15 de Junho de 20092º SEMESTRE   ANATOMIA HUMANA II              Resumo do exame teórico | Sofia Silva
Anatomia Humana IIÍndice 1.       Sistema nervoso ...........................................................................
Anatomia Humana II     1.6.11.       Correlações Clínicas ...................................................................
Anatomia Humana II     3.2.1.        Pescoço ................................................................................
Anatomia Humana II     9.5.       Faringe ...................................................................................
Anatomia Humana II1. Sistema nervoso1.1. Medula espinal:Estrutura do sistema nervoso é constituído por:         Parte cent...
Anatomia Humana II        Medula espinal (substancia branca e cinzenta);Funções do sistema nervoso central:        Integra...
Anatomia Humana II    1.1.3. SNP:       Fibras nervosas       Corpos celulares fora do SNC.A função do sistema nervoso é o...
Anatomia Humana II  NOTA:           Nervo que inerva a pele (unilateral) – dermátomo           Nervo que inerva o músculo ...
Anatomia Humana II O sistema nervoso é dividido ainda em duas porções a somática e a autónoma. O sistemasomático sensitivo...
Anatomia Humana II3. Entrar e fazer sinapse imediatamente com um neurónio pós-sináptico do gânglio    paravertebral naquel...
Anatomia Humana IIA sua função principal é controlar os vasos sanguíneos, isto é, mantém num estado de repousode vasoconst...
Anatomia Humana IIseparadas numa raiz anterior (motora) e numa posterior (sensitiva).Vai-se encontrar de dois tipos de fib...
Anatomia Humana IIcuneiforme e grácil (essencialmente das vias sensitivas musculares conscientes) e vai emdirecção do núcl...
Anatomia Humana IIchegará ao tálamo e até mesmo ao córtex. Percepção táctil - tacto – chega ao sistema nervosocentral, atr...
Anatomia Humana II    1.3. Bulbo raquidianoContinuo inferiormente com a espinal medula e superiormente com a protuberância...
Anatomia Humana IIbulbo raquidiano vai-se comunicar directamente com o cerebelo, transformando-se nos sulcoscerebelares in...
Anatomia Humana IIOs neurónios que se encontram fazendo parte do feixe grácil e do feixe cuneiforme, o seunúcleo encontra-...
Anatomia Humana IIlongitudinais estão presentes em quatro regiões, fazem união entre estruturas do bulboraquidiano e de es...
Anatomia Humana IIOs chamados sulcos de primeira ordem é que vão dar esse relevo quer pela parte superiorquer pela parte i...
Anatomia Humana IIencontram-se dois núcleos rubosos, e no lóbulo médio do cerebelo estão situado os núcleosfastigiais. As ...
Anatomia Humana IIou para o bulbo, para a espinal medula ou para os tais núcleos vestibulares no interior dobulbo.Pedúncul...
Anatomia Humana IIceruleus sabe-se que marca onde se encontra o núcleo sensitivo do nervo trigémeo (nervomotor da face e d...
Anatomia Humana IIseparadas pelo chamado lócus Níger, uma região de substancia negra. Os núcleos dosneurónios têm dendrite...
Anatomia Humana IIsulco lateral e temporal superior está o giro temporal superior; entre os sulcos temporalsuperior e temp...
Anatomia Humana IIAcima do corpo caloso temos o giro do cíngulo; mais acima temos, de trás para diante, o pré-cuneus, o ló...
Anatomia Humana IIcomposto pelo quiasma óptico, pelo infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares. A parteposterior do II...
Anatomia Humana IIsecreção de FSH e LH hipofisários); comissura posterior; comissura das habenulas; estriasmedulares; tríg...
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  1. 1. 15 de Junho de 20092º SEMESTRE ANATOMIA HUMANA II Resumo do exame teórico | Sofia Silva
  2. 2. Anatomia Humana IIÍndice 1. Sistema nervoso ...............................................................................................................6 1.1. Medula espinal: ............................................................................................................6 1.1.1. Neurónios: ............................................................................................................6 1.1.2. Neuroglia: .............................................................................................................6 1.1.3. SNP: ......................................................................................................................8 1.1.4. Há vários tipos de nervos......................................................................................8 1.1.5. Nervos cranianos: .................................................................................................9 1.1.6. Parassimpático: ..................................................................................................10 1.1.7. Funções das partes do SNA: ...............................................................................11 1.1.8. Sensibilidade visceral: .........................................................................................12 1.2. Vias motoras e vias sensitivas.....................................................................................12 1.3. Bulbo raquidiano ........................................................................................................16 1.3.1. Vista lateral:........................................................................................................17 1.3.2. Ponte de Varólio: ................................................................................................18 1.3.3. Configuração interna: .........................................................................................18 1.4. Cerebelo .....................................................................................................................19 1.5. Quarto ventrículo .......................................................................................................22 1.6. Conformação externa do cérebro: .............................................................................24 1.6.1. Lobo Temporal....................................................................................................24 1.6.2. Lobo Parietal .......................................................................................................25 1.6.3. Lobo Occipital .....................................................................................................26 1.6.4. Diencéfalo...........................................................................................................26 1.6.5. Tálamo. ...............................................................................................................27 1.6.6. Subtálamo ..........................................................................................................27 1.6.7. Epitálamo............................................................................................................27 1.6.8. Hipotálamo .........................................................................................................28 1.6.9. Telencéfalo – Hemisférios Cerebrais. .................................................................28 1.6.9.1. Face superior e Lateral: ......................................................................................28 1.6.9.2. Face medial do Cérebro: .....................................................................................29 1.6.9.3. Face Inferior: ......................................................................................................30 1.6.10. Estruturas Internas dos Hemisférios Cerebrais ...................................................30Anatomia Humana II – exame teórico Página 2
  3. 3. Anatomia Humana II 1.6.11. Correlações Clínicas ............................................................................................31 1.7. Conformação interna do cérebro ...............................................................................32 1.8. Meninges ....................................................................................................................36 1.8.1. Dura-máter .........................................................................................................37 1.8.2. Aracnóide-máter.................................................................................................37 1.9. Nervos cranianos ........................................................................................................38 1.9.1. Nervo olfactório (NC I) ........................................................................................38 1.9.2. Nervo óptico (NC II): ...........................................................................................38 1.9.3. Nervo oculomotor (NC III): .................................................................................39 1.9.4. Nervo troclear (NC IV): .......................................................................................40 1.9.5. Nervo trigémio (NC V) ........................................................................................40 1.9.5.1. Nervo oftálmico (NC V1)......................................................................................41 1.9.5.2. Nervo maxilar (NC V2) .........................................................................................41 1.9.5.3. Nervo mandibular (NC V3) ..................................................................................41 1.9.6. Nervo abducente (NC VI) ....................................................................................41 1.9.7. Nervo facial (NC VII) ............................................................................................41 2. Sistema circulatório ....................................................................................................44 2.1. Artérias ...................................................................................................................44 2.2. Vascularização arterial do encéfalo ........................................................................44 2.2.1. Polígono de Willis ...............................................................................................44 2.2.2. Artéria Carótida Interna......................................................................................45 2.2.3. Artéria Vertebral e Basilar (Sistema vértebro-basilar) ........................................45 2.2.4. Vascularização Venosa do Encéfalo ....................................................................46 2.3. Vascularização dos pulmões e das pleuras .............................................................47 2.4. Vascularicação coração ..........................................................................................47 2.5. Artérias importantes do corpo humano .................................................................48 2.5.1. Sistema do tronco pulmonar ..............................................................................48 2.5.2. Sistema da artéria aorta .....................................................................................48 2.6. Artérias do pescoço e cabeça .................................................................................49 2.7. Artérias membro superior ......................................................................................49 2.8. Artérias dos membros inferiores ............................................................................50 3. Veias ...........................................................................................................................51 3.1. Algumas veias importantes do corpo humano: ......................................................51 3.2. Veias cabeça e pescoço ..........................................................................................52Anatomia Humana II – exame teórico Página 3
  4. 4. Anatomia Humana II 3.2.1. Pescoço ...............................................................................................................54 3.3. Tórax.......................................................................................................................54 3.4. Abdómen: ...............................................................................................................55 3.5. Veias dos membros superiores ...............................................................................55 3.6. Veias dos membros inferiores ................................................................................56 3.7. Capilares sanguíneos ..............................................................................................58 4. Sistema linfático .........................................................................................................59 4.1. Plexo linfático – pulmão .........................................................................................59 5. Pleuras e pulmões ......................................................................................................60 5.1. Nariz .......................................................................................................................60 5.2. Faringe ....................................................................................................................60 5.3. Laringe ....................................................................................................................61 5.4. Pleuras ....................................................................................................................61 5.5. Pulmões ..................................................................................................................63 5.6. Traqueia e brônquios..............................................................................................65 5.6.1. Circulação sistémica (brônquica) ........................................................................66 5.6.2. Respiração bocal (curiosidade) ...........................................................................67 6. Mediastino .................................................................................................................67 7. Pericárdio ...................................................................................................................68 8. Coração e grandes vasos ............................................................................................68 8.1. Limites do Coração .................................................................................................69 8.2. Camadas da parede cardíaca ..................................................................................69 8.3. Configuração interna ..............................................................................................69 8.3.1. Aurícula direita ...................................................................................................69 8.3.2. Aurícula direita ...................................................................................................70 8.3.3. Ventrículo direito ................................................................................................70 8.3.4. Ventrículo esquerdo ...........................................................................................70 8.4. Ciclo cardíaco..........................................................................................................71 8.5. Inervação: ...............................................................................................................71 9. Sistema digestivo ........................................................................................................72 9.1. Funções ..................................................................................................................72 9.2. Boca ........................................................................................................................72 9.3. Dentes ....................................................................................................................73 9.4. Língua .....................................................................................................................73Anatomia Humana II – exame teórico Página 4
  5. 5. Anatomia Humana II 9.5. Faringe ....................................................................................................................73 9.6. Esófago ...................................................................................................................74 9.7. Estômago ................................................................................................................75 9.8. Intestino delgado ....................................................................................................75 9.9. Intestino grosso ......................................................................................................76 9.10. Cólons .....................................................................................................................76 9.11. Funções do Intestino Grosso ..................................................................................77 9.12. Peristáltismo ...........................................................................................................77 9.13. Peritónio .................................................................................................................77 9.14. Órgãos anexos ........................................................................................................78 9.15. Fígado .....................................................................................................................78 9.16. Vesícula biliar .........................................................................................................79 9.17. pâncreas .................................................................................................................80 10. Sistema urinário .........................................................................................................80 10.1. Rim .........................................................................................................................80 10.2. Anatomia interna dos rins ......................................................................................81 10.2.1. Néfrons ...............................................................................................................81 10.2.2. Funções dos Rins ................................................................................................81 10.2.3. Glândulas supra-renais .......................................................................................82 10.2.4. Uréter .................................................................................................................82 10.2.5. Bexiga .................................................................................................................82 10.2.6. Uretra .................................................................................................................82 10.2.7. Uretra Masculina ................................................................................................82 10.2.8. Uretra Feminina..................................................................................................83Anatomia Humana II – exame teórico Página 5
  6. 6. Anatomia Humana II1. Sistema nervoso1.1. Medula espinal:Estrutura do sistema nervoso é constituído por: Parte central do sistema nervoso (SNC); Parte periférica do sistema nervoso (SNP).Funcionalmente divide-se em: Divisão somática do sistema nervoso (SNS); Divisão autónoma do sistema nervoso (SNA).O tecido nervoso é constituído por dois tipos de células: neurónios (célula nervosa) e neuroglia(células da glia), estas últimas sustentam os neurónios. 1.1.1. Neurónios: Corpo celular; Dendrites – extensões dos corpos celulares; Axónios – conduz impulsos que entram (entram nas dendrites) e saem (axónios) do corpo celular.A mielina é uma camada de lípidos e substâncias proteínas que formam a bainha de mielina –aumentam muito a velocidade do impulso nervoso.Os neurónios comunicam entre si através de sinapses Neurotransmissores (células secretadas ou libertadas pelo neurónio. Continuando ou impedindo a transmissão de impulso Excitam ou inibem o neurónio 1.1.2. Neuroglia: Mais abundante que os neurónios; Não são neurónios nem excitáveis; Sustenta, isola e nutre o neurónio; SNC – pequenas células da glia; SNP – células satélite ao redor do neurónio nos gânglios sensitivos espinais e autónomos e células do neurolema (schawann).SNC constituído por: Encéfalo;Anatomia Humana II – exame teórico Página 6
  7. 7. Anatomia Humana II Medula espinal (substancia branca e cinzenta);Funções do sistema nervoso central: Integrar e coordenar sinais neuronais que chegam e saem, e realizam funções mentais superiores – como raciocínio e o aprendizado. NOTA: Núcleo (SNC) – conjunto de corpos de células nervosas; Trato – é um feixe de fibras nervosas (axónios) que ligam um núcleo a outras vizinhas ou distantes do SNC. Os corpos das células nervosas estão na substância cinzenta e as fibras estão na substancia branca.A medula possui substância cinzenta, substancia branca, cornos anteriores e posteriores e umcanal ependimário.Meninges Pia-máter – camada transparente e a mais externa; Aracnóide-máter Dura-máter – mais espessa e rígida.As meninges e o líquido cefalo cerebroespinal (LCE) circulam e protegem o SNC. O LCE estálocalizado entre a pia-máter e a Aracnóide-mater. NOTA: Quando há uma lesão na medula ou no encéfalo na maioria dos casos os neurónios não se recuperam. Os cotos dos neurónios próximos crescem no âmbito da regeneração, mas por outro lado a proliferação dos astrócitos impedem a regeneração.Anatomia Humana II – exame teórico Página 7
  8. 8. Anatomia Humana II 1.1.3. SNP: Fibras nervosas Corpos celulares fora do SNC.A função do sistema nervoso é organizada em nervos que unem a parte central à periferia.Fibras nervosas  nervosAs fibras nervosas estão nos axónios, neurolema – células de schawann – separa os axóniosuns dos outros e no tecido conjuntivo endoneural circulante.O nervo periférico é constituído por: endoneuro – tecido conjuntivo laxo que reveste as célulasdo neurolema e axónios, o perineuro – tecido conjuntivo denso que envolve o fascículo de fibras periféricas e o epineuro – circunda e encerra o feixe de fascículos, formando o revestimento externo do nervo. O nervo periférico é semelhante a um cabo eléctrico: o axónio é revestido por neurolema e endoneuro, estes são revestidos pelo epineuro. O epineuro forma o revestimento externo. 1.1.4. Há vários tipos de nervosOs nervos cranianos saem da cavidade craniana, através de forames no crânio e sãoidentificados por um nome específico ou algarismo romano. Apenas 11 dos 12 nervoscranianos tem origem no encéfalo, só o nervo craniano XI origina-se na medula espinal. Osnervos espinais saem da coluna através de forames intervertebrais. Todos os 31 pares seoriginam na medula espinal e são identificados por uma letra e um número (ex.T4). Estesnervos espinais inicialmente originam-se na medula espinal nas radículas que convergem paraformar as raízes nervosas. A raiz ventral (anterior) possui fibras motoras (eferentes), saem dascélulas nervosas no corno anterior de substância cinzenta. A raiz dorsal (posterior) tem asfibras sensitivas (aferentes). Vêm do gânglio sensitivo que se estende ate as terminaçõessensitivas e centralmente até o corno posterior da substância cinzenta. As raízes posteriores eanteriores unem-se antes de sair do forame intervertebral e formam um nervo espinal misto,mas dividem-se rapidamente em dois ramos primários, um anterior (motor) e posterior(sensitivo). Denominam-se de sensitivo ou motor pela abundância de fibras, pois estãomisturadas os dois tipos de fibras. Exemplo: os nervos da porção abdominal têm 40% de fibras sensitivas, conduzem a informação da propriacepção e da dor. A porção cutânea tem fibras motoras para suprir as glândulas, mas maioritariamente são sensitivas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 8
  9. 9. Anatomia Humana II NOTA: Nervo que inerva a pele (unilateral) – dermátomo Nervo que inerva o músculo (unilateral) – miótomo A inervação dos membros é através dos ramos anteriores e adjacentes – plexos nervosos – aqui misturam-se os dois tipos de as fibras nervosas e formam-se os nervos periféricos multissegmentaresOs ramos anteriores dos nervos segmentares que participam na formação do plexo enviamfibras para múltiplos nervos periféricos originados no plexo nervoso. Portanto, os nervosperiféricos originados pelo plexo contêm fibras de vários nervos espinais. É importante adistinção entre a distribuição das fibras conduzidas por nervos espinais e das fibras conduzidaspor ramos de um plexo. Os nervos espinais – dermátomos e miótimos. As fibras conduzidaspor ramos do plexo são os nervos periféricos e identificados por um nome. Estes dois tipos denervos têm distribuição diferente excepto na zona do abdómen. 1.1.5. Nervos cranianos:Alguns nervos possuem apenas fibras sensitivas, outras apenas motoras. E ainda outras quepossuem os dois tipos de fibras. Há comunicação entre os nervos cranianos e entre os nervoscranianos e espinais (cervicais). Assim um nervo que inicialmente conduzia apenas motoraspode conduzir também fibras sensitivas unidas distalmente do seu trajecto e vice-versa.Excepto os dois primeiros nervos responsáveis pelo olfacto e a visão – nervos sensitivos quelevam a informação para o encéfalo através dos gânglios sensitivos.Existem ainda dois tipos de fibras somáticas e viscerais. As fibras somáticas podem sersensitivas ou motoras. As fibras sensitivas gerais (fibras aferentes somáticas gerais)transmitem sensações do corpo para SNC, podem ser sensações esteroceptivas da pele (dor,temperatura, tacto e pressão). As fibras motoras gerais (fibras eferentes somáticas gerais)transmitem impulsos do SN para os músculos esqueléticos (voluntário). As fibras visceraispodem ser de dois tipos: sensitivas e motoras. As fibras sensitivas viscerais (fibras aferentesviscerais gerais) transmitem sensações reflexas viscerais subconscientes – informações sobredistensão, gases sanguíneos e níveis de pressão arterial – de órgãos ocos e vasos sanguíneospara o SNC. As fibras motoras viscerais (fibras eferentes viscerais gerais) transmitem impulsospara os músculos lisos e tecidos glandulares (pré-sináptica e pós-sináptica).Estes dois tipos de fibras sensitivas somáticas e viscerais possuem processos de neuróniospseudo-unipolares com corpos celulares localizados em gânglios sensitivos de nervos espinaisou cranianos. NOTA:As fibras motoras são axónios de neuróniosmultipolares e os seus corpos estão localizadosna substância cinzenta na medula espinal (pré-sináptica). As fibras pós-sinápticas estãolocalizadas fora do SNC – nos gânglios viscerais.Anatomia Humana II – exame teórico Página 9
  10. 10. Anatomia Humana II O sistema nervoso é dividido ainda em duas porções a somática e a autónoma. O sistemasomático sensitivo transmite sensações de tacto, dor, temperatura e posição a partir dosreceptores sensoriais (temos consciência delas). O sistema motor somático inerva apenas omúsculo-esquelético, estimulando o movimento voluntário ou reflexo, causando contracçãomuscular, como ocorre quando se agarra um ferro quente. O sistema motor visceral (sistemanervoso visceral) consiste em fibras motoras que estimulam o músculo liso (involuntário), omúsculo cardíaco (complexo estimulante do coração) e as células glandulares (secretoras). Nota: As fibras eferentes viscerais do SNA são acompanhadas por fibras eferentes viscerais.As fibras nervosas eferentes e os gânglios do SNA são originados em duas partes: simpático(toracomotor) e parassimpático (craniossacral). Ao contrario da enervação somática na qual apassagem de impulso entre o SNC e a terminação sensitiva envolve um único neurónio. Nasduas partes do SNA, a condução do impulso do SNC para o órgão efector envolve uma serie de2 neurónios multipolares.A distribuição autónoma entre as duas partes doSNA baseia-se:1. Localização dos corpos celulares pré-sináptios;2. Nervos que conduzem fibras pré-sinápticas para o SNC.A sinapse normalmente liberta noradrenalina(simpática) excepto nas glândulas sudoriparas eacetilcolina (parassimpático). 1.1.6. Parassimpático:Os corpos celulares dos neurónios só se encontramnas colunas celulares intermédias ou núcleo damedula espinal (T1-T12 e L1-L2/L3 – medula espinal).As colunas IM são responsáveis pela inervação da cabeça que se situa-se superiormente, e ainervação pelas vísceras pélvicas e dos membros inferiores estão localizadas inferiormente. Asdistribuições dos corpos celulares pós-sinápticos desenvolvem-se através dos gângliosparavertebrais e gânglios pré-vertebrais. Os gânglios paravertebrais estão associados paraformar o tronco sináptico direito e esquerdo, e estendem-se ao longo da coluna vertebral. Estegânglio superior (cervical) situa-se na base do crânio e o gânglio impar situa-se entre os doistroncos se unem ao nível do cóccix. Os gânglios pré-vertebrais situam-se nos plexos quecircundam a origem da aorta abdominal, como os 2 grandes gânglios celíacos que circundam aorigem do tronco celíaco.Nos troncos simpáticos as fibras pré-sinápticas podem seguir quatro trajectos:1. Ascender o tronco simpático para fazer sinapse com um neurónio pós-sináptico de um gânglio paravertebral mais alto;2. Descer no tronco simpático para fazer sinapse com um neurónio pós-simpático de um gânglio paravertebral mais baixo;Anatomia Humana II – exame teórico Página 10
  11. 11. Anatomia Humana II3. Entrar e fazer sinapse imediatamente com um neurónio pós-sináptico do gânglio paravertebral naquele nível.4. Atravessar o tronco simpático sem fazer sinapse, continuando através de um nervo esplénico abdominopelvico para chegar a gânglios paravertebrais.As fibras pré-sinápticas são responsáveis pela inervação autónoma: cabeça, tronco, parede docorpo, membros e cavidade torácica. Já as fibras pós-sinápticas inervam também cabeça,tronco, membros e parede do corpo. Estas fibras seguem os gânglios paravertebraisanteriores, para ramos adjacentes dos nervos especiais através de ramos comunicantescinzentos (sem bainha de mielina). Desta forma, entram todos nos 31 pares de nervos espinaispara estimular vasos sanguíneos (vasomotricidade) e estimular músculos erectores dos pêlos –piloerecção (pode causar sudorese). As fibras simpáticas pós sinápticas executam funções nacabeça pois possuem os corpos celulares no gânglio cervical superior. NOTA: Neurónios pré-sinápticos----------> T1-T12 e L1-L2/L3O sistema nervoso simpático atinge praticamente todas as partes do corpo, com a raraexcepção do tecido avascular, como cartilagens e unhas. Com dois grupos de gângliossimpáticos estão posicionados centralmente no corpo e estão próximos da linha média, nessaparte as fibras pré-sinápticas são relativamente curtos, enquanto as fibras pós-sináptico sãorelativamente longas, devendo estender-se a todas as partes do corpo.Na substancia cinzenta sacral da medula espinal (S2-S4), as fibras saem do SNC através dasraízes anteriores dos nervos espinais sacrais e os nervos esplénicos pélvicos – porção pélvicaparassimpática.Na parte cinzenta do tronco encefálico, as fibras saem do SNC nos nervos cranianos (NC) – III,VII, IX e X – parte cranial parassimpática. Esta região é responsável pela inervaçãoparassimpática da cabeça. O nervo vago (NC X) inerva vísceras torácicas e abdominais (aporção torácica gastrointestinal, porção pélvica gastrointestinal, cólon descendente, sigmoidee recto). Possui uma distribuição muito mais restrita do que o SN simpático, não inerva osmembros inferiores nem superiores e local S2-S4 não pertence aos nervos espinais,exceptuando o ultimo. Há quatro tipos de gânglios distintos na cabeça. Em outras partes asfibras pré-sinápticas fazem sinapse com os corpos celulares pós-sinápticos que ocorremisoladamente ou não parede orgão-alvo. Consequentemente nessa parte, a maioria das fibraspré-sináptios são muito longas, estendendo-se do SNC até ao órgão efector, enquanto as fibraspós-sináptico são muito curtas seguido de um gânglio localizado perto ou incrustado no órgãoefector. 1.1.7. Funções das partes do SNA:Embora o sistema simpático e parassimpático inervam estruturas involuntárias, possuemefeitos diferentes, geralmente contrastantes, porem coordenados.Anatomia Humana II – exame teórico Página 11
  12. 12. Anatomia Humana IIA sua função principal é controlar os vasos sanguíneos, isto é, mantém num estado de repousode vasoconstrição moderada. Uma estimulação do simpático aumenta a vaso constrição einibição do simpático aumenta a vasodilatação. Há alguns vasos que estão semprevasodilatados. Excepção: Vasos coronários e dos músculos esqueléticos após uma inervação simpática os vasos sofrem dilatação. 1.1.8. Sensibilidade visceral:Os reflexos viscerais controlam a pressão arterial e a bioquímica mediante a alteração defunções como frequência cardíaca e respiratória e resistência vascular. A sensibilidade visceralque atinge um nível consciente, geralmente é mal localizada ou é uma forma de cólica ounáusea. Mas uma estimulação adequada pode sentir-se o verdadeiro problema através de:distensão súbita, espasmos e contracções fortes, irritações químicas, estimulação mecânicaquando o órgão é activo e distúrbios patológicos (ex: isquemia). A maioria dos impulsos de dorvisceral seque em direcção central ao longo das fibras aferentes viscerais que acompanham asfibras simpáticas. 1.2. Vias motoras e vias sensitivasTransposição entre o que é o SNC e o SNP é feita normalmente ou a nível cranianos atravésdos doze pares de nervos cranianos – tem a sua origem no interior da cavidade craniana ou anível raquidiano através do nervos raquidianos - partem efectivamente do SNC mas ao nível doraquis (coluna vertebral) – partem da espinal medula através de duas raízes, uma posterior euma anterior. Normalmente a raiz anterior é uma raiz motora, como em quase todas as estruturas do sistema nervoso a parte anterior normalmente é sempre motora, e a raiz posterior uma raiz sensitiva (normalmente). Estas raízes irão juntar- se mais tarde, normalmente, num gânglio, que encontra-se geralmente situado nos buracos de conjugação (na vista lateral da coluna vertebral – sobreposição das vertebral na zona do pedículo) que imergem a partir da espinal medula. Estes gânglios vão acabar por fazer uma redistribuição de fibras que anteriormente estariamAnatomia Humana II – exame teórico Página 12
  13. 13. Anatomia Humana IIseparadas numa raiz anterior (motora) e numa posterior (sensitiva).Vai-se encontrar de dois tipos de fibras motoras: fibras parietais/somáticas que se vão dirigirpara os músculos, articulações, ou seja, vão-se dirigir para as paredes – parietais. Fibrasviscerais/ do SN simpático estas fibras não se vão dirigir tanto para as paredes ósseas,musculares e articulares, mas sim para as todas as vísceras do corpo humano – pulmões,fígado, laringe, esófago…As fibras motoras somáticas atribui-se o nome típico de somaticomotoras. Já a fibra simpáticavai-se atribuir o nome de simpaticoeferentes. Normalmente estas fibras somaticomotoras esimpaticoeferentes são fibras que as vamos incluir originalmente na raiz anterior do nervoraquidiano. Sendo que na raiz posterior vai-se encontrar fibras sensitivas de origem somática(somaticosensitivas) ou simpática (simpaticoaferentes). NOTA: Aferente – sensitivo Eferente - motorVai-se encontrar 3 tipos diferentes de nervos raquidianos: nervos exclusivamente sensitivos –que as suas fibras vêm essencialmente da raiz posterior, que depois do gânglio vão formar onervo com a exclusividade de fibras sensitivas. Nervos exclusivamente motores – as fibras quevêm das fibras da raiz anterior. E nervos que vão ser mistos - resultantes de uma reorganizaçãode fibras que vêm da raiz anterior e posterior – também desta reorganização vão estar fibrasque somaticomotoras e também simpaticoeferentes, e estes nervos mistos vão ser os maiscomuns, pois conseguem transportar mais informação. Para os estímulos chegarem a estesnervos raquidianos vão ter de fazer um trajecto pelo SNC.Via medular consciente - Vias sensitivas são as que trazem a sensibilidade das paredesmusculares e ósseas. A sensibilidade muscular consciente é uma sensibilidade que entra noSNC através de outros nervos cranianos que chegam as raízes posteriores dos nervosraquidianos, ou seja, ao gânglio através de uma fibra somaticosensitiva, e irão dirigir-se para aregião do feixe grácil e do feixe cuneiforme. Chegados a espinal medula estes feixes (estesimpulsos) seguirão para o bulbo raquidiano. Os núcleos do feixe grácil e cuneiforme serão osseus núcleos ao nível do bulbo raquidiano, nesta região estas fibras apanham o núcleoarqueado (fibras arqueadas) na região da ponte e posteriormente para a região do leminiscomedial – Cinta de Reil na ponte. Posteriormente vai-se dirigir para o tálamo que é como umsecretário da informação, toda a informação que vai-se dirigir do córtex cerebral para o troncocerebral ou vice-versa, normalmente passa pelo tálamo, onde é estabelecida a prioridadeentre informações de saída e entrada no cérebro. As vias sensitivas musculares conscientesevidente que irão dirigir para o tálamo óptico, para que a informação de uma dor qualquer dodedo pequeno do pé não supere a dor ao nível da grade costal, este tipo de prioridades estãonormalmente associadas a nossa sobrevivência. Estes estímulos passarão através da coroaradiada e se irão dirigir para circunvalação parietal ascendente (configuração externa,exclusiva da parte sensitiva cerebral). As fibras musculares inconsciente o seu trajecto não serácortical, será ao nível do cerebelo ou próximo dos pedúnculos cerebrais ou quanto muito aonível do tálamo. A informação a nível postural a parte sensitiva inconsciente está relacionadacom a percepção em termos posturais e espaciais, esta informação não processamoscorticalmente. Estas fibras podem chegar através de três vias: passa através do núcleoAnatomia Humana II – exame teórico Página 13
  14. 14. Anatomia Humana IIcuneiforme e grácil (essencialmente das vias sensitivas musculares conscientes) e vai emdirecção do núcleo cerebelar inferior, dirigindo-se para o cerebelo (menos comum). As viasmais comuns, passam pelos feixes que estão situados na margem lateral do cordão lateral daespinal medula, o feixe espinho cerebelar dorsal e o feixe espinho cerebelar central, para atransmissão da via sensitiva muscular consciente. Os neurónios que aproveitam o feixeespinho cerebelar dorsal são neurónios que têm os seus núcleos na região da haste posteriorde substancia cinzenta da espinal medula principalmente através do núcleo dorsal. A nível dotórax estão muito bem organizados, na região cervical e lombar não quer dizer que nãoexistam, só não esta organizados como na região torácica. Tendo o núcleo ao nível da hasteposterior vão-se colocar no feixe cerebeloso directo/espinho cerebelar posterior, este feixeentra no cerebelo ao nível dos pedúnculos cerebelares anterior, ou seja, situa-se perto doscorpos restiformes e entra no cerebelo através dos pedúnculos cerebelares inferiores. Emrelação ao núcleo do feixe espinho cerebelar central ou feixe de Gower, este é também umavia de transporte de vias sensitivas musculares inconsciente, mas esta informação já está maisrelacionada com o feixe de Gower (coloca-se ao pé da oliva no bulbo raquidiano, atravessa aregião da ponte até os pedúnculos cerebrais, o topo deste feixe encontra-se ao nível dostubérculos quadrigémios anteriores) com o núcleo rubro com o cerebelo, e este é a sede daparte sensitiva da postura e o núcleo rubro é a sede da parte motora da postura. Então estefeixe de Gower dirige-se primeiro para a região do núcleo rubro – pedúnculos cerebrais – partedessa informação fica no núcleo rubro e outra parte dirige-se para o cerebelo. No entantoalguma das decisões a nível postural não são tomadas exclusivamente pelo cerebelo maspodem ser tomadas automaticamente pelo núcleo rubro – uma via bastante mais eficiente avia que apanha a região do núcleo rubro.Algumas vias específicas da via sensitiva - via da temperatura – esta via não é completamentecompreensível, a via mais comum é uma via que tem origem na haste posterior da espinalmedula para pela fissura branca pelo lado contra-lateral para se colocarem novamente nofeixe do Gower. Algumas destas fibras que são constituídas por neurónios fazem tambémsinapses a nível do tálamo. As decisões relacionadas com a integração desta informaçãocorrespondente a temperatura (externa) normalmente chegam ao tálamo, a informação doque fazer nesta situação. No entanto a decisão nesses casos é uma decisão que é tomadaimediatamente – parte reflexa, estes mecanismos não são perfeitamente identificáveis.Quando se põe a mão numa panela a ferver, areacção de tirar de lá a mão verificou-se nasubstância gelatinosa de rolando. Normalmenteestas decisões nem saem da espinal medula, étransmitido para a espinal medula a informação,que chega a substância cinzenta e saiimediatamente pela via motora. No entantoapesar de não se saber bem que vias os reflexosusam, sabe-se que esta região da medula.Raramente os mecanismos de temperatura e dorsão assim tão rápidos – mecanismos reflexos – p.e.a temperatura da água quando tentamos perceberse está quente ou frio, neste caso e na maior partedos casos que não sejam extremos esta viaAnatomia Humana II – exame teórico Página 14
  15. 15. Anatomia Humana IIchegará ao tálamo e até mesmo ao córtex. Percepção táctil - tacto – chega ao sistema nervosocentral, através do feixe cuneiforme ou do feixe grácil, chegando a região do tálamo até aquipela cápsula interna e pela circunvalação parietal ascendente. Chega no fundo através da vianormal da sensibilidade muscular consciente. Há duas grandes vias motoras: vias conscientes eas inconscientes. As vias motoras conscientes também podemos designa-las por viaspiramidais – para compreensão do trajecto – e as vias motoras inconscientes chamadas as viasextra-piramidais (para compreender melhor o seu trajecto). As vias conscientes é umainformação que parte do SNC e que se dirige para p sistema nervoso periférico, por esta razãoo seu ponto de partida normalmente ao nível do SNC. O trajecto das vias piramidais a principalregião motora é o lobo frontal. Os neurónios que irão ter os seus núcleos no córtex nacircunvalação parietal ascendente vão aproveitar a região da coroa radiata, colocam-se para acápsula interna (fibras com mielina) – fibras piramidais. Mas há fibras que tem origem naterceira e segunda circunvalação frontal, estas fibras para alcançarem a cápsula interna têm defazer um trajecto ligeiramente curvo formando um joelho, e então estas fibras são designadaspor fibras geniculadas.Estes dois tipos de fibras encontram-se em locais distintos na cápsula interna: as fibrasgeniculadas encontram-se mais próximas do tálamo óptico e as fibras piramidais maispróximas do núcleo lenticular. As fibras vão encontrar-se na região mais anterior do pedúnculocerebral – as fibras geniculadas mais internamente e as piramidais mais afastadas. Na ponte asfibras piramidais estão situadas na parte mais anterior da ponte e as fibras geniculadastambém se situam mais ou menos por essa zona. Na transição da ponte para o bulbo, as fibrasgeniculadas e piramidais vão ocupar a pirâmide anterior do bulbo raquidiano. Estas fibras vão-se agrupar nas pirâmides anteriores. Na transição do bulbo para a espinal medula era marcadana face anterior por uma interrupção do sulco mediano anterior da espinal medula –decussação das pirâmides – local onde as pirâmides anteriores - fibras geniculares e fibraspiramidais – que 90% das fibras cruzam para o lado oposto e se colocar no cordão lateral –feixe piramidal cruzado – as restantes 10% de fibras vão-se colocar na linha medial próximo dosulco mediano anterior constituindo o chamado feixe piramidal directo. Os neurónios vão-secolocar na haste inferior da haste cinzenta e divergirem pelas raízes anteriores da medula.Vias extra-piramidais não controlam a motricidade voluntaria, mas controlam a mobilidadeinvoluntária, ou seja, o equilíbrio do corpo, é uma forma postural que o ser humano tem eminconsciência. Da mesma forma a coordenação motora normalmente é feitainconscientemente. Esta é uma informação que para não chegar ao córtex e uma decisão queé tomada é através de neurónios em que o seu núcleo é ao nível do núcleo rubro. Este núcleorubro não só recebe aferencias sensitivas em relação a nossa postura (p.e) como é também eleque toma a decisão em relação a estimulação dos músculos postural. Estas fibras são fibrasque descem da espinal medula através das goteiras rubroespinhais e encontram-se naproximidade do feixe piramidal rodado.Plexo óptico a decisão motora que decorre da observação de algo, não pode ser consideradoum reflexo, porque este tipo de órgão sensorial tem de ter por trás da acção pelo menos otronco cerebral, normalmente ao nível do tálamo óptico. A maior parte das decisões de reflexosão tomadas nos tubérculos quadrigémios anteriores ou do tálamo óptico, poucos são namedula espinal.Anatomia Humana II – exame teórico Página 15
  16. 16. Anatomia Humana II 1.3. Bulbo raquidianoContinuo inferiormente com a espinal medula e superiormente com a protuberância anelar ouponte de Varólio.Tronco cerebral é a região da ponte de Varólio com o bulbo raquidiano.O bulbo raquidiano possui semelhanças com a espinal medula, sendo uma fase de transição.Mede aproximadamente 3 cm e possui o peso aproximado de 17 gramas. O bulbo encontra-sena chamada Fossa craniana posterior, onde se encontra o buraco occipital (principalmente asestruturas do osso occipital), no interior da parte craniana. Na fossa craniana posteriornormalmente consideramos que o bulbo raquidiano fica na proximidade ósseas do chamadoclivo, que é a parte superior da apófise basilar do osso occipital. A distinção do que é bulboraquidiano e medula espinal não ocorre na linha média mas sim no sulco mediano anterior daespinal medula vai ser contínua com o sulco mediano anterior do bulbo raquidiano. Noentanto a transição, parece haver uma confusão de fibras quando se da união do sulcomediano anterior da medula com o do bulbo raquidiano, a esta confusão de fibras atribui-se onome de decussação das pirâmides. Esta estrutura vai ser extremamente importante nadescrição das vias motoras. Como na medula existe vias motoras, de motricidade que estãoligadas as vias piramidais, e por esta razão esta decussação das pirâmides, cruzamento defibras, é perfeitamente perceptível no plano anterior do sulco mediano anterior e é isto quegenuinamente marca a divisão do bulbo raquidiano e a medula espinal.O sulco mediano anterior superiormente vai terminar na bulbo tuberancial, marca novamenteo limite superior do sulco mediano anterior. No limite superior também se encontra o buracocego. Cada um dos lados do sulco mediano anterior, vão permanecer também as duasformações semelhantes ao cordão anterior, no entanto atribui-se o nome de pirâmidesanteriores do bulbo raquidiano. Estas pirâmides encontram-se limitadas lateralmente por umsulco, denominado sulco colateral anterior ou sulco pré-olivar. Na vista posterior do bulboraquidiano existe no interior da espinal medula, encontrava-se o canal do ependimo ate seabrir superiormente numa grande cisterna do líquido cefaloraquidiano. Esta cisterna encontra-se posteriormente ao bulbo raquidiano e da ponte de Varólio e anteriormente ao cerebelo.Este líquido vai ser descrito como o quarto ventrículo. Este quarto ventrículo inferiormentecomunica com o canal do ependimo, o que nos permite marcar de um forma evidente duasmetades da parte posterior do bulbo raquidiano. No canal do ependimo como no quartoventrículo há líquido cefaloraquidiano, há comunicação.O bulbo raquidiano em relação a espinal medula parece que vai alargando. Cada um dos lados,daquilo como era descrito o cordão posterior da espinal medula. Junto do sulco colateralposterior da espinal medula vamos encontrar o sulco colateral posterior do bulbo raquidianoou sulco retro olivar. Pela vista posterior do bulbo raquidiano vamos encontrar o sulcoparasiano que já marcava a separação ente o feixe grácil e o feixe cuneiforme na medula eagora também entre no bulbo (cordão posterior do bulbo raquidiano). Parte inferior do bulboraquidiano é designada por região posterior. A estrutura que era designada por feixe grácil,como vai-se alargando vão-se designar por pirâmides posteriores do bulbo raquidiano. O feixecuneiforme na espinal medula, estava entre o sulco colateral posterior e sulco parasiano. OAnatomia Humana II – exame teórico Página 16
  17. 17. Anatomia Humana IIbulbo raquidiano vai-se comunicar directamente com o cerebelo, transformando-se nos sulcoscerebelares inferiores ou pedúnculos inferiores do cerebelo. Estes pedúnculos são como aporta de entrada de qualquer fibra que queira vir do bulbo raquidiano em direcção aocerebelo. O feixe cuneiforme está ligado as vias sensitivas. Os pedúnculos cerebelaresinferiores não são estruturas que em termos de funcionais estejam continuas com o feixecuneiforme, não esta ligado incondicionalmente aos pedúnculos (funcionalmente nãomorfologicamente).Continuando superiormente (problemas de audição por causa da tosse da patrícia):Existem três regiões de forma triangular, duas delas com uma cor mais esbranquiçada sendooutra com uma cor mais acinzentadas. Estas três regiões serão uma asa branca interna, umaasa branca externa e asa cinzenta. Quando o bulbo raquidiano tem ligação com o quartoventrículo, nesta região onde estariam as pirâmides posteriores do bulbo raquidianotransforma-se em asa branca interna, asa branca externa e asa branca cinzenta. As duas asasbrancas parecem se cruzarem em dois gomos. As asas brancas são saliências e a asa cinzentauma escavação. NOTA: Núcleo do nervo vago – asa branca interna Núcleo do nervo hipoblosso – asa branca externa Fosseta inferior do bulbo raquidiano – asa cinzentaSuperiormente encontram-se as estrias medulares, marcam genuinamente a separação ente obulbo raquidiano e a ponte de Varólio. Pedículo facial não pertence ao bulbo raquidiano.Na metade superior do bulbo raquidiano há uma alteração morfológica, uma ligação daspirâmides do bulbo raquidiano para se transformarem nas duas asas brancas e na asa cinzenta. 1.3.1. Vista lateral:O cordão lateral na medula espinal, encontra-se entre o sulco colateral posterior e as raízesanteriores do bulbo raquidiano. Neste caso, no bulbo raquidiano apresenta praticamente amesma estrutura. Torna-se cada vez mais largo. Mais superiormente vamos encontrar umasaliência em forma de azeitona, que se vai atribuir o nome de oliva. Esta oliva é umacaracterística quase específica do bulbo raquidiano, pois também a encontramos no cerebelo ena ponte de Varólio. A região da oliva no bulbo raquidiano marca na realidade a região dobulbo raquidiano. O sulco colateral posterior que passa pela oliva agora tem mais sentidodenomina-lo, por sulco retro olivar. O sulco colateral anterior na medula espinal passa adenominar-se sulco pré olivar no bulbo raquidiano, pois este sulco passa a frente da oliva.Superiormente a esta oliva passamos a encontrar também uma pequena escavação, fossetasupra olivar. Desta fosseta nasce o chamado nervo espacial, um dos doze nervos cranianos.Na medula tínhamos substância branca na periferia e internamente a massa cinzenta. Vaiarrastando posteriormente esta massa cinzenta, chegando ao bulbo raquidiano encontra-seuma grande concentração de substância cinzenta. Em algumas regiões do bulbo raquidiano jápossuem alguma diferenciação. No caso do quarto ventrículo a transformação do canal doependimo. Na parte interna do bulbo raquidiano encontra-se a oliva, descrita lateralmente,encontra-se no seu interior um núcleo olivar inferior.Anatomia Humana II – exame teórico Página 17
  18. 18. Anatomia Humana IIOs neurónios que se encontram fazendo parte do feixe grácil e do feixe cuneiforme, o seunúcleo encontra-se precisamente ao nível do bulbo raquidiano.À periferia do núcleo olivar inferior encontram-se dois núcleos paraolivares (corposrestiformes). Neurónios que fazem parte do feixe grácil e cuneiforme (face posterior),neurónios diamielinicos e amielinicos, a toda esta região vai-se chamar a formação reticular dobulbo raquidiano. Fibras restiformes do bulbo raquidiano, superiormente a este, na regiãomais inferior do quarto ventrículo. Os pedúnculos cerebelares inferiores são a cabeça doscorpos restiformes. Na comunicação dos corpos restiformes do lado direito e esquerdo vamosencontrar as fibras restiformes. Estas fibras têm a função de unir os corpos restiformes. Osneurónios são vias de comunicação, do sistema nervoso central para a periferia ou vice-versa.Todos os neurónios vão ter ligação com o bulbo raquidiano, isto é, um qualquer estímulo quenos queiramos transmitir da nossa região cortical para a periferia.Vias da motricidade voluntária, ou seja, as vias piramidais. O feixe piramidal directo que seencontraria nas margens do sulco medial anterior (na medula), na realidade no bulboraquidiano faz parte das pirâmides anteriores são sequenciais com o cordão anterior daespinal medula. Este feixe piramidal directo mantém-se nas pirâmides anteriores do bulboraquidiano. O feixe piramidal cruzado na espinal medula encontra-se no cordão lateral,quando esta na zona de transição na espinal medula e bulbo raquidiano estas fibras vãocruzar, e vão-se dirigir anteriormente do bulbo raquidiano, para que elas ocupem as pirâmidesanteriores bulbo raquidiano.Aproximadamente 90% do estímulo nervoso passar pelo feixe piramidal cruzado e apenas 10%no feixe piramidal directo.A mudança de posição do feixe piramidal cruzado vai fazer com que invada o espaço da asaanterior cinzenta, obrigando os neurónios que se encontrariam nesta posição a caminharemem direcção lateral e progressivamente também a agregarem-se e formarem a formaçãoreticular. Na decussação sensitiva em que o feixe grácil e cuneiforme, vão cruzar as suas fibras,vai fazer que a asa anterior de substancia cinzenta seja desestruturada, fazendo que os seusneurónios se espalhem. 1.3.2. Ponte de Varólio:Esta na transição entre o bulbo raquidiano e os pedúnculos cerebrais. Esta parece uma ponteentre os dois hemisférios cerebelares (direito e esquerdo). Ou seja, em princípio farão acomunicação entre eles, através da ponte de Varólio. Também vai ter a obrigação detransportar neurónios desde o bulbo raquidiano para os pedúnculos cerebrais e vice-versa. Osulco basilar que vai se inserir a artéria basilar. As raízes do nervo trigémeo, uma raiz mais fina(sensitiva) e uma mais espessa (motora), emergem a nível da ponte de Varólio (face anterior). 1.3.3. Configuração interna:Parte posterior da ponte de Varólio encontra-se o quarto ventrículo, de forma triangular.Nesta massa difusa de substancia branca e de substancia cinzenta. Existem 3 tipos de fibra nasubstancia branca: fibras transversais – são aquelas que passam do hemisfério cerebelardireito para o esquerdo e vice-versa (direcção transversal); fibras intercerebelosas, que fazema comunicação entre o cerebelo do lado direito e o esquerdo; ainda algumas fibras vinda docerebelo, vão-se unir a neurónios que estão na ponte de Varólio (cerebelo ponticas). FibrasAnatomia Humana II – exame teórico Página 18
  19. 19. Anatomia Humana IIlongitudinais estão presentes em quatro regiões, fazem união entre estruturas do bulboraquidiano e de estruturas do pedúnculo cerebelar (as fibras do fascículo piramidal e ofascículo genicular). Cinta de Reil, é precisamente o local onde o feixe cuneiforme e o feixegrácil iriam colocar os seus neurónios para conseguirem atravessar a região da ponte.Posterior e interiormente nas margens do quarto ventrículo está a cinta longitudinal posterior.Nesta cinta estarão o feixe de Gower e os feixes do fascículo fundamental do cordão antero-lateral. As fibras restiformes vêm do cordão antero-lateral aproveita para se curvar emdirecção lateral, mas que na realidade acabam todas elas por ir parar a cinta longitudinalposterior. Substância cinzenta é constituída por uma série de núcleos, que vem da região dobulbo raquidiano e outros tem origem na ponte, e são 12 pares de nervos. Os nervos cranianossão semelhantes aos nervos raquidianos, a diferença é que os nervos raquidianos nas cem aonível da coluna (raquis), e os nervos cranianos nascem no interior da cavidade craniana. Nervotrigémeo, abducente, facial, patético, troclear, auditivo, todos estes nervos, e outros como onervo vago, irão ter núcleos, vão estar presentes dentro da ponte e no interior do bulboraquidiano. Fazendo com que essa região (ponte) seja pontuada (num corte transversal) pormuitas aglomerações de substância cinzenta. 1.4. CerebeloO quarto ventrículo é uma das cavidades que constitui o sistema ventricular. Situa-se entre aponte de Varólio, cerebelo e bulbo raquidiano.O cerebelo encontra-se mais posteriormente a região da ponte de Varólio e também maisposteriormente ao bulbo raquidiano. Tem uma relação indirecta com lóbulo occipital externo.Recebe o nome de cerebelo pelo facto de parecer um cérebro pequeno. Está separado dobulbo raquidiano e da ponte de Varólio por causa do quarto ventrículo. Considera-se que ocerebelo constitui o tecto do quarto ventrículo.O cerebelo possui duas faces e uma circunferência. A face superior que é uma face que estadirigida para o lóbulo occipital externo do cérebro, mas tem uma relação indirecta com estelóbulo. Este apresenta dois hemisférios cerebelares, um do lado esquerdo e outro do ladodireito, em que na linha média é como uma união entre os dois hemisférios, sendo atribuído overme do cerebelo. Este verme encontra-se em cima do lóbulo médio do cerebelo.A face inferior direito tem uma estrutura quando idêntica a superior, tem dois hemisférios: umesquerdo e outro direito, e na linha média encontra-se novamente o verme cerebelar. Estaparte inferior do cerebelo apresenta uma chanfradura cerebelar mediana que corresponde aescavação que os dois hemisférios fazem. Na união dos hemisférios, nos 2/3 posteriores, háuma região mais ampla aproximadamente na linha média, e esta zona vai-se designar depirâmides de Malacarne. Anteriormente as pirâmides de Malacarne podem encontrar a regiãoda úvula. Tanto a úvula como as pirâmides de Malacarne situam-se no verme do cerebelo, logoestas nomes são regiões destes, que permitem diferenciar as faces do cerebelo. São todasestas regiões que permitem diferenciar as partes do cerebelo. Se seguirmos pelo cerebelo emdirecção ao quarto ventrículo, perto do quarto ventrículo estará presente a válvula de Tarin ouvéu medular inferior (ou posterior). Já a circunferência que constituí a forma do cerebeloapresenta duas chanfraduras. Há uma chanfradura mais anterior - chanfradura semilunar - eoutra mais posterior e talvez mais profunda – chanfradura marsupial. O cerebelo apresentasulcos, o que o torna irregular, dai ser designado por cérebro pequeno pelos primeirosanatomistas.Anatomia Humana II – exame teórico Página 19
  20. 20. Anatomia Humana IIOs chamados sulcos de primeira ordem é que vão dar esse relevo quer pela parte superiorquer pela parte inferior. Na proximidade do quarto ventrículo situa-se o flóculo do nervo vagoou flóculo do lado esquerdo, esta insinuação inferior ao quarto ventrículo é bastante evidente.Também é bastante evidente, mais inferior ainda ao flóculo, está situada a chamada amígdalacerebelosa. Esta ocupa uma zona muito particular do cérebro, está extremamente próximo doburaco occipital. Inclusivamente esta região considera-se sendo a parte do cerebelo que estáparcialmente dentro do canal vertebral. Está tão próximo do buraco occipital, que em certasposições da cavidade craniana a amígdala continua genuinamente para o interior, e ficaalojada dentro do canal vertebral. Por causa da presença de alguns lóbulos e de alguns sulcosde primeira ordem. No entanto todo o cerebelo tem o aspecto granular. Este aspecto granularquer da parte superior (que é mais evidente) quer da parte inferior. No entanto parece que ossulcos de primeira ordem têm mais relevância do que os outros. Na face anterior da vistasuperior do cerebelo encontra-se o lóbulo anterior. O lóbulo posterior é contínuo para a faceinferior.Um patologista há algum tempo atrás atribuiu características aos lóbulos, por exemplo, olóbulo anterior do cerebelo representa em termos toda a região da cabeça e do pescoço. Istoé, as fibras que se dirigem para o cerebelo tendo origem na cabeça e no pescoço, todas estasfibras terminam ao nível do lóbulo anterior.Ainda na parte superior progressivamente após a curvatura da parte superior para a parteinferior, vão estar alguns sulcos, mas mais profundamente. Um deste é o lóbulo simplex estáimediatamente adjacente ao lóbulo anterior do cerebelo. Este lóbulo está também relacionadocom a região do tronco. Sequencialmente acompanhando a curvatura dos hemisférioscerebelares, vais estar o lóbulo médio e na parte inferior o lóbulo paramedio, estes doislóbulos também estão relacionados com a região do tronco. O lóbulo ansiforme é onde asfibras cerebelosas do membro inferior e superior irão terminar, e simultaneamente maispróximo da região da amígdala, vai-se encontrar os chamados lóbulos vermiculares. Esteslóbulos possuem vias vermiculosas que se situam mais ou menos na zona lombar, nunca émuito certo. No lóbulo posterior vai-se encontrar o lóbulo médio, lóbulo paramedio, lóbuloansiforme e o lóbulo vermicular.Os sulcos de segunda ordem (a segmentação de segunda ordem), ocorrem no interior dossulcos de primeira ordem. Alguns dos sulcos de segunda ordem são tão profundos quemarcam os tais lóbulos e flóculos. Na profundidade dos sulcos de primeira ordem também vai-se encontrar substancia branca e cinzenta, como em quase todas as zonas do SNC. Aconfiguração interna do cerebelo assemelha-se muito com a configuração interna do cérebro,pois também no cérebro se encontrará sulcos, e também se vai encontrar esse aspecto desubstancia cinzenta a periferia e alguns núcleos de substancia cinzenta na sua profundidade. Asubstancia de periferia será designada de córtex. No caso do cerebelo esta substancia cinzentaque se verifica na periferia adapta-se aos sulcos de primeira ordem da mesma forma aos sulcosde segunda ordem e passa a designar-se córtex cerebelar. Já a substancia cinzenta no cérebro,a mais profunda é designada por substancia cinzenta central. No caso do cerebelo apresentaum núcleo extremamente bem identificado, este núcleo e visível quer no hemisfério cerebelaresquerdo quer no direito, e este núcleo vai ser designado como núcleo dentado porque tem aforma de dentes. Na proximidade do núcleo dentado ou oliva cerebelosa, vão-se encontrar osnúcleos paraolivares (que estão a periferia). O mais próximo desta oliva terá a forma deêmbolo e por esta razão atribui-se o nome de núcleo emboliforme. Já mais próximo do verme,Anatomia Humana II – exame teórico Página 20
  21. 21. Anatomia Humana IIencontram-se dois núcleos rubosos, e no lóbulo médio do cerebelo estão situado os núcleosfastigiais. As fibras cerebelos dirigem-se para a substancia cinzenta central do cerebelo que namaior parte dos casos terminam no núcleo dentado.A substancia branca que se encontra na profundidade do cerebelo o aspecto desta é muitodiferente.O cerebelo tem a principal função de coordenação motora como o equilíbrio. No entanto serelacionarmos as relações com o a ponte de Varólio e o bulbo raquidiano pode-se considerartambém, que em toda região do tronco os núcleos são responsáveis pela respiração,motricidade, etc. O cerebelo se relaciona com o resto do sistema nervoso através de 3 viasapenas: pedúnculo cerebeloso inferior que tem relação com a face posterior do bulboraquidiano; Pedúnculo cerebeloso médio estabelecesse essencialmente a relação e conexãoentre o cerebelo e a ponte de Varólio; o pedúnculo cerebeloso superior vai estabelecer ligaçãoentre o cerebelo entre os pedúnculos cerebrais. Na organização dos pedúnculos não é muitoevidente, pode-se diferenciar o inferior dos restantes, mas o superior e o médio estãoextremamente próximos. O pedúnculo cerebeloso superior mantém a união entre os doispedúnculos superiores, encontra-se uma comissura entre os dois pedúnculos superiores deambos os lados do cerebelo. Essa comissura será designada por válvula de Vieussens. Estaválvula também tem relação com o quarto ventrículo, fica extremamente próximo do ângulosuperior do quarto ventrículo (em forma de losango). Esta válvula faz parte do tecto do quartoventrículo e algumas fibras do pedúnculo cerebeloso superior cruzam por esta válvula.Vias aferentes vêm para o para o sistema nervoso central, e vias eferentes saem do sistemanervoso central. As aferencias são essencialmente sensitivas e as eferencias são motoras. Nocaso do cerebelo as vias aferentes podem ter várias origens, podem vir da espinal medula, dobulbo raquidiano, da ponte de Varólio ou do núcleo vestibular. No caso da origem medularestarem em contacto com o cerebelo através do espinho-cerebelar central cerebelar posteriorter relação com o feixe espinho-cerebelar posterior (o feixe cerebeloso directo ou espinho-cerebelar dorsal). Na de origem bulbar, mas tem a sua origem na oliva cerebelosa - núcleoolivar inferior – um conjunto de neurónios dirige-se para a região do cerebelo. Estas fibras vãoser designadas de fibras olivares. As fibras da ponte de Varólio ou cerebelo pontinas (ponto-cerebelosas) têm origem na ponte e vão para o cerebelo. Têm origem no núcleo vestibular e onúcleo hipoglosso. As fibras eferentes, as fibras que saem do cerebelo para outras regiões,para o SNC, SN periférico. O fascículo mas superior aquele que se vais dirigir através dopedúnculo cerebelar superior e serão chamados: fascículo cerebelo talâmico, fascículocerebelo púbico. No pedúnculo cerebral está o núcleo rubro, e é aqui que temos o fascículocerebelo-pubico, que não é mais do que um feixe que se vai dirigir para o pedúnculo cerebral.E neste pedúnculo irá haver sinapses no núcleo rubro e no fascículo cerebelo-pubico. Estasfibras também se dirigem para os núcleos vestibulares, fibras que se dirigem através dopedúnculo cerebeloso inferior para o cerebelo espinhais.Pedúnculo cerebeloso inferior: encontra-se a manter a união entre o cerebelo e o fundo dobulbo raquidiano e a medula espinal. Portanto as estruturas que constituem o pedúnculocerebeloso inferior: serão de origem da espinal medula ou do bulbo raquidiano, ou então temorigem no cerebelo. No caso das vias aferentes irá se encontrar essencialmente o feixecerebeloso directo (feixe da espinal medula), o feixe oliva cerebeloso (bulbo raquidiano), ofeixe vestíbulo cerebeloso (núcleos da face posterior do bulbo raquidiano). As fibras eferentesque partem do cerebelo vão-se dirigir pelo pedúnculo cerebeloso inferior só se podem dirigirAnatomia Humana II – exame teórico Página 21
  22. 22. Anatomia Humana IIou para o bulbo, para a espinal medula ou para os tais núcleos vestibulares no interior dobulbo.Pedúnculo cerebeloso médio: tem uma íntima relação com a ponte de Varólio. Esta ponte éassim designada porque estabelecia ligação entre os dois hemisférios. O ponto de união docerebelo com a ponte vão estar os pedúnculos cerebelosos médios possui no seu interiorfeixes cerebelo-ponticos e outros feixes. Os feixes que ocupam o pedúnculo cerebelososuperior vão-se dirigir para o tálamo, fascículo cerebelo talâmico e o fascículo cerebelo púbico.O feixe de Gower tem origem na medula espinal mas no entanto não entra no cerebelo. 1.5. Quarto ventrículoÉ uma estrutura do sistema reticular da parte craniana do sistema nervoso central. Sãocisternas que têm uma dimensão suficiente para serem considerados ventrículo e não apenascanais. Na região craniana o canal do ependimo termina ao nível do bulbo raquidiano. Olíquido cefaloraquidiano que se encontra no interior das estruturas do sistema nervoso centralvai-se encontrar em cisternas, que se vai atribuir o nome de ventrículos. Vamos encontraralguns na porção craniana e na região do tronco cerebral, o sistema ventricular que estápresente, é precisamente designado como quarto ventrículo. Este quarto ventrículo apresentauma forma de um losango com um ângulo superior, um ângulo inferior e dois ângulos laterais.Terá uma parede que corresponde a parede posterior do tronco cerebral, ou seja, correspondea face posterior da ponte e do bulbo raquidiano pela forma vai-se atribuir o nome de soalho. Euma parede que corresponde a parte anterior do cerebelo e que se vai designar de tecto doquarto ventrículo. A designação de soalho e tecto não parece muito evidente, pelo facto denão se encontrar num plano longitudinal puro, o ventrículo tem uma posição inclinada,ligeiramente oblíquo e desta forma. Logo aquilo que deveria ser face anterior (parece dotronco cerebral) passa-se a chamar de soalho e a face posterior (parede de cerebelo) iráchamar-se de tecto.Em relação ao soalho do quarto ventrículo apresenta no fundo duas metades, uma metadesuperior é um pouco mais extensa que a metade inferior. A metade inferior corresponde aestruturas do bulbo raquidiano e a metade superior correspondendo a estruturas da ponte deVarólio. As estruturas do bulbo raquidiano são: a asa branca interna, asa branca externa e asacinzenta, que são os vários núcleos que se encontram superiormente, mas na realidade vai-seatribuir o nome de núcleo do nervo vago, núcleo do nervo hipoglosso e núcleo do nervovestibular (perto do núcleo do nervo hipoglosso e em simultâneo com o núcleo do nervococlear). Existe uma pequena fosseta, designada por fosseta inferior. O limite que separa aparte superior da parte inferior, são as estrias acústicas (vão-se dirigir para o nervo auditivo). Otriângulo superior corresponde a face posterior da ponte. Existe um sulco mediano na pontede Varólio que pode ser designado por sulco mediano anterior ou posterior, mas não é o maiscorrecto. Pois não existe dois sulcos logo não é necessário haver distinção. Cada um dos ladosdo sulco mediano vão-se encontrar dois folículos que têm a foram arredondada por esta razãodesignou-se: folículos esteres. Nestes folículos na sua profundidade podemos identificar onúcleo do nervo facial ou folículo facial. De cada um dos lados destes folículos esteres, vaiexistir uma pequena fosseta e acima dessa pequena fosseta, uma região ligeiramente maisacinzentada. Esta fosseta é análoga a fosseta inferior encontrada no bulbo raquidiano, e estaencontra-se na região da ponte. E a superfície encontra-se mais acinzentada, é destatonalidade pelo facto de no seu interior estar o núcleo sensitivo do nervo trigémeo. CócusAnatomia Humana II – exame teórico Página 22
  23. 23. Anatomia Humana IIceruleus sabe-se que marca onde se encontra o núcleo sensitivo do nervo trigémeo (nervomotor da face e da região craniana).O tecto do quarto ventrículo é constituído principalmente pela face anterior do cerebelo. Estaparede anterior é constituída também por um prolongamento que parte do cerebelo emdirecção aos tubérculos quadrigémios do pedúnculos cerebelar. Este prolongamento docerebelo para o tubérculo vai ser designado de membrana tectória. Já a inferior a válvula deTarin (véu medular superior) esta dirigindo-se inferiormente para a região do bulbo e daespinal medula. A membrana tectória e a válvula de Tarin são recobertas de umas célulascoróideas. Esta célula coroidea é responsável por segregar o líquido cefaloraquidiano. Esteepitélio é alimentado através de uns prolongamentos laterais destas células coróideas, que vãofazer o aporte sanguíneo à célula coroidea. Estes prolongamentos vão-se designar de plexoscoróides. Nos restantes sistemas ventriculares também ocorrem veias coróideas e plexoscoróides.O quarto ventrículo superiormente comunica-se com o terceiro ventrículo. O terceiroventrículo faz parte do sistema ventricular. Comunica-se superiormente através do aquedutode Sylvius. Este aqueduto de Sylvius é uma insinuação na profundidade da região dopedúnculo cerebral. Inferiormente o quarto ventrículo é contínuo com o canal do ependimo. Acomunicação entre o quarto ventrículo com o canal do ependimo vai-se designar de pico docálamo. Lateralmente no quarto ventrículo irá se encontrar o plexo lateral de Reichert. O plexocoroideo insinua-se para o plexo lateral de Reichert, vamos observar lateralmente orifícios quevão fazer a comunicação entre o quarto ventrículo e líquido cefaloraquidiano, que se encontraa periferia da camada de SNC. Simultaneamente ao líquido cefaloraquidiano no interior doquarto ventrículo e os restantes ventrículos do SNC, também se vai encontrar este liquido aperiferia. E é da equivalência de forças entre a pressão que o líquido a periferia exerce, e apressão que o líquido cefaloraquidiano no interior do SNC faz, é deste equilíbrio de forças queconseguimos manter a forma do cerebelo (p.e.). O líquido cefaloraquidiano que se encontra aperiferia comunica com o liquido cefaloraquidiano que se encontra no quarto ventrículoatravés de um orifício. Este orifício ocupa também o ângulo inferior do quarto ventrículo emsimultâneo com o pico do cálamo, este orifício vai-se designar o nome de buraco de Magendie.Lateralmente os plexos de Reichert permitem a comunicação com o sistema do líquidocefaloraquidiano do ventrículo para a periferia através de dois orifícios, designados de buracosde luschka.Os pedúnculos cerebrais fazem a transição entre o tronco cerebral e o cérebro propriamentedito. São duas saliências, duas grandes colunas, uma do lado esquerdo e outra do direito. Estasduas são divergentes pela parte anterior, de baixo para cima, e posteriormente não se tornamuito evidente essa forma divergente. Mas tem uma característica diferente, tem 4 tubérculosgémeos, designados como tubérculos quadrigémios semelhantes entre si. Superiormente ospedúnculos cerebrais têm relação directa com o tálamo óptico, região mais inferior que tomarelação com o pedúnculo cerebral. Inferiormente os pedúnculos cerebrais vão ter uma relaçãoanterior com a ponte e no exterior com o cerebelo. A face anterior destes pedúnculos, estadivergência, atribui uma fossa, designada fosse interpeninsular, porque se encontraprecisamente no local de separação dos pedúnculos cerebrais. Desta fossa peduncular aloja-seo nervo oculomotor. É precisamente o vértice inferior que se encontra a fossainterpeduncular. A periferia do aqueduto de Sylvius, a região central possui substanciacinzenta. No entanto o que genuinamente marca o pedúnculo cerebral são três regiõesAnatomia Humana II – exame teórico Página 23
  24. 24. Anatomia Humana IIseparadas pelo chamado lócus Níger, uma região de substancia negra. Os núcleos dosneurónios têm dendrites muito volumosas o que fazem com que esta região chamada lócusNíger seja bastante mais negra do que a substancia cinzenta que habitualmente encontrada noSNC.Esta massa mais negra encontra-se entre o pé e a calote. Pela região mais posterior quecorresponde a calote vai-se encontrar um sistema reticular (substancia branca intercalada comsubstancia cinzenta). Nesta substancia reticular perto do aqueduto de Sylvius encontra-se onúcleo do nervo oculomotor e na proximidade deste o núcleo do nervo patético. Mas o núcleomais relevante que ocupa toda a parte interna da calote, o núcleo rubro. Este núcleo rubrotem uma importância fundamental nas vias motoras involuntárias (p.e. equilíbrio) – feixe deGower transmite a nossa postura.A substancia branca é uma cinta de Reil vai-se encontrar a maior parte das vias sensitivas quedepois se irá dirigir para o tálamo ou para o córtex cerebral. A grande via sensitiva decomunicação de substancia branca está localizada na cinta de Reil. Lateralmente encontra-se aligação dos pedúnculos cerebrais com o cerebelo através de um pedúnculo cerebelososuperior. O lócus Níger é constituído normalmente por núcleos de células com dendritesbastante volumosas e para as quais se dirigem fibras que vem do córtex cerebral e do corpoestreado (conjunto de núcleos da base do crânio), e estabelecem relação interiormente comfibras que se dirigem para o bulbo raquidiano e para a medula.Na base do pé tem-se essencialmente um conjunto de fibras da base do pedúnculo cerebral. Amais relevante, o fascículo piramidal. Estabelece-se uma regra que no SNC tudo que é anterioré motor e tudo que é posterior é sensitivo. Simultaneamente algumas fibras da cinta de Reiltêm comunicação com o pé. O fascículo genicular pertence as vias da motricidade. E algumasfibras que vêm do córtex para a ponte de Varólio. 1.6. Conformação externa do cérebro:Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral (de Sylvius) eo sulco central (de Rolando). O sulco Lateral inicia-se na base do cérebro lateralmente àsubstância perfurada anterior, como uma fenda profunda que, separa o lobo frontal do lobotemporal, dirige-se para a face superior e lateral do cérebro, onde termina dividindo-se emtrês ramos: ascendente, anterior e posterior. O ramo ascendente e anterior é curto epenetram no lobo frontal; o ramo posterior é muito mais largo, dirige-se para trás e para cima,terminando no lobo parietal. Separa o lobo temporal, situado abaixo, dos lobos frontal eparietal, situados superiormente. O sulco central é um sulco profundo e geralmente contínuo,que percorre obliquamente a face superior e lateral do hemisfério, separando o lobo frontal eparietal. Inicia-se na face medial do hemisfério, aproximadamente no meio de sua bordadorsal e a partir deste ponto dirige-se para a frente e para baixo, em direcção ao ramoposterior do sulco lateral, do qual é separado por uma pequena prega cortical. 1.6.1. Lobo TemporalNa face superior e lateral do cérebro apresenta dois sulcos principais: o sulco temporalsuperior: inicia-se próximo ao pólo temporal e dirige-se para trás, paralelamente ao ramoposterior do sulco lateral, terminando no lobo parietal. E o sulco temporal inferior: paralelo aosulco temporal superior, é geralmente formado por duas ou mais partes descontínuas. Entre oAnatomia Humana II – exame teórico Página 24
  25. 25. Anatomia Humana IIsulco lateral e temporal superior está o giro temporal superior; entre os sulcos temporalsuperior e temporal inferior situa-se o giro temporal médio; abaixo do sulco temporal inferiorlocaliza-se o giro temporal inferior.Na face inferior apresenta três sulcos principais: a. sulco occípitotemporal: limita com o sulco temporal inferior o giro temporal inferior; medialmente limita com o sulco colateral o giro occípitotemporal lateral (ou giro fusiforme). b. sulco colateral: inicia-se próximo ao pólo occipital e se dirige para frente, delimitando com o sulco calcarino e o sulco do hipocampo, respectivamente, o giro occípito- temporal medial e o giro para-hipocampal, cuja porção anterior se curva em torno do sulco do hipocampo para formar o úncus (unco). O sulco colateral pode ser contínuo com o sulco rinal, que separa a parte mais anterior do giro para-hipocampal do resto do lobo temporal. c. sulco do hipocampo: origina-se na região do esplênio do corpo caloso, onde continua com o sulco do corpo caloso e se dirige para o pólo temporal, onde termina separando o giro para-hipocampal do úncus. NOTA: O giro para-hipocampal se liga posteriormente ao giro do cíngulo através de um giro estreito, o istmo do giro do cíngulo. 1.6.2. Lobo ParietalNa face superior e lateral do cérebro apresenta dois sulcos principais: a. sulco pós-central: quase paralelo ao sulco central, é frequentemente dividido em dois segmentos, que podem estar mais ou menos distantes um do outro. b. sulco intraparietal: muito variável e geralmente perpendicular ao pós-central, com o qual pode estar unido, estende-se para trás para terminar no lobo occipital.Entre o sulco central e o pós-central fica o giro pós-central, onde se localiza uma das maisimportantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. O sulco intraparietal separa olóbulo parietal superior do lóbulo parietal inferior. Neste último descrevem-se dois giros: ogiro supramarginal, curvado em torno da extremidade do ramo posterior do sulco lateral, e ogiro angular, curvado em torno da porção terminal e ascendente do sulco temporal inferior.Na face medial existem dois sulcos que passam do lobo frontal para o parietal: a. sulco do corpo caloso: começa abaixo do rostrum do corpo caloso, contorna o tronco e o esplênio do corpo caloso, onde continua, já no lobo temporal, com o sulco do hipocampo. b. sulco do cíngulo: tem curso paralelo ao sulco do corpo caloso, do qual é separado pelo giro do cíngulo. Termina posteriormente dividindo-se em dois ramos: o ramo marginal, que se curva em direcção à margem superior do hemisfério, e o sulco subparietal, que continua posteriormente.Destacando-se do sulco do cíngulo em direcção à margem superior do hemisfério, existe quasesempre o sulco paracentral, que delimita com o sulco do cíngulo e seu ramo marginal, o lóbuloparacentral, assim denominado em razão de suas relações com o sulco central, cujaextremidade superior termina aproximadamente no seu meio.Anatomia Humana II – exame teórico Página 25
  26. 26. Anatomia Humana IIAcima do corpo caloso temos o giro do cíngulo; mais acima temos, de trás para diante, o pré-cuneus, o lóbulo paracentral e a face medial do giro frontal superior. 1.6.3. Lobo OccipitalNa face superior e lateral do cérebro o lobo occipital ocupa uma porção relativamentepequena, onde apresenta pequenos sulcos e giros inconstantes e irregulares. Um importantedesses inconstantes e variáveis sulcos é um sulco em meia-lua, o sulco lunatus.Na face medial apresenta dois sulcos importantes: a. sulco calcarino: inicia-se abaixo do esplênio do corpo caloso e tem um trajecto arqueado em direcção ao pólo occipital. b. sulco parietoccipital: muito profundo, separa o lobo occipital do parietal e encontra em ângulo agudo o sulco calcarino.Entre o sulco parietoccipital e o sulco calcarino, situa-se o cúneus, giro complexo, de formatriangular. Adiante do cúneus,por conseguinte já no loboparietal temos o pré-cuneus.Abaixo do sulco calcarinositua-se o giro occípito-temporal medial, que continuaanteriormente com o giropara-hipocampal, já no lobotemporal.O cérebro é a maior parte doencéfalo, constituinte deexpansões do prosencéfalo,situado na fossa anterior emédia do crânio, muitosautores são da opinião quepossuímos dois cérebros, um direito e um esquerdo, já que o cérebro é dividido em doishemisférios. Esse conjunto, denominado cérebro possui duas grandes divisões: o diencéfalo(uma porção mais medial, central) e outra, mais periférica, maior, observada nas espécies maisdesenvolvidas, como nos humanos, trata-se do telencéfalo. Observamos nos animaisinferiores, um cérebro mais primitivo, equivalente ao nosso tronco encefálico. Na medida quevamos evoluindo, observamos a formação telencefálica, sendo os lobos temporais, estruturasque originaram-se centralmente e descenderam lateralmente, sendo as mais afectadas nostraumatismos cranianos. 1.6.4. DiencéfaloO diencéfalo consiste no III ventrículo, e nas estruturas que formam sua parede.Posteriormente o III ventrículo se estende até o aqueduto mesencefálico e, anteriormente, atéo forame interventricular ou forame de Monro.O III ventrículo é uma estreita fenda, ímpar, mediana, que comunica-se com os ventrículoslaterais pelo forame interventricular (Monro) e com o IV ventrículo via aqueduto de Sylvius. Háum sulco hipotalâmico que subdivide o tálamo do hipotálamo. O assoalho do III ventrículo éAnatomia Humana II – exame teórico Página 26
  27. 27. Anatomia Humana IIcomposto pelo quiasma óptico, pelo infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares. A parteposterior do III ventrículo é obscurecida pelo fórnice: feixe grosso de fibras originados nohipocampo (lobo temporal) passando sobre o tálamo para unir-se aos corpos mamilares. Aporção superior do III ventrículo é composta pelo tecto do III ventrículo consistindo em umacamada de epêndima que reveste o III ventrículo. Superiormente esse epêndima é recobertopor uma dobra vascular de pia-máter (tela coróide do III ventrículo).A superfície lateral do diencéfalo é limitada pela cápsula interna (substância branca – fibrasnervosas) conectando o córtex cerebral com o tronco encefálico. A porção lateral é compostapelo hipotálamo, bilateralmente. Fibras de feixes nervosos partem para o núcleo habenular(epitálamo) formando uma crista denominada estria medular talâmica. A porção anterior dodiencéfalo é composta pela lâmina terminalis (lâmina terminal) e pela comissura anterior. 1.6.5. Tálamo.Grande massa ovóide de substância cinzenta (núcleos celulares) formando a maior parte dodiencéfalo. A extremidade anterior do tálamo é estreitada e arredondada, formando o limiteposterior do forame de Monro. A extremidade posterior forma o pulvinar do tálamo,localizando-se acima do colículo superior. O corpo geniculado lateral e medial são expansõesarredondadas situada na porção inferior do tálamo. A parte superior do tálamo é recoberta,medialmente, pela tela coróide e pelo fórnix além do epêndima do ventrículo lateral. O tálamoesquerdo conecta-se com o tálamo direito pela aderência intertalâmica. O tálamo é separadodo núcleo lentiforme (um dos núcleos da base) pela cápsula interna. Em conjunto os corposgeniculados laterais e mediais formam o metatálamo (via auditiva e visual). A face inferior dotálamo faz contacto com o subtálamo e com o hipotálamo. O tálamo é subdividido em diversos núcleos (estações de retransmissão para o córtexcerebral e para regiões subcorticais): pulvinar do Tálamo; Corpo Geniculado Lateral e medial;Núcleo Ventro-Posterior medial; Núcleo Ventro-Posterior Lateral; Núcleo Posterior Lateral;Núcleo Dorsal Lateral; Núcleo Anterior Ventral; Núcleo Lateral Ventral; Núcleo Anterior;Lâmina Medular Interna. 1.6.6. SubtálamoLocaliza-se inferiormente ao tálamo, relacionando-se ao tegumento mesencefálico(posteriormente) e ao hipotálamo (anteriormente). Quanto às estruturas do subtálamodevemos considerar: núcleo rubro; substância cinzenta e formação reticular; sendo estas trêsestruturas, em conjunto, denominada zona incerta do subtálamo. Há também os núcleossubtalámicos que fazem conexão como o globo pálido pela via pálido-Subtálamo-Palidal.Lesões no subtálamo ocasionam uma situação clínica denominada hemibalismo.O subtálamo é extremamente complexo, tanto anatomicamente como funcionalmente: osubtálamo é atravessado por vários feixes de fibras nervosas. Há também a alça lenticular e ofascículo subtalámico cuja descrição funcional é feita pela neurofisiologia. 1.6.7. Epitálamo O epitálamo limita posteriormente o III ventrículo sendo constituído pela glândula pineal(glândula endócrina secretora de melatonina, capaz de influenciar nas secreções pancreáticas,hipofisárias, paratireóideas, adrenais e gonadais – em humanos a melatonina parece inibir aAnatomia Humana II – exame teórico Página 27
  28. 28. Anatomia Humana IIsecreção de FSH e LH hipofisários); comissura posterior; comissura das habenulas; estriasmedulares; trígono das habenulas (contendo os núcleos habenulares).A glândula pineal não possui barreira hematoencefálica, sendo suas funções, em maior parte,inibitórias, isto é, inibem as secreções hormonais.Os núcleos habenulares, posteriores ao tálamo recebe fibras aferentes do núcleo amigdalóide,via estrias medulares do tálamo. Outras vias de origem hipocampal atingem a os núcleoshabenulares pelo fórnix. Acredita-se que os núcleos habenulares sejam locais de integraçãoentre as vias aferentes olfatórias, viscerais e somáticas. 1.6.8. HipotálamoEstrutura diencefálica que estende-se da região do quiasma óptico até a borda caudal doscorpos mamilares. Fica abaixo do sulco hipotalâmico, na parede lateral do III ventrículo.Contém: quiasma óptico; corpos mamilares; túber cinéreo e o infundíbulo. O hipotálamo ficabem próximo ao sistema límbico, do tálamo, dos tractos ascendentes e descendentes e dahipófise. Fisiologicamente o hipotálamo é extremamente complexo, não havendo funçãoorgânica que, de alguma forma, não sofra sua influência. O hipotálamo coordena o sistemanervoso autónomo, sistemas endócrinos fazendo conexões com o córtex cerebral.Quiasma óptico é um feixe de fibras nervosas localizadas na junção entre a parede anterior e oassoalho do III ventrículo. Sua superfície superior prende-se à lâmina terminal, relacionando-seinferiormente à hipófise (separados pelo diafragma da sela – camada de dura-máter que isolaa hipófise do córtex cerebral propriamente dito). O túber cinéreo é uma massa de substânciacinzenta continuado inferiormente pelo infundíbulo. O infundíbulo, por sua vez, continua-secom o lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise). Os corpos mamilares são massas esféricasposteriores ao túber cinéreo. Posteriormente aos corpos mamilares encontramos uma áreaencefálica perfurada por pequenos orifícios sendo denominada substância perfurada anterior. 1.6.9. Telencéfalo – Hemisférios Cerebrais.Constituem a maior parte do encéfalo sendo 2 os hemisférios (direito e esquerdo) separadospela fissura longitudinal do cérebro. Essa fissura contém dobras de dura-máter que seinvaginam por entre os hemisférios até o corpo caloso, sendo denominadas foice cerebral. Ocorpo caloso é a maior comissura do cérebro interligando os dois hemisférios cerebrais. Umasegunda dobra de dura-máter separa o cérebro do cerebelo, trata-se da tenda do cerebelo.Para que a área seja maior, os hemisférios cerebrais apresentam em sua superfície, dobras ougiros, formando o que chamamos de circunvoluções. Entre os giros, frestas são observadas echamadas de sulcos. Os hemisférios separam-se didacticamente entre lobos frontal, parietal,occipital, límbico, temporal e insular. Dentre os sulcos temos que observar o sulco central(sulco de Rolando – sulco profundo que separa o lobo frontal do parietal; paralelos ao giro pré-central e pós-central); sulco lateral (fissura de Sylvius – separa o lobo frontal do lobo temporal– possui três ramos: ascendente, anterior e posterior); Sulco Parietoccipital (separando o loboparietal do occipital – pré-cuneus do cúneus) e Sulco calcarino (dividindo o lobo occipital emcúneus e giro occípitotemporal medial). 1.6.9.1. Face superior e Lateral:Anatomia Humana II – exame teórico Página 28

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