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Trabalho acadêmico sobre a questão da acessibilidade na internet.

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Acessibilidade na internet Acessibilidade na internet Document Transcript

  • Luciana Pimentel Acessibilidade na Internet Monografia apresentada à Universidade Estácio de Sá, como requisito final do curso de pós- graduação Lato Sensu em Tecnologia e Projeto de Sistemas de Internet. Rio de Janeiro Janeiro 2005
  • AGRADECIMENTOS Aos meus pais e minha irmã pelo apoio em meus estudos, sempre. Ao professor João Mendes Filho por sua imensa ajuda e ensinamentos. Aos colegas de curso Renata Sampaio, Daniela Scribel e Leonardo Calheiros pela amizade, companheirismo e ajuda. A minha querida amiga Silmara, por todo apoio.
  • EPÍGRAFE “As pessoas deficientes têm o direito inerente de respeito por sua dignidade humana. As pessoas deficientes, qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadãos da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar de uma vida decente, tão normal e plena quanto possível.” (Resolução ONU Nº. 2.542/1975, item3)
  • SUMÁRIO Agradecimentos………………………………………………………................. 2 Epígrafe……………………………………………………………...……............ 3 Resumo......................................................................................……..... 5 Resumen...................................................................................….......... 6 Lista de Figuras ......................................................................……..... 7 Lista de Siglas ..................................................................................... 8 Introdução A Acessibilidade na Internet ............................................................................................... 9 Capítulo 1 Caracterização das deficiências e barreiras......................................................................... 12 Capítulo 2 Recursos para a criação de uma página acessível........................................................ 21 Capítulo 3 Tecnologias Assistivas............................................................................................ 35 Capítulo 4 Validação das Páginas............................................................................................. 50 Conclusão............................................................................................. 61 Referências Bibliográficas ................................................................. 63
  • RESUMO Computadores estão cada dia mais mediando nossas ações. Para a maioria das pessoas a tecnologia facilita, porém para pessoa com deficiência ou portadora de necessidades especiais a tecnologia vem para tornar as coisas mais fáceis. A utilização de um computador e o acesso à internet permite a estes cidadãos (sem dúvida aqueles que são confrontados com os maiores obstáculos, tanto físicos como de ordem social) acessarem um conjunto imenso de fontes de formação e informação, estabelecerem contatos e trocarem informações. Hoje em dia no Brasil, o acesso à informação é garantido por lei. Do ponto de vista econômico e social, é de interesse do Governo incentivar a eliminação de barreiras digitais e promover páginas web com informações acessíveis, que permitam o desenvolvimento e a produção de todo indivíduo. De maneira simples, acessibilidade se refere à capacidade de produtos e ambientes serem usados pelas pessoas e este trabalho aborda os aspectos referentes à acessibilidade no espaço digital caracterizando os tipos de deficiências que podem acometer uma pessoa, suas conseqüências, que tipo de barreiras são encontradas por ela e como isso influencia na sua interação com o espaço digital. Uma ênfase é dada às técnicas disponíveis aos projetistas web disponibilizadas pelo W3C (World Wide Web Consortium), é abordado o conceito do Design Universal, mostrando uma tentativa mundial em produzir produtos que possam ser usados por qualquer pessoa, também se fala na legislação que no caso do Brasil evoluiu bastante e já da os primeiros passos para que possam cada vez mais diminuir estas barreiras. Apresenta também recursos de Tecnologia Assistiva disponíveis para auxiliar essas pessoas no uso do computador e da internet, mostrando como essas adequações à acessibilidade podem diminuir ou anular as barreiras encontradas. E finalmente de que maneira o projetista pode avaliar sua página web quanto às questões da acessibilidade, mostrando a importância da conscientização destes projetistas em relação a acessibilidade de maneira que se possa tornar a inclusão das pessoas deficientes uma realidade. Palavras - chave: acessibilidade, Design Universal, padrões web, tecnologia Assistiva.
  • RESUMEN Las computadoras se hacen cada dia más mediadora de nuestras acciones. Para la maioria de las personas la tecnología facilita, sim embargo para las personas com deficiência o portadora de necesidades especiales la tecnologia viene para tornar las cosas mas sencillas. La utilización de una computadora y el acceso a la internet permite a estes ciudadanos (sin duda aquellos que son confrontados con los mayores obstáculos, tanto fisicos cuanto de ordem social) accsesibilidad a un inmenso conjunto de fuentes de formación y información, establecen contacto e cambiam informaciones. Hoy en día en Brasil, el acceso a la información es garantizado por la ley. Del punto de vista económico y social, es de interés del gobierno incentivar la eliminación de barreras digitales y crear paginas web con informaciones accesibles, que permite el desenvolvimiento y la produción de toda las personas. De manera simple, accesibilidad si refere a la capacidad de producto e ambientes usados por las personas y este trabajo aborda los aspectos referentes a la accesibilidad en el espacio digital caracterizando los tipos de deficiencias que acomete una persona, sus consecuencias, que tipo de barreras son encontradas por ellos e como eso influencia en su interacción con el espacio digital. Un énfasis es dado a las tecnicas disponibles a los proyectistas web diponibles por la W3C (Word Wide web Consortium), es abordado el concepto de Design universal, mostrando una tentativa mundial de producir productos que poden ser usados por cualquier persona, también se habla en la legislación que acá en Brasil tiene una gran evolución e ya da sus primeros pasos para que esta barrera disminua cada vez más. Presenta también recurso de tecnología asistiva disponible para ayudar esas personas en el uso de la computadora y internet, mostrando como esa instrucción a la acesibilidad pueden disminuir o anular las barreras encontradas. E finalmente de que manera el proyetista pode avaliar su pagina web cuanto a la cuestión de la accesibilidad, mostrando la importancia de la concientización de los proyetistas en relación a la accesibilidad de manera que la inclusión de las personas deficientes sea realidad.
  • LISTA DE FIGURAS Figura 1-Tabela de SNELLEN ....................................................................................... 14 Figura 2 – Quadro de cores ............................................................................................. 16 Figura 3 – Selos de conformidade do W3C..................................................................... 29 Figura 4 – Switch Mouse................................................................................................. 37 Figura 5 – Roller Mouse.................................................................................................. 38 Figura 6 – Mouse Óptico.................................................................................................. 38 Figura 7 – Ponteira de cabeça.......................................................................................... 39 Figura 8 – Linha Braille................................................................................................... 39 Figura 9 – Impressoras Braille......................................................................................... 40 Figura 10 - Teclado Virtual do Sistema Operacional Microsoft® Windows.................. 41 Figura 11 - Teclado Virtual TFlex................................................................................... 41 Figura 12 - Teclado Virtual WorldWall........................................................................... 41 Figura 13 - Lente de Aumento Operacional Microsoft® Windows................................ 42 Figura 14 - Sistema DOSVOX em uso............................................................................ 43 Figura 15 – Tela inicial do Dosvox.................................................................................. 44 Figura 16 – Painel de controle de telas do Jaws.............................................................. 46 Figura 17 - Tela da página web da Ferramenta de avaliação ART Guide........................ 54 Figura 18 - Avaliador WEBXACT.................................................................................. 54 Figura 19 – Imagem da página do avaliador Da Silva..................................................... 55 Figura 20 - Web Accessibility Toolbar............................................................................. 56 Figura 21 - Web Accessibility Toolbar para Firefox…………………………………… 56 Figura 22 - Web Accessibility Toolbar para Opera......................................................... 56 Figura 23 - Para pessoas que não conseguem perceber a cor vermelha........................... 57 Figura 24 – Validador de CSS do W3C........................................................................... 58 Figura 25 – Página web do Lynx..................................................................................... 60
  • LISTA DE SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANSI – American National Standards Institute CSS- Cascading Style Sheets GUI – Graphical user interface GUIA – Grupo Português pelas Iniciativas de Acessibilidade HTML –Hypertext Markup Language IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e estatística INES – Instituto Nacional de Educação de Srudos MSSA – Microsoft Active Accessibility OMS – Organização Mundial de Saúde PDA – Personal Digital Assistant SACI – Solidariedade, apoio, comunicação e informação. SIDAR - Seminario de Iniciativas sobre Discapacidad y Accesibilidad W3C – World Wide Web Consortium WAI – Web Acessibility Initiative WCAG - Web Content Accessibility Guidelines XHTML – Extensible Hypertext Markup Language
  • INTRODUÇÃO A Acessibilidade na Internet. De maneira simples, acessibilidade se refere à capacidade de produtos e ambientes serem usados pelas pessoas. O conceito de acessibilidade passa a ser entendido como sinônimo de aproximação, um meio de disponibilizar a cada usuário interfaces que respeitem suas necessidades e preferências. No contexto da informática, o termo é associado à capacidade de um software padrão ser acessado e usado por pessoas com necessidades especiais, mesmo que a forma de uso não seja igual para todos. A acessibilidade na Internet é a flexibilização do acesso à informação e da interação dos usuários que possuam algum tipo de necessidade especial, no que se refere aos mecanismos de navegação e apresentação das páginas, à operação com software e com hardware e as adaptações aos ambientes e situações. (GUIA, 99). De que maneira o projetista pode colaborar para a transposição das barreiras no uso da internet? De acordo com censo brasileiro de 2000, 16,5 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual e 159 mil são incapazes de enxergar. O número de pessoas com necessidades especiais cresce em todos os países; tais pessoas começam a reivindicar seu legítimo direito de ter acesso à informação e, principalmente, a uma informação que possa ser compreendida e apropriada. O acesso aos benefícios da Internet deve ser otimizado buscando reduzir as discriminações e exclusões sem, com isso, prejudicar suas características gráficas ou suas funcionalidades. Acreditando na pertinência desses princípios, que grupos internacionais - GUIA, SIDAR, WAI, entre outros - e, empresas como a Microsoft e a IBM, estão pesquisando a acessibilidade na web. 9
  • Portanto, cabe aos desenvolvedores e usuários da Internet, compreender um pouco sobre acessibilidade virtual e exigirmos, mais e mais, esta condição para que não surja uma nova categoria de "marginalizados" ou excluídos digitais. Consciente de que cada nova tecnologia criada pelo homem traz em si um elevado poder de inclusão ou exclusão, o que se pretende mostrar, é a revolução conceitual necessária para potencializar as novas tecnologias da informação e da comunicação como elementos estruturantes à superação da exclusão, produzindo um movimento de inovação rumo à construção de uma Sociedade da Informação verdadeiramente inclusiva. Acreditando na pertinência dos princípios da igualdade, e que cabe ao projetista a tarefa de compreender e colocar em prática os princípios da acessibilidade virtual, exigir o cumprimento das normas de maneira a evitar ao máximo a existência de “excluídos digitais”. Como referencial teórico para o assunto pesquisado será usado o livro: Usabilidade na WEB – Criando portais mais acessíveis – Cláudia Dias. Cláudia Dias é graduada em engenharia elétrica pela Universidade de Brasília e mestre em Ciência da Informação. Trabalha como auditora de sistemas no Tribunal de Contas da União. É autora de vários artigos na área de ciência da Informação e interação homem- computador. Desenvolve pesquisas sobre métodos de avaliação de usabilidade, padrões e políticas de acessibilidade na web, além de realizar avaliações e prestar consultaria nesta área. O tema acessibilidade é relativamente novo. Muitos dos materiais disponíveis sobre o assunto estão em sites de organizações governamentais ou não, e em sites estrangeiros, esta, portanto foi a primeira autora brasileira a abordar tal assunto. O livro tem como tema, o Acesso Universal, sua premissa é tornar os benefícios da web de possibilitar novas formas de comunicação humana e oportunidade para o compartilhamento do conhecimento disponível a todas as pessoas, independente de hardware, software, cultura e habilidade física ou mental. 10
  • Atualmente, há uma diversidade de sites desenvolvidos com a intensão de serem utilizados em contextos distintos e por pessoas com diferentes características e interesses, utilizando hardware e software diversificados. Sendo assim, este trabalho tem como objetivos: caracterizar os problemas que levam os usuários a exclusão digital, mostrar os caminhos e recursos necessários para a criação de um site acessível, mostrar as tecnologias de apoio aos usuários com deficiência, além de apresentar as ferramentas que ajudam o projetista na avaliação do seu trabalho no que diz respeito à acessibilidade. E responder às questões: Qual o perfil do usuário com algum tipo de deficiência que acessa a internet e de que maneira esta deficiência pode influenciar na percepção e compreensão do site? O que é necessário em termos de conhecimento para que o projetista desenvolva um projeto acessível? Quais são as tecnologias disponíveis no mercado com intuito de facilitar usuários com limitações? De que maneira o projetista preocupado com a acessibilidade de seu site, pode avaliar se o seu projeto preenche os requisitos para tal? O trabalho foi realizado sob enfoque fenomenológico, a pesquisa foi feita através de dados bibliográficos que mostram como a questão da acessibilidade é importante no projeto de um site, de forma a explorar o universo das informações que retratem com realidade o tema. 11
  • 1. CARACTERIZAÇÃO DAS DEFICIÊNCIAS E BARREIRAS “O poder da web está em sua universalidade. O acesso por qualquer pessoa, independentemente de sua incapacidade, é um aspecto essencial.” (Tim Berners-Lee, 1997). Vivemos na sociedade da informação. Apesar de toda a difusão da internet, que traz consigo avanços e facilidades, ainda existe um percentual muito grande de pessoas para as quais a navegação na web é extremamente complicada. Neste percentual estão incluídas as pessoas portadoras de deficiência. É importante observar, que se define deficiência como “perda ou limitação de oportunidade de participar da vida comunitária em condições de igualdade com as demais pessoas”. (CORDE, 1996). Segundo a Organização Mundial de Saúde, dez por cento da nossa população é composta por pessoas portadoras de deficiências, distribuídas conforme mostrado na tabela abaixo: 12
  • Tabela 1 - Distribuição dos tipos de deficiência na população brasileira. Deficiência População Percentagem Deficiência Mental 7.250.000 5% Deficiência Física 2.900.000 2% Deficiência Auditiva 2.175.000 1,5% Deficiência Múltipla 1.450.000 1% Deficiência Visual 750.000 0,5% Total 14.500.000 10% Fonte: (Guido - 99) Como pode ser observado na tabela acima, os tipos de deficiências que podem acometer uma pessoa são variados, como problemas visuais, motores, cognitivos, de linguagem e distúrbios do sistema nervoso. A seguir, serão mostradas as definições, características e os problemas relacionados a cada tipo de deficiência. 1.1 Deficiência Visual A Organização Mundial de Saúde tem registro de 66 diferentes definições de cegueira e que são utilizados para fins estatísticos em diversos países. Para simplificar o assunto um grupo de estudos sobre a prevenção da cegueira da própria Organização Mundial de Saúde, em 1972 propôs normas, de forma que se pudesse uniformizar as anotações dos valores de acuidade visual para as finalidades estatísticas. A visão pode ser divida em central e periférica. A Acuidade visual central é medida mostrando-se objetos de diferentes tamanhos a uma distância padrão do olho. Um exemplo clássico é a Tabela de SNELLEN (fig. 1), que é composta por uma série progressiva de fileiras menores de letras aleatórias. 13
  • Figura 1-Tabela de SNELLEN Fonte: Medical-School First Aid. A cada fileira um número correspondente à distância a qual o olho normal é capaz de ler as letras desta fileira. Por convenção, a visão pode ser medida a 6 metros de distância ou a 14 polegadas (o equivalente a 35,56 cm). A acuidade visual é marcada por dois números, por exemplo, 20/40 onde o primeiro número representa a distância de teste entre a tabela e o paciente e o segundo representa a fileira menor de letras que o paciente pode ler. Desta forma a visão normal é 20/20. No Brasil são consideradas legalmente cegas pessoas com “visão zero”, ou o correspondente a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ler a 6 metros o que uma pessoa com visão normal leria a 60 metros, ou ainda se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica”. Nesse contexto, caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º. Visão Subnormal 14
  • Segundo a Organização Mundial de Saúde (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa. Estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem três tipos de deficiência visual: Cego: têm somente a percepção da luz ou não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão. Pessoas com Visão Parcial: têm limitações da visão a distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância. Pessoas com Visão Reduzida: indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes. Outros Problemas Além da cegueira e da visão subnormal outros problemas podem vir a dificultar o acesso de pessoas a web, uma delas é o daltonismo, que se refere à falta de percepção de certas cores. Uma das formas mais comuns do daltonismo inclui a dificuldade de distinguir entre as cores vermelha e verde ou amarelo e azul. Em casos mais extremos o daltonismo implica em não perceber as cores. 15
  • São apresentadas quatro imagens com doze cores (fig.2): Figura 2 – Quadro de cores. Vermelho –Verde - Azul Verde – Azul Vermelho - Azul Vermelho - Verde Fonte: Grupo Todos Nós. A Primeira representa como uma pessoa com a visão normal enxerga as cores. E as outras três representam as variações, que representam como essas cores seriam percebidas por daltônicos que não percebem a cor vermelha (acima, à direita), a cor verde (abaixo, à esquerda), a cor azul (abaixo, à direita). Outras doenças que podem afetar a visão, impedindo que seus portadores tenham 100% de sua acuidade visual são o glaucoma e a catarata, cuja origem é genética. Além destas doenças, lesões podem ser causadas por traumas oculares e alterações relacionadas a hipertensão e a diabetes. As pessoas portadoras de deficiências visuais, dentre as que possuem necessidades especiais, são as que mais têm dificuldade no que diz respeito ao acesso á páginas web. Sem uma tecnologia de acesso adequada, os deficientes visuais ficam extremamente limitados quanto à quantidade e qualidade das informações que podem acessar. 16
  • 1.2 Deficiência Auditiva No Brasil, segundo o decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a deficiência auditiva é uma perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando em graus e níveis. São eles: Audição Normal – limiares entre 0 e 24 dB. Surdez leve – limiares entre 25 e 40 dB. Surdez moderada – limiares entre 41 e 55 dB. Surdez acentuada – limiares entre 56 e 70 dB. Surdez severa – limiares entre 70 e 90 dB. Surdez profunda – limiares acima de 90 dB. Sendo assim, os indivíduos com nível de perda auditiva entre 25 e 50 dB (leve, moderada, acentuada e severa) são considerados deficientes auditivos, já os indivíduos com nível de perda auditiva profunda são chamados surdos. Há diferentes tipos de perda auditiva. São chamados de surdos os indivíduos que têm perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender a fala através do ouvido. Com base no trabalho de Roeser & Downs, Martinez (2000), é possível classificar a pessoa com deficiência de acordo com seu grau de perda auditiva, avaliada em decibéis. De maneira resumida, a deficiência auditiva pode ser classificada como deficiência de transmissão, quando o problema se localiza no ouvido externo ou médio (nesse caso, o prognóstico costuma ser excelente); mista, quando o problema se localiza no ouvido médio e interno, e sensorioneural (neurossensorial), quando se origina no ouvido interno e no nervo auditivo. Infelizmente, esse tipo de surdez em geral é irreversível. A surdez condutiva faz perder o volume sonoro: é como tentar entender alguém que fala muito baixo ou está muito longe. A surdez neurossensorial corta o volume sonoro e também distorce os sons. Essa interpretação descoordenada de sons é um sintoma típico de doenças do ouvido interno. 17
  • A denominação surdo-mudo é arcaica e incorreta para se referir ao surdo. Este termo não é utilizado pelo grupo que pertence à comunidade surda, pois MUDEZ é a impossibilidade de falar ou problema relacionado à emissão da voz (órgão fono-articulatório). No caso com a interação com computadores, justamente por sua natureza essencialmente visual das interfaces, os deficientes auditivos raramente encontravam dificuldades, porém com a popularização da multimídia1 em páginas web, este grupo de usuários passou a encontrar dificuldades. Um exemplo disso são os podcasts2, que em alguns sites vêm substituindo a escrita em tutoriais, por exemplo. 1.3 Deficiências Físicas A deficiência física ou motora pode envolver vários aspectos como: fraqueza, limitações no controle muscular (como movimentos involuntários, ausência de coordenação ou paralisia), limitações de sensação, problemas nas juntas ou perda de membros. Este tipo de deficiência refere-se ao comprometimento do aparelho motor (que é formado pelo sistema ósteo-articular, muscular e nervoso). As pessoas com este tipo de deficiência (permanente ou temporária) têm dificuldades em controlar seus músculos, falar, olhar, tatear, empunhar, alcançar objetos, realizar manipulações mais complexas e simultâneas, como por exemplo: empurrar e girar ao mesmo tempo. Nos anos 90 observou-se o aumento do número de pessoas com limitações funcionais, cujo motivo é a Lesão por Esforço Repetitivo, que ironicamente está relacionada ao uso de computadores. Essas pessoas podem ter problemas ao acessar os sites por alguns motivos, dentre eles, as limitações impostas por suas próprias condições e ainda agravados, por exemplo, no caso de 1 É o uso de diferentes tipos de mídias para informação (texto, áudio, gráfica, animação, vídeo. Interatividade). 2 Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio e vídeo pela internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. O formato de transmissão hoje é utilizado por diversas empresas no mundo para divulgar notícias e programação. 18
  • acessarem um site que requeira resposta em um determinado espaço de tempo, especialmente se este tempo for curto ou então a dificuldades em realizar ações simultâneas como carregar várias teclas, apertar uma tecla e mover o mouse e executar ações que exijam precisão e rapidez. Além disso, são limitados no deslocamento dos membros. 1.4 Deficiências Cognitivas e de Linguagem Neste caso, a pessoa pode apresentar dificuldade em processar a linguagem escrita ou oral; focar uma informação ou entender informações complexas. Podem ser classificadas em deficiência de raciocínio, memória, linguagem, aprendizado e percepção; causadas por defeitos congênitos, lesões cerebrais, derrames, doenças diversas e condições relativas ao envelhecimento. Desta categoria, talvez a mais conhecida seja a Deficiência Intelectual3, que se caracteriza por um quociente de inteligência (QI) abaixo de 70 (O QI normal médio é de 100), deficiência de linguagem e aprendizado que abrangem a leitura, a fala, a escrita, cálculos, a integração de informações cognitivas normalmente associadas a disfunções do sistema nervoso central. Neste caso, os seus portadores têm dificuldades com a memória no encadeamento das ações ou informações, apresentam também dificuldade em ler e compreender informações existentes e perceber a função de um gráfico sem legenda. 1.5 Distúrbios múltiplos Em alguns casos uma mesma causa pode provocar mais de uma deficiência. Na maioria das vezes ocorre quando a doença ou trauma é grave ou quando está relacionada ao envelhecimento. Um exemplo é a diabetes, que causa cegueira e com freqüência, também causa perda de sensibilidade nos dedos. 3 Deficiência mental leve, moderada, severa, profunda. Termo correto: deficiência intelectual (sem especificar nível de comprometimento). O termo deficiência intelectual é o mais apropriado. A primeira razão tem a ver com o fenômeno propriamente dito, ou seja, é mais apropriado o termo intelectual por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente e não ao funcionamento da mente como um todo. 19
  • Desta forma, o acesso a web fica extremamente prejudicado por este tipo de deficiência. 1.6 Deficiências relacionadas com o envelhecimento O problema mais freqüente para as pessoas à medida que envelhecem é a natural deterioração da visão. Aos 65 anos, a maior parte das pessoas perde pelo menos, alguma da capacidade para fixar a vista, resolver imagens, distinguir cores e para se adaptar a alterações de luminosidade. Como parte do processo natural de envelhecimento e longevidade, a necessidade de contraste aumenta devido à descoloração dos fluídos e das lentes ópticas. Segundo Cláudia Dias, o problema da acessibilidade na web não afeta apenas os usuários deficientes. O projeto de uma página web que exclui os deficientes exclui também os usuários que não possuem as tecnologias mais recentes, aqueles que acessam a web através de navegadores ou sistemas operacionais mais antigos. Na maior parte das pessoas verifica-se uma perda da percepção das cores que acompanha uma visão fora de foco. Com a idade, as pessoas também costumam ser vítimas de outros efeitos degenerativos. São comuns vários graus de perda de audição, tal como pequenas dificuldades de coordenação motora, frequentemente devido a artrites ou descalcificação das articulações. 20
  • 2. RECURSOS PARA A CRIAÇÃO DE UMA PÁGINA ACESSÍVEL Por incrível que pareça, as barreiras arquitetônicas não são os maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiências. O maior obstáculo está no acesso à informação. Uma internet acessível implica que ela esteja acessível a todos. Neste capítulo serão mostrados os caminhos e recursos para um bom projeto, onde a intensão é não limitar a maneira como o conteúdo da página é exibido, mas sim mostrar que com boa vontade é possível projetar páginas acessíveis. 2.1 O Design Universal4 Design Universal, também denominado “design para todos”, é o processo de criar produtos, comercialmente viáveis, que possam ser usados por pessoas com as mais variadas habilidades, operando em situação (ambientes, condições, circunstâncias), as mais amplas possíveis. (Cláudia Dias, 2003) Cláudia Dias afirma que é praticamente impossível desenvolver produtos totalmente acessíveis. O motivo é simples. O fato da diversidade de tipos de usuários e situações, porém o que se pode, é ter o conceito do Design Universal como uma meta, norteando o projeto, pois 4 Design Universal (Universal Design), definido pelo Centro para o Design Universal - North Caroline State University (EUA). 21
  • seguindo estas metas certamente o projetista irá beneficiar mais pessoas do que um projeto não baseado. O Design Universal tem por objetivo desenvolver teoria, princípios e soluções, com vista a possibilitar que todos utilizem, até onde lhes seja possível, as mesmas soluções físicas, quer se trate de edifícios, áreas exteriores, meios de comunicação ou ainda de móveis e utensílios domésticos. O enfoque se dá, em duas preocupações: O desenvolvimento de produtos comerciais flexíveis de maneira a serem utilizados diretamente (sem que se precise de qualquer modificação) por qualquer tipo de pessoa com habilidades diversas e sob qualquer circunstância; Desenvolver produtos que sejam compatíveis com Tecnologias Assistivas que possam ser usadas por pessoas que não sejam capazes de acessá-las ou utiliza-las diretamente. Procurando obedecer a estas duas preocupações, o Design Universal segue sete princípios: Uso Eqüitativo O design é útil e pode ser adquirido por pessoas com habilidades diversas (Ex.: Portas Automáticas); Flexibilidade O design atende a uma gama ampla de indivíduos e deve acomodar uma variedade grande de preferências e habilidades individuais. Ex.: tesoura para destros e canhotos; Uso Simples e Intuitivo Deve ser fácil de entender, independente da experiência, do conhecimento anterior, das habilidades lingüísticas ou do nível de concentração corrente. Ex.: o desenho explicativo para a montagem de um móvel; 22
  • Informação Perceptível A comunicação eficaz do design, ou seja, deve apresentar a informação necessária ao usuário efetivamente, independente das condições do ambiente e das habilidades sensoriais do usuário. Ex.: um termostato em que pistas táteis aparecem junto aos números; Tolerância ao Erro O design minimizando o risco de conseqüências adversas de ações acidentais ou não intencionais. Ex.: No caso do ambiente computacional a opção do undo (desfazer). Baixo Esforço Físico Conforto e eficiência como forma de design. O produto sendo usado efetivamente, confortavelmente e com um mínimo de fadiga. Ex.: maçaneta que pode ser acionada com um toque, ou com a mão fechada; Dimensão e Espaço para Uso e Interação Tamanho e espaço apropriados devem ser oferecidos para aproximação, alcance, manipulação e uso independente do tamanho do corpo, postura ou mobilidade do usuário. Ex.: portas com tamanhos adequados para acesso de uma pessoa usando cadeira de rodas. A criação de páginas web com Design Universal beneficia não só as pessoas com deficiência, mas também pessoas em situações e características diversas como: Usuários de PDA; Conexão lenta com a internet; Equipamentos sem áudio; Impressora monocromática; Monitores de baixa resolução; Pessoas que não consigam ler ou entender o idioma em que o conteúdo é apresentado; 23
  • O principal requisito para o desenvolvimento sob o aspecto do Design Universal é garantir que todas as informações apresentadas possam ser percebidas, mesmo sem a visão, audição, habilidade normal de leitura e aprendizado, percepção de cores, e sem causar distúrbios mentais. No caso das páginas web as recomendações abordam dois temas genéricos: assegurar uma transformação harmoniosa e tornar o conteúdo compreensível e navegável. Vanderheinder apresenta uma abordagem ao Design Universal, denominada Design Acessível (Accessible Design). O Design Acessível estende o design de produtos voltado ao mercado de massa visando incluir pessoas, que devido às características pessoais ou às condições do ambiente, consideram- se com alguma limitação de possibilidade de uso. O autor destaca quatro maneiras para tornar um produto mais acessível: Acessibilidade Direta – adaptações simples e de baixo custo (ou sem custo algum) ao design do produto, que podem aumentar a acessibilidade de forma direta; Acessibilidade por meio de opções padronizados ou acessórios (do fabricante) – quando há alternativas para tornar o design do produto mais acessível, mas oferecer todas elas pode não ser prático devido à existência de alternativas mutuamente excludentes, muito caras ou estranhas como produto padrão; Compatibilidade com dispositivos assistivos (ou de apoio) de terceiros – para situações nas quais é impraticável que o fabricante ofereça alternativas a todos os tipos e/ou graus de deficiências; Facilidade para modificação sob encomenda – quando nenhuma das outras abordagens for possível ou economicamente viável. Vanderheiden sugere ainda que qualquer que seja o produto, pode ser necessária uma combinação dessas quatro abordagens para que se alcance o nível desejado de acessibilidade, sendo que a Acessibilidade Direta é considerada a mais desejável das quatro. 24
  • É importante que se assegure que o produto ou página possa ser operado pelo usuário mesmo em condições limitadas. Mesmo sabendo que não é possível chegar a soluções que atendam a todos indiscriminadamente, os princípios devem servir como norteadores neste processo de design e que assim considerem e respeitem de forma ampla as diferenças entre as pessoas. 2.2 O Uso de Padrões “Acessibilidade e padrões têm muita coisa em comum. Ambos garantem que seu trabalho será útil e disponível ao maior número de leitores, visitantes e clientes.” (Zeldman, 2003). Calcados nos conceitos do Design Universal, e visando entender os padrões que então serviriam de norte no desenvolvimento de sites, foi criado o W3C5. O W3C desenvolve especificações, recomendações, software e ferramentas que favoreçam e garantem a interoperabilidade da web. Os objetivos de melhorias na web englobam sete pontos: Acesso Universal; Web semântica; Ambiente de confiança; Interoperabilidade; Evolução para uma web mais simples, modular, compatível e extensível; Descentralização; Multimídia mais rica e interativa. O enfoque deste trabalho é o Acesso Universal, primeiro objetivo estabelecido pelo W3C. 5 O World Wide Web Consortium (http://www.W3C.org), é um consórcio de empresas de tecnologia (atualmente cerca de 500 membros) fundada por Tim Berners Lee em 1994 para levar a web para o seu potencial máximo, através do desenvolvimento de protocolos comuns e fóruns abertos que promovem sua evolução e asseguram a sua interoperabilidade. O W3C desenvolve tecnologias, denominadas padrões da web para a criação e a interpretação dos conteúdos para web. 25
  • Em 1997 surge a Iniciativa para Acessibilidade na Web. A WAI que em parceria com a indústria, trabalha estabelecendo padrões e tecnologias que permitam aos projetistas web criar sites universalmente acessíveis; no desenvolvimento de ferramentas para avaliar a acessibilidade de sites web; e na disseminação do conhecimento. Em 1999, aparece o que seria o primeiro documento com recomendações para a acessibilidade de conteúdo web (Web Content Accessibility Guidelines 1.0), o guia oficial do W3C. Sua utilização é feita por vários países como padrão (chamado Web Standards) para o desenvolvimento web acessível. O guia explica como tornar o conteúdo web acessível a pessoas deficientes sem que se restrinja a utilização de imagens ou vídeos, ao contrário explicam como proceder com este tipo de conteúdo, de maneira que ele possa ser acessado por um maior número de pessoas. Embora as recomendações tenham como objetivo maior promover a acessibilidade, o fato de segui-las num projeto faz também com que este conteúdo se torne de fácil acesso a todos os usuários, independente do tipo de ferramenta usada (computadores de mesa, celular, laptop) e das limitações associadas ao uso. Seguir as recomendações significa que qualquer usuário tenha rápido acesso à informação na internet. Recomendações para Acessibilidade de conteúdo web 1.0: Fornecer Alternativas equivalentes ao conteúdo sonoro e visual; Mesmo que algumas pessoas não possam acessar diretamente imagens, vídeos e sons poderão acessar as páginas que incluam informações equivalentes. Este equivalente textual é muito importante, pois o texto pode ser reproduzido por sintetizadores de voz. Não recorrer apenas à cor; Quando utilizadas para a transmissão de informações, as cores podem prejudicar a percepção de usuários que não são capazes de diferenciar certas cores, assim como usuários de dispositivos 26
  • não coloridos. Aqui é importante assegurar que as informações mostradas com a cor estejam também disponíveis sem cor. Assegurar que haja contraste entre o fundo e o primeiro plano. Utilizar corretamente marcações e folhas de estilo; Controlar a apresentação por meio de folhas de estilo (CSS), em vez de elementos de apresentação e atributos. A utilização errônea de uma marcação ou efeito de apresentação (como por exemplo, o uso de tabelas para a disposição de objetos na página) torna difícil aos usuários com software especializado, compreender a organização da página e navegar por ela. Indicar claramente o idioma utilizado; Utilizar marcações que facilitem a pronuncia e a interpretação de abreviaturas ou textos em língua estrangeira. Marcando o idioma, os sintetizadores de voz e os dispositivos braile, poderão passar automaticamente para o novo idioma, tornando-o mais acessível aos usuários multilíngües. É importante também que sejam fornecidas versões por extenso de siglas e abreviaturas. Criar tabelas passíveis de transformação harmoniosa; As tabelas só devem ser usadas para marcar informações tabulares, o uso para efeito de paginação deve ser evitado. Qualquer que seja o uso, acarretam problemas aos usuários de leitores de tela. Assegurar que as páginas dotadas de novas tecnologias sejam transformadas harmoniosamente; É fato que nem todos os usuários usam navegadores com versões mais recentes, e que nem sempre todas as funcionalidades estejam disponíveis. Embora seja tentador, o uso de novas tecnologias nem sempre funciona. Assegurar o controle do usuário sobre as alterações temporais de conteúdo; Garantir que se possa interromper de forma momentânea ou definitiva movimentos, intermitências, transcurso ou atualização automática de objeto ou páginas. 27
  • Outro agravante, é que leitores de tela não são capazes de ler textos em movimento; pessoas com deficiências podem não conseguir acompanhar e interagir com objetos em movimento. Assegurar a acessibilidade direta de interfaces do usuário integradas; A interface do usuário deve obedecer a princípios do design universal para a acessibilidade: acesso independente de dispositivos, operacionalidade pelo teclado, emissão automática de voz. Projetar páginas considerando a independência dos dispositivos; Na utilização de funções que permitam a ativação de elementos de página por meio de uma grande variedade de dispositivos de entrada de comandos. O usuário interagindo com a página seja qual for o dispositivo: teclado, mouse, ou voz. Utilizar sessões de transição; O aparecimento repentino de janelas desorientando os usuários. Utilizar tecnologias e recomendações do W3C; Seguir as recomendações de acessibilidade. Quando não for possível utilizar a tecnologia W3C, fornecer uma opção alternativa; Fornecer informações de contexto e orientações; Isso ajuda ao usuário a compreender páginas ou elementos complexos. Como por exemplo, no caso do uso de frames, um título que facilite a identificação dos frames e a descrição de sua finalidade na navegação. Fornecer mecanismos de navegação claros; Oferecer ao usuário mecanismos coerentes para navegação de maneira a orientar o usuário como, por exemplo, barras de navegação, mapa do site, elementos que propiciem maior probabilidade do usuário encontrar o que procura. Assegurar a clareza e simplicidade dos documentos; 28
  • Garantir que os documentos sejam claros e simples, a utilização de uma paginação coerente e sistemática. O uso de linguagem simples, de maneira que se beneficiem também pessoas cuja língua materna não seja a da página em questão. A partir destes pontos de verificação o W3C (1999c) atribuiu a cada um deles um nível de prioridade com base no seu impacto em termos de acessibilidade. Para cada um há um selo (Fig.3) para ser usado no site indicando em que nível ele se encontra. Figura 3 – Selos de conformidade do W3C. Fonte: W3C. São três níveis: Prioridade 1: pontos de verificação que o desenvolvedor web deve satisfazer inteiramente. Caso contrário alguns grupos terão dificuldade em acessar o documento. A satisfação deste ponto de verificação pode ser considerada básica para que estes grupos de usuários acessem a página. Prioridade 2: pontos em que o projetista deveria satisfazer. Isto significa a remoção de barreiras significativas no acesso ao documento; Prioridade 3: são pontos que o projetista pode satisfazer. Não satisfazê-lo significa a exclusão de um ou mais grupos de usuários. O W3C apresenta ainda de forma genérica os principais princípios para a criação de páginas: Devem-se utilizar regras padronizadas para que qualquer indivíduo de qualquer parte do mundo tenha possibilidade de criar páginas, que sejam acessíveis universalmente aos diferentes tipos de usuários, independente do tipo de software, hardware e limitação que possua, permitindo a interoperabilidade. 29
  • As páginas devem prover sempre mecanismos para gerar um texto alternativo quando um elemento não puder ser exibido e devem assegurar que todos os elementos do site são acessíveis via teclado Deve-se utilizar navegação consistente e clara (Evitar o famoso “Clique Aqui!”), além de colocar informação clara no topo dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc. Outra facilidade importante são mecanismos para “congelar” as informações que aparecem em movimento. De forma que o sintetizador de voz poder transformá-las em áudio. Ao invés de destacar alguma informação importante através de cores ou outra forma de formatação utilizando-se elementos visuais deve-se, indicar através de palavras sua importância no contexto da apresentação. A informação é mais importante que sua forma de apresentação. Deve-se criar uma ordem lógica para os links apresentados. Facilitando a navegação. Fornecer links para a página inicial em todas as páginas e garantir que os links textuais são formados por palavras ou sentenças compreensíveis fora do texto. Sempre que se usar elementos gráficos como botões, utilizar texto com a mesma função para facilitar a interação por dispositivos não gráficos e via teclado. Deve-se testar a acessibilidade em diversos navegadores, incluindo os navegadores com capacidade de sintetizar voz e com leitores de tela. 2.3 A Legislação Não basta ter o conhecimento sobre o Design Universal e padrões do W3C, é preciso também ter o conhecimento da legislação vigente. A participação dos governos é fundamental para o desenvolvimento do processo de acessibilidade seja ele na internet ou fora dela. 30
  • Segundo o W3C, as medidas governamentais relacionadas à acessibilidade na web podem ser divididas em três categorias: alguns governos estabelecem que indivíduos com necessidades especiais tenham direito de acesso aos determinados tipo de informações; outros exigem que produtos e serviços vendidos no país atendam a certos critérios de acessibilidade; e outros ainda exigem que produtos tecnológicos e serviços de informação contratados por órgãos do governo sejam acessíveis. Cláudia Dias afirma que a primeira abordagem de assegurar aos indivíduos deficientes o acesso a certos tipos de informação como um direito civil, tal como na Austrália, Canadá, Estados Unidos da América, é a mais comum. Alguns países como Portugal tem uma norma específica para a acessibilidade na web, porém a maioria deles adota as recomendações da WAI e do W3C. A autora diz ainda, que a precursora destas leis é a Seção 508, adicionada em 1986, ao Rehabilitation Act, de 1973; nela são impostos requisitos específicos de acessibilidade para tecnologia da informação e eletrônica desenvolvida, mantida, contratada e usada por instituições federais americanas. O termo Tecnologia da Informação inclui: hardware, software, computadores, páginas web, aparelhos de fac-símile, copiadoras, telefone e outros equipamentos utilizados para transmitir, receber, usar ou armazenar informações. Em dezembro de 2000, é dado pelos Estados Unidos da América o primeiro passo para a questão da acessibilidade na web, estabeleceu-se que os sites das instituições federais deveriam respeitar os padrões de acessibilidade; esses padrões já eram baseados nas recomendações para a acessibilidade de conteúdo web do W3C. 2.4 A Legislação Brasileira Segundo a autora Cláudia Dias, a primeiras iniciativas legislativas com intensão de proteger os direitos civis dos cidadãos portadores de deficiência no Brasil, é a lei 7.853. Esta lei 31
  • assegura o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência. O Decreto Lei n. 3.298 (Brasil, 1999b) possui um capítulo específico sobre acessibilidade, porém segundo sua definição de acessibilidade como qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, não há nada que esclareça se esses meios ou sistemas de comunicação abrangeriam também a internet. Este direito só foi citado como outros a serem garantidos como direito à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte um ano depois, na Lei n. 10.098 (Brasil, 2000c). Essa lei deu origem ainda ao Programa Nacional de Acessibilidade, que seria disciplinado posteriormente. O Decreto n. 3.294 (Brasil, 1999b) instituiu o programa Sociedade da Informação de Serviços para a Cidadania. Que tem como diretrizes básicas: a promoção da universalização do acesso à internet, buscando soluções alternativas com base em novos dispositivos e novos meios de comunicação, Em março de 2001, o governo brasileiro participou de um fórum internacional em Nápoles, sobre democracia e desenvolvimento através do governo eletrônico, neste fórum concluíram que seria necessário melhorar a acessibilidade dos serviços prestados pelo governo eletrônico. Algumas recomendações feitas pelos participantes desse fórum se referem ao desenvolvimento de sites web e outros serviços eletrônicos, considerando em especial, as necessidades dos portadores de deficiência e das pessoas idosas. Finalmente, em atenção a uma tendência atual, a Lei Federal 10.098/00 e o Decreto 5.296/04 (Lei de Acessibilidade), especificam requisitos para atender o público com deficiência visual, auditiva e motora na internet e soluções utilizadas. No que diz respeito ao acesso web e a tecnologia assistiva, são abordados como as pessoas com deficiência navegam na internet, apresentam exemplos de barreiras que estas 32
  • pessoas encontram ao acessar as páginas e quais as boas práticas para a inclusão digital e o bom uso das ferramentas por um público que é consumidor, é cliente e é usuário. Mais recentemente, no dia dois de dezembro de 2004, um dia antes do dia mundial do Deficiente – foi publicado o Decreto 5.296, cujo artigo nº. 47 que trata exclusivamente da acessibilidade para web. A partir de dois de dezembro de 2005, exatamente doze meses a contar da data de publicação deste Decreto, todos os portais e sites da administração pública deverão ter obrigatoriamente seus conteúdos acessíveis para pessoas portadoras de deficiência visual. Aqueles que não cumprirem as recomendações do Governo ficarão sujeitos às penalidades citadas no decreto, como o corte de recursos públicos e empréstimos, sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, previstas em lei, entre outras. A Lei é silente quanto aos deficientes motores, auditivos e intelectuais e também não mencionou nada sobre acessibilidade em dispositivos e plataformas. O prazo máximo para a conversão poderá ser estendido por mais doze meses em páginas muito complexas, que no caso dos portais governamentais são a maioria. O Governo Eletrônico publicou no dia 21 de janeiro o Modelo de Acessibilidade com as recomendações para construção e adaptação de conteúdos do governo brasileiro na Internet. A expectativa é que além das empresas do governo e afins, as empresas privadas aproveitem à lei e também os temas em estão sendo discutidos atualmente como diversidade e responsabilidade social, e sigam esta tendência adaptando suas páginas às regras de acessibilidade. Espera-se também que haja a conscientização e participação ativa da população deficiente ou não. E principalmente a conscientização e capacitação dos webdesigners, desenvolvedores e gestores responsáveis pela criação e manutenção dos sites. 2.5 O Uso do Flash É fato que o Flash é uma ferramenta poderosa no desenvolvimento de páginas web; sabe - se que seu uso é um tanto problemático. Logotipos que giram cansativas telas de “carregando”; 33
  • páginas web desenvolvidas em Flash em versões anteriores a versão MX são impossíveis de serem lidas por leitores de tela, tornando as inacessíveis. Apesar de já ter havido certo progresso na tentativa de tornar o flash mais acessível, ele dificilmente será na sua totalidade, o seu foco são os gráficos e não o texto. Segundo Zeldman, no ano de 2002, a Macromedia® tratou desses problemas melhorando recursos de acessibilidade e usabilidade do Flash MX®. Esta nova versão atende aos requisitos de acessibilidade da Seção 508 e que provê suporte ao MSAA, permitindo que leitores de tela que interpretam esta tecnologia tenham acesso ao conteúdo dos objetos Flash. Além do suporte ao MSSA, foi criada uma solução que permite o uso de texto equivalente para um elemento simples ou grupos de elemento. Apesar disso tudo, Zeldman afirma que o principal problema do Flash é que ele é inapropriado para muitos sites de conteúdo e sites comerciais. Embora sejam atraentes, para sites que enfatizam o texto (notícias, portais, sites institucionais, etc.) ou envolvem interatividade prática, ainda são melhores servidos com XHTML, CSS e outros padrões. Outro problema com o Flash é que alguns designers não usam padrões web. O resultado são apresentações Flash embutidas sites e que só funcionam e um ou dois navegadores6. É importante lembrar que páginas alternativas sem Flash são bem vindas como alternativa, permitindo ao usuário escolher. 6 Embora a Macromedia® venha trabalhando no sentido de tornar os objetos flash acessiveis, cabe lembrar que estes recursos só estão disponíveis a partir do Flash MX® e para que estes funcionem corretamente, o usuário deverá ter instalado o Macromedia Flash player 6. 34
  • 3. TECNOLOGIAS ASSISTIVAS Tecnologia assistiva refere-se a todo e qualquer item, equipamento, produto ou sistema que contribua com desenvolvimento das potencialidades de indivíduos com limitações físicas, sensoriais, cognitivas, motoras, dentre outras restrições ou disfunções que caracterizam uma deficiência ou incapacidade de qualquer natureza. Tratam-se, pois, de meios e alternativas que possibilitem a resolução de dificuldades destes indivíduos quanto ao desempenho das atividades de vida diária, à locomoção, à aprendizagem, à comunicação, à inserção na vida familiar, comunitária e no mundo do trabalho. Consiste em uma variedade de recursos, equipamentos, ferramentas, acessórios, dispositivos, utensílios, artefatos, técnicas, serviços, estratégias ou adaptações que possibilitem segurança, autonomia e independência para crianças, jovens ou adultos que deles necessitem. (Mídia e deficiência, 2003) O termo Tecnologia Assistiva – TA é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover vida independente e inclusão. A origem do termo traz consigo um conceito e uma organização para algo que já existia e possibilita então o direcionamento de pesquisas para o desenvolvimento de produtos, bem como os incentivos à industrialização. Este fato originou uma área de especialização, com investimentos em capacitação de profissionais da saúde e reabilitação, da educação, arquitetura, 35
  • engenharias e outros. Os serviços de Tecnologia Assistiva, para o atendimento de pessoas com deficiência se organizaram e se especializaram em modalidades distintas. No Brasil existem terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da Tecnologia Assistiva, tais como “Ajudas Técnicas”, “Tecnologia de Apoio” e “Adaptações”. Encontramos também o termo Tecnologia Assistiva sendo empregado pelo Ministério de Ciências e Tecnologia do Brasil que neste ano de 2005 lançou um edital para o apoio financeiro de projetos de pesquisa e desenvolvimento de “tecnologias assistivas”, caracterizando-as como “tecnologias que reduzam ou eliminem as limitações decorrentes das deficiências física, mental, visual e/ou auditiva, a fim de colaborar para a inclusão social das pessoas portadoras de deficiência e dos idosos”. (Ministério de Ciência e Tecnologia. Chamada pública Mct/Finep/Ação Transversal – Tecnologias Assistivas 2005). 3.1 A legislação Brasileira e a Tecnologia Assistiva Em documentos oficiais da legislação brasileira existem dois decretos que tratam da Tecnologia Assistiva: o Decreto 3.298 e o Decreto N° 5.296. Neles encontramos o termo "Ajudas Técnicas" e, pela lista de recursos que aparecem garantidos aos cidadãos brasileiros com deficiência, conforme o Dec. 3.298, o seu entendimento corresponde à descrição da Tecnologia Assistiva, no que diz respeito a Recursos. A nossa legislação não fala em “Serviços” de “Ajudas Técnicas” e estes parecem estar subentendidos quando da garantia de atendimento de habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência. A ausência de “Serviços de Ajudas Técnicas” dentro do conceito ou como constituição das “Ajudas Técnicas” como consta em nossa legislação implica numa apropriação desta prática unicamente pela área da saúde/reabilitação. Isto pode ter um efeito negativo, pois se entende que os serviços são de cunho interdisciplinar, podendo envolver também os profissionais de outras áreas, como os da educação, do serviço social ou os da engenharia, não sendo exclusivos da saúde ou reabilitação. 36
  • Alguns recursos de acessibilidade serão apresentados a seguir, divididos em recursos de Hardware e Recursos de Software. Serão apresentados equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador. 3.2 Recursos de Hardware Switch Mouse Dispositivo que substitui a ação do mouse convencional através de sete acionadores de toque simples, permitindo os movimentos direcionais do cursor, toque simples ou duplo e tecla direita do mouse. Cada acionador é uma caixa independente podendo ser disposta conforme a habilidade/necessidade do usuário. Apresenta chave tipo liga/desliga para a função "arrastar" (drag) (fig. 4). Figura 4 – Switch Mouse. Fonte: http://click.com.br 37
  • Roller Mouse Substitui o mouse através de dois roletes (horizontal e vertical) para controle dos movimentos direcionais do cursor. Possui teclas para toque simples ou duplo e chave tipo liga/desliga para a função "arrastar" (drag) (fig. 5). Figura 5 – Roller Mouse Fonte: http://click.com.br Mouse óptico Com tecnologia de ponta americana o equipamento este equipamento possibilita a captura do movimento dos olhos transformando-os em movimentos precisos do "mouse", permitindo a utilização de uma vasta gama de programas disponíveis no mercado e a navegação na internet (fig.6). Figura 6 – Mouse Óptico Fonte: http://click.com.br 38
  • Ponteira de cabeça Ferramentas que podem ser acopladas à cabeça para auxiliar, por exemplo, o uso do teclado por pessoas que tenham dificuldades em usá-lo da forma convencional. Um exemplo é ilustrado na fig. 7. Figura 7 – Ponteira de cabeça Fonte: http://acessibilidade.net Linhas Braille Dispositivos de hardware, compostos por fileira(s) de células braile eletrônicas, que reproduzem informações codificadas em texto para o sistema braile e, assim, podem ser utilizadas por usuários que saibam interpretar informações codificadas nesse sistema (ex. pessoas cegas, pessoas com baixa visão). A figura 8 apresenta uma linha braile de 40 caracteres, denominada Pocketvario. Figura 8 – Linha Braille. Fonte: http://www.lerpraver.com 39
  • Impressoras Braille Imprimem, em papel, informações codificadas em texto para o sistema braile (ex. textos, partituras, equações matemáticas, gráficos, etc.). Existem impressoras braile, que utilizam um sistema denominado interpontos, viabilizando a impressão nos dois lados do papel. A figura 9, a seguir, ilustra duas impressoras braile: uma de tamanho compacto e outra maior. Figura 9 – Impressoras Braille. Fonte: http://www.lerpraver.com 3.3 Recursos de Software Teclados Alternativos São dispositivos de software que oferecem uma alternativa para o acionamento de teclas, simulando o funcionamento do teclado convencional. Exemplos deste tipo de dispositivos são os teclados com espaçamento menor ou maior entre as teclas; os protetores de teclas, que possibilitam o acionamento de uma única tecla por vez; os simuladores de teclado na tela do computador como o Teclado Virtual do Sistema Operacional Microsoft® Windows (fig. 10), o TFlex (fig. 11), o WorldWall (fig.12). 40
  • Figura 10 - Teclado Virtual do Sistema Operacional Microsoft® Windows Fonte: http://www.click.com.br Figura 11 - Teclado Virtual TFlex. Fonte: http://www.nied.unicamp.br/~tflex/about.html. Figura 12 - Teclado Virtual WorldWall. Fonte: http://anditec.pt/produtos/product. php/cPath/27_37/products_id/187 41
  • Ampliadores de Tela Lente de aumento do sistema Operacional Microsoft® Windows (fig.13) São softwares que permitem que se aumente o tamanho dos caracteres visualizados na tela. Facilitam o uso do computador por pessoas com baixa visão capazes de enxergar elementos de interface e conteúdo apresentados no tamanho exibido por esses aplicativos. Na medida em que ampliam parte da interface, também reduzem a área que pode ser visualizada, removendo informações de contexto. Figura 13 - Lente de Aumento Operacional Microsoft® Windows Fonte: http://www.click.com.br LentePro O software LentePro, foi criado pelo projeto DOSVOX, no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para ajudar o usuário Windows com visão subnormal que não tem recursos suficientes para comprar um programa mais sofisticado e caro no exterior. Funciona como uma lupa e o que aparece na tela é ampliado em uma outra janela. Dessa forma, mesmo os portadores de baixa visão com um grau muito baixo de acuidade visual conseguem perceber todos os detalhes do que foi ampliado. 42
  • O software é simples de ser utilizado e cabe num disquete, o que permite que um deficiente visual possa trazer este programa no bolso para utilizá-lo em qualquer computador. Leitores de Tela e Sistemas Operacionais Para utilizar o computador os deficientes visuais utilizam os recursos de softwares leitores de tela que, junto com sintetizadores de voz, "lêem" o conteúdo da tela de um computador. Dosvox Um exemplo de tecnologia assistiva de software é o DOSVOX, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esse sistema, desenvolvido para microcomputadores da linha PC, com mais de 80 programas - editores de texto, telnet, ftp, navegadores, jogos, etc. É gratuito e tem sido amplamente utilizado no Brasil por pessoas com deficiência visual. Comunica-se com o usuário por meio de síntese de voz, enquanto que a comunicação do usuário com o computador é realizada via teclado. A figura 14 ilustra o uso deste sistema por uma funcionária do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central da Unicamp (LAB/BC), especialista em adaptação de material didático para pessoas com deficiência visual. Figura 14 - Sistema DOSVOX em uso. Fonte: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/imprensa.htm 43
  • Figura 15 – Tela inicial do Dosvox Fonte: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/ferramentas.htm WebVox O WEBVOX é um navegador que utiliza os módulos de sintetização de voz criados para o WINVOX. Como em um navegador convencional, o WEBVOX pode tanto carregar uma página da Internet, ou carregar uma página que já esteja disponível localmente, entre outras opções que foram implementadas por outros autores. Uma vez a página carregada, o módulo WEBTRAD realiza o processamento de seu conteúdo, isto é, a tradução dos comandos HTML para um script de áudio. O script texto gerado é “lido” por um outro aplicativo denominado LEVOX que controla o funcionamento do sintetizador de voz. Uma das contribuições deste trabalho foi o desenvolvimento e aperfeiçoamento de um dos módulos do navegador Webvox, o WEBTRAD que faz parte do sistema Dosvox desenvolvido na UFRJ. Este módulo é responsável pela captura do conteúdo de uma página Web e sua transformação para um script de áudio, que poderá ser lido através de um sintetizador de voz. Sua importância concentra-se no fato de que um deficiente visual, não pode ter acesso a informações que estão em formato gráfico, pois os sintetizadores de voz são incapazes de processar tais informações. 44
  • O módulo denominado WEBTRAD processa páginas HTML, “filtra” as informações textuais e transforma alguns comandos de formatação gráfica em texto ou explicação textual. Infelizmente, o acesso dos deficientes às páginas na Web não depende apenas do bom funcionamento do protótipo, ou seja, das transformações que ele é capaz de realizar. Depende também da forma como as páginas são desenvolvidas. Assim, é muito importante a aplicação das regras de acessibilidade. Sem as regras de acessibilidade, muitas vezes o navegador é incapaz de apresentar as informações das páginas, principalmente nos casos onde que a página é composta por muitos elementos gráficos. Motrix O Motrix é acionado na partida do computador, de forma que a única dificuldade para o tetraplégico seja ligar o computador. A partir daí o controle do mouse e do teclado passa a ser feito unicamente por voz (embora esses dispositivos não sejam desabilitados, permitindo assim que uma outra pessoa possa eventualmente usar o computador). Os comandos foram escolhidos cuidadosamente para que possuam uma grande diferença sonora entre as palavras, aumentando assim a confiabilidade do entendimento pela máquina. Sempre que um comando é acionado ele é escrito na barra de comandos do Windows, e desta forma a pessoa pode ter um feedback sobre o entendimento ou não do comando pelo reconhecedor. Os comandos visam essencialmente realizar: Ações de mouse; Ações de teclado; Acionamento de programas do windows; Acionamento de scripts adaptativo. 45
  • O Jaws® O Jaws® vem sendo considerado um dos melhores leitores de tela, sendo utilizado por mais de 50.000 pessoas em vários países. Este leitor de telas trabalha em ambiente Windows, sendo um dos que permite trabalhar em Windows 95, 98, ME, NT e 2000. Após a instalação, que também é falada, possibilita o uso da grande maioria dos aplicativos existentes para o ambiente Windows. Através do teclado do computador o programa JAWS para Windows possibilita o acesso aos atuais aplicativos de Windows e também a Internet. Utilizando-se do sintetizador de voz interno do JAWS e da placa de som do computador, as informações que aparecem na tela do monitor são lidas em alto e bom som, trazendo a tecnologia para o acesso a uma grande variedade de informação. A figura 16 mostra o painel de controle do JAWS. Figura 16 – Painel de controle de telas do Jaws. Fonte: http://www.freedomscientific.com/fs_products/software_jaws.asp Virtual Vision O Virtual Vision é o programa desenvolvido pela empresa brasileira Micropower® que permite aos deficientes visuais utilizar o ambiente Windows, seus aplicativos Office, e navegar pela Internet com o Internet Explorer. Utiliza o DeltaTalk, uma tecnologia de síntese de voz, também desenvolvida pela mesma empresa garantindo a qualidade do áudio. 46
  • Entre as suas principais características estão: navegar pela Internet com o Internet Explorer 3.02 e/ou 5.0, programas de e-mail, pronunciar as palavras digitadas letra por letra, palavra por palavra, linha por linha, parágrafo por parágrafo ou todo o texto continuamente; permitir o rastreamento do mouse, ou seja, pronuncia o que está em baixo do cursor do mouse em movimento, sendo esta uma ação opcional do usuário; teclado ou mouse. Permite a leitura de páginas da Internet citando, inclusive, os links para outras páginas. 3.4 Outros dispositivos BrainVoyager Rainer Goebel, Phd é professor e estuda a psicologia e a informática, onde desenvolveu modelos artificiais de rede neural para processos visuais. A pesquisa voltada para o cérebro, estendeu seus interesses e perícia e imagem a latente humana do cérebro. O desenvolvimento e comercialização do software BrainVoyager que contem ferramentas avançadas de análise e da visualização de uma série de dados funcionais e estruturais da imagem latente de ressonância magnética, permite ao profissional uma visão ampla do cérebro e uma maior possibilidade de detectar o problema. Este sistema funciona em todas as principais plataformas do computador, de Linux/Unix, todas as versões de Windows. A ferramenta de neuroimagem apresenta diversas características entre elas: Rapidez e otimização na visualização 2D e 3D; Volume e análise de dados de estatística; Métodos avançados para segmentação automática do cérebro, reconstrução de superfície; etc. Os Programas de Demo, não requerem nenhuma licença, podendo ser usados e distribuídos livremente. Prótese Comandada pelo Pensamento 47
  • A prótese comandada pelo pensamento desenvolvida por brasileiros tem como intenção fazer com que braços e outros instrumentos robóticos sejam movidos apenas pelo pensamento com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pacientes com paralisia ou membros amputados. Miguel Nicolelis é co-diretor do centro de Neuroengenharia e professor de Neurobiologia, Engenharia Biomédica e Ciências Psicológicas e do Cérebro na Duke University, nos Estados Unidos, é doutorado em Neurofisiologia pela USP, trabalhos de Pós-Doutorado na Haneman University nos Estados Unidos. De acordo com o neurocientista brasileiro e um dos vinte mais importantes da atualidade, Miguel Nicolelis, com o apoio do Hospital Sírio-Libanês, o projeto pode viabilizar a primeira cirurgia no mundo para o implante de uma prótese neural em pessoas com paralisia ou membros amputados em um prazo médio de três anos. A técnica foi desenvolvida por ele e sua equipe na Universidade Duke, Carolina do Norte (EUA), e é uma das mais promissoras e avançadas no campo. Sinais elétricos emitidos pelos neurônios, quando uma ação é imaginada, são captados e transformados por meio de modelos matemáticos em similares eletrônicos, usados por um braço mecânico para realizar a operação pensada, mesmo à distância. Controle de Braço Mecânico “O estudo revela que o cérebro é tão adaptativo que pode incorporar ferramentas que são usadas para interagir as suas estruturas com o meio ambiente como extensões do corpo. Não é só o braço robótico. Pode-se pensar em outras ferramentas como os carros, que estão tão incorporados que é como se fossem extensão do nosso corpo”. (NICOLELIS, 2003) Coordenador do estudo que revelou a capacidade de macacos controlarem um braço mecânico com a mente, Miguel Nicolelis, afirma que seu trabalho muda as concepções do cérebro. 48
  • O estudo revela que a concepção teórica que se tinha do cérebro está mudando. Ele evolui para incorporar as ferramentas que estamos utilizando. A proposta então é que o nosso cérebro incorpore as ferramentas de extensão do corpo, sendo uma das prioridades fundamentais do cérebro. Desta forma, pode-se usar além do braço robótico, adaptações para carro, por exemplo, pois de acordo com Miguel Nicolelis o cérebro é adaptativo. 49
  • 4. VALIDAÇÃO DAS PÁGINAS A validação do conteúdo de uma página web, pode ser feita de três formas: por meio da revisão humana, por meio de ferramentas ou pelas duas, sendo esta última a mais indicada. Os meios automáticos são bem mais rápidos, mas não são capazes de identificar todas as nuances da acessibilidade. A validação manual pode ser feita através da verificação de alguns pontos. O Projetista deve de modo geral observar os seguintes pontos: Verificar os textos alternativos para imagens que transmitam informação Coloque o cursor sobre a imagem, por exemplo, o logotipo da empresa. Aparece na tela uma caixinha amarela (ou de uma outra cor, dependendo do set-up do computador com um texto descritivo da imagem?) Para usuários navegando com navegadorores sem suporte para imagens, será aquele texto descrito, visto (e/ou ouvido) no lugar da imagem. Verificar os textos alternativos para imagens decorativas Coloque o cursor sobre a imagem que não tem outra função senão decorativa. Aparece na tela uma caixinha com um texto descritivo da imagem? Não deverá aparecer. Não há qualquer razão para que usuários com navegadorores sem suporte para imagens tomem conhecimento de uma 50
  • imagem decorativa. Atenção ao realizar este teste. Se a caixinha não aparecer, isto pode ser interpretado e analisado de duas maneiras: O texto alternativo para a imagem foi definido como inexistente, significando que será ignorado pelo navegador sem suporte para imagem. Esta situação é a ideal. O texto alternativo para a imagem não foi definido, significando que usuários com navegador sem suporte para imagem tomarão conhecimento da existência de uma imagem, mas não saberão qual o propósito dela - o que será uma situação frustrante para o usuário. Esta certamente é uma situação a ser evitada. 'Ouça' conteúdos de vídeo e áudio, sem volume. Se você desligar suas caixas de som, estará garantindo o corte total do volume para qualquer conteúdo de áudio e em conseqüência impossibilitado de ouvir qualquer som. Esta situação simula um usuário portador de surdez. Assegure-se de que sua página web disponibiliza um conteúdo escrito para o conteúdo de áudio, de modo que usuários portadores de surdez tenham acesso ao conteúdo áudio. Verificar a acessibilidade de seus formulários Usualmente cada campo de formulário possui seu texto descritivo. Por exemplo, um formulário de contato possui os textos 'nome', 'e-mail' e 'comentários' cada um deles próximo ao seu respectivo campo onde os usuários entrarão com os seus dados. Clique sobre o texto descritivo do campo e deverá aparecer o cursor 'piscando' no campo respectivo. Se o cursor não aparecer é porque não foi usado o elemento <label> no formulário e isto poderá tornar o formulário inacessível para alguns usuários. Verificar a possibilidade de aumentar o tamanho dos textos O texto da sua página web aumentou de tamanho? Se não aumentou o seu site estará inacessível para usuários portadores de baixa visão. 51
  • Verificar a navegabilidade sem uso de um mouse Você pode navegar seu site usando somente tab, shift-tab e return? Se isto não for possível, seu site será inacessível para usuários impossibilitados do uso de mouse bem como a usuários com leitores de tela. Deixe seu mouse de lado e navegue com o teclado para testar. Verificar a existência de um mapa do site Existe um mapa do site, facilmente localizável? Se não, os usuários poderão ficar perdidos no seu site. Assegure-se que os textos dos links sejam descritivos para o destino remetido Usuários portadores de deficiência visual total navegam por sites na Internet valendo-se da 'tabulação' pelos links. Os textos descritivos dos links têm sentido? 'Clique aqui' e 'mais' são dois exemplos bem comuns de textos não descritivos para links. Se você estiver restrito a frases curtas para descrever seus links, considere o uso do atributo title no elemento <a> para suprir uma informação adicional sobre o destino do link, p.ex.: <a href= “descontos.html" title= “Como obter descontos adicionais nas suas compras Descontos adicionais” </a>. Outra maneira de fazer a validação do site é por meio de validadores automáticos, estes validadores verificam a sintaxe das páginas (HTML, XHTM, CSS). Estas ferramentas devem ser utilizadas na medida em que as páginas e modelos para o portal são confeccionados. O objetivo é evitar a propagação de erros e facilitar o trabalho de correção. Os validadores automáticos apontam problemas de acessibilidade baseados somente na sintaxe (por exemplo, uma imagem em que o equivalente textual não foi colocado). Porém, a sintaxe correta não garante que o documento estará acessível, pois o texto pode não descreve-la claramente. Alguns validadores fornecem perguntas ou avisos para a análise de partes mais subjetivas. 52
  • A maioria destas ferramentas possui serviço online gratuito e são baseados nas recomendações da WAI. O W3C divide estas ferramentas de validação em três categorias, são elas: ferramentas de avaliação, ferramentas de reparo e ferramentas de filtro e transformação. 4.1 Ferramentas de avaliação As ferramentas de avaliação realizam a análise estática das páginas web em relação a sua acessibilidade e retorna um relatório. Este relatório varia de programa para programa, alguns mostram o erro e sugerem como corrigir-lo; outros mais detalhados mostrando erros mais graves e advertências sobre pontos que poderiam ser melhorados. Estas ferramentas verificam o HTML, CSS, script, trata-se de uma avaliação do uso correto das tags e são de uso simples e intuitivo. Subdivide-se em: geral, focada e filtros e serviços. Ferramentas de Avaliação Geral Executam testes para uma variedade de informações relacionadas à acessibilidade e emitem um relatório. São exemplos deste tipo de ferramenta: ART Guide: ART Guide, é uma ferramenta de testes gratuita, esta ferramenta que verifica a página web e certifica sua conformidade com vários critérios de acessibilidade. É muito simples de usar e avaliação da página web vai ser feita baseada no nível de conformidade que o usuário ajustar. Na figura 17, é mostrada a tela do ART Guide, onde há um campo para que o usuário digite o endereço da página e marque o nível de conformidade que gostaria de ter como padrão para a avaliação. 53
  • Figura 17 - Tela da página web da Ferramenta de avaliação ART Guide. Fonte: http://www.ubaccess.com/artguide.html WEBXACT Uma variação do ART Guide, funciona da mesma forma. Permitindo o teste quanto a qualidade, acessibilidade, e questões relacionadas a privacidade, o relatório emitido segundo estas quatro categorias. Figura 18 - Avaliador WEBXACT. http://webxact.watchfire.com/ Fonte: http://webxact.watchfire.com 54
  • Da Silva O "Da Silva" é um avaliador online, ele detecta um código HTML e faz uma análise do seu conteúdo, verificando se este conteúdo está ou não dentro de um conjunto de regras de acessibilidade. Por se tratar de um avaliador genuinamente brasileiro, a análise é feita usando as regras de acessibilidade do WCAG e E-GOV. O Da Silva (fig. 19) é a ferramenta ideal para web-designers, web-masters e todas as pessoas que desenvolvem páginas web para a Internet e tenham a necessidade de torná-los acessíveis. Há também o Silvinha, que é uma ferramenta de validação de acessibilidade em português, desenvolvida com base nas diretrizes emanadas pelo WCAG para páginas (sites e portais) publicadas na internet e no documento orientador do governo eletrônico brasileiro (E- GOV), para construção e adequação de sítios e portais com acessibilidade. Figura 19 – Imagem da página do avaliador Da Silva Fonte: http://www.dasilva.org.br/index.php?catid=6&itemid=43#more Barras de ferramentas Existem algumas barras de ferramentas que funcionam em conjunto com os navegadorores como plug ins auxiliando na validação do código. São exemplos: 55
  • Web Accessibility Toolbar A Web Accessibility Toolbar (Fig. 20) é fornecida pela Accessible Information Solutions (AIS) equipe da Vision Auatralia. A Web Accessibility Toolbar foi desenvolvida para ajudar na verificação de páginas web para uma variedade de pontos da acessibilidade sendo compatível somente com o Internet Explorer. Consiste em uma série das funções tais como: Identificar componentes da página web; Facilitar o uso de 1/3 das aplicações online; Simular experiências com o usuário; Fornecer os links para as referências e para os recursos adicionais. Figura 20 - Web Accessibility Toolbar Fonte: http://www.visionaustralia.org.au/ais/toolbar/. Uma variação da Web Developer toolbar, é a Web Accessibility Toolbar, que funciona da mesma forma, porém com suporte a outros navegadores, como por exemplo, Firefox (Fig.22) e Opera (Fig. 23), as imagens abaixo de acordo com a pesquisa realizada, mostram nestes exemplos destas barras de ferramentas. Figura 21 - Web Accessibility Toolbar para Firefox. Figura 22 - Web Accessibility Toolbar para Opera. 56
  • Ferramentas de Avaliação Focadas ART Simulator O ART simulator permite–nos experimentar diretamente as barreiras de acessibilidade enfrentadas por usuários com deficiências e com dificuldade de compreensão. O programa simula a página web usando exatamente as mesmas situações enfrentadas por usuários portadores de deficiência ou que tenha algum recurso do navegador desabilitado, como por exemplo, navegadores que não suportam CSS, simulações da imagem e dos arquivos multimídias, ajudando a testar a sua compatibilidade com navegadores textuais e conversores Braille. Color Filter Esta ferramenta analisa as cores usadas nas páginas web. Ele é capaz de mostrar como ficaria a página se vista por pessoas daltônicas (testando de maneira direcionada de acordo com a deficiência, como por exemplo, como seria vista a página por pessoas com que não enxergam o verde, o vermelho, o azul), é capaz de simular a página em tons de cinza, para o caso de pessoas com monitores monocromáticos. Abaixo, um exemplo desta simulação: Figura 23 - Para pessoas que não conseguem perceber a cor vermelha. Fonte:http://colorfilter.wickline.org 57
  • Validador de CSS O mais indicado é o do próprio W3C (Fig. 24), ele verifica não só um endereço na web, como também o arquivo CSS, caso o projetista tenha ele separado. Avalia cores, uso correto das tags em todas as versões do CSS, verifica a validade do CSS para vários dispositivos, como navegadorores, handhelds, para Braille, impressora, etc. Figura 24 – Validador de CSS do W3C. Fonte: http://jigsaw.w3.org/css-validator/ Ferramenta de Reparo A-Prompt Os projetistas web podem usar o A-Prompt para tornar suas páginas web mais acessível. A-Prompt é um software que examina páginas web identificando barreiras à acessibilidade, executa os reparos automaticamente quando possível, e auxilia o projetista em reparos manuais quando necessário. Este recurso ajuda a, por exemplo, pessoas cegas que usam a internet através de programas sintetizadores de voz ou usando leitores de tela. Pessoas com deficiência físicas que têm a dificuldade de digitar ou que usam dispositivos apontadores, como a ponteira de cabeça. 58
  • ALT repair Kit Este dispositivo verifica cada atributo “alt” para as imagens na página e mostra a imagem (com atributo “alt”) como um texto, que é como os leitores de tela se comportam diante de uma imagem. No relatório apresentado ao projetista, a imagem será apresentada em forma de texto em negrito e a imagem em si será mostrada ao lado deste texto. No caso da imagem ter o atributo “longdes” este será apresentado após a imagem. Todo formato de texto restante no atributo “alt” e em seu contexto será removido para simular uma versão acessada por leitores de tela. Os falta do atributo “alt” será anotada como um erro. Ferramenta de Filtro e transformação Lynx O Lynx é um navegador de texto e não oferece suporte para muitas das facilidades oferecidas pelos outros navegadorores tal como o Internet Explorer. Projetista poderá checar como sua página web se comporta em navegadorores de texto. Se a sua página web apresentar-se estruturada (se ela “faz sentido”) e você pode navegar através do Lynx, então pode estar certo de que muitos dos itens de acessibilidade estão em conformidade. O Lynx pode ser considerado como o “menor denominador comum” dos navegadorores. 59
  • Figura 25 – Página web do Lynx. Fonte: http://www.delorie.com/web/lynxview.html WebCleaner O WebCleaner é um programa que funciona como um proxy7 *filtrando as informação que vem para os navegadores. Por este programa é possível desabilitar imagens animadas, manter a privacidade do usuário escondendo seu endereço IP e remover HTML não desejado (adverts, Javascript, etc.). Pode ser personalizado de acordo com as necessidades do usuário. 7 Os servidores de proxy são usados para permitir aos micros de uma rede interna o acesso à Web, FTP e outros serviços mais, no qual ele foi previamente configurado. O proxy é um servidor especial, que roda em uma máquina que pode agir também como se fosse um Firewall, escondendo os computadores da rede interna. Basicamente, ele recebe requisições de máquinas que estão na rede interna, envia aos servidores que estão do lado externo da rede, lê as respostas externas e envia de volta o resultado aos clientes da rede interna. 60
  • CONCLUSÃO A acessibilidade na web tem uma história curiosa. É interessante lembrar que a web foi introduzida como um ambiente de texto, exatamente o oposto do que é hoje, um ambiente predominantemente visual e que admite qualquer tipo de mídia. A interface gráfica (GUI) trouxe consigo algumas barreiras, deixando usuários com deficiências e que faziam uso de serviços relacionados à internet de fora. Os problemas que levam pessoas a exclusão vão desde dificuldade visual e auditiva a deficiência motora. Concordo que mesmo com muitos avanços e facilidades de uso, a navegação para portadores de deficiências é difícil e trabalhosa. Um fator determinante da acessibilidade é a compreensão. Mesmo que a pessoa seja fisicamente sadia e inteligente requer comunicação e clareza na web, independente da pessoa ter uma disfunção de aprendizado ou ser extremante culta, a página web deve ter clareza em seu contexto para que se compreenda a mensagem. É necessário que projetista esteja atualizado em relação às novas técnicas de desenvolvimento e respeite os padrões sugeridos. Por incrível que pareça, o tempo necessário para introduzir técnicas de acessibilidade na concepção de uma página web atinge aproximadamente 5% do tempo gasto para escolher uma apresentação visual agradável, o que não representa tanto tempo assim. As normas de acessibilidade devem ser usadas pelos responsáveis pelo desenvolvimento do conteúdo, sendo estes, responsáveis pela qualidade e quantidade de informações que serão transmitidas aos indivíduos portadores de deficiência. É de extrema importância pensar na acessibilidade de forma ampla. É preciso que as interfaces dos sistemas computacionais sejam projetadas utilizando os princípios do Design Universal e as recomendações da acessibilidade. 61
  • Um computador normal não está completamente preparado para qualquer usuário. As pessoas com deficiência necessitam frequentemente de recorrer a adaptações ou interfaces especificas de forma a compensar limitações sensoriais e de manipulação. A necessidade de adquirir soluções adicionais constitui logo à partida uma desvantagem econômica e técnica. Acredito que as Tecnologias Assistivas vêm ao encontro de um movimento de busca permanente de construção de estratégias para o rompimento de práticas de exclusão social e digital. Após a pesquisa feita, posso afirmar que não existem desvantagens na construção de páginas acessíveis, visto que desta forma é possível atingir um número muito maior de usuários, através de diversos mecanismos. Outra vantagem que deve ser levada em consideração é a redução do consumo de banda, visto que a tendência é que haja uma diminuição no tamanho dos arquivos a serem transferidos. A meu ver todos os recursos mostrados neste trabalho têm como propósito a universalidade da informação e de conhecimento. 62
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