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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 98-99
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  • 1. Ver bem as instruções e o meu exemplo. Referências completas, quer da composição quer de Memorial (ver como faço eu); Pôr o link — preferir vídeos originais, ou até oficiais, dos cantores (evitar versões editadas por populares); Tentarem focar-se num dado passo da obra (eu escolhi a morte de Francisco Marques).
  • 2. «Construção» (Chico Buarque / Chico Buarque), Construção, 1971 José Saramago, Memorial do Convento, 13.ª edição, Lisboa, Caminho, 1984, pp. 256-261
  • 3. 2-3 «Em tom que facilmente dava a entender não ser essa a matéria importante que ali se iria tratar» Num estilo pelo qual se percebia não ser aquele o assunto principal Scarlatti tinha outro objetivo (inconfessado).
  • 4. 5-6 «Com que a mim não me distinguiu nunca, mas não o digo por qualquer sentimento de inveja, antes me louvo de ver honrada num seu filho a nação italiana» Nunca tive eu a sua sorte, mas até fico contente de o rei dar esse privilégio a um italiano. Bartolomeu talvez tenha ficado ciumento, mas recompõe-se e disfarça muito bem.
  • 5. 7-8 «Dizem-me que el-rei é grande edificador, será por causa disso este seu gosto de levantar com as suas próprias mãos a cabeça arquitetural da Santa Igreja, ainda que em escala reduzida» O rei gosta muito de fazer construir (monumentos); talvez por isso também goste de construções em miniatura. Scarlatti talvez esteja a ser crítico do despesismo e da discricionariedade do rei.
  • 6. 10-11 «Como se mostram variadas as obras das mãos do homem, são de som as minhas» Cada um tem a sua arte, a minha é a música. Scarlatti identifica-se como músico.
  • 7. 14-16 «Parece apenas um gracioso jogo de palavras, um brincar com os sentidos que elas têm, como nesta época se usa, sem que extremamente importe o entendimento ou propositadamente o escurecendo» O diálogo anterior parece um jogo de linguagem (com quiasmos, metáforas, ...), mais elegante que claro, como é de uso nesta época. O narrador lembra que estamos na época barroca.
  • 8. 18-19 «Disseram a verdade do que então viram, depois ficaram cegos para a verdade que a primeira escondeu» O que ouviu quanto à primeira experiência é verdadeiro mas, desde aí, tenho sido menosprezado. Bartolomeu mostra-se ressentido por não acreditarem em si.
  • 9. 20-21 «Há doze anos que isso foi, desde então a verdade mudou muito» Nestes doze anos, a situação alterou-se. Bartolomeu insinua já ser capaz de voar.
  • 10. 21-22 «A essa pergunta responderei que, quanto imagino, só a música é aérea» Para mim, só a música se levanta no ar. Scarlatti diz não acreditar que o padre consiga voar (para o acicatar a revelarlhe mais).
  • 11. 24-26 «Domenico Scarlatti aproximou-se da máquina, que se equilibrava sobre uns espeques laterais, pousou as mãos numa das asas como se ela fosse um teclado, e, singularmente, toda a ave vibrou apesar do seu grande peso» Scarlatti tocou na passarola como se estivesse a tocar cravo, e esta, estranhamente, vibrou. A música e a arte têm faculdades poderosas.
  • 12. 33 «Baltasar e Bartolomeu olharam-se perplexos» Baltasar e Bartolomeu ficaram sem saber como responder. Ambos eram bastante ingénuos / voluntaristas.
  • 13. 34-35 «Há um tempo para construir e um tempo para destruir, umas mãos assentaram as telhas deste telhado, outras o deitarão abaixo, e todas as paredes, se for preciso» Quando for necessário, destroem-se telhas e paredes para a passarola poder sair. Blimunda é decidida / a mais sabedora.
  • 14. 38-39 «É Vénus e Vulcano, pensou o músico, perdoemos-lhe a óbvia comparação clássica» A Scarlatti, que tem cultura clássica, Blimunda e Baltasar sugerem Vénus e Vulcano. Baltasar, por trabalhar na forja, é como o deus do Fogo (que era casado com a deusa do Amor e, que, como Baltasar tinha uma deficiência: era coxo).
  • 15. 61-63 «e Domenico Scarlatti ouviu ressoar dentro de si a corda mais grave duma harpa» Scarlatti ficou emocionado ao ver os olhos de Blimunda. Os poderes mágicos de Blimunda tiveram algum reflexo em quem ela olhava ou Scarlatti foi atraído pela sua beleza.
  • 16. 63-65 «Ostensivamente Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho, e disse, Acabou a merenda, vamos trabalhar» Baltasar, com alguma irritação, interrompeu a conversa. Baltasar ficou ciumento (ou desconfiado).
  • 17. 70-72 «Senhor Scarlatti, quando o enfadar o paço, lembre-se deste lugar» Apareça sempre que quiser. Bartolomeu confia em Scarlatti.
  • 18. 75-78 «Senhor Escarlate, disse Baltasar, tomando bruscamente a palavra, venha quando quiser, se o senhor padre Bartolomeu Lourenço autoriza, mas, Mas, No lugar da minha mão esquerda tenho este gancho, ou um espigão em vez dele, sobre o coração uma cruz de sangue» Acato as decisões do Padre Bartolomeu, mas poderei não ser simpático consigo, Senhor Scarlatti. Baltasar, talvez ciumento (ou com medo de que o músico os traia), pretende atemorizar Scarlatti.
  • 19. 78-79 «Sou o irmão de todos, disse Scarlatti, se me aceitarem» Se permitirem, farei parte deste vosso grupo, como membro amigo (convidado). Scarlatti procura afiançar a sua boa intenção.
  • 20. 80 «Senhor Escarlate, querendo que eu ajude a trazer o cravo, não tem mais que dizer» Senhor Scarlatti, se quiser, ajudá-lo-ei a transportar o cravo. Baltasar já confia no músico.
  • 21. a) Os nomes «italiano» (l. 1) e «Domenico Scarlatti» (l. 3) concretizam o processo de correferência não anafórica. [cfr. p. 345] Dias passados, estando Bartolomeu de Gusmão na capela real, veio o italiano falar-lhe. Em tom que facilmente dava a entender não ser essa a matéria importante que ali se iria tratar, disse Domenico Scarlatti ao padre, que olhou atentamente o músico, curioso com o
  • 22. Referente (antecedente) Anáfora Scarlatti chegou. Este estava cada vez mais na mesma.
  • 23. b) O complexo verbal «está a ser» (l. 9) apresenta um valor aspetual perfetivo. imperfetivo
  • 24. c) O advérbio «Ostensivamente» (l. 63) desempenha a função sintática de modificador frásico. / modificador do grupo verbal Ostensivamente Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho Foi ostensivamente que Baltasar levantou o cesto Que fez Baltasar ostensivamente? Levantou o cesto... Não ostensivamente, Baltasar levantou o cesto...
  • 25. Modificador de frase Lamentavelmente, Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho Evidentemente, Baltasar levantou o cesto quase vazio com o seu gancho *Foi evidentemente que… *Não lamentavelmente, … *Que fez Baltasar lamentavelmente? …
  • 26. d) A forma verbal «aceitarem» (l.79) está conjugada no futuro do conjuntivo. (se eu / quando eu) aceitar (se tu / quando tu) aceitares …. … … (se eles / quando eles) aceitarem
  • 27. O padre Bartolomeu mostra-se animado e exultante, rindo e gritando. Baltasar e Blimunda, por seu turno, estavam inicialmente «assustados» e nervosos mas, com o decorrer da viagem, ficaram também entusiasmados e emocionados.
  • 28. Resolve o ponto 2 da p. 314
  • 29. 2. Ao ver a passarola, em que não pôde seguir, o músico «acena com o chapéu, uma vez só» (l. 16), disfarça e finge não conhecer os que nela viajam para não denunciar a sua ligação ao projeto. Caso algo corra mal, não levantaria suspeitas sobre si próprio.
  • 30. TPC — (1) Lança emendas no texto que devolvi hoje (comentário-análise em torno de Memorial e canção) e envia-mo já corrigido. (2) Como já pedira que fizesses, vai relanceando as páginas sobre «Classes de palavras» que copiei no blogue. (3) Lê «Da trindade terrestre ao quarto elemento: um percurso simbólico» (p. 313).

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