Portfolio @ País Positivo #44

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Portfolio @ País Positivo #44

  1. 1. positivoWWW.PAISPOSITIVO.ORG////Maio‘11/EDIÇÃONº44 ESTESUPLEMENTOFAZPARTEINTEGRANTEDOJORNAL‘PÚBLICO’ “A MODERNIZAÇÃO E A INOVAÇÃO DA ÁGUAS DE SANTARÉM É A NOSSA PERSPECTIVA DE FUTURO”, assegura Marina Ladeiras, Directora-Geral da Águas de Santarém DIA MUNDIAL SEM TABACOFUNDAÇÃOPORTUGUESA DO PULMÃO X CONGRESSO NACIONAL DAS MISERICÓRDIAS
  2. 2. NO CENTRO DO ALENTEJO CÂMARA MUNICIPAL DE CUBA Usufruindo de uma localização privilegiada, a dez quilómetros de Beja e a 60 de Évora, o município de Cuba apresenta-se, num futuro próximo, com um bom potencial de crescimento, impulsionado por diversos projectos no domínio empresarial, aeroportuário e agrícola, servidos por novas estruturas rodoviárias e fer- roviárias, que estão a ser executadas. Venha conhecer os desafios da terra onde nasceu Cristóvão Colombo, o famoso navegador, cujo exemplo visionário marca toda uma atitude optimista em relação ao futuro da região. A construção do Parque Empre- sarial de Cuba é, por ventura, um dos mais antigos desígnios do concelho e está, finalmente, em marcha, como nos revela Francisco Orelha, Presidente da Câmara Muni- cipal de Cuba. A construção do em- preendimento começou nos finais de Abril deste ano e estará concluída, pre- visivelmente, em meados de Outubro Francisco Orelha, edil de Cuba de 2011. O projecto, orçado em cerca de 1,7 milhões de euros, prevê uma área de construção a começar nos 15 hectares, extensível até 40 hectares, se contabilizarmos os terrenos particu- lares contíguos. A ideia de base, neste projecto, é, segundo o edil, “impulsio- nar o tecido empresarial na região, com preços atractivos, a começar nos cinco euros por metro quadra- do, partindo de uma premissa de sustentabilidade ambiental, que é a de impedir, tanto quanto possível, a instalação de empresas poluentes no concelho”. Cuba, um município calmo e com qua- lidade de vida, encontra noutras idea- lizações uma janela de oportunidades, seja no novo Aeroporto de Beja, ou na implementação do Projecto de Fins Múltiplos de Alqueva, com vantagens competitivas no domínio do regadio e do potencial turístico. O turismo é, de resto, uma actividade que não se pode ignorar, numa terra que tem o Sol como um produto natural e que serve de berço a vinhas e olivais que produ- zem alguns dos melhores néctares do Alentejo. Estes produtos de excelên- cia, aliados à beleza das paisagens e à riqueza da gastronomia, sublimam-se em experiências únicas. Há, depois, que ligar todos estes atractivos e, no campo das acessibilidades, está a ser construído o IP8, entre Sines e Beja, com inauguração prevista para 2013, bem como a ferrovia entre Lisboa e Beja, um dos eixos mais importantes do Sul do país, ambos servindo, direc- tamente, o concelho de Cuba. Parque Empresarial de Cuba
  3. 3. 32INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 32SAÚDE | PAÍS POSITIVO D as patologias mais frequentes em Gastrenterologia que afecta entre 12 a 54 por cento da população Ocidentaltemosareferiradoençaderefluxo gastroesofágica. Resulta de um desequilíbrio entre os factores de defesa e de agressão da mucosa esofágica. O sintoma principal é a pirose (sensação de ardor ou queimadura no peito) que geralmente ocorre após as re- feições, mas também por vezes os doentes apresentam regurgitação ácida, disfagia (di- ficuldadenadeglutição),sialorreia(salivação excessiva)e,emcasosmaisraros,rouquidão. Éumadoençacrónica,sendonecessário,em muitos casos, uma terapêutica de manuten- ção prolongada para evitar a recidiva dos sintomas. O tratamento baseia-se em me- dicamentos que inibem a secreção ácida do estômago,porexemplooomeprazole,panto- prazole, lanzoprazole, rabeprazole e esome- prazole.Outra situação frequente na popula- çãoportuguesaéainfecçãopeloHelicobacter Pylori. Trata-se duma bactéria que sobrevive nomucoquecobreasuperfíciedoestômago que foi identificada em 1983 por Warren e Marshall que, por isso, ganharam o prémio Nobel da Medicina em 2005. A prevalência da infecção é superior em países em vias de desenvolvimento mas Portugal comporta-se como tal. Mais de 80 por centodos infecta- dos nunca terá sintomas relacionados com a bactéria e não necessitarão de tratamento. NoentantooHelicobacterPyloriéacausade gastrite crónica, úlcera gástrica e duodenal e alguns cancros gástricos (adenocarcinoma e LinfomadeMalt).Têmindicaçãoparaerradi- car a bactéria seguramente os doentes com úlceragástrica,duodenaleLinfomadeMalt. Uma outra patologia que merece particular destaque é o Cancro do cólon e recto já que Portugal é um país de elevada incidência. De acordo com dados de 2003, do Instituto Nacional de Estatística, o cancro colorectal vitimou 22.711 portugueses, sendo a segun- da causa de morte em Portugal após as do- enças cerebrovasculares e cardiovasculares que atingiram 28.737 pessoas e tornou-se a principal causa de morte por cancro em Portugal.Nãosesabeexactamenteacausade aparecimento, mas existem factores de risco que tornam umas pessoas mais susceptíveis UM OLHAR SOBRE A GASTRENTEROLOGIA CLÍNICA SÃO JOÃO DE DEUS A Gastrenterologia é uma especialidade médica que previne, diagnostica e trata as doenças que afectam o aparelho digestivo. Os órgãos en- volvidos são a boca, o esófago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso e o recto. As doenças do fígado, vesícula, vias biliares e pâncreas pertencem também a esta especialidade. Conheça algumas das patologias mais frequentes, seu diagnóstico e terapêutica pela mão de Maria João Bettencourt, médica gastrenterologista da Clínica S. João de Deus. queoutras.Poroutrolado,odesenvolvimen- todagenéticamolecularpermiteafirmarque ocancrocolorectalresultadaacçãoconjunta de factores ambientais relacionados com a alimentação e factores genéticos. Também é aceite que a predisposição genética tem um papel muito importante numa grande per- centagem dos cancros colorectais e vários estudos suportam a teoria de que a grande maioriadoscancrosdointestinogrossopro- vêm da malignização de pólipos. Torna-se fundamental fazer o rastreio e prevenir esta situação. PORQUEDEVESER FEITOORASTREIO? Aincidênciadocancrodocolorectaldiminuiu nos países em que é realizado o rastreio. Fo- ram feitos três estudos que demonstraram a redução na mortalidade por Cancro colo- rectalcomoresultadodorastreiocomapes- quisa de Sangue Oculto (SO) nas fezes dada a detecção da doença em fase inicial. Outros estudosdemonstraramumareduçãode60a 80porcentonamortalidadecomoresultado da colonoscopia esquerda como método de rastreio já que a mesma permite detectar os pólipos e removê-los. No entanto, a colonos- copia esquerda não detecta lesões do cólon direito. A estratégia mais eficaz inclui a Colo- noscopiaTotalarealizarnosdoentesdebaixo risco de 10 em 10 anos ou a combinação da pesquisa de sangue oculto nas fezes anual- mente e a colonoscopia esquerda de cinco emcincoanos. APREVENÇÃOTAMBÉM PODESERFEITAATRAVÉS DAALIMENTAÇÃO A intervenção nutricional deve ser feita para diminuiraincidênciadocancrocolorectal.As últimas recomendações referidas no Simpó- sios Europeu de Prevenção do cancro apon- tamparaousoda“DietaMediterrânica”.Este tipo de dieta recomenda o consumo elevado de produtos hortícolas, cereais, fruta fresca, leguminosas secas, o baixo consumo de car- nes vermelhas, a utilização do azeite em vez de outras gorduras: o consumo moderado de lacticínios, peixe e aves; utilizar tempe- ros com alho, limão e ervas aromáticas em substituição do sal e a ingestão de pequenas quantidadesdefrutossecos,sementeseazei- tonas.Alémdissoevitaroálcoolemexcessoe otabaco.Éaconselhávelumaactividadefísica regular.Éaconselháveloconsumodeoligoe- lementos como o selénio, o cálcio, vitaminas A,C,D,Eeácidofólico.Sesurgiremsintomas de alarme como emissão de sangue vivo ou escuro pelo ânus, a modificação dos hábitos intestinais(odoenteficacom“prisãodeven- tre” ou com diarreia), a sensação de evacua- çãoincompleta,aperdadepesosemmotivo, afaltadeforças,oaparecimentodedorabdo- minal frequente e distensão abdominal deve consultarimediatamenteoseuMédicoAssis- tente. Assim, a grande frequência do cancro docólonerectonapopulaçãoportuguesaea característica de existir uma fase precursora benignaedelentaevolução,opólipo(adeno- ma)queéfácilderemoverporColonoscopia torna o Cancro colorectal passível de uma prevenção eficaz. Salientamos que o rastreio deve ser mais extensivamente aplicado atra- vés duma divulgação e informação mais in- tensasatodaapopulação. Maria João Bettencourt, ao centro, com a sua equipa COMOPODESERFEITOORASTREIO? :: Pesquisa de sangue oculto nas fezes - Al- guns pólipos ou cancro sangram podendo o teste ser positivo. Deve ser feito anual- mente. :: Colonoscopia esquerda - Permite ao Gas- trenterologista a observação do recto e a parte mais distal do intestino e se não foram encontradas lesões deve ser feito de cinco em cinco anos. :: Colonoscopia total - Com este exame é observado todo o intestino grosso e se não forem encontradas lesões deve ser feito de dez em dez anos. LER NA ÍNTEGRA EM WWW.PAÍSPOSITIVO.ORG ESTE EXAME CARECE DE MARCAÇÃO PRÉVIA. CONTACTAR: 808 203 021
  4. 4. “O ESPÍRITO EMPREENDEDOR NA ÁREA SOCIAL DEVE SER ENCARADO COMO UMA ATITUDE” Uma viagem ao centro do nosso país, leva-nos a Galizes, às portas de Oliveira do Hospital, onde visitámos uma Santa Casa dinâmica e com ideias de futuro, que vale a pena conhecer. Evocando os primórdios da instituição, quando e com que valências é que foi criada a Santa Casa da Misericórdia de Galizes? Em1496aRainhaD.Leonordeuincentivoà criaçãodasMisericórdias,fundamentadana necessidade/obrigação de praticar o bem juntodosmaisnecessitados,linhadeorien- tação igualmente seguida por D. Manuel I. Assim, a Santa Casa da Misericórdia de Ga- lizesseriacriadaem1668porumgrupode fiéis liderados pelo Sr. Padre Dr. João Alves Brandão, natural de Galizes, sob invocação de Nossa Senhora da Visitação, tendo ini- ciado os seus serviços na esfera do culto re- ligioso. A primeira igreja, da qual resta hoje o campanário, e o cemitério de Galizes são ainda atualmente património da Misericór- dia, pois uma das “Obras de Misericórdia” é precisamente “enterrar os mortos”. Todos os serviços eram demarcados pelo servir a comunidade e praticar o bem. Mais tarde foi criada a Farmácia. Em 1999 foi fundado o Complexo “Casa S. João de Deus” com as respostas sociais destinadas a portadores de deficiência: Lar Residencial e Centro de ActividadesOcupacionais. A SCM de Galizes é hoje uma referência de qualidade na zona Centro do país. Quais são as valências que estão atual- mente em funcionamento e a quantos utentesequedãoapoio,respectivamen- te? A SCMG tem atualmente várias respostas sociaisprestandoserviçosaumelevadonú- mero de utentes consoante as suas neces- sidades, caraterísticas e interesses. Assim sendo destacamos: na área da deficiência o Lar Residencial para 42 utentes e o Centro de Actividades Ocupacionais (C.A.O.) para 15 utentes; na Primeira Infância, a Creche com capacidade para 33 crianças; na Ter- ceira Idade, o Serviço de Apoio Domiciliário que dá resposta a cerca de 40 utentes. Pos- suímos ainda outros serviços que registam número variável de utentes/utilizadores, nomeadamente: o Centro de Medicina Fí- sica e Reabilitação; Health Club; Equipa multidisciplinar de RSI que realiza o acom- panhamentoaumnúmeropróximode100 famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (Protocolo estabelecido com a Segurança Social), abrangendo todo o con- celhodeOliveiradoHospital;PostodosCTT que serve a comunidade em geral e a Far- mácia Nun’Álvares que também serve toda a comunidade em geral e estabelece uma fortecomponentederespostasocial. No seguimento da questão anterior e à luz do posicionamento da SCMG na di- versificação da oferta social, como é que caracterizaria as actuais valências e de queformaéquepensamviradinamizá- lasnofuturo? A Santa Casa da Misericórdia de Galizes apresentaváriasrespostassociais.Apresta- çãodeserviçosefetua-seperpetuamenteno sentidodepromoverumamelhorqualidade devidaatodosaquelesquesãonossosuten- tes. Neste sentido, foi desde sempre nosso objetivo, e continuará a ser, o alargamento de respostas sociais e a consequente assun- ção da qualidade dos mesmos. Pretende-se continuar a dar resposta às necessidades inerentesacadaumadasáreasàsquaisnos dedicamos: deficiência, crianças, idosos, fa- mílias carenciadas, comunidade local em geral… Neste âmbito, os futuros projetos da instituição enquadram-se na promoção e valorização do “próximo”, de todos aqueles que nos rodeiam e que necessitam do nos- so apoio. A verdadeira aposta que a SCMG projeta, no seu futuro enquanto instituição, é inquestionavelmente manter, promover e inovar, recorrendo neste sentido a várias formas de intervenção e aos meios adequa- dos. Acreditamos em tudo aquilo com que sonhamose,porissomesmo,dedicamo-nos paraasuaconcretização! Aconstruçãodonovolareumdesígnioe uma prioridade da SCMG, bem presente no espírito empreendedor da institui- ção.Podefalar-nosumpoucodoprojeto, das suas caraterísticas e dos prazos pre- vistosdeexecução? O espírito empreendedor na área social deve ser encarado como uma atitude, di- ríamos mesmo, como uma missão, pela abordagem na resolução de problemas so- ciais, de forma inovadora e sempre com a premissa de encontrar novas soluções, não esquecendo o carácter de sustentabilidade. Esta é a visão que temos perante os novos desafios. A aprovação da candidatura à me- dida 6.12 POPH tornou-se, sem dúvida al- guma, uma conquista institucional que não nos pode deixar indiferentes, permitindo- nos garantir o apoio aos cidadãos portado- resdedeficiência,combasenorespeitopela sua individualidade, garantindo a prestação de serviços personalizados, tendo em conta asdiferentesnecessidadeseapoiadosnara- cionalização e partilha de recursos disponí- veis. Não poderíamos deixar de mencionar, aimportânciadoprojetoparaoconcelhode OliveiradoHospital,nãoapenaspelafunda- mentação social, mas porque será um forte impulsionadornaeconomialocal,encarado como uma alavanca de desenvolvimento, quer através da criação de postos de traba- lho, como também, na atração de recursos e investimentos. Após o parecer favorável por parte do I.S.S. IP, encontramo-nos em condições de promover a abertura do Pro- cedimento Concursal para a adjudicação da empreitada, cujo valor é de 2.338.699,12 euros,comumprazodeexecuçãode24me- ses. Este projeto vai permitir dar resposta a 36 utentes de Lar Residencial, 5 utentes de Residência Autónoma e 20 de Centro de AtividadesOcupacionais,sendonossapreo- cupação garantir plenamente o exercício da cidadania, bem como o acesso a serviços e bens que assegurem a manutenção da dig- nidade e o desempenho de um papel na so- ciedade, por parte das pessoas portadoras dedeficiência. Gostariamdeendereçarumamensagem finalaosnossosleitores? Os tempos são de reflexão. Vivemos num mundo global onde os sentimentos de in- certeza e de medo, a pobreza e a exclusão social fazem parte cada vez mais da nossa realidade. Neste cenário ganham uma im- portancia galopante as IPSS em geral, e as Misericórdias em particular, pelo seu papel naeconomiasocial,pelaformacomquefun- damentam toda a sua intervenção, promo- vendo uma sociedade coesa, justa e solidá- ria. Enquanto representantes da Santa Casa da Misericórdia de Galizes sentimos uma responsabilidadesocialacrescida,umpapel nemsemprecómodo,masmuitogratifican- te, sobretudo, pela possibilidade de poder- mosvergenerosidade,alegriaeconfortoem cada utente institucionalizado. Mesmo que o futuro seja de alguma incerteza, a nossa certeza é a vontade de continuarmos a en- riquecer a nossa vida preenchendo a vida deles!Parafinalizar,umafraseparareflexão, do saudoso Papa João Paulo II: “O Mundo nãoprecisademurosquenosseparam,pre- cisadepontesparagerarunidade”. Equipa e utentes da instituição TEXTOESCRITOAOABRIGODONOVOACORDOORTOGRÁFICO SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE GALIZES SCMG WWW.SCMGALIZES.COM RUA DA MISERICÓRDIA, N.º 60 - GALIZES 3400-443 NOGUEIRA DO CRAVO - OLIVEIRA DO HOSPITAL; TELF.: 238 670 070 | FAX: 238 670 078 | E-MAIL: GERAL@SCMGALIZES.COM LER NA ÍNTEGRA EM WWW.PAÍSPOSITIVO.ORG
  5. 5. 54INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 54ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO X Congresso Nacional das Misericórdias TRADIÇÃO DE BEM-FAZER COM NOVOS EQUIPAMENTOS SOCIAIS SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SÃO BENTO DE ARNÓIA | CELORICO DE BASTO Rumamos a Arnóia, às portas de Celorico de Basto, onde temos o prazer de conversar com António Bastos, provedor da Santa Casa da Miseri- córdia local. Corolário de sucessivos mandatos, a nova unidade de Cuidados Continuados, que está a ser construída junto ao histórico mosteiro que alberga a instituição, é o pulsar da constante inovação no âmbito da Acção Social. S e foi pela mão da Rainha D. Leo- nor que as misericórdias portu- guesas nasceram, não deixa de ser verdade que foi pela benemerência que ganharam forma e se consolidaram. A Santa Casa da Misericórdia de São Ben- to de Arnóia não é excepção, ocupando hoje o espaço que já foi um mosteiro e um hospital. No tempo do antigo prove- dor, evoca António Bastos, “a unidade hospitalar passou a património da Santa Casa aquando da instalação do Centro de Saúde na vila, assumindo a nova valência de lar de idosos, para 30 utentes, na sequência de uma transmissão de bens”. Desde então, o espaço passou a ser designado por Lar Dona Maria Olímpia, benemérita da ins- tituição. Numa primeira fase, dados os constrangimentos da reconversão do espaço de enfermarias em camaratas, foi prioritário estabelecer um equilí- brio no número de admissões, pelo que, oportunamente, foi firmado um acordo com a Segurança Social para 59 utentes, como nos revela o provedor, que ainda hoje se mantém. Não só no passado se contam histórias de beneficência e abnegação por uma causa tão nobre como a Acção Social, protagonizadas quer por trabalhadores dedicados, quer por cidadãos anónimos - uns mais do que outros, é certo. “Na mesa administrativa temos uma mé- dica, Maria da Graça Mota, que presta serviço no Centro de Saúde local e se ofereceu como voluntária da Santa Casa, sem levar dinheiro”, congratula- se António Bastos. O provedor revela que esta profissional foi uma das pre- cursoras do projecto de implementação dos Cuidados Continuados na activi- dade da Santa Casa da Misericórdia de São Bento de Arnóia. A diversificação da actividade social da instituição é um factor indissociável da busca de melho- res condições, pelo que a nova unidade de Cuidados Continuados, que está a ser construída a bom ritmo, com inau- guração prevista para Agosto de 2011, albergará dois blocos – um com 23 ca- mas, o outro exclusivamente dedicado a cozinha e serviços de apoio. “Inicial- mente, deparámo-nos com o proble- ma de estarmos num antigo mosteiro do Século X e querermos incorporar uma vertente arquitectónica nova, um aspecto que foi ultrapassado. Temos tido ajudas a vários níveis na consecução dos objectivos da obra”, refere o provedor, destacando o esfor- ço de melhoria contínua e o equilíbrio que tem, necessariamente, de existir, à luz do desenvolvimento sustentável da Santa Casa da Misericórdia de São Bento de Arnóia. Nesta fase de transição para um novo modelo assistencial, configurado pela instalação dos Cuidados Continuados, o Serviço de Apoio Domiciliário, pres- tado todos os dias, duas vezes por dia, a cerca de 30 utentes, assume particular importância. Desde logo porque se as- sume como uma ajuda de proximidade a potenciais utentes. “A evolução futura, em relação ao número convenciona- do de camas, depende do Estado e da Segurança Social. Os Cuidados Conti- nuados irão absorver uma parte dos utentes hoje integrados no espaço do antigo mosteiro, garantindo uma me- lhor qualidade de vida”, certifica Antó- nio Bastos. “A afirmação dos Cuidados Continuados pretende dar valor à Misericórdia, à localidade e à região”, pelo que o provedor lança um repto: “A todos os celoricenses que nos possam ajudar, estamos à espera e agradece- mos. Temos as obras que estão à vis- ta e a Santa Casa da Misericórdia de São Bento de Arnóia não foi auxiliada o suficiente para as levar a cabo. Em primeiro lugar peço o auxílio mone- tário, depois o moral”, finaliza. António Bastos, Provedor
  6. 6. 56INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 56ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO X Congresso Nacional das Misericórdias Quando é que nasceu a Misericórdia de Vila Nova de Poiares? A Misericórdia de Vila Nova de Poia- res foi fundada há 113 anos, no ano de 1898. Quais as valências disponibilizadas pela Santa Casa e que tipo de activi- dades é que são realizadas no âmbito dessas atribuições? A Misericórdia de Poiares é uma instituição dedicada aos serviços Sociais e da Saúde. Na área da Saú- de, a instituição tem uma unidade de Cuidados Continuados com 55 ca- mas na tipologia de Longa Duração. Tem, igualmente, uma Reabilitação / Fisioterapia com acordos com a Administração Regional de Saúde de Coimbra, ADSE, CGD, Companhias de Seguros, entre outras entidades, onde são tratados diariamente cerca de 90 utentes. Na área social, a insti- tuição tem um Lar de Idosos de âmbi- to distrital com capacidade para 110 utentes. Um Centro de Dia e Apoio Domiciliário, com cobertura ao nível de todo o concelho, através de acordo EVOCAÇÃO DE UMA MISERICÓRDIA COM ALMA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DAS NECESSIDADES | VILA NOVA DE POIARES É um enorme prazer reencontrar José Pedroso Carvalho, o histórico Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Poiares que, com o seu profundo conhecimento do campo da Acção Social, é uma das grandes referências das boas práticas no nosso país. O processo de cer- tificação da qualidade, em curso na instituição, é apenas um exemplo dos projectos sonhados, à beira de se concretizar. com o Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra, complementam a oferta. Que actividades religiosas são leva- das a cabo pela instituição? A Santa Casa tem um capelão que dá assistência moral e religiosa ao Lar e à Unidade de Cuidados Continuados, onde semanalmente é celebrada a eu- caristia na sua capela. A instituição também tem a obrigação estatutária de todos os anos em Agosto levar a cabo uma festa religiosa em honra de Nossa Senhora das Necessidades, Padroeira da instituição, onde em tempos eram angariados fundos para manter o Hospital antigo. Sempre foi de arraial livre, juntando a compo- nente profana à religiosa. Como Nos- sa Senhora das Necessidades tam- bém é Padroeira do Concelho, estas festas possibilitam o reencontro dos poiarenses espalhados pelo nosso país e estrangeiro, reunindo milha- res de pessoas à volta da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, em verdadeira manifestação de fé. José Pedroso Carvalho, Provedor
  7. 7. POR JOSÉ CARLOS RESENDE PRESIDENTE DA CÂMARA DOS SOLICITADORES COMENTÁRIO “A JUSTIÇA TEM DE SE CONSTRUIR TODOS OS DIAS” O s desafios do mandato passam pela reorganização e profis- sionalização dos principais serviços do conselho geral, fomentan- do uma estrutura de apoio à formação de acesso e contínua nas diversas áre- as, com especial destaque para o bal- cão único, para novas áreas formativas e para os agentes de execução. Os so- licitadores são uma classe profissional com centenas de anos. A Câmara tem 84 anos. Somos uma profissão que se prestigiou por fazer bem. Num momen- to em que há 20 Escolas do Ensino Su- perior a formar solicitadores temos de trabalhar mais e melhor para procurar novos nichos de mercado, mantendo a aposta na qualidade e no saber fazer. No âmbito do Sistema de Suporte à Ac- tividade dos Agentes de Execução, em que oportunamente afirmei que querí- amos “ser parte da solução e não parte do problema”, os agentes de execução têm sido já uma parte da solução. Não têm sido eficazes a demonstrar as van- tagens da sua intervenção e tem havido lentidão na correcção de disfunções. No que tange à Câmara vamos reforçar o investimento nos sistemas informáti- cos com o objectivo de melhorar as co- municações com as 18 entidades com as quais mantemos contacto, alargar o seu número, aumentar as capacidades de gestão e apostar numa transparên- cia absoluta nas movimentações conta- bilísticas. Vamos ainda insistir para que se po- nham a funcionar mecanismos pre- vistos na reforma do CPC de 2003 que ainda não existem, dos quais destaca- mos a penhora electrónica dos depósi- tos bancários e a penhora de imóveis. O protocolo com os administradores de insolvência visou em primeiro lu- gar permitir que estes profissionais passassem a ter acesso ao sistema do CITIUS, passando a Câmara dos Solici- tadores a autenticá-los através de uma assinatura electrónica fornecida pelo nosso sistema informático. Em segun- do lugar perspectivamos uma colabo- ração institucional mais próxima com estes profissionais que têm uma série de problemas muito semelhantes aos dos agentes de execução. Quando falamos da assunção de uma melhor e mais célere justiça, falamos de um objectivo permanente para a qual todos têm a obrigação de contribuir. Já é consensual que não é através de mais leis que tal se consegue. É essen- cialmente através de uma série de me- didas pontuais visando fazer funcionar as estruturas, fiscalizando o que não funciona, fiscalizando os fiscalizadores corrigindo rapidamente os erros e en- saiando as pequenas alterações legisla- tivas através de sistemas piloto, ou de simulações processuais e informáticas com os diversos operadores. É evidente que não há boa justiça se os protago- nistas não estiverem motivados e se não houver bom senso. A Justiça é es- sencial em qualquer conjuntura. É evi- dente que hoje a Justiça tem um papel relevante na competitividade. Ninguém quer investir num país no qual se sabe que os processos judiciais não têm ce- leridade, ou onde as decisões da justiça não são aplicadas. No nosso país a expansão exponencial do crédito fácil levou a uma situação de excesso de endividamento potenciado por um deslumbramento pelo consu- mismo. Por outro lado apostou-se na retirada de uma série de processos da justiça penal e declarativa para a execu- ção, de que são exemplo os cheques e os contenciosos de condomínio, o que nos deu a primazia entre os países da Europa com mais títulos executivos. Aqueles factos demonstram que não vale a pena andar a empurrar os pro- cessos de um sistema para outro se não se resolverem as questões essenciais. No caso da execução tem de se criar to- dos os mecanismos para que a penhora seja célere e eficaz. E esta só o é se fo- rem facilmente localizadas as pessoa e os seus bens. Compete-nos a todos conseguir uma resposta para os problemas. A Câmara dos Solicitadores está empenhada em colaborar. Vamos fazer tudo ao nosso alcance para que se ultrapasse o ob- jectivo de diminuir a pendência dos processos executivos para metade no espaço de dois anos, seja através do investimento na informática e na for- mação, seja através da permanente apresentação de sugestões sobre cor- recções a introduzir. No nosso país e nos países europeus es- tamos numa encruzilhada delicada em diversos contextos, no que se refere à Justiça. Em primeiro lugar é necessário apostar numa maior harmonização da legislação e dos sistemas profissionais dos diversos países. Hoje todos somos europeus e o nosso comércio é europeu. Não se pode continuar a olhar só para o nosso umbigo e têm de ser encontradas soluções europeias eficazes, nomeada- mente para a cobrança de dívidas. Não chega produzir regulamentos, ou direc- tivas que não têm validade e não são corrigidas em função dos problemas práticos detectados. Veja-se o caso do regulamento do título executivo euro- peu, que apesar de resultar do consen- so dos juristas dos países comunitários, passados cinco anos, se constata ter sido um flop e ninguém intervém para o corrigir. Temos imensos processos sem solução porque os executados residem, ou trabalham na Espanha! A Justiça tem de se construir todos os dias. É necessários que os operadores e os cidadãos tenham um sentido críti- co apurado de forma a se perceber que esta é a maior conquista civilizacional: - O direito à Justiça para todos indepen- dentemente da classe social, da raça, ou do género.
  8. 8. 70INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 70CONTACTS CENTERS | PAÍS POSITIVO “A Tempo-Team oferece solu- ções inovadoras na gestão dos Recursos Humanos, actuando nas áreas de Trabalho Tem- porário, Outsourcing, Contact Cen- ters e HR Solutions”, como nos revela Carla Marques, directora Comercial da Tempo-Team RH e da Tempo-Team Con- tact Centers. Ao nível do serviço a clien- tes, “a Tempo-Team é fornecedora das principais empresas a operarem em Portugal gerindo uma carteira de clientes tanto a nível dos grandes grupos económicos como a nível das PME’s, mas também na Adminis- tração Pública e na área da Saúde”, acrescenta. Na especialidade dos Contact Centers, a Tempo-Team detém competências que lhe permitem montar e desenvolver so- luções para Contact Centers, assentando A INOVAÇÃO DE UM GRUPO DE REFERÊNCIA TEMPO-TEAM Em Portugal, a Tempo-Team integra o grupo líder no mercado de Recursos Humanos, contando com um quadro permanente de cerca de 400 colaboradores qualificados em diversas áreas de especialização e possuindo 18 delegações sedeadas nas principais cidades do país. em dois vectores principais de interven- ção: a Gestão de Recursos Humanos, e a realização das diversas etapas que vão desde o Recrutamento e Selecção à Formação e desde o Acompanhamento e Coordenação até à Gestão Operacio- nal, de forma integral, implementando planos de melhoria contínua, tendo em vista a qualidade e produtividade das prestações efectuadas. Neste sentido, a Tempo-Team CC dispõe de uma infra-es- trutura própria de Contact Center, onde conta com 300 postos de atendimento, no centro de Lisboa e onde gere a ope- ração de grandes Clientes que se distri- buem sobretudo pela área das Teleco- municações, mas também pelas áreas da Energia ou da Banca e Seguros. “São as necessidades e comporta- mentos, tanto dos clientes como das empresas, que ditam as mudanças e a evolução do mercado de serviço ao consumidor. À medida que os pedi- dos e as características dos clientes e dos negócios se alteram, também o serviço ao consumidor se modifica e evolui”, certifica Carla Marques, assegu- rando que “as tendências estão direc- tamenterelacionadascomaexigência de níveis de serviços mais elevados e com a multiplicidade dos canais atra- vés dos quais os clientes entram em contacto com as empresas. Durante os últimos anos, o negócio têm vindo a focar-se na melhoria do apoio ao cliente, utilizando a experiência do cliente como uma área de diferencia- ção”. No passado mês de Abril, realizou- se a Auditoria de Certificação da Quali- dade da Tempo-Team Contact Centers de acordo com a norma ISO 9001:2008 no âmbito do Full Outsourcing, Outsour- cing in House e Outsourcing de Recursos Humanos, com o resultado de Zero Não Conformidades e Zero Propostas de Me- lhoria do respectivo Sistema de Gestão da Qualidade. CarlaMarques, DirectoraComercialdaTempo-TeamRH LER NA ÍNTEGRA EM WWW.PAÍSPOSITIVO.ORG
  9. 9. A VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL NO RUMO DA CERTIFICAÇÃO APROCS - ASSOCIAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE CUSTOMER SERVICE Criada em 2007 no sentido de credibilizar o sector e desenvolver as carreiras de milhares de profissionais a operar em todo o país, a Associação Portuguesa dos Profissionais de Customer Service (APROCS) reuniu, desde o primeiro momento, o contributo de pessoas com um bom curriculum na área, ao nível do corpo gerente e do grupo de sócios fundadores, como nos revela Rui Santos, presidente da direcção. C riada em 2007 no sentido de cre- dibilizar o sector e desenvolver as carreiras de milhares de pro- fissionais a operar em todo o país, a As- sociação Portuguesa dos Profissionais de Customer Service (APROCS) reuniu, desde o primeiro momento, o contribu- to de pessoas com um bom curriculum na área, ao nível do corpo gerente e do grupo de sócios fundadores, como nos revela Rui Santos, presidente da Direc- ção. “Fazia sentido existir em Portu- gal uma associação de profissionais deste sector, até porque já existia uma associação de empresas do sec- tor, mas que estava naturalmente vocacionada para os interesses em- presariais do ramo. De facto juntá- mos, logo na primeira fase, pessoas que ainda hoje estão ligadas ao pro- jecto, representando exemplos das boas práticas”, afirma, estando certo de que a transversalidade do conheci- mento é uma marca do posicionamento Rui Santos, Presidente da Direcção da APROCS. Aportando experiências de diferentes sectores de actividade que integram serviços de customer service no seu quotidiano organizacional, a APROCS integra na direcção desde pes- soas ligadas ao sector das telecomuni- cações e energia, passando pela banca e seguros, até empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de equipa- mentos. “Faz parte da APROCS siste- matizar algumas das boas práticas, promovê-las, incentivá-las e divulgá- las junto das empresas, capitalizan- do a massa crítica na valorização dos profissionais. A certificação dos pro- fissionais do sector, a ser realizada por escalões, em diferentes módulos temáticos, é um dos grandes desíg- nios da APROCS”, certifica Rui Santos. O presidente da direcção da APROCS está ciente de que é importante replicar exemplos já iniciados de integração de conteúdos formativos, na área do cus- tomer service, em cursos académicos. Quando a fidelização se alia à tecno- logia, na óptica do cliente, à luz de um modelo multicanal, onde se fundem di- ferentes tecnologias, estamos no cami- nho da construção de novas exigências profissionais que marcam, indubitavel- mente, o futuro do sector. FAZ PARTE DA APROCS SISTEMATIZAR ALGUMAS DAS BOAS PRÁTICAS, PROMOVÊ-LAS, INCEN- TIVÁ-LAS E DIVULGÁ-LAS JUNTO DAS EMPRESAS, CAPITALIZANDO A MASSA CRÍTICA NA VALORIZA- ÇÃO DOS PROFISSION- AIS. A CERTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SECTOR, A SER REALIZA- DA POR ESCALÕES, EM DIFERENTES MÓDULOS TEMÁTICOS, É UM DOS GRANDES DESÍGNIOS DA APROCS

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