Portfolio @ Iniciativas #05
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    Portfolio @ Iniciativas #05 Portfolio @ Iniciativas #05 Document Transcript

    • ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO JORNAL ‘PÚBLICO’ DO DIA 28 DE JULHO DE 2011 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE INICIATIVAS QUINTA-FEIRA, 28 DE JULHO DE 2011 | EDIÇÃO N.º5 | AS - AGÊNCIA DE PUBLICIDADE, LDA.“QUEREMOS SABER MAIS DO QUE TUDO SOBRE O MEDICAMENTO E A SUA ACÇÃO, EM PROL DO DOENTE”, REFERE AGOSTINHO FRANKLIM MARQUES, PRESIDENTE DA SECÇÃO REGIONAL DO PORTO.
    • 2 iniciativas SAÚDE Ordem dos Farmacêuticos | Secção Regional do Porto O AFIRMAR DE COMPETÊNCIAS INTEGRADAS EM PROL DE UMA SAÚDE MELHOR Um ano depois das comemorações do 175.º aniversário da Ordem dos Farmacêuticos, fomos ao encontro de Agostinho Franklim Marques, Presidente da Secção Regional do Porto, para retratarmos, segundo a sua visão, o que é ser hoje farmacêutico em Portugal, à luz dos desafios formativos, técnicos e organizacionais que se colocam no exercício da profissão.“ O s farmacêuticos desem- penham actividades muito díspares, naturalmente di- ferenciadas”, começa por afirmar Agosti- nho Franklim Marques, que centra a tónica to dessa decisão farmacoterapêutica. A nossa actuação não seria contrariar a de- cisão tomada, por um médico”, afirma o Presidente da Secção Regional do Porto da Ordem dos Farmacêuticos. numa reflexão profunda sobre o papel da Sobre os cuidados farmacêuticos, pre- profissão na sociedade. “Se olharmos para conizados no Documento de Tóquio de a acção da Troika (União Europeia, Banco 1993 da Organização Mundial de Saúde, Central Europeu e Fundo Monetário Inter- Agostinho Franklim Marques considera nacional), nas recentes negociações para que os farmacêuticos são profissionais o resgate financeiro a Portugal, à primeira de saúde que estão perfeitamente aptos vista parece que vai ao nosso encontro, às para desempenhar essa tarefa, que passa nossas ideias, isto porque, do ponto de por acompanhar o doente, promovendo a vista do exercício farmacêutico, refere a adesão à terapêutica, em articulação com introdução de genéricos e a prescrição por os médicos. “Defendo a cooperação entre Denominação Comum Internacional (DCI) os profissionais de saúde. O nosso papel das substâncias activas, que nós sempre de acompanhamento nos hospitais, na ida defendemos. Estas orientações parecem às enfermarias, que em Portugal não se faz reconhecer o papel importante do farma- ou se faz em situações muito particulares, cêutico. Porém, quem prescreve e toma é uma prática corrente em muitos países a decisão farmacoterapêutica é o clínico, do mundo. Há pessoas responsáveis que o médico. O farmacêutico tem, contudo, estão muito interessadas em avançar para conhecimentos para actuar no seguimen- essa prática. A verdade é que essa é uma linha de actuação que poderá facilitar o papel do farmacêuti- co ao nível da saúde pública. Os recursos humanos são mui- to importantes e se cada um tiver o seu papel bem defini- do, o farmacêutico tem lugar em todo o lado”, concretiza. AGOSTINHO FRANKLIM MARQUES, PRESIDENTE DA SECÇÃO REGIONAL DO PORTO UMA OLHAR SOBRE AS FARMÁCIAS sob o ponto de vista de implicações para a por acto farmacêutico”. farmácia. De facto, o reverso da medalha Ainda sobre a questão dos genéricos, o “Gerir uma farmácia coloca-se quando o pagamento do acto Presidente da Secção Regional do Porto da é hoje um problema farmacêutico é feito exclusivamente em Ordem dos Farmacêuticos aponta um as- muito complicado”, termos percentuais sobre os medicamen- pecto negativo no circuito comercial deste afirma Agostinho tos vendidos. Ao diminuírem os preços tipo de medicamentos: “Portugal tem a Franklim Marques, dos medicamentos e mantendo o mesmo particularidade de comercializar medica- explicando que “a percentual de pagamento logicamente mentos genéricos de marca, uma realida- diminuição de preços que o rendimento da farmácia diminui. de que chega até a subverter o conceito que está a acontecer Se a tudo isto se adicionar o aumento da universal de genérico, e que não existe em ao nível dos medi- exigência relativa aos serviços prestados e qualquer outro país. Mas, em contraparti- camentos genéricos ao número de recursos humanos qualifi- da, hoje em dia com um preço menor, é parece uma situa- cados nas farmácias, facilmente se enten- possível utilizando medicamentos genéri- ção muito positiva, de esta preocupação. Esta situação não é cos ter igual eficiência e igual eficácia no para o utente e para nova e outros países europeus encontra- tratamento farmacológico. Defendemos o Estado, mas terá ram formas alternativas de minorar essas que ao dinheiro que não se gasta, ou me- de ser visto com al- perdas de rendimento, nomeadamente lhor que se poupa, poderá ser reinvestido guma preocupação através da remuneração, mesmo parcial, em investigação em novos fármacos ou
    • 3 iniciativas SAÚDEna melhoria dos serviços prestados aos farmácia, muitas vezes a mesma de sem-doentes”. pre, ao longo de gerações.Agostinho Franklim Marques refere que O Presidente da Secção Regional do Portoenquanto o médico é remunerado pelo da Ordem dos Farmacêuticos evoca quefacto de fazer o diagnóstico, prescrever já houve propostas apresentadas pelao receituário, isto é pelo exercício efecti- Ordem dos Farmacêuticos à tutela quevo do acto médico, os farmacêuticos não têm um grande potencial de eficiênciao são directamente pelo exercício da sua e eficácia em termos de saúde pública efunção, do seu acto farmacêutico. “Na re- geral e com menos custos, reiterando quealidade, o acto farmacêutico compreende “neste momento de crise em que vivemoso que designamos como dispensa activa o que interessa é o saber, o conhecimen-de medicamentos, isto é, o envolvimen- to, na óptica de uma escolha criteriosa,to directo do farmacêutico com o utente/ e o farmacêutico tem conhecimento edoente nesse momento da dispensa e no competências para, sob o ponto de vis-seu acompanhamento. O que constata- ta económico, fazer baixar os deficits”.mos é que nos ”obrigam a vender” me- Deste leque de propostas enunciado sãodicamentos. A nossa actividade é remu- exemplo os protocolos terapêuticos, rea-nerada exclusivamente pela “venda” e não lizados em muitos lugares do mundo, quepela dispensa activa, que devia ser sempre pressupõem que para cada função, paraum princípio inerente ao exercício farma- cada patologia, para cada dano, para cadacêutico”, lamenta o Presidente da Secção órgão, haja uma determinado esquemaRegional do Porto da Ordem dos Farma- terapêutico, ao nível de medicamentos ecêuticos. Agostinho Franklim Marques de meios complementares de diagnóstico.mostra-se confiante na mudança de pa- “É um sistema brilhante. Se houver coope-radigma e refere que há pequenos exem- ração entre estes estudos, temos um ca-plos que fazem com que a classe farma- minho vasto e com um grande potencialcêutica possa progredir bem, assim queira a cumprir. O objectivo do farmacêutico éo poder político. “Existem cerca de 2850 o doente e não o medicamento ‘per se’,farmácias em todo o país, 300 centros de sendo este último apenas mais um elosaúde e 100 hospitais. Registamos uma de ligação. Queremos saber mais do que dentro da cadeia de valor da saúde, o que clo contrário aos resultados brilhantes, emmédia de 150 utentes por dia nas farmá- tudo sobre o medicamento e a sua acção, é importante é que exista um esquema termos financeiros e de reconhecimentocias. Veja-se o potencial que o farmacêu- em prol do doente. De nada adianta fa- piramidal, com uma hierarquia funcional e público conquistados por estas ao longotico tem na área da saúde primária e no zer um bom medicamento se o mesmo de competências muito bem definida”. de décadas.seguimento ‘a posteriori’ dos doentes. não tiver efeito. O nosso objectivo come- As questões organizacionais, em debate Num horizonte de futuro, AgostinhoNós somos o Alfa e o Ómega da cadeia ça e acaba no doente”, reitera Agostinho contínuo no seio da Ordem dos Farma- Franklim Marques preconiza que “a ino-de saúde em Portugal. Muitas vezes, antes Franklim Marques. cêuticos, levam-nos a questionar o Pre- vação é imprescindível” e que “temos dede o doente ir ao médico, passa por nós No campo dos medicamentos não su- sidente da Secção Regional do Porto da analisar os custos da saúde como um todoe este papel que toda a gente sabe que o jeitos a receita médica, vendidos fora do Ordem dos Farmacêuticos sobre os gran- e não os podemos considerar numa pers-temos é muitas vezes menosprezado. No circuito da farmácia, o nosso entrevistado des desafios em análise. Neste sentido, pectiva imediata. Quanto mais saudável émomento actual, se a nossa acção for bem considera que “apesar de serem poten- Agostinho Franklim Marques aponta que uma sociedade, mais rica é. Analisar umaproveitada, podemos avançar com ainda cialmente inócuos, é preciso ter em conta as farmácias nos hospitais, não as farmá- medicamento inovador só pela perspecti-mais exemplos de boas práticas”, afirma. as particularidades associadas à sua do- cias hospitalares, mas sim as sociedades va do preço é um erro, porque o investi- sagem e especificidade, de forma a não comerciais contíguas, redundaram em mento numa potencial cura, recorrendo a FORMAÇÃO E VISÕES DE FUTURO trazer problemas a quem são administra- fracasso e que seria altura de ter cora- novas moléculas, é compensador a longo dos. Não existem medicamentos isentos gem para acabar com estas unidades, tal prazo. É importante valorizar a humaniza-A preparação dos farmacêuticos do ponto de efeitos negativos. Deviam ser elabo- como se apresentam. Uma outra questão ção da saúde nas suas múltiplas vertentes,de vista académico, técnico e organiza- radas embalagens de menor dimensão, importante é a propriedade da farmácia porque se está a olhar para a saúde numacional tem sido uma aposta contínua da para quando a sua toma é estritamente que deve ser exclusiva do farmacêutico, óptica muito economicista”. Na vertenteOrdem dos Farmacêuticos ao longo da necessária. Adicionalmente, afirmo a ideia onde a estrutura interna deve ser valori- política, o da Secção Regional do Porto dasua História. “Na área das Ciências Far- de que a sua dispensa fora do circuito zada pela perspectiva da dispensa activa Ordem dos Farmacêuticos está convictomacêuticas temos, genericamente, uma farmacêutico e atendendo à natureza da e não da venda pura, obedecendo a cri- de que “um governo que queira fazer re-excelente formação superior em Portugal. não sujeição a receita médica, devia ser térios exclusivamente economicistas. O formas no sector da saúde tem de auscul-Penso que todos os alunos desta área da realizada sob a orientação de um farma- nosso entrevistado afirma ainda que a tar e apostar nos farmacêuticos, porquesaúde saem bem preparados”, considera cêutico. Defendemos a existência de uma imposição de condições “cegas” a todas se não houver vontade para aproveitar oo Presidente da Secção Regional do Porto terceira lista de medicamentos não sujei- as farmácias, sem atender ao contexto contributo da nossa profissão, nos dife-da Ordem dos Farmacêuticos, sugerindo tos a prescrição médica de distribuição sócio-económico onde estão inseridas, rentes tipos de cuidados de saúde, esseque “em Portugal, o que poderá ser mais exclusiva na farmácia. A dispensa deste faz com que haja um número crescente erro crasso revela-se um desperdício paraestimulado, que pode ser feito na facul- tipo de medicamentos devia ser realiza- de farmácias em falência técnica, um ci- a sociedade”. IAdade ou ‘a posteriori’, é o exercício e a da unicamente e sob a responsabilidaderealização dos cuidados farmacêuticos, técnica de um farmacêutico. A designação PROPRIEDADE, EDIÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E AUTORque pressupõe que o farmacêutico se res- a adoptar seria «medicamentos de indi- AS - AGÊNCIA DE PUBLICIDADE, LDA. | Rua Cova da Bela, n.º86 | 4400-428 Vila Nova de Gaia FICHA TÉCNICAponsabilize individualmente pelo doente, cação farmacêutica», que não é novidade Fax. 222 061 029 | E-mail geral@as-agencia.pt | NIPC 509 425 690através de um seguimento ou acompa- em outros países, porque não queremos Editora Clara Henriques| Produção de Conteúdos Adélia Abreu, Ana Mota, Luís Manuel Martinsnhamento farmacoterapêutico integrado, nem é nosso objectivo, de forma alguma, Produção Gráfica e Paginação Lídia Pinto, Mafalda Araújo (Estagiária)como um «farmacêutico de família», fa- prescrever, já que essa é uma competên- Director Comercial Adriano Magalhães | Gestão de Comunicação Carlos Lima, Fernando Bragançazendo a analogia com o médico de famí- cia dos médicos”. A responsabilidade da José Alberto, José Machado, Rolando Pereira e Vitor Fafelia”. Agostinho Franklim Marques destaca gestão destes processos tem de emanar Os artigos nesta publicação são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião do editor. Reservados todos os direitos, proibida a reprodução, total ou parcial, seja por fotocópia ou por qualquer outroainda um aspecto muito positivo capita- da formação que cada profissional tem, processo, sem prévia autorização do editor. A paginação é efectuada de acordo com os interesses editoriais e técnicoslizado pelos farmacêuticos que é o facto segundo Agostinho Franklim Marques: da revista, excepto nos anúncios com a localização obrigatória paga. O editor não se responsabiliza pelas inserções com erros, lapsos ou omissões que sejam imputáveis aos anunciantes. Quaisquer erros ou omissões nos conteúdos,de fidelizarem muito as pessoas que vão à “Não nos podemos sobrepor a ninguém não são da responsabilidade do editor.
    • 7 iniciativas VALONGOCidade de AlfenaAS PESSOAS NO CENTRO DA CONSTRUÇÃO DE UMA ALFENA MODERNAÉ na invocação do orgulho colectivo, que Arnaldo Pinto Soares, vereador dos pelouros da Finanças, Obras Municipais e Transportes da Câmara Municipal de Va-longo, dimensiona a elevação de Alfena a cidade, sublinhando o potencial de crescimento económico que se espera capitalizar, em torno do ideal perspectivadode desenvolvimento sustentável para a freguesia, ao longo dos próximos anos.H da”, refere o vereador, congratulando-se á muitas pessoas que pelo facto de já existirem muitos em- questionam a razão de presários dispostos a investir, sobretu- Alfena ter sido elevada a do nos sectores da logística e da grandecidade e o que é que este estatuto admi- distribuição. “Seria fundamental que essenistrativo traz de novo. Eu faria a questão projecto avançasse, à luz de uma econo-ao contrário”, começa por afirmar Arnaldo mia de escala, porque estaríamos a criarPinto Soares, na certeza de que “não traz milhares de postos de trabalho, receitasaumento de impostos, como as pessoas para o município, incremento à habitaçãotemem, mas contempla dois aspectos e crescimento dos sectores do comércio efundamentais – o orgulho colectivo que serviços”, acrescenta.dá força e motivação para se continuar A cidade de Alfena apresenta interessan-com o trabalho que até aqui se tem de- tes perspectivas de desenvolvimento sus-senvolvido, em termos de equipamentos tentado e de incremento da qualidade dedos sectores da educação, da saúde e da vida. “Temos de aproveitar as margens doacção social, dimensionados para uma Rio Leça, que atravessa a localidade de léspopulação de cerca de 20 mil habitantes”. a lés, ao longo de cinco quilómetros, paraO vereador da Câmara Municipal não tem construir espaços de lazer, pontos de en-dúvidas de que Alfena é a freguesia do contro e bem-estar para a população, àconcelho de Valongo mais bem posicio- semelhança do que foi pensado para Sãonada, ou com maior potencial nos pró- Lázaro, para a zona envolvente da Igrejaximos anos. “O aspecto económico vai Matriz e para o Reguengo”, enuncia o ve-ser fundamental, porque tivemos muitos reador da Câmara Municipal de Valongo,anos em que se inverteu o ciclo normal consciente que “de uma forma equilibradade crescimento, numa lógica de desen- podemos pensar numa cidade de futuro,volvimento não sustentado”, atesta Ar- que consiga ter crescimento e riqueza,naldo Pinto Soares. Alfena é atravessada para poder proporcionar o ambicionadopor uma vasta rede viária, composta na desenvolvimento. É preciso dinamizar osua maior parte por auto-estradas (A3, comércio e os serviços para captar novosA4, A41 e A42), registando a vantagem residentes”. A inauguração de um novode estar perto do Aeroporto Internacional hospital privado em Novembro é apenasdo Porto e do Porto de Leixões. “Na zona um exemplo desta máxima de moderni-da Senhora do Amparo temos um nó da zação. “Há um grande envolvimento polí- ARNALDO PINTO SOARES, VEREADOR DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGOauto-estrada A41 que deriva nas imedia- tico e cívico na construção de uma Alfenações de uma imensa mancha florestal que melhor e acredito que o crescimento eco- a cimentar. O domínio da acção social, se- carenciadas”, estruturando a argumen-abrange as freguesias de Alfena, Sobrado nómico e o desenvolvimento são elemen- gundo o vereador, “é muito importante”, tação no princípio de que “um projectoe Valongo. Temos ali a possibilidade de tos estruturantes, na base de sonhos que dado que existe “um vasto conjunto de de futuro para uma terra só tem sentidoconstruir uma área industrial muito gran- não podem deixar de existir”, afirma Ar- respostas integradas e flexíveis, levadas a se for a área social o ponto de partida,de ao longo na estrada nacional 606, ou naldo Pinto Soares, na base de um amplo cabo por diversas entidades, que têm tra- porque as pessoas é que são o centro de«Estrada dos Alemães», como é conheci- consenso interpartidário que se tem vindo balhado muito no apoio às pessoas mais tudo”.IA
    • 8 iniciativas DIREITOCâmara dos Solicitadores | Conselho Regional do NorteCRESCER NUMA PROFISSÃO COM HISTÓRIAElos essenciais do sistema judicial português, os solicitadores enfrentam hoje desafios de alargamento de competências que os levaram a entrar em 2003, porexemplo, no campo dos agentes de execução. A formação é um elemento estruturante e a classe tem de ser repensada a partir da base sob critérios de equilíbrio,qualidade e exigência, como considera José Antas, Presidente do Conselho Regional do Norte da Câmara dos Solicitadores, nosso entrevistado.C ada vez mais a formação é um factor distintivo para a afirmação de um servi-ço integrado e de excelência por partedos solicitadores. “O maior investimento de ser tratada ao nível da tutela ministerial do ensi- no superior e dos estabe- lecimentos de ensino que ministrem a formação em mas não são os únicos intervenientes que têm influência no desenvolvimento do processo. No fundo há uma cadeia de intervenientes onde cada um poderá ter um papel na resolução ou no atra-da Câmara dos Solicitadores continua a Solicitadoria, bem como da so de um problema, porque é um erroser a formação, porque é fundamental. Câmara dos Solicitadores apontarmos um único culpado na len-Não queremos ser acusados de que os e, eventualmente, da Or- tidão da justiça. A culpa é de todos”,profissionais solicitadores e agentes de dem dos Advogados”. Re- considera José Antas, acrescentando umexecução não sejam melhores por falta conhecendo que a forma- dado importante: “Quando em 2003, odela. Lutamos por ser melhores, dando ção gira à volta do lucro, sistema como o conhecemos foi abertomais e melhor formação”, afirma José José Antas defende que é aos solicitadores, legalmente previa-seAntas, considerando que este elemento importante criar mecanis- muitos aspectos que ainda hoje não es-tem de ser considerado desde que um mos de equilíbrio, de qua- tão implementados. À época ainda nãoaluno decide entrar num curso superior lidade e de exigência, uma havia sistemas electrónicos tão avança-de Solicitadoria, num dos 18 estabeleci- vez que a sociedade exige dos como os que hoje existem. Temosmentos de ensino que o ministram em muito dos profissionais, de olhar para os nossos desafios comPortugal. “Somos um país muito pequeno cifra que se elevou, no estágio que está por via do reconhecimento que confere mente aberta, acreditando nas nossaspara termos tantas escolas. O que é que prestes a terminar, para os 400 ele- ao papel do solicitador. “Continuamos a capacidades”.está a acontecer? À semelhança do que mentos. Já no estágio que começou em apostar na formação iminentemente gra- No que respeita à gestão processual, aacontece com outros cursos superiores, Janeiro deste ano estão envolvidos, só tuita e se houver um real aproveitamento montante e a jusante da instrução, o Pre-verifica-se um excesso de licenciados. a nível no Norte do país, cerca de 600 das competências que são ministradas, sidente do Conselho Regional do NorteEstamos a ter uma oferta demasiado candidatos. “Temos um outro problema”, estamos perante o retorno esperado”, da Câmara dos Solicitadores é peremp-grande para a capacidade de absorção reitera, aclarando que “o estagiário tem assegura. tório: “Não nos podemos alhear dosdesses profissionais no mercado”, re- de ter um patrono, um orientador. Com Face à entrada dos solicitadores no cam- processos que temos em mãos, à luzvela o Presidente do Conselho Regional um tão grande número de estagiários, é po dos agentes de execução e ao incre- de uma cadeia de responsabilidade quedo Norte da Câmara dos Solicitadores. difícil arranjar um número tão grande de mento de celeridade processual que esta envolve quer os diversos agentes comEsta realidade é evidente nos números patronos. Não é solução para o problema medida aporta para o sector da Justiça, o competências judiciais, quer os prazosque nos apresenta. Segundo José Antas, criar ‘numerus clausus’ no acesso ao en- Presidente do Conselho Regional do Nor- em questão. Não podemos atalhar ca-no período entre 2006 e 2007 existiam sino superior. Essa é uma forma artificial te da Câmara dos Solicitadores, explica minho, porque há direitos fundamentais150 a 160 candidatos a estagiários, uma de resolver o problema. Esta questão tem que já não são apenas estes os profis- das pessoas envolvidas”. sionais que A Lista Pública de Execuções, publicada podem ace- pelo último Ministro da Justiça, veio acla- der à área rar os casos de dívidas, uma realidade de de agência que não é despicienda a questão da ili- de execu- teracia financeira e desconhecimento das ção, mas cláusulas contratuais por parte de muitos também os consumidores, a juntar à conjuntura de advogados. crise. Há um elemento positivo na géne- “A possibili- se desse directório, segundo José Antas. dade que foi “O executado ao ser notificado que não aberta em pagando vai para a lista, paga a dívida 2003 de os voluntariamente. Há pessoas que não solicitado- pagam porque não podem e há os de- res e agora vedores que não pagam porque não os advoga- querem, socorrendo-se de todos os me- dos serem canismos para sustentar a sua decisão”, agentes de concretiza. execução, A finalizar, o Presidente do Conselho Re- contribui gional do Norte da Câmara dos Solicita- para a cele- dores, José Antas deixa uma mensagem ridade que de ânimo: “Na globalidade do processo, se pretende, todos os operadores ligados à justiça através da têm um papel e uma palavra a dizer. É disponibi- um esforço nacional, em que todos têm lização de de dar o seu contributo. Se partimos uma maior para uma corrida sem optimismo, vamos oferta de perdê-la. Temos de acreditar nas nossas actores para capacidades e passar este optimismo aos fazer um nossos associados, encarando de forma determina- positiva as novas exigências e compe- do trabalho, tências”.IA
    • 11 iniciativas MAIAAgroarco IMPERMAIA SOLUÇÕES DE EXCELÊNCIA AOHÁ 25 ANOS A SERVIÇO DA CONSTRUÇÃO CIVILCONSTRUIR O FUTURO Tudo começou em 1997, quando os irmãos Rogério Santos e Álvaro Moreira se decidiram estabelecer por conta própria, no campo das impermeabilizações,Já lá vão 25 anos desde que começou a lidar com as máquinas agrícolas. Tinha revestimentos e isolamentos térmicos, chamando depois o Pai que se encon-14 anos e o sonho de criar coisas novas. Aos 21 abriu a primeira empresa e trava a trabalhar noutra área. Assim nasceu a Impermaia, uma empresa quehoje orgulha-se de, com suor e empenho, ter conseguido criar um pequeno abre as suas portas de Milheirós, na Maia, para todo o território nacional. Rimpério. Pelo menos o seu império. Aquele de que vamos falar nesta entrevistadada ao Iniciativas. ogério Santos, com quemD começamos a falar, sempre trabalhou na área admi- á pelo nome de Armindo nistrativa. Quando se juntou com o irmão, Correia e é um dos grandes Álvaro Moreira, para criar a Impermaia, con- especialistas em máquinas tratou profissionais qualificados para daragrícolas. Há cerca de dez anos começou resposta às crescentes solicitações de obra.a fazer também manutenções noutras áre- “Essencialmente, fazemos impermeabili-as, principalmente no sector automóvel, zações de terraços, coberturas e fachadas, ROGÉRIO SANTOS E ÁLVARO MOREIRAmas com a crise actual que se vive tanto tanto com tela asfáltica, como com mem-no sector automóvel, como da construção, branas de PVC, que são os produtos queresolveu regressar às máquinas agrícolas. nos oferecem mais garantias”, refere, acres-Foi, contudo, há dois anos, que apostou centando que “são produtos diferentes, mas :: Tribunal da Comarca de ALGUMAS OBRAS DE REFERÊNCIA DA IMPERMAIAem novas instalações, tendo dado um sal- que apresentam o mesmo resultado final”. Gondomar;to importante quer ao nível de aumento de A oferta complementar da empresa assenta :: El Corte Inglès (Vila Novaprodução, quer ao nível de qualidade do O que torna a Agroarco diferente? na concepção de revestimentos e isolamen- de Gaia);espaço físico. Num mercado cada vez mais competitivo tos térmicos exteriores, áreas igualmente :: Hospital CUF (Porto);Com o apoio imprescindível da filha, Ar- é premente referir que também o cliente importantes que concorrem para um servi- :: Hospital de Santo An-mindo Correia afirma que “tanto a nível de mudou, tendo evoluído e tendo-se tornado ço integrado ao cliente. Álvaro Moreira defi- tónio (Porto) – ConsultasPortugal como Espanha, a Agroarco está a cada vez mais conhecedor. À luz da expe- ne a Impermaia como uma empresa “mais Externas;tentar alargar a sua actividade, mas de for- riência do empresário, “posso referir que o vocacionada para a intervenção em edifícios :: Hospital de São Joãoma gradual e prudente. Temos muito tra- cliente agora está mais preocupado com a novos, embora a recuperação seja um mer- (Porto) – Ampliação;balho, o nosso problema não é falta de tra- qualidade, mesmo que isso implique um cado que também é explorado”, na medida :: Hotel Meliá Ria (Aveiro);balho, antes pelo contrário. Numa altura de custo maior. Já tentei produzir com preços da procura registada. :: Intervenções ao abrigo;crise, este é um sector que continua a evo- mais acessíveis, mas o que é certo é que Rogério Santos refere que os materiais têm do programa “Parqueluir e felizmente o trabalho aparece-nos. O não é possível. As pessoas procuram quali- evoluído muito na última década: “Abrem- Escolar”.nosso problema é a falta de mão-de-obra dade e a qualidade não é barata. Temos de se novas possibilidades em relação ao quepara trabalhar neste ramo de actividade. explicar às pessoas o que fazemos e como havia, não tanto ao nível das impermeabili- Consciente do trabalho de referência reali-As pessoas não querem trabalhos pesados fazemos, qual a diferença entre uma má- zações, mas sobretudo ao nível dos reves- zado ao longo dos últimos anos, de vocaçãonem sujos e não se aguentam muito tempo quina mais barata e uma mais cara e feliz- timentos e dos isolamentos térmicos, com nacional, mas assente, sobretudo, no Norte,nos sítios”. mente nós temos boas soluções, estamos soluções cada vez mais versáteis, que apre- Rogério Santos aponta que as perspectivasEsta questão da mão-de-obra, segundo o sempre a inovar e tentamos ir ao encontro sentam propriedades muito eficazes contra de crescimento da Impermaia passam pelanosso interlocutor, “acaba por constituir um das necessidades dos clientes. Temos má- as infiltrações e fissurações e que exigem associação a grandes parceiros do sector daproblema, uma vez que não me consigo li- quinas novas, estufa, pintura de máquinas, pouca manutenção”. No campo dos reves- construção civil e obras públicas, em regi-bertar do trabalho mais técnico para investir entre outras coisas. E é aqui que fazemos a timentos, a Impermaia disponibiliza uma me de subempreitada e empreitada geral.mais na parte de inovação. Se tivesse uma diferença”, garante o proprietário da Agro- oferta assente em propostas decorativas e “Somos uma empresa credível, apostamosequipa mais sólida, arriscava mais. Outra arco, numa altura em que é tempo de in- utilitárias, produzida à base de granulados muito na qualidade e damos garantia dosdas questões é o facto de ter muitos pedi- vestir, de criar e de inovar. Mas devagar e de de rocha e muito utilizada nos espaços co- nossos trabalhos”, reitera, a finalizar, Ro-dos e, sem mão-de-obra qualificada, não forma consistente, como sempre tem feito muns de complexos habitacionais, sobretu- gério Santos, uma afirmação partilhada porconsigo dar vazão a tanto trabalho”. Armindo Correira. IA do a nível interior, mas também exterior. Álvaro Moreira. IA
    • 13 iniciativas MAIAJunta de Freguesia de VermoimA FORÇA DO PLANEAMENTO AO SERVIÇO DA COMUNIDADEDetentora de uma vasta História, em pleno centro urbano da Maia, a freguesia de Vermoim cresceu muito nos últimos 25 anos, fruto de uma visão estratégicaque honra a autonomia do poder local, como nos conta Aloísio Nogueira, Presidente da Junta de Freguesia e nosso entrevistado.Integrando o principal núcleo urbano da Maia, cidade teve que ser feita quase que queiman-a freguesia de Vermoim tem uma longa His- do etapas, num homérico esforço de plane-tória. Em forma de contextualização, gostaria amento e concretização de equipamentosde evocar algumas referências distintivas do colectivos que fornecessem à nova populaçãopassado? os serviços de saúde, educação, saneamentoO actual topónimo Vermoim tem a sua origem básico e habitação que, felizmente, são con-etimológica no nome próprio, de origem ger- siderados direitos básicos de qualquer comu-mânica, Vermudus (Vermudo ou Bermudo) nidade. Felizmente que no tal planeamento ebastante comum na Idade Média peninsular. concretização de infra-estruturas que houvePor corruptela do seu diminutivo – Vermu- que fazer por força dessa transformação, odinus – transformou-se no actual vocábulo poder local teve imenso êxito: redes de abas-Vermoim. Como era comum ao tempo, a ter- tecimento público e de saneamento básicora terá tomado o nome do seu senhor, cha- que chegam a todos, escolas básicas moder-mado Vermudo. Durante o Séc. XIX e durante nas e exemplares, rede de estabelecimentosa primeira metade do séc. XX, desenvolveu- de medicina familiar que chegam para todosse enormemente em Vermoim uma indústria os habitantes, infra-estruturas desportivasartesanal de feitura de tamancos, em oficinas modulares e acessíveis a todos e um grandefamiliares que, a par da agricultura, ocupava parque de habitação social e uma rede viária tica acolhe diversos festivais internacionais de “Há Porco no Parque” e, merecendo uma es-a maioria da mão-de-obra masculina da fre- sem estrangulamentos perniciosos, salvo os ginástica artística e acrobática, sendo o mais pecial referência nesta altura de Santos Popu-guesia – os tamanqueiros de Vermoim. Actu- que nos foram impostos pela Administra- destacado o Maia International Acro Cup. A lares a secular “Cascata Sanjoanina do Quimalmente, o único vestígio dessa indústria é a ção Central, com as SCUT. Obviamente que nível mais local, existem igualmente outros do Pedro” uma enorme cascata com centenasescultura que homenageia aquela profissão, nem tudo está feito e há sempre espaço para acontecimentos que merecem referência, de figuras animadas, que é a maior do paísno Largo do Outeiro. Em meados do séc. XX melhorar. Apesar de termos um grande nú- como sejam os concertos da Orquestra Filar- e que vem deliciando sucessivas gerações defoi instalada na freguesia uma subestação mero de fogos de habitação social, a maioria monia de Vermoim, a Festival Gastronómico maiatos. IAtransformadora de energia eléctrica, para deles, encontra-se envelhecido, a necessitaronde são encaminhadas e se concentram as com alguma urgência de ser recuperado elinhas de alta tensão originárias das barragens reabilitado ou até substituído por um novohidroeléctricas do Norte do país. Nessa subes- paradigma. E isso significa a necessidade detação está hoje instalada toda a logística que muitos milhões de euros. E depois Vermoim,controla por telemática a totalidade da rede e a cidade da Maia, precisam de encontrareléctrica nacional. Em 3 de Julho de 1986, a forma de ter grandes espaços de fruição co-Assembleia da República elevou a Maia a ci- lectiva e de horizontes despejados bem nodade, com o seu perímetro urbano compos- centro, por forma a incrementar ainda mais ato pelas freguesias de Vermoim, Gueifães e qualidade da sua vida comunitária. Esses sãoMaia. Actualmente, a actividade económica os dois grandes desafios específicos que sede Vermoim é predominantemente terciária colocam a Vermoim e à cidade da Maia. A pare industrial, concentrando-se na freguesia as de outros que são comuns a qualquer cidademais importantes infra-estruturas desporti- portuguesa: encontrar formas de, perante avas do município da Maia erosão das redes informais de solidariedade de vizinhança e do conceito de família alarga-A localização de Vermoim e as acessibilidades da que nos trouxe a vida moderna, reinventarde que dispõe tornam a freguesia um lugar a solidariedade social para podermos todosapetecível para viver e trabalhar, destacando- resistir ao tsunami da crise.se o facto de ser, de entre as três freguesiasurbanas da Maia, a mais populosa. Que desa- Gostaria de destacar algumas iniciativas efios é que traz esta realidade a quem pensa e eventos que decorram ao longo do ano nadefine os rumos da freguesia? freguesia de Vermoim?Em pouco mais de duas décadas a população São muitos os eventos que acontecem aoresidente na freguesia de Vermoim quase que longo do ano na cidade da Maia e em Ver-duplicou (somos actualmente 15700 vermo- moim. É em Vermoim que estão instaladosenses). Essa taxa de crescimento, que não os principais equipamentos desportivos doteve par em mais nenhuma das freguesias concelho. São, por isso, diversos os even-do Norte do país, colocou naturalmente uma tos desportivos de interesse que acontecemenorme pressão nas infra-estruturas colecti- nesses equipamentos. Alguns têm mesmovas, desde as redes públicas de abastecimen- relevância internacional pela sua importânciato de água e de saneamento básico, às esco- e qualidade. Já no mês de Julho acontecerálas e educação, passando pela rede viária, pela mais uma edição do festival internacional derede de cuidados primários de saúde primá- andebol, o Maia Andebol Cup; em Abril deria, pelo emprego e pela habitação social. Há cada ano, no Complexo Municipal de Ténis,pouco menos de uma geração (a minha ge- há quase 20 anos, decorrer a Taça Interna-ração), Vermoim era uma bucólica aldeia nos cional de Ténis Maia Jovem, competição quearrabaldes do Porto. Hoje é parte de uma das reúne os melhores jovens tenistas do mundo,mais dinâmicas cidades de Portugal – a Maia. em número superior a 300. Todos os anos,A passagem, em tão pouco tempo, de aldeia a igualmente, o complexo municipal de ginás-