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Teste de 8º ano de Português- texto dramático
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Teste de 8º ano de Português- texto dramático

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Teste de Português sobre texto dramático-"História breve da lua", de António Gedeão

Teste de Português sobre texto dramático-"História breve da lua", de António Gedeão

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  • 1. 1 TESTE DE PORTUGUÊS 8.º Ano Nome: _______________________________________________Nº:______Ano/Turma:______ Classificação: ___________________________ O/A Professor(a):_______________________ O Encarregado de Educação: __________________________ ____/____2014 GRUPO I- COMPREENSÃO ORAL (10 pts) 1. Ouve com atenção o conto “A noiva do corvo”, de Teófilo Braga, e assinala para cada item a única opção correta. 1. Havia, numa terra, um corvo que queria casar. À primeira rapariga que recusou o seu pedido, o corvo a. prometeu vingar-se. ____ b. arrancou-lhe um pedaço do braço. ____ c. arrancou-lhe os olhos. ____ d. bicou-lhe as orelhas até sangrarem. ____ 2. Com medo, uma rapariga aceitou casar-se com o corvo. A vizinha aconselhou-a a a. chamuscar-lhe as penas. ____ b. arrancar-lhe algumas penas quando adormecesse.____ c. deitar-lhe veneno na comida. ____ d. contratar um bandido para o matar.____ 3. A vizinha achava que, assim, a. o corvo não magoaria mais a esposa. ____ b. lhe quebraria o feitiço. ____ c. dessa maneira ficaria com a magia do corvo.____ d. o corvo morreria.____ 4. Ao fazer o que a vizinha lhe aconselhou, a rapariga a. ficou sem os olhos. ____ b. recebeu a magia do marido. ____ c. enfraqueceu o corvo. ____ d. dobrou o encantamento do corvo.___ 5. O corvo pediu à mulher que chamasse os pássaros para a. lhe darem as suas penas. ____ b. chorarem no seu funeral. ____ c. adorarem o seu rei. _____ d. o levarem até ao paraíso. ____ 6. Logo de seguida, o corvo a. morreu. ____ b. ficou transformado em pó. ____ c. bateu as asas e desapareceu. ____ d. foi levado pelo demónio. ____ 7. Antes de desaparecer, o corvo disse à mulher que, para o tornar a ver, teria de a. dançar durante sete semanas. ____ b. romper uns sapatos de ferro. ____ c. fazer um pacto com o diabo. ____ d. mandar rezar uma missa pela sua alma. ____ 8. Ao perguntar a um velho se tinha visto um pássaro, aquele disse-lhe que a. não tinha visto nenhum. ____ b. só tinha visto rolas e pombas. ____ c. naquela zona não havia pássaros. ____ d. vira muitos na fonte Madrepérola. ____ 9. Um corvo que encontrou disse-lhe para entrar numa casa ao pé de uma fonte e para a. matar o velho que a guardava e quebrar as gaiolas que ele tinha.____ b. procurar aí o seu marido. ____ c. esperar aí o rei dos pássaros. ____ d. bater à porta. _____ 10. Ao fazer o que o corvo mandou, a rapariga descobriu que o seu marido era a. um feiticeiro.____ b. um belo rapaz. ____ c. o rei. ____ d. um duende encantado. ____
  • 2. 2 GRUPO II- LEITURA (40 pts) RAP. AST. RAP. AST. RAP. JER. AGA. JER. AGA. (Entra a Rapariga das Fases. Veste um trajo comprido, amplo e liso, com a frente branca e as costas pretas, de tal modo que vista de frente se vê toda branca; de costas toda preta; de perfil, metade branca e metade preta.) Desculpem a intervenção. Calhou passar por aqui e mesmo sem qu’rer ouvi toda a vossa discussão. Falávamos sobre a Lua. Eu sei, eu sei. E o senhor falava como um doutor muito seguro da sua. Sinto-me cheia de sorte e aproveito a ocasião p’ra lhe pôr uma questão, no caso que não se importe. Poder ensinar alguém P'ra mim é sempre uma festa. Pois então aqui a tem. A minha dúvida é esta. Nunca percebi porquê nem sempre a Lua se vê co’a forma que deve ter. não sei onde ela se esconda para às vezes ser redonda e outras vezes não ser. Ande lá, ande. Responda. Também me interessa saber. (aparte, para Agapito) ‘Stou a ver que esta seresma julga que a Lua é a mesma, mas são várias, pois não são? Ai, Jerónimo, Jerónimo! Não nasceste para “astrónimo”. Cala a boca, parvalhão.
  • 3. 3 AST. RAP. AST. AGA. AST. JER. AST. RAP. Daqueles vários aspetos que nos são apresentados há quatro casos concretos que têm nomes completos e bastante apropriados. Em cada um se acentua a situação que lhe cabe. Chamam-se as fases da Lua como toda a gente sabe. (apontando para a Rapariga para que lhe responda) As fases são… Lua cheia. (apontando para Agapito) Segue-se… Quarto minguante. E depois?... (aponta para Jerónimo) (encolhendo-se) Não faço ideia. É melhor passar adiante. (apontando de novo para a Rapariga) Depois… É a lua nova. Atenta no texto e responde ao questionário que se segue: 1. Quantos atores seriam precisos para representar esta peça de teatro (3 pontos)? 2. Em que estação do ano se desenrola a ação (2 pontos)? 3. Embora o texto se intitule Lição de astronomia, sabemos que não se passa numa escola. Porquê (5 pontos)? 4. Que lição de astronomia é aqui dada? Explica os ensinamentos do astrónomo por palavras tuas (7 pontos).
  • 4. 4 5. Por que razão, na segunda fala de Agapito, surge uma palavra entre aspas (4 pontos)? 6. Partindo do excerto, faz a caracterização da Rapariga e do Astrónomo (9 pontos). 7. Retira do excerto dois exemplos diferentes de tipos de cómico (5 pontos). 8. Explicita por que motivos esta peça é um “auto” (5 pontos). GRUPO III- GRAMÁTICA (20 pts) 1. Identifica as funções sintáticas desempenhadas pelos enunciados sublinhados em cada frase (5 pontos): a) “Entra a Rapariga das Fases.” b) “Falávamos sobre a Lua” c) “Ai, Jerónimo, Jerónimo!” d) “apontando para a Rapariga para que lhe responda” e) “Chamam-se as fases da Lua como toda a gente sabe.” 2. Transforma as frases e coloca-as no discurso indireto (6 pontos): a) RAP— “Calhou passar por aqui e mesmo sem querer ouvi toda a vossa discussão.” b) AGA—“ Cala a boca, parvalhão.” c) AST— “Poder ensinar alguém p'ra mim é sempre uma festa.” 3. Atenta nos seguintes pares de palavras e indica a relação que mantêm entre si (4 pontos). a) molho/ molho; b) casa/ casa; c) móveis/ sofá; d) mural/ moral; e) tímido/ envergonhado; f) traz/ trás. g) secretária/ secretaria h) leguminosas/ ervilhas 3.1. Redige duas frases onde apliques as palavras homónimas que identificaste no exercício anterior (2 pontos). 4. Identifica, com a letra D, as palavras usadas com sentido denotativo e com C aquelas que têm um sentido conotativo (3 pontos): a) O corpo é dividido em cabeça, tronco e membros. b) Ele tem uma boa cabeça! c) Ontem, o Miguel teve de engolir um sapo! d) Vi um sapo no teu jardim. e) O rei de Espanha está doente. f) Julgas que tens o rei na barriga?
  • 5. 5 GRUPO IV- PRODUÇÃO ESCRITA (30 pts) Escreve um texto argumentativo, com um mínimo de 180 e um máximo de 220 palavras, em que fales sobre as conquistas mais improváveis do Homem, como a chegada à lua, o desenvolvimento da tecnologia e da ciência, etc. Apresenta, pelo menos, dois argumentos e os respetivos exemplos.  Antes de escreveres o texto, tens de ter em conta as indicações seguintes: . Tenta estabelecer com clareza o teu discurso, de modo a que as tuas afirmações e raciocínio sejam coerentes e façam sentido. . Organiza o texto e faz parágrafos sempre que seja necessário. . Tenta exprimir-te corretamente, tendo em atenção a construção de frases, a ortografia, a escolha do vocabulário adequado e a pontuação.  Depois de escreveres o texto, relê-o com muita atenção e corrige-o, se necessário, antes de entregares a tua prova. Observações relativas ao Grupo IV: 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2013/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 220 palavras –, há que atender ao seguinte: – um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos); – um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos. BOM TRABALHO!!!! A DOCENTE: Lucinda Cunha
  • 6. 6 I Proposta de correção Grupo I-1.c; 2.a; 3.b; 4.d; 5.a; 6.c; 7.b; 8.d; 9.a; 10.c A Noiva do Corvo Havia numa terra uma mulher, que tinha em sua companhia um corvo. Defronte dela moravam três raparigas muito lindas. Como o corvo queria casar, mandou falar à mais velha; respondeu-lhe que não, e o corvo, raivoso, arrancou-lhe os olhos. Sucedeu o mesmo com a segunda, até que a terceira sempre se sujeitou a casar com o corvo. Tempos depois de já viverem na sua casa, a rapariga falou a uma vizinha no seu desgosto de estar casada com um corvo; a vizinha aconselhou-lhe que lhe chamuscasse as penas, porque podia ser obra de encantamento, e assim se quebraria. Quando à noite se foram os dois deitar, a rapariga chegou a candeia às penas do corvo; ele acordou logo, dando um grande berro: - Ai, que me dobraste o encantamento! Se me queres salvar, vai pôr-te àquela janela, e todos os pássaros que vires, chama-os e pede-lhes assim: «Venham, passarinhos, venham despir-se para vestir el-rei que está nu.» De facto os passarinhos começaram a vir poisar na janela, e cada um deixava cair uma pena com que o corvo se foi cobrindo. Depois que ficou outra vez emplumado, o corvo bateu as asas e desapareceu, dizendo para a mulher: «Agora se me quiseres tornar a ver sapatos de ferro hás-de romper.» A pobre rapariga ficou sozinha toda aquela noite, e logo que amanheceu foi comprar uns sapatos de ferro e meteu-se a correr o mundo. Tinha os sapatos quase estragados de andar, quando encontrou um velho e lhe perguntou se não tinha visto um pássaro. O velho respondeu: - Eu venho da fonte da Madrepérola, onde estavam bastantes. Ela continuou o seu caminho, e antes de chegar à fonte ali encontrou um corvo que lhe disse: _ Olha, se quiseres salvar o rei, vai à fonte, onde estará uma lavadeira a lavar um vestido de penas, tira- lho e lava-o tu. Ao pé da fonte está uma casa, e um velho que a guarda; entra aí, mata o velho para poderes quebrar todas as gaiolas e dar a liberdade aos pássaros que ele tem lá presos. A rapariga chegou à fonte, e fez como o corvo lhe tinha dito: lavou o vestido de penas, e depois entrou na casa onde estava o velho, fingiu que via vir pelo mar uma linda embarcação; o velho chegou-se à janela e a rapariga pegou-lhe pelas pernas e deitou-o ao mar. Depois quebrou todas as gaiolas e os pássaros em liberdade tornaram-se príncipes que estavam encantados, e entre eles estava o seu marido, que era o rei e lhes pôs obrigação de a servirem toda a vida.
  • 7. 7 II 1. São necessários sete atores, de modo a poderem desempenhar os papéis de Narradora, Senhor do Mundo, Camponês, Astrónomo, Rapariga, Agapito e Jerónimo. 2. A acção desenrola-se na primavera. 3. Sabemos que não se passa na escola pois Jerónimo e Agapito são já adultos e caminhavam quando encontraram o Astrónomo. Mais tarde surge a Rapariga, que também ia a passar. 4. O astrónomo explica por que razão a Lua apresenta formas diferentes. As quatro fases da Lua explicam-se pelo facto de aquele astro girar à volta da Terra e sobre si próprio (“como se fosse um pião”). Assim, a parte visível da Lua varia conforme o Sol e com a posição em que a Lua e a Terra se encontram. 5. Para assinalar uma palavra errada - “astrónimo” (alteração de “astrónomo” que, para além de permitir caracterizar a personagem, rima com “Jerónimo”). 6. A Rapariga veste um vestido branco à frente e preto atrás, é interessada, simpática e educada, curiosa e gosta de aprender. O Astrónomo é muito “seguro” do que diz e gosta muito de ensinar aos outros aquilo que sabe sobre astronomia. 7. Cómico de linguagem: “Ai, Jerónimo, Jerónimo! Não nasceste para “astrónimo”. Cala a boca, parvalhão.” Cómico de carácter: “‘Stou a ver que esta seresma julga que a Lua é a mesma, mas são várias, pois não são?” 8. Esta peça é um auto pois tem a dupla função de instruir ao mesmo tempo que diverte, ou seja, é uma comédia que transmite conhecimentos de astronomia. III 1. a) sujeito b) complemento oblíquo c) vocativo d) complemento indireto e) modificador do grupo verbal 2. a) A Rapariga disse ao Astrónomo que calhara /tinha calhado passar por ali e que mesmo sem querer ouvira /tinha ouvido a sua discussão/ discussão deles. b) O Agapito mandou o Jerónimo calar-se e ainda lhe chamou parvalhão./ O Agapito ordenou ao Jerónimo que se calasse e chamou-lhe parvalhão… c) O Astrónomo declarou que, para ele, poder ensinar alguém era sempre uma festa. 3. a) homografia b) homonímia c) hiperonímia/ hiponímia d) paronímia e) sinonímia f) homofonia g) homografia i) hiperonímia/ hiponímia 3.1. Aquela casa é enorme!/ O João casa amanhã.
  • 8. 8 4. a) D b) C c) C d) D 5) D 6) C IV- Resposta aberta