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  • 1. INICIATIVASQUINTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2011 | EDIÇÃO N.º8 | AS - AGÊNCIA DE PUBLICIDADE, LDA. | “SUPLEMENTO DISTRIBUÍDO EM CONJUNTO COM O JORNAL PÚBLICO”.P. 4-5 | DOMINGOS OLIVEIRA SILVA, PRESIDENTE DO INSTITUTO SUPERIOR DA MAIA, FALA SOBRE O CONGRESSO DO ENSINO SUPERIOR A DECORRER NO ISMAI NOS DIAS 28 E 29 DE OUTUBRO DE 2011
  • 2. 10 iniciativasA Casa do João e da Maria- Creche e Jardim de InfânciaMAIS DO QUE A ESCOLA… UMA SEGUNDA CASACriada no ano 2000 na cidade da Senhora da Hora, a creche e jardim-de-infância “A Casa do João e da Maria” é detida, desde Novembro de 2009, pelasconsócias Joana Cordeiro, com formação de base em Psicologia, e Inês Vasconcelos, educadora de infância, responsáveis pela direcção, que nos dão aconhecer por dentro o projecto dos seus sonhos.C omeçou há 11 anos pela mão de Carla e Fernan- da, duas educadoras deinfância que, em 2009, decidiram tres-passar a actividade, fazendo questão anos. “Os processos de crescimento e de aprendizagem são fomentados des- de muito cedo no seio das actividades”, acrescenta Inês Vasconcelos, à medida que nos abre as portas das salas dosde deixar “em boas mãos” o “bebé” que anos seguintes.viram nascer. Foi aí que entraram em “Temos efectuado melhorias contínu-acção as nossas entrevistadas, Joana as no estabelecimento para garantir oCordeiro e Inês Vasconcelos, ao avan- bem-estar de todos. Pautamo-nos pelaçarem para a aquisição do estabeleci- filosofia de ser uma segunda casa dasmento. “Herdámos um corpo docente nossas crianças, criando um ambienteexemplar e começámos com 25 crian- familiar que elas se sintam como seu eças. Hoje temos 35, dos quatro meses fomentando uma forte ligação com osaos seis anos, e a creche é a área que pais e encarregados de educação, comregista a maior procura”, evoca Joa- quem, todos os anos, realizamos umna Cordeiro. Esta realidade é atestada conjunto de actividades”, revela Joanapor Inês Vasconcelos, responsável pela Cordeiro. Sensibilizadas com a dificul-estimulação e avaliação do desenvol- dade que, por vezes, os pais e encarre-vimento do berçário e afecta, como gados de educação manifestam em vireducadora de infância, à sala dos dois buscar as suas crianças cedo, as duas INÊS VASCONCELOS E JOANA CORDEIRO sócias instituíram n’ “A Casa do João e diano d’ “A Casa do João e da Maria”. da Maria” um horário alargado, no pe- “Podem vir quando quiserem” e “existe ríodo entre as 19h e as 20h, atendendo uma interacção muito positiva entre os às necessidades de cada família. Este funcionários e as famílias”, afirmam, prolongamento, que inclui o banho e a cientes de que este também é um dos refeição dos bebés, composta por sopa caminhos diferenciadores na prestação e fruta, visa proporcionar que os pais de um serviço integrado, completo e e encarregados de educação usufruam inovador.IA da melhor forma o pouco tempo que passam com os fi- lhos. A aposta na família é vista como uma clara mais- valia, na opinião de Joana Cordeiro e Inês Vasconce- los, que nos dão a conhecer o grande envolvimento que os pais e encarre- gados de educa- ção têm no quoti-
  • 3. 6 PEDRO LOPES DA MATA – surgindo e dando resposta e dando res- Existem quatro factores de risco para as senta cerca de 70 por cento do nosso siste- postas a vários níveis”. A doença alérgica alergias alimentares: O facto de ser ató- ma imunitário pelo que é natural que à su- ALERGIAS ALIMENTARES “não é uma foto, mas sim um filme. Evolui pico, ser criança (existe maior incidência perfície intestinal possam acontecer muitasO médico imunoalergologista refere, ao longo do tempo e o que se diz hoje, nas crianças), ter problemas de pele e ser manifestações imunológicas.nestas jornadas, que para determinar que amanhã poderá ser mentira. O diagnós- asmático. Dentro destes, existem factores Segundo o médico, não existem dadossuma pessoa é alérgica é necessário ter tico de uma doença alérgica aos 12 anos protectores e factores não protectores. muitos horizontais porque os hábitos sãoem conta três factores: a história fami- é totalmente diferente do que quando “Antigamente dizia-se que o aleitamen- muito diferentes e os povos muitos disper-liar, a exposição a factores alérgicos e o diagnosticada aos 30 ou 50”. O processo to materno até aos seis meses era um sos. No entanto, globalmente, aceitam-seAmbiente. Tem que existir, para o orador, inicia-se com uma alergia alimentar, sen- factor protectores, mas a verdade é que os seguintes números: Até aos quatro anosuma conjugação de todos estes factores do acompanhada, já na fase adulta, por não existem dados científicos que o com- de idade, 6 a 8 por cento das crianças sãopara que um individuo possa afirmar que doenças de pele e depois passamos para provem. No entanto, a alimentação diversi- alérgicas. Nos adultos, cerca de 1 a 4 poré alérgico. as doenças respiratórias, muitas vezes ficação após as 17 semanas e antes dos 24 cento são alérgicos, mas um em cada cin-“Em alergologia tudo muda em curtos sobre a forma de asma. A doença alérgica meses é um factor protector”. co pessoas alega sê-lo, mesmo sem pro-períodos de tempo e as investigações vão tem, portanto, um carácter evolutivo. O nosso sistema linfático intestinal repre- vas. Na Europa existe uma prevalência de 5 a 10 por cento e nos Estados Unidos da América tem existido um aumento da pre- valência das alergias alimentares. O leite, as nozes, os amendoins, os morangos, as bananas e o chocolate lideram as listas das alergias alimentares. A concluir, “as alergias alimentares podem ter quadros clínicos va- riados mas desconhecem-se ainda muitos mecanismos e ainda há uma enorme falta de bio-marcadores. Há uma necessidade premente de uma estreita colaboração com os gastrenterologistas. Acima de tudo, im- porta relembrar que a história clínica deve ser o mais detalhada possível e os exames auxiliares servem apenas para auxiliar no diagnóstico”. MESA REDONDA A Mesa Redonda, onde participaram Berta Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, José Carlos Oliveira, Director do Serviço de Química Clínica HSA/CHP, Antó- nio Marinho, Assistente Hospitalar – Medici- na Interna HSA/CHP e Andreia Bettencourt, Investigadora UMIB/ICBAS-UP, incidiu sobre a Vitamina D e a importância desta vitami- na para o organismo. Segundo Berta Silva, a Vitamina D tem efeitos no cérebro ao nível da melhoria na cognição e memória e me- lhoria no humor; no sistema imune ao nível das doenças autoimunes e infecciosas; sis- tema cardiovascular ao nível da melhoria da doença arterial coronária e parece reduzir a hipertensão arterial; sistema respiratório ao nível imunomodelação na resposta a in- fecções víricas e inibe remodelação das vias aéreas; sistema endócrino aumentando a sensibilidade periférica à insulina e melhora o funcionamento das células beta; sistema esquelético reduzindo as fracturas e preve- nindo a osteoporose; no sistema muscu- lar reduzindo quedas e ao nível do cancro (mama, colorectal, linfomas…) e alterações na expressão genética. As conclusões foram que a vitamina D tem importantes funções biológicas para além da homeostasia do cálcio. Estas incluem a mo- dulação dos sistemas imunes inato e adqui- rido; As células do sistema imune sintetizam e respondem à Vitamina D; A deficiência em Vitamina D é frequente nas doenças autoimune; Doentes com patologia au- toimune respondem favoravelmente à JUDITE NEVES administração de Vitamina D e as carac- terísticas genéticas do indivíduo influen- ciam o perfil da Vitamina D.
  • 4. 14 iniciativasJunta de Freguesia de Canedo | Santa Maria da FeiraUNIR CANEDO EM TORNO DO DESENVOLVIMENTOFoi sob o signo do desenvolvimento económico-social que se perspectiva para a freguesia feirense de Canedo, assente na inequívocamelhoria das acessibilidades rodoviárias e de outros projectos estruturantes, que estivemos à conversa com Vítor Marques, presidenteda Junta de Freguesia local há dois meses, no seguimento das últimas eleições intercalares.A VÍTOR MARQUES, PRESIDENTE DA J.F. DE CANEDO um passo do final do ano, o presidente, deixando a notícia de que já um grande movimento, é uma das zonas mas nós queremos aprimorá-lo ainda mais”, afigura-se um novo quadro foi definida pela Câmara Municipal de San- em que tencionamos intervir”. O presiden- defende. de mobilidade e centrali- ta Maria da Feira a prioridade para um novo te revela que, em tempos, equacionou-se Caminhando a par com os cidadãos dadade para Canedo, uma freguesia que se pólo escolar, dado que neste momento esse a construção de um hotel, um projecto que freguesia a que preside e ciente dos seustem desenvolvido bastante, na opinião do sector é deficitário. Temos uma zona indus- não avançou e que agora marca uma ten- anseios, Vítor Marques revela que “no iní-autarca local. “Estimamos que com estas trial, a de Canedo / Vila Maior que ainda está dência deficitária da oferta de camas para o cio houve alguma relutância com as obrasacessibilidades, que se irão constituir como subaproveitada e que gostaríamos de dina- desejável aumento de turistas. “Canedo tem rodoviárias, mas neste momento já háum excelente meio de ligação entre os prin- mizar com novas iniciativas empresariais. estado um pouco afastado do Rio Douro e, consciência que as transformações vão sercipais eixos viários do Grande Porto, nome- Uma grande indústria, de laboração contí- neste sentido, justificava-se a criação de um positivas. Houve um grande crescimentoadamente a A1, a A29, e a A41, se venha a nua, seria propícia para a criação líquida de estrada entre a foz do Rio Inha e Porto Car- no volume de habitações e ainda se verificaregistar um maior fluxo de habitantes e de novos empregos em Canedo, no sentido de voeiro, para potenciar o conhecimento e o disponibilidade para novos moradores. Emvisitantes. Esta preocupação tem de ser arti- mitigar os efeitos da conjuntura económica e crescimento da região”, assegura. termos de comércio e serviços estamos bemculada com o executivo camarário para que social que se vive”, atesta o autarca. Atento a todas as realidades e sensibilida- servidos, ao nível industrial gostaríamos deo Plano Director Municipal de Santa Maria da Na vertente da promoção e consequente des da freguesia, Vítor Marques assume ter mais iniciativas empreendedoras. EsperoFeira acautele os novos cenários de transfor- abertura da freguesia ao exterior, Vítor Mar- uma postura pragmática contra a exclusão. que os canedenses sejam compreensivos emação, a médio prazo. Não tardará muito ques revela o desígnio da Junta de Freguesia “Temos uma consciência social muito apu- condescendentes com os constrangimentospara que Canedo seja um pólo de proximi- de Canedo de explorar a vertente turística rada, no sentido de mitigar os fenómenos actuais. O futuro vai dar razão a este movi-dade com a cidade do Porto - ficará a cerca da localidade: “Desejamos requalificar as de pobreza, tanto a nível de intervenção mento de mudança que estamos a viver. Ode dez minutos - na vertente de habitação e zonas hídricas do Inha e do Ima, afluentes directa em famílias carenciadas, como na executivo está atento a todas as situações,serviços”, considera Vítor Marques. do Rio Douro, porque em termos naturais e articulação de potenciais postos de trabalho não só em termos materiais, mas também“No que a equipamentos estruturantes diz paisagísticos estes dois lugares revestem-se com empresários locais, para além do apoio na área da solidariedade, da melhor formarespeito, em termos escolares, a freguesia de um forte potencial ao nível do concelho alimentar direccionado em várias frentes. possível. Estamos a tentar melhorar a vidade Canedo está dotada de uma escola básica de Santa Maria da Feira. A zona de Carvo- Neste momento, Santa Maria da Feira já tem dos canedenses, certos de que vamos cum-com 2.º e 3.º ciclo e é nossa ambição trazer o eiro, um porto fluvial que registou outrora uma resposta concentrada nesse aspecto, prir o desígnio de unir esta freguesia”. IAensino secundário para a freguesia”, certifica