DistúRbios Da Voz Curso

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DistúRbios Da Voz Curso - Presentation Transcript

  1. Leonardo Wanderley Lopes [email_address] DISTÚRBIOS DA VOZ
  2. DISFONIA Sintoma secundário Sintoma mais importante Sintoma discreto
  3. DISFONIAS FUNCIONAIS
  4. ASPECTOS GERAIS
    • Alterações no comportamento vocal.
    • Campo dominante da atuação fonoaudiológica.
    • A atuação é predominantemente etiológica.
    • A voz é um comportamento adquirido e, portanto, passível de aprendizagem.
    • “ Decorrem do uso da própria voz, isto é, da função fonatória da laringe”.
    • (BEHLAU e PONTES, 1995)
  5. Classificação pelo fator etiológico
    • Disfonias funcionais primárias pelo uso incorreto da voz
    • Disfonias funcionais secundárias por inadaptações vocais
    • Disfonias funcionais por alterações psicogênicas
  6. Disfonias Funcionais Primárias pelo Uso Incorreto da Voz
    • Falta de conhecimento Vocal
    • Modelo vocal deficiente
    • IMPORTANTE :
    • - A avaliação profunda e detalhada do comportamento vocal é fundamental para a reabilitação.
  7. ABUSOS VOCAIS
    • Falar em forte intensidade
    • Falar durante muito tempo
    • Falar com voz muito aguda ou muito grave
    • Sussurrar
    • Falar com os dentes travados
    • Falar fazendo esforço
    • Falar com poucas pausas
  8. ABUSOS VOCAIS
    • Usar o ar até o final
    • Falar rápido demais
    • Falar sob competição sonora
    • Falar muito no carro, metrô, ônibus
    • Falar muito ao ar livre
    • Pigarrear constantemente
    • Rir demais
    • Chorar demais
  9. ABUSOS VOCAIS
    • Gritar
    • Imitar vozes
    • Falar enquanto pratica esportes
    • Cantar fora da tessitura
    • Uso durante gripes ou crises alérgicas
    • Exposição a mudanças bruscas de temperatura
    • Gelado excessivo
    • Fumar
  10. ABUSOS VOCAIS
    • Álcool em excesso
    • Auto-medicação
    • Dormir pouco
  11. DISFONIAS FUNCIONAIS PRIMÁRIAS Falta de Conhecimento Vocal
    • As alterações podem ocorrer basicamente em três níveis:
    •  Respiratório : inspiração insuficiente p/ fonação, início fonatório após expiração.
    •  Glótico : hiper ou hipocinesia, desvios no pitch e loudness.
    •  Ressonantal : não-aproveitamento das caixas de ressonância, seleção de uma caixa de ressonância específica.
  12. DISFONIAS FUNCIONAIS PRIMÁRIAS Falta de Conhecimento Vocal
    • Reabilitação :
    • Conscientização sobre os abusos e mau uso da voz.
    • Sugestões de controle (personalizadas).
    • Modificação dos ajustes inadequados à fonação.
    • Incorporação de “novo uso” da voz em ambiente terapêutico, em situações domésticas/sociais e profissionalmente.
  13. DISFONIAS FUNCIONAIS PRIMÁRIAS Falta de Conhecimento Vocal
    • Reabilitação :
    • Maximizar o uso da respiração, articulação e ressonância.
    • Programas de aquecimento e desaquecimento vocal (canto/fala).
    • Trabalhar aspectos específicos do uso profissional da voz.
  14. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM
    • Consideradas desarranjos estruturais que ocorrem durante a embriogênese e que, com freqüência, se manifesta somente na idade adulta.
    • Assimetrias laríngeas
    • Desvios na proporção glótica
    • Alterações na cobertura das PPVV
  15. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM
    • Um indivíduo portador de AEM de cobertura, pode se apresentar como “funcionalmente adaptado” , sem que a alteração vocal comprometa sua atividade profissional ou se agrave com o uso da voz.
  16. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Assimetrias Laríngeas
    • Assimetrias anatômicas ou funcionais identificadas à telelaringoscopia e à videoestroboscopia.
    • Diferenças observáveis nos dimídios da laringe.
    • Pode apresentar voz normal.
  17. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Assimetrias Laríngeas
    • Características vocais:
    • Uso de freqüências graves.
    • Pouca modulação (pouca flexibilidade).
    • Comum em algumas vozes masculinas consideradas sedutoras (locutores).
    • Extensão vocal reduzida.
    • QV fluida, crepitante.
    • * O grave é a melhor opção para compensar a assimetria.
  18. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Assimetrias Laríngeas
    • Pode haver presença de fadiga vocal, assim como lesões de massa secundária.
    • Quando associada ao esforço vocal pode causar medialização de bandas vestibulares.
  19. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Assimetrias Laríngeas
    • Tipos de assimetria :
    • Tamanho/massa PPVV
    • Tamanho ventrículo de Morgani
    • Tamanho/massa pregas vestibulares
    • Assimetrias das aritenóides (laringe oblíqua)
  20. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Assimetrias Laríngeas
    • Tratamento:
    • Trabalhar com os sintomas apresentados.
    • Exercícios com emissão sustentada, de resistência vocal e escalas costumam beneficiar estes pacientes.
    • Lesões existentes devem ser tratadas.
  21. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Desvios na Proporção Glótica
    • Proporção glótica: relação entre as porções intermembranosa e intercartilagínea da glote.
    • A porção intermembranosa aumenta com a idade até os 20 anos, sendo maior nos homens.
    • PG homens = 1,3
    • PG mulheres = 1,0
  22. Proporção Glótica Mulheres Homens
  23. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Desvios na Proporção Glótica
    • Os homens apresentam uma porção intermembranácea maior que as mulheres.
    • Por isso, as mulheres têm coaptação glótica incompleta, gerando uma fenda triangular posterior.
    O modo de fechamento glótico tem relação direta com esta proporção.
  24. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Desvios na Proporção Glótica
    • Uma proporção glótica menor do que 1 é predisponente à formação de nódulos vocais(fendas), fadiga vocal e hipercinesia laríngea.
    • Desvios na PG se refletem nas fendas glóticas
  25. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Desvios na Proporção Glótica
  26. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Desvios na Proporção Glótica
    • Tratamento:
    • Estabilizar a fonação
    • Promover adequado suporte respiratório
    • Normas de saúde vocal (hidratação, DRGE)
    • Desenvolver ataque vocal isocrônico.
  27. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Alterações de Cobertura
    • Desvios na arquitetura histológica da mucosa das PPVV.
    • Desestabilizam a mobilidade da mucosa, desestruturando a camada superficial da lâmina própria e reduzindo o volume de tecido conjuntivo frouxo e móvel.
    • A mucosa das PPVV fica mais rígida e menos eficiente.
  28. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal
    • Depressão longitudinal disposta paralelamente à borda livre da PPVV.
  29. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal
    • Pode ser assintomático, sintomático com discreta alteração vocal ou sintomático com disfonia severa e fadiga, impedindo até mesmo o uso social da voz.
    • A lesão pode variar tanto em extensão como em profundidade.
    • Não é incomum a presença de reação inflamatória crônica, ingurgitamento vascular e fibrose tecidual, ainda com retenção de produtos descamativos e queratina.
  30. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal
  31. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal
    • Podem se apresentar nas seguintes modalidades:
    • - Oculto
    • Estria menor
    • Estria maior
    • Bolsa
  32. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Oculto
    • Localizado nas camadas subepiteliais da prega vocal, diminuindo a mobilidade da túnica mucosa.
    • Impacto vocal mínimo = extensão vocal reduzida, pouca resistência c/ uso continuado.
  33. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Oculto
    • Diagnóstico apenas por estroboscopia.
    • Tratamento
    • Eminentemente fonoterápico:
    • -> Flexibilizar ao máximo a túnica mucosa.
  34. SULCO VOCAL OCULTO
  35. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Menor
    • Invaginação do epitélio gerando uma pequena cavidade virtual.
    • Ao exame : linha atrófica, escurecida; uni ou bilateral, simétrico ou assimétrico, unitário ou múltiplo; em qualquer uma das faces das PPVV; lesões contralaterais (pólipos).
    • Melhor observado à respiração.
  36. Sulco Vocal Tipo Estria Menor
  37. Sulco Vocal Estria Menor
  38. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Menor
    • Impacto vocal :
    •  Pouco maior que o sulco oculto.
    •  Piora de acordo com a adesão do sulco.
    •  Redução dos harmônicos.
    •  Disfonias relacionada a lesões associadas.
  39. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Menor
    • Tratamento :
    • Fonoterapia (predominantemente)
    • Minimizar compensações negativas
    • Melhorar equilíbrio mioelástico
    • Reduzir ou prevenir lesões secundárias
  40. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Menor
    • Tratamento :
    • Cirúrgico
    • Cirurgia da lesão secundária
    • Dissecção e remoção do sulco
  41. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • Descrição clássica do sulco vocal ( vergeture ).
    • Depressão na túnica mucosa em forma de canaleta, geralmente paralela à borda livre da PPVV, bilateral e simétrico.
    • Consistência rígida e aderido às estruturas mais profundas.
  42. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • Apresenta dois lábios: superior (mais flexível) e inferior (mais largo e rígido).
    Grave prejuízo da mobilidade de cobertura da prega vocal
    • Características ao exame:
    • Depressão na mucosa
    • Onda vibratória distorcida, reduzida ou ausente
    • Compensação supraglótica
    • Fenda fusiforme
    • Arqueamento da PPVV
    Sulco Vocal Tipo Estria Maior
  43. Sulco Vocal Estria Maior
  44. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • Características Vocais:
    • QV desagradável: rouco-áspera.
    • Quebras de sonoridade
    • Soprosidade acentuada
    • Bitonalidade/diplofonia
    • F0 aguda
    • Extensão vocal limitada
    • Grande esforço fonatório
  45. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • FONOTERAPIA:
    • Pré e pós cirúrgico.
    • Segunda opção em sulcos profundos.
    • Tratamento preconizado em sulcos rasos.
    • Poucos casos conseguem boa evolução somente com fonoterapia.
  46. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • FONOTERAPIA PRÉ-CIRÚRGICA :
    • Redução de compensações.
    • Redução de edemas associados.
    • FONOTERAPIA PÓS-CIRÚRGICA:
    • Ativar fonte glótica
    • Flexibilizar mucosa
    • Reduzir freqüência fundamental
    • Maximizar ressonância
    • Evitar compensações
  47. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Estria Maior
    • TRATAMENTO CIRÚRGICO :
    • Implantes de materiais na PPVV afetada (hydron-gel, teflon, gelfoan, colágeno).
    • Cirurgias no arcabouço laríngeo (tireoplastia tipo I)
    • Técnica de franjamento.
  48. Paulo Pontes - Franjamento
  49. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Invaginação da superfície da PPVV semelhante ao sulco estria maior, com a diferença de que os lábios se tocam, criando um espaço real em forma de bolsa.
  50. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Pode ser denominado cisto aberto (disfonia infantil*).
    • A vibração mucosa é maior que no sulco estria maior.
    • Mantém a flexibilidade, exceto na área de abertura da bolsa.
    • Principal causa de cordites (monocordites).
    • Associação com outras AEMs
  51. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Características ao exame:
    • Presença de abaulamento no seu 1/3 médio.
    • A presença de monocordite pode dificultar o diagnóstico.
    • Assimetria na vibração da mucosa.
    • Raramente apresenta fenda glótica.
    • Atrito em algumas áreas de contato ( lesões associadas -> pólipos, edemas, monocordite, laringite crônica, leucoplasia).
    • Comum a confusão com nódulos.
  52. Sulco Vocal Tipo Bolsa
  53. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Características Vocais:
    • Disfonia de grau leve moderado.
    • QV rouco-áspera.
    • F0 grave
    • Degrau de sonoridade (diag.diferencial)
    • Características flutuantes.
  54. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Reabilitação Vocal:
    • Tratar e reduzir lesões secundárias.
    • Melhorar QV.
    • Estabilizar a produção vocal.
    • Normas de saúde vocal.
    • Diagnóstico diferencial (03 meses- máximo).
  55. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Sulco Vocal Tipo Bolsa
    • Tratamento Cirúrgico:
    • Somente nos casos onde não há adaptação funcional.
    • Insucessos na fonoterapia.
    • Cirurgia conservadora e parcialmente conservadora.
  56. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Cavidade fechada delimitada por uma cápsula revestida por tecido epitelial.
    • Cavidade revestida por epitélio escamoso estratificado aderido ou não ao ligamento vocal.
  57. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Microcisto = volume pequeno (diagnóstico por fonação inspiratória).
    • Tamanho variável.
    • Conteúdo cístico = material de descamação.
    • Acinzentado nas fases iniciais e em tom “pérola” depois de longo tempo.
    • Muito associado à vasculodisgenesia
  58. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
  59. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Características Vocais:
    • Rebaixamento do pitch
    • QV rouca
    • Dificuldade em regular a intensidade
    • Degrau de sonoridade
    • Presença de tensão
    • Aspereza e soprosidade variáveis
    • Instabilidade
  60. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Características Vocais:
    • Crises de disfonia podem ser disparadas por alergias, uso da voz, DRGE, estresse, infecções de vias aéreas e abuso vocal.
  61. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Características Laringológicas:
    • Enrijecimento da lâmina própria
    • Fechamento glótico incompleto
    • Diminuição da onda mucosa
    • Zona silente de vibração
    • Pode apresentar-se apenas como um pequeno espessamento inflamatório acompanhado de hiperemia.
    • * Diagnóstico = estroboscopia
  62. Cisto Epidérmico
  63. Cisto Epidérmico
  64. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Tratamento Fonoterápico:
    • Principal opção de tratamento.
    • Melhorar a flexibilidade da mucosa.
    • Reduzir ajustes inadequados.
    • Hábitos de saúde vocal.
    • Tornar a voz estável.
  65. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Cisto Epidermóide
    • Tratamento Cirúrgico:
    • Apenas quando não se alcança adaptação funcional.
    • Cirurgia para retirada = preservar mucosa/epitélio (retração cicatricial).
    • Fonoterapia pré e pós-cirúrgica.
  66. Cisto Epidérmico
  67. Cisto Epidérmico Tratamento Cirúrgico
  68. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • Arco de túnica mucosa de tecido conjuntivo frouxo, podendo localizar-se em quaqlquer região da PPVV, seja na superfície superior, na borda livre ou na face subglótica.
    • Geralmente, vibra com a túnica mucosa.
    • Freqüentemente está associado com os sulcos vocais.
  69. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • Pode gerar lesões secundárias como pólipo, edema, espessamento, leucoplasia, reações inflamatórias nodulares.
    • Ocasiona aumento de rigidez da mucosa e reação inflamatória local.
    • Sua presença isolada causa discreto impacto vocal.
  70. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • DIAGNÓSTICO
    • - Difícil de ser realizado, em muitos casos, somente no ato cirúrgico.
  71. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • CARACTERÍSTICAS VOCAIS
    • Impacto vocal variável de acordo com a dimensão da lesão, sua localização e o grau de processo inflamatório secundário.
    • Esforço para emissão vocal
    • Fadiga vocal
    • Dificuldade para controlar a intensidade.
    • Aspereza e soprosidade.
  72. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • FONOTERAPIA
    • Fonoterapia pré-operatória: reduzir edemas associados.
    • Fonoterapia pós-operatória: flexibilizar mucosa e eliminar compensações.
  73. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Ponte de Mucosa
    • CIRURGIA
    • - Quando não está associada a processos inflamatórios, não há a necessidade de sua remoção para não reduzir a massa vibratória.
  74. Ponte De Mucosa
  75. Ponte De Mucosa
  76. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Microdiafragma laríngeo ( microweb )
    • Pequena membrana na comissura anterior das PPVV, podendo ter inserção glótica ou infraglótica.
    • Em alguns casos está associado ao aparecimento de nódulos vocais (principalmente naqueles de difícil reabilitação).
    • Provoca maior atrito no encontro dos 1/3 anterior e médio das PPVV.
  77. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Microdiafragma laríngeo ( microweb )
  78. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Microdiafragma laríngeo ( microweb )
    • Sua presença pode dificultar a mutação vocal fisiológica (redução da área vibratória).
    • Isoladamente, não causa grandes impactos vibratórios.
  79. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Microdiafragma laríngeo ( microweb )
    • CARACTERÍSTICAS VOCAIS:
    • Disfonia discreta.
    • F0 mais aguda.
    • Necessidade de maior pressão subglótica p/ início da fonação.
    • Maior grau de compressão medial e ataque vocal brusco.
  80. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Microdiafragma laríngeo ( microweb )
    • TRATAMENTO:
    • Fonoterapia: reduzir F0, suavizar ataque vocal, diminuir esporço fonatório, abaixar laringe.
    • Cirurgia: realizada raramente devido à formação de cicatrizes, com piora da QV.
  81. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
    • Arranjo vascular normal das PPVV = linear e paralelo ao eixo longitudinal. Quase nunca visíveis.
    • SITUAÇÕES DE DILATAÇÃO :
    • Reação fisiológica a uma agressão.
    • Alterações patológicas nas paredes dos vasos.
    • Alterações na rede vascular = arranjo distinto do longitudinal.
  82. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
    • Podem se apresentar perpendiculares quando estão associados a cistos ou sulcos.
    • Os vasos se apresentam transversais à borda livre ou em forma de capilares alargados, tortuosos e com interrupções bruscas.
  83. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
    • IMPACTO VOCAL:
    • As manifestações vocais são mínimas com a presença de vasculodisgenesia isolada.
    • As queixas acontecem, geralmente, com profissionais da voz.
    • Queixas freqüentes: fadiga vocal, dificuldade em controlar a emissão nos agudos, queda da QV.
  84. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
    • IMPACTO VOCAL:
    • Redução da vibração ondulatória da mucosa, exigindo maior controle muscular.
    • Podem facilitar reações inflamatórias com o tempo de uso da voz (cordites, hematoma submucoso).
  85. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
    • TRATAMENTO:
    • Clínico: medicamentoso.
    • Fonoterapia: estabilização da emissão, melhora da vibração.
    • Cirurgia: somente quando os vasos têm calibre muito alargado (microcauterização, vaporização com Laser).
  86. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS AEM – Vasculodisgenesia
  87. ALTERAÇÕES DA COBERTURA DAS PREGAS VOCAIS Vasculodisgenesias
  88. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Alterações Posturais das PPVV - Fendas
    • Consideradas inadaptações funcionais*: pequenos desequilíbrios por aumento ou diminuição de um grupo muscular.
    • Fechamento glótico incompleto, com imagem de espaço remanescente na rima glótica durante a fonação.
    • * Podem também ser o resultado de um processo orgânico (pós-radioterapia, doenças neurológicas, DRGE, entre outros).
  89. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Posterior
    • Não costuma apresentar manifestações na produção vocal.
    • Não deve ser considerada patológica.
    • Padrão laríngeo feminino ou infantil (pode acontecer em homens).
  90. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Posterior
    • Pode haver leve aumento do fluxo aéreo.
    • TMF reduzidos.
    • Fonoterapia aconselhada apenas quando há esforço à fonação.
  91. Padrão Masculino de Fechamento Glótico
  92. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Médio-Posterior
    • Causas principais:
    • Hipercinesia da musculatura extrínseca.
    • Disfonia de conversão
    • Espessamento interaritenóideo
    • Voz cochichada
    • Laringe isométrica : contração global da musculatura intrínseca, havendo fechamento anterior por ação do CAL e TA, e abertura da região médio-posterior por ação do CAP.
  93. Fenda Triangular Médio-Posterior
  94. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Médio-Posterior
    • Vibração concentrada na junção dos 1/3 médio e anterior.
    • Maior predisposição à formação de nódulos.
  95. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Médio-Posterior
    • CARACTERÍSTICAS LARINGOLÓGICAS :
    • Hiperconstrição do vestíbulo laríngeo.
    • Turbilhonamento do ar na zona de maior atrito (acúmulo de secreção).
  96. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Médio-Posterior
    • CARACTERÍSTICAS VOCAIS :
    • Tensão de todo o TV.
    • QV soprosa, rouca.
    • Diminuição TMF.
    • Ataque vocal brusco ou soproso.
    • Intensidade reduzida.
    • Extensão vocal reduzida.
    • Cansaço para falar (astenia)
    • ICPFA.
  97. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Médio-Posterior
    • FONOTERAPIA :
    • - Favorecer equilíbrio mioelástico.
    • Eliminar mecanismos compensatórios e lesões associadas.
    • Exercícios de relaxamento associados à fonação.
    • Trabalho de respiração, ressonância e intensidade.
    • Higiene vocal: eleger aspectos importantes!
  98. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Ântero-Posterior
    • Pode ocorrer por hipofunção intrínseca, afonia de conversão ou voz sussurrada. Presbifonia, disfonias neurológicas. Uso inadequado de registro. Falsete.
    • Histórico de voz grave, fraca e rouca por período prolongado.
    • Não se observam manifestações hipercinéticas na supraglote.
  99. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Ântero-Posterior
  100. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Triangular Ântero-Posterior
    • FONOTERAPIA
    • Favorecer fechamento glótico.
    • Exercício de variação de intensidade e altura.
    • Produção de ataques vocais bruscos*.
    • Pushing .
    • * Avaliação cuidadosa para emprego das técnicas.
  101. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Anterior
    • Presença de fuso à fonação na região anterior da glote.
    • Etiologia : ineficiência da musculatura tensora (CT), discretas cicatrizes, sulco vocal na região anterior.
  102. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Anterior
    • CARACTERÍSTICAS VOCAIS:
    • F0 discretamente elevada.
    • QV soprosa e/ou áspera (sulco, cicatriz).
    • Em homens confudem-se com alteração da muda vocal.
  103. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Anterior
    • FONOTERAPIA:
    • Focada nos exercícios de variação tonal.
    • Exercícios de variação de intensidade.
    • Voz sussurrada.
    • Sons hiperagudos.
  104. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Ântero-Posterior
    • Formação de fuso ao longo de toda a glote.
  105. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Ântero-Posterior
    • Etiologia:
    • Atrofia das PPVV.
    • Perda de tecido (mucosa).
    • Retrações cicatriciais.
    • Sulco vocal.
    • Parkinson
  106. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Ântero-Posterior
    • CARACTERÍSTICAS VOCAIS E LARÍNGEAS :
    • Grande soprosidade.
    • Tensão associada.
    • Hiperconstrição de vestíbulo.
    • Formação de lesões de massa (nódulos, pólipos)*.
    • QV rouca, áspera e bitonal.
    • * IMPORTANTE : não se aconselha a retirada das lesões de massa.
  107. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Ântero-Posterior
    • FONOTERAPIA :
    • Promover fechamento glótico
    • Vocal fry.
    • Escalas (variação tonal).
    • Manipulação de laringe.
    • Pushing.
    • * IMPORTANTE : avaliar bem o fator etiológico.
  108. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Posterior
    • Formação de fuso na região posterior da glote.
    • Variação da fenda fusiforme ântero-posterior. Deficiência do CT. DRGE.
  109. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Fusiforme Posterior
    • TRATAMENTO:
    • Investigar e tratar fator etiológico.
    • Exercícios com escalas e tons graves.
  110. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Dupla
    • Presença de fuso na região anterior e triângulo na região posterior, apresentando apenas duas regiões de coaptação.
    • Podem ser fendas  médio-posteriores com presença de lesão de massa (nódulos).
    • Ocorreria, então, pela disposição e acomodação da mucosa durante a fonação.
  111. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Dupla
    • Com a reabsorção da lesão de massa pode desaparecer automaticamente.
    • Região anterior é a primeira a ser fechada.
  112. FENDA DUPLA
    • QV rouco-soprosa.
    • Fadiga vocal.
    • Diminuição da intensidade.
    • TRATAMENTO:
    • Eliminação das lesão.
    • Higiene Vocal.
    • Suavização da emissão.
  113. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda em Ampulheta
    • Sugestiva de compensação de fenda fusiforme em toda a extensão.
    • Resultado de atividade da musculatura extrínseca.
    • Semelhante à fenda dupla, mas com aproximação dos processos vocais.
  114. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda em Ampulheta
    • Lesão secundária à AEM: podem ser úteis ao fechamento glótico.
    • Importante: piora da voz com retirada da lesão.
  115. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda em Ampulheta
    • Podem ser realizados exercícios de altura vocal.
    • Eliminar, na medida do possível o esforço fonatório.
    • Pré-operatório de AEM.
  116. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Paralela
    • Fenda uniforme em toda extensão da glote, com PPVV paralelas uma à outra.
    • Decorrem de inadaptações orgânicas, miodinâmicas ou em situações de diminuição de mucosa. Também no falsete.
    • Pequeno impacto vocal: F0 mais aguda e diminuição da intensidade.
    • Encontrada em alguns cantores nos trechos mais agudos.
  117. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Paralela
  118. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Irregular
    • Fechamento glótico deficiente, mas sem definição regular.
    • ETIOLOGIA:
    • Inadaptação fônica
    • DRGE
    • Atrofia das PPVV
    • Laringite crônica
    • Leucoplasia
    • CA glótico
    • Pós-operatórios de laringe
    • Pós-radioterapia
    • Presbifonia
    • Quadros conversivos
  119. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Irregular
    • QV depende do fator etiológico.
    • Fonoterapia : melhorar vibração da mucosa; maximizar uso da ressonância.
  120. DISFONIAS FUNCIONAIS SECUNDÁRIAS Fenda Irregular Laringite crônica
  121. DISFONIAS ORGANOFUNCIONAIS
  122. ASPECTOS GERAIS
    • Lesões benignas decorrentes de comportamento vocal inadequado.
    • Pode acontecer por:
    • Atraso no diagnóstico
    • Atraso na busca do tratamento
    • Não valorização da queixa inicial
  123. ASPECTOS GERAIS FONOTRAUMA Abuso e mau uso vocal Fatores irritantes locais Fatores predisponentes individuais
  124. ASPECTOS GERAIS
    • Fatores irritativos: vasodilatação e edema com drenagem linfática muito pobre.
    • As lesões geradas vão interferir na fase fechada do ciclo glótico, com presença de ar e alterações teciduais.
  125. ASPECTOS GERAIS
    • Aspectos importantes na gênese da lesão:
    • Fatores causais (DRGE, alergias, tabagismo, etc).
    • Uso inadequado, intensivo e extensivo da voz.
    • Predisposição anátomo-funcional.
    • Tipo e variação na demanda vocal.
    • Fatores de personalidade.
  126. ASPECTOS GERAIS
    • Aspectos importantes para a conduta:
    • Fatores etiológicos.
    • Localização da lesão (horizontal e vertical).
    • Configuração da lesão.
    • Impacto na PV contralateral.
  127. MAU USO
    • Principais comportamentos categorizados:
    • Ataque vocal brusco
    • Posição de laringe elevada
    • Constrição laríngea
    • Utilização de freqüência e intensidade inadequadas
    • Falta de variabilidade de freqüência
    • Fala excessiva
    • Má utilização dos mecanismos respiratórios, ressonantais e articulatórios.
  128. CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES
    • Nódulos
    • Pólipos
    • Edema de Reinke
    • Úlcera de contato
    • Granuloma
    • Leucoplasia
  129. NÓDULOS VOCAIS Aspectos Gerais
    • Lesões de massa, bilaterais, caracterizadas como crescimentos benignos na PV.
    • Localização no 1/3 médio das PPVV.
    • Simétricos quanto à localização, podendo ser assimétricos quanto ao tamanho.
    • Lesão laríngea mais comum.
  130. NÓDULOS VOCAIS Etiologia / Histologia
    • Estão sempre ligados a histórico de disfonia crônica, associada a abuso vocal, grande demanda e uso incorreto da voz.
    • Geralmente há períodos de melhora com o repouso vocal.
    • O fonotrauma vai gerando vasodilatação e congestão vascular, seguido de transudação na CSLP. Agravante: pouca drenagem linfática.
  131. NÓDULOS VOCAIS Etiologia / Histologia
    • Fatores etiológicos :
    • Uso da voz em grande intensidade.
    • Uso da voz por tempo prolongado.
    • Uso da voz em F0 muito grave.
    • Uso da voz em condições acústicas adversas.
    • Uso da voz com movimentação física intensa.
    • Velocidade de fala aumentada.
    • Ataques vocais bruscos.
    • Ressonância de foco baixo.
  132. NÓDULOS VOCAIS Etiologia / Histologia
    • Fatores predisponentes :
    • Infecções das VAS.
    • DRGE.
    • Crises alérgicas.
  133. NÓDULOS VOCAIS Laringoscopia
    • Podem ser volumosos e de aspecto edematoso; ou pontiagudos (espessamento nodular).
    • Esbranquiçados, sem a presença de capilares dilatados.
    • Estágio inicial :
    • Avermelhados
    • Edematosos
    • Micronódulos (puntiformes)
  134. NÓDULOS VOCAIS Laringoscopia
    • Nódulos antigos :
    • Menores
    • Esbranquiçados
    • Rígidos (fibróticos)
    • Geram fenda dupla ou triangular médio-posterior (precurssoras).
    • Não ocasionam diminuição de vibração da onda mucosa (a amplitude pode estar ligeiramente diminuída).
  135. NÓDULOS VOCAIS Laringoscopia
    • Em geral há presença de atividade supraglótica (hipercinesia).
    • Deve haver preocupação em diferenciar nódulos de cisto epidermóide com reação contralateral.
  136. NÓDULO VOCAL
  137. “ LESÃO NODULAR DAS PREGAS VOCAIS”
  138. ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1PreNod1.mov
    • VIDEOLARINGOSCOPIA
    • PRÉ-NÓDULOS
    ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1PreNod2.mov ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1PreNod3.mov
  139. ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1Nod1.mov
    • VIDEOLARINGOSCOPIA
    • NÓDULOS
    ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1Nod2.mov ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1Nod3.mov
  140. NÓDULOS VOCAIS Diagnóstico Diferencial
    • NÓDULOS
    • Ocasionados por comportamento vocal abusivo.
    • QV rouca, soprosa, às vezes, áspera.
    • Ataque vocal brusco ou soproso.
    • Avermelhados; esbranquiçados quando pequenos e fibróticos.
    • CISTOS
    • Desvio embriogenético.
    • QV rouca, áspera, às vezes, bitonal.
    • Ataque vocal brusco, com degrau de sonoridade.
    • Esbranquiçados (grandes), amarelados (antigos), avermelhados quando têm componente vascular.
  141. NÓDULOS VOCAIS Diagnóstico Diferencial
    • NÓDULOS
    • Fenda  médio-posterior ou dupla.
    • Não compromete vibração da mucosa (vibram junto).
    • Podem não aparecer na emissão de agudos.
    • O ligamento vocal é exposto à fonação inspiratória.
    • CISTOS
    • Fenda em ampulheta ou coaptação completa.
    • Presença de zona silente na vibração.
    • Evidenciam-se nos agudos.
    • O ligamento vocal pode não ser exposto à fonação.
  142. NÓDULOS VOCAIS Diagnóstico Diferencial
  143. NÓDULOS VOCAIS Características Vocais
    • Toda lesão de massa altera as propriedades mecânicas da cobertura das PPVV, afetando suas características vibratórias.
    • QV rouco-soprosa.
    • Fadiga vocal.
    • Dificuldade nas notas agudas.
    • Dor à emissão.
    • Diminuição da intensidade*.
  144. NÓDULOS VOCAIS Características Vocais
    • Pitch mais grave.
    • Necessidade de pigarrear.
    • “ Queda” da voz com o uso contínuo.
    • Pitch agudo = tensão excessiva mm. extrínseca.
    • IPFA
    • Ataque vocal brusco ou ocasionalmente soproso.
    • TMF reduzido.
    • Relação s/z aumentada.
    • A disfonia vai ser diretamente proporcional à sobrecarga vocal e ao tamanho da lesão.
  145. NÓDULOS VOCAIS Epidemiologia
    • Principal causa de disfonia na infância, juntamente com o cisto epidermóide.
    • Maior incidência no sexo masculino em idade escolar.
    • Na idade adulta = mulheres jovens.
  146. NÓDULOS VOCAIS Conduta Tratamento de fatores mantenedores e agravantes FONOTERAPIA Tratamento medicamentoso CIRURGIA
  147. NÓDULOS VOCAIS Fonoterapia
    • Tratamento de eleição.
    • Integração ORL - FONO - GASTRO .
    • Bases da terapia:
    • Identificação do comportamento vocal abusivo e sugestões de controle e modificação.
    • Orientação vocal.
    • Exercícios de facilitação da produção vocal e que promovam reabsorção da lesão.
  148. NÓDULOS VOCAIS Fonoterapia
    • Ilhas de repouso vocal : não é modalidade de tratamento. Reduz a sobrecarga fonatória, acompanhada de exercícios acelera a reabsorção da lesão.
    • A reabilitação vocal deve ser direta e objetiva: focado nos hábitos de saúde vocal e nos exercícios para reabsorção da lesão.
    • O tamanho do nódulo não tem relação direta com o prognóstico.
  149. NÓDULOS VOCAIS Fonoterapia
    • Tempo médio de terapia: 3-5 meses com duas sessões semanais.
    • Os exercícios devem ser realizados diariamente, em quantidade e repetição variáveis.
    • Os hábitos de saúde vocal, assim como o uso da “nova forma de falar” devem ser incorporados nas atividades diárias.
  150. NÓDULOS VOCAIS Fonoterapia
    • Sempre que houver hiperfuncionamento, este deve ser um dos primeiros objetivos terapêuticos.
    • A reabilitação envolve:
    • Exercícios de mobilização da mucosa.
    • Exercícios para suavização da emissão.
    • Instalação de padrão respiratório mais adequado*.
    • Exrcícios de manipulação da freqüência e intensidade.
    • Treinamento do novo padrão de fala.
  151. NÓDULOS VOCAIS Fonoterapia
    • Nódulos fibróticos :
    • Podem ou não ser reabsorvidos com fonoterapia.
    • O tempo de tratamento é prolongado.
  152. NÓDULOS VOCAIS Modalidades Terapêuticas
    • Fonoterapia pré-operatória
    • Terapia Diagnóstica -> monitora as modificações no comportamento vocal, QV e lesão laríngea, determinando a eficácia da abordagem terapêutica.
    • Terapia Preparatória -> estabelece hábitos de saúde vocal e diminui o edema, preparando p/ a cirurgia.
    • - Fonoterapia pós-operatória
    • Fonoterapia de apoio -> aborda as dificuldades do paciente no uso da nova voz.
    • Fonoterapia pós-operatória reabilitativa -> modificar o comportamento vocal após a cirurgia.
  153. PÓLIPOS VOCAIS Aspectos Gerais
    • Lesão de massa, uni ou bilateral, exofítica a partir da borda livre.
    • Ocorrência quase exclusiva no sexo masculino.
    • Tamanho, coloração e localização variados.
    • Sésseis ou pediculados.
    • Maiores, + vascularizados, + edematosos e inflamatórios que os nódulos.
  154. PÓLIPOS VOCAIS Etiologia
    • Lesão de etiologia recente.
    • Também pode ser resultado de abuso crônico (disparado por um evento específico).
    • Pode acontecer por um pequeno traumatismo, fonatório ou não.
    • Evento único de intenso fonotrauma.
    • Resultado de atividade física não-habitual, violenta e intensa: com elevada pressão subglótica e abrupta redução.
    • Esforço para tocar instrumento de sôpro.
  155. PÓLIPOS VOCAIS Fisiopatologia
    • Forma-se a partir de um trauma importante envolvendo vaso da lâmina própria. Este penetra nas camadas mais superficiais e projeta o epitélio para a linha média.
    • Formação de lesão exofítica + edema:
    • Extravasamento capilar
    • Acúmulo de fluidos
    • Deslocamento exofítico
  156. PÓLIPOS VOCAIS Histologia
    • Localizada na CSLP.
    • Sangramento intratecidual.
    • Proliferação de fibras colágenas (rigidez).
    • Membrana basal normal.
    • Regiões hemorrágicas ou edematosas.
    A rigidez vai estar de acordo com o componente principal da patologia: edema, hemorragia ou proliferação de colágeno.
  157. PÓLIPOS VOCAIS Gelatinosos
    • Tecido conjuntivo frouxo.
    • Poucos vasos.
    • Translúcido, esbranquiçado.
    • Flexível.
    • Predominantemente edematoso.
    • Menos freqüente.
  158. PÓLIPOS VOCAIS Angiomatoso
    • Grande proliferação de vasos sangüíneos.
    • Maior rigidez.
    • Coloração vermelha.
  159. PÓLIPOS VOCAIS Fibrótico
    • Tecido conjuntivo vascularizado.
    • Forma progressiva do gelatinoso.
    • Menor mobilidade.
    • Menos transparente.
  160. FONOCIRURGIA ALTERAÇÕES DA COBERTURA DAS PREGAS VOCAIS PÓLIPOS
  161. FONOCIRURGIA ALTERAÇÕES DA COBERTURA DAS PREGAS VOCAIS PÓLIPOS
  162. PÓLIPOS VOCAIS Aspectos Gerais
    • ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1poly1.mov
    • ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1poly2.mov
    • ..........Arquivos de programasVocal Pathology_1poly3.mov
  163. PÓLIPOS VOCAIS Laringoscopia
    • Borda da PV não-linear.
    • Lesão exofítica, volumosa, pediculada ou não.
    • Rigidez de cobertura quando hemorrágico ou fibrótico.
    • Interferência na vibração da PV contralateral.
    • Fechamento glótico incompleto (fenda anterior e posterior ao pólipo).
    • Movimento vibratório assimétrico.
  164. PÓLIPOS VOCAIS Laringoscopia
    • Amplitude de vibração diminuída na PV acometida.
    • Pólipo pediculado: pode haver fechamento glótico completo.
    • Lesões queratosas na PV contralateral.
    • Ocorrem mais comumente no 1/3 médio-anterior.
    • Quase nunca as bandas vestibulares estão envolvidas.
    • Deve-se atentar para a possibilidade de o pólipo ser uma lesão secundária (AEMC).
  165. PÓLIPOS VOCAIS Características Vocais
    • Depende do tamanho e da característica do pólipo.
    • QV rouca, soprosidade variável.
    • Aspereza quando associado à AEMC ou hemorrágico.
    • F0 dicrótica.
    • Disfonia intermitente = pólipo pediculado.
    • Fadiga vocal
    • Esforço à fonação.
    • IPFA
  166. PÓLIPOS VOCAIS Características Vocais
    • TMF variável.
    • Dificuldade na variação da intensidade.
    • Perda das freqüências agudas.
    • Sensação de corpo estranho durante fonação.
  167. PÓLIPOS VOCAIS Conduta
    • Predominantemente cirúrgica : seu modo de organização não favorece reabsorção.
    • Fonoterapia
    • Tem mais sucesso quando o fator etiológico está relacionado ao uso da voz.
    • Há casos de reabsorção completa.
  168. PÓLIPOS VOCAIS Conduta
    • Fonoterapia pré-cirúrgica :
    • Hábitos de saúde vocal.
    • Redução de mecanismos inadequados na produção vocal.
    • Fonoterapia pós-operatória :
    • Curta duração.
    • Estabilização da fonação.
    • Evitar compensações.
    • Mobilidade de mucosa / elevar pitch .
  169. EDEMA DE REINKE Aspectos Gerais
    • Nomenclatura: edema de Reinke, hipertrofia edematosa crônica, degeneração polipóide, polipose difusa ou cordite polipóide.
    • De acordo com Hirano, esta patologia não apresenta degeneração, inflamação ou mesmo hipertrofia.
    • Acúmulo de fluido no espaço de Reinke.
    • Lesão difusa na CSLP podendo se localizar somente na porção membranosa ou em toda PV.
  170. EDEMA DE REINKE Etiologia
    • Edema = reação natural do tecido a trauma e mau uso.
    • Quadro típico :
    • Rouquidão persistente.
    • Lentamente progressiva.
    • Indivíduo fumante/ tosse freqüente.
    • Uso intensivo da voz.
    • DRGE*
    • Hipotireoidismo*.
  171. EDEMA DE REINKE Incidência
    • Predominantemente em mulheres após os 45 anos de idade.
  172. EDEMA DE REINKE Fisiopatologia / Histologia
    • Geralmente o edema ocorre como resposta ao aumento da pressão subglótica secundário a um estado hiperfuncional, em uma laringe cronicamente irritada.
  173. EDEMA DE REINKE Fisiopatologia / Histologia
    • A membrana basal fica difusamente espessada.
    • Aumento da espessura dos vasos.
    • Em alguns casos podem ser encontradas atipias celulares.
  174. EDEMA DE REINKE Laringoscopia
    • Lesão geralmente bilateral, em toda extensão da PV.
    • Aspecto edematoso difuso.
    • Simétricos ou assimétricos.
    • Impressão de grande amplitude de vibração.
    • Fechamento glótico completo à fonação ou incompleto/irregular.
  175. EDEMA DE REINKE Laringoscopia
    • Área respiratória visualmente restrita.
    • Movimento do edema à respiração.
    • Fase fechada prolongada.
    • Pode-se observar, às vezes, áreas esbranquiçadas (leucoplasias).
    • Pode haver constrição supraglótica.
  176. Edema de Reinke
  177. Edema de Reinke
  178. EDEMA DE REINKE Laringoscopia Edema inicial Edema Antigo Translúcido, flexível Avermelhado, + consistente
  179. EDEMA DE REINKE Características Vocais
    • Edema inicial = QV fluida, aveludada, grave, transmitindo sensualidade.
    • F0 agravada.
    • Rouquidão progressiva.
    • Fadiga vocal.
    • Extensão vocal reduzida.
    • IPFA.
    • Ressonância laringo-faríngea.
    • Pode haver quebras de sonoridade.
    • Não existe ataque vocal típico.
    • TMF longos.
  180. EDEMA DE REINKE Conduta
    • Controle dos agentes agressores:
    • Interrupção obrigatória do tabagismo.
    • Controle do refluxo laringofaríngeo.
    • Reeducação vocal.
    • Tratamento clínico do hipotireoidismo (etiologia).
    • Cirurgia:
    • Edemas mais volumosos.
    • Fonoterapia pré e pós-operatória.
  181. EDEMA DE REINKE Conduta
    • FONOTERAPIA:
    • Hábitos de saúde vocal.
    • Hidratação intensiva.
    • Técnicas de restabelecimento do movimento muco-ondulatório.
    • Melhora da extensão vocal  “vencer o edema”.
    • Resolver hipotonia do CT.
    • Alongamento das PPVV.
    • Trabalho com sons agudos.
  182. GRANULOMAS Aspectos Gerais
    • Lesão proliferativa de tecido granulado.
    • Benigno.
    • Situa-se na região posterior da laringe: geralmente processo vocal da aritenóide.
    • Uni ou bilateral.
    Lesões altamente recidivantes
  183. GRANULOMAS ETIOLOGIA Funcional Trauma químico Desvio no comportamento vocal. Refluxo Trauma pós intubação Cicatrização de áreas cirúrgicas Relação com características psicológicas do falante Progressão dos casos de úlcera de contato ou abusos em cima de quadros inflama- tórios.
  184. GRANULOMAS Incidência
    • Homens após 40 anos de idade.
    • Pós-intubação = em qualquer idade.
    • Menor possibilidade de ocorrência em mulheres (funcional).
  185. GRANULOMAS Laringoscopia
    • Lesão de massa em região posterior.
    • Esbranquiçada, avermelhada ou amarelada.
    • Pediculada, movendo-se; ou de base alargada e fixa.
    • Início da fonação com esforço.
    • Fechamento glótico geralmente completo = relação com o ataque brusco.
    • Lesões grandes = fenda médio posterior ou em toda extensão.
  186. GRANULOMAS Laringoscopia
  187. GRANULOMAS Características Vocais
    • Funcionais:
    • Pitch grave
    • QV tensa, levemente rouca e/ou soprosa.
    • Ataque vocal brusco.
    • Loudness aumentada.
    • Em alguns casos = diminuição da loudness.
    • Ressonância laringo-faríngea.
    • Articulação travada.
    • Extensão fonatória reduzida.
    • Orgânicos: pode não apresentar muitos sintomas vocais, apenas sensações desagradáveis.
  188. GRANULOMAS Sintomas
    • Dor à palpação.
    • Sensação de corpo estranho.
    • Bola na garganta.
    • Impressão de fisgada ou picada.
    • Pigarro constante.
    • Dor à deglutição.
    • Tosse.
  189. GRANULOMAS Conduta
    • Fonoterapia:
    • Mais eficaz em casos funcionais.
    • Abordagem tradicional:
    • Suavização da emissão
    • Elevação da F0
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