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  • 1. [Uma sugestão de correção deste grupo I-B do exame de 2010, 1.ª fase:] Blimunda, a personagem ficcionada e criada por Saramago, contrasta com as demais figuras femininas por ser dotada de poderes sobrenaturais que lhe permitem ver tanto o interior dos corpos como debaixo da terra. São estas qualidades extraordinárias que determinam a participação da personagem na concretização do sonho de voar que, se inicialmente pertencia ao padre Bartolomeu, depressa se apoderou do casal do povo. Mas, se
  • 2. Blimunda não possuísse o dom de ver o interior das coisas, a passarola poderia nunca ter voado, pois era ela quem verificava o estado dos materiais utilizados e foi ela quem recolheu as duas mil vontades humanas necessárias ao voo da máquina. Assim, confirma-se a importância da personagem na concretização do sonho, dado que obteve as vontades necessárias e apoiou Baltasar na construção da passarola. (130 palavras)
  • 3. [Outra:] Em Memorial do Convento, de José Saramago, a personagem Blimunda Sete-Luas, mulher de Baltasar Sete-Sóis, era dotada de poderes sobrenaturais. Possuía uma extraordinária capacidade de vidência, conseguia ver no interior dos corpos e debaixo da terra. Assim, quando Baltasar levou Blimunda à quinta onde se encontrava a máquina voadora, construída pelo padre Bartolomeu Lourenço e por Baltasar, Blimunda deu excelentes opiniões sobre os materiais necessários para a sua construção — uma forja, um fole, quatro muros.
  • 4. A sua intervenção foi também decisiva para que a máquina levantasse voo, pois recolheu duas mil vontades de corpos humanos, escolhendo as procissões para o fazer, e foi com elas que se encheram as esferas que, juntamente com o Sol, o âmbar e os ímanes, impulsionaram a máquina a erguer-se no ar. (128 palavras)
  • 5. A ação decorre no Alto da Vela (onde D. João V se encontra no início do excerto e onde o padre Bartolomeu vê, anos volvidos, os trabalhadores do convento); na quinta de S. Sebastião da Pedreira (aqui o padre deparara-se com o abandono dos trabalhos, dado Baltasar e Blimunda terem ido para Mafra); há também alusão a Coimbra (aonde, depois da ida à quinta, se dirigirá Bartolomeu, a fim de se doutorar). A quinta associa-se à construção da passarola, sendo, por
  • 6. isso, conotável com as ideias de sonho e concretização, embora, no momento do texto, se nos apresente quase disforicamente. O Alto da Vela, espaço de construção mas também de exploração de trabalhadores, pode identificar-se com o sacrifício e a morte. Coimbra parece dever relacionar-se com o conhecimento livresco, com a necessidade burocrática de aquisição de um grau académico (ao contrário da Holanda, de onde viera um Bartolomeu «estrangeirado», informado). (150 palavras)
  • 7. «Enfim chegou o dia» é título que marca um acontecimento histórico: o começo dos trabalhos do convento / o lançamento da primeira pedra.
  • 8. O primeiro parágrafo — que começa por se centrar na figura do cunhado de Baltasar, Álvaro Diogo, pedreiro, que o narrador, numa prolepse, antecipa que trabalhará depois como «canteiro e lavrante» — dános conta sobretudo da azáfama provocada pela construção de uma igreja provisória de madeira.
  • 9. No segundo parágrafo, explica-se que uma tempestade como a que quase destruiu o estádio da Luz, comparável ao sopro do Adamastor, implicara que se tivesse de, em tempo mínimo, reerguer a construção provisória destruída (e marcar novo jogo para o dia da visita de estudo do 12.º 4.ª e do 12.º 6.ª). O rei, embevecido com essa diligência do seu povo, distribui moedas de ouro (do Brasil, podemos presumir).
  • 10. Os terceiro, quarto e quinto parágrafos vincam a pompa das cerimónias, a grande admiração de todos por alguma coisa que ainda nem começou mas já se pode ir exibindo. A reação dos populares a estas encenações (de rei e clero) é de aparente reverência e submissão («ajoelhava à passagem, e, tendo constantemente motivos para ajoelhar-se [...], já nem se levantava» — lembrando JJ depois de golo de Kélvin). De certo modo, o rei invadiu um território que não era dele, mas todos o acolhem bem.
  • 11. 2 = 17 de novembro de 1717 2.1 = e (Bênção das primeiras pedras do Convento de Mafra)
  • 12. 2.2 = 1711: d, f, h; 1730: a, b, g, i; 1739: c, f. 3=c
  • 13. Responde ao ponto 1.2 da p. 309. No entanto, podes desenvolver a resposta, referindo-te sobretudo a outros poderes mágicos que pudesses/pudéssemos ter. (Apesar de a sugestão de um poder mágico implicar, é claro, um momento de imaginação, de inverosimilhança, gostaria que a tua exposição-reflexão no resto fosse racional, argumentativa, em registo formal.)
  • 14. «Enfim chegou o dia» também poderia marcar um momento histórico: o começo da Revolução Francesa.
  • 15. O que se nos mostra é mais decadência do que ilusão, mais prolegómenos de retirada do que preparativos de alguma bênção ou inauguração. O povo não surge tanto como mão-de-obra disponível para a concretização dos caprichos dos reis mas já como ameaça aos que estão no poder.
  • 16. A fome faz o povo gritar que «não tem pão». Numa resposta célebre, Maria Antonieta rezinga que «comam brioche» (ponho o nome francês, e galicismo que usamos, não o nome no filme, a tradução inglesa «cakes» — um pouco à margem: de «cake» retivemos o empréstimo, o anglicismo, «queque»). Entretanto, ao contrário do Brasil para Portugal, a América não é para a França fonte de lucros mas de gastos.
  • 17. As atitudes da rainha não são motivo de admiração reverencial mas de crítica, degradando-se a sua imagem pública (desta vez, numa récita, quando ela aplaude, ninguém a imita). O que temos no final do filme é desolação, num cenário que mostra que tudo já acabou (vejam-se os estragos no palácio). O povo revolta-se, invade os domínios da realeza (qual arruaceiro Máxi Pereira à procura de canelas adversárias) e obriga a nobreza a fugir.
  • 18. TPC [Durante esta semana, o tepecê consistirá no comentário-análise (em torno de Memorial e canção) que anunciara como tepecê da última ou penúltima aula e cujas instruções estão em Gaveta de Nuvens desde sexta-feira. Não deixes de lê-las. Gostaria que uma primeira versão desse texto me fosse entregue ou enviada ainda dentro desta semana.]
  • 19. Ver bem as instruções e o meu exemplo. Referências completas, quer da composição quer de Memorial (ver como faço eu); Pôr o link — preferir vídeos originais, ou até oficiais, dos cantores (evitar versões editadas por populares); Tentarem focar-se num dado passo da obra (eu escolhi a morte de Francisco Marques).
  • 20. «Construção» (Chico Buarque / Chico Buarque), Construção, 1971 José Saramago, Memorial do Convento, 13.ª edição, Lisboa, Caminho, 1984, pp. 256-261