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Poesia e identidade em oswald de andrade
 

Poesia e identidade em oswald de andrade

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    Poesia e identidade em oswald de andrade Poesia e identidade em oswald de andrade Presentation Transcript

    • Literatura e identidade em Oswald de Andrade Manoel Neves
    • A PRIMEIRA GERAÇÃO DO MODERNISMOa sedimentação da literatura e da identidade brasileirasfase iconoclasta: quer romper com o passado literário-cultural; anarquismo: “não sabemos o que queremos”; eleição do moderno como um valor em si mesmo; busca de originalidade a qualquer preço; luta contra o tradicionalismo; juízos de valor sobre a realidade brasileira; valorização poética do cotidiano; nacionalismo xenófobo e intransigente.
    • AS REVISTASprimeira geração do modernismo brasileiro
    • Fonte:  h)p://apalavrasempressa.blogspot.com/2011/01/revista-­‐klaxon.html  
    • Fonte:  h)p://www.skoob.com.br/livro/156519-­‐revista-­‐de-­‐antropofagia  
    • Fonte:  h)p://www.nossacasa.net/arte/texto.asp?texto=66  
    • AS REVISTAS primeira geração do modernismo brasileiro quando surgem?A   Semana   de   Arte   Moderna   congregou   os   autores   que   queriam   algo   diferente   do   que   a  literatura  vinha  produzindo.  As  revistas  reúnem  intelectuais  com  afinidades  estéNco-­‐ideológicas.   como operam?Tal  qual  ocorria  nas  Vanguardas  Europeias,  os  arNstas  se  reúnem,  publicam  manifestos  e  põem  em  práNca  seus  conceitos  por  intermédio  de  obras  estéNcas  de  várias  naturezas.   para que servem?Se  a  Semana  de  Arte  Moderna  serviu  para  congregar  os  “modernistas”,  as  revistas  vão  reunir  os  arNstas  por  afinidade  estéNco-­‐ideológicas  e  alavancar  o  chamado  movimento  modernista.  
    • OS MOVIMENTOS primeira geração do modernismo brasileiro como surgem?Em  torno  das  revistas,  reúnem-­‐se  escritores  e  pintores  que  têm  afinidades  estéNcas.   o que fazem?Usam  as  revistas  como  veículo  de  divulgação  das  ideias  [vide  o  que  acontece  com  a  Revista  de  Antropofagia]  e  de  obras  icônicas  e  verbais.   quais são os mais importantes?Teoricamente,   pode-­‐se   dividir   os   movimentos   modernistas   em   dois   grandes   grupos   –   os  nacionalistas   ufanistas   [Anta   e   verde-­‐amarelo]   e   os   nacionalistas   críNcos   [Pau-­‐Brasil   e  Antropofagia].  Mário  de  Andrade  [desvairismo]  e  Manuel  Bandeira,  apesar  de  excessivamente  importantes   neste   primeiro   momento   do   modernismo,   não   se   aliam   aos   quatro   grandes   grupos  mais  representaNvos.  
    • A POESIA PAU-BRASIL, 1924primeira geração do modernismo brasileiro
    • LINHAS GERAIS a poesia pau-brasil, 1924 poesia: produto de exportação; revisão crítica do passado histórico cultural;coloquialismo, síntese e oralidade: língua brasileira; base dupla: primitivo x moderno; digestão e devoração cultural; flash cinematográfico; primitivismo crítico; crítica ao academicismo e à colonização.
    • O MANIFESTO [fragmentos] a poesia pau-brasil, 1924O  Carnaval.  O  Sertão  e  a  Favela.  Pau-­‐Brasil.  Bárbaro  e  nosso.  A  formação  étnica  rica.  A  riqueza  vegetal.  O  minério.  A  cozinha.  O  vatapá,  o  ouro  e  a  dança.  Contra   a   fatalidade   do   primeiro   branco   aportando   e   dominando   diplomaNcamente   as   selvas  selvagens.  Citando  Virgílio  para  tupiniquins.  O  bacharel.  País  de  dores  anônimas.  De  doutores  anônimos.  Sociedade  de  náufragos  eruditos.  Donde   nunca   a   exportação   de   poesia.   A   poesia   emaranhada   na   cultura.   Nos   cipós   das  metrificações.  A  língua  sem  arcaísmos.  Sem  erudição.  Natural  e  neológica.  A  contribuição  milionária  de  todos  os  erros.  Contra  a  argúcia  naturalista,  a  síntese.  Contra  a  cópia,  a  invenção  e  a  surpresa.  Bárbaros,  pitorescos  e  crédulos.  Pau-­‐Brasil.  A  floresta  e  a  escola.  A  cozinha,  o  minério  e  a  dança.  A  vegetação.  Pau-­‐Brasil.  
    • OS SELVAGENS Oswald de Andrade Mostraram-­‐lhes  uma  galinha   Quase  haviam  medo  dela   E  não  queriam  pôr  a  mão.   Depois  a  tomaram  como  espantados   aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural;  primiNvismo;  aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  bricolagem  da  Carta,  de  Pero  Vaz  de  Caminha.  
    • PAÍS DO OURO Oswald de Andrade Todos  têm  remédio  de  vida   E  nenhum  pobre  anda  pelas  portas   A  mendigar  como  nestes  Reinos   aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural:  críNca  à  colonização;  aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  apropriação  do  discurso  do  europeu:  bricolagem.  
    • SENHOR FEUDAL Oswald de Andrade Se  Pedro  Segundo   Vier  aqui   Com  história   Eu  boto  ele  na  cadeia  aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural;   aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  oralidade.  
    • PRONOMINAIS Oswald de Andrade Dê-­‐me  um  cigarro   Diz  a  gramáNca   Do  professor  e  do  aluno   E  do  mulato  sabido   Mas  o  bom  negro  e  o  bom  branco   Da  Nação  Brasileira   Dizem  todos  os  dias   Deixa  disso  camarada   Me  dá  um  cigarro  aspectos  temá+cos:  defesa  de  uma  língua  brasileira:  simples,  coloquial  e  sintéNca;   aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  oralidade.  
    • POBRE ALIMÁRIA Oswald de Andrade O  cavalo  e  a  carroça   Estavam  atravancados  no  trilho   E  como  o  motorneiro  se  impacientasse   Porque  levava  os  advogados  para  os  escritórios   Desatravancaram  o  veículo   E  o  animal  disparou   Mas  o  lesto  carroceiro   Trepou  na  boleia   E  casNgou  o  fugiNvo  atrelado   Com  um  grandioso  chicote    aspectos  temá+cos:  base  dupla  [primiNvo  x  moderno]   aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  oralidade.  
    • 03 DE MAIO Oswald de Andrade Todos  têm  remédio  de  vida   E  nenhum  pobre  anda  pelas  portas   A  mendigar  como  nestes  Reinos   aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural:  críNca  à  colonização;  aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  apropriação  do  discurso  do  europeu:  bricolagem.  
    • RELICÁRIO Oswald de Andrade No  baile  da  Corte   Foi  o  Conde  d’Eu  quem  disse   Pra  Dona  Benvinda   Que  farinha  de  Suruí   Pinga  de  ParaN   Fumo  de  Baependi   É  comê  bebê  pitá  e  caí.  aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural;  defesa  da  cultura  popular;   aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  oralidade.  
    • ERRO DE PORTUGUÊS Oswald de Andrade Quando  o  português  chegou   Debaixo  de  uma  bruta  chuva   VesNu  o  índio   Que  pena!   Fosse  uma  manhã  de  sol   O  índio  Nnha  despido   O  português  aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural;  primiNvismo  críNco;   aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos.  
    • O CAPOEIRA Oswald de Andrade –  Qué  apanhá,  sordado?     –  O  quê?     –  Qué  apanhá?   –  Pernas  e  cabeças  na  calçada.     aspectos  temá+cos:  flash  cinematográfico;  aspectos  formais:  língua  brasileira;  síntese;  metonímias.  
    • ESCAPULÁRIO Oswald de Andrade No  Pão  de  Açúcar   de  cada  dia   Dai-­‐nos,  Senhor   a  poesia     de  cada  dia    aspectos  temá+cos:  apropriação  paródica  do  discurso  europeu;   aspectos  formais:  metalinguagem  e  intertextualidade.  
    • Tarsila  do  Amaral:  Favela.  Disponível  em:  h)p://paisagensnaartebrasileira.pbworks.com/  
    • Tarsila  do  Amaral:  O  mamoeiro.  Disponível  em:  h)p://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/539_tarsila/page4.shtml  
    • Tarsila  do  Amaral:  Estrada  de  ferro  Central  do  Brasil.  Disponível  em:  h)p://www.bbc.co.uk/portuguese/  
    • ANTROPOFAGIA, 1928primeira geração do modernismo brasileiro
    • LINHAS GERAIS a antropofagia, 1928 devoração cultural seletiva;revisão crítica do passado histórico cultural; estilo crítico e irônico; estrutura inovadora; primitivismo crítico; poema-piada e poema pílula; primitivismo crítico; nacionalismo crítico.
    • O MANIFESTO ANTROPÓFAGO [fragmentos] a antropofagia, 1928Tupy  or  not  tupy  that  is  the  quesNon.  A  alegria  é  a  prova  dos  nove.  Nunca   fomos   catequizados.   Fizemos   foi   o   Carnaval.   O   índio   vesNdo   de   Senador   do   Império.  Fingindo  de  Pi).  Ou  figurando  nas  óperas  de  Alencar  cheio  de  bons  senNmentos  portugueses.  Antes  de  os  portugueses  descobrirem  o  Brasil,  o  Brasil  havia  descoberto  a  felicidade.  Filhos   do   sol,   mãe   dos   viventes.   Encontrados   e   amados   ferozmente,   com   toda   a   hipocrisia   da  saudade,  pelos  imigrados,  pelos  traficados  e  pelos  touristes.  No  país  da  cobra  grande.  Nunca  fomos  catequizados.  Vivemos  através  de  um  direito  sonâmbulo.  Fizemos  Cristo  nascer  na  Bahia.  Ou  em  Belém  do  Pará.  Contra   a   realidade   social,   vesNda   e   opressora,   cadastrada   por   Freud   –a   a   realidade   sem  complexos,  sem  loucura,  sem  prosNtuições  e  sem  penitenciárias  do  matriarcado  de  Pindorama.  
    • MEUS SETE ANOS Oswald de Andrade Papai  vinha  de  tarde   Da  faina  de  labutar   Eu  esperava  na  calçada   Papai  era  gerente   Do  Banco  Popular   Eu  aprendia  com  ele   Os  nomes  dos  negócios   Juros  hipotecas   Prazo  amorNzação   Papai  era  gerente   Do  Banco  Popular   Mas  descontava  cheques   No  guichê  do  coração     aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  pontuação  relaNva;  aspectos  temá+cos:  paródia  de  “Meus  oito  anos”,  de  Casimiro  de  Abreu  [aos  aspectos  líricos  se  misturam  elementos  do  coNdiano  do  capitalista]  base  dupla:  lírico  x  capitalista;  prosaico  [saudades[  x  poéNco  [capitalista]  
    • AMOR Oswald de Andrade humor   aspectos  formais:  síntese  [extrema];  versos  brancos;  poema  pílula;  aspectos  temá+cos:  releitura  crí4ca  do  discurso  românNco  [o  amor  não  precisa  ser  triste].  
    • FAZENDA Oswald de Andrade O  mandacaru  espiou  a  mijada  da  moça.  aspectos  formais:  síntese  [extrema];  flash  cinematográfico;  poema  piada;   tema:  apresentação  sucinta  e  inaugural  de  uma  paisagem  do  campo.  
    • CRÔNICA Oswald de Andrade Era  uma  vez   O  mundo  aspectos  formais:  síntese  [extrema];  flash  cinematográfico;  poema  piada;  caráter  prosaico;   tema:  a  maior  de  todas  as  histórias  é  resumidamente  apresenta  com  um  olhar  infanNl.  
    • HISTÓRIA PÁTRIA Oswald de AndradeLá  vai  uma  barquinha  carregada  de        Aventureiros  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de        Bacharéis  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de    Cruzes  de  Cristo  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de        Donatários  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de          Espanhóis        Paga  prenda        Prenda  os  espanhóis!  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de        Flibusteiros  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de        Governadores  Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de    Holandeses  
    • HISTÓRIA PÁTRIA Oswald de Andrade Lá  vem  uma  barquinha  carregada  de        índios   Outra  de  degredados   Outra  de  pau  de  Nnta   Até  que  o  mar  inteiro   Se  coalhou  de  transatlânNcos   E  as  barquinhas  ficaram   Jogando  prenda  coa  raça  misturada   No  litoral  azul  de  meu  Brasil.  aspectos  formais:  versos  livres  e  brancos;  pontuação  relaNva;  paralelismo;  elementos  visuais;  aspectos  temá+cos:  revisão  críNca  do  passado  histórico-­‐cultural;  paródia  do  discurso  histórico;  [a  história  pátria  é  contada  –  reinventada  –  de  forma  lúdica/críNca,  como  se  fosse  brincadeira:   Lá  vai  uma  barquinha  carregada  de  a,  b,  c,  d,  e,  f,  g,  h,  i.  
    • BRASIL Oswald de Andrade O  Zé  Pereira  chegou  de  caravela   E  perguntou  pro  guarani  da  mata  virgem   –  Sois  cristão?   –  Não.  Sou  bravo,  sou  forte,  sou  filho  da  Morte   Teterê  tetê  Quizá  Quizá  Quecê!   Lá  longe  a  onça  resmungava  Uu!  Ua!  uu!   O  negro  zonzo  saído  da  fornalha   Tomou  a  palavra  e  respondeu   –  Sim  pela  graça  de  Deus   Cunhem  Babá  Canhém  Babá  Cum  Cum!   E  fizeram  o  Carnaval   aspectos  formais:  poema  narraNvo;  forte  musicalidade;  versos  livres  e  brancos;   aspectos  temá+cos:  narraNva  alegórica  que  relê  criNcamente  a  história  do  Brasil;   o  índio:  negação  da  colonização  +  apropriação  de  “I-­‐Juca-­‐Pirama”,  de  Gonçalves  Dias;   o  negro:  fortemente  ligado  à  religiosidade  e  ao  trabalho  [saído  da  fornalha:  ironia?];   o  branco:  tem  nome  e  sobrenome  e  está  ligado  aos  elementos  culturais  europeus;  carnaval:  festa  da  raça;  momento  de  comunhão/inversão  de  valores;  alegria  solar;  brasilidade.  
    • Tarsila  do  Amaral:  Urutu.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • Tarsila  do  Amaral:  Abaporu.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • Tarsila  do  Amaral:  A  negra.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • Tarsila  do  Amaral:  Antropofagia.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • Tarsila  do  Amaral:  A  cuca.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • Tarsila  do  Amaral:  O  macaco.  Disponível  em:  h)p://www.tarsiladoamaral.com.br/versao_anNga/historia.htm  
    • OSWALD DE ANDRADE primeira geração do modernismo brasileiro características estilo crítico e irônico poemas piadas romances com estrutura inovadora nacionalismo crítico principais obras Pau-Brasil Primeiro caderno do aluno de poesia O.A.Memórias sentimentais de João Miramar Serafim Ponte Grande
    • DESDOBRAMENTOS DAS VANGUARDAS na poesiapoesia hermética e que incorpora a civilização material; verso livre; metalinguagem e coloquialismo; dessacralização da arte; humor [poema-piada]; cosmopolitismo do processo literário; antiacademicismo, anticonvercionalismo; humor [poema-piada]; abolição da diferença entre temas poéticos e prosaicos; linguagem mais simples.
    • DESDOBRAMENTOS DAS VANGUARDAS na prosa o autor ausenta-se da narrativa; a ação e o enredo perdem importância; destacam-se emoções, estados mentais e reações das personagens; fala-se dos temas individuais e específicos;aumenta o interesse pelos estados mentais, pela vida profunda do eu; antiacademicismo, anticonvercionalismo; fluxo de consciência; a literatura torna-se subjetiva, interiorizada e abstrata; uso da sugestão, da associação, da expressão indireta.