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Portfolio @ País Positivo #36

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    Portfolio @ País Positivo #36 Portfolio @ País Positivo #36 Document Transcript

    • ACÇÃO SOCIAL: VISITA DE PAPA BENTO XVI EM DESTAQUE PLURICOSMÉTICA ALTA VELOCIDADE: TGV TURISMO Maio - ’10 - Nº36ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO JORNAL ‘PÚBLICO’ “A PMO – PROJECTS É A ÚNICA EMPRESA PORTUGUESA ACREDITADA PELA NATO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA EM GESTÃO DE PROJECTOS” Afirma Alexandre Rodrigues, Executive Partner da PMO Projects (ver páginas 30 a 32)
    • ACÇÃO SOCIAL A visita de Bento XVI, realizada entre os dias 11 e 14 de Maio, está a gerar um movimento de fé ímpar. E haverá forma mais pura de fé do que a soli- dariedade? A Acção Social assume hoje um papel fundamental na nossa sociedade. Conheça aqui, alguns dos melhores exemplos nacionais. Carlos Presas, Helena Presas, Padre Vítor Feytor Pinto, Ana Oliveira, Ana Cristina Cascais e Hugo CaixariaCENTRO SOCIAL PAROQUIAL DO CAMPO GRANDEA MISSÃO DO DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO to e inovador”, “é através dos voluntários que conseguimos fazer muito do nosso O PODER DA UNIÃO trabalho.” “A NÍVEL PEDAGÓGICO NÃO É BOM CRIAR GUETOS” “gera inúmeras complementaridades, porque há um enriquecimento mútuo, tanto da paró- quia religiosa que se abre ao mundo, “Abrangemos a faixa etária dos qua- como da paróquia social que se abre a tro meses até ao ingresso no 1.º ciclo uma dinâmica cristã que é a razão de e temos as duas valências divididas, o Fundado em 1996 para dar resposta às necessidades sociais da existir da Igreja” que não é o ideal, mas o espaço físico comunidade local, o Centro Social Paroquial do Campo Grande assim o exige. Como paróquia supra- assume-se hoje como uma autêntica plataforma de serviços sociais que abre as portas para a cidade e para o mundo. Juntámos sete geográfica, tentamos dar resposta a responsáveis da instituição à mesa para conhecermos de perto a crianças cujos pais, ou encarregados acção que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos. de educação, morem na freguesia ou se desloquem a esta para trabalhar, assim como tenham outros filhos aO Acção Social de uma paróquia que não frequentar outras valências do Centro se esgota neste equipamento”, “uma Social”, “outros critérios abertura extraordinária das pessoas de admissão, e tendo em conta os va- que têm de gerir os sectores e as va- lores da instituição, são o de integrar “a Acção Social, lências para perceberem que cada vo- crianças de risco, assim como crianças vai além da IPSS. Temos um Roupeiro, luntário pode ser uma riqueza se for portadoras de deficiência comprova- que é uma importante plataforma de bem enquadrado, porque traz diversi- da, sempre que os nossos recursos hu- distribuição de roupa, porque somos dade, frescura e novidade à acção que manos assim o permitam. É de referir uma paróquia que capta muito para já se pratica”. que, ao integrar crianças com certas muitos lugares de Portugal, mas tam- especificidades a nível social, econó- bém para Cabo Verde e Moçambique, mico e cultural se tornam pertinentes por exemplo, para além de concertar “Somos uma as parcerias com outras entidades, tais esforços com o Banco Alimentar para paróquia supra-geográfica, não esco- como a Santa Casa da Misericórdia de distribuição de géneros a famílias ca- lhemos as pessoas que frequentam a Lisboa, a Ajuda de Mãe e o Hospital de renciadas”. paróquia em função do limite geográ- Santa Maria, entre outras”, fico e temos, inclusivamente, pesso- “Penso que é importante ressalvar as que vêm até nós de zonas fora de que a Creche tem tido, desde sempre, Lisboa. A freguesia do Campo Grande financiamento da Segurança Social é bastante heterogénea. Temos dois para 40 crianças, mas que o Jardim bairros sociais, um em cada extremo, de Infância, para 60 crianças, traba- com realidades bastante problemáti- lha sem suporte, sem rede”, “conjugação da cas e que exigem de nós técnicos do “uma boa “faz parte da vasta necessidade com a oportunidade”, Centro Social um olhar bastante aber- vontade em gerir as matérias orça-
    • ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 4mentais, uma vez que a política de Paróquia iam buscar os meninos àsmensalidades assenta numa tabela barracas e, a pretexto de lhes dar o pe-que tem por base o valor per capita queno-almoço, levavam-nos à escola.do agregado familiar. No sentido de Foi assim que começou o apoio dadoincrementar a flexibilidade no âm- às crianças do 1.º Ciclo. Depois, quan-bito da justiça social foi estabelecido do se construiu o prédio, sentiu-se ne-um rácio de integração de dois terços cessidade de dar continuidade ao pro-de crianças desfavorecidas, sendo o jecto, institucionalizá-lo com pessoasrestante composto por crianças com que percebessem da matéria para darmaior poder económico, porque en- uma resposta qualitativa”,tendemos que a nível pedagógico nãoé bom criar guetos”. “esta foi uma área que se foi reestruturando para ir respon- dendo às necessidades que ia identi- “numa altura ficando no terreno”,em que muitos pais estão demissioná- ram obrigados a repensar a sua estra-rios do seu papel de educadores e das tégia, o que criou uma crise relacionalprioridades que devem assumir em entre escolas e paróquias, connoscorelação aos seus filhos. Tentamos, par- criou uma dinâmica de descoberta detindo da família, transmitir às nossas novas formas de trabalho”crianças saberes abrangentes, no âm-bito do desenvolvimento global, cen-trados nas áreas cognitiva, emocional “nae motora, mas onde se distingue o fac- sua maioria têm trajectórias de vidato de, ao estarmos integrados numa diferenciadas”,paróquia religiosa, trabalharmos a “Tentamos muito dinamizar uma rede “focamos muito o aspec- “SOMOSárea espirituai, através do «Despertar social, para que possamos rentabili- to do projecto de vida, definindo com E FAZEMOS COMUNIDADE”da Fé», “onde pontua Helena Presas”, zar os recursos de cada entidade, o eles objectivos que passam pela áreanão querendo isto no entanto dizer que se traduz, por exemplo, em acções escolar, mas também pelas áreas pes-que os meninos tenham de vir a ser de sensibilização nas escolas e nas soais e sociais”.católicos. É um convite que fazemos”. reuniões de sinalização de casos, de- senvolvidas com os diferentes parcei-OS JOVENS E A COMUNIDADE ros da comunidade, nomeadamente a “No Bairro das Murtas tra- “Temos um desafio Santa Casa da Misericórdia de Lisboa balhamos com um grupo de crianças que é acolher a pessoa, respeitar o e as próprias entidades escolares, sen- e jovens de etnia cigana, cujo projecto seu pedido, avaliar e se não tivermos do sinalizadas crianças e jovens para chamado «O Reino da Imaginação» capacidade de apoiar, fazermos o en- acompanhamento no Centro Social”, surgiu de uma reunião de parceiros, caminhamento dessa pessoa para nos quais se encontrava Gebalis, em- outra instituição”, “a área presa pública que faz a gestão dosdos sociopedagógicos surgiu como tal bairros municipais de Lisboa. No Bair-há cerca de dois anos, porque até essa ro das Fonsecas, para além de estar- “conjugar as necessidades comdata estávamos divididos em duas va- mos muito presentes na escola com o as oportunidades. Um bom exemplolências diferentes – a área das crian- CAF – Componente de Apoio à Família, que eu posso encontrar, embora se si-ças do 1.º Ciclo e a área da juventude. temos um Clube de Jovens que ainda é tue fora da área sénior, é um projectoReunimos as duas valências porque muito recente, mas está a crescer. Este recente chamado «Siga esta estrela»fazia sentido prestarmos um acom- ano temos mais jovens, numa faixa que tenta conjugar as necessidadespanhamento contínuo desde o Jardim que vai dos 10 aos 14 anos”. provenientes de atendimentos sociaisde Infância e 1.º Ciclo, passando pelos que se vão fazendo à comunidade, aociclos seguintes. Hoje em dia integra- nível da área alimentar, vestuário oumos jovens que inclusivamente já an- necessidade de pagamentos pecuni-dam na faculdade”. ários. Somos e fazemos comunidade, porque somos uma paróquia muito dinâmica”. “se em muitos lugares do país, por via do alargamen- “Uma série de voluntários da to dos horários escolares, os ATL fo-
    • Voluntários em acção no Roupeiro do Centro Social Paroquial do Campo Grande VALORES DE FUTURO talidade assistencialista, porque não “como o cimento que faz com lhe interessa entrar numa perspec- que toda esta construção esteja em tiva nova”, pé e vá crescendo”. “a verdade como funda- “há aqui uma mudança de fundo que “O Desenvolvimento integral da mento, a justiça como regra, a liber- é exigida e só é possível com aquilo a Pessoa Humana, à luz dos princípios dade como dinâmica e o amor como que eu chamaria uma atitude organi- cristãos, garantindo um espírito de clima normal de acção”. zada de desenvolvimento sustentado comunidade e desenvolvendo a dig- e solidário. Penso que todos aqueles nidade de cada um, mas sempre com que têm responsabilidades políticas, uma opção preferencial pelos mais sociais, autárquicas, sindicais, entre pobres” outras, têm que ter coragem de se “o Centro Social sentar calmamente à mesa e de ver é um dos elementos muito importan- “Precisávamos como é que de mãos dadas, sem lutas, tes de uma comunidade paroquial, de ter conhecimento da realidade da vão promover a comunidade humana, porque normalmente uma paróquia zona e contámos com a parceria da a sociedade, para que rapidamente tem três valências - a da Palavra, a Universidade Lusófona através de deixe de ser de características assis- da Liturgia / Celebração e a vertente investigadores e jovens estudantes, tencialistas e assuma características social de apoio aos mais desfavore- naquele que foi um trabalho fantás- promotoras”, cidos. Eu não posso dizer que estou tico” numa comunidade quando dispenso O CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DO qualquer uma destas áreas. Quem UM OLHAR CAMPO GRANDE POR DENTRO… está a trabalhar na área social, tem SOBRE A ACÇÃO SOCIAL sensibilidade para a escuta da pala- :: Creche (48 vagas) e Jardim de Infância (60 vagas) | Dra. Ana Cristina Cascais vra. Quem está na escuta da palavra, Equipa técnica: 17 funcionários “sobretudo o Hospital por exemplo na catequese e grupos “a acção social em Portugal é uma ur- :: Área de Intervenção Sociopedagógica |de Santa Maria que nos encaminha de jovens, não pode esquecer que há gência e precisa de ser renovada ur- Ana Oliveira & Ana Isabel Carlossemanalmente pelo menos cinco uma liturgia, que há uma celebração. gentemente” CAF – Componente de Apoio à Família: 189utentes. É um circuito de comunicação Por sua vez, quem está na celebração Criançasbastante trabalhado”. não pode prescindir da área social, AEC – Actividades de Enriquecimento Curri- porque num mundo que não é muito cular: 198 Crianças Clube Júnior e Clube de Jovens: 155 Pessoas cristão, ela garante a visibilidade da Formação Parental: 50 Famílias própria comunidade paroquial”. Total (Crianças e Jovens): 344 Equipa Técnica: 39 pessoas e cerca de 15 voluntários “A tenta- :: Área Sénior (Hugo Caixaria) “trabalho espan- ção de resposta tem sido a tentação as- :: Atendimento Social (Graça Palla) “infelizmente não tiveram toso” sistencialista, subsidiária, mas temos Factos e Númerosoportunidade de aceder ao ensino e de fazer uma conversão, porque caso 70 Funcionários 800 Utentesque neste momento querem aprender contrário iremos ter um país cada vez 400 Voluntários Efectivos na Paróquia, dosa ler”. mais pobre. O grande passo seria pas- quais 100 no Centro Social. sar do assistencialismo, traduzido nos Orçamento Anual: 1,3 M€ (Financiado em subsídios sociais, por exemplo, para cerca de 40 por cento pela Segurança So- a promoção responsável e integral cial e outros organismos públicos, sendo do ser humano. O mais grave é que o que o restante é de captação própria) pobre é que tem muitas vezes a men-
    • ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 20ABPG – ASSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA POPULAR DE GOUVEIAA FORÇA DA REINVENÇÃO CONSTANTEHerdeira de um percurso singular, marcado por 130 anos de História, a Associação de Beneficência Popular de Gouveia é, na visão do seupresidente, Luís Carrilho, um “pólo de desenvolvimento local” que, norteado pelos valores seculares do humanismo e da excelência, projectauma imagem de dinamismo, qualidade e sustentabilidade da Beira Interior para todo o país. “É um equipamento com uma forte procura, que recebe diariamente entre 220 a 230 doentes, em regime de ambulatório e presta serviços que são reconhecidos pela sua qualidade e grande eficácia” Luís Carrilho, Presidente “uma vasta equipa que tem de funcio- nar numa interligação perfeita para seUM POUCO DE HISTÓRIA criarem as sinergias necessárias para produzir o efeito final que é o deside- rato desta clínica - a recuperação do REFERÊNCIA NA REABILITAÇÃO doente que nos procura”, O VIRAR DA PÁGINA UMA EQUIPA DE VISIONÁRIOS “a associação preparou de imediato os projectos necessários à reconversão daquele espaço, agora dedicados e enquadrados na nova le- gislação que criou a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”
    • se compadece que detemos”. com uma visão muito matemá- tica da realida- de.” “Estamos neste momento a trabalhar para certificar a última actividade que é a dos Cuidados Con- tinuados. Esperamos no fim do ano ter o sistema de gestão da qualidade devidamente implementado e certi- ficado”, PROJECTOS DE FUTURO “é “para REFERENCIAIS DE QUALIDADEuma questão de convicção profunda” a as instituições se projectarem, é pre-sua ideia de que as instituições como a ciso alguém que as pense diariamen-ABPG “podem dar um contributo mui- te, a todo o momento, para que elasto forte na questão do desenvolvimen- possam criar. As oportunidades nãoto local. E tão mais forte quanto maisdeprimidas são as regiões, porquenão há outra alternativa de emprego.Em zonas como esta de Gouveia, ondea actividade privada é praticamenteinexistente ou muito fraca, é de fac- “um total que Gou-to importante que a sociedade civil, veia nunca teve”,através destas organizações, faça umesforço suplementar para criar estetipo de desenvolvimento, para criarestruturas que desenvolvam o empre-go de qualidade sustentável”. “Temos aECONOMIA SOCIAL, TERCEIRO preocupação de fazer uma MedicinaSECTOR E RESPONSABILIDADE em termos sociais e não numa baseSOCIAL privada e lucrativa. A nossa aposta passa por fazer os investimentos, con- seguir os profissionais, mas depois contratualizar esses serviços com o surgem todos os dias, logo têm de ser “não é Estado, para complementar a acção pensadas, imaginadas. É preciso um uma noção estática, é uma noção do mesmo e não para ter aqui clínica trabalho constante de procura e de dinâmica”, segundo o seu presiden- privada, que nunca foi, nem é, a nossa concepção de novas metas.” te, que confirma: “todas as nossas ideia”, actividades estão certificadas pelo Instituto Português da Qualidade, com base num sistema de gestão da qualidade devidamente certificado “A finalidade de A ABPG POR DENTRO… | 180 Colaboradoresqualquer organização é servir o Ho-mem na sua plenitude”, “muitas vezes o aspecto económi- Primeira e Segunda Infância | Creche, Jardim de Infância, ATL Idosos | Casa de Repouso S. Julião, Lar Rio Torto, Lar Cativelos, Centro de Dia de Rio Torto, Centro de Dia de Cativelosco não é determinante. É fundamental População Portadora de Deficiência | Núcleo de Reabilitação Profissional, Lar Residencial, Centro de Actividades Ocupacionais, Lar deobservá-lo para que as organizações Apoiosubsistam e tenham equilíbrio para Saúde | Clínica de Medicina Física e Reabilitação, Unidade de Cuidados Continuados de Média Duração e Reabilitação, Unidade de Cuidadospoder avançar, mas a qualidade e as Continuados de Longa Duraçãopreocupações com a humanização e Lazer | Parque Senhora dos Verdescom a exigência da qualidade e com a Comunicação | Jornal “Notícias de Gouveia”centralidade do Homem, às vezes não
    • ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 24CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL “NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO” - VILA NOVA DE TAZEMA DESCOBERTA DO SERVIÇO AO PRÓXIMOTudo começou por volta de 1980 quando o Padre Joaquim Sequeira, pouco tempo depois de ter chegado à paróquia de Vila Nova de Tazem,teve conhecimento de que um casal de benfeitores, do qual a D. Maria Amélia era então a cônjuge sobreviva, havia pensado em doar a suaresidência para apoio às crianças da freguesia. À época, como a Casa do Povo já se dedicava a essa valência, a vocação do serviço social aca-bou por ser dirigida para a população idosa e a casa acabaria por ser doada à paróquia com essa finalidade. “A escritura e os estatutos foramredigidos em 1982, no ano seguinte a instituição foi oficialmente registada e em 1986 teve lugar a inauguração, embora só no ano de 1988 éque tenha começado a funcionar como lar”, evoca o Padre Joaquim Sequeira. “Nossa Senhora da Assun- ção” de Vila Nova de Tazem, o padre Joaquim Sequeira reconhece que “a vida vai sempre desafiando, porque a cada dia nos apresenta novos pro- blemas que são autênticos desafios”, “Temos um pro- jecto praticamente pronto para um novo lar a construir no Passal, em Vila Nova de Tazem, se tivermos uma boa comparticipação do Estado”, Padre Joaquim Sequeira ao centro com funcionários e utentes do Centro SocialN “Sou defensor da ideia de que as pessoas devem estar no seu am- biente”, “tirá-las de “Não é fácil casa leva à desvinculação afectiva”. conjugar em pleno os interesses das pessoas, mas temos um animador so- “devia apoiar cial que vai realizando um conjunto de muito mais as Instituições Particu- actividades que vão desde a leitura e lares de Solidariedade Social, tendo visualização de filmes, à realização de em conta as suas dificuldades”. jogos e torneios, passando pelo canto, leitura e passeios”, “um apelo a que as pessoas descu- bram, cada vez mais, a possibilidade que têm de servir o próximo, de aju- dar, de fazer bem e de pôr a render talentos que têm. É a questão do vo- luntariado, de que tanto se fala e que ganha força na descoberta do senti- do do serviço aos outros.”
    • A CASA DOS MEUS AVÓS – RESIDÊNCIA GERIÁTRICA | VILA CHÃ (SEIA)UMA HISTÓRIA DE EMPREENDORISMO SOCIALÀ primeira vista, José Carlos de Oliveira podia ser mais um cidadão a encabeçar o rol do desemprego no fustigado interior do país, quandoperdeu o seu posto de trabalho, em 2005, tinha então 40 anos. Depois de ter traçado a melhor rota a seguir, este empreendedor provou queos ideais em que acreditava não eram impossíveis de concretizar. A vocação estava lá, seguiu-se a formação técnica em geriatria e o projectofinal salta à vista, como um dos melhores equipamentos sociais da Beira Interior. “Esta filo- sofia que ditará o relacionamento futuro dos nossos utentes com a instituição que os acolhe baseia-se no conceito de que esta é a nossa casa, no princípio da privacidade e do respeito mútuo. O espaço é aberto e não pretendemos, por exemplo, que o horário de visitas seja rígido. Os familiares podem, inclusivamente, tomar as refeições com os utentes. Qualquer esforço para aumentar o contacto afectivo deve ser considerado para facilitar a integração das pessoas”,E forma a ser um espaço agradável, funcio- nal e prático. Desejámos um projecto com muita luz, área de jardim, espaços privados exclusivos e bons espaços comuns para fo- mentar o convívio entre os nossos clientes”, “um trabalho bas- tante difícil, mas desafiante” “em primeira instância é preciso reabilitar “Se garantir a as pessoas, incentivando-as a progredir “a génese do projecto d’ A Casa minha continuidade, é óptimo”, e fazendo-as sentir válidas, sabendo quedos Meus Avós assenta na idealização de no futuro as actividades têm de ser per-um ambiente familiar, que assegure todo sonalizadas, com base no conhecimentoo tipo de cuidados personalizados, onde dos seus interesses”.as pessoas se sintam bem e sejam tratadascom dignidade, respeito e humanismo.” “queira empreender e deseje que “um inves- o país avance, seja optimista mas realista,timento demasiado elevado”, A forma- com base na solidariedade e no respeito, ção permitiu-me ter uma ideia precisa de acreditando sempre nas suas potenciali- como o edifício teria de ser concebido, de dades.”