 e 3 – Duas das primeiras pinturas ópticas, 1966. Fonte: Prieto. 5
  • 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Depois acrescentou às suas pinturas outros elementos materiais. Deixando as tintas a óleoe acrílicas de lado, e preocupado com as questões do espaço, procurou materiais da épocatecnológica: o alumínio e o poliéster. A madeira continua apenas como suporte. O artistapreocupava-se em mostrar uma dimensão que se relacionasse com a simplicidade dopensamento zen – que sempre o acompanhou – transmitindo sua concepção de um mundocósmico. Gravava desenhos em placas de alumínio, geralmente círculos amassados.“Perdurava o desejo de falar de algo incorpóreo – refúgio, nuance. Toyota desejava queseus trabalhos passassem a traduzir o positivo e o negativo, para representarem o mundo”(PRIETO, 2009, p.47). Procurava mostrar o visível e o imaterial ao mesmo tempo.Os primeiros objetos que Toyota criou, fixou-os nas paredes – relevos côncavos, convexos,com suporte de madeira forrado de alumínio na parte frontal. Não usava muito o poliésterdevido ao alto custo, e pelo mesmo motivo ainda não usava o aço inoxidável. O alumínio foio mais usado, pelo preço acessível e o utilizava espelhado para obter os reflexos. Sobre assuperfícies colocou esferas pintadas de branco, que se deformavam (mais que em seusquadros) no reflexo.Toyota pretendia comunicar um significado mental e espiritual do espaço. Essa fase depreocupação com a questão espacial foi chamada de In-Yo – símbolo de elementos opostos(fig. 4). O reflexo do alumínio espelhava a obra e o ambiente onde estivesse, deformando ecriando um novo espaço. A opção por não usar espelhos se deu pois estes, apenas,reproduziriam a obra e o ambiente, sem deformá-los. Fig. 4 – Espaço In Infinito, aço inoxidável, madeira e pintura, 1967. Fonte: Prieto. 6
  • 7. Universidade Presbiteriana MackenziePara Prieto (2009, p. 50): A arte de Toyota se tornava ambiental e enigmática em suas intenções e resultados. Isso se dava graças à versatilidade das imagens virtuais constantes de cada obra, o que dependia do local de sua inserção e do ponto de vista do observador. (...) Toyota pretendia ir além do mundo visível. Partindo de motivações dualistas, que ele fez coexistir nas suas obras – feminino/masculino, grande/pequeno, bem/mal, positivo/negativo, ying/yang (in/yo em japonês) – ele sempre buscou a unidade, o neutro, a harmonia do universo.De volta ao Brasil, nasce seu segundo filho e a família Toyota se muda para uma casamaior, rodeada pelo verde da natureza, lembrando-o de suas origens. Com exposições eprêmios na sua volta ao Brasil, houve uma divulgação das propostas de tendência óptica.Toyota estava entre os artistas convidados para expor na X Bienal Internacional de SãoPaulo (1969), aonde apresentou seis criações, chamando atenção com as obrasopticocinéticas (fig. 5), fazendo enorme sucesso. Fig. 5 – Sucesso das obras de Toyota na X Bienal Internacional de São Paulo, 1969. Fonte: Prieto.Apesar de suas viagens e exposições por outros países, em 1971 obteve a naturalizaçãobrasileira. No mesmo ano foi convidado para participar da XI Bienal na Bélgica,representando o Brasil junto com outros artistas. Suas propostas tiveram o elemento cubotomando o lugar da esfera. Na simbologia chinesa do taoísmo, o círculo é o céu e oquadrado a terra, encontrando o homem entre ambos. Para o artista, o cubo sugere a vida 7
  • 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011nas cidades grandes, o isolamento das pessoas em apartamentos, com os ângulos retos eforma fechada.Em 1974 viajou ao Japão, devido a uma exposição, e percebeu que ao viver em paísocidental, onde a cultura é voltada para a lógica, conseguiu melhor compreender suaascendência e desenvolver o lado espiritual na arte.Nos anos 70 a necessidade de criar volumes monumentais só aumentou, de criar formasque se relacionassem com o espaço urbano. Toyota foi então sendo cada vez maisreconhecido como escultor, participando de diversas exposições com suas esculturasmagníficas. Até que apresentou sua nova pintura, em uma mostra de um grupo nipônico(Primeira Geração) em 1982, em São Paulo. Percebia-se que suas esculturas e objetos transformavam-se, evoluíam. Nas peças de médio ou pequeno porte, vistas em 1983, na Skultura Galeria de Arte (São Paulo), um renovar criativo já havia sido demonstrado, como comentou o jornalista Ivo Zanini: As esculturas em chapas de alumínio e aço de Toyota ganharam nova dimensão na medida em que o artista conseguiu redimensionar formas e oferecer novos espaços às cores no interior das peças. (...) Por intermédio do metal, os volumes continuavam a captar, espelhar, deformar o ambiente e o evanescente, parâmetro da quarta dimensão de Toyota. (PRIETO, 2009, p. 97)Em 1986 foi instalada a obra Espaço Vibração (fig. 6) no Hotel Tivoli Mofarrej, em SãoPaulo. Uma obra magnífica que despertou um número enorme de encomendasmonumentais ao artista nos anos seguintes. Fig. 6 – Espaço Vibração, inox e latão, Hotel Tivoli Mofarrej, São Paulo, 1985. Fonte: Prieto. 8
  • 9. Universidade Presbiteriana MackenzieEm 1988 foi estimulado a criar uma jóia para participar da exposição Arte em Joias: umanova expressão, na qual expôs junto com outros 14 artistas nipônicos para celebrar o 80˚aniversário da imigração japonesa no Brasil. A exposição aconteceu na Skultura Galeria deArte. A joia projetada por Toyota (fig. 7) possui claramente sua linguagem, com sólidoscôncavos extremamente polidos, parece uma miniatura de uma de suas esculturas. Naapresentação do convite da exposição, Olney Krüse (1988) diz: Estamos, nós que vivemos em 1988, no apogeu da joia como obra de arte, vale dizer, aquela que além de seu valor intrínseco passa ao corpo de quem a usa e aos olhos de quem observa, um acúmulo de informações cultuais. A joia, hoje, é um fichário da soma de nossos dias, desde Altamira e suas cavernas até Brasília e seus palácios. A joia, agora, é arquitetura, é desenho industrial, é escultura. Fig. 7 – Joia de Yutaka Toyota para a exposição Arte em Joias, São Paulo, 1988.Em 1991 o artista recebeu da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) o prêmio deMelhor Escultor de 1990. Reconhecido como escultor, Toyota volta a retomar a pintura,desta vez as “folhas metálicas” revelam menos através das pontas viradas, a cor utilizadaentão passa a ser o dourado, e surgem formas geométricas. Utilizando técnica mista, à basede gesso, tinta a óleo, tinta acrílica, imitação de folhas de ouro (atualmente utiliza folhas deouro e de prata), cria texturas nas superfícies (fig. 8 e 9). 9
  • 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Fig. 8 – Espaço Ilusão n˚2, técnica mista sobre tela, 1992. Fonte: Prieto. Fig. 9 – Espaço Ilusão, técnica mista sobre tela, 1998. Fonte: Prieto.Em 2003 Toyota fez algumas obras para o Hotel Matsubara, de São Paulo. Entre elas,luminárias lindas e funcionais em aço inoxidável e alumínio (fig. 10). Relembrando um poucoo desenho industrial, parte de sua formação. 10
  • 11. Universidade Presbiteriana Mackenzie Fig. 10 – Lustre, chapa de aço inox escovado, tubos de alumínio, esferas cromadas, Hotel Matsubara, São Paulo, 2001. Fonte: Prieto.A cor volta a aparecer em suas esculturas, desta vez através de uma película de adesivovinílico a uma superfície (fig. 11). Fig. 11 – Espaço Luz e Sombra, aço, madeira e plástico, 2001. Fonte: Prieto.Em 2009, com curadoria de Jacob Klintowitz, no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura),Toyota teve uma retrospectiva na exposição A Leveza da Flor. Na apresentação doprospecto da exposição, Klintowitz (2009) fala poeticamente a respeito do artista: 11
  • 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 É universal o Fascínio que a escultura do brasileiro Yutaka Toyota exerce, como o demonstra a sua intensa presença pública em lugares tão díspares como o Japão, a Itália e o Brasil. É curioso como a sutil combinação de materiais, o conceito espiritual subjacente e a produção tecnológica, não afasta o público, mas o aproxima. A sua é uma escultura de combinações inesperadas. (…) É possível dizer que a junção e a aparente contradição entre a dureza e o macio, a espontaneidade e a reflexão, o volume e a leveza, a geometria estável e o equilíbrio instável, são companheiros constantes de Yutaka, fazem parte do mundo que inventou e são a origem da empatia do público. (…) A alta tecnologia é indissociável da sua delicada concepção. E temos a sensação de que este vôo só existe embalado nestes materiais e em contrastes incomuns. Yutaka Toyota enriquece o nosso olhar neste jogo essencial feito de aço, alumínio, reflexos cromáticos de pigmentos ocultos, e movimentos eólicos. Éolo, deus dos ventos, filho de Zeus, e Yutaka Toyota, e algumas esculturas tão próximas da natureza e do gesto humano. Vôo de prata. Carícia do vento e reflexos das luzes. Linha geométrica a recortar e reconstruir o espaço. Paradoxo, tudo parece natural.O processo criativo de Toyota é bastante metódico, envolve uma rotina fixa. Seu tema detrabalho se mantém o mesmo, com inovações em formas e, as vezes, técnica e material, oque contribui para sua identidade e para o amadurecimento de suas idéias.O Caminho à Joia ContemporâneaO universo da joalheria começou a se libertar do tradicionalismo a partir do século XX, naEuropa, quando dois movimentos artísticos influenciaram a joalheria e a moda: o ArtNouveau, estilo com linhas simples, soltas, alongadas, assimétricas, sinuosas, e commovimento, gerando formas orgânicas e temas florais, naturalista e feminino, estilo em queas fronteiras entre a belas-artes e o artesanato estavam bem reduzidas. E o Art Déco, estiloque surgiu em um período de mudança comportamental da população, em que havia novosricos, hotéis de luxo, e novas tendências (de massificação) da moda, um estilo luxuoso, quese utilizou de materiais caros (diamantes, pérolas e platina), formas limpas e geométricas,simétricas, e utilizou a luz (tema proveniente do cinema) como referência, inspiração.Podemos observar esses estilos nos trabalhos de Lalique (fig. 12) – considerava que o valordo material em suas jóias era irrelevante, adorando trabalhar com marfim, chifre, âmbar,pedras semipreciosas e vidro, a criatividade superava o valor da matéria e por isso as joiasde Lalique são consideradas obras de arte (CAMPOS, 1997, p. 54) – e Cartier (fig. 13),respectivamente. 12
  • 13. Universidade Presbiteriana Mackenzie Fig. 12 - Pente Art Nouveau de marfim, chifre, ouro e topázio (1903-1904), René Lalique. Fonte: Gulbenkian. Fig. 13 - Colar Art Deco de diamantes e citrinos (1934), Cartier. Fonte: Cartier.Segundo Campos (1997, p. 61), a moda também provocou mudanças na joalheria, pois nosanos 20 se tornava mais esportiva, casual, e deixou de combinar com as pedras preciosas,precisando de um novo tipo de ornamento, o que fez surgir a joia de moda, produzida emmaterial não precioso. Essas joias de moda, criadas por estilistas, eram inspiradas nascoleções anuais e nos movimentos artísticos, e posteriormente foram imitadas pela indústriapara serem objetos de consumo em massa.Na década de 50 o abstracionismo e o expressionismo começaram a aparecer na produçãodos muitos artistas joalheiros que surgiam, envolvidos com os movimentos artísticos. Nosanos 60 e 70 houve influência das conquistas espaciais – utilização do alumínio e titânio,metais mais leves – da Pop e Op Art – geometrização das formas, utilização de plásticos – eos movimentos hippies e pacifistas – tendências étnicas. Na década de 70, com aexploração de novos metais, apareceu o aço. Nos anos 80, os artistas joalheiros começarama colaborar e promover encontros e demonstrar interesse por materiais diversos e novasformas de expressão (CAMPOS, 1997, p. 65).No Brasil, uma das pioneiras a criar joias como mini esculturas, como obra de arte foi afrancesa residente no Brasil Renée Sasson, segundo Magtaz (2008). Renée criavaacessórios exclusivos para grandes costureiros da época, era especialista em esmaltes emudou o conceito de fazer arte e joalheria. 13
  • 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Fig. 14 - Colar de prata com turmalinas melancia, Renée Sasson. Fonte: Magtaz, 2008. p.153.As joias passaram a ser pequenas obras de arte usadas para adornar o corpo, comopodemos ver documentado neste convite para a exposição Eucat Expo (fig. 15), realizadaem 1974, em São Paulo. Outros “artistas-joalheiros” que se destacaram no pioneirismoforam: Ulla Johnsen, Caio Mourão e Reny Golcman (entre outros). Fig. 15 - Documento da Eucat Expo, realizada em 1974. Fonte: Magtaz, 2008. p. 157. 14
  • 15. Universidade Presbiteriana Mackenzie Fig. 16 - Colar de prata Crista de Galo, Caio Mourao. Fonte: Mourão.A partir de então a joia ganhou espaço, no Brasil, ao lado de obras de artistas plásticos earquitetos, passou a fazer parte do circuito das artes, exposições foram incentivadas ecriadas por Pietro Maria Bardi no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além de terpresença na Bienal de São Paulo.Deixou de ser uma técnica que se passava exclusivamente em família e passou a serdifundida em ateliês para novos interessados. Na década de setenta já havia cursos livres eescolas de joalheria fundadas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A joia é uma obra de arte. Expostas em diversas galerias, a joia única ou joia de autor, assume uma identidade de obra de arte. Consideradas esculturas criadas para adornar, e assinadas por seus criadores, transforma artistas em joalheiros e joalheiros em artistas. (MAGTAZ, 2008, p. 156)A joia de arte trabalha com materiais e formas experimentais, combinações inovadoras ediferentes maneiras de utilizar a técnica. Para se avaliar a estética de uma joia, que lida com as questões das artes liberais, considera-se a essência do design, buscando por estruturas poéticas tanto na concepção, quanto na composição da peça, e por elementos metafóricos e/ou simbólicos significativos. Na joalheria, materiais alternativos são experimentados na medida em que reafirmam as intenções das mensagens artísticas. (CLARKE, 2004)Em 2007 surgiu, no Brasil, o Projeto Nova Joia2, um exemplo de joalheria experimental. Oprojeto se preocupa com o valor do processo criativo, colocando em segundo plano o uso demateriais preciosos (ouro e diamantes). Coloca um novo significado para a joia, buscandocom experimentações, materiais e técnicas diferentes, reflexões, propondo adornos comsignificados mais íntimos, uma nova joalheria.2 Projeto com o objetivo de expandir e divulgar a arte-joalheria no Brasil. 15
  • 16. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011MÉTODOInicialmente leu-se a respeito do processo criativo segundo Mihalyi Czikzentmihalyi, eprocurou-se apreender o percurso de Toyota na arte. Então, um roteiro de entrevista foielaborado, visando obter algumas informações sobre o processo criativo do artista. Aentrevista foi realizada em fevereiro de 2011, no ateliê do artista, sendo gravada e transcritapela autora. Algumas obras do artista foram selecionadas para serem analisadas e ascaracterísticas mais marcantes e comuns entre elas apontadas. O momento que possibilitoumaior entendimento a cerca de suas obras foi uma visita guiada com o artista à exposiçãoEspaço Multidimensional quando Toyota expos suas idéias apontando às obras. Reunindoinformações obtidas na entrevista à autora, acrescida de observações feitas durante aexposição, analisadas à luz dos conceitos desenvolvidos por Csikzentmihalyi, resultou acompreensão do processo criativo de desenvolvimento das formas.Posteriormente leu-se a respeito da joalheria a partir de seu relacionamento com a arte, atéos dias atuais. E então, com as análises das obras do artista e pensando em uma jóia dearte, estabeleceram-se algumas relações que permitem expor a riqueza das obras de Toyotaao universo da joalheria.RESULTADOS E DISCUSSÃOO EspaçoYutaka Toyota traz referências culturais de sua origem japonesa, entre outras, do Zen-budismo em suas obras. O tema que aborda é do espaço, do mundo cósmico, dasdimensões (quarta, quinta e até sexta!), assunto tratado no Zen-budismo. Essa abordagemaparece com reflexos espelhados no aço, geralmente côncavo, super polido criando umailusão de que há matéria além da superfície espelhada, despertando curiosidade noobservador, que chega mais perto tentando encontrar essa matéria. As formas que saem daobra, cilindros, perfis quadrados, possuem a parte visível também em aço polido, e a parteposterior, geralmente, em alguma cor vibrante. Esta cor refletida em meio ao metal polido sedistorce e cria imagens que parecem virtuais, imagens “flutuantes”, que na verdade sãoapenas resultado de uma ilusão de ótica. 16
  • 17. Universidade Presbiteriana Mackenzie Fig. 17 – Espaço Invisível, 2010, Yutaka Toyota. Fonte: Catálogo.Esses reflexos transmitem uma sensação de que há um espaço além do espelho, que nosobserva, como observamos o espelho, que existe e nos engloba, mas que na verdade éuma imagem intangível (a outra dimensão, segundo Toyota). Em uma visita guiada em suaexposição ‘Espaço Multidimensional’, o artista revela parte de sua concepção de espaçoquando disse: “No mundo não tem cima e baixo, esquerda e direita, estamos no cósmico”,apontando a obra Espaço Reflexo Infinito, 1994, e os reflexos invertidos do observador naobra.Toyota (2011, p. 2) fala das dimensões da ciência, da quarta dimensão - que por ser espaçoe tempo, já não é tangível - mas diz que as dimensões superiores possuem “um universoinvisível aos nossos olhos, porém elas existem e os seres mais evoluídos são capazes decompreendê-las”. Assim, ao penetrarmos neste espaço multidimensional, teremos novas sensações, viajaremos para outros pontos deste imenso universo e observaremos novos mundos – talvez um mundo de esperança, onde exista respeito ao próximo e à lei natural. Gostaria que minhas obras, onde o invisível se mostra visível nas cores ocultas e formas anônimas, nos levassem a uma viagem sideral, multidimensional, em que o positivo e o negativo e todos os opostos, o masculino e o feminino, o In e o Yo e tudo mais convivam em plena harmonia e o cosmos repleto de enigmas se mostre claro e simples (TOYOTA, 2011, p. 2).Yutaka Toyota é super organizado e técnico, seus pequenos rascunhos e desenhos matinaistransformam-se em desenhos detalhadamente pensados em papel milimetrado. Ao acordarpela manhã, em torno das 4 ou 5 horas, Yutaka faz pequenas anotações, desenhos ecroquis. Depois lista suas atividades do dia, o que deve fazer, o que vai pintar, se deve 17
  • 18. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011continuar alguma obra. Os croquis e anotações, ao longo do dia, vão se transformar emdesenhos técnicos em papel milimetrado, para facilitar o dimensionamento da obra.Com o desenho pronto e bem resolvido, o artista faz uma maquete, praticamente umprotótipo, em escala reduzida, já utilizando os materiais próprios da obra, às vezesexperimentando com esse material, observando suas características, como se comporta,como o reflexo acontece. A busca pelo reflexo implica numa escolha de textura nasuperfície, polida ou fosca, conforme o artista deseja. Os materiais são escolhidos conformeo desenho e a forma se formam para o artista, juntos, e conforme as necessidades físicasda obra, se externa precisará de um material mais resistente, por exemplo.A utilização do papel milimetrado permite facilmente a ampliação - já que as obras de Toyotasão, em sua maioria, grandiosas – e remete também ao lado técnico do artista, que fezaulas de desenho industrial e trabalhou no Instituto de Pesquisas Industriais em Shizuoka.O artista, quando recebe uma encomenda, faz visitas ao local em que a obra será colocada;estuda a luz, o clima, a dimensão que a obra poderá ter no local. Esse estudo é essencialpara uma boa integração da obra com o ambiente. Um fator muito importante para o artista ése a obra será interna ou externa, pois isso influencia muito o material utilizado. Ementrevista à autora o artista disse: “Ambiente é muito importante”, fazendo referência aorespeito que ele mantém ao ambiente, harmonizando-o com suas obras através daintegração.As Esculturas e a Joia:A comparação imediata das esculturas de Toyota com joias é a utilização de metal polido,mas diferentemente das joias tradicionais polidas, Toyota acrescenta um ar contemporâneoàs suas esculturas através de formas geométricas, curvas matemáticas e formas abstratas.O diferencial do artista: os reflexos e as deformações das cores e formas são característicasque podem trazer um novo olhar à uma joia, agregando um elemento surpresa, quedesperte curiosidade, chamando atenção à joia. Algumas esculturas trabalham a chapa –muitas joias o fazem também - mas a maioria é sólida, embora feitas a partir de chapas,resultam em formas fechadas, aproximando-se de sólidos. Embora sejam formas fechadas(sólidos), a aparência se mantém leve. Talvez pelo movimento gerado pelos ventos, ou peladisposição de módulos crescentes, gerando ritmo. Ergonomicamente é fundamental queuma joia seja leve, já que, seu uso não deve incomodar jamais.Outra questão importante, que aparece constantemente nas obras do artista, é o ritmo –repetição, alternância ou progressão de elementos similares – que conduz o olhar, embala a 18
  • 19. Universidade Presbiteriana Mackenziepercepção da obra, seduzindo o observador (fig. 18). Essa característica final enriquece ajoia, valorizando-a, já que seduz o olhar. Fig. 18 – Espaço Reflexo Infinito, 1994, Yutaka Toyota. Fonte: Catálogo.CONCLUSÃOEste estudo mostra como é possível aproximar a joalheria da arte, utilizando-a comoreferência projetual. Recolhendo características de sucesso em obras de artistas plásticospode-se fazer joias de sucesso, com uma referência rica em arte. Diferentemente de outrosobjetos de design, o design de joias permite uma liberdade maior, a livre expressão deconceitos que o aproximam das artes visuais.As principais características encontradas nas esculturas de Yutaka Toyota, que podemenriquecer o desenho da joia, são: o ritmo (repetição ou progressão de módulos); omovimento (resultado de mecanismos entre os módulos); a utilização de côncavos; omaterial diferenciado (o artista pesquisa materiais contemporâneos para sua criação); eprincipalmente a utilização das cores no reflexo.Na obra de Toyota transparecem elementos intangíveis como suas crenças, pensamento einspiração, através de materiais concretos e tangíveis como madeira, aço e tinta reveladosnas imagens formadas pela ilusão de ótica (percepções visuais). Concluímos que esta é aprincipal característica de sua poética que pode ser importante referencia ao projeto de umajoia: a liberdade na apropriação de elementos concretos de forma poética como linguagemexpressiva do design. 19
  • 20. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011REFERÊNCIASCAMPOS, Ana Paula De. Jóia contemporânea brasileira: reflexões sob a ótica de algunscriadores. São Paulo, 1997. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Artes) - Faculdadede Comunicação e Artes, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 1997CARTIER. Blog 55 secret street. Disponível em:<http://55secretstreet.typepad.com/photos/ne_plus_ultra/kentshireart_deco_diamond_and_cognac_cit.html>. Acesso em: 12 out. 2010.CLARKE, Cathrine. A Joalheria de Arte Pós-moderna. Disponível em:<http://www.katesjewelry.com.br/artigo1.htm>. Acesso em: 10 abr. 2010._______. A Arte na Joalheria Contemporânea. Disponível em:<http://www.katesjewelry.com.br/artigo2.htm>. Acesso em: 10 abr. 2010.CSIKSZENTMIHALYI, M. Creatividad. El fluir y la psicologia del descubrimento y lainvencion. Barcelona, Espanha: Paidos, 1998.GOMES FILHO, João. Gestalt do Objeto: sistema de leitura visual da forma. 8. ed. rev. eampl. São Paulo: Escrituras, 2008. 127 p.GULBENKIAN, Museu Galouste. René Lalique. Disponível em:<http://www.museu.gulbenkian.pt/obra.asp?num=1211&nuc=a11&lang=pt> Acesso em: 10abr. 2010.MAGTAZ, M. Joalheria Brasileira: do descobrimento ao século XX. São Paulo: MarianaMagtaz, 2008. 292 p.MELLO, R. L. S. O Processo Criativo em Arte:Percepção de Artistas Visuais. 2008, 258p.Tese (Doutorado em Psicologia como Profissão e Ciência ) – Centro de Ciências da Vida daPUC-Campinas, São Paulo.MOURÃO, Caio. Disponível em: <http://www.ateliermourao.com.br/galeria.html>. Acessoem: 12 ou. 2010.NASSER, Salma. Sobre a Joalheria de Arte. Disponível em:<http://www.salmanasser.com.br/designer.html>. Acesso em: 10 abr. 2010.PRIETO, Sonia. Yutaka Toyota: 50 anos de arte. São Paulo: Sonia Prieto, 2009. 205p.Contato: juliapradodesign@gmail.com e reginalara.vitral@gmail.com 20

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