Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 116-117
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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 116-117

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 116-117 Presentation Transcript

  • 1. Traz sempre o manual, por favor, mesmo para as aulas pequenas. Passa a trazer também a folha com as grelhas dos resultados da Liga dos Campeões (que distribuirei hoje). Em Gaveta de Nuvens, irei pondo paráfrases das estâncias do programa (por cantos).
  • 2. Visita ao convento de Mafra na perspetiva de Memorial: [turmas 4.ª & 6.ª] 5 de maio (2.ª feira): saída — cerca das 14h15; chegada à escola — cerca das 18 horas. [turmas 1.ª & 3.ª] 8 de maio (5.ª feira): saída — cerca das 14h15; chegada à escola — cerca das 18 horas.
  • 3. 19-20 — [Os marinheiros portugueses] já navegavam no Oceano largo [Índico], apartando as ondas inquietas; os ventos respiravam brandamente, inchando as velas côncavas das naus; os mares mostravam-se cobertos da escuma branca [no sítio] onde as proas vão cortando as águas marítimas consagradas, que são cortadas do gado de Próteo [pelos peixes],
  • 4. quando, no luminoso Olimpo, onde está o governo da gente humana, os Deuses se ajuntam em glorioso consílio sobre as cousas futuras do Oriente. Convocados pelo neto gentil do velho Atlante [por Mercúrio], da parte de Tonante [Júpiter], vêm juntamente pela Via Láctea, pisando o céu cristalino [e] fermoso.
  • 5. 19-20 — [Os marinheiros portugueses] já no Oceano largo [Índico] navegavam, apartando as ondas irrequietas; os ventos respiravam brandamente, inchando as velas côncavas das naus; os mares mostravam-se cobertos da escuma branca [no sítio] onde as proas vão cortando as águas marítimas consagradas, que são cortadas pelo gado de Próteo [pelos peixes], quando, no luminoso Olimpo, onde está o governo da gente humana, os Deuses se ajuntam em glorioso consílio sobre as cousas futuras do Oriente. Convocados pelo neto gentil do velho Atlante [por Mercúrio], da parte de Tonante [Júpiter], vêm juntamente pela Via Láctea, pisando o céu cristalino [e] fermoso.
  • 6. [21-41 = Consílio] 42 — Enquanto se passava isto na fermosa casa etérea do omnipotente Olimpo, a gente belicosa [os portugueses] cortava(m) o mar já lá da banda do Austro e do Oriente [do sudeste africano], entre a costa etiópica [de África] e a famosa ilha de São Lourenço; e, então, o Sol ardente queimava os Deuses que Tifeu c’o temor grande converteu em peixes [transpunha o signo de Pisces].
  • 7. 3.1. O narrador é heterodiegético, quanto à presença na ação, correspondendo ao próprio poeta. (A focalização é omnisciente.)
  • 8. 4 = c; d. A viagem dos portugueses já ia adiantada quando ocorreu o Consílio dos Deuses. A viagem dos portugueses prosseguia em simultâneo com o Consílio dos Deuses.
  • 9. d. 1 // Júpiter convoca os deuses que, vindos dos sete Céus, se reúnem para decidir o futuro dos portugueses.
  • 10. g. 2 // É ainda Júpiter, que preside à assembleia, que dá início à reunião; no seu dis­curso, enfatiza a ação dos portugueses, valorizando o seu esforço, defendendo que os nautas lusos já merecem ser protegidos na costa africana, devendo ser "agasalhados", de modo que se sintam revigorados para prosseguirem o seu caminho em direção à terra desejada.
  • 11. a. 3 // Baco, porém, discorda de Júpiter em relação à sua vontade de favorecer os portugueses, por recear que estes anulem a fama que conquistara no Oriente, manifestando­se contra a possibilidade de os nautas chegarem à Índia.
  • 12. e. 4 // Vénus intercede pelo povo luso, afirmando que este é muito parecido com o povo romano que tanto ama ­ revela igual coragem e valentia (no Norte de África: "terra Tingitana") e fala uma língua que se aproxima do latim. [...]
  • 13. b. 5 // A deusa do amor é coadjuvada por Marte, o deus da guerra, que nutria por Vénus "amor antigo", reconhecendo, por outro lado, o valor dos nautas portugueses que, aliás, já tinha sido mencionado pelo próprio Júpiter. Marte sustenta, pois, que o pai dos deuses, um "juiz direito", deveria manter a sua posição favorável em relação aos portugueses e não deveria deixar­se influenciar pelos argumentos de Baco, que se revelam "suspeito[s]".
  • 14. f. 6 // Finalmente, Marte incita Júpiter a não desistir da sua posição inicial, pois isso seria interpretado como um sinal de fraqueza.
  • 15. c. 7 // Após ter ouvido a argumentação dos vários intervenientes no consílio, Júpiter aceita as razões de Marte, decide que os portu­gueses serão ajudados e encerra a reunião.
  • 16. a = 3; b = 5; c = 7; d = 1; e = 4; f = 6; g = 2.
  • 17. Resolve o ponto 1 da p. 163 (resumo de «O significado da mitologia n’Os Lusíadas» em 80­100 palavras).
  • 18. Na intriga mitológica, Vénus pretende que os Portugueses concluam a viagem, ao contrário de Baco, que mobiliza contra eles indígenas e divindades marítimas. Vénus consegue auxílio de Júpiter, convoca as ninfas do mar e prepara uma ilha que premiará os Portugueses. Ajuda os «novos romanos», como já protege­ ra Eneias. Baco quer evitar que cheguem ao Orien­ te, que considera seu. Os portugueses, porém, suplantam os deuses adversos e ganham o estatu­ to de heróis, como se reconhece no episódio da ilha dos Amores. É típica da Renascença esta glorificação de quem foi capaz de se ultrapassar. [94 palavras]
  • 19. A «narração» (parte do poema épico) e a ordem da narrativa
  • 20. As estâncias que hoje vimos correspondem ao início da narração (I, 19). Sucedem à proposição (I, 1-3) — em que o poeta enuncia o que se propõe «cantar» (os navegadores que dilataram o império; os reis que contribuíram para a expansão da fé; todos os homens que por feitos grandiosos se imortalizaram), à invocação (I, 4-5) — em que pede inspiração às Tágides (não por acaso, entidades míticas portuguesas) — e à dedicatória (I, 6-18) — a D. Sebastião, a quem o poeta louva (pelo que representa para a independência de Portugal e para o aumento da mundo cristão; pela ilustre ascendência; pelo império de que é senhor), a quem apela para que
  • 21. o leia (vinca que a obra não versará heróis e factos fantasiosos, como as epopeias anteriores, mas matéria histórica) e a quem incita a continuar os feitos gloriosos dos portugueses (nomeadamente, combatendo os mouros). Já dissemos que se trata de um começo in media res, com a ação já a meio da viagem, no Índico.
  • 22. O filme que estamos a ver não teve, naturalmente, o equivalente das primeiras dezoito estâncias dos Lusíadas (proposição; invocação; dedicatória). Entrámos logo na narração, sendo-nos igualmente dada a ação in media res — o protagonista é um quarentão que vive em Roma que sabe ter morrido um amigo da sua infância. Pode parecer que se trata de um momento da ação mais final do que «médio». Porém, isso até tem algum paralelismo com Os Lusíadas, se considerarmos que o que vai ser recuperado no poema épico não é apenas a primeira metade da viagem mas toda a história de Portugal.
  • 23. Exemplos da influência das epopeias clássicas
  • 24. A intervenção dos deuses no destino dos homens está amplamente documentada nas epopeias da Antiguidade, o que também sucede nos Lusíadas. A narração começa com o plano central, o da viagem, mas só durante uma estrofe (I, 19), passando-se logo ao plano mitológico, com o Consílio no Olimpo (I, 20-41). Júpiter pretende dar conhecimento da sua determinação de ajudar os navegantes portugueses e elogia as proezas históricas do povo português e a sua coragem. Esta decisão gera controvérsia: Baco teme que seja destruído o prestígio que tem no Oriente; no entanto, Vénus e Marte defendem os portugueses.
  • 25. No passo do filme que vimos hoje há talvez duas alusões a motivos de uma das epopeias da Antiguidade, a Odisseia. Quando o Totó jovem regressa a Giancaldo, fica sozinho na praça e só um cão o reconhece (no poema narrativo de Homero também o cão, Argus, se apercebe da chegada de Ulisses a Ítaca, mesmo estando este disfarçado de mendigo). A mãe de Salvatore como Penélope para o marido, Ulisses. Sabia que o filho regressaria e esperou-o longamente, tal como Penélope esperou o esposo, apesar de assediada por outros. A mãe de Totó tricotava uma peça que se desfiaria à chegada do filho, enquanto Penélope tecia o que todas as noites desfazia, para evitar firmar compromisso com os seus pretendentes.
  • 26. O fecho da narrativa segunda e a retoma da narrativa primeira
  • 27. Em Os Lusíadas, o momento que equivale ao fecho do encaixe que serve para dar conta do que ficou para trás e em que se retoma a narrativa primeira chega no final do canto V e no começo do canto VI, que correspondem ao fim do discurso do Gama ao rei de Melinde (uma longa analepse —cantos III a V — que serviu para contar a história de Portugal e metade do eixo da viagem) e à partida de Melinde, para se fazer o que falta da viagem (de Melinde à Índia e, depois, o regresso a Portugal).
  • 28. O momento do filme a que chegámos no final desta aula corresponde ao fecho da analepse que recordou toda a infância, adolescência e juventude de Salvatore, até à saída de Giancaldo. O truque fílmico — uma espécie de quiasmo — da justaposição de comboio a sair de Giancaldo e avião a chegar ao aeroporto na Sicília funciona como uma elipse, cortando uns vinte e cinco anos da vida do protagonista, e delimita o ponto em que retomámos a ação «contemporânea» da narração.  
  • 29. TPC — Nas pp. 56-57 do Caderno Atividades («Textos de reflexão») — reproduzi-las-ei no blogue — são dados nove temas para dissertação. Escolhe um deles (exceto talvez B, C e D) e elabora um guião para tratamento desse tema, segundo o formato que usámos para ‘Viagem’. Nota bem: só quero o «guião», não é preciso chegares a fazer a dissertação.