CHAMAM-ME                 LÍRICO!     RESIGNO-ME E DEMONSTRO                        PORQUÊ(APETECE-ME ASSINAR       :     ...
2Interacção Universidades/Autarquias para actuar no emprego
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4Lembro-me de mim mesmo, enquanto estudante universitário, e dos meus colegasdaquele tempo. Todos queríamos experimentar a...
5   2. Qualificação de desempregados. Incluiria um questionário que despistasse       outros interesses do indivíduo: que ...
6   3. Teremos que conquistar o apoio do Ministério da Administração Interna       para o desenvolvimento de software que ...
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82007 – Organização Política ‘Por Portugal - Partido Autárquico’
9Como julgo que já se percebeu, através da leitura dos textos anteriores, eunão tenho filiação partidária. Melhor, porque ...
10maternos; vivi cinco meses na Ponte de Sôr, enquanto professor do ensinosecundário; um mês e meio nas Caldas da Rainha, ...
11Se fizermos algo em que acreditamos, fá-lo-emos com paixão. Se o fizermoscom paixão, os resultados serão visíveis.(Amamo...
12com um objectivo, e dar um passo de cada vez, com segurança, para poderatingir tal objectivo, seja onde for que eu queir...
13Chamar-lhe-ia ‘Por Portugal – Partido Autárquico’, até para, à nascença, lheinibir quaisquer tentações para a governação...
14autarquias governadas hoje, antes de mais, por representantes de partidosopostos, que por isso, e a maior parte das veze...
15considero errada, de que as Pessoas são, para as empresas, um recurso,como qualquer ferramenta descartável.A primeira em...
16constatei rigorosamente o mesmo que na primeira quanto à facilidade detransformar os trabalhadores em donos de si própri...
17   2. A Minha Leitura, do mundo das Relações de TrabalhoDe uma análise do que foi a minha vida nas empresas, não pode re...
18      filosofia política que lhes deu berço, em vez de perceberem a      necessidade de entender os vários pontos de vis...
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20Esta última ideia, de Rui Rio, acabaria por levar a que as eleiçõesautárquicas fossem realizadas cada uma por si, isto é...
21Acredito, portanto, ainda mais depois da leitura desta notícia, que temossoluções para por todos os interessados a conce...
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32A ideia que agora apresento nasceu de um pedido, de dois jovensempresários para cuja organização eu prestava os meus ser...
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34A análise destas candidaturas permitirá obter uma base de dados derecursos humanos técnicos que pode vir a servir outros...
35         COMEÇAR UM PLANO DE NEGÓCIO -                               MyBack-upSe o seu PLANO DE NEGÓCIO vier a ter exact...
36             COMEÇAR UM PLANO DE NEGÓCIO -                             MyStaffSe o seu PLANO DE NEGÓCIO vier a ter exact...
37As pessoas que me solicitaram que pensasse sobre o assunto a que chameiMyStaff, cuja empresa actual se dedica à distribu...
38  Sistema ReDE – sistema de gestão da actividade corrente das empresas,desenvolvido a partir da conjugação de boas práti...
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41Bom, já é difícil fazermos nós alguma coisa com que nos comprometemos,quanto mais conseguir que outros o façam por nós. ...
42Os sistemas farão andar a actividade, as pessoas farão andar ossistemas. Com uma implementação eficiente dos sistemas ap...
43nosso treino incide), do que resultará uma acção de Resolução deProblemas, Resolução de Conflitos, Planeamento e Acordo ...
44eficazmente, vai ajudá-lo a criar um ambiente altamente motivador eprodutivo na sua Empresa.Faltará pouco para, quando f...
45    DESENVOLVIMENTO DOS       COLABORADORES   DOTAR CADA PARTICIPANTE DE UMA FERRAMENTA DE APOIO À GESTÃO DA ACTIVIDADE ...
46      OBJECTIVO                                 METODOLOGIA     Envolver os Responsáveis pelo                   Envolve...
47 INVESTIMENTO1ª SESSÃO*                                                                                                 ...
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Chamam me lírico - resigno-me e demonstro porquê - iiiª parte

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Livro de ideias para Portugal - IIIª Parte

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Chamam me lírico - resigno-me e demonstro porquê - iiiª parte

  1. 1. CHAMAM-ME LÍRICO! RESIGNO-ME E DEMONSTRO PORQUÊ(APETECE-ME ASSINAR : ASSIM HANS, ‘The Devoted Friend’)
  2. 2. 2Interacção Universidades/Autarquias para actuar no emprego
  3. 3. 3Uma amiga - que conheci em Mangualde no dia em que se iniciava o projectoda JOHNSON CONTROLS, dado que se ocupava, ela, Leonor, com aselecção de quadros para aquela nova unidade, enquanto psicóloga econsultora de uma empresa de serviços local -, agora a trabalhar naFaculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, ligou-me dizendo quetinha sido convidada para integrar a Direcção do Centro de Emprego deCoimbra. Que não sabia se ia aceitar, mas que era bom estar perante umdesafio daqueles. Que já estava a pensar o que é que se poderia fazer…Com esta chamada telefónica, fui eu que fiquei, de repente, grávido: já não pude,durante os dias que se seguiram, pensar noutra coisa se não nisto: o que é que sepoderá fazer para criar condições para intervir aumentando o emprego? Estava agerar mais um filho… Como seria ele…?Como não tenho dinheiro, parto sempre da premissa de que não deve ser este omeio principal para conseguir seja o que for. O trabalho tem que ser um acto deempenho, generoso, que, por isso, gere permanente motivação e seja benéfico nãoapenas para mim mas para aqueles que me cercam e dele venham a beneficiar.Assim, para gerar emprego, começo por pensar em criar as condições que levemoutro alguém a motivar-se apenas pela ideia, a trazer novas ideias, a ajustartécnicas e métodos que ajudem ao seu desenvolvimento e exequibilidade, e, sódepois, avaliados os resultados, em remuneração para tal trabalho.Aconteceu, outra vez.Nas minhas voltas pelo país, lembro-me de encontrar zonas em que eramnecessários técnicos de especialidades que não se podiam encontrar ali; técnicosde algumas especialidades, desempregados, porque a oferta, na sua região, erasuperior à procura; casas vazias numa região; gente a precisar de uma casa, emoutra.A ideia, nascida daquela gravidez, foi então a de encontrar um meio de adequaçãoda oferta e da procura, através de trabalho voluntário.Já não sei se o facto de a Leonor estar a trabalhar numa Universidade influenciouo que a seguir me ocorreu, mas, lá no fundo do subconsciente, deve ter operadoalguma ajuda.Pensei, então, sobre quais seriam as pessoas mais motivadas para trabalharvoluntariamente. A resposta, que me parece evidente, foi: estudantesuniversitários.
  4. 4. 4Lembro-me de mim mesmo, enquanto estudante universitário, e dos meus colegasdaquele tempo. Todos queríamos experimentar a vida activa, e, julgo, quase todos,também, tínhamos receio de, acabados os cursos, não termos emprego.Por outro lado, é uma fase bonita da vida: somos, maioritariamente, idealistas, emuito voltados para o outro, estando de posse de uma capacidade de trabalho queaté a nós mesmos surpreende.Pensemos agora na origem dos estudantes universitários: serão todos da cidade?:Não!; serão todos das regiões mais ricas e industrializadas?: Não!Há estudantes universitários provenientes das mais recônditas paragens, e, mesmoque haja algumas delas que já os não possam fornecer, porque foram sendoabandonadas, haverá ligações familiares e, quantas vezes, particulares, deestudantes com elas.A organização de gestão do território português tem como a sua célula maispequena a Junta de Freguesia, onde se representam todas as paragens recônditasque queiramos imaginar.Julgo que me estou a fazer seguir com clareza:ideia = atenuar desequilíbrios entre oferta e procura por região;apoio à ideia = gente motivada;gente motivada = estudantes universitários;estudantes universitários = origens diversificadas;origens diversificadas = juntas de freguesia.A ideia, assim formada, é, então, a de convidar os estudantes universitários destepaís a participarem nesta tarefa, nacional, de estudar as necessidades de mão-de-obra por freguesia, no sentido de promover o emprego, por um lado, e odesenvolvimento de oportunidades, por outro.Vejamos tudo o que esta ideia me abre, agora que já tem movimentos próprios, eum pulsar vital diferente do meu:Informação a recolher: 1. Necessidades de mão-de-obra. Inclui-se aqui, a mais pequena necessidade sentida por alguém que detenha algo a explorar, como seja ‘uma mãozinha para regar e apanhar os legumes, que eu já não posso’;
  5. 5. 5 2. Qualificação de desempregados. Incluiria um questionário que despistasse outros interesses do indivíduo: que actividade o interessaria, para lá daquilo que são as suas qualificações actuais; 3. Ideias para a exploração de recursos naturais da zona. Criar uma linha aberta à apresentação de ideias, só irrealizáveis em função da escassez, ou inexistência, de fundos próprios para a sua exploração; 4. Serviços em falta na zona. Levantamento de necessidades sentidas no dia-a- dia, sem oferta de serviços adequada; 5. Explorações desactivadas por falta de mão-de-obra. Lembro-me, de imediato, de quintas e terrenos de cultivo, mas, ao mesmo tempo, de pequenas unidades de serviços técnicos – carpintaria, serralharia, canalização -, que ‘morrem’ com o seu proprietário, deixando um legado de equipamentos abandonados e sem uso produtivo; 6. Oferta de habitação. Levantamento de situações de desocupação de edifícios destinados a habitação; 7. Necessidades de habitação.Haverá, estou certo, outras áreas para as quais esta actividade poderia orientar-se, uma vez começada e encarada de forma empenhada e envolvida.Basta que uma ideia comece a dar bons resultados, ainda que pequeninos, para segerarem mais ideias e novas motivações.Penso que é disso que o meu país precisa, antes de mais: gerar o gozo por dele sefazer parte, gerando, este gozo, a motivação para oferecer ainda mais empenho emotivação.Acredito que se ganhará muito com ideias congregadoras, que ofereçam a ideia deque partilhar um país não significa abdicar da nossa individualidade natural, nem danossa conta bancária individual, não obrigatoriamente igual à dos outros.O que é, então, que há que fazer? 1. Teremos que divulgar a ideia, junto das Universidades, para garantir o interesse, antes de mais, dos estudantes; 2. Teremos que garantir o empenho dos poderes públicos em facultar, através das Juntas de Freguesia, os meios para a centralização da informação;
  6. 6. 6 3. Teremos que conquistar o apoio do Ministério da Administração Interna para o desenvolvimento de software que faça a gestão da base-de-dados nacional que esta actividade vai gerar, eventualmente partindo daquele que hoje é utilizado pelos próprios Centros de Emprego; 4. Teremos que promover a comunicação clara da ideia que baseia a nova actividade, para que todos os portugueses se sintam, independentemente da sua situação particular, envolvidos com ela;Acredito que o resultado desta actividade possa proporcionar: 1. Melhor distribuição da população, de forma activamente mais eficaz, através de todo o território nacional; 2. A noção de que a mobilidade das pessoas e famílias, dentro do território nacional, tornada útil, é melhor para cada indivíduo do que a imigração; 3. Melhor aproveitamento do que a natureza nos oferece; 4. Um país mais cuidado, porque trabalhado, e, portanto, mais belo; 5. Pessoas mais informadas quanto à realidade do país em que vivem, permitindo, assim, maior nível de geração de ideias úteis; 6. Maior consciência da necessidade de servir, para estar bem servido, por parte, quer dos estudantes – que serão os líderes do futuro próximo -, quer dos órgãos autárquicos; 7. Maior atractividade do país, quer enquanto destino turístico, quer enquanto pólo de desenvolvimento industrial (as multinacionais estão atentas a factores como o empenho das pessoas que, potencialmente, vão empregar nos seus investimentos deslocalizados); 8. O sentimento de ‘ser Português’ vai passar de ‘somos um povo triste, constituído por invejosos, que vive de um passado glorioso’ para ‘somos um povo alegre, que gosta de partilhar, construtor de um futuro radioso, na sequência de um passado grandioso’.A tarefa pode parecer gigantesca. Eu não a vejo assim. Vejo, antes, a necessidadede dar um passo de cada vez, solidamente, para a ir consolidando.Teremos que apelar à paciência de todos os envolvidos, para que controlem aexpectativa de resultados que, naturalmente, demorarão a chegar.A Leonor decidiu não aceitar o convite.
  7. 7. 7Está a acabar o Doutoramento e, conhecendo-se, sabe que ou faz uma coisa ou aoutra, e não é mulher para deixar nada a meio.O filho da gravidez que ela me provocou, ficou comigo. Nem ela sabe que ele existe.Talvez, um dia…Não é por isso que vou deixar de cuidar do crescimento da criança.Se me quiser preparar para defender esta ideia tenho de encontrar os argumentoscom que possa demonstrar a sua validade. Passo, portanto, para esse estádio.Perguntem-me coisas!Em que tipo de estudantes universitários está a pensar? Nos de Humanísticasapenas? Que interesse pode ter uma actividade destas, por exemplo, para umestudante de Medicina?Respondo: Todos! Não, não!: Todos! Qualquer que seja a área de estudo estáorientada para uma de duas coisas: as pessoas, ou o que as rodeia.E argumento: Um estudante de medicina pretende ser rico, ou ser útil naactividade de melhorar o nível de saúde de outros seres humanos? As duas coisas,bem sei. Mas será que, dedicando a sua actividade a uma zona mais pobre, nãopoderá conseguir os dois objectivos? A descoberta de padrões de doença porzonas ou faixas etárias, em função de condições climáticas, envolvente geofísica etipo de alimentos a basear a alimentação, não podem, sendo estudadas, gerarteorias e práticas que podem servir toda a humanidade? Não acredito que umestudo desses não provoque dois tipos de riqueza, a material e a da consciência.Continuo: Um arquitecto, não encontrará, na freguesia que escolheu, elementosconstrutivos em número, diversidade e importância, suficientes para apoiar a suaprópria forma de produzir ideias novas e aumentar a sua capacidade de escolhermateriais, formas e organização de espaços? Claro que pode.Continuo: Como pode ser útil a proximidade com a vida a um estudante de Biologia,de Fisica, de Química ou de Psicologia. Todos podem beneficiar, querendo, daactividade, aberta aos outros, que promovam.Há mais perguntas?Os mais ricos – falo de dinheiro, agora – encontrarão, seguramente, novasoportunidades para, aplicando as suas riquezas, as aumentarem.Vou ter um argumento positivo para cada questão! Prometo!
  8. 8. 82007 – Organização Política ‘Por Portugal - Partido Autárquico’
  9. 9. 9Como julgo que já se percebeu, através da leitura dos textos anteriores, eunão tenho filiação partidária. Melhor, porque em 1975 terei assinado umaficha de militância do extinto MRPP, movimento a que deixei de dar o meucontributo e o meu crédito em 1976, já não tenho filiação partidária.Creio, no entanto, que, da mesma forma que, estando vivo, sou um animaleconómico, tenho, porque vivo em sociedade, um estatuto de animal político,que é independente daquela eventual filiação.Vejo-me de acordo com alguns políticos em muitas das suas intervenções,mas não todas, sejam eles personagens de simples movimentos, do PS, doPSD, do CDS, do PCP, dos Verdes ou do próprio Bloco de Esquerda.Muitos serão os que, ao ler o que escrevo, me catalogarão como de direitaou de esquerda, mas raramente se centrarão no catálogo original, em que sedizia ser de direita quem estava no partido do governo, e de esquerda todosaqueles que lhe faziam oposição. Estou a falar da Grécia antiga,naturalmente. Por esse catálogo, eu quero estar sempre ao lado da direita,isto é, de quem governa, dado que será esta a força capaz de ajudar osmeus propósitos.Aquilo que me faz estar de acordo com os políticos, só tem a ver com umacoisa: gostar de Portugal, acima de tudo, e querer ver o seu desenvolvimentogarantido por bons princípios.Para que se saiba, tenho de esclarecer que de Portugal continental conheço,por as ter calcorreado, quase toda as cidades – falta passear, cheirar, ouvire ver Castelo Branco e Beja -, não conhecendo, por razões que as minhascontas bancárias poderiam explicar, mais do que o Funchal, e um perímetrode cerca de 20 kms à volta desta cidade, da Madeira, se me referir às ilhas.Não! Não tenho pena de não ter visitado, ainda, o Porto Santo, o Faial, oPico, a Terceira, S. Miguel, as Flores, Santa Maria,… : tenho, isso sim, avontade e o desejo de o fazer!Nasci em Miramar, onde só vivi dois anos, mas onde fiz praia até por voltados 10; tendo a casa da família próxima no Porto, que foi a minha sede atéaos 29 anos, passei temporadas em Caldas de Arêgos e em Seixas, do Minho,por ali ter, respectivamente, a minha bisavó paterna e os meus avós
  10. 10. 10maternos; vivi cinco meses na Ponte de Sôr, enquanto professor do ensinosecundário; um mês e meio nas Caldas da Rainha, um ano e dois meses emLisboa – dormia em Caxias e passeava, preferencialmente, em Cascais -, notempo de serviço militar obrigatório; em Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia,durante três anos; em Algerás, Nelas, durante seis; voltei ao Grande Porto,primeiro para a freguesia de Pedrouços, Maia, morando, agora, emGondomar.Devo ainda dizer que, enquanto animal político, tive, até hoje, duasintervenções.A primeira, enquanto militante do já referido MRPP, em que os resultadospróximos da minha actividade foram a implantação da Livraria Vento deLeste, ali à Boavista, e o emprestar da minha caligrafia na produção decartazes com as comunicações definidas pelo ‘camarada-líder’ ArnaldoMatos. (Nunca esqueci aquela intervenção de 2 de Agosto de 1975, em quese dizia: ‘(…) a confraria neo-revisionista do ministro sem pasta, russobranco, lambe-botas, Barreirinhas Cunhal, volta a modificar a sua política desocial-fascista para fascista-fascista, levantando, assim, as suas saias paramergulhar, libidinosamente, nas águas da provocação (…)’, dado que sefalava, claramente, para o povo…).A segunda, que não teve outros efeitos que não uma porção de insultos aopromotor da ideia, foi um texto de apoio a uma eventual candidatura, comoindependente, do Engº Nuno Cardoso à presidência da Câmara Municipal doPorto, cidade em que eu não vivia, mas que centraliza a atenção de todas asque cresceram à sua volta, por razões naturais. Defendia, na altura, que eleme parecia ser a única personagem da vida política da cidade com umprojecto: não só conhecia, enquanto técnico, as várias questões que secolocavam à gestão do município, como, pela sua actuação enquantoPresidente, me dera a ideia de ter um projecto com que eu, na base, meidentificava. Estava, isso sim, era preso pela corrente que lhe era impostapor um partido, o PS, que estava mais interessado na luta contra o PSD doque na construção de uma nova realidade da cidade.Já que não encontro nenhum exemplar do que escrevi, deixo apenas a ideiaque defendia:
  11. 11. 11Se fizermos algo em que acreditamos, fá-lo-emos com paixão. Se o fizermoscom paixão, os resultados serão visíveis.(Amamos o que fazemos; fazemo-lo com paixão; os resultados vêem-se!).Quero, por uma vez, deixar claro que não escrevi aquele manifesto – chamei-lhe ‘Manifesto pelo Porto’ – contra nada nem ninguém: fi-lo apenas peloPorto e pelas pessoas que, à sua volta, desenvolvem as suas vidas.Dado que a noção de oposição vai contra os meus pressupostos (afinal estoucontra alguma coisa), desenvolvi alguma atenção para os exemplos queencontrei, ao longo de vivências e leituras, e que eram ‘Por Portugal’.Para falar de exemplos antigos, posso nomear Egas Moniz, D. AfonsoHenriques e todos os Reis portugueses (penso que se percebe que estou aexcluir os três Filipes) e D. Nuno Álvares Pereira. Em exemplos maiscontemporâneos, não para fugir a polémicas, que de facto julgo nãointeressarem para aqui, mas porque a minha consciência política só se abriuem 1973, não consigo encontrar outros exemplos que não os de um ou outropolítico (salientando apenas dois nomes com cujas opiniões estive mais deacordo: Adriano Moreira e Manuel Monteiro) e de alguns Presidentes deCâmaras Municipais que, pelo empenho demonstrado na defesa das suasconvicções para o desenvolvimento dos seus pequenos territórios, me têmprovado a necessidade de fazer entender a cada um dos portugueses, oobjectivo da intervenção política: procurar e estabelecer as regras quelevem à melhoria da vida das populações no território em que coabitam.Surgiu-me, então, após ter tomado conhecimento da existência de um fórumde discussão que dá pelo nome de ‘Clube dos Pensadores’ e ter participadonum dos seus debates (em que convidaram Manuel Alegre), a noção de que,de facto, todos os portugueses querem o mesmo que eu: ajudar adesenvolver Portugal.Falta é criar as condições que permitam que esse objectivo seja cumpridocom alguma facilidade.Sou adepto do conceito de que, para ir seja onde for, não é o tamanho daviagem que é importante: importante é levantar-me, da cama ou da cadeira,
  12. 12. 12com um objectivo, e dar um passo de cada vez, com segurança, para poderatingir tal objectivo, seja onde for que eu queira ir.Traduzindo isto para política nacional: se eu quero um país melhor (aviagem), tenho que ter melhores autarquias (os passos)!Tal como nas empresas, um bom líder é, nas autarquias, fundamental.Falo nas empresas porque estas são normalmente construídas a partir deideias, se calhar sonhos, a que alguém com visão e empenho juntou outros, aquem explicou o que pretendia, e a que, com eles, deu corpo.Nas autarquias passa-se o mesmo. Sem uma ideia e uma visão, e sem o apoiode outros empenhos, não há resultados.Os melhores resultados encontram-se em locais governados por alguém que,mais do que amar obstinadamente um partido (veja-se a propósito, entreoutros, o caso de Ponte de Lima), ama verdadeiramente o território quedirige.Conheço, pessoalmente, outros casos de forte ligação pessoal, comprovadaantes e durante as suas lideranças, como o são o do Presidente da Câmarade Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes (do PSD), ou o do Presidente daCâmara de Resende, Engº António Borges (do PS), terra em que se votamaioritariamente PSD nas eleições legislativas. Basta visitar os seusconcelhos e verificarão que há amor verdadeiro pela terra, no que se temfeito.Há, por esse país fora, de que tenho notícia pelos jornais e televisão, muitosoutros casos como o de Resende: o partido mais votado para a Câmara é um,e para as legislativas é outro. De que depende isto? Depende do facto de olíder proposto ter mais ou menos aceitação directa dos seus conterrâneos,que sabem quem será, no dia-a-dia, o mais empenhado de entre oscandidatos que se lhe apresentam.Baseado nestes argumentos, surge-me então uma ideia nova: a criação deuma figura política que, libertando das correntes de pensamento único, quecada partido encerra, os candidatos naturais a cargos de liderança dasvárias organizações autárquicas do país, permita criar as condiçõesefectivas de integridade e evolução que aqueles candidatos merecem ter.
  13. 13. 13Chamar-lhe-ia ‘Por Portugal – Partido Autárquico’, até para, à nascença, lheinibir quaisquer tentações para a governação central.Aquilo que proponho, tenho agora o cuidado de o sublinhar, não é, naverdade, mais do que uma figura política: de facto não se pretendeuniformizar a forma de pensar de pessoas que hoje ligam o seu nome aoCDS, ao PSD, ao PS, ao PCP ou ao BE. Têm convicções (eventualmenteparadigmas) de base que, alicerçados na sua vivência do sítio que governam,estão, seguramente, adaptados e são os correctos no sentido de orientarema sua actuação enquanto líderes do desenvolvimento mais adequado para osseus territórios.Pretende-se é que essa diferença nos paradigmas (ou convicções) deixe deser realçada, fazendo-se antes notar o que os une: o amor verdadeiro pelasua terra e o desejo de verem os seus conterrâneos com uma vida melhor.Acredito que aquela governação central veria, assim também, facilitada asua missão: coordenar e controlar o geral e já não ter que se preocupar emexcesso com o particular.Organização de um partido ‘Por Portugal – Partido Autárquico’À semelhança do que acontece com os restantes, caberia a um núcleocentral, nascido do que esta ideia possa provocar, estudar que actuaisPresidentes de Câmara, e de Freguesia, correspondem ao perfil que, julgo,deixei claro: pessoa da terra, motivada para o desenvolvimento do territórioe das suas populações, com forte apoio e concordância por parte dos seusconterrâneos.Colocar-lhes a questão: concorda com esta ideia?Convidá-los, e formalizar o nascimento do ‘partido’.Depois de demonstrada a sua validade, em eleições, acredito que este‘partido’ se alargaria, levando a um completo domínio do particular sobre ogeral, isto é, do amor pelo concreto sobre a gestão do teórico, que é, poroposição, o que vejo fazer aos vários partidos da praça.De entre as vantagens que entrevejo numa tal figura está, também, apartilha de ideias e a adopção de boas práticas de uma por uma outra, entre
  14. 14. 14autarquias governadas hoje, antes de mais, por representantes de partidosopostos, que por isso, e a maior parte das vezes só por isso, não se mostramde acordo com elas e a elas abertos.Porque confundo, permanentemente, a governação política com a governaçãodas empresas, e porque o tema em questão ambas abrange, anexo um textoque, não falando exactamente desta ideia, para ela aponta.Foi apresentado ao já referido ‘Clube dos Pensadores’ (tendo sido publicadono seu blog - http://clubedospensadores.blogspot.com/) e a Manuel Carvalhoda Silva, que considero honesto a pensar mas acorrentado no momento deapresentar soluções, e que penso que esclarece a minha forma de ver asrelações entre governantes e governados e porque é que, aproximando-nosdas pessoas, em vez de lhes dizer o que pensar ou fazer, podemos ganhar,TODOS ao mesmo tempo.A resposta, que obtive, demonstrou que o que eu pressupunha estava certo:as pessoas concordam comigo, mas as grilhetas (paradigmas partidários) quelhes impõem são mais fortes do que aquela eventual concordância. Dá muitotrabalho tentar implementar ideias novas. É mais fácil criticar do que fazer.É mais fácil fazer oposição do que criar soluções.‘Caro Joaquim Jorge, Caro Sr. Carvalho da Silva, Caros Participantesna vida do Clube dos Pensadores,Tratando-se hoje de discernir sobre aquele que tem sido o tema de fundoda minha carreira profissional, as Relações de Trabalho, não pude deixar dedecidir trazer, pelo menos a este público, a minha forma de ver a questão,para mais num momento como o actual, para além de deixar uma pergunta aoconvidado, cuja resposta, pública ou privada, muito agradeço, desde já. 1. Os Meus Pressupostos:Nascido em 1956, tinha 17 anos (adolescência, irreverência, pôr tudo emcausa) quando se deu o 25 de Abril. Licenciado em Filosofia, em 1980, tenhotrabalhado, desde 1983, na Direcção de Recursos Humanos de Empresas.Tenho que confessar, desde já, que não gosto desta designação: a minhaempresa pessoal, adopta a designação ‘Desenvolvimento de Pessoas eEmpresas’, porque, aquela outra designação tem por base a ideia, que
  15. 15. 15considero errada, de que as Pessoas são, para as empresas, um recurso,como qualquer ferramenta descartável.A primeira empresa em que colaborei, nacional, empregava mais de 1000trabalhadores, que, ao longo dos anos, pela introdução de um clima departicipação e confiança, se foram transformando em colaboradores,promoveu em mim a noção clara de que TODOS, nas empresas, são, defacto, donos da empresa – só é preciso dar-lhes as ferramentas certas parase envolverem positivamente com as coisas do dia-a-dia, para obtermosenormes ganhos de produtividade, de intervenção positiva nodesenvolvimento da empresa, que culminam na enorme satisfação pessoal,todos os dias da semana, a qualquer hora do dia, porque, uma vez sentindo-se patrões de si próprios, são-no em todas as vertentes da sua vida: notrabalho, em família, na comunidade em que vivem, nos seus hobbies. E nãocarecem da intervenção de nenhuma instituição de defesa que lhes sejaexterior, como o são os sindicatos.Aquilo que ali fizemos, porque fomos todos a fazê-lo, aconteceu porqueninguém estava CONTRA nada: estávamos, isso sim, empenhados a favor daEmpresa enquanto empreendimento participado por todos.O patrão, porque era, de facto, uma empresa de patrão, tinha apenas a 3ªclasse, e, na sua juventude, tinha trabalhado no campo, de onde saía paradistribuir jornais, no fim do que ia apanhar o comboio para o Porto paratrabalhar como encadernador por conta de outrem. Um dia, percebeu que ogestor da vida dele era ele mesmo, e, por acidente, criou uma Empresa,primeiro só com um ajudante, 10 anos depois já com 50 empregados, 20 anosdepois com 150, e, a partir dos finais dos anos 60, com cerca de 1000. Aempresa ainda vive, hoje dirigida (e tenho o cuidado de não dizer liderada)por uma filha daquele patrão.O que tudo isto serve para ilustrar é a minha convicção de que, na suamaioria, os patrões de hoje, foram empregados ontem, ou trabalhadores, oucolaboradores a quem não ouviam.Na segunda empresa, uma multinacional americana, que actua em quatrograndes áreas de negócio, e que iniciava os seus investimentos em Portugal,em Nelas, com uma empresa de componentes para o sector automóvel,
  16. 16. 16constatei rigorosamente o mesmo que na primeira quanto à facilidade detransformar os trabalhadores em donos de si próprios, ou seja, emcolaboradores, não havendo, aqui, a figura de um patrão que sugerisseaquela postura, pela sua história pessoal.Em Maio de 1993, esta empresa recebeu, a partir da sua sede europeia, umasentença de morte: ou se produzia, em 1 dia útil, uma quantidade ‘impossível’de peças, ou a fábrica fechava: nenhum dos colaboradores aceitou talsentença, mas, ao contrário de o demonstrar fazendo greve, empenharam-sena tentativa de atingir o impossível, trabalhando durante 3 noites, o tal diaútil, um sábado e a manhã de um domingo e conseguiram realizá-lo. No anopassado, tornaram a dar-me a certeza de que as noções que ajudei a criarficaram com eles. A empresa decidiu encerrar a exploração em Portugal e,ao contrário do que aconteceu, por exemplo, numa outra multinacional dosector na Azambuja, decidiram não fazer greve, mas, antes, demonstrar asua própria dignidade, trabalhando até ao fim. Resultado? Viram aumentadoo valor das suas indemnizações, e chamaram a atenção de outramultinacional, pela sua atitude, conseguindo novos empregos e minimizar oefeito do encerramento da unidade que, demonstraram-no, foi um sucessodevido a eles.A terceira empresa, também criada de raiz, nasceu de um projecto pessoal,meu, e, apesar de a minha sociedade com capitalistas não ter corrido comoeu esperava (desta vez, eram capitalistas, não empreendedores), sinto queaquilo que passei aos meus colaboradores mantém a empresa como líder doseu sector, viva e fiel aos princípios ‘o que falha são as pessoas, não asempresas’, e ‘o meu mundo depende da minha intervenção, que tem que serpositiva’.Desde aí, tenho colaborado, fundamentalmente, como consultor deorganização e desenvolvimento de pessoas e empresas, e, posso dizê-lo,todas as empresas por que passei adoptaram atitudes de envolvimento queinibiu criação de momentos de fricção, de luta, inibindo, assim, a presençade sindicatos, por desnecessários.
  17. 17. 17 2. A Minha Leitura, do mundo das Relações de TrabalhoDe uma análise do que foi a minha vida nas empresas, não pode resultaroutra coisa senão:  A constatação de que as pessoas, em Portugal, gostam de trabalhar, sempre que isso signifique participar no desenvolvimento das empresas, sejam ouvidas nas questões práticas, se sintam gente.  As pessoas só se preocupam com ‘garantias dos trabalhadores’ quando, por falta de comunicação interna de objectivos e da visão da empresa, não estão envolvidos com o projecto a que vendem, ou alugam, as suas horas de trabalho, mas não a sua vontade de fazer parte.  Da mesma forma que se comportam os ‘Patrões’, têm-se comportado os sindicatos: ignorando o que o outro quer, de facto, mas não soube comunicar, criam movimentos CONTRA… Contra seja o que for, desde que a sua voz se ouça, por parte daqueles que dizem defender. E o que é que isto provoca? Luta! O que significa que, no fim desta, uma parte vai GANHAR, e a outra vai PERDER. Perguntaria: pode um País ganhar, quando, no seu seio, uma parte dos agentes económicos ganha e outra, seguramente significativa em número e importância, perde? Respondo eu, como responderá seja quem for de bom senso: Não! E repare-se que, quando se cria uma empresa, se diz e se sente que se está a formar uma equipa: numa equipa todos ganham ou todos perdem, ou, então não houve equipa.  Acredito, 25 anos depois de ter começado, que é possível fazer com que as empresas sejam equipas, não importa por quantas pessoas e de que extractos sociais se formem, e os exemplos que vivi comprovam- no.  Da mesma forma olho para o País: Não encontro um único Inteiro ‘Por Portugal’. Encontro Partidos, que defendem ideias importadas, algumas com mais de um século, que criaram instrumentos com uma função específica, muitas vezes louvável à partida, como seja o de ajudar a tratar a Regulamentação do Trabalho, mas que acabam como factores criadores de lutas, ao defenderem obstinadamente a
  18. 18. 18 filosofia política que lhes deu berço, em vez de perceberem a necessidade de entender os vários pontos de vista que qualquer discussão suscita e procurar pontos de consenso que sejam provocadores de desenvolvimento e já não da manutenção de seja o que for.  O resultado disto que exponho, de não haver uma consciência ‘Por Portugal’, é aquele que encontramos quando abrimos os olhos para um jornal, os ouvidos para qualquer conversa de rua, comboio, autocarro, etc., ou ambos (olhos e ouvidos) para qualquer jornal da televisão: um País que não tem identidade, não sabe para onde quer ir, o que quer SER. Ouvimos e vemos críticas que ajudam a dividir, mas não ouvimos, nem vemos, sugestões unificadoras. 3. A Minha PerguntaEnquanto líder de uma tão importante organização como a que dirige, quemedidas entende deverem ser colocadas em prática pelos seusrepresentados, ‘Por Portugal’, para que o País em que os meus filhos e osdeles venham a crescer seja fonte de prosperidade e orgulho, e visto comoum bom exemplo pelo mundo: Luta ou cooperação? Expectativa ouenvolvimento? Greve ou soluções? Marchas CONTRA ou formação de umespírito de cooperação e desenvolvimento? Solidariedade para com quemsonhou e empreende, ou desprezo pelo resultado económico das empresas? 4. Nota finalCreiam que, ao contrário do que a muitos possa parecer, nada me move emantagonismo ao Senhor Carvalho da Silva. Antes, o facto de reconhecer nelea honestidade de pensamento, o enorme conhecimento, muito mais alto ecom bases bem mais profundas do que as minhas, desta matéria, e a suacapacidade de análise, em conjunto com o facto de estar no Porto a convitedeste louvável movimento a que se chama Clube dos Pensadores, é que setornaram responsáveis pela minha decisão de escrever o texto que, se setratasse de alguém a quem não reconhecesse vontade de fazer, não teriaganho corpo.
  19. 19. 19Agradeço a resposta, qualquer que ela seja, não apenas por mim, mas ‘PorPortugal’.Obrigado.Luís Cochofelluc956@gmail.com’Curiosamente, hoje - no dia seguinte, relativamente à junção dos textos aquiacima -, domingo, dia 19 de Outubro de 2008, comprei o JN (Jornal deNotícias) para ver se há anúncios de emprego a que me pudesse candidatar,e dei, na leitura do caderno principal do jornal, com várias notícias relativasa um Colóquio ‘sobre o sistema de governo das autarquias locais’ realizadoontem em Oeiras. (alexandra.inacio@jn.pt)A notícia, que tem como títulos ‘Colóquio – Só alternativas devem censurarexecutivos’ e ‘Marcelo classifica de surrealista ideia de Rio de eleiçõesisoladas’, começa com a informação de que ‘Jorge Sampaio defende a moçãode censura construtiva. Isto é: que uma Oposição só pode derrubar umexecutivo camarário se estiver em condições de apresentar alternativa’.A seguir pode ler-se que o ‘ex-chefe de Estado defendeu o reforço depoderes das assembleias municipais’ e que ‘o presidente da Câmara do Portobateu-se pelos executivos monocolores’ justificando-se com o argumento ‘Oexecutivo tem de ser uma equipa’ homogénea, não ‘um conjunto devereadores com perspectivas diferentes’, e eu comecei a perguntar-me senão estarão à procura da minha ideia, ambos, apesar de transparecerantagonismo nas suas palavras: de facto, a figura que proponho estáalinhada com ambos os propósitos, e poderá suscitar, acredito, mais acçãodo que discussão, cabendo nela, inclusivamente, a noção que Rui Rio a seguirdefende. Trata-se da possibilidade de, tal como no governo central, alterara equipa de gestão da autarquia; da noção de que ‘a Oposição deve estardentro dos executivos’; e, de a discussão das acções das autarquias serproduzida em conjunto com tal ‘Oposição’ por razões de fiscalização eformalismo.
  20. 20. 20Esta última ideia, de Rui Rio, acabaria por levar a que as eleiçõesautárquicas fossem realizadas cada uma por si, isto é, em momentosdiferentes umas das outras no país. Marcelo Rebelo de Sousa, sempredefinitivo nas suas opiniões, considerou isto ‘surrealista’. Ora, eu até gostode Salvador Dali (a cadeira de ‘Estética’, que fiz, ostenta uma boaclassificação dada a qualidade da minha ‘leitura’ da obra ‘Premonición de LaGuerra Civil’), e consigo ver que, embora surrealista, produziu resultadosdeliciosos, os quais todos podemos aproveitar.Tentem ver, agora, o que eu vejo que aconteceria com cada uma destasquestões, se colocada a hipótese de existir, já, um ‘Por Portugal – PartidoAutárquico’:- O ‘Partido’ que governa a Câmara Municipal, porque objectivamenteconcentrado nas questões particulares do concelho, em clima departicipação, apesar de composto por vereadores ideologicamenteafastados, está aberto aos contributos de todos os interessados, passaria apoder adaptar-se a cada momento às necessidades do concelho;- A tendência de um tal ‘Partido’ seria o de gerar, cada dia, maior apoio eparticipação;- Só o descontentamento das populações relativamente à gestão doterritório deveria levar, naturalmente, a uma demonstração tal queprovocasse novas eleições. Só aqui, portanto seriam necessárias eleições;- As Assembleias Municipais, de que também se fala no texto da notícia,seriam, antes de mais, um espaço de discussão e fiscalização em que osuporte efectivo das actividades fosse demonstrado, fornecedoras ainda denovos pontos de vista e orientações, ou daquela outra demonstração dedescontentamento e a exigência de procura de nova composição deexecutivo.O ‘Sistema ReDE’, de que falo noutra peça, ajudaria, muito, nodesenvolvimento desta nova forma de participação nas coisas que, afinal,são as que influem directamente na vida de cada português.E. ao ser levado até às freguesias, justificaria, enumeradas as necessidadesevidenciadas, a sua intervenção na Assembleia Municipal em pleno direito.
  21. 21. 21Acredito, portanto, ainda mais depois da leitura desta notícia, que temossoluções para por todos os interessados a concentrarem-se no que os une.Noutra peça do mesmo jornal, que li porque gosto de cinema e me tenhodivertido com os filmes em que ele participa, nomeadamente este a que serefere a entrevista aqui publicada - ‘My Blueberry Nights’, de Wong Kar-wai-, lê-se que o actor ‘Jude Law termina a conversa confessando o que maisaprendera com o realizador:”Algo que estou sempre a dizer aos meus filhos: a paciência é uma grandevirtude”.’…Fantástico, não é?A meio da tarde, a ver um filme em que o adorável Walther Mathau encarnaAlbert Einstein, ouço esta frase deliciosa que não pude deixar de copiar (daforma como a recordo, não ‘sic’):‘Prefiro que me chamem tolo por ser optimista do que me tornar num infelizpor ser pessimista’.Desculpem lá: estava alguém a falar comigo…?
  22. 22. 22Última IDEIA - Aproveitamento da Biomassa pelas Autarquias – 2008
  23. 23. 23 IDEIAS – Uma solução para tempos difíceisEntre as poucas alternativas que um pensamento negativo nos deixa ver,tinha marcado o dia de ontem como bom para o suicídio, mas resolvi dar-memais uma hipótese: devo mais dinheiro do que o que confesso a mim próprioe, apesar de ser herdeiro de bens que ultrapassam algumas vezes o quedevo, parece que não consigo encontrar uma solução para mim, que mepermita pagar amanhã o que é suposto ser pago amanhã. Pedi dinheiro aalguém de quem sou amigo e que considero ser, também ele, meu amigo, e eledisse-me que ia tentar saber quem me poderia ajudar e que entretanto medirá alguma coisa. Acredito nele. Resolvi esperar.Enquanto espero, recebi uma chamada telefónica de um sócio de umaEmpresa que criei do nada em 1995 (foi a primeira a produzir aquilo emPortugal), e que fui forçado a abandonar, fez ontem, exactamente, dez anos.Tratava-se de me pedir que o ajudasse a obter informação importante paraaumentar a capacidade de ganhar um negócio. Disse-me, também, que, desdeMarço, não tem falta de trabalho. Ao contrário, tem carteira deencomendas que ocupa a fábrica até Dezembro, foram capazes de resolver opassivo e estão muito bem, com obras em Angola, na Madeira e no Algarve.Percebem as dificuldades em que o mercado se encontra, mas estãoconfiantes. É claro que esta conversa me animou: o meu projecto continua aprovar que é bom e, quando precisam de mim, não hesitam em me contactar,o que significa que acreditam na minha cooperação eterna.De seguida, porque não tenho nenhuma tarefa profissional agendada, saí decasa e estacionei o carro junto a uma zona arborizada, em Gondomar, pondo-me a ler um livro que, embora comprado há três anos, ainda não tinhacomeçado a ler: ‘O poder do Pensamento Positivo nos negócios’, de ScottW. Ventrella.Numa paragem da leitura (para rever, sem outra ajuda, o que percebi terlido), dei por mim a olhar para o que está à minha volta e, por associação deinformações e impulsos diversos, volto a uma ideia que me tem surgido comfrequência, e que, agora, decidi passar a escrito:
  24. 24. 24A IdeiaOrganizar, por zonas geográficas (concelhos?, distritos?) a limpeza debaldios e zonas florestais em situação de abandono, produzindo, com osmateriais recolhidos, devidamente secos e triturados, briquettes quepossam ser comercializados quer para a indústria (utilização em caldeiras),quer para o consumo doméstico (lareiras).Tal permitirá, quando viável, que a limpeza de matos de particulares deixe,também, de ser, exclusivamente, um custo, passando a permitir até,acredito, algum proveito uma vez utilizado o serviço que se preconizacentralizado num órgão autárquico.Estou certo de que é possível encontrar desempregados em númerosuficiente, nos Centros de Emprego, para empregar em tal actividade.(Sendo certo que é preciso fazer-lhes saber quais são os objectivos: trata-se de aproveitar algo que a Natureza nos oferece, para promover todo opaís, e gerar receitas e bem estar; não se trata de ‘Pronto! Lembraram-sedisto e você é que tem que limpar esta porcaria, que até agora, por desleixo,os donos deixaram crescer’).Tenho a certeza de que o nosso ambiente, e as nossas paisagens, ganharãomuito com tal actividade de limpeza. (Um sítio limpo, para além de, desdelogo, limitar a projecção de lixo, ajuda as pessoas a sentirem-se melhor;pessoas que se sentem bem, são mais simpáticas com os outros; locaisagradáveis com pessoas simpáticas são mais apetecíveis para turistas;turistas agradados com a sua escolha promovem aumento de rendimentoàqueles que vivem nas zonas utilizadas para o turismo; a qualidade da ofertaturística é uma das prioridades portuguesas).Estou seguro de que o produto obtido, continuamente fornecido, de formagratuita, pela Natureza, poderá ajudar as finanças, sempre débeis, dasnossas autarquias.Acredito que os desempregados envolvidos na actividade, porque se tornamactivos, podem, ao perceber que afinal há dinheiro onde antes só viamsilvados, gerar novas ideias de aproveitamento dos recursos naturais, ou,para uso da sua própria capacidade de trabalho, agora redescoberta.
  25. 25. 25Gostava de ver (Sim! Sou um sonhador…, mas, acordado, cruzei-me estamanhã com dois anúncios na EuroNews, sobre a energia do futuro, um daShell, e outro, que anda à procura de ideias, da Zayed Future Energy Prize)uma equipa de cientistas a estudar a possibilidade de usar a matériaorgânica recolhida e procurar uma forma de energia a partir dela. (Como seforma o petróleo? Será possível provocá-lo fora do seu contextogeológico?).Acreditem que eu posso ter falhado na gestão económica da minha contaparticular, enquanto animal económico, mas sei que ajudei, ao longo dosúltimos 30 anos de actividade, pelo menos, centenas de outros portuguesesa descobrir que, com empenho, é possível construir resultados e desenvolveruma vida melhor do que a que tinham até ali. (Apetece-me dar o exemplo deum rapaz, sem formação de base, que servia cafés e sandes, a quem abri asportas para uma carreira como programador informático; o de um serventeda indústria a quem ajudei a dedicar a sua vida a fazer o que desde sempreo fazia vibrar: pintar, conseguindo viver materialmente bem, fazendo-o emexclusivo; ou o de uma licenciada em área de que gostava, mas para a qualnão há empregos, e que concorria para empregada de armazém, que hojegere actividades logísticas em empresa de grande sucesso; ou, ainda, o deum super-técnico de informática, com dificuldade de fazer aceitar o seufeitio, que, antes de uma entrevista de emprego no Canadá, para gestor daunificação da informação em empresa multinacional da extracção de ouro,prata e cobre, me ligou dizendo que era eu a única pessoa, de que selembrava, capaz de o ajudar a controlar a ansiedade que o desejo de obtertal posição lhe provocava: ficou com o lugar!, e estou certo de que tanto elecomo a empresa ganharão muito com o seu trabalho).Se houver publicação deste texto, e caso esteja, de facto, interessado emajudar a desenvolver esta ideia, não hesite em contactar o jornal que opublicou, ou enviar-me um email para ultima.ideia@gmail.com . Saberão comome encontrar e eu terei muito prazer em participar no projecto.Se, por outro lado, precisa de fazer gerar ideias no seio da sua empresa,contacte-me igualmente, porque essa é a área onde me sinto mais à-vontade,em função dos resultados obtidos nas empresas para quem trabalhei nosúltimos 30 anos.
  26. 26. 26A melhor forma de evitar que a economia afecte negativamente a sua vida, éevitar que as más notícias afectem a sua atitude. Depende de cada um denós, portanto, tentar, ou não, dar a volta a situações menos boas. Ter umaideia pode ser um óptimo começo!Obrigado por ter lido até ao fim!Nota: uso o anonimato na eventual publicação da presente ideia, porque, aos que nãotiverem interesse na ideia, também não interessará saber quem sou.1 de Outubro de 2008Enviei, por email claro!, esta ideia a 22 pessoas de quem sou amigo, e dequem espero um mínimo de atenção quando me dirijo a eles, e a 8representantes da imprensa portuguesa, e só recebi três respostas.Uma, que acabou por dar o título a este livro, foi aquela em que tendo-meidentificado pela escrita, um daqueles meus amigos me chamou lírico.Outra, a primeira a responder, devo dizer, dirigiu um outro email para aminha conta conhecida perguntando-me se aquela ‘ideia muito interessante’,não seria, por acaso minha. A forma de escrever…Outra, merece ser transcrita, não apenas por demonstrar aquela atenção deque falo acima, pelo interesse em participar na discussão de ideias, porqueprovocou uma resposta que complementa e esclarece os propósitos da ideiaapresentada:‘Bom dia;Li tudo com atenção.PF ver a minha resposta em anexo.Um abraço,(assinatura)
  27. 27. 27Bom dia;A mensagem da «última.ideia» faz parte daquele tipo de correio que fica dequarentena até eu ter a certeza que o «attachment» não vai fazer mal acoisa nenhuma.Quando acabei de ler o documento «Word» já tinha identificado o autor da«última.ideia», acreditando sinceramente que a «última.ideia» é muitasvezes a do dia, ou da semana, ou da fase mais ou menos conturbada por ondequalquer um de nós está sujeito a atravessar.Sobre o tema do suicídio – mesmo que não diga: desta água não beberei –recordo sempre um caso em linha directa familiar, em que as partes queficaram acabaram por encontrar o caminho das pedras e quem se «lixou» foiquem partiu para a grande viagem. Recuperemos o grande Albuquerque, quena hora da verdade dizia: Morrer, sim! Mas devagar.Jardim Gonçalves, Oliveira Costa, Filipe Pinhal, e outros devem ou nãodevem milhões? Algum deles trocará a vida por uma cédula fiduciária? Nãocreio. Meu caro amigo, não está na moda perder a vida por esta ou aqueladivida.Vamos à ideia. Esta, aquela e outras que não tardarão a vir.A sua proposta encaixa nos muitos projectos ditos da «biomassa». Sejamosfrancos: Já quase tudo foi proposto aos autarcas. Melhor do que esta ideia,ou seja, com mais ampla cobertura por parte dos dinheiros da UniãoEuropeia, estão as chamadas Centrais de Biomassa, das quais os melhoresexemplos estão construídos em Mortágua e Miranda do Corvo.A fonte de combustível é exactamente a que o meu amigo propõe, ou seja,os materiais retirados da limpeza das matas. Entretanto, estão aprovadosmais 10 ou 20 centrais desse tipo.O argumento contra, quer face à «última.ideia» quer face às centrais debiomassa é o período de tempo versus perímetro florestal que garantasustentabilidade no fornecimento de material combustível.Vá lá, vamos a levantar a cabeça.Se, passar ao alcance da minha mão uma oportunidade para aproveitar a suacapacidade para gerar ideias, creia que não me esqueço de si.Um abraço(assinatura)
  28. 28. 28Respondi assim:‘Li com agrado, atenção e respeito, tudo o que me escreveu.Devo, antes de mais salientar que, de entre 22 supostos amigos e 8publicações a quem enviei o mail a que se refere, foi o 2º, de 3 amigos defacto, a demonstrar que poderei sempre contar com a sua atenção.Obrigado, por isso!Quanto às questões que levanta, respondo o seguinte:O suicídio físico não faz, de facto, parte de nenhuma boa solução paraqualquer problema. Mas, acredite, há momentos em que a razão se sobrepõeao optimismo, que me é intrínseco, e a realidade nos aparece como algoabsolutamente desinteressante para querer continuar a fazer parte dela.Quanto ao facto de haver um enorme projecto na área de que falo na ideia,o das centrais de Biomassa, respondo de três formas:1. enviando-lhe em anexo um texto, em inglês, que, nem de propósito, acabode receber, sobre a necessidade de, de quando em vez, olharmos para ascoisas de uma perspectiva diferente. Eu sei que é isso que o meu amigo temfeito ao longo da sua vida, mas, nunca é demais ler o que outros escrevem;2. já conheço há algum tempo o projecto de aproveitamento de Biomassas,até porque um bom amigo, com que participei no arranque de umamultinacional do sector automóvel em Portugal, está ligado a ele e me temmantido ao corrente do que se passa;3. aquilo para que aponto, assim, não sendo a descoberta do processoalquimista, tem outras perspectivas:a) utilizar a oferta de Biomassa que a Natureza insiste em nos dar é, defacto o ponto de partida;b) dar àqueles que, pobres e desempregados, puderem ser envolvidos deforma comunicativa (quero dizer: a quem seja explicada a vantagem deexecutar aquela tarefa de recolha, quais as aplicações e os resultados quese vão obter - limpeza de matas, menos incêndios ou maior capacidade de osdebelar, aproveitamento das riquezas naturais, aumento das receitas daautarquia responsável pelas infraestruturas do local onde aquele animaleconómico habita, maior potencial de desenvolvimento turístico...), umanova oportunidade de, ao verem o que ali está a acontecer, perceber queestar activo é muito importante para todos, para os outros, mas, tambémpara si mesmo;
  29. 29. 29c) reduzir a escala do que queremos fazer. O projecto que neste momentoestá em curso é, provavelmente, megalómano. O que proponho é uma coisacompletamente diferente, quer em termos de investimento emequipamentos, quer no produto final. Daria como exemplo comparativo oseguinte: dou a doze pessoas diferentes a tarefa de irem a pé do Porto aLisboa - o projecto actual leva a que todos partam do Porto e todoscheguem a Lisboa; a minha proposta é que um parta do Porto e vá atéEspinho, outro parta de Espinho e vá até Ovar, outro vá até Aveiro... Atarefa seria muito mais fácil de acabar, demoraria muito menos, faria comque cada um ficasse satisfeito com o atingir dos seus objectivos, e otrabalho que tinhamos proposto inicialmente tinha sido conseguido semdiscussões que sempre surgem quando a tarefa é mais alta do que oKilimanjaro. É que, na verdade, hoje, com aquele enorme projecto já emcurso, encontramos uma mata abandonada a cada 5 kms.d) apesar de perceber que os recursos naturais não são eternos, acreditoque, no decurso de tempo que se iniciou no momento em que comecei aescrever estas linhas, a Natureza ofereceu a Portugal biomassa suficientepara eu poder pagar as minhas contas todas!Agradecendo, uma vez mais, a sua resposta que sinto interessada,Receba um abraço’Anexo a que me refiro no texto:‘Embrace Other Points of ViewBy Jim CathcartEverything you know has come from within the limits of your life up to now.You might be wrong about how things work. Explore and experiment withother ways of looking at things. See things from someone elsesperspective. Take a different route to your usual places.Read something outside your areas of interest. Listen to a radio station ortype of music that is not your usual one. Assume that the other point ofview was more enlightened than yours. What difference would that make inhow you think about others? Try to truly understand and appreciate others.It is through the understanding of different perspectives that peopleoften grow. "Walking a mile in anothers mocassins" will go a long waytoward understanding why people feel the way they do and are the way
  30. 30. 30they are. Their perspectives come from life experiences that you have nothad. That doesnt make them wrong. It just makes them "different". Itsthose differences that lead everyone to a deeper understanding of eachother.’Que agora traduzo:‘Abrace Outros Pontos de VistaPor Jim CathcartTudo o que v. conhece veio de dentro dos limites da sua vida até agora. V.pode estar enganado quanto à forma como as coisas funcionam. Explore eexperimente outras formas de olhar para as coisas. Veja as coisas pelaperspectiva de outra pessoa qualquer. Tome diferentes caminhos para ossítios que habitualmente frequenta.Leia algo que esteja fora das suas áreas de interesse. Ouça uma estação derádio ou um tipo de música que não seja o habitual. Imagine que o outroponto de vista era mais esclarecedor do que o seu. Que diferença faria naforma como pensa sobre os outros? Tente compreender e apreciarrealmente os outros.É através da compreensão de perspectivas diferentes que, muitas vezes, aspessoas crescem. ‘Andar uma milha nos sapatos dos outros (tradução livre)’fará um longo caminho até à compreensão de porque é que as pessoassentem da forma como o fazem e são da forma que são. As suasperspectivas (deles) vêm de experiências de vida que v. não teve. Isso nãoos faz estar errados. Fá-los apenas ‘diferentes’. São essas diferenças quelevam toda a gente a uma mais profunda compreensão de cada um.’Isto não vai acabar por aqui…
  31. 31. 31 Ideias para apoio ao desenvolvimento das pequenas empresas Portuguesas, e a recuperação de activos humanos1. MyStaff, organização de empresa de serviços para pequenas empresas e start-ups (leia-se empresas novas, com pouca capacidade financeira para criação imediata de empregos indirectos – pessoal administrativo)2. MyBack-up, organização de base nacional de consultores técnicos, em situação de inactividade involuntária
  32. 32. 32A ideia que agora apresento nasceu de um pedido, de dois jovensempresários para cuja organização eu prestava os meus serviços, naexpectativa de os ver utilizados no desenvolvimento das pessoas e daempresa,Tal pedido, tinha a ver com a vontade de utilizar, com algum proveito, umescritório que um deles possuía ali para a Maia, pretendendo criar-se umapequena organização para apoio a pequenas empresas, em fase de arranqueou de emagrecimento.Prestar serviços de contabilidade, processamento de salários e outros deque eu me lembrasse, seria, assim, o objecto sobre o qual eu deveria partirpara apresentar uma ideia e, quando aprovada, criar.Dado que, uns anos antes, ainda nos quadros da AMBAR, tinha imaginadouma organização que, baseada no apoio dos quadros activos daquela empresae de ex-quadros com reconhecida capacidade técnica e estratégica, aconvidar, servisse para apoiar a criação de pequenas empresas por parte doscolaboradores da empresa ou seus familiares, pus-me, de imediato, a‘desenhar’.Incluí: serviços legais; agenda (apoio de uma telefonista capaz de ajudar naelaboração e controlo da agenda dos futuros Clientes) e serviço demensagens; serviços técnicos de informática; serviços de apoio à criação desites, ao marketing, e ao desenvolvimento de software de gestão; serviçosde aluguer e manutenção de equipamentos informáticos; serviços de limpezae manutenção de instalações; serviços de medicina no trabalho; serviços deapoio à implementação e manutenção de sistemas da qualidade; serviços deapoio à gestão de relacionamento bancário, contratação de operações deleasing, factoring e apoio a projectos de investimento; serviços de gestãode seguros; serviço de consulta de bases de dados de empresas.Desenvolvi, então, uma folha de cálculo onde previa a distribuição denecessidades destes serviços por empresa, concluindo que, incluindo umamargem de 40% para a gestão de todos os serviços, e executando contratoscom especialistas, tipo ‘avença’, com pagamento antecipado, independente danecessidade efectiva de prestação dos seus serviços, deveria cobrar a cadaum de 45 clientes, não mais do que 600,00 € por mês de calendário. Sendoeste valor inferior ao que corresponde a um salário mínimo, parece-mepossível concluir que esta ideia tem pernas para andar:Um cliente pode ter, pelo preço de um indiferenciado, todas estasespecialidades, tratadas por especialistas!
  33. 33. 33MyStaff e MyBack-upO desenvolvimento da ideia a que chamo MyStaff, levou-me à concepçãodesta outra empresa de serviços, dedicada à consultoria.Trata-se, de facto, de uma actividade complementar da MyStaff: fornecerserviços de consultores a pequenas empresas.Conceito:Fornecer Consultoria para as Empresas, em situações pontuais e específicas.Que Consultores?Técnicos das várias especialidades que, estando desempregados, inactivosou reformados, têm a vontade de permanecer activos na sua área deespecialização.Regime de Contratação:Uma actividade deste tipo é normalmente baseada num valor/hora. Oscontratos a realizar devem, assim, ser baseados nesse regime. O valor/horaa definir deve ser competitivo com os valores de mercado e permitir quehaja mais-valias quer para os Clientes, quer para os Consultores, bem comopara a MyBack-up.Distribuição das RemuneraçõesTerei como referência um valor/hora de 50,00€ + IVA, por me parecercompatível com as várias coordenadas da ideia: é um valor que está bastanteabaixo da média praticada pelas multinacionais mais conhecidas, o que é bompara o Cliente, e permite ao consultor um ‘salário potencial’ razoável –35,00€/hora equivale a uma remuneração anual de 72.800,00€. Ao valor afacturar deve ser acrescido o custo com deslocações e eventuais estadias.A remuneração pela coordenação dos serviços, por parte da MyBack-up, deveser de 30% do valor/hora, sendo as restantes verbas pagas ao consultorenvolvido.Recolha de Candidaturas para ConsultorUm anúncio nas páginas de Emprego do Jornal de Notícias e do Expresso,pelo menos inicialmente, uma vez por mês.Neste anúncio deve ser solicitada informação concreta quanto à área deespecialização do potencial consultor e informação detalhada quanto àexperiência profissional nessa área.
  34. 34. 34A análise destas candidaturas permitirá obter uma base de dados derecursos humanos técnicos que pode vir a servir outros interesses daMyStaff.Vantagens do ServiçoI – Para os Clientes- Consultoria técnica a preços comportáveis;- Possibilidade de conhecer, em situação de trabalho, eventuais futuroscolaboradores;- Possibilidade de interromper a recepção de serviços sem custos (o serviçoserá sempre pago em função das horas efectivamente utilizadas);- Possibilidade de ter várias especialidades presentes para um mesmoprojecto, sem custos fixos.II – Para os Consultores- Possibilidade de se manterem activos e ‘visíveis’, recebendo umacompensação equilibrada;- Possibilidade de desenvolver conhecimento relativamente ao momento domercado;- Possibilidade de encontrar um novo empregador, que já conhecem a partirda sua participação num dos projectos daquele;III – Para a MyStaff- Alargamento da oferta de serviços a Clientes, beneficiando de desconto(sobre a margem da MyBack-up);- Aumento do nº de potenciais Clientes próprios (Clientes da MyBack-up, quenão conheciam a empresa).- Fornecimento de serviço directamente à MyBack-up, empresa que, defacto, não tem necessidade de quadros próprios.7 de Novembro de 2007Usei, como se pode ver nas páginas seguintes, o padrão da E-Myth (www.e-myth.com) para a descrição dos projectos.
  35. 35. 35 COMEÇAR UM PLANO DE NEGÓCIO - MyBack-upSe o seu PLANO DE NEGÓCIO vier a ter exactamente o impacto que você pretende que ele tenha,como será esse impacto? Descreva como acha que o seu Cliente o deve ver, e sentir:A MyBack-up fornece serviços de consultoria para pequenas empresas, permitindo aos seus Clientesdispor de apoio de técnicos especialistas nas mais variadas áreas técnicas ou de gestão, a custoscontrolados.É um modelo que pode ser implementado em qualquer parte do mundo onde haja pequenas empresas,ou um movimento crescente de criação de Novas Empresas, do tipo ‘Small Business’.Qual é a sua VISÃO para o seu negócio?Permitir aos Clientes a criação de um ambiente de empreendedorismo pelo acesso, a custoscontrolados, a técnicos especializados – que podem vir a ser o seu consultor técnico ou de gestão, ou oseu futuro quadro – num sistema que facilite o desenvolvimento de ideias e projectos para odesenvolvimento de novos produtos e a evolução dos negócios.Qual é o PROPÓSITO do negócio que você pretende que este PLANO de NEGÓCIO atinja?Atingir o número de Clientes necessários à sua estabilidade (50 Clientes x 9 horas/mês).Desenvolver uma base de dados de consultores de o maior número possível de áreas de especialização.Escolha o horizonte temporal para este PLANO de NEGÓCIO.O objectivo, em termos de nº de Clientes, deve ser atingido num prazo não superior a 6 meses.O que é que precisa de fazer para poder dizer que está organizado?Ter uma descrição de cada um dos serviços propostos.Construir uma base de dados de consultores sólida (com conhecimento pessoal de cada potencialconsultor)Como é que vai envolver outras pessoas na sua organização?Identificando-os com a VISÃO (queremos ser a empresa de consultoria de referência para Start-upsem Portugal), e definindo claramente: cada função e os seus objectivos; sistema de prémios eincentivos; potencial de desenvolvimento de carreiras.
  36. 36. 36 COMEÇAR UM PLANO DE NEGÓCIO - MyStaffSe o seu PLANO DE NEGÓCIO vier a ter exactamente o impacto que você pretende que ele tenha,como será esse impacto? Descreva como acha que o seu Cliente o deve ver, e sentir:A MyStaff fornece todos os tipos de serviço básicos para empresas, libertando os seus Clientes paraa concentração, em exclusivo, no negócio a que se dirigem.É um modelo que pode ser implementado em qualquer parte do mundo onde haja pequenas empresas,ou um movimento crescente de criação de Novas Empresas, do tipo Small Business.Qual é a sua VISÃO para o seu negócio?Libertar os Clientes para a concentração no objecto do seu negócio, fornecendo serviços deexcelência que a tornem numa referência obrigatória para todas as Novas Empresas.Qual é o PROPÓSITO do negócio que você pretende que este PLANO de NEGÓCIO atinja?Atingir o número de Clientes necessários à sua estabilidade (50 Clientes).Escolha o horizonte temporal para este PLANO de NEGÓCIO.O objectivo, em termos de nº de Clientes, deve ser atingido num prazo não superior a 6 meses.O que é que precisa de fazer para poder dizer que está organizado?Ter uma descrição de cada um dos serviços propostos, e identificar os seus fornecedores.Como é que vai envolver outras pessoas na sua organização?Identificando-os com a VISÃO (queremos ser a empresa de serviços de referência para Start-upsem Portugal), e definindo claramente: cada função e os seus objectivos; sistema de prémios eincentivos; potencial de desenvolvimento de carreiras.
  37. 37. 37As pessoas que me solicitaram que pensasse sobre o assunto a que chameiMyStaff, cuja empresa actual se dedica à distribuição de produtos deinformática – o que a tornava, de imediato, fornecedora de uma série, larga,dos serviços a vender -, não responderam a qualquer dos emails que lhesenviei sobre o assunto, tendo, no entanto, no momento em que os questioneisobre a efectividade, ou não, da recepção de tais emails, efectuado apromessa de que ‘vamos falar nisso num jantar! Mas, esta semana não podeser…! Nós marcamos isso, deixe estar…).Eu deixo estar…Devo confessar que, para me ajudar a perceber o interesse deste tipo deorganizações para alguns amigos e conhecidos, fiz perguntas nesse sentido avários deles e, aproveitando as excelentes iniciativas da ANJE (‘Negócios aoPôr-do-Sol’) e da Câmara de Comércio Luso-Britânica (Informal BusinessDrink), que apontam para o mesmo conceito de partilha – a formação deparcerias entre empresas com objectivos complementares – tratei derecolher o máximo de informação possível quanto à sua viabilidade (ao níveldo conceito – se este é ou não aceite -, que não ao nível dos resultadoseconómicos e financeiros).Tenho, vistas as respostas obtidas em todas as iniciativas que tive ou emque participei, a certeza de que este conceito é aceite!Há-de dar resultado!
  38. 38. 38 Sistema ReDE – sistema de gestão da actividade corrente das empresas,desenvolvido a partir da conjugação de boas práticas verificadas nas empresasem que prestei serviços, directamente ou como Consultor (anexo apresentação)
  39. 39. 39Estou a incluir como ‘ainda não posta em prática’, esta ideia tornada projecto, dadoque, no momento em que decidi avançar com esta compilação de textos a quepodemos chamar livro, ainda não ‘vendi’ nenhuma sessão de trabalho.Apresentei-a, por email é certo, a cerca de 250 empresas da zona do GrandePorto, e enviei-a à minha lista de ‘pessoas de quem sou amigo’, para que meajudassem a divulgá-la, mas, de facto, não recebi até agora nenhum pedido deesclarecimento. Apenas recebi uma única demonstração de interesse, de umadaquelas pessoas da minha lista - minha amiga, portanto -, em o dar a conhecer aosresponsáveis pela formação na empresa com que colabora.É evidente que espero que, no momento em que esteja a ler estas linhas, já outras35 empresas de consultoria em Portugal, estejam a fornecer às empresas umprograma similar a este, e que, eu mesmo, tenha conseguido, através da execuçãode sessões de trabalho, ajudar várias das nossas empresas e os seus colaboradoresno caminho para a organização e o desenvolvimento.Nascida da vivência de boas práticas - que levaram a bons resultados -, acujos alicerces foi acoplada uma boa base de conceitos e formas de coordenarideias, a ReDE está a ser apresentada como a seguir demonstro.Dado que me parece importante, até para esclarecer que nada do que se vai ver é,em absoluto, original, passo a referir as fontes que me trouxeram à criação deste‘produto’,Antes disso, tenho que esclarecer, agora, que o ‘produto’ que criei é de factooriginal, isto é, aproveitando a minha experiência prática, algumas das minhasleituras e aspectos retirados de programas de formação a que assisti, tenho aconvicção de que estou a produzir algo novo, complementar, e não concorrente,àquilo que até agora fui conhecendo.As minhas fontes foram, então, as boas práticas na AMBAR (1983-1992), naJOHNSON CONTROLS, e na INCLASS, os programas de formação da DYNARGIEe da CRESTCOM (aqui com o foco em Jim Cathcart, Bob Johnson e em JimHennig), e a leitura regular de livros relacionados com o pensamento positivo nosnegócios e, mais recentemente, newsletters de Jim Cathcart, Jim Clemmer e daequipa de E-Myth Insider.Foi, inclusivamente, com base num texto publicado no blog desta últimareferenciada (E-Myth Insider), que construí a introdução ao Sistema que agora vailer.
  40. 40. 40SISTEMA ReDE – APRESENTAÇÃOComo transformar empregados em COLABORADORESAlguma vez deu consigo a alterar-se, irritado, com os seus empregados?Esperava que fizessem uma coisa e, afinal, fizeram outra bem diferente…Os problemas com as pessoas constituíam a frustração nº 1 em quase todasas empresas com que trabalhámos. Ao longo dos anos, trabalhamos comempresas industriais, nacionais e multinacionais, empresas comerciais, dadistribuição e dos serviços, e, ouvimos quase todos os donos da Empresa, ouo seu máximo responsável, dizer: ‘Se eu pudesse fazer clones de mimmesmo…!’Será, realmente, que querem mesmo um clone seu a trabalhar no seunegócio?O que os nossos Clientes normalmente esquecem é que os Empreendedoresnão dão bons Técnicos. O resultado mais previsível, se se conseguissemclonar, seria o de passarem a ter um concorrente, tão talentoso quanto elese a operar na mesma zona geográfica!Conseguir que os seus empregados façam o que você espera delesA questão central é: como conseguir que os seus empregados setransformem, efectivamente, em seus colaboradores, e façam o que esperaque eles façam? E, como é que se consegue que o façam à primeira? Não éisto que qualquer dono de empresa, ou empreendedor, pretende?: Técnicosque não façam apenas o que lhes é pedido, mas que façam tudo o que seespera deles, bem à primeira. E que o façam da forma que preconiza quedeve ser feito! Então, como é que consegue isto? Como é que consegue queos seus empregados façam o que espera deles?Não consegue?Há quem diga que não se consegue fazer com que as pessoas façam nada: ‘sequero isto feito, faço eu!’, ou ‘quem quer, faz; quem não quer, manda fazer!’,são frases que todos ouvimos, muitas vezes com a audiência a murmurar um‘sim, pois é…’ acompanhado de um movimento vertical da cabeça…
  41. 41. 41Bom, já é difícil fazermos nós alguma coisa com que nos comprometemos,quanto mais conseguir que outros o façam por nós. (Se não acredita nisto,pense em alguma vez que se tenha determinado a seguir uma dieta, ou aperseguir a consecução de um objectivo auto-definido, no ano novo.Cumpriu?).Depender de sistemas, e não de pessoasNa verdade, tem que se fazer alguma coisa! Então o que é que você faz? Senão consegue de outra forma que as pessoas façam o que espera delas, comoé que consegue que as coisas apareçam (bem) feitas?É simples: a actividade da sua empresa deve basear-se em sistemas, não empessoas em particular.Não estamos a dizer que as pessoas não contam: ao contrário, atéporque serão pessoas em concreto que gerirão os sistemas. O que queremosdizer é que, se não criarmos ferramentas de gestão que as ajudem aefectuar o seu trabalho, lhes será mais difícil realizá-lo bem e em tempo.Damos um exemplo: imagine que, a um serralheiro da equipa de manutençãoda ponte D. Luís, é dada ordem para apertar todas as porcas existentes naestrutura metálica, mas que nem ele nem a empresa dispõe de ferramentasapropriadas, ou sabe sequer que elas existem. Imagine agora que ele,percebendo o que tem que fazer, procura encontrar algo que o possa ajudare resolve usar quatro pequenas barras quadradas de ferro: provavelmente,vai conseguir apertar alguma coisa, mas vai-se cansar fisicamente, vaidemorar, vai-se sentir desmoralizado com o tamanho da ponte, vai achar quenão é capaz de fazer aquele trabalho todo, vai começar a afrouxar o ritmo,vai começar a pensar em abandonar aquele emprego e aquela profissão, e, sealgum dia conseguisse acabar a tarefa, teria demorado muito mais do que oseu ‘patrão’ esperava.É! É fundamental ter as melhores ferramentas, para se poder obter osmelhores resultados no tempo mais curto!Por outro lado, achamos que é fundamental treinar, formar, as pessoas emconcreto. Porquê? Se calhar já pensou, ou ouviu outro empresário dizer:‘Para que é que eu vou gastar aquele dinheiro todo em formação dos meusempregados? Se eu lhes der a formação e eles forem embora, eles é quelucram, não é a empresa!’. Pois é: mas agora pense nas consequências de nãoDAR formação e eles ficarem na sua empresa…
  42. 42. 42Os sistemas farão andar a actividade, as pessoas farão andar ossistemas. Com uma implementação eficiente dos sistemas apropriados, vaiconseguir resultados excelentes através das pessoas que treinar. Sempre!O ‘truque’ é o de criar no seio da organização um ambiente em que ‘FAZERBEM’ é o mais importante. Tem que criar um ambiente em que ‘FAZER BEM’seja a forma de viver dos seus empregados, e, simultaneamente, tem quecriar um ambiente em que a IDEIA que gerou a EMPRESA, cujo objectoprovoca o trabalho de cada dia, seja mais forte do que a ideia do trabalhoque tem que ser feito.Estou certo de que compreende este conceito simples! Não é o trabalhoque é importante: o que é importante é o conceito que induz aactividade, em primeiro lugar!Não se trata de MEIOS, trata-se de RESULTADOSAs pessoas não vão a uma loja de ferramentas porque precisam de umberbequim: elas vão lá porque precisam de fazer um buraco numa parede.As pessoas não compram café porque querem beber uma chávena da bebida:compram café porque querem ter em casa, à mão, um estimulante que lhessaiba bem.Ninguém vai a um hospital porque quer ver o médico, mas sim porque quercurar uma doença que o apoquenta.Não se trata dos meios, mas sim dos resultados. A IDEIA, que implica otrabalho que há que realizar, é mais importante do que o trabalho em simesmo, e você terá que se assegurar que os seus empregados ocompreendem plenamente e vivem nesse espírito, todos os dias.Um sistema simples para iniciar o processoApresentamos-lhe aqui uma ferramenta simples que poderá usar para iniciarum processo de desenvolvimento no sentido de criar aquele ambiente.Chamamos-lhe ‘Sistema de Reuniões de Desenvolvimento da Equipa’.O Sistema (ReDE, como lhe chamamos), consiste na organização de umpequena reunião semanal, de pouco mais do que 30 minutos, de cada uma dasequipas da Empresa: cada gestor ou chefe (de departamento, de sector, desecção ou de equipa) estabelece a agenda, e usa a reunião como um fórum dediscussão organizado (é na forma com se organiza a discussão que o
  43. 43. 43nosso treino incide), do que resultará uma acção de Resolução deProblemas, Resolução de Conflitos, Planeamento e Acordo e Definição dePrioridades.A ReDE, constituirá uma oportunidade para fazer uma revisão do que foifeito, bem e mal; estabelecer prioridades - quer em termos de objectivosimediatos, quer para as tarefas de cada elemento da equipa-; encontrarconsensos acerca do que é preciso fazer; discutir situações de excepção;trocar informação; e esclarecer resultados.O efeito resultante da adopção do sistema ReDE, será o conhecimentoe a compreensão mais próximas da realidade – o que é que está aacontecer no seu negócio, e o que é necessário fazer para obter oreconhecimento positivo, constante, dos seus clientes, actuais epotenciais -, por parte de cada um dos seus empregados, a quem, empouco tempo, se vai habituar a chamar ‘Colaboradores’.Ao contrário do que parece, trata-se de uma forma extraordinária depoupar tempo. Se tem empregados que estão sempre a interrompê-lo comquestões como: ‘E o que é que eu faço, agora?’; ou, ‘Acha que está bem,assim?’, pode passar a perguntar-lhes se o assunto pode esperar pelapróxima ReDE. Nove em cada dez vezes, o assunto pode esperar, e o seupróprio tempo útil, de que tanto precisa para dar novos horizontes ao seunegócio, ficará disponível.O que ainda é mais importante, é que um sistema como a ReDE é umexcelente meio para ajudar cada um dos seus colaboradores a confrontar eultrapassar obstáculos, em vez de os colocarem longe da vista, comosabemos que tantas vezes acontece. A ReDE vai ajudar cada um a estarsempre ao seu melhor nível, com pouco gasto de energia pessoal!Não tem que acreditar nisto só porque lho dizemos, e até faz sentido. Meçao seu actual sistema, primeiro: quantifique o número de problemas com, oucausados por, pessoas da sua organização, que lhe surgem num mês, numasemana, ou num dia. Depois, experimente a ReDE durante um mês. Meça denovo os resultados. Apostamos que vai ficar agradavelmente surpreendidocom o que verificará!Se decidir implementar a ReDE na sua organização, ela vai tornar-se aespinha dorsal do seu sistema de gestão, e fará com que todos os outrossistemas funcionem de modo mais eficaz. A ReDE, implementada
  44. 44. 44eficazmente, vai ajudá-lo a criar um ambiente altamente motivador eprodutivo na sua Empresa.Faltará pouco para, quando falar das pessoas que trabalham na sua Empresa,passar a proferir, apenas, os melhores elogios.Não hesite!CONSULTE-NOS!LUÍS COCHOFEL + DPE, LdaTravª de Monte Crasto, 10 – 8º - 4420-211 GONDOMAR+351 91 946 25 96cochofel.rh@gmail.comEsta nota introdutória, está complementada por uma apresentação em PowerPoint(MS), que aqui reproduzo, também. DESENVOLVIMENTO DOS COLABORADORES LUÍS COCHOFEL + DESENVOLVIMENTO de PESSOAS e EMPRESAS, UNIPESSOAL, LDA SISTEMA ReDE GESTÃO DE EQUIPAS DE TRABALHO
  45. 45. 45 DESENVOLVIMENTO DOS COLABORADORES DOTAR CADA PARTICIPANTE DE UMA FERRAMENTA DE APOIO À GESTÃO DA ACTIVIDADE CORRENTE DA SUA ÁREA DE RESPONSABILIDADE, NOMEADAMENTE, QUANTO À GESTÃO DE PENDENTES, AO AUXÍLIO NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E CONFLITOS, E À DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES NA SUA ACTIVIDADE E, NA DA EQUIPA QUE GERE.SISTEMA ReDEOBJECTIVOA necessidade de desenvolver os níveis de envolvimento dos Colaboradores, é uma verdade que todas as Empresasaceitam.Sabemos que, para o conseguir, é necessário criar um ambiente propiciador da auto-motivação.Sabemos, também, que para nos auto-motivarmos precisamos de ter confiança na informação de que dispomos,conhecer, compreender e aceitar como exequíveis os objectivos que nos propõem, e sentir que não nos faltarão osmeios de que necessitamos para atingir tais objectivos.A Gestão do Desenvolvimento dos Colaboradores, é a resposta das empresas às alterações culturais sentidas nasúltimas duas décadas e está orientada para a criação de tal ambiente.O SISTEMA ReDE, que agora lhe apresentamos, é uma das ferramentas que consideramos fundamentais para aspessoas e empresas, dado que estamos certos que lhes permitirá atingir melhorias importantes ao nível doenvolvimento na actividade do dia-a-dia da sua organização, e, porque um facto leva ao outro, uma franca melhorianos resultados obtidos.SISTEMA ReDEPRESSUPOSTOS
  46. 46. 46 OBJECTIVO METODOLOGIA Envolver os Responsáveis pelo  Envolvem-se, na 1ª sessão de treino: desenvolvimento da actividade das equipas de trabalho da empresa DIRECTORES, OU RESPONSÁVEIS DE ÁREA FUNCIONAIS num sistema de gestão do dia-a- DA EMPRESA dia, que se baseia: uma vez que se defende que será a eles que competirá dar vida ao Sistema, multiplicando esta sessão de treino, ao replicá-la junto1. Na comunicação clara de das equipas das Áreas Funcionais de que são os responsáveis, e problemas; criando, dessa forma, uma verdadeira atmosfera de ReDE de2. Na criação de um clima que comunicação e envolvimento. propicie a apresentação de sugestões para resolução daqueles;  Em fases posteriores, obtida a validação do sistema pela Direcção,3. Na metodologia para a definição envolvida na 1ª Sessão: de prioridades por consenso; CHEFES DE SECTOR, DE SECÇÃO OU DE EQUIPA4. No acompanhamento da actividade da empresa. 1 SISTEMA ReDE SESSÃO DE TREINO - QUEM PARTICIPA METODOLOGIA 1. Apresentação dos pressupostos do Sistema. 2. Introdução ao método que baseia a organização das Reuniões de Desenvolvimento da Equipa (ReDE). 3. Sessão de Treino: participação dos envolvidos na: a) Identificação de Problemas; b) Definição de Prioridades; c) Apresentação de Sugestões; d) Definição, consensual, de ‘O Dono do Processo’ para cada questão tida como prioritária. e) Preparação da acção. Método e exemplo de forma de comunicação. 4. Demonstração do princípio: ‘SABER, MAS NÃO TER FEITO, É, AINDA, NÃO SABER’. Duração: 2 horas 2 SISTEMA ReDE SESSÃO DE TREINO - AGENDA
  47. 47. 47 INVESTIMENTO1ª SESSÃO* 500,00 €EMPRESAS DE 3 A 10 COLABORADORES: 1.000,00 €EMPRESAS DE 11 A 35 COLABORADORES: 1.500,00 €EMPRESAS COM MAIS DE 36 COLABORADORES:* NA MAIORIA DOS CASOS TRATA-SE DA ÚNICA SESSÃO CONDUZIDA PELA LC+DPESESSÕES COMPLEMENTARES 500,00 €EMPRESAS DE 11 A 35 COLABORADORES: 1.000,00 €EMPRESAS COM MAIS DE 36 COLABORADORES:APOIO À GESTÃO DO SISTEMAPOR DESLOCAÇÃO AO CLIENTE (MÍNIMO DE 2 HORAS, A FACTURAR) 150,00 €POR CADA HORA COMPLEMENTAR 75,00 €NOTA: AOS VALORES APRESENTADOS SERÁ APLICADO O I.V.A. À TAXA DEFINIDA NA LEI (ACTUALMENTE = 20 %)3SISTEMA ReDEINVESTIMENTO  CORREIO  LUÍS COCHOFEL + DPE, Lda Travª Monte Crasto, 10 – 8º 4420-211 Gondomar  TELEFONE  +351 91 946 25 96  FAX  +351 22 464 55 14  EMAIL  cochofel.rh@gmail.comCONSULTE-NOS !APOIAREMOS OS SEUS OBJECTIVOS

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