história da língua portuguesaHistória da Língua Portuguesa             Manoel Neves
PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO   história da língua portuguesa
PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO                                       história da língua portuguesaUFRN. Limites da Europa no II milê...
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PERÍODO ROMÂNICO história da língua portuguesa
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O GALEGO-PORTUGUÊS  história da língua portuguesa
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O PORTUGUÊS ARCAICO   história da língua portuguesa
O PORTUGUÊS ARCAICO                              história da língua portuguesa                                  aspectos g...
O PORTUGUÊS ARCAICO                        história da língua portuguesa                      contribuições lexicais      ...
TEXTO EM PORTUGUÊS ARCAICO                                 história da língua portuguesa                               O R...
VERSÃO DO TEXTO NO PORTUGUÊS MODERNO                                 história da língua portuguesa                        ...
O PORTUGUÊS MODERNO   história da língua portuguesa
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O PORTUGUÊS NA EUROPA    história da língua portuguesa
ZONAS DIALETAIS DO PORTUGUÊS DE PORTUGAL             história da língua portuguesa
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A IMPLEMENTAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL            história da língua portuguesa
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CONTRIBUIÇÕES TUPIS AO LÉXICO BRASILEIRO             história da língua portuguesa
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CONTRIBUIÇÕES TUPIS AO LÉXICO BRASILEIRO                                história da língua portuguesa                     ...
A CONTRIBUIÇÃO AFRO AO LÉXICO BRASILEIRO             história da língua portuguesa
A CONTRIBUIÇÃO AFRO AO LÉXICO BRASILEIRO                               história da língua portuguesa                      ...
DISCUTINDO O ESTRANGEIRISMO      história da língua portuguesa
INSTRUÇÃOLíngua Portuguesa, UFMG-2002        Leia este texto.
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QUESTÃO 01                             Língua Portuguesa, UFMG-2002REDIJA um texto, discutindo o uso do gerúndio nesse tre...
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SAMBA DO APPROACH Língua Portuguesa, UFMG-2002     Venha provar meu brunch    Saiba que eu tenho approach          Na hora...
SAMBA DO APPROACH Língua Portuguesa, UFMG-2002        Minha casa é hi-tech     Toda hora rola um insight       Já fui fã d...
QUESTÃO 02                            Língua Portuguesa, UFMG-2002REDIJA um texto, explicitando efeitos de sentido produzi...
SOLUÇÃO COMENTADA                              Língua Portuguesa, UFMG-2002Nesta questão espera-se que o candidato, ainda ...
INSTRUÇÃO                           Redação, UFMG-2002Leia os três trechos, observando com atenção as palavras destacadas ...
TEXTO 01                                      Redação, UFMG-2000O ser humano já não exibe o mesmo talento na arte de apeli...
TEXTO 02                                   Redação, UFMG-2000João da Silva teve um dia estressante. Enfrentou um rush dana...
TEXTO 03                                     Redação, UFMG-2000A aprendizagem de uma língua estrangeira é uma garantia de ...
QUESTÃO 03                                 Redação, UFMG-2000A partir dessa leitura, REDIJA um texto dissertativo, posicio...
SOLUÇÃO COMENTADA                                    Redação, UFMG-2000                                 analisando os text...
SOLUÇÃO COMENTADA                                  Redação, UFMG-2000               posicionamento contrário à língua ingl...
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História da língua portuguesa

  1. 1. história da língua portuguesaHistória da Língua Portuguesa Manoel Neves
  2. 2. PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO história da língua portuguesa
  3. 3. PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO história da língua portuguesaUFRN. Limites da Europa no II milênio a.C. Disponível em: http://linguaportuguesa.ufrn.br/pt_2.1.php. Acesso em: 10/11.
  4. 4. PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO história da língua portuguesa aspectos gerais entre o segundo e o primeiro milênio antes de Cristo os Celtas habitavam o centro da Europa; na Península Ibérica, os Celtas recebem a denominação de Cetíberos;as invasões territoriais romanas levam os Celtas para Irlanda, Grã-Bretanha e Bretanha Francesa; o galego-português tem influência celta.
  5. 5. PERÍODO PRÉ-ROMÂNICO história da língua portuguesa contribuições lexicais ibéricasabóbora barro bezerro cama garra louça manteiga sapo seara fenícias apenas saco mapa malha celtas bico cabana arminho camisa cerveja gato légua peça touca
  6. 6. PERÍODO ROMÂNICO história da língua portuguesa
  7. 7. PERÍODO ROMÂNICO história da língua portuguesa o romance estágio intermediário entre o latim vulgar e o português moderno aspectos gerais de 218 a. C. até o século IX, fala-se o romance; de 409 d. C. até 711, os germanos instalam-se na península Ibérica a partir de 711, ocorre uma invasão moura na península Ibérica; o árabe é adotado como língua oficial, mas se continua a falar o romance; do século IX até o século XI, há um período de transição [termos portugueses aparecem em textos escritos em latim]neste período, o português [galego-português] é falado apenas na Lusitânia.
  8. 8. PERÍODO ROMÂNICO história da língua portuguesa contribuições lexicais germanasRodrigo Godofredo guerra elmo tréguaarauto esgrimir brandir roubar escarnecer árabesalface algodão álcool xarope almôndega alfaiate alaúde alicate
  9. 9. O GALEGO-PORTUGUÊS história da língua portuguesa
  10. 10. O GALEGO-PORTUGUÊS história da língua portuguesaUFRN. Mapa da reconquista de Portugal. Disponível em: http://linguaportuguesa.ufrn.br/pt_2.3.php. Acesso: 10/11.
  11. 11. O GALEGO-PORTUGUÊS história da língua portuguesa aspectos gerais reconquista: retomada dos territórios das mãos dos árabes;com a reconquista, o galego-português torna-se a língua falada e escrita na região; nela são escritos os cancioneiros [coletânea de poemas medievais]: Cancioneiros: da Ajuda, Da Vaticana, Colocci-Brancutti.
  12. 12. O PORTUGUÊS ARCAICO história da língua portuguesa
  13. 13. O PORTUGUÊS ARCAICO história da língua portuguesa aspectos gerais os cristãos avançam em direção ao sul e seu dialeto interagem com os moçárabes;a cisão do português em relação ao galego-português ocorre com a Independência de Portugal ; o português consolida-se com a expulsão dos mouros (1249) e dos castelhanos (1385); no século XIV, surge a prosa literária em português: Crônica geral de Espanha e Livro de linhagens, de Dom Pedro, ambos de 1344; com o Renascimento, o português incorpora italianismos e helenismos; com a expansão ultramarina, são incorporados vocábulos dos territórios conquistados; a publicação do Cancioneiro geral de Garcia de Resende dá início ao português moderno.
  14. 14. O PORTUGUÊS ARCAICO história da língua portuguesa contribuições lexicais gregasfarol guitarra microscópio telefone telepatia asiáticasazul bambu berinjela chá jangada leque laranja tafetá tulipa
  15. 15. TEXTO EM PORTUGUÊS ARCAICO história da língua portuguesa O RATO, A RÃ E O MINHOTOComta-sse que hu rrato, amdando sseu caminho para emderençar sseus neguoçios, ueo arribade ha augua, a quall ell nom podia passar. E . E estamdo assy cuydadoso arriba da augua, veo aell hua rrãa e disse-lhe:- Sse te prouuer, eu te ajudarey a passar esta augua.E o rrato rrespomdeo que lhe prazia e que lho agradeçia muyto. E a rrãa fazia esto pera emganaro rrato, e disse-lhe:- Amiguo, legemos ha linha no pee teu e meu e ssube em cyma de mym.E o rrato feze-o assy. E, depois que forom no meo da augua, a rrãa disse ao rrato:- Dom velhaco, aqui morredes maa morte.E a rrãa tiraua pera fundo, pera afoguá-lo de so a augua, e ho rrato tiraua pera çima. E, estandoem esta batalha , vios hu minhoto que andaua voamdo pello aar e tomou-os com as hunhas ecomeos ambos.Em aquesta hestoria este doutor rreprehemde os homes, os quaes com boas palauras e doçesde querer fazer proll e homra a sseu proximo, (e) emganosamente lhes fazem maas obras,porque all dizem com as limguoas e all teem nos sseus corações.E esto sse demostra per a rrãa, a quall dizia que queria passar o rrato e tijnha no sseu coraçompreposito de ho afoguar e matar, como dicto he em cima
  16. 16. VERSÃO DO TEXTO NO PORTUGUÊS MODERNO história da língua portuguesa O RATO, A RÃ E A AVE DE RAPINAConta-se que um rato, indo em seu caminho para dirigir seus negócios, chegou à margem de umlago sobre o qual não poderia passar. E, quando estava assim pensativo, veio-lhe uma rã e lhedisse:- Se te aprouver, ajudar-te-ei a passar esta água.E o rato respondeu que queria e que agradecia muito. E a rã, que fazia isso para enganar o rato,disse-lhe:- Amigo, liguemos esta linha no teu pé e no meu e sobe em cima de mim.E o rato fez assim. E, depois que estavam no meio do lago, a rã disse ao rato:- Dom velhaco, aqui morrerás de má morte.E a rá puxava para o fundo, para afogá-lo, e o rato puxava para cima. E, estando os doisentretidos nesta batalha, viu-os uma ave de rapina que andava voando pelo ar e os tomou comas unhas e comeu-os a ambos.Nesta história, este doutor repreende os homens, que, com palavras boas e doces de querer,tiram proveito de seu próximo e enganosamente lhes faz más obras, porque uma coisa dizem eoutra têm em seus coraçõesE isso se mostra por intermédio da rã, que dizia que queria ajudar o rato a atravessar a água etinha no seu coração propósito de o afogar e o matar, conforme dito anteriormente.
  17. 17. O PORTUGUÊS MODERNO história da língua portuguesa
  18. 18. O PORTUGUÊS MODERNO história da língua portuguesa aspectos gerais no século XVI, surgem gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe do português; em Camões, tanto a seleção vocabular como a estrutura frasal já nos são contemporâneas; com a língua consolidada, as mudanças sofridas pelo idioma serão menores; durante o domínio espanhol [1580-1640], houve poucas incorporações vocabulares; Crônica geral de Espanha e Livro de linhagens, de Dom Pedro, ambos de 1344; no início do século XX, criam-se novos vocábulos para designar as contribuições tecnológicas;normalmente os termos relativos a estas conquistas, são de origem inglesa, os estrangeirismos.
  19. 19. O PORTUGUÊS MODERNO história da língua portuguesa contribuições lexicais francesaschefe hotel jardim paisagem vitral italianasadágio confete gazeta macarrão serenata inglesasfutebol deletar córner sanduíche repórter
  20. 20. O PORTUGUÊS NA EUROPA história da língua portuguesa
  21. 21. ZONAS DIALETAIS DO PORTUGUÊS DE PORTUGAL história da língua portuguesa
  22. 22. ZONAS DIALETAIS DO PORTUGUÊS DE PORTUGAL história da língua portuguesa dialetos galegos G - Galego ocidental F - Galego oriental dialetos portugueses setentrionais E - Dialetos transmontanos e alto-minhotos C - Dialetos baixo-minhotos, durienses e beirões dialetos portugueses setentrionais D - Dialetos do centro-litoral B - Dialetos do centro-interior e do sul A - Limite de região subdialetal com características peculiares bem diferenciadas
  23. 23. A IMPLEMENTAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL história da língua portuguesa
  24. 24. A IMPLEMENTAÇÃO DO PORTUGUÊS NO BRASIL história da língua portuguesa aspectos gerais com o início da colonização, os europeus que para cá vieram, falam sua língua-mãe; o contato com os índios, fê-los, entretanto, adotar uma língua geral, o nheengatu; nheengatu: é o tupi com a sintaxe portuguesa [também chamada de língua geral]; na verdade, havia uma língua da costa e outra língua do sertão; em 1757, a Lei do Diretório [Marquês de Pombal], impõe o português como língua oficial; o objetivo era combater o bilinguismo e a disseminação do nheengatu;a atividade mineradora é determinante na disseminação do português, ao longo do século XVIII.
  25. 25. AS ZONAS DIALETAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO história da língua portuguesa
  26. 26. ZONAS DIALETAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO história da língua portuguesa UFC. Mapa das zonas dialetais do português brasileiro. Disponível em: http://www.ufc.br . Acesso: 10/11.
  27. 27. CONTRIBUIÇÕES TUPIS AO LÉXICO BRASILEIRO história da língua portuguesa
  28. 28. CONTRIBUIÇÕES TUPIS AO LÉXICO BRASILEIRO história da língua portuguesa topônimosAbaeté, Andaraí, Aracaju, Anhangabaú, Atibaia, Araxá, Baependi, Bagé, Bauru, Borborema,Butantã, Caçapava, Cabuçu, Caju, Carioca, Catete, Catumbi, Cambuquira, Gamboa, Guanabara,Guaratiba, Jacarepaguá, Jurujuba, Inhaúma, Irajá, Icaraí, Itajaí, Maracanã, Pavuna, Pará, Paraná,Paranaguá, Paranaíba, Paraopeba, Paranapanema, Tijuca, Taubaté, Tamandaré, Tabatinga,Sumaré, etc. antropônimosAraci, Baraúna, Cotegipe, Caminhoá, Guaraciaba, Iracema, Iraci, Jaci, Juraci, Jurema, Jupira, Jucá,Moema, Piragibe, Sucupira, Ubirajara, Araripe, Sinimbu, Bartira, Graciema, Inaiá, Irani, Jacira,Jandira, Iara, Oiticica, etc. floraabacaxi, brejaúva, buriti, carnaúba, capim, caruru, cipó, jacarandá, jaboticaba, peroba, pitanga,canjarana, caroba, jiquitibá, mandioca, aipim, imbuia, ingá, ipê, sapé, taquara, tiririca, araticum,maracujá, caju, caatinga, etc.
  29. 29. CONTRIBUIÇÕES TUPIS AO LÉXICO BRASILEIRO história da língua portuguesa faunaaraponga, acará, caninana, capivara, coati, curiango, curió, gambá, irara, jacu, jaburu, jararaca,juriti, lambari, nhambu, mandi, paca, piranha, sabiá, sanhaço, maitaca, saúva, tamanduá,siriema, tanajura, tatu, urubu, saracura, surubi, sucuri, sagui, etc. usos, crenças...arapuca, jacaá, pari, tipiti, urupema; moqueca, curau, mirandó; saci, caipora, curupira, cuca;sapiroca, catapora, sapiranga; pororoca, piracema, carijó, sambanga, sarambê, punga, etc fraseologiaestar ou andar na pindaíba, andar ao uatá ou atá, chorar pitanga, estar à tocaia ou de tocaia,cair na arataca, estar em arataca, ficar de bubuia, etc.
  30. 30. A CONTRIBUIÇÃO AFRO AO LÉXICO BRASILEIRO história da língua portuguesa
  31. 31. A CONTRIBUIÇÃO AFRO AO LÉXICO BRASILEIRO história da língua portuguesa da língua nàgóOgum, Orixá, vatapá, abará, cará, acarajé, afurá, alujá, babalaô, babalorixá, Exu, orô, Oxum,Xangô, aberém, acassá, afofiê, agogô, etc. do quimbundomoleque, cachimbo, quitanda, maxixe, samba, molambo, bangüê, banzar, caçula, cafuné,camundongo, canga, carcunda, cochilar, dengue, fubá, marimbondo, marimba, birimbau,mocambo, muxiba, quitute, senzala, sungar, xingar, etc
  32. 32. DISCUTINDO O ESTRANGEIRISMO história da língua portuguesa
  33. 33. INSTRUÇÃOLíngua Portuguesa, UFMG-2002 Leia este texto.
  34. 34. TEXTO Língua Portuguesa, UFMG-2002Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando, estar imprimindo eestar fazendo diversas cópias, para estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém quenão consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, ogerundismo. [...]Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estarfazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito semestar percebendo.Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim!, podeestar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito.[...]A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralizaçãoà qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos como o “a nível de”, o“enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados.A nível de linguagem, enquanto falante da língua, o que você acha de tá insistindo em tá falandodesse jeito?
  35. 35. QUESTÃO 01 Língua Portuguesa, UFMG-2002REDIJA um texto, discutindo o uso do gerúndio nesse trecho.No texto elaborado, destaque três exemplos de diferentes empregos do gerúndio do trecho lidoe mostre como podem ser substituídos por formas verbais mais adequadas. Nessa substituição,considere o registro culto do português brasileiro e mantenha o sentido original.
  36. 36. SOLUÇÃO COMENTADA Língua Portuguesa, UFMG-2002o texto emprega o gerúndio de forma irônica, a fim de criticar seu uso excessivo no português moderno gerúndio e gerundismo o gerundismo é, na verdade, o uso inadequado do gerúndio a forma nominal serve, normalmente, para indicar ação que transcorre no momento em que se fala são, pois, corretas, do ponto de vista da língua formal, padrão, frases como Carolina está fazendo um exercício enquanto José fica batendo os pés. Mariana chegou falando alto. Elisa escreveu uma carta explicando por que havia atrasado o pagamento. outro uso igualmente correto indica uma ação durativa ocorrida no passado: Júlia estava brincando de boneca quando a vi. Ontem fiquei falando sobre os verbos defectivos durante meia hora.
  37. 37. SOLUÇÃO COMENTADA Língua Portuguesa, UFMG-2002 uso do gerúndio no texto fornecido Para estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém. [ERRO: equivale ao infinitivo] Para deixar discretamente sobre a mesa de alguém [CORREÇÃO] Esteja caindo a ficha das pessoas. [ERRO: equivale ao presente do subjuntivo] Caia a ficha das pessoas. [CORREÇÃO]A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo. [ERRO: equivale ao futuro do presente do indicativo] A única solução será submeter o gerundismo. [CORREÇÃO]
  38. 38. INSTRUÇÃOLíngua Portuguesa, UFMG-2002 Leia esta letra de música.
  39. 39. SAMBA DO APPROACH Língua Portuguesa, UFMG-2002 Venha provar meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire Meu temperamento é light Fica ligada no link Que eu vou confessar my love Depois do décimo drink Só um bom e velho engov Eu tirei o meu green card E fui pra Miami beach Posso não ser pop star Mas já sou um nouveau riche
  40. 40. SAMBA DO APPROACH Língua Portuguesa, UFMG-2002 Minha casa é hi-tech Toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull Hoje me amarro no Slash Minha vida agora é cool Meu passado é que foi trash Eu tenho sex appeal Saca só meu background Veloz como Damon Hill Tenaz como Fittipaldi Não dispenso um happy end Quero jogar no dream team De dia macho man E de noite drag queen
  41. 41. QUESTÃO 02 Língua Portuguesa, UFMG-2002REDIJA um texto, explicitando efeitos de sentido produzidos pelo uso reiterado de palavras eexpressões estrangeiras.
  42. 42. SOLUÇÃO COMENTADA Língua Portuguesa, UFMG-2002Nesta questão espera-se que o candidato, ainda que não entenda todas as palavras em inglês,perceba a crítica que se faz ao uso delas. A crítica é a de que é preciso falar inglês para serrefinado. É como se a língua estrangeira fosse um passaporte para a riqueza, mesmo que falsa. Apersonagem do texto confessa ser agora um novo rico, o que leva o leitor a perceber que acrítica é dirigida aos emergentes, que para provar que são “finos”, “cultos”, viajados, ricos e têmpoder, lançam mão de expressões em inglês para impressionar os interlocutores.Esperava-se que o candidato percebesse que o uso das palavras estrangeiras não era aleatório,nem incompetência ou desconhecimento da língua portuguesa por parte do autor. Pelocontrário, o candidato deveria perceber que o uso era intencional, e que o autor buscavadespertar no leitor a construção de vários sentidos, entre os quais, pode-se apontar: a) críticaao uso excessivo de estrangeirismo; b) fazer uma caricatura do novo rico; c) mostrar como énatural a incorporação de vocábulos estrangeiros em nossa língua; d) criticar os sonhos deconsumo do novo rico [ou da classe média]; e) provocar humor/fazer deboche.O candidato deveria perceber, também, que quem fala nesse texto não é o autor-compositor,mas uma personagem que se autocaracteriza como “nouveau riche”.
  43. 43. INSTRUÇÃO Redação, UFMG-2002Leia os três trechos, observando com atenção as palavras destacadas no Trecho 2
  44. 44. TEXTO 01 Redação, UFMG-2000O ser humano já não exibe o mesmo talento na arte de apelidar os objetos e fenômenos à suavolta. A capacidade de dar nome às coisas revela-se em crise.À mais apavorante das doenças surgidas nos últimos anos deu-se o nome de Aids, uma merasigla. Aids, além de ser sigla, leva outra característica de nosso tempo, o cientificismo, com suareferência à imunodeficiência adquirida. No caso brasileiro, há a agravante de, incuráveisamericanófilos, termos adotado a sigla em inglês. Ao contrário, franceses e espanhóisconformaram-na à ordem das palavras em seus idiomas (síndrome da imunodeficiênciaadquirida) e obtiveram resultado muito mais afeito à índole latina - Sida. Também osportugueses falam Sida e não Aids. Veja, Rio de Janeiro, 3 mar.1999, p.126. ( Texto adaptado)
  45. 45. TEXTO 02 Redação, UFMG-2000João da Silva teve um dia estressante. Enfrentou um rush danado e chegou atrasado ao meetingcom o sales manager da empresa onde trabalha. Antes do workshop com o expert em topmarketing foi servido um brunch, mas a comida era muito light para a sua fome. À tarde plugou-se na rede e conseguiu dar um donwload em alguns softwares que precisava para preparar seupaper do dia seguinte. Deletou uns tantos arquivos, pegou sua pick-up e seguiu para o pointonde estava marcada uma happy hour. Mais tarde no flat, ligou para o delivery e traçou ummilkshake e um hambúrguer, enquanto assistia ao Non Stop na MTV. À noite, pôs sua camisamais fashion, comprada num sale do shopping, e foi assistir ao Shine no cinema. Voltou para oapart-hotel a tempo de ver um pedaço de seu talk-show preferido na TV. Veja, Rio de Janeiro, 9 de abr. 1997. p. 124,
  46. 46. TEXTO 03 Redação, UFMG-2000A aprendizagem de uma língua estrangeira é uma garantia de acesso às culturas de prestígio,permitindo o domínio científico, tecnológico, artístico, etc.Por outro lado, afirma o Prof. Erik Sabison que, no Brasil, “usa-se a língua estrangeira para criarjogos de inferioridade”. E, ainda, segundo o Prof. Dino Pretti, “adotam-se termos em inglês parapassar a ideia de que o produto é sofisticado.” Veja, Rio de Janeiro, 9 abr.1997, p.126.
  47. 47. QUESTÃO 03 Redação, UFMG-2000A partir dessa leitura, REDIJA um texto dissertativo, posicionando-se quanto à presença doinglês no uso cotidiano da língua portuguesa.Para tanto: a) apoie-se em uma das posições presentes no Trecho 3; e b) apresenteconsiderações sobre as palavras aportuguesadas em destaque no Trecho 2.
  48. 48. SOLUÇÃO COMENTADA Redação, UFMG-2000 analisando os textosO primeiro texto aborda o problema da colonização linguística que tem como efeito nocivo, navisão do autor, promover a adoção de termos ingleses em detrimento da criação de palavras noportuguês.O segundo exemplifica, de forma parodística, a colonização linguística que se dissemina noBrasil, ultrapassando o âmbito da terminologia científica e invadindo todos os espaçoslinguísticos da vida cotidiana.O terceiro apresenta algumas reflexões sobre a relação língua/cultura, chamando a atenção paraa possibilidade de uma relação de inferioridade e superioridade no uso da língua estrangeira. o gênero textualO objetivo da questão é que o candidato, a partir da leitura e análise dos textos seja capaz de seposicionar sobre o problema, redigindo um texto dissertativo e argumentando, de formaconsistente, apoiando-se em uma das posições presentes no trecho 3.
  49. 49. SOLUÇÃO COMENTADA Redação, UFMG-2000 posicionamento contrário à língua inglesa devemos preservar nossa identidade cultural e linguística; devemos valorizar nossa cultura e nossa língua. posicionamento favorável à língua inglesa a língua inglesa possibilita acesso às culturas de prestígio; a língua inglesa é garantia de acesso ao conhecimento. acerca das palavras aportuguesadasEm relação às palavras aportuguesadas, o candidato deverá revelar que entende oaportuguesamento como uma aceitação tácita da cultura estrangeira, mas, ao mesmo tempo,como uma reelaboração da mesma.

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