Direito penal

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Direito penal

  1. 1. INTRODUÇÃO .........................................................................................................................................7 Direito Penal ........................................................................................................................................7 Escolas penais.....................................................................................................................................7FONTE DO DIREITO PENAL...................................................................................................................8LEI PENAL ...............................................................................................................................................9 Característica da lei penal....................................................................................................................9 Classificação da lei penal.....................................................................................................................9 Classificação da norma penal ..............................................................................................................9 NORMA PENAL EM BRANCO (cegas ou abertas):.......................................................................10INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL ........................................................................................................10 Analogia.............................................................................................................................................11 Vigência e revogação da lei ...............................................................................................................11PRINCÍPIOS DA LEI PENAL..................................................................................................................11 OUTROS PRINCÍPIOS DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL:.............................................................12LEI PENAL NO TEMPO .........................................................................................................................12 Conflito de leis penais........................................................................................................................13 Solução legal das hipóteses de conflito de leis penais no tempo...................................................13TEMPO DE CRIME ................................................................................................................................14 Teorias sobre ao tempo do crime......................................................................................................14CONFLITO APARENTE DE NORMAS...................................................................................................15 Elementos configurativos do conflito ..................................................................................................15LEI PENAL NO ESPAÇO .......................................................................................................................16TERRITORIALIDADE DA LEI PENAL BRASILEIRA .............................................................................16LEI PENAL EM RELAÇÃO A PESSOAS QUE EXERCEM DETERMINADAS FUNÇÕES PÚBLICAS ...17EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL BRASILEIRA...................................................................18EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRA ..........................................................................................20LUGAR DO CRIME ................................................................................................................................21CONTAGEM DE PRAZO CONFORME O CÓDIGO PENAL ..................................................................21 Hipótese de o código penal e o código de processo penal tratarem do mesmo prazo .......................22DO CRIME .............................................................................................................................................22 Crime - conceito material ...................................................................................................................22 Crime – conceito formal .....................................................................................................................22 Crime - conceito analítico...................................................................................................................22 Caracteres do crime sob o aspecto ANALÍTICO............................................................................22 Fato típico, a antijuridicidade e a culpabilidade ..................................................................................22 Requisitos, elementares e circunstâncias do crime:...........................................................................23DOS SUJEITOS DO CRIME, CAPACIDADE PENAL E OBJETO DO CRIME ........................................23TÍTULO DO DELITO, CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS....................................................24 Classificação das infrações penais ...................................................................................................24 Qualificação legal e doutrinária dos crimes ........................................................................................24 Qualificação doutrinária.................................................................................................................24O FATO TÍPICO: CONDUTA, RESULTADO E DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE ..............................30 Fato típico ..........................................................................................................................................30 Elementos do fato típico.....................................................................................................................30 Conduta - 1° elemento do fato típico ............... ...................................................................................30 Teorias da conduta........................................................................................................................30 Características - elementos ...........................................................................................................30 Coação irresistível .........................................................................................................................31 Formas de conduta........................................................................................................................31 Resultado - 2° elemento do fato típico ............. ..................................................................................32 Teoria sobre o resultado................................................................................................................32 Relação de causalidade - 3° elemento do fato típico ..........................................................................32 Teoria do tipo.....................................................................................................................................34 Formas de adequação típica .........................................................................................................34 Elementos do tipo podem ser ........................................................................................................34TEORIA DO CRIME DOLOSO E CULPOSO.........................................................................................35 1
  2. 2. Crime doloso......................................................................................................................................35 Teoria do dolo ...............................................................................................................................35 Espécies de dolo ...........................................................................................................................35 Crime culposo....................................................................................................................................36 Critério de aferição da previsibilidade ...........................................................................................37 Culpabilidade no delito culposo .....................................................................................................37 Elemento do fato típico culposo.....................................................................................................37 Espécies de culpa .........................................................................................................................37CRIME PRETERDOLOSO .....................................................................................................................38ERRO DE TIPO......................................................................................................................................39 Delito putativo por erro de tipo ...........................................................................................................39 Formas do erro de tipo.......................................................................................................................40ERRO PROVOCADO POR TERCEIRO .................................................................................................41ERRO ACIDENTAL................................................................................................................................41 Casos ................................................................................................................................................41CRIME CONSUMADO ...........................................................................................................................43 Iter criminis ........................................................................................................................................43TENTATIVA ...........................................................................................................................................43 Formas de tentativa ...........................................................................................................................43 Elementos da Tentativa .....................................................................................................................44DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ...........................................................44ARREPENDIMENTO POSTERIOR........................................................................................................45 Requisitos para redução da pena ......................................................................................................45CRIME IMPOSSÍVEL .............................................................................................................................45DA ANTIJURIDICIDADE, DO ESTADO DE NECESSIDADE, LEGÍTIMA DEFESA E DO ESTRITOCUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL ....................................................................................................46 Da antijuridicidade .............................................................................................................................46 Causas de exclusão de antijuridicidade.........................................................................................46 Estado de necessidade .................................................................................................................47 Legítima defesa.............................................................................................................................49 Estrito cumprimento do dever legal - exercício regular do direito...................................................51 Exercício regular do direito .......................................................................................................52 Excesso nas excludentes da ilicitude ............................................................................................53CONCURSO DE AGENTES...................................................................................................................53 Teorias...............................................................................................................................................54 Causalidade física e psíquica.............................................................................................................54 Autoria ...............................................................................................................................................54 Co-autoria..........................................................................................................................................55 Participação .......................................................................................................................................55 Autoria mediata..................................................................................................................................56 Concurso de pessoas e crimes por omissão......................................................................................56 Co-autoria de crime culposo ..............................................................................................................56 Cooperação dolosamente distinta......................................................................................................56 Punibilidade no concurso de agentes.................................................................................................57 Qualificadoras e agravantes ..............................................................................................................57 Concurso e circunstâncias do crime...................................................................................................57 Concurso e execução do crime..........................................................................................................57 Autoria incerta....................................................................................................................................58 Multidão delinqüente..........................................................................................................................58DA CULPABILIDADE COMO PRESSUPOSTO DA PENA .....................................................................58 Introdução..........................................................................................................................................58 Conceito de culpabilidade ..................................................................................................................58 Teorias da culpabilidade ....................................................................................................................58 Característica do Finalismo................................................................................................................59IMPUTABILIDADE .................................................................................................................................59 Introdução..........................................................................................................................................59 Imputabilidade e responsabilidade.....................................................................................................60 2
  3. 3. Fundamento da imputabilidade ..........................................................................................................60 Causas de exclusão da imputabilidade ..............................................................................................60 Inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado................60 Actio libera in causa...........................................................................................................................62 Exigibilidade de conduta diversa........................................................................................................62CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPABILIDADE....................................................................................62 Quadro sinóptico................................................................................................................................63INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA COMO CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DACULPABILIDADE ...................................................................................................................................63ERRO DE PROIBIÇÃO ..........................................................................................................................63 Introdução..........................................................................................................................................63 Conceito de erro de proibição ............................................................................................................64 Formas ..............................................................................................................................................64 Erro de proibição e erro de tipo..........................................................................................................64 Casos de erro de proibição ................................................................................................................64 Erro e ignorância de direito ................................................................................................................64 Descriminantes putativas ...................................................................................................................65 Suposição errônea da existência de causa de exclusão da ilicitude não reconhecida juridicamente..65COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL .........................................................................................................65 Conceito ............................................................................................................................................65 Espécies de coação...........................................................................................................................65 Espécies de coação prevista no artigo 22, 1ª parte, do C. P. .............................................................66 Coação moral irresistível como causa de exclusão da culpabilidade - responsabilidade do autor......66DA OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA..........................................................................................................66 Conceito e espécies de ordem superior hierárquico...........................................................................66 Obediência hierárquica como causa de exclusão da culpabilidade ..................................................66 Requisitos, responsabilidade do superior hierárquico: .......................................................................67DA INIMPUTABILIDADE POR DOENÇA MENTAL OU DESENVOLVIMENTO MENTAL INCOMPLETOOU RETARDADO. .................................................................................................................................67 Introdução..........................................................................................................................................67 Critério de aferição da inimputabilidade .............................................................................................68 Requisitos normativos da imputabilidade ..........................................................................................68 Menoridade penal ..............................................................................................................................69DA INIMPUTABILIDADE POR EMBRIAGUEZ COMPLETA PROVENIENTE DE CASO FORTUITO OUDE FORÇA MAIOR. ...............................................................................................................................69 Introdução..........................................................................................................................................69 Sistema da embriaguez na legislação brasileira ...............................................................................70 Embriaguez voluntária ou culposa - actio libera in causa ...................................................................70 Embriaguez acidental: casos de exclusão da imputabilidade e de diminuição da pena (§ 1º) ............70 Requisitos da inimputabilidade na embriaguez acidental ...................................................................71 Redução da pena...............................................................................................................................71 Requisito da redução facultativa da pena na embriaguez acidental ...................................................71DA SANÇÃO PENAL - DAS PENAS ......................................................................................................71 Caracteres da pena ...........................................................................................................................71 Classificação doutrinária da pena ......................................................................................................72 Classificação da pena segundo a constituição federal ......................................................................72 Classificação da pena segundo o código penal .................................................................................72DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE ..........................................................................................72 Regimes penitenciários, reclusão e detenção ....................................................................................73 Regras do regime fechado.................................................................................................................73 Regras do regime semi-aberto...........................................................................................................74DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS ...........................................................................................74 Espécies e regras ..............................................................................................................................74 Condições do sistema vicariante........................................................................................................74 Conversão .........................................................................................................................................74 Prestação de serviço a comunidade ..................................................................................................75 Interdição temporária de direitos........................................................................................................75 3
  4. 4. Fim de semana ..................................................................................................................................75DAS PENAS DE MULTA........................................................................................................................75 Critérios de cominação ......................................................................................................................75 FIXAÇÃO DA MULTA ........................................................................................................................76 Pagamento da multa..........................................................................................................................76 Solvência e insolvência do condenado, conversão da multa em detenção ........................................76 Conversão da multa...........................................................................................................................77 Deve ser suspensa a execução se sobrevêm ao condenado doença mental.....................................77DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA .........................................................................................................77 Introdução..........................................................................................................................................77 Conceito de periculosidade................................................................................................................78 Fatores e indícios de periculosidade ..................................................................................................78 Pressupostos de aplicação ................................................................................................................78 Periculosidade real e presumida ........................................................................................................78 Espécies de medida de segurança ....................................................................................................78 Imposição de medida de segurança ao inimputável...........................................................................78 A internação é obrigatória ..................................................................................................................79 Sistema vicariante..............................................................................................................................79 Extinção da punibilidade ....................................................................................................................79A PENA E AS CIRCUNSTÂNCIAS.........................................................................................................79 Circunstâncias e elementares do crime .............................................................................................79 Posição das circunstâncias na teoria do crime e da sanção penal.....................................................80 Classificação......................................................................................................................................80 Circunstâncias judiciais......................................................................................................................81 Circunstâncias agravantes.................................................................................................................81 Comentários sobre as agravantes: artigo 61, II..................................................................................82 Agravantes no caso de concurso de pessoas – art. 62 ......................................................................84 Reincidência ......................................................................................................................................84 Efeitos da reincidência ..................................................................................................................85 Eficácia temporal da condenação..................................................................................................86 Circunstâncias atenuantes.................................................................................................................86DA COMINAÇÃO E APLICAÇÃO DA PENA ..........................................................................................87 Cominação das penas .......................................................................................................................87 Juízo de culpabilidade como fundamento de imposição da pena.......................................................87 Fixação da pena ................................................................................................................................88 Fases da fixação da pena privativa de liberdade ...............................................................................88 Causas de aumento e de diminuição da pena ...................................................................................88 Fases da fixação da pena privativa de liberdade ("caput") .................................................................89 Regras da imposição das penas ........................................................................................................89 Concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes .......................................................................90 Concurso de causas de aumento e de diminuição. concurso de qualificadores .................................90 Fixação da pena de multa..................................................................................................................90 Multa vicariante (§ 2º) ........................................................................................................................91CONCURSO DE CRIMES......................................................................................................................91 Introdução..........................................................................................................................................91 Sistemas............................................................................................................................................91 Espécies de concurso........................................................................................................................91 Concurso material..............................................................................................................................92 Concurso formal ................................................................................................................................92 Crime continuado...............................................................................................................................93 Aplicação da multa ........................................................................................................................94 Limite das penas ...........................................................................................................................94 Unificação das penas em trinta anos (§ 1º): efeitos .......................................................................94 Concurso de crime e contravenção ...............................................................................................95DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA EXECUÇÃO DA PENA - SURSIS ..............................................95 Conceito ............................................................................................................................................95 Sistemas............................................................................................................................................95 4
  5. 5. Formas ..............................................................................................................................................95 Requisitos..........................................................................................................................................95 Extinção de punibilidade em relação ao crime anterior: .....................................................................96 Período de prova e condições............................................................................................................96 Causas de revogação do sursis .........................................................................................................97 Prorrogação .......................................................................................................................................97 Extinção da pena ..............................................................................................................................98DO LIVRAMENTO CONDICIONAL ........................................................................................................98 Explicações preliminares ...................................................................................................................98 Sursis x livramento condicional ..........................................................................................................98 Requisitos..........................................................................................................................................98 Concessão do livramento condicional e período de prova .................................................................99 Revogação.........................................................................................................................................99 Causas de revogação obrigatória do livramento condicional............................................................100 Causas de revogação facultativa do livramento ...............................................................................100 Efeitos da revogação do livramento condicional ..............................................................................100 Extinção da pena .............................................................................................................................101 Prorrogação do período de prova ....................................................................................................101DOS EFEITOS CIVIS DA SENTENÇA PENAL ....................................................................................101 Noções preliminares ........................................................................................................................101 Entre os efeitos secundários extrapenais da condenação, incluem-se os de natureza civil e administrativa...................................................................................................................................102 Condenação penal e reparação civil ................................................................................................102 Actio civilis ex delicto .......................................................................................................................102 Absolvição penal e reparação civil ...................................................................................................103 Confisco...........................................................................................................................................104 Efeitos específicos ...........................................................................................................................104 perda de cargo, função pública crimes comuns e funcionais (I)...................................................104 Perda de mandato eletivo (iI).......................................................................................................105 Incapacidade para exercer o pátrio poder, tutela ou curatela ......................................................105 Inabilitação para dirigir veículos...................................................................................................105DA REABILITAÇÃO .............................................................................................................................105DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE......................................................................................................106 Conceito de punibilidade..................................................................................................................106 Condições objetivas de punibilidade ................................................................................................106 Causas extintivas da punibilidade - CP. art. 107 ..............................................................................106 Escusas absolutórias .......................................................................................................................107 Efeitos da extinção da punibilidade ..................................................................................................108 Concurso de agentes.......................................................................................................................108 Imunidade parlamentar material ou penal ........................................................................................109 Perdão judicial .................................................................................................................................109 Conceito e elenco........................................................................................................................109 Natureza jurídica .........................................................................................................................109 Distinções....................................................................................................................................109 Extensão .....................................................................................................................................109 Natureza jurídica da sentença concessiva...................................................................................110 Morte do agente...............................................................................................................................110 Introdução ...................................................................................................................................110 Prova...........................................................................................................................................110 Da anistia, graça e indulto...............................................................................................................110 Introdução ...................................................................................................................................110 Anistia .........................................................................................................................................110 Concessão da anistia ..................................................................................................................111 Efeitos da anistia .........................................................................................................................111 Diferença entre anistia – graça – indulto......................................................................................111 Graça e indulto ................................................................................................................................111 Efeitos da graça e do indulto .......................................................................................................112 5
  6. 6. Renúncia e perdão...........................................................................................................................112 Conceito ......................................................................................................................................112 Oportunidade da renúncia ...........................................................................................................112 Formas de renúncia.....................................................................................................................112 Conceito de perdão .....................................................................................................................113 Oportunidade do perdão .........................................................................................................113 Formas perdão .......................................................................................................................113 Titularidade da concessão do perdão ....................................................................................113 Aceitação do perdão ...............................................................................................................114Decadência e perempção ................................................................................................................114 Decadência .................................................................................................................................114 Titularidade do direito de queixa ou representação – e decadência .......................................114 Perempção da ação penal...........................................................................................................114Retratação do agente ......................................................................................................................115 Conceito ......................................................................................................................................115 Casos ..........................................................................................................................................115Casamento subseqüente .................................................................................................................115 Casamento do agente com a vítima ............................................................................................115 Casamento da vítima com terceiros ............................................................................................116Prescrição........................................................................................................................................117 Introdução ...................................................................................................................................117 Pretensão punitiva e executória.................................................................................................117 Prescrição da pretensão punitiva e executória ..........................................................................117 Prescrição da pretensão punitiva.................................................................................................118 PRAZO PRESCRICIONAL .....................................................................................................118 Efeitos práticos da extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva.....................118 Crimes de pretensão punitiva imprescritível ................................................................................119 Prescrição executória ..................................................................................................................119 Prescrição superveniente à sentença condenatória (prescrição intercorrente) (cp. art. 109 §1º) .120 Contagem de prazo .....................................................................................................................120 Prazo prescricional retroativo (§§ 1º e 2º)....................................................................................121 Diferença entre a prescrição superveniente (§ 1º) e a retroativa (§ 2º) ........................................121 Princípios da prescrição retroativa...............................................................................................121 Espécies de penas e prescrições ................................................................................................121 Termos iniciais da prescrição da pretensão punitiva....................................................................122 Termos iniciais da pretensão executória......................................................................................123 Prescrição no caso de evasão do condenado ou revogação do livramento condicional ..............123 Multa ...........................................................................................................................................123 Redução dos prazos em face da idade do sujeito .......................................................................124 Causas suspensivas da prescrição .............................................................................................124 Término do prazo de suspensão da prescrição ...........................................................................124 Causas interruptivas da prescrição..............................................................................................124 Recomeço do curso prescricional (§ 2º) ......................................................................................126 Crimes falimentares.....................................................................................................................126 Crimes de imprensa ....................................................................................................................126 Crimes contra a segurança nacional e crimes militares .............................................................126 6
  7. 7. INTRODUÇÃODireito PenalORDENAMENTO: complexo de normas jurídicas que regulam o poder preventivo e repressivoexercitáveis sobre aqueles que praticam as infrações penais - Codificado. Infrações - são gêneros -onde os Crimes ou Delitos e as Contravenções Penais - são espécies.CIÊNCIA : ramo da ciência jurídica que tem por objeto exegese a dogmática e a crítica das normaspenais.Exegese: hermenêutica - interpretação das normas;Dogmática penal: criação de institutos jurídicos e será coordenação visando um sistema.Escolas penaisTEMPOS PRIMITIVOS: Não se pode falar em um sistema orgânico de princípios penais nos temposprimitivos. A pena, em sua origem remota, nada mais significa senão vingança., revide à agressãosofrida, desproporcionada com à ofensa e aplicada sem preocupação de justiça.Várias foram as fases der evolução da vingança penal. Para facilitar a exposição, seguimos a divisãoestabelecida por Magalhães Noronha, que distingue as fases da vingança privada, vingança divina evingança pública.Fases da vingança penal:VINGANÇA PRIVADA: cometido um crime ocorria a reação da vítima ou de seus parentes, ou, ainda,do grupo social- que agiam sem proporção à ofensa atingindo não só o ofensor , como até todo o seugrupo, adotado no Código de Hamurabi, Êxodo e Lei das XII Tábuas. Posteriormente surge acomposição, o ofensor se livrava do castigo com a compra de sua liberdade. Adotado no Código deHamurabi, Pentateuco e Código de Manu.VINGANÇA DIVINA: influência decisiva da religião na vida dos povos antigos. Reprimir o crime comsatisfação aos Deuses pela prática de ofensa contra o grupo social. Adotado no Código de Manu.VINGANÇA PÚBLICA: com maior organização, com o fim de dar maior estabilidade ao Estado, visou-se a segurança do soberano, aplicado na Lei das XII Tábuas.DIREITO PENAL DOS HEBREUS: com o talmud, substitui-se a pena de talião pela de multa, prisão eoutros gravames físicos, os crimes podiam ser classificados em crimes contra a divindade e contra osemelhante.DIREITO PENAL ROMANO: evoluindo-se das fases da vingança , através do talião e da composição,bem como da vingança divina na época da realeza, direito e religião se separam. Dividem-se os delitosem crimina pública, crimes majestais e delicta privada, posteriormente são criados os criminaextraordinária. Decisivo o direito romano para o direito penal, com os princípios: sobre o erro, culpa,dolo, imputabilidade, coação irresistível, agravantes e atenuantes.DIREITO GERMÂNICO: primitivo, não era composto de leis escritas , mas constituída pelos costumes.Tinha fortes características de vingança privada, só muito mais tarde foi aplicado o talião, por influênciado Direito Romano e do cristianismo..DIREITO CANÔNICO: marca a influência da religião no direito penal, assimilando o Direito Romano.PERÍODO HUMANITÁRIO: no decorrer do Iluminismo, inicia-se o denominado Período Humanitário.Surge César Bonesana, Marquês de Beccaria – publica seu livro “Dos delitos e das penas” (DelDelliti e Delle Pene ), que demonstra a necessidade de reforma das leis penais , pregando osseguintes princípios básicos:Só as leis podem fixar a pena, o juiz não pode interpretar ou aplicar sanções arbitrariamente;As leis devem ser conhecidas pelo povo, e redigidas com clareza;Prisão preventiva somente se justifica diante de provas de existência de crime e sua autoria;Não se deve permitir testemunho secreto, ou sob tortura;Não se justificam o confisco de bens de herdeiros dos condenados, o penas infamantes à sua família; 7
  8. 8. ESCOLA CLÁSSICA: as idéias fundamentais do Iluminismo, são reunidas, juntamente com a obra deBeccaria sob a denominação de Escola Clássica. Seu maior expoente foi Francisco Carrara , para eledelito: “é um ente jurídico impelido por duas forças: a física, que é o movimento corpóreo e o dano decrime e a moral constituída da vontade livre e consciente do criminoso”. Para a Escola Clássica: ométodo que deve ser utilizado no Direito Penal é o dedutivo ou lógico-abstrato – já que se trata deuma ciência jurídica – e não experimental próprio das ciências naturais.ESCOLA POSITIVA E PERÍODO CRIMINOLÓGICO: o movimento naturalístico do século XVIII,pregava a supremacia da investigação experimental em oposição à indagação puramente racional ,influenciou o Direito Penal. O movimento Criminológico do Direito Penal iniciou-se com os estudos domédico italiano César Lombroso, pioneiro da Escola Positiva e criador da Antropologia Criminal.Considerava, ele, o crime como manifestação da personalidade humana e produto de várias causas ,Lombroso estuda o delinqüente do ponto de vista biológico. Tem a Escola Positiva o seu maiorexpoente em Henrique Ferri, criador da Sociologia Criminal. Ele afirmava ser o homem responsávelpor viver em sociedade. Rafael Garófalo inicia a chamada fase jurídica do positivismo italiano,sustentava que no homem existem dois sentimentos básicos, a piedade e a probidade, e que o direito ésempre uma lesão desses sentimentos. Princípios Básicos da Escola Positiva:O crime é fenômeno natural e social, sujeito a influências do meio e de múltiplos fatores , exigindo oestudo pelos métodos experimentais;A responsabilidade penal é responsabilidade social, por viver o criminoso em sociedade, e tem porbase a sua periculosidade;A pena é medida da defesa social, visando à recuperação do criminoso ou à sua neutralização;O criminoso é sempre, psicologicamente, um anormal , de forma temporária ou permanente.ESCOLAS MISTAS E TENDÊNCIA CONTEMPORÂNEA: Conciliando os princípios da Escola Clássicae o tecnicismo jurídico com a Escola Positiva, surgiram as escolas ecléticas, mistas, com a TerceiraEscola e a Escola Moderna Alemã. Aproveitando as idéias de clássicos e positivistas, separava-se oDireito Penal das demais ciências penais, contribuindo de certa forma para evolução dos dois estudos.Hoje, em reação ao positivismo jurídico, em que se pregava a redução do direito ao estudo da leivigente, os penalistas passaram a preocupar-se com a pessoa do condenado em uma perspectivahumanista , instituindo-se a doutrina da Nova Defesa Social.Direito Penal no Brasil tivemos:as ordenações Afonsinas,as ordenações Manuelinas,as ordenações Filipinas,o Código Criminal do Império;Código Penal de 1890,o atual de 1942.FONTE DO DIREITO PENALFONTES: origem, princípio causa Origem do Direito PenalMATERIAIS ou SUBSTANCIAIS: - fontes de produção. Compete privativamente à União legislarsobre Direito Penal (CF. art. 22,I). Observe-se que o parágrafo único do referido artigo permite que leicomplementar federal autorize os Estados-Membros a legislar em matéria penal em questõesespecíficas (matérias locais).FORMAIS, de COGNIÇÃO ou de CONHECIMENTO: refere-se ao modo pelo qual exterioriza-se oDireito Penal:IMEDIATA OU DIRETA:Lei: única fonte direta de Direito Penal, diante do princípio da reserva legal. Trataremos de seuconteúdo mais abaixo. 8
  9. 9. INDIRETA:Costumes: fonte indireta ou subsidiária, é uma regra de conduta praticada de modo geral pelacoletividade, constante e uniforme, entretanto não cria delitos nem comina penas (princípio da reservalegal).Elementos:Elemento subjetivo: convicção da obrigatoriedade jurídica;Elemento Objetivo: constância e uniformidade dos atos.Espécies de costume:Contra legem : inaplicabilidade da norma jurídica em face do desuso, da inobservância constante euniforme da lei, sem entretanto revogá-la;Secundum legem: traça regras sobre a aplicação da lei penal;Praeter legem: preenche as lacunas e especifica o conteúdo da norma.Princípios Gerais de Direito: premissas éticas extraídas da legislação.Equidade: premissa ética correspondência jurídica e ética perfeita da norma, às circunstâncias do casoconcreto a que é aplicada. (segundo Magalhães Noronha, não é fonte de Direito Penal, mas forma deinterpretação).LEI PENALLEI: única fonte formal do Direito Penal - Deve ser precisa e clara.COMPÕE-SE DE DUAS PARTES A NORMA PENAL:Comando Principal ou Preceito Primário (descrição da conduta);Sanção ou Preceito Secundário (sanção).Característica da lei penalDescritiva: não proibitiva, descritiva – descreve a conduta e comina a pena;Classificação da lei penalGerais ou Comuns: vigem em todo o território NacionalEspeciais: vigem em apenas determinados segmentos do território Nacional.Ordinária: vigem em qualquer circunstância;Excepcionais: são destinadas a vigir em situações de calamidade pública, estado de sítio, guerra, ouseja situações emergenciais.Incriminadoras (lei penal em sentido estrito): é o que define os tipos penais e comina as respectivassanções;Não incriminadoras (lei penal em sentido amplo):Explicativas (ou complementares): esclarecem o conteúdo de outras ou fornecem princípios geraispara aplicação da pena Permissivas: são as que não consideram como ilícitos ou isentam de pena o autor do fato.Classificação da norma penalImperativa: a violação de preceito primário, acarreta a pena;Geral: destinada à todos;Impessoal: não se refere a determinada pessoa;Exclusiva: só ela define crimes e aplica pena;Fatos Futuros: não alcança os pretéritos, a não ser se beneficia o agente criminoso. 9
  10. 10. NORMA PENAL EM BRANCO (CEGAS OU ABERTAS):São as que a descrição da conduta se encontra incompleta, vaga, exigindo complementação por outranorma jurídica para que possam ser aplicadas ao caso concreto.Norma Penal em Branco pode ser:Sentido Estrito ou heterogêneas : cujo complemento está contido em outra regra jurídica procedentede uma instância legislativa diversa (fonte formal), seja de categoria superior ou inferior – nível diverso.Sentido Amplo (ou incompleta ou fragmento de norma): tem seu complemento na própria lei ououtras leis (fonte formal) – nível idêntico.INTERPRETAÇÃO DA LEI PENALInterpretação: O processo lógico que procura estabelecer a vontade contida na norma jurídica. Aciência que ou método que se preocupa com a interpretação da lei, denomina-se hermenêutica. Trata-se da extração do real significado da lei.ESPÉCIES DE INTERPRETAÇÃO:Quanto ao sujeito que a faz:Legislativa ou autêntica: feita pelo próprio legislador, procede da mesma origem que a lei, éobrigatória pode ser contextual ou lei posterior (lei interpretativa). Tem efeito ex tunc.Doutrinária ou científica: Entendimento dado pelos escritores ou comentadores do direito.Judicial (jurisprudencial): São as orientações que os juízes e tribunais vêm dando as normas, semforça obrigatória.Quanto ao meio empregado:Literal, gramatical ou sintática: Fixa-se no sentido das palavras ou das expressõesLógica ou Teleológica: tem por fim a lógica, indaga-se sobre a finalidade da lei, ou do dispositivoHistórica: para alcançar a mensagem do autor da lei, deve voltar a época da lei, observando os fatosque então ocorriam.Quanto ao resultado:Declarativa: encontra o significado oculto do termo ou expressão que pela lei foi usado. Quando o textoda lei é claro - não cabe especificação.Restritiva: reduz-se ao alcance da lei para que se possa encontrar sua vontdade exata.“Plux dixit quam voluit” - o legislador disse mais o que devia, o intérprete deve restringir.Extensiva: amplia-se o sentido da norma, ou mesmo, até o seu alcance.“Minus dixit quan voluit” deve estender o pensamento do legislador, já que este o restringiu..Progressiva: se abarcam no processo novas concepções ditadas pela transformação social, científicaou jurídica, ou até mesmo as morais que devem permear a lei penal estabelecida..Analógica: quando formas características inscritas em um dispositivo penal são seguidas de espéciesgenérica aberta. Ex.: no artigo 121 do Código Penal em sua forma qualificada temos, assim “Mataralguém..... à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recuso que dificulte outorne impossível a defesa do ofendido......” A própria lei obriga a se buscar o entendimento esemelhança do que seja outro recurso. Não se confunde analogia e interpretação analógica, esta é abusca da vontade da norma através da semelhança com fórmulas usadas pelo legislador, já, aquela, éforma de auto integração da lei com a aplicação de um fato não regulado por esta de uma norma quedisciplina a ocorrência semelhante não previstas em lei e VEDADA em DIREITO PENAL. 10
  11. 11. AnalogiaConsiste em aplicar –se uma hipótese não regulada em lei disposição relativa a um caso semelhante.Na analogia , o fato não é regido por qualquer norma e, por essa razão, aplica-se uma de casoanálogo. (exemplo: aplicação do artigo 128 II aos casos de aborto em gravidez ocorrida por atentadoviolento ao pudor). È uma forma de auto-integração da lei, não sendo, portanto, fonte mediata do direito.Podemos distinguir a analogia da interpretação extensiva e interpretação analógica.. Na interpretaçãoextensiva existe uma norma regulando a hipótese de modo que não se aplica a norma do casoanálogo. Já na interpretação analógica após uma seqüência casuística , segue-se uma formulaçãogenérica que deve ser interpretada de acordo com os casos anteriormente elencados. Nainterpretação analógica existe uma norma regulando a hipótese (diferentemente da analogia)expressamente (diferente da interpretação extensiva), mas de forma genérica , o que torna necessário orecurso à via interpretativa.Espécies de analogia:Legal ou legis: o caso é regido por norma reguladora de hipótese semelhante.Jurídica ou juris: a hipótese é regulada por princípios extraídos do ordenamento jurídico em seuconjunto;In bonan partem: a analogia é empregada em benefício do agente;In malan partem:a analogia é empregada em prejuízo do agente.Analogia de norma penal incriminadora: fere o princípio da reserva legal, destacando um fato nãodefinido como crime como tal.Vigência e revogação da leiEm regra, a lei é feita para vigir por tempo indeterminado.Vacatio legis: período decorrente entre a publicação e a data em que começa a sua vigência:45 dias - quando a própria lei não diz diferente;03 meses - aplicação nos Estados estrangeiros, quando esta é admitida.REVOGAÇÃO, encerra a vigência da lei:Parcial: derrogação;Total: ab-rogação;Expressa: quando declarada na lei revogadora;Tácita: a lei posterior regulamenta a matéria disciplinada pela antiga.Auto-revogação:cessa a situação de emergência na lei excepcional;se esgota o prazo na lei temporária.PRINCÍPIOS DA LEI PENALPRINCÍPIO DA LEGALIDADE: (contendo reserva legal e anterioridade) – artigo 1º. do CP. Não hácrime sem lei anterior que o defina - Não há pena sem prévia cominação legal. (“Nullum crimem,nulla poena sinepraevia lege” - Feüerbach). (Constituição Federal artigo 5º. XXXIX)Trata-se de garantia constitucional fundamental , garantidora da liberdade.Assim só é possível a existência de crime quando existir uma perfeita correspondência entre o atopraticado e a previsão legal, e que esta seja anterior aquela.Inclui-se nesse princípio: 11
  12. 12. O PRINCÍPIO DA RESERVA DA LEI: só a lei pode definir crimes e cominar penalidades, nenhumaoutra fonte inferior a lei pode gerar uma norma penal. Medidas provisórias (CF, art. 62): Não podedefinir crimes e impor penas.O PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE DA LEI PENAL, relativo ao crime e à pena. Somente se aplicarápena que esteja prevista anteriormente na lei como aplicável ao autor do crime.O PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE: O conjunto de normas incriminadoras é taxativo. O fato é típico ouatípico. O elenco não admite ampliações. Assim fica impossibilitado o emprego da analogia. Para tantoa lei deve especificar ao máximo o fato típico, evitando generalizações.O PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS INCRIMINADORAS: Decorre do princípio daanterioridade. A lei incriminadora não pode retroagir para alcançar um fato cometido antes de suavigência.MEDIDAS DE SEGURANÇA E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: O princípio da legalidade também vigeem relação às medidas de segurança. O magistrado não as pode aplicar sem que se encontremdeterminadas pelas leis.OUTROS PRINCÍPIOS DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL:PRINCÍPIO DA FRAGMENTARIEDADE (PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA): É conseqüênciados princípios da reserva legal e da intervenção necessária (mínima). O direito penal não protege todosos bens jurídicos de violações: só os mais importantes.PRINCÍPIO DA ALTERIDADE (LESIVIDADE): O direito penal só deve ser aplicado quando a condutalesiona um bem jurídico, não sendo suficiente que seja imoral ou pecaminosa.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA; Ligado aos chamados "crimes de bagatela" ou “delitos de lesãomínima", recomenda que o direito penal, pela adequação típica, somente intervenha nos casos de lesãojurídica de certa gravidade. Tória da ação socialmente adequada, onde deve se considerar que asações humanas que não produzem dano socialmente relevante e mostrem-se adequadas a vida socialem um determinado tempo, não podem ser consideradas crimePRINCÍPIO DA CULPABILIDADE: Nullum crimen sine culpa. A pena só pode ser imposta a quem,agindo com dolo ou culpa, e merecendo juízo de reprovação, cometeu um fato típico e antijurídico.PRINCÍPIO DE HUMANIDADE: O réu deve ser tratado como pessoa humana.PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE DA PENA: Chamado também princípio da proibição deexcesso, determina que a pena não pode ser superior ao grau de responsabilidade pela prática do fato..PRINCÍPIO DO ESTADO DE INOCÊNCIA: Geralmente denominado "princípio da presunção deinocência", está previsto em nossa CF: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado desentença penal condenatória".PRINCÍPIO DE IGUALDADE: Todos são iguais perante a lei penal (CF, art. 1º, caput), não podendo odelinqüente ser discriminado em razão de cor, sexo, religião, raça, procedência, etnia etc.PRINCÍPIO DO "NE BIS IN IDEM": Ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo fato. Possuiduplo significado:penal material: ninguém pode sofrer duas penas em face do mesmo crime;processual: ninguém pode ser processado e julgado duas vezes pelo mesmo fato.Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal - cabe ao judiciárioimpor a pena - “nulla poena sine juditio”.A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito.em processo judicial ou administrativo, são assegurados o contraditórios e a ampla defesa, com osmeios e os recursos a ela inerente.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridadejudiciária competente., salvo nos casos de transgressão militar, ou crimes próprios militares.a lei só poderá ser aplicada pelo juiz com jurisdição - “nemo judex sine lege”.não haverá juízo ou tribunal de exceção - juiz natural -.LEI PENAL NO TEMPO“Tempus regit actum” - a lei rege em geral, os fatos praticados durante a sua vigência. 12
  13. 13. Há uma regra que domina o conflito de leis penais no tempo, é a da IRRETROATIVIDADE da lei penal,sem a qual não haveria nem segurança nem liberdade na sociedade, uma vez que se poderiam punirfatos lícitos após sua realização, com a abolição do postulado consagrado no art. 2º do Código Penal.O princípio da irretroatividade vige, entretanto, somente em relação à lei mais severa. Admite-se, nodireito transitório, a aplicação retroativa da lei mais benigna (lex mitior). Constituição Federal artigo 5°XL.Temos, assim, dois princípios que regem os conflitos de direito intertemporal: regra: a irretroatividade da lei;exceção : retroatividade da lei mais benigna.Esses dois princípios podem reduzir-se a um: o da retroatividade da lei mais benigna. Por expressadisposição legal, é possível:RETROATIVIDADE: aplicação da norma a fatos ocorridos anteriormente à sua vigência.ULTRATIVIDADE:: É a possibilidade de aplicação de uma lei não obstante cessada a sua vigência,desde que mais benéfica em face de outra, posterior.CONCEITO DE LEI POSTERIOR: Subentende-se a que foi promulgada em último lugar. Determina-sea anterioridade e a posterioridade pela data da publicação e não pela da entrada em vigor.A lei processual penal, entretanto, não se submete a esse critério, conforme o artigo 2° do CPP.Conflito de leis penaisQuando surgem novos preceitos, após a prática de fato delituoso.SOLUÇÃO LEGAL DAS HIPÓTESES DE CONFLITO DE LEIS PENAIS NO TEMPONOVATIO LEGIS INCRIMINADORA: Torna típico fato anteriormente não incriminado. Essa lei penal éirretroativa. Sujeito que realiza o fato durante a "vacatio legis": Não pratica crime, uma vez que a leipenal adquire obrigatoriedade quando entra em vigor.ABOLITIO CRIMINIS: Pode ocorrer que uma lei posterior deixe de considerar como infração um fatoque era anteriormente punido. Estamos em face de exceção ao princípio tempus regit actum: a lei novaretroage; a antiga não possui ultra-atividade. Retroatividade da lei mais benigna , alcança fatosdefinitivamente julgados, ou seja a execução da sentença condenatória e todos os efeitos penaisdessa decisão.Permanece os reflexos civis , indenizar o dano, o fato já não é mais crime, mas um ilícitocivil que obriga a reparação do dano - tem efeitos civis e processuais civis. A obrigação civil dereparação do dano causado pelo delito constitui efeito secundário da condenação (CP, art. 91, I). A leinova descriminante não exclui essa obrigação. Diz o art. 2º que em virtude dela cessam "os efeitospenais da sentença condenatória", perdurando os de natureza civil.IMPORTÂNCIA PRÁTICA:a persecutio criminis ainda não foi movimentada: o inquérito policial ou o processo não pode seriniciado;o processo está em andamento: deve ser "trancado" mediante decretação da extinção da punibilidade;já existe sentença condenatória com trânsito em julgado: a pretensão executória não pode ser efetivada(a pena não pode ser executada);o condenado está cumprindo a pena: decretada a extinção da punibilidade, deve ser solto.Ocorrendo a abolitio criminis, a condenação é declarada inexistente e o nome do condenado é riscadodo rol dos culpados: o comportamento, como conduta punível, deixa de figurar em sua vida pregressa.NOVATIO LEGIS IN PEJUS: É a lei mais severa que a anterior, vige nos caso o princípio dairretroatividade da lei penal. São leis que cominam pena mais grave em qualidade - reclusão em vez dedetenção - em quantidade - de dois a oito em vez de um a quatro - acrescentem qualificadoras ouagravantes - eliminam atenuantes - causas de extinção da punibilidade - etc... 13
  14. 14. NOVATIO LEGIS IN MELIUS: a nova lei é mais favorável que a anterior, aplicando-se a fatosanteriores (retroagirá) , ainda que decididos por sentença condenatória transitado em julgado. Podeacrescentar atenuantes, eliminar agravantes, novos casos de extinção de punibilidade, etc.. Se a leinova, sem excluir a incriminação, é mais favorável ao sujeito, retroage. Aplica-se o princípio daretroatividade da lei mais benigna.Competente para aplicá-la é se estiver em primeira instância o juiz de primeiro grau, se em segundainstância o Tribunal incumbido do recurso. Após sentença condenatória caberá ao juízo da execuçãoSúmula 611 so STF.LEI INTERMEDIÁRIA : Pode acontecer que o sujeito pratique o fato sob o império de uma lei, surgindo,depois, sucessivamente, duas outras, regulando o mesmo comportamento, sendo a intermediária amais benigna. Analisando os efeitos das três leis, veremos que a primeira é ab-rogada pela intermédiae, sendo mais severa, não tem ultra-atividade; a intermediária, mais favorável que as outras duas,retroage em relação à primeira e possui ultra-atividade em face da terceira; esta, mais severa, nãoretroage.LEIS TEMPORÁRIAS E EXCEPCIONAIS:Leis Temporárias: vigência previamente fixada pelo legislador; em casos de calamidade pública,guerras, revoluções, cataclismos, epidemias etc.Leis Excepcionais: as que vigem durante situações de emergência; São as que possuem vigênciapreviamente fixada pelo legislador. Este determina que a lei terá vigência até certa data.Essas espécies de lei, têm ultratividade, ou seja, aplicam-se a fatos cometidos no seu império, mesmodepois de revogadas, pelo decurso de tempo ou cessadas as causas emergenciais. A razão é evidente.Se o criminoso soubesse antecipadamente que estivessem destinadas a desaparecer após umdeterminado tempo, perdendo a sua eficácia, lançaria mão de todos os meios para iludir a sanção,principalmente quando iminente o término de sua vigência pelo decurso de seu período de duração oude suas circunstâncias determinadoras.CONCLUINDO:Lei penal - mais benigna - tem extratividade : é retroativa - é ultrativa.Lei penal - mais grave - não tem extratividade : não é retroativa - não é ultrativa.Havendo dúvida sobre qual a lei mais benéfica, considerar-se-á mais favorável aquela que restringe ojus puniendi, ampliando os direitos de liberdade .Durante o vacatio legis a lex mitior não pode ser aplicada de imediato e nem retroativamente, devendosê-la somente quando de sua entrada em vigor.TEMPO DE CRIMECONCEITO: Tempo do crime é o momento em que ele se considera cometido.CP. Artigo 4° .Teorias sobre ao tempo do crimenecessário saber-se o tempo de crime ou seja a ocasião em que foi praticado o delito - para a aplicaçãoda lei penal o seu autor. Teorias:TEORIA DA ATIVIDADE: tempo do crime o momento da conduta - ação ou omissão - pouco importa aconsumação.TEORIA DO RESULTADO (OU EFEITO): tempo de crime é o momento da sua consumação, nãolevando em conta a ocasião em que o agente praticou a ação.TEORIA MISTA: considera o tempo de crime tanto o momento da conduta como o resultado. 14
  15. 15. Nosso legislador adotou a TEORIA DA ATIVIDADE, que evita a incongruência de o fato se consideradocomo crime em decorrência da lei vigente na época do resultado quando não o era no momento daação ou omissão. Quanto ao termo inicial da prescrição - não se aplica a teoria da atividade mas simdo resultado.CRIME PERMANENTE: Nele, em que o momento consumativo se alonga no tempo sob a dependênciada vontade do sujeito ativo, se iniciado sob a eficácia de uma lei e prolongado sob outra, aplica-se esta,mesmo que mais severa. Crime habitual: Dá-se a mesma solução.CRIME CONTINUADO: Podem ocorrer três hipóteses:o agente praticou a série de crimes sob o império de duas leis, sendo mais grave a posterior: aplica-se alei nova, tendo em vista que o delinqüente já estava advertido da maior gravidade da sanctio juris, caso"continuasse" a conduta delituosa;se cuida de novatio legis incriminadora, constituem indiferente penal os fatos praticados antes de suaentrada em vigor. O agente responde pelos fatos cometidos sob a sua vigência a título de crimecontinuado, se presentes os seus requisitos;se trata de novatio legis supressiva de incriminação, a lei nova retroage, alcançando os fatos ocorridosantes de sua vigência. Quanto aos fatores posteriores, de aplicar-se o princípio de reserva legal.CONFLITO APARENTE DE NORMASOcorre quando duas ou mais normas aparentemente parecem aplicáveis ao mesmo fato.Elementos configurativos do conflito:Uma só infração penal – unidade de fatos;Duas ou mais normas pretende regulá-lo – pluralidade de normas;Aparente aplicação de todas as normas à espécie;Efetiva aplicação de apenas uma delas.A solução se dá pela aplicação de alguns princípios, que são:Da especialidade – lex specialis derogat generalis : especial é a norma que possui todos oselementos gerais e mais alguns denominados de especializantes que trazem um minus ou um plus deseveridade. A lei especial prevalece sobre a geral a qual deixa de incidir sobre aquela hipótese. Ex.: oart. 123 do CP, trata de infanticídio que prevalece sobre o artigo 121 homicídio , pois além de ter oselementos genéricos deste possui elementos especializantes (próprio filho, durante o parto ou logoapós, etc..).Da subsidiariedade – lex primaria derogat subsidiariae: subsidiária é aquela norma que descreveem grau menor de violação de um mesmo bem jurídico, isto é, um fato menos amplo e menos grave, oqual embora definido como delito autônomo, encontra-se também compreendido em outro tipo comofase normal de execução de crime mais grave. A norma primária prevalece sobre a subsidiária.Exemploo agente efetua disparos com arma de fogo sem atingir a vítima , aparentemente três normas sãoaplicáveis o artigo 132 do CP, o artigo 10 § 1° , III da Lei 9437/97 e o art. 121 c/c o art 14, II do CP. Otipo definidor da tentativa de homicídio descreve um fato mais amplo e mais grave do qual cabemosdois primeiros.Espécies:Expressa ou explícita: própria norma reconhece expressamente seu caráter subsidiário, admitindoincidir somente se não ficar caracterizado fato de maior gravidade. Exemplo artigo 132 do CP, “se ofato não constitui crime mais grave”Tácita ou implícita: norma nada diz , mas diante do caso concreto verifica-se sua subsidiariedade.Da consunção – lex consumens derogat consumptae : ocorre quando um fato mais grave absorveoutros fatos menos amplos e graves , que funcionam como fase normal de preparação ou execução oucomo mero exaurimento 15
  16. 16. Hipóteses em que se verifica a consunção:Crime progressivo: ocorre quando o agente , objetivando produzir resultado mais grave pratica , pormeio de atos sucessivos crescentes violações ao bem jurídico. Única conduta comandada por únicavontade, através de diversos atos. O agente responde pelo ato mais grave, ficando absorvida as demaislesões anteriores ao bem jurídico.Tem quatro elementos caracterizadores: uma única vontade, um sócrime, pluralidade de atos, progressividade da lesão.Crime complexo: é o que resulta da fusão de dois ou mais delitos autônomos que passam a funcionarcomo elementos ou circunstância no tipo complexo. O fato complexo absorve os autônomos. Ex.latrocínio – fica o roubo e o homicídio absorvidos.Progressão criminosa: pode ser de tre formas:Progressão criminosa em sentido estrito: inicialmente o agente pretende produzir um resultado eapós atingi-lo , decide prosseguir e reiniciar sua agressão produzindo uma lesão mais grave . O agentesó responde pelo fato final, mais grave.Fato anterior não punível: sempre que um fato anterior menos grave for praticado como meionecessário de outro mais grave, ficará por este absorvido.Fato posterior não punível: após realizada a conduta o agente pratica novo ataque contra o mesmobem jurídico, visando apenas tirar proveito da prática anterior.Da alternatividade: quando uma norma descreve várias formas de realização da figura típica , em quea realização de uma ou de todas configura um único crime. Exemplo artigo 12 da Lei de Tóxicos. O quehá aqui é um conflito interno da própria norma.LEI PENAL NO ESPAÇOTERRITORIALIDADE DA LEI PENAL BRASILEIRACP. Art. 5°Princípio da territorialidade: a lei penal só tem aplicação no território do Estado que a editou, poucoimportando a nacionalidade do sujeito ativo ou passivo.Princípio da territorialidade absoluta: só a lei penal brasileira é aplicável aos crimes cometidos noterritório nacional.Princípio da territorialidade temperada: a lei penal brasileira, aplica-se em regra ao crime cometidono território nacional. Excepcionalmente a lei estrangeira é aplicável a delitos cometidos total ouparcialmente em território nacional , quando assim determinarem tratados ou convençõesinternacionais.Adotou-se o princípio da territorialidade temperadaTERRITÓRIO: Sob o prisma material, recebe o nome de natural ou geográfico, compreendendo oespaço delimitado por fronteiras. Território jurídico abrange todo o espaço em que o Estado exerce asua soberania.Componentes do território:Solo ocupado pela corporação política;Rios, lagos, mares interiores, golfos, baías e portos;Mar Territorial: faixa de mar exterior ao longo da costa estende-se por 12 milhas marítimas de largura,medidas a partir da baixa-mar do litoral continental e insular brasileiro. Aqui o Brasil exerce suasoberania plena, excepcionada apenas pelo chamado “direito de passagem inocente” que sujeita aos 16
  17. 17. navios mercantes e militares de qualquer Estado a passagem livre, embora sujeitos ao poder de políciado estado costeiro;Zona contígua: faixa que se estende das 12 ás 14 milhas , na qual o Brasil poderá tomar medidas defiscalização, a fim de reprimir infrações às leis e aos regulamentos aduaneiros , fiscais de imigração ousanitários no seu território ou mar territorial. Não se compreende no território nacional.Zona econômica exclusiva: compreende uma faixa que se estende das 12 milhas às 200 milhasmarítimas , contadas a partir da linha de base que servem para medir a largura do mar territorial , ondeo Brasil tem direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dosrecursos naturais, vivos ou não vivos etc.Para efeito de aplicação da lei penal brasileira, não éconsiderado território nacional para o fim de aplicação de nossa legislaçãoEspaço Aéreo: a camada atmosférica que cobre o território nacional e considerada parte deste;Espaço cósmico: este pode ser explorado e utilizado livremente por todos os estados em condições deigualdade e sem discriminação, não sendo objeto de apropriação nacional por proclamação desoberania, por uso ou ocupação nem por qualquer outro meio.Navios e aeronaves:PRIVADOS: Alto mar: lei da bandeira que ostentam; No mar territorial ou no porto: lei do local.PÚBLICOS: faz parte do território da nação da bandeira, ainda que em porto ou mar territorialestrangeiro.LEI PENAL EM RELAÇÃO A PESSOAS QUE EXERCEM DETERMINADAS FUNÇÕES PÚBLICASA Lei penal fixa o princípio da obrigatoriedade da lei penal a todos os cidadãos que se encontram emnosso território. Tal princípio não se aplica, porém, em determinados casos em face das funçõespúblicas exercidas por certas pessoas.Esses privilégios não são concedidos em relação as pessoas, mas sim à função que elas exercem.Privilégios que subtraem à eficácia jurisdicional criminal do Estado, ou as que sujeitam a regrasparticulares nas ações penais.Não se trata de exceções ao princípio da igualdade, pois os privilégios não são pessoais, mas sim,funcionais. Não se tem em vista a pessoa, mas, sim, a função.IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS :O diplomata é dotado de inviolabilidade pessoal, pois não pode ser preso nem submetido a qualquerprocedimento ou processo sem autorização de seu país.Embora as sedes diplomáticas não possam ser mais consideradas extensão do território do país emque se encontram, são dotadas de inviolabilidade como garantia dos representantes estrangeiros, nãopodendo ser objeto de buscas, requisições embargo ou medida de execução. Contudo, não haveráinviolabilidade se um crime for ali cometido por pessoa estranha à legação.Assim , os representantes diplomáticos de governo estrangeiro gozam de imunidade penal, não sendoaplicável a eles a lei penal Brasileira em razão de infrações penais aqui cometidas.São abrangidos pela imunidade diplomática:Agentes diplomáticos (embaixador, secretário de embaixada, pessoal técnico e administrativo dasrepresentações);Componentes da família do agente diplomático;Funcionários das organizações internacionais, quando em serviço (ONU, OEA, etc..);Chefe de Estado Estrangeiro que visita o país, inclusive os membros de sua comitiva.Os empregados particulares dos agentes diplomáticos não gozam de imunidade, ainda que sejam damesma nacionalidade deles.IMUNIDADES PARLAMENTARES: Pode ser a imunidade parlamentar: 17
  18. 18. Material (absoluta) ou penal : deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente emquaisquer de suas manifestações proferidas (escrita ou falada) no desempenho de suas funçõesdentro ou fora da Casa respectiva. Ampliada encontra-se tal imunidade para além de penal tambémcivil, assim, o parlamentar não pode ser processado por perdas e danos materiais e morais , em virtudede suas opiniões palavras e votos no exercício das suas funções.O suplente não goza destas prerrogativas.A imunidade é irrenunciável, mas não alcança o parlamentar que se licencia para ocupar outro cargo naAdministração Pública, embora lhe fique preservado o foro por prerrogativa de função, cancelada está,assim, a Súmula 4 do STF.Formal (relativo) ou processual : anterior a EC n° 35/2001 a imunidade processual exigia prévialicença da casa para processar o parlamentar. Agora recebida denúncia contra senador ou deputado,por crime ocorrido após a diplomação o STF dará ciência a casa respectiva, que por iniciativa de partidopolítico nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá até a final decisão, sustar oandamento da ação. Desta forma o controle legislativo deixou de ser prévio, que só vigora para oPresidente da República e ao Governador. Quanto aos Prefeitos não há de se falar em imunidadeprocessual ou penal, somente em foro por prerrogativa de função perante os TJs.Os crimes cometidos antes da diplomação , terá seu curso normal não podendo serem sustados.A imunidade parlamente não se estende ao co-réu sem essa prerrogativa. Súmula 245 do STF.Imunidade prisional: Em crimes afiançáveis jamais os parlamentares poderão ser presos, já noscrimes inafiançáveis somente é admissível a prisão em flagrante. Nenhuma outra modalidade de prisãocautelar ou mesmo de prisão civil tem incidência.Foro especial e prerrogativa de função: deputados e senadores, desde a expedição do diploma,serão submetidos a julgamento no STF. Alcança inclusive os crimes anteriores e o do momento dadiplomação.Somente as causa penais gozam desta prerrogativa de função.Não se estende aos crimes cometidos após a cessação definitiva do exercício funcional.Imunidade para servir como testemunha: os deputados e senadores não são obrigados atestemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobreas pessoas que lhe confiaram ou deles receberam informações.Quanto aos diplomatas só encontra-se obrigado a depor sobre fatos relacionados com o exercício desuas funções.Imunidades parlamentares e estado de sítio: as imunidades de deputados e senadores subsistirãodurante o estado de sítio , só podendo ser suspensas mediante o voto de 2/3 dos membros da casarespectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso, que sejam incompatíveis com aexecução da medida.IMUNIDADE JUDICIÁRIA: trata-se da imunidade do advogado nos atos do exercício de suaprofissão.Não atinge a calúnia, somente a injúria e a difamação, quando irrogadas em juízo. Nãoabrange a ofensa dirigida ao juiz da causa, limita-se as partes litigantesEXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL BRASILEIRACP. Art 7°O princípio da extraterritorialidade consiste na aplicação da lei brasileira aos crimes cometidos fora doBrasil.FORMAS DA EXTRATERRITORIALIDADE: 18
  19. 19. INCONDICIONADA; É prevista nas hipóteses do inc. I do art. 7º, quais sejam, as de crimes cometidosno estrangeiro contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; contra o patrimônio ou a fépública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública,sociedade de economia mista, autarquia ou fundação estatuída pelo Poder Público; contra aAdministração Pública, por quem está a seu serviço; e de genocídio, quando o agente for brasileiro oudomiciliado no Brasil. Diz-se incondicionada a extraterritorialidade excepcional da lei penal brasileira,nesses casos, porque a sua aplicação não se subordina a qualquer requisito.CONDICIONADA. Ocorre nos seguintes casos:crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir (art. 7º, II, a).crimes praticados por brasileiro no estrangeiro (al. b);.delitos praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados .crimes cometidos por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil (art. 7º, § 3º). Diz-se condicionadaporque a aplicação da lei penal brasileira se subordina à ocorrência de certos requisitos (als. dos §§ 2ºe 3º).Nos quatro casos, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições:entrar o sujeito no território nacional.ser o fato punível também no país em que foi praticado;estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;.não ter sido o sujeito absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;não ter sido o sujeito perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade,segundo a lei mais favorável (art. 7º, § 2º).NO QUARTO CASO (crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil), além dessesrequisitos, só se aplica a lei brasileira se:não foi pedida ou foi negada a extradição (§ 3º, a);houve requisição do Ministro da Justiça (al. b).PRINCÍPIOS PARA APLICAÇÃO DA EXTRATERRITORIALIDADE:DA NACIONALIDADE: aplica-se a lei do país do agente, pouco importando o local onde o crime foicometido. Embora praticado no exterior por Brasileiro, lei Brasileira. Pode subdividir-se em:Nacionalidade ativa ou personalidade ativa : do autor do delito, sem cogitar-se a vítima.Nacionalidade passiva ou personalidade passiva, exige para sua aplicação que sejam nacionais oautor e o objeto ofendido.DA PROTEÇÃO, DA DEFESA OU REAL: aplica-se a lei do país do bem jurídico ofendido, semcontar-se com o local onde foi praticado o crime ou a nacionalidade do agente. Aplica-se a lei brasileira,em crime cometido no exterior, contra a vida e liberdade do Presidente da República e o patrimôniopúblico Brasileiro. Genocídio praticado por brasileiro, ou pessoa aqui residente.DA JUSTIÇA (COMPETÊNCIA) UNIVERSAL: o criminoso deve ser julgado e punido onde for detido esegundo as leis desse país, não se levando em conta o lugar do crime, do agente ou bem jurídicolesado. Crimes que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir.DA REPRESENTAÇÃO: aplicação do país, quando por deficiência legislativa ou interesse de outro quedeveria reprimir o crime ,não o faz. Praticada em aeronaves ou embarcações Brasileira (mercante ouprivada) e no exterior não julgada.Geralmente as nações adotam legislação baseadas e um dos princípios e depois complementam comos demais.PRINCÍPIOS ADOTADOS PELO CÓDIGO PENAL: São eles:da territorialidade: art. 5º (regra);real ou de proteção: art. 7º, I e § 3º; 19
  20. 20. da justiça universal: art. 7º, II, a;da nacionalidade ativa: art. 7º, II, b;da representação: art. 7º, II, c (exceções).EXTRADIÇÃO: é o instrumento jurídico pelo qual um país envia uma pessoa que se encontra em seuterritório a outro Estado soberano, a fim de que neste seja julgada ou receba imposição de pena jáaplicada.Princípio da não-extradição de nacionais: nenhum brasileiro será extraditado, salvo naturalizado, emcaso de crime comum praticado antes da naturalização ou de comprovado tráfico ilícito deentorpecentes.Princípio da exclusão de crimes não-comuns: estrangeiros não podem ser extraditados por crimepolítico ou de opinião;Princípio de prevalência dos tratados: na colisão entre a lei reguladora da extradição e o respectivotratado, este prevalece.Princípio da legalidade: somente cabe extradição nas expressas hipóteses elencadas no texto legaregulador do instituto e apenas em relação aos delitos especificamente apontados naquela lei.Princípio da dupla tipicidade: deve haver semelhança ou simetria entre os tipos penais da legislaçãobrasileira e do Estado solicitante.Princípio da preferência da competência nacional: havendo conflito entre a justiça brasileira e aestrangeira, prevalecerá a competência nacional.Princípio da limitação em razão da pena: não se concederá extradição para os países onde a penade morte e a prisão perpétua são previstas a menos que sejam dadas garantias de que não serãoaplicadas.Princípio da detração: o tempo em que o extraditando permanece preso preventivamente no Brasil, adeve ser considerado na execução da pena no país requerente.Jurisdição subsidiária: verifica-se a subsidiariedade da jurisdição nacional nas hipóteses do inciso II edo § 3° do artigo 7° do CP. Se condenado por crime no estrangeiro e sendo processado por esse juízo.Está sentença preponderará sobre a do juiz brasileiro. Caso o réu tenha sido considerado absolvidopelo juízo estrangeiro, aplicar-se-á a regra non bis in idem para impedir a persecutio criminis. Tendosido condenado, e subtraiu-se a execução da pena , não lhe será possível invocar o non bis in idem,sendo julgado e se for o caso, condenado novamente pelos órgão nacionais – art 7° § 2° “d” e “e”. ,Jurisdição principal: hipóteses do artigo 5° e 7° I do CP. Compete a j urisdição brasileira conhecer do ,crime cometido no território nacional ou por força dos princípios de competência real. Assim, aabsolvição no estrangeiro não impedirá nova persecutio criminis, nem obstará o veredicto do juizbrasileiro.Atendendo a regra non bis in idem e non bis poena in idem, a pena cumprida no estrangeiro pelomesmo crime, quando diversas atenua a pena imposta no Brasil, e quando idênticas é nela computada.EFICÁCIA DA SENTENÇA ESTRANGEIRACP. Artigo 9° 20
  21. 21. Dada a característica de que o Direito penal e essencialmente territorial, a sentença emanada por umEstado estrangeiro não pode ter eficácia em outro Estado sem o consentimento deste, portanto, talsentença necessita de homologação.A competência para homologação de sentença estrangeira em nosso país é do STF.A homologação não diz respeito ao conteúdo, mas somente a um exame formal e deliberatório dadecisão, verifica-se apenas o preenchimento dos requisitos do artigo 788 do CPP.Nem toda sentença estrangeira precisa ser homologada, somente aquelas que devam aqui seremexecutadas, não somente para execução da pena imposta, como também para obrigar a reparação dodano, a restituição e a outros efeitos civis decorrentes da condenação criminal.Nestes últimos casos (efeitos civis) é necessário o pedido da parte interessada não podendo o STFatuar ex officio.Os efeitos secundários da execução (reincidência, proibição de sursis e livramento condiciona), nãonecessitam de homologação para vigorarem, vigoram de plano, somente deve ser homologada para finsde execução da pena.LUGAR DO CRIMECP. Artigo 6°Conceito de lugar do crime: A determinação do lugar em que o crime se considera praticado (locuscommissi delicti) é decisiva no tocante à competência penal internacional. Surge o problema quando oiter se desenrola em lugares diferentes.TEORIAS: Para a solução do problema têm sido preconizadas três teorias principais:da atividade; ou da ação, é considerado lugar do crime aquele em que o agente desenvolveu aatividade criminosa, i. e., onde praticou os atos executórios.do resultado; do efeito ou do evento, locus delicti é o lugar da produção do resultadoda ubiqüidade. Nos termos da teoria da ubiqüidade, mista ou da unidade, lugar do crime é aquele emque se realizou qualquer dos momentos do iter, seja da prática dos atos executórios, seja daconsumação. O NOSSO CÓDIGO ADOTOU A TEORIA DA UBIQÜIDADE.IMPORTÂNCIA PRÁTICA: Quando o crime tem início em território estrangeiro e se consuma no Brasil,é considerado praticado no Brasil. Nestes termos, aplica-se a lei penal brasileira ao fato de alguém,.Do mesmo modo, tem eficácia a lei penal nacional quando os atos executórios do crime sãopraticados em nosso território e o resultado se produz em país estrangeiro.Basta que uma porção da conduta criminosa tenha ocorrido em nosso território para ser aplicada nossalei. TENTATIVA: O dispositivo disciplina, inclusive, a hipótese da tentativa.CRIMES A DISTÂNCIA: Os crimes podem ser de espaço mínimo ou de espaço máximo, segundo serealizem ou não, no mesmo lugar, os atos executórios e o resultado. Na hipótese negativa, fala-se emcrimes a distância. Assim, por exemplo, um crime executado na Argentina e consumado no Brasil.Sendo o crime um todo indivisível, basta que uma de suas características se tenha realizado emterritório nacional para a solução do problema dos crimes a distância.CONTAGEM DE PRAZO CONFORME O CÓDIGO PENALCP artigo 10O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, não interessa o horário em que começou ser cumprida.Não importando, também, se o prazo começou em um sábado, domingo ou feriado. 21
  22. 22. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum, irrelevante meses de 30 ou 31 dias ouanos bissextos.Termo: é o instante determinado do tempo: fixa o momento da prática de um ato, designando ,também, a ocasião de início de prazo.O prazo se desenvolve entre dois termos:Termo inicial – (termo a quo, dies a quo);Termo final – ( termo ad quem, dies ad quem).Hipótese de o código penal e o código de processo penal tratarem do mesmo prazoSe o fundamento da diversidade reside no tratamento mais favorável aos réus, quando os doisestatutos cuidam da mesma matéria é de aplicar-se o artigo 10 do CPP.a decadência é de natureza processual, devendo-se aplicar à contagem do prazo o art. 798, § 1º, doCódigo de Processo Penal.DO CRIMECrime - conceito materialRelevância jurídica coloca em destaque o seu conteúdo teleológico - razão determinante de constituiruma conduta humana - infração penal e sujeita a uma sanção. “Delito é a ação ou a omissão imputávela uma pessoa, lesiva ou perigosa a interesses penalmente protegidos, constituída de determinadoselementos e eventualmente integrada por certas condições ou acompanhadas de determinadascircunstâncias previstas em lei.” Manzini.O Conceito do ponto de vista material - visa os bens protegidos pela lei penal - nada mais é que aviolação de um bem penalmente protegido.Crime – conceito formalO conceito de crime resulta da mera subsunção da conduta ao tipo legal, assim considera-se infraçãotudo aquilo que o legislador escreveu como tal.Crime - conceito analíticoCrime é um fato típico e antijurídico. A culpabilidade é pressuposto da pena.Crime e Contravenção: Não há diferença ontológica, o mesmo fato pode ser considerado crime oucontravenção pelo legislador - conforme a necessidade da prevenção social.CARACTERES DO CRIME SOB O ASPECTO ANALÍTICOPara que haja crime - em primeiro lugar - Conduta Humana:Positiva - ação;Negativa - omissão;Nem todo o comportamento do homem constitui delito - em face do princípio da reserva legal - só osdescritos na pela lei são delitos. O Fato Típico não basta para que exista o crime - deve ser contrárioao direito - Antijurídico. Antijuridicidade: segundo requisito do crime - excluída, esta não há crime.Fato típico, a antijuridicidade e a culpabilidadeFato Típico: comportamento humano, positivo ou negativo, que provoca resultado previsto na lei comoinfração penal.Elementos do Fato Típico:Conduta humana dolosa ou culposa;resultado - salvo nos crimes de mera conduta; 22

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