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Contextualizando A Aula De Metodologia Do Ensino
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Contextualizando A Aula De Metodologia Do Ensino

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Este artigo trata da disciplina Metodologia do Ensino de Ciências, do curso de graduação, da Universidade Vale do Acaraú em Pernambuco (UVA), núcleo do município de Água Preta. Nesse contexto, se …

Este artigo trata da disciplina Metodologia do Ensino de Ciências, do curso de graduação, da Universidade Vale do Acaraú em Pernambuco (UVA), núcleo do município de Água Preta. Nesse contexto, se procura analisar a teoria trabalhada em sala de aula, para uma prática no processo pedagógico. Com os estudantes de licenciatura, fizemos várias atividades e discutimos sobre os métodos no ensino de ciências para a escola fundamental, que abrange vários objetivos e um deles é propor conteúdos trabalhados pelos professores com interações de objetos e auxiliados por questões estruturadas, diz Freire, cuja compreensão, tão clara e tão lúcida quanto possível, deve ser elaborada na prática formadora. Essas atividades que foram realizadas em sala de aula, são de tal importância para observar o aluno que constrói de forma dinâmica, diversificada e descontraída como deve ser o ensino de ciências utilizando materiais didáticos como instrumento de ensino na construção do conhecimento cientifico ao empírico, relacionado com o contexto social.

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  • 1. CONTEXTUALIZANDO A AULA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS Giseide Maria Ferreira dos Santos¹ Resumo Este artigo trata da disciplina Metodologia do Ensino de Ciências, do curso de graduação, da Universidade Vale do Acaraú em Pernambuco (UVA), núcleo do município de Água Preta. Nesse contexto, se procura analisar a teoria trabalhada em sala de aula, para uma prática no processo pedagógico. Com os estudantes de licenciatura, fizemos várias atividades e discutimos sobre os métodos no ensino de ciências para a escola fundamental, que abrange vários objetivos e um deles é propor conteúdos trabalhados pelos professores com interações de objetos e auxiliados por questões estruturadas, diz Freire, cuja compreensão, tão clara e tão lúcida quanto possível, deve ser elaborada na prática formadora. Essas atividades que foram realizadas em sala de aula, são de tal importância para observar o aluno que constrói de forma dinâmica, diversificada e descontraída como deve ser o ensino de ciências utilizando materiais didáticos como instrumento de ensino na construção do conhecimento cientifico ao empírico, relacionado com o contexto social. Palavras-Chave: Ciências; Metodologia; Ensino. Introdução A realização das aulas com os estudantes de graduação da Universidade Vale do Acaraú em Pernambuco (UVA), tem o objetivo de analisar a Metodologia do Ensino de Ciências nas séries iniciais, como um subsídio para o ensino e aprendizagem na construção dos alunos. Diante disso, o ensino de ciências num dos seus princípios se referem os conteúdos do ensino devem preferencialmente derivar-se do cotidiano dos alunos, de modo que aquilo que aprendem na escola lhes será útil para melhorar suas condições de vida e da comunidade em que vivem. O ensino de Ciências não exigem equipamentos sofisticados nem requer que o professor conheça as respostas de todas as questões que propõe aos alunos, exige, entretanto, disposição para aprender com eles. Nesse sentido, a construção do conhecimento no processo de ensino e aprendizagem se dá na utilização dos métodos e regras determinada pela disciplina e sua aplicação. Entretanto, no decorrer do processo da disciplina teve vários momentos teóricos discutidos com motivação os conhecimentos sobre a natureza da sociedade, _____________________________________ 1. Especialista no ensino de ciências da UFRPE, licenciada em Pedagogia na UNICAP, professora da rede pública e da Universidade Vale do Acaraú em Pernambuco, UVA. giseidesantos@hotmail.com.br. 1
  • 2. na educação infantil, citada nos Parâmetros Curriculares Nacionais, onde a criança tem contato com o mundo, noção de mundo, vocabulário fixo e o brincar de faz-de-conta, explorando o ambiente e tendo a curiosidade pelo mundo social e natural. Além disso, os procedimentos indispensáveis são através da orientação didática e orientação geral para o professor. A Ciência como matéria ensinada e obrigatória a partir de 1971, lei de nº 5.692, requer uma aprendizagem na explicação cientifica que não é uma simples explicação, mas um ensino junto com os fenômenos do cotidiano e não uma simples informação veiculada e acessada por professor e alunos. Essa explicação tem que ter um começo, meio e fim teóricos exemplificados, concebido para que o aluno desenvolva habilidades que lhe permitam compreender o mundo e atuar como individuo e cidadão, utilizando conhecimento técnico tecnológico e de natureza científica em que o saber do aluno se configura em identificar relações, compreender a natureza, formular questões, utilizar conceitos e combinar leituras. Nesse contexto, a metodologia do ensino de ciências, argumenta como ensinar ciências com atividades e experimentos na sala de aula, interagindo professor e aluno com a leitura do mundo, possibilitando a ampliação da linguagem da criança, com os Temas Transversais que incorporam a educação para a cidadania, a inclusão das questões sociais no currículo escolar, ética, meio ambiente, pluralidade cultural, além desses temas podem ser desenvolvidos os temas locais que visam a dar conhecimentos vinculados a realidade. O nosso objetivo nessas aulas de metodologia do ensino de ciências, é analisar o ensino das alunas de licenciatura de pedagogia que também são professoras da localidade em que residem, analisar os livros didáticos utilizados por elas nas atividades de sua prática de ensino e buscar nas suas opiniárias sobre a aprendizagem no decorrer da disciplina. Aplicamos um questionário para a avaliação da prática pedagógica para analise das respostas, para o referido trabalho. 1. O Trino da sala de aula: Atividade, Aprendizagem e Avaliação A composição de uma aula acontece com os três elementos básicos, a atividade do professor e/com alunos com os conteúdos, a aprendizagem o processo contínuo advindo das atividades e de outros elementos inseridos pelo professor e o conhecimento do aluno, a culminância da avaliação que a todo instante se relaciona com as atividades e com a aprendizagem, criando um elo processual como uma ferramenta significativa na construção. 1.1 Atividade Como parte da disciplina metodologia do ensino de ciências, integra o fazer e aprender pedagógico integrando os conteúdos das séries iniciais. Nesse fazer e aprender no ensino, o professor em sua formação tem um desafio para o ensino de ciências, cita Delizoivov. 2
  • 3. Os desafios do mundo contemporâneo, particularmente os relativos às transformações pelas quais a educação escolar necessita passar, incidem diretamente sobre os cursos de formação inicial e continuada de professores cujos saberes e práticas tradicionalmente estabelecidos e disseminados dão sinais inequívocos de esgotamento. Considerados os objetivos [...], os escopos do conhecimento científico e tecnológico, bem como as alternativas que vem sendo implementadas ´por equipes de professores, educadores e pesquisadores em ensino de ciências que são: superação do senso comum pedagógico, ciência para todos, ciência e tecnologia como cultura, incorporar conhecimentos contemporâneos em ciência e tecnologia, superação das insuficiências do livro didático e aproximação entre pesquisa em ensino de ciências (DELIZOICOV, 2002, p.31-39). Dessa maneira, os desafios no ensino de ciências, a questão do método vem da pratica escolar, no trabalho docente pedagógico vivenciado nas especificidades e pressupostos das tendências pedagógicas na prática escolar (LIBÂNEO, 1995), como um dos pressupostos da pedagogia liberal e progressista em relação aos condicionantes sócio-políticos da escola. Por outro lado, as atividades na sala de aula amplia a prática pedagógica abrange conhecimentos despertando no aluno o seu raciocínio, desenvolve sua capacidade de criar e construir, essa prática fala Freire, a competência técnico-científica e o rigor de que o professor não deve abrir mão no desenvolvimento do seu trabalho [...] essa postura ajuda a construir o ambiente favorável à produção do conhecimento (FREIRE, 1996, p.10), e ainda comenta nos saberes necessários a essas atividades, uma de suas tarefas primordiais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica [...] no “tratamento” do objeto ou conteúdo [...] como professor devo saber quem sem a curiosidade, [...], não aprendo nem ensino (FREIRE, 1996, p;.26-85). Isso acontece entre a mediação com o ,processo pedagógico, segundo Gutierrez, nenhuma educação pode desentender-se do pedagógico entendido como promoção da aprendizagem produtiva que significa promover, problematizar, relacionar, reconhecer, envolver, dar espaço, inquietar, facilitar, comprometer e expressar (GUTIERREZ, 2000). Se nas atividades dirigida pelo professor que dialoga e problematiza com o aluno e o saber, encontra na educação uma atividade humana formadora durante esse processo, se não houver o diálogo entre eles, simplesmente irá “ilhar” o aluno repudiando-o e dogmatizando. Bloqueando assim, o seu senso critico mediante os fatos e acontecimentos cotidianos na conexão com o conteúdo. Entretanto, ao considerar que o aluno chega a aula de ciências com conhecimentos empíricos já construídos, fruto de sua interação com a vida cotidiana, vai utilizar esses conhecimentos junto com o professor na apreensão de aguçar o saber nas contradições com o conhecimento científico. Em outro prosseguimento, as atividades foram dirigidas pelos alunos com a instrumentação de ensino nas sugestões de trabalhos com projetos, que é a organização dos conteúdos como forma de atividades de ensino e aprendizagem, 3
  • 4. favorece a compreensão da multiplicidade de aspectos que compõem a realidade, uma vez que permite a articulação de contribuições de diversos campos de conhecimentos, salienta Alarcão, que o projeto, corresponde a um processo de produção de conhecimentos (investigação), a um processo de mudança organizacional (inovação) e a um processo de mudança de representações de práticas dos indivíduos (formação) (ALARCÃO, 2008, p.86), a propósito desse tema, Fernando Hernandez (1998) diz que, convém destacar a introdução dos projetos de trabalho como forma de vincular a teoria com a prática e a finalidade de alcançar os objetivos. 1.2 Aprendizagem Aprendizagem inicia-se a partir do momento que o aluno já tem uma noção do que vai ocorrer na sala de aula de ciências.Desde os textos lidos para aprimorar os conhecimentos estabelecidos por outras aprendizagem, questiona o que eu vou fazer na metodologia ou que experiências vai exigir na minha prática. Com isso, a aprendizagem é o ato ou efeito de aprender que ocorre da ação do sujeito, Rosa cita, Piaget define aprendizagem humana como construção de estruturas de assimilação isto é, aprende-se porque se age para conseguir algo; num segundo momento, para apropriar-se dos mecanismos dessa ação primeira. Aprende-se porque se age e não porque se ensina (ROSA, 2002, p.112). A Aprendizagem começa, com Piaget no processo geral de construção do conhecimento, isso podemos assinalar nesse termo, aprende-se ciências porque se age para conseguir as resposta ou para apropriar-se dos mecanismos dessa ação primeira. Aprende-se ciências porque se age sobre os fenômenos e não porque se ensina a não compreendê-los. Pudemos dizer, então que para ensinar e aprender ciências temos que ter uma explicação causal dos fatos. Quando nas atividades, os alunos eram convidados a participar das experiências em sala de aula com materiais recicláveis, o interesse em aprender e dominar os conhecimentos, pensando em continuar estes procedimentos com os seus alunos no dia seguinte. Nesse momento, a reflexão de tudo vivenciado no sujeito que age e aprende, Alarcão enfatiza. Colocando-se a ênfase no sujeito que aprende, pergunta-se então qual o papel dos professores. Criar, estruturar e dinamizar situações de aprendizagem e estimular a aprendizagem e auto-confiança nas capacidades individuais para aprender são competências que o professor de hoje tem de desenvolver (ALARCÃO, 2008, p.30). [...] O conhecimento está lá, na escola, lugar privilegiado para as iniciações, as sistematizações, o estabelecimento de relações estruturantes, as discussões críticas e as avaliações informada. Os professores são estruturadores e animadores das aprendizagens e não apenas estruturadores do ensino (ibden, p.31). No entanto, o papel do professor hoje esta relacionado com os acontecimentos e evolução da ciência e tecnologia, são conhecimentos divulgados rapidamente pela mídia. Essa contemporaneidade faz com que o professor perceba que existe um distanciamento desta ciência com a ciência em sala de aula. Para compreender ambas, é necessário que nossos alunos tenham o entendimento de que a ciência está em toda parte e no nosso cotidiano, é só perceber na transformação da água em gelo na 4
  • 5. geladeira, no preparo da misturas dos ingredientes para fazer o bolo, na fervura da água na chaleira no fogão a gás ou também nas divulgações cientificas. Para Freire, esse entendimento é resultado da idéia da interação entre professores e alunos - sujeitos que aprendem. Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino [...] .A construção ou a produção do conhecimento do objeto implica o exercício da curiosidade, sua capacidade crítica de “tomar distância” do objeto, de observá-lo, de delimitá-lo, de cindi-lo, de “cercar” o objeto ou fazer sua aproximação metódica, sua capacidade de comparar, de perguntar (FREIRE,1996, p.85). Contudo, as situações organizadas nas aulas de ciências com a metodologia focada na aprendizagem, não é uma novidade no ensino de ciências, pois sempre haverá um desafio para o professor construir conhecimentos específicos, para os alunos terem procedimentos próprios e buscar em sua formação entender o seu papel no planeta, como educador que aprendeu a preservar a vida e respeitar os seres que habitam na Terra. 1.3 Avaliação O produto final da disciplina foi uma avaliação, em que as alunas fizeram comentários sobre suas produções para que os objetivos do trabalho realizado não fosse tratado com a função classificatória e nem se limitou ao momento final do processo educativo, mas tornar possível uma busca incessante de compreensão das dificuldades dos alunos. Desse modo, questionamos a relação entre o conhecimento apreendido ou avaliação do conhecimento adquirido naquele momento. Oliveira, citando Hoffman (1999) essa reelaboração do conhecimento é fundamental para o processo permanente de ação e reflexão. Desse modo, as atividades na instrumentação de ensino, tem coletivamente o aproveitamento direcionado na conclusão da rotina escolar. Elaborado com a interação professor e aluno o rendimento significativo dá liberdade ao aluno se expressar e expor seus pensamentos e ideias, Piaget enfatiza a interação social como condição necessária para o desenvolvimento do intelectual. O professor precisa cuidar que a interação social, enfatizando a linguagem, tenha um lugar proeminente na programação diária do ensino (PIAGET,1975, p.31). Isso quer dizer que, os alunos dialogaram com os outros alunos, essas interações nas apresentações e questionamentos sobre a metodologia na prática do ensino de ciências, ampliada nas experiências que traz do cotidiano. No sentido amplo a avaliação é uma práxis pedagógica, constituída a partir das ações que propomos e comunicações que estabelecemos.O registro dos resultados obtidos em trabalhos, organização de conhecimentos, verificação de aprendizagem e/ou outro, estabelecem uma rotina na reflexão sobre a prática pedagógica das estratégias usadas pelo professor e aluno. Diante disso, a busca constante de compreensão das dificuldades dos alunos, escreve Freire, simplesmente, não posso pensar pelos outros nem para os outros, nem sem os outros (FREIRE, 1981, 5
  • 6. p.119), e acrescenta, [...] se o seu pensar é mágico ou ingênuo, será pensando [avaliando] o seu pensar, na ação, que ele mesmo se superará. E a superação não se faz no ato de consumir idéias, mas no de produzi-las e de tranformá-las na ação e na comunicação (Id. Ib.). No questionário que as alunas responderam, pontuaram a avaliação em grupo, avaliação diagnóstica e formativa como subsidio para as notas dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula. Oliveira, de acordo com Hoffman (2004), Piaget sugere o acompanhamento do processo de pensamento do aluno, uma vez que, segundo ele, cada individuo desenvolve-se mediante a vivência de certas experiências ao longo de cada etapa da vida. Para Piaget, quanto mais se promove essa relação entre o conhecimento e o aluno maiores serão as possibilidades de construção desse conhecimento (OLIVEIRA, 2008, p.380). Portanto, de acordo com Perrenoud (1999), avaliar é – cedo ou tarde – criar hierarquias de excelência, em função das quais se decidirão a progressão no curso seguido, a seleção no inicio do secundário, a orientação para diversos tipos de estudos, a certificação antes da entrada no mercado de trabalho e, frequentemente, a contratação. 3. Metodologia A pesquisa foi realizada com quarenta alunos de uma turma do sexto período de licenciatura em Pedagogia, da disciplina Metodologia do Ensino de Ciências, onde foi desenvolvida uma aula regular com a intenção de contextualizar os nossos procedimentos, professora e alunas numa analise dinâmica interativa. Os instrumentos da pesquisa tiveram como objetivo o levantamento de questões prévias sobre ensino de ciências e da natureza na educação do ensino fundamental, assim como aspectos a ele relacionados. Foram feitas dinâmicas, sondagem e outras estratégias de ensino para se chegar a este trabalho. O objetivo era analisar o desempenho dos alunos na prática pedagógica, considerando sobretudo, as interações durante o processo de ensino e aprendizagem. Para coleta dos dados, os instrumentos buscaram analisar a apropriação do conhecimento desenvolvido na aula, todas qualitativas, assim como atividades realizadas por alunos durante as aulas, respostas a questões de leitura propostas a esses alunos. As informações coletadas dizem respeito a três momentos distintos. No primeiro momento ocorreu a apresentação da disciplina e o cronograma do que seria trabalhado durante o período das aulas e o contrato didático especifico do cotidiano, ou seja informações do tipo: horário, intervalo, apresentação dos trabalhos em grupos e individuais, data para entrega, realização das chamadas dos alunos, faltas, avaliação e socialização da disciplina, apostila da disciplina e outros avisos. Com isso, começamos uma sondagem do conhecimento prévio sobre o ensino e aprendizagem com a metodologia teórica, rumo a praticidade em outro encontro. 6
  • 7. O segundo momento se caracterizou pela dinâmica da disciplina, com os temas abordados por cada grupo ou equipe, procuramos obter mais informações dos alunos sobre o conhecimento e aprendizagem da temática apresentada sobre os teóricos em estudo. O objetivo era sondar a questão central da pesquisa feita pelas alunas que resultou na apresentação dos trabalhos no decorrer do período. O terceiro momento a socialização da disciplina com uma oficina de metodologia no ensino de ciências, onde observamos o aprender a ser e a fazer ciências nos pilares de aprendizagem da educação. Com o objetivo de coletar todos os materiais que foram desenvolvidos ao longo do período tais como avaliação, trabalhos em grupos, trabalhos individuais e atividades, com a intenção de contextualizar os fazeres da aula de metodologia. As atividades realizadas para serem registrada nesse trabalho foram o questionário sobre a prática pedagógica e a análise didática do livro de texto de ciências das séries iniciais. 4. Resultados e Discussões Diante do que foi realizado pelas alunas na instrumentação de ensino, houve o momento de responder sobre a prática pedagógica desenvolvida na sala de aula. As questões respondidas, mostram uma reflexão diante do que foi exposto e vivenciado, fazemos uma análise das respostas na avaliação da prática pedagógica. Questão Norteadora: Você gosta da disciplina metodologia do ensino de ciências. A disciplina deixa-nos a vontade e descobrimos o que aprendemos, uma disciplina proveitosa, com muitos questionamentos ou problemas investigados. O professor fez o papel de facilitador, envolvendo conceitos científicos e uma nova maneira de pensar . Questão Norteadora:.O que você acha das atividades realizadas em sala de aula para aprender metodologia. Desperta no aluno o seu raciocínio, desenvolve sua capacidade de criar, construir, etc., facilita a maneira do educando interpretar a disciplina. As atividades realizadas em sala de aula é importante porque o professor observa, percebe o aluno que constrói, as tarefas realizadas em casa corre o risco do aluno mandar alguém construir. Quando o professor é observador percebe o aluno que constrói, dessa forma facilita na hora da avaliação. As atividades foi um ponto construtivo para a aprendizagem porque aprendemos coisas importantes. São atividades concretas e teóricas com a participação do aluno. Esta disciplina fez com que nosso desenvolvimento torne-se melhor para o nosso dia-a-dia em sala de aula e muitas experiências para ser aplicadas. Quando a atividade é realizada na sala de aula é fácil de ser compreendida. Trabalhar ao vivo convivendo com as experiências. 7
  • 8. Nessas questões e respostas, pergunta Alarcão, qual o lugar da aprendizagem dentro e fora da sala de aula e, mais a frente, reconceptualizar o papel do professor, a sala de aula deixou de ser um espaço onde se transmitem conhecimentos, passando a ser um espaço onde se procura e onde se produz conhecimento (ALARCÃO, 2008, p.27). Questão Norteadora:.Quais suas sugestões para aprender melhor o conteúdo da disciplina metodologia do ensino de ciências. Com mais experiências, trabalhar ciências em sala de aula chama mais atenção dos alunos nas descobertas de soluções, envolver os alunos na construção de conhecimento. Pesquisar mais a disciplina para ter melhor entendimento as questões levantadas e aprofundar a discussão do tema, trabalhando sempre em sala de aula com o professor orientando as atividades concretas. É uma proposta bem dinâmica, se trabalhar a ciências como ela deve ser tratada é reconhecer que na ação acontece a aprendizagem, é preciso o professor mediar, criar condições, facilitar a ação do aluno de aprender, ao veicular um conhecimento como porta-voz (PERNAMBUCO, 2002, p.122). Questão Norteadora: O que você acha da forma de avaliar a disciplina metodologia do ensino de ciências. Considero importante no processo do ensino aprendizagem, é uma forma de medir a capacidade do aluno, avaliar de acordo com a prática teórica associada ao conhecimento prévio. Temos muitas formas de avaliar observando o desenvolvimento das capacidades dos alunos com relação a aprendizagem motivadora, nós veremos o que aprendemos em sala de aula. Todas as ações do ensino –aprendizagem devem ser avaliadas, para não perder o quê de melhor os alunos se propõem a fazer dentro de suas habilidades que são respostas, da organização do conhecimento e competências das atividades. Perrenoud (2000) afirma que para que cada aluno progrida rumo aos domínios visados (objetivos do ensino), convém colocá-lo com bastante freqüência em uma situação de aprendizagem ótima para ele. Não basta que ele tenha sentido, que o envolva e mobilize, deve também ser solicitado nos níveis de sua zona de desenvolvimento proximal. Questão Norteadora: O que gostei e não gostei em termos de conteúdo e metodologia do trabalho. O dinamismo, nos fez enriquecer nossos conhecimentos, as pesquisas, os experimentos e a troca de aprendizagem. Conteúdo diversificado e a quantidade de aulas designadas a essa disciplina fosse maior consequentemente aprenderíamos muito mais, estou levando comigo várias sugestões para trabalhar com meus alunos da 5ª série, pois ensino ciências. A metodologia ofereceu novos métodos, o tempo foi pouco, pois poderíamos ter 8
  • 9. aproveitado mais os conhecimentos oferecido pala disciplina .As partes do corpo humano e o sistema esquelético, onde aprendi a unir suas partes e as experiências ao vivo. Nessas questões, pergunto aos alunos informalmente se é fácil ou difícil ensinar ciências, as respostas são unânimes. É difícil ensinar ciências. Um dos critérios estruturantes para o ensino de ciências, Carvalho recomenda, o que e como ensinar- o problema do conteúdo a ser ensinado, como ensinar – o problema das metodologias de ensino, como ensinar – o problema do papel do professor, e responde a questão. Como ensinar? – deve ter coerência interna, já que cada atividade de ensino deve apoiar-se nas restantes de tal forma que constitua um corpo de conhecimento que integre os distintos aspectos relativos ao ensino e a aprendizagem das ciências(Hodson, 1992). Além disso, deve incluir as idéias construtivistas de que uma aprendizagem significativa dos conhecimentos científicos requer a participação dos estudantes na (re)construção dos conhecimentos, que habitualmente se transmitem já elaborados, e superar os reducionismos e visões deformadas da natureza das ciências (CARVALHO, 2004, p.6-7). Essas idéias construtivistas, fundamenta-se em que cada criança constrói, ao longo do processo de desenvolvimento, o seu próprio modelo de mundo. Esta construção esta intimamente associada com os estágios de desenvolvimento descritos por Piaget em seu trabalho. Contudo, o ensino de ciências numa perspectiva construtivista inicia-se com o foco em torno do qual atua a pergunta e o problema. Esta é uma função essencial e básica do professor na perspectiva construtivista: questionar, perguntar, levantar dúvidas que levem a exploração e a ação. Questão Norteadora: Como gostaria de ser avaliado. Através de trabalho individual, participação das atividades oferecidas pelo professor. Como vimos, o tempo todo a ciência em nossas mãos, na forma de debates, oficinas, trabalhos, seminários, conversa informal entre outros. Continuamente através de diagnóstico e avaliação formativa, trabalhos em grupos, apresentação e discussão. Essas questões foram sintetizadas, porque houve repetições de respostas monossilábicas, teve questões onde os alunos falaram da afetividade sobre ensino- aprendizagem-educador-educando, Freire fala, a afetividade não me assusta, que não tenho medo de expressá-la. Significa esta abertura ao querer bem a maneira que tenho de autenticamente selar o meu compromisso com os educandos, numa prática específica do ser humano (FREIRE, 1996, p.141). Com referência a avaliação formativa, que tem a função primária de controle, no sentido de corrigir rumos em escalas reduzidas, sem configurar uma alteração das atividades de ensino-aprendizagem, nos quais se busca aplicar o que foi aprendido. Portanto, as avaliações nos trabalhos realizados pelos alunos, são condizentes com as atividades propostas aos alunos e com pressupostos teórico-metodológicos que nortearam os conteúdos. 9
  • 10. Em outro momento, a atividade foi uma analise do livro didático das séries iniciais. Como o livro didático é um dos recursos mais utilizados pelos professores, foi realizada uma atividade em que as alunas escolheriam qualquer livro de ciências do ensino fundamental para ser analisado. O critério de editora, autor e edição, não vem ao caso, escolhendo aleatoriamente qualquer série para uma análise. Foram analisados 15 livros da 1ª série, 09 livros da 2ª série, 05 livros da 3ª série, 0l livro de alfabetização, 03 livros da 4ª série, 01 livro da 7ª série, de diversas editoras e autores. Examinando os livros responderam as seguintes questões norteadoras. Questão Norteadora: A metodologia do livro didático de ciências, está de acordo com as séries a que ele se destina. Justifique. Como as respostas foram variadas: 24 alunas responderam sim, 07 alunas responderam não, 01 aluna respondeu sim e não, 01 aluna respondeu nem sempre. As justificativas foram variadas de acordo com a compreensão, clareza, conteúdos diferenciados para a realidade dos alunos do município. Maria de Fátima: Os livros que a editora enviam para a escola não estão de acordo com a realidade dos alunos das séries que estão cursando, nem mesmo aqueles que escolhemos através do PNLD, isto se torna difícil na elaboração dos conteúdos, outros apresentam conteúdos de fácil assimilação. Taciana: Ensina o aluno a conhecer as coisas que o cercam e principalmente reconhecer o valor de todos os seres. Wellitânia: Os alunos não conseguem ler o textos a fazer a compreensão para fazer os exercícios. Rosinete: Os conteúdos abordados bem como a linguagem utilizada faz com que os alunos obtenham um bom aprendizado. Maria do Carmo: Nível muito alto para a 1ª série (Maria do Carmo). Edilene M.Silva: Foi elaborado na realidade de crianças que freqüentam escolas privadas é da região Sul e Sudeste. E que para a nossa realidade, onde deparamos com crianças que estão alfabetizadas essa metodologia torna- se difícil de usá-lo referente a nossa realidade. Maria José Rodrigues: De acordo com os alunos da 2ª série, novidades e curiosidades que vão levar o educando a aprender ciências de maneira simples e interessante, pois vai descobrir muitas coisas sobre si mesmo e sobre o mundo em que vivem. Cicera: Divulga e amplia conhecimento por meio de educação ambiental, além da conscientização para a valorização da biodiversidade. Claudete: Mostra a grande influência do homem no ambiente, estudada no ensino fundamental, é retomada e ampliada na 3ª série. 10
  • 11. Ivete: Envolve vários conteúdos com a linguagem adequada a série e aos alunos, a quem se destina principalmente por causa da contextualização. Maria José Barbosa: De acordo com a minha região a metodologia deste livro está muito avançada. Joselane: Depende de cada aluno, mostrar interesse quando a matéria for desenvolvida na sala, pois são assuntos que estão relacionados no cotidiano de cada aluno. Aldilene: O conteúdo é de fácil compreensão porque antes de começar qualquer anotação ou leitura o professor deve construir um plano de trabalho contendo idéias do que realmente esteja relacionado ao assunto. Valéria: Está na aplicação de competências em leituras em diversas situações com objetivos variados, e não na mecânica do saber ler, explora e ativa os conhecimentos prévios e as experiências dos alunos, permitindo que eles relacionem, o novo aprendizado a algo já conhecido. Diante disso, não existe um consenso quanto a metodologia destinada a qualquer série o que o livro didático apresenta uma deficiência para a realidade do professor e do aluno nos seus conteúdos, Angotti (2002) comenta pesquisas realizadas sobre o livro didático desde a década de 70 tem, contudo, apontado para suas deficiências e limitações, [...] sobretudo de ordem conceitual e metodológica, e o aparecimento de livro didáticos produzidos por pesquisadores da área de ensino de Ciências. Em outro estudo, Alvares (1991) se refere opiniões favoráveis e contrária ao uso do livro didático, e são conhecidos de todos os “truques” usados para driblar a exigência quando a leitura dos livros é solicitada. Os esforços feitos através do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas em Educação (INEP) e pela Fundação de Amparo ao Estudante (FAE) nos parecem ainda muito acanhados e mal estruturados, demandando verbas, melhor direcionamento de recursos, além de estudos e pesquisas sobre os problemas inerentes ao livro didático. Os membros da FAE, em lugar de se desculparem pela má qualidade dos textos que costumam distribuir, alegando que ela é um reflexo da má formação dos professores, que são os selecionados desses textos, melhor fariam se procurassem realizar análises bem fundamentadas de tais textos, apontando méritos e deméritos, as quais seriam enviadas aos professores, juntamente com os textos selecionados por eles. Questão Norteadora: Como cobrir todo o material do livro, trabalhar com os alunos e envolvê-los na construção dos conhecimentos. Explique. Lucinéia: Trabalhamos de maneira interdisciplinar usando a criatividade de cada um, usando materiais recicláveis para a construção do objeto almejado. Luciene: Trabalhando o conteúdo didático do livro envolvendo as crianças, para que isso aconteça, é necessário que o professor use a sua criatividade como por exemplo, usando métodos para prender a atenção do aluno. Albanir: Não é possível estudar todo o conteúdo do livro ao pé da letra, sempre há uma flexibilidade nessa situação, quanto a envolver o aluno na construção de conhecimento não preciso exatamente seguir todas as regras do livro, pode 11
  • 12. ser feito através de debate, palestras oferecidas, oficinas, etc. Damião: Raramente o professor cobre todo o material ou não. Uns mais, outros menos, a mesma coisa é trabalhar com os alunos. O que vejo é professor, querer fazer e parte do pressuposto, o caminho mais fácil, mais simples, o trabalho de repassar os conteúdos para o aluno. Luciana: Definindo com clareza e objetividade, associando os conteúdos as metodologias necessárias a aprendizagem dos alunos, e/ou fazendo uma “ponte” dos conteúdos a realidade, dando assim, significados a aprendizagem. Geane: Buscando outras fontes de pesquisas, porque a professora não deve só trabalhar com o livro didático, o educador deve trabalhar através de pesquisas na internet , livros, revistas, jornais, etc. Grimaura: Não dá para trabalhar com todo o material do livro, porque o professor trabalha com conteúdos significativos. Desenvolve trabalho em grupos, pesquisa de campo, grupos de estudos, projetos interdisciplinares. Antônia: Podemos cobrir todo o material fazendo resumos dos assuntos e envolver os alunos com trabalhos, dinâmicos e práticos usando o conteúdo de forma proveitosa e participativa. Elizângela: Trabalhando por temas e levando atividades de experiências para que os alunos desenvolva-os em sala de aula. Hélio: De forma inovadora, dividindo os grupos levando os alunos a interagir em cada aula e desenvolver a criatividade de cada aluno para um melhor aprendizado. Gelzineide: Procurando adaptar os conteúdos nele existente, de maneira que o aluno alcance o objetivo da aprendizagem. Nesse aspecto, compreender a aprendizagem como um trabalho no processo de construção do conhecimento. O livro de texto no ensino fundamental I, é mais do que um simples instrumento auxiliar para o professor que bem preparado e livro de texto bem feito, é um dos fatores mais importantes para a boa qualidade do ensino aprendizagem. Percebe-se intuitivamente, o reconhecimento da importância do livro de texto no fato de que grande parte das discussões formais ou informais sobre ensino centra-se em torno do professor ou do livro de texto. Alvares (1991) afirma que questões conceituais, em que o domínio do conteúdo e a compreensão da matéria seriam exigidos, ou, exercícios experimentais, que levariam a execução de experimentos simples são preteridos, enquanto os estudantes são postos a resolver um excessivo número de problemas numéricos, nos quais um jogo de fórmulas é solicitado, quase sempre repetidos “ad náusea”, como se o objetivo do Ensino de Ciências e Matemática fosse adestrá-los para essa tarefa. 12
  • 13. Questão Norteadora: Os livros são escritos para ocupar todos os espaços do ensino sim ou não, justifique. Maria José Barbosa: Não precisamos buscar e pesquisar os conteúdos para ocupar os espaços do ensino. Valéria: A falta ou a transmissão inadequada de informações, faz com que algumas pessoas tenham a visão errônea de que a ciência é definitiva, linear e estática, e de que todos os fenômenos, processos e hipóteses já foram correta e completamente explicadas. É função do ensino desmistificar essa idéia, mostrando que há limitações para os modelos que a ciência propõe. Aldilene: Os livros tem, a função intermediária e instrumental para o professor atingir o objetivo geral da situação. Estabelecendo assim um diálogo entre a teoria e o problema. Claudete: Não, porque encontramos livros que deixam lacunas e para que sejam preenchidas é necessário que o educador busque outras fontes para o enriquecimento e complemento de modo que o educando complete esses conhecimentos. Verônica: Não, é responsabilidade do professor promover outras atividades, para complementar os espaços que o livro didático não preenche. Maria de Fátima: Não, o livro deixa muito a desejar, não preenche todos os espaços de ensino, pois a disciplina requer muito mais e conteúdos dentro da realidade dos alunos para serem trabalhados. Maria Cristina: Existe vários métodos de ensino, desta forma é visível que o professor precisa criar novas formas de ampliar seus conhecimentos, buscar e não ter medo de se relacionar com os outros educadores e criar propostas no seu meio escolar que vise o bem estar do aluno, ensine a esse aluno a ver a educação como forma de transformação do mundo. Nara: É fundamental que o professor crie outros tipos de tarefas, para enriquecer os conteúdos que o aluno não trás. Marta: Não, é só do livro que se tira conhecimentos, então não temos que buscar outras fontes de conhecimentos, porém sabemos que o livro é de extrema importância para o ensino aprendizado. Gilbernicia: O livro nos ajuda a ter conhecimentos das coisas e a organizar as nossas ideias. Nessa questão norteadora, responderam : 7 alunos disseram sim, 24 alunos disseram não e 4 não responderam. Diante do sim e dos nãos, o livro didático tem estrutura planejada para ser flexível na aprendizagem dos seus conteúdos, mas na maioria das salas de aula a sua utilização é bastante requisitada por todos que fazem o 13
  • 14. processo didático-pedagógico da escola, Angotti explica continua prevalecendo como principal instrumento de trabalho do professor, embassando significativamente a prática docente. Sendo ou não intensamente usado pelos alunos, é seguramente a principal referência da grande maioria dos professores (ANGOTTI, 2002, p.36). Alvares aborda. Seria desejável que o professor adquirisse o hábito de analisar os textos que encontra a seu dispor, antes de decidir sobre aquele a ser adotado, não só para detectar erros de conteúdos ou distorções pedagógicas, não muito raros em grande parte dos livros didáticos, mas principalmente para verificar se os objetivos e pressupostos do autor são adequados ao curso que planejo (ALVARES, 1991, p.25). Questão Norteadora: Qual o conteúdo do livro que lhe chamou a atenção para elaborar uma atividade e o conteúdo que você sente dificuldade para ensinar os alunos. Os alunos nessa questão, 6 responderam que não tinham nenhuma dificuldade com os conteúdos, 2 alunas responderam que tinham dificuldades e 1 não respondeu.Os conteúdos do ensino de ciências, nos livros didáticos é organizado nos currículos da escola para serem vivenciados pelos professores. Nesse item, diversos temas de ciências dos livros analisados foram escolhidos pelas alunas.Os conteúdos que elas sentem mais dificuldades que elas sentem dificuldades foi a questão mais debatida na sala, Becker apresenta que não se pode falar de conteúdo ou só de estrutura é como andar numa perna só. Os conteúdos devem estar a serviço do aumento da capacidade de aprendizagem (construção de estruturas) e não constituir um fim em si mesmo: as estruturas permanecem ou são subsumidas por estrutura mais capazes; os conteúdos caducam. O ensino deve organizar-se, portanto, no sentido, primeiramente, do conhecimento-estrutura e só secundariamente do conhecimento-conteúdo.(BECKER, 2002, p.121). Essas atividades produzidas pelas alunas, durante as aulas, diversificava- se conforme a nossa solicitação, e escolha do conteúdo para aprendizagem do aluno na série que ensinavam as relações entre conteúdos nas atividades, a aprendizagem e conhecimento. Piaget trata dessa relação entre a aprendizagem no sentido estrito inclui toda a aprendizagem do senso comum (aquisição de conteúdos externos ao sujeito), enquanto a aprendizagem no sentido amplo é a síntese das aprendizagens no sentido estrito e das aprendizagens no sentido amplo; estas coincidem com o processo de equilibração ou de abstração reflexionante que se realiza na medida em que o sujeito apropria-se dos mecanismos íntimos das ações ou das coordenações das ações (ibden., p.122). 14
  • 15. Os conteúdos escolhidos para atividades e os conteúdos que as alunas sentem dificuldade no ensino e aprendizagem. Tabela 1 – Conteúdos citados pelas alunas e conteúdos com nível de dificuldade de ensino. Série Conteúdos Citados Conteúdos com nível de dificuldade 1ª Acidentes com crianças. Nascimento do bebê Diferenças e semelhanças entre Planeta Terra os seres vivos. Nossa Sistema digestivo alimentação. As plantas, Audição Plantas a cura e o perigo. Como A vida no planeta os animais nascem e crescem, O corpo humano Órgãos dos sentidos. Protegendo a natureza Conhecendo os animais, Saúde, Lugares com muita água e lugares Os seres vivos e não vivos. A com pouca água Terra. A água e o ar. Os Nutrição animais. Piolhos: tirando essa idéia da cabeça. 2ª Comer para viver. Sistema circulatório, Alimentar-se Os corpos. Recursos Naturais bem, Os tipos de solos.Audição. Os Os órgãos dos sentidos. O lixo. músculos.O nascimento. O nascimento dos animais. As Transformações dos materiais. plantas. Os animais na vida das plantas. 3ª Tudo em Movimento! Depende De energia em energia. Sistema de quem observa. Planeta digestório. Micróbios. Sistema Terra. Ecossistema. As fontes circulatório. naturais da água. A tecnologia e os alimentos. 4ª Higiene Alimentar Bactérias e fungos. A reprodução A floresta Amazônica. dos animais e das plantas. O sistema nervoso. Reprodução humana. 7ª A importância dos Alimentos A Reprodução Observação alguns conteúdos foram repetidos e uma aluna escolheu o livro da 7ª série. Os conteúdos repetidos foram : As plantas, Os animais, O Planeta Terra, A Terra, Os tipos de solos. No entanto, os conteúdos que as alunas sentem dificuldades no ensino e aprendizagem para ensinar aos alunos das séries iniciais foram. 1) O nascimento, porque constrange os alunos e professores; 2) Alimentar-se bem e Nutrição porque a nossa população é carente e sempre encontramos na sala alunos que não se alimentam em casa, que fazem da merenda 15
  • 16. escolar um motivo para vir a escola. É muito complicado falar de dieta balanceada, especificamente a pirâmide alimentar, se os diversos tipos de alimentos os alunos não tem acesso, até mesmo por cultura local, fica complexo demais; 3. A Terra e a vida no planeta é muito difícil de explicar todo o seu funcionamento; 4. O conceito de energia, como fazer os alunos entenderem como é gerada a energia elétrica que acende a luz, a energia química que faz os automóveis se movimentarem. Por mais que se explique, nunca fica saciada a curiosidade, e isso as vezes é mais aflição não ter respostas concretas mais próximas; 5. O corpo humano, assunto complexo e realmente difícil de explicar; 6. A respiração dos animais e plantas por conta de não termos uma metodologia que facilite a compreensão e a valorização do conteúdo estudado; 7. A reprodução humana, o nascimento do bebê , a gestação e os músculos porque existe um tabu quando a sexualidade e os órgãos sexuais por parte da sociedade e dos alunos, pois para eles é errado falar deste assunto ou é feio. 8. Lugares com muita água e lugares com pouca água, pois o livro retrata assuntos de estados distantes dos nossos, sobre seca e enchentes; 9. A nutrição, pois como vivemos em uma região muito pobre, a maioria da população não tem uma alimentação diversificada e completa; 10. Os micróbios, as bactérias e os fungos, pois não temos um material concreto para ser apresentado em explanação, só através de cartazes e levantamento prévio; 11. Circulação de difícil compreensão; Essas dificuldades apontadas se dá, explicita Pernambuco. Na apreensão do significado e interpretação dos temas por parte dos alunos que precisa estar garantida no processo didático-pedagógico, para que os significados e interpretações dados possam ser problematizados. Porém, na perspectiva de uma educação dialógica, como proposta por Freire, os significados e interpretações dos temas pelos alunos não serão os únicos que terão de ser apreendidos e problematizados; aqueles de que o professor é portador também precisam estar no processo educativo. O diálogo a ser realizado refere-se aos conhecimentos que ambos os sujeitos da educação, aluno e professor, detêm a respeito do tema, objeto de estudo e compreensão. Se os temas propostos como exemplos permitem algum nível de interação dialógica entre aluno e aluno e entre professor e aluno, aquela conceituação pertencente ao domínio da ciência é relativamente mais restrita a medida que constitui um conhecimento cujo portador é apenas o professor, quando ele ainda não foi apropriada pelo aluno (PERNAMBUCO, 2002, p. 193). Questão Norteadora: Você adotaria este livro para trabalhar em sala de aula. As respostas foram diversificadas tais como, ótimo, bom de se trabalhar, depende dos alunos, de grande importância, não, tem um conteúdo claro, com certeza , bem planejado, riquíssimo em conhecimentos, temas importantes para o nosso dia-a-dia. Luciene: Faz com que as crianças raciocinem e se desenvolvam a partir de cada atividade elaborada. Vera Lucia: Este livro é imprescindível para o aluno, pois acredito que tanto para o professor quanto o aluno o é necessário, não que seja o único recurso didático, mas um ótimo aliado, um complemento. E para isso, é claro, que os professores devem ter domínio de saberes diversos a serem mobilizados para assumir a responsabilidade ética de saber selecionar os livros didáticos. 16
  • 17. Marta: São bastante rico os conteúdos que nele existe para o nosso interesse pedagógico. Ivete: Ele está envolvido no contexto social. Damião: Desde que os alunos soubessem ler os textos.. Nara: Contém sugestões de atividades estimulando o aluno a refletir, fazer suas descobertas a interagir com os colegas e a usar o seu raciocínio. Gelzineide: Sabe-se que a compreensão é o grande eixo da aprendizagem e as autoras se preocuparam com este enfoque no qual o ensino de ciências, desempenha um papel fundamental da cidadania e na formação de opinião dos alunos. Luciana: Sim adotaria ciente de que o livro vai me auxiliar na abordagem do conhecimento e conceito científìco, necessário a aprendizagem, subsidiando tanto aluno quanto nós professores. Pois, é bom lembrar que essa tarefa não é limitada a um grupo de especialistas responsáveis por analisar os livros, e recomenda-los aos professores. É sim escolha de cada um. Questão Norteadora: Os conteúdos favorecem a construção de uma visão de mundo, e o homem como agente de transformação. Justifique. Alguns alunos responderam sim e outros justificaram suas respostas, Freire vai mais além, continuo bem aberto a advertência de Marx, a da necessária redicalidade que me faz sempre desperto a tudo o que diz respeito a defesa dos interesses humanos (FREIRE, 1996, p. 100). . Gelzineide: Os conteúdos e as atividades são desenvolvidos de forma simples e desafiadoras, permitindo que os alunos possam refletir de o ser humano é parte integrante da natureza e pode transformar o meio em que vivem. . Grinaura: O material apresentado no livro desde as imagens, aos temas abordados, são significativos. Ciências é sempre interessante, porque fala da vida. Isso leva a compreensão do mundo natural em que vivemos e a percepção do homem como dentre os seres vivos é o único com capacidade para agir, transformando as questões ambientais. Valéria: Desempenha um papel fundamental na construção da cidadania e na formação de opinião dos alunos. Essa preocupação em transmitir valores éticos é reflexo do fato de que, cada vez mais, torna-se clara a responsabilidade que a escola tem na formação cidadã, moral e ética de uma criança. Maria José Rodrigues: Os conteúdos expressos no livro tem tudo haver com a visão do mundo do homem, pois aborda vários temas necessários na construção do saber do aluno desde a higiene do corpo, alimentação e o planeta terra e as formas de comportamento dentro do aprendizado. . 17
  • 18. Aldilene: O processo de construção envolve a vida cotidiana do homem por inteiro. Sendo assim, os conteúdos metodológicos favorecem a formação de sujeitos passivos na sociedade, mas o homem age de uma forma espontânea e instintivamente então é necessário que nós nos adequamos a mudança que se manifesta em cada um. Cicera: Os conteúdos divulga, mostra ao ser humano/leitor a construção de um novo saber, entender, comparar o que existe no nosso mundo e não damos conta disso; e o homem é um agente de transformação é um dos mais responsável pela modificação do nosso planeta. Ivete: Há a interdisciplinaridade contextualizada, com uma visão construtiva do conhecimento. Verônica: Aborda desde a realidade do aluno, passando pela fantasia (fábulas), ate o uso da tecnologia, tão indispensável no mundo contemporâneo. Traz temas que apresentam ao aluno fatos da humanidade, bem distantes da nossa realidade, mas que é imprescindível que o aluno conheça. Vera Lúcia: Desde que o professor desenvolva saberes e competências para superar as limitações próprias dos livros, que por seu caráter genérico, por vezes, não podem contextualizar os saberes como não podem ter exercícios específicos para atender as problemáticas locais. Fazendo então a conexão necessária na construção da cidadania com aspectos locais localizados no seu cotidiano. Taciana: Vem trazendo claramente a visão da leitura do mundo, as crianças vão aprendendo a lidar com os recursos naturais existentes na terra e compreendendo os porquês de sua transformação de sua evolução, desenvolvimento e crescimento. Contudo, explica Freire, como não posso ser professor sem me achar capacitado para ensinar certos e bem os conteúdos de minha disciplina não posso por outro lado, reduzir minha prática docente ao puro ensino daqueles conteúdos. Esse é um momento apenas da minha prática pedagógica. Tão importante quanto ele, o ensino dos conteúdos, é o meu testemunho ético ao ensiná-los. É a decência com o que faço. É a preparação científica revelada sem arrogância, pelo contrário, com humildade. [...] a leitura de mundo revela, evidentemente, a inteligência do mundo cultural e socialmente se constituindo. Revela também o trabalho individual de cada sujeito no próprio processo de assimilação do mundo (FREIRE, 1996, p.103-123). Considerações Finais Discutimos neste trabalho, a metodologia de ensino de ciências como uma prática que requer uma reflexão, na formação continuada do educador. Nesse sentido, o professor das séries iniciais sabe que tem que ter, um método para despertar o interesse dos alunos e manter sua atenção, pois a metodologia é muito mais complexa nos seus objetivos. Desde as tendências pedagógicas na prática escolar, os métodos sempre se diferenciavam em cada tendência podendo ser oral e verbal, dependendo da 18
  • 19. época do ensino. Se a metodologia é o conjunto de métodos, regras e postulados utilizados em determinada disciplina e sua aplicação. Perguntamos como utilizar metodologia para ensinar ciências se o livro é a única ferramenta das séries iniciais? Porque a ciência da natureza é tão diversificada, mas a sua metodologia é pouco aplicada pelos educadores na educação infantil? Porque os professores sentem dificuldade ao ensinar ciências? Portanto, não teremos essas respostas imediatas, mas o método mais usado pelos professores continua sendo o que melhor se adequa a situação de ensino- aprendizagem para os alunos. Nessa metodologia, o livro didático sempre será a ferramenta que orienta o professor na utilização de qual método, irá incentivar a sua autonomia docente.O livro de texto não é um instrumento isolado, acredito que seja possível a partir dessas analises qualitativas da metodologia dos livros didáticos das séries iniciais, ter mostrado a questão do livro de texto na realidade, Álvares (1991) recomenda que essa prática poderia levar o professor a críticas bem fundamentadas e até denúncias que fossem necessárias, as quais certamente viriam contribuir para melhorar o padrão de nossos textos, ou, pelo menos, para confirmar que o mercado é pobre em termos de opções para cursos com ênfases curriculares não tradicionais ou que reflitam as pesquisas desenvolvidas no ensino dos diversos ramos do conhecimento. Apresentamos alguns conteúdos em que os professores sentem dificuldade em repassá-los no ensino aprendizagem por diversos fatores citados, apesar dos recursos didáticos disponibilizados para serem trabalhados com os alunos em atividades extra-classe ou em estudo na sala de aula. As sugestões que foram trabalhadas sobre o tema em estudo, segundo Pernambuco (2002) visam reforçar e estimular a formação continuada e multidisciplinar do professor de ciências de hoje e de amanhã. Referências ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 6ª ed. São Paulo. Cortez, 2008. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. (org.). Ensino de ciências: Unindo a pesquisa e a prática. São Paulo, Pioneira Thonson learning, 2004. CRUZ, José Luiz de Carvalho, et al. Projeto Pitangá.São Paulo: Moderna Ltda, 2005. CUNHA, Paulo e RAIMONDI, S. Ciências (Coleção Curumim). Atual 2004. DELIZOICOV, Demétrio. et al. Ensino de ciências: Fundamentos e métodos. São Paulo, Cortez, 2002. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa, São Paulo: Paz e Terra, 1996. JAKIEVICIUS, Mônica. Ciências atividades integradas. São Paulo:Scipione. 19
  • 20. LEMBO, Rosely e COSTA, I.Ciências. Ática LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública. São Paulo, Cortez, 1995. LUCAS, Pedro R. Ciências nosso mundo. São Paulo: Ática. MACHADO, Lucinéia. Ciências para a nova geração. São Paulo:Nova Geração. MENEGUELHO, Marinez. et al. De olho no futuro. ed.Quinteto Editorial Ltda. MENEZES, Josinalva Estácio de. Adapatação do texto: definição de critérios para orientar a avaliação dos livros didáticos. Brasília. FAE, 1994. MOREIRA, Marcos Antônio & AXT, Rolando . Tópicos em ensino de ciências. Porto Alegre, Sagra, 1991. NORONHA, Maria Eduarda e SOARES, M. L. Construindo e Aprendendo. ed.Construir. OLIVEIRA, Maria Marly. Formação e práticas pedagógicas: múltiplos olhares no ensino das ciências, Recife, Bagaço, 2008. PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Ciências Naturais. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3ed. Brasilia: A secretaria, 2001. PAULINO, Wilson Roberto. O corpo humano. São Paulo:Ática. ROSA, Dalva. et al. Ensino: Interfaces com diferentes saberes e lugares formativos. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. SAMPAIO, Francisco Azevedo de Arruda e CARVALHO, A.F.Caminhos da ciência (Uma abordagem socioconstrutivista). São Paulo:IBEP. TRIGO, E.C.; TRIGO, E.M. Viver e aprender. São Paulo:Saraiva, 2006. 20

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