00 resumo para exame teórico(anatomia humana ii)

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  • 1. 15 de Junho de 20092º SEMESTRE ANATOMIA HUMANA II Resumo do exame teórico | Sofia Silva
  • 2. Anatomia Humana IIÍndice 1. Sistema nervoso ...............................................................................................................6 1.1. Medula espinal: ............................................................................................................6 1.1.1. Neurónios: ............................................................................................................6 1.1.2. Neuroglia: .............................................................................................................6 1.1.3. SNP: ......................................................................................................................8 1.1.4. Há vários tipos de nervos......................................................................................8 1.1.5. Nervos cranianos: .................................................................................................9 1.1.6. Parassimpático: ..................................................................................................10 1.1.7. Funções das partes do SNA: ...............................................................................11 1.1.8. Sensibilidade visceral: .........................................................................................12 1.2. Vias motoras e vias sensitivas.....................................................................................12 1.3. Bulbo raquidiano ........................................................................................................16 1.3.1. Vista lateral:........................................................................................................17 1.3.2. Ponte de Varólio: ................................................................................................18 1.3.3. Configuração interna: .........................................................................................18 1.4. Cerebelo .....................................................................................................................19 1.5. Quarto ventrículo .......................................................................................................22 1.6. Conformação externa do cérebro: .............................................................................24 1.6.1. Lobo Temporal....................................................................................................24 1.6.2. Lobo Parietal .......................................................................................................25 1.6.3. Lobo Occipital .....................................................................................................26 1.6.4. Diencéfalo...........................................................................................................26 1.6.5. Tálamo. ...............................................................................................................27 1.6.6. Subtálamo ..........................................................................................................27 1.6.7. Epitálamo............................................................................................................27 1.6.8. Hipotálamo .........................................................................................................28 1.6.9. Telencéfalo – Hemisférios Cerebrais. .................................................................28 1.6.9.1. Face superior e Lateral: ......................................................................................28 1.6.9.2. Face medial do Cérebro: .....................................................................................29 1.6.9.3. Face Inferior: ......................................................................................................30 1.6.10. Estruturas Internas dos Hemisférios Cerebrais ...................................................30Anatomia Humana II – exame teórico Página 2
  • 3. Anatomia Humana II 1.6.11. Correlações Clínicas ............................................................................................31 1.7. Conformação interna do cérebro ...............................................................................32 1.8. Meninges ....................................................................................................................36 1.8.1. Dura-máter .........................................................................................................37 1.8.2. Aracnóide-máter.................................................................................................37 1.9. Nervos cranianos ........................................................................................................38 1.9.1. Nervo olfactório (NC I) ........................................................................................38 1.9.2. Nervo óptico (NC II): ...........................................................................................38 1.9.3. Nervo oculomotor (NC III): .................................................................................39 1.9.4. Nervo troclear (NC IV): .......................................................................................40 1.9.5. Nervo trigémio (NC V) ........................................................................................40 1.9.5.1. Nervo oftálmico (NC V1)......................................................................................41 1.9.5.2. Nervo maxilar (NC V2) .........................................................................................41 1.9.5.3. Nervo mandibular (NC V3) ..................................................................................41 1.9.6. Nervo abducente (NC VI) ....................................................................................41 1.9.7. Nervo facial (NC VII) ............................................................................................41 2. Sistema circulatório ....................................................................................................44 2.1. Artérias ...................................................................................................................44 2.2. Vascularização arterial do encéfalo ........................................................................44 2.2.1. Polígono de Willis ...............................................................................................44 2.2.2. Artéria Carótida Interna......................................................................................45 2.2.3. Artéria Vertebral e Basilar (Sistema vértebro-basilar) ........................................45 2.2.4. Vascularização Venosa do Encéfalo ....................................................................46 2.3. Vascularização dos pulmões e das pleuras .............................................................47 2.4. Vascularicação coração ..........................................................................................47 2.5. Artérias importantes do corpo humano .................................................................48 2.5.1. Sistema do tronco pulmonar ..............................................................................48 2.5.2. Sistema da artéria aorta .....................................................................................48 2.6. Artérias do pescoço e cabeça .................................................................................49 2.7. Artérias membro superior ......................................................................................49 2.8. Artérias dos membros inferiores ............................................................................50 3. Veias ...........................................................................................................................51 3.1. Algumas veias importantes do corpo humano: ......................................................51 3.2. Veias cabeça e pescoço ..........................................................................................52Anatomia Humana II – exame teórico Página 3
  • 4. Anatomia Humana II 3.2.1. Pescoço ...............................................................................................................54 3.3. Tórax.......................................................................................................................54 3.4. Abdómen: ...............................................................................................................55 3.5. Veias dos membros superiores ...............................................................................55 3.6. Veias dos membros inferiores ................................................................................56 3.7. Capilares sanguíneos ..............................................................................................58 4. Sistema linfático .........................................................................................................59 4.1. Plexo linfático – pulmão .........................................................................................59 5. Pleuras e pulmões ......................................................................................................60 5.1. Nariz .......................................................................................................................60 5.2. Faringe ....................................................................................................................60 5.3. Laringe ....................................................................................................................61 5.4. Pleuras ....................................................................................................................61 5.5. Pulmões ..................................................................................................................63 5.6. Traqueia e brônquios..............................................................................................65 5.6.1. Circulação sistémica (brônquica) ........................................................................66 5.6.2. Respiração bocal (curiosidade) ...........................................................................67 6. Mediastino .................................................................................................................67 7. Pericárdio ...................................................................................................................68 8. Coração e grandes vasos ............................................................................................68 8.1. Limites do Coração .................................................................................................69 8.2. Camadas da parede cardíaca ..................................................................................69 8.3. Configuração interna ..............................................................................................69 8.3.1. Aurícula direita ...................................................................................................69 8.3.2. Aurícula direita ...................................................................................................70 8.3.3. Ventrículo direito ................................................................................................70 8.3.4. Ventrículo esquerdo ...........................................................................................70 8.4. Ciclo cardíaco..........................................................................................................71 8.5. Inervação: ...............................................................................................................71 9. Sistema digestivo ........................................................................................................72 9.1. Funções ..................................................................................................................72 9.2. Boca ........................................................................................................................72 9.3. Dentes ....................................................................................................................73 9.4. Língua .....................................................................................................................73Anatomia Humana II – exame teórico Página 4
  • 5. Anatomia Humana II 9.5. Faringe ....................................................................................................................73 9.6. Esófago ...................................................................................................................74 9.7. Estômago ................................................................................................................75 9.8. Intestino delgado ....................................................................................................75 9.9. Intestino grosso ......................................................................................................76 9.10. Cólons .....................................................................................................................76 9.11. Funções do Intestino Grosso ..................................................................................77 9.12. Peristáltismo ...........................................................................................................77 9.13. Peritónio .................................................................................................................77 9.14. Órgãos anexos ........................................................................................................78 9.15. Fígado .....................................................................................................................78 9.16. Vesícula biliar .........................................................................................................79 9.17. pâncreas .................................................................................................................80 10. Sistema urinário .........................................................................................................80 10.1. Rim .........................................................................................................................80 10.2. Anatomia interna dos rins ......................................................................................81 10.2.1. Néfrons ...............................................................................................................81 10.2.2. Funções dos Rins ................................................................................................81 10.2.3. Glândulas supra-renais .......................................................................................82 10.2.4. Uréter .................................................................................................................82 10.2.5. Bexiga .................................................................................................................82 10.2.6. Uretra .................................................................................................................82 10.2.7. Uretra Masculina ................................................................................................82 10.2.8. Uretra Feminina..................................................................................................83Anatomia Humana II – exame teórico Página 5
  • 6. Anatomia Humana II1. Sistema nervoso1.1. Medula espinal:Estrutura do sistema nervoso é constituído por: Parte central do sistema nervoso (SNC); Parte periférica do sistema nervoso (SNP).Funcionalmente divide-se em: Divisão somática do sistema nervoso (SNS); Divisão autónoma do sistema nervoso (SNA).O tecido nervoso é constituído por dois tipos de células: neurónios (célula nervosa) e neuroglia(células da glia), estas últimas sustentam os neurónios. 1.1.1. Neurónios: Corpo celular; Dendrites – extensões dos corpos celulares; Axónios – conduz impulsos que entram (entram nas dendrites) e saem (axónios) do corpo celular.A mielina é uma camada de lípidos e substâncias proteínas que formam a bainha de mielina –aumentam muito a velocidade do impulso nervoso.Os neurónios comunicam entre si através de sinapses Neurotransmissores (células secretadas ou libertadas pelo neurónio. Continuando ou impedindo a transmissão de impulso Excitam ou inibem o neurónio 1.1.2. Neuroglia: Mais abundante que os neurónios; Não são neurónios nem excitáveis; Sustenta, isola e nutre o neurónio; SNC – pequenas células da glia; SNP – células satélite ao redor do neurónio nos gânglios sensitivos espinais e autónomos e células do neurolema (schawann).SNC constituído por: Encéfalo;Anatomia Humana II – exame teórico Página 6
  • 7. Anatomia Humana II Medula espinal (substancia branca e cinzenta);Funções do sistema nervoso central: Integrar e coordenar sinais neuronais que chegam e saem, e realizam funções mentais superiores – como raciocínio e o aprendizado. NOTA: Núcleo (SNC) – conjunto de corpos de células nervosas; Trato – é um feixe de fibras nervosas (axónios) que ligam um núcleo a outras vizinhas ou distantes do SNC. Os corpos das células nervosas estão na substância cinzenta e as fibras estão na substancia branca.A medula possui substância cinzenta, substancia branca, cornos anteriores e posteriores e umcanal ependimário.Meninges Pia-máter – camada transparente e a mais externa; Aracnóide-máter Dura-máter – mais espessa e rígida.As meninges e o líquido cefalo cerebroespinal (LCE) circulam e protegem o SNC. O LCE estálocalizado entre a pia-máter e a Aracnóide-mater. NOTA: Quando há uma lesão na medula ou no encéfalo na maioria dos casos os neurónios não se recuperam. Os cotos dos neurónios próximos crescem no âmbito da regeneração, mas por outro lado a proliferação dos astrócitos impedem a regeneração.Anatomia Humana II – exame teórico Página 7
  • 8. Anatomia Humana II 1.1.3. SNP: Fibras nervosas Corpos celulares fora do SNC.A função do sistema nervoso é organizada em nervos que unem a parte central à periferia.Fibras nervosas  nervosAs fibras nervosas estão nos axónios, neurolema – células de schawann – separa os axóniosuns dos outros e no tecido conjuntivo endoneural circulante.O nervo periférico é constituído por: endoneuro – tecido conjuntivo laxo que reveste as célulasdo neurolema e axónios, o perineuro – tecido conjuntivo denso que envolve o fascículo de fibras periféricas e o epineuro – circunda e encerra o feixe de fascículos, formando o revestimento externo do nervo. O nervo periférico é semelhante a um cabo eléctrico: o axónio é revestido por neurolema e endoneuro, estes são revestidos pelo epineuro. O epineuro forma o revestimento externo. 1.1.4. Há vários tipos de nervosOs nervos cranianos saem da cavidade craniana, através de forames no crânio e sãoidentificados por um nome específico ou algarismo romano. Apenas 11 dos 12 nervoscranianos tem origem no encéfalo, só o nervo craniano XI origina-se na medula espinal. Osnervos espinais saem da coluna através de forames intervertebrais. Todos os 31 pares seoriginam na medula espinal e são identificados por uma letra e um número (ex.T4). Estesnervos espinais inicialmente originam-se na medula espinal nas radículas que convergem paraformar as raízes nervosas. A raiz ventral (anterior) possui fibras motoras (eferentes), saem dascélulas nervosas no corno anterior de substância cinzenta. A raiz dorsal (posterior) tem asfibras sensitivas (aferentes). Vêm do gânglio sensitivo que se estende ate as terminaçõessensitivas e centralmente até o corno posterior da substância cinzenta. As raízes posteriores eanteriores unem-se antes de sair do forame intervertebral e formam um nervo espinal misto,mas dividem-se rapidamente em dois ramos primários, um anterior (motor) e posterior(sensitivo). Denominam-se de sensitivo ou motor pela abundância de fibras, pois estãomisturadas os dois tipos de fibras. Exemplo: os nervos da porção abdominal têm 40% de fibras sensitivas, conduzem a informação da propriacepção e da dor. A porção cutânea tem fibras motoras para suprir as glândulas, mas maioritariamente são sensitivas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 8
  • 9. Anatomia Humana II NOTA: Nervo que inerva a pele (unilateral) – dermátomo Nervo que inerva o músculo (unilateral) – miótomo A inervação dos membros é através dos ramos anteriores e adjacentes – plexos nervosos – aqui misturam-se os dois tipos de as fibras nervosas e formam-se os nervos periféricos multissegmentaresOs ramos anteriores dos nervos segmentares que participam na formação do plexo enviamfibras para múltiplos nervos periféricos originados no plexo nervoso. Portanto, os nervosperiféricos originados pelo plexo contêm fibras de vários nervos espinais. É importante adistinção entre a distribuição das fibras conduzidas por nervos espinais e das fibras conduzidaspor ramos de um plexo. Os nervos espinais – dermátomos e miótimos. As fibras conduzidaspor ramos do plexo são os nervos periféricos e identificados por um nome. Estes dois tipos denervos têm distribuição diferente excepto na zona do abdómen. 1.1.5. Nervos cranianos:Alguns nervos possuem apenas fibras sensitivas, outras apenas motoras. E ainda outras quepossuem os dois tipos de fibras. Há comunicação entre os nervos cranianos e entre os nervoscranianos e espinais (cervicais). Assim um nervo que inicialmente conduzia apenas motoraspode conduzir também fibras sensitivas unidas distalmente do seu trajecto e vice-versa.Excepto os dois primeiros nervos responsáveis pelo olfacto e a visão – nervos sensitivos quelevam a informação para o encéfalo através dos gânglios sensitivos.Existem ainda dois tipos de fibras somáticas e viscerais. As fibras somáticas podem sersensitivas ou motoras. As fibras sensitivas gerais (fibras aferentes somáticas gerais)transmitem sensações do corpo para SNC, podem ser sensações esteroceptivas da pele (dor,temperatura, tacto e pressão). As fibras motoras gerais (fibras eferentes somáticas gerais)transmitem impulsos do SN para os músculos esqueléticos (voluntário). As fibras visceraispodem ser de dois tipos: sensitivas e motoras. As fibras sensitivas viscerais (fibras aferentesviscerais gerais) transmitem sensações reflexas viscerais subconscientes – informações sobredistensão, gases sanguíneos e níveis de pressão arterial – de órgãos ocos e vasos sanguíneospara o SNC. As fibras motoras viscerais (fibras eferentes viscerais gerais) transmitem impulsospara os músculos lisos e tecidos glandulares (pré-sináptica e pós-sináptica).Estes dois tipos de fibras sensitivas somáticas e viscerais possuem processos de neuróniospseudo-unipolares com corpos celulares localizados em gânglios sensitivos de nervos espinaisou cranianos. NOTA:As fibras motoras são axónios de neuróniosmultipolares e os seus corpos estão localizadosna substância cinzenta na medula espinal (pré-sináptica). As fibras pós-sinápticas estãolocalizadas fora do SNC – nos gânglios viscerais.Anatomia Humana II – exame teórico Página 9
  • 10. Anatomia Humana II O sistema nervoso é dividido ainda em duas porções a somática e a autónoma. O sistemasomático sensitivo transmite sensações de tacto, dor, temperatura e posição a partir dosreceptores sensoriais (temos consciência delas). O sistema motor somático inerva apenas omúsculo-esquelético, estimulando o movimento voluntário ou reflexo, causando contracçãomuscular, como ocorre quando se agarra um ferro quente. O sistema motor visceral (sistemanervoso visceral) consiste em fibras motoras que estimulam o músculo liso (involuntário), omúsculo cardíaco (complexo estimulante do coração) e as células glandulares (secretoras). Nota: As fibras eferentes viscerais do SNA são acompanhadas por fibras eferentes viscerais.As fibras nervosas eferentes e os gânglios do SNA são originados em duas partes: simpático(toracomotor) e parassimpático (craniossacral). Ao contrario da enervação somática na qual apassagem de impulso entre o SNC e a terminação sensitiva envolve um único neurónio. Nasduas partes do SNA, a condução do impulso do SNC para o órgão efector envolve uma serie de2 neurónios multipolares.A distribuição autónoma entre as duas partes doSNA baseia-se:1. Localização dos corpos celulares pré-sináptios;2. Nervos que conduzem fibras pré-sinápticas para o SNC.A sinapse normalmente liberta noradrenalina(simpática) excepto nas glândulas sudoriparas eacetilcolina (parassimpático). 1.1.6. Parassimpático:Os corpos celulares dos neurónios só se encontramnas colunas celulares intermédias ou núcleo damedula espinal (T1-T12 e L1-L2/L3 – medula espinal).As colunas IM são responsáveis pela inervação da cabeça que se situa-se superiormente, e ainervação pelas vísceras pélvicas e dos membros inferiores estão localizadas inferiormente. Asdistribuições dos corpos celulares pós-sinápticos desenvolvem-se através dos gângliosparavertebrais e gânglios pré-vertebrais. Os gânglios paravertebrais estão associados paraformar o tronco sináptico direito e esquerdo, e estendem-se ao longo da coluna vertebral. Estegânglio superior (cervical) situa-se na base do crânio e o gânglio impar situa-se entre os doistroncos se unem ao nível do cóccix. Os gânglios pré-vertebrais situam-se nos plexos quecircundam a origem da aorta abdominal, como os 2 grandes gânglios celíacos que circundam aorigem do tronco celíaco.Nos troncos simpáticos as fibras pré-sinápticas podem seguir quatro trajectos:1. Ascender o tronco simpático para fazer sinapse com um neurónio pós-sináptico de um gânglio paravertebral mais alto;2. Descer no tronco simpático para fazer sinapse com um neurónio pós-simpático de um gânglio paravertebral mais baixo;Anatomia Humana II – exame teórico Página 10
  • 11. Anatomia Humana II3. Entrar e fazer sinapse imediatamente com um neurónio pós-sináptico do gânglio paravertebral naquele nível.4. Atravessar o tronco simpático sem fazer sinapse, continuando através de um nervo esplénico abdominopelvico para chegar a gânglios paravertebrais.As fibras pré-sinápticas são responsáveis pela inervação autónoma: cabeça, tronco, parede docorpo, membros e cavidade torácica. Já as fibras pós-sinápticas inervam também cabeça,tronco, membros e parede do corpo. Estas fibras seguem os gânglios paravertebraisanteriores, para ramos adjacentes dos nervos especiais através de ramos comunicantescinzentos (sem bainha de mielina). Desta forma, entram todos nos 31 pares de nervos espinaispara estimular vasos sanguíneos (vasomotricidade) e estimular músculos erectores dos pêlos –piloerecção (pode causar sudorese). As fibras simpáticas pós sinápticas executam funções nacabeça pois possuem os corpos celulares no gânglio cervical superior. NOTA: Neurónios pré-sinápticos----------> T1-T12 e L1-L2/L3O sistema nervoso simpático atinge praticamente todas as partes do corpo, com a raraexcepção do tecido avascular, como cartilagens e unhas. Com dois grupos de gângliossimpáticos estão posicionados centralmente no corpo e estão próximos da linha média, nessaparte as fibras pré-sinápticas são relativamente curtos, enquanto as fibras pós-sináptico sãorelativamente longas, devendo estender-se a todas as partes do corpo.Na substancia cinzenta sacral da medula espinal (S2-S4), as fibras saem do SNC através dasraízes anteriores dos nervos espinais sacrais e os nervos esplénicos pélvicos – porção pélvicaparassimpática.Na parte cinzenta do tronco encefálico, as fibras saem do SNC nos nervos cranianos (NC) – III,VII, IX e X – parte cranial parassimpática. Esta região é responsável pela inervaçãoparassimpática da cabeça. O nervo vago (NC X) inerva vísceras torácicas e abdominais (aporção torácica gastrointestinal, porção pélvica gastrointestinal, cólon descendente, sigmoidee recto). Possui uma distribuição muito mais restrita do que o SN simpático, não inerva osmembros inferiores nem superiores e local S2-S4 não pertence aos nervos espinais,exceptuando o ultimo. Há quatro tipos de gânglios distintos na cabeça. Em outras partes asfibras pré-sinápticas fazem sinapse com os corpos celulares pós-sinápticos que ocorremisoladamente ou não parede orgão-alvo. Consequentemente nessa parte, a maioria das fibraspré-sináptios são muito longas, estendendo-se do SNC até ao órgão efector, enquanto as fibraspós-sináptico são muito curtas seguido de um gânglio localizado perto ou incrustado no órgãoefector. 1.1.7. Funções das partes do SNA:Embora o sistema simpático e parassimpático inervam estruturas involuntárias, possuemefeitos diferentes, geralmente contrastantes, porem coordenados.Anatomia Humana II – exame teórico Página 11
  • 12. Anatomia Humana IIA sua função principal é controlar os vasos sanguíneos, isto é, mantém num estado de repousode vasoconstrição moderada. Uma estimulação do simpático aumenta a vaso constrição einibição do simpático aumenta a vasodilatação. Há alguns vasos que estão semprevasodilatados. Excepção: Vasos coronários e dos músculos esqueléticos após uma inervação simpática os vasos sofrem dilatação. 1.1.8. Sensibilidade visceral:Os reflexos viscerais controlam a pressão arterial e a bioquímica mediante a alteração defunções como frequência cardíaca e respiratória e resistência vascular. A sensibilidade visceralque atinge um nível consciente, geralmente é mal localizada ou é uma forma de cólica ounáusea. Mas uma estimulação adequada pode sentir-se o verdadeiro problema através de:distensão súbita, espasmos e contracções fortes, irritações químicas, estimulação mecânicaquando o órgão é activo e distúrbios patológicos (ex: isquemia). A maioria dos impulsos de dorvisceral seque em direcção central ao longo das fibras aferentes viscerais que acompanham asfibras simpáticas. 1.2. Vias motoras e vias sensitivasTransposição entre o que é o SNC e o SNP é feita normalmente ou a nível cranianos atravésdos doze pares de nervos cranianos – tem a sua origem no interior da cavidade craniana ou anível raquidiano através do nervos raquidianos - partem efectivamente do SNC mas ao nível doraquis (coluna vertebral) – partem da espinal medula através de duas raízes, uma posterior euma anterior. Normalmente a raiz anterior é uma raiz motora, como em quase todas as estruturas do sistema nervoso a parte anterior normalmente é sempre motora, e a raiz posterior uma raiz sensitiva (normalmente). Estas raízes irão juntar- se mais tarde, normalmente, num gânglio, que encontra-se geralmente situado nos buracos de conjugação (na vista lateral da coluna vertebral – sobreposição das vertebral na zona do pedículo) que imergem a partir da espinal medula. Estes gânglios vão acabar por fazer uma redistribuição de fibras que anteriormente estariamAnatomia Humana II – exame teórico Página 12
  • 13. Anatomia Humana IIseparadas numa raiz anterior (motora) e numa posterior (sensitiva).Vai-se encontrar de dois tipos de fibras motoras: fibras parietais/somáticas que se vão dirigirpara os músculos, articulações, ou seja, vão-se dirigir para as paredes – parietais. Fibrasviscerais/ do SN simpático estas fibras não se vão dirigir tanto para as paredes ósseas,musculares e articulares, mas sim para as todas as vísceras do corpo humano – pulmões,fígado, laringe, esófago…As fibras motoras somáticas atribui-se o nome típico de somaticomotoras. Já a fibra simpáticavai-se atribuir o nome de simpaticoeferentes. Normalmente estas fibras somaticomotoras esimpaticoeferentes são fibras que as vamos incluir originalmente na raiz anterior do nervoraquidiano. Sendo que na raiz posterior vai-se encontrar fibras sensitivas de origem somática(somaticosensitivas) ou simpática (simpaticoaferentes). NOTA: Aferente – sensitivo Eferente - motorVai-se encontrar 3 tipos diferentes de nervos raquidianos: nervos exclusivamente sensitivos –que as suas fibras vêm essencialmente da raiz posterior, que depois do gânglio vão formar onervo com a exclusividade de fibras sensitivas. Nervos exclusivamente motores – as fibras quevêm das fibras da raiz anterior. E nervos que vão ser mistos - resultantes de uma reorganizaçãode fibras que vêm da raiz anterior e posterior – também desta reorganização vão estar fibrasque somaticomotoras e também simpaticoeferentes, e estes nervos mistos vão ser os maiscomuns, pois conseguem transportar mais informação. Para os estímulos chegarem a estesnervos raquidianos vão ter de fazer um trajecto pelo SNC.Via medular consciente - Vias sensitivas são as que trazem a sensibilidade das paredesmusculares e ósseas. A sensibilidade muscular consciente é uma sensibilidade que entra noSNC através de outros nervos cranianos que chegam as raízes posteriores dos nervosraquidianos, ou seja, ao gânglio através de uma fibra somaticosensitiva, e irão dirigir-se para aregião do feixe grácil e do feixe cuneiforme. Chegados a espinal medula estes feixes (estesimpulsos) seguirão para o bulbo raquidiano. Os núcleos do feixe grácil e cuneiforme serão osseus núcleos ao nível do bulbo raquidiano, nesta região estas fibras apanham o núcleoarqueado (fibras arqueadas) na região da ponte e posteriormente para a região do leminiscomedial – Cinta de Reil na ponte. Posteriormente vai-se dirigir para o tálamo que é como umsecretário da informação, toda a informação que vai-se dirigir do córtex cerebral para o troncocerebral ou vice-versa, normalmente passa pelo tálamo, onde é estabelecida a prioridadeentre informações de saída e entrada no cérebro. As vias sensitivas musculares conscientesevidente que irão dirigir para o tálamo óptico, para que a informação de uma dor qualquer dodedo pequeno do pé não supere a dor ao nível da grade costal, este tipo de prioridades estãonormalmente associadas a nossa sobrevivência. Estes estímulos passarão através da coroaradiada e se irão dirigir para circunvalação parietal ascendente (configuração externa,exclusiva da parte sensitiva cerebral). As fibras musculares inconsciente o seu trajecto não serácortical, será ao nível do cerebelo ou próximo dos pedúnculos cerebrais ou quanto muito aonível do tálamo. A informação a nível postural a parte sensitiva inconsciente está relacionadacom a percepção em termos posturais e espaciais, esta informação não processamoscorticalmente. Estas fibras podem chegar através de três vias: passa através do núcleoAnatomia Humana II – exame teórico Página 13
  • 14. Anatomia Humana IIcuneiforme e grácil (essencialmente das vias sensitivas musculares conscientes) e vai emdirecção do núcleo cerebelar inferior, dirigindo-se para o cerebelo (menos comum). As viasmais comuns, passam pelos feixes que estão situados na margem lateral do cordão lateral daespinal medula, o feixe espinho cerebelar dorsal e o feixe espinho cerebelar central, para atransmissão da via sensitiva muscular consciente. Os neurónios que aproveitam o feixeespinho cerebelar dorsal são neurónios que têm os seus núcleos na região da haste posteriorde substancia cinzenta da espinal medula principalmente através do núcleo dorsal. A nível dotórax estão muito bem organizados, na região cervical e lombar não quer dizer que nãoexistam, só não esta organizados como na região torácica. Tendo o núcleo ao nível da hasteposterior vão-se colocar no feixe cerebeloso directo/espinho cerebelar posterior, este feixeentra no cerebelo ao nível dos pedúnculos cerebelares anterior, ou seja, situa-se perto doscorpos restiformes e entra no cerebelo através dos pedúnculos cerebelares inferiores. Emrelação ao núcleo do feixe espinho cerebelar central ou feixe de Gower, este é também umavia de transporte de vias sensitivas musculares inconsciente, mas esta informação já está maisrelacionada com o feixe de Gower (coloca-se ao pé da oliva no bulbo raquidiano, atravessa aregião da ponte até os pedúnculos cerebrais, o topo deste feixe encontra-se ao nível dostubérculos quadrigémios anteriores) com o núcleo rubro com o cerebelo, e este é a sede daparte sensitiva da postura e o núcleo rubro é a sede da parte motora da postura. Então estefeixe de Gower dirige-se primeiro para a região do núcleo rubro – pedúnculos cerebrais – partedessa informação fica no núcleo rubro e outra parte dirige-se para o cerebelo. No entantoalguma das decisões a nível postural não são tomadas exclusivamente pelo cerebelo maspodem ser tomadas automaticamente pelo núcleo rubro – uma via bastante mais eficiente avia que apanha a região do núcleo rubro.Algumas vias específicas da via sensitiva - via da temperatura – esta via não é completamentecompreensível, a via mais comum é uma via que tem origem na haste posterior da espinalmedula para pela fissura branca pelo lado contra-lateral para se colocarem novamente nofeixe do Gower. Algumas destas fibras que são constituídas por neurónios fazem tambémsinapses a nível do tálamo. As decisões relacionadas com a integração desta informaçãocorrespondente a temperatura (externa) normalmente chegam ao tálamo, a informação doque fazer nesta situação. No entanto a decisão nesses casos é uma decisão que é tomadaimediatamente – parte reflexa, estes mecanismos não são perfeitamente identificáveis.Quando se põe a mão numa panela a ferver, areacção de tirar de lá a mão verificou-se nasubstância gelatinosa de rolando. Normalmenteestas decisões nem saem da espinal medula, étransmitido para a espinal medula a informação,que chega a substância cinzenta e saiimediatamente pela via motora. No entantoapesar de não se saber bem que vias os reflexosusam, sabe-se que esta região da medula.Raramente os mecanismos de temperatura e dorsão assim tão rápidos – mecanismos reflexos – p.e.a temperatura da água quando tentamos perceberse está quente ou frio, neste caso e na maior partedos casos que não sejam extremos esta viaAnatomia Humana II – exame teórico Página 14
  • 15. Anatomia Humana IIchegará ao tálamo e até mesmo ao córtex. Percepção táctil - tacto – chega ao sistema nervosocentral, através do feixe cuneiforme ou do feixe grácil, chegando a região do tálamo até aquipela cápsula interna e pela circunvalação parietal ascendente. Chega no fundo através da vianormal da sensibilidade muscular consciente. Há duas grandes vias motoras: vias conscientes eas inconscientes. As vias motoras conscientes também podemos designa-las por viaspiramidais – para compreensão do trajecto – e as vias motoras inconscientes chamadas as viasextra-piramidais (para compreender melhor o seu trajecto). As vias conscientes é umainformação que parte do SNC e que se dirige para p sistema nervoso periférico, por esta razãoo seu ponto de partida normalmente ao nível do SNC. O trajecto das vias piramidais a principalregião motora é o lobo frontal. Os neurónios que irão ter os seus núcleos no córtex nacircunvalação parietal ascendente vão aproveitar a região da coroa radiata, colocam-se para acápsula interna (fibras com mielina) – fibras piramidais. Mas há fibras que tem origem naterceira e segunda circunvalação frontal, estas fibras para alcançarem a cápsula interna têm defazer um trajecto ligeiramente curvo formando um joelho, e então estas fibras são designadaspor fibras geniculadas.Estes dois tipos de fibras encontram-se em locais distintos na cápsula interna: as fibrasgeniculadas encontram-se mais próximas do tálamo óptico e as fibras piramidais maispróximas do núcleo lenticular. As fibras vão encontrar-se na região mais anterior do pedúnculocerebral – as fibras geniculadas mais internamente e as piramidais mais afastadas. Na ponte asfibras piramidais estão situadas na parte mais anterior da ponte e as fibras geniculadastambém se situam mais ou menos por essa zona. Na transição da ponte para o bulbo, as fibrasgeniculadas e piramidais vão ocupar a pirâmide anterior do bulbo raquidiano. Estas fibras vão-se agrupar nas pirâmides anteriores. Na transição do bulbo para a espinal medula era marcadana face anterior por uma interrupção do sulco mediano anterior da espinal medula –decussação das pirâmides – local onde as pirâmides anteriores - fibras geniculares e fibraspiramidais – que 90% das fibras cruzam para o lado oposto e se colocar no cordão lateral –feixe piramidal cruzado – as restantes 10% de fibras vão-se colocar na linha medial próximo dosulco mediano anterior constituindo o chamado feixe piramidal directo. Os neurónios vão-secolocar na haste inferior da haste cinzenta e divergirem pelas raízes anteriores da medula.Vias extra-piramidais não controlam a motricidade voluntaria, mas controlam a mobilidadeinvoluntária, ou seja, o equilíbrio do corpo, é uma forma postural que o ser humano tem eminconsciência. Da mesma forma a coordenação motora normalmente é feitainconscientemente. Esta é uma informação que para não chegar ao córtex e uma decisão queé tomada é através de neurónios em que o seu núcleo é ao nível do núcleo rubro. Este núcleorubro não só recebe aferencias sensitivas em relação a nossa postura (p.e) como é também eleque toma a decisão em relação a estimulação dos músculos postural. Estas fibras são fibrasque descem da espinal medula através das goteiras rubroespinhais e encontram-se naproximidade do feixe piramidal rodado.Plexo óptico a decisão motora que decorre da observação de algo, não pode ser consideradoum reflexo, porque este tipo de órgão sensorial tem de ter por trás da acção pelo menos otronco cerebral, normalmente ao nível do tálamo óptico. A maior parte das decisões de reflexosão tomadas nos tubérculos quadrigémios anteriores ou do tálamo óptico, poucos são namedula espinal.Anatomia Humana II – exame teórico Página 15
  • 16. Anatomia Humana II 1.3. Bulbo raquidianoContinuo inferiormente com a espinal medula e superiormente com a protuberância anelar ouponte de Varólio.Tronco cerebral é a região da ponte de Varólio com o bulbo raquidiano.O bulbo raquidiano possui semelhanças com a espinal medula, sendo uma fase de transição.Mede aproximadamente 3 cm e possui o peso aproximado de 17 gramas. O bulbo encontra-sena chamada Fossa craniana posterior, onde se encontra o buraco occipital (principalmente asestruturas do osso occipital), no interior da parte craniana. Na fossa craniana posteriornormalmente consideramos que o bulbo raquidiano fica na proximidade ósseas do chamadoclivo, que é a parte superior da apófise basilar do osso occipital. A distinção do que é bulboraquidiano e medula espinal não ocorre na linha média mas sim no sulco mediano anterior daespinal medula vai ser contínua com o sulco mediano anterior do bulbo raquidiano. Noentanto a transição, parece haver uma confusão de fibras quando se da união do sulcomediano anterior da medula com o do bulbo raquidiano, a esta confusão de fibras atribui-se onome de decussação das pirâmides. Esta estrutura vai ser extremamente importante nadescrição das vias motoras. Como na medula existe vias motoras, de motricidade que estãoligadas as vias piramidais, e por esta razão esta decussação das pirâmides, cruzamento defibras, é perfeitamente perceptível no plano anterior do sulco mediano anterior e é isto quegenuinamente marca a divisão do bulbo raquidiano e a medula espinal.O sulco mediano anterior superiormente vai terminar na bulbo tuberancial, marca novamenteo limite superior do sulco mediano anterior. No limite superior também se encontra o buracocego. Cada um dos lados do sulco mediano anterior, vão permanecer também as duasformações semelhantes ao cordão anterior, no entanto atribui-se o nome de pirâmidesanteriores do bulbo raquidiano. Estas pirâmides encontram-se limitadas lateralmente por umsulco, denominado sulco colateral anterior ou sulco pré-olivar. Na vista posterior do bulboraquidiano existe no interior da espinal medula, encontrava-se o canal do ependimo ate seabrir superiormente numa grande cisterna do líquido cefaloraquidiano. Esta cisterna encontra-se posteriormente ao bulbo raquidiano e da ponte de Varólio e anteriormente ao cerebelo.Este líquido vai ser descrito como o quarto ventrículo. Este quarto ventrículo inferiormentecomunica com o canal do ependimo, o que nos permite marcar de um forma evidente duasmetades da parte posterior do bulbo raquidiano. No canal do ependimo como no quartoventrículo há líquido cefaloraquidiano, há comunicação.O bulbo raquidiano em relação a espinal medula parece que vai alargando. Cada um dos lados,daquilo como era descrito o cordão posterior da espinal medula. Junto do sulco colateralposterior da espinal medula vamos encontrar o sulco colateral posterior do bulbo raquidianoou sulco retro olivar. Pela vista posterior do bulbo raquidiano vamos encontrar o sulcoparasiano que já marcava a separação ente o feixe grácil e o feixe cuneiforme na medula eagora também entre no bulbo (cordão posterior do bulbo raquidiano). Parte inferior do bulboraquidiano é designada por região posterior. A estrutura que era designada por feixe grácil,como vai-se alargando vão-se designar por pirâmides posteriores do bulbo raquidiano. O feixecuneiforme na espinal medula, estava entre o sulco colateral posterior e sulco parasiano. OAnatomia Humana II – exame teórico Página 16
  • 17. Anatomia Humana IIbulbo raquidiano vai-se comunicar directamente com o cerebelo, transformando-se nos sulcoscerebelares inferiores ou pedúnculos inferiores do cerebelo. Estes pedúnculos são como aporta de entrada de qualquer fibra que queira vir do bulbo raquidiano em direcção aocerebelo. O feixe cuneiforme está ligado as vias sensitivas. Os pedúnculos cerebelaresinferiores não são estruturas que em termos de funcionais estejam continuas com o feixecuneiforme, não esta ligado incondicionalmente aos pedúnculos (funcionalmente nãomorfologicamente).Continuando superiormente (problemas de audição por causa da tosse da patrícia):Existem três regiões de forma triangular, duas delas com uma cor mais esbranquiçada sendooutra com uma cor mais acinzentadas. Estas três regiões serão uma asa branca interna, umaasa branca externa e asa cinzenta. Quando o bulbo raquidiano tem ligação com o quartoventrículo, nesta região onde estariam as pirâmides posteriores do bulbo raquidianotransforma-se em asa branca interna, asa branca externa e asa branca cinzenta. As duas asasbrancas parecem se cruzarem em dois gomos. As asas brancas são saliências e a asa cinzentauma escavação. NOTA: Núcleo do nervo vago – asa branca interna Núcleo do nervo hipoblosso – asa branca externa Fosseta inferior do bulbo raquidiano – asa cinzentaSuperiormente encontram-se as estrias medulares, marcam genuinamente a separação ente obulbo raquidiano e a ponte de Varólio. Pedículo facial não pertence ao bulbo raquidiano.Na metade superior do bulbo raquidiano há uma alteração morfológica, uma ligação daspirâmides do bulbo raquidiano para se transformarem nas duas asas brancas e na asa cinzenta. 1.3.1. Vista lateral:O cordão lateral na medula espinal, encontra-se entre o sulco colateral posterior e as raízesanteriores do bulbo raquidiano. Neste caso, no bulbo raquidiano apresenta praticamente amesma estrutura. Torna-se cada vez mais largo. Mais superiormente vamos encontrar umasaliência em forma de azeitona, que se vai atribuir o nome de oliva. Esta oliva é umacaracterística quase específica do bulbo raquidiano, pois também a encontramos no cerebelo ena ponte de Varólio. A região da oliva no bulbo raquidiano marca na realidade a região dobulbo raquidiano. O sulco colateral posterior que passa pela oliva agora tem mais sentidodenomina-lo, por sulco retro olivar. O sulco colateral anterior na medula espinal passa adenominar-se sulco pré olivar no bulbo raquidiano, pois este sulco passa a frente da oliva.Superiormente a esta oliva passamos a encontrar também uma pequena escavação, fossetasupra olivar. Desta fosseta nasce o chamado nervo espacial, um dos doze nervos cranianos.Na medula tínhamos substância branca na periferia e internamente a massa cinzenta. Vaiarrastando posteriormente esta massa cinzenta, chegando ao bulbo raquidiano encontra-seuma grande concentração de substância cinzenta. Em algumas regiões do bulbo raquidiano jápossuem alguma diferenciação. No caso do quarto ventrículo a transformação do canal doependimo. Na parte interna do bulbo raquidiano encontra-se a oliva, descrita lateralmente,encontra-se no seu interior um núcleo olivar inferior.Anatomia Humana II – exame teórico Página 17
  • 18. Anatomia Humana IIOs neurónios que se encontram fazendo parte do feixe grácil e do feixe cuneiforme, o seunúcleo encontra-se precisamente ao nível do bulbo raquidiano.À periferia do núcleo olivar inferior encontram-se dois núcleos paraolivares (corposrestiformes). Neurónios que fazem parte do feixe grácil e cuneiforme (face posterior),neurónios diamielinicos e amielinicos, a toda esta região vai-se chamar a formação reticular dobulbo raquidiano. Fibras restiformes do bulbo raquidiano, superiormente a este, na regiãomais inferior do quarto ventrículo. Os pedúnculos cerebelares inferiores são a cabeça doscorpos restiformes. Na comunicação dos corpos restiformes do lado direito e esquerdo vamosencontrar as fibras restiformes. Estas fibras têm a função de unir os corpos restiformes. Osneurónios são vias de comunicação, do sistema nervoso central para a periferia ou vice-versa.Todos os neurónios vão ter ligação com o bulbo raquidiano, isto é, um qualquer estímulo quenos queiramos transmitir da nossa região cortical para a periferia.Vias da motricidade voluntária, ou seja, as vias piramidais. O feixe piramidal directo que seencontraria nas margens do sulco medial anterior (na medula), na realidade no bulboraquidiano faz parte das pirâmides anteriores são sequenciais com o cordão anterior daespinal medula. Este feixe piramidal directo mantém-se nas pirâmides anteriores do bulboraquidiano. O feixe piramidal cruzado na espinal medula encontra-se no cordão lateral,quando esta na zona de transição na espinal medula e bulbo raquidiano estas fibras vãocruzar, e vão-se dirigir anteriormente do bulbo raquidiano, para que elas ocupem as pirâmidesanteriores bulbo raquidiano.Aproximadamente 90% do estímulo nervoso passar pelo feixe piramidal cruzado e apenas 10%no feixe piramidal directo.A mudança de posição do feixe piramidal cruzado vai fazer com que invada o espaço da asaanterior cinzenta, obrigando os neurónios que se encontrariam nesta posição a caminharemem direcção lateral e progressivamente também a agregarem-se e formarem a formaçãoreticular. Na decussação sensitiva em que o feixe grácil e cuneiforme, vão cruzar as suas fibras,vai fazer que a asa anterior de substancia cinzenta seja desestruturada, fazendo que os seusneurónios se espalhem. 1.3.2. Ponte de Varólio:Esta na transição entre o bulbo raquidiano e os pedúnculos cerebrais. Esta parece uma ponteentre os dois hemisférios cerebelares (direito e esquerdo). Ou seja, em princípio farão acomunicação entre eles, através da ponte de Varólio. Também vai ter a obrigação detransportar neurónios desde o bulbo raquidiano para os pedúnculos cerebrais e vice-versa. Osulco basilar que vai se inserir a artéria basilar. As raízes do nervo trigémeo, uma raiz mais fina(sensitiva) e uma mais espessa (motora), emergem a nível da ponte de Varólio (face anterior). 1.3.3. Configuração interna:Parte posterior da ponte de Varólio encontra-se o quarto ventrículo, de forma triangular.Nesta massa difusa de substancia branca e de substancia cinzenta. Existem 3 tipos de fibra nasubstancia branca: fibras transversais – são aquelas que passam do hemisfério cerebelardireito para o esquerdo e vice-versa (direcção transversal); fibras intercerebelosas, que fazema comunicação entre o cerebelo do lado direito e o esquerdo; ainda algumas fibras vinda docerebelo, vão-se unir a neurónios que estão na ponte de Varólio (cerebelo ponticas). FibrasAnatomia Humana II – exame teórico Página 18
  • 19. Anatomia Humana IIlongitudinais estão presentes em quatro regiões, fazem união entre estruturas do bulboraquidiano e de estruturas do pedúnculo cerebelar (as fibras do fascículo piramidal e ofascículo genicular). Cinta de Reil, é precisamente o local onde o feixe cuneiforme e o feixegrácil iriam colocar os seus neurónios para conseguirem atravessar a região da ponte.Posterior e interiormente nas margens do quarto ventrículo está a cinta longitudinal posterior.Nesta cinta estarão o feixe de Gower e os feixes do fascículo fundamental do cordão antero-lateral. As fibras restiformes vêm do cordão antero-lateral aproveita para se curvar emdirecção lateral, mas que na realidade acabam todas elas por ir parar a cinta longitudinalposterior. Substância cinzenta é constituída por uma série de núcleos, que vem da região dobulbo raquidiano e outros tem origem na ponte, e são 12 pares de nervos. Os nervos cranianossão semelhantes aos nervos raquidianos, a diferença é que os nervos raquidianos nas cem aonível da coluna (raquis), e os nervos cranianos nascem no interior da cavidade craniana. Nervotrigémeo, abducente, facial, patético, troclear, auditivo, todos estes nervos, e outros como onervo vago, irão ter núcleos, vão estar presentes dentro da ponte e no interior do bulboraquidiano. Fazendo com que essa região (ponte) seja pontuada (num corte transversal) pormuitas aglomerações de substância cinzenta. 1.4. CerebeloO quarto ventrículo é uma das cavidades que constitui o sistema ventricular. Situa-se entre aponte de Varólio, cerebelo e bulbo raquidiano.O cerebelo encontra-se mais posteriormente a região da ponte de Varólio e também maisposteriormente ao bulbo raquidiano. Tem uma relação indirecta com lóbulo occipital externo.Recebe o nome de cerebelo pelo facto de parecer um cérebro pequeno. Está separado dobulbo raquidiano e da ponte de Varólio por causa do quarto ventrículo. Considera-se que ocerebelo constitui o tecto do quarto ventrículo.O cerebelo possui duas faces e uma circunferência. A face superior que é uma face que estadirigida para o lóbulo occipital externo do cérebro, mas tem uma relação indirecta com estelóbulo. Este apresenta dois hemisférios cerebelares, um do lado esquerdo e outro do ladodireito, em que na linha média é como uma união entre os dois hemisférios, sendo atribuído overme do cerebelo. Este verme encontra-se em cima do lóbulo médio do cerebelo.A face inferior direito tem uma estrutura quando idêntica a superior, tem dois hemisférios: umesquerdo e outro direito, e na linha média encontra-se novamente o verme cerebelar. Estaparte inferior do cerebelo apresenta uma chanfradura cerebelar mediana que corresponde aescavação que os dois hemisférios fazem. Na união dos hemisférios, nos 2/3 posteriores, háuma região mais ampla aproximadamente na linha média, e esta zona vai-se designar depirâmides de Malacarne. Anteriormente as pirâmides de Malacarne podem encontrar a regiãoda úvula. Tanto a úvula como as pirâmides de Malacarne situam-se no verme do cerebelo, logoestas nomes são regiões destes, que permitem diferenciar as faces do cerebelo. São todasestas regiões que permitem diferenciar as partes do cerebelo. Se seguirmos pelo cerebelo emdirecção ao quarto ventrículo, perto do quarto ventrículo estará presente a válvula de Tarin ouvéu medular inferior (ou posterior). Já a circunferência que constituí a forma do cerebeloapresenta duas chanfraduras. Há uma chanfradura mais anterior - chanfradura semilunar - eoutra mais posterior e talvez mais profunda – chanfradura marsupial. O cerebelo apresentasulcos, o que o torna irregular, dai ser designado por cérebro pequeno pelos primeirosanatomistas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 19
  • 20. Anatomia Humana IIOs chamados sulcos de primeira ordem é que vão dar esse relevo quer pela parte superiorquer pela parte inferior. Na proximidade do quarto ventrículo situa-se o flóculo do nervo vagoou flóculo do lado esquerdo, esta insinuação inferior ao quarto ventrículo é bastante evidente.Também é bastante evidente, mais inferior ainda ao flóculo, está situada a chamada amígdalacerebelosa. Esta ocupa uma zona muito particular do cérebro, está extremamente próximo doburaco occipital. Inclusivamente esta região considera-se sendo a parte do cerebelo que estáparcialmente dentro do canal vertebral. Está tão próximo do buraco occipital, que em certasposições da cavidade craniana a amígdala continua genuinamente para o interior, e ficaalojada dentro do canal vertebral. Por causa da presença de alguns lóbulos e de alguns sulcosde primeira ordem. No entanto todo o cerebelo tem o aspecto granular. Este aspecto granularquer da parte superior (que é mais evidente) quer da parte inferior. No entanto parece que ossulcos de primeira ordem têm mais relevância do que os outros. Na face anterior da vistasuperior do cerebelo encontra-se o lóbulo anterior. O lóbulo posterior é contínuo para a faceinferior.Um patologista há algum tempo atrás atribuiu características aos lóbulos, por exemplo, olóbulo anterior do cerebelo representa em termos toda a região da cabeça e do pescoço. Istoé, as fibras que se dirigem para o cerebelo tendo origem na cabeça e no pescoço, todas estasfibras terminam ao nível do lóbulo anterior.Ainda na parte superior progressivamente após a curvatura da parte superior para a parteinferior, vão estar alguns sulcos, mas mais profundamente. Um deste é o lóbulo simplex estáimediatamente adjacente ao lóbulo anterior do cerebelo. Este lóbulo está também relacionadocom a região do tronco. Sequencialmente acompanhando a curvatura dos hemisférioscerebelares, vais estar o lóbulo médio e na parte inferior o lóbulo paramedio, estes doislóbulos também estão relacionados com a região do tronco. O lóbulo ansiforme é onde asfibras cerebelosas do membro inferior e superior irão terminar, e simultaneamente maispróximo da região da amígdala, vai-se encontrar os chamados lóbulos vermiculares. Esteslóbulos possuem vias vermiculosas que se situam mais ou menos na zona lombar, nunca émuito certo. No lóbulo posterior vai-se encontrar o lóbulo médio, lóbulo paramedio, lóbuloansiforme e o lóbulo vermicular.Os sulcos de segunda ordem (a segmentação de segunda ordem), ocorrem no interior dossulcos de primeira ordem. Alguns dos sulcos de segunda ordem são tão profundos quemarcam os tais lóbulos e flóculos. Na profundidade dos sulcos de primeira ordem também vai-se encontrar substancia branca e cinzenta, como em quase todas as zonas do SNC. Aconfiguração interna do cerebelo assemelha-se muito com a configuração interna do cérebro,pois também no cérebro se encontrará sulcos, e também se vai encontrar esse aspecto desubstancia cinzenta a periferia e alguns núcleos de substancia cinzenta na sua profundidade. Asubstancia de periferia será designada de córtex. No caso do cerebelo esta substancia cinzentaque se verifica na periferia adapta-se aos sulcos de primeira ordem da mesma forma aos sulcosde segunda ordem e passa a designar-se córtex cerebelar. Já a substancia cinzenta no cérebro,a mais profunda é designada por substancia cinzenta central. No caso do cerebelo apresentaum núcleo extremamente bem identificado, este núcleo e visível quer no hemisfério cerebelaresquerdo quer no direito, e este núcleo vai ser designado como núcleo dentado porque tem aforma de dentes. Na proximidade do núcleo dentado ou oliva cerebelosa, vão-se encontrar osnúcleos paraolivares (que estão a periferia). O mais próximo desta oliva terá a forma deêmbolo e por esta razão atribui-se o nome de núcleo emboliforme. Já mais próximo do verme,Anatomia Humana II – exame teórico Página 20
  • 21. Anatomia Humana IIencontram-se dois núcleos rubosos, e no lóbulo médio do cerebelo estão situado os núcleosfastigiais. As fibras cerebelos dirigem-se para a substancia cinzenta central do cerebelo que namaior parte dos casos terminam no núcleo dentado.A substancia branca que se encontra na profundidade do cerebelo o aspecto desta é muitodiferente.O cerebelo tem a principal função de coordenação motora como o equilíbrio. No entanto serelacionarmos as relações com o a ponte de Varólio e o bulbo raquidiano pode-se considerartambém, que em toda região do tronco os núcleos são responsáveis pela respiração,motricidade, etc. O cerebelo se relaciona com o resto do sistema nervoso através de 3 viasapenas: pedúnculo cerebeloso inferior que tem relação com a face posterior do bulboraquidiano; Pedúnculo cerebeloso médio estabelecesse essencialmente a relação e conexãoentre o cerebelo e a ponte de Varólio; o pedúnculo cerebeloso superior vai estabelecer ligaçãoentre o cerebelo entre os pedúnculos cerebrais. Na organização dos pedúnculos não é muitoevidente, pode-se diferenciar o inferior dos restantes, mas o superior e o médio estãoextremamente próximos. O pedúnculo cerebeloso superior mantém a união entre os doispedúnculos superiores, encontra-se uma comissura entre os dois pedúnculos superiores deambos os lados do cerebelo. Essa comissura será designada por válvula de Vieussens. Estaválvula também tem relação com o quarto ventrículo, fica extremamente próximo do ângulosuperior do quarto ventrículo (em forma de losango). Esta válvula faz parte do tecto do quartoventrículo e algumas fibras do pedúnculo cerebeloso superior cruzam por esta válvula.Vias aferentes vêm para o para o sistema nervoso central, e vias eferentes saem do sistemanervoso central. As aferencias são essencialmente sensitivas e as eferencias são motoras. Nocaso do cerebelo as vias aferentes podem ter várias origens, podem vir da espinal medula, dobulbo raquidiano, da ponte de Varólio ou do núcleo vestibular. No caso da origem medularestarem em contacto com o cerebelo através do espinho-cerebelar central cerebelar posteriorter relação com o feixe espinho-cerebelar posterior (o feixe cerebeloso directo ou espinho-cerebelar dorsal). Na de origem bulbar, mas tem a sua origem na oliva cerebelosa - núcleoolivar inferior – um conjunto de neurónios dirige-se para a região do cerebelo. Estas fibras vãoser designadas de fibras olivares. As fibras da ponte de Varólio ou cerebelo pontinas (ponto-cerebelosas) têm origem na ponte e vão para o cerebelo. Têm origem no núcleo vestibular e onúcleo hipoglosso. As fibras eferentes, as fibras que saem do cerebelo para outras regiões,para o SNC, SN periférico. O fascículo mas superior aquele que se vais dirigir através dopedúnculo cerebelar superior e serão chamados: fascículo cerebelo talâmico, fascículocerebelo púbico. No pedúnculo cerebral está o núcleo rubro, e é aqui que temos o fascículocerebelo-pubico, que não é mais do que um feixe que se vai dirigir para o pedúnculo cerebral.E neste pedúnculo irá haver sinapses no núcleo rubro e no fascículo cerebelo-pubico. Estasfibras também se dirigem para os núcleos vestibulares, fibras que se dirigem através dopedúnculo cerebeloso inferior para o cerebelo espinhais.Pedúnculo cerebeloso inferior: encontra-se a manter a união entre o cerebelo e o fundo dobulbo raquidiano e a medula espinal. Portanto as estruturas que constituem o pedúnculocerebeloso inferior: serão de origem da espinal medula ou do bulbo raquidiano, ou então temorigem no cerebelo. No caso das vias aferentes irá se encontrar essencialmente o feixecerebeloso directo (feixe da espinal medula), o feixe oliva cerebeloso (bulbo raquidiano), ofeixe vestíbulo cerebeloso (núcleos da face posterior do bulbo raquidiano). As fibras eferentesque partem do cerebelo vão-se dirigir pelo pedúnculo cerebeloso inferior só se podem dirigirAnatomia Humana II – exame teórico Página 21
  • 22. Anatomia Humana IIou para o bulbo, para a espinal medula ou para os tais núcleos vestibulares no interior dobulbo.Pedúnculo cerebeloso médio: tem uma íntima relação com a ponte de Varólio. Esta ponte éassim designada porque estabelecia ligação entre os dois hemisférios. O ponto de união docerebelo com a ponte vão estar os pedúnculos cerebelosos médios possui no seu interiorfeixes cerebelo-ponticos e outros feixes. Os feixes que ocupam o pedúnculo cerebelososuperior vão-se dirigir para o tálamo, fascículo cerebelo talâmico e o fascículo cerebelo púbico.O feixe de Gower tem origem na medula espinal mas no entanto não entra no cerebelo. 1.5. Quarto ventrículoÉ uma estrutura do sistema reticular da parte craniana do sistema nervoso central. Sãocisternas que têm uma dimensão suficiente para serem considerados ventrículo e não apenascanais. Na região craniana o canal do ependimo termina ao nível do bulbo raquidiano. Olíquido cefaloraquidiano que se encontra no interior das estruturas do sistema nervoso centralvai-se encontrar em cisternas, que se vai atribuir o nome de ventrículos. Vamos encontraralguns na porção craniana e na região do tronco cerebral, o sistema ventricular que estápresente, é precisamente designado como quarto ventrículo. Este quarto ventrículo apresentauma forma de um losango com um ângulo superior, um ângulo inferior e dois ângulos laterais.Terá uma parede que corresponde a parede posterior do tronco cerebral, ou seja, correspondea face posterior da ponte e do bulbo raquidiano pela forma vai-se atribuir o nome de soalho. Euma parede que corresponde a parte anterior do cerebelo e que se vai designar de tecto doquarto ventrículo. A designação de soalho e tecto não parece muito evidente, pelo facto denão se encontrar num plano longitudinal puro, o ventrículo tem uma posição inclinada,ligeiramente oblíquo e desta forma. Logo aquilo que deveria ser face anterior (parece dotronco cerebral) passa-se a chamar de soalho e a face posterior (parede de cerebelo) iráchamar-se de tecto.Em relação ao soalho do quarto ventrículo apresenta no fundo duas metades, uma metadesuperior é um pouco mais extensa que a metade inferior. A metade inferior corresponde aestruturas do bulbo raquidiano e a metade superior correspondendo a estruturas da ponte deVarólio. As estruturas do bulbo raquidiano são: a asa branca interna, asa branca externa e asacinzenta, que são os vários núcleos que se encontram superiormente, mas na realidade vai-seatribuir o nome de núcleo do nervo vago, núcleo do nervo hipoglosso e núcleo do nervovestibular (perto do núcleo do nervo hipoglosso e em simultâneo com o núcleo do nervococlear). Existe uma pequena fosseta, designada por fosseta inferior. O limite que separa aparte superior da parte inferior, são as estrias acústicas (vão-se dirigir para o nervo auditivo). Otriângulo superior corresponde a face posterior da ponte. Existe um sulco mediano na pontede Varólio que pode ser designado por sulco mediano anterior ou posterior, mas não é o maiscorrecto. Pois não existe dois sulcos logo não é necessário haver distinção. Cada um dos ladosdo sulco mediano vão-se encontrar dois folículos que têm a foram arredondada por esta razãodesignou-se: folículos esteres. Nestes folículos na sua profundidade podemos identificar onúcleo do nervo facial ou folículo facial. De cada um dos lados destes folículos esteres, vaiexistir uma pequena fosseta e acima dessa pequena fosseta, uma região ligeiramente maisacinzentada. Esta fosseta é análoga a fosseta inferior encontrada no bulbo raquidiano, e estaencontra-se na região da ponte. E a superfície encontra-se mais acinzentada, é destatonalidade pelo facto de no seu interior estar o núcleo sensitivo do nervo trigémeo. CócusAnatomia Humana II – exame teórico Página 22
  • 23. Anatomia Humana IIceruleus sabe-se que marca onde se encontra o núcleo sensitivo do nervo trigémeo (nervomotor da face e da região craniana).O tecto do quarto ventrículo é constituído principalmente pela face anterior do cerebelo. Estaparede anterior é constituída também por um prolongamento que parte do cerebelo emdirecção aos tubérculos quadrigémios do pedúnculos cerebelar. Este prolongamento docerebelo para o tubérculo vai ser designado de membrana tectória. Já a inferior a válvula deTarin (véu medular superior) esta dirigindo-se inferiormente para a região do bulbo e daespinal medula. A membrana tectória e a válvula de Tarin são recobertas de umas célulascoróideas. Esta célula coroidea é responsável por segregar o líquido cefaloraquidiano. Esteepitélio é alimentado através de uns prolongamentos laterais destas células coróideas, que vãofazer o aporte sanguíneo à célula coroidea. Estes prolongamentos vão-se designar de plexoscoróides. Nos restantes sistemas ventriculares também ocorrem veias coróideas e plexoscoróides.O quarto ventrículo superiormente comunica-se com o terceiro ventrículo. O terceiroventrículo faz parte do sistema ventricular. Comunica-se superiormente através do aquedutode Sylvius. Este aqueduto de Sylvius é uma insinuação na profundidade da região dopedúnculo cerebral. Inferiormente o quarto ventrículo é contínuo com o canal do ependimo. Acomunicação entre o quarto ventrículo com o canal do ependimo vai-se designar de pico docálamo. Lateralmente no quarto ventrículo irá se encontrar o plexo lateral de Reichert. O plexocoroideo insinua-se para o plexo lateral de Reichert, vamos observar lateralmente orifícios quevão fazer a comunicação entre o quarto ventrículo e líquido cefaloraquidiano, que se encontraa periferia da camada de SNC. Simultaneamente ao líquido cefaloraquidiano no interior doquarto ventrículo e os restantes ventrículos do SNC, também se vai encontrar este liquido aperiferia. E é da equivalência de forças entre a pressão que o líquido a periferia exerce, e apressão que o líquido cefaloraquidiano no interior do SNC faz, é deste equilíbrio de forças queconseguimos manter a forma do cerebelo (p.e.). O líquido cefaloraquidiano que se encontra aperiferia comunica com o liquido cefaloraquidiano que se encontra no quarto ventrículoatravés de um orifício. Este orifício ocupa também o ângulo inferior do quarto ventrículo emsimultâneo com o pico do cálamo, este orifício vai-se designar o nome de buraco de Magendie.Lateralmente os plexos de Reichert permitem a comunicação com o sistema do líquidocefaloraquidiano do ventrículo para a periferia através de dois orifícios, designados de buracosde luschka.Os pedúnculos cerebrais fazem a transição entre o tronco cerebral e o cérebro propriamentedito. São duas saliências, duas grandes colunas, uma do lado esquerdo e outra do direito. Estasduas são divergentes pela parte anterior, de baixo para cima, e posteriormente não se tornamuito evidente essa forma divergente. Mas tem uma característica diferente, tem 4 tubérculosgémeos, designados como tubérculos quadrigémios semelhantes entre si. Superiormente ospedúnculos cerebrais têm relação directa com o tálamo óptico, região mais inferior que tomarelação com o pedúnculo cerebral. Inferiormente os pedúnculos cerebrais vão ter uma relaçãoanterior com a ponte e no exterior com o cerebelo. A face anterior destes pedúnculos, estadivergência, atribui uma fossa, designada fosse interpeninsular, porque se encontraprecisamente no local de separação dos pedúnculos cerebrais. Desta fossa peduncular aloja-seo nervo oculomotor. É precisamente o vértice inferior que se encontra a fossainterpeduncular. A periferia do aqueduto de Sylvius, a região central possui substanciacinzenta. No entanto o que genuinamente marca o pedúnculo cerebral são três regiõesAnatomia Humana II – exame teórico Página 23
  • 24. Anatomia Humana IIseparadas pelo chamado lócus Níger, uma região de substancia negra. Os núcleos dosneurónios têm dendrites muito volumosas o que fazem com que esta região chamada lócusNíger seja bastante mais negra do que a substancia cinzenta que habitualmente encontrada noSNC.Esta massa mais negra encontra-se entre o pé e a calote. Pela região mais posterior quecorresponde a calote vai-se encontrar um sistema reticular (substancia branca intercalada comsubstancia cinzenta). Nesta substancia reticular perto do aqueduto de Sylvius encontra-se onúcleo do nervo oculomotor e na proximidade deste o núcleo do nervo patético. Mas o núcleomais relevante que ocupa toda a parte interna da calote, o núcleo rubro. Este núcleo rubrotem uma importância fundamental nas vias motoras involuntárias (p.e. equilíbrio) – feixe deGower transmite a nossa postura.A substancia branca é uma cinta de Reil vai-se encontrar a maior parte das vias sensitivas quedepois se irá dirigir para o tálamo ou para o córtex cerebral. A grande via sensitiva decomunicação de substancia branca está localizada na cinta de Reil. Lateralmente encontra-se aligação dos pedúnculos cerebrais com o cerebelo através de um pedúnculo cerebelososuperior. O lócus Níger é constituído normalmente por núcleos de células com dendritesbastante volumosas e para as quais se dirigem fibras que vem do córtex cerebral e do corpoestreado (conjunto de núcleos da base do crânio), e estabelecem relação interiormente comfibras que se dirigem para o bulbo raquidiano e para a medula.Na base do pé tem-se essencialmente um conjunto de fibras da base do pedúnculo cerebral. Amais relevante, o fascículo piramidal. Estabelece-se uma regra que no SNC tudo que é anterioré motor e tudo que é posterior é sensitivo. Simultaneamente algumas fibras da cinta de Reiltêm comunicação com o pé. O fascículo genicular pertence as vias da motricidade. E algumasfibras que vêm do córtex para a ponte de Varólio. 1.6. Conformação externa do cérebro:Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral (de Sylvius) eo sulco central (de Rolando). O sulco Lateral inicia-se na base do cérebro lateralmente àsubstância perfurada anterior, como uma fenda profunda que, separa o lobo frontal do lobotemporal, dirige-se para a face superior e lateral do cérebro, onde termina dividindo-se emtrês ramos: ascendente, anterior e posterior. O ramo ascendente e anterior é curto epenetram no lobo frontal; o ramo posterior é muito mais largo, dirige-se para trás e para cima,terminando no lobo parietal. Separa o lobo temporal, situado abaixo, dos lobos frontal eparietal, situados superiormente. O sulco central é um sulco profundo e geralmente contínuo,que percorre obliquamente a face superior e lateral do hemisfério, separando o lobo frontal eparietal. Inicia-se na face medial do hemisfério, aproximadamente no meio de sua bordadorsal e a partir deste ponto dirige-se para a frente e para baixo, em direcção ao ramoposterior do sulco lateral, do qual é separado por uma pequena prega cortical. 1.6.1. Lobo TemporalNa face superior e lateral do cérebro apresenta dois sulcos principais: o sulco temporalsuperior: inicia-se próximo ao pólo temporal e dirige-se para trás, paralelamente ao ramoposterior do sulco lateral, terminando no lobo parietal. E o sulco temporal inferior: paralelo aosulco temporal superior, é geralmente formado por duas ou mais partes descontínuas. Entre oAnatomia Humana II – exame teórico Página 24
  • 25. Anatomia Humana IIsulco lateral e temporal superior está o giro temporal superior; entre os sulcos temporalsuperior e temporal inferior situa-se o giro temporal médio; abaixo do sulco temporal inferiorlocaliza-se o giro temporal inferior.Na face inferior apresenta três sulcos principais: a. sulco occípitotemporal: limita com o sulco temporal inferior o giro temporal inferior; medialmente limita com o sulco colateral o giro occípitotemporal lateral (ou giro fusiforme). b. sulco colateral: inicia-se próximo ao pólo occipital e se dirige para frente, delimitando com o sulco calcarino e o sulco do hipocampo, respectivamente, o giro occípito- temporal medial e o giro para-hipocampal, cuja porção anterior se curva em torno do sulco do hipocampo para formar o úncus (unco). O sulco colateral pode ser contínuo com o sulco rinal, que separa a parte mais anterior do giro para-hipocampal do resto do lobo temporal. c. sulco do hipocampo: origina-se na região do esplênio do corpo caloso, onde continua com o sulco do corpo caloso e se dirige para o pólo temporal, onde termina separando o giro para-hipocampal do úncus. NOTA: O giro para-hipocampal se liga posteriormente ao giro do cíngulo através de um giro estreito, o istmo do giro do cíngulo. 1.6.2. Lobo ParietalNa face superior e lateral do cérebro apresenta dois sulcos principais: a. sulco pós-central: quase paralelo ao sulco central, é frequentemente dividido em dois segmentos, que podem estar mais ou menos distantes um do outro. b. sulco intraparietal: muito variável e geralmente perpendicular ao pós-central, com o qual pode estar unido, estende-se para trás para terminar no lobo occipital.Entre o sulco central e o pós-central fica o giro pós-central, onde se localiza uma das maisimportantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. O sulco intraparietal separa olóbulo parietal superior do lóbulo parietal inferior. Neste último descrevem-se dois giros: ogiro supramarginal, curvado em torno da extremidade do ramo posterior do sulco lateral, e ogiro angular, curvado em torno da porção terminal e ascendente do sulco temporal inferior.Na face medial existem dois sulcos que passam do lobo frontal para o parietal: a. sulco do corpo caloso: começa abaixo do rostrum do corpo caloso, contorna o tronco e o esplênio do corpo caloso, onde continua, já no lobo temporal, com o sulco do hipocampo. b. sulco do cíngulo: tem curso paralelo ao sulco do corpo caloso, do qual é separado pelo giro do cíngulo. Termina posteriormente dividindo-se em dois ramos: o ramo marginal, que se curva em direcção à margem superior do hemisfério, e o sulco subparietal, que continua posteriormente.Destacando-se do sulco do cíngulo em direcção à margem superior do hemisfério, existe quasesempre o sulco paracentral, que delimita com o sulco do cíngulo e seu ramo marginal, o lóbuloparacentral, assim denominado em razão de suas relações com o sulco central, cujaextremidade superior termina aproximadamente no seu meio.Anatomia Humana II – exame teórico Página 25
  • 26. Anatomia Humana IIAcima do corpo caloso temos o giro do cíngulo; mais acima temos, de trás para diante, o pré-cuneus, o lóbulo paracentral e a face medial do giro frontal superior. 1.6.3. Lobo OccipitalNa face superior e lateral do cérebro o lobo occipital ocupa uma porção relativamentepequena, onde apresenta pequenos sulcos e giros inconstantes e irregulares. Um importantedesses inconstantes e variáveis sulcos é um sulco em meia-lua, o sulco lunatus.Na face medial apresenta dois sulcos importantes: a. sulco calcarino: inicia-se abaixo do esplênio do corpo caloso e tem um trajecto arqueado em direcção ao pólo occipital. b. sulco parietoccipital: muito profundo, separa o lobo occipital do parietal e encontra em ângulo agudo o sulco calcarino.Entre o sulco parietoccipital e o sulco calcarino, situa-se o cúneus, giro complexo, de formatriangular. Adiante do cúneus,por conseguinte já no loboparietal temos o pré-cuneus.Abaixo do sulco calcarinositua-se o giro occípito-temporal medial, que continuaanteriormente com o giropara-hipocampal, já no lobotemporal.O cérebro é a maior parte doencéfalo, constituinte deexpansões do prosencéfalo,situado na fossa anterior emédia do crânio, muitosautores são da opinião quepossuímos dois cérebros, um direito e um esquerdo, já que o cérebro é dividido em doishemisférios. Esse conjunto, denominado cérebro possui duas grandes divisões: o diencéfalo(uma porção mais medial, central) e outra, mais periférica, maior, observada nas espécies maisdesenvolvidas, como nos humanos, trata-se do telencéfalo. Observamos nos animaisinferiores, um cérebro mais primitivo, equivalente ao nosso tronco encefálico. Na medida quevamos evoluindo, observamos a formação telencefálica, sendo os lobos temporais, estruturasque originaram-se centralmente e descenderam lateralmente, sendo as mais afectadas nostraumatismos cranianos. 1.6.4. DiencéfaloO diencéfalo consiste no III ventrículo, e nas estruturas que formam sua parede.Posteriormente o III ventrículo se estende até o aqueduto mesencefálico e, anteriormente, atéo forame interventricular ou forame de Monro.O III ventrículo é uma estreita fenda, ímpar, mediana, que comunica-se com os ventrículoslaterais pelo forame interventricular (Monro) e com o IV ventrículo via aqueduto de Sylvius. Háum sulco hipotalâmico que subdivide o tálamo do hipotálamo. O assoalho do III ventrículo éAnatomia Humana II – exame teórico Página 26
  • 27. Anatomia Humana IIcomposto pelo quiasma óptico, pelo infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares. A parteposterior do III ventrículo é obscurecida pelo fórnice: feixe grosso de fibras originados nohipocampo (lobo temporal) passando sobre o tálamo para unir-se aos corpos mamilares. Aporção superior do III ventrículo é composta pelo tecto do III ventrículo consistindo em umacamada de epêndima que reveste o III ventrículo. Superiormente esse epêndima é recobertopor uma dobra vascular de pia-máter (tela coróide do III ventrículo).A superfície lateral do diencéfalo é limitada pela cápsula interna (substância branca – fibrasnervosas) conectando o córtex cerebral com o tronco encefálico. A porção lateral é compostapelo hipotálamo, bilateralmente. Fibras de feixes nervosos partem para o núcleo habenular(epitálamo) formando uma crista denominada estria medular talâmica. A porção anterior dodiencéfalo é composta pela lâmina terminalis (lâmina terminal) e pela comissura anterior. 1.6.5. Tálamo.Grande massa ovóide de substância cinzenta (núcleos celulares) formando a maior parte dodiencéfalo. A extremidade anterior do tálamo é estreitada e arredondada, formando o limiteposterior do forame de Monro. A extremidade posterior forma o pulvinar do tálamo,localizando-se acima do colículo superior. O corpo geniculado lateral e medial são expansõesarredondadas situada na porção inferior do tálamo. A parte superior do tálamo é recoberta,medialmente, pela tela coróide e pelo fórnix além do epêndima do ventrículo lateral. O tálamoesquerdo conecta-se com o tálamo direito pela aderência intertalâmica. O tálamo é separadodo núcleo lentiforme (um dos núcleos da base) pela cápsula interna. Em conjunto os corposgeniculados laterais e mediais formam o metatálamo (via auditiva e visual). A face inferior dotálamo faz contacto com o subtálamo e com o hipotálamo. O tálamo é subdividido em diversos núcleos (estações de retransmissão para o córtexcerebral e para regiões subcorticais): pulvinar do Tálamo; Corpo Geniculado Lateral e medial;Núcleo Ventro-Posterior medial; Núcleo Ventro-Posterior Lateral; Núcleo Posterior Lateral;Núcleo Dorsal Lateral; Núcleo Anterior Ventral; Núcleo Lateral Ventral; Núcleo Anterior;Lâmina Medular Interna. 1.6.6. SubtálamoLocaliza-se inferiormente ao tálamo, relacionando-se ao tegumento mesencefálico(posteriormente) e ao hipotálamo (anteriormente). Quanto às estruturas do subtálamodevemos considerar: núcleo rubro; substância cinzenta e formação reticular; sendo estas trêsestruturas, em conjunto, denominada zona incerta do subtálamo. Há também os núcleossubtalámicos que fazem conexão como o globo pálido pela via pálido-Subtálamo-Palidal.Lesões no subtálamo ocasionam uma situação clínica denominada hemibalismo.O subtálamo é extremamente complexo, tanto anatomicamente como funcionalmente: osubtálamo é atravessado por vários feixes de fibras nervosas. Há também a alça lenticular e ofascículo subtalámico cuja descrição funcional é feita pela neurofisiologia. 1.6.7. Epitálamo O epitálamo limita posteriormente o III ventrículo sendo constituído pela glândula pineal(glândula endócrina secretora de melatonina, capaz de influenciar nas secreções pancreáticas,hipofisárias, paratireóideas, adrenais e gonadais – em humanos a melatonina parece inibir aAnatomia Humana II – exame teórico Página 27
  • 28. Anatomia Humana IIsecreção de FSH e LH hipofisários); comissura posterior; comissura das habenulas; estriasmedulares; trígono das habenulas (contendo os núcleos habenulares).A glândula pineal não possui barreira hematoencefálica, sendo suas funções, em maior parte,inibitórias, isto é, inibem as secreções hormonais.Os núcleos habenulares, posteriores ao tálamo recebe fibras aferentes do núcleo amigdalóide,via estrias medulares do tálamo. Outras vias de origem hipocampal atingem a os núcleoshabenulares pelo fórnix. Acredita-se que os núcleos habenulares sejam locais de integraçãoentre as vias aferentes olfatórias, viscerais e somáticas. 1.6.8. HipotálamoEstrutura diencefálica que estende-se da região do quiasma óptico até a borda caudal doscorpos mamilares. Fica abaixo do sulco hipotalâmico, na parede lateral do III ventrículo.Contém: quiasma óptico; corpos mamilares; túber cinéreo e o infundíbulo. O hipotálamo ficabem próximo ao sistema límbico, do tálamo, dos tractos ascendentes e descendentes e dahipófise. Fisiologicamente o hipotálamo é extremamente complexo, não havendo funçãoorgânica que, de alguma forma, não sofra sua influência. O hipotálamo coordena o sistemanervoso autónomo, sistemas endócrinos fazendo conexões com o córtex cerebral.Quiasma óptico é um feixe de fibras nervosas localizadas na junção entre a parede anterior e oassoalho do III ventrículo. Sua superfície superior prende-se à lâmina terminal, relacionando-seinferiormente à hipófise (separados pelo diafragma da sela – camada de dura-máter que isolaa hipófise do córtex cerebral propriamente dito). O túber cinéreo é uma massa de substânciacinzenta continuado inferiormente pelo infundíbulo. O infundíbulo, por sua vez, continua-secom o lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise). Os corpos mamilares são massas esféricasposteriores ao túber cinéreo. Posteriormente aos corpos mamilares encontramos uma áreaencefálica perfurada por pequenos orifícios sendo denominada substância perfurada anterior. 1.6.9. Telencéfalo – Hemisférios Cerebrais.Constituem a maior parte do encéfalo sendo 2 os hemisférios (direito e esquerdo) separadospela fissura longitudinal do cérebro. Essa fissura contém dobras de dura-máter que seinvaginam por entre os hemisférios até o corpo caloso, sendo denominadas foice cerebral. Ocorpo caloso é a maior comissura do cérebro interligando os dois hemisférios cerebrais. Umasegunda dobra de dura-máter separa o cérebro do cerebelo, trata-se da tenda do cerebelo.Para que a área seja maior, os hemisférios cerebrais apresentam em sua superfície, dobras ougiros, formando o que chamamos de circunvoluções. Entre os giros, frestas são observadas echamadas de sulcos. Os hemisférios separam-se didacticamente entre lobos frontal, parietal,occipital, límbico, temporal e insular. Dentre os sulcos temos que observar o sulco central(sulco de Rolando – sulco profundo que separa o lobo frontal do parietal; paralelos ao giro pré-central e pós-central); sulco lateral (fissura de Sylvius – separa o lobo frontal do lobo temporal– possui três ramos: ascendente, anterior e posterior); Sulco Parietoccipital (separando o loboparietal do occipital – pré-cuneus do cúneus) e Sulco calcarino (dividindo o lobo occipital emcúneus e giro occípitotemporal medial). 1.6.9.1. Face superior e Lateral:Anatomia Humana II – exame teórico Página 28
  • 29. Anatomia Humana IINo lobo frontal encontram-se três sulcos principais: sulco pré-central; sulco frontal superior esulco frontal inferior. O lobo central possui os seguintes giros: giro pré-central, giro frontalsuperior, giro frontal médio e giro frontal inferior (subdividido em três porções: pars orbitalis,pars triangularis e pars opercularis). Neste lobo frontal ainda encontramos a Área de Broca(motricidade da fala) e a área pré-frontal relacionada à memória de trabalho, planeamentos,cálculos, agressividade, iniciativas, comportamento.No lobo temporal encontram-se dois sulcos: sulco temporal superior (separa o giro temporalsuperior do médio) e sulco temporal inferior (separa o giro temporal médio e inferior). Entreos giros encontramos o giro temporal superior, giro temporal médio e giro temporal inferior.Ainda no lobo temporal, encontramos o giro temporal transverso ou giro de Heschlrelacionado à audição e ao equilíbrio (giro temporal superior). Estes giros transversos ligam olobo temporal ao lobo da ínsula (lobo pequeno que cresceu pouco durante o desenvolvimentocerebral). No lobo temporal uma área associativa relacionada à inteligência é encontrada edenominada área de Wernicke (trata-se de uma área parieto-occipito-temporal).No lobo parietal e occipital encontra-se no lobo parietal o sulco pós-central e o sulcointraparietal (perpendicular ao giro pós-central). Dentre os giros no lobo parietal encontramoso giro pós-central, giro parietal superior e giro parietal inferior (sendo este último dividido emgiro supra-marginal e giro angular). O giro parietal superior é separado do giro parietal inferiorpelo sulco intraparietal. O lobo occipital possui uma incisura pré-occipital (responsável pelosmovimentos sincrónicos dos olhos).O lobo da ínsula está recoberto pelos lábios superiores e inferiores do sulco lateral. Seu ápice évoltado para baixo constituindo o límen da ínsula. A ínsula possui três giros curtos (anteriores)e um giro longo (posterior), separados pelo sulco central da ínsula. 1.6.9.2. Face medial do Cérebro:Num plano sagital mediano identificamos diversas estruturas de grande importânciaanatómicas e fisiológica que devemos saber. 1. Corpo Caloso: maior comissura inter-hemisférica que penetra o centro branco medular (substância branca cortical) também chamado de centro semi-oval. O corpo caloso é subdividido em porções: rostrum, joelho, corpo ou tronco, esplênio do corpo caloso. O rostrum do corpo caloso se continua com a comissura anterior e lâmina terminal. 2. Fórnix: dividido em porções – coluna do fórnix ligada aos corpos mamilares, corpo do fórnix e perna do fórnix seguido pelas fímbrias do hipocampo (penetram o corno temporal do ventrículo lateral formando o hipocampo). 3. Septo pelúcido: fina membrana presente entre o corpo caloso e o fórnix. São duas delgadas lâminas que delimitam a cavidade do ventrículo lateral. 4. Lobo occipital: possui o sulco calcarino (divide o cúneus do giro occípitotemporal medial) e o sulco parietoccipital que divide o pré-cuneus do cúneus. O giro occípitotemporal medial continua-se com o giro para-hipocampal formando mais anteriormente o úncus do lobo temporal.Anatomia Humana II – exame teórico Página 29
  • 30. Anatomia Humana II 5. Lobo frontal e parietal: encontramos o sulco do corpo caloso (imediatamente acima do corpo caloso), continuando-se com o sulco do hipocampo; sulco do giro do cíngulo (imediatamente acima do giro do cíngulo) subdividido em três porções: ramo marginal do giro do cíngulo (divide o lóbulo paracentral do pré-cuneus), ramo subparietal (abaixo do lobo parietal) e sulco paracentral (divide o giro frontal medial do lóbulo paracentral). 6. Área Septal: composta pelo giro paraterminal ou subcaloso associada à área subcalosa. 1.6.9.3. Face Inferior:O lobo temporal visto inferiormente possui o sulco colateral separando o giro occípitotemporalmedial (antigo giro lingual) do giro occípitotemporal lateral. O sulco colateral muitas vezes écontínuo com o sulco rinal (presente no úncus do lobo temporal – relaciona-se ao olfacto),outras vezes há uma evidente separação. Já o sulco occípitotemporal lateral separa o girooccípitotemporal lateral do giro temporal inferior. O sulco do hipocampo separa o úncus dotemporal do giro para-hipocampal, sendo que o giro para-hipocampal liga-se ao giro do cínguloatravés do istmo do giro do cíngulo. O conjunto de estruturas interligadas que forma o lobolímbico (límbico vêm de limbo – periferia) constitui-se do úncus do lobo temporal, do giropara-hipocampal, istmo do giro do cíngulo e giro do cíngulo.Lobo Frontal: encontramos o sulco olfactório onde se apoia o I par de nervo craniano(olfactório), o giro recto, bulbo olfactório (porção mais ovalada na extremidade do nervoolfactório) e substância perfurada anterior. Encontramos também os giros orbitais que sãolaterais ao giro reto constituindo a base do lobo frontal. 1.6.10. Estruturas Internas dos Hemisférios CerebraisVENTRÍCULOS LATERAIS; NÚCLEOS DA BASE E SUBSTÂNCIA BRANCAVentrículos Laterais – são cavidades (em forma de C) revestidas por células da glia(ependimárias) contendo líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor. Drenam seus conteúdosatravés dos forames interventriculares ou forame de Monro para o III ventrículo. Sãosubdivididos anatomicamente em: corno frontal (anterior) do ventrículo lateral; corpo (loboparietal) do ventrículo lateral; corno occipital (posterior) do ventrículo lateral; trígono (partecentral) do ventrículo lateral; corno temporal (inferior) no ventrículo lateral. O plexo coróidedo ventrículo lateral está presente no trígono e no corno temporal do ventrículo lateral.Núcleos da Base – grupo de massas cinzentas (corpos celulares de neurónios) no interior dohemisfério cerebral. São compostos pelo corpo estriado ou striatum, corpo amigdalóide eclaustrum. O corpo estriado fica lateral ao tálamo sendo constituído pela cápsula interna,núcleo caudado e núcleo lentiforme. a. O núcleo caudado é uma grande massa em forma de C possuindo uma cabeça, um corpo e uma cauda. b. O núcleo lentiforme é dividido em outros três núcleos: Putame (lateral), globo pálido lateral e globo pálido medial. Relaciona-se medialmente com a cápsula interna e lateralmente com a cápsula externa. Os globos pálidos em conjunto são denominados pálido ou paleoestriado enquanto o Putame, associado ao núcleo caudado, são denominados neoestriado. Os núcleos da base podem ser considerados didacticamente como consultores do córtex cerebral na realização dos movimentos, recebendo aferencias do tálamo, subtálamo,Anatomia Humana II – exame teórico Página 30
  • 31. Anatomia Humana II tronco encefálico e do próprio córtex cerebral. Vale ainda destacar que a porção ventral do corpo estriado denomina-se núcleo accumbens. c. Núcleo amigdalóide: situado no lobo temporal, próximo ao úncus, faz parte do sistema límbico sendo um centro de alarme para o corpo. Possui eferencias pelo sistema nervoso autónomo simpático e aferencias de diversas porções viscerais e somáticas do organismo. d. Claustrum: delgada lâmina, separado lateralmente do córtex da ínsula pela cápsula extrema e medialmente pela cápsula externa.Substância Branca dos Hemisférios Cerebrais: são fibras nervosas classificadas em três tipos:fibras comissurais (corpo caloso, comissura anterior, comissura posterior, comissura dashabenulas); fibras de associação (fibras curtas e fibras longas – fascículo uncinado, fascículolongitudinal superior, fascículo longitudinal inferior e fascículo frontoccipital) e fibras deprojecção (cápsula interna com seus braços anteriores e posteriores além do joelho da cápsulainterna; corona radiada e radiação óptica). 1.6.11. Correlações Clínicas Lesões do Tálamo: lesões resultam em trombose ou hemorragias, são portanto, fenómenos vasculares. Os sintomas serão contralaterais às áreas lesionadas. Lesões subtalámicas: haverá fortes e súbitos movimentos involuntários por conectarem-se com os globos pálidos. Sempre contralateralmente. Aos movimentos violentos denominamos balísticos e irregulares, denominamos coreiformes. Glândula Pineal: frequentemente encontramos lesões tumorais nesta glândula com necessidade de abordagem neurocirúrgica. Depósitos de cálcio são encontrados na pineal com o avanço da idade. Hipotálamo: alteração nessa região poderá originar descontrole térmico central como hipertermia maligna, alteração na ingestão de alimentos (compulsões), diabetes insípidus (deficiência de ADH), alterações no sono e nas funções reprodutivas. Tumores hipotalâmicos poderão ser encontrados sendo o craniofaringioma um dos mais comuns. Estes tumores acometem inicialmente a hipófise expandindo-se para o hipotálamo. Síndromes metabólicas como a síndrome adiposo-genital podem ser observadas. Lesões Corticais Cerebrais: através das áreas funcionais de Broadman, o clínico pode determinar através de sintomas neurológicos que região está a ser acometida seja por um tumor, seja por um distúrbio cérebro-vascular. Ventrículos Laterais: os plexos coróides podem ser acometidos por tumores, ependimomas ou mesmo terem seus forames obstruídos causando dificuldade na drenagem de líquor, a essa situação clínica denominamos hidrocefalia não comunicante. Por outro lado após uma hemorragia subaracnóidea o líquor fica mais espesso sendo mais difícil para as granulações aracnóideas fazerem sua drenagem, originando a chamada hidrocefalia comunicante. Núcleos da Base: tumores nesta região podem originar sintomas motores clássicos também por obstruírem as fibras descendentes e ascendentes que caminham pela cápsula interna. São encontradas hemiplegias espásticas progressivas (compressão dos 2/3 anteriores da cápsula interna) ou hemiparestesias (comprometimento dos 1/3 posterior da cápsula interna).Anatomia Humana II – exame teórico Página 31
  • 32. Anatomia Humana II 1.7. Conformação interna do cérebro O cérebro é constituído por neurónio amielinicos (substância cinzenta) e mielinicos(substância branca). O cérebro pode ser observado num corte transversal ou coronal.O corpo caloso é uma grande comissura de fibras nervosas entre o hemisfério cerebral direitoe o hemisfério cerebral esquerdo. Situa-se na profundidade da fissura interhemisférica e entremais interiormente entre os hemisférios. Apresenta uma região côncava em direcção inferior,ao longo do corpo calosa no centro, da frente para trás encontra-se uma lâmina ligeiramentemais fina, até a região do quiasma óptico. Este centro vai-se designar como rostrum do corpocaloso. As estruturas mais evidentes deste, da frente para trás, serão: a região do joelho, aregião do troco e mais posteriormente a região do esplênio. Há uma região de transição defibras de um hemisfério cerebral para o outro hemisfério, estas fibras fazem a comunicaçãoentre os dois hemisférios. A região do joelho apresenta duas insinuações em direcção anterior,prolongam-se em direcção anterior, formando o córtex anterior. Este faz a comunicação entreo corpo caloso e o lóbulo frontal. As Fibras que se queiram dirigir para o lóbulo occipitalaproveitam a região do esplênio do corpo caloso e dirigem-se para o córtex occipital eposteriormente para o lóbulo occipital. E a região do troco para os lóbulos parietais etemporais. Partindo da linha media do corpo caloso há um tecido bem mais fino que o corpocaloso, em direcção inferior, é designada por septo pelúcio. Este septo vai servir para separar oventrículo médio ou terceiro ventrículo dos restantes. Na região da base do crânio está otálamo óptico, uma das funções mais óbvias deste é a de passagem das vias visuais, mas sabe-se que não é a única. O tálamo estabelece prioridade nas informações que irão chegar córtex eestabelece que informação deve chegar antes. Independentemente de serem estímulosmotores ou sensitivos eles vão estabelecer prioridade entre estes. O tálamo óptico ébasicamente constituído por duas estruturas de forma oval. O tálamo fica por baixo do corpocaloso. A aderência intertalámica faz a união entre os dois tálamos ópticos. Apresenta umaface superior e uma face inferior, esta última assenta sobre a regiãoinfratalamica/subtalámica, que é a região dos pedúnculos cerebrais. Também tem umaextremidade anterior e uma posterior. E superiormente ao corpo caloso está a fissura inter-hemisférica. Na região dos pedúnculos cerebrais encontra-se o núcleo rubro. O sulco coroideo,anteriormente faz um triângulo e pela parte posterior é exactamente igual. É uma estrutura desubstância cinzenta. O espaço anterior e posterior tem nas suas extremidades um tubérculo.Na extremidade possui um tubérculo anterior toma ligação com o lobo frontal, sendo queatravés do tubérculo posterior estabelece ligação, à região mais posterior, nomeadamente aolobo occipital e aos tubérculos quadrigémios. Ainda na extremidade posterior encontra-seumas estruturas denominadas por corpos geniculados. Este faz a ligação com os tubérculosquadrigémios anteriores e posteriores.Anatomia Humana II – exame teórico Página 32
  • 33. Anatomia Humana II Fissura inter-hemisférica Corpo caloso Tálamo óptico Aderência intertalámica Putame Núcleo Globo lentiforme pálido Lobo insular Núcleo caudadoO tálamo é o centro de decisão intermédio entre o tronco cerebral e o cérebro, este faz comoum sistema de triagem de informação. Além disso está ligado as vias visuais a daí a suadesignação. Parte das decisões emocionais são tomadas ao nível do tálamo óptico e está ligadoessencialmente a vias sensitivas. Este também estabelece ligações com a cinta de Reil e queestão ligados aos pedúnculos cerebrais e as vias sensitivas consciente. Estabelece tambémligações as cerebelo e ao núcleo rubro através de fascículos cerebelorubrotalamicos. Tambémestabelecem sinapses com o neurónio que se encontra em alguns núcleos da base, núcleos docorpo estriado. O corpo estriado é constituído por 3 regiões bastante bem definidas: duas desubstância de cinzenta, e com substância branca interposta entre elas. A substância cinzentavai-se encontrar em forma de lente, que é convexa para o lado externo e concava para o ladointerno, e uma outra substância cinzenta que tem a forma de um verme, com uma caudabastante longa o que vamos atribuir o nome de núcleo caudado. O espaço que parece que nãotem qualquer tipo de estrutura entre as substâncias cinzentas, entre o núcleo lenticular e onúcleo caudado, este é preenchido com substância branca – neurónios com mielina – e estaregião vai ser designada pela cápsula interna.Anatomia Humana II – exame teórico Página 33
  • 34. Anatomia Humana IINo corte coronal o núcleo caudado será arredondado, mais grosso em direcção anterior, maisfino em direcção posterior e vai-se situar anteriormente perto do tálamo óptico. O núcleolenticular encontra-se lateralmente ao tálamo óptico. O núcleo caudado apresenta umacabeça anteriormente que é a região mais ampla e possui uma cauda em direcção posterior. Onúcleo lenticular tem uma relação internamente com o tálamo, também com a cápsula internae está próximo do núcleo rubro. Externamente tem uma proximidade com a fissura de Sylvius.O que separa o lobo da ínsula do núcleo lenticular é o claustro. O núcleo lenticular pode serdividido em três regiões: a mais externa vai ser designada de putame (lamina medularexterna), e as duas regiões mais profundas denomina-se de globo pálido (lamina medularinterna e media). Entre o núcleo lenticular e a região do claustro está a cápsula externa, ouseja, o núcleo lenticular encontra-se delimitado pela cápsula interna e externamente pelacápsula externa – o que separa a parte do putame do claustro.NOTA:Organização dos núcleos da base Núcleo caudado putame globo pálido Estriado núcleo lentiforme Corpo estriado Núcleo da baseA região do núcleo caudado e lenticular está mais relacionado com as decisões motoras, napassagem de estímulos motores – equilíbrio, posição espacial. A substância branca – cápsulainterna - que se encontra ao pé do núcleo caudado e lenticular, é um local de passagem defibras maioritariamente motoras para o córtex, sem passar pelo tálamo para serem desviadas.Também é o local de passagem de neurónios (onde irão passar os estímulos) e a comunicaçãocom os restantes núcleos da base. Há três grupos de fibras (proximidade): talamoestriadas(tálamo e o corpo estriado) que se dirigem para o núcleo caudado ou para o lenticular;lenticuloestriadas (núcleo lenticular e caudado). Fibras que estabelecem ligação entre o córtexe a base designadas por corticoestriadas, corticotalamicas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 34
  • 35. Anatomia Humana II Terceiro grupo de fibras: fibras da cinta de Reil são a parte sensitiva voluntária (basicamente a conformação do feixe grácil e cuneiforme), e alguma destas fibras dirigem-se pela cápsula interna, e outras para o tálamo. Fibras do feixe piramidal - motoras – passam para o córtex pelo tronco cerebral. O feixe genicular está sempre associado ao feixe piramidal pelo menos na região do pedúnculo, este feixe genicular curva-se ao longo da cápsula interna para se dirigir para o lobo frontal. Os feixes sensitivos da parte inconsciente que passam pela cinta de Reil e que alguns se dirigem para onúcleo caudado e lenticular. Todo o que resta no cérebro que não seja núcleos ou zonas jádelimitadas vai-se designar de centro oval – local onde se encontram as restantes fibras para acomunicação entre os hemisférios ou no próprio hemisfério cerebral – p.e. entre o lobooccipital e a região do lobo frontal. As fibras que fazem comunicação entre regiões do mesmohemisfério cerebral são designadas como sendo as fibras de associação. Fibras comissurais sãofibras que fazem a comunicação entre dois hemisférios diferentes, essencialmente através daregião do corpo caloso, são fibras que têm de atravessar a comissura que é formada pelocorpo caloso para se dirigirem do hemisfério cerebral direito para o esquerdo (e vice-versa). Asrestantes fibras constituem uma irradiação que normalmente se abre em leque superiormentena região dos núcleos da base, nomeadamente na proximidade do tálamo, designa-se porcoroa radiada ou radial. Esta coroa é constituída pelas fibras que vêm de todos os lobos de umhemisfério cerebral e que se estão a dirigir para o tálamo óptico - do núcleo caudado,lenticular – são fibras que depois se irão dirigir para a região do troco cerebral – cinta de Reil,corpo geniculado, feixe piramidal.O cérebro mantém-se na sua posição original é devido a um jogo de forças, pressões, pelolíquido cefaloraquidiano que o está a banhar a periferia e o liquido que se encontra no seuinterior. As cavidades em que o liquido cefaloraquidiano no interior do cérebro, a cavidademedial vai-se atribuir o nome de terceiro ventrículo que é maior que o quarto ventrículo. Éuma cavidade grosseiramente oval, é interrompida na linha média pela presença de umapequena cavidade – aderência intertalámica - encontra-se entre os dois tálamos ópticos nalinha média, nos cortes sagitais não é muito evidente. O terceiro ventrículo comunica-seinferiormente com o quarto ventrículo através do aqueduto de Sylvius ou ducto cerebral.Superiormente ele comunica-se com duas grandes massas laterais cavidades onde se encontraliquido cefaloraquidiano que se atribui o nome de ventrículos laterais, comunica-se através doburaco de Monro. Os ventrículos laterais são bastantes mais amplos, que se dividem em trêsAnatomia Humana II – exame teórico Página 35
  • 36. Anatomia Humana IIgrandes porções: uma superior (a mais ampla) – porção frontal, uma mais inferior – esfenoidal,e outra mais posterior – porção occipital. O ventrículo médio é uma estrutura impar osventrículos laterais são em numero par. 1.8. MeningesSe por algum motivo se perder algum liquido cefaloraquidiano quer internamente ou naperiferia é evidente que o SNC vai sofrer outro sentido de pressão. A forma como o liquidocefaloraquidiano se mantém em proximidade com o SNC decorre da presença de trêsmembranas que envolvem o SNC que tem o nome de meninges. A camada mais externa dasmeninges tem o nome de dura-máter, uma camada intermédia com o nome de aracnóide euma mais interna a piamater. A perfuração de uma destas meninges é potencialmente letal.Uma meninge pode ser lesada devido a uma infecção o que pode ser muito perigoso porqueestá muito perto do SNC, pois a principal protecção do SNC são as meninges. A piamaterencontra-se em adesão com as estruturas do SNC. A dura-máter devido a ser mais externa enormalmente mais resistente. Na região da coluna vertebral também vai apresentar a dura-máter a periferia aderida camada óssea do crânio, a aracnóide firmemente aderida à dura-máter e na profundidade a piamater e esta adapta-se a todas as características anatómicas desuperfície da espinal medula ou na região craniana. Na região craniana vai a mesmadistribuição das meninges. O espaço epidural é um espaço que se prolonga ao longo de todo ocanal vertebral corresponde ao espaço entre o canal vertebral e a dura-máter. Maisprofundamente da dura-máter existe o espaço subdural é um espaço virtual, porque aaracnóide está tão próxima da dura-máter que essa cavidade que na realidade não existe, aliassó existirá em situações patológicas. Todo o SNC encontra-se envolvido por estas meninges, amedida que se vai descendo a medula espinhal, passa por várias camadas como a caudaequina, parte terminal o “filo terminal” e chegando ao final deste, a nível coccígeo, a dura-máter tem de formar um saco para envolver, e que designará de saco dural. Na porçãocraniana a dura-máter está mais próxima das paredes ósseas, normalmente aderida as paredesósseas da calote craniana, apenas se afasta em algumas regiões, como na região dos sulcos.Em regiões craniana a dura-máter se afasta das estruturas ósseas e permite a presença de umacavidade entre ela e cavidade craniana, e nessas cavidades irá circular sangue, nomeadamentesangue venoso. Raramente se encontrarão veias no interior do crânio porque irão estar nessascavidades. A dura-máter pode ter três funções: parece induzir o crescimento ósseo, reveste oSNC e serve de parede a existência desses vasos para a condução do sangue venoso no interiorda cavidade craniana. Também reveste as diversas cavidades mais evidentes dos espaços dosistema nervoso central, nomeadamente na fissura inter-hemisférica. A dura-máter abandonaa proximidade com o osso e faz uma invaginação para o interior da fissura inter-hemisféricaformando uma grande porção tecidular que se interpõe precisamente nos hemisférioscerebrais. No interior da foice do cérebro encontra-se o seio longitudinal superior. Outro tipode prolongamentos que a dura-máter sai da proximidade do crânio é na região do cerebelo,aquele espaço que existe entre o cerebelo e o cérebro, que tem o nome de fenda do cerebelo.Também se verifica esta situação nos hemisférios cerebelares que tem o nome de foice docerebelo. Fenda da hipófise – pesquisar.Anatomia Humana II – exame teórico Página 36
  • 37. Anatomia Humana II A aracnóide tem uma relação de muita proximidade com a dura-máter. Entre a aracnóide e apia-máter encontra-se o espaço subaracnoideo. Este espaço é o local onde se encontra oliquido cefaloraquidiano. A dura-máter é uma camada fibrosa com líquido cefaloraquidiano avolta. A pia-máter é a meninge mais profunda e a que protege o sistema nervoso central, naregião raquidiano vai ter um prolongamento anterior em direcção anterior, em direcção a aracnóide vai-se ter o prolongamento posterior, mas estes prolongamentos não são muitos proeminentes ao espaço subaracnoideo. No entanto os dois restantes prolongamentos laterais chamados os ligamentos dentados um do lado direito, e outro para o lado esquerdo. Estes já são muito proeminentes na região raquidiana do SNC divide dois prolongamentos no espaço subaracnoideo. 1.8.1. Dura-máterA dura-máter, ao contrário das outras meninges, é ricamente inervada. Como o encéfalo nãopossui terminações nervosas sensitivas, toda ou qualquer sensibilidade intracraniana selocaliza na dura-máter, que é responsável pela maioria das dores de cabeça.Pregas da dura-máter: em algumas áreas o folheto interno da dura-máter destaca-se doexterno para formar pregas que dividem a cavidade craniana em compartimentos que secomunicam amplamente. As principais pregas são: Foice do cérebro: é um septo vertical mediano em forma de foice que ocupa a fissura longitudinal do cérebro, separando os dois hemisférios. Tenda do cerebelo: projecta-se para diante como um septo transversal entre os lobos occipitais e o cerebelo. A tenda do cerebelo separa a fossa posterior da fossa média do crânio, dividindo a cavidade craniana em um compartimento superior, ou supratentorial, e outro inferior, ou infratentorial. A borda anterior livre da tenda do cerebelo, denominada incisura da tenda, ajusta-se ao mesencéfalo. Foice do cerebelo: pequeno septo vertical mediano, situado abaixo da tenda do cerebelo entre os dois hemisférios cerebelares. Diafragma da sela: pequena lâmina horizontal que fecha superiormente a sela túrcica, deixando apenas um orifício de passagem para a haste hipofisiária. 1.8.2. Aracnóide-máter Cisternas subaracnóideas: a aracnóide justapõe-se à dura-máter e ambas acompanham apenas grosseiramente o encéfalo e a sua superfície. A pia-máter adereAnatomia Humana II – exame teórico Página 37
  • 38. Anatomia Humana II intimamente a esta superfície que acompanha os giros, os sulcos e depressões. Deste modo, a distância entre as duas membranas, ou seja, a profundidade do espaço subaracnoideo é muito variável, sendo muito pequena nos giros e grande nas áreas onde parte do encéfalo se afasta da parede craniana. Forma-se assim nestas áreas, dilatações do espaço subaracnoideo, as cisternas subaracnóideas, que contém uma grande quantidade de líquor. As cisternas mais importantes são as seguintes: Cisterna magna: ocupa o espaço entre a face inferior do cerebelo e a face dorsal do bulbo e do tecto do III ventrículo. Continua caudalmente com o espaço subaracnoideo da medula e liga-se ao IV ventrículo através da abertura mediana. A cisterna magna é a maior e mais importante, sendo às vezes utilizada para obtenção de líquor através de punções. Cisterna pontina: situada ventralmente a ponte. Cisterna interpeduncular: localizada na fossa interpeduncular. Cisterna quiasmática: situado diante o quiasma óptico. Cisterna superior: situada dorsalmente ao tecto mesencefálico, entre o cerebelo e o esplênio do corpo caloso. A cisterna superior corresponde, pelo menos em parte, à cisterna ambiens, termo usado pelos clínicos. Cisterna da fossa lateral do cérebro: corresponde à depressão formada pelo sulco lateral de cada hemisfério. 1.9. Nervos cranianos 1.9.1. Nervo olfactório (NC I)Tem a função sensitiva – olfacto. Os corpos celulares dos neurónios receptores olfactivos(também são condutores) estão localizados no órgão olfactório que está localizado no tecto dacavidade nasal, ao longo do septo nasal e da parede medial da concha nasal superior. Assuperfícies apicais dos neurónios possuem cílios olfactórios do epitelio. As superfícies basaisdos neurónios receptores bipolares da cavidade nasal de um lado dão origem aos processoscentrais reunidos aproximadamente 20 filamentos do nervo olfactório (direito ou esquerdo) –atravessam a lâmina cribriforme (do etmóide) e entram no bulbo olfactório (na fossa anteriordo crânio). Esta lâmina está em contacto com a superfície inferior cerebral.Cada trato divide-se em: estrias olfactórias (lateral e medial) e termina no córtex piriforme daparte anterior do lobo temporal. Tecnicamente os bulbos e tratos olfactórios são extensõesanteriores do prosencéfalo. O nervo olfactório é o único nervo a entrar directamente nocérebro. 1.9.2. Nervo óptico (NC II):Tem a função sensorial – visão. As estruturas envolventes na recepção e transmissão deestímulos ópticos desenvolvem-se como evaginações do diencéfalo. Portanto são realmenteAnatomia Humana II – exame teórico Página 38
  • 39. Anatomia Humana IItratos de fibra do SNC formando axónios de células ganglionares retinianas. (neurónios de 3ªordem). Os neurónios são circundados por meninges cranianas e liquido cerebrospinal (LCE).As meninges estendem-se em bulbos até ao olho. O nervo craniano II começa onde os axóniosamielinicos das células ganglionares retinianos perfuram a esclera e tornam-se mielinizados,profundamente ao disco óptico. O nervo segue saindo através do canal óptico para entrar nafossa medial do crânio, onde forma o quiasma óptico. Aqui as fibras da metade nasal (medial)da retinam decussam no quiasma e unem a fibra não-cruzada da metade temporal da retina,para formar o trato óptico – permite profundidade de percepção de campo (visãotridimensional) Fibras esquerdas Trato direito Fibras direitas Trato esquerdo 1.9.3. Nervo oculomotor (NC III):Tem a função motora somática e motora visceral. Há dois núcleos oculomotores, cada umservindo um dos componentes funcionais do nervo. Núcleo motor somático mesencéfalo Dorsalmente aos 2/3 Núcleo motor visceral acessório rostrais do núcleo motor somáticoFunções do nervo oculomotor: Motor de 4 dos 6 músculos estriados extrínsecos do bulbo do olho, e pálpebra superior; Propriacepção para os músculos supracitados; Através do gânglio ciliar e do músculo liso do esfíncter da pupila o parassimpático constringe a pupila e o corpo ciliar – acomodação (visão perto).Percurso:Na divisão inferior as fibras parassimpáticas pré-sinápticas estão no gânglio ciliar. E as fibrasparassimpáticas pós-sinápticas estão no bulbo no olho.Anatomia Humana II – exame teórico Página 39
  • 40. Anatomia Humana II 1.9.4. Nervo troclear (NC IV):Tem a função motora somática e de propriacepção para um musculo extrínseco do bulbo doolho.O núcleo do nervo troclear situa-se no mesencéfalo caudalmente ao músculo oculomotor. É omenos nervo craniano e este emerge da superfície posterior do mesencéfalo, passando ao dotronco cefálico e seguindo um trajecto mais interior. O músculo oblíquo posterior usa umaespécie de roldana, para direccionar sua linha de acção (este músculo é enervado pelo nervotroclear). 1.9.5. Nervo trigémio (NC V)Tem a função sensitivo geral e de motor braquial (derivação do 1º arco faríngeo). Possui 4núcleos: 1 motor e 3 sensitivos e é o maior nervo craniano. O NC V é o principal nervo sensitivoda cabeça (boca, dentes, cavidade nasal, dura-máter). A grande raiz sensitiva é constituídapelos processos centrais dos neurónios pseudo-unipolares que formam o gânglio trigémio.Este gânglio está alojado no recesso da dura-máter lateral ao seio cavernoso. Os processosperiféricos neuronais ganglionares formam três nervos: nervo oftálmico (NC V 1), nervo maxilar(NC V2) e o nervo mandibular (NC V3) – sensitivo. As fibras motoras do nervo passaminferiormente ao gânglio trigemial ao longo do soalho da camada trigemial, desviando-se dogânglio, como as raízes anteriores espinais. São distribuídas pelo nervo mandibular (NC V 3)unindo-se as fibras sensitivas à medida que atravessa o forame oval (craniano) NOTA: O nervo mandibular (NC V3) inerva os M. da mastigação, milo-hioideo, ventre anterior do M. digástrico, tensor do véu palatino e tensor do tímpano (derivado 1º arco faríngeo).Anatomia Humana II – exame teórico Página 40
  • 41. Anatomia Humana IIEmbora o NC V não conduza fibras parassimpáticas pré-sinápticas do SNC, todos os gângliosparassimpáticos estão associados ao NC V – fibras parassimpáticas pós-sinápticas dos gângliosunem-se aos ramos do NC V e são conduzidas até os seus destinos (motoras e sensitivas). 1.9.5.1. Nervo oftálmico (NC V1)Não é um nervo braquial, ou seja, não inerva derivados do 1º arco faríngeo. As fibras sensitivasdo NC V1 são distribuídas para a pele, mucosas e conjuntiva anterior da cabeça e do nariz –reflexo da córnea (tocar a córnea). 1.9.5.2. Nervo maxilar (NC V2)As suas fibras sensitivas geralmente são distribuídas para a pele e mucosas associadas àmaxila. O gânglio pterigopalatino (parassimpático) está associado a esta divisão do NC V,envolvendo na inervação das glândulas lacrimais e mucosas. 1.9.5.3. Nervo mandibular (NC V3)Conduz fibras motoras e inerva os músculos da mastigação. Dois gânglios parassimpáticosestão associados a esta divisão do NC V: óptico e submandibular. Ambos estão relacionadoscom a inervação das glândulas salivares. 1.9.6. Nervo abducente (NC VI)Tem a função motora somática – para o músculo estriado do bulbo do olho. O núcleoabducente está na ponte de Varólio perto do plano mediano. Emerge entre a ponte de Varólioe o bulbo raquidiano e atravessa a cisterna pontina do espaço aracnoideo. Vai em direcção aartéria basilar, percorre a artéria e atravessa o anel tendíneo comum, quando entra na orbita.Seguindo sobre a face medial do reto lateral abduz o olho. 1.9.7. Nervo facial (NC VII)Tem três funções: sensitivo, motor e parassimpático. Também conduz fibras propriaceptivasdo músculo que inerva. O núcleo motor do nervo facial tem a designação de núcleobraquiomotor e situa-se na ponte de Varólio. Os corpos celulares dos neurónios sensitivosprimários estão situados no gânglio geniculado. Os processos centrais relacionados com opaladar terminam nos núcleos do trato solitário do bulbo. Já os processos relacionados com asensibilidade geral estão no núcleo espinal do nervo trigémio (terminam).Anatomia Humana II – exame teórico Página 41
  • 42. Anatomia Humana IIA raiz motora maior inerva os músculos da expressão facial. O joelho do nervo facial localiza-seno gânglio geniculado. O nervo intermédio conduz as fibras do paladar, parassimpáticas esensitivas somáticas. O nervo motor braquial supre os músculos derivados do 2º arco faríngeoprincipalmente os músculos da expressão facial e os das orelhas. Também supre o ventreposterior do digástrico, estilo-hioideo e estapédio. O parassimpático pré-sináptico envia fibraspara gânglio pterigopalatino – inervação das glândulas mucosas lacrimais – e para o gângliosubmandibular – supre glândulas salivares: sublingual e submandibular. O gângliopterigopalatino está associado ao nervo maxilar (NC V2), que distribui as fibras pós-sinápticas.O gânglio submandibular está associado ao nervo mandibular (NC V3). Fibras parassimpáticas sinapses Gânglios Fibras simpáticas e outras Atravessam Gânglios m NOTA: Sensitivo geral: algumas fibras do gânglio geniculado suprem uma pequena área da pele da concha da orelha, perto do meato acústico externo. Paladar: As fibras conduzidas pelo nervo corda do tímpano unem-se ao nervo lingual para conduzir a sensibilidade gustativa de 2/3 anteriores da língua e do palato mole.O sistema nervoso central é aquele localizado dentro do esqueleto axial (cavidade craniana ecanal vertebral); o sistema nervoso periférico é aquele que se localiza fora deste esqueleto. Oencéfalo é a parte do sistema nervoso central situado dentro do crânio neural; e a medula élocalizada dentro do canal vertebral. O encéfalo e a medula constituem o neuro-eixo. Noencéfalo temos cérebro, cerebelo e tronco encefálico.Anatomia Humana II – exame teórico Página 42
  • 43. Anatomia Humana IIAnatomia Humana II – exame teórico Página 43
  • 44. Anatomia Humana II2. Sistema circulatórioO sangue sob muita pressão deixa o coração e é distribuído pelo corpo através de artériasramificadas. Os vasos de distribuição final – arteriolas – levam o sangue oxigenado para oscapilares. Os capilares formam um leito capilar, onde ocorre troca de oxigénio, nutrientes,resíduos e outras substâncias com líquido extracelular. A maioria dos vasos do sistemacirculatório possui 3 camadas: túnica intima que é um revestimento interno formado por umaúnica camada de células epiteliais extremamente achatadas – endotélio – sustentado portecido conjuntivo; túnica média é uma camada intermediária que consiste basicamente emmúsculo liso e a túnica externa que consiste numa bainha externa de tecido conjuntivo. Atúnica média é mais variável. As artérias veias e vasos linfáticos são distinguíveis pelaespessura dessa camada em relação ao tamanho da luz e também podem variar na quantidadede fibras elásticas. 2.1. ArtériasConduzem o sangue que sai do coração e distribuem-no para o corpo. Há uma mudançagradual das características morfológicas das artérias. As grandes artérias elásticas (artériascondutoras) possuem muitas camadas elásticas em suas paredes. Sua elasticidade permitemque se expandam quando o coração contrai, minimizando a mudança de pressão e retornamao tamanho normal entre as contracções cardíacas. As artérias musculares médias (artériasdistribuidoras) têm paredes constituídas principalmente por fibras musculares lisas dispostasde forma circular. As contracções pulsáteis de suas paredes musculares contraem suas luzes deforma temporária e rítmica em sequencia progressiva, propelindo e distribuindo o sangue paraas várias partes do corpo. As pequenas artérias ou arteriolas possuem luzes relativamenteestreitas e paredes musculares espessas.As anastomoses entre múltiplos ramos de uma artéria oferecem vários possíveis desvios parao fluxo sanguíneo em caso de obstrução do trajecto habitual por compressão, pela posição deuma articulação, patologia ou ligadura cirúrgica. 2.2.Vascularização arterial do encéfalo 2.2.1. Polígono de WillisO encéfalo é vascularizado através de doissistemas: vértebro-basilar (artérias vertebrais) ecarotídeo (artérias carótidas internas). Estas sãoartérias especializadas pela irrigação doencéfalo. Na base do crânio estas artériasformam um polígono anastomótico, o Polígonode Willis, de onde saem as principais artériaspara vascularização cerebral.As artérias vertebrais se anastomosam originadoa artéria basilar, alojada na goteira basilar. Ela sedivide em duas artérias cerebrais posterioresque irrigam a parte posterior da face inferior deAnatomia Humana II – exame teórico Página 44
  • 45. Anatomia Humana IIcada um dos hemisférios cerebrais. As artérias carótidas internas originam, em cada lado, umaartéria cerebral média e uma artéria cerebral anterior. As artérias cerebrais anteriores secomunicam através de um ramo entre elas que é a artéria comunicante anterior.As artérias cerebrais posteriores se comunicam com as arteriais carótidas internas através dasartérias comunicantes posteriores. 2.2.2. Artéria Carótida InternaRamo de bifurcação da carótida comum, a carótida interna, após um trajecto mais ou menoslongo pelo pescoço, penetra na cavidade craniana pelo canal carotídeo do osso temporal. Aseguir, perfura a dura-máter e a aracnóide e, no início do sulco lateral, divide-se em dois ramosterminais: a artéria cerebral média e anterior. A artéria carótida interna, quando bloqueadapode levar a morte cerebral irreversível. Um entupimento da artéria carótida é uma ocorrênciaséria, e, infelizmente, comum. Clinicamente, as artérias carótidas internas e seus ramos sãofrequentemente referidos como a circulação anterior do encéfalo. 2.2.3. Artéria Vertebral e Basilar (Sistema vértebro-basilar)As artérias vertebrais seguem em sentido superior, em direcção ao encéfalo, a partir dasartérias subclávias próximas à parte posterior do pescoço. Passam através dos foramestransversos das primeiras seis vértebras cervicais, perfuram a membrana atlanto-occipital, adura-máter e a aracnóide, penetrando no crânio pelo forame magno. Percorrem a seguir aface ventral do bulbo e, aproximadamente ao nível do sulco bulbo-pontino, fundem-se paraconstituir um tronco único, a artéria basilar. As artérias vertebrais originam ainda as artériasespinhais e cerebelares inferiores posteriores. A artéria basilar percorre o sulco basilar daponte e termina anteriormente, bifurcando-se para formar as artérias cerebrais posterioresdireitas e esquerda. A artéria basilar dá origem, além das cerebrais posteriores, às seguintesartérias: cerebelar superior, cerebelar inferior anterior e artéria do labirinto, suprindo assimáreas do encéfalo ao redor do tronco encefálico e cerebelo. O sistema vértebro-basilar e seusramos são frequentemente referidos clinicamente como a circulação posterior do encéfalo.Abaixo, temos um resumo esquematizado da vascularização encefálica:Anatomia Humana II – exame teórico Página 45
  • 46. Anatomia Humana II 2.2.4. Vascularização Venosa do EncéfaloAs veias do encéfalo, de um modo geral, não acompanham as artérias, sendo maiores e maiscalibrosas do que elas. Drenam para os seios da dura-máter, de onde o sangue converge paraas veias jugulares internas, que recebem praticamente todo o sangue venoso encefálico.As veias jugulares externas e interna são as duas principais veias que drenam o sangue dacabeça e do pescoço. As veias jugulares externas são mais superficiais e drenam, para as veiassubclávias, o sangue da região posterior do pescoço e da cabeça. As veias jugulares internasprofundas drenam a porção anterior da cabeça, face e pescoço. Elas são responsáveis peladrenagem de maior parte do sangue dos vários seios venosos do crânio. As veias jugularesinternas de cada lado do pescoço juntam-se com as veias subclávias para formar as veiasbraquiocefálicas, que transportam o sangue para a veia cava superior.As veias do cérebro dispõem-se em dois sistemas: sistema venoso superficial e sistema venosoprofundo. Embora anatomicamente distintos, os dois sistemas são unidos por numerosasanastomoses. Sistema Venoso Superficial – Drenam o córtex e a substância branca subjacente. Formado por veias cerebrais superficiais (superiores e inferiores) que desembocam nos seios da dura-máter. Sistema Venoso Profundo – Drenam o sangue de regiões situadas mais profundamente no cérebro, tais como: corpo estriado, cápsula interna, diencéfalo e grande parte do centro branco medular do cérebro. A veia mais importante deste sistema é a veia cerebral magna ou veia de Galeno, para a qual converge todo o sangue do sistema venoso profundo do cérebro.Anatomia Humana II – exame teórico Página 46
  • 47. Anatomia Humana II 2.3. Vascularização dos pulmões e das pleurasCada pulmão possui uma grande artéria pulmonar que o irriga e duas veias pulmonares quedrenam seu sangue. A artéria pulmonar direita e esquerda originam-se no tronco pulmonar aonível do ângulo esternal e conduzem sangue pouco oxigenado aos pulmões para oxigenação.No pulmão cada artéria desce postero-lateramente ao brônquio principal e divide-se emarterial lobares e segmentares. Consequentemente, um aramo arterial segue para cada lobo esegmento broncopulmonar do pulmão. As artérias e os brônquios formam pares de pulmão,ramificando-se simultaneamente e seguindo trajectos paralelos. As veias pulmonares duas decada lado, levam sangue bem oxigenado dos pulmões para o átrio esquerdo do coração. Estasseguem independentemente das artérias e dos brônquios, passando entre os segmentosadjacentes e recebendo sangue deles no seu trajecto em direcção ao hilo. As artériasbrônquicas levam o sangue para a nutrição das estruturas que formam a raiz dos pulmões, ostecidos de sustentação dos pulmões e pleura visceral. As pequenas artérias brônquicas emitemramos para a parte superior do esófago e ramos mais distais anastomosam-se com ramos deartérias pulmonares nas paredes dos bronquíolos e na pleura visceral. As veias brônquicasdrenam apenas parte do sangue levado aos pulmões pelas artérias brônquicas, principalmenteo sangue distribuído para a parte mais proximal das raízes dos pulmões. O restante sangue édrenado pelas veias pulmonares, especificamente aquele que retorna da pleura visceral, dasregiões mais periféricas do pulmão e dos componentes distais da raiz do pulmão. 2.4. Vascularicação coraçãoA irrigação do coração é assegurada pelas artérias coronárias e pelo seio coronário. As artériascoronárias são duas, uma direita e outra esquerda. Elas têm este nome porque ambaspercorrem o sulco coronário e são as duas originadas da artéria aortas. Esta artéria, logodepois da sua origem, dirige-se para o sulco coronário percorrendo-o da direita para aesquerda, até ir se anastomosar com o ramo circunflexo, que é o ramo terminal da artériacoronária esquerda que faz continuação desta circundado o sulco coronário. A artériacoronária direita: da origem a duas artérias que vão irrigar a margem direita e a parteposterior do coração, são ela artéria marginal direita e artéria interventricular posterior. Aartéria coronária esquerda, de início, passa por um ramo por trás do tronco pulmonar paraatingir o sulco coronário, evidenciando-se nas proximidades do ápice da aurícula esquerda.Logo em seguida, emite um ramo interventricular anterior e um ramo circunflexo que daorigem a artéria marginal esquerda. Na face diafragmática as duas artéria se anastomosamformando um ramo circunflexo. O sangue venoso é colectado por diversas veias quedesembocam na veia magna do coração, que inicia ao nível do ápice do coração, sobe o sulcointerventricular anterior e segue o sulco coronário da esquerda para a direita passando pelaface diafragmática, para ir desembocar no átrio direito. A porção terminal deste vaso,representada por seus últimos 3 cm forma uma dilatação que recebe o nome de seiocoronário. O seio coronário recebe ainda a veia média do coração, que percorre de baixo paracima o sulco interventricular posterior e a veia pequena do coração que margeia a bordadireita do coração. Há ainda veias mínimas, muito pequenas, as quais desembocamdirectamente nas cavidades cardíacas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 47
  • 48. Anatomia Humana II 2.5. Artérias importantes do corpo humano 2.5.1. Sistema do tronco pulmonarO tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo direito e se bifurca em duas artériaspulmonares, uma direita e outra esquerda. Cada uma delas se ramifica a partir do hilopulmonar em artérias segmentares pulmonares. Ao entrar nos pulmões, esses ramos sedividem e subdividem até formarem capilares, em torno alvéolos nos pulmões. O gáscarbónico passa do sangue para o ar e é exalado. O oxigénio passa do ar, no interior dospulmões, para o sangue. Esse mecanismo é denominado HEMATOSE. 2.5.2. Sistema da artéria aortaÉ a maior artéria do corpo, com diâmetro de 2 a 3 cm. Suas quatro divisões principais são aaorta ascendente, o arco da aorta, a aorta torácica e aorta abdominal. A aorta é o principaltronco das artérias sistémicas. A parte da aorta que emerge do ventrículo esquerdo, posteriorao tronco pulmonar, é a aorta ascendente. O começo da aorta contém as válvulas semilunaresaórticas. A artéria aorta se ramifica na porção ascendente em duas artérias coronárias, umadireita e outra esquerda que vão irrigar o coração.A artéria coronária esquerda passa entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar. Divide-seem dois ramos: ramo interventricular anterior (ramo descendente anterior esquerdo) e umramo circunflexo. O ramo interventricular anterior passa ao longo do sulco interventricular emdirecção ao ápice do coração e supre ambos os ventrículos. O ramo circunflexo segue o sulcocoronário em torno da margem esquerda até a face posterior do coração, originando assim aartéria marginal esquerda que supre o ventrículo esquerdo.A artéria coronária direita corre no sulco coronário ou atrioventricular e dá origem ao ramomarginal direito que supre a margem direita do coração à medida que corre para o ápice docoração. Após originar esses ramos, curva-se para esquerda e contínuo o sulco coronário até aface posterior do coração, então emite a grande artéria interventricular posterior que desce nosulco interventricular posterior em direcção ao ápice do coração, suprindo ambos osventrículos. Logo em seguida a artéria aorta se encurva formando um arco para aesquerda dando origem a três artérias (artérias da curva da aorta) sendo elas: Tronco Braquiocefálico arterial Artéria carótida comum esquerda Artéria subclávia esquerdaO tronco Braquiocefálico arterial origina duas artérias: Artéria carótida comum direita Artéria subclávia direitaAnatomia Humana II – exame teórico Página 48
  • 49. Anatomia Humana II 2.6. Artérias do pescoço e cabeçaA artéria vertebral direita e esquerda e as artérias carótida comum direita e esquerda sãoresponsáveis pela vascularização arterial do pescoço e da cabeça. Antes de entrar na axila, aartéria subclávia dá um ramo para o encéfalo, chamada artéria vertebral, que passa nosforames transversos da C6 à C1 e entra no crânio através do forame magno. As artériasvertebrais unem-se para formar a artéria basilar (supre o cerebelo, ponte e ouvido interno),que dará origem as artérias cerebrais posteriores, que irrigam a face inferior e posterior docérebro. Na borda superior da laringe, as artérias carótidas comuns se dividem em artériacarótida externa e artéria carótida interna. A artéria carótida externa irriga as estruturasexternas do crânio. A artéria carótida interna penetra no crânio através do canal carotídeo esupre as estruturas internas do mesmo. Os ramos terminais da artéria carótida interna são aartéria cerebral anterior (supre a maior parte da face medial do cérebro) e artéria cerebralmédia (supre a maior parte da face lateral do cérebro). Artéria carótida externa: irriga pescoçoe face. Seus ramos colaterais são: artéria tiróide superior, artéria lingual, artéria facial, artériaoccipital, artéria auricular posterior e artéria faríngea ascendente. Seus ramos terminais são:artéria temporal e artéria maxilar. 2.7. Artérias membro superiorAnatomia Humana II – exame teórico Página 49
  • 50. Anatomia Humana II 2.8. Artérias dos membros inferioresAnatomia Humana II – exame teórico Página 50
  • 51. Anatomia Humana II3. VeiasAs veias normalmente reconduzem o sangue desoxigenado (venoso) dos leitos capilares para ocoração, o que confere as veias uma aparência azul-escura. As grandes vais pulmonares sãoatípicas porque conduzem sangue bem oxigenado dos pulmões para o coração. Normalmenteas veias não pulsam e não ejectam nem jorram sangue quando seccionadas. Existem trêstamanhos de veias: as venulas drenam os leitos dos capilares e unem-se a vasos semelhantespara formarem pequenas veias; as veias médias drenam os plexos venosos, e acompanham asartérias médias, nos membros e em alguns outros locais a força da gravidade se opõe ao fluxosanguíneo em direcção ao coração, mas não na direcção inversa. Existem também as grandesveias e estas são caracterizadas por largos feixes de músculo liso longitudinal. As veias sãomais abundantes que as artérias. As paredes finas das veias permitem que tenham uma grandecapacidade de expansão, e expandem-se quando o retorno do sangue para o coração éimpedido por compressão ou pressões internas. . Tal como as artérias as veias formam umcircuito. Ao contrário que seria esperado 20% do sangue está nas artérias e 80% está nas veiaspela sua grande capacidade de expansão. Nos livros as veias são sempre ilustradasseparadamente das artérias mas o que se verifica é que as veias são veias acompanhantes –circundam a artéria em uma rede com ramificações irregulares. Por causa desta posição asveias são distendidas e achatadas quando a artéria se expande durante a contracção docoração, o que ajuda a conduzir o sangue venoso para o coração – bomba arteriovenosa. Asválvulas das veias interrompem as colunas de sangue, assim aliviando a pressão nas paredesmais baixas, permitindo que o sangue venoso flua apenas em direcção ao coração. 3.1. Algumas veias importantes do corpo humano:Veias da circulação pulmonar (ou pequena circulação): As veias que conduzem o sangue queretorna dos pulmões para o coração após sofrer a hematose (oxigenação), recebem o nome deveias pulmonares. São quatro veias pulmonares, duas para cada pulmão, uma direita superiore uma direita inferior, uma esquerda superior e uma esquerda inferior.As quatro veias pulmonares vão desembocar no átrio esquerdo. Estas veias são formadas pelasveias segmentares que recolhem sangue venosos dos segmentos pulmonares.Veias da circulação sistémica (ou da grande circulação): duas grandes veias desembocam noátrio direito trazendo sangue venoso para o coração. São elas: veia cava superior e veia cavainferior. Temos também o seio coronário que é um amplo conduto venoso formado pelas veiasque estão trazendo sangue venoso que circulou no próprio coração.Veia cava superior: a veia cava superior tem o comprimento de cerca de 7,5cm e diâmetro de2cm e origina-se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia braquiocefálica direita e esquerda).Cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue domembro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço).Veia cava Inferior: a veia cava inferior é a maior veia do corpo, com diâmetro de cerca de3,5cm e é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região pélvica edos membros inferiores.Anatomia Humana II – exame teórico Página 51
  • 52. Anatomia Humana IISeio Coronário e veias Cardíacas: O seio coronário é a principal veia do coração. Ele recebequase todo o sangue venoso do miocárdio. Fica situado no sulco coronário abrindo-se no átriodireito. É um amplo canal venoso para onde drenam as veias. Recebe a veia cardíaca magma(sulco interventricular anterior) em sua extremidade esquerda, veia cardíaca média (sulcointerventricular posterior) e a veia cardíaca parva em sua extremidade direita. Diversas veiascardíacas anteriores drenam directamente para o átrio direito. 3.2. Veias cabeça e pescoçoCrânio: a rede venosa do interior do crânio é representada por um sistema de canaisintercomunicantes denominados seios da dura-máter.Seios da dura-máter:Anatomia Humana II – exame teórico Página 52
  • 53. Anatomia Humana IISão verdadeiros túneis escavados na membrana dura-máter. Esta, é a membrana mais externadas meninges. Estes canais são forrados por endotélio. Os seios da dura-máter podem serdivididos em seis ímpares e sete pares.SEIOS ÍMPARES (6): são três relacionados com a calvária craniana e três com a base do crânio.Seios da calvária craniana: Seio sagital superior: situa-se na borda superior e acompanha a foice do cérebro em toda sua extensão. Seio sagital inferior: ocupa dois terços posteriores da borda inferior da parte livre da foice do cérebro. Seio reto: situado na junção da foice do cérebro com a tenda do cerebelo. Anteriormente recebe o seio sagital inferior e a veia magna do cérebro (que é formada pelas veias internas do cérebro) e posteriormente desemboca na confluência dos seios.Seios da base do crânio: Seio intercavenoso anterior: liga transversalmente os dois seios cavernosos. Situado na parte superior da sela túrsica, passando diante e por cima da hipófise. Seio intercavernoso posterior: paralelo ao anterior, este liga os dois seios cavernosos, passando por trás e acima da hipófise. Plexo basilar: é um plexo de canais venosos que se situa no clivo do occipital. Este plexo desemboca nos seios intercavernoso posterior e petrosos inferiores (direito e esquerdo).SEIOS PARES: são situados na base do crânio. Seio esfenoparietal: ocupa a borda posterior da asa menor do osso esfenóide. Seio cavernoso: disposto no sentido ântero-posterior, ocupa cada lado da sela túrsica. Recebe anteriormente a veia oftálmica, a veia média profunda do cérebro e o seio esfenoparietal e, posteriormente, se continua com o seios petrosos superior e inferior. Seio petroso superior: estende-se do seio cavernoso até o seio transverso, situa-se na borda superior da parte petrosa do temporal. Seio petroso inferior: origina-se na extremidade posterior do seio cavernoso, recebe parte do plexo basilar, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna. Seio transverso: origina-se na confluência dos seios e percorre o sulco transverso do osso occipital, até a base petrosa do temporal, onde recebe o seio petroso superior e se continua com o seio sigmóide. Seio sigmóide: ocupa o sulco de mesmo nome, o qual faz um verdadeiro "S" na borda posterior da parte petrosa do temporal, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna, após atravessar o forame jugular. A veia jugular interna faz continuação ao seio sigmóide, sendo que o seio petroso inferior atravessa o forame jugular para ir desembocar naquela veia. Seio occipital: origina-se perto do forame magno e localiza-se de cada lado da borda posterior da foice do cerebelo.Posteriormente termina na confluência dos seios ao nível da protuberância occipital interna.Face: Normalmente as veias tiroidea superior, lingual, facial e faríngea se anastomosamformando um tronco comum que vai desembocar na veia jugular interna. O plexo pterigoídeorecolhe o sangue do território vascularizado pela artéria maxilar, inclusive de todos os dentes,mantendo anastomose com a veia facial e com o seio cavernoso. Os diversos ramos do plexoAnatomia Humana II – exame teórico Página 53
  • 54. Anatomia Humana IIpteridoídeo se anastomosam com a veia temporal superficial, para constituir a veiaretromandibular. Essa veia retromandibular que vai se unir com a veia auricular posterior paradar origem à veia jugular externa. A cavidade orbital é drenada pelas veias oftálmicas superiore inferior que vão desembocar no seio cavernoso. A veia oftálmica superior mantémanastomose com o início da veia facial. 3.2.1. PescoçoDescendo pelo pescoço, encontramos quatro pares de veias jugulares. Essas veias jugularestêm o nome de interna, externa, anterior e posterior.Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia para formar o troncoBraquiocefálico venoso. Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia. Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da região supra-hioídea e desemboca na terminação da veia jugular externa. Veia jugular posterior: origina-se nas proximidades do occipital e desce posteriormente ao pescoço para ir desembocar no tronco braquiocefálico venoso. Está situada profundamente. 3.3. TóraxEncontramos duas excepções principais: A primeira se refere ao seio coronário que se abre directamente no átrio direito. A segunda disposição venosa diferente é o sistema de ázigos.As veias do sistema de ázigo recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax eabdómen. Do abdómen o sangue venoso sobe pelas veias lombares ascendentes; do tórax érecolhido principalmente por todas as veias intercostais posteriores.Sistema de ázigo forma um verdadeiro "H" por diante dos corpos vertebrais da porção torácicada coluna vertebral. O ramo vertical direito do "H" é chamado veia ázigos. O ramo verticalesquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em dois segmentos, um superior e outro inferior.O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é constituído pela veia hemiázigos, enquanto osegmento superior desse ramo recebe o nome de hemiázigo acessória. O ramo horizontal éanastomótico, ligando os dois segmentos do ramo esquerdo com o ramo vertical direito.Finalmente a veia ázigo vai desembocar na veia cava inferior.Anatomia Humana II – exame teórico Página 54
  • 55. Anatomia Humana II 3.4. Abdómen:Há um sistema venoso muito importante que recolhe sangue das vísceras abdominais paratransportá-lo ao fígado. É o sistema da veia porta. A veia porta é formada pela anastomose daveia esplénica (recolhe sangue do baço) com a veia mesentérica superior. A veia esplénica,antes de se anastomosar com a veia mesentérica superior, recebe a veia mesentérica inferior.Depois de constituída, a veia porta recebe ainda as veias gástrica esquerda e prepilórica. Aochegar nas proximidades do hilo hepático, a veia porta se bifurca em dois ramos (direito eesquerdo), penetrando assim no fígado. No interior do fígado, os ramos da veia porta realizamuma verdadeira rede. Vão se ramificar em venulas de calibre cada vez menor até acapilarização. Em seguida os capilares vão constituindo novamente venulas que se reúnemsucessivamente para formar as veias hepáticas as quais vão desembocar na veia cava inferior.A veia gonodal do lado direito vai desembocar em um ângulo agudo na veia cava inferior,enquanto a do lado esquerdo desemboca perpendicularmente na veia renal.RESUMINDO O SISTEMA PORTA-HEPÁTICO: A circulação porta hepática desvia o sanguevenoso dos órgãos gastrointestinais e do baço para o fígado antes de retornar ao coração. Aveia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica superior e esplénica. A veiamesentérica superior drena sangue do intestino delgado e partes do intestino grosso,estômago e pâncreas. A veia esplénica drena sangue do estômago, pâncreas e partes dointestino grosso. A veia mesentérica inferior, que desagua na veia esplénica, drena partes dointestino grosso. O fígado recebe sangue arterial (artéria hepática própria) e venoso (veiaporta hepática) ao mesmo tempo. Por fim, todo o sangue sai do fígado pelas veias hepáticasque desaguam na veia cava inferior 3.5. Veias dos membros superioresAnatomia Humana II – exame teórico Página 55
  • 56. Anatomia Humana IIAs veias profundas dos membros superiores seguem o mesmo trajecto das artérias dosmembros superiores. As veias superficiais dos membros superiores: A veia cefálica tem origem na rede de venulas existente na metade lateral da região da mão. Em seu percurso ascendente ela passa para a face anterior do antebraço, a qual percorre do lado radial, sobe pelo braço onde ocupa o sulco bicipital lateral e depois o sulco deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia axilar. A veia basílica origina-se da rede de venulas existente na metade medial da região dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face anterior, a qual sobe do lado ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio do segmento superior, quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia braquial medial. A veia mediana do antebraço inicia-se com as venulas da região palmar e sobe pela face anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálica e basílica.Nas proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se bifurca,dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e lateralmente para seanastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que dirige obliquamente para cimae medialmente para se anastomosar com a veia basílica. 3.6. Veias dos membros inferioresAnatomia Humana II – exame teórico Página 56
  • 57. Anatomia Humana IIAs veias profundas dos membros inferiores seguem o mesmo trajecto das artérias dosmembros inferiores. As veias superficiais dos membros inferiores: Veia safena magna: origina-Anatomia Humana II – exame teórico Página 57
  • 58. Anatomia Humana IIse na rede de venulas da região dorsal do pé, margeando a borda medial desta região, passaentre o maléolo medial e o tendão do músculo tibial anterior e sobe pela face medial da pernae da coxa. Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma curva para se aprofundar eatravessa um orifício da fáscia lata chamado de hiato safeno. A veia safena parva: origina-se naregião de venulas na margem lateral da região dorsal do pé, passa por trás do maléolo lateral esobe pela linha mediana da face posterior da perna até as proximidades da prega de flexão dojoelho, onde se aprofunda para ir desembocar em uma das veias poplíteas. A veia safena parvacomunica-se com a veia safena magna por intermédio de vários ramos anastomósticos. 3.7. Capilares sanguíneosPara que os nutrientes e o oxigénio conduzidos pelas artérias beneficiem as células queformam os tecidos do corpo, devem deixar os vasos transportadores e entrar no espaço extravascular entre as células. Os capilares são tubos endoteliais simples que unem os lados arteriale venoso da circulação e permitem a troca de materiais com o liquido extracelular (LEC) ouintersticial. O sangue entra nos leitos capilares através de arteriolas que controlam o fluxo e édrenado pelas venulas. As paredes dos capilares são relativamente impermeáveis às proteínasplasmáticas. Os locais de comunicação anastomoses arteriolo-venulares permitem que osangue que está nas artérias passe directamente para as veias sem passar pelos capilares. Osangue no sistema venoso porta atravessa dois leitos de capilares antes de retornar para ocoração (normalmente atravessa apenas um leito capilar).Anatomia Humana II – exame teórico Página 58
  • 59. Anatomia Humana II4. Sistema linfáticoEmbora o sistema linfático esteja presente na maior parte do corpo,grande parte não é visível no cadáver, este sistema é essencial para asobrevivência. Diariamente até 3 litros de líquido não são reabsorvidospelos capilares sanguíneos. Além disso parte da proteína plasmáticapassa para os espaços extracelulares e o material originado pelascélulas não pode atravessar a parede dos capilares sanguíneos. Sehouvesse uns acúmulos desse material no espaço extracelular poderiaocorrer uma osmose inversa, atraindo mais líquido para esse espaço.Não há esse acumulo devido à existência do sistema linfático, quemantém equilibrado o líquido no espaço extracelular. O sistemalinfático é constituído por: plexos linfáticos, vasos linfáticos, linfa,linfonodos, linfócitos e tecido linfóide. Os plexos linfáticos são redes decapilares linfáticos que são formados por um endotélio simples, assimé mais fácil para as proteínas plasmáticas, bactérias, resíduos celularesou até mesmo células inteiras passarem para dentro destes plexos. Osvasos linfáticos são uma rede presente em quase todo o corpo, com vasos de paredes finascom válvulas linfáticas abundantes. Em indivíduos vivos, estes vasos destacam-se nos locaisonde se encontram as válvulas regularmente separadas conferindo ao sistema linfático umaspecto de contas. Os vasos linfáticos não estão nos dentes, no osso, na medula óssea e emtoda a parte central do sistema nervoso. A linfa é um líquido tecidual que entra nos capilareslinfáticos e é conduzido por vasos linfáticos. Geralmente é transparente, aquosa e ligeiramenteamarelada. Os linfonodos são pequenas massas de tecido linfático situados ao longo dotrajecto dos vasos linfáticos nas quais a linfa é filtrada em seu trajecto até ao sistema venoso.Os linfócitos são células circulantes do sistema imunitário, que reagem contra materiaisestranho. Os tecidos linfóide são locais onde se produz linfócitos.Os vasos linfáticos superficiais e profundos atravessam os linfonodos em seu trajecto nosentido proximal, tornando-se maiores à medida que se fundem com vasos que drenamregiões adjacentes. Os vasos linfáticos maiores entram nos grandes vasos colectores,denominados troncos linfáticos, que se unem para formar o ducto linfático direito ou o ductotorácico. O ducto linfático direito drena a linfa do quadrante superior direito do corpo. O ductotorácico drena a linfa restante do corpo. Os troncos linfáticos que drenam a metade inferior docorpo fundem-se no abdómen, algumas vezes formando um saco colector dilatado, a cisternado quilo. Outras funções do sistema linfático: absorção e transporte de gordura daalimentação (ex: lácteos) e formação de um mecanismo de defesa para o corpo (ex: quando háremoção de uma proteína estranha). 4.1. Plexo linfático – pulmãoO plexo linfático superficial situa-se profundamente à pleura visceral e drena o parênquimapulmonar e a pleura visceral. Os vasos linfáticos deste plexo superficial drenam para oslinfonodos broncopulmonares no hilo do pulmão. O plexo linfático profundo está localizado nasubmucosa dos brônquios e no tecido conjuntivo peribrônquico. Está relacionadoprincipalmente à drenagem das estruturas que formam que formam a raiz do pulmão. OsAnatomia Humana II – exame teórico Página 59
  • 60. Anatomia Humana IIvasos linfáticos desse plexo profundo drenam inicialmente para os linfonodosintrapulmonares, localizados ao longo dos brônquios lobares. A linfa dos plexos linfáticossuperficiais e profundos drena para os linfonodos traquebrônquicos superiores e inferiores. Opulmão direito drena principalmente através dos respectivos conjuntos de linfonodos no ladodireito, e o lobo superior do lobo do pulmão esquerdo drena principalmente através dosrespectivos linfonodos do lado esquerdo. A linfa daqui proveniente segue para os troncoslinfáticos broncomediastinais direito e esquerdo. O tronco broncomediastinal esquerdo podeterminar no ducto torácico. O tronco broncomediastinal direito pode chegar até ao ductolinfático direito curto.5. Pleuras e pulmões 5.1. NarizO nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua parte exterior denominadanariz externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal.O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior e cuja a face posteriorse ajusta verticalmente no 1/3 médio da face. As faces laterais do nariz apresentam umasaliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz. O ar entra no trato respiratório atravésde duas aberturas chamadas narinas. Em seguida, flui pelas cavidades nasais direita eesquerda, que estão revestidas por mucosa respiratória. O septo nasal separa essas duascavidades. Os pêlos do interior das narinas filtram grandes partículas de poeira que podem serinaladas. Além disso, a cavidade nasal contêm células receptoras para o olfacto.A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz, ela é subdividida em doiscompartimentos um direito e outro esquerdo. Cada compartimento dispõe de um orifícioanterior que é a narina e um posterior denominado coana. As coanas fazem a comunicação dacavidade nasal com a faringe. É na cavidade nasal que o ar torna-se condicionado, ou seja, éfiltrado, humedecido e aquecido. Na parede lateral da cavidade nasal encontramos as conchasnasais (cornetos) que são divididas em superior, média e inferior. O esqueleto ósseo do nariz éformado pelo osso frontal, ossos nasais e maxilares. A cavidade nasal contém várias aberturasde drenagem, pelas quais o muco dos seios paranasais é drenado. Os seios paranasaiscompreendem os seios maxilares, frontal, etmoidal e o esfenoidal. 5.2. FaringeA faringe é um tubo que começa nas coanas e estende-se para baixo no pescoço. Ela se situalogo atrás das cavidades nasais e logo a frente às vértebras cervicais. Sua parede é compostade músculos esqueléticos e revestida de túnica mucosa. A faringe funciona como umapassagem de ar e alimento. É dividida em 3 regiões: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Aporção superior da faringe, denominada parte nasal ou nasofaringe, tem as seguintescomunicações: duas com as coanas, dois óstios faríngeos das tubas auditivas e com aorofaringe. A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tubaauditiva, que por sua vez conecta a parte nasal da faringe com a cavidade média timpânica doouvido. A parte intermediária da faringe, a orofaringe, situa-se atrás da cavidade oral eestende-se do palato mole até o nível do hióide. A parte da orofaringe tem comunicação com aboca e serve de passagem tanto para o ar como para o alimento. A laringofaringe estende-separa baixo a partir do osso hióide, e conecta-se com o esófago (canal do alimento) eAnatomia Humana II – exame teórico Página 60
  • 61. Anatomia Humana IIposteriormente com a laringe (passagem de ar). Como a parte oral da faringe, a laringofaringeé uma via respiratória e também uma via digestiva. 5.3. LaringeA laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traqueia. Ela se situa na linha medianado pescoço, diante da quarta, quinta e sexta vértebra cervicais.A laringe tem três funções: Actua como passagem para o ar durante a respiração; Produz som, ou seja, a voz (por esta razão é chamada de caixa de voz); Impede que o alimento e objectos estranhos entrem nas estruturas respiratórias (como a traqueia).A laringe desempenha função na produção de som, que resulta na fonação. Na sua superfícieinterna, encontramos uma fenda ântero-posterior denominada vestíbulo da laringe, quepossui duas pregas: prega vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocaisverdadeiras).A laringe é uma estrutura triangular constituída principalmente de cartilagens, músculos eligamentos. A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. Três são ímpares(cartilagem Tiroidea, cricóide e epiglótica) e três são pares (cartilagem aritnóidea, cuneiformee curniculada). A cartilagem tiroidea consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior elateral da laringe, é maior nos homens devido à influência das hormonas durante a fase dapuberdade. As margens posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em formas deestiletes grossos e curtos, denominados cornos superiores e inferiores. A cartilagem cricóidelocaliza-se logo abaixo da cartilagem tiróide e antecede a traqueia. A epiglote se fixa no ossohióide e na cartilagem tiróide. A epiglote é uma espécie de "porta" para o pulmão, ondeapenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já substâncias líquidas e sólidas nãoentram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esófago. A cartilagem aritnóidearticula-se com a cartilagem cricóide, estabelecendo uma articulação do tipo diartrose. Ascartilagens aritnóides são as mais importantes, porque influenciam as posições e tensões daspregas vocais (cordas vocais verdadeiras). A cartilagem curniculada situa-se acima dacartilagem aritnóide. A cartilagem cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente àcartilagem curniculada correspondente, ligando cada aritnóide à epiglote. As cavidadespulmonares são revestidas por membranas pleurais (pleura) que também se reflectem ecobrem a superfície externa dos pulmões contidos nas cavidades. 5.4. PleurasCada pulmão é revestido e envolvido por um saco pleural seroso que consiste em duasmembranas contínuas: a pleura visceral – que reveste toda a superfície pulmonar – e a pleuraparietal – que reveste as cavidades pulmonares. A cavidade pleural é um espaço virtual eAnatomia Humana II – exame teórico Página 61
  • 62. Anatomia Humana IIcontém uma camada capilar de líquido pleural seroso, este lubrifica as superfícies pleurais epermite que as camadas pleurais deslizem suavemente uma sobre a outra durante arespiração. A pleura visceral cobreintimamente o pulmão e está aderida atodas as superfícies, incluindo assuperfícies no interior das fissurashorizontal e oblíqua, não podendo serdissecada de suas superfícies. Estepleura é contínua com a pleura parietalno hilo do pulmão, onde as estruturasque formam a raiz do pulmão entram esaem. A pleura parietal reveste ascavidades pulmonares, assim aderindoà parede torácica, ao mediastino e aodiafragma. É mais volumosa que apleura visceral, e esta pleura está dividida em 4 partes: a parte costal cobre as superfíciesinternas da parede torácica; a parede mediastinal cobre as faces laterais do mediastino; aparte diafragmática cobre a superfície superior ou torácica do diafragma de cada lado domediastino; e a cúpula da pleura, esta estende-se através da abertura superior do tórax eentra na raiz do pescoço, formando uma cúpula pleural caliciforme sobre o ápice do pulmão.Inferiormente à raiz do pulmão, essa continuidade entre a pleura parietal e visceral é umadupla camada “vazia” de pleura - o ligamento pulmonar - estende-se entre o pulmão e omediastino, imediatamente anterior ao esófago. Uma camada fina, mais elástica da fáscia endotorácica – fáscia frenicopleural – une a parte diafragmática da pleura às fibras musculares do diafragma. A cúpula da pleura é forçada por um extensão fibrosa da fáscia endotorácica – membrana suprapleural – que se fixa à borda interna da 1ª costela e ao processo transverso da vértebra C7.Existem linhas de reflexão das pleuras que consistem em linhas relativamente abruptas asquais a pleura muda de direcção à medida que passa de um à outra parede da cavidade: Linha esternal de reflexão pleural é abrupta e ocorre no local onde a pleura costal torna-se continua com a pleura mediastinal; o A direita segue inferiormente o plano mediano até a face posterior do processo xifoide; o A esquerda segue inferiormente o plano mediano apenas até ao nível da 4ª cartilagem costal. A linha costal de reflexão pleural também é abrupta e ocorre o local onde a pleura costal se torna contínua com a pleura diafragmática inferiormente. A linha vertebral de reflexão pleural é esta é muito arredondada e gradual e ocorre no local onde a pleura costal torna-se continua com a pleura mediastinal posteriormente.Anatomia Humana II – exame teórico Página 62
  • 63. Anatomia Humana IIOs pulmões não ocupam completamente as cavidades pulmonares durante a expiração. Assim,a pleura diafragmática periférica está me contacto com as partes mais inferiores da pleuracostal. Os espaços virtuais aqui são os recessos costodiafragmáticos, que circundam aconvexidade superior do diafragma dentro da parede diafragmática. Recessos pleuraissemelhantes, mas mais pequenos, estão localizados posteriormente ao esterno, onde a pleuracostal está em contacto com a pleura mediastinal. Os espaços pleurais virtuais aqui são osrecessos mediastinais. O recesso esquerdo é potencialmente maior devido à incisura cardíacano pulmão esquerdo. NOTA: As bordas inferiores dos pulmões aproximam-se dos recessos pleurais durante a inspiração e afastam-se deles durante a expiração. 5.5. PulmõesA sua principal função é oxigenar o sangue colocando o ar inspirado bem próximo do sanguevenoso nos capilares pulmonares. Os pulmões em pessoas vivas e saudáveis são normalmenteleves, macios e esponjosos, e ocupam totalmente as cavidades pulmonares. Também sãoelásticos e retraem-se para aproximadamente 1/3 do tamanho original quando a cavidadetorácica é aberta. Os pulmões são separados um dos outros pelo mediastino, ao qual estãofixados nas raízes dos pulmões – brônquios e vasos associados (artérias e veias pulmonares,plexos pulmonares nervosos, vasos linfáticos).Anatomia Humana II – exame teórico Página 63
  • 64. Anatomia Humana II NOTA: Antes da ramificação do brônquio a configuração geral é: Artéria pulmonar superior à esquerda; Veias pulmonares superior e inferior, mais interior e mais inferior, respectivamente; Brônquio aproximadamente ao meio do limite posterior, com os vasos brônquicos imediatamente adjacentes.Medial ao hilo, a raiz está encerrada na área de continuidade entre as lâminas parietal evisceral de pleura – a bainha pleural ou mesopneumonio. NOTA: O hilo do pulmão é uma área cuneiforme da superfície medial de cada pulmão, o ponto no qual as estruturas que formam a raiz entram e saem do pulmão. O hilo pode ser comparado à área da terra na qual as raízes de uma planta penetram no solo,A fissura horizontal e oblíqua dividem os pulmões em lobos. O pulmão possui 3 lobos o pulmãopossui 2. O pulmão direito é mais pesado do que o esquerdo, porém é mais curto e mais largo,porque a cúpula direita do diafragma é mais alta e o coraçãoe o pericárdio são mais salientes à esquerda. A borda anteriordo pulmão é relativamente recta, enquanto essa borda dopulmão esquerdo possui uma incisura cardíaca profunda. Alíngula estende-se abaixo da incisura cardíaca e desliza paradentro e para fora do recesso costomediastinal durante ainspiração e a expiração. Cada pulmão possui: um ápice éuma extremidade superior arredondada do pulmão que ficaem cima da 1ª costela até a raiz do pescoço, recoberta pelacúpula da pleura; 3 faces (costal, mediastinal e diafragmática)e 3 margens (anterior, inferior e posterior). A face costal dopulmão é: grande, lisa e convexa. Está relacionada à pleuracostal, que a separa das costelas, cartilagens costais e dos músculos intercostais íntimos. Aparte posterior desta face está relacionada aos corpos das vértebras torácicas e algumas vezesdenominada – parte vertebral da face costal. A face mediastinal do pulmão é côncava, porqueAnatomia Humana II – exame teórico Página 64
  • 65. Anatomia Humana IIestá relacionado ao mediastino médio, que contém o pericárdio e o coração. Esta face inclui ohilo e assim recebe a raiz do pulmão, ao redor do qual a pleura forma a bainha pleural. Oligamento pulmonar pende inferiormente da bainha pleural ao redor da raiz pulmonar. Há umsulco para o esófago e uma impressão cardíaca na face mediastinal do pulmão direito. Estaface do pulmão esquerdo também possui um sulco contínuo e proeminente para o arco daaorta e a aorta descendente e também um sulco menor para o esófago. A face diafragmáticado pulmão esquerdo, que também é côncava, forma a base do pulmão, que se apoia sobre acúpula diafragmática. A concavidade é mais profunda no pulmão direito devido à posição maisalta da cúpula direita do diafragma, que fica sobre o fígado, que é grande. A margem anteriordo pulmão é o local onde as faces costal e mediastinal se encontram anteriormente e sesobrepõe ao coração – a incisura cardíaca entalha esta margem do pulmão esquerdo. Amargem inferior do pulmão circunscreve a face diafragmática do pulmão e a separa das facescostal e mediastinal. A margem posterior do pulmão é o local onde as faces costal emediastinal se encontram posteriormente – é larga e arredondada e situa-se na cavidade aolado da região torácica da coluna vertebral. 5.6. Traqueia e brônquiosAs paredes das vias aéreas são sustentadas por anéis de cartilagens hialina em formato deferradura que constitui a árvore traqueobrônquica.O brônquio principal direito é mais calibroso, mais curto e mais vertical que o brônquioprincipal esquerdo, porque entra directamente no hilo do pulmão. O brônquio principalesquerdo segue ínfero-lateralmente, abaixo do arco da aorta e anterior ao esófago e à aortatorácica, para chegar ao hilo do pulmão.Nos pulmões, os brônquios ramificam-se de forma constante para formar as raízes da árvoretraqueobrônquica, como componentes da raiz de cada pulmão. Cada brônquio principaldivide-se em brônquios lobares, dois à esquerda e três à direita, cada qual suprindo um lobodo pulmão. Cada brônquio lobar divide-se em vários brônquios segmentares que suprem ossegmentos broncopulmonares. Os segmentos broncopulmonares são: Segmentos piramidais do pulmão, com seus ápices voltados para a raiz do pulmão e suas bases na superfície pleural; As maiores subdivisões de um lobo; Separadores segmentares adjacentes por septos do tecido conjuntivo; Supridos independentemente por um brônquio segmentar e um ramo terciário da artéria pulmonar; Designados de acordo com o brônquio segmentar que o suprem.Anatomia Humana II – exame teórico Página 65
  • 66. Anatomia Humana IIOs nervos dos pulmões e da pleura visceral são derivados dos plexos pulmonares anteriores eposteriores às raízes dos pulmões. Estas redes nervosas contêm fibras parassimpáticas – nervovago – e fibras simpáticas – troncos simpáticos. As células ganglionares parassimpáticas estãosituadas nos plexos pulmonares e ao longo dos ramos da árvore brônquica. As célulasganglionares simpáticas estão situadas nos gânglios simpáticos paravertebrais dos troncossimpáticos. 5.6.1. Circulação sistémica (brônquica)Esta circulação destina-se à nutrição das estruturas pulmonares. O sistema brônquicoapresenta pressão sistémica, com a resistência elevada e a perfusão muito reduzida. Éimportante ressaltar que, quando ocorrem determinadas pneumopatias ou em casos deinterrupção da circulação pulmonar, podem-se abrir anastomoses pré-capilares entre artériasbrônquicas e pulmonares. Com isso, a perfusão brônquica para o pulmão lesado é aumentadaconsideravelmente. O volume total de sangue circulante nos pulmões é de aproximadamente450 ml, cerca de 9% do volume total de sangue existente no sistema circulatório. Cerca de 70ml desse sangue total encontram-se nos capilares, estando o resto dividido de modoaproximadamente igual entre as artérias e as veias. Como o volume da circulação sistémica éde aproximadamente nove vezes o da circulação pulmonar, a passagem de sangue de umsistema para o outro, afecta grandemente a circulação pulmonar, mas usualmente tem efeitoapenas modestos sobre a circulação sistémica. Os factores que controlam o débito cardíaco,principalmente os factores periféricos, controlam também o fluxo sanguíneo pulmonar. Issoporque volume de sangue que flui através dos pulmões é essencialmente igual ao débitocardíaco. Na circulação pulmonar quando os níveis de oxigénio estão extremamente baixos, aresistência vascular aumenta cerca de cinco vezes além do seu valor normal. Como exemplo,podemos citar uma situação onde a concentração de oxigénio nos alvéolos diminui abaixo donormal, especialmente quando ela cai a menos de 70% do normal (PO2 abaixo de 70 mm Hg),com isso os vasos sanguíneos adjacentes entram lentamente em constrição. Esse efeito é ooposto do normalmente observado nos vasos sistémicos, os quais dilatam-se quando expostosa baixas tensões de oxigénio, ao invés de contraírem-se. Acredita-se que isso ocorra devido auma liberação pelo tecido pulmonar de substâncias vasoconstritoras, frente a uma baixaconcentração de oxigénio. O efeito que o baixo nível de oxigenação causa sobre a resistênciavascular pulmonar tem uma importante função; que é dirigir o fluxo de sangue para as áreasonde ele será mais útil. Exemplificando, quando uma parte dos alvéolos apresenta baixaconcentração de oxigénio, os vasos que se dirigem para esse local entram em constrição. Comisso, a maior parte do sangue será distribuída para outras áreas dos pulmões, mais bemAnatomia Humana II – exame teórico Página 66
  • 67. Anatomia Humana IIarejadas. Dessa forma, estabelece-se um mecanismo automático de distribuição do fluxosanguíneo para as diferentes áreas pulmonares em proporção ao seu grau de ventilação. 5.6.2. Respiração bocal (curiosidade)As fossas nasais são o início da árvore respiratória e são divididas pelo septo nasal que, por suavez, é formado por uma estrutura osteocartilaginosa. A porção mais interna do nariz échamada de coanas e está em contacto com a rinofaringe. A porção mais externa é chamadade narinas. Existe uma parede externa ou lateral composta por três saliências que sãodenominadas cornetos e o espaço existente entre eles é denominado meato. O meato maisimportante é o médio, pois ali drenam os seios frontais, maxilar e etmóide anterior; no meatosuperior, drenam os seios esfenóides e etmóide posterior; e no meato interior, desemboca ocanal lacrimonasal. As fossas nasais são muito importantes na fisiologia respiratória, pois têmcomo funções a filtragem ou purificação, o aquecimento, a humidificação do ar inspirado eolfacto. São cobertas por uma mucosa denominada pituitária, que é muito vascularizada e quesofre alterações de alergias e resfriados. Sua superfície é revestida por uma camada epitelial.O ar inspirado faz uma trajectória representada por uma curva cujo vértice atinge o meatomédio e cujas extremidades são as narinas e as coanas. Existe uma corrente principal, umainferior (secundária) e outra superior (olfactiva). A faringe é um conduto músculomembranoso que se segue às fossas nasais e à cavidade bucal, terminando abaixo, na entradada laringe e boca do esófago, podendo dar passagem ao ar da respiração ou ao bolo alimentar.É dividida em três porções: a porção superior ou nasal (nasofaringe ou cavum); a porção médiaou bucal (orofaringe) e a porção inferior ou laríngea (hipofaringe ou laringofaringe). Asvegetações adenóides encontram-se na parede superior do cavum. O orifício da tuba auditivaé encontrado na parede lateral do cavum que estabelece comunicação da nasofaringe com aorelha média. Na orofaringe encontramos as amígdalas palatinas e na base da língua aamígdala lingual. O anel linfático de Waldeyer é formado pelas vegetações adenóides,amígdalas palatinas e linguais. A superfície interna da faringe é coberta por uma mucosafaríngea, que é revestida por epitélio cilíndrico ciliado vibrátil.6. MediastinoO mediastino ocupado pela massa de tecido entre as cavidades pulmonares, é ocompartimento central da cavidade torácica. É coberto de cada lado pela pleura mediastinal econtém todas as vísceras e estruturas torácicas, excepto os pulmões. O mediastino estende-seda abertura superior do tórax até ao diafragma inferiormente e do esterno e das cartilagenscostais anteriormente até os corpos das vertebrais torácicas posteriormente. Nos indivíduosvivos é uma região muito móvel, porque consiste principalmente em estruturas viscerais ocasunidas apenas por tecido conjuntivo frouxo, frequentemente infiltrado com gordura. Omediastino também é circundado vasos sanguíneos, linfáticos, linfonodos, nervos e gordura.Para fins de descrição, o mediastino é artificialmente dividido em parte superior e inferior. Omediastino superior estende-se inferiormente da abertura superior do tórax até o planohorizontal que inclui o ângulo esternal anteriormente e passa aproximadamente através dajunção das vértebras T4 e T5 posteriormente, frequentemente definido como plano transversodo tórax. O mediastino inferior situado entre este plano e o diafragma. O pericárdio e o seuconteúdo constituem o mediastino médio. Algumas estruturas, como o esófago, seguemAnatomia Humana II – exame teórico Página 67
  • 68. Anatomia Humana IIverticalmente através do mediastino e portanto situam-se em mais de um comportamentomediastino.7. PericárdioO mediastino médio inclui o pericárdio, o coração e as raízes de seus grandes vasos – aortaascendente, tronco pulmonares e Veia Cava Superior – que entram e saem do coração. Opericárdio é uma membrana fibrosserosa que cobre o coração e o inicio de seus grandes vasos.O pericárdio é um saco fechado formado por duas camadas: camada externa resistente, opericárdio fibroso é contínua com o tendão central do diafragma. A superfície interna dopericárdio fibroso é revestida por uma membrana serosa brilhante – lâmina parietal dopericárdio seroso. Esta lâmina é reflectida sobre o coração nos grandes vasos – aorta tronco eveias pulmonares e, veias cavas superior e inferior – como a lâmina visceral do pericárdioseroso. O pericárdio seroso é constituído essencialmente por mesotélio, uma única camada decélulas achatadas que formam um epitélio que reveste a superfície interna do pericárdiofibroso e a superfície externa do coração.Características do pericárdio fibroso: Continuo superiormente com a túnica adventícia dos grandes vasos que entram e saem do coração e com a lâmina pré-traqueal da fáscia cervical profunda; Fixado anteriormente à superfície posterior do esterno pelos ligamentos esternopericardicos, que são muito variáveis em seu desenvolvimento; Unido posteriormente por um tecido frouxo às estruturas no mediastino posterior; É contínuo inferiormente com tendão central do diafragma.A parede inferior do saco pericárdico fibroso encontra-se firmemente fixada centralmentedevido ao ligamento pericardicofrénico. O pericárdio fibroso protege o coração contra osuperenchimento súbito, porque é tão inflexível quanto intimamente relacionado aos grandesvasos que o perfuram superiormente. A aorta ascendente leva o pericárdio superiormentealém do coração até o nível do ângulo esternal. A cavidade pericárdica é um espaço virtualentre as camadas opostas das lâminas parietal e visceral do pericárdico seroso. Existe umacamada muito fina de líquido para não haver atrito aquando o batimento cardíaco. A lâminavisceral do pericárdio seroso constitui o Epicárdio (camada mais externa da parede cardíaca) –estende-se sobre o inicio dos grandes vasos, tornando-se contínua com a lâmina parietal dopericárdio e seroso, onde a aorta e o tronco pulmonar deixam o coração, onde a VCS e VCI eveias pulmonares entram no coração. À medida que as veias do coração se desenvolvem e seexpandem, uma reflexão pericárdica que as circunda forma o seio obliquo do pericárdio. Esteestá aberto inferiormente.A inervação do pericárdio pelos nervos frénicos e o trajecto desses nervos somáticos entre ocoração e os pulmões fazem pouco sentido, excepto se for considerado o desenvolvimento dopericárdio fibroso.8. Coração e grandes vasosApesar de toda a sua potência, o coração, em forma de cone, é relativamente pequeno,aproximadamente do tamanho do punho fechado, cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm delargura em sua parte mais ampla e 6 cm de espessura. Sua massa é, em média, de 250g, nasmulheres adultas, e 300g, nos homens adultos. O coração fica apoiado sobre o diafragma,Anatomia Humana II – exame teórico Página 68
  • 69. Anatomia Humana IIperto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende doesterno à coluna vertebral; e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. Cerca de 2/3 demassa cardíaca ficam a esquerda da linha média do corpo. A posição do coração, nomediastino, é mais facilmente apreciada pelo exame de suas extremidades, superfícies elimites. A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para aesquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, paracima e para a direita. 8.1. Limites do CoraçãoA superfície anterior fica logo abaixo do esterno e das costelas. A superfície inferior é a partedo coração que, em sua maior parte repousa sobre o diafragma, correspondendo a regiãoentre o ápice e aborda direita. A borda direita está voltada para o pulmão direito e se estendeda superfície inferior à base; a borda esquerda, também chamada borda pulmonar, ficavoltada para o pulmão esquerdo, estendendo-se da base ao ápice. Como limite superiorencontra-se os grandes vasos do coração e posteriormente a traqueia, o esófago e a artériaaorta descendente. 8.2. Camadas da parede cardíaca Pericárdio: a membrana que reveste e protege o coração. Ele restringe o coração à sua posição no mediastino, embora permita suficiente liberdade de movimentação para contracções vigorosas e rápidas. O pericárdio consiste em duas partes principais: pericárdio fibroso e pericárdio seroso. Pericárdio: a membrana que reveste e protege o coração. Ele restringe o coração à sua posição no mediastino, embora permita suficiente liberdade de movimentação para contracções vigorosas e rápidas. O pericárdio consiste em duas partes principais: pericárdio fibroso e pericárdio seroso. Miocárdio: é a camada média e a mais espessa do coração. É composto de músculo estriado cardíaco. É esse tipo de músculo que permite que o coração se contraia e, portanto, impulsione sangue, ou o force para o interior dos vasos sanguíneos. Endocárdio: é a camada mais interna do coração. É uma fina camada de tecido composto por epitélio pavimentoso simples sobre uma camada de tecido conjuntivo. A superfície lisa e brilhante permite que o sangue corra facilmente sobre ela. O Endocárdio também reveste as valvas e é contínuo com o revestimento dos vasos sanguíneos que entram e saem do coração 8.3. Configuração interna 8.3.1. Aurícula direitaO átrio direito forma a borda direita do coração e recebe sangue rico em dióxido de carbono(venoso) de três veias: veia cava superior, veia cava inferior e seio coronário. A veia cavasuperior, recolhe sangue da cabeça e parte superior do corpo, já a inferior recebe sangue daspartes mais inferiores do corpo (abdómen e membros inferiores) e o seio coronário recebe osangue que nutriu o miocárdio e leva o sangue ao átrio direito. Enquanto a parede posteriordo átrio direito é lisa, a parede anterior é rugosa, devido a presença de cristas musculares,chamados músculos pectinados. O sangue passa do átrio direito para ventrículo direito atravésde uma válvula chamada tricúspide (formada por três folhetos - válvulas ou cúspides). Naparede medial do átrio direito, que é constituída pelo septo interatrial, encontramos umaAnatomia Humana II – exame teórico Página 69
  • 70. Anatomia Humana IIdepressão que é a fossa oval. Anteriormente, o átrio direito apresenta uma expansãopiramidal denominada aurícula direita, que serve para amortecer o impulso do sangue aopenetrar no átrio. Os orifícios onde as veias cavas desembocam têm os nomes de óstios dasveias cavas. O orifício de desembocadura do seio coronário é chamado de óstio do seiocoronário e encontramos também uma lâmina que impede que o sangue retorne do átrio parao seio coronário que é denominada de válvula do seio coronário. 8.3.2. Aurícula direitaO átrio esquerdo é uma cavidade de parede fina, com paredes posteriores e anteriores lisas,que recebe o sangue já oxigenado; por meio de quatro veias pulmonares. O sangue passa doátrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, através da valva bicúspide (mitral), que tem apenasduas cúspides. O átrio esquerdo também apresenta uma expansão piramidal chamada aurículaesquerda. 8.3.3. Ventrículo direitoO ventrículo direito forma a maior parte da superfície anterior do coração. O seu interiorapresenta uma série de feixes elevados de fibras musculares cardíacas chamadas trabéculascarnosas. No óstio atrioventricular direito existe um aparelho denominado valva tricúspide queserve para impedir que o sangue retorne do ventrículo para o átrio direito. Essa valva éconstituída por três lâminas membranáceas, esbranquiçadas e irregularmente triangulares, debase implantada nas bordas do óstio e o ápice dirigido para baixo e preso às paredes doventrículo por intermédio de filamentos. Cada lâmina é denominada cúspide. Temos umacúspide anterior, outra posterior e outra septal. O ápice das cúspides é preso por filamentosdenominados cordas tendíneas, as quais se inserem em pequenas colunas cárneas chamadasde músculos papilares. A valva do tronco pulmonar também é constituída por pequenaslâminas, porém estas estão dispostas em concha, denominadas válvulas semilunares (anterior,esquerda e direita). No centro da borda livre de cada uma das válvulas encontramos pequenosnódulos denominados nódulos das válvulas semilunares (pulmonares). 8.3.4. Ventrículo esquerdoO ventrículo esquerdo forma o ápice do coração. No óstio atrioventricular esquerdo,encontramos a valva atrioventricular esquerda, constituída apenas por duas laminasdenominadas cúspides (anterior e posterior). Essas valvas são denominadas bicúspides. Comoo ventrículo direito, também tem trabéculas carnosas e cordas tendíneas, que fixam ascúspides da valva bicúspide aos músculos papilares. O sangue passa do átrio esquerdo para oventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular esquerdo onde localiza-se a valvabicúspide (mitral). Do ventrículo esquerdo o sangue sai para a maior artéria do corpo, a aortaascendente, passando pela valva aórtica - constituída por três válvulas semilunares: direita,esquerda e posterior. Daí, parte do sangue flui para as artérias coronárias, que se ramificam apartir da aorta ascendente, levando sangue para a parede cardíaca; o restante do sanguepassa para o arco da aorta e para a aorta descendente (aorta torácica e aorta abdominal).Ramos do arco da aorta e da aorta descendente levam sangue para todo o corpo. O ventrículoesquerdo recebe sangue oxigenado do átrio esquerdo. A principal função do ventrículoesquerdo é bombear sangue para a circulação sistémica (corpo). A parede ventricularAnatomia Humana II – exame teórico Página 70
  • 71. Anatomia Humana IIesquerda é mais espessa que a do ventrículo direito. Essa diferença se deve à maior forçanecessária para bombear sangue para a circulação sistémica. 8.4.Ciclo cardíacoUm ciclo cardíaco único inclui todos os eventos associados a um batimento cardíaco. No ciclocardíaco normal os dois átrios se contraem, enquanto os dois ventrículos relaxam e vice-versa.O termo sístole designa a fase de contracção; a fase de relaxamento é designada comodiástole. Quando o coração bate, os átrios contraem-se primeiramente (sístole atrial),forçando o sangue para os ventrículos. Uma vez preenchidos, os dois ventrículos contraem-se(sístole ventricular) e forçam o sangue para fora do coração. Para que o coração seja eficientena sua acção de bombeamento, é necessário mais que a contracção rítmica de suas fibrasmusculares. A direcção do fluxo sanguíneo deve ser orientada e controlada, o que é obtido porquatro valvas já citadas anteriormente: duas localizadas entre o átrio e o ventrículo -atrioventriculares (valva tricúspide e bicúspide); e duas localizadas entre os ventrículos e asgrandes artérias que transportam sangue para fora do coração - semilunares (valva pulmonar eaórtica).Complemento: As valvas e válvulas são para impedir este comportamento anormal do sangue,para impedir que ocorra o refluxo elas fecham após a passagem do sangue. Sístole é acontracção do músculo cardíaco, temos a sístole atrial que impulsiona sangue para osventrículos. Assim as valvas atrioventriculares estão abertas à passagem de sangue e apulmonar e a aórtica estão fechadas. Na sístole ventricular as valvas atrioventriculares estãofechadas e as semilunares abertas a passagem de sangue. Diástole é o relaxamento domúsculo cardíaco, é quando os ventrículos se enchem de sangue, neste momento as valvasatrioventriculares estão abertas e as semilunares estão fechadas. Em conclusão disso podemosdizer que o ciclo cardíaco compreende: 1- Sístole atrial 2- Sístole ventricular 3- Diástole ventricular 8.5. Inervação:A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca que provém de nervos situadosfora do coração e outra intrínseca que constitui um sistema só encontrado no coração e que selocaliza no seu interior. A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autónomo, isto é,simpático e parassimpático. Do simpático, o coração recebe os nervos cardíacos simpáticos,sendo três cervicais e quatro ou cinco torácicos. As fibras parassimpáticas que vão ter aocoração seguem pelo nervo vago (X par craniano), do qual derivam nervos cardíacosparassimpáticos, sendo dois cervicais e um torácico. Fisiologicamente o simpático acelera e oparassimpático retarda os batimentos cardíacos. A inervação intrínseca ou sistema decondução do coração é a razão dos batimentos contínuos do coração. É uma actividadeeléctrica, intrínseca e rítmica, que se origina em uma rede de fibras musculares cardíacasespecializadas, chamadas células auto-rítmicas (marca passo cardíaco), por serem auto-excitáveis. A excitação cardíaca começa no nó sino-atrial (SA), situado na parede atrial direita,inferior a abertura da veia cava superior. Propagando-se ao longo das fibras musculares atriais,o potencial de acção atinge o nó atrioventricular (AV), situado no septo interatrial, anterior aabertura do seio coronário. Do nó AV, o potencial de acção chega ao feixe atrioventricularAnatomia Humana II – exame teórico Página 71
  • 72. Anatomia Humana II(feixe de His), que é a única conexão eléctrica entre os átrios e os ventrículos. Após serconduzido ao longo do feixe AV, o potencial de acção entra nos ramos direito e esquerdo, quecruzam o septo interventricular, em direcção ao ápice cardíaco. Finalmente, as miofibrascondutoras (fibras de Purkinge), conduzem rapidamente o potencial de acção, primeiro para oápice do ventrículo e após para o restante do miocárdio ventricular.9. Sistema digestivo 9.1. Funções Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais. Transformação mecânica e química das macromóléculas alimentares ingeridas (proteínas, carbohidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino. Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino. Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastrointestinal e substâncias secretadas na luz do intestino.Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esófago.Ingestão: Introdução do alimento no estômago.Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.Absorção: Processo realizado pelos intestinos.Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastrointestinal 9.2. BocaA boca também referida como cavidade oral ou bucal é formada pelas bochechas (formam asparedes laterais da face e são constituídas externamente por pele e internamente pormucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole (parede posterior) e pela língua(importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O palato mole se estendeposteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de letra V eque está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal. A cavidade da boca é ondeo alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. Oalimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita aformação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente nacavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para afaringe – a parte expandida do trato digestiva– onde ocorra a fase automática da deglutição.A cavidade da boca consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca.O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e oslábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos dentais superior einferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares e mandibularesAnatomia Humana II – exame teórico Página 72
  • 73. Anatomia Humana IIque alojam os dentes. O teto da cavidade da boca é formado pelo palato. Posteriormente, acavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e emrepouso, a cavidade da boca é completamente ocupada pela língua. 9.3. DentesOs dentes são estruturas cónicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que sãousados na mastigação e na assistência à fala. Crianças têm 20 dentes decíduos (primários oude leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes secundários. Na época em que a criançaestá com 2 anos de idade, provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentesde leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de idade, geralmenteestá presente em sua boca um conjunto completo de 32 dentes permanentes 9.4. LínguaA língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além deauxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no soalho da boca, dentro dacurva do corpo da mandíbula. A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hióide pelosmúsculos hioglosso e genioglosso e pela membrana glossohióidea; à epiglote, por três pregasda mucosa; ao palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a faringe, pelos músculos constritoressuperiores da faringe e pela mucosa. O ápice é a extremidade anterior, um tanto arredondada,que se apoia contra a face lingual dos dentes incisivos inferiores. A face inferior possui umamucosa entre o soalho da boca e a língua na linha mediana que forma uma prega verticalnítida, o frênulo da língua. No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide alíngua em metades simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilaslinguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos(tonsila lingual). Papilas Linguais - são projecções do cório, abundantemente distribuídas nos 2/3 anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de papilas são: papilas valadas, fungiformes, filiformes e simples. Músculos da Língua - a língua é dividida em metades por um septo fibroso mediano que se estende por todo o seu comprimento e se fixa inferiormente no osso hióide. Em cada metade há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e intrínsecos. Os músculos extrínsecos são: genioglosso, hioglosso, condroglosso, estiloglosso e palatoglosso. Os intrínsecos são: longitudinal superior, longitudinal inferior, transverso e vertical. 9.5. FaringeA faringe é um tubo que se estende da boca até o esófago. A faringe apresenta suas paredesmuito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, oórgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem doalimento. O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo ato dadeglutição. A deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esófago.Três estágios: Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe. Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esófago. Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esófago para o estômago.Limites da Faringe: Superior - corpo do esfenóide e porção basilar do osso occipital Inferior - esófagoAnatomia Humana II – exame teórico Página 73
  • 74. Anatomia Humana II Posterior - coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça Anterior - processo pterigoídeo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tiróide e cricóide Lateral - processo estilóide e seus músculosA faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (nasofaringe), oral (orofaringe) elaríngea (laringofaringe). Parte Nasal - situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-se a tonsila faríngea (adenóide em crianças). Parte Oral - estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra-se a tonsila palatina. Parte Laríngea - estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestiva. O ato da deglutiçãonormalmente direcciona o alimento da garganta para o esófago, um longo tubo que se esvaziano estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar na via nasal erespiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante adeglutição, o palato mole move-se em direcção a abertura da parte nasal da faringe; aabertura da laringe é fechada quando a traqueia move-se para cima e permite a uma prega detecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória. O movimento da laringetambém simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a abertura entre a partelaríngea da faringe e o esófago. O bolo alimentar passa pela parte laríngea da faringe e entrano esófago em 1-2 segundos. 9.6. EsófagoO esófago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Selocaliza posteriormente à traqueia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura odiafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago.Mede cerca de 25 centímetros de comprimento. A presença de alimento no interior doesófago estimula a actividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.As contracções são repetidas em ondas que empurram o alimento em direcção ao estômago. Apassagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4-8 segundos;alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esófago causa azia (oupirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal.O refluxo gastresofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na partesuperior do esófago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago,o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esófago.O esófago é formado por três porções: Porção Cervical: porção que está em contacto íntimo com a traqueia. Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (mediastino superior, entre a traqueia e a coluna vertebral). Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão esofágica.Anatomia Humana II – exame teórico Página 74
  • 75. Anatomia Humana II 9.7. EstômagoO estômago está situado no abdómen, logo abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas,superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto pelas costelas. Oestômago está localizado no quadrante superior esquerdo do abdómen (Ver quadrantesabdominais no menu principal), entre o fígado e o baço. O estômago é o segmento maisdilatado do tubo digestivo, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo,necessita ser um reservatório entre o esófago e o intestino delgado. A forma e posição doestômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, acada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso não pode ser descrita comotípica. O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro. Ofundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esófagocom o estômago. O corpo representa cerca de 2/3 do volume total. Para impedir o refluxo doalimento para o esófago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago - óstio cárdico ouorifício esofágico inferior), a cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. Éassim denominada por estar próximo ao coração. Para impedir que o bolo alimentar passe aointestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular,um esfíncter chamado piloro (orifício de saída do estômago - óstio pilórico). Pouco antes daválvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica. O estômagoapresenta ainda duas partes: a curvatura maior (margem esquerda do estômago) ea curvatura menor (margem direita do estômago).Funções Digestivas Digestão do alimento Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestivas e ácido hidroclorídrico como substâncias mais importantes. Secreção de hormona gástrica e factor intrínseco. Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino delgado. Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas. 9.8. Intestino delgadoA principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até ajunção iliocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso. O intestino delgado é umórgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestinodelgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensãofornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentadapelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variarentre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte éde 9 metros). O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se dopiloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seucomprimento aproximadamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a únicaporção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentérico. Apresenta 4 partes: Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliarAnatomia Humana II – exame teórico Página 75
  • 76. Anatomia Humana II Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada. o Ducto colédoco - provêm da vesícula biliar e do fígado (bile); o Ducto pancreático - provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática); Parte Horizontal ou 3ª porção Parte Ascendente ou 4ª porçãoJejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nomeporque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe estenome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menosvascularizadas que o jejuno. Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifícioque recebe o nome de óstio ileocecal. Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros decomprimento. A maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto amaior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário doduodeno, são móveis. 9.9. Intestino grossoO intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus eestá fixo à parede posterior do abdómen pelo mesocólon O intestino grosso absorve a águacom tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típicado bolo fecal. O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestinodelgado: o calíbre, as tênias, os haustras e os apêndices epiplóicos. O intestino grosso é maiscalibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. O calibre vaigradativamente afinando conforme vai chegando no canal anal. As tênias do cólon (fitaslongitudinais) são três faixas de aproximadamente 1 centímetro de largura e que percorrem ointestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente. Oshaustras do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecidoconjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide. O intestino grosso édividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente esigmóide), reto e ânus. A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica como íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvulalocalizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco,encontramos o Apêndice Vermiforme. A porção seguinte do intestino grosso é o cólon,segmento que se prolonga do ceco até o ânus. 9.10. Cólons Colo Ascendente – é a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito do abdómen a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática). Colo Transverso – é a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdómen a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva- se inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexuraAnatomia Humana II – exame teórico Página 76
  • 77. Anatomia Humana II esplénica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do colo. Colo Descendente – passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmóide. Colo Sigmóide – é caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável. O colo sigmóide une o colo descendente ao reto. A terminação das tênias do colo, aproximadamente a 15cm do ânus, indica a junção reto-sigmóide. o Flexura Hepática - entre o cólon ascendente e o cólon transverso. o Flexura Esplénica - entre o cólon transverso e o cólon descendente.O recto recebe este nome por ser quase rectilíneo. Este segmento do intestino grosso terminaao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar decanal anal. O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) éimportante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, dasquais citamos os esfíncteres anais. O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de umespessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo consequentemente involuntário. Oesfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõemcircularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteresdevem relaxar antes que a defecação possa ocorrer. 9.11. Funções do Intestino Grosso Absorção de água e de certos eletrólitos; Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais; Armazenagem temporária dos resíduos (fezes); Eliminação de resíduos do corpo (defecação). 9.12. PeristáltismoOndas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para ointerior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo,a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior doscapilares. As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso deágua, desenvolvendo a chamada constipação. Ao contrário, movimentos rápidos do intestinonão permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarreia. 9.13. PeritónioO peritónio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a paredeabdominal é denominada peritónio parietal e a que se reflecte sobre as vísceras constitui operitónio visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritónio é denominadacavidade peritoneal. Determinadas vísceras abdominais são completamente envolvidas porperitónio e suspensas na parede por uma delgada lâmina fina de tecido conjuntivo revestidapela serosa, contendo os vasos sanguíneos. A estas pregas é dado o nome geral de mesentério.Os mesentérios são: o mesentério propriamente dito, o mesocólon transverso e o mesocólonsigmóide. Em adição a estes, estão presentes, algumas vezes, um mesocólon ascendente e umdescendente. O mesentério propriamente dito – tem origem nas estruturas ventrais da colunaAnatomia Humana II – exame teórico Página 77
  • 78. Anatomia Humana IIvertebral e mantém suspenso o intestino delgado. O mesocólon transverso – prende o cólontransverso à parede posterior do abdómen. O mesocólon sigmóide – mantém o cólon sigmóideem conexão com a parede pélvica. O mesocólon ascendente e descendente – ligam o cólonascendente a descendente à parede posterior do abdómen. O peritónio apresenta doisomentos: o maior e o menor. O omento maior é um delgado avental que pende sobre o cólontransverso e as alças do intestino delgado. Está inserido ao longo da curvatura maior doestômago e da primeira porção do duodeno. O omento menor estende-se da curvatura menordo estômago e da porção inicial do duodeno até o fígado. Apêndices Epiplóicos – são pequenasbolsas de peritónio cheias de gordura, situadas ao longo do cólon e parte superior do reto . 9.14. Órgãos anexosO aparelho digestivo é considerado como um tubo, recebe o líquido secretado por diversasglândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esófago, estômago eintestinos. Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nasproximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para oescoamento de seus produtos de elaboração. As glândulas salivares são divididas em 2 grandesgrupos: glândulas salivares menores e glândulas salivares maiores. A saliva é um líquidoviscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulasmucosas da cavidade da boca. Glândulas salivares menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares. Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais. Glândula Parótida - a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial. Glândula Submandibular - é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior. Glândula Sublingual - é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de maneira idêntica aos da glândula submandibular 9.15. FígadoO fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais volumosa víscera abdominal.Sua localização é na região superior do abdómen, logo abaixo do diafragma, ficando mais adireita, isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão a direita da linha mediana e 1/3 àesquerda. Pesa cerca de 1,500g e responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpoadulto. O fígado apresenta duas faces: diafragmática e visceral. A face diafragmática (ânterosuperior) é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula diafragmática. A face visceral (posteroinferior) é irregularmente côncava pela presença de impressões viscerais. O fígado é divididoem lobos. A face diagramática apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direitoAnatomia Humana II – exame teórico Página 78
  • 79. Anatomia Humana IIpelo menos duas vezes maior que o esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida peloligamento falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibrosoresultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como ligamento redondo do fígado. Aface visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presençade depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um "H", com 2ramos antero-posteriores e um transversal que os une. Embora o lobo direito seja consideradopor muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado(posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado pertencem maisapropriadamente ao lobo esquerdo. Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesículabiliar e entre o lobo direito e o caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre oslobos caudado e quadrado, há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático),por onde passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e osvasos linfáticos.Aparelho Excretor do Fígado - é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico educto colédoco. O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos1/3 dele - além da bile que é indispensável na digestão das gorduras - ele desempenha oimportante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas.A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar parao duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quandogorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte distal dointestino para a digestão e absorção.Outras funções do fígado são: Metabolismo dos carboidratos; Metabolismo dos lípidos; Metabolismo das proteínas; Processamento de fármacos e hormonas; Excreção da bilirrubina; Excreção de sais biliares; Armazenagem; Fagocitose; Activação da vitamina D. 9.16. Vesícula biliarA vesícula Biliar (7 – 10cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceraldo fígado. Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado. A relaçãoda vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do duodeno normalmente émanchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50ml de bile. ODucto Cístico (4cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união doducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco. O comprimento varia de 5 a15cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na faceposterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, oducto colédoco entra em contacto com o ducto pancreático principal.Anatomia Humana II – exame teórico Página 79
  • 80. Anatomia Humana II 9.17. pâncreasO pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra noduodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulinaque entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco pancreático. Opâncreas é achatado no sentido ântero-posterior, ele apresenta uma face anterior e outraposterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao estômago. Ocomprimento varia de 12,5 a 15cm e seu peso na mulher é de 14,95g e no homem 16,08g.O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em trêspartes: anterior, posterior e inferior) e cauda.Ducto Pancreático - O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre parasua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ductocolédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra noduodeno como um ducto comum chamado ampola hematopancreática.O pâncreas tem as seguintes funções: Dissolver carboidrato (amilase pancreática); Dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase e elastáse); Dissolver triglicerídios nos adultos (lípase pancreática); Dissolver ácido nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease).10. Sistema urinário 10.1. RimOs rins são órgãos pares, em forma de grão de feijão, localizados logo acima da cintura, entre operitónio e a parede posterior do abdómen. Sua coloração é vermelho-parda. Os rins estãosituados de cada lado da coluna vertebral, por diante da região superior da parede posteriordo abdómen, estendendo-se entre a 11ª costela e o processo transverso da 3ª vértebralombar. São descritos como órgãos retroperiotoneais, por estarem posicionados por trás doperitónio da cavidade abdominal. Os rins são recobertos pelo peritoneu e circundados por umamassa de gordura e de tecido areolar frouxo. Cada rim tem cerca de 11,25cm de comprimento,5 a 7,5cm de largura e um pouco mais que 2,5cm de espessura. O esquerdo é um pouco maiscomprido e mais estreito do que o direito. O peso do rim do homem adulto varia entre 125 a170g; na mulher adulta, entre 115 a 155g. O rim direito normalmente situa-se ligeiramenteabaixo do rim esquerdo devido ao grande tamanho do lobo direito do fígado. Na margemmedial côncava de cada rim encontra-se uma fenda vertical – o HILO RENAL – onde a artériarenal entra e a veia e a pelve renal deixam o seio renal. No hilo, a veia renal está anterior àartéria renal, que está anterior à pelve renal. O hilo renal é a entrada para um espaço dentrodo rim. O seio renal, que é ocupado pela pelve renal, cálices, nervos, vasos sanguíneos elinfáticos e uma variável quantidade de gordura. Cada rim apresenta duas faces, duas bordas eduas extremidades. Faces (2) - Anterior e Posterior. As duas são lisas, porém a anterior é mais abaulada e a posterior mais plana. Bordas (2) - Medial (côncava) e Lateral (convexa). Extremidades (2) - Superior (Glândula Supra-Renal) e Inferior (a nível de L3).Anatomia Humana II – exame teórico Página 80
  • 81. Anatomia Humana II 10.2. Anatomia interna dos rinsEm um corte frontal através do rim, são reveladas duas regiões distintas: uma áreaavermelhada de textura lisa, chamada córtex renal e uma área marron-avermelhada profunda,denominada medula renal. A medula consiste em 8-18 estruturas cuneiformes, as pirâmidesrenais. A base (extremidade mais larga) de cada pirâmide olha o córtex, e seu ápice(extremidade mais estreita), chamada papila renal, aponta para o hilo do rim. As partes docórtex renal que se estendem entre as pirâmides renais são chamadas colunas renais. Juntos, ocórtex e as pirâmides renais da medula renal constituem a parte funcional, ou parênquima dorim. No parênquima estão as unidades funcionais dos rins – cerca de 1 milhão de estruturasmicroscópicas chamadas NÉFRONS. A urina, formada pelos néfrons, drena para os grandesductos papilares, que se estendem ao longo das papilas renais das pirâmides. Os ductosdrenam para estruturas chamadas cálices renais menor e maior. Cada rim tem 8-18 cálicesmenores e 2-3 cálices maiores. O cálice renal menor recebe urina dos ductos papilares de umapapila renal e a transporta até um cálice renal maior. Do cálice renal maior, a urina drena paraa grande cavidade chamada pelve renal e depois para fora, pelo uréter, até a bexiga urinária. Ohilo renal se expande em uma cavidade, no rim, chamada seio renal. 10.2.1. NéfronsO néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim. Cada rimcontém cerca de 1 milhão de néfrons. A forma do néfron é peculiar, inconfundível, eadmiravelmente adequada para sua função de produzir urina. O néfron é formado por doiscomponentes principais:Corpúsculo Renal: Cápsula Glomerular (de Bowman); Glomérulo – rede de capilares sanguíneos enovelados dentro da cápsula glomerularTúbulo Renal: Túbulo contorcido proximal; Alça do Néfron (de Henle); Túbulo contorcido distal; Túbulo colector. 10.2.2. Funções dos RinsOs rins realizam o trabalho principal do sistema urinário, com as outras partes do sistemaactuando, principalmente, como vias de passagem e áreas de armazenamento. Com a filtraçãodo sangue e a formação da urina, os rins contribuem para a homeostasia dos líquidos do corpode várias maneiras. As funções dos rins incluem: Regulação da composição iónica do sangue; Manutenção da osmolaridade do sangue; Regulação do volume sanguíneo; Regulação da pressão arterial; Regulação do pH do sangue; Liberação de hormonas; Regulação do nível de glicose no sangue; Excreção de resíduos e substâncias estranhas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 81
  • 82. Anatomia Humana II 10.2.3. Glândulas supra-renaisAs glândulas supra-renais (adrenais) estão localizadas entre as faces supero-mediais dos rins eo diafragma. Cada glândula supra-renal, envolvida por uma cápsula fibrosa e um coxim degordura, possui duas partes: o córtex e a medula supra-renal, ambas produzindo diferenteshormonas. O córtex secreta hormonas essenciais à vida, enquanto que os hormonasmedulares não são essenciais para a vida. A medula da supra-renal pode ser removida, semcausar efeitos que comprometem a vida. A medula supra-renal secreta dois hormonas:epinefrina (adrenalina) e norepinefrina. Já o córtex supra-renal secreta os esteróides. 10.2.4. UréterSão dois tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga. Órgãos pouco calibrosos, osureteres têm menos de 6mm de diâmetro e 25 a 30cm de comprimento. Pelve renal é aextremidade superior do uréter, localizada no interior do rim. Descendo obliquamente parabaixo e medialmente, o uréter percorre por diante da parede posterior do abdómen,penetrando em seguida na cavidade pélvina, abrindo-se no óstio do uréter situado no assoalhoda bexiga urinária. Em virtude desse seu trajecto, distinguem-se duas partes do uréter:abdominal e pélvica. Os ureteres são capazes de realizar contracções rítmicas denominadasperistaltismo. A urina se move ao longo dos ureteres em resposta à gravidade e aoperistaltismo. 10.2.5. BexigaA bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o armazenamento da urina.Quando vazia, a bexiga está localizada inferiormente ao peritónio e posteriormente à sínfisepúbica: quando cheia, ela se eleva para a cavidade abdominal. É um órgão muscular oco,elástico que, nos homens situa-se directamente anterior ao reto e, nas mulheres está à frenteda vagina e abaixo do útero. Quando a bexiga está cheia, sua superfície interna fica lisa. Umaárea triangular na superfície posterior da bexiga não exibe rugas. Esta área é chamada trígonoda bexiga e é sempre lisa. Este trígono é limitado por três vértices: os pontos de entrada dosdois ureteres e o ponto de saída da uretra. O trígono é importante clinicamente, pois asinfecções tendem a persistir nessa área. A saída da bexiga urinária contém o músculo esfíncterchamada esfíncter interno, que se contrai involuntariamente, prevenindo o esvaziamento.Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra, está o esfíncterexterno, que controlado voluntariamente, permitindo a resistência à necessidade de urinar. Acapacidade média da bexiga urinária é de 700 – 800ml; é menor nas mulheres porque o úteroocupa o espaço imediatamente acima da bexiga. 10.2.6. UretraA uretra é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio externo, sendo revestida pormucosa que contém grande quantidade de glândulas secretoras de muco. A uretra se abrepara o exterior através do óstio externo da uretra. A uretra é diferente entre os dois sexos. 10.2.7. Uretra MasculinaA uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifíciouretral externa na extremidade do pénis. Apresenta dupla curvatura no estado comum deAnatomia Humana II – exame teórico Página 82
  • 83. Anatomia Humana IIrelaxamento do pénis. É dividida em três porções: a prostática, a membranácea e a esponjosa,cujas as estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe umaabertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório. 10.2.8. Uretra FemininaÉ um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbulo.Está colocada dorsalmente à sínfise púbica, incluída na parede anterior da vagina, e dedirecção oblíqua para baixo e para frente; é levemente curva, com a concavidade dirigida parafrente. Seu diâmetro, quando não dilatada, é de cerca de 6mm. Seu orifício externo ficaimediatamente na frente da abertura vaginal e cerca de 2,5cm dorsalmente à glande doclítoris. Muitas e pequenas glândulas uretrais abrem-se na uretra. As maiores destas são asglândulas parauretrais, cujos ductos desembocam exactamente dentro do óstio uretral.Anatomia Humana II – exame teórico Página 83